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És a nossa Fé!

Doente terminal

Como já aqui disse a propósito da "cartilha", o que as diversas revelações a seu respeito vêm fazendo é demonstrar como o Benfica é um clube doente. A doença do Benfica chama-se obsessão de ganhar por quaisquer meios, mesmo os ilegítimos. Como também já disse, o confronto de estruturas em curso apenas revelou aquilo que todos sabíamos mas faltava provar. Como se percebe melhor agora que o árbitro não tenha visto penálti na jogada seguinte e que, mais incrível ainda, o Conselho de Arbitragem da FPF, depois de visionadas as imagens, continuasse a não ver:

Estamos, portanto, perante uma excelente oportunidade para os dois grandes monumentos do falseamento desportivo em Portugal (SLB e FCP) se destruírem mutuamente. Nesse sentido, não gostei que a nossa comunicação viesse logo pedir o anulamento dos campeonatos do Benfica, ainda a procissão vai no adro. Sempre a nossa comunicação... Parece um departamento em alta voltagem, em que cada pessoa excita mais a seguinte (o célebre mata-e-esfola). O momento não é para andar a fazer chavasco. É para fazer jus à fama predatória do leão: observar bem e, depois, abocanhar na altura certa.

Clash of Structures

Este épico confronto de estruturas está a ser lindo. Aos poucos, vai-se descobrindo que todos os esquemas e manigâncias de que sempre se falou são verdadeiros. A diferença está em que antigamente se insinuava e agora se prova, divulgando documentos. Cabe ao Sporting agarrar este magnífico momento de destruição mútua. Não se sabe quando voltará a haver uma oportunidade destas.

Admirável mundo novo

Teorias da conspiração.jpg

 É espantosa a quantidade de teorias da conspiração que circulam por aí sobre o Sporting e a arbitragem. Mais espantosa ainda é a altura em que aparecem: passaram três jornadas apenas e dois jogos "controversos" (Benfica-Setúbal e Sporting-Porto), nos quais todos os clubes envolvidos (Benfica, Setúbal, Sporting e Porto) têm razões de queixa. Ou seja, houve erros de arbitragem, mas distribuídos com a mesma incompetente imparcialidade. Volto a perguntar: nós é que somos os calimeros? Nós é que somos os maluquinhos?

A grande nádega

Pareceu, nos últimos 30 anos, que o grande malefício do futebol português era o FC Porto. Mas o Porto nunca passou (porque nunca quis mais, porque fez disso a sua força) de um clube regional. O que o Porto fez foi conseguir tirar ao Benfica, a partir dos anos 80, os esquemas de "estrutura" que o Benfica construiu nos anos 60 e 70: ou julgam que a "estrutura" é só de agora?

 

Mas a grande nádega é, realmente, o Benfica, com a sua vocação de União Nacional, como a capa de hoje d'A Bola bem ilustra:

benfica2016.jpg

Era assim no tempo da outra senhora e assim continuou a ser até o FC Porto o ter conseguido interromper. O FC Porto conseguiu fazer isso, mas nunca quis ser mais do que aquilo que é: um clube. A grande nádega tem delírios de grandeza.

One down

Eu sei que há ciclos e que as coisas começam e acabam, mas cheguei a desesperar que aquela máquina de verdadeira javardice futebolística que Pinto da Costa criou lá pelos fins da década de 70 no Porto alguma vez chegasse ao fim. Finalmente, está com ar disso. Se os estudos me serviram para alguma coisa, dá-me a impressão de que o Porto se confronta com o clássico problema do ditador: não tem regra de sucessão clara. Nas democracias há eleições, nas monarquias segue-se o rei posto ao rei morto. Nas ditaduras (sobretudo as bem sucedidas), segue-se o caos.

 

Uma nádega parece estar a ir-se, portanto. Falta a outra.

Dérbi? Qual dérbi?

Dado o número de andrades que quer o Benfica a ganhar, o jogo de sábado não é um dérbi. É um clássico, o clássico Sporting-Nádegas. Há os andrades que querem ver o Sporting perder para terem a possibilidade de se aproximarem, agora que o título voltou a não ficar assim tão distante. E depois há aqueles que se adiantaram a mostrar qual é o segundo clube do seu coração quando parecia que o Porto estava afastado. Era bastante importante dar uma rabeca nestes coisos, o coiso 1 e o coiso 2. Só espero que os nossos jogadores se apresentem à altura do momento. E não digo mais nada, que esta montanha-russa do fica a quatro pontos, fica a dois, fica a zero, fica a um está a dar cabo do meu coração.

Em Portugal, só há dois clubes

É preciso ir à Tasca do Cherba para encontrar pérolas como esta (não tenho ido ao barbeiro ultimamente):

MST.png

 

Mas acho que é recíproco. O "povo benfiquista" também não se engana: no outro dia, na inevitável Tasquinha do Lagarto, arranjei dois companheiros de mesa, dois amigos, um sportinguista e outro benfiquista. Ainda tentei falar racionalmente com o homem (o benfiquista, quero dizer), mas ele passou o almoço a malhar e a malhar e rematou, lá mais para o fim: "entre vocês e os tripeiros, prefiro os tripeiros".

 

Estamos mesmo perante um belíssimo par de nádegas. Diz que em Portugal só há dois clubes: o Benfica e o anti-Benfica. A sério?

O futebol a que temos direito

Muito se riram os adeptos das nádegas quando o Sporting voltou a participar na Liga dos Campeões: "deixem-nos rir", "não envergonhem o país", etc. Afinal, este Sporting em reconstrução (de muito mau trato infligido a si próprio, sem dúvida) teve uma participação europeia bem digna. Já as nádegas foi o que se viu: a nádega 1 acabou num lastimável último lugar no seu grupo de tubarões e a nádega 2 foi sovada de rabo ao léu em público lá pela Baviera. Eu acho que as nádegas estão mal habituadas: cá por casa, em nome da "bipolarização", vão de colinho um terço do campeonato, no outro terço encontram as pernas bem abertas da parte de clubes que lhes prestam vassalagem (por múltiplas e interessantes razões); no último terço, finalmente, têm de jogar a sério: e é aí que aparecem as derrotas e os empates (este ano a nádega 1 conseguiu mesmo a proeza, num jogo, de ter colinho e perder: em Paços de Ferreira). Tudo culminou, muito apropriadamente, no "jogo do ano" de domingo passado, que talvez merecesse mais o nome de "jogo do ânus" (para continuar com a escatologia), dada a sua extraordinária qualidade. É por isso que, quando têm de jogar a sério na Europa, já não se lembram como se faz. A má qualidade do futebol português na Europa não resulta só da falta de dinheiro. Resulta também deste pantanal em que o campeonato está praticamente decidido de forma administrativa desde o início.

Motivação

Não sei se é desânimo ou ainda cansaço, mas viu-se ontem que a equipa do Sporting está um pouco a dar para o frouxo. Gostava só de oferecer aqui um bocadinho de motivação, seja uma ou outra a razão. Li a ideia seguinte algures num comentário a um blog, mas já não lembro qual. Peço desculpa pelo pequeno plágio, mas é por uma boa causa: se ganharmos a Taça, fazemos uma época melhor do que uma das nádegas (para usar a expressão consagrada). Repare-se: uma das nádegas vai ganhar o campeonato, mas nenhuma tem a possibilidade de ganhar a Taça. Para além do campeonato, as nádegas são apenas candidatas à taça lucílio, mas a taça lucílio não é nada. Se a nádega vencedora do campeonato ganhar também a lucílio, deixa a outra mesmo mesmo sem nada nadinha. Se a nádega perdedora do campeonato ficar com a lucílio, também não ganha nada.

 

Se isto não é motivação suficiente para ganhar a Taça, não percebo o que é. Metam lá a cabeça no sítio e joguem para ganhar isto.

{ Blog fundado em 2012. }

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