11 Mai 17

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Prometeram-nos o título.

O presidente, num daqueles exageros a que já habituou os adeptos, chegou a convidar os jornalistas a contemplar uma prateleira vazia no museu, garantindo-lhes que aquele era o espaço já reservado para a taça comemorativa da conquista da Liga 2016/17.

 

Prometeram-nos uma equipa de combate.

O plantel foi construído de raiz com as escolhas do treinador, acrescidas de duas ou três "prendas" que o presidente entendeu dar-lhe, na sequência da renovação do contrato ocorrida meses antes como prémio do segundo lugar no campeonato.

 

Prometeram-nos ser fiéis ao lema do fundador, o Visconde de Alvalade: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

Anunciaram sem rodeios que estava de regresso o Sporting dos grandes feitos e das grandes proezas, com o maior investimento de sempre no futebol leonino e supostos craques aterrados em Lisboa, oriundos das mais diversas proveniências.

 

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Isto ocorreu entre Julho e Setembro.

Escassos meses depois, em Janeiro de 2017, o Sporting já estava arredado de todas as frentes da competição futebolística.

Uma derrota no Porto, mal iniciada a segunda volta, deixou-nos fora da luta pelo título e com a certeza antecipada de que a tal prateleira no museu de Alvalade permaneceria vazia.

 

Chaves atirou-nos para fora da Taça de Portugal, envergonhando a nação leonina.

O Vitória de Setubal empurrou-nos para fora da Taça da Liga, que viria a ser ganha pelo Moreirense.

Nas competições da UEFA, nem à Liga Europa chegámos. Porque nos foi travado o passo pelo poderoso Légia de Varsóvia, colosso do futebol mundial.

Fizemos exibições vergonhosas frente ao Tondela, ao Braga e ao Belenenses em casa. Chegámos a ser humilhados pelo Rio Ave em Vila do Conde.

 

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Balanço: fraco futebol para a fasquia que foi fixada. Digamos, sem limar arestas, que foi uma época perdida.

As contratações - "prendas" incluídas - revelaram-se um monumental fiasco.

Os craques afinal não o eram. Mesmo tendo sido escolhidos a dedo pelo treinador.

Concluiu-se que a equipa foi afinal mal organizada, estando servida por laterais paupérrimos nas duas alas. Laterais que vieram por designação do técnico, a quem o presidente fez questão de satisfazer com uma generosidade inédita na história do clube em geral e desta SAD em particular.

Descontente, apesar disso, o treinador termina a época queixando-se da necessidade de recorrer a "terceiras escolhas".

Esquecendo-se de que só ele foi responsável por tais escolhas.

 

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Num aparente milagre da multiplicação das fontes, começaram de imediato a circular notícias assegurando o súbito interesse do FC Porto - segundo classificado do campeonato - na aquisição do treinador da equipa situada em terceiro.

E não só do Porto: chovem as propostas de trabalho do estrangeiro, com o hipersupermegaempresário supostamente de telefone na mão, garantindo novos paradeiros para o profissional em causa. Da França, da Itália, da Espanha, da Inglaterra, da Turquia: todos o querem.

 

Já vimos esta telenovela.

É a reedição de outras, intituladas "Agarrem-me Senão Eu Saio". Que terminaram sempre com final feliz para o protagonista, contemplado com sucessivos aumentos salariais.

 

Chegou a altura de conceber outro fim para a telenovela. E de lhe atribuir novo nome. Adianto desde já uma sugestão: "Segue o Teu Rumo".

E manda um postal aos que por cá ficam.


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03 Abr 17
Medo de ganhar
Diogo Agostinho

Medo de ganhar. Foi assim que Jorge Jesus resumiu a segunda parte do Sporting. Este medo é algo que nos acompanha há décadas. Falta aquela fibra, aquele nervo de aço, aquela esperteza para segurar, aquele instinto para matar o jogo. Falta a garra de leão. É este o principal desafio que enfrentamos no Sporting. Um clube que estava acantonado na arte de desistir, na arte de ficar com as migalhas e ficar resignado. É por isso que é urgente a injecção de adrenalina que o clube tem sofrido nos últimos quatro anos. Mas é preciso mais. Não dá para ficar de braços cruzados. É preciso mais. Estou certo de que teremos mais. Não há volta a dar. É preciso mudar mesmo a mentalidade.


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31 Mar 17

 

Para quem ainda tivesse dúvidas, o vídeo-árbitro no recente França-Espanha dissipou-as de vez: sem perda de tempo, a verdade desportiva foi recolocada. Um golo ilegal da selecção francesa, que falsearia o resultado, acabou por ser anulado. E um golo espanhol, inicialmente invalidado, mereceu afinal luz verde. No fim, os espanhóis venceram 2-0.

O recurso à tecnologia, em dois momentos cruciais desta partida, permitiu à equipa de arbitragem recolocar as decisões no plano correcto. Griezmann, ao marcar o golo francês, estava em fora de jogo. E Deulofeu não estava deslocado num lance de golo espanhol inicialmente invalidado pelo árbitro auxiliar. Assim se comprovou aquilo que alguns inconformados – com destaque para o presidente do Sporting – há muito vêm sustentando na praça pública: é fundamental pôr os dispositivos tecnológicos ao serviço da transparência no futebol.

 

Alguns velhos do Restelo criticam a medida, considerando que retira “emoção” e “dinâmica” ao futebol. Que retire desde logo credibilidade ao desporto-rei parece ser pormenor de somenos para essas aves agoirentas, sempre prontas a contestar qualquer inovação. Quanto à dinâmica, estamos conversados: como sabemos, há jogos do campeonato português (lembremos o recente FC Porto-V. Setúbal, com um quarto de hora de paragem) em que os jogadores passam grande parte do tempo estendidos no relvado, simulando lesões para fazer escoar o tempo. Este mau teatro pode suscitar emoção, admito. Mas de teor negativo.

Ferramenta que não tardará a tornar-se indispensável nos estádios, o vídeo-árbitro é aplicado em três tipos de lances: golos (apurando-se se houve alguma infracção), penáltis (para desfazer dúvidas sobre a justiça do chamado “castigo máximo) e cartões vermelhos (permitindo detectar erros de identidade dos visados nestas medidas punitivas).

 

Deixou de ser possível a falta de sintonia entre a constante melhoria dos factores técnicos, tácticos e físicos no futebol moderno e algumas regras desta modalidade, que ficaram ancoradas num passado cada vez mais remoto, sem a indispensável adaptação aos novos tempos.

Diminuir o erro humano na avaliação de situações cruciais do jogo é absolutamente prioritário. E se noutras modalidades – basquetebol, râguebi, ténis – o vídeo-árbitro funciona, sem afectar a qualidade do espectáculo, nada permite concluir que o mesmo não possa ocorrer também no futebol. Partindo sempre do princípio de que a verdade é um valor supremo em qualquer desporto. Contra todas as formas de aldrabice, que – elas sim – adulteram o espectáculo e afastam os adeptos. 


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17 Mar 17

Temos nove jogos de preparação até ao final da temporada em curso. Em 2017/18 não pode haver desculpas.


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19 Jan 17
Boas notícias
Pedro Correia

Da imprensa de hoje:

 

Iuri Medeiros pode voltar já (Record)
 
Saída de Matheus Pereira foi travada (O Jogo)

 

Marvin a caminho de Inglaterra (A Bola)

 

Regresso de Jonathan na calha (O Jogo)

 

Riquicho, recuperado de lesão, volta aos treinos (A Bola)

 

Spalvis emprestado ao Belenenses até Junho (O Jogo)

 

Wallyson regressa da Bélgica e vai rodar na Liga (A Bola)
 
Gauld e André Geraldes voltam a partir de sábado (Record)


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24 Out 16

Temos um problema de qualidade no onze-base do Sporting, como os três últimos jogos para o campeonato evidenciaram (derrota contra o Rio Ave, empates com o V. Guimarães e o Tondela).

É chegado o momento de questionar os leitores: que alterações devem ser feitas na nossa equipa titular?


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23 Jul 16
Constatação...
José da Xã

... Como é bonito o novo relvado.

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23 Jun 16

Raphael Guerreiro no lugar de Eliseu. Cédric no lugar de Vieirinha. Adrien no lugar de Moutinho. Certo, engenheiro? Abraço.


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23 Nov 15
sem saudades..
Gabriel Santos

Daqueles tempos dos árbitros serem os culpados de tudo e dependermos apenas dos miúdos da formação.

Felizmente, parece que essa metodologia foi parar ao outro lado da segunda circular.

Obrigado, Bruno de Carvalho.

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20 Out 15
Afinal, há mais
Edmundo Gonçalves

Afinal, há mais "incendiários".

E tenho cá um feeling que com estes o folclore vai ser outro.


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30 Jul 15
O leão mudou
Pedro Correia

«Após duas presidências que minaram a credibilidade e confiança dos sportinguistas, Bruno de Carvalho conseguiu devolver ao Sporting aquilo que só um grande consegue: ser temido. Desportivamente foi buscar Jesus e corrigiu a política desportiva. Tenta hoje contratar com mais critério e volta a segurar os melhores; no fundo, faz uma aposta clara na conquista de títulos. O grande julgamento é feito sempre pelas bolas que batem na trave e pelas que entram, mas o leão mudou.»

Bernardo Ribeiro, hoje, no Record


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05 Jun 15
Tudo louco!
Marcos Cruz

Não sei se já se deram conta de que o SCP operou uma inversão completa do paradigma bíblico, ao pôr Jesus a mandar em Deus. Fukuyama vendeu a ideia do fim da história, mas de um dia para o outro Bruno de Carvalho mostrou-lhe que, afinal, era só uma questão de virar a ampulheta. Dois mil anos depois, as coisas tornam-se o seu contrário: Deus passa de "pai" a "filho" de Jesus, com o beneplácito não do Espírito Santo, mas de quem deu cabo dele; do mesmo modo, o SCP passa de terceiro grande a primeiro grande, e os outros dois que se esgadanhem pelos lugares vagos. Outra curiosidade destes tempos loucos é o facto de os dois treinadores finalistas da Taça de Portugal terem sido despedidos com justa causa. Quero ver quem é que, para o ano, tem coragem de se fazer ao Jamor.

 


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04 Jun 15
Água na fervura.
Frederico Dias de Jesus

Como se uma bomba fosse explodiu a polémica em Lisboa. Jesus pode (ou vai) assinar pelo Sporting. O Marco foi despedido com justa causa. Deste lado do Atlântico o meu sentimento é misto. O Marco da Taça merecia talvez mais respeito pela instituição Sportinguista. O Jesus (a confirmar-se) merece todo o apoio Sportinguista. São dois grandes treinadores. Contudo, e eis a água na fervura, não sabemos as razões da rescisão do contrato com o Marco. Não sabemos se o Marco estava disposto a aceitar o projecto desportivo. Não sabemos o projecto desportivo apresentado (e quem sabe) aceite por Jesus. Por isso, é mais que exígivel, imperativo diria, que o Presidente venha esclarecer todos os temas aos Sportinguistas, a bem da transparência, da verdade e da confiança entre adeptos, massa associativa e dirigentes. 

 

Dois dados curiosos:

1) Não percebo como os Sportinguistas podem rejeitar em primeira mão o treinador com mais títulos em Portugal (embora uns limpinhos e outros ao colo), mas o homem percebe do que faz.

2) Acho graça a alguns pretensos "senadores", augures, que não foram mais que coveiros da desgraça em que estivemos submersos em anos, virem agora defender com unhas e dentes um treinador em que de ínicio nem eles acreditavam. Estes andam a ver se voltam para lá...

 

Nós o vemos, Nós o julgamos. Como disse BdC, "O Sporting é Nosso."


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28 Mai 15

Percebo que nesta altura devemos apontar o nosso foco para a final que nos cabe ganhar e tentar ser imunes às manobras de diversão com que deparamos todos os dias, mas seria hipócrita se não reconhecesse e tornasse público o gozo que me dá imaginar uma cáfila de pretensos sportinguistas vendo escorrer por si abaixo a maquilhagem da nobreza na barra do tribunal. Carlos Barbosa é uma personagem repulsiva, acho-o pesporrente e serôdio até mais não poder - irrita-me solenemente; Pereira Cristóvão inspira medo, dá a ideia de ser alguém capaz de tudo; Godinho Lopes parece-me um banana; Nobre Guedes destila cagança; e Duque é, no sentido mais obscuro, um homem do futebol. Agora andam uns contra os outros: Cristóvão diz que Duque mente, Godinho acusa uma amnésia selectiva, Nobre passeia impante sobre a miséria nacional, Barbosa permanece igual a si mesmo (a imbecilidade é crónica) e Duque sacode a água do capote. Varrer isto do SCP, para mim, é saneamento básico. Festejo-o não como uma Taça, mas com aberto regozijo. E interpreto o desinteresse dos jornais. Ainda há quem compare Bruno de Carvalho a Vale e Azevedo. Se o querem atacar, ao menos tenham a coerência de procurar mais perto os exemplos. E pronto, já disse o que me apetecia. Agora sim, venha a final!


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24 Mar 15
Merecem homenagem
Pedro Correia

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Os sócios do Sporting André Patrão e Miguel Paim lançaram em Dezembro de 2012 o movimento Dar Rumo ao Sporting. Sem este movimento, que esteve na origem da destituição de Godinho Lopes, o nosso clube continuaria rumo ao abismo. Falido, sem património, sem esperança, com os mais desastrosos resultados desportivos da sua história.

Isso mudou, graças à nova direcção leonina. Mas mudou também graças àqueles sócios, que souberam dar a cara no momento certo, reunindo as assinaturas indispensáveis à convocação de uma assembleia-geral extraordinária para a destituição dos corpos sociais. Por isso merecem a nossa homenagem.


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19 Jan 15

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 Ryan Gauld e Paulo Oliveira, dois dos reforços

 

A espinha dorsal deste Sporting 2014/15 ainda é semelhante à da época anterior, conduzida por Leonardo Jardim. Mas aos poucos Marco Silva tem vindo a utilizar os reforços que Bruno de Carvalho colocou à sua disposição. E que estão mesmo a ser reforços, sem aspas, ao contrário do que alguns pseudo-entendidos em futebol garantiam.

Basta ver que ontem, contra o Rio Ave, seis dos 14 jogadores utilizados em Alvalade não tinham jogado pelo Sporting no campeonato nacional anterior: Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, João Mário, Nani, Ryan Gauld e Tanaka. Aliás dois deles, Tobias e Gauld, só agora se estrearam na Liga. E três dos nossos quatro golos foram marcados por reforços: Nani, João Mário e Tanaka.

 

Jogadores com qualidade? Decerto. Citemos, a propósito, o que escreve hoje um jornal insuspeito de simpatias pelo nosso clube: A Bola. Sobre Tanaka: «Terceiro golo consecutivo a marcar, agora de bola corrida (belo golo), depois do livre directo ao Braga e do penálti ao Boavista. É para levar a sério.» Sobre Gauld: «Mais uma estreia no campeonato e com vários pormenores deliciosos, como aquele túnel a um adversário no início da jogada do 3-0. O miúdo promete e os adeptos gostam dele.» Sobre Tobias: «Voltou a deixar as boas indicações que fazem de si um central muito promissor. Terá subido, ontem, mais um degrau. Venham os próximos.»

 

Eis portanto boas notícias para o Sporting: acabou a polémica sobre a eventual falta de qualidade dos reforços leoninos e qualquer possível divergência entre Bruno de Carvalho e Marco Silva a propósito desta matéria já foi ultrapassada com inteligência e bom-senso entre as partes, sem ninguém perder a face.

Além disso - mais importante do que tudo o resto - o Sporting continua a ganhar. Jogue Nani ou não jogue, jogue Slimani ou não jogue, jogue Adrien ou não jogue. Confirma-se: o todo é sempre maior do que a soma das partes.


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22 Mai 14
A diferença
Pedro Correia

Acabou - a título definitivo, todos esperamos - o período em que o Sporting era conhecido por ser "cemitério de treinadores". Um período tristemente imortalizado pela expressão "Paulo Bento forever" pronunciada pelo então presidente pouco antes de despedir o actual seleccionador nacional.

Agora é diferente.

Mudou o treinador no fim da época, é certo, mas sai pelo seu pé e valorizado ao ponto de ir receber cerca de dez vezes mais no Mónaco mesmo sem ter ganho qualquer troféu em Portugal. O que diz muito do prestígio do Sporting.

Mudou o treinador no fim da época mas sai com elegância, sem guerras verbais e com um abraço ao presidente que foi mais do que uma expressão de cortesia. Leonardo Jardim sabe que deve a Bruno de Carvalho a oportunidade de concretizar esta experiência além-fronteiras, num clube aparentemente milionário, mantendo abertas as portas do clube que sempre disse ser do seu coração desde criança.

De cemitério de treinadores a trampolim para a valorização de treinadores no mercado internacional do futebol. Eis a diferença. E não é pouca.


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Fui enganado
Edmundo Gonçalves

"O rei está morto. Viva o rei!"

 

Escrevi lá mais para trás sobre a renovação de Leonardo Jardim, fiado numa notícia d'A Borla (eu sei, a gente deve dar um grande desconto às "notícias" dos desportivos, mas a vontade enorme de que a "notícia" fosse verdadeira levou-me a extravazar os meus sentimentos, pronto...).

Fui enganado, no entanto não retiro nada ao que escrevi, que até nem foi extenso, mas dizia muito.

Continuo a achar que Leonardo Jardim foi a melhor aposta naquela altura e que fez um trabalho extraordinário. Uma estrutura directiva sólida permitiu-lhe trabalhar sem pressão e aplicar as suas ideias numa equipa completamente renovada e recheada de gente "imberbe". É um facto indesmentível que ultrapassou todas as previsões, até as mais optimistas. E aqui é que bate o ponto! Custa-me um pouco entender que alguém que (com mérito, é certo) chegou à sua "cadeira de sonho" e com um projecto a meio, o abandone por dinheiro. Sim, eu sei que a diferença entre o que lhe pagava o Sporting e o que lhe irá pagar o Mónaco ou outro qualquer não é dispicienda, mas caramba, imaginemos que lhe (nos) corria bem a próxima época! Não estaria ainda mais valorizado? Sim, estou a abrir mão de 3M de Euros, mas qual de nós não trocaria esses "trocos" por um título de campeão?!

Não quero sequer pensar que a saída de Leonardo Jardim tenha a ver com outra coisa, que não seja dinheiro. E assim sendo, a sua saída não abona muito em seu favor, lamento dizê-lo. Que não quisesse renovar já, ou que o não quisesse fazer pura e simplesmente, estaria no seu direito! E partir no final do contrato, com missão cumprida, dava-lhe uma margem enorme de crédito junto do Clube, para um dia voltar pela porta grande. Lamento dizê-lo, mas apesar de tudo o que de bom fez, a sua saída prematura talvez lhe tenha fechado as portas a um eventual regresso. A ver vamos... Mas, por tudo isto, senti-me enganado também por Jardim.

 

Agora o escolhido foi Marco Silva. Era expectável. Não sei se recusou ou não o Porto, não sei se foi abordado pelo benfica, sei que aceitou vir para o Sporting. E sei o que ouvi ontem na apresentação e gostei. Gostei muito! Se as palavras forem espelhadas em resultados, temos homem, teremos equipa e alcançaremos resultados e MS demonstrou já que sabe da poda; não esqueço o último jogo deste campeonato que agora terminou e da única equipa que jogou à bola, bem como da excelente campanha que fez com o Estoril, que ao longo pelo menos dos dois últimos anos apresentou um "fio de jogo" muito bom, fluente, de troca de bola, acutilante e venenoso para os adversários.

Gostei da duração do contrato, demonstração da confiança que tem a  direcção no seu projecto e que os sócios o reconhecerão em próximas eleições, sendo também um recado óbvio, para alguns que ainda teimam em ser "marretas", de que o Sporting caminha em direcção ao futuro e nada nem ninguém o vai parar!

Por mim, tenho certeza absoluta (no que o futebol pode deixar ser absoluto) que os títulos aparecerão, já que resultados excelentes os vamos conseguindo quase diariamente. E os títulos serão consequência desses resultados, que inevitavelmente tornarão o Sporting cada vez mais forte para enfrentar os seus inimigos, já que aos adversários muito em breve ultrapassaremos inexoravelmente.

Sem ter qualquer relevância para o caso, diz-se que Marco Silva é adepto dos encarnados. Também se diz que Jesus é dos nossos, e é vê-lo a trabalhar honestamente em prol de quem lhe paga. Não será por aí!

Seria até interessante que Marco Silva tivesse longa vida em Alvalade. Seria bom sinal!

 

O rei está morto. Viva o Rei!


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21 Mai 14

Ainda a nova época não começou e o Sporting já teve a 1ª chicotada psicológica. Sai Leonardo, vamos ver como fica o jardim (a imagem pode não ser muito feliz mas neste não há papoilas...). Esta mudança é um verdadeiro teste à maturidade do conjunto que fez um excelente campeonato. Faltaram títulos mas, comparando com um ano atrás, quem se lembraria de tanto? Confiança é a palavra de ordem. E apoio. Para já que venha o novo treinador e os 3 milhões do Principado, e que outro tanto lhe siga. 2014/2015 será ano de consolidação, de conquista ou de recuo? A ver vamos, como diz o outro.


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24 Mar 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Virar de página no Sporting: contrariando as sondagens feitas durante a campanha pela empresa Eurosondagem, Bruno de Carvalho era eleito 42º presidente leonino. Com a equipa de futebol na pior situação de sempre, relegada para o décimo posto do campeonato, e vários comentadores futebolísticos nacionais a sagrarem já o Braga como "terceiro grande" do futebol português.

Nas declarações iniciais aos adeptos, na madrugada de 24 de Março de 2013, o novo dirigente disse uma frase que de imediato funcionou como uma espécie de linha de rumo: "O Sporting é nosso outra vez."

 

A primeira reacção aqui no blogue veio do José Manuel Barroso. Com estas palavras: «Um sonho de menino, um projeto de vida, um trabalho ciclópico, um Sporting dividido e frágil - passado e futuro. Uma responsabilidade imensa. Até Julho, estado de graça. Primeira reação do novo presidente: comedida, palavras sensatas. Reação de Couceiro: sportinguismo. Reação de Severino: "ponho tudo do meu programa ao serviço do Sporting" - bonito e que pena não ter sido assim sempre. Um presidente para todos os sportinguistas e para todo o Sporting. Bruno de Carvalho sabe bem que isso vai ser vital. Parabéns.»

A segunda veio do Tiago Loureiro e foi assim: «É a primeira vez que o digo em toda a minha vida: o meu Presidente. Amo-te Sporting!»

 

A vitória, no entanto, não foi oficialmente confirmada nesse dia. Porque, embora com mais sete mil votos do que o seu principal antagonista, José Couceiro, o indigitado sucessor de Godinho Lopes teria ainda de esperar mais 48 horas pelo apuramento dos votos por correspondência. Sem esperarem pelo veredicto definitivo das urnas, alguns comentadores ferozmente antibrunistas apressaram-se logo nesse dia a lamentar a legítima opção dos sócios, declarando que Bruno de Carvalho jamais os representaria e antevendo um destino negro para o clube. Num sintoma evidente de mau perder.

Reacções localizadas que não se confundiam com a sensação de júbilo maioritária entre os sportinguistas por esta saudável jornada de participação democrática. E que procurei de algum modo resumir nestas linhas: «Bruno de Carvalho é o novo presidente do Sporting - o meu presidente também. Um clube que é dos sócios e não de nenhuma clique. Cumprimentado de imediato com fair play pelos candidatos derrotados, personifica um novo ciclo que arranca sem demora. Agora há que começar a edificar o futuro em Alvalade. Unidos como nunca. E sem olhar para trás.»


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08 Jan 14

 

FRASE DO ANO: "O SPORTING É NOSSO OUTRA VEZ"

 

"O Sporting é nosso outra vez, agora mandamos nós!" 

Foram as palavras mais importantes relacionadas com o nosso clube no ano que passou, proferidas na madrugada de 24 de Março de 2013. As primeiras palavras de Bruno de Carvalho como presidente eleito por 53,69% dos votos, derrotando nas urnas José Couceiro (45,29%) e Carlos Severino (1,02%). 

Os sócios falaram pelo meio adequado: o voto democrático. Em números expressivos, nas segundas eleições mais concorridas de sempre no Sporting. Contra as campanhas de ódio, contra o situacionismo militante, contra as providências cautelares do baronato, contra todas as manobras que tentaram silenciar um clube que se preza de ser livre. 

Cumprimentado de imediato com fair play pelos candidatos derrotados, Bruno de Carvalho personificou um novo ciclo que arrancou sem demora. Com aquela frase proclamada com energia. Uma frase que não deixava lugar a dúvidas: havia que começar a edificar o futuro em Alvalade, virando uma das páginas mais negras da vida do nosso clube. 

Uma frase que congregou, mobilizou, inspirou. E produziu frutos, como logo se viu.


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02 Jan 14
A liderar na Bolsa
Pedro Correia

"O Sporting foi o clube de futebol, a nível mundial, cujas acções mais valorizaram na Bolsa em 2013. No primeiro dia útil do ano passado as acções do Sporting valiam 0,16 euros e a 30 de Dezembro 0,79 euros, uma valorização de 393,7 por cento."

Correio da Manhã


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13 Dez 13
No bom caminho
Pedro Correia

"O Sporting lidera a Liga portuguesa com todo o mérito."

 

"Leonardo Jardim mostrou que foi a escolha certa para tirar o Sporting do marasmo que foi a época anterior."

 

"O trabalho do treinador do Sporting, até ao momento, merece todos os elogios."

 

"Em termos tácticos, o Sporting apareceu mais compacto, com cabeça, tronco e membros."

 

"William Carvalho, Adrien e Montero, por exemplo, têm tido grande evolução."

 

"O Sporting é claramente a equipa mais jovem. Os 23,5 anos de idade média, em comparação com FC Porto (26) e Benfica (27,7), indicam que o potencial de crescimento do futebol leonino é imenso."

 

"Em termos desportivos, o Leão está no bom caminho. Financeiramente, existe igualmente um trabalho de recuperação que está em marcha e já começa a dar frutos."

 

António Oliveira (Record, 6 de Dezembro)


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26 Nov 13

 

Bruno de Carvalho devolveu a esperança aos sportinguistas. Há que dizê-lo, com a naturalidade de quem se limita a reconhecer uma evidência. De tal maneira que - vejam bem a diferença - há um ano afundávamo-nos sem remissão na tabela classificativa, caindo para o décimo lugar, e agora damo-nos ao luxo de discutir qual o modelo mais eficaz para pôr a nossa equipa a marcar ainda mais golos.

Há um ano tínhamos nas nossas fileiras um só ponta-de-lança, apesar de se tratar do plantel mais caro de sempre na história do clube: bastaria uma lesão para se acenderem todos os sinais de emergência na equipa; hoje discutimos  quantos homens-golo o treinador deve fazer alinhar no onze inicial.

Há um ano, descobríamos alguns jovens da nossa formação, promovendo-os em desespero de causa à equipa principal para colmatar as lacunas das pseudo-vedetas pagas a peso de ouro para se arrastarem em campo, com salários chorudos e exibições paupérrimas; hoje os jovens oriundos da nossa academia constituem a espinha dorsal da equipa por opção deliberada dos responsáveis técnicos, algo já com reflexos ao nível da selecção nacional (basta reparar na recente entrada de William Carvalho no decisivo jogo Suécia-Portugal que nos qualificou para o Campeonato do Mundo).

Há um ano, discutia-se por toda a parte a intromissão do Braga no grupo dos chamados "três grandes" e não  faltava quem condenasse o Sporting a discutir com os bracarenses a terceira posição desse pódio simbólico; hoje, com o Braga a 11 pontos e seis lugares atrás de nós no campeonato, esse debate parece quase surreal.

 

À cultura da tolerância perante um Sporting coitadinho que se arrastava penosamente nos relvados nacionais sucedeu-se a cultura da exigência perante um Sporting que todos já apontam como candidato ao título. E, curiosamente, alguns dos que agora mais falam nisso, entre os sportinguistas, são precisamente os mesmos que num passado recente suplicavam que a equipa não fosse sequer pressionada para objectivos menos ambiciosos, como um lugar de acesso à Liga dos Campeões.

Não pode haver maior contraste entre o que o Sporting era e o que este Sporting de Bruno de Carvalho é. Este Sporting da cultura da exigência em boa hora regressada ao nosso clube.

 

Sim, há que assumir tudo: temos uma das equipas mais fortes do campeonato.

Sim, somos candidatos a qualquer título nas competições que disputamos.

Sim, o Sporting jamais deixará de ser um dos grandes, por mais candidatos que uns tantos imbecis procurem inventar para o lugar que nos cabe por mérito próprio no desporto nacional e como traço de união entre milhões de portugueses.

 

Este Sporting que sempre conhecemos. Um grande Sporting. O nosso Sporting.


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04 Nov 13
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24 Ago 13
Ai Sporting, que já não és fado
José Navarro de Andrade

Durante as últimas três temporadas trouxe o Sporting não pouco refrigério aos espíritos pessimistas que viam nele a consubstanciação da sua sisudez. Que bálsamo era ver explanado no relvado de Alvalade, e com requintes de incompetência, todas as misérias que assolavam a vida portuguesa. Enquanto outros deliravam com campeonatos que nunca ganhavam e sentiam-se vitoriosos mesmo à custa da vergonha de não perceber como os perdiam, nós, sportinguistas, dávamos asas ao cinismo e à ironia com as parvoíces que víamos fazerem os nossos jogadores. Com o Prof. Jesualdo a coisa normalizou-se e em vez de prostrados, lá íamos menos mal ao pé coxinho, mas nada que atenuasse este dorido ardor sportinguista. E à noite era com um gosto perverso que ouvíamos as perorações humilhantes dos jaquins ritas da vida; aquele ar de escriturário cheio das razões que os escriturários costumam ter nos guichés, aquele tom de tio alcoólico que deixou de beber e sabe quanto lhe custou...

Pois tudo isto parece ter acabado. Agora até o miserável Adrien, que tanto gostava de detestar, enche o campo e faz tudo para ser o melhor jogador de uma equipa que, ó tristeza, não tem quem destoe. Mesmo Carrillo que joga de alternador, liga-desliga, marca o golo suficiente para tudo lhe perdoarmos. Está visto que este Sporting já não é o Sporting de ontem. Olhem, como dizia  outro: habituem-se.


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23 Jun 13

Queriam a reestruturação financeira? Aí está ela. Queriam novos investidores na SAD? Acabam de ser anunciados. Queriam um treinador de prestígio? Leonardo Jardim vem com esse rótulo. Queriam uma assembleia-geral? Tem data marcada: será a 30 de Junho. Queriam reforços para a equipa? Ontem A Bola anunciava um (naturalmente ainda sujeito a confirmação). Queriam valorizar os nossos jovens? Eis Bruma, talvez o melhor de todos, a brilhar no palco do Mundial de Sub-20.

Bruno de Carvalho, em escassos três meses, está a cumprir o essencial das suas promessas. É já motivo que baste para continuar a merecer o apoio de sócios e adeptos. Mas não tenhamos ilusões: na avaliação final, quase tudo dependerá da prestação da equipa principal de futebol. É aí que se jogará o destino desta presidência. Como o de qualquer outra, aliás. Acautelar os excessos de euforia, baixando o patamar das expectativas, é fundamental nesta fase. Até para saborear melhor o que vier depois.


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20 Jun 13
Virgílio no Azerbeijão
Jose Manuel Barroso
PROCURA PARCERIAS COM EMPRESAS LOCAIS Virgílio Lopes, coordenador da formação do Sporting e um dos três elementos que fazem parte da estrutura do futebol dos leões, encontra-se atualmente no Azerbaijão, no sentido de estabelecer algumas parcerias com empresas locais. ... Acompanhado por Valdemar Barreto, diretor comercial do emblema de Alvalade, o dirigente viajou na passada terça-feira e deve regressar – com novidades – até ao final da presente semana. Situado na zona do Cáucaso, perto da fronteira entre a Europa e a Ásia, o Azerbaijão tem crescido de forma exponencial nos últimos cinco a seis anos em termos económicos, atraindo diversos investidores das mais diversas áreas da sociedade. Recorde-se ainda que Virgílio Lopes concedeu uma entrevista ao jornal oficial do Sporting que estará amanhã nas bancas. Aí, levantará o véu sobre aquilo que os sócios e adeptos do clube podem esperar sobre as diversas áreas da formação leonina, também ela alvo de uma revolução profunda desde que Bruno de Carvalho assumiu a presidência.

In Record


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10 Jun 13
Sim precisamos!
Jose Manuel Barroso

Sempre fui - e sou - institucionalista. Mas é mais do que óbvio que o futebol do Sporting precisa de um novo paradigma. Ter um empresário a mandar em quase todos os valores da formação, é inaceitável. Termos gasto 12 milhões em comissões (os «custo zero» são caros, muito caros) é demasiado, mesmo sabendo que «a zero» jogadores e empresários embolsam sempre dinheiro. Mas o «custo zero» de nomes que provaram muito pouco, torna-se custo elevado e desperdiçado. O Sporting não pode ser o balde do lixo de empresários e de agentes. E é preciso saber quem mais, na estrutura do futebol, ganhou com essas operações. Sim, precisamos de um novo paradigma no nosso futebol.


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09 Jun 13

... que se pelam por lançar farpas, por regurgitar ofensas, por espalhar mentiras, atiçar medos, arranjar palco (mesmo que remunerado) e público (mesmo à custa de "investimento") para minar o caminho do novo Presidente do SCP.

Com ou sem razão, com ou sem fundamento, tentam ser o ácido lento da desgraça que lhes desentupirá o esófago, o aríete da vingança de uns quantos wanna-bes!

Tentam minar o trabalho de um Presidente que tem 17 toneladas de erros e de lixo por corrigir e limpar num Clube com mais de 400 milhões de boas estórias de burlas, fraudes e esquemas convenientes aos quais muitas abéculas teciam loas e faziam vénias.

A cepa de lagartixas que permitiu, anuiu, colaborou ou ganhou com a humilhação do Leão nos ultimos anos tem de perceber uma coisa... ACABOU-SE! ACABOU!

AGORA MANDA NO SPORTING UM PRESIDENTE EM NOME DOS SÓCIOS, NÃO UM HARÉM DE SANGUESSUGAS E PARASITAS AO SERVIÇO DE COMISSIONISTAS E PROXENETAS COM UMA CÁFILA DE BOBOS DA CORTE COMO PAJENS E AIAS!

A união em torno do Clube não implica amnésia nem estupidez!

A união em torno do nosso Clube implica fazer o que tem de ser feito, custe o que custar, doa a quem doer!

 

Um santo domingo a todas e todos os sportinguistas.

 

 Imagem retirada da página Facebook O Pinto de Alvalade


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07 Jun 13

 

«Bruno de Carvalho é tudo menos menino. A forma como não se vergou aos credores, desafiando os bancos mais poderosos do País (e negociando com eles), a bravata com os outros clubes, o corte de salários, as vendas de jogadores caros (e há tantos que ganham muito mais do que merecem), a quebra de ligações com agentes, tudo isto são murros no peito e murros na mesa que estão a mostrar que a brincadeira acabou. Muitas coisas falharão com certeza, mas não ficarão na mesma e na mesma estariam mal.

Bruno de Carvalho não está a arrumar a casa, está a desarrumar a casa. De cada vez que arreda um armário, abre uma gaveta ou enrola um tapete, descobre um custo inexplicável ou um comissionista atrelado. Ainda não sabemos bem o que quer Bruno plantar, mas sabemos que ervas quer arrancar. São as daninhas.»

 

Pedro Santos Guerreiro, na edição de ontem do Record


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24 Mai 13

Mais dois sinais positivos no Sporting que justificam destaque:

 

- O plano de reestruturação financeira está em marcha, prevendo um aumento de capital. Os sócios vão deliberar, em assembleia-geral, a decorrer num curto prazo.

 

- Tudo indica que já existe acordo entre Bruma e a direcção leonina para a renovação do contrato que liga o jovem luso-guineense ao Sporting. Em boa hora virá.


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23 Mai 13

Três sinais positivos que destaco no Sporting desde já:

 

- A anunciada contratação de Jefferson, por quatro anos, como primeiro reforço do plantel para a época de 2013/14. O jovem lateral-esquerdo brasileiro foi um dos melhores elementos (juntamente com Carlos Eduardo, Licá e Steven Vitória) do Estoril, equipa-sensação do campeonato que terminou.

 

- Bruma vai permanecer em Alvalade. É pelo menos essa a conclusão a que se chega perante as aparentes recusas da direcção leonina a propostas que terão vindo de Inglaterra (Manchester City) e da Alemanha (Shalke 04). Prioridade: o reforço do vínculo contratual do jovem luso-guineense ao clube.

 

- Será mantida a aposta no Sporting B, depois do bom desempenho revelado nestes últimos meses na 2ª Liga, com a valorização de jogadores como Betinho, João Mário, Victor Golas e Tobias Figueiredo. Uma aposta que merece aplauso, naturalmente.


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20 Mai 13
«annus horribilis»
Jose Manuel Barroso

Foi bonita a festa pá... poderia ter dito Jesualdo e poderiam ter dito os jogadores da jovem equipa do Sporting, depois do jogo de Aveiro. Foi sim. Depois do errático caminho desta temporada, descobrir Jesualdo foi uma espécie de lotaria ganha. Pena ele não continuar a dirigir o futebol profissional do Sporting, um ano ou dois mais. Seria inteligente e daria confiança aos jovens jogadores que ele treinou e ajudou a formar, limando arestas e tornando-os jornada a jornada melhores profissionais. Mas Jesualdo não se sentiu confortável, quanto ao futuro (nem sei se sinal bom ou sinal ruim, isto). E o presidente, a aceitar de novo a versão de Jesualdo, não quis (ou não poude) prometer-lhe nada do que ele pedia. Cito Jesualdo, que explicou ao lado de Bruno de Carvalho: «O presidente disse-me que a próxima época ia ser o 'annus horribilis' e não podia aceitar ser treinador se não sentisse que havia condições». Se o problema, disse-o Jesualdo, não foi «dinheiro», nem «mobilidade na estrutura», que terá sido então?

   Não se sabe que será o anunciado «annus horribilis» (ano horrível). Mas, a crer no conseguido nestes últimos 5 meses... equipa confiante e a crescer, com base nos jovens da formação... talvez tal signifique algo de problemático: ter de vender já alguns dos jovens promissores, para realizar dinheiro. Para contrabalançar o ficarmos fora das competições europeias e o termos de gerir a nossa austeridade. Ou seja - «annus horribilis» - arriscar de novo uma classificação medíocre, que passa por um desmantelamento inícial da base desta equipa do final de época. O que significa, também, que os 120, 50, 25 ou 15 milhões prometidos vão permanecer no horizonte das promessas e/ou dos desejos. Parece que seguimos - e, se assim for, bem... finalmente a verdade! - o caminho trilhado pelo Borussia Dortmund há anos atrás: sanear, formar, esperar e procurar voltar mais fortes. Talvez, entretanto, o tal dinheiro vivo reforce financeira e desportivamente o clube. Mas temos de dar grande atenção (mesmo! mesmo!) à formação, onde estamos a perder rapidamente terreno para os rivais, em resultados e em força atrativa. Porque será no viveiro dela que teremos hipotese de nos recompor verdadeiramente.

   Finalmente, the last but not the least: foi bonito, digno e boa imagem do nosso clube o anúncio da saída de Jesualdo. Bruno de Carvalho e Jesualdo Ferreira merecem os parabéns pelo ato.


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15 Abr 13

Quando Carlos Barbosa criticava Godinho Lopes, chamaram-lhe tudo: palhaço, imbecil, pantomineiro. Agora, quando o mesmo cavalheiro dispara contra o presidente que tomou posse há 18 dias, alguns desses já o levam em ombros: citam-no, como se ele fosse credível, e babam-se a transcrever os dislates que profere, como se fossem lampiões.

Esses mesmos perderam estrondosamente as eleições e não demoraram 48 horas a iniciar uma feroz oposição aos novos corpos sociais, fazendo tábua rasa da vontade dos sportinguistas, expressa com exemplar civismo num escrutínio que prestigiou o clube.  Derrotados no confronto democrático, procuram ganhar na secretaria o que perderam nas urnas. Insultam de todas as maneiras o presidente, que não reconhecem como seu, quando foram incapazes de proferir o mais leve sussurro crítico à gestão anterior - a pior de sempre.

São incapazes de perceber que não haverá regresso ao passado. Porque os sócios não querem. E o Sporting é e será o que a maioria dos sócios decidir, não o que uns poucos gostariam que acontecesse.

 

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13 Abr 13
Um bom dia para o Sporting I
Jose Manuel Barroso

Excelente entrevista do presidente da mesa da assembleia geral ao jornal do Sporting. Ideia-base: a partir do ato eleitoral, não há vencedores nem vencidos, somos todos sportinguistas. A ler por todos, especialmente por alguns dos colaboradores e comentadores deste blog.


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Pescar à granada
Adelino Cunha

Creio que existiam duas formas de o Sporting exigir que a banca cumprisse o que tinha para cumprir tendo em conta o dinheiro que investiu no Sporting, mas tendo também em conta todo o dinheiro que já ganhou com o Sporting. Dividendos de juros, parcelas na venda de jogadores e nos grandes negócios imobiliários que projectaram do Sporting a imagem do fidalgo nu. É isto que eu acho do projecto Roquette e da dinastia de alpinistas sociais que o sucederam. Uma das formas, estava eu a dizer antes de me irritar, seria o método de Godinho Lopes: a pesca à linha. Outra forma, seria a pesca à granada. Sou mais adepto deste método: a pesca à granada. A banca já meteu muito dinheiro no Sporting, mas vai ter que aguentar e meter mais um bocadinho. É a vida.


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10 Abr 13

No meio da muita informação difusa que vai surgindo desde ontem, um facto emerge com significativa importância. E, não sendo surpreendente, é definitivamente esclarecedor. A ser verdade que um dos motivos do impasse nas negociações relativas ao processo de reestruturação da dívida do Sporting se prende com a tentativa de figuras da banca em travar a auditoria de gestão prometida por Bruno de Carvalho, ficará claro para todos que há vários podres - provavelmente bem grandes - nos últimos 20 anos da vida do clube, que comprometem quem geriu o clube e quem não ficalizou essa gestão convenientemente. 

 

Falta menos de uma hora para que o Presidente do Sporting esclareça os sportinguistas. Sem saber o que vai dizer e que decisões vai tomar, confio que continuará a considerar a realização de uma auditoria de gestão uma medida inegociável. Principalmente depois de sofrer esta inadmissível chantagem de quem assim confessa ter culpas no cartório.


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09 Abr 13

Era uma vez..... não, desta vez não vamos por alegorias nem metáforas.

Era uma vez... o Bruno de Carvalho.

Sonhou muito jovem ser Presidente do SCP.

Venceu duas eleições. Apenas a segunda foi reconhecida, com ampla vantagem.

A fraude da primeira eleição será ATEMPADAMENTE explicada, apesar de tantos já saberem tantos pormenores (e... "pormaiores"!)

Dizia eu, era uma vez o, agora, Presidente Bruno de Carvalho.

Chegou ao nosso Clube e encontrou uma situação caótica, muito pior do que os piores cenários possíveis de imaginar.

"Colossalmente" pior do aquilo que a direcção cessante transmitiu a todas as candidaturas.

Aterrador, como nos próximos dias será patente e claro, apesar dos receios de algumas "famílias"!

A necessidade duma reestruturação mais profunda do que aquela que estava a ser montada pela anterior direcção (com a banca) era expectável e previsível. As previsões mais pessimistas foram tidas em conta como salvaguarda.

A verdade é que a amplitude do descalabro e a magnitude das "surpresas" deixadas reforçou dramaticamente a necessidade duma reestruturação ainda mais profunda e ainda mais drástica. 

Se o desafio é colossal, também o é a Grandeza do Clube, da História do Clube e Grandeza dos adeptos e sócios. Portanto, mãos à obra!

É preciso dinheiro para a reestruturação, é preciso liquidez de tesouraria no curto prazo, custa dinheiro reestruturar, custa dinheiro terminar com os ordenados pornográficos que pululam pelo Sporting, custa dinheiro terminar com alguns esquemas que permitam que alguns vivam que nem nababos anafados e abastados!

Estamos a falar (de acordo com o que saiu há pouco na Lusa) de 70 milhões de euros (e não 80 como mandaram o grupo Cofina espalhar ontem) parte financiamento da banca, parte financiamento através da entrada de investidores, prolongando o prazo de pagamento da dívida.

Até aqui, apesar das imensas surpresas, tudo normal... e expectável, especialmente para quem, na banca ou em empresas de consultoria, estava tão bem informado (por dentro até!) acerca das atrocidades cometidas na gestão do Clube!

Eis senão quando um dos bancos, o mais bem informado sobre a "realidade do Clube" que "governou durante quase duas décadas", dá o dito por não dito, e afinal também tem investidores secretos, testas de ferro da própria entidade bancária, e quer a maioria do capital da SAD (que apenas uma das candidaturas, por acaso derrotada, lhe garantia)!

E quem negoceia isto? As pessoas dum banco e duma consultora que por acaso estavam nos órgãos do Clube, coniventes e conscientes, fizeram parte sucessivamente de todos os Conselhos Fiscais na última década, deram o seu aval à política de destruição do clube, concluída pelos 120 milhões perdidos por Godinho Lopes!!!!!

Aquilo que a dinastia o ciclo de Roquette, Bettencourt e Godinho Lopes não conseguiu nas urnas está a tentar ganhar por via do bloqueio completo e armadilha descarada à direcção de Bruno de Carvalho!

Como é obvio, natural e do completo conhecimento da banca, os investidores externos apenas entram com o capital após o acordo com a banca para a reestruturação urgente e imprescindível do Sporting Clube de Portugal. É uma garantia imprescindível!

Isto tem vários nomes, o mais leve deles é chantagem! Outro, também "levezinho", é o medo terrível de alguns "notáveis" duma auditoria DE GESTÃO! Amanhã temos conferência de imprensa do nosso Presidente... aguardo.

Terminou um ciclo, talvez seja também tempo de terminarem alguns segredos, alguns esquemas e algumas vacas sagradas!

Até muito breve....

Uma nota pessoal:


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Afinal como é?!?!??!
Paulo Ferreira

Como é?!??!

É um nojo duma corja asquerosa e fedorenta que empesta o Sporting, um bando de parasitas e sanguessugas que não merece qualquer respeito, uma canalha perigosa que se alimentou (e alimenta) do nosso Clube mas que agora tem cara....e nome.....e emprego...e interesses....e passado....e morada!

Como participante activo na campanha do actual Presidente, abstive-me de escrever nesta magnífica chafarica blogosférica, foi o meu entendimento do que seria correcto e ético. Considero que foi a decisão acertada, em respeito para com os meus princípios e para com o fundador e alma que sustenta e liga esta equipa a este espaço com trabalho, empenho e dedicação, o Pedro Correia.

Tendo em conta a atroz conspiração em andamento, realmente o melhor é partir a tampinha da caixita da Tia Pandora toda.....e vou começar por aqui, pelo És a nossa Fé!

Vamos a isso, tendo em conta o que se está a passar, não tenho qualquer dúvida, os exércitos estão já reunidos em Har Meggido e não há volta atrás na contagem final para a Nova Jerusalém!

Até já....

 

 

 

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