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És a nossa Fé!

Entusiasmos

Acho que tenho de discordar do grande entusiasmo da nação sportinguista com a exibição frente ao Barcelona. Não que não tenha sido uma bela exibição, mas esse é o problema dos jogos contra o Barcelona ou o Real Madrid ou outra equipa do género: a exibição das nossas vidas quase nunca basta diante delas; elas têm recursos que nós não temos e, quase invariavelmente, conseguem arranjar maneira de ganhar (se não é pelos jogadores, que são melhores, é pelo complexo de inferioridade, que aparece sempre num ou noutro momento, ou então é pelos árbitros, que gostam de lhes estender o tapete). O jogo do Barcelona está dentro de um ciclo, que começou de maneira horrorosa contra o Moreirense e só termina no domingo, contra o Porto. Ora, por ter "batido o pé" ao Barcelona, por ter jogado "olhos nos olhos", a equipa vai chegar a domingo mais cansada (porque o jogo do Porto com o Mónaco não foi tão cansativo) e com menos um dia de descanso. Esse jogo é que era para tentar ganhar com todas as nossas forças, e não as vamos ter. Assim como era para ganhar mesmo contra o Moreirense. Até agora, isto está muito parecido com o ano passado, quando"batemos o pé" ao Real, jogámos "olhos nos olhos", e depois fomos perder escandalosamente com o Rio Ave por 3-1. A redenção deste ciclo está, portanto, no jogo com o Porto. Lembro-me bem quando, há três anos, "batemos o pé" ao Wolfsburgo (então uma das melhores equipas da Europa) e, no jogo imediatamente a seguir, fomos perder 3-0 às Antas, visivelmente por exaustão da equipa. Só espero que desta vez sobrem as forças. Felizmente para o meu coração, não vou poder ir ao estádio, por ter sido convocado para uma mesa de voto: durante o tempo em que decorre o jogo, devo estar a contar votos. Acho que vou ter uma boa surpresa no fim.

Os prognósticos passaram ao lado

Não admira: houve muita gente a apostar mas ninguém conseguiu acertar no resultado do Moreirense-Sporting - primeiro jogo em que perdemos pontos neste campeonato. Desta vez não houve goleada, nem sequer vitória. Apenas um empate sofrido, por 1-1.

Faço votos desde já para que a nossa exibição depois de amanhã em Alvalade, frente ao Barcelona, seja bastante melhor.

A maldição da Champions volta a atacar

Já estava a estranhar: ainda não tínhamos ido do oitchenta e otcho ao otcho, com jogos da Champions de permeio. Este ano, aconteceu antes e, vá lá, não perdemos 1-3. Só espero agora não estarmos na 4ª à noite a dizer que "pusemos o Barcelona em sentido" com uma derrota "honrosa" no bucho. Por muito que goste do William, o seu adversário directo na 4ª vai ser o Messi. Os centrais vão ter que parar o Suárez e o Piccini vai ter pela frente o Iniesta. Vai ser preciso lidar com estes gajos e ainda sobrarem forças para o Porto no domingo. In Jesus we (have to) trust.

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting não mereceu mais do que o pontinho que trouxe hoje de Moreira de Cónegos. Com Acuña fora do onze, Battaglia no banco de suplentes, o inútil Alan Ruiz a titular, Bruno Fernandes fora da posição 10, em que mais rende, e um sistema táctico incapaz de desmontar a teia montada pela equipa do Moreirense.

Talvez já a pensar naquilo que não devia (o jogo de quarta-feira em Alvalade frente ao Barcelona), Jorge Jesus descurou demasiado este desafio. Não é de mais lembrar que os campeonatos perdem-se ou ganham-se nestes jogos com equipas que alguns erradamente consideram "pequenas".

A ineficácia foi tanta que só conseguimos empatar graças a um autogolo. O resultado final, 1-1, é um castigo merecido para a nossa equipa, que deu 45 minutos de avanço ao adversário. Já vimos este filme noutros campeonatos.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

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RUI PATRÍCIO (6). Sofreu um golo, em que nada podia fazer. Mas salvou pelo menos outro. Mostrou-se em boa forma.

PICCINI (4). Sem rasgos ofensivos, como já nos habituou. Cedeu todo o terreno ao marcador do golo do Moreirense.

COATES (5).  Podia ter feito melhor no lance do golo que sofremos, em que quase toda a nossa defesa foi apanhada desposicionada. Desta vez não fez a diferença à frente.

MATHIEU (6). O melhor do quarteto defensivo. Embora também abaixo da boa condição exibicional a que já nos habituou.

FÁBIO COENTRÃO (4). A novidade foi ter aguentado 90 minutos em campo. O golo do Moreirense nasce de um corte deficiente dele.

WILLIAM CARVALHO (6). Confinado a um combate desigual na primeira parte, cresceu de intensidade quando o nosso meio-campo conseguiu equilibrar-se. Fez o remate de que nasceria o nosso golo.

BRUNO FERNANDES (4). A mais fraca exibição em jogos oficiais desde que equipa de verde e branco. O melhor que fez foi marcar bem um livre directo, para defesa difícil do guarda-redes. Saiu aos 66'.

GELSON MARTINS (6). Procurou acelerar o jogo, mas desta vez foi incapaz de fazer a diferença. Mas foi dos mais inconformados. Merecia melhor sorte quando levou a bola a embater na barra, aos 67'.

BRUNO CÉSAR (3). Entrou como titular na posição de extremo-esquerdo, mas faltou-lhe inspiração e talento para romper a muralha defensiva contrária. Substituído aos 73'.

ALAN RUIZ (2). Jesus insiste em apostar nele e ele insiste em não corresponder. Foi titular como segundo avançado e com ele em campo o Sporting só jogou com dez. Não voltou do intervalo.

BAS DOST (4). Não foi bem servido pelos seus companheiros, mas a verdade é que parece andar desinspirado. Mais um jogo sem marcar. Nem andou lá perto.

DOUMBIA (4). Fez toda a segunda parte, substituindo Alan Ruiz. Menos posicional do que o holandês, foi igualmente inofensivo.

BATTAGLIA (5). Fora do onze titular, entrou só aos 67', rendendo Bruno Fernandes. Ajudou a tornar o nosso meio-campo mais compacto e imprimiu maior intensidade ao jogo leonino.

IURI MEDEIROS (2). Entrou aos 73' e teve uma actuação confrangedora, culminada já no tempo extra quando transformou uma das melhores oportunidades de golo num passe ao guarda-redes. Assim não.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

Dos primeiros pontos perdidos. Empatámos 1-1 com o Moreirense, uma das equipas da cauda da classificação, que ainda não tinha marcado qualquer golo no seu terreno. Hoje não só marcou como foi para o intervalo a vencer. Perante um Sporting que optou por dar 45 minutos de avanço à turma adversária, talvez já a pensar no desafio de quarta-feira em Alvalade contra o Barcelona. Esquecendo uma lição elementar: os campeonatos ganham-se (e perdem-se) frente às equipas chamadas pequenas.

 

Do nosso meio-campo. Com Battaglia no banco, inicialmente, actuámos durante grande parte da partida com um elemento a menos no meio-campo, em comparação com o Moreirense, que assim estrangulou a nossa estratégia ofensiva. Jorge Jesus demorou demasiado tempo a mexer neste sistema táctico, que não potencia as qualidades de Bruno Fernandes: o ex-médio do Sampdoria é mais útil para a equipa quando actua logo atrás da linha mais avançada.

 

Das oportunidades perdidas. A mais flagrante ocorreu aos 67', por Gelson Martins, que parece querer qualificar-se para o "título" de rematador aos ferros. Um disparo à barra que decepcionou os adeptos leoninos. Mas também Bas Dost e William foram perdulários.

 

De Alan Ruiz. Jorge Jesus tem concedido todas as oportunidades ao argentino - e ele insiste em desperdiçá-las. Hoje a história repetiu-se: foi incapaz de acelerar o jogo, de criar desequilíbrios e de compensar a nossa inferioridade numérica no meio-campo. O treinador, impaciente com tanta falta de rendimento, trocou-o por Doumbia ao intervalo. Adivinha-se que o herdeiro da camisola que pertenceu a Bryan Ruiz terá uma cura de banco, eventualmente prolongada.

 

De Bruno César. Com Acuña de fora como medida de precaução, Jesus apostou nele como titular. A aposta saiu furada. O brasileiro não rendeu no flanco esquerdo, não fez melhor na ala direita e mostrou a mesma inaptidão nas raras incursões pelo eixo do ataque. A vontade dele pode ser muita, mas o talento parece ter-se eclipsado.

 

De Iuri Medeiros. Este ano não pode queixar-se de falta de oportunidades. O problema é que não tem sabido aproveitá-las. Hoje esteve em campo desde o minuto 73', rendendo Bruno César. Teve meia hora para mostrar o que vale. Mostrou muito pouco. Exasperando os adeptos sportinguistas, entre os quais me conto, já no tempo extra quando sem oposição, com boa oportunidade de remate, fez um autêntico passe ao guarda-redes do Moreirense. Lamento, mas assim não vai lá.

 

De Piccini. Onde andava o lateral direito no lance do golo da equipa da casa, aos 43'? Rafael Costa teve todo o tempo e todo o espaço para receber a bola, enquadrá-la com a baliza e rematar de forma bem colocada. Provavelmente agradeceu ao italiano este brinde tão inesperado.

 

De termos perdido a liderança. Vimos o FC Porto adiantar-se no campeonato, agora com mais dois pontos, na pior altura. A oito dias de recebermos os portistas em Alvalade, naquele que será o primeiro clássico da temporada. Vamos entrar em campo com mais pressão. E esta, como sabemos, nem sempre é boa conselheira.

 

 

 

Gostei

 

 

Da segunda parte do Sporting em Moreira de Cónegos.  Comandámos o jogo, revelámos dinâmica, marcámos um golo e tivemos oportunidades - infelizmente desperdiçadas - de marcar outros. Contraste total com o nosso desempenho nos primeiros 45 minutos. Mas faltou o mais importante: um golo que virasse o resultado.

 

De Rui Patrício. Muito atento e oportuno a sair entre os postes, teve três boas defesas - uma das quais, aos 21', foi vital para evitar que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Sem culpa no golo sofrido. Foi para mim o melhor jogador leonino.

 

De William Carvalho. Muito desamparado, com um Bruno Fernandes quase irreconhecível e sem Battaglia perto de si na primeira parte, ainda assim foi o nosso jogador de campo mais inconformado. Melhorou o desempenho com a alteração táctica do segundo tempo e pôde evidenciar as qualidades que lhe reconhecemos, arriscando até incursões na grande área do Moreirense. O golo nasce de um ressalto após um remate seu.

 

Do autogolo do Moreirense. Num lance infeliz, o defesa Aberhoune introduziu a bola na própria baliza, na sequência de um remate de William. Chegámos assim ao empate. Com mais de meia hora para virar o jogo, o que infelizmente não sucedeu.

Hoje giro eu - Foco em Moreira

Com o aproximar das grandes emoções da Champions League - recepção ao todo-poderoso Barcelona - , a que se seguirá um jogo de extrema importância, em Alvalade, contra o rival FC Porto, é preciso não esquecer que antes de tudo isso temos um jogo fundamental para as nossas aspirações no Campeonato Nacional ainda por disputar. 

Sábado, em Moreira de Cónegos, o Sporting defende a liderança (partilhada ou não, logo à noite se verá) na competição maior do futebol português e o foco de técnicos e jogadores tem de estar nesta partida, jogada num campo que habitualmente nos coloca algumas dificuldades.

Imaginando que na cabeça dos jogadores já esteja o sonho europeu, é preciso descer à terra e não esquecer que temos este difícil obstáculo por ultrapassar, importante para a concretização daquela que deve ser encarada como a prioridade da época: a conquista do título de Campeão Nacional.

Por isso, o meu desejo é que Jesus coloque bem as suas peças no xadrez verde-e-branco dos cónegos e que, na altura certa, saibamos fazer o xeque-mate às aspirações minhotas. 

Para os jogadores, foco,foco, foco, Sporting, Sporting, Sporting!

 

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A culpa foi do Inácio

O Moreirense trocou o sportinguista Augusto Inácio pelo benfiquista Petit no comando técnico da equipa. De nada valeu Inácio ter levado o clube à conquista do seu primeiro troféu nacional - a Taça da Liga, que arrebatou ao Braga após uma empolgante meia-final contra o Benfica.

Hoje, defrontando novamente o Benfica já com o sucessor de Inácio ao leme, o Moreirense foi derrotado. É verdade que o campo estava inclinado - houve um golo solitário precedido de falta duvidosa, foram perdoadas expulsões de dois sarrafeiros do SLB (Luisão e Samaris) e o árbitro desta partida foi Tiago Martins, uma espécie de "12.ºjogador" encarnado pronto a decretar a lei da impunidade.

Mas sou capaz de apostar que o Petit ficou satisfeito com este tangencial triunfo do seu clube do coração. Quanto aos responsáveis do Moreirense, ainda são capazes de dizer que a culpa foi do Inácio.

Os ingratos de chicote

Augusto Inácio foi o único treinador que conquistou alguma coisa até agora nesta época desportiva em Portugal, levando o Moreirense a vencer a Taça da Liga - primeiro troféu nacional do clube de Moreira de Cónegos.

Apesar disso, os responsáveis do clube apontaram-lhe a porta de saída, de chicote na mão. Preferem Petit, o que diz tudo sobre a forma como encaram o futebol.

São uns ingratos.

Os nossos jogadores, um a um

Num relvado transformado em lamaçal, debaixo de chuva copiosa, o Sporting superou hoje uma prova difícil: regressou às vitórias que lhe fugiam desde 22 de Dezembro (data do triunfo tangencial sobre o Belenenses no Restelo por 1-0), batendo o Moreirense por 3-2. Vitória muito suada depois de termos estado a perder por 1-0 e 2-1, concretizada só no segundo tempo, quando Jorge Jesus decidiu enfim tirar Bryan Ruiz de campo, mandando entrar Podence.

O avançado da nossa formação, no segundo desafio pela equipa principal do Sporting, dinamizou o jogo leonino: quatro minutos depois de entrar rematou em jeito ao poste, possiblitando a recarga de Bas Dost que empatou a partida. Cinco minutos depois seria Adrien a marcar o golo da vitória, culminando uma belíssima jogada iniciada por ele próprio.

O capitão, com este golo decisivo, creditou-se como o melhor em campo. Logo seguido de Podence e de Alan Ruiz, autor do nosso primeiro golo, aos 40'. Três profissionais que remam contra a corrente da apatia e da desconcentração que parece ter contaminado metade da equipa do Sporting - a começar por Rui Patrício, com culpas evidentes nos dois golos da equipa anfitriã.

A sorte desta vez esteve connosco. O Moreirense poderia ter marcado o terceiro, empatando a partida. Felizmente a bola foi à barra e o nosso final acabou por ser feliz.

 

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RUI PATRÍCIO (4). O que se passa com o nosso guarda-redes titular? Falta de coordenação com Bruno César no primeiro golo sofrido, penálti desnecessário na origem do segundo. Intranquilo, sobretudo quando sai dos postes.

SCHELOTTO (5). Capaz do melhor e do pior. Aos 73', assistiu Adrien no segundo golo com um cruzamento perfeito. Logo a seguir, deixou-se ultrapassar por Dramé num lance que quase originou o terceiro do Moreirense.

COATES (5). Falhou a intercepção da bola no contra-ataque rápido de que resultou o golo inicial da equipa da casa. Várias vezes desposicionado atrás, procurou o golo em bolas paradas à frente, sempre sem sucesso.

RÚBEN SEMEDO (4). Um dos jogadores mais nervosos do Sporting. Perdeu infantilmente a bola quando a conduzia a meio-campo: daí nasceu o primeiro golo do Moreirense. Boateng deixou-o com a cabeça em água.

B. CÉSAR (6). De novo adaptado a lateral esquerdo, teve culpas no primeiro golo sofrido. Redimiu-se com boa exibição posterior. Passe longo, com notável precisão, para Bas Dost aos 40': daí nasceu o nosso primeiro golo.

WILLIAM CARVALHO (5). Não parece o mesmo William. Lento, melancólico, tristonho, sem exuberância. Tentou alguns passes de ruptura, sem grande êxito, e falhou outros em zonas proibidas. Uma sombra do que foi.

ADRIEN (7). Protagonista da melhor jogada do desafio, iniciada e concluída por ele. Resultou no golo da vitória leonina, aos 73'. Sempre inconformado, sempre combativo, sempre a abrir linhas de passe. O melhor em campo.

GELSON (6). Muito marcado, teve um adversário suplementar: o péssimo estado do terreno, que não o deixou mostrar os seus dotes de virtuoso. Aos 37', ia marcando de cabeça: grande defesa do guardião do Moreirense.

BRYAN RUIZ (4). Pálida exibição do internacional da Costa Rica. Com ele na ala esquerda, o caudal ofensivo do Sporting foi lento e previsível. Pareceu desconcentrado e sem energia anímica. Jesus mandou-o sair aos 64'.

ALAN RUIZ (7).  Voltou a ser titular. E mereceu. Foi o melhor jogador leonino da primeira parte. Exibição coroada com um golo aos 40'. Demonstrou capacidade de luta, fez passes com precisão cirúrgica. Substituído aos 80'.

BAS DOST (7). Continua a facturar. Hoje marcou mais um - o segundo golo do Sporting - e reforçou a posição como rei dos goleadores na Liga. Antes já tinha feito a assistência para o golo de Alan Ruiz. Cada vez mais útil.

PODENCE (7). Entrou aos 64', substituindo Bryan Ruiz. E logo o rendimento global da equipa melhorou. Rematou ao poste, aos 67', possibilitando a Bas Dost a recarga vitoriosa que gerou o segundo golo. Grande desequilibrador.

ESGAIO (5). Entrou aos 80', substituindo Alan Ruiz e possibilitando o adiantamento de Bruno César. Cumpriu o essencial da tarefa, fechando a lateral esquerda leonina. Era o momento de reter a bola e segurar a vitória.

PALHINHA (-). Entrou já no tempo extra, substituindo Bruno César. Ainda a tempo de fazer uma vistosa recuperação de bola. Dois minutos que o treinador lhe proporcionou, desta vez com o guião correcto.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Pela primeira vez em 2017 chegamos ao fim de um jogo com os três pontos somados. Após cinco desafios consecutivos sem vencer, em mais do que uma competição, batemos esta tarde o Moreirense por 3-2.

 

De Bas Dost. O holandês marcou o segundo golo leonino, aos 68'. Foi o 17.º dele, só para o campeonato. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17, parecendo cada vez mais bem colocado para alcançar o título de rei dos marcadores.

 

De Alan Ruiz. Voltou à titularidade, com todo o mérito. Tal como já devia ter acontecido na jornada anterior, disputada no estádio do Dragão. Acutilante, combativo, com excelente visão de jogo. Foi dele o primeiro golo do Sporting, apontado aos 40'. Confirma-se em absoluto: o argentino é mesmo reforço.

 

De Adrien. Protagonizou o melhor momento do desafio no decisivo lance do nosso terceiro golo, iniciado e concluído nos pés dele - primeiro numa tabelinha para Gelson, depois a finalizar muito bem um centro de Schelotto. Justa recompensa para um dos mais inconformados jogadores do Sporting, batalhador do princípio ao fim. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Podence. Não foi titular, mas ajudou a dar a volta ao encontro quando Jorge Jesus o lançou na partida para o lugar do apático Bryan Ruiz. Iam decorridos 64', o Sporting perdia 1-2. Nove minutos depois, já vencíamos 3-2. O jovem extremo formado na Academia leonina foi decisivo para esta reviravolta ao incutir dinâmica no nosso flanco esquerdo, baralhando as marcações do Moreirense. De um seu remate ao poste aos 67', surgiu o empate, após recarga de Bas Dost. Não custa vaticinar que já espreita a titularidade. Está a fazer por isso.

 

Do apoio dos adeptos. Apesar da chuva copiosa, a claque leonina fez-se ouvir ruidosamente do primeiro ao último minuto da partida.

 

Da nossa segunda parte. Pressionámos o tempo todo, confinando a equipa adversária ao seu reduto defensivo. Um perfeito contraste com a primeira parte, marcada por longos períodos de desconcentração e até alguma desorientação. Cumpre perguntar uma vez mais: por que motivo insistimos em dar 45 minutos de avanço aos nossos adversários?

 

 

Não gostei

 

Dos 45 minutos iniciais. A equipa mostrou-se lenta, com movimentos previsíveis, a trocar a bola sem progressão, facilmente anulada pela defensiva contrária e novamente posta em sentido por contra-ataques fulminantes, com a linha defensiva demasiado adiantada. Jesus, também como de costume, só ao intervalo corrigiu os erros de movimentação dos jogadores. Desta vez acabou por não correr mal. Mas os adeptos voltaram a ficar com os nervos em franja.

 

De Bryan Ruiz. Começa a ser um mistério: por que motivo o treinador insiste em conceder a titularidade ao costarriquenho, que há muito devia estar confinado ao banco de suplentes? Bryan continua sem render - nem na posição de segundo avançado, como jogou no Dragão, nem como avançado-ala, onde hoje foi colocado. Com ele em campo, tínhamos um a menos. Quando enfim cedeu lugar a Podence a equipa melhorou de forma quase instantânea.

 

De Rui Patrício. O que se passa com o campeão europeu? O nosso guarda-redes insiste em pregar-nos sustos, sobretudo quando sente necessidade de sair dos postes. Depois dos dois frangos frente ao Marítimo, hoje voltou a evidenciar-se por maus motivos. É o maior culpado do primeiro golo do Moreirense, marcado logo aos 17', e o segundo nasce de um penálti totalmente desnecessário que cometeu já com o lance controlado pela defensiva leonina. Intranquilo, transmite esse nervosismo aos colegas. Estará a precisar de uma pausa no banco?

 

De termos sofrido mais um par de golos. Quarto jogo consecutivo a encaixar dois golos. Levamos já, à 21.ª jornada, 24 sofridos - algo que era impensável no início do campeonato, algo inimaginável numa equipa que chegou a ter ambições ao título. Muito atrás do FC Porto (só 11 sofridos) ou Benfica (12). E atrás também do Marítimo (16), Braga (18), Belenenses (19), Chaves (19) e V. Setúbal (20).

 

De termos esperado 73 minutos para ficar em vantagem. Só quando Adrien marcou o seu belo golo pudemos respirar de alívio. o Sporting adiantava-se enfim no marcador. Até esse momento estivemos a perder ou empatados.

 

Das condições do terreno. O relvado de Moreira de Cónegos, todo empapado devido à forte chuva que caía, estava impróprio para um espectáculo de qualidade. O que não impediu o jogo de ser emotivo do princípio ao fim.

Mais do mesmo

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O Moreirense, simpática equipa considerada menor do futebol português, conseguiu uma proeza digna de registo: conquistou a Taça CTT, após eliminar as equipas que seguem nas três primeiras posições no campeonato. Primeiro o FC Porto, depois o Benfica, enfim o Braga.

É o primeiro troféu nacional - inteiramente merecido - a viajar para Moreira de Cónegos. Motivo de notícia? Claro que sim. Para todos os desportivos? Claro que não. A Bola prefere dedicar 90% da sua capa de hoje ao clube do seu coração - aquele que vocês sabem.

"Mitroglou contra os fantasmas" é o título garrafal escolhido pelo matutino da Queimada nesta primeira página, que merece figurar na vasta antologia de bizarrias do jornal que já foi um dos mais prestigiados da imprensa portuguesa. Enquanto o grego mais tatuado do futebol português merece uma foto gigantesca, Augusto Inácio tem direito a uma imagem pequenina, com o troféu, ao lado do inócuo título "Cónegos para a história" que muitos nem sequer entenderão.

"Há que reagir à traumática derrota com o Moreirense", assinala ainda A Bola nesta primeira página. Fiel à sua linha editorial, como um grito de incentivo ao SLB. Destaque ainda para "Bernardo Silva brilha no empate com o PSG" e "Gonçalo Guedes estreou-se pelos parisienses" (entrou em campo aos 87...). O nome de qualquer destes meninos impresso em corpo tipográfico mais destacado do que o de Inácio.

Palavras para quê? É mais do mesmo.

Parabéns, Leão!

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Augusto Inácio conquistou a Taça CTT como técnico do Moreirense, após ter derrotado o FC Porto na fase de grupos, eliminado o Benfica nas meias-finais e vencido o Braga há pouco na final, disputada no Algarve. Uma brilhante conquista deste Leão, que tem no seu currículo a conquista de campeonatos para o Sporting como jogador e como treinador.

Para esta proeza inédita do Moreirense - que leva enfim um troféu nacional para a sua sala de troféus - muito contribuíram os jovens sportinguistas Francisco Geraldes e Podence, que estão quase de regresso a Alvalade, e o nosso ex-jogador Dramé, cedido no último defeso ao clube de Moreira de Cónegos.

Parabéns a todos eles. E sobretudo ao Inácio, que continua a exibir a sua inconfundível garra leonina.

Os melhores prognósticos

Foi a nossa quarta vitória no quarto jogo do campeonato e contou com cinco palpites certeiros cá por casa: Edmundo Gonçalves, Francisco Vasconcelos, José, José Almeida e Luís Nascimento acertaram ao vaticinarem a vitória do Sporting por 3-0 contra o Moreirense em Alvalade.

Aplicado o primeiro critério do desempate, relacionado com os marcadores dos golos, regista-se um duo vencedor: Edmundo Gonçalves e José Almeida. Ambos vaticinaram que Bas Dost e Gelson Martins ajudariam a construir a vitória. Assim foi.

O dia seguinte

António Varela, Record: «Quatro jogos, quatro vitórias. Um golo sofrido. Doze pontos. Há 22 anos que o Sporting não conseguia uma série vitoriosa assim a abrir a época. Ontem a vítima do líder da Liga foi o Moreirense, mas a nota artística que Jorge Jesus gosta de conjugar com os resultados volumosos foi adiada.»

 

Mário Duarte, O Jogo: «Campbell furou várias vezes pela esquerda, Dost lutou como ainda não se vira, William "secou" o meio-campo, Alan Ruiz foi mostrando, a espaços - como o lance do segundo golo -, pormenores de grande nível. Bas Dost marcou na estreia (3-0), Campbell estreou-se a marcar (2-0) e o Sporting segue imparável na frente do campeonato, com todos os pontos conquistados (12).»

 

Nelson Feiteirona, A Bola: «Desde cedo se percebeu que este era um jogo que dificilmente o Sporting poderia perder, porque também desde os primeiros minutos assumiu claramente o domínio e a intenção de o vencer.»

Os nossos jogadores, um a um

E vão quatro jogos a vencer, doze pontos somados, liderança isolada do campeonato. O Sporting - mesmo com duas baixas de peso, João Mário e Slimani - respira vigor futebolístico, muito incentivado pela adesão do público, que poderá bater recordes de assistência em Alvalade neste campeonato 2016/17.

Hoje derrotámos o Moreirense sem margem para discussão. Com três estreias absolutas de verde e branco: o holandês Bas Dost, sucessor de Slimani como titular na frente de ataque, o sérvio Markovic e o brasileiro André, suplentes utilizados, tal como o brasileiro Elias, que regressa ao Sporting três anos após uma passagem muito mal-sucedida pela nossa equipa.

Se somarmos ao mencionado quarteto o costarriquenho Joe Campbell, que hoje se estreou como titular, e o argentino Alan Ruiz, único destes reforços que alinhou nos encontros da pré-temporada, ficamos com uma ideia nítida de que o actual Sporting é uma equipa em reconstrução, à procura de novas rotinas e novos automatismos. Mas a vitória de hoje permitiu-nos concluir que essa tarefa será cumprida a muito curto prazo.

Foi o teste de que precisávamos antes da crucial partida de quarta-feira, em Madrid, frente ao Real de Cristiano Ronaldo. Jornada inaugural da Liga dos Campeões para o Sporting.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Teve pouco trabalho mas correspondeu com bons reflexos quando foi solicitado. Intervenção difícil, aos 88', na marcação de um livre. Já no tempo extra, evitou o golo com uma defesa digna da sua categoria.

SCHELOTTO (6). Regressou à titularidade com as suas habituais corridas muito rápidas pela ala, nem sempre compensadas na manobra defensiva. Melhor momento: a assistência para o terceiro golo, cruzando muito bem.

COATES (7). Voltou a evidenciar-se em bom nível, assumindo a liderança da defesa ao assumir um corte de inegável classe logo aos 10'. Um momento que deu o mote à sua actuação nesta partida: seguro, concentrado e confiante.

RÚBEN SEMEDO (6). Voltou a fazer boa parceria com o uruguaio no eixo defensivo e a revelar grande precisão de passe na reposição de bola. A única falta que cometeu, à entrada da área, valeu-lhe um cartão e um livre perigoso.

BRUNO CÉSAR (6). Jorge Jesus voltou a apostar nele como defesa esquerdo titular, posição a que o brasileiro dá sempre uma dimensão muito ofensiva. Hoje foi mais discreto mas nem por isso menos combativo.

WILLIAM CARVALHO (7). Grande partida do nosso médio, elemento pendular da equipa, muito forte na cobertura do espaço. É dele a assistência para o golo de Gelson, com um passe fabuloso (27'). Outro digno de registo aos 74'.

ADRIEN (6). Reconciliado com um público que nunca deixou de acreditar nele, o capitão leonino quis marcar. E esteve perto disso, no minuto inicial da segunda parte. Sempre inconformado, sempre combativo. Saiu aos 67', sob aplausos.

CAMPBELL (7). Estreia a titular, como ala esquerdo. Bons apontamentos denotando técnica individual muito acima da média. Estreou-se também a marcar pelo Sporting com um forte cabeceamento aos 52'. O n.º 7 está a ter sorte.

GELSON MARTINS (8). Voltou a fazer a diferença neste segundo jogo consecutivo a marcar. Abriu o marcador aos 27' com um belo golo. E ajudou a construir o terceiro. Cada vez mais exímio a jogar em espaço curto. Saiu aos 60'.

ALAN RUIZ (7). Exibição convincente - embora com algumas intermitências de ritmo - do argentino, que já demonstrou ter poder de fogo. Foi dele a assistência para o golo de Campbell com um cruzamento muito bem medido. Saiu aos 78'.

BAS DOST (7). Mal se deu por ele na primeira parte. Mas o holandês, hoje em estreia absoluta no Sporting, mostrou o que vale logo no início da segunda parte, quase marcando. Marcou mesmo, aos 56'. Tem faro de baliza. E estrelinha.

MARKOVIC (6). Muito aplaudido nesta estreia de verde e branco, o jovem internacional sérvio esteve em campo a partir do minuto 60. Aos 65' fez levantar o estádio com um fulgurante raide junto à linha de fundo. Promete.

ELIAS (5). Rendeu Adrien a partir dos 67', recebendo sonoros aplausos neste regresso a uma casa onde não chegou a ser feliz. Alguns apontamentos interessantes numa fase da partida em que os leões já quase só seguravam a bola.

ANDRÉ (5). Em dia de estreias, esta foi mais uma. O brasileiro entrou aos 78', substituindo Alan Ruiz, e não tardou a dar nas vistas com um passe de ruptura que isolou Markovic. Também promete.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Novo triunfo leonino - o quarto consecutivo nesta Liga 2016/17. Hoje vencemos o Moreirense por 3-0, em Alvalade, com uma exibição segura e convincente.

 

De Bas Dost. Estreia absoluta no Sporting, onde tem a pesada responsabilidade de substituir Slimani como ponta-de-lança. Estreia auspiciosa: foi dele o terceiro golo, aos 56'. Começa muito bem.

 

De Gelson Martins. O melhor em campo. Desbloqueou o nulo inicial com um belo golo marcado aos 27' que acabou por ser decisivo nesta partida: grande desmarcação em diagonal, dominando muito bem a bola e rematando de forma acrobática. Teve ainda intevenção decisiva no terceiro golo: foi dele o passe a desmarcar Schelotto, autor da assistência. Saiu aos 60' com a missão cumprida.

 

De William Carvalho. Excelente partida do nosso médio, em contínua ligação entre a defesa e o ataque. Crucial nas recuperações de bolas. Bela assistência para o golo inaugural, servindo Gelson a longa distância e com precisão cirúrgica.

 

De Campbell. Entrou como titular, para a posição que tem sido ocupada pelo ausente Bryan Ruiz, e começa a tornar-se um idolo em Alvalade, estabelecendo uma relação empática com as bancadas. O primeiro golo começou a ser construído por ele, junto à ala esquerda. E marcou de cabeça o segundo, iam decorridos 52'.

 

De Alan Ruiz. Vai-se evidenciando de jogo para jogo, com o seu pontapé forte e sem nunca perder de vista a baliza. À medida que for ganhando rotinas na frente de ataque irá tornar-se um elemento crucial deste Sporting 2016/17.

 

Dos aplausos a Adrien. O capitão recebeu ovações do público, ainda antes do jogo e quando foi substituído, aos 67'. Correspondeu com uma exibição em que revelou o seu habitual brio profissional e a tenacidade que bem lhe conhecemos. Só lhe faltou o golo. Mas tentou-o com um disparo aos 46', bem defendido pelo guardião adversário.

 

Que Jesus tivesse poupado jogadores. Bryan Ruiz não saltou do banco, João Pereira e Marvin nem figuraram na convocatória. Já a pensar na difícil eliminatória com o Real que disputaremos quarta-feira, em Madrid, para a Liga dos Campeões.

 

Do Moreirense. Sem o seu melhor jogador (o excelente Francisco Geraldes, emprestado pelo Sporting), a equipa visitante teve o mérito de não baixar os braços nem estacionar o autocarro defronte da baliza. Mesmo quando teve de jogar só com dez, a partir dos 35', por expulsão de Neto.

 

Da nossa baliza invicta. Outro jogo sem sofrermos golos, confirmando que o nosso reduto defensivo continua forte.

 

Do inquebrantável apoio à equipa. Pelo oitavo jogo consecutivo, Alvalade registou mais de 44 mil espectadores. Prova indesmentível da crença dos adeptos no plantel comandado por Jorge Jesus. Mesmo sem vencermos o campeonato há 14 anos, não esmorecemos na nossa devoção leonina.

 

Da liderança no campeonato. O Sporting comanda isolado, sendo a única equipa só com vitórias à quarta jornada. Faltam 30.

 

 

 

Não gostei

 

Dos primeiros 25 minutos. Alguma apatia inicial do Sporting, em flagrante contraste com o brilhante começo da segunda parte, em que podíamos ter marcado duas vezes logo no primeiro minuto - primeiro por Bas Dost, depois por Adrien.

 

Do susto que o avançado holandês nos pregou. A meio da segunda parte Bas Dost saiu a coxear, queixando-se de fortes dores no pé, e teve de receber assistência. Felizmente não passou do susto. E acabou por jogar (bem) até ao fim.

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