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És a nossa Fé!

O erro, a mentira, a fraude

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Os inimigos do vídeo-árbitro devem ter-se congratulado: esta tecnologia esteve ausente do Manchester United-Real Madrid de ontem, em disputa da Supertaça Europeia. Vitória tangencial do Real, por 2-1, com um golo (o primeiro) marcado por Casemiro em nítido fora de jogo não assinalado pela equipa de arbitragem.

Mas, pensem eles o que pensarem, não podia haver maior cartaz de propaganda do vídeo-árbitro perante esta nova demonstração de falsidade desportiva traduzida em título para os merengues, ontem sem Cristiano Ronaldo a titular. O melhor jogador do mundo só saltou do banco aos 81 minutos, com o resultado já feito.

Espantosamente, no  canal público que transmitiu em directo a partida houve quem celebrasse a mentira, varrendo o rigor dos factos para debaixo do tapete. Foi o caso do comentador Bruno Prata, que num primeiro momento admitiu ter visto o jogador brasileiro "claramente adiantado" para depois conceder que "a diferença [face ao último defesa do Manchester] é muito pequena". Acabando por sentenciar: "Neste tipo de casos não podemos ser muito severos."

É assim que os comentadores de turno encaram a verdade desportiva: algo muito relativo. Por isso são quase todos contra a introdução do vídeo-árbitro. Um deles, com visível desdém, dizia há dias nem saber se esta tecnologia já está a ser aplicada em mais algum país da Europa além de Portugal. Ignorando que na Holanda, por exemplo, não só vigora mas foi vital para restabelecer a verdade desportiva na Supertaça disputada entre o Feyernoord e o Vitesse. Ignorando que já foi introduzida no Brasil e na Alemanha, por exemplo.

Ao contrário desses comentadores, não consigo compreender um futebol que convive tão bem com o erro grosseiro, que coabita de forma tão descontraída com a mentira, que pactua sem abalos de consciência com a fraude. Alguém se aproveita disto, seguramente. Mas não o desporto, que nada tem a ver com isto.

Da necessidade de pôr fim a isto

Não faz o menor sentido haver um clube desportivo em Portugal autorizado pela Liga a transmitir e difundir em exclusivo as imagens dos jogos que realiza em casa. Isto possibilita que este clube seleccione as imagens que muito bem entenda para servirem de base à discussão dos lances mais polémicos.

Este escândalo, inaceitával a vários títulos, vai repetir-se já este sábado, com a exibição televisiva do decisivo jogo Benfica-FC Porto no canal do clube encarnado, sem recurso a outros meios de transmissão.

Deve ser posto fim a esta situação de excepção, que concede ao Benfica um estatuto privilegiado de que mais nenhum outro clube nacional usufrui. Em nome da transparência competitiva e pelo combate sem tréguas à mentira no futebol português. Espero que este seja um dos temas a abordar na entrevista que Bruno de Carvalho vai conceder esta noite à TVI.

A tropa de choque em missão concertada

ANDRÉ VENTURA

CMTV, 14 de Novembro, 22.05

«Eu hoje... enfim... entregaram-me isto... não sei... mas eu penso que isto é desta... eu penso que é desta... isto é deste dia, pelo menos... e é desta imagem... e por isso é que eu dizia que o Arouca tem razão para se queixar. E eu tenho aqui... e é indiscutível, é indiscutível. Uma cuspidela do presidente Bruno de Carvalho ao presidente do Arouca... Eu vou mostrar... tal como... tal como me chegaram. É claríssimo. Não deixa margem para dúvidas que há uma cuspidela do presidente do Sporting ao presidente do Arouca*. Eu... vou mostrá-la à câmara, a câmara provavelmente não vai conseguir ver bem, mas vemos o presidente do Arouca a receber essa cuspidela... Vê-se que o presidente do Sporting está a cuspir e vê-se que o presidente do Arouca está mesmo à sua frente.»

 

R. GOMES DA SILVA

SIC N, 14 de Novembro, 22.23

«Já vi imagens aumentadas [em] que se presume que alguma coisa que sai da boca do Bruno de Carvalho e atinge o presidente do Arouca... Pode ser a águia Vitória... eu vi esta imagem aumentada... dá a ideia... aquilo que dá ideia noutras imagens que andam a circular, que eu vi... dá ideia que o presidente do Sporting cospe no presidente do Arouca*... sai uma coisa qualquer... não sei se é um lenço de papel ou outra coisa qualquer...»

 

PEDRO GUERRA

TVI 24, 14 de Novembro, 22.33

«Vemos uma coisa que eu considero muito grave: vê-se claramente que o presidente do Sporting cospe na cara de Carlos Pinho*. Eu pergunto: qualquer cidadão, homem ou mulher, jovem ou... de idade, que lhe cuspam na cara, qual é que é a primeira reacção? Bom... se for mais católico... se calhar... é capaz... não sei se dá a outra face ou se pede para cuspirem outra vez... Qual é a reacção humana imediatamente? É de reacção, como é evidente. Como é que um ser humano reage quando alguém lhe faz aquilo que lhe foi feito? Ao minuto 1 ponto 10 da câmara 7 vê-se a cuspidela do presidente do Sporting... e depois na câmara 6 vê-se o presidente Carlos Pinho a limpar a cara, como é também humano e legítimo.»

 

* As frases assinaladas a encarnado e com asterisco, como é óbvio, terão de ser comprovadas em tribunal.

 

Habituem-se

O delírio dos benfiquistas com os não tão recentes episódios dos arruaceiros de Arouca, filho e pai, é de família já se percebeu, reforça a tese mais que provada do verdadeiro exército, uns avençados outros aspirantes a isso, que domina grande parte das redacções dos diversos OCS. Agarram-se a uma mentira para atingir mais uma vez o presidente do Sporting. O medo é tal que tudo serve para tentar afastar Bruno de Carvalho do futebol português. Já perceberam que tal não acontecerá e por isso, por serem na sua maioria asnos, insistem na forma de o combater. Vale tudo. Mentiras, utilização de assuntos da sua vida privada, factos nunca provados mas repetidos ad nauseaum para tentar achincalhar, denegrir e destruir BdC. São os mesmos hipócritas que quando andávamos pelos sétimos lugares da vida pediam, alguns até ganiam, um Sporting forte, um Sporting que honrasse a sua história. Os mesmos que quando o Sporting voltou a lutar, com armas desiguais é certo, pelos títulos das provas onde participa, olharam para baixo e sem estarem preparados viram que lhes tremiam as pernas raquíticas. A forma de combate, a este nosso Sporting renascido, foi a única que gente reles e deseducada sabe: Inventar factos, propagar mentiras, utilizar a vida pessoal dos outros. Sempre com a desculpa esfarrapada de um suposto interesse público. São covardes e como um bom covarde pensa, esperam sempre estar protegidos por um poder que julgam que só a eles lhes pertence.

Que não ia ser fácil já o sabíamos, mas que gente séria, que há nos nossos adversários, acompanhe estes escroques foi e é uma surpresa.

Sempre a aprender.

Os truques do "Público" e de "O Jogo"

As imagens foram divulgadas e demonstram inequivocamente que é o presidente do Arouca que começa o conflito. Mesmo assim, o Público prefere dar mais destaque a uma hipotética "cuspidela" que Bruno de Carvalho teria lançado em resposta. Nenhum dirigente do Arouca a referiu na altura dos incidentes. Mas entretanto alguém notou o que poderia ser uma cuspidela. O Público decidiu adotar essa narrativa (o título original da notícia não tinha ponto de interrogação). O Arouca, convenientemente, também.
Agora, numa versão atualizada, o Público já diz que "pode ter sido uma cuspidela" (garantia antes que "foi"), mas afinal também pode ser fumo do cigarro eletrónico que Bruno de Carvalho estava a fumar.
As questões aqui são: quem inventou a narrativa da cuspidela? De que clube? Como teve o Público acesso a ela? E por que decidiu que era essa a narrativa verdadeira sem consultar mais ninguém?

(Adenda: a primeira página de "O Jogo" é ainda mais grave, pois toma mesmo como verdadeira a versão da cuspidela.)

O desparecimento da foto de grupo como pano de fundo

Demonstrando ser exímio em reescrever a história, com o episódio da retirada da foto de Jesus do conjunto vencedor do campeonato 2014-15 como paradigma e a data de fundação como bitola, quer por força transformar uma coisa experimental em definitiva, mesmo que essa coisa experimental tenha existido em simultâneo com a coisa oficial e válida à época.

Vale tudo, para estes pantomineiros.

Só falta, e eu já assisti a piores e tresloucados actos, considerar oficial o troféu do Etílico Ferreira.

Tenham vergonha na cara!

"As mentiras de Pedro Guerra"

O jornal Record lançou hoje um comunicado onde confirma o que já sabíamos. Fica agora tudo dito sobre esta personagem:

«Ontem, no programa Prolongamento, da TVI 24, o sr. Pedro Guerra referiu que Jorge Jesus teria dito em off aos dois jornalistas de Record, José Ribeiro e Alexandre Carvalho, autores da entrevista que o nosso jornal publicou na sua edição de domingo, que "o Benfica não é comparável ao Sporting", que "a estrutura do Sporting não existe" e que "no Sporting as coisas são todas muito..." [n.d.r.: não se percebeu onde queria chegar Pedro Guerra com esta frase].

Em momento algum (em on ou em off) Jorge Jesus fez qualquer tipo de comparação entre a ‘grandeza’ do Benfica e a do Sporting. Acrescenta-se que, em momento algum, Jorge Jesus se referiu à estrutura do Sporting em off. A única vez que falou sobre o assunto foi em on, declarações que estão reproduzidas nas páginas do nosso jornal. "O FC Porto tem uma estrutura de 30 anos; o Benfica tem uma estrutura de 6 anos; o Sporting tem uma estrutura que só agora está a começar a ser preparada para estes desafios…" [pág. 9, da edição de 6 de setembro de 2015].

Nem José Ribeiro nem Alexandre Carvalho conhecem ou alguma vez falaram com o sr. Pedro Guerra. Nesse sentido, não se percebe de onde é que surgiram as supostas ‘informações’ (e nunca as aspas funcionaram tão bem como aqui) que o senhor em causa levou para o programa da TVI 24.

Agora, caberá ao sr. Pedro Guerra provar nos locais próprios a veracidade das insinuações que dirigiu aos jornalistas de Record, colocando em causa o jornal e a ética dos seus profissionais.»

Parem as máquinas, última hora!

Os jornais desportivos não são nem uma coisa nem outra, porque lhes falta categoria jornalística e só falam de futebol, são famigerados caneiros onde só correm os boatos lançados pelos agentes. Ora veja-se:

No site da "A Bola", no dia 16 às 18:21, sai uma peça com o seguinte título: "Empresário admite transferência de Sami para Alvalade". Logo a primeira frase é a seguinte: "Nélson Almeida diz não ter sido contactado pelo Sporting tendo em vista a contratação de Sami. Salienta, porém..." Lindo não é? Ele não disse, mas quando abordado avançou um "porém" suficiente para dar título à peça.

Mas a farsa prossegue. Com o pundonor das grandes investigações capazes de arrebatarem um Pulitzer, o repórter recolhe mais "informação" junto do visado. E 14 minutos depois - veja-se a urgência e a celeridade deste exemplar profissional - às 18:35 vem a confirmação irrefutável da peça anterior. Título: "«Claro que adorava jogar no Sporting»-Sami". O corpo da notícia ostenta esta taxativa afirmação do pobre Sami: "Sei tanto como vocês, [comuniciação social], mas é claro que fico contente." O interesse - se fosse maldoso diria "o objectivo" - desta vigarice, aparece como quem não quer a coisa no último parágrafo da peça: "Sobre a renovação com o Marítimo: «Está a ser tratada. Já houve uma abordagem. Agora vamos conversar para encontrar a melhor solução. Neste momento, esse assunto está a ser tratado por mim, pelo meu empresário e pelo presidente do Marítimo.»"

Ou seja: para meter pressão no Marítimo para a renovação do Sami, cospe-se o nome do Sporting para o ar sem ser tido nem achado. Empresário e jornal, tu lanças a atoarda e eu dou-te conteúdos, tu coças as minhas costas que eu coço as tuas...

Porcarias destas vão começar a escorrer incessantemente durante a época de transferências. Não ligar...

 

Não é só sermos enganados

De vez em quando, também calha a um da casa, não é só aos outros. Acabo de ver confirmado no noticiário da SIC - aliás, não era nada de que não tivesse suspeitado ao reconhecer ontem a personagem no Expresso da Meia- Noite -  que um tal Artur Batista da Silva, que se tem pavoneado por aí, entrevistado por variadíssimos órgãos  da imprensa, da rádio e da televisão, na qualidade de coordenador de um observatório das Nações Unidas dedicado às questões económicas e sociais dos países da Europa do Sul, é, afinal, um impostor.Este economista, doutor por universidades belgas e americanas, professor nos E.U.A. e detentor de qualificações galácticas, não é, no fim de contas, ao que parece, nem economista, nem doutorado, nem professor. Também não é conhecido nos arquivos das Nações Unidas nem o tal observatório foi alguma vez avistado em Nova Iorque, ao contrário do que as suas entrevistas podiam deixar supor. Nada disto o impediu de ser respeitosamente escutado no Expresso da Meia-Noite, perante cujo painel de convidados invocava, de forma sistemática e convincente, para quem não o conhecesse,a sua qualidade de ilustre representante de tão prestigiado areópago internacional. 

Mas, perguntarão os leitores, se é que os há, o que tem este blogue a ver com isto, que aldrabões não é connosco? Bem, então, para quem não se lembrar, sempre lhe digo que este Artur Batista da Silva foi, no final dos anos 80, Presidente do Conselho Fiscal do Sporting e seccionista de voleibol, tendo sido no seu consulado que, tanto quanto me lembro, fomos pela última vez campeões nacionais da modalidade.

Bem sei que, especialmente se comparado com outros, o Batista da Silva  se assemelha mais a um estudante irrequieto, ansioso por nos pregar umas partidas cuidadosamente elaboradas, mas ouve lá ó Nicolau, tu que também és dos nossos, não podias ter um bocado mais de cuidado com a escolha dos teus convidados? Não achas que isto tudo já é mais do que suficiente?

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