Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Olympique Lyonnais – Sporting (8 Abril de 1964)

 Ol. Lyon - 0 x Sporting - 0

1ª mão das 1/2 finais Taça das Taças

 

Emigração nos anos '60: A escolha de um destino

 

«“Não escolhi a França. A emigração clandestina fazia-se para lá”. A avó materna arranjou-lhe o dinheiro [1]. “Pediu-o emprestado a uns senhores. Disse-lhes que precisava de comprar duas vacas. Os animais nunca apareceram, claro, e eles ficaram chateados. Mas pagámos tudo que devíamos durante o ano seguinte”.

            Os três homens deixaram Louriçal do Campo no início de outubro, ao fim da tarde. O ponto de encontro era nas traseiras do posto de eletricidade que ficava a mais de dois quilómetros da aldeia. O passador tinha pedido que não levassem muita coisa. “Fugi para a França como se fosse para a festa, com o fato e os sapatos de domingo, sem casaco. Levava às costas um saco de pano com duas sandes que a minha mãe me tinha feito e na mão uma pasta de couro com dois pares de meias e 300 escudos em dinheiro (119 euros aos preços de hoje)”.

            A primeira hora de viagem foi feita de táxi. O passador recebeu todo o dinheiro de uma vez. “Comprometeu-se a levar-nos novamente sem receber mais dinheiro caso fossemos presos”. Deixou os três homens a 20 quilómetros da fronteira, na Serra da Malcata. Grande parte do caminho até França seria feita a pé. “Acho que a viagem durou uns 23 dias, mas perdemos a noção do tempo”. Atravessaram a fronteira naquela noite, sozinhos, e dormiram ao relento. O passador voltou para conduzi-los a uma casa numa aldeia perdida, quase abandonada. De vez em quando, dava-lhes chouriço, pão e chocolate. No fim do mês, quando entraram no comboio em Hendaia, receberam uma lata de sardinha. “Nunca na minha vida passei tanta fome. Chegámos a lutar uns com os outros por comida. Transformámo-nos em animais”.

            O grupo foi crescendo à medida que a viagem avançava - já eram 30 homens quando chegou o momento de cruzar a fronteira francesa. Manuel continuava a ser o mais novo. “Viajámos até Vitória, no País Basco, num camião de gado cheio de esterco, íamos de pé e o cheiro era insuportável. Chegaram de madrugada a outra pequena aldeia. Dormiram num aprisco, entre mais de 100 ovelhas. “Foi um dos momentos mais felizes da viagem, porque nós vínhamos cheiinhos de frio. Metemo-nos no meio dos animais, aquecemo-nos e bebemos leite quente, mungido ali”, recorda. Nesta altura, os sapatos de domingo de Manuel já estavam desfeitos - o passador deu-lhe umas botas de borracha para a travessia dos Pirenéus, mas isso serviu de pouco. “O frio era tanto, o martírio foi tão grande durante aquela semana a caminhar pelas montanhas, que se eu tivesse encontrado um polícia espanhol rendia-me e pedia para voltar”, garante. “O sentimento que mais recordo é o medo. Em certas ocasiões fomos deixados um ou dois dias abandonados. Pensámos que íamos morrer ali. Um dos homens do grupo perdeu-se pelo caminho - nunca chegou a França. Outro esteve quase a ser deitado por uma ribanceira pelos passadores. Via mal e começou a dizer, aos gritos, que não queria avançar. Pedia para o deixarem pelo caminho. Não podia ser: ou seguia ou morria. Vivo podia denunciá-los à polícia”.

            Antes de o grupo chegar à estação ferroviária de Hendaia - por onde, entre 1969 e 1971, mais de 300 mil portugueses entraram em França - o passador dividiu o grupo em três, consoante o destino de embarque: Paris, Toulouse e Lyon. Manuel Dias Vaz escolheu o último comboio. “Tinha um primo afastado a viver em Lyon e levava a morada dele escrita num papel. Para além disso, o meu Sporting tinha jogado há pouco tempo contra o Olympique Lyonnais e eu fiquei impressionado com o jogo, embora tenha acabado por nunca ir ao estádio”.

            O comboio chegou de madrugada, havia cinco centímetros de neve no chão. “As luzes impressionavam, davam uma ideia de festa”. Na gare, Manuel pediu ajuda para encontrar o endereço do primo. Um autocarro deixou-o quase à porta de uma empresa de construção civil. A mulher ao balcão ligou a um chefe de equipa português para pedir ajuda: “Ele veio. Conversou com ela à minha frente em francês. Só percebi a palavra miséria. Como sabia de carpintaria, decidiram dar-me emprego” Escreveu à família a dizer que tinha chegado bem e que estava feliz. O primo apareceu oito dias depois.»

 

[1] - Numa reportagem publicada a 4 de novembro de 1966, o jornal católico francês La Croix escreveu que o "salto" podia custar entre 4 mil e 8 mil escudos, 14211 e 2841 euros aos preços de hoje, respetivamente.

 

In: FERNANDES, Joana Carvalho - A porteira, a madame e outras histórias de portugueses em França. Lisboa : Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2015. pp. 38, 39

7-1!

No banco do Astana senta-se o búlgaro Stoilov. O agora treinador já estará a tremer. Em setembro de 1995 marcou em Alvalade, logo aos 8 minutos de jogo mas saiu vergado por uns claros 7-1. Amunike (2), Oceano (2), Pedro Barbosa, Sá Pinto e Paulo Alves fizeram os golos leoninos. Espera-se que o resultado se repita (nem que seja no agregado das duas mãos). É que nos relvados cazaques não há um jogador da qualidade de Stoilov. 

Vieira e o apito para a história

Ao ler o texto de Ricardo Roque sobre o falecimento da sócia n.º 4 do Sporting, Maria de Lourdes Borges de Castro, lembrei-me de uma outra referência do nosso clube, Jorge Vieira, que, durante muito tempo, foi o sócio n.º 1.

Jorge Vieira, sucessor de Francisco Stromp, capitão da seleção nacional nas Olimpíadas de Amesterdão de 1928 e figura maior do futebol nacional teve uma outra particularidade que muitos, por certo, desconhecerão: foi o primeiro árbitro internacional do futebol português.

 

«Jorge Vieira tornou-se, aos 23 anos, o primeiro árbitro internacional português, apitando em Bilbau, um jogo de desforra entre a Espanha e a Bélgica [10 de Outubro de 1921].

 

Estava nos hábitos do tempo (1921) haver jogadores de grande categoria - como Francisco Stromp, Cosme Damião, Ribeiro dos Reis e Cãndido de Oliveira - a arbitrar jogos, normalmente os mais difíceis.

Em Outubro de 1921, nas vésperas de um Espanha - Bélgica rodeado de grande expectativa, a União Espanhola solicita à União Portuguesa de Futebol a nomeação de um árbitro português.

Com apenas 23 anos de idade, o jogador do Sporting aceitou o convite, mesmo sabendo que era um jogo de desforra, pois em 1920, as duas disputaram o título olímpico, em Antuérpia. Venceu a Bélgica; a Espanha ficou em segundo lugar. Neste jogo foi ao contrário: venceu a Espanha. O ‘Diário de Notícias’ informa: “Nunca um match internacional de football despertou entre nós um interesse tão grande. A razão estava em ir arbitrar esse match um juiz português, tendo a Associação de Foot-Ball escolhido para desempenhar esse cargo Jorge Vieira, o magnífico back do SCP.

Um árbitro em ombros por ser... imparcial!

A escolha de Jorge Vieira levantou uma certa celeuma, havendo mesmo quem chegasse a aventar que Vieira não tinha competência. Os telegramas recebidos dizem que a vitória coube ao team espanhol por 2 goals contra 0, e acrescentam que vencedores e vencidos foram unânimes em reconhecer em Jorge Vieira competência e imparcialidade.”

‘O Século’, por seu lado, adianta: “O desafio de foot-ball entre a selecção belga que tomou parte nas Olimpíadas de Antuérpia, classificando-se em primeiro lugar e a espanhola, que se classificou em segundo, foi ganho pelos espanhóis por 2 goals a 0. O jogador português Jorge Vieira, que arbitrou o desafio, foi, no final levado em triunfo pela forma correcta e imparcial como se conduziu.»

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 34-35

 

Leitura complementar no jornal « i »

 

P.S.: Em 1984 ou 1985, tinha eu 12/13 anos, tive o prazer de, juntamente com o meu pai, tirar uma fotografia com Jorge Vieira, e uma outra com o eterno capitão Manuel Fernandes, num encontro do Núcleo de Sportinguistas de Coimbra que se realizou, creio eu, na Liga dos Combatentes – na rua da Sofia.

Era só um e chamava-se Peyroteo (4)

«Entrar com o pé direito, rapazes!...

 

Jogo no Estádio Alvalade contra equipa de alto valor, muito capaz de criar amargos de boca ao Sporting; o grupo adversário era tão bom como o nosso.

Na cabine, como habitualmente, muitas recomendações do treinador, dos técnicos da respectiva secção e, também, alguns conselhos, à meia voz, dados, gratuitamente, pelos “amigos” que (não se percebe como!) sempre conseguem entrar nas cabines, antes de começarem os jogos.

Aproxima-se a hora e alguém recomenda: -“Entrem com o pé direito, rapazes! Não esqueçam isto; pé direito!...”

A mim particularmente, também me fizeram a recomendação mas como até aquele momento sempre achei graça às superstições, pensei logo em fazer o contrário, mas nada disse.

Saímos da cabine e, junto à linha lateral, ouvia-se a mesma voz: “Entrem com o pé direito!...”

Eu, como pensara, disposto a brincar com o supersticioso, entrei no rectângulo com o pé esquerdo.

O desafio começou mal para o Sporting e para mim. Havia dez minutos de jogo e já perdíamos por 1-0. Eu não dava, na bola, um pontapé com jeito. Todos os sportinguistas desejavam o golo do empate e, possivelmente, outro a mais; porém, o avançado-centro nada conseguia.

O tempo ia passando até que a bola saiu pela linha lateral precisamente no sítio onde entráramos, e tal era o desejo de não perder tempo que fui fazer o lançamento da bola. Não sei porquê lembrei-me da recomendação… “entrar com o pé direito…” e da maroteira que fizera.

Quando o meu pé esquerdo ia a pisar o risco, num trocar rápido de passo, entrei com o pé direito!

Sabem o que aconteceu? Apenas isto: duas vezes a bola veio ao meu pé direito e foram dois golos seguidos!...

Resumo: O Sporting ganhou o desafio e eu – desde o lançamento da bola – fiz um bom jogo!

Não sei se a pessoa que, insistentemente, nos fez a recomendação, reparou no que fiz, mas certo é que nunca me falou nisso, talvez porque a superstição deixa de ter valor quando divulgada!»

 

Peyroteo, Fernando - Memórias de Peyroteo. 5ª ed. Lisboa : [s.n.], 1957 ( Lisboa : - Tip. Freitas Brito). pp. 303-304

Obrigado, mas nem pensar

 

Bruno de Carvalho tem sido muito criticado por estes dias. Motivo? Terá travado a saída de William Carvalho para um clube de terceira linha do futebol inglês. Compreendem-se estas críticas quando são feitas pelos nossos rivais: benfiquistas e portistas sabem bem que um Sporting com William será sempre mais forte.

Já entendo muito menos quando são sportinguistas a falar assim. Como se gostassem de ver o campeão europeu bem longe de Alvalade - quanto mais cedo melhor.

Os que assim falam parecem não ter entendido que acabou o tempo da venda ao desbarato dos jogadores que íamos formando na Academia de Alcochete para outros recolherem o proveito desse investimento. Tal como chegaram ao fim aqueles lamentáveis dias em que se recorria à venda com carácter de emergência de futebolistas em destaque no plantel para tapar buracos de tesouraria.

Foi assim que vimos partir, a meio da temporada 2012/2013, o holandês Wolfswinkel, então goleador sem alternativa em Alvalade. Foi assim que nos despedimos pouco antes do  Daniel Carriço, defesa da nossa formação e capitão do onze titular, mais tarde participante em duas finais europeias ao serviço do Sevilha.

Pela mesma altura o clube lançava jogadores na equipa principal sem acautelar os mais elementares interesses contratuais, o que viria a facilitar as saídas de Bruma, Ilori e Dier, por exemplo.

Com este presidente, muita coisa mudou para melhor. Isto também. Por isso a actual direcção leonina foi responsável por quatro das seis mais bem remuneradas transferências de sempre do Sporting.

Regresso ao passado, como uns poucos parecem preferir? Obrigado, mas nem pensar.

 

A (minha) equipa ideal...

Se tivesse o condão de poder escolher, de todos os jogadores que jogaram com a camisola do Sporting, a equipa ideal, esta seria:

(apresento igualmente a minha alternativa para cada um dos lugares)

 

N.º 1 - Rui Patrício

Alternativa: Damas

Só tenho memória da parte final da carreira de Damas, vindo do Guimarães, pelo que, por certo, não assisti à melhor parte desta, as épocas em que foi campeão.

 

N.º 2 - Carlos Xavier

Alternativa: César Prates

 

N.º 3 - Venâncio

Alternativa: Marco Aurélio

 

N.º 4 - André Cruz

Alternativa: Beto

 

N.º 5 - Rui Jorge

Alternativa: Paulo Torres

 

N.º 6 - William Carvalho

Alternativa: Oceano

 

N.º 7 - Figo

Alternativa: Cristiano Ronaldo

 

N.º 8 - Pedro Barbosa

Alternativa: Adrien Silva

 

N.º 9 - Manuel Fernandes

Alternativa: João Vieira Pinto

 

N.º 10 - Balakov

Alternativa: João Mário

No meu imaginário infantil sempre esteve presente o trio mágico do ataque leonino de 1982: Manuel Fernandes, Oliveira e Jordão. Porém tenho uma memória muito residual de Oliveira com a camisola do Sporting.

 

N.º 11 - Jordão

Alternativa: Jardel

 

A minha memória diz-me que estas foram as melhores duplas de avançados que passaram pelo Sporting: Manuel Fernandes - Jordão e João Vieira Pinto - Jardel

 

O capitão seria, obviamente, Manuel Fernandes.

 

E a vossa, qual seria?

A impagável revelação de Tonecas Três Érres, parte final

- Ia para Alvalade ver o nosso Sporting ser campeão, ia festejar.

- E não festejaste, não festejámos, nesse dia, mas festejámos depois, fomos campeões; sem de deter, Tonecas Três Érres, continuou a falar com os olhos azandingados a olhar-me como se eu não estivesse ali, desde esse dia nunca mais fomos campeões, Pedro, a culpa é minha, a culpa foi minha. Eu e minha mania de perder, de perder peso, disseste-o há pouco, eu era mais forte, o Sporting era mais forte, tornei-me fraco, com este ar musculadinho, esta mania do exercício, do detox, das colorias, da cevada, dos frutos vermelhos, vermelhos? Pedro... vou parar com essa merda toda, vou engordar por gosto, vou comer pelo nosso Sporting, vou recuperar cada um dos gramas que perdi, vou beber canecas de ceveja, vou comer entremeadas, que cada gole que beba seja um golo do nosso Sporting que todo o mal que me faça seja por um bem maior, sermos campeões.
Olhei o meu amigo e pensei que se ele estava pronto para se sacrificar eu não me ficaria, levantei-me e reapareci pouco depois com duas canecas de Super Bock mista com dois dedos de alva espuma,
- Tonecas, se te vais sacrificar pelo Sporting, estamos juntos, amigo, pela nossa amizade, por um Sporting campeão.
 
continuação (e terminação) deste post

 

Teste de cultura futebolística

n6qgc2[1].jpg

 

Eis um teste à perspicácia e à cultura futebolística dos leitores do És a Nossa Fé: sabem identificar quem são estes jogadores? E fazem ideia da época e do motivo que estiveram na origem desta foto?

Dou só uma pequena ajuda: dois deles estão hoje novamente muito em foco, como participantes regulares num programa televisivo em que se discute futebol.

A impagável revelação de Tonecas Três Érres

A vida às vezes dá-nos bofetadas e empurra-nos, outras acaricia-nos e puxa-nos.

O episódio que vou tentar colocar por escrito, é ao mesmo tempo uma bofetada e uma carícia, uma interrogação, uma certeza.

Um destino.

Estava sentado numa esplanada à beira (Azenhas do) Mar a tomar aquilo que em tempos foi definida como a água suja do capitalismo, com duas pedras de gelo e uma rodela de limão.

Olhava o mar e a areia e pensava em nada, pensava em tudo.

- Olhó Pedro, és mesmo tu... dá cá um abraço.

Confesso que demorei a identificá-lo, à minha frente estava o António Ramos Reis Ramalho, estava ele mas com menos trinta quilos dele.

- Tonecas, então, há quanto tempo não nos vemos, senta-te aí.

- Não nos vemos desde o dia 21 de Abril de 2002, lembras-te?

O meu cérebro começou a funcionar como um carro em marcha à ré, primeiro devagar, depois como um salto no tempo, caí naquele dia, numa tasca perto da Cidade Universitária, o Tonecas estava lá, todo vestido de negro com os seus imponentes 105 quilos, um rabo de cavalo e uns óculos escuros redondos.

- Claro que lembro, Tonecas, foi na rua do Colégio Moderno eu ia para Alvalade para ser campeão e tu ias para um concerto duns gajos belgas muito manhosos que ninguém conhecia na Aula Magna.

- Combinamos encontrar-nos no Bairro Alto, a seguir ao concerto mas a vida é feita mais desencontros que de encontros.

- Pois é, 15 anos...

- Sabes Pedro, mudei muito desde esse dia, lembras-te como eu era?

- Claro que lembro, eras mais forte.

Três Erres sorriu.

- Era mais forte mas era o Ramalho (tínhamos esta brincadeira desde putos, brincando com o apelido do Tonecas) era mais gordo. Pesava 105 quilos.

Enquanto conversávamos, sentíamos o cheiro do mar, pressentíamos as gaivotas que nos esvoaçavam, estávamos felizes por sermos amigos e por estarmos juntos, como todos os momentos de felicidade, aquele também acabou.

Acabou, numa forma de mancha castanha que se espachou malcheirosamente pela mesa, uma gaivota largara-se, ao contrário do Salvador Sobral não preveniu ninguém.

Ficámos como se estivéssemos num minuto de silêncio (sem palmas) não sei se passou um minuto, se uma hora, sei que acabara de presenciar um fenómeno qualquer, uma epifania.

Tonecas Três Érres, também conhecido, como António Ramos Reis Ramalho olhou-me, fitou-me profundamente e disse como se estivesse possuído por todos os Zandingas, os Bruxos de Fafe, os Nhagas e os Professores Alexandrinos do universo, disse ou melhor afirmou:

- Os pássaros só fazem merda, Pedro.

Mesmo que quisesse (e não queria) não conseguiria desmentir o meu amigo, a mancha castanha na mesa era a prova física, palpável e cheirável da razão que assistia a Tonecas.

- Hoje não nos encontramos por acaso, Pedro, lembras-te para onde ias há quinze anos, lembras-te como acabou o jogo?

 

(lembro sim, este "post" já vai longo e contarei o resto da história/da revelação oportunamente)

Há quatro anos foi assim

Em 2013 houve três candidatos à presidência do Sporting: Bruno de Carvalho, Carlos Severino e José Couceiro. E dois debates. O primeiro na SIC Notícias, a 19 de Março, moderado por Paulo Garcia. O segundo no canal então denominado RTP informação, a 21 de Março, com moderação de Helder Conduto.

Recordo o que aqui escrevi sobre o primeiro debate. Pormenor curioso: tanto Bruno como Couceiro defendiam a manutenção de Jesualdo Ferreira à frente da principal equipa do futebol leonino, enquanto Severino advogava a contratação imediata de Jorge Jesus.

E aproveito para lembrar também o que escrevi aqui sobre o segundo debate, bastante mais crispado do que o primeiro.

"Quase escaldante", como então concluí.

Com Bruno de Carvalho a prometer Luís Freitas Lobo como elemento da estrutura do futebol verde e branco, Couceiro a anunciar a contratação de Pedro Barbosa como director desportivo e Severino apostando no regresso a Alvalade de André Santos e Diogo Salomão.

O vencedor de ambos os debates - aos pontos, não KO - foi Bruno de Carvalho.

Como será esta noite?

 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D