16 Ago 17

img_770x433$2017_07_20_02_09_31_1292049.jpg

 Após os 3 primeiros jogos oficiais gostava de debater com os leitores algumas observações que me saltam à vista.

 

1) Não seria melhor jogar com Doumbia junto a Bas Dost e ter mais presença na área, deixando Podence para desequilibrar o jogo na segunda parte como aconteceu na Vila das Aves, para não acontecer como hoje em que faltavam no banco opções para desequilibrar, uma vez que Iuri tem um tremendo potencial mas é um jogador diferente e que Mattheus Oliveira e Bruno César também estão longe de ter essas características? Bem sei que Matheus Pereira é um desequilibrador e foi emprestado, mas a verdade é que se trata de um jogador que precisa de jogar para render o que sabe, e já vimos pela época passada que não ia ter essa regularidade.

 

2) Temos uma das melhores duplas de centrais dos últimos anos. Espero que Mathieu não sofra dos problemas físicos do passado que me fizeram temer a sua contratação, pois poderá ser uma tremenda mais valia como tem demonstrado, e tambem porque a qualidade das alternativas, infelizmente não oferece segurança.

 

3) Fábio Coentrão, apesar de obrigar a uma gestão do esforço, é claramente um upgrade face aos nossos últimos laterais. Esse mesmo upgrade se verifica na ala esquerda do ataque com Acuña.

 

4) Não poderia Bryan Ruiz ser opção no plantel? Qualidade não lhe falta e num registo em que joga menos vezes, poderá render mais e ser importante para a qualidade da gestão da posse de bola em alguns jogos, algo de que a nossa equipa sofre, principalmente sem William, mesmo apesar do papel extremamente importante de Battaglia que permite à equipa recuperar a bola mais à frente.

 

5) Piccini até ver ainda não mostrou ser melhor que Schelotto. Resta esperar para ver Ristovski.

 

6) Bruno Fernandes ainda tem muito que trabalhar sem bola para ser Adrien, como se viu hoje, jogo em que o nosso capitão, mesmo não estando na melhor forma, permitiu à equipa outra capacidade de recuperação de bola e de pressão.


comentar ver comentários (1)
12 Ago 17

Estreia em casa do Sporting num jogo que começou muito bem, com meia hora de grande pressão da nossa equipa, confinando o Vitória de Setúbal ao seu reduto defensivo, sem dar qualquer hipótese à turma visitante de sair da sua área com a bola controlada.

Infelizmente tanta pressão traduziu-se em várias oportunidades mas nenhuma delas deu golo. Bas Dost, Acuña e Gelson Martins quase chegaram lá mas ou viram a intenção gorada por boas intervenções do guarda-redes sadino ou atiraram demasiado por cima ou demasiado ao lado.

Na segunda parte repetiu-se o filme - logo a partir do minuto inicial, quando um bom remate de Adrien embateu na barra ao ser desviado por um defesa. Dost elevou-se bem após um canto, mas o cabeceamento parou nas mãos do guarda-redes. Mathieu, com muita classe, tentou um remate de bicicleta que não chegou a trair Pedro Trigueira. E Doumbia, que rendeu um fatigado Podence, falhou em três ocasiões. Parecia que os jogadores recitavam em campo o poema "Quase", de Mário de Sá-Carneiro: faltava-lhes um golpe de asa.

O nó só foi desatado a quatro minutos do fim pelo suspeito do costume: Bas Dost. Ao ser carregado em falta dentro da área, o holandês foi chamado a converter o penálti e não defraudou as expectativas dos 42.415 espectadores que ontem à noite acorreram a Alvalade.

Vitória tangencial, mas os três pontos ficaram garantidos: isso é que interessa. Só foi pena termos esperado tanto pelo golo tranquilizador numa partida em que voltámos a manter a nossa baliza inviolada. Mérito da defesa, em que se destacou Mathieu - para mim desta vez o melhor em campo, com um desempenho próximo da perfeição.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (5). Noite tranquila do nosso guarda-redes, apenas ensombrada por uma saída em falso dos postes aos 38', no único lance que levou algum perigo à nossa baliza. Nem sempre esteve bem na reposição de bola.

PICCINI (6). Esforçou-se muito, até porque dois terços dos lances ofensivos eram conduzidos pelo seu flanco, e procurou combinar bem com Gelson. Bom cruzamento aos 17'. Grande cruzamento aos 77', isolando Bruno Fernandes.

COATES (7). Volta a exibir a classe que tinha evidenciado nas épocas anteriores: a parceria com Mathieu está a funcionar. Atento e concentrado, corte providencial aos 75'. Nunca hesitou em ir à frente. Numa dessas ocasiões, foi derrubado em falta dentro da área sadina - um penálti que ficou por marcar.

MATHIEU (8). Confiante e dinâmico, simples mas muito eficaz nos seus processos. Imprime velocidade e precisão ao início do processo atacante. Dobrou Jonathan sem problema. E marcou presença nas bolas paradas ofensivas. Numa delas esteve muito próximo de conseguir um golo acrobático.

JONATHAN SILVA (5). Rendeu Coentrão, poupado para o desafio de terça-feira frente ao Steua, e revelou-se intranquilo nesta missão. Com mais vontade que talento. Falhas na articulação com Acuña, o que não admira: foi o primeiro jogo oficial dos dois argentinos juntos.

BATTAGLIA (6). Faz jus ao apelido: é um batalhador. Designado para substituir William, sai desfavorecido na comparação. Melhorou na segunda parte, ao avançar no terreno: transporta bem a bola e pressiona os adversários, revelando espírito leonino. Protagonizou um bom lance de ataque aos 48'.

ADRIEN (6). Ressentiu-se da ausência de William, oscilando no seu desempenho em campo. Melhor a pressionar e organizar jogo, menos bem na precisão do passe. Melhor momento: um remate forte e bem colocado no minuto inicial da segunda parte que acabou por embater na barra. Saiu aos 69'.

GELSON MARTINS (7). Os colegas usaram e abusaram dele, canalisando quase todo o jogo ofensivo para os pés do médio-ala que rompia a defesa pelo lado direito. A articulação com Piccini nem sempre resultou e faltaram ataques pelo corredor central. Mas foi ele sempre o mais acutilante e criativo. Só falhou o golo.

ACUÑA (7). Rendeu menos do que prometia por falta de automatismos com Jonathan, seu parceiro de flanco. Mas cumpriu no essencial, sobretudo na firmeza e pontaria dos seus pontapés em lances de bola parada (um deles, aos 54', teleguiado para a cabeça de Bas Dost). Deu lugar a Bruno César aos 64'.

PODENCE (6). A pressão alta inicial do Sporting muito se deve ao jovem atacante, desta vez como titular atrás de Dost. Começou da melhor maneira, com dois excelentes cruzamentos logo aos 2'. Variou os flancos, causou sempre problemas aos sadinos, mas foi perdendo fulgor. Substituído aos 64' por Doumbia.

BAS DOST (7). Tentou muito e acabou por conseguir. Na primeira parte, a bola raras vezes lhe chegou em condições ou foi interceptada pelo guardião. Fez duas quase-assistências para golo, de calcanhar para Acuña e de cabeça para Doumbia. Acabou por ser ele a resolver, de penálti, aos 86'. Missão cumprida.

BRUNO CÉSAR (4). Rendeu Acuña aos 64'. Mas sem vantagem para a equipa. Tal como o argentino, entendeu-se mal com Jonathan. Não conseguiu criar desequilíbrios. E ainda foi brindado com um cartão amarelo, por desnecessária rudeza na abordagem de um lance defensivo. Muito distante do seu melhor.

DOUMBIA (5). Estreia oficial do marfinense pelo Sporting. Entrou com visível vontade de mostrar serviço, acelerando a frente atacante. Mas com menos acerto que vontade: falhou três ocasiões de marcar. Em todas esteve muito perto de o conseguir: numa delas, de costas para a baliza, teria dado o golo da jornada.

BRUNO FERNANDES (6). No lugar de Adrien desde os 69', confirmou-se como candidato a titular no onze. Muita capacidade técnica, bem revelada aos 77' numa dificílima recepção de bola na sequência de um passe longo. Útil na organização de jogo, sobretudo no eixo ofensivo. Merece maior utilização.


comentar ver comentários (33)

20170811_222049.jpg

 

 

Gostei

 

Dos três pontos conquistados esta noite em Alvalade.  Vitória sofrida mas mais que merecida da nossa equipa nesta estreia em casa, por 1-0, frente ao V. Setúbal. O golo tangencial, marcado por Bas Dost a quatro minutos do fim, foi recebido no estádio com um imenso suspiro de alívio. O essencial estava conseguido: outra etapa superada, continuamos na frente.

 

Do segundo jogo consecutivo sem sofrermos golos. Nem na Vila das Aves, há uma semana, nem desta vez em Alvalade: o nosso reduto defensivo parece ser a componente da equipa que mais melhorou em comparação com a última época. Mudança crucial: nenhum clube conquista o título sem uma defesa sólida.

 

Dos primeiros 20 minutos, de alta rotação leonina. Verdadeira entrada de Leão, com intensa pressão do Sporting sobre o V. Setúbal, que permaneceu confinado ao seu meio-campo. Com Piccini e Gelson Martins pela direita, Acuña à esquerda e Podence entre o eixo e a ala direita, em constantes trocas posicionais, construímos pelo menos três lances que poderiam ter dado golo: aos 2' (Dost permitiu defesa), 7' (Acuña rematou ao lado) e 8' (Gelson atirou sobre a baliza).

 

De Bas Dost. Podia ter marcado muito mais cedo. Logo aos 2', após soberbo cruzamento de Podence. E de cabeça aos 54', na sequência de um canto, quando se elevou bem mas permitiu a defesa do guardião sadino. Mas nunca desistiu. Foi ele que sofreu o penálti e marcou o respectivo castigo, levando o Sporting à vitória, aos 86'. Golo inaugural do holandês neste campeonato. O primeiro de muitos, assim esperamos.

 

De Acuña. Continua a dar boas provas, conquistando os adeptos. Hoje voltou a fazer uma exibição muito positiva, sobretudo nos lances de bola parada, que saem quase sempre com perigo dos seus pés. Só lhe faltou acertar mais a pontaria na hora de rematar à baliza.

 

De Mathieu. Partida perfeita do internacional francês, que se afirma como um valor seguro no nosso eixo defensivo. Ao ponto de parecer já que faz parceria há longo tempo com Coates, seu companheiro naquela zona do terreno. Confiante, veloz, jogando sempre de cabeça levantada, transportou bem a bola a partir da defesa, abriu linhas de passe no momento ofensivo e nunca deixou desguarnecido o seu reduto, fazendo cortes oportunos aos 42', 67' e 78'. E aos 63' quase marcou, num pontapé acrobático, à ponta de lança. Voto nele para melhor em campo.

 

Do nosso banco. Ao contrário do que sucedeu há um ano, desta vez temos mesmo reforços. E a equipa não quebra o rendimento no momento de ocorrerem as substituições, como ficou bem patente neste jogo, sobretudo quando Jorge Jesus mandou trocar Podence por Doumbia e Adrien por Bruno Fernandes. Sem quebra de qualidade.

 

Do excelente ambiente no estádio. Éramos 42.215 em Alvalade, quase todos a puxar pelo Sporting. Atmosfera festiva de um sportinguismo sempre renovado, sem desfalecimentos, época após época. Nunca deixamos de acreditar na nossa equipa.

 

 

Não gostei

 

Do 0-0 ao intervalo. Tantas oportunidades desperdiçadas começavam a exasperar os espectadores. Ao ponto de alguns jogadores, como Jonathan Silva, começarem a ser assobiados por alegada lentidão de processos em campo. Não havia necessidade de tanto sofrimento. E os assobios eram dispensáveis.

 

Que o empate a zero só fosse quebrado a quatro minutos do fim. Ao contrário da jornada anterior, em que o golo surgiu cedo, desta vez a espera foi muito mais longa. Alguns adeptos já desesperavam.

 

Das oportunidades de golo desperdiçadas. Bas Dost (2' e 54'), Acuña (7' e 22'), Gelson Martins (22'), Adrien (46'), Mathieu (63') e Doumbia (66', 68' e 77'). Em alta competição não pode haver tanto desperdício.

 

Do abuso das acções ofensivas pela ala direita. Durante quase uma hora, a construção iniciava-se sempre da mesma maneira: passe de Rui Patrício para Piccini, o lateral direito a transportar a bola e a endossá-la a Gelson Martins, esperando toda a equipa que o médio-ala desequilibrasse com classe e centrasse com perigo. Tudo demasiado previsível e relativamente fácil de anular.

 

Do jogo inofensivo do V. Setúbal. A equipa treinada por José Couceiro apenas se preocupou em defender, colocando quase sempre todos os jogadores atrás da linha da bola. E não fez um ataque bem construído do princípio ao fim da partida.

 

Da ausência de William Carvalho. O nosso médio defensivo nem no banco se sentou: viu o jogo da bancada. Não para ser poupado para o jogo de terça frente ao Steaua de Bucareste, pois estará fora dessa partida para cumprir um castigo. Esta opção de Jesus indicia que William estará prestes a sair para o campeonato inglês. O Sporting vai ressentir-se: ele foi até agora um pilar indiscutível da nossa equipa.

 

Foto minha, tirada esta noite em Alvalade


comentar ver comentários (14)

Autores
Pesquisar
 
Posts recentes

Balanço dos 3 primeiros j...

Os nossos jogadores, um a...

Rescaldo do jogo de ontem

Facebook
És a Nossa Fé no Facebook
Twitter
És a Nossa Fé no Twitter
Arquivo

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Tags

sporting

comentários

memória

selecção

leoas

bruno de carvalho

prognósticos

jorge jesus

balanço

slb

há um ano

vitórias

campeonato

jogadores

benfica

eleições

rescaldo

arbitragem

mundial 2014

taça de portugal

nós

golos

ler os outros

liga europa

futebol

godinho lopes

árbitros

clássicos

euro 2016

comentadores

cristiano ronaldo

scp

formação

humor

análise

crise

chavões

liga dos campeões

derrotas

william carvalho

todas as tags

Mais comentados
Ligações
Créditos
Layout: SAPO/Pedro Neves
Fotografias de cabeçalho: Flickr/blvesboy e Flickr/André
blogs SAPO
subscrever feeds