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És a nossa Fé!

Questões de campanha.

Se o treinador do PMR é o Juande Ramos, que está sem clube, porque é que é o Boloni a pegar na equipa até ao final da época?

 

Vou mandar o meu bitaite (e fico à espera do vosso): porque quem PMR queria mesmo era um treinador português que anda a lutar para não descer em Inglaterra, e cujo contrato termina no fim do ano, e quando disse aquilo de Boloni ainda achava que o convencia. Correu mal.

 

De resto, também só por isso é que faz sentido que o treinador só seja apresentado quando milhares de sócios já votaram, por correspondência, o que só demonstra a falta de preparação do candidato.

Também nisto vão atrás de nós

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Que melhor homenagem ao critério de Bruno de Carvalho do que a imprensa desportiva e toda a comunicação social andarem há vários dias a dizer que Marco Silva e Leonardo Jardim são os treinadores que Pinto da Costa prefere no FC Porto?

Só falta acrescentarem o terceiro técnico da era Bruno. Esse mesmo, Jorge Jesus. Que - ninguém duvida - os do Dragão também gostariam de ver lá.

2015 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: MARCO SILVA

Muito se especulou sobre a saída dele do Sporting faz agora um ano, com a época a meio. Mas Marco Silva, contrariando as expectativas, manteve-se como treinador da nossa equipa de futebol até ao fim da temporada. E saiu em grande, com a conquista da Taça de Portugal no Jamor, frente ao Sporting de Braga. Um troféu que nos fugia desde 2008 e foi arrancado a ferros, com dois golos ao cair do pano, marcados por Slimani e Montero, e duas soberbas defesas de Rui Patrício no desempate por grandes penalidades.

Houve festa rija, como se impunha. Mas Marco Silva viu terminar aí a sua missão em Alvalade apesar de ter mais três anos de contrato. As relações entre o presidente Bruno de Carvalho e o treinador tinham azedado a tal ponto que se tornou impossível a coexistência de ambos no clube.

Muitos adeptos lamentaram esta ruptura, ficando gratos ao jovem treinador por nos ter devolvido o orgulho de conquistar a Taça. Mas a prestação do Sporting no campeonato esteve longe de ser famosa: quedámo-nos na terceira posição, sem entrada directa na Liga dos Campeões, ao contrário do que havia sucedido na temporada anterior. E a rápida contratação de Jorge Jesus para treinador da equipa principal não tardou a calar as críticas ao presidente que já se esboçavam entre vários adeptos.

A direcção leonina não primou pela elegância neste processo, accionando um processo disciplinar a Marco Silva que acabaria por ficar sem efeito: o bom senso imperou finalmente, fazendo substituir a via litigiosa por um acordo entre as partes. Era o desfecho mais razoável.

O técnico de 38 anos rumou então a Atenas, onde passou a orientar o Olympiacos. Com manifesto sucesso. O clube lidera isolado a Liga grega e igualou o melhor início de campeonato de que há memória: à 16ª jornada, averbou 16 vitórias. Confirmando os atributos de Marco Silva, que já manifestou a intenção de voltar a treinar em Portugal.

 

Despedida do ano em 2012: Polga

Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Diferenças na relação treinador/presidente

Marco Silva

"São decisões do Sporting. Dois dias depois de isso acontecer estive a elogiar os jogadores e não vou dizer agora que são decisões minhas. Não teve nada a ver comigo. A conversa que existiu [com os jogadores] foi possivelmente com o presidente ou com alguém da direcção", disse Marco Silva."

Jorge Jesus

""Eu defendo os interesses do Sporting e tudo o que presidente achar que é bom para o Sporting... estou com ele. [Carrillo] é uma decisão do presidente e tudo o que achar que beneficie o Sporting, estou de acordo com o presidente", sublinhou o técnico."

Inteligência

Entrevista inteligente, a de Marco Silva hoje ao jornal A Bola. Ao longo de três páginas, não há nela uma palavra de azedume ou acrimónia. Só de apreço pelos sportinguistas e de agrado pela oportunidade que teve de trabalhar no nosso clube. Não mexe em feridas: prefere olhar em frente. E até admite regressar um dia a Alvalade.

Um profissional do futebol, seja técnico ou jogador, também se mede pelo jogo de palavras fora das quatro linhas. Marco Silva voltou a confirmar o seu mérito nesta entrevista em que não derruba pontes nem fecha portas.

Chapeau.

Manchete revisitada

 

Marco Silva recusa acordo[1].png

 

Se há coisa que gosto de fazer é revisitar antigas primeiras páginas de jornais. Às vezes, por sinal, nada antigas. Foi o que me sucedeu hoje, ao rever a categórica manchete do Record de 26 de Junho: "Marco recusa acordo".

O que recusava ele? Aquilo que lhe oferecia a direcção leonina: "um ano de salários e a proibição de treinar Benfica e FC Porto".

Em poucos dias, esta manchete foi ultrapassada pelos acontecimentos. Houve acordo, sim. Marco Silva aceitou o equivalente a um ano de salários e a interdição de treinar na Luz ou no Dragão nas próximas duas temporadas.

E lá rumou à Grécia, onde lhe desejo a melhor sorte. Sem dramas, sem guerras, sem novas manchetes inflamadas.

Apesar de tudo, melhor assim

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"Aproveito para agradecer a forma exemplar e a confiança depositada em mim pelos responsáveis do Sporting Clube de Portugal, desejando os maiores sucessos à instituição, adeptos e seus responsáveis para o futuro." Palavras de José Sampaio (Rifa), ex-adjunto de Marco Silva em Alvalade, num comunicado em que revela ter rejeitado continuar no clube apenas por motivos de natureza pessoal.

Palavras que registo com agrado no dia em que ficou oficializada, por mútuo acordo, a rescisão do vínculo laboral de Marco Silva ao Sporting. Um acordo que o clube aceita pagar  500 mil euros ao técnico (quantia muito inferior aos  três milhões inicialmente reclamados) e este, a caminho do Olympiacos, se compromete a não treinar o Benfica ou o FC Porto nas próximas duas temporadas.

Tudo resolvido enfim, sem o litígio judicial que alguns anteviam, e com aparente consenso entre as partes. Preferia que a solução tivesse surgido mais cedo. Mas do mal o menos: foi preferível assim.

Para que não restem dúvidas

O meu treinador do ano, no Sporting, foi Marco Silva. Conquistador da Taça de Portugal - primeiro troféu que ganhámos no futebol profissional a nível nacional desde 2008.

A história não pode ser rescrita sob os impulsos momentâneos de cada um. E os factos são teimosos, como assinalou um pensador hoje muito fora de moda.

Quando o retrato de Jorge Jesus foi apagado da fotografia da loja encarnada, fomos os primeiros a criticar tal gesto. Não o imitemos em circunstância alguma.

A hipérbole do homem providencial: a negação de uma tese!

Gosto de Bruno de Carvalho! Se houvesse eleições amanhã certamente que votaria nele novamente. De acordo com as informações disponíveis, tem feito um excelente trabalho no que concerne à gestão financeira e estou genericamente de acordo com a forma como tem comandado o futebol profissional e com as posições que tem assumido na Liga de Clubes. Não gostei da forma como despediu Marco Silva sendo que, apesar de tudo, também não estou dentro do problema.

Gosto de Marco Silva. Acho que é um excelente treinador (com provas dadas) e que é um homem muito inteligente. Soube criar, durante o ano em que esteve como treinador do Sporting, uma excelente imagem junto dos adeptos. Não esqueço, porém, que é um profissional e que no processo disciplinar de que foi alvo existem acusações graves.

Jorge Jesus é, na minha opinião, o segundo melhor treinador da actualidade. Não só tem um monte de conquistas como consegue colocar as suas equipas a produzir bom futebol. Gosto de Jorge Jesus e não escondo que foi com alguma satisfação que vi a sua mudança para Alvalade. Importa, no entanto, salientar que, como todos os treinadores (e todas as pessoas!), tem pontos fracos, sendo que vejo nele um género de soberba que não me agrada especialmente.

Apesar de tudo, não acredito na existência de homens providenciais. Bruno de Carvalho, Marco Silva e Jorge Jesus são apenas três nomes na longa história de um clube centenário. Nenhum deles, até ao momento, alterou substancialmente a natureza do clube leonino e também não penso que tal seja possível. O Sporting existiu antes de qualquer um deles e continuará a existir depois, porque a força de um clube desta dimensão não se reduz a um homem, por mais competente que seja. Bruno de Carvalho, ao despedir Marco Silva, foi salvo pela contratação de Jorge Jesus. Afinal, contratar o melhor treinador do país e, ainda por cima, ao grande rival histórico, garante sempre, junto dos sócios e adeptos, algum crédito acrescido. No entanto, a jogada de Bruno de Carvalho é arriscada. Parece que o presidente do Sporting quer sempre andar no fio da navalha e que retira algum prazer de um género de jogo da roleta russa. Espero, para bem do Sporting, que tudo corra bem, mas Jesus não é o filho de Deus, pelo que não se podem esperar milagres!

Uma diferença

Marco Silva ganhou uma Taça de Portugal para o Sporting. Estamos-lhe gratos, como estivemos a Carlos Queiroz, que alcançou a mesma proeza em 1995.

A página virou-se. É tempo de olhar em frente.

Os mesmos ex-presidentes que agora criticam Bruno de Carvalho por ter despedido Marco Silva antes do fim do contrato, sem excepção, noatabilizaram-se por terem despedido treinadores.

Com uma diferença: nenhum deles contratou alguém equivalente a Jorge Jesus.

As virgens ofendidas

Uma das muitas críticas que fizeram aos dirigentes do Sporting no processo de contratação de Jorge Jesus, consubstanciou-se na inadmissibilidade da contratação de Jorge Jesus enquanto Marco Silva ainda era treinador do clube.

 

Uma falácia de todo o tamanho, porque só depois de despedir Marco Silva é que o Sporting confirmou Jorge Jesus como futuro treinador. E ainda nem foi apresentado, apesar de Marco Silva já não ser treinador do Sporting.

 

Fico agora a aguardar que as mesmas virgens ofendidas venham dizer o mesmo sobre o facto de hoje o Benfica ter apresentado um treinador que neste momento partilha, em simultâneo, o cargo com Jorge Jesus. Sim, porque Jesus é treinador do Benfica até 30.Jun.2015.

 

P.s. registo estas declarações do novo treinador do Benfica: "Não foi difícil convencer-me". Acredito que não, o que foi difícil (15 dias) foi a direcção do seu novo clube convencer-se que ele seria a escolha certa...

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