07 Fev 17

Diz-se que as chicotadas psicológicas nunca resultam.

Às vezes resultam.

A melhor chicotada psicológica é a que não chega a acontecer, não por falta de coragem para despedir, sim por discernimento para não contratar.

Há treinadores que são erros de casting (há presidentes que não levam o guião certo?).

Estamos na quinta jornada, já foram perdidos doze pontos (quatro derrotas) foram sofridos sete golos e marcados um, 7-1, a equipa está em 17º lugar.

O presidente dá um murro na mesa, despede, contrata.

Quinze jornadas depois o Club Sport Marítimo está na 6ª posição com apenas três derrotas (excepto as acumuladas nas cinco jornadas iniciais, obviamente).

As chicotadas psicológicas resultam?

Às vezes resultam.


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25 Jan 17

Como já era de esperar, ninguém acertou nos prognósticos do Marítimo-Sporting, que terminou 2-3 embora o golo da vitória leonina tivesse sido invalidado por um trio de arbitragem com notórios problemas de visão.


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21 Jan 17

O Sporting joga sob brasas. Sem confiança, sem capacidade para levantar cabeça. Isso voltou a ficar evidente no jogo de hoje no Estádio dos Barreiros, no Funchal, em que empatámos 2-2 frente ao Marítimo. Com a equipa a tremer perante lances de bola parada, dois dos quais resultaram nos golos sofridos. Rui Patrício, um dos pilares habituais do onze leonino, foi o primeiro a demonstrar intranquilidade.

Mas desta vez, ao menos, não houve falta de entrega ao jogo. Pelo menos por parte de jogadores como Paulo Oliveira, Adrien, Bruno César, Gelson Martins e Bas Dost. Os dois últimos foram os marcadores de serviço. Registou-se um terceiro golo do Sporting, apontado por Alan Ruiz e muito mal invalidado pela equipa de arbitragem, a pretexto de um fora de jogo que não existiu.

Arbitragem à parte, continua a haver um notório défice de actuação de diversos jogadores. Os alas, Marvin e Schelotto, foram uma lástima. Bryan Ruiz parece ter só o corpo em campo: o espírito anda a pairar longe dali. O outro Ruiz, Alan, nada fez digno de registo excepto no lance do golo mal invalidado.

Destaque para Gelson, o melhor em campo. E para a estreia de João Palhinha, que actuou como titular na posição de médio defensivo. Sem cometer deslizes. É uma estreia que merece ser saudada - ténue brilho de esperança num rumo cada vez mais negro.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Culpas evidentes nos dois golos, sofridos aos 8' e aos 33'. No tempo extra da primeira parte, entregou mal a bola, em zona proibida: podia ter sofrido mais um. Boa defesa aos 53'. Mas quase sempre intranquilo.

SCHELOTTO (4). Deu forte contributo para que a defesa fosse o nosso pior sector. Desposicionado, não estava lá no lance que deu origem ao primeiro golo. À frente, falhou sucessivos cruzamentos. Veio de lesão ainda enferrujado.

COATES (5). Demasiados deslizes para um central com a sua categoria e a sua experiência. Falhou vários passes, no momento de construção. Podia ter marcado de cabeça, em bola parada, aos 21' - o nosso primeiro momento de perigo.

PAULO OLIVEIRA (6). Foi hoje o melhor defesa leonino, com muita entrega ao jogo, nunca dando um lance por perdido. Deu a sensação, no entanto, de se ter desentendido com Coates no lance do segundo golo madeirense.

MARVIN (4). Protagonista de diversos passes falhados, revelou-se quase sempre incapaz de desenvolver lances ofensivos. Aos 35', ofereceu a bola a um adversário: podia ter dado golo. Jesus deixou-o de fora ao intervalo.

PALHINHA (5). Estreia absoluta deste jovem da nossa formação no campeonato nacional. Muito concentrado, sem grandes ousadias, cumpriu no essencial. Boa recuperação aos 11', bom corte aos  33'. Deu lugar a Willliam aos 63'.

ADRIEN (6). Marcou muito bem o livre de que resultou o nosso primeiro golo, aos 24'. É também ele que inicia o lance de que resultará o segundo. E ainda inventa a jogada do terceiro, injustamente anulado. Merece elogio.

BRUNO CÉSAR (6). Enérgico e combativo, não parece afectado por nenhum desânimo. Correspondeu à frente, na primeira parte, e não desiludiu como lateral esquerdo, na segunda. Foi dele a assistência para o nosso segundo golo.

GELSON MARTINS (7). Irrequieto, irreverente, inconformado. Muito marcado na ala direita, foi buscar a bola mais atrás e conduziu-a quase sempre bem. Exibição muito positiva, premiada com a marcação do segundo golo (60').

BRYAN RUIZ (4). Um dos principais factores do declínio deste Sporting, em comparação com a época passada, é o apagão do costarriquenho, que continua sem render. Apático, sem criar desquilibrios. Substituído aos 63'. Já foi tarde.

BAS DOST (6). Cumpriu aquilo que lhe é solicitado: marcou um golo. O primeiro, à ponta-de-lança, aos 24'. Reforça a posição como principal goleador deste campeonato. Única nota positiva num decepcionante campeonato leonino.

ALAN RUIZ (5). Substituiu Marvin na segunda parte, com Bruno César recuando para lateral esquerdo. Demasiado discreto. Fez um bom passe aos 55'. E viria a marcar um golo aos 82', muito mal invalidado pela equipa de arbitragem.

WILLIAM CARVALHO (6). Entrou aos 63', recuperando a sua posição habitual, por troca com Palhinha. Deu mais consistência ofensiva à equipa, com os seus passes longos, bem medidos, e ajudou a conter o Marítimo.

CAMPBELL (5). Substituiu Bryan Ruiz aos 63', demonstrando mais velocidade e acutilância. Apesar da sua capacidade de drible, foi incapaz de ter a influência evidenciadas noutras partidas.


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Não gostei

 

Do empate no Funchal. Depois do 2-2 em Chaves, o resultado repetiu-se hoje frente ao Marítimo. Deixando o Sporting a seis pontos do FC Porto e provavelmente a dez do Benfica, que só joga amanhã. Adeus ao título, até para os mais confiantes, ainda antes de o mês de Janeiro chegar ao fim. Mais do mesmo neste início da segunda volta. Pior, aliás: no desafio contra o Marítimo disputado em Alvalade tínhamos vencido 2-0.

 

Do golo sofrido muito cedo. Outro descalabro defensivo, semelhante ao ocorrido em tantos outros jogos, colocou-nos a perder logo aos 8'. E nunca conseguimos estar em vantagem num só momento deste desafio.

 

Da nossa primeira parte. Lenta, sem intensidade, com movimentos demasiado previsíveis, a nossa equipa demorava uma eternidade na manobra atacante. Ao contrário do Marítimo, que colocava bolas com rapidez na nossa área, aproveitando o desposicionamento dos laterais. Não admira que a equipa anfitriã tivesse chegado ao intervalo a vencer por 2-1: aos 33 minutos já tínhamos sofrido os dois golos e visto uma bola a embater na barra.

 

Da equipa de arbitragem, que nos anulou um golo limpo. Decorria o minuto 82 quando Alan Ruiz introduziu a bola na baliza do Marítimo. Golo limpo, mas invalidado por pretensa deslocação do avançado argentino que só existiu na visão deturpada do árbitro auxiliar, avalizada pelo seu chefe. As imagens demonstram, com inequívoca nitidez, que o lance foi regular. Uma vez mais, fomos espoliados - desta vez pelo senhor João Pinheiro, à semelhança do que sucedeu com Artur Soares Dias em Guimarães, Rui Oliveira em Setúbal e Jorge Sousa na Luz.

 

De Rui Patrício. Culpas evidentes do guarda-redes nos dois golos madeirenses. No primeiro lance, ficou paralisado, sem sequer esboçar uma defesa. Nada pode ser tão elucidativo da crise de confiança que atravessa esta equipa do Sporting. Uma crise que não se resolve - pelo contrário, só se agrava - com berros do presidente na cabina.

 

De Schelotto. Regressou à competição após dois meses de paragem. Mas não veio em forma: correu muito, mas quase sem eficácia. Falhou cruzamentos e foi apanhado por sistema fora de posição, forçando Coates a ir constantemente à dobra. Um fracasso.

 

De Marvin. Jorge Jesus voltou a apostar nele nos primeiros 45'. Ninguém percebeu porquê: o holandês mostrou-se desconcentrado, sem intensidade de jogo. Falhou passes sucessivos e nunca deu o contributo que se impunha. Ficou fora ao intervalo.

 

De Bryan Ruiz. Na primeira parte jogou como segundo avançado - e mal se deu por ele. Na segunda, com Bruno César nessa posição, actuou na ala esquerda - e não funcionou melhor. Com ele em campo, jogamos sempre com dez e meio.

 

Da nossa falta de velocidade. Ritmo pausado, denunciado, previsível - e com diversos toques de bola até chegarmos à baliza adversária. Complicamos o que devia ser simples, como já tinha sucedido na jornada anterior perante o Chaves. E demonstramos incapacidade total de conduzir um lance rápido, em contra-ataque.

 

Da nossa tremideira nas bolas paradas. Sofremos os dois golos desta forma. A equipa parece sentir suores frios a cada livre ou cada canto.

 

Do cartão amarelo a Coates. O central uruguaio, um dos elementos mais influentes do onze leonino, já acumulou cinco e ficará fora na próxima partida.

 

Do péssimo balanço dos nossos jogos fora. Já somamos quatro empates (V. Guimarães, Nacional, Chaves, Marítimo) e duas derrotas (Rio Ave, Benfica) em nove jogos disputados longe de Alvalade. Catorze pontos perdidos.

 

 

Gostei

 

Da estreia de Palhinha. Aplauso ao treinador por ter lançado o jovem médio defensivo em estreia absoluta na principal competição do futebol português. Ocupando a posição habitualmente protagonizada por William Carvalho (que só entrou aos 63'), o estreante não comprometeu.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue. Hoje marcou o primeiro do Sporting, ampliando para 14 golos a sua conta pessoal só no campeonato, onde é o rei dos marcadores. Único reforço digno deste nome na temporada leonina 2016/17.

 

De Gelson Martins. Voltou a marcar a diferença pela acutilância e pela irreverência - ao ponto de podermos elegê-lo novamente como o melhor em campo. Mesmo muito marcado, causou diversos desequilíbrios. E fez o gosto ao pé, marcando o segundo golo. Se todos fossem como ele, o Sporting não seguiria neste humilhante quarto lugar no campeonato.


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20 Jan 17

Arranca a segunda volta da Liga 2016/17 com um jogo muito importante para nós: o Marítimo-Sporting, com início previsto para as 18.15 de amanhã. O árbitro será João Pinheiro.

Quais são os vossos prognósticos para esta partida?


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03 Dez 16
Marítimo
Ricardo Roque

Para que não se diga que aqui só se fala de futebol, um momento de poesia:

 

Marítimo

 

Minha essência é mudar.

Não me basta ser rio

se posso ser mar

 

Fábio Rocha

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15 Ago 16

Entrámos bem na Liga 2016/17, com uma vitória em casa frente ao Marítimo. E também começámos muito bem o nosso campeonato de palpites. Com cinco vencedores, dois dos quais autores cá da casa.

Eis o quadro de honra da jornada inicial: Alex M, Edmundo Gonçalves, Leão do Fundão, Liga dos Mancos e Tiago Cabral.

Todos acertaram no resultado do jogo. Mas apenas um acertou também no nome de um dos marcadores dos golos (Bryan Ruiz): Liga dos Mancos. Aplicado o critério do desempate, é dele a vitória nesta ronda inaugural.


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14 Ago 16
O dia seguinte
Pedro Correia

Mário Duarte, O Jogo: «A equipa comandada por Jorge Jesus dominou por completo a partida, sendo quase esmagadora na segunda parte. (...) A pressão alta imposta por Adrien e o sentido posicional de William e dos centrais leoninos esbatiam todas as iniciativas de Fransérgio e seus pares. A segunda parte foi 'toda' do Sporting.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «A entrada do Sporting na segunda parte foi arrasadora. Sobretudo por força dos desequilíbrios criados por Gelson e pela capacidade agregadora de Adrien. (...) Era, nesta fase, jogo de um sentido só: o da baliza de Gottardi. E tantas vezes a bola andou a namorar as redes do Marítimo que entrou. E justamente.»

 

Rui Dias, Record: «O Sporting começou a época emitindo os sinais esperados: será um grande protagonista da época. (...) Na segunda parte, a exibição leonina atingiu, por fim, níveis de excelência. Mal chegou ao 2-0, a equipa afastou os temores e iniciou um processo de crescimento que a levou a momentos de exuberância.»

 


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13 Ago 16

Entrámos com o pé direito no novo campeonato: vitória clara e uma exibição convicente frente ao Marítimo. Nunca a superioridade leonina esteve em causa neste confronto inicial da Liga 2016/17, saldado com dois golos: o primeiro de Coates, na sequência de um canto, iam decorridos 21'; o segundo de Bryan Ruiz, aos 60', finalizando bem um centro perfeito de Gelson Martins.

João Mário, que terá feito hoje a última exibição pelo Sporting, tentou várias vezes marcar. Não conseguiu, mas participou na construção dos dois golos - primeiro ao marcar o canto de forma irrepreensível, depois ao endossar a bola para a assistência de Gelson.

O Marítimo só deu boa réplica na primeira parte, em que podia ter feito dois golos. Rui Patrício impediu o primeiro com uma assombrosa intervenção, confirmando que é o melhor guarda-redes europeu. No segundo lance a bola embateu no poste, mas o nosso guarda-redes também demonstrou bons reflexos ao reduzir o ângulo de remate do adversário.

A segunda parte foi toda do Sporting, com largos minutos de exibição do bom futebol leonino. Jorge Jesus, sem Slimani, optou por incluir a dupla Alan Ruiz-Bryan Ruiz na linha mais avançada: o argentino, que não é ponta de lança, teve bons apontamentos nesta sua estreia oficial pela nossa equipa. Destaque também para a boa prestação de João Pereira, que integrou o onze titular em vez de Schelotto.

O melhor em campo foi Gelson Martins.

 

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RUI PATRÍCIO (8). Concentração máxima e atenção permanente entre os postes, conferindo segurança à equipa. A sua excelente defesa, aos 16', é daquelas que garantem pontos ao Sporting. Mais uma, entre tantas.

JOÃO PEREIRA (7). Exibição muito positiva do nosso lateral direito, que nunca deixa de lutar pela titularidade. Melhor na manobra ofensiva do que a jogar atrás. Excelente coordenação com Gelson Martins: dá gosto ver esta parceria.

COATES (8). Fez finalmente o gosto à cabeça, marcando o primeiro golo oficial de verde e branco. Com uma elevação perfeita, dando a melhor sequência a um canto. Quase voltou a marcar, desta vez com o pé, aos 55'.

RÚBEN SEMEDO (6). Deixou-se bater num lance perigoso do Marítimo na primeira parte. Mas esteve bem no resto do tempo. Cortes oportunos aos 58' e 88'. Aos 55', assistiu Coates como se fosse um extremo: ia sendo golo.

JEFFERSON (5). O mais discreto membro do nosso quarteto defensivo inicial. Subiu muito menos do que João Pereira, revelando alguma falta de confiança. Melhor momento: um bom cruzamento aos 12'. Saiu ao intervalo.

WILLIAM CARVALHO (7). Actuação com a qualidade a que já nos habituou. Desfez várias vezes a organização ofensiva do Marítimo com a sua autoridade tranquila no meio-campo defensivo. É um falso calmo: corre que se farta..

ADRIEN (7). Complementa da melhor maneira a tarefa de William, ligando o meio-campo às linhas mais avançadas. Com uma qualidade de passe que continua a superar todos os testes. Ganhou sucessivas segundas bolas.

GELSON MARTINS (8). Terminou a Liga anterior a marcar dois golos, começa esta também em grande nível. Hoje não marcou mas assistiu para o golo de Bryan. E nunca deu tréguas à defesa contrária, desquilibrando-a constantemente.

JOÃO MÁRIO (7). Compreensivelmente, jogou com níveis de ansiedade muito elevados. Fez tudo para marcar. E quase conseguiu (12', 42', 52'). Foi o jogador que mais rematou: faltou-lhe boa pontaria. Saiu aos 90', ovacionado.

BRYAN RUIZ (6). Marcou o golo que confirmou a nossa vitória, aos 60', sem falhar à boca da baliza. Mas a qualidade do costarriquenho desta vez só se viu a espaços: pareceu algo desligado do jogo.

ALAN RUIZ (7). Estreia oficial pelo Sporting com bons apontamentos fora do seu espaço de eleição, atrás do ponta de lança, que hoje não havia. Fez o primeiro remate (11') e um dos melhores passes (aos 24', para Gelson).

BRUNO CÉSAR (6). Entrou na segunda parte, para o lugar de Jefferson, dando mais intensidade e consistência ao nosso flanco esquerdo. Mas desta vez sem oportunidade de pôr a defesa contrária em sentido com o seu pé esquerdo.

SCHELOTTO (5). Segunda surpresa de Jorge Jesus, após tê-lo deixado inicialmente no banco: lançou-o aos 84', como médio-ala. O italo-argentino mal teve tempo para mostrar o que vale nesta posição, onde não está rotinado.

BRUNO PAULISTA (-). Entrou aos 90' só como pretexto para a ovação da noite tributada pelos adeptos a João Mário, que deverá rumar dentro de dias ao Inter de Milão.


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Gostei

 

Do nosso arranque na Liga 2016/17. Nada melhor do que começar o campeonato a vencer: 2-0 em casa, frente ao Marítimo.

 

Da nossa exibição. Bom entrosamento, organização colectiva quase sem mácula, equipa a transbordar personalidade e confiança. Os automatismos foram tão evidentes que nem parecia estarmos perante o primeiro jogo oficial da temporada.

 

Do golo de Coates. O gigante uruguaio estreou-se a marcar pelo Sporting com uma oportuníssima elevação, sobrepondo-se ao central do Marítimo, na sequência de um canto muito bem batido por João Mário. Iam decorridos 21 minutos, começava assim a construir-se a vitória leonina.

 

De Gelson Martins. Excelente exibição do nosso extremo direito, com uma segunda parte perfeita, em primorosa articulação com João Pereira. É dele o cruzamento-assistência que proporcionou o segundo golo, aos 60': Bryan Ruiz só teve de encostar o pé. Foi para mim o melhor em campo.

 

De Adrien. Grande partida do nosso capitão, com níveis de confiança reforçados na sequência do título de campeão da Europa. Boas recuperações, inegável qualidade de passe. Muitos lances com sinal de perigo passaram por ele.

 

De João Pereira. Incansável, o lateral direito fez constantes incursões pelo seu flanco, desdobrando-se em tabelinhas com Gelson que pautaram os melhores momentos de futebol neste encontro. Foi uma surpresa de Jorge Jesus, quando se aguardava que Schelotto se assumisse como titular da posição. Aposta ganha: João Pereira justificou plenamente figurar no onze inicial.

 

De Rui Patrício. Do melhor guarda-redes da Europa só podemos esperar a excelência. Ele não traiu as expectativas, com uma defesa monumental, logo aos 16', coroando um bom lance de ataque do Marítimo. O resultado estava em branco, um golo sofrido teria dado outro curso ao jogo.

 

De Alan Ruiz. Estreia auspiciosa do reforço argentino em jogos oficiais pelo Sporting. Tem bom toque de bola, sentido posicional e domínio técnico. É um segundo avançado, que se movimenta bem entre linhas ofensivas. Não custa vaticinar que será uma figura determinante neste Sporting 2016/17.

 

Da vibrante ovação a João Mário. O nosso médio, campeão europeu, terá feito hoje a última partida em Alvalade, podendo rumar a Itália dentro de dias. Saiu aos 90', ao som empolgante das palmas, após ter exibido a sua habitual qualidade em campo e ter tentado o golo em diversas ocasiões. Só foi pena não ter marcado.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. É bom começarmos o campeonato com a baliza invicta.

 

De ver sete portugueses no nosso onze inicial. Em contraste com o Marítimo, que apresentou sete brasileiros. E até o treinador é da mesma nacionalidade.

 

De ver o apoio da nossa massa adepta no estádio. Mais de 42 mil espectadores presentes em Alvalade, num fim de tarde muito quente - tanto do ponto de vista meteorológico como do saudável entusiasmo nas bancadas.

 

Da homenagem ao professor Moniz Pereira. Finalmente um minuto de silêncio cumprido com rigor. Uma forma muito digna de evocar uma saudosa figura do universo leonino, do desporto nacional e da sociedade portuguesa.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Slimani. Tivemos de começar o campeonato sem ponta-de-lança devido ao afastamento do argelino, por absurdo castigo que remonta à época anterior.

 

De alguma dificuldade de finalização. Oportunidades foram muitas, sobretudo na segunda parte, mas só se concretizaram duas. Há que afinar ainda mais a pontaria.

 

De um momento de desconcentração que poderia ter sido fatal. Uma perda de bola a meio-campo, aos 39', proporcionou um ataque veloz do Marítimo, culminado numa bola ao poste. Único erro colectivo da nossa equipa em todo o jogo, solucionado com inegável estrelinha da sorte. Esperemos que seja a estrelinha que costuma iluminar os campeões.


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11 Ago 16

O nosso pontapé de saída para a Liga 2016/17 será já este sábado, a partir das 18.15. Recebemos em Alvalade a principal equipa madeirense e aguarda-se grande "moldura humana" no nosso estádio, como os relatores radiofónicos tanto gostam de dizer nas suas coloridas narrações.

Damos também aqui o pontapé de saída para os prognósticos sobre o campeonato que vai iniciar-se. Na vossa perspectiva, qual será o resultado deste Sporting-Marítimo, com arbitragem de Carlos Xistra?


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08 Mai 16
Presidente dos afectos
Paula Caeiro Varela

Luis Filipe Vieira a querer seguir os passos de Marcelo Rebelo de Sousa. São afectos, senhores!

 http://www.record.xl.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/detalhe/vieira-e-carlos-pereira-chegaram-a-restaurante-no-mesmo-carro.html

Captura de ecrã 2016-05-8, às 17.49.07.png


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11 Abr 16

Desta vez a pontaria dos nossos vaticinadores esteve muito mais afinada: dois deles acertaram no resultado do Sporting-Marítimo. Refiro-me ao meu colega de blogue Francisco Chaveiro Reis e a um leitor que assina apenas João.

Aplicado o critério do desempate, referente aos marcadores dos golos, a vitória nesta jornada cabe ao Francisco Chaveiro Reis. Por ter acertado em Teo e Slimani como autores de dois dos três golos leoninos.

Dentro de dias haverá mais. Prognósticos e golos.


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10 Abr 16

As imagens dos resumos da televisão não o demonstram, mas o terceiro golo do Sporting de hoje é um prodígio de troca de bola. Quando no estádio se gritava "chutem a bola à baliza!", os jogadores do Sporting estão uns bons dois minutos a trocarem a bola no meio campo do Marítimo, uns para os outros, sem nunca a perderem, aguardando pacientemente o momento certo para fazerem o remate mortal. Que enfim haveria de chegar.


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09 Abr 16

Novo jogo, nova vitória. Um triunfo sem discussão frente ao Marítimo, uma equipa tradicionalmente difícil, perante 44.230 espectadores em Alvalade. Com Adrien castigado, Jorge Jesus optou por Aquilani como titular, ficando William Carvalho com a braçadeira de capitão.

A primeira parte decorreu a ritmo lento e com manobras demasiado previsíveis. Numa fase em que o Marítimo se aproximava com algum perigo da nossa baliza, Teo Gutiérrez virou a maré com um belo golo, a três minutos do intervalo.

O segundo tempo foi muito melhor, com claro domínio do Sporting - traduzido em mais dois golos. Um por William, aos 53', outro por Slimani, aos 76'. O argelino desta vez não bisou mas fez por isso. Boa exibição também de João Mário, o que não constitui surpresa. O pior foi o golo sofrido aos 81', num bom contra-ataque da equipa treinada por Nelo Vingada. Mas nada que fizesse esmorecer o caloroso apoio dos adeptos leoninos à nossa equipa.

O melhor em campo foi Teo Gutiérrez.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Esteve em evidência nos últimos dez minutos da primeira parte, com três boas defesas (37', 40' e 41'). Atento, evitou o golo. Aos 81' não pôde fazer nada: a bola que entrou na baliza era indefensável.

SCHELOTTO (6). Voltou a fazer um jogo algo espalhafatoso, com grande raides alternados com momentos de aparente desconcentração. Não acompanhou da melhor forma o adversário no lance do golo madeirense.

COATES (7). Galgou 40 metros de terreno com a bola dominada, numa das melhores jogadas do desafio. Fez um grande cruzamento aos 57'. E tentou marcar de cabeça. Na defesa, voltou a revelar muita segurança.

RÚBEN SEMEDO (6). Criou uma desnecessária situação de risco aos 83' de que poderia ter resultado um segundo golo do Marítimo. De resto voltou a fazer um jogo sereno e equilibrado, combinando bem com Coates.

BRUNO CÉSAR (5). Terceira partida como lateral esquerdo, mas de longe a menos conseguida nesta posição. Alternou bons movimentos ofensivos com insegurança defensiva. E acusou algum cansaço. Saiu cedo, aos 58'.

WILLIAM CARVALHO (8). Grande jogada aos 15', servindo Bryan, que desperdiçou. Marcou aos 53', com o pé esquerdo. E o terceiro golo, aos 76', nasce de uma recuperação de bola em que voltou a demonstrar o seu talento.

AQUILANI (6). Entrou pela quinta vez como titular, desta vez devido à ausência de Adrien, castigado. Revelou qualidade de passe mas não fez esquecer o nosso habitual capitão, muito mais acutilante. Quase marcou aos 69'.

JOÃO MÁRIO (8). Faltou-lhe só pontaria mais afinada: rematou com força, mas à figura do guarda-redes, aos 53' e 76'. Destes dois ressaltos, nasceram o segundo e o terceiro golos leoninos. De resto fez tudo bem. Está em grande forma.

BRYAN RUIZ (7). Voltou a exibir classe, embora sem a exuberância a que nos habituou. Foi dele o passe que funcionou como assistência para o golo de Teo Gutiérrez, aos 42'. Aos 15' tinha ele falhado, servido pelo colombiano.

TEO GUTIÉRREZ (8). O melhor em campo, com uma primeira parte de luxo em que foi ele a puxar pela equipa. Tanto puxou que marcou um grande golo. Foi o lance mais decisivo desta partida, inaugurando a vitória. Saiu aos 89'.

SLIMANI (7). Movimentou-se muito, por vezes até encostado às alas. Tentou várias vezes o golo, mas apenas conseguiu marcar aos 76'. No minuto anterior tinha protagonizado uma excelente jogada pelo flanco direito.

MARVIN (5). Entrou aos 58', rendendo Bruno César. Voltou a não deslumbrar, mas deu um pouco mais de consistência defensiva à equipa. Perdeu a bola aos 88', num lance que podia ter gerado perigo.

MATHEUS PEREIRA (5). Reapareceu, substituindo João Mário aos 77', mas não foi feliz. Aos 84', isolado, falhou escandalosamente um golo, optando por não passar a Slimani, mesmo a seu lado. Quase marcou aos 90'+1'.

GELSON MARTINS (5). Poucos minutos em campo, no lugar de Teo. Mas tempo suficiente para protagonizar uma das melhores jogadas do desafio, flectindo da direita para o centro e servindo de bandeja para Matheus quase marcar.


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Gostei

 

De mais uma vitória. Foi o nosso 22º triunfo em 29 jogos até agora disputados neste campeonato. Vitória incontestada do Sporting em Alvalade frente ao Marítimo. Por 3-1.

 

De Slimani. Voltou a marcar: leva já 23 golos registados na Liga 2015/16. E voltou a ser incansável no trabalho colectivo. É o primeiro elemento a defender, travando a manobra ofensiva da equipa adversária.

 

De Teo Gutiérrez. E vão cinco golos em três partidas consecutivas. Hoje abriu o marcador, aos 42', levando a equipa a vencer 1-0 ao intervalo. Um golo que culminou uma excelente exibição - a sua melhor de sempre ao serviço do Sporting. Saiu ao minuto 89, com merecida ovação: foi o jogador mais em destaque neste jogo.

 

De William Carvalho. Jorge Jesus autorizou-o a jogar em posição mais avançada no terreno, com maior liberdade de movimentos. A inovação táctica compensou: foi um William ainda mais influente e categórico a pisar hoje Alvalade em inegável demonstração da sua classe. Marcou o segundo golo leonino. E o terceiro nasce de uma recuperação de bola sua.

 

De João Mário. Outra exibição de grande nível, em constantes trocas posicionais nas alas destinadas a baralhar a defesa do Marítimo. Foram dele dois grandes remates, aos 53' e aos 76', de cujos ressaltos resultaram os golos de William Carvalho e Slimani.

 

Da nossa capacidade ofensiva. Marcámos 15 golos nestes últimos quatro jogos (dois ao Estoril, cinco ao Arouca, cinco ao Belenenses e agora três ao Marítimo).

 

Do apoio dos adeptos. As bancadas de Alvalade voltaram a estar em festa, com 44.230 espectadores. Quase todos apoiando entusiasticamente a nossa equipa.

 

Da homenagem a Fernando Mendes. Falecido há dias, aos 78 anos, o nosso capitão da Taça das Taças - bicampeão nacional como jogador e campeão como treinador - foi recordado com emoção ao intervalo.

 

Da arbitragem. Há que reconhecer: Nuno Almeida teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

Da luta que continuamos a travar com o Benfica, jornada após jornada. A cinco jogos do fim, mantemos intactas as aspirações à conquista do campeonato.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Adrien. Aquilani, que jogou no seu lugar, não comprometeu. Mas o nosso capitão, hoje ausente por acumulação de cartões, fez falta à equipa. Com ele em campo o Sporting joga ainda com mais ritmo, mais intensidade e mais velocidade.

 

De dois falhanços incríveis. Bryan Ruiz, isolado, falhou o golo aos 15'. Matheus Pereira, igualmente só perante o guarda-redes, desperdiçou uma ocasião soberana de marcar aos 84'.

 

De termos sofrido um golo. A ganhar por 3-0, a equipa desconcentrou-se mais do que devia e deixou o Marítimo marcar aos 81'. Não havia necessidade.


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07 Abr 16

O nosso próximo desafio vai ser este sábado, a partir das 20.45, hora a que tem início o Sporting-Marítimo, com arbitragem de Nuno Almeida.

Aceitam-se os vossos prognósticos a partir de agora. Esperando que sejam mais "generosos" do que o das duas anteriores jornadas, em que se registaram goleadas leoninas que ninguém anteviu por cá.


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02 Fev 16

Golo de MONTERO

Sporting-Marítimo

26 de Outubro de 2014, Estádio José de Alvalade

 

Este golo estava na minha lista de possibilidades para esta compilação do blogue. Nunca pensei que publicá-lo servisse, também, para me despedir deste grande jogador, ainda mais dois dias depois de, mais uma vez, ter sido decisivo. Não adianta recordar o Montero, pois toda a gente o conhece. E ninguém o vai esquecer nem momentos de magia como este, em Alvalade, contra o Marítimo, a época passada. Foi provavelmente o melhor golo que alguma vez presenciei. Obrigado por tudo e felicidades, avioncito.

 


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25 Jan 16
A virilha de Marega
Pedro Correia

BBoEEOl[1].jpg

 

Depois de Danilo, chegou a vez de José Sá e Marega. Sim, o mesmo Marega cuja transferência para o Sporting estaria apalavrada por 3,5 milhões de euros, o mesmo Marega que A Bola na sua edição em papel de hoje e a edição digital do diário O Jogo há menos de duas horas já davam como certo em Alvalade.

Eis um padrão de comportamento em todo o esplendor: quando lhe consta que o Sporting está interessado num dos seus jogadores, o presidente do Marítimo - num ímpeto frenético digno de causar inveja a qualquer corsário das ilhas - corre a oferecê-los de bandeja a Pinto da Costa.

Percebe-se agora melhor a "indisposição" de Marega, que ontem pediu para sair de campo aos 32 minutos, alegando "queixas na virilha", quando o Marítimo defrontava o FC Porto. Perante certas situações dignas de causar náuseas, até a virilha se queixa.


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12 Jan 16

Certo, isto até final de Janeiro vai ser um fartote, mas dar dinheiro a ganhar ao Carlos Pereira?

Nem que fosse o Messi e por metade do dinheiro!


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11 Dez 15

Os meus parabéns aos dois vaticinadores que acertaram em cheio no resultado do Marítimo-Sporting: o leitor Luciano Silva e o nosso colega de blogue Luís de Aguiar Fernandes. Tal como ambos previram, o desafio terminou com a vitória tangencial da nossa equipa no estádio dos Barreiros.

Este "campeonato" blogosférico dentro do campeonato nacional está a tornar-se cada vez mais emocionante.


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05 Dez 15

No mesmo estádio onde o FC Porto escorregou, não conseguindo melhor do que um empate, o Sporting conquistou esta noite três preciosos pontos que nos permitem consolidar a liderança do campeonato pela quinta jornada consecutiva.

Uma vitória merecida, alcançada numa vistosa jogada colectiva que demonstra bem o excelente estado anímico da equipa. Uma jogada concluída com precisão por Adrien, que parece ter retomado o gosto em marcar golos de bola corrida - desta vez com uma preciosa assistência de João Mário. Os dois médios voltaram a mostrar um elevadíssimo rendimento em campo.

Perante um Marítimo que deu boa réplica e uma actuação irrepreensível da equipa de arbitragem, notou-se a falta de Slimani, ausente por acumulação de cartões. Montero voltou a estar uns furos abaixo do argelino, o que já não surpreende. Mas o desempenho global dos nossos jogadores foi muito positivo.

O melhor em campo, para mim, foi Rui Patrício.

 

...........................................................................

 

RUI PATRÍCIO (8). Basilar. Salvou os três pontos com duas extraordinárias defesas, aos 14' e aos 77', confirmando-se como o mais competente guarda-redes português, a larga distância de qualquer rival. Foi o melhor em campo.

JOÃO PEREIRA (6). Atrevido. A jogada que viria a resultar no golo da nossa vitória no estádio do Barreiros começa nele. Foi o lateral leonino mais ofensivo. Nem sempre os centros lhe sairam bem mas nunca virou a cara à luta.

PAULO OLIVEIRA (7). Rigoroso. Fez boas coberturas, com aparente tranquilidade, sempre muito atento às incursões adversárias. Não teve tarefa fácil mas voltou a ser um elemento fundamental do nosso reduto defensivo.

EWERTON (7). Sereno. O brasileiro que se impôs como titular no eixo defensivo do Sporting revela enorme rigor posicional. Muito concentrado, completa com eficácia o labor de Paulo Oliveira.

JEFFERSON (5). Contido. Regressou à titularidade. Vindo de lesão recente, jogou muito retraído. Travou um duelo constante com Marega, extremo do Marítimo. Revelou alguma dificuldade neste confronto.

WILLIAM CARVALHO (7). Pendular. Começou muito recuado, em missão de permanente vigilância defensiva perante os avanços dos nossos laterais. Fez uma notável segunda parte, recuperando bolas e abrindo linhas de passe.

ADRIEN (8). Envolvente. Voltou a ser decisivo ao marcar com assinalável precisão, aos 53', o golo solitário da vitória. Começou recuado: a equipa ganhou quando avançou no terreno, já na etapa complementar. Outra grande exibição.

JOÃO MÁRIO (8). Incansável. Os lances de maior qualidade técnica e táctica do Sporting tiveram-no como protagonista. Vai-se confirmando de jogo para jogo como um fora-de-série do futebol português. Assistência para golo.

GELSON MARTINS (6). Irreverente. Jesus apostou nele como titular. O benjamim da equipa deu profundidade ao corredor direito, mas faltou-lhe pontaria em dois remates, desperdiçados para a bancada. Saiu aos 61'.

BRYAN RUIZ (6). Pausado. Deu o primeiro sinal de perigo com um remate forte à baliza, iam decorridos 30'. Desta vez criou poucos desequilíbrios, incluindo no corredor central, onde costuma render mais. Participou no lance do golo.

MONTERO (5). Discreto. Rendeu o ausente Slimani como ponta-de-lança. Chegou-lhe pouco jogo, mas a verdade é que ele também raras vezes o procurou. Faltou-lhe dinâmica combativa. Saiu aos 79', dando lugar a Tanaka.

AQUILANI (6). Atento. Regressou à equipa, substituindo Gelson aos 61'. Reforçou a consistência do nosso meio-campo, permitindo soltar William Carvalho e fazendo avançar Adrien no terreno.

TANAKA (5). Tenaz. Entrou aos 79', substituindo Montero, e não pareceu acusar a longa permanência no banco. Bom trabalho individual na grande área aos 81', desembaraçando-se das marcações.

NALDO (-). Espectador. Jesus mandou-o entrar nos últimos segundos só para queimar tempo. Mal chegou a pisar a relva.


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Gostei

 

De ganhar no estádio dos Barreiros. Vencemos o Marítimo no mesmo palco onde o FC Porto empatou.

 

De ver a nossa equipa com a liderança consolidada. Vamos com 32 pontos. E vão cinco jogadas seguidas com o Sporting no comando isolado do campeonato, já no segundo terço da prova.

 

De Rui Patrício.  Foi a figura do jogo, com três grandes defesas: aos 14' negou o golo a Marega; aos 77' fez levantar o estádio detendo o mais perigoso lance do Marítimo, a remate de Diego Sousa; e aos 88' ainda se esticou com êxito a travar outro disparo. Dá uma enorme estabilidade à nossa equipa.

 

Do golo de Adrien. Culminou aos 53' a melhor jogada de todo o desafio - um lance colectivo iniciado em João Pereira, prosseguido por Bryan Ruiz e João Mário e concluído com um remate seco e vitorioso do nosso capitão. Um remate que nos proporcionou a vitória.

 

De João Mário. Um desempenho notável do médio formado na academia leonina. Esteve sempre em jogo, inventando linhas de passe, criando desequilíbrios, abrindo diagonais para o eixo ofensivo e assistindo Adrien no golo do triunfo.

 

Do nosso bloco defensivo. E vão cinco jogos seguidos sem sofrermos um golo no campeonato. Eficácia comprovada.

 

Da nossa sexta vitória consecutiva no campeonato. Após derrotarmos o V. Guimarães (5-1), Benfica (3-0), Estoril (1-0), Arouca (1-0) e Belenenses (1-0).

 

Do apoio nas bancadas. Atmosfera entusiástica da claque leonina no reduto do Marítimo: a ligação entre adeptos e equipa é cada vez mais forte.

 

Da arbitragem. Rui Costa teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

 

Não gostei

 

Do mau estado do relvado. O terreno estava empapado e escorregadio apesar de não ter chovido nos últimos dias no Funchal.

 

De alguma lentidão de processos em vários momentos da primeira parte. Alguns jogadores pecaram por apatia, deixando a equipa madeirense controlar as operações durante essa fase do jogo.

 

Da nossa incapacidade de reter a bola nos últimos minutos. Notou-se algum nervosismo, manifestamente desnecessário.

 

Das bolas paradas. Continuamos sem aproveitar devidamente estas oportunidades.

 

Da ausência de Slimani. Perante um Montero apático, a habitual combatividade do argelino - que ficou de fora por acumulação de cartões - fez-nos hoje falta.


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03 Dez 15

Como terminará o Marítimo-Sporting, a jogar no sábado, a partir das 20.45, sob arbitragem de Rui Costa?

Aceitam-se desde já os vossos prognósticos.


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12 Mai 15
Coincidências
Pedro Correia

Com tantos relvados disponíveis no País para poder treinar, vejam lá, a brava equipa do Marítimo por cá retida devido à greve da TAP optou por utilizar o do Seixal, generosamente posto à sua disposição pelo Benfica.

Há coincidências espantosas no futebol português. Esta é uma delas. Acontece que os encarnados terão dois jogos muito em breve com os madeirenses. Vão recebê-los na última jornada do campeonato, a 24 de Maio, num jogo que ainda poderá ser decisivo para o título. E disputarão com eles, a 29 de Maio, a Taça Lucílio Baptista.

Esperar-se-ia talvez um assomo de rivalidade marítimo-lampiónica, mais que não fosse para calar as vozes daqueles que suspeitam sempre de sombrias jogadas de bastidores e atentados à verdade desportiva no futebol português. Nada disso: afinal reina a santa harmonia entre Marítimo e Benfica, unidos pelo mesmo campo de treinos.

O que só dá razão ao saudoso Padre Américo: não existem rapazes maus. Por mim, sinto-me comovido.

 


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18 Mar 15

Muitos foram os palpites, mas só um acertou: a nossa leitora SempreSCP venceu, isolada, o concurso de prognósticos que aqui lancei para o jogo Marítimo-Sporting.

Na próxima sexta-feira haverá mais.


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16 Mar 15

Também temos direito a ganhar assim, com futebol de vão-de-escada.


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Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas pelos três diários desportivos à actuação dos nossos jogadores no Marítimo-Sporting:

 

Adrien: 17

João Mário: 16

Rui Patrício: 16

Ewerton: 15

Cédric: 15

Paulo Oliveira: 15

Rosell: 14

Jefferson: 14

Slimani: 13

Carrillo: 13

Carlos Mané: 11

Tanaka: 10

Nani: 10

André Martins: 1

 

Record elegeu João Mário como figura do jogo. A Bola e o Jogo optaram por Adrien.


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15 Mar 15

Gostei

 

Da vitória. Triunfo indiscutível frente ao Marítimo na Madeira - um terreno tradicionalmente difícil.

 

De Adrien. Marcou o golo da vitória aos 32', de grande penalidade, confirmando-se como o maior especialista da nossa equipa neste domínio. Um golo que funcionou como prenda de aniversário: hoje festeja 26 anos.

 

De Ewerton. Nota positiva nesta estreia como defesa titular, face à ausência de Tobias Figueiredo. Revelou segurança e personalidade tanto nas situações de corte de bola como no lançamento das acções ofensivas da equipa. Falta-lhe ainda algum ritmo competitivo, mas fica a ideia de que se habilita a permanecer muito mais tempo como titular.

 

De Paulo Oliveira. Outra boa exibição no eixo da defesa. Atento, bem posicionado, acorrendo às dobras dos companheiros.

 

De Nani. Voltou a fazer a diferença com a sua manifesta qualidade individual, revelando-se o melhor em campo. Mesmo muito marcado, venceu por sistema os confrontos que protagonizou: representa um quebra-cabeças constante para os defesas adversários. O lance que gera o penálti a nosso favor começou a ser construído por ele, com notável temporização de jogo. Confirma-se: ele é a inteligência em movimento, como esta semana escrevi.

 

De Jefferson. Muito dinâmico, sempre inconformado. Recebeu muito bem a bola que lhe foi passada por Nani, aos 31', acabando por ser derrubado na falta que originou a grande penalidade.

 

De João Mário. Boas desmarcações, pressão constante sobre a linha defensiva do Marítimo, em apoio ao ponta-de-lança (Slimani foi o titular). Criou diversas situações de desequilíbrio que alguns companheiros não souberam aproveitar.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Rui Patrício contribuiu, com uma defesa extraordinária logo aos 4'.

 

Da correcção do jogo. Os profissionais do Marítimo, a par dos nossos, merecem uma palavra de cumprimento por isso.

 

De ver o Sporting com mais sete pontos do que o Braga. Uma diferença pontual que deve enfurecer alguns pseudo-zandingas da nossa praça.

 

 

Não gostei

 

Dos nossos primeiros 20 minutos. Cedemos demasiado terreno ao Marítimo na fase inicial do jogo. Um aspecto que viria a ser rectificado, com êxito, até ao apito final.

 

Da ausência de William Carvalho. Rosell, seu substituto, cumpriu. Mas com o médio defensivo titular em campo a qualidade da nossa construção ofensiva é superior.

 

Do resultado que soube a pouco. Perante um Marítimo inconsistente e temeroso, ficou a sensação de que bastaria um pouco mais de velocidade da nossa parte para a vitória ter sido mais dilatada.


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13 Mar 15

Nesta jornada a nossa equipa desloca-se à Madeira. Qual é o vosso vaticínio para o desfecho deste Marítimo-Sporting, com início previsto para as 17 horas de domingo e arbitragem de Rui Costa?


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01 Fev 15

Contra o FC Porto, o Paços de Ferreira já entrou derrotado em campo. Depois de ter jogado contra o Benfica como se não houvesse amanhã.

Contra o Benfica, o Marítimo já entrou derrotado em campo. Depois disso jogou contra o FC Porto como se não houvesse amanhã.

Há quem justifique tudo isto com um chavão da bola: "aconteceu futebol". Não sei se a verdadeira explicação será essa.


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28 Out 14

Ninguém acertou no resultado do Sporting-Marítimo, apesar de ter havido quem andasse lá muito perto, como o Tiago Cabral e os nossos leitores António Gomes, JLSCF e João Torres. Espero que os prognósticos sejam mais certeiros para o nosso próximo jogo do campeonato - a difícil deslocação a Guimarães.


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27 Out 14
Stromp Men
Luciano Amaral

Tenho ouvido muitas críticas àquela entrada do Sporting na 2ª parte do jogo contra o Marítimo. Discordo. Acho que foi, aliás, tudo muito bem planeado, e por três razões:

 

1) Para oferecer a benfas e tripas um grande momento de êxtase precoce. Já estavam, de certeza, todos a afiar as suas graçolas clássicas quando tiveram de aturar a obra de arte que se segue:

 

2)  Justamente, a segunda razão foi permitir a Montero resolver o jogo através de mais um golo no seu já tradicional fora-de-jogo.

 

3) Os sportinguistas emocionam-se sempre que a equipa enverga o equipamento Stromp. O jogo tinha de ter emoção condizente.


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26 Out 14

2014-10-26 18.14.27.jpg

 

Gostei

 

Da vitória. Por números concludentes, perante um Marítimo que deu boa réplica na segunda parte. Num belo espectáculo, com muitos espectadores: éramos quase 38 mil esta tarde em Alvalade.

 

De ver Montero regressar aos golos em Alvalade. O colombiano marcou o quarto do Sporting - de longe o mais belo golo desta partida, com excelente recepção de bola no peito e disparando em semi-rotação, sem hipóteses para o guardião adversário.

 

De Nani. Voltou a ser elemento fundamental numa vitória leonina. É, sem dúvida, o melhor português a jogar neste campeonato. Toca violino e carrega piano ao mesmo tempo. Hoje fez um soberbo passe que deu origem ao segundo golo, marcou o canto que originou o terceiro e ainda serviu Capel, no minuto 90, para aquele que seria o quinto leonino, invalidado por fora de jogo do andaluz.

 

De João Mário. Outra exibição superlativa. Nunca desiste de uma bola: vai ao choque, cria linhas de passe, recupera lances que parecem perdidos. Prova evidente do seu talento foi o segundo golo do Sporting: rompeu a marcação, acreditou que marcaria - e marcou mesmo. Um golo muito festejado: foi o primeiro que assinou de leão ao peito no campeonato, à ponta-de-lança.

 

De Adrien. A qualidade do meio-campo leonino passa muito pelos pés e pelo talento deste médio que continua a ser um poço de energia em campo. Fez um passe soberbo para o golo de Montero, aos 66'. Substituído aos 87', exausto, sob enorme e merecida ovação dos adeptos.

 

De Paulo Oliveira. Irrepreensível no eixo da defesa: conquistou a titularidade. E também já goleador. Hoje estreou-se a marcar pelo Sporting, de cabeça, na sequência de um canto cobrado por Nani.

 

Da entrada de Miguel Lopes. Voltou a pisar o relvado de Alvalade, muitos meses depois, substituindo Jonathan aos 83'. Um regresso muito festejado. Porque se trata de um jogador que é também sportinguista do coração.

 

Da nossa primeira parte. A equipa marcou três golos e deu um festival de futebol. O Marítimo andou desaparecido nesses 45 minutos.

 

 

Não gostei

 

Da desconcentração da equipa no início da segunda parte. Sofremos dois golos em quatro minutos e o espectro do empate chegou a pairar em Alvalade até aos 60'. Convém nunca esquecer que os jogos duram hora e meia.

 

De três falhanços de Montero. O colombiano marcou um belo golo, mas desperdiçou três outros, que lhe foram servidos de bandeja. Não se pode falhar tanto.

 

Da entrada tardia de Tanaka. Só o vimos em campo a partir do minuto 87. Soube a muito pouco.

 

Da ausência de Slimani. O argelino, que não foi convocado por lesão, faz muita falta à equipa. Nenhum outro jogador leonino tem o instinto de matador que ele tem.

 

De Jonathan Silva. Desposicionou-se com frequência - e a equipa tremeu por causa disso. Os dois golos do Marítimo, marcados por Maazou, nascem do seu flanco, que estava desguarnecido.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade


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24 Out 14

Ora então vamos lá saber quais são os vossos prognósticos para o desafio de domingo, às 18 horas, com o Sporting a receber o Marítimo.


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25 Mar 14

Desta vez, ao contrário do que sucedeu noutros jogos, não faltou quem acertasse no desfecho do Marítimo-Sporting. Aconteceu com vários autores cá da casa: a Helena Ferro de Gouveia, a Cristina Torrão, o João António, o João Paulo Palha e o Ricardo Roque.

Pelo critério do desempate, que passa pela pontaria afinada também nos marcadores de golos, os três cavalheiros merecem a vitória ex-aequo. E a eles junta-se ainda o leitor João Cruz, que tal como eles também acertou no golo de Adrien.

Para a semana, como de costume, haverá mais.


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24 Mar 14
E vão cinco
Pedro Correia

 

Ganhámos 3-1 na Madeira. Mas voltámos a ser prejudicados pela arbitragem: Jorge Sousa anulou um golo limpo a Slimani. Seria o 4-1.

É a quinta vez que somos lesados em lances deste tipo na Liga 2013/14. As outras quatro situações estão em foco neste vídeo.

 

No Tribunal do diário O Jogo, dois especialistas em arbitragem são categóricos: o golo de Slimani no estádio dos Barreiros devia ter sido validado.

Jorge Coroado: «Não se consegue descortinar qual a infracção assinalada. Fora de jogo? Falta de Fredy Montero? A realização não permitiu ver onde foi assinalado o livre. Em qualquer das circunstâncias, na imagem corrida ou a posteriori, não se vislumbrou nada.»

José Leirós: «Slimani estava mais atrasado ou na mesma linha de Fredy Montero e, por isso, não estava em fora de jogo. Um erro, pois, do árbitro assistente. Lapso também do árbitro, caso tenha interpretado que Montero jogou com o pé mais alto ou de forma perigosa sobre o adversário, o que não sucedeu.»


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23 Mar 14

Gostei

 

Da vitória contra o Marítimo. É um dos clubes mais temíveis a jogar em casa: derrotou portistas e benfiquistas. Mas o Sporting passou com facilidade este teste no Funchal. Ganhámos por 3-1, fazendo ainda melhor do que no jogo da primeira volta, em Alvalade (vítória 3-2). Há três anos que não vencíamos no estádio de Barreiros.

 

De William Carvalho. Voltou a dar nas vistas, pelos melhores motivos. E desta vez até marcou um golo, numa jogada de ressalto na grande área do Marítimo, após um canto muito bem marcado por Jefferson. Destaca-se em quase tudo: no sentido posicional, na visão periférica, na qualidade de passe. E agora até na pontaria dos seus disparos à baliza.

 

De Adrien. Grande partida do nosso médio interior: para mim, foi o melhor em campo. Marcou mais um golo (o sétimo) de grande penalidade e foi dele o passe que desmarcou Jefferson para o terceiro golo. Exímio a recuperar bolas e a construir lances ofensivos, ganha estatuto e maturidade de jogo para jogo. Ninguém duvida: conquistou, por mérito próprio, um lugar obrigatório no conjunto de jogadores que Paulo Bento levará ao Mundial do Brasil.

 

De Jefferson. Segundo golo marcado pelo Sporting. E o primeiro em lance corrido: o anterior tinha sido de grande penalidade, contra o Braga. O nosso lateral esquerdo já merecia há muito este golo: foi um dos melhores reforços desta temporada. É um Leão de corpo inteiro. Tanto a defender como a atacar.

 

De Carlos Mané. Aposta do nosso treinador para o meio-campo, por impedimento de André Martins. Aposta ganha. Aos dois minutos, já tinha arrancado uma grande penalidade aos insulares. Foi sempre um dos nossos jogadores mais perigosos e activos. E desta vez até se integrou bem nas missões defensivas.

 

De Heldon. O primeiro jogo em que justificou plenamente a titularidade no Sporting. Foi acutilante, soube desmarcar-se, pôs em sentido a defesa adversária.

 

Das bancadas. Muitos adeptos do Sporting no "caldeirão" dos Barreiros. Pareciam até ser mais do que os da aquipa anfitriã. Quase como se estivéssemos a jogar em casa...

 

Da classificação. Já temos 54 pontos. Seguimos em segundo lugar, a quatro pontos (provisoriamente) do Benfica. Quando ainda faltam seis jogos para terminar o campeonato, vamos com mais 24 pontos do que na medíocre temporada anterior que parece ainda arrancar suspiros de saudades de uns tantos masoquistas...

 

De termos dado mais um passo rumo à Liga dos Campeões. Estamos cada vez mais perto.

 

 

Não gostei

 

Do golo anulado a Slimani. Mesmo vendo e revendo as imagens na televisão, não consigo vislumbrar o menor motivo para o árbitro Jorge Sousa ter invalidado um golo que me pareceu inteiramente legal. E já vão três deste género anulados ao ponta-de-lança argelino...

 

De Capel. O que se passou com o veloz andaluz neste jogo? Apático, apagado: acabou por ser substituído aos 74' quando já há muito não se justificava a sua presença em campo.

 

De Carrillo. Substituiu Capel. Mas não aqueceu nem arrefeceu: pareceu sempre alheado do jogo. As suas intermitências, que tanto têm dado que falar, são cada vez mais notórias.

 

Nota: por motivos de ordem técnica, só agora (16h16) tive possibilidade de pôr em linha este texto, escrito ontem à noite.


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Saudades
Luciano Amaral

Já estávamos com saudades de uma vitória folgadita.


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20 Mar 14

Vamos lá então saber: quais são os vossos prognósticos para o Marítimo-Sporting, que se joga no próximo sábado a partir das 19 horas?


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