20 Jan 17
Pum! Um tiro na candidatura
Edmundo Gonçalves

O homem vem mesmo cheio de dinheiro. Ou não.

Já tem 20 milhões de lado. Ou não.

 

Eu digo que é Lebre, o apelido...


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Pedro Madeira Rodrigues, candidato à presidência do Sporting, revelou ter tomado esta decisão no dia 2 de Dezembro, quando o Benfica foi perder à Madeira.

Declaração inexplicável: em que é que um jogo disputado entre o Marítimo e o SLB pode relacionar-se com a liderança leonina?

 

Começou mal, a 27 de Dezembro, ao anunciar a candidatura. Sem divulgar as linhas gerais do programa que pretendia apresentar aos sportinguistas nem nenhum dos nomes que o acompanhariam nesta corrida.

No Ano Novo, tempo festivo, lançou uma mensagem aos sócios em que trocou o espírito positivo dessa quadra por uma ferroada sem sentido a Bruno de Carvalho.

Depois protestou contra a marcação da data da eleição para 4 de Março alegando que lhe retirava tempo de campanha. Enquanto adiava para 19 de Janeiro a apresentação do programa e da equipa, como se afinal tivesse todo o tempo do mundo.

A 4 de Janeiro deu uma longa entrevista ao Record em que continuou sem divulgar nada, refugiando-se em declarações vazias. Esta, por exemplo: "Quero apostar em contratações círúrgicas." Ou esta: "O trabalho de um presidente nunca pode ser um trabalho isolado."

Bruno de Carvalho só pode ter agradecido: com "rivais" assim pode ele bem.

 

16 de Janeiro procurou mostrar músculo da pior forma possível: replicando lugares-comuns que nos habituámos a ouvir a benfiquistas nos últimos meses.

Bruno continuou a agradecer, certamente.

 

Ontem, enfim, apresentou nomes e rostos e metas programáticas. Mas sobre a matéria que mais interessa aos sócios, o futebol, foi vago e parco em palavras. Enredou-se em contradições e deu ênfase a  temas que nem deviam constar de um programa eleitoral, como este: "Impor a utilização do nosso equipamento principal tradicional e travar a banalização e excessiva secundarização do equipamento Stromp, com utilização apenas em ocasiões relevantes."

Entretanto não hesitou em utilizar os jogadores como arma de arremesso contra o actual presidente, quebrando uma regra essencial nestas campanhas.

Eu, se estivesse no lugar de Bruno de Carvalho, ficaria irritado com esta pérola de mau-gosto. Mas, enquanto recandidato à presidência, voltaria a agradecer.

 

Hoje, superando-se em total falta de senso, o gestor que ambiciona a cadeira do poder leonino veio declarar alto e bom som: "Jorge Jesus não será o meu treinador." Desmentindo tudo quanto dissera antes e sem esclarecer como conseguirá munir-se de mais de vinte milhões de euros (o equivalente a dois pavilhões João Rocha) para pagar indemnizações ao treinador e restante equipa técnica. Pior: omitindo o nome daquele que gostaria de ver no lugar de Jesus, como se os sócios não tivessem o direito de saber quais são as suas escolhas.

"Agora não queria também perturbar mais... Quando tiver a escolha, vocês saberão", balbuciou perante os jornalistas, reconhecendo ter perturbado o futebol leonino, na véspera de um encontro decisivo no Funchal, e confessando assim total impreparação para assumir o cargo que tanto ambiciona.

Era difícil fazer pior em tão pouco tempo.

 

Em resumo: Pedro Madeira Rodrigues é um candidato tão fraco que começo a convencer-me que não será o único nem muito menos o principal concorrente do actual líder leonino.

Por outras palavras: a verdadeira campanha eleitoral ainda não começou.


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Prometer e gastar
Pedro Correia

Pedro Madeira Rodrigues, como acentuou ontem na tardia apresentação do seu programa eleitoral e dos nomes de quem o acompanha na candidatura aos órgãos sociais do Sporting, mostra-se preocupado com as finanças leoninas, argumentando que "a actual Direcção está numa perigosa deriva despesista".

É uma acusação que não cola com o rol das suas promessas eleitorais. Madeira Rodrigues propõe-se construir um velódromo, um clube naval, um centro de estágio no norte do País e uma "residência sénior" para antigos atletas. Como se o clube não estivesse afinal numa "perigosa deriva despesista".

Aguardarei pelo próximo encontro do candidato com os jornalistas. Talvez então consiga perceber como consegue ele meter no mesmo saco aquela acusação e as promessas agora feitas. Até demonstração em contrário, uma coisa não joga com a outra.


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17 Jan 17

 

«Dizem-me que os jogadores já não respeitam nem ouvem o presidente.»

Pedro Madeira Rodrigues, ontem, na Rádio Renascença

 

«Neste momento o presidente perdeu o balneário, não tenho dúvida nenhuma.»

Pedro Guerra, ontem, na TVI 24

 


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13 Jan 17
Onde está o Wally
Edmundo Gonçalves

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Escuso-me a escrever o nome do lampião que esteve presente no jantar em Moscavide.

Cada tiro, cada melro, ó City.

 


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12 Jan 17
Ui, que medo
Edmundo Gonçalves

Estou com tanto medo, que acabei por decidir subscrever a candidatura do presidente.

É oficial e uma declaração de intenções.

Não esperem muita imparcialidade quanto ao acto eleitoral, portanto, mas um tipo que acusa outro de falta de ideias e projecto, quando já falou em público bastas vezes e nem uma ideiazinha para amostra apresentou, não merece que se lhe dê muito crédito. Vale-lhe o apoio do Severino, com o peso dos seus 1,2% nas últimas eleições, agora que já não tem nenhum livro para lançar. Se for preciso eu conto.


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11 Jan 17
Madeiraaaaaaa
Edmundo Gonçalves

 

 É mais ou menos isto... 

Alguma coisa que tenha interesse, para além de ataques ao adversário, qual lampião , continuamos à espera.


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04 Jan 17

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Pedro Madeira Rodrigues perdeu hoje outra oportunidade para anunciar ao que vem e o que propõe de diferente. Oito dias depois de comunicar que participaria na corrida à presidência do Sporting, deu uma entrevista publicada na edição de hoje do Record na qual persiste em deixar sem resposta diversas perguntas relevantes.

Profere frases floridas e arredondadas, que qualquer adepto pode subscrever. Esta, por exemplo: "Quero que Rui Patrício e Adrien fiquem no Sporting para sempre." Ou esta: "Capacidade de trabalhar em equipa - isso eu tenho, muito forte. O trabalho de um presidente nunca pode ser um trabalho isolado, sozinho."

Mas nada adianta de concreto quanto ao seu programa eleitoral. Quando os jornalistas, cumprindo o seu papel, o interrogam a este respeito, refere apenas: "Queremos apostar em contratações cirúrgicas, pois não nos podemos dar ao luxo de falhar tanto, como tivemos ao longo deste período. (...) Isso e normalizar a relação com os agentes que foram ostracizados. Uns são melhores, outros piores, mas temos de saber lidar com eles."

Melhorar a relação com os agentes é, portanto, aquilo que até agora mais se destaca do invisível programa do candidato que se propõe suceder a Bruno de Carvalho. Além disso, pretende "falar com normalidade" com Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa, enterrando "este clima de guerra", enquanto aproveita para revelar que tem "amigos em comum" com os presidentes do FCP e do SLB.

 

Perguntam-lhe se dispõe de apoios financeiros.

Responde com platitudes: "Vamos ter de encontrar formas alternativas de receitas. Vejam este exemplo: quando chego a Lisboa de avião, vejo que a pala do estádio não está a ser aproveitada. Temos de apostar na área do marketing, temos de trazer mais associados. Neste momento há 60 [mil], 70 mil sócios pagantes mas podemos rapidamente duplicar esse número".

Diz já saber quem será o seu director desportivo, mas recusa divulgar o nome: "Está na minha cabeça e na próxima semana vai ser anunciado".

Assegura que trabalhará com Jorge Jesus, "embora noutro enquadramento" que fica por especificar. Enquanto deixa rasgados elogios ao antecessor do actual técnico, ao ponto de o jornal intitular a entrevista desta forma: "Bruno perdeu o rumo com Marco Silva."

 

Fala em capacidade de liderança, mas desta entrevista desprende-se um tom ambíguo e confuso nas mais diversas matérias. Critica Bruno de Carvalho por ter promovido auditorias aos mandatos anteriores enquanto admite que "faz sentido" auditar o mandato do actual presidente. Sobre a questão dos 22 campeonatos, reconhece que "podemos ter alguma razão nisso" sem adiantar o que pensa ao certo sobre o assunto. Sobre os vouchers, concede que "talvez a prenda seja exagerada", mas é incapaz de esboçar qualquer crítica ao comportamento do Benfica.

Considera "evidente" que as arbitragens têm prejudicado a carreira desportiva do Sporting, mas apressa-se a dizer que "esta suspeita geral pela arbitragem é terrível e é outra coisa que queria muito mudar no Sporting".

Jura "nunca falar mal de qualquer jogador do Sporting" enquanto assegura que "para ganhar mais falta o presidente certo, a equipa certa, os jogadores certos".

 

Madeira Rodrigues diz tudo e o seu contrário, procurando agradar a um auditório tão vasto quanto possível - incluindo benfiquistas, portistas, árbitros e agentes dos jogadores. Mas o seu projecto continua a ser um imenso vazio e a equipa que irá propor aos sportinguistas permanece uma incógnita.

À semelhança de certos políticos, de tanto querer contentar todos arrisca-se a não agradar a quase ninguém.


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02 Jan 17

Faz hoje um mês que Pedro Madeira Rodrigues, segundo ele próprio revelou, decidiu candidatar-se à presidência do Sporting. E faz amanhã uma semana que tornou pública essa intenção.

Passado todo este tempo, continuamos à espera do programa eleitoral do candidato. E da lista integral dos seus apoiantes. E do elenco que propõe para os órgãos sociais leoninos.

Mas vá lá, nem tudo está paralisado nesta candidatura que faz que anda mas não anda: já ficámos a saber que Madeira Rodrigues "vai de metro ver os jogos do Sporting, utilizando a linha amarela".

Poupa em combustível. Ao menos isso.


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30 Dez 16

Alguém tem visto Pedro Madeira Rodrigues? O candidato assumido à presidência do Sporting apresentou-se aos sócios na terça-feira e desde então eclipsou-se dos olhares públicos.

Emitiu um comunciado de protesto contra a marcação das eleições para 4 de Março, alegando ser um  "calendário curto", mas estranhamente parece apostado em encurtá-lo ainda mais. É o que se conclui da sua intenção de apenas divulgar o programa eleitoral e os nomes que propõe para os órgãos sociais leoninos no dia 19 de Janeiro - ou seja, daqui a três semanas.

Só aí a sua campanha começará verdadeiramente.

Não deixa de causar estranheza tanto tempo para formar listas por parte de um candidato que já confessou ter tomado a decisão da candidatar-se à presidência do Sporting a 2 de Dezembro: "Decidi candidatar-me após a derrota do Benfica contra o Marítimo". É caso para perguntar: o que fez de então para cá?


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28 Dez 16

Confesso que nunca tinha ouvido falar em Pedro Madeira Rodrigues. Problema meu, assumo. Garantem-me vários sportinguistas que ele "interveio" nos últimos anos oculto num pseudónimo, disparando algures farpas a torto e a direito contra a direcção leonina. Se isso for verdade, faz sentido que eu seja incapaz de associar o recém-anunciado candidato à presidência do Sporting a qualquer posição pública emitida de 2013 para cá: pseudónimos, para mim, só valem na literatura. Num debate de ideias, seja político ou desportivo, só por manifesta cobardia haverá quem recorra a um expediente destes.

Seria portanto para sportinguistas tão ignorantes a seu respeito como eu que Madeira Rodrigues deu há poucas horas a cara, em duas ocasiões, para dizer quem é e ao que vem. Primeiro numa conferência de imprensa, depois numa entrevista ao principal serviço noticioso da CMTV.

Acompanhei as suas declarações com atenção. O que disse, lamento registar, foi muito pouco: emitiu uns lugares-comuns sobre a necessidade de alterar a gestão, garantiu que manteria o treinador e que não iria pronunciar-se sobre jogadores, e disparou algumas críticas a Bruno de Carvalho, acusando-o de copiar "o Pinto da Costa da década de 80". Sem reparar, aparentemente, que estas palavras constituíam um elogio implícito ao presidente do Sporting: naquela década, o FC Porto somou títulos e até se sagrou campeão europeu.

Sobre programa e metas e núcleo dirigente, nada. Sobre o que pretende alterar em concreto, além de propor um estilo mais dialogante, coisa nenhuma. Perdeu portanto a primeira oportunidade para fazer a diferença e mostrar aos sportinguistas o que realmente o faz correr. Aguardarei pelas próximas. Mas, como dizia o outro, não há segunda oportunidade para causar uma primeira impressão.


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