24 Fev 17
Alguém ficou com dúvidas?
Edmundo Gonçalves

Ontem, por afazeres profissionais não consegui ver o debate em directo, de modo que tive que "andar para trás" com a pantalha e estive até às 3,30 horas a ver isto. O debate, pronto...
Confesso que quase fechei os olhos nalguns momentos.
Como eu de comunicação percebo tanto como de física quântica, o que me estava ali a interessar era conhecer os planos do candidato Madeira para o Clube e não se um olhava para a câmara e o outro metia a cara nos papeis. Já tenho muitos anos disto e desde miúdo que vejo vender banha da cobra, portanto não é um "gajo" bem falante e que me olha nos olhos que me leva à certa. Se bem que também não aprecie muito quem fale comigo e olhe para o chão, mas enfim.
Também me irrita que num debate com um tema claro, se esteja constantemente a arremessar ao adversário com ataques pessoais. Trazer a família para o debate é de muito mau gosto, eu diria mesmo que é reles!
Quando um pretendente a um cargo o quer ocupar e tem pela frente alguém que cumpriu o seu programa na íntegra (esqueçam os resultados desportivos, porque ninguém pode afirmar que irá ganhar, não joga sozinho), o caminho que deve trilhar deverá ser o do confronto de ideias, tipo " ok, o senhor fez isso, muito bem, mas nós temos aqui esta proposta para fazer melhor e esta e esta e esta", para os mais variados assuntos.

Resumindo, esprimidinho espremidinho, dali saiu muito pouco sumo. A única novidade foi a do encontro no "Ramiro" com Jorge Jesus. Esclarecedor...
Bom, o que é certo é que para além do que já se sabia e era tão pouco, alternativas ao trabalho da equipa que exerce funções, como diria JJ, bola! O que ficámos a saber foi que o candidato Madeira não está habituado a perder.
Ou seja, no mundo virtual de Madeira, o Sporting é campeão há quarenta e cinco anos!
Onde é que é a sede desse clube, que eu quero fazer-me sócio?


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23 Fev 17

Sobre os jogadores do Sporting:

 

"O salário de Coates pelo que sei é obsceno para a nossa realidade."

19 Maio 2016

"Bryan Ruiz tem cara de azarado / pé frio."

31 Maio 2016

"Gelson Martins ainda pode ser muito bom mas pode ser ainda um Djaló."

1 Junho 2016

"João Mário [está] sobre-valorizado depois da boa prestação no Euro."

9 Agosto 2016

"Paulo Oliveira é um jogador mediano, que pouco acrescenta ao plantel."

9 Agosto 2016

"O Bruno César não aquece nem arrefece."

10 Agosto 2016

"Foi lamentável [Gelson Martins] não se ter conseguido aguentar o jogo todo e ainda não percebo isto de miúdos de 20 anos não jogarem 90 minutos.»

15 Setembro 2016

"Já não aguento mais os falhanços do Bryan Ruiz. Assustadora a falta de frieza e classe quando é mesmo preciso."

19 Setembro 2016

"Ou muito me engano ou temos aqui em nossa casa um novo Pongolle [Alan Ruiz]."

22 Setembro 2016

"Esgaio tem pouca cabeça."

24 Outubro 2016

"Muito pior é o caso do Alan Ruiz que depois de termos gasto 8 milhões com ele tem a lata de aparecer em Alvalade com 9 quilos a mais."

24 Outubro 2016

"O que a lampiada gosta mesmo mesmo é de ver o Carvalho a baixar a bolinha mesmo quando gozado com o limpinho, limpinho e de deixar fugir o Cervi e ir buscar o Alan Ruiz."

21 Novembro 2016

"Bas Dost está muito longe de fazer esquecer Slimani."

23 Novembro 2016

"O Paulo Oliveira é muito limitado."

25 Novembro 2016


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22 Fev 17

Sobre Jorge Jesus:

 

"Eu pessoalmente não gosto mesmo nada do género."

11 Abril 2016

"Lealdade e Jorge Jesus não jogam."

18 Abril 2016

"O Jesus é basicamente o novo Presidente do Sporting mas nem foi a eleições."

19 Maio 2016

"É pouco menos que insuportável."

29 Junho 2016

"O casal de parolos [BdC e JJ]."

25 Julho 2016

"O Bruno Carvalho tomou o clube de assalto e logo tratou de se rodear de uma série de hienas (Inácio, Octávio, Jesus, Saraiva, Dalbert, bombeiro, cozinheiro, etc.)."

21 Setembro 2016

 

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Sobre Octávio Machado:

 

"Octávio Machado é um dos meus 'poucos' ódios de estimação."

4 Abril 2016

"O inenarrável Octávio, tão ligado ao início da corrupção a Norte."

16 Maio 2016

 

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Sobre Augusto Inácio:

 

"Inácio e Octávio já perderam qualquer credibilidade que tinham."

29 Junho 2016

"Inácio é um 'lambe-botas' agarrado aos vários 'tachos' que vai arranjando no e pelo nosso clube."

18 Agosto 2016

"O Inácio é hoje um vendido que vive à conta do Sporting."

24 Outubro 2016

 

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Sobre Jaime Marta Soares:

 

"O Presidente da Assembleia Geral gosta de 'deitar achas para a fogueira' e parece meio senil."

18 Agosto 2016

 

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Sobre outros:

 

"Eduardo Barroso envergonhou-nos no cargo [presidente da Assembleia Geral] que ocupou no nosso clube."

6 Abril 2016

"Manuel Fernandes é bom homem mas fraco comentador."

18 Abril 2016

"Virgilio é o exemplo claro do tacho que nos disseram iam acabar mas que afinal proliferam em Alvalade."

29 Julho 2016

 

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Sobre a Sporting TV:

 

"Não queria deixar passar em claro os inenarráveis comentários da dupla Fernando Correia / [Joaquim] Melo que me encheram de vergonha."

27 Julho 2016

"Vejo pouca SportingTV porque a minha vida é muito mais do que o Sporting e porque aquilo é muito fraquinho."

28 Julho 2016


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Sobre Bruno de Carvalho:

 

"Parabéns Bruno - hoje é o teu dia!"

1 Abril 2016

"Se ele continuar por muitos anos não tenho dúvidas que o clube que eu sempre amei apesar de todos os altos e baixos ficará completamente transfigurado para pior. Não me vejo a mudar de clube mas talvez a afastar-me mais, o que já está a acontecer."

6 Abril 2016

"Ele é cada vez mais a doença do Sporting."

21 Abril 2016

"Fez-me dó aquela gente à volta dele. Só me fazia lembrar aqueles ditadores alucinados como o da Coreia do Norte."

17 Maio 2016 

"A ordinarice, mentira, demagogia com que este 'lipo-aspirado' nos bombardeia quase diariamente só não cansa aqueles que ou são cegos ou já nem querem saber."

24 Junho 2016

"Que ele é mentiroso compulsivo até os mais próximos já sabem. A única maneira de ele mentir menos é ele falar menos."

5 Julho 2016

"Não tenho ódio a ninguém mas este homem está a conseguir quase o impensável que é eu gostar um bocadinho menos do Sporting."

22 Julho 2016

"O casal de parolos [BdC e JJ]."

25 Julho 2016

"Um Presidente do meu clube não deve mentir nunca, quanto mais ser mentiroso compulsivo."

29 Julho 2016

"Que ele é doente já todos sabemos e de facto há por ali muita superficialidade e até falta de noção do ridiculo." 

16 Agosto 2016

"Que ele é alucinado não tenho duvidas."

12 Setembro 2016

"O Bruno Carvalho quer (e parece estar devagar a conseguir) implementar em Alvalade o mesmo estilo lampião: sobranceiro, arrogante, anti-desportista, provocador, ordinário e com grande tendência para a mentira."

13 Setembro 2016

"Já viu tipo mais snob e emproado, armado ao pingarelho do que o Carvalho? "

23 Setembro 2016

"Vale e Azevedo era mais inteligente e rebuscado mas tem lá muita coisa parecida neste, nomeadamente encontrar nos respectivos clubes um meio para viver, a tendência para a mentira, o narcisismo e o messianismo. 

3 Outubro 2016

"Como bom mentiroso que é, acredita mesmo que é um ser providencial e o salvador do Sporting."

4 Novembro 2016

"Sinto vergonha do Presidente que temos e que quase todos os dias nos envergonha."

14 Novembro 2016

"Envergonho-me cada vez mais de termos o Bruno Carvalho como presidente do meu clube."

15 Novembro 2016


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Mais uma entrevista de Pedro Madeira Rodrigues, desta vez ao jornal A Bola. Mais um imenso vazio ao longo de duas páginas impressas: pelo menos metade das perguntas ficam sem resposta. O resto é um festival de lugares-comuns.

Que chega a ser confrangedor.

 

Alguns exemplos, que transcrevo com a devida vénia:

« - Que planos tem para o futebol do Sporting no caso de ser eleito presidente?

- Vai passar tudo por uma aposta estratégica em aproveitar bem a Academia, em ela voltar a ser líder e para isso a primeira coisa que temos de fazer é apostar nas pessoas certas. Vão perceber, com a apresentação da nova estrutura, que vamos fazer esse caminho. (...)

- E quem pode fazer isso, que pessoas?

- Temos pensado um nome de coordenador para o futebol mas que seja simultaneamente uma pessoa para a formação e que tenha depois uma relação directa com uma pessoa que na minha cabeça pode ser alguém que está na estrutura mas com quem não posso falar antes.

- E no futebol profissional? É inevitável falar do treinador...

- É e isso já articulado com este coordenador para o futebol. Já prometi aos sportinguistas que vou apresentar o treinador antes das eleições e é isso que vou fazer.

- E sobre um director desportivo?

- Não lhe chamaria um director desportivo, será um coordenador para o futebol profissional mas também para a formação.

(...)

- E quantas contratações [de jogadores] cabem nesta equação?

- Terei de ver com o meu coordenador, com o meu treinador. Mas não estou a pensar em fazer 15 contratações de uma vez. isso não é sustentável e não ajuda à competitividade. Agora este plantel tem evidentes lacunas, apesar das mais de 100 contratações...

- Que lacunas são essas?

- Não vou ajudar a desestabilizar a equipa. Para mim os jogadores do Sporting são os melhores do mundo.

- E para a estrutura da SAD?

- Serei o presidente e depois o mais importante para as pessoas, para além da parte financeira, que também vou ter, será esse coordenador para o futebol. [Em] ligação estreita com o treinador, que também fala comigo, claro, e depois o tal coordenador que terá uma pessoa a apoiá-lo no scouting e obviamente um team manager, alguém próximo da equipa com quem os jogadores possam ter um à-vontade, um desabafo, que incentive. (...)

- E quando saberemos os nomes dessas pessoas?

- Vou apresentar todos em conjunto, muito em breve.

 

Mais do mesmo: uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma.

Faltam onze dias para o escrutínio.


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20 Fev 17
Não acerta uma
Pedro Correia

O candidato alternativo à presidência do Sporting não acerta uma. Andou três semanas a alimentar a hipótese de trazer  Marcelo Bielsa para Alvalade. Azar: o argentino acabou de assinar pelo Lille, onde ficará duas épocas.


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17 Fev 17

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Há quatro anos, no início da campanha eleitoral, publiquei aqui um texto em que dava nota da minha "declaração de desinteresse" em relação aos candidatos que disputavam a presidência do Sporting. Não porque me fosse indiferente o destino do clube, longe disso, mas porque considerava que tanto Bruno de Carvalho como José Couceiro tinham mérito suficiente para assumirem a presidência leonina e reerguerem esta instituição secular após o descalabro do consulado de Godinho Lopes.

Ao contrário do que alguns receavam, a campanha decorreu com elevação e foi capaz de mobilizar um número inédito de sócios, sensíveis mais que nunca à necessidade de marcar presença nas urnas num momento em que se agigantavam as incógnitas sobre o futuro do Sporting.

 

Desta vez a situação é diferente. A eleição de 4 de Março destina-se a avaliar o mandato de Bruno de Carvalho, que assumiu funções num dos momentos mais difíceis de sempre em Alvalade. Os sócios ditarão se deve ou não permanecer mais quatro anos no cargo. Quanto a mim, nem hesito: respondo afirmativamente. Se é certo que houve erros e equívocos, não é menos verdade que no balanço geral o actual presidente merece nota muito positiva. Por motivos que elencarei noutro texto, mais circunstanciado.

Este destina-se apenas a divulgar a minha opção. Diferente da que exprimi em 2013 e que me vincula apenas a mim, naturalmente - não ao blogue, que manterá o tom plural que sempre teve nem aos meus colegas do És a Nossa Fé.

Aqui cada um escreve o que quer.

Aqui cada um pensa por si, respeitando as opiniões alheias.

 

Cumpre acrescentar que esta posição se deve não apenas ao mérito de Bruno de Carvalho mas também à circunstância de ter como único rival Pedro Madeira Rodrigues, sobre quem faço um juízo muito negativo.

Ao indagar onde esteve o candidato alternativo nestes quatro anos, e que posições assumiu ao longo deste período, descubro apenas que permaneceu entrincheirado num blogue, desferindo flechas ao elenco directivo, técnico e desportivo do Sporting, a coberto de um pseudónimo.

Não deu a cara, não assinou opiniões em nome próprio, ninguém deu por ele até sentir enfim a ambição de correr para a presidência.

É um péssimo cartão de visita.

 

Evito emitir juízos de carácter a respeito seja de quem for, mas o percurso de Madeira Rodrigues ao longo destes quatro anos fala por si. E nada me diz de positivo.

Quanto a Bruno de Carvalho, e apesar de todas as insuficiências e todas as sombras de um mandato que ninguém imaginaria fácil por ter sido iniciado com o Sporting a bater no fundo, merece o meu apoio. Recordemos, a propósito, como estava o clube há quatro anos e como está agora: basta esta comparação para desfazer as dúvidas dos indecisos. E dizer ao presidente que não somos ingratos.

Haveria certamente outros momentos para mencionar isto. Mas a ocasião mais adequada é mesmo agora.


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10 Fev 17

É aproveitar, o candidato/mestre de obras/empreiteiro Madeira faz-lhe o trabalho em conta.

 

Não é que eu não gostasse de ver aquele fosso tapado e a côr das cadeiras mudada (a mim calhou-me uma inestética laranja), mas mesmo não sendo do ramo, cheira-me que um milhão e meio para fazer aquela obra será apenas para o projecto. É que esse valor, nem para as cadeiras chegará. Digo eu...


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Esqueça essa obsessão quase infantil com Jorge Jesus: o seu adversário chama-se Bruno de Carvalho. Pare de carpir mágoas pelo despedimento de Marco Silva: estas eleições são no Sporting, não no Hull City. E por falar em treinadores: já era tempo de anunciar quem será o seu. Evite transformar os jogadores em arma de arremesso eleitoral: a equipa deve manter-se à margem desta contenda. Como autor de um musical e feliz premiado de concursos televisivos, incluindo um intitulado Destino X, não gaste energias a comparar currículos com o seu antagonista. Reconheça-lhe mérito, algo que o seu alter ego City Lion jamais faria. Limite-se a dizer que é capaz de gerir com mais eficácia o clube e apresente três ideias novas aos sportinguistas (tentar encher o fosso e mudar a cor das cadeiras não vale). Lembre-se que o ódio é sempre péssimo conselheiro. O seu mandatário, admirador de Bruno, sabe isso muito bem.


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03 Fev 17

Imaginem o candidato Madeira Rodrigues, caso fosse eleito presidente do Sporting, a escolher o treinador, o director desportivo, os jogadores, os financiadores e os parceiros estratégicos do nosso clube com idêntica argúcia à que usou para escolher o mandatário da sua candidatura, afinal um admirador confesso de Bruno de Carvalho que aproveitou a primeira exposição mediática ao seu dispor para fazer rasgados elogios ao líder leonino.

Isto só aconteceu, valha a verdade, porque Madeira Rodrigues optou por faltar à apresentação oficial da sua própria candidatura junto dos órgãos sociais do Sporting. Em vez de comparecer em Alvalade, o adversário de Bruno de Carvalho preferiu voar para Londres, onde foi visto a passear de metro e num jogo de futebol. O que diz tudo sobre as suas prioridades.

Eis uma opção quase tão incompreensível como a escolha do mandatário. Mas numa coisa ao menos ele se distingue: é capaz de ultrapassar tudo e todos em amadorismo. Nada recomendável para um clube onde se exige gestão profissional.


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01 Fev 17
Carácter
Pedro Correia

Tenho ouvido apoiantes de Madeira Rodrigues aludir a supostas questões de "carácter" para justificarem o seu voto anti-Bruno de Carvalho no Sporting.

Motivo acrescido para eu esperar a primeira entrevista em que algum jornalista se atreva enfim a perguntar ao candidato - com todas as letras - se é verdade ou não que durante três anos, sob anonimato, insultou o presidente, o treinador, o director desportivo e vários jogadores do nosso clube.


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27 Jan 17

 

É espantosa a impreparação de Pedro Madeira Rodrigues. Depois de ter referido vinte vezes em duas entrevistas o nome de Marco Silva, lamentando sem cessar que o actual técnico do Hull City tivesse sido empurrado do Sporting por Bruno de Carvalho, anuncia agora ele que empurra por sua vez Jorge Jesus caso vença a eleição de 4 de Março. Sem ao menos ter reparado que logo no dia seguinte disputamos um jogo crucial contra o V. Guimarães.

A imaturidade deste homem que durante três anos arrasou corajosamente Bruno de Carvalho sob pseudónimo num blogue fica bem evidente na forma como ficou prisioneiro da sua própria armadilha. Quis fazer peito, utilizando o treinador como arma de arremesso contra o actual presidente, e acabou por receber de ricochete o tiro que ele próprio disparou.

Jorge Jesus é o Marco Silva de Madeira Rodrigues, como ficou patente na mais recente entrevista televisiva concedida pelo candidato.

 

Durante duas longas horas, à CMTV, o autoproclamado "Trump português" conseguiu uma vez mais chegar ao fim sem nada ter proferido de substancial.

Diz que tem investidores prontos a pôr dinheiro no Sporting. Não diz quem são.

Diz que tem uma solução financeira para o afastamento de Jesus. Ficou por explicar qual é.

Diz que tem uma lista de três treinadores alternativos ao actual. Mas não desvenda nenhum deles.

Diz que já escolheu um novo director desportivo. Mas guarda segredo: ninguém fica a saber de quem se trata.

Diz que tem "facilidade para trazer jogadores". Faltou dizer quem.

 

O candidato fala como quem sopra bolas cheias de espuma: anda há um mês na estrada e de concreto sabemos apenas que despediria o treinador mal chegasse à presidência sem lhe pagar a justa indemnização que a lei prevê. Vinte módicos milhõezitos, quantia que daria para construir dois pavilhões para as modalidades, montante superior à dívida assumida pelo Sporting à Doyen.

Mandato iniciado a rasgar um contrato, assegura o homem que acusa Bruno de fazer o mesmo.

Vá lá a gente entendê-lo. E vá lá ele entender-se a si próprio. Nesta altura do campeonato já percebeu certamente que é muito mais fácil escrevinhar sob pseudónimo num blogue do que concorrer à presidência do Sporting.


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26 Jan 17

«Não vamos ladrar tanto.»

Madeira Rodrigues, ontem, em entrevista à CMTV


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23 Jan 17

Madeira Rodrigues bem tenta levantar voo mas não consegue. Convidado ontem pela TVI 24 para falar do programa que propõe aos sportinguistas, cometeu três erros básicos, entrou em manifesta contradição com aquilo que proclama e alimentou um tabu que não quis ou não soube desvendar.

 

Primeiro erro: aceitou ficar sentado ao lado de um representante do Benfica, Domingos Amaral. Que logo aproveitou para enaltecer a "coragem" do candidato em concorrer à presidência do Sporting.

Segundo erro: aceitou passar quase todo o tempo a debater com José Eduardo, que ali funcionou como uma espécie de alter ego de Bruno de Carvalho. Sem que Bruno necessitasse de lá estar.

Terceiro erro: aceitou responder ao moderador quando este lhe pediu para fazer uma avaliação de Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira. "Têm mérito", admitiu. Com manifesta impreparação e ingenuidade: elogiar os presidentes dos clubes rivais não parece a melhor estratégia para ganhar votos no Sporting.

 

Contradição: reiterou que quer despedir Jorge Jesus e Octávio Machado se conseguir vencer o escrutínio de 4 de Março. Rasga portanto, logo no primeiro dia de mandato, os contratos que ligam estes profissionais ao Sporting - logo ele, que acusa Bruno de rasgar contratos.

 

Finalmente, o tabu: o candidato não esconde as saudades que sente de Marco Silva - ao ponto de tê-lo mencionado doze vezes(!) nesta singular entrevista. Mas estará Marco - agora no campeonato inglês - de volta a Alvalade como putativo sucessor de Jesus caso Madeira Rodrigues ascenda à presidência? Nenhuma resposta: o enigma persiste.

"Temos o perfil identificado", foi a informação mais concreta que debitou.

 

Quando se pede clareza a um candidato e ele opta por se envolver em nevoeiro, mesmo sem se chamar Sebastião, o resultado é este: fica a meio caminho entre quase nada e coisa nenhuma.


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20 Jan 17
Pum! Um tiro na candidatura
Edmundo Gonçalves

O homem vem mesmo cheio de dinheiro. Ou não.

Já tem 20 milhões de lado. Ou não.

 

Eu digo que é Lebre, o apelido...


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Pedro Madeira Rodrigues, candidato à presidência do Sporting, revelou ter tomado esta decisão no dia 2 de Dezembro, quando o Benfica foi perder à Madeira.

Declaração inexplicável: em que é que um jogo disputado entre o Marítimo e o SLB pode relacionar-se com a liderança leonina?

 

Começou mal, a 27 de Dezembro, ao anunciar a candidatura. Sem divulgar as linhas gerais do programa que pretendia apresentar aos sportinguistas nem nenhum dos nomes que o acompanhariam nesta corrida.

No Ano Novo, tempo festivo, lançou uma mensagem aos sócios em que trocou o espírito positivo dessa quadra por uma ferroada sem sentido a Bruno de Carvalho.

Depois protestou contra a marcação da data da eleição para 4 de Março alegando que lhe retirava tempo de campanha. Enquanto adiava para 19 de Janeiro a apresentação do programa e da equipa, como se afinal tivesse todo o tempo do mundo.

A 4 de Janeiro deu uma longa entrevista ao Record em que continuou sem divulgar nada, refugiando-se em declarações vazias. Esta, por exemplo: "Quero apostar em contratações círúrgicas." Ou esta: "O trabalho de um presidente nunca pode ser um trabalho isolado."

Bruno de Carvalho só pode ter agradecido: com "rivais" assim pode ele bem.

 

16 de Janeiro procurou mostrar músculo da pior forma possível: replicando lugares-comuns que nos habituámos a ouvir a benfiquistas nos últimos meses.

Bruno continuou a agradecer, certamente.

 

Ontem, enfim, apresentou nomes e rostos e metas programáticas. Mas sobre a matéria que mais interessa aos sócios, o futebol, foi vago e parco em palavras. Enredou-se em contradições e deu ênfase a  temas que nem deviam constar de um programa eleitoral, como este: "Impor a utilização do nosso equipamento principal tradicional e travar a banalização e excessiva secundarização do equipamento Stromp, com utilização apenas em ocasiões relevantes."

Entretanto não hesitou em utilizar os jogadores como arma de arremesso contra o actual presidente, quebrando uma regra essencial nestas campanhas.

Eu, se estivesse no lugar de Bruno de Carvalho, ficaria irritado com esta pérola de mau-gosto. Mas, enquanto recandidato à presidência, voltaria a agradecer.

 

Hoje, superando-se em total falta de senso, o gestor que ambiciona a cadeira do poder leonino veio declarar alto e bom som: "Jorge Jesus não será o meu treinador." Desmentindo tudo quanto dissera antes e sem esclarecer como conseguirá munir-se de mais de vinte milhões de euros (o equivalente a dois pavilhões João Rocha) para pagar indemnizações ao treinador e restante equipa técnica. Pior: omitindo o nome daquele que gostaria de ver no lugar de Jesus, como se os sócios não tivessem o direito de saber quais são as suas escolhas.

"Agora não queria também perturbar mais... Quando tiver a escolha, vocês saberão", balbuciou perante os jornalistas, reconhecendo ter perturbado o futebol leonino, na véspera de um encontro decisivo no Funchal, e confessando assim total impreparação para assumir o cargo que tanto ambiciona.

Era difícil fazer pior em tão pouco tempo.

 

Em resumo: Pedro Madeira Rodrigues é um candidato tão fraco que começo a convencer-me que não será o único nem muito menos o principal concorrente do actual líder leonino.

Por outras palavras: a verdadeira campanha eleitoral ainda não começou.


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Prometer e gastar
Pedro Correia

Pedro Madeira Rodrigues, como acentuou ontem na tardia apresentação do seu programa eleitoral e dos nomes de quem o acompanha na candidatura aos órgãos sociais do Sporting, mostra-se preocupado com as finanças leoninas, argumentando que "a actual Direcção está numa perigosa deriva despesista".

É uma acusação que não cola com o rol das suas promessas eleitorais. Madeira Rodrigues propõe-se construir um velódromo, um clube naval, um centro de estágio no norte do País e uma "residência sénior" para antigos atletas. Como se o clube não estivesse afinal numa "perigosa deriva despesista".

Aguardarei pelo próximo encontro do candidato com os jornalistas. Talvez então consiga perceber como consegue ele meter no mesmo saco aquela acusação e as promessas agora feitas. Até demonstração em contrário, uma coisa não joga com a outra.


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17 Jan 17

 

«Dizem-me que os jogadores já não respeitam nem ouvem o presidente.»

Pedro Madeira Rodrigues, ontem, na Rádio Renascença

 

«Neste momento o presidente perdeu o balneário, não tenho dúvida nenhuma.»

Pedro Guerra, ontem, na TVI 24

 


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13 Jan 17
Onde está o Wally
Edmundo Gonçalves

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Escuso-me a escrever o nome do lampião que esteve presente no jantar em Moscavide.

Cada tiro, cada melro, ó City.

 


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12 Jan 17
Ui, que medo
Edmundo Gonçalves

Estou com tanto medo, que acabei por decidir subscrever a candidatura do presidente.

É oficial e uma declaração de intenções.

Não esperem muita imparcialidade quanto ao acto eleitoral, portanto, mas um tipo que acusa outro de falta de ideias e projecto, quando já falou em público bastas vezes e nem uma ideiazinha para amostra apresentou, não merece que se lhe dê muito crédito. Vale-lhe o apoio do Severino, com o peso dos seus 1,2% nas últimas eleições, agora que já não tem nenhum livro para lançar. Se for preciso eu conto.


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11 Jan 17
Madeiraaaaaaa
Edmundo Gonçalves

 

 É mais ou menos isto... 

Alguma coisa que tenha interesse, para além de ataques ao adversário, qual lampião , continuamos à espera.


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04 Jan 17

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Pedro Madeira Rodrigues perdeu hoje outra oportunidade para anunciar ao que vem e o que propõe de diferente. Oito dias depois de comunicar que participaria na corrida à presidência do Sporting, deu uma entrevista publicada na edição de hoje do Record na qual persiste em deixar sem resposta diversas perguntas relevantes.

Profere frases floridas e arredondadas, que qualquer adepto pode subscrever. Esta, por exemplo: "Quero que Rui Patrício e Adrien fiquem no Sporting para sempre." Ou esta: "Capacidade de trabalhar em equipa - isso eu tenho, muito forte. O trabalho de um presidente nunca pode ser um trabalho isolado, sozinho."

Mas nada adianta de concreto quanto ao seu programa eleitoral. Quando os jornalistas, cumprindo o seu papel, o interrogam a este respeito, refere apenas: "Queremos apostar em contratações cirúrgicas, pois não nos podemos dar ao luxo de falhar tanto, como tivemos ao longo deste período. (...) Isso e normalizar a relação com os agentes que foram ostracizados. Uns são melhores, outros piores, mas temos de saber lidar com eles."

Melhorar a relação com os agentes é, portanto, aquilo que até agora mais se destaca do invisível programa do candidato que se propõe suceder a Bruno de Carvalho. Além disso, pretende "falar com normalidade" com Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa, enterrando "este clima de guerra", enquanto aproveita para revelar que tem "amigos em comum" com os presidentes do FCP e do SLB.

 

Perguntam-lhe se dispõe de apoios financeiros.

Responde com platitudes: "Vamos ter de encontrar formas alternativas de receitas. Vejam este exemplo: quando chego a Lisboa de avião, vejo que a pala do estádio não está a ser aproveitada. Temos de apostar na área do marketing, temos de trazer mais associados. Neste momento há 60 [mil], 70 mil sócios pagantes mas podemos rapidamente duplicar esse número".

Diz já saber quem será o seu director desportivo, mas recusa divulgar o nome: "Está na minha cabeça e na próxima semana vai ser anunciado".

Assegura que trabalhará com Jorge Jesus, "embora noutro enquadramento" que fica por especificar. Enquanto deixa rasgados elogios ao antecessor do actual técnico, ao ponto de o jornal intitular a entrevista desta forma: "Bruno perdeu o rumo com Marco Silva."

 

Fala em capacidade de liderança, mas desta entrevista desprende-se um tom ambíguo e confuso nas mais diversas matérias. Critica Bruno de Carvalho por ter promovido auditorias aos mandatos anteriores enquanto admite que "faz sentido" auditar o mandato do actual presidente. Sobre a questão dos 22 campeonatos, reconhece que "podemos ter alguma razão nisso" sem adiantar o que pensa ao certo sobre o assunto. Sobre os vouchers, concede que "talvez a prenda seja exagerada", mas é incapaz de esboçar qualquer crítica ao comportamento do Benfica.

Considera "evidente" que as arbitragens têm prejudicado a carreira desportiva do Sporting, mas apressa-se a dizer que "esta suspeita geral pela arbitragem é terrível e é outra coisa que queria muito mudar no Sporting".

Jura "nunca falar mal de qualquer jogador do Sporting" enquanto assegura que "para ganhar mais falta o presidente certo, a equipa certa, os jogadores certos".

 

Madeira Rodrigues diz tudo e o seu contrário, procurando agradar a um auditório tão vasto quanto possível - incluindo benfiquistas, portistas, árbitros e agentes dos jogadores. Mas o seu projecto continua a ser um imenso vazio e a equipa que irá propor aos sportinguistas permanece uma incógnita.

À semelhança de certos políticos, de tanto querer contentar todos arrisca-se a não agradar a quase ninguém.


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02 Jan 17

Faz hoje um mês que Pedro Madeira Rodrigues, segundo ele próprio revelou, decidiu candidatar-se à presidência do Sporting. E faz amanhã uma semana que tornou pública essa intenção.

Passado todo este tempo, continuamos à espera do programa eleitoral do candidato. E da lista integral dos seus apoiantes. E do elenco que propõe para os órgãos sociais leoninos.

Mas vá lá, nem tudo está paralisado nesta candidatura que faz que anda mas não anda: já ficámos a saber que Madeira Rodrigues "vai de metro ver os jogos do Sporting, utilizando a linha amarela".

Poupa em combustível. Ao menos isso.


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30 Dez 16

Alguém tem visto Pedro Madeira Rodrigues? O candidato assumido à presidência do Sporting apresentou-se aos sócios na terça-feira e desde então eclipsou-se dos olhares públicos.

Emitiu um comunciado de protesto contra a marcação das eleições para 4 de Março, alegando ser um  "calendário curto", mas estranhamente parece apostado em encurtá-lo ainda mais. É o que se conclui da sua intenção de apenas divulgar o programa eleitoral e os nomes que propõe para os órgãos sociais leoninos no dia 19 de Janeiro - ou seja, daqui a três semanas.

Só aí a sua campanha começará verdadeiramente.

Não deixa de causar estranheza tanto tempo para formar listas por parte de um candidato que já confessou ter tomado a decisão da candidatar-se à presidência do Sporting a 2 de Dezembro: "Decidi candidatar-me após a derrota do Benfica contra o Marítimo". É caso para perguntar: o que fez de então para cá?


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28 Dez 16

Confesso que nunca tinha ouvido falar em Pedro Madeira Rodrigues. Problema meu, assumo. Garantem-me vários sportinguistas que ele "interveio" nos últimos anos oculto num pseudónimo, disparando algures farpas a torto e a direito contra a direcção leonina. Se isso for verdade, faz sentido que eu seja incapaz de associar o recém-anunciado candidato à presidência do Sporting a qualquer posição pública emitida de 2013 para cá: pseudónimos, para mim, só valem na literatura. Num debate de ideias, seja político ou desportivo, só por manifesta cobardia haverá quem recorra a um expediente destes.

Seria portanto para sportinguistas tão ignorantes a seu respeito como eu que Madeira Rodrigues deu há poucas horas a cara, em duas ocasiões, para dizer quem é e ao que vem. Primeiro numa conferência de imprensa, depois numa entrevista ao principal serviço noticioso da CMTV.

Acompanhei as suas declarações com atenção. O que disse, lamento registar, foi muito pouco: emitiu uns lugares-comuns sobre a necessidade de alterar a gestão, garantiu que manteria o treinador e que não iria pronunciar-se sobre jogadores, e disparou algumas críticas a Bruno de Carvalho, acusando-o de copiar "o Pinto da Costa da década de 80". Sem reparar, aparentemente, que estas palavras constituíam um elogio implícito ao presidente do Sporting: naquela década, o FC Porto somou títulos e até se sagrou campeão europeu.

Sobre programa e metas e núcleo dirigente, nada. Sobre o que pretende alterar em concreto, além de propor um estilo mais dialogante, coisa nenhuma. Perdeu portanto a primeira oportunidade para fazer a diferença e mostrar aos sportinguistas o que realmente o faz correr. Aguardarei pelas próximas. Mas, como dizia o outro, não há segunda oportunidade para causar uma primeira impressão.


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