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És a nossa Fé!

O estafeta de Vieira

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«Estás a expor-te muito na TVI. Eles querem é audiência. Não podes ser transformado num produto Nestlé. Eu próprio vivi esse problema quando vim para o Benfica, mal aconselhado. Não fales do Jesus, mas sim do treinador do Sporting. Parece que estamos órfãos. Hoje o tema é o condicionamento da arbitragem. Não vás ao programa sem falar comigo. Depois liga.»

Uma imensa desvergonha

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É preciso ter uma enorme desfaçatez para vir agora, com palavras doces e asinhas de anjo, ler um papel onde vem escrita a frase "Temos de comunicar 'Benfica, Benfica', estar acima do ruído e ignorar os medíocres."

 

Quem agora quer estar "acima do ruído" é o mesmo que plantou nas pantalhas dois dos maiores arruaceiros de que há memória nos anais do futebol palrado; o Guerra e o Ventura, por esta sequência cronológica. Dois sujeitos que, sem nada perceberem do jogo jogado, transformaram os debates televisivos em guerras verbais sem Convenção de Genebra, onde a calúnia substitui o argumento e vale tudo menos tirar olhos.

Quem assim fala é o mesmo que sustenta uma rede de cartilheiros municiada por um profissional da intriga.

Quem assim fala é o mesmo que tutela uma estrutura de comunicação capaz de difundir vídeos manipulados, como ainda há dias todo o País testemunhou.

Quem assim fala é o mesmo que teve o desplante, há uns anos, de invadir um estúdio de Carnaxide, interrompendo a emissão da SIC em directo só porque não lhe estava a agradar aquillo que ouvia.

Quem assim fala é precisamente o mesmo que se permite alimentar claques ilegais que andam há anos a cometer crimes de ódio, com lamentável impunidade, nos principais estádios portugueses.

Quem assim fala é indiscutivelmente o mesmo que se atreveu a profanar a memória de um adepto leonino assassinado, insinuando que ele nunca devia ter-se atrevido a aproximar do estádio do Benfica à hora a que foi morto, como se isso alguma vez pudesse ser justificação para tal homicídio.

 

É, de facto, necessário ter uma enorme desfaçatez. Direi até: uma imensa desvergonha.

Vieira 'vintage'

«Pedro Guerra? O que sabe de arbitragem? Pergunta a 20 pessoas se é ou não penálti. Ele enche a mesa de papéis, tem medo de errar, até parece merceeiro.»

«Um já perdeu. Cada vez que fizeram aliança ficaram sempre pelo caminho. Bem podem ir buscar em Janeiro cinco, seis jogadores, não vão ganhar nada.»

«Nunca almocei com um árbitro, nunca fui mal criado para nenhum, nunca estive no túnel ao intervalo a chamar filho da p***.»

 

Jogando em casa, em entrevista à BTV

Jesus derrota Vieira

Luís Filipe Vieira não tem registado só derrotas em campo: está a ser derrotado também nos tribunais. Lembram-se da maior indemnização de sempre exigida na justiça portuguesa tendo por alegado queixoso o Benfica e por alvo o actual treinador do Sporting? Pois: 14 milhões de euros que se preparam para voar ainda para mais longe do que a presença encarnada nesta Liga dos Campeões.

Soma e segue. A justiça tarda mas não falha.

Conversa da treta

Com o afastamento do guarda-redes Bruno Varela, acabou-se o que restava da formação no onze titular dos lampiões. Dizia Luís Filipe Vieira que queria ter "quatro ou cinco jogadores da formação" integrados na equipa principal, sonhando até com os encarnadinhos do Seixal a formarem a "espinha dorsal" da equipa das quinas. 
Ao que consta, disse estas bojardas sem se rir. E houve quem acreditasse.

Quando mais se entranha, mais se estranha

Inacreditáveis as declarações do presidente do Benfica, a tomar toda a gente por parvos, a começar pelos adeptos e sócios do clube. Desconhece que existam claques?! Ou que o estádio tenha sido interdito. Digam-me outro clube que tenha sido tetra campeão e que tenha passado uma pré-época sem um único jogo no seu estádio. Repito: a equipa que domina o futebol português não joga no seu estádio perante os seus adeptos porquê? O mais incrível é perceber-se que ninguém parece ter-se dado conta ou ter-se incomodado, do simples adepto ao sócio, passando pelo imigrante, ou claro pelos estagiários, repórteres, colunáveis, colunistas e demais figurões. A ideia com se fica é que para Vieira o que interessa são outras coisas, que me escuso a nomear. Para Vieira e para os benfiquistas.

Caiu-lhe de vez a máscara

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Luís Filipe Vieira era inteiramente livre de aceitar ou recusar o convite que Bruno de Carvalho lhe dirigiu para se sentar a seu lado na tribuna de Alvalade.
O que não tinha era o direito de, na própria casa do adversário, aproveitar a ocasião para disparar um  chorrilho de insultos perante o anfitrião do Sporting-Benfica, comparando-o a um  criminoso e cadastrado - o pior que houve desde sempre no futebol português, por acaso antigo presidente encarnado.
Se as coisas estavam mal, graças a Vieira ficaram pior. Sem o menor respeito pelo adepto assassinado naquele mesmo dia, já de triste memória.
Único ponto favorável ao presidente do SLB: desta vez não se escudou no putativo "sentido de Estado", mandando papagaios lançar napalm por ele em três canais de televisão. Desta vez surgiu ele próprio com artilharia pesada, sem ambiguidade nem hipocrisia.

Caiu-lhe de vez a máscara.

Tratar da vidinha

Não que fosse difícil, não o era claramente, mas acertei na data da “entrevista” que Luís Filipe Vieira concedeu ao jornal A Bola. Uma amena cavaqueira, onde logo no começo o senhor que faz as perguntas avisa, com recato mas também com indisfarçável orgulho, que as seguintes 7 páginas nos trazem a já tradicional entrevista ao presidente do Benfica de início de ano. Avisa-nos deste modo que estamos perante um serviço que lá pela travessa da queimada julgam ser imprescindível aos seus leitores. A conversa de café discorre leve e serena, com o senhor Delgado talvez embevecido com as prontas e desenvoltas respostas de LFV às suas inoportunas questões, não consegue contraditar o entrevistado com questões absurdas e que pouco interesse teriam para os dedicados e fies leitores. No cenário idílico e prazenteiro, sinónimo de excelentes festividades naturais desta época, tivemos acesso a um diálogo entre alguém que não tem coragem nem ordem para importunar gente crescida e gente crescida com respostas para não ser incomodado. Com direito a várias fotos de estadista, naturalmente sobressai uma foto central onde acidentalmente aparece o patrocinador das camisolas do clube, A Bola resolve auxiliar ainda mais este patrocinador com uma legenda gorda com alusão a viagens aéreas de sonhos (ainda, presumimos, restos da quadra festiva). Com souplesse passa por cima de assuntos vários que poderiam trazer questões delicadas associadas, mas que raio, estamos numa conversa de café, com sonhos a levantarem voo, não havia claro qualquer necessidade de ali introduzir questões que pudessem manchar a dignidade do jornal. Assim ficamos todos a saber que por opção do presidente do Benfica o famoso kit que é oferecido a todos os árbitros que, sortudos, vão à luz participar na festa, já não possuem um jantarinho para 4-pessoas-4, em doses individuais. O maroto do garoto impede assim a magnanimidade do líder encarnado, por que a cortesia era simplesmente isso, uma cortesia de centenas de euros. Vai também haver um hotel do Benfica (como já li no twitter, sem elevador, para os convidados serem levados ao colinho). De resto temos os lugares comuns de serem superiores a todos, humildes e trabalhadores. De não agitarem nem maldizerem o futebol luso, como o garoto, porque não devemos chafurdar na lama pois inadvertidamente podemos estar a impedir negócios multimilionários que se perspectivam para o novo ano que agora começa. Amiúde o senhor que coloca as questões fala de saídas de alguns jogadores, questões essas prontamente respondidas com ar, mas ar do aceitável, daquele que não permite contraditório. São deste modo preenchidas 7 páginas da edição de hoje d`A Bola. No fim o senhor que coloca as questões, rendido ao esplendor que ilumina o líder que tem na sua frente, poisa a pena e exulta com a cabeça entre as orelhas; entrevista difícil mas perfeita, o objectivo foi cumprido, aprende Diamantino.

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