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És a nossa Fé!

As opções de Jorge Jesus

Dei por mim a pensar nalgumas das declarações que Jorge Jesus foi proferindo nas últimas semanas, culminadas na ideia de conquistar a Liga Europa (troféu que nunca conseguiu no outro lado da segunda circular).

Ouvi alguns desabafos de sportinguistas por causa da felicidade de JJ enquanto treinador do nosso rival. De forma desapaixonada entendo o que o nosso treinador pretendeu dizer.

Desde 2015 até agora o Sporting ganhou unicamente dois troféus: a supertaça em 2015 e recentemente a Taça da Liga (a tal de pouco prestígio). Fora isto, zero títulos. Mas JJ ao apelar ao seu currículo tentou erguer a moral leonina, como se fosse um General a puxar pelas tropas antes de uma batalha.

Se há mérito de Jesus nos tais títulos ganhos no outro lado da estrada, também é verdade, pelo que temos recentemente percebido, que não foi somente dentro das quatro linhas que os títulos foram conquistados.

Ora no Sporting nunca JJ teve essa espécie de lastro que segura as equipas, quando as coisas correm menos bem. Bem pelo contrário…

Nesta altura a equipa leonina ainda se mantém em três frentes, com o natural desgaste de jogadores para além de castigos e lesões. Mesmo com mais opções no banco que na época anterior, ainda assim os desafios que se aproximam são cada vez mais difíceis e JJ terá de gerir a equipa com pinças.

Escrevi tudo isto para dizer algo que é unicamente a minha sensação: o treinador irá apostar as fichas todas na Liga Europa, troféu que Jorge Jesus deseja ardentemente ganhar.

Para nós sportinguistas o desejo é, obviamente, muuuuuito diferente. O caneco do campeonato é para nós primordial. Mas a verdade é que já não dependemos só de nós para o conquistar.

E Jorge Jesus já percebeu isso!

Sorteio amigo!

Ditou o sorteio de hoje que na próxima eliminatória da Liga Europa enfrentaremos os checos do Viktoria Plzen, uma equipa que teoricamente não é das mais fortes em competição, estando ao alcance do nosso atual plantel.

Outros fatores de interesse, a meu ver, passam pelos jogos Milan-Arsenal e Marselha-Athletic Bilbao que levarão à eliminação de duas das equipas teoricamente mais perigosas, e CSKA Moscovo-Lyon e Lazio-Dínamo Kiev que poderão afastar a possibilidade deslocações complicadas.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Eu show Bruno

O normal no futebol é os jogadores, à medida que se vão integrando nas suas equipas, irem melhorando. No Sporting, não! Ristovski começou por ser um promissor lateral direito, bom a defender e a dar profundidade atacante. Ontem fez um jogo profundamente mau e promete não saír do banco tão cedo. Outro caso paradigmático é o de Ricardinho, a.k.a. Ruben Ribeiro. Estreou-se com um número de magia frente ao Aves, mas desde aí não tirou mais nenhum coelho da cartola e os adeptos aguardam com crescente ansiedade, para não dizer agonia, que um qualquer sortilégio o coloque no lugar privilegiado para alardear a sua superior visão de jogo, o camarote. Bryan Ruiz é mais um exemplo do atrás exposto. O costa-riquenho só não piorou na concretização - também era impossível - e ontem até contribuiu com uma assistência para o primeiro golo da partida, mas o seu impacto no jogo ficou-se por aí, continuando a anos-luz daquele sósia que aterrou em Alvalade na temporada 15/16.

 

Jorge Jesus decidiu finalmente fugir à rotina (ou retina, eu sei lá!!!) e dispôs a equipa num 4-3-3. Bom, na verdade, e dadas as características de Ruben Ribeiro e Bryan Ruiz, a coisa acabou por transformar-se num 4-5-1, com o inconveniente de, mesmo em acção defensiva, os alas não fecharem o seu flanco, abrindo assim verdadeiras autoestradas para os jogadores do Astana percorrerem. Coentrão ainda foi colocando algumas portagens no caminho, obrigando os cazaques - sem Via Verde - a desacelerarem nas suas imediações. Já com Ristovski, os adversários penetraram a seu bel-prazer, assim ao modo de "nada a declarar".

 

Rui Patrício parece ter compreendido os postes, seus recém-aliados: em momentos-chave dos últimos 4 jogos, o guarda-redes viu por 4 vezes a bola beijar os ferros da sua baliza, recusando-se sempre a entrar. André Pinto é o novo Paulo Oliveira, versão 2.0, revelando a mesma sobriedade defensiva e similar dificuldade em iniciar a construção. A seu favor, apenas o ser mais alto. Mathieu fez um jogo contido, de poupança de esforços (e de cartolinas amarelas).

 

Salvou-se o meio-campo central: Palhinha, mais recuado, sempre impetuoso sobre a bola, mostrou ser um jogador a considerar. Foi pena Jesus tê-lo tirado cedo no jogo, não fosse desgastar-se em vão e deixar de ser uma opção para ... a bancada. Assim, entre a falta de ritmo de Dost, motivada pela lesão na grelha costal, e a grelha que Palhinha costuma usar para fazer uns churrasquinhos em dia de jogo, JJ decidiu-se pela opção epicurista (ou será epi-"corista"?). Battaglia fez lembrar o Exterminador Implacável do início da época, destruindo e galgando léguas com a bola, naquele seu estilo de membro da estafeta de 4x100 metros, pese embora entregue demasiadamente a bola no pé, como testemunho da sua boa vontade, em vez de a passar e desmarcar-se. Bruno Fernandes pintou mais alguns Rembrandts e vestiu o seu melhor cazaque de gala (2 golos, um deles, magistral, a mais de 30 metros), mas também soube pôr o fato-macaco para servir a equipa à direita, compensando o desvario de Ruben Ribeiro, durante a primeira parte. Voltou à ala, algures durante a segunda parte, mas aí já foi o complicómetro de JJ a funcionar, juntando William - não entrou propriamente bem - a Palhinha e Battaglia no centro. À medida que a época avança, pese embora mude constantemente de posição, mais se entende que Bruno tem qualquer coisa a mais que todos os outros. É a qualidade de recepção, é o passe, é o remate quase sempre enquadrado, enfim um "show" de bola.

 

Bas Dost marcou um bom golo de cabeça, perdeu outros dois e serviu na perfeição Bruno Fernandes para o terceiro da noite. Dost ainda teve tempo para ter uma lesão muscular numa coxa, a segunda da época, desempatando assim em desfavor da maleita na grelha costal

 

Acuña entrou após o intervalo, mas não brilhou. De destacar a estreia europeia de Rafael Leão. Aqueles arranques com a bola não enganam, está ali um diamante a necessitar de um bom lapidador.

 

Referência ainda para os árbitros de baliza: são um tipo de personagens da mitologia "platiniana" que entram para as estatísticas do turismo e, assim, ajudam as diferentes economias a crescer, para além de proporcionarem momentos de boa camaradagem e de convívio com a restante equipa de arbitragem. Na prática, têm a função de um placebo: não fazem bem nem mal, mas a UEFA fica contente de os ver lá. Hoje, um deles, não viu um jogador cazaque (em fora-de-jogo) tocar, estorvar e passar à frente de Rui Patrício, no momento do primeiro golo do Astana.

 

Nota final para o nosso habitual desleixo nos últimos minutos dos jogos que estamos a ganhar confortavelmente: ontem, essa indolência custou a Portugal 167 milésimas no ranking da UEFA...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

sportingastana.jpg

 

Quente & frio

Gostei muito do nosso apuramento para os oitavos-de-final da Liga Europa alcançado ao fim da tarde de hoje em Alvalade, com mais de 30 mil espectadores nas bancadas apesar de o jogo ter começado às 18 horas de um dia laboral. Objectivo facilitado pela vitória categórica na primeira mão, em Astana, no Cazaquistão, por 3-1. Em boa verdade, nunca esteve em causa a nossa passagem à fase seguinte, até porque o golo inaugural surgiu logo aos 3', por Bas Dost - o mais rápido golo leonino até agora marcado neste estádio para as competições europeias.

 

Gostei dos três golos que apontámos hoje, repetindo a dose da primeira mão, disputada há uma semana. Com Bas Dost a marcar o seu 27.º golo da temporada em todas as competições - do seu jeito preferido, de cabeça, na sequência de uma rapidíssima jogada pelo flanco esquerdo protagonizada por Coentrão e Bryan Ruiz, com o costarriquenho a centrar de forma perfeita. Os dois outros golos vieram assinados pelo melhor em campo: Bruno Fernandes. Aos 53', na sequência imediata de um pontapé de livre, com um disparo à distância de 30 metros, absolutamente indefensável e com direito a ser proclamado o rei dos golos desta jornada europeia. E aos 63', culminando uma tabelinha rápida com Bas Dost, cabendo a assistência ao holandês. Desta vez o sector mais eficaz do Sporting foi mesmo a sua linha avançada. Cereja em cima do bolo: a estreia de Rafael Leão numa competição da UEFA. Ainda júnior, o jovem da formação leonina recebeu forte ovação quando Jesus o mandou entrar aos 74'. Não marcou, mas protagonizou boas movimentações em campo, actuando sobretudo na ala esquerda do ataque.

 

Gostei pouco da falta de intensidade das nossas alas, que quase não existiram no primeiro tempo - exceptuando no lance do golo de Dost. Sem Gelson nem Acuña, os habituais titulares, Jesus optou por Bryan Ruiz à esquerda e Rúben Ribeiro à direita. Ambos foram flectindo para o eixo do terreno, desguarnecendo os flancos e comprometendo a manobra defensiva da equipa, abrindo espaço às incursões do Astana. O ex-Rio Ave, sobretudo, voltou a evidenciar-se pela negativa: sem capacidade de acelerar e esticar o jogo, enredou-se em toques curtos quase sempre lateralizados, perdeu com frequência os duelos individuais e passou a ser assobiado cada vez que tocava na bola. Jesus, sem surpresa, mandou-o tomar duche ao intervalo. No segundo tempo a equipa melhorou bastante logo com a entrada de Acuña e a partir do minuto 60 com a troca de Ruiz por William Carvalho, passando Bruno Fernandes a imprimir enfim acutilância ao flanco direito, onde Ristovski nunca combinou com Rúben nem fez esquecer o ausente Piccini.

 

Não gostei dos sucessivos lapsos defensivos que nos levaram a sofrer três golos - o primeiro aos 37', o segundo quase ao cair do pano, nesse fatídico minuto 80 que nos tem perseguido diversas vezes ao longo da temporada em curso, e o terceiro - fixando o resultado em 3-3 - na sequência de um canto cobrado na última jogada do desafio, já ultrapassados os três minutos concedidos pelo árbitro húngaro como tempo de compensação. E não podemos queixar-nos da ausência de sorte: no minuto inicial da partida e aos 36', o Astana levou a bola a embater nos nossos ferros. Falta de concentração, falta de marcações eficazes, lentidão de reflexos, incapacidade para prever as movimentações dos adversários: falhas que se pagam caras em alta competição. Hoje, via Sporting, custaram também pontos ao futebol português, que anda bem carecido deles no ranking dos países envolvidos em competições internacionais.

 

Não gostei nada de ver Bas Dost novamente magoado, no fim da partida. Erro de Jesus, que devia tê-lo tirado mais cedo, precisamente quando fez entrar Rafael Leão (Palhinha foi então o preterido), sabendo que o holandês esteve recentemente quase um mês afastado dos relvados devido a lesão. Já Coates, Gelson e Piccini ficaram de fora para prevenir excesso de fadiga muscular - precaução elementar nestes tempos em que o Sporting continua a cumprir dois jogos por semana em termos médios. Gostei menos ainda da falta de atitude competitiva de alguns jogadores, que pareceram desconcentrados e com alguma sobranceria no quarto de hora final da partida, quando vencíamos por 3-1. Como se estivessem a cumprir uma tarefa chata, denotando pouco respeito pelo público ali presente, de bilhete comprado e aplauso nunca regateado à equipa. Essa displicência ajudou a abrir caminho aos dois últimos golos sofridos. Espero que tenha servido de lição aos tais enfadados: um jogo só termina quando o árbitro apita para o fim.

Quente & frio

Gostei muito da vitória do Sporting frente ao Astana, na capital do Cazaquistão, em desafio disputado esta tarde, a mais de seis mil quilómetros de Lisboa. Vencemos por 3-1, com golos de Bruno Fernandes (de grande penalidade), Gelson Martins e Doumbia. Um resultado que abre todas as perspectivas de passagem à fase seguinte da Liga Europa: ninguém imagina a equipa adversária a marcar três golos sem resposta na segunda mão desta eliminatória, a disputar de hoje a uma semana em Alvalade.

 

Gostei da categórica exibição leonina na segunda parte após um início de jogo nada auspicioso. Nos primeiros dez minutos da etapa complementar conseguimos três golos. O primeiro aos 47', na conversão de um penálti, após uma eficaz e vistosa tabelinha na ala direita entre Piccini e Gelson Martins, com um defesa do Astana a meter mão à bola. O segundo aos 50', com Gelson (o melhor em campo) a receber de forma impecável e a dar o desfecho que se impunha a um cruzamento de Acuña a partir da esquerda. O terceiro aos 55', na melhor jogada colectiva do encontro, com a bola jogada ao primeiro toque por quatro jogadores: William, Acuña, Bruno Fernandes e Doumbia, que hoje apontou o seu 29.º golo em competições europeias - e o oitavo desta temporada em quatro competições ao serviço do Sporting. Nota importante: o marfinense marcou em todas as vitórias fora do Sporting nas competições europeias, repetindo agora o que já conseguira em Bucareste e Atenas.

 

Gostei pouco que Rui Patrício, no dia do seu 30.º aniversário, tivesse sofrido um golo logo aos 7' na sequência de um brinde da ala esquerda da nossa equipa, ultrapassada em velocidade, e dos centrais André Pinto e Coates, que pareciam adormecidos, chegando muito tarde às acções de cobertura. Mas o aniversariante fez questão de dar um par de prendas aos seus colegas: aos 32', fez duas enormes defesas consecutivas, evitando assim que o Astana chegasse aos 2-0. Funcionaram como o tónico psicológico de que o Sporting parecia necessitar: a partir daí, embalámos para uma grande exibição europeia no piso sintético do Astana, onde (felizmente) ninguém se lesionou.

 

Não gostei do primeiros vinte minutos da nossa equipa, batida em sucessivos lances pelos adversários. Houve várias falhas de posicionamento, sobretudo no corredor central e na ala esquerda. Bryan Ruiz, bem ao seu estilo, imprimia pouca intensidade e quase nenhuma velocidade enquanto segundo avançado, jogando atrás de Doumbia. Bruno Fernandes foi demasiado discreto. Coentrão esteve longe das suas tardes de glória nas competições da UEFA. E Acuña só começou a funcionar no segundo tempo, quando contribuiu para virar o resultado.

 

Não gostei nada do golo limpo anulado a Doumbia aos 40', na sequência de um canto marcado por Bruno Fernandes e de um remate inicial de Coates, com recarga bem executada pelo marfinense. O juiz da partida considerou que o ponta-de-lança leonino estava deslocado - tese que as imagens desmentem. É preciso ter azar: o mesmo jogador vê dois golos legais invalidados por apitadores em dois jogos seguidos para competições diferentes, repetindo-se hoje o que já havia acontecido no domingo em Alvalade.

Quem fala assim...

Não costumo gostar muito do que Jesus diz (prefiro o que manda fazer) mas desta vez acertou em cheio. "Em Portugal, o campeonato é sempre a prioridade e para nós também. Mas nós não vamos rejeitar a possibilidade de chegar à final da Liga Europa. Queremos ir o mais longe possível, sabendo que o sorteio também é determinante. É um sonho, claro que sim. Um sonho que se pode tornar realidade. O Sporting tem todas as condições para chegar à final da Liga Europa. É jogo a jogo". Gosto muito destas palavras. Mostra a ambição e o mindset que os profissionais do Sporting devem sempre ter e ainda por cima é realista. O Sporting, tantos milhões depois, não se pode queixar de jogar duas vezes por semana e tem jogadores de qualidade suficiente para ir até ao fim. Mesmo com Milan, Dortmund, Atlético, Lázio ou Nápoles em prova. 

7-1!

No banco do Astana senta-se o búlgaro Stoilov. O agora treinador já estará a tremer. Em setembro de 1995 marcou em Alvalade, logo aos 8 minutos de jogo mas saiu vergado por uns claros 7-1. Amunike (2), Oceano (2), Pedro Barbosa, Sá Pinto e Paulo Alves fizeram os golos leoninos. Espera-se que o resultado se repita (nem que seja no agregado das duas mãos). É que nos relvados cazaques não há um jogador da qualidade de Stoilov. 

Ricardo Esgaio

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Duas primorosas assistências para os dois golos da vitória do Braga, há pouco, frente ao Hoffenheim. Em jogo disputado na Alemanha. Perante uma equipa que acaba de derrotar o Bayern.

Sei que ele já não é nosso. Mas sei também, paradoxalmente, que continua a ser nosso.

Daí o meu orgulho por esta brilhante actuação dele.

Daí o abraço que daqui endereço ao Ricardo Esgaio.

Ainda em relação ao jogo contra o Dortmund

Declaro que também gostei da atitude da equipa. Não é vergonha nenhuma perder por 1:0 no estádio do Dortmund, em noite de casa cheia (lotação esgotada, com 65.849 espectadores). Mas, tal como o Pedro Correia, lamento a dicotomia: «bons desempenhos frente ao Real Madrid e ao Borussia Dortmund alternados com fraquíssimas exibições frente ao Rio Ave, Tondela e Nacional» (nos comentários). Esperemos que esta situação se modifique.

 

Quanto à transmissão do canal ZDF, tenho a realçar a atitude muito fair-play do jornalista responsável pelo acompanhamento do jogo, que, sem esconder a alegria que lhe proporcionava a vantagem do Dortmund, elogiou o Sporting e a sua Academia (não lhe fixei o nome, peço desculpa, nem o encontro no link da ZDF).

 

Resta-me dizer que espero que consigamos passar à Liga Europa. Sempre é melhor chegar aí longe, do que soçobrar, nos oitavos-de-final da Champions, no primeiro embate com um dos grandes.

Carriço: uma exclusão que ninguém entende

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Um dos maiores erros da gestão anterior à de Bruno de Carvalho foi a precipitada venda de Daniel Carriço, nosso capitão, por valores irrisórios e contra a aparente vontade do próprio jogador. Depois de ter  rejeitado a sua transferência para emblemas mais prestigiados do futebol europeu por números correspondentes ao valor deste profissional, fruto da formação leonina, a direcção de Godinho Lopes deu luz verde à saída, no último dia de 2012, por míseros 750 mil euros para o modesto Reading.

Não tardou que a agremiação inglesa o transferisse por sua vez para Sevilha, por mais de o dobro do que havia custado, comprovando como foi absurda a venda anterior. E Carriço tem brilhado na capital da Andaluzia, ao ponto de ter sido peça fundamental na conquista de três Ligas Europas consecutivas - proeza nunca antes alcançada por clube algum nesta competição.

 

A terceira vitória aconteceu ontem, numa emotiva partida frente ao Liverpool, com uma avassaladora segunda parte da equipa sevilhana, capaz de virar o 0-1 ao intervalo para o 3-1 final.

Vendo o desafio - e desde logo um corte acrobático de Carriço quase em cima da linha de baliza, impedindo um golo do Liverpool aos 10 minutos - fiquei a interrogar-me por que motivo Fernando Santos terá excluído da convocatória para o Europeu de França este central, que tem 27 anos. Na mesma convocatória em que figuram Ricardo Carvalho (já com 38 anos) e Bruno Alves (com 34 anos).

 

É uma exclusão que ninguém entende.

 

Parabéns Carriço!

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Não sei se tinhas cá lugar ou não e, muito provavelmente, tendo em conta as opções do nosso seleccionador, até merecias estar presente em França, mas não é por isso que escrevo.

Já és o jogador com mais jogos na Liga Europa e acabas de conquistar a terceira consecutiva. Pode ter sido injusta, pode ter sido roubada, mas isso não interessa, não deixa de ser impressionante.

Foste um capitão que sentiu o clube como poucos e, por isso, sei que te custou sair como saiste, durante um dos períodos mais complicados da nossa história. Podes não ser o melhor mas, uma coisa é certa, dás sempre o teu melhor.

Por seres um exemplo e porque serás sempre um de nós, muitos parabéns, Daniel Carriço!

Alguma vez teria que acontecer

Sem qualquer desprimor para a actuação do Braga nesta segunda mão da eliminatória dos oitavos, alguma vez tinha que calhar em sorte ao futebol português um árbitro amigo...

Nem vale a pena enumerar as várias situações, mas o primeiro golo em claro off-side e o segundo, também numa jogada precedida de fora-de-jogo que culmina num penalti e consequente expulsão, que não existe, é bom demais para aquilo a que estamos habituados. Nós, sportinguistas, que o digamos, até nos toca golos limpinhos anulados.

Bom, que o Braga seja feliz no sorteio e que continue com a mesma pedalada.

A nossa Europa fica no Marquês

Vi o jogo enquanto fazia o jantar e não me pareceu nada de especial. Os alemães rápidos, a jogar em contra ataque (ou apostando em transições rápidas como se diz agora) e o Sporting entre o burguês e o distraído. Perdemos, podíamos ter perdido por mais um, mas também podíamos ter empatado.  Todos os jogos são para vencer e tudo o mais, mas nem sempre se consegue. No resto, é o seguinte:

  1. Treinador tem razão. Assobiar jogadores é tiro no pé e criar uma má relação entre a torcida e Teo não é a melhor das iniciativas. Podemos vir a precisar dele a sério, da sua ratice e finta curta, do seu sentido de oportunidade e da sua experiência.
  2. Prosseguem os double standards e isso irrita-me mais. O Sporting é vexado por comentadores e jornalistas de cada que perde, joga mal ou empata. É como se fossemos o Real Madrid, no sentido de termos o dinheiro do Real Madrid.
  3. Agrada-me ser do clube que irrita os agentes que rodeiam o jogo. Mas prefiro que tratem o meu clube com senso de justiça e exigência (mesmo que desproporcionada) do que se ajoelhem aos outros.
  4. Sim, jogamos mal e sim, aparentemente JJ desvaloriza a Liga Europa, e sim, talvez mereça o clube e mereça o treinador serem criticados por isso.
  5. Só que deve reter-se que o campeonato é, estrategicamente, muito mais importante na big, na small e na medium picture. Se jornalistas e comentadores despissem a casaca do cascar no Bruno, perceberiam que provavelmente é inteligente desvalorizar a Europa.
  6. Lembro que o Sporting não é campeão há muito tempo e nunca o foi nesta era de Internet/redes sociais/tv everywhere/fibra óptica em todo o lado.
  7. Um campeão de uma liga como a portuguesa cobra mais caro em torneios de pré-época, acede directamente à massa da Champions, vende jogadores mais caro, vende mais cativos, vende mais camisolas e vende, até, mais direitos de jogos de competições como troféu 5 violinos (ou outros que estejam na posse do clube).
  8. Ser campeão é subjectivamente imenso. Mas objectivamente também.

Um pouco como a aversão que a maioria tem ao presidente do clube e ao treinador: é tão objectiva como subjectiva.

Estratégia intacta

Dilema desfeito, num jogo em que Jorge Jesus - como era fácil prever - apostou em vários elementos das chamadas "segundas linhas". Um jogo em que ficou evidente como o Sporting dispõe de um plantel curto para acorrer a várias frentes. Alguns dos supostos reforços desta época voltaram a arrastar-se em campo - refiro-me sobretudo a Aquilani e Teo Gutiérrez. Outros, mais compreensivelmente, acusaram quebra de condição física (por exemplo Jefferson, ainda assim autor de um belo remate que nos podia ter dado golo aos 18') ou falta de maturidade competitiva (Rúben Semedo).

Fomos derrotados em casa frente ao Bayer Leverkusen. Mas o nosso desígnio estratégico mantém-se intacto apesar desta derrota. E todos sabemos qual é.

Houve jogo hoje?

Não questiono a opção campeonato, já o escrevi e defendi, portanto não há duas opiniões!

Assim sendo, não me causou qualquer engulho a equipa escalada para o jogo desta noite.

O que eu não entendi foi porque se recusaram eles a jogar, mas provavelmente terá sido o frio que me toldou o discernimento.

Segunda a coisa vai fluir melhor, certamente.

O que eu quero é o Sporting campeão!

 

Ah! Quero deixar aqui uma homenagem a João Pereira, o único que percebeu que aquilo era um jogo de futebol.

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