03 Nov 16

Declaro que também gostei da atitude da equipa. Não é vergonha nenhuma perder por 1:0 no estádio do Dortmund, em noite de casa cheia (lotação esgotada, com 65.849 espectadores). Mas, tal como o Pedro Correia, lamento a dicotomia: «bons desempenhos frente ao Real Madrid e ao Borussia Dortmund alternados com fraquíssimas exibições frente ao Rio Ave, Tondela e Nacional» (nos comentários). Esperemos que esta situação se modifique.

 

Quanto à transmissão do canal ZDF, tenho a realçar a atitude muito fair-play do jornalista responsável pelo acompanhamento do jogo, que, sem esconder a alegria que lhe proporcionava a vantagem do Dortmund, elogiou o Sporting e a sua Academia (não lhe fixei o nome, peço desculpa, nem o encontro no link da ZDF).

 

Resta-me dizer que espero que consigamos passar à Liga Europa. Sempre é melhor chegar aí longe, do que soçobrar, nos oitavos-de-final da Champions, no primeiro embate com um dos grandes.


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19 Mai 16

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Um dos maiores erros da gestão anterior à de Bruno de Carvalho foi a precipitada venda de Daniel Carriço, nosso capitão, por valores irrisórios e contra a aparente vontade do próprio jogador. Depois de ter  rejeitado a sua transferência para emblemas mais prestigiados do futebol europeu por números correspondentes ao valor deste profissional, fruto da formação leonina, a direcção de Godinho Lopes deu luz verde à saída, no último dia de 2012, por míseros 750 mil euros para o modesto Reading.

Não tardou que a agremiação inglesa o transferisse por sua vez para Sevilha, por mais de o dobro do que havia custado, comprovando como foi absurda a venda anterior. E Carriço tem brilhado na capital da Andaluzia, ao ponto de ter sido peça fundamental na conquista de três Ligas Europas consecutivas - proeza nunca antes alcançada por clube algum nesta competição.

 

A terceira vitória aconteceu ontem, numa emotiva partida frente ao Liverpool, com uma avassaladora segunda parte da equipa sevilhana, capaz de virar o 0-1 ao intervalo para o 3-1 final.

Vendo o desafio - e desde logo um corte acrobático de Carriço quase em cima da linha de baliza, impedindo um golo do Liverpool aos 10 minutos - fiquei a interrogar-me por que motivo Fernando Santos terá excluído da convocatória para o Europeu de França este central, que tem 27 anos. Na mesma convocatória em que figuram Ricardo Carvalho (já com 38 anos) e Bruno Alves (com 34 anos).

 

É uma exclusão que ninguém entende.

 


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18 Mai 16
Parabéns Carriço!
Francisco Vasconcelos

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Não sei se tinhas cá lugar ou não e, muito provavelmente, tendo em conta as opções do nosso seleccionador, até merecias estar presente em França, mas não é por isso que escrevo.

Já és o jogador com mais jogos na Liga Europa e acabas de conquistar a terceira consecutiva. Pode ter sido injusta, pode ter sido roubada, mas isso não interessa, não deixa de ser impressionante.

Foste um capitão que sentiu o clube como poucos e, por isso, sei que te custou sair como saiste, durante um dos períodos mais complicados da nossa história. Podes não ser o melhor mas, uma coisa é certa, dás sempre o teu melhor.

Por seres um exemplo e porque serás sempre um de nós, muitos parabéns, Daniel Carriço!


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18 Mar 16

Sem qualquer desprimor para a actuação do Braga nesta segunda mão da eliminatória dos oitavos, alguma vez tinha que calhar em sorte ao futebol português um árbitro amigo...

Nem vale a pena enumerar as várias situações, mas o primeiro golo em claro off-side e o segundo, também numa jogada precedida de fora-de-jogo que culmina num penalti e consequente expulsão, que não existe, é bom demais para aquilo a que estamos habituados. Nós, sportinguistas, que o digamos, até nos toca golos limpinhos anulados.

Bom, que o Braga seja feliz no sorteio e que continue com a mesma pedalada.


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25 Fev 16

Ficou a sensação de que em circunstâncias normais, até comíamos os alemães de cebolada.


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19 Fev 16
A nossa Europa fica no Marquês
Pedro Boucherie Mendes

Vi o jogo enquanto fazia o jantar e não me pareceu nada de especial. Os alemães rápidos, a jogar em contra ataque (ou apostando em transições rápidas como se diz agora) e o Sporting entre o burguês e o distraído. Perdemos, podíamos ter perdido por mais um, mas também podíamos ter empatado.  Todos os jogos são para vencer e tudo o mais, mas nem sempre se consegue. No resto, é o seguinte:

  1. Treinador tem razão. Assobiar jogadores é tiro no pé e criar uma má relação entre a torcida e Teo não é a melhor das iniciativas. Podemos vir a precisar dele a sério, da sua ratice e finta curta, do seu sentido de oportunidade e da sua experiência.
  2. Prosseguem os double standards e isso irrita-me mais. O Sporting é vexado por comentadores e jornalistas de cada que perde, joga mal ou empata. É como se fossemos o Real Madrid, no sentido de termos o dinheiro do Real Madrid.
  3. Agrada-me ser do clube que irrita os agentes que rodeiam o jogo. Mas prefiro que tratem o meu clube com senso de justiça e exigência (mesmo que desproporcionada) do que se ajoelhem aos outros.
  4. Sim, jogamos mal e sim, aparentemente JJ desvaloriza a Liga Europa, e sim, talvez mereça o clube e mereça o treinador serem criticados por isso.
  5. Só que deve reter-se que o campeonato é, estrategicamente, muito mais importante na big, na small e na medium picture. Se jornalistas e comentadores despissem a casaca do cascar no Bruno, perceberiam que provavelmente é inteligente desvalorizar a Europa.
  6. Lembro que o Sporting não é campeão há muito tempo e nunca o foi nesta era de Internet/redes sociais/tv everywhere/fibra óptica em todo o lado.
  7. Um campeão de uma liga como a portuguesa cobra mais caro em torneios de pré-época, acede directamente à massa da Champions, vende jogadores mais caro, vende mais cativos, vende mais camisolas e vende, até, mais direitos de jogos de competições como troféu 5 violinos (ou outros que estejam na posse do clube).
  8. Ser campeão é subjectivamente imenso. Mas objectivamente também.

Um pouco como a aversão que a maioria tem ao presidente do clube e ao treinador: é tão objectiva como subjectiva.


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0-1 não foi mau
Francisco Chaveiro Reis

O preço da falta de comparência costuma ser 0-3.

 

(Quando formos campeões, vou-me esquecer das tristes noites europeias e da Taça da Liga mas hoje custa-me ver o leão ser maltratado por exibições sem vontade).


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Estratégia intacta
Pedro Correia

Dilema desfeito, num jogo em que Jorge Jesus - como era fácil prever - apostou em vários elementos das chamadas "segundas linhas". Um jogo em que ficou evidente como o Sporting dispõe de um plantel curto para acorrer a várias frentes. Alguns dos supostos reforços desta época voltaram a arrastar-se em campo - refiro-me sobretudo a Aquilani e Teo Gutiérrez. Outros, mais compreensivelmente, acusaram quebra de condição física (por exemplo Jefferson, ainda assim autor de um belo remate que nos podia ter dado golo aos 18') ou falta de maturidade competitiva (Rúben Semedo).

Fomos derrotados em casa frente ao Bayer Leverkusen. Mas o nosso desígnio estratégico mantém-se intacto apesar desta derrota. E todos sabemos qual é.


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Houve jogo hoje?
Edmundo Gonçalves

Não questiono a opção campeonato, já o escrevi e defendi, portanto não há duas opiniões!

Assim sendo, não me causou qualquer engulho a equipa escalada para o jogo desta noite.

O que eu não entendi foi porque se recusaram eles a jogar, mas provavelmente terá sido o frio que me toldou o discernimento.

Segunda a coisa vai fluir melhor, certamente.

O que eu quero é o Sporting campeão!

 

Ah! Quero deixar aqui uma homenagem a João Pereira, o único que percebeu que aquilo era um jogo de futebol.


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17 Fev 16
Dilema
Pedro Correia

Jorge Jesus enfrenta um dilema: rodar jogadores no desafio de amanhã frente ao Bayer para a Liga Europa, de modo a preservar elementos nucleares no assalto final ao título que nos foge desde 2002, ou "pôr a carne toda no assador" - para usar um termo do jargão futebolístico - e correr o risco de lesões ou cansaço extra que possam afectar alguns dos nossos craques?

Dependerá tudo da decisão solitária do técnico em quem todos confiamos. Mas se esta questão fosse posta a votos não tenho a menor dúvida de que venceria por larga margem a tese da rotação. Porque o que a massa adepta leonina mais deseja é a conquista do campeonato. O regresso aos brilharetes europeus pode esperar.


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26 Jan 16

Tenho a honra de começar uma série que irá animar esta casa nos próximos tempos. O Pedro Correia já tinha destapado um pouco o véu na crónica do nosso último jantar, pelo que hoje dou o pontapé de partida. 

 

Golo de DIEGO CAPEL

Sporting-Athletic Bilbao

19 de Abril de 2012, Quinta-feira, 20h05, Estádio José de Alvalade

 

Nessa época, tremida e demasiado instável para o investimento que tinha sido feito no plantel, o Sporting alimentava então duas esperanças: chegar à final e vencer a Liga Europa, conquistar a Taça de Portugal. O título já não estava ao nosso alcance. Nessa noite europeia, orientados por um treinador muito querido entre os adeptos, Ricardo Sá Pinto, jogava-se a 1ª mão das meias-finais da Liga Europa. Do outro lado, o forte e competitivo Athletic Bilbao. Alinhámos com o seguinte 11: Rui Patrício (e que época fez o nosso guardião!), Insúa, João Pereira, Anderson Polga, Xandão, André Martins, Daniel Carriço, Schaars, Izmailov, Diego Capel e Ricky Van Wolfswinkel. 

 

Nas bancadas, uma fraca assistência: 37.286 espectadores para uma meia-final europeia é pouco Leão para tamanha empresa (fosse hoje e tínhamos gente pendurada na cobertura do estádio). No campo, eles batiam-se, batiam-se, mas o Bilbao - principalmente o seu meio-campo - não era pêra doce. Ao intervalo, 0-0. A começar a 2ª parte, balde de água fria. Aurtenetxe inaugurava o marcador para os bascos. Livre da direita cobrado por Susaieta para a área, mau alívio de Insúa, com a bola a sobrar ao segundo poste para Aurtenetxe, que só teve de encostar. O Sporting sofreu mais um bocadinho e os falsos espanhóis quase que faziam o segundo (poupou-nos o poste da baliza de Patrício aos 60').

Nos últimos 25 minutos, começou uma noite europeia inesquecível. Aos 68', entrava Carrillo e o Sporting parecia endiabrado. Chegámos ao tento do empate ao minuto 75' com uma cabeçada estranha, raivosa, mas certeira do lateral-esquerdo argentino Insúa.

 

E a seguir chegou a magia que justifica este texto e o sorriso com que estou enquanto escrevo estas linhas: nas bancadas cantava-se "Aperta com eles, Sá Pinto!" (música que nos acompanhou na recta final dessa época 2011/2012).

Sá Pinto apertava, gesticulava, gritava, não parava um segundo. O banco do Sporting parecia outro onze que queria entrar e jogar. Aquele jogo tinha de ser nosso. E foi nosso devido a uma jogada que ligou a Sevilha à Rússia, fazendo estremecer meia Lisboa: Izmailov faz meio terreno adversário com a redondinha agarrada aos pés, deixa para Capel, que remata forte e rasteiro de fora da área, sem hipóteses de defesa para o guarda-redes Iraizoz.

Grande golo de Diego Capel.

Eu tive a oportunidade de ver a bola dirigir-se para dentro da baliza sul, visto que me encontrava na Superior Sul com o Frederico Dias de Jesus. O estádio explodiu. O sonho de ir a Bucareste começava a parece algo fazível para os nossos rapazes. O povo leonino ficou endoidecido com Diego Capel. Se já era querido por todos nós (pese algumas limitações técnicas e tácticas), essa noite transformou-o no herói da ocasião.

Partilho aqui o link de um dos melhores vídeos que existem no Youtube desse mesmo momento (com relato Antena 1 e TSF). É emocionante, dá vontade de voltar a essa noite de Abril de 2012 para sentir aquela loucura em Alvalade. 

 

 

Neste blog, então ainda muito jovem, festejou-se nos dias seguintes (e de que maneira) essa vitória, esses golos e o momento decisivo de Diego Capel. O Bernardo Pires de Lima, o José Navarro de Andrade, o João Távora, o Adelino Cunha e o David Dinis, entre outros, deram nota da nossa alergia e orgulho. Um golo e uma noite europeia para a história desta grande instituição.

Obrigado, Diego Capel. Obrigado, Sporting!


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12 Dez 15

- Olá, Pedro, tudo bem? Então lá se safaram na Europa, mesmo tendo arrecadado quatro duns albaneses que não marcaram a mais ninguém. - Já que estiveste tão atento aos resultados do teu carrasco deste ano, até deves ter pesadelos de cada vez que ouves a palavra Sporting, reparaste, certamente, que se fossem jogos a eliminar, seríamos os primeiros do grupo.


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Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Besiktas pelos três diários desportivos:

 

Teo Gutiérrez: 18

Slimani: 18

Bryan Ruiz: 18

Gelson Martins: 17

João Mário: 15

Rui Patrício: 15

William Carvalho: 14

Paulo Oliveira: 13

Naldo: 13

Adrien: 12

Jefferson: 12

Montero: 10

João Pereira: 10

Matheus Pereira: 1

 

A Bola elegeu Bryan Ruiz como figura do jogo. O Record optou por Teo Gutiérrez. O Jogo escolheu Slimani.


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11 Dez 15
O que mudou?
Eduardo Hilário

No dia 1 de Outubro de 2015, o Sporting Clube de Portugal deslocou-se à Turquia para defrontar o Besiktas, tendo-se feito representar pelo seguinte onze: Rui Patrício, Jonathan Silva, Naldo, Tobias, João Pereira, William Carvalho, Alberto Aquilani, Carlos Mané, Matheus Pereira, Bryan Ruiz e Teo Gutiérrez.

 

O onze de ontem era um “pouco” diferente e contava apenas com seis alterações…

 

Com isto não quero dizer que o onze anterior tinha menos qualidade, apenas posso concluir que era um pouco diferente. Ontem alinharam Paulo Oliveira, Jefferson, João Mário, Adrien Silva, Slimani e Fredy Montero nos lugares de Jonathan Silva, Tobias, Alberto Aquilani, Carlos Mané, Matheus Pereira e Teo Gutiérrez.

 

Na minha perspectiva, estas alterações acrescentaram maturidade, objectividade e criatividade.

 

Paulo Oliveira e Jefferson trazem maturidade à linha defensiva. As rotinas de jogo que Adrien Silva e João Mário apresentam, acompanhados por William Carvalho, acrescentam maturidade e criatividade ao nosso futebol. Por fim, Slimani é o jogador que qualquer treinador queria ter no seu plantel. Ele nunca desiste… É o primeiro jogador a defender e não dá um lance por perdido.

 

Mas será que foram estas alterações que fizeram toda a diferença? Sinceramente… Acho que não.

 

Estamos diferentes porque finalmente estamos rendidos ao nosso lema. Só com esforço, dedicação e devoção é que chegamos à glória. Parece que finalmente encontrámos a nossa identidade.

 

Saudações Leoninas


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Não sofri com a má primeira parte e com o golo do Besiktas, aos 58 minutos, mas hoje, durante mais de cinco horas, pensei que tudo estivesse perdido, até já me tinha conformado!

 

Quando os jogos do Sporting são tarde (e, na Alemanha, ainda uma hora mais tarde), o meu marido costuma procurar o resultado na internet, mal chega ao emprego. Em caso de vitória do Sporting, envia-me um SMS, pelas 8 horas. Normalmente apanha-me a meio do passeio matinal com a nossa cadelita Lucy, o que logo me alegra a manhã, mesmo que ainda esteja escuro e caminhe sobre neve.

 

Hoje não recebi SMS! Pronto, pensei, o Sporting não conseguiu, paciência!

 

Por razões que não vêm ao caso, só perto das 13h 30m me liguei à internet. Fui ver os emails e na lista sobressaía uma com o título “Sporting ganhou”! Era do Horst, que escreveu assim mesmo, em português. Foi o primeiro email que abri (claro) e o meu marido até me enviava a cópia da tabela do grupo, publicada numa página online alemã. Lá estava o “Sporting Lissabon” em segundo lugar, com dez pontos!

 

Hoje não há neve, mas está um daqueles dias de cinzentismo alemão, ou seja: luzes acesas durante todo o dia e um vento de cortar as orelhas. É deprimente? Só para quem não tem o Sporting a iluminar o coração!


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Fez bem Jorge Jesus em ter apostado as melhores fichas no derradeiro jogo da fase de grupos da Liga Europa.

Apesar do menor fulgor da competição face à Champions, não deixa de ser uma prova europeia e os maiores da Europa fazem também por sobressair aí. Ora, o Sporting não se poderia auto-excluir dessa ambição. Não está de acordo com os seus pergaminhos.

Para o sorteio de segunda-feira, gostaria que nos calhasse o Rapid Viena. Temos contas antigas a ajustar.


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Venha o próximo
Pedro Correia

O Braga empatou na Holanda.

O Belenenses perdeu em Itália.

O FCP foi derrotado em Londres.

O Benfica naufragou na Luz.

Uma vez mais, valeu o Sporting para salvar a imagem do futebol português nas competições internacionais. Três-a-um esta noite em Alvalade, frente ao Besiktas. Seguimos em frente na Liga Europa.

Venha o próximo.


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10 Dez 15
Chavões da bola (116)
Edmundo Gonçalves

O futebol é isto mesmo!

(quando aos 58 minutos o Besiktas fez 1-0 e ficou merecidamente a vencer [sim, merecidamente!], ninguém imaginava que o Leão ia lá ao fundo do seu ser buscar forças para dar a volta ao resultado e acabar por vencer de forma mais que justa)


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Gostei

 

Da vitória. Passámos hoje para a próxima fase da Liga Europa, vencendo de forma categórica o Besiktas, que lidera o campeonato turco. Um triunfo que ninguém discute.

 

Da parada alta de Jorge Jesus. Não faltaram profetas da desgraça vaticinando que o treinador leonino iria fazer entrar em campo uma "segunda equipa" por não dar prioridade às competições europeias. Enganaram-se. O nosso técnico não poupou efectivos. Percebeu-se desde o início que só pensava em ganhar.

 

Das substituições.  Gelson Martins, Teo Gutiérrez e Matheus Pereira saltaram do banco na segunda parte para dar mais dinâmica e eficácia à equipa. Prometiam e cumpriram: Jesus acertou em cheio.

 

Dos três golos em dez minutos. Primeiro Slimani, aos 67', após excelente passe de Bryan Ruiz, numa jogada de antecipação que colheu o guarda-redes adversário de surpresa. Depois Bryan, aos 72', num remate muito bem colocado, de inegável mestria técnica. Finalmente Teo, aos 77', servido por Gelson - num lance individual de excelente execução após driblar um defesa turco.

 

De Bryan Ruiz. Marcou em Istambul, marcou em Moscovo, voltou a marcar neste desafio. O capitão da selecção da Costa Rica foi uma vez mais decisivo numa partida internacional de verde e branco. Marcando e dando a marcar frente ao Besiktas.

 

De João Mário. Fez a diferença, uma vez mais, com a sua qualidade de passe. Melhora de jogo para jogo, tanto a jogar na ala como na posição de médio interior. Vê-se que tem progredido muito sob o comando de Jesus.

 

De Gelson Martins. Sacudiu o ataque leonino, fazendo esquecer de imediato o entorpecido Montero. Dinamizou a equipa, lançou-a para a frente e coroou a exibição com uma assistência para golo.

 

Da saúde psicológica da nossa equipa. Pelo segundo desafio consecutivo na Liga Europa, damos a volta com sucesso a uma situação de desvantagem no marcador. Demonstrando que não baixamos os braços e continuamos a lutar pela vitória mesmo quando estamos temporariamente a perder.

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Apatia, lentidão, descoordenação: os primeiros 45 minutos não estiveram ao nível das aspirações leoninas. Adiámos tudo para o segundo tempo.

 

De João Pereira. Uma vez mais, o nosso lateral direito foi batido diversas vezes em velocidade na sua ala. E ofereceu de bandeja a bola aos adversários no lance que gerou o golo turco.

 

De Montero. Jorge Jesus apostou nele como titular mas cedo se arrependeu. O colombiano já não regressou para a segunda parte - em benefício da equipa. Foi uma nulidade.

 

Da infantilidade de Teo Gutiérrez. Mal marcou o golo correu para o árbitro e surripiou-lhe o spray para tentar pintar qualquer coisa no relvado. Um gesto disparatado que lhe valeu um cartão amarelo.


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27 Nov 15
de ontem...
Gabriel Santos

gostei dos adeptos russos, ao levarem com a chapa quatro, não cantaram apenas no minuto 70. 


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26 Nov 15
Uma dúvida...
Gabriel Santos

Caso o Jesus passe o grupo, qual vai ser a próxima narrativa?


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Maldição russa? Qual maldição? O Sporting obteve hoje uma saborosa e expressiva goleada em Moscovo, vingando neste desafio a derrota por 1-3 contra o Lokomotiv em Alvalade. Resultado anulado com os 4-2 alcançados esta noite frente à mesma equipa, com o onze verde-e-branco a exibir superioridade em toda a linha.

Os nossos golos foram marcados por Montero (o melhor em campo), Bryan Ruiz, Gelson Martins e Matheus Pereira numa partida que não contou com vários jogadores titulares - Rui Patrício, Paulo Oliveira, Jefferson e William Carvalho, por exemplo. Ao intervalo vencíamos já por 3-1.

A pressão intensa do Sporting desde o primeiro minuto no gélido estádio moscovita resultou em cheio neste nosso regresso às vitórias nas competições europeias, onde não ganhávamos desde Setembro de 2011. Foi também o nosso primeiro triunfo desde sempre alcançado na Rússia.

Cifras que funcionam a crédito do treinador leonino, Jorge Jesus. Este Sporting respira confiança em todos os planos - na frente interna e na frente internacional. Tudo permanece em aberto quanto à nossa manutenção na Liga Europa.

 

..........................................................................

 

 

MARCELO BOECK (6). Atento. Sem culpas nos golos sofridos, aos 5' e aos 86' - a abrir e a fechar o encontro. De maneira geral esteve bem entre os postes, sem acusar a responsabilidade de substituir Rui Patrício.

ESGAIO (6). Ousado. Não hesitou em fazer contínuas investidas pelo seu flanco, em apoio ao ataque. Coube-lhe a assistência para o golo inaugural, de Montero, com um cruzamento perfeito. Quase fez autogolo aos 53'.

EWERTON (7). Tranquilo. Recuperado da lesão, exibiu-se em bom nível, mostrando eficácia na manobra defensiva sem acusar a ausência de Paulo Oliveira, seu habitual parceiro. Fez um corte providencial aos 53'.

NALDO (6). Concentrado. Impecável nos cortes e no domínio do sector que lhe estava confiado, foi uma peça importante na solidez da muralha defensiva leonina, raras vezes abalada.

JONATHAN SILVA (5). Apático. Atacou muito menos do que se previa e abriu demasiado espaço na ala esquerda da defesa, que se tornou permeável durante alguns períodos deste encontro.

ADRIEN (6). Resistente. Um atraso infantil seu permitiu ao Lokomotiv adiantar-se no marcador, logo aos 5'. Mas o capitão, jogando hoje em posição mais recuada, redimiu-se com bons passes e várias recuperações.

JOÃO MÁRIO (7). Combativo. Peça nuclear na estratégia de Jesus para o meio-campo leonino, foi um dos jogadores mais influentes na ligação entre os sectores. Excelente passe aos 74' a lançar Gelson Martins.

GELSON MARTINS (8). Determinante. Marcou o terceiro golo, aos 43': foi a sua estreia como goleador na Liga Europa. Quase marcava aos 56'. Fez uma primorosa assistência para o golo de Matheus Pereira, aos 60'.

MATHEUS PEREIRA (6). Oscilante. Parecia passar ao lado da partida. Mas despertou aos 60', quando Jesus já mandava aquecer um colega para o seu lugar, com um golo de belo efeito. Quase ia marcando 4' depois.

BRYAN RUIZ (7). Hábil. Construiu a jogada do segundo golo, que virou definitivamente o encontro, quando iam decorridos 38'. Quase voltaria a marcar, a passe de Montero, aos 69': a bola bateu no poste.

MONTERO (8). Influente. Desfez a vantagem russa com o primeiro golo, aos 20'. Fez assistências para outros dois golos: o segundo, de Bryan, e o terceiro, de Gelson. Grande passe para o costarriquenho aos 69'.

ANDRÉ MARTINS (5). Cumpridor. Entrou aos 68', substituindo Matheus Pereira, com a missão deliberada de contribuir para segurar a folgada vantagem leonina. Cumpriu a missão, sem brilho mas com zelo.

SLIMANI (5). Poupado. Jesus manteve-o no banco até ao minuto 70, quando rendeu Montero, para o preservar com vista ao campeonato nacional. O argelino deu pouco nas vistas: o resultado já estava feito.

AQUILANI (5). Contido. Estavam já decorridos 79 minutos quando o treinador lhe deu ordem de entrada em campo, substituindo João Mário. Pedia-se-lhe contenção e retenção da bola. E ele assim fez.


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06 Nov 15

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"O emblema da Albânia é uma adaptação da bandeira da Albânia. O emblema acima da cabeça das duas-cabeças de águia é (...) encimado com cornos de cabra." in Wikipédia
 
Escrevi este "post" ontem mas devido à indisponibilidade do serviço de inserção de imagens dos "blogs sapo" não o publiquei.
Hoje estará desactualizado porque os "paineleiros" e os "comentadeiros" já nos esclareceram que o suposto penalty, foi penalty e que Rui é bem expulso (cf. com a regra para vermelho directo nestas circunstâncias).
Deixo (finalmente) as imagens para análise, na primeira, vemos o posicionamento do árbitro de baliza, é impossível não ter visto que o jogador do clube albanês já ia em queda antes de Rui ter chegado ao lance, vejam a gravação, confrontem com a segunda imagem.
Independentemente de tudo o resto, constatamos que a falta é inexistente (foi poupado um cartão amarelo ao jogador vestido de vermelho) e que Rui Patrício foi mal expulso.
A história do jogo teria sido diferente com um a zero, com onze contra onze?
Sinceramente, não sei, mas teria sido um confronto justo, assim, como em tantos outros jogos europeus, fomos roubados (não me ocorre uma palavra melhor) pela meia dúzia de árbitros; roubados no país das águias e dos cornos de cabra.


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Tudo muito mau
Pedro Correia

Aquele absurdo atraso mal medido de Jonathan Silva, incapaz de se desenvencilhar da pressão de um adversário directo.

Aquela estapafúrdia corrida de Rui Patrício que terminou no derrube de um albanês quando estava em condições de controlar danos mantendo-se entre os postes.

Aquela insistente tendência de jogar para trás quando já perdíamos 0-2 que levou Ewerton a fazer um atraso de 30 metros para o guarda-redes só porque tinha um rival a pressioná-lo.

Aquela inexplicável deserção de Marcelo Boeck, que abandonou o seu reduto, sujeitando-se a um dos mais humilhantes chapéus da história leonina.

 

Tudo muito mau.

Tudo inaceitável num clube que faz da cultura da exigência uma das mais preciosas bandeiras.


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Ontem, os mesmos jogadores* que despacharam estes rapazes albaneses em Alvalade por cinco bolas a uma há duas semanas atrás não foram os mesmos.

É certo que o primeiro golo é precedido de falta favorável.

É certo que a expulsão é muito questionável.

É certo que houve uma enorme dualidade de critérios.

É certo que o relvado estava impraticável, a fazer lembrar o brasileirão, onde o gramado é tão alto que mais parece futebol de praia.

Se tivesse que fazer uma analogia, o jogo de Guimarães cairia aqui que nem luva! Lá, como ontem, o árbitro foi adverso, mas como lá em Guimarães, nem o mais isento dos árbitros nos livraria de uma derrota humilhante. Na Albânia, como em Guimarães, os jogadores falharam por abstencionismo. Ontem, aquele grupo veio dar razão a Rui Vitória, eram onze (e depois dez) mas nunca foram uma equipa!

 

Ainda assim, se fosse hoje, continuaria a apoiar a decisão de Jesus. Se o objectivo é (e muito bem) o campeonato, há que poupar os melhores para esta prova, independentemente de o próximo adversário ser o Arouca que, assim como não quer a coisa, até ganhou ao Benfica! Pois...

Já não há equipas fáceis e todos sabemos como eles se agigantam quando jogam contra nós.

 

O facto de ter aqui demonstrado a minha satisfação há quinze dias e de estar hoje ainda com uma azia do tamanho do mundo demonstra que a exigência tem que ser um paradigma de todos os que querem um Sporting grande e vencedor. Eu quero crer que o que valem os jogadores que (não) estiveram ontem em campo não é o que não fizeram ontem, mas o que fizeram há quinze dias. Mas apesar disso, pela displicência, pela ausência de espírito competitivo, pela sobranceria até, têm que ser chamados à responsabilidade. Vestir a camisola do Sporting é uma responsabilidade enorme, e para quem a sente pesada no corpo a porta da rua é a serventia da casa. A quem veste aquela camisola exige-se empenho, luta, garra e ontem nada disso esteve em campo. Faltam dois jogos, tenho alguma curiosidade em saber quem irá alinhar, mas por mim Jesus pode continuar com a opção!

 

A partir de agora, por opção própria, Jesus tem ainda mais responsabilidade no que respeita ao título. Parece-me que ele já sabia disso, esta linha apresentada ontem revela-o. Eu assino por baixo.

 

Uma última nota: ficava-lhes bem um pedido de desculpas. A humildade define (também) os campeões.

 

*Faltaram Aquilani e André Martins na equipa inicial, salvo erro.


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05 Nov 15
Humilhado
Edmundo Gonçalves

Com este resultado e esta exibição(?) vergonhosa, a rédea está cada vez mais curta para o lado de Jesus.

Cada vez mais a exigência do campeonato está latente.

E nem tenho mais palavras.


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Descalabro
Pedro Correia

Não me lembro de uma exibição tão vergonhosa do Sporting nas competições europeias desde 4 de Outubro de 2012, quando fomos derrotados por 0-3 frente ao Videoton, então orientado por Paulo Sousa. Hoje perdemos pela mesma marca frente ao modestíssimo Skënderbeu, clube albanês que tínhamos goleado há 13 dias por 5-1 em Alvalade.

Só João Mário (que entrou tarde e a más horas, aos 60', já com o resultado feito) teve uma actuação com nota positiva. Tirando ele, vimos uma equipa a naufragar - desde os guarda-redes, Rui Patrício (que provocou o penálti de que resultou o primeiro golo albanês e foi expulso) e Marcelo Boeck (que ofereceu de bandeja o terceiro golo), até ao ataque totalmente inofensivo. Basta dizer que o guardião adversário fez apenas uma defesa, aliás muito fácil, ao longo de todo o encontro.

Falta de atitude, falta de concentração, falta de organização defensiva, falta de disciplina táctica, falta de espírito competitivo: tudo isto revelou a nossa equipa nesta medíocre exibição. Sem William Carvalho, sem Bryan Ruiz, sem Teo Gutiérrez, sem Jefferson nem Slimani, com Paulo Oliveira e João Mário no banco (entraram já sem possibilidade de virar o desafio), este foi um conjunto com erros imperdoáveis que nem se admitem em sessões de treino.

Fica a lição para Jorge Jesus: convém não abusar do experimentalismo e do rotativismo. Fica a lição para todos os jogadores: em futebol a displicência e a apatia pagam-se muitas caras.

Este não é o Sporting que nós queremos. Queremos o outro - o do esforço, da dedicação, da devoção e da glória.


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22 Out 15

Havia quem dissesse que o Sporting pecava por faltava de golos. Esses já tiveram de meter a viola no saco. Balanço dos três últimos jogos, em três competições diferentes: três cabazadas, com 14 golos marcados e dois sofridos. A mais recente foi ao fim da tarde de hoje: 5-1 contra o Skënderbeu, da Albânia, na fase de grupos da Liga Europa. Com uma belíssima exibição da equipa leonina, quase toda da chamada segunda linha, sublinhada com calorosos e merecidos aplausos do público presente em Alvalade - que também aplaudiu o golo solitário dos albaneses, numa manifestação de salutar desportivismo.

Os nossos golos foram marcados por Matheus Pereira (2), Aquilani, Montero e Tobias Figueiredo.

Siga a dança. Faltam três dias para o Benfica-Sporting.


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21 Out 15
Sobre o jogo da Liga Europa
Filipe Arede Nunes

Não sei qual é equipa que Jesus vai colocar a jogar de início amanhã mas espero que o jogo do fim-de-semana não seja factor condicionante. Por mais que a Liga Europa possa parecer pouco cativante não concebo sequer a ideia de não jogar para ganhar. Imagino que os albaneses não sejam a equipa mais forte da Europa mas espero que as alterações à equipa base do Sporting sejam cirúrgicas. Amanhã só pode ser para ganhar!


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01 Out 15

Dominámos hoje toda a primeira parte e largos momentos da segunda parte no jogo contra o Besiktas, actual líder do campeonato turco. Foi insuficiente, no entanto, para regressarmos da Turquia com uma vitória: após três ou quatro lances de quase-golos desperdiçados, depois de termos estado a ganhar desde os 16 minutos, consentimos um empate já na última metade da partida.

jogo valeu, no entanto, pela aposta do treinador em algumas segundas linhas que deram boa conta do recado. E sobretudo pela estreia absoluta de Matheus Pereira na equipa principal. O jovem da nossa formação mostrou-se em bom nível. E fez até a assistência para o golo de Bryan Ruiz.

Jonathan Silva confirmou ser uma boa opção nas provas europeias para a lateral esquerda, Tobias rendeu o lesionado Paulo Oliveira sem comprometer. Mas o melhor mesmo foi o regresso de William Carvalho após prolongada lesão. Jogou o desafio todo, ligando bem a defesa ao meio-campo, e confirmou os dotes de qualidade que todos lhe reconhecíamos. Agora precisamos dele no campeonato nacional.

Foi a melhor exibição do Sporting nas últimas semanas. E talvez fosse melhor ainda se as mexidas de Jorge Jesus na equipa tivessem ocorrido mais cedo - demo-nos ao luxo de iniciar o jogo com Adrien e Slimani no banco. Jefferson nem sequer foi convocado, João Mário está castigado nas provas europeias e Carrilo, como é sabido, continua fora das opções da equipa técnica.

O melhor em campo, para mim, foi William Carvalho.

 

..........................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Tranquilo. Hoje de novo como capitão da equipa, teve muito pouco trabalho na primeira parte. Fez uma boa defesa aos 85', numa fase em que os turcos nos pressionavam. Deu a sensação de estar adiantado no golo do Besiktas.

JOÃO PEREIRA (6). Esforçado. Teve pela frente Ricardo Quaresma e acabou por ganhar o confronto com o ex-sportinguista, tornando inconsequentes as suas investidas pela ala. Nunca se intimidou. Apanhado em contrapé no lance que originou o golo turco.

TOBIAS FIGUEIREDO (5). Discreto. Coube-lhe uma pesada responsabilidade: render o lesionado Paulo Oliveira. Mais tranquilo do que é costume, não arriscou incursões fora do seu sector. Podia ter feito melhor na cobertura da área para evitar o golo do Besiktas.

NALDO (6). Fiável. Foi o melhor elemento do eixo defensivo. Bom nos cortes e no jogo posicional, apesar de ter falhado alguns passes na primeira parte. Começou nervoso, sem o seu parceiro habitual, mas foi ganhando confiança ao longo do encontro.

JONATHAN SILVA (6). Dinâmico. Foi um dos nossos melhores elementos na etapa inicial do encontro, pondo em sentido o reduto turco. Teve intervenção no golo leonino numa incursão da ala esquerda para o miolo do terreno. Não comprometeu a defender.

WILLIAM CARVALHO (7). Consistente. Regressou para durar 90 minutos em campo. E em boa forma. Foi o nosso melhor jogador. Apoiou a defesa, recuperou bolas, abriu linhas de passe e impôs a sua boa condição física no meio-campo. Os melhores passes foram dele.

AQUILANI (5). Apagado. Rendeu Adrien como titular mas nunca conseguiu ligar as linhas com a mesma eficácia. Marcou pessimamente um livre aos 30'. Aos 75' desperdiçou uma boa movimentação atacante com um passe ao guarda-redes. Muito longe da melhor forma.

MATHEUS PEREIRA (6). Combativo. Foi a maior surpresa de Jesus para este jogo. E resultou: estreia auspiciosa na equipa A deste miúdo de 19 anos que promete ir longe. Melhor momento: a assistência para o golo de Bryan Ruiz, aos 16'. Saiu aos 55'.

CARLOS MANÉ (6). Irregular. Primeira parte positiva, com intervenção no lance do nosso golo. Teve momentos inspirados, mais de natureza individual do que consequência do jogo colectivo. Melhor lance: uma arrancada perigosa em que atravessou meio campo aos 51'.

BRYAN RUIZ (7). Acutilante. Foi a sua melhor actuação desde que está no Sporting. Grande primeira parte, culminada num golo de belo efeito. Antes quase oferecera outro a Teo. Hoje jogou mais no centro do que na ala: é a sua posição natural. E jogou 90'.

TEO GUTIÉRREZ (4). Perdulário. Foi o rei do desperdício. Falhou, quase à boca da baliza, um golo que Bryan Ruiz lhe ofereceu de bandeja aos 12'. Voltou a falhar noutras ocasiões: aos 25', aos 36', aos 51'. Esteve demasiado tempo em campo: só saiu aos 70'.

ADRIEN (5). Discreto. Poupado por Jesus na posição de titular, só entrou aos 55', substituindo Matheus Pereira. Colocado atrás do ponta-de-lança, numa posição que não lhe é habitual, não rendeu como é costume. Funcionou como remendo, nada mais.

SLIMANI (5). Mediano. Jesus manteve-o em pousio até aos 70', poupando-o para o campeonato. Mas lá teve de entrar, porque com Teo jogávamos só com dez. Desta vez, no entanto, não funcionou como talismã da equipa. Raras vezes tem sido tão discreto.

GELSON MARTINS (6). Buliçoso. Substituiu Aquilani aos 78', imprimindo mais dinâmica à equipa. Fixou os defesas adversários, obrigando o Besiktas a conter o ímpeto atacante. Falta-lhe saber jogar mais para a equipa e abusar menos da capacidade de drible.


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Quem não marca
Edmundo Gonçalves

Sofre!

É dos livros.

E hoje, mais uma vez, devemos a nós próprios o resultado, depois de uma excelente exibição.

E quase só com "Maneis".


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18 Set 15

Diziam que o treinador não apostava na formação. E criticaram-no. Ontem apostou muito na formação. E foi criticado também.


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Patrício: Já aqui escrevi inúmeras vezes que admiro o nosso GR, mas também tenho escrito, talvez mais ainda, que para ser um GR completo falta-lhe saber sair da baliza. A culpa não é tanto dele, mas de quem o treina! Ontem o segundo golo é culpa apenas dele. Até eu, com um joelho desfeito e esta barriguinha, ganhava aquela bola, se saísse da baliza para a apanhar. Alguém que diga isto ao sr. Nelson Pereira, sff.

 

Jefferson: Vencedor do prémio "acertar com o GR contrário". Cada tiro, cada melro, cada centro, cada "acertadela" no GR russo. Foi obra! E continuo com a minha de que é culpa dele o primeiro golo: ficou nas covas. Sim o Aquilani faz um túnel e deixa a bola no adversário, mas o passe era dirigido a Jefferson, que nem percebeu o que se estava a passar. Dois golos são pelo seu lado. Está tudo dito!

 

Paulo Oliveira: É um caso esquisito de perda de eficácia. Gradual e preocupante. Órfão de Ewerton? Falta de confiança em quem está à sua frente? Aliás, mal que afecta toda a equipa, que tem vindo a descer o nível exibicional de forma preocupante.

 

Tobias Figueiredo: Demonstrou claramente que não é (ainda?) deste campeonato. Demonstrou contudo uma enorme visão "ao longe". Marcou sempre os adversários "à vista", o que lhe rendeu dois golos consentidos infantilmente. Da única vez que marcou em cima, entrou a pés juntos sobre um adversário. Amarelo alaranjado. Sem querer ser duro ou injusto na apreciação, depois de ter visto a equipa B na quarta-feira, sugiro um empréstimo em Janeiro (a equipa B está bem servida e TF está já noutro patamar)

 

João Pereira: Olhem, nem perco tempo. E porque o Mauro Riquicho sofreu uma grave lesão, que tal pensar em ir às compras?

 

Aquilani: A prova provada que nomes não jogam à bola. Banhos e massagens costuma resultar.

 

Adrien: Quando Adrien é o nosso melhor, está tudo dito. E foi, apesar de tudo! Contudo, raramente decidiu bem, falhou demasiados passes. Joga em seu favor o ter que fazer o seu lugar e o de Aquilani. Já no início da época passada provou da mesma ementa, levando William às costas. Pode nem sempre fazer bem, mas deixa a pele em campo, como um leão que se preze!

 

Gelson Martins: Começou bem, dinâmico, com boas trocas com Teo e Montero. É dele o passe para Jefferson que dá o primeiro golo do adversário e que o colega não recepcionou. Raramente desceu do meio campo, sendo nula a sua ajuda a João Pereira. Foi desaparecendo do jogo, mas ainda assim esteve bem melhor que...

 

Carlos Mané: Trapalhão, não ganhou um lance de jeito ao defesa direito russo. Complicou o que parecia fácil e abusou dos passezinhos curtos com Jefferson. Um figo para o lateral contrário. Tal como Gelson, esqueceu-se de ajudar "lá atrás".

 

Teo Gutiérrez: Não vi... Sugiro o mesmo tratamento que sugeri para Aquilani.

 

Fredy Montero: Marcou um golaço. Não percebo porque saiu e ficou o colega aqui de cima em jogo, sobretudo se era para jogar com Slimani, com quem até costuma fazer boa dupla.

 

Islam Slimani: Não merecia ter entrado em campo. Um jogador destes não pode ficar associado a uma exibição e uma derrota como esta!

 

Bryan Ruiz: Alguém diz ao rapaz que só se marcam golos se se rematar à baliza? Que não é preciso entrar com ela pela baliza dentro? Continua cansado. Será congénito ou terá recuperação? É aproveitar a banheira e juntá-lo a Aquilani e Gutiérrez.

 

André Martins: É dele o único passe de ruptura de todo o jogo do Sporting. Diz bem da qualidade do futebol praticado. Durante o pouco tempo que esteve em jogo esteve bem, demonstrando que até poderia ter entrado no lugar de Aquilani (não posicional, mas a oito, deixando a tarefa defensiva a Adrien, a seis).

 

E pronto, é isto.

Esperemos que estes... equívocos, não se repitam na segunda feira.


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Não gostei da exibição do Maurício e do Sarr.


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17 Set 15
A UEFA não gosta de nós
Edmundo Gonçalves

Dois penaltis claros por assinalar.

Uma gritante dualidade de critérios no capítulo disciplinar.

A saga dos cartões, lá como cá.

MAS NÓS TAMBÉM NÃO!


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Só duas frases
Pedro Correia

O Sporting B parecia hoje uma equipa de matraquilhos. O Lokomotiv ganhou bem.


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09 Set 15
Venha de lá a Liga Europa
Edmundo Gonçalves

ENT_20145

REF_401 734 ... (que eu não quero que me paguem isto)

VAL_15.00€

Ora bem, cinco euros por jogo, o mesmo que estão a exigir pelo novo cartão de sócio do Benfica e metade do que pedem pelo novo (e lindo que ele é!) cartão de sócio do FCPorto.

Alguém com bilhete de época terá razões para faltar à chamada?


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29 Ago 15
Má fortuna e erros meus
Antonio Figueira

O Beautiful Game tem um problema, desde sempre, um único e insuperável problema: a excessiva latitude que confere à intervenção da autoridade arbitral - ou seja, o facto de permitir à “terceira equipa” que decida qual das outras vai vencer. Trocou a justiça pela segurança, talvez porque a alternativa seriam discussões infindáveis – ou a hipótese de uma troca de estalos em pleno campo de jogo. Em qualquer caso, numa corrida é fácil estabelecer quem chega em primeiro ou em último, e no basquetebol, por exemplo, em que entram cem cestos num jogo, errar num ponto ou noutro não faz uma diferença enorme. Mas no futebol faz, porque se marca pouco: e um penálti desculpado ou mal assinalado, tal como (pior ainda) um golo mal validado ou mal anulado, muda tudo. Basta lembrar que já houve campeões do mundo que, para o serem, na final, marcaram golos que não passaram a linha de baliza – ou ganharam 1-0 com um penálti da treta (para não falar de muitas e muitas mais histórias iguais). As regras são mesmo assim: e, se não gostamos delas, devemos dedicar-nos ao hóquei em patins.

Dito isto, na lógica do Association, há uma espécie de “mão invisível” que é suposta dividir o mal pelas aldeias, e aconselha sensatez à malta: hoje lixo-me eu, amanhã lixas-te tu – e nenhuma grande equipa deixou à la longue de o ser por causa das arbitragens. A menos que se acredite na teoria da grande conspiração universal, reunindo no seu sinédrio Vitor Pereira, a mando do "sistema", e a UEFA, a soldo dos petro-rublos da oligarquia putinista, haverá que concluir, como o poeta, que além da má-fortuna (e das pontuais habilidades), houve também erros meus, ou seja, que o SCP se pôs a jeito para muito do que lhe aconteceu nas últimas semanas.

Não tenho absolutamente nada contra JJ: acho-o o melhor treinador português em Portugal, no técnico-táctico; como comandante de equipa, não sei o que disse no baneário no intervalo do jogo de Moscovo, mas sei que o que se passou a seguir repetiu aquilo que vira nos jogos anteriores desta época – com a diferença de que aqui se tratava de um jogo de taça, e não de campeonato, e estavam 14 milhões em disputa (ou a diferença entre isso e o prémio de participação na Liga Europa).

O Sporting joga bonito a espaços; constrói bem, falha muito, mas chega a marcar; mas nunca aguenta, decresce sempre, não sabe segurar. É verdade que estamos no princípio da época em Portugal, e na Rússia não; mas há ali um problema de atitude, de “mental”, que quarta-feira passada nós tivémos e os outros não.


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