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És a nossa Fé!

História de um leão

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João Correia é um português que fez 34 anos há poucos dias e que por sorte minha, olha para mim como um amigo. Não liga muito a futebol e se ligasse, sei que a sua simpatia maior não seria verde e branca. Isso não me impede de escrever um texto em sua honra. Creio que a sua história de resiliência e busca pela glória é do mais leonino que há.

O João teve o azar de ser atropelado quando era uma criança de dois anos e de até hoje tem como companheira uma cadeira de rodas. Coisa que não o impediu de ser um atleta de topo. E quando escrevo de topo, refiro-me ao homem que venceu as duas primeiras medalhas internacionais para o atletismo adaptado português. Já foi em 2003 e 2004. Depois seguiram-se mais de dez anos sem competição. É que sofreu uma gravíssima lesão que parecia limitá-lo ainda mais. Nada mais errado. Cirurgiões de todo o mundo não o quiseram operar. Acabou por encontrar a solução por cá e tornou-se num case study internacional. O facto de estar vivo desafia todas as probabilidades e nada lhe garante que cada corrida não seja a última. Mas não tentar, não é uma opção. Pelo meio, foi inspiração de centenas de atletas do norte do país (onde reside), sendo o mentor de uma nova geração.

Na passada sexta-feira, após ter batido o seu recorde pessoal, João Correia entrou em pista para mais uma prova. Estava no Estádio Olímpico de Londres, a correr no Campeonato do Mundo. Poucos dias antes esteve na despedida de David Weir, o Pelé do atletismo adaptado, seu amigo e atleta que dividiu a sua treinadora com João. Os meus colegas que me perdoem o off-topic mas que esta é uma história de leão, é!

Islam Slimani

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Islam Slimani é um jogador "raçudo", como os comentadores de futebol gostam de dizer. Eu prefiro chamar-lhes Leões. A jogadores como o Slimani, não aos comentadores.

Depois há os outros. Os jogadores "quase". Aqueles que quase conseguem, quase marcam, quase fazem tudo quase bem.

Parabéns, Fernando Correia

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Este senhor, nascido a 16 de Julho de 1935, faz hoje 80 anos. Todos os portugueses (re)conhecem a sua voz inconfundível. Voz magnífica, que tantos golos relatou ao longo de uma carreira longa e frutuosa. E que continua em boa forma, nomeadamente aos microfones da Sporting TV.

Daqui vai um abraço a Fernando Correia, um dos melhores profissionais da nossa rádio e da comunicação em geral. Um homem desde sempre ligado ao desporto português e em particular ao Sporting, seu - e nosso - clube do coração.

Muitos parabéns, Fernando.

Nós é que vamos para o Leão do marquês... campeões outra vez

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Há alguns dias, dizia alguém, em comentários neste "blog", que o Marquês de Pombal estava a fazer festinhas ao Leão; era um Leão submisso que estava na estátua.

A submissão, a nossa, suposta, submissão foi demonstrada hoje.

Fomos ao antro da lampionagem (Seixal) conquistar mais um título para o nosso grandioso e glorioso clube.

Sport Lisboa e Benfica 1 vs. Sporting Clube de Portugal 2; iniciados de Sporting; campeões nacionais... mais uma vez.

(espero sentado para ver o destaque que a comunicação social vai dar a este título)

 

Não se pode ser só meio Leão

Empatar sofrivelmente com o Estoril, uma das equipas mais medíocres deste campeonato, é um péssimo cartão de visita para os últimos desafios da temporada.
Não basta jogar bem às vezes. É preciso jogar bem sempre.
Não basta haver esforço de vez em quando. É preciso esforço permanente.
Não basta haver dois remates perigosos à baliza e ficar meia hora a dormir em campo depois disso. Se esses remates não se concretizam, surgem mais dois. E outros dois, se for preciso.

Ou se é Leão ou não é. Meio Leão é ão.

Ah, ganda leão!

Chama-se Kevin Richardson, é sul-africano, fotógrafo, estudioso da vida animal africana e tem uma relação muito especial com os leões. Sai no seu jipe, cheio de máquinas fotográficas e acompanhado da sua equipa. Faz com que parem o veículo o mais perto possível dos animais. Mas depois sai sozinho, faz questão que nenhum membro da sua equipa corra riscos desnecessários. Em seguida...

 

Chama pelos leões. Eles vêm direitos a ele, cheios de balanço. Quem não conheça a cena, pensa: aquele maluco está prestes a ser papado. Mas eis que homem e animal se envolvem naquele abraço!

 

 

Como diz o artigo original: It’s almost too beautiful to be real.

 

Kevin Richardson tenta, desta maneira, chamar a atenção para o facto de os leões africanos estarem em perigo de extinção.

 

Via FB de Ana Cristina Leonardo

Os leões e os cordeiros

Perguntam-me por que motivo vou vendo, com alguma regularidade, os programas televisivos em que se debate futebol. Respondo sempre da mesma forma: porque só podemos ver o que há, não o que não há.

Nos tempos que correm, todos temos consciência de que uma parte do que se desenrola nos jogos se disputa fora de campo - na especulação tornada notícia, nas manchetes tendenciosas afectadas pelo vírus da clubite aguda, nos discursos de técnicos e dirigentes que procuram condicionar as equipas de arbitragem e até naquilo que se proclama nos fóruns radiofónicos e televisivos.

É sobretudo nesta última área que muitas vezes o Sporting já entra em campo derrotado. Gostava de dizer o contrário, mas há que reconhecer as evidências. Quando um lampião chama "idiota" em directo a um suposto representante nosso e não escuta a resposta que merece, ficamos esclarecidos. Porque não se pode exigir aos jogadores do Sporting que se batam em campo como leões enquanto quem exibe credenciais sportinguistas na televisão se comporta como um cordeiro.

Padre Alberto Neto

 

Hoje, em conversa com um amigo, lembrei-me do Padre Alberto Neto. Não, em primeiro lugar, a propósito do Sporting, antes dos nossos tempos do Pedro Nunes. Foi aí que o conheci, como professor de Religião e Moral, naquela época disciplina obrigatória e, diga-se em abono da verdade, bastante menos nociva e maleficente do que, já então, mas, principalmente, alguns anos mais tarde, muitos viriam a acusá-la. Nalguns casos, admito que poucos, de que fui testemunha, a matéria era, pelo contrário, pretexto para debates, reflexões e tomadas de consciência que propiciavam uma abertura de espírito e um conhecimento do mundo muito mais vastos do que superiormente  se pretenderia.

 

O Padre Alberto Neto foi um bom exemplo da capacidade para  despertar em adolescentes o gosto pela interrogação, pelo hábito de questionar, pela dúvida salutar e construtiva e pela curiosidade de saber. Não só nas aulas, mas também numa série de actividades paralelas que  promovia e dirigia com grande habilidade e tacto, o Padre Alberto, ao leccionar uma disciplina aparentemente pouco propícia a grandes cometimentos pedagógicos, até porque não atribuia nota relevante para a média,  conseguiu exercer uma influência mais duradoura e sólida do que alguns professores encarregados de disciplinas com outro peso curricular. 

 

A história da intervenção cívica do Padre Alberto Neto, a nível, pelo menos, de um conhecimento público mais alargado, ficou essencialmente marcada pela sua participação nos acontecimentos da Capela do Rato, de que era capelão, ocorridos na passagem de 1972 para 1973 e que desempenharam um importante papel na luta dos católicos nesse tempo conhecidos como progressistas contra a guerra colonial.

 

O Padre Alberto estendeu entusiasticamente a sua actividade ao desporto e ao Sporting, pelo qual tinha uma enorme paixão. Embora não possa dizer que ele tenha tido algum relevo no nascimento do meu sportinguismo, já que este me tinha sido incutido pelo meu pai e constituía, como continua a constituir, uma espécie de herança e marca familiar, o arrebatamento leonino do Padre Alberto, lembro-me bem, era um orgulho para mim e para muitos colegas, a quem, na figura de um professor tão ou mais ferrenho do que nós, se revelava uma personagem modelar e inspiradora. Depois de sair do Pedro Nunes encontrei-o poucas vezes. Continuava a lembrar-se de mim, como, de resto, de um grande número de alunos, e nessas ocasiões falámos sempre do Sporting, com a habitual exaltação.

 

No princípio dos anos 70, o Padre Alberto Neto foi dirigente do Sporting, tendo sido responsável pelo futebol juvenil, pela formação, como hoje se diria e, no seu caso, seria particularmente adequado, e, também, tanto quanto me lembro, pelo futebol profissional, no tempo de João Rocha.

 

O Padre Alberto foi assassinado, com um tiro, em 1987, na zona de Setúbal. A sua morte permanece, passado tanto tempo, um enigma, mas o exemplo que nos deixou de cidadão, pedagogo e dirigente desportivo é um legado que não será fácil esquecer.

 

 

{ Blog fundado em 2012. }

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