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És a nossa Fé!

Nunca mais

Sobre o veredicto do Tribunal Arbitral do Desporto que deliberou a favor da Doyen no conflito que opunha este fundo ao Sporting, a principal lição a extrair é esta: nunca mais a SAD leonina deve adquirir nenhum jogador nos termos em que a direcção de Godinho Lopes contratou Rojo e Labyad, ficando apenas com 25% do passe do primeiro (pagando por isso 1 milhão de euros) e com 35% do passe do segundo (que nos custou 1,5 milhões). À mercê dos humores e da prepotência da parte financeiramente mais forte, que só pretende ver disparar os lucros, ainda que à custa dos interesses dos clubes e dos "craques" - com e sem aspas.

Nunca mais.

Faz hoje um ano

 

A 15 de Junho de 2013 escrevi aqui sobre Labyad, um dos muitos ídolos com pés cheios de barro que passaram por Alvalade. Transcrevo parte desse texto, que poderia aplicar-se a outros que também vestiram de verde e branco sem nunca chegarem a ser Leões:

 

«Embirro solenemente com jogadores que, sem demonstrarem talento à altura dos pergaminhos apregoados pelos seus agentes e por uma imprensa sempre pronta a transformar atletas banais em pseudo-heróis, mesmo assim não resistem a proclamar aos quatro ventos o seu estatuto remuneratório, como se isso fosse só por si garantia de qualidade. É o caso de Zakaria Labyad. Chegou, viu mas não venceu. Teve fracas prestações em campo e nunca se integrou verdadeiramente na dinâmica colectiva do Sporting. Cumpriu uma época medíocre e sofrível ("algo irregular", segundo a prosa eufemística da imprensa especializada em futebol), também devido aos erros de gestão desportiva da equipa, reconheço, mas os verdadeiros talentos emergem precisamente nestas ocasiões. Não foi o caso do jovem marroquino, a quem não faria mal nenhum um banho de humildade que lhe permitisse reconhecer insuficiências e limitações, aliás naturais num jogador com apenas 20 anos.»

Arrumar a casa... poupando

 

 

"O acordo agora alcançado permitiu à Sporting SAD uma poupança de cerca de 4,5 milhões de euros, até 30 de Junho de 2015, final do período de empréstimo, através da resolução de vários assuntos pendentes e da poupança de salários."

 

Ficam a faltar resolver os casos de Jeffren e Elias para aliviar ainda mais a tesouraria, continuando a arrumação...

 

P.s. João Mário também foi emprestado ao Setúbal, até final da época, parecendo-me uma excelente opção para a sua evolução de curto prazo.

Inacreditável

«Lê-se e não se acredita. Quando pensávamos que já sabíamos que as contas do Sporting eram uma desgraça ficámos a saber que são também uma vergonha. Bruno de Carvalho já quase não precisa da auditoria de gestão: ela está no Relatório e Contas que o Sporting acaba de publicar. Ou o que está no relatório é verdade e há gestores antigos que deviam ser questionados, ou então o relatório é um delírio e os gestores antigos deviam processar quem publicou aquelas contas.

Os detalhes do Relatório e Contas do Sporting têm vindo a ser descascados na última semana em vários jornais. É inacreditável saber que o marroquino Labyad custou afinal 3,5 milhões e não os 900 mil euros que haviam sido comunicados, pois houve 2,61 milhões de "gastos inerentes à aquisição do jogador". É de bradar aos céus que tenha sido paga uma comissão ao pai do jogador na qualidade de "olheiro". Com Elias, afinal a contratação mais cara de sempre do Sporting foi ainda mais cara do que se supunha, com encargos totais de 11,15 milhões em vez de 8,85 milhões. A diferença, claro, é o costume: serviços de intermediação e prémios de assinatura. Também Pranjic implicou afinal 1,08 milhões.»

Pedro Santos Guerreiro, hoje, no Record

Afinal havia outra e alguns que até sabiam... sorriam!!!!

Afinal o marroquino Zakaria Labyad representou um investimento pesado para o Sporting no momento em que foi contratado. Aos 900 mil euros já conhecidos, pagos ao PSV Eindhoven, acresceram 2,610 milhões. Este último valor, de acordo com o relatório e contas enviado sábado à CMVM, "deve-se a gastos inerentes à aquisição do jogador".

Os leões, que ficaram na altura com 70'% do passe do jovem, de 20 anos, venderam praticamente no imediato 35% à Doyen Sports, por 1,5 milhões de euros, ficando o Sporting com igual percentagem. - Record


O custo anunciado em agosto de 2011 foi de 8,85 milhões de euros, um recorde na história do Sporting. Agora, o total de encargos reconhecido pela SAD ascende a 11,15 milhões de euros, ou seja mais 2,3 milhões do que há dois anos. Uma discrepância que ficará a dever-se a rubricas como serviços de intermediação ou prémios de assinatura.

Neste mesmo contexto, o investimento em Pranjic foi afinal de 1,08 milhões de euros. - Record


Já se podem chamar os bois pelos nomes e dizer... CRIMINOSOS CULPADOS DE GESTÃO DANOSA E FRAUDULENTA?

Se calhar ainda não... falta sair mais lixo debaixo do tapete, aguardemos então!




Labyad

 

Foi um jogador que veio a custo livre e com o fantasma de Benfica a rondar. Mas a ideia de que duplica o salário passado um ano é de uma má gestão a toda a prova. Agora, até o Ajax deixa escapar que o ordenado é incompatível para o orçamento deles. Acho que está tudo dito. 

A importância de saber usar a cabeça

Embirro solenemente com jogadores que, sem demonstrarem talento à altura dos pergaminhos apregoados pelos seus agentes e por uma imprensa sempre pronta a transformar atletas banais em pseudo-heróis, mesmo assim não resistem a proclamar aos quatro ventos o seu estatuto remuneratório, como se isso fosse só por si garantia de qualidade.

É o caso de Zakaria Labyad. Chegou, viu mas não venceu. Teve fracas prestações em campo e nunca se integrou verdadeiramente na dinâmica colectiva do Sporting. Cumpriu uma época medíocre e sofrível ("algo irregular", segundo a prosa eufemística da imprensa especializada em futebol), também devido aos erros de gestão desportiva da equipa, reconheço, mas os verdadeiros talentos emergem precisamente nestas ocasiões. Não foi o caso do jovem marroquino, a quem não faria mal nenhum um banho de humildade que lhe permitisse reconhecer insuficiências e limitações, aliás naturais num jogador com apenas 20 anos.

Sabendo as dificuldades actuais do Sporting no plano financeiro, Labyad terá sido incapaz de permitir uma alteração da cláusula contratual que lhe previa o pagamento de uns impensáveis dois milhões de euros líquidos em salários na próxima temporada e, não contente com isso, ainda deu uma entrevista a um periódico holandês na qual se queixou de que o clube não lhe pode pagar.

Gostaria que aplicasse esta tenacidade e este desassombro em campo, não nas páginas dos jornais. Mas para isso não basta ter jeito para jogar com os pés: é preciso saber usar também a cabeça, atributo que não está ao alcance de qualquer um.

 

ADENDA: relembro o meu texto Cuidado com as hipérboles, publicado a 7 de Março.

Cuidado com as hipérboles

 

Nunca gostei de hipérboles em jornalismo: julgo mesmo que são realidades incompatíveis. O jornalismo tem base factual e recorre a uma linguagem sóbria, contida. A hipérbole, pelo contrário, pertence ao reino da propaganda. E em regra, enquanto tal, só funciona distorcendo os factos - isto é, pervertendo o jornalismo.

Vem isto agora a propósito da moda - que considero muito discutível - de tratar os jogadores de futebol por alcunhas nas páginas dos periódicos especializados em desporto. Sou contra este mau hábito: só os reis medievais eram conhecidos pelos cognomes, não faz sentido recuperar essa tradição na moderníssima sociedade de hoje.

Mas o facto é que continuo a ler estas alcunhas hiperbólicas na nossa imprensa. Ainda há dias, uma página dedicada a Labyad num desses periódicos chamava-lhe por duas vezes "Leão do Atlas". Mas ia mais longe: Labyad era denominado "pérola" enquanto se incensava o "génio criativo" deste jovem marroquino de apenas 19 anos, marcador de dois golos em 22 jogos nesta temporada.

Labyad tem talento e uma enorme "margem de progressão", como se diz em jargão futebolístico. Mas deverá trabalhar muito para conquistar o título de "Leão do Atlas" - e sobretudo para conquistar títulos a sério. Porque o blablablá jornalístico não vence campeonatos. E por vezes pode até afectar os jogadores: basta que se convençam que tudo quanto dizem deles corresponde à verdade.

Há coisas que não se explicam

Como, por exemplo, o Izmailov estar inapto para jogar pelo Sporting e três dias depois estar apto para jogar um SLB-FCP. Sinceramente, já nem quero saber o que se passou. Prefiro reconhecer que Jesualdo está a saber dar a volta à situação, página a página, como gosta de dizer, e ver ainda que há jogadores que finalmente ganharam outro ânimo e parecem querer dar tudo pelo Sporting: Labyad, Adrien e Jeffrén, só para citar três casos muito concretos. Outros se seguirão, espero. Vamos a isto.

Talento

 

Labyad e Adrien fizeram um jogaço. Nos últimos meses, se o primeiro teve poucas oportunidades, o segundo nem sequer as teve, sempre preteridos em favor da irrelevância de Pranjic e Elias. Estou certo de que Jesualdo terá vários méritos que ajudarão o Sporting a dar a volta. Mas o primeiro deles é tão evidente quanto simples: por a jogar os melhores. E aproveitar o talento que tem ao seu dispor.

Quatro nulidades vistas à lupa

Execerto de análise do Nacional-Sporting, na certeira avaliação do Record, assinada pelo jornalista António Adão Farias:

 

ELIAS: nota 1

"Agora já nem para o lado. Só joga para trás e... mal. Deixou nascer o golo do Nacional com uma perda de bola infantil no meio campo. Aos 44' não se fez ao lance e abriu caminho a Randón para o que seria o segundo do jogo. Dois lances suficientes para lembrar que na bancada estava um miúdo cheio de talento e 8,85 milhões de euros mais barato..."

 

PRANJIC: nota 1

"Não mostrou criatividade para ser o 10 que o esquema exige, nem tão-pouco qualidade para ser extremo, como tentou ser, no pouco que jogou do segundo tempo. Por isso saiu sem deixar rasto, com dois remates disparatados pelo meio (32' e 76')."

 

LABYAD: nota 1

"Começou à direita e passou para a esquerda. Por ali continuou até passar para a posição 10, no início da segunda parte. Saiu aos 56', precisamente o número de minutos que esteve a mais em campo."

 

JEFFREN: nota 1

"Podia ter sido um regresso em grande, mas esbanjou um golo feito."

Uma expulsão totalmente injustificada

Do Tribunal O Jogo, de hoje, em análise à expulsão de Labyad pelo árbitro Vasco Santos no Sporting-Gil Vicente:

 

Jorge Coroado:

«Labyad não fez nada que justificasse a segunda advertência. Cláudio foi quem começou, provocou e agiu à revelia das regras.»

 

José Leirós:

«Lapso de João Santos [auxiliar] que deu indicação errada ao árbitro. Labyad não impede nem responde a comportamento de Cláudio.»

 

Pedro Henriques:

«Cláudio tem comportamento antidesportivo, empurrando Labyad, mas este não fez absolutamente nada.»

 

Indiferente às evidências, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol apressou-se a castigar Labyad com um jogo de suspensão.

Zakaria Labyad

A acreditar no que está a ser noticiado, o Benfica levou a efeito mais uma das suas finórias «démarches» numa tentativa de última hora de desviar o médio/extremo marroquino de 19 anos de idade que joga no PSV Eindhoven. Marcel Brands, director desportivo do clube holandês, confirmou que os «encarnados» avançaram com uma proposta directamente ao clube mas que o jogador optou pelo Sporting. Para esse fim, Carlos Freitas deslocou-se a Paris onde foi vinculado um contrato de 5 anos com uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros. Disse o jovem atleta: «Optei pelo Sporting porque acho que é o clube certo para mim». Apresenta-se em Alvalade em Julho.

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