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És a nossa Fé!

Última hora! Tudo sobre!

A verdade é que nem Napachacha Sellevava, pelo Rubin Kazan, nem Artur Baptista da Silva, pelo Sporting, negaram a existência de negociações - essa é que é essa...

Todavia, louvado nos meus conhecimentos sobre os meandros da bola e na credibilidade das minhas fontes, ambos nada inferiores ou menos desabonados que as dos papagueadores futeboleiros da TV, estou em condições de assegurar que o Ruiz em causa é o Bryan e não o Alan. Continuemos, pois, a dar a merecida atenção aos orgãos (o intestino grosso é um orgão...) de comunicação social "desportivos."

Jornalismo às avessas

Toda a imprensa desportiva traz hoje na primeira página - mesmo em letras pequeninas - a notícia da detenção de Hermínio Loureiro, ex-presidente da Liga, ex-secretário de Estado do Desporto e actual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Por suspeitas de corrupção.

Toda? Toda não. O inefável jornal A Bola omite o assunto na sua capa. Nada: nem uma linhinha.

Uma autêntica lição de jornalismo, mas às avessas.

Jornalismo ou jornalixo?

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O ódio que a imprensa catalã dedica ao Real Madrid em geral e a Cristiano Ronaldo em particular é tão grande que leva os dois periódicos auto-intitulados "desportivos" lá do sítio a fazer capas como estas, impressas no dia da final da Liga dos Campeões. Ambos a torcerem histericamente pela vitória da turma de Turim.

Tiveram azar, estes imbecis. Não só o Real Madrid venceu: também goleou a Juventus por 4-1. E tiveram mais azar ainda: dois dos quatro golos do campeoníssimo Real foram marcados pelo nosso Ronaldo.

Fica a pergunta aos leitores: entendem que isto é jornalismo ou será mais adequado chamar-lhe jornalixo?

Messi quer vir para o Sporting

Todas as alturas são boas para não ler aquilo que se chamam de "jornais desportivos" (nem são jornalísticos, nem falam de desporto...), mas esta altura é ainda melhor. Começou a "silly season" com "notícias" plantadas pelos "empresários" - são aspas a mais mas isto é tudo o "newspeak" de "1984" em que uma palavra significa o seu contrário.

Só para esclarecer de uma vez por todas como se fabricam "notícias":

O "Record" intitula com "Benfica e Sporting atentos a jovem promessa do Santos" uma peça que começa assim: "Benfica e Sporting, através dos seus intermediários no Brasil, já terão sondado os representantes de Guilherme Nunes..." Tradução: os olheiros de ambos os clubes no Brasil fizeram uma ou duas perguntas ao agente do moço, que é para isso que estão avençados. A fonte desta sensacional revelação é o site a.tribuna.com.br. Vamos lá ver o que diz. Sob o título: "Promessa desperta interesse de três times da Europa" a tónica da "notícia" é posta na atenção despertada no Olympique de Marselha acerca da qual, é dito a dado passo: "O estafe do atleta está ciente do desejo desta equipe do Velho Continente."

"Estafe" né? Se calhar diz-se "istafi" no sotaque santista - ou seja o agente do moço. Pronto, ateou-se a bicha de rabiar e os pategos foram atrás. Também, coitados, é preciso encher chouriços. Vai ser assim durante os próximos meses.

Acordem-me, por favor, só quando começar a pré-temporada.

 

PS - Ainda em tempo: "A Bola" [quadrada?] também dá a notícia, podia lá pssar ao lado de tão tremenda caixa... Grande técncia jornalística: picar o que vem em sites. ***bocejo***

O ódio mais rasteiro

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Há jornais assim. Capazes de pôr o ódio clubístico mais rasteiro acima do primeiro mandamento do jornalismo, que é a expressão da verdade sem preconceitos de qualquer espécie. Veja-se a capa de hoje do diário Mundo Deportivo, que se publica em Barcelona. O título mais destacado - espantemo-nos - fica reservado ao prolongamento por um ano do contrato que liga Iniesta ao maior clube catalão. A meia-final madrilena da noite de ontem vem quase escondida, sob um título carregado de indisfarçável aversão ao melhor jogador do mundo: "Cristiano prolonga o pesadelo". E um "destaque" que assinala isto: "Um hat trick do português, iniciado com um fora-de-jogo."

Exemplo de jornalismo - mas pela negativa. Por cá, infelizmente, também há casos destes. Que ajudam a explicar o crescente divórcio entre leitores e jornais.

Jornalismo desportivo: uma disciplina inexacta!

Vamos lá ver se consigo explicar ao que venho.

Sempre que o Sporting tem maus resultados é notícia em letras garrafais em tudo o que é jornais e plataformas virtuais, como se não houvesse mais nenhuma notícia importante para dar.

Ao invés quando outras agremiações apresentam outrossim maus resultados, as notícias vêm quase em nota de rodapé, tentando não dar realce aos desaires.

Esta diferença de tratamento é tão mais visível quanto maior for a diferença de postura dos agentes desportivos. Todos sabemos que BdC e JJ são o alvo preferido da comunicação social, já que ambos se colocam muito a jeito…

Não quero, de todo, uma atitude de preferência para com o Sporting, por parte da comunicação social. Também não pretendo que branqueiem as situações menos correctas no clube. O jornalismo é a arte de informar e divulgar notícias, unicamente.

É certo que quando olhamos para uma garrafa meia, ela pode estar meio cheia ou meio vazia. E em ambas as situações a visão corresponde à realidade.

Todavia nesta mistura explosiva entre jornalismo e clubismo há (ainda) quem consiga ser equidistante e sério, o que é cada vez mais raro, e há aqueles que jamais percebem que, para se ser bom jornalista não é necessário estar mais próximo deste ou daquele clube.

Sinceramente, custa-me entender a filosofia destes novos tempos jornalísticos.

Transcrevo, aplaudo e subscrevo

Ficaria mal com a minha consciência se não transcrevesse aqui, ainda antes de acabar o dia, um trecho desta excelente crónica de Pedro Santos Guerreiro hoje publicada na última página do diário Record.

Muita gente tem o péssimo hábito de medir todos os jornalistas pela mesma bitola. Isto é tão injusto como aplicar o mesmo critério a qualquer outra profissão. Por isso faço questão, sempre que possível, de remar contra a maré.

O Pedro Guerreiro é um daqueles jornalistas que merecem ser apontados como exemplo.

Aqui fica um excerto da crónica assinada no Record pelo director do semanário Expresso:

«De cada vez que falamos do que supostamente se passa na casa de alguém, expomos esse alguém à indiscrição generalizada e ao julgamento ignorante. Não é por esse alguém ser figura pública que ganhamos o direito a ter as chaves da sua vida privada. Até porque não é só a sua privacidade que invadimos: expomos também a da sua família. Incluindo filhos menores que são gozados nas escolas, amigos e amigas que são xingados nos supermercados, cônjuges que são olhados de lado e pelas costas. Não é uma generalização: isto aconteceu. E nós, se comentamos, se partilhamos, se olhamos, estamos a participar no ataque ao ponto mais vulnerável que qualquer pessoa tem, seja um jogador ou um presidente.»

Transcrevo, aplaudo e subscrevo.

A fábrica das mentiras

Já repararam com toda a certeza que desde o início da época existe uma cadência de "notícias", nitidamente plantadas, sobre o contínuo interesse de diversos clubes europeus, normalmente os chamados colossos, sobre alguns jogadores do Benfica. A avidez de os colocar sob os holofotes é tanta, finanças a isso obrigam, que se prestam ao ridículo ao indicarem que atrás de um miúdo de 17 anos, que por manifesta necessidade, por não ter quaisquer outras alternativas, Rui Vitória teve que lançar por breves minutos, andam esses tais colossos interessados.

Mas atentem na forma ignóbil como se processa e fabrica uma notícia deste tipo; Nas capas dos desportivos lisboetas fez manchete que Pep Guardiola se tinha deslocado ao estádio da luz para observar Grimaldo, seu antigo jogador no Barcelona. Estas capas surgiram depois de José Marinho, um jornalista português e acérrimo defensor do Benfica, ter na sua página do facebook, aberta a todos e de fácil consulta, deixado "cair" essa novidade. Logo depois os desportivos, sem sequer confirmar, tomaram um simples post de um ferrenho adepto do Benfica como credível e deram a dimensão, que o próprio José Marinho queria, a uma putativa presença de Pep Guardiola na Luz. Hoje as notícias correm rápido e esta notícia é desmentida, podem ler aqui

O objectivo inicial foi alcançado, para a história fica que Guardiola quer levar mais uma pérola da formação do Benfica (sim, ele não foi formado no seixal, mas claro que no fim é isso que os benfiquistas vão afirmar, tal como o fazem com Semedo, Éderson, André Gomes, Oblak).

Esta rede nos diversos órgãos de comunicação social é o que permite ao Benfica e aos seus actuais dirigentes passar incólumes a todos os escândalos da sua gestão. Ninguém lhes pergunta pelos estranhos e pouco transparentes negócios que envolvem a "venda" de jogadores, nenhum jornalista questiona que raio estava a fazer Luís Filipe Vieira no estádio de um desconhecido clube da segunda divisão inglesa usando o seu, desse clube, traje oficial. Nenhum jornalista lhe pergunta porque raio manteve um treinador durante 6 (seis) longas épocas e só depois de ele sair é que verificou que não era o treinador indicado para um projecto a longo prazo (bastava uma questão: o que significa para si um projecto a longo prazo no futebol?). Nenhum jornalista, tenho a certeza, o vai importunar sobre afinal que valores é que o Bayern pagou ou não pelo passe de Renato Sanches, o Artista do Dia levanta aqui a lebre.

Hoje o Benfica e a sua actual direcção estão numa redoma, protegidos por jornalistas coniventes com tudo o que se passa ali. Empolam miúdos, fazendo deles uns pseudo craques e que depois acabam perdidos em divisões secundárias, são tratados como lixo portanto. Ninguém quer saber. Como disseram alguns jornalistas questionados no estrangeiro sobre os negócios pouco claros entre benfica/Valência/Atlético /Jorge Mendes: É pá não nos compliquem a vida.

São assim os jornalistas desportivos de hoje; sempre de boina na mão, curvados e com a cabeça bem enfiada nas orelhas, deles. E quando os lemos e ouvimos a destilar um ódio primário contra Bruno de Carvalho percebemos que o nosso presidente os assusta de facto. A recuperação, financeira e desportiva, que trouxe ao Sporting em apenas três anos, deixou-os muito apreensivos. Estavam convictos que o Sporting jamais se reergueria. 

É lidar meus senhores, é lidar.

William insatisfeito e João Mário a aprender italiano?

Hoje de manhã, ao ver as imagens publicadas na página oficial de Facebook do Sporting, referentes ao primeiro treino do nosso mais recente reforço, Joel Campbell, fiquei bastante preocupado por 2 motivos. E muito sinceramente até estranho os jornais não terem pegado nisto.

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Ora vejam só o ar de poucos amigos de William Carvalho. Pelas caras fechadas que se vêem na fotografia, o ambiente não deve ser o melhor.

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Estará João Mário já a preparar a sua ida para o Inter, aprendendo italiano com Schelotto?

PS: Peço desculpa por este estúpido exercício de recreação, mas foi só para saber o que sentem alguns jornalistas, quando inventam determinadas notícias que podemos encontrar em certos jornais ou programas televisivos.

Portugalmente

Um tipo vai de férias à estranja e quando volta o Sporting continua à beira do colpaso: Adrien isto, Slimani aquilo, João Mário aqueloutro. Em suma, o caos. Compare-se com a beleza pastoral do Benfica. Talisca? Luisão? Quem são esses?

No fim, do caos resultou a chegada de Joel Campbell, alguém que se arrisca a vir a ser um dos melhores jogadores do campeonato e de quem os jornalistas desportivos não disseram uma palavra até anteontem. Benditos.

vemos, ouvimos e lemos I

(não podemos acreditar)

Decidi que vou começar a colecionar "notícias" absurdas sobre o Sporting para sabermos todos do que falamos quando falamos sobre a imprensa desportiva, a forma como se relaciona com a verdade (riso involuntário) e com o jornalismo, já agora.

Tomemos como exemplo esta "notícia" sobre Slimani: Slimani faltou ao treino

Leram? Portanto, o argelino que faltou ao treino teve, segundo o Sporting, única fonte credível para além do próprio, autorização para se ausentar. do quê? do treino a que faltou. Não é difícil acompanhar, pois não amigos?

No mesmo parágrafo, conseguem dizer que Slimani faltou, e "volta a forçar novo braço-de-ferro em Alvalade", para conseguirem finalmente esclarecer que teve autorização para isso.

Estas pessoas não têm vergonha?

Slimani pode sair do Sporting, é a vida, é o futebol, são os tempos. Mas não me venham dizer que isto é jornalismo, não é. E o Record foi só um, vi outros sites com "notícias" (vómitos) semelhantes. Tenham paciência, vão para a sombra que o sol está quente e não me irritem que eu sou uma pessoa que não se pode enervar, tá?

Queres saber o que é o sistema? Toma lá o sistema.

Anthony Lopes, guarda-redes da selecção portuguesa que se sagrou campeão europeu em França, foi abordado por um jornalista do desportivo A Bola após o encontro entre a sua equipa e o Benfica e recusou-se a falar. O texto que esta recusa originou foi publicado ontem no dito jornal, da qual junto foto. Poder-se-ia, à primeira vista, depois da leitura desta peça jornalística, pensar que seria apenas um revanchismo primário, de alguém que ficou desapontado por não ter conseguido a cacha que julgava natural. Mas parece-me muito mais que isso.

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Esta peça foi mais que um aviso, foi a demonstração de como se sentem alguns jornalistas que se pavoneiam pelas redacções. A forma baixa, reles até como Rogério Azevedo aborda a opção de Antonhy Lopes de não lhe prestar declarações, ultrapassa qualquer noção que possamos ter do que é jornalismo. Pior que tudo o que escreve e como escreve, é o facto de a mesma ser publicada na versão impressa. Nos dias de hoje pode-se infelizmente aceitar que algumas notícias, nas versões on-line dos jornais, possam conter algumas imprecisões ou mesmo que deturpem o que noticiam. Estamos perante a voragem do imediato e aos estagiários que tomam conta das edições digitais por vezes falta-lhes paciência para confirmar o copy/paste que acabaram de publicar. Na edição impressa há ou pelo menos exige-se que haja, um controlo editorial sobre o que é publicado. E tenho a certeza que no jornal A Bola tal controlo existe. Assim, apenas nos resta confirmar que esta peça jornalística teve o apoio do director e restante equipa editorial deste desportivo. E é aqui que entramos no sistema do futebol, português, do qual fazem parte, com grande importância, os órgãos de comunicação social. São aliás peça fundamental, ao não cumprirem o seu dever de investigar e denunciar todos os casos, usando um eufemismo, menos claros que ano após ano caracterizam o nosso futebol.

Esta peça representa em todo o seu esplendor o que é o futebol em Portugal. Se colaboras e entras no sistema és bem tratado. Pelo contrário se não colaboras, se não acedes a fazer o favor, o jeitinho, és alvo da ira conjunta de quem quer que este sistema se mantenha.

Percebem agora o porquê do Sporting, o nosso Sporting, ser tratado como é pela generalidade dos jornalistas em Portugal?

Anúncios classificados

Sobre as transferências que nunca existiram, mas que vão sendo "noticiadas" à boleia de estratégias que pouco ou nada têm a ver com o interesse dos clubes, nada como ir aos estudos da academia.

Eis o resultado de uma tese de mestrado apresentada na semana passada.(*)

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 Como diz o nosso companheiro Zé Navarro de Andrade, "os "jornais" "desportivos" resumem-se aos anúncios classificados dos agentes".

 

(*) Excerto do relatório de estágio do mestrado em Jornalismo do Pedro Maia, apresentada hoje na FCSH, e cuja partilha agradeço ao Nuno Aguiar.

Capitão em Grande!

Já que por cá se endeusam uns em detrimento de outros, importa assinalar o que publicou uma das principais publicações desportivas europeias. O jornal espanhol "A Marca" dedicou, hoje, um artigo ao nosso grande capitão Adrien Silva.  

Vindo do país com o melhor campeonato do mundo, vale o que vale.

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