27 Jan 17

Vamos lá ver se consigo explicar ao que venho.

Sempre que o Sporting tem maus resultados é notícia em letras garrafais em tudo o que é jornais e plataformas virtuais, como se não houvesse mais nenhuma notícia importante para dar.

Ao invés quando outras agremiações apresentam outrossim maus resultados, as notícias vêm quase em nota de rodapé, tentando não dar realce aos desaires.

Esta diferença de tratamento é tão mais visível quanto maior for a diferença de postura dos agentes desportivos. Todos sabemos que BdC e JJ são o alvo preferido da comunicação social, já que ambos se colocam muito a jeito…

Não quero, de todo, uma atitude de preferência para com o Sporting, por parte da comunicação social. Também não pretendo que branqueiem as situações menos correctas no clube. O jornalismo é a arte de informar e divulgar notícias, unicamente.

É certo que quando olhamos para uma garrafa meia, ela pode estar meio cheia ou meio vazia. E em ambas as situações a visão corresponde à realidade.

Todavia nesta mistura explosiva entre jornalismo e clubismo há (ainda) quem consiga ser equidistante e sério, o que é cada vez mais raro, e há aqueles que jamais percebem que, para se ser bom jornalista não é necessário estar mais próximo deste ou daquele clube.

Sinceramente, custa-me entender a filosofia destes novos tempos jornalísticos.


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24 Nov 16

Ficaria mal com a minha consciência se não transcrevesse aqui, ainda antes de acabar o dia, um trecho desta excelente crónica de Pedro Santos Guerreiro hoje publicada na última página do diário Record.

Muita gente tem o péssimo hábito de medir todos os jornalistas pela mesma bitola. Isto é tão injusto como aplicar o mesmo critério a qualquer outra profissão. Por isso faço questão, sempre que possível, de remar contra a maré.

O Pedro Guerreiro é um daqueles jornalistas que merecem ser apontados como exemplo.

Aqui fica um excerto da crónica assinada no Record pelo director do semanário Expresso:

«De cada vez que falamos do que supostamente se passa na casa de alguém, expomos esse alguém à indiscrição generalizada e ao julgamento ignorante. Não é por esse alguém ser figura pública que ganhamos o direito a ter as chaves da sua vida privada. Até porque não é só a sua privacidade que invadimos: expomos também a da sua família. Incluindo filhos menores que são gozados nas escolas, amigos e amigas que são xingados nos supermercados, cônjuges que são olhados de lado e pelas costas. Não é uma generalização: isto aconteceu. E nós, se comentamos, se partilhamos, se olhamos, estamos a participar no ataque ao ponto mais vulnerável que qualquer pessoa tem, seja um jogador ou um presidente.»

Transcrevo, aplaudo e subscrevo.


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17 Nov 16

Justamente assinalado n' O Artista do Dia.


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22 Set 16

Já repararam com toda a certeza que desde o início da época existe uma cadência de "notícias", nitidamente plantadas, sobre o contínuo interesse de diversos clubes europeus, normalmente os chamados colossos, sobre alguns jogadores do Benfica. A avidez de os colocar sob os holofotes é tanta, finanças a isso obrigam, que se prestam ao ridículo ao indicarem que atrás de um miúdo de 17 anos, que por manifesta necessidade, por não ter quaisquer outras alternativas, Rui Vitória teve que lançar por breves minutos, andam esses tais colossos interessados.

Mas atentem na forma ignóbil como se processa e fabrica uma notícia deste tipo; Nas capas dos desportivos lisboetas fez manchete que Pep Guardiola se tinha deslocado ao estádio da luz para observar Grimaldo, seu antigo jogador no Barcelona. Estas capas surgiram depois de José Marinho, um jornalista português e acérrimo defensor do Benfica, ter na sua página do facebook, aberta a todos e de fácil consulta, deixado "cair" essa novidade. Logo depois os desportivos, sem sequer confirmar, tomaram um simples post de um ferrenho adepto do Benfica como credível e deram a dimensão, que o próprio José Marinho queria, a uma putativa presença de Pep Guardiola na Luz. Hoje as notícias correm rápido e esta notícia é desmentida, podem ler aqui

O objectivo inicial foi alcançado, para a história fica que Guardiola quer levar mais uma pérola da formação do Benfica (sim, ele não foi formado no seixal, mas claro que no fim é isso que os benfiquistas vão afirmar, tal como o fazem com Semedo, Éderson, André Gomes, Oblak).

Esta rede nos diversos órgãos de comunicação social é o que permite ao Benfica e aos seus actuais dirigentes passar incólumes a todos os escândalos da sua gestão. Ninguém lhes pergunta pelos estranhos e pouco transparentes negócios que envolvem a "venda" de jogadores, nenhum jornalista questiona que raio estava a fazer Luís Filipe Vieira no estádio de um desconhecido clube da segunda divisão inglesa usando o seu, desse clube, traje oficial. Nenhum jornalista lhe pergunta porque raio manteve um treinador durante 6 (seis) longas épocas e só depois de ele sair é que verificou que não era o treinador indicado para um projecto a longo prazo (bastava uma questão: o que significa para si um projecto a longo prazo no futebol?). Nenhum jornalista, tenho a certeza, o vai importunar sobre afinal que valores é que o Bayern pagou ou não pelo passe de Renato Sanches, o Artista do Dia levanta aqui a lebre.

Hoje o Benfica e a sua actual direcção estão numa redoma, protegidos por jornalistas coniventes com tudo o que se passa ali. Empolam miúdos, fazendo deles uns pseudo craques e que depois acabam perdidos em divisões secundárias, são tratados como lixo portanto. Ninguém quer saber. Como disseram alguns jornalistas questionados no estrangeiro sobre os negócios pouco claros entre benfica/Valência/Atlético /Jorge Mendes: É pá não nos compliquem a vida.

São assim os jornalistas desportivos de hoje; sempre de boina na mão, curvados e com a cabeça bem enfiada nas orelhas, deles. E quando os lemos e ouvimos a destilar um ódio primário contra Bruno de Carvalho percebemos que o nosso presidente os assusta de facto. A recuperação, financeira e desportiva, que trouxe ao Sporting em apenas três anos, deixou-os muito apreensivos. Estavam convictos que o Sporting jamais se reergueria. 

É lidar meus senhores, é lidar.


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24 Ago 16

Hoje de manhã, ao ver as imagens publicadas na página oficial de Facebook do Sporting, referentes ao primeiro treino do nosso mais recente reforço, Joel Campbell, fiquei bastante preocupado por 2 motivos. E muito sinceramente até estranho os jornais não terem pegado nisto.

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Ora vejam só o ar de poucos amigos de William Carvalho. Pelas caras fechadas que se vêem na fotografia, o ambiente não deve ser o melhor.

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Estará João Mário já a preparar a sua ida para o Inter, aprendendo italiano com Schelotto?

PS: Peço desculpa por este estúpido exercício de recreação, mas foi só para saber o que sentem alguns jornalistas, quando inventam determinadas notícias que podemos encontrar em certos jornais ou programas televisivos.


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21 Ago 16
Portugalmente
Luciano Amaral

Um tipo vai de férias à estranja e quando volta o Sporting continua à beira do colpaso: Adrien isto, Slimani aquilo, João Mário aqueloutro. Em suma, o caos. Compare-se com a beleza pastoral do Benfica. Talisca? Luisão? Quem são esses?

No fim, do caos resultou a chegada de Joel Campbell, alguém que se arrisca a vir a ser um dos melhores jogadores do campeonato e de quem os jornalistas desportivos não disseram uma palavra até anteontem. Benditos.


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18 Ago 16
Jornalismo no seu melhor
Francisco Vasconcelos

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Bem sei que é um pouco off do nosso Sporting mas é mais uma prova da qualidade do jornalismo nacional, actualmente. Descubram as diferenças!

 

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09 Ago 16
vemos, ouvimos e lemos I
Paula Caeiro Varela

(não podemos acreditar)

Decidi que vou começar a colecionar "notícias" absurdas sobre o Sporting para sabermos todos do que falamos quando falamos sobre a imprensa desportiva, a forma como se relaciona com a verdade (riso involuntário) e com o jornalismo, já agora.

Tomemos como exemplo esta "notícia" sobre Slimani: Slimani faltou ao treino

Leram? Portanto, o argelino que faltou ao treino teve, segundo o Sporting, única fonte credível para além do próprio, autorização para se ausentar. do quê? do treino a que faltou. Não é difícil acompanhar, pois não amigos?

No mesmo parágrafo, conseguem dizer que Slimani faltou, e "volta a forçar novo braço-de-ferro em Alvalade", para conseguirem finalmente esclarecer que teve autorização para isso.

Estas pessoas não têm vergonha?

Slimani pode sair do Sporting, é a vida, é o futebol, são os tempos. Mas não me venham dizer que isto é jornalismo, não é. E o Record foi só um, vi outros sites com "notícias" (vómitos) semelhantes. Tenham paciência, vão para a sombra que o sol está quente e não me irritem que eu sou uma pessoa que não se pode enervar, tá?


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02 Ago 16

Anthony Lopes, guarda-redes da selecção portuguesa que se sagrou campeão europeu em França, foi abordado por um jornalista do desportivo A Bola após o encontro entre a sua equipa e o Benfica e recusou-se a falar. O texto que esta recusa originou foi publicado ontem no dito jornal, da qual junto foto. Poder-se-ia, à primeira vista, depois da leitura desta peça jornalística, pensar que seria apenas um revanchismo primário, de alguém que ficou desapontado por não ter conseguido a cacha que julgava natural. Mas parece-me muito mais que isso.

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Esta peça foi mais que um aviso, foi a demonstração de como se sentem alguns jornalistas que se pavoneiam pelas redacções. A forma baixa, reles até como Rogério Azevedo aborda a opção de Antonhy Lopes de não lhe prestar declarações, ultrapassa qualquer noção que possamos ter do que é jornalismo. Pior que tudo o que escreve e como escreve, é o facto de a mesma ser publicada na versão impressa. Nos dias de hoje pode-se infelizmente aceitar que algumas notícias, nas versões on-line dos jornais, possam conter algumas imprecisões ou mesmo que deturpem o que noticiam. Estamos perante a voragem do imediato e aos estagiários que tomam conta das edições digitais por vezes falta-lhes paciência para confirmar o copy/paste que acabaram de publicar. Na edição impressa há ou pelo menos exige-se que haja, um controlo editorial sobre o que é publicado. E tenho a certeza que no jornal A Bola tal controlo existe. Assim, apenas nos resta confirmar que esta peça jornalística teve o apoio do director e restante equipa editorial deste desportivo. E é aqui que entramos no sistema do futebol, português, do qual fazem parte, com grande importância, os órgãos de comunicação social. São aliás peça fundamental, ao não cumprirem o seu dever de investigar e denunciar todos os casos, usando um eufemismo, menos claros que ano após ano caracterizam o nosso futebol.

Esta peça representa em todo o seu esplendor o que é o futebol em Portugal. Se colaboras e entras no sistema és bem tratado. Pelo contrário se não colaboras, se não acedes a fazer o favor, o jeitinho, és alvo da ira conjunta de quem quer que este sistema se mantenha.

Percebem agora o porquê do Sporting, o nosso Sporting, ser tratado como é pela generalidade dos jornalistas em Portugal?


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04 Jul 16

Sobre as transferências que nunca existiram, mas que vão sendo "noticiadas" à boleia de estratégias que pouco ou nada têm a ver com o interesse dos clubes, nada como ir aos estudos da academia.

Eis o resultado de uma tese de mestrado apresentada na semana passada.(*)

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 Como diz o nosso companheiro Zé Navarro de Andrade, "os "jornais" "desportivos" resumem-se aos anúncios classificados dos agentes".

 

(*) Excerto do relatório de estágio do mestrado em Jornalismo do Pedro Maia, apresentada hoje na FCSH, e cuja partilha agradeço ao Nuno Aguiar.


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28 Jun 16
Capitão em Grande!
Francisco Vasconcelos

Já que por cá se endeusam uns em detrimento de outros, importa assinalar o que publicou uma das principais publicações desportivas europeias. O jornal espanhol "A Marca" dedicou, hoje, um artigo ao nosso grande capitão Adrien Silva.  

Vindo do país com o melhor campeonato do mundo, vale o que vale.

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26 Mar 16

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Às vezes vale a pena observar com atenção as primeiras páginas do diário O Jogo. Hoje foi um desses esporádicos dias em que ali se praticou jornalismo enérgico e vigoroso, chamando as coisas pelos seus nomes, sem paninhos quentes. Só é pena que esses dias sejam tão raros no pacato jornal, que tem a fama de ser o periódico preferido de Jorge Nuno Pinto da Costa.

"Assim não dá!", gritava a manchete desta manhã. Sem dispensar o inestético e redundante ponto de exclamação. Um título que soava a murro na mesa, reforçado pelo destaque que o acompanhava: "Selecção nacional sofreu um golo ridículo, falhou oportunidades em série e o esquema não funcionou." Tudo isto, note-se, a propósito do jogo particular da equipa das quinas, em preparação para o Europeu de França, que terminou ontem à noite com a derrota portuguesa frente à selecção da Bulgária, por 0-1.

Confesso que li toda esta indignação estampada na capa d' O Jogo com um sorriso de ironia. Tanto o título como o destaque aplicavam-se que nem uma luva, e com muito mais sólidas razões, a diversos jogos do FC Porto nesta temporada. Mas, talvez por distração minha, nunca vi este diário fazer nada semelhante a propósito das paupérrimas exibições dos azuis e brancos.

Os critérios editoriais, ao que parece, oscilam em função da cor das camisolas. O que talvez ajude a explicar o motivo por que Pinto da Costa não dispensa a leitura deste jornal à hora em que toma o cafezinho da manhã.


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10 Fev 16
Indignaçãozinha
Pedro Correia

«Há um novo género de jornalismo no pedaço: é o jornalismo feito para gerar partilhas nas redes sociais. Um exemplo? A notícia sobre a ida de um adjunto de Jorge Jesus ao hotel do Rio Ave. Nas letras pequenas lê-se que o homem foi ver a família. Mas as grandes eram suficientemente grandes para gerar a indignaçãozinha do dia. Toda a tarde recebi alertas.»

Joel Neto, ontem, n' O Jogo


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09 Fev 16

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O Correio da Manhã escreve hoje quatro vezes - repito: quatro vezes - sem o menor sobressalto de dúvida que o árbitro Carlos Xistra perdoou ontem uma grande penalidade ao Sporting.

Vem no texto em que relata o jogo: "Num dos poucos ataques do Rio Ave, João Pereira derrubou Vilas Boas na área. Carlos Xistra mandou seguir. Enganou-se. Era penálti."

Vem num destaque inserido neste mesmo texto: "Carlos Xistra errou ao não assinalar penálti contra o Sporting."

Vem numa caixa, ilustrada com um apito, na mesmíssima página: "Carlos Xistra errou ao não assinalar um penálti cometido por João Pereira por André Vilas Boas."

Vem noutra caixa, ilustrada com um lance do jogo, na página seguinte: "Penálti por assinalar a favor do Rio Ave por derrube de João Pereira a André Vilas Boas, na área."

Muito mais do que uma opinião multiplicada por quatro: é um grito amplificado com megafone.

 

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Diz-se que uma mentira muitas vezes repetida se arrisca a tornar verdade. Nada melhor, portanto, do que tirar a limpo as eventuais ilusões de óptica que possam ter perturbado o autor deste implacável tiro-ao-Xistra enquanto assistia ao jogo.

Pego noutro diário do mesmo grupo editorial, o Record, e o que leio em prosa assinada pelo director do jornal, António Magalhães?

Isto:

"André Vilas Boas cai na área do Sporting depois de uma disputa com João Pereira e reclama-se penálti. Os dois jogadores chocam sem existir qualquer infracção."

Primeiro desmentido das "certezas" do Correio da Manhã.

 

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Sigo depois para A Bola. Análise dos casos de arbitragem por uma das penas mais prestigiadas do diário da Travessa da Queimada: a do jornalista Rogério Azevedo.

O que escreve ele?

"Lance na área do Sporting, entre João Pereira e André Vilas Boas. O médio do Rio Ave acaba por cair, mas sem qualquer falta por parte do defesa do Sporting. Boa decisão por parte de Carlos Xistra."

Segundo desmentido.

 

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Consulto enfim o incontornável tribunal da arbitragem do matutino O Jogo. Lá surgem as opiniões do trio habitual: Jorge Coroado, Pedro Henriques e José Leirós.

Veredicto unânime: nada de penálti.

Escreve Coroado: "Sem irregularidade. Contacto normal na tentativa de chegar à bola, não havendo motivo para intervenção do árbitro."

Escreve Henriques: "Lance legal, sem motivo para penálti. Ambos usaram o corpo na disputa de bola e o choque e a queda foram inevitáveis e normais."

Escreve Leirós: "Com convicção e determinação, Xistra viu bem: não houve carga nem empurrão, apenas disputa leal e vigorosa para recuperar a bola."

Terceiro, quarto e quinto desmentidos.

 

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Fico definitivamente esclarecido.

Mas, no fim de tudo, assalta-me uma dúvida: o solitário opinador que anunciou ao País a existência de um penálti que só ele viu terá mesmo assistido ao jogo?


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03 Fev 16
Leitura recomendada
Pedro Correia

O Jogo e as transferências de Inverno. Do Mestre de Cerimónias, n' O Artista do Dia.


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22 Set 15

A 5 minutos do fim da partida, ouve-se um editor de uma qualquer troika de jornais desportivos: 'muda a capa, muda a capa. Afinal não ''descarrillou''.


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18 Set 15
Falta de exigência
Pedro Correia

Um diário desportivo dá hoje avaliação positiva ao desempenho de cinco jogadores do Sporting na pesada derrota de ontem frente ao Lokomotiv. Cinco.

Às vezes penso que esta falta de exigência - também no plano jornalístico - explica boa parte da quebra de qualidade do futebol português.


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25 Ago 15

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Ninguém me tira da cabeça que Jefferson não está lesionado, está deprimido.

O jornalista (jornalista?) d' A Bola viu assim a actuação do nosso defesa esquerdo.

Faz amanhã uma semana e ainda não houve um pedido de desculpas para o nosso profissional; a culpa foi dele; ponto final.


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12 Ago 15
Aquele rigor
Gabriel Santos

"Sporting. Bruno Paulista fora dos inscritos para a Champions. A contratação mais cara da presidência de Bruno de Carvalho não está na lista para os jogos com o CSKA."

A tentativa de desestabilização é tanta que se perde o rigor jornalístico. O Bruno Paulista ainda pode ser convocado para a Lista B, bastava que tivesse menos de 21 anos. Simples. 


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19 Jul 15

 

Uma estranha concepção de "serviço público" posta em prática pela RTP, paga por todos nós. Como eu já tinha assinalado aqui.

 

Com os meus agradecimentos ao nosso amigo Captomente.


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10 Jul 15

Era tão bom que alguém em Portugal pudesse, sei lá, investigar a "venda" de Jackson Martinez pelo Porto. Que lhes permitiu apresentar resultados positivos no final da época. 

É que consta que no Atlético de Madrid ninguém está a par deste negócio. Se não fosse esta "venda" o Porto iria apresentar prejuízos pelo segundo ano consecutivo. E depois havia aquela chatice do fair-play financeiro da Uefa.

Mas estamos em Portugal, onde durante três semanas só se falou do monstruoso e infame ordenado de JJ no Sporting. 

Também era giro, de gargalhada, que algum jornalista pudesse por exemplo achar estranho as "vendas" pelo Benfica de jogadores de que ninguém ouviu falar e sempre por quinze milhões de euros.

E giro que era se algum jornalista cá do burgo fosse pela internet fora investigar os negócios dos fundos e dos agentes que dominam clubes em Portugal e decidem quem fará parte do plantel ou não, limitando-se o clube a baixar a cabeça.

Mas como nada acontece neste deserto no fim da Europa, podemos, sempre a sorrir e a acenar, concluir que aqueles que tanto botam faladura sobre tudo o que mexe no sporting ou são cobardes ou avençados.

Ou então são apenas tolos.

 


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20 Jun 15

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Uma vez mais, fico com a sensação de ter visto um jogo totalmente diferente. Para o jornalista do diário A Bola que avaliou o desempenho dos nossos jogadores no Portugal-Inglaterra do Europeu de sub-21, William Carvalho foi o pior em campo. Algo precisamente nos antípodas do que aqui escrevi.

Como é possível que o nosso médio mais recuado - que jogou toda a partida - tenha sido o pior em campo num desafio que Portugal venceu por 1-0, impondo uma derrota memorável à Inglaterra, selecção que tinha marcado em todas as partidas da fase de qualificação?

Vejamos então quais foram os poderosos argumentos contra William do jornalista Nuno Saraiva Santos, responsável pelas avaliações no plano individual: «Passou pela zona mista de rosto terrivelmente fechado. Tinha razões para isso. Onde anda aquele William irresistível? Lento, a dar muito espaço aos adversários e sem aquela precisão no passe que deliciava os adeptos. Só muito amiúde se viu o médio. E apenas fogachos. Um remate (88') ao lado.»

Vimos portanto jogos muito diferentes daquele que ele viu - e utilizo o plural porque incluo os próprios adeptos ingleses, que não negaram aplausos a William Carvalho com fair play muito britânico.

 

Mas terá razão o jornalista d' A Bola?

Leio a avaliação ao jogo feita por Rui Malheiro, que assina algumas das melhores análises futebolísticas na imprensa portuguesa. Ele sim, viu o mesmo desafio que eu. Ele viu Portugal a vulgarizar a poderosa selecção inglesa, ele viu a vedeta Harry Kane travada a todo o passo pelo nosso bloco defensivo. Ele viu William Carvalho como peça fundamental dessa estratégia e primeiro construtor do processo ofensivo português, traduzido neste triunfo que merece ser assinalado.

«Foi nos vértices do losango desenhado por Rui Jorge que Portugal venceu o jogo ante uma Inglaterra muito afoita na etapa inicial. William Carvalho, o vértice defensivo, revelou - com a subtileza de quem percorre quilómetros dando a entender que se movimenta a passo - um elevado sentido posicional e grande eficácia nas acções de antecipação e de desarme, para além da habitual segurança nas entregas, que permitiram fazer a bola circular, e inteligência nos desdobramentos sempre que decidiu invadir o meio-campo adversário», assinala Rui Malheiro, com a sua habitual argúcia, na edição de ontem do Record.

 

Ora aí está. O jornalista da Travessa da Queimada que atribuiu nota 5 (em 10) a William Carvalho) foi incapaz de perceber essa subtileza «de quem percorre quilómetros dando a entender que se movimenta a passo». Eu, que hoje me sinto generoso, atribuo nota 3 (também em 10) ao texto que ele escreveu.

E para a próxima, meu caro William, não te esqueças de sorrir quando passares pela zona mista: isso também conta para a nota.


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04 Jun 15


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26 Mar 15
Três meses depois
Pedro Correia

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Confundindo talvez desejos com realidade, um vetusto jornal diário divulgou a 26 de Dezembro de 2014, com grande destaque, esta notícia não confirmada. Dois títulos, dois erros garrafais: não só Marco Silva não "deixou" Alvalade como Bruno de Carvalho, naturalmente, não havia tomado decisão alguma nesse sentido.

Há três meses que este mesmo jornal deve um pedido de desculpas aos leitores. Por ter difundido informação especulativa e desmentida pelos factos.


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23 Mar 15

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À atenção da nova equipa que lidera a comunicação do Sporting Clube de Portugal: quando houver desaire, urge impedir a todo o custo o presidente de escrever numa rede social. O melhor é encaminhá-lo para o balneário leonino e deixá-lo lá estar um minuto ou dois. Para depois poder soprar à imprensa títulos como este que vejo hoje na capa do Record: "Vieira pede calma no balneário".

Ou o que já vinha na edição de ontem do mesmo jornal: "Presidente no balneário - Pinto da Costa esteve com a equipa no final do jogo".

Não resolve problema algum mas dá a ideia de um líder solidário com o grupo de trabalho, capaz de mobilizar o colectivo nos momentos de infortúnio. Resulta como manobra de diversão mediática. E é sempre verosímil. Afinal para onde se há-de correr na hora do aperto senão para o balneário?


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28 Jan 15
Um mês depois
Pedro Correia

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Confundindo talvez desejos com realidade, um vetusto jornal diário imprimiu com grande destaque esta notícia não confirmada. Dois títulos, dois erros garrafais: não só Marco Silva não "deixou" Alvalade como Bruno de Carvalho, naturalmente, não havia tomado decisão alguma nesse sentido.

Há mais de um mês que este mesmo jornal deve um pedido de desculpas aos leitores. Por ter difundido informação especulativa e desmentida pelos factos.


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09 Jan 15
A caçar gambuzinos
Paulo Gorjão

Numa altura em que o Sporting [a] regista a sua melhor série de jogos nesta época, [b] em que Marco Silva está à beira de igualar a melhor série de Leonardo Jardim, i.e. 11 jogos sem perder, [c] em que o clima de desanuaviamento é mais do que evidente, o Record decide destacar hoje nas suas páginas interiores, em texto não assinado, que a vitória em Braga anula cláusula rescisória.

Bem sei que não devemos deixar que a realidade estrague uma boa história. Mas, por Toutátis, alguém acredita que, depois de tudo aquilo que se passou e tendo em conta o que em cima acabo de referir, a mesma seria accionada se o Sporting perdesse?

Os jornais desportivos precisam de criar estórias para vender, bem sei. Longe de mim querer ensinar um jornalista desportivo a inventar estórias. Afinal, era o que faltava querer ensinar a missa ao sacristão. Mas convém ir rodando a bola, até para não parecer que o alvo é sempre o mesmo. Em nome de alguma, digamos, credibilidade.


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08 Jan 15

Record de hoje, pág. 8. Escondida ao fundo da página, uma notícia com o seguinte título: «Um abraço a selar a paz».
Que diz essa notícia? Bruno de Carvalho e Marco Silva «partilharam um abraço após o final do desafio», celebrando juntos a vitória sobre o Famalicão.
Após tanto alarido durante três semanas, o epílogo da história surge ao fundo de uma página par, em lugar discretíssimo. Mereceu uma singela notícia de 16 linhas.


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04 Jan 15

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«Houve momentos de equilíbrio territorial, mas a diferença esteve sempre presente, a não ser quando Carrillo tinha a bola, conseguindo, de forma prodigiosa, desequilibrar o adversário. Carrillo - esse sim - já pertence a uma elite europeia. Mostrou-o, ontem, numa das mais afamadas montras. O Sporting tem uma jóia que não poderá desperdiçar.»

Vítor Serpa, no jornal cuja capa aqui se reproduz

(Crónica do jogo Chelsea-Sporting - A Bola, 11 de Dezembro de 2014)

 

«Parece que a equipa [do Sporting] e os seus jogadores vivem um tempo de inquietação e de ausência de autoconfiança. Por vezes, sente-se que a bola queima os pés dos jogadores. Alguns deles, tecnicamente muito dotados, como é o caso mais flagrante de Carrillo, parecem trôpegos, longe das virtudes que já tantas vezes se lhes reconheceu.»

Vítor Serpa, aparentemente já esquecido do que escrevera uma semana antes

(Editorial d'A Bola, 18 de Dezembro de 2014)


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02 Jan 15
Nem assim!
Edmundo Gonçalves

O preço dos combustíveis aumentou ontem.

 

Nem assim!


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Antes assim
Pedro Correia

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O Artista do Dia já tinha avisado: tão fatal como as andorinhas voltarem na Primavera, é este segundo dia do ano começar com uma "entrevista exclusiva" do jornal A Bola a Luís Filipe Vieira, um dos seus mentores espirituais. Gostei de ver hoje, nas bancas, que a tradição se cumpriu: temos mais um "rigoroso exclusivo" com o entrevistado de sempre.

Eis também uma forma de aquele vetusto periódico nos revelar logo a abrir o ano qual é a sua preferência clubística. Sem sofismas nem disfarces. Antes assim.


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16 Dez 14

Há várias maneiras de começar a escrever uma notícia.

Esta, por exemplo: «O presidente do Futebol Clube do Porto Pinto da Costa entrou no Estabelecimento Prisional de Évora por volta das 15.00 de terça-feira.»

Mas para evitar confusões convém lê-la até ao fim.


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22 Nov 14

Não faltaram manifestações de ironia e sarcasmo, nos meios jornalísticos ligados ao futebol, sobre a política generalizada de aumento das cláusulas de rescisão de jogadores posta em prática por Bruno de Carvalho. Isso não surpreende: temos visto por estes dias que o tema Sporting é o que mais "vende".

Já por contraste não deixa de surpreender que o Benfica renove o vínculo contratual com um dos seus principais jogadores, aceitando baixar-lhe a cláusula de rescisão, e tal assunto passe praticamente despercebido, sem dar origem a intermináveis debates televisivos com os intervenientes do costume. Como se fosse a coisa mais natural do mundo um clube rever em baixa o valor de um dos seus principais "activos", como agora se diz.

Nunca deixarei de me espantar com a disparidade destes critérios jornalísticos.


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18 Nov 14
Avivar memórias
Pedro Correia

A falta de memória é enorme no futebol português - e no nosso jornalismo desportivo. Cada facto é encarado como se não houvesse antecedentes. Mas há. Basta pesquisar.


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04 Nov 14

Os senhores do outro lado da segunda circular voltam a dar razão ao ditado popular " diz-me com quem andas, saberei como és " 

O director do jornal "O Benfica", José Nuno Martins, chamou "palerma" a Bruno de Carvalho, esta terça-feira, durante um dos programas matinais da Benfica TV.


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24 Set 14
Duplo critério
Pedro Correia

             

 

Reparem no tratamento editorial destas duas primeiras páginas.

 

Na primeira, a 17 de Setembro, noticia-se uma derrota do Benfica para a Liga dos Campeões, mas o tom é triunfal: a manchete, impressa em letras garrafais (acrescidas de ponto de exclamação), resume-se à palavra "incrível" ilustrada com o treinador Jorge Jesus a bater palmas. Tudo aqui sugere a vitória encarnada contra o Zenit. "Luz aplaudiu de pé o esforço das águias", reza a frase que antecede o título principal, logo seguida de outra, com citação de Jesus embevecido com "manifestação dos adeptos".

O Benfica perdeu 0-2 em casa. Mas ninguém diria.

 

Na segunda, a 18 de Setembro, noticia-se um empate do Sporting fora de casa, também para a Liga dos Campeões, mas o tom é fúnebre: a manchete, impressa em letras garrafais, grita ao leitor: "Dupla traição". Vemos três jogadores leoninos em atitude de desânimo. Tudo aqui sugere a derrota do nosso clube contra o Maribor. "Erro inacreditável dos centrais tira vitória ao leão", proclama a frase que acompanha o título principal.

O Sporting empatou 1-1 fora de casa. Mas ninguém diria.

 

Estas duas edições surgiram nas bancas com um intervalo de 24 horas. São de um jornal que muitos agora dizem "conotado com o Sporting". Não é verdade, como aqui se comprova. Se há coisa que nós, sportinguistas, não precisamos é desta imprensa "amiga". Bastar-nos-ia uma imprensa com critério editorial uniforme. Como nos bastaria uma arbitragem com critério técnico e disciplinar uniforme, que não beneficiasse nem prejudicasse ninguém.

São talvez aspirações utópicas. Por mim, não me cansarei de continuar a lutar por elas.


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10 Set 14

 

 

Há anos que não se via tanto frenesim sobre aquisições de jogadores, reais ou imaginárias, na imprensa desportiva. A coisa começou logo na abertura do defeso, a 17 de Maio, quando o Record anunciou: "Rotariu para o ataque". Do Sporting, apesar de o jovem Dorin Rotariu, de 18 anos, ser exibido com equipamento encarnado na capa do matutino.

Razão para esta manchete? O jornal esclarecia: "Sporting procura reforçar-se no estrangeiro". Como se um clube que gastou apenas cerca de 250 mil euros para contratar Slimani - considerado o melhor em campo em dois jogos do Campeonato do Mundo, Argélia-Coreia do Sul e Argélia-Rússia - precisasse de despender "no mínimo" um milhão para trazer este extremo-esquerdo do Dínamo que também pode adaptar-se a ponta-de-lança.

"A indefinição em redor do comando técnico não emperra a máquina leonina", elogiava o jornal, aparentando, a toda a largura da primeira página, estar garantido aquilo que não passava de uma hipótese. Mais de três meses depois, conclui-se que se tratou de um remate para golo que saiu ao lado. Algo que durante a silly season aproxima este matutino da selecção nacional: rematam muito e acertam pouco. Ou nada.

Aliás neste caso nem foi preciso esperar três meses: bastaram três dias.


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09 Set 14

 

Quantos exemplares de jornal se venderam este Verão à conta da baliza do Sporting? Nunca saberemos. Sei, isso sim, que Rui Patrício não deixou de constituir uma obsessão para certa imprensa. Quando a baliza era o problema número 1, bem real, de outros clubes (estou a lembrar-me do Benfica, por exemplo), algumas manchetes preencheram-se com problemas imaginários. Dando o passo maior que a perna, como bem ilustra este título bombástico do Record de 14 de Junho, que nem admitia a dúvida: dava-nos a certeza.

"Vagner eleito", berrava o jornal, garantindo que Marco Silva "já escolhera" o estorilense para nosso guarda-redes. Por sua vez, Patrício rumaria ao Mónaco sem olhar para trás.

Eis o jornalismo imitando as telenovelas. Com muita emoção, paixões à solta, cenas dos próximos capítulos - e uma relação muito distanciada com a vida real.

Cheguei a ter a sensação de que o director deste matutino se chamava Joaquim Rita. O mesmo que a 27 de Julho de 2013 declarou aos microfones na Antena 1: «É inevitável a saída de Rui Patrício.» Ou que se chamaria Rui Santos. O mesmo que a 7 de Maio de 2012 declarou na SIC Notícias: «Tenho a sensação de que o Rui Patrício não quererá ficar no Sporting.»

Golos na própria baliza. Sem a mínima hipótese de defesa.


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08 Set 14

 

Há metáforas mais infelizes que outras. A equiparação de jogadores profissionais de futebol a presas de caça, feita por jornalistas preguiçosos ou sem imaginação para elaborar títulos, é uma das mais lamentáveis que li neste defeso, onde o mau gosto foi nota dominante.

Mas este até seria um problema menor se a informação fosse rigorosa. Ora nada disto sucedeu aqui: o jornal preferido do presidente do FC Porto, à falta de melhor notícia, entendeu estampar a 31 de Maio, em letras garrafais, nada menos que isto: "Leão caça na América do Sul". Podia ter sido no Levante, na Terra Nova, na Papuásia ou na Conchinchina: fica a ideia que apontaram para o primeiro lugar do globo para onde estavam virados no momento de fechar o jornal.

Dizia essa edição destinada a coleccionadores de peças raras da nossa imprensa que o Sporting iria "pescar" (mal por mal, prefiro este verbo) o colombiano Charles Monsalvo, o equatoriano Fidel Martínez e o venezuelano Josef Martínez. Três tiros na água: nenhum deles foi visto sequer nas imediações do aeroporto da Portela. O plantel do Sporting para 2014/15 tem 20 portugueses, quatro brasileiros, dois espanhóis, dois egípcios, dois franceses, um argentino, um búlgaro, um japonês, um caboverdiano, um escocês, um camaronês, um argelino e um peruano. E ainda um colombiano, sim - chamado Fredy Montero. O Jogo ficou off-side.


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07 Set 14

 

Em certas alturas a imprensa desportiva assemelha-se muito à imprensa cor-de-rosa. Até na escolha dos verbos utilizados para as manchetes. Uma das que mais me enterneceram neste defeso surgiu impressa na edição de 28 de Junho do imprescindível jornal A Bola. "Luís Felipe - O lateral que encantou Jorge Jesus", rezava o título em caixa alta do matutino. Num estilo digno de fazer inveja à Lux ou à Caras...

Como sucede a qualquer derriço estival, no entanto, também este se eclipsou depressa. Do rubro encanto ao canto do cisne foi um curto passo. Luís Felipe, o homem da parangona, regressou ao Brasil: Jesus dispensou-o do plantel. Desta vez sem direito a manchete rubra e luzidia.

Quem quiser vê-lo actuar nos dias que correm pode acompanhar os jogos do modesto Criciúma, onde alinha este ex-futuro craque, que antes de o ser já não era. O treinador que por ele tanto se embeiçou colocou-o afinal fora de jogo. Acontece com frequência nesta época de paixões fugazes.

Imagino o efémero ídolo da Travessa da Queimada, agora escorraçado, a suspirar de saudades em cada melancólico fim de tarde lá na terrinha: "Jesus, Jesus! Porque me abandonaste?"


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