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És a nossa Fé!

O melhor da jornada

Grande jornada do lexicólogo Jorge de Sousa, portista de gema. Na sexta ajudou a roubar ao Vitória de Setúbal um golo de bola dois palmos dentro da baliza, em benefício de um jogo de sofás da capital do móvel. No Domingo, alto lá que o Rio Ave saía da casca e foi preciso mandar um dos centrais para o balneário mais cedo. Sempre na brecha.

Um abraço ao Stojkovic

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Meu caro Vladimir:

Venho dar-te os parabéns. Foste um enorme profissional, digno da Academia que te formou como atleta - uma das melhores da Europa. Porque evitaste a provocação da besta que ontem se portou contigo abaixo de qualquer nível aceitável por padrões de pessoas civilizadas. Foste contido, resiste à tentação de lhe responder à letra, soubeste portar-te como um cavalheiro perante aquele labrego com idade para ser teu pai e sem categoria para ter insígnias FIFA.

Felicito-te porque, com apenas 20 anos, revelaste uma impressionante maturidade. Eu, no teu lugar, não teria mantido o sangue-frio: o mais provável era devolver ao grosseirão as palavras que lhe saíram da boca com manifesta intenção injuriosa. Claro que receberia logo o cartão vermelho por "linguagem imprópria em recinto desportivo". Ao contrário dele, que ficará impune.

Quero mandar-te um caloroso abraço de apreço e admiração, meu caro. Demonstraste em campo - e o País inteiro comprovou - que és não apenas um desportista com valor mas também um cidadão digno. E se o desporto não serve também para formar excelentes cidadãos falha no essencial da sua missão. Nenhum apito na boca disfarça a ausência de princípios e de classe.

Ética - a linguagem de Jorge Sousa

A linguagem empregue hoje pelo árbitro Jorge Sousa para com o jogador Vladimir Stojkovic, durante o Real Massamá - Sporting B, deveria merecer por parte do Conselho de Arbitragem da FPF um conjunto de acções de formação destinadas a criar um padrão de comportamento dos árbitros no seu relacionamento com os jogadores de futebol.

O caso é ainda mais grave porque Jorge Sousa foi eleito o melhor árbitro da temporada 16/17, tem as insígnias da FIFA e, no dealbar da referida partida expulsou um jogador da equipa leonina, Abdu Conté, por motivos que os comentadores SportTV não conseguiram descortinar e que, tanto quanto se vai lendo, se prenderiam com "palavras".

É certo que Jorge Sousa, segunda o mesma Estação, já se terá retratado das palavras usadas, em telefonema feito a Luis Martins (treinador do Sporting B), o que certamente será uma atenuante no julgamento que se poderia fazer sobre o seu carácter, mas a verdade é que errou e, tal como o jogador leonino expulso, deveria ser penalizado pela Justiça desportiva.

Mais uma vez se insiste: a maior parte dos problemas resultam da falta de regras e procedimentos. A quem interessa isso? Não acredito que o CA da FPF fique contente com o que aconteceu, considero até elogiável o esforço que têm feito de divulgação do protocolo do Vídeo-árbitro e a justificação das decisões tomadas após as jornadas, mas impõe-se uma explicação de Fontelas Gomes sobre esta matéria.

E o nosso auditório, o que pensa destes acontecimentos?

 

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A suta, o trabalho, um ângulo de análise

Convido-os a analisar, detalhadamente, este vídeo.

As pessoas menos habituadas à subtileza da língua portuguesa vão ouvir ali uns palavrões.

Jorge Sousa manda o guarda-redes para a baliza, "vai p´ra suta da baliza" (a suta é um instrumento que mede os ângulos) diz ainda: "estou a brincar com quem? Trabalho! A brincar com quem? Trabalho!" repete com convicção.

A arbitragem é um trabalho.

Mais à frente, neste jogo, Jorge Sousa expulsa o lateral esquerdo do Sporting com um vermelho directo... por palavras.

Vai p' ó trabalho, Jorge; apesar de tudo o Sporting derrotou os fingidores de Massamá (1-2).

Nuno, Pizzi, Jonas e Xistra

O celebrado árbitro Carlos Xistra - convocado para o Benfica-FCP de ontem porque Jorge Sousa, putativo "segundo melhor árbitro português", voltou a lesionar-se - honrou as melhores tradições dos seus pares, deixando Jonas e Pizzi por sancionar com cartões mais que merecidos.

O caso de Jonas é particularmente escandaloso, porque abalroou ostensivamente o treinador do FC Porto na sua área técnica, numa agressão grosseira que todo o país desportivo devia condenar. Nuno Espírito Santo, há que reconhecer, não possui os dotes histriónicos do seu colega Lito Vidigal, que ao mais leve encosto se teria atirado para o chão simulando uma síncope cardíaca ou lesões gravíssimas na caixa craniana. Forçaria assim Xistra a expulsar Jonas, que ontem fazia anos. Seria uma enorme chatice.

Assim só faltou o árbitro cantar-lhe os parabéns a você e ajudá-lo a soprar a vela.

 

Pérolas de Rui Oliveira e Costa (27)

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«Os sportinguistas que me desculpem, mas eu se fosse árbitro não marcava grande penalidade [no lance em que Nelson Semedo desvia a bola com o braço na grande área benfiquista]. Eu se fosse árbitro não marcava. Não assinalava. O árbitro só pode marcar se houve intencionalidade!»

Ontem, na RTP 3, analisando um lance em que até vários benfiquistas e portistas consideram ter havido falta que merecia ter sido punida com castigo máximo

Os penáltis que só o árbitro Sousa não viu

Rescaldo do Benfica-Sporting, esta noite na TV:

 

Alexandre Pais (comentador, Record)

«Assim se conclui que o Sporting não merecia ter perdido e que tem motivos de queixa do árbitro? Sem dúvida.»

Bernardino Barros (comentador, TVI 24)

«Duas grandes penalidades por assinalar. O primeiro lance foi ainda mais grave porque penalizou duplamente o Sporting: foi na sequência desse lance que surgiu o golo do Benfica em contra-ataque. Má arbitragem de Jorge Sousa, que adulterou o resultado.»

Dani (comentador, TVI 24)

«Pizzi tocou na bola com o braço. (...) Nelson Semedo pôs o braço na bola. Foram grandes penalidades.»

David Borges (comentador, SIC Notícias)

«Parece que a mão direita de Pizzi toca na bola. (...) O braço de Nelson Semedo alarga-se, pode haver grande penalidade.»

Duarte Gomes (ex-árbitro, SIC Notícias)

«Não é normal o mesmo jogador, na mesma jogada, tocar na bola duas vezes. Num segundo momento, Pizzi parece controlar a bola com o braço direito num movimento deliberado. Pareceu-me penálti. Depois o Nelson Semedo usa o braço para cortar a bola. Outro penálti por marcar.»

Joaquim Rita (comentador, SIC Notícias)

«O movimento de Nelson Semedo amplia a zona de impedimento de progressão da bola. Do meu ponto de vista é penálti, claramente. Também no outro lance [de Pizzi] houve uma grande penalidade por marcar contra o Benfica.»

Jorge Faustino (ex-árbitro, TVI 24)

«É inequívoco que é penálti [de Pizzi] e o árbitro não podia ter deixado de ter visto o lance.»

José Guilherme Aguiar (comentador, SIC Notícias)

«Ficaram dois pontapés de penálti por assinalar. O árbitro teve influência no resultado devido a estes dois erros graves que aconteceram.»

Luís Pedro Sousa (jornalista, Record)

«O Sporting não teve a sorte do jogo e foi penalizado pelas decisões mais importantes de Jorge Sousa.»

Manuel Fernandes (comentador, SIC Notícias)

«Tanto o Benfica como o Sporting não mereciam uma arbitragem desta natureza. No lance do Pizzi, ele [Jorge Sousa] está de frente; no lance do Nelson Semedo ele está no enfiamento, sem ninguém à frente. Os penáltis são flagrantes.»

Marco Ferreira (ex-árbitro, Record)

«Nelson Semedo cortou a bola com o braço direito, dentro da área do Benfica. Apesar de ter o braço junto ao corpo, o lateral direito dos encarnados fez o movimento deliberado em direcção á bola, quando procurou impedi-la de chegar à baliza.»

Miguel Guedes (comentador, RTP 3)

«O Sporting foi prejudicado neste jogo. (...) No primeiro lance parece-me evidente que Pizzi está a olhar para a bola e se não ajeita da primeira vez com o braço ajeita da segunda vez com a mão.»

Pedro Sousa (comentador, TVI 24)

«As grandes penalidades são evidentes. Claro que tiveram influência no resultado.»

Rodolfo Reis (comentador, SIC Notícias)

«É um grande penálti! [Pizzi] tem as mãos abertas, faz volume, a bola bate-lhe, ele domina-a, é penálti.»

Rui Pedro Brás (comentador, TVI 24)

«É penálti claríssimo [de Nelson Semedo], sem espinhas. Erro grosseiro da equipa de arbitragem.»

Rui Santos (comentador, SIC Notícias)

«O segundo lance é indiscutível: há um abrir do braço do Nelson Semedo e, portanto, há claramente a intenção de jogar a bola com a mão.»

Vítor Serpa (jornalista, A Bola)

«Há dois lances para penalty na grande área do Benfica. E se, no primeiro, de Pizzi, ainda se admite a interpretação, embora errada, do árbitro, no segundo, de Nelson Semedo, não há lugar a qualquer dúvida.»

Texto actualizado

O dia dos Jorges em 5 pontos

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1- Jorge Sousa rouba o Sporting em 2 penalties, sendo que um deles dá inicio à jogada do primeiro golo do Benfica.

2 - Rui Chorão Pinho curiosamente hoje não quer falar de anti jogo e do árbitro.

3 - Parece que André Ventura sempre sabia alguma coisa, o que lhe dava tanta confiança.

4 - O Sporting teve uma primeira parte pobrezinha e uma ineficácia preocupante

5 - Jorge Jesus mexe mal na equipa ao tirar Bruno César e  Bas Dost e precisa claramente de 2 laterais como deve ser.

A caixa de pandora

Não acham que ao pedir a Jorge Sousa para reapitar o jogo Sporting vs Benfica, a FPF está a abrir um precedente muito perigoso, ou sou só eu?

Dúvida 1: Se um clube reclamar sobre um penalti não marcado a seu favor e o árbitro for chamado a reapitar o jogo e considerar que se enganou, repete-se o lance ou é de imediato considerado golo a favor do reclamante? Se por consequência desta decisão o resultado se alterar, será este validado?

Dúvida 2: Se um jogador que não foi admoestado for considerado infractor pelo árbitro nesta reapitação do jogo e merecer a expulsão, a equipa do putativo infractor perde por falta técnica, já que deveria ter jogado o resto do jogo com menos um elemento, ou repete-se o restante tempo nesta nova situação?

Dúvida 3: Perante esta salgalhada toda, não seria de avançar, rápido e em força, para as novas tecnologias, em socorro dos árbitros?

Se tiverem mais dúvidas, força!

Tribunal unânime: penálti perdoado ao Braga

Os especialistas em arbitragem do diário O Jogo não têm dúvidas: ficou um penálti por marcar ontem no Sporting-Braga, aos 64', quando o braço do bracarense Ricardo Ferreira desviou a trajectória da bola.

Eis as opiniões:

Jorge Coroado: «Motivo bastante para penálti. Ricardo Ferreira jogou a bola com o antebraço direito, ficando com ela dominada. Penálti mais evidente que o assinalado [aos 57'].»

Pedro Henriques: «Embora o árbitro considere que o remate foi a curta distância, Ricardo Ferreira é deliberado a movimentar o braço. Infracção passível de penálti.»

José Leirós: «Lance duvidoso, num movimento de braço direito a rodopiar, impedindo que a bola seguisse a sua trajectória, dominando-a e jogando-a. Grande penalidade por assinalar.»

 

Mas não foi só O Jogo a considerar que o árbitro Jorge Sousa perdoou um penálti limpinho ao Sporting. Outro diário desportivo, A Bola, é da mesma opinião:

Hugo Forte: «Ricardo Ferreira tem o braço afastado do corpo quando toca a bola dentro da área, por isso havia razão para a marcação da grande penalidade. Decisão errada.»

Miguel Cardoso Pereira: «Fica por assinalar um penálti a favor do Sporting, por mão na bola de Ricardo Ferreira (65') - se se mantivesse o critério que terá sustentado o primeiro penálti, portanto.»

 

E como não há dois sem três, igualmente o Record não tem dúvidas: Jorge Sousa prejudicou a nossa equipa ao deixar por marcar aquela falta dentro da grande área bracarense.

António Magalhães: «Ricardo Ferreira tem o braço aberto e é com ele que impede o passe de Montero para Ruiz. Jorge Sousa entende como fortuito e não aplica o critério do lance anterior.»

Inadmissíveis

«Jorge Sousa não esteve bem na sua deslocação à Madeira para dirigir o encontro entre o Nacional e o FC Porto, usurpando dois castigos máximos à equipa de Manuel Machado: um por mão de Marcano e outro por falta clara deste jogador sobre João Aurélio, erros inadmissíveis para um árbitro internacional.»

Joaquim Campos, ex-árbitro internacional, no Record de hoje

Admissão de culpa

O árbitro do jogo Sporting-benfica, Jorge Sousa teve nota negativa. Não posso estar mais de acordo. Os lances em que errou fora tantos e tão graves que é certeira a avaliação que o observador realizou. Dois penalties claros por assinalar a favor do Sporting, agressões de jogadores do benfica não sancionadas a jogadores e ao treinador adjunto do Sporting, mancham de forma clara a actuação de Jorge Sousa neste jogo onde o Sporting eliminou de forma justa o benfica apesar destes erros de arbitragem.

Quem os viu e quem os vê

A estratégia do Benfica, após seis derrotas em jogos oficiais quando ainda estamos em Novembro, girou 180 graus. Como é bem patente nas intervenções de representantes encarnados nos debates televisivos.

No rescaldo do Sporting-Benfica isso ficou mais evidente que nunca: os mesmos que ainda há pouco não desperdiçavam uma ocasião para enaltecer a competência dos árbitros portugueses estão agora na primeira linha dos queixumes contra a arbitragem.

E fazem-no em total sintonia, sem discrepância de qualquer espécie. Como se percebe nestas transcrições inflamadas contra os homens do apito:

 

João Gobern (Trio d' Ataque, RTP 3): «Um dia destes vamos ter que criar uma medalha, um prémio, uma distinção, umas férias pagas em qualquer lado, ao primeiro árbitro que marcar um penálti contra o Sporting. Até agora, nada. (...) Nos três jogos com o Sporting o Benfica foi sonegado de três grandes penalidades!»

Rui Gomes da Silva (O Dia Seguinte, SIC Notícias): «O escândalo que foi esta arbitragem! (...) Jorge Sousa teve má fé.»

Pedro Guerra (Prolongamento, TVI 24): «Todo o País já percebeu que o Sporting está a ser beneficiado por decisões de arbitragem e conseguiu passar a eliminatória da Taça de Portugal graças a decisões de arbitragem. (...) É preciso dar um murro na mesa!»

O penálti que o árbitro nos tirou

Andam alguns lampiões a uivar à lua, queixando-se da arbitragem de Jorge Sousa no Sporting-Benfica - terceira derrota consecutiva da equipa treinada por Rui Vitória contra nós. São os mesmos que ainda há bem pouco nos chamavam calimeros quando contestávamos os homens do apito.

Segundo os tais uivadores, Jorge Sousa terá feito vista grossa a um suposto penálti cometido sobre Luisão quase no fim do desafio que ditou a eliminação do SLB da Taça de Portugal. Perante tanto ruído, recorri ao tira-teimas do costume: o Tribunal do jornal O Jogo - a maior referência em crítica de arbitragem da imprensa portuguesa.

 

O que se lê lá? Que houve de facto uma grande penalidade que ficou por assinalar. Mas não aquela de que se queixam os lampiões. Afinal a equipa prejudicada foi a do Sporting.

Passo a citar:

Jorge Coroado: «Samaris empurrou Slimani, o árbitro não terá entendido como movimento faltoso, considerando antes simulação, o que não aconteceu.»

Pedro Henriques: «Samaris usa o braço esquerdo e o direito em simultâneo e empurra Slimani, que choca contra André Almeida, acabando por cair. Grande penalidade.»

José Leirós: «Slimani tenta passar pelo meio de dois jogadores. Samaris empurra-o com os dois braços, provocando o seu derrube. Penálti por assinalar.»

 

Veredicto unânime: Jorge Sousa perdoou um penálti ao Benfica. Os lampiões bem podem agradecer-lhe.

Se este é o melhor...

Jorge Sousa - dizem os pregoeiros do costume - é "o melhor árbitro português". Analisando a actuação deste cavalheiro no jogo da Supertaça, ninguém diria. Além do  golo limpo invalidado ao Sporting pelo seu auxiliar, que necessita de consulta urgente na Multiópticas, o senhor Sousa poupou o sarrafeiro Sílvio à expulsão no lance em que este digno sucessor do Robocop Pereira tentou (e quase conseguiu) partir uma perna ao Carrillo.

Se Sousa é o melhor, nem imagino como os piores apitarão no campeonato que está quase a começar.

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