14 Mar 17
Eu, ROC
Edmundo Gonçalves

A pequena "sondagem" que pretendi fazer a propósito de uma notícia publicada no DN de ontem, atentos os comentários publicados até esta hora de hoje (10.00 horas), dia 14 de Março, teve o seguinte resultado: 

Pela saída de JJ -              7 (23.33%)

Pela manutenção de JJ - 16 (53.33%)

Indefinidos -                       7 (23.33%)

Há claramente sete comentários favoráveis à saída de JJ, destacando o que entendem como o trabalho negativo do treinador, concretamente a falta de aposta na formação.

Há dezasseis comentários que reflectem a vontade de que, acima de tudo, Jesus tem trabalho por terminar, podendo até sair mais cedo, desde que saia campeão.

Há também sete comentários que não são taxativos, pelo que os considerei dúbios. Se os quisermos dividir em dois grupos, ficaremos com 65% favoráveis à continuação e 35% à saída de Jorge Jesus.

Creio serem números concludentes.

Esta "sondagem" tem, claro está, uma enormíssima margem de erro.

Há contudo uma certeza: Tem pelo menos a participação de sportinguistas, ao contrário da sondagem pré-eleitoral feita pelos jornais junto de sócios e adeptos de outros clubes.

Vale o que vale, mas é a contribuição do És a nossa fé para tentar deitar um pouco de água na fervura e deixar o CD mais confortável numa eventual decisão que venha a tomar. É para isto também que existimos.

 


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13 Mar 17
Mais carvão?
Edmundo Gonçalves

Besiktas disposto a dar 6 milhões por ano a Jorge Jesus 

O que acham?

Concordam com a saída?

A saír deve indemnizar o Sporting?

Deve o Sporting libertá-lo sem indemnização?

Será boa política acabar um ciclo que se quer vitorioso, a meio?

 

Está lançado o debate entre sportinguistas. Digam de vossa justiça.


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07 Mar 17

Jorge Jesus continua a criticar a estrutura do clube que lhe paga o salário, como se estivesse acima dessa estrutura (e como se uma boa parte dessa mesma estrutura não tivesse sido escolhida por ele). O Sporting (neste caso Bruno de Carvalho) está a cometer com Jorge Jesus o mesmo erro que Sousa Cintra cometeu com Carlos Queirós (e que só foi resolvido - a mal - por Santana Lopes). Não é admissível este tipo de atitudes da parte de um treinador, que hierarquicamente deveria estar abaixo do presidente e de um responsável pelo futebol (Leonardo Jardim e Marco Silva estavam abaixo de Augusto Inácio). Jorge Jesus sente que não tem que responder perante ninguém. Pode criticar toda a gente, estrutura e jogadores, mas ele está acima de qualquer crítica. Esta situação reflete-se no balneário, do qual Jesus é um péssimo gestor: é nítido o divórcio entre o treinador e a equipa, que já não o ouve. Enquanto esta situação não for corrigida, o futebol do Sporting não vai melhorar.


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06 Mar 17

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05 Mar 17
De passo trocado
Pedro Correia

Mandar entrar Castaignos em vez de Podence. É todo um programa, esta substituição.


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Equívocos ou teimosia?
Edmundo Gonçalves

Quando a determinada altura da segunda parte, o treinador decidiu fazer duas substituições completamente disparatadas, veio-me aquele sentimento de deja vu, de já ter visto aquele filme demasiadas vezes. Confirmou-se, era aquele o filme de terror que passa por vezes em Alvalade e pior, numa cópia já demasiado gasta, por tantas vezes corrida.

Segunda parte miserável, para a qual o treinador contribuiu decisivamente.

E aqui está a minha dúvida (ou talvez não). Quando fez sair os homens que estavam melhor (Alan e Bruno) e fez subir William, um jogador que pede gente rápida na frente, a entrada de Joel e do inenarrável Castaignos foram apenas uma decisão tola tomada por equívoco, ou foi uma tola decisão tomada por teimosia?

A partir desse momento passámos a jogar com menos três: William, porque o seu jogo não tinha seguimento e os dois que entraram, porque foram uma nulidade.

É preciso a gente fazer uma petição para que os miúdos joguem?


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Jesus explica:

Manda-se chamar o Palhinha, o Podence, o Geraldes e o Gauld que estavam emprestados e a jogar para depois apostar em adaptações ou em jogadores emprestados que não valem um chavelho.

Para os que já lá estavam faz-se assim:

Jogam em posições que não são as deles ou jogam de início um jogo por época.

Genial!


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Jesus explica:

Substituem-se em simultâneo 2 dos 3 jogadores do corredor central e altera-se a posição do outro.

Genial!


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20 Fev 17

Há alguém no mundo futebolístico, com excepção de Jorge Jesus e de Bruno de Carvalho, que considere o Schelotto um jogador de futebol?

 

P.s. este jogo com o Rio Ave foi das exibições mais ridículas dos últimos anos em Alvalade! Uma vergonha!


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"Não sei se o Xico joga naquela posição. Que eu saiba não joga. É segundo avançado, ala. Posso adaptá-lo para jogar ali, mas até o posso adaptar a central... Terá mais possibilidades nas posições em que jogava na formação e também no Moreirense, a segundo avançado."

 

Declarações do nosso treinador a propósito de Francisco Geraldes poder substituir Adrien no próximo jogo, com o Estoril.


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Qual o quarteto defensivo do Sporting na época 2016/2017?


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06 Fev 17

Ouvi as declarações que o Frederico aqui transcreveu. Não dei grande importância, é de Jorge Jesus que falamos. A meu ver, é um meet halfway. Não é capaz de dizer "eu não vi bem isto", mas também não vi ali intenção de queimar o Palhinha. Já o conheciamos, já sabiamos que não é de se conter, muito menos em flashes. Não adoro o estilo, sou sempre pelo recato nestas coisas, mas também não me surpreende ou ofende.

Acima de tudo, a sensação que tive quando o ouvi, foi que tinha estado a ler o mesmo que eu no twitter. Justificou a escolha de Palhinha, de Matheus, o abraço a Casillas e elogiou a nossa segunda parte.

O que me ofende, isso sim, é depois de Gelson e Palhinha serem bastante claros, ver jornalistas e outros tentarem fazer de quem os lê, parvo, descontextualizando e levantando falsas suspeitas em palavras claras. Os rapazes foram bem explícitos nas suas palavras. Se são eles ou não, pouco me importa, o que está lá escrito não deixa dúvidas. O que não me ofende, mas custa, é ver spotinguenses saltarem borda fora quando as coisas correm mal: aquele adepto que nestas alturas "até nem ligo muito". Já sei, vão dizer-me que não devo conhecer os adeptos do Sporting. Conheço lindamente, e é por isso que estas raridades me chamam tanto a atenção. Querem estar do lado certo, que nem sabem bem qual é. Acham que é o de quem ganha, e até pode ser, mas neste clube isso não tem acontecido muitas vezes (no futebol... já sei que o Sporting é mais que isso), portanto, ou se tem estofo ou não se tem. Não tendo, agradece-se que se pense antes de se disparatar.

Sigamos em frente, agora há espaço e tempo para experimentar miúdos, reforços, uns com os outros ou isolados. Ponha-se Esgaio na esquerda, não pareceu mal. 

Ah, e há eleições pela frente. Saibamos não perder a cabeça, não quero receber o meu leão de 25 anos de sócia de um erro de casting.


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A diferença
Pedro Correia

Nuno Espírito Santo tinha um novo jogador à sua disposição: Soares, vindo do V. Guimarães. Fê-lo jogar de início. Valeu a pena: foi o marcador dos dois golos do FC Porto. Um reforço aproveitado.

 

Jorge Jesus tinha dois novos jogadores à sua disposição: Francisco Geraldes e Podence, recém-vencedores da Taça CTT ao serviço do Moreirense. Manteve o primeiro no banco e só fez entrar o segundo aos 80 minutos. Dois reforços desaproveitados.

 

Ao analisarmos o clássico de sábado, este é um aspecto fundamental a ter em conta para explicar a derrota do Sporting no Dragão. Mais importante do que quase tudo o resto.


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 Foto: Hugo Delgado/Lusa

 

Ao contrário do que disse Jorge Jesus - lançando as culpas da derrota para Palhinha, como anteriormente fizera com Adrien e William Carvalho - só há um culpado no desaire do clássico: o próprio treinador do Sporting.

 

Uma vez mais, Jesus montou mal a equipa. Não passa pela cabeça de ninguém lançar como titular Matheus Pereira, que só tinha jogado uns minutos frente ao Paços de Ferreira, deixando no banco Alan Ruiz, que se evidenciara na posição de segundo avançado nas partidas mais recentes. 

Esse lugar era naturalmente dele, como ficou bem demonstrado na substituição operada pelo técnico ao intervalo, fazendo deslocar para a ala esquerda Bryan Ruiz, que ali rende muito mais.

Cumpre perguntar por que motivo Jesus não fez alinhar assim a equipa de início, concedendo 45 minutos de avanço ao FC Porto.

Também é indispensável questionar o treinador sobre o motivo que o leva ainda a apostar no medíocre Marvin, que nunca devia ter vindo para o Sporting, quando na ausência de Bruno César - lesionado - aquela posição é feita com óbvia vantagem por Ricardo Esgaio, adaptado à lateral esquerda. Foi, de resto, isso que ocorreu a partir do minuto 57. Fazendo-nos pensar o que teria sucedido se Esgaio alinhasse de início.

 

Está a chegar o momento de Jesus fazer um sonoro e solene mea culpa perante os adeptos e sócios do Sporting. Não pela derrota no Dragão mas por esta época paupérrima, em que seguimos num periclitante terceiro lugar, vemos seis equipas com menos golos sofridos no campeonato e apenas nos resta lutar com Braga e Guimarães por um lugar de acesso ao playoff da Liga dos Campeões.

A nossa paciência tem limites.


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05 Fev 17

"O FC Porto foi melhor na primeira parte porque o João Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com o que estava a acontecer. Perdeu-se durante meia-hora e isso foi fatal para nós. Ao intervalo recompusemos a estrutura em função do que queríamos, anulámos o FC Porto a nível ofensivo e marcámos um golo (...) O Matheus já tinha sido lançado num jogo contra o FC Porto. Tinha o Joel e o Bruno lesionados e não tinha muitas soluções para o lugar. É um jovem e lembro que hoje jogámos com seis da formação, 10 nos 20 convocados. Isto paga-se. Como o caso do Palhinha. Estamos a dar um passo atrás para dar dois à frente."

 

Jesus culpa Palhinha pela derrota. Jesus não é líder. Jesus culpa jogador da formação. Jesus não assume erros. Jesus peca. Jesus falha. Jesus 6,7, 20 milhões época. Jesus devia ser substituído por treinador argentino. Jesus devia dar a cara. Jesus é o diabo. Diabo é Jesus. Judas do Jesus. Jesus na cruz, já!

E agora tiramos o som - risos - e ficamos a olhar, mas sem som. Pão vai-se tendo, e o circo está montado. Os flautistas vão tocando, enfeitiçando-nos com a melodia. E seguimos sem ver para onde nos querem levar e como nos querem levar. Destino: enfraquecer Bruno de Carvalho, despedir Jesus e voltar ao "Croquetismo sportinguista" - Benfica e Porto voltam a mandar no futebol, e os outros tipos voltam a mandar o Sporting para sétimo lugar, ou pior, para a inexistência.

Tenho para mim não fazer eco das palavras dos pasquins desportivos. Tanto é o veneno que sai daquelas folhas que ao simples lamber do dedo, para virar a página, saímos contaminados - julgando-nos mortos. E este é um exemplo. Quem quer perceber, percebe. Quem não quer, continue a esfregar as mãos à espera do carrasco que nos vai levar de vez. O projecto em curso tem de ir avante, se sonhamos nos tempos próximos dominar - com transparência, verdade, e mérito desportivo - o futebol nacional.

E para isso os jogadores da formação não podem ser endeuzados, ao ponto de não poderem ser alvo de críticas do treinador. Têm de ser responsabilizados, quando falham com culpa, para aprenderem com os seus erros. Foi o caso de hoje, nos dois golos. Durante trinta minutos Palhinha encenou a peça errada. Porque assim que afinou, demos um banho de táctica e de futebol jogado. E embora não tenha sido suficiente para trazer os três pontos, uma certeza trouxemos: temos futuro!

Agora não o deitem a perder.


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Não acredito
Edmundo Gonçalves

Digam-me por favor que é mentira que o treinador do Sporting, em directo, culpou o jogador Palhinha pela derrota no Porto.


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04 Fev 17
E vão seis
Pedro Correia

Jorge Jesus - o tal treinador que "não promove jovens jogadores" - prepara-se para lançar na equipa principal Daniel Podence e Francisco Geraldes, recém-chegados de Moreira de Cónegos, onde jogavam por empréstimo.

Isto faz do actual técnico do Sporting o maior impulsionador de talentos da formação leonina desde a passagem de Paulo Bento pelo Sporting*. Em menos de dois anos, Jesus já promoveu quatro: Gelson Martins, Ricardo EsgaioMatheus Pereira e João Palhinha. Com Podence e Geraldes, chegamos à meia dúzia de jovens oriundos da nossa Academia com entrada assegurada no onze principal. 

Lamento que tal evidência perturbe as ideias feitas e os chavões debitados por certos comentadores de pacotilha. Mas é um facto suficientemente expressivo para falar por si.

 

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 Francisco Geraldes

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Daniel Podence

 

* Jesualdo Ferreira lançou Bruma e Ilori; Leonardo Jardim lançou William Carvalho, Carlos Mané e Rúben Semedo; Marco Silva lançou João Mário e Tobias Figueiredo


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26 Jan 17

 

Ter aumentado a massa salarial da equipa técnica do Sporting no final da época passada, em que só vencemos a Supertaça. Uma espécie de prémio real às vitórias morais.

 

Ter prolongado por um ano o contrato do treinador.

 

Ter dado luz verde à lista de contratações que Jorge Jesus lhe pôs à frente. Hoje sabemos bem o real valor dessa lista, que começou muito cedo a ser questionada.

 


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23 Jan 17
O desamparo aprendido
Pedro Boucherie Mendes

Desamparo aprendido (ou Learned helplessness ) é uma teoria da psicologia comportamental desenvolvida por Martin Seligman. Em traço grosso é uma tentativa de postular cientificamente aquilo que podemos designar por “eh pá por mais que tente, não vale a pena”. Ou seja, perante novas situações adversas o individuo não acredita que venha a ser capaz de as superar, porque em situação passadas a coisa correu mal. O exemplo do estudante que tem tido más notas e não acredita que valha a pena estudar ou esforçar-se porque jamais conseguirá subir a média é um exemplo de Desamparo Aprendido.
É aqui que o Sporting é fraco. O Sporting, perante perdas de pontos impostas pela arbitragem, não acredita que venha a ser capaz de vencer o próximo jogo porque os jogadores acham (inconscientemente) que por mais que corram e batalhem, lá virá um amarelo cirúrgico, lá virá um fora de jogo mal tirado, lá vira um golo anulado.
Os dirigentes, do presidente ao assessor, ficam frustrados porque sabem que nada podem fazer a não ser manifestar a sua frustração ruidosamente. Em Portugal está criada uma religião assente no dogma “só os maus perdedores se queixam da arbitragem” que obviamente faz incidir esses holofotes do “mau perdedor” naqueles que se queixam. A coisa é tão ridícula que mesmo que os fundamentos da queixa sejam evidentes, o problema está na queixa e o “culpado” é o queixoso, não aquele ou aqueles que a motivaram.
Se os profissionais do Sporting – do presidente ao segurança do parque do estacionamento – acreditarem que se pode quebrar o ciclo do Desamparo Aprendido, ou seja que mesmo sendo roubados podem ganhar o jogo seguinte, as coisas ficam mais fáceis, como aliás se viu na época passada.  
JJ tem razão quando vê a origem da crise na arbitragem do jogo com o Benfica. Mas o resto é muito fruto disto, do Learned helplessness.


P.s. Já agora, e antes do fim da época,
pode ser que algum jornalista lhe venha a perguntar pelo psi brasileiro que veio com ele do Benfica e se foi embora este ano.


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22 Jan 17

«Não tenho o melhor plantel. Tenho é uma equipa trabalhada por mim, e se está trabalhada por mim tem de ser a melhor. A diferença está no treinador.»

Jorge Jesus, 14 de Setembro 

 

Em nove jogos disputados fora para o campeonato, só vencemos três. O jogo de ontem, mais do que qualquer outro, pôs-me a pensar. Até que ponto os jogadores estão com o treinador?

De uma resposta rápida a esta questão depende a solução para a grave crise que atravessa o futebol do Sporting. Tentar iludi-la só avoluma o problema.


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19 Jan 17
Serenidade
Cristina Torrão

Aproveito esta palavra utilizada pela Marta Spínola, a fim de responder ao repto lançado pelo Pedro Correia. Serenidade não resolveria todos os problemas do Sporting, mas penso que daria uma grande ajuda. E a serenidade teria de vir do Presidente!

 

Confesso que estou desiludida, acima de tudo, com Bruno de Carvalho. Digo isto, não para o desanimar, muito menos para o ver pelas costas. Nunca fui de opinião de que os problemas se resolvem substituindo pessoas, acredito mais no diálogo e na reflexão (mais uma palavra “roubada” à Marta Spínola). Claro que isso pressupõe que as pessoas estejam dispostas a dialogar e a refletir.

 

Bruno de Carvalho começou muito bem, não podia mesmo começar melhor. Ele foi o novo Presidente certo na altura certa. Porém, não sei se foi pela euforia criada na excelente época passada, se foi por problemas pessoais (não pretendo especular, apenas procurar razões) tem causado muita agitação no clube.

 

Que esta época tenha começado com alguns solavancos, é natural, depois dos talentos que nos deixaram. E também não é segredo nenhum que os árbitros tomam decisões, no mínimo, polémicas. Mas, por isso mesmo, é que o mote deveria ser a serenidade. Reclamar também é legítimo, mas é preciso saber reclamar, o que é bem diferente de insultar, ou mesmo provocar rixas!

 

Desde o episódio com o Presidente do Arouca, em Alvalade, a situação do clube piorou, foi mesmo a partir daí que o Sporting começou a descarrilar sem controlo. E culminou com a ida de Bruno de Carvalho aos balneários, em Chaves. Pelo meio, tivemos publicações, no mínimo, desaconselháveis, nas redes sociais. Haverá outros problemas, nomeadamente técnicos, cuja complexidade não sei avaliar e acredito na opinião dos meus colegas, quando dizem que Jorge Jesus tem vindo a cometer erros. Entendo, no entanto, que é dever do Presidente cuidar para que haja sossego e harmonia, independentemente da eficácia do treinador. Bruno de Carvalho tem feito o contrário!

 

Os jogadores estão revoltados. Jogam mal e/ou desinteressadamente. Penso que é a sua maneira de protestar, de fazer greve. Os jogadores do Sporting estão em greve! Eu sei que eles ganham muito bem, mas há sempre um limite para aquilo que estamos dispostos a aceitar. E, pelos vistos, eles pensam que esse limite foi ultrapassado… Há que procurar as razões! Espero que os responsáveis do clube saibam encontrar um novo caminho e dar novo alento à equipa. Apesar de todas as desilusões, nas últimas semanas, e parafraseando Luís Aguiar Fernandes, tudo isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.


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17 Jan 17

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16 Jan 17

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.


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14 Jan 17
Sujinho, sujinho
Pedro Correia

Em seis épocas ao serviço do Benfica, Jorge Jesus foi expulso apenas três vezes.

Em ano e meio ao serviço do Sporting, Jorge Jesus já foi expulso cinco vezes.

Dois pesos, duas medidas: eis a verdadeira face do futebol português. Tudo pelo Benfica, nada contra o Benfica.

Sujinho, sujinho. Muito sujinho.


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05 Jan 17

1. Jorge Jesus escalou mal a equipa no jogo de ontem. As "poupanças" são más conselheiras. Deixar de fora do onze titular  Adrien, Gelson, Bas Dost e Bruno César em simultâneo só podia dar no que deu: 45 minutos de avanço ao V. Setúbal (que aliás esteve prestes a adiantar-se no marcador no primeiro lance do jogo, se não fosse uma magnífica defesa de Beto) e necessidade de reformular a equipa logo ao intervalo. 

Passa pela cabeça de alguém?

 

2. É cada vez mais evidente que a política de contratações levada à prática pelo Sporting no passado Verão foi desastrosa. Ninguém pode negar esta evidência: temos uma ausência clamorosa de segundas linhas. Tirando Beto, Bas Dost e Campbell, tudo o resto devia ser devolvido sem demora à proveniência. A começar pelo inútil Markovic, que ontem voltou a demonstrar ser uma nulidade.

Castaignos, o avançado incapaz de marcar golos, é um novo Barcos. Douglas, um pinheiro plantado na nossa área. Petrovic não calça, Alan Ruiz também não. Meli tornou-se invisível. Paulista nem sabemos se ainda treina de verde e branco. André distingue-se pelos golos que é incapaz de marcar (ontem falhou dois à boca da baliza). Elias, mesmo tendo marcado um golito, voltou a ser de uma vulgaridade gritante nesta partida do Bonfim.

Ninguém assume responsabilidades por tantas contratações desastrosas, que tornam este plantel o pior - e o mais caro - desde que Bruno de Carvalho ascendeu à presidência?

 

3. Se somarmos ao que escrevi acima o apagamento total de Bryan Ruiz, que ontem teve a pior prestação de sempre pela nossa equipa e acabou por ir tomar duche ao intervalo, temos o quarto rombo da temporada. Somado às saídas de João Mário, Slimani e Teo Gutiérrez.

Bryan continua, mas só de espírito: as pernas - e por vezes a cabeça - parecem ter emigrado para parte incerta.

 

4. O que se passa com Matheus Pereira? Está de castigo? Se não serve para jogar na Taça Lucílio Baptista serve para quê? Alguém acredita que este jovem da nossa formação faria pior figura do que algumas nulidades que ontem se arrastaram no campo do Bonfim?

Vamos emprestá-lo para manter em Alvalade os poltrões que mencionei acima? E o que esperamos para trazer Palhinha, Tobias Figueiredo e Francisco Geraldes de volta? Não será também a altura de mandar regressar André Geraldes e Jonathan Silva?

Custa assim tanto perceber que é possível fazer muito melhor por muito menos dinheiro se soubermos gerir bem os recursos próprios em vez de importarmos cabazadas de jogadores inúteis que só vêm para Portugal fazer turismo e ganhar dinheiro que não merecem?


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25 Dez 16

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12 Dez 16
O futuro está no passado
Edmundo Gonçalves

Jorge Jesus chegou ao Benfica vindo de Braga, onde deixou o Sporting local a praticar um futebol que não cheirava há imenso tempo. Terá começado aí a ultrapassagem ao vizinho Vitória (de Guimarães) e deixados os alicerces que nem o professor Pardal, perdão, Jesualdo, conseguiu estragar.

Chegou ao Benfica no início da perda do poder hegemónico do FCPorto no futebol português. Lembrar-se-ão da frase "é muito mais importante investir na arbitragem que em reforços para o futebol", proferida por um conhecido gatuno de camiões da nossa praça, que acumula com o cargo de presidente vitalício do sporgeboa. De tal forma esse investimento deu frutos que Jesus começou a ganhar títulos com o Benfica.

Os mais líricos e crentes tenderão em acreditar que os títulos vieram exclusivamente pelo futebol praticado, que chegou a ser bastante agradável, pricipalmente nos dois anos iniciais. Nada mais falso! Aquela aposta na arbitragem, que incluiu o financiamento e apadrinhamento de um curso de árbitros, veio, tem vindo a dar frutos suculentos, talvez porque os rapazes do apito são alimentados com comidinha grátis e à tripa forra.

Mas adiante, embora seja difícil dissociar as coisas, estamos aqui para falar de Jorge Jesus.

Fruto daquilo a que se convencionou chamar colinho, Jesus foi vendo ser resolvidos alguns berbicachos difíceis de solucionar, jogos que estavam complicados com um empurrãozinho dum penálti aqui, um livre à entrada da área acolá, um golo limpo sonegado ao adversário, "acoli". Esta situação, que passou a ser corriqueira no futebol português, deu a um treinador que é conhecido por ter o ego do tamanho do mundo e por se "esticar" quando abre a boca, o à vontade necessário para fazer dentro de campo tudo aquilo que a sua mente inventiva, e nalguns casos delirante, lhe indicava. Por mais erros de casting que fizesse, lá estava sempre um árbitro voucherizado (autorizado a usar um voucher, para os mais distraídos) compreensivo para com a instituição e a coisa resolvia-se sempre a contento. 

Houve no entanto, pelo caminho, alguns dissabores e Jesus provou do veneno que o seu patrão a todo o pé passado utilizava: Perdeu duas finais europeias que claramente mereceu ganhar e em ambas claramente prejudicado. Não chegavam tão longe os tentáculos do polvo (um dia falaremos desse polvo, que ocupa todos os lugares-chave na arbitragem, no CD e CJ e na direcção da FPF). Perdeu também um campeonato no Porto, para o Porto, num jogo que esteve controlado até quase ao final e em que, perdoem-me os seus detractores, não tem culpa absolutamente nenhuma. É ver onde anda Kelvin, o marcador daquele golo que sai uma vez em mil.

Jorge Jesus é talvez o treinador que mais ganhou no Benfica nos últimos 50 anos (não sei, irrita-me ter que procurar "coisas" sobre o Benfica) e tem um enorme defeito, para quem quer ser hegemónico: Tem vontade própria. Jesus sai do Benfica, não pela tão propalada ideia de que o seu tempo terminou, mas porque nunca percebeu que, aliada à sua inegável qualidade como treinador, estava uma máquina bem montada que lhe acudia quando as coisas corriam menos bem, ou até que lhe facilitava as coisas. Sabemos que se começarmos a ganhar um jogo complicado contra um autocarro estacionado em frente à baliza, as coisas correrão muito melhor durante o restante tempo de jogo. E isto ia acontecendo cada vez mais em ordem à inversa situação que se ia verificando com o Porto, que perdeu por completo toda a influência que teve durante trinta anos.

Com a perda total de influência por parte do Porto e o domínio de todos os órgãos que decidem, o Benfica estava em condições de se poder ver livre de um treinador com carisma, que ia retirando junto dos adeptos algum protagonismo ao tipo dos camiões. Atingiu-se a fase do "isto ganha-se com a estrutura" e de contratar um treinador "à imagem do Benfica" (esse é outro assunto, que não diz respeito a este artigo).

Criou-se então condição para a saída de Jesus do Benfica, com o intuito claro de o mandar para bem longe, não fosse o diabo tecê-las e a influência que tanto custou a comprar não ser suficiente.

Aqui residiu o maior erro da carreira de Jesus. O facto de não ter aceitado um clube das arábias, definindo mais uma vez o seu carácter, achando-se (com todo o direito) capaz de liderar um dos grandes da Europa, revela também que não percebeu ao que andou durante seis anos no Benfica. Os grandes (Real Madrid, PSG, MU, etc.) não andam distraídos e nenhum se chegou à frente. Nem Jorge Mendes, com a sua influência e a sua teia de contactos, o conseguiu. 

Com a dura realidade chocou ele quando aceitou o desafio de Bruno de Carvalho para treinar o Sporting. Desde cedo percebeu que a protecção que tinha do outro lado da rua deixou de o acompanhar, tanto a nível pessoal, como à sua equipa. Veja-se as vezes que já foi expulso desde que está no Sporting, por exemplo, ou as vezes em que a sua equipa tem sido claramente prejudicada, ou até os ataques pessoais consubstanciados em processos judiciais.

Jorge Jesus não é o melhor treinador do Mundo, não há um melhor treinador do Mundo, há treinadores que têm grandes jogadores e constroem grandes equipas e esses são bons e há outros que não o conseguem ( o Chelsea actual é disso flagrante exemplo ), não deixando por isso de ser tão bons quanto os outros, há imensos factores que concorrem para um bom desempenho. Jesus não é portanto o melhor, mas chegado ao Sporting, a dinâmica da equipa mudou radicalmente e o futebol praticado subiu substancialmente de nível, ao ponto de o Sporting ter sido a equipa que melhor futebol praticou durante toda a época que passou e em que bateu todos os recordes. Apesar disso não chegou para ser campeão e mais uma vez Jesus percebeu na camisa de onze varas onde se meteu, ao aceitar este grande desafio. Ele já o diz, agora sem pudores, que há um clube a ser claramente beneficiado e outro claramente prejudicado, já percebeu que no Sporting não deve inventar, sob pena de os objectivos a que o Clube se propõe não poderem ser atingidos.

Esta é a fase mais importante da estada de Jesus no Sporting. Ou percebe e admite que o que se passou no Benfica, os títulos que conquistou, têm uma parte substancial de mentira e lhe corresponde apenas uma pequena quota parte do êxito, e parte para uma abordagem aos jogos e ao campeonato como o Jesus do Braga, com as devidas proporções claro está, ou continua iludido e inebriado e sendo o Jesus do Benfica. Como as coisas estão (ontem foram sonegados mais dois penaltis e a basófia em modo substituições disparatadas repetiu-se), estou em crer que a faceta Jesus treinador do Benfica será capaz de não ser a melhor abordagem.

Só no Benfica é que algum treinador, num dérbi, se pode dar ao luxo de tirar o seu "Cardozo" sem que daí advenham problemas, porque haverá sempre alguém a ajudar a resolver. Enquanto não perceber isto e não agir em conformidade, mesmo comprando charters de jogadores, em nenhum dia será campeão pelo Sporting.

Com muita pena minha.


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08 Dez 16
Pontos nos is.
Luís de Aguiar Fernandes

Saímos da Europa, e cai tudo em cima de Jorge Jesus. Mas vamos pensar um bocadinho no jogo de ontem.

 

Não tínhamos nenhum dos dois defesas direitos que têm jogado. Era preciso tomar uma opção: jogar com um rapaz que nunca jogou na Champions (Esgaio) ou mudar o sistema. Face a uma equipa fortíssima em contra-ataque (3 golos ao Real, 4 ao Borussia), Jesus optou por jogar com uma espécie de sistema com 3 centrais, parecido (mais ou menos, vá) com aquele que foi tão elogiado em Dortmund. A opção foi errada? Ao intervalo já todos tínhamos percebido que sim, mas antes do jogo era, pelo menos, lógica. Correu mal. Acontece. Jesus é o culpado deste afastamento? Não me parece.

 

Senão vejamos: se o André acertasse uma das oportunidades que teve, ou se o árbitro marcasse uma das duas mãos na bola que houve na mesma jogada, teríamos ficado na Europa. Era Jesus o culpado dessa vitória? Também não me parece.

 

No fim do dia, são os jogadores (e, infelizmente, os árbitros) que decidem o jogo. O treinador só lhes explica como chegar lá, mas se um avançado não marca ou se um defesa erra, ele não pode fazer nada. Por isso isto de culparem apenas o treinador por uma opção que correu mal, mas que não era descabida, é capaz de ser um bocadinho demais, não?

 

Nota: Menos lógica me parece a insistência em Markovic, mas isso fica para discutir depois.


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07 Dez 16
Ódio puro e duro
Pedro Correia

Eles odeiam Jesus. Jorge Jesus.


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02 Dez 16

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Jesualdo Ferreira, parecendo imitar La Palice, veio agora anunciar ao País que  "Rui Vitória ganhou e Jorge Jesus perdeu".

É uma evidência simplista anunciada com meses de atraso pelo respeitável profissional do futebol que, enquanto director desportivo e treinador, esteve ligado à pior época de sempre do Sporting.

É simplista porque esconde tudo quanto o Sporting já ganhou desde o tempo em que ele próprio, Jesualdo, era o braço direito de Godinho Lopes para gerir o futebol leonino.

 

Jorge Jesus recebeu a equipa vinda de um terceiro lugar no campeonato e ausente da Liga dos Campeões.

Com ele, na Liga 2015/16, o Sporting obteve a melhor pontuação de sempre, discutiu o título até à última jornada do campeonato e alcançou um lugar na Liga dos Campeões que valeu ao clube um acréscimo de 8,2 milhões de euros.

Com ele, a qualidade exibicional da nossa equipa de futebol atraiu a maior afluência de sempre de adeptos ao estádio - com mais 750 mil euros de receitas de bilheteira só no primeiro trimestre da actual época oficial em comparação com período homólogo do ano anterior.

Com ele, os jogadores valorizaram-se de tal maneira que permitiram ao Sporting obter as duas maiores receitas de sempre em transferências de activos, como ocorreu nas saídas de João Mário e Slimani.

 

Apetece devolver a Jesualdo Ferreira a crítica que ele acaba de lançar a Jorge Jesus.

Com Jesualdo o Sporting comportou-se melhor ou pior do que com o treinador actual?

Qual dos dois técnicos conseguiu trazer mais gente ao estádio?

Qual deles foi capaz de bater o recorde de pontos numa temporada?

Qual deles discutiu o título até ao fim?

Qual deles valorizou mais os jogadores?

 

Creio que ninguém hesitará na resposta. Aliás lembro-me de que na era Godinho-Jesualdo foram lançados na equipa principal três jovens da nossa formação sem o clube ter acautelado os seus interesses contratuais: BrumaEric Dier e Tiago Ilori. Com os seus passes nas mãos de terceiros, à revelia do Sporting, todos acabaram por sair sem retribuírem no plano desportivo todo o investimento que o clube neles fez durante anos.

Ao contrário do que sucedeu nos tempos do manager Jesualdo, apodado de "treinador dos treinadores" por Godinho Lopes, nenhum jovem é lançado hoje na equipa principal do Sporting sem ver o contrato renovado e a cláusula de rescisão elevada, evitando-se assim que fiquem à mercê dessa casta de parasitas que gostam de intitular-se "empresários" nas catacumbas do futebol.

 

Esta foi uma das muitas alterações positivas registadas no nosso clube desde que Jesualdo passou por Alvalade.

Muitas outras podiam aqui ser referidas. O pavilhão, prestes a ser inaugurado. O canal televisivo do clube. O aumento do número de sócios. O crescimento ímpar das receitas de bilheteira. Os inéditos montantes de receitas ligadas às transmissões televisivas. O reforço das modalidades, que beneficiam de um investimento nunca antes registado. A luta por títulos, jornada a jornada, até ao fim.

Mas não vale a pena enumerar nada disto: Jesualdo Ferreira conhece bem a realidade leonina, embora desta vez tenha falado como se não a conhecesse.


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24 Nov 16

Quatro das cinco maiores assistências de sempre no actual estádio José Alvalade, proporcionando as nossas melhores receitas de bilheteira, registaram-se já com Jorge Jesus no comando técnico do Sporting. As contas, hoje divulgadas pelo jornal A Bola, não deixam lugar a dúvidas: os 50.046 espectadores na recepção ao Real Madrid desta terça-feira estabeleceram um novo máximo, ultrapassando os 49.992 ingressos no dia da inauguração, a 6 de Agosto de 2003.

Neste top five incluem-se o Sporting-Benfica (49.699) do último campeonato e os dois mais recentes clássicos Sporting-FC Porto, ocorridos a 2 de Janeiro (49.382) e 28 de Agosto (49.399).


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29 Out 16

 

Desde quando o William Carvalho é marcador de penáltis?

 

Que mais é preciso o Markovic (não) fazer para o deixares no banco?

 

Ainda não percebeste que o Marvin nem na equipa B deve jogar?

 

Quanto tempo vais demorar a apostar no Matheus Pereira?

 

O Podence, o Palhinha e o Francisco Geraldes voltam em Janeiro?

 

Porque continua o Castaignos sem calçar neste tempo de castanhas?

 

Mandaste vir o Meli para quê?

 


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19 Out 16
Outsourcing
Duarte Fonseca

Jesus, não queiras controlar tudo.

Faz um favor a ti próprio e a todos os sportinguistas e deixa outra pessoa escolher os jogadores para as posições de lateral direito e esquerdo.

Está mais que provado que não consegues escolher um lateral de jeito.

Faz outsourcing desse trabalho, por favor!


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03 Out 16
Bom dia
Edmundo Gonçalves

Isto só lá pode ir com humor, que ainda estou demasiado fodido  para encaixar este resultado.

 

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 (desculpem-me as mentes mais sensíveis, mas não há outra palavra senão fodido, para definir fodido)


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01 Out 16
Desabafo
Alda Telles

Tenho tido o cuidado, como leiga que sou, de ouvir o nosso treinador após cada um dos últimos jogos do campeonato, na esperança de perceber o que corre mal em períodos concentrados de tempo.

Perceber é a melhor maneira de ultrapassar a náusea que empates com sabor a derrota e derrotas me provocam. Perceber é também a forma de continuar a acreditar.

O que acontece é que Jesus parece não ter nenhuma explicação plausível e, por conseguinte, há que passar a esperar sempre o pior.

Esta é uma sensação que me aborrece de sobremaneira, sobretudo quando contamos com jogadores de enorme nível e exibições fabulosas. 

Temos de ter melhores explicações e melhores análises do nosso treinador. Merecemos isso, na nossa infinita capacidade de sofrer. 


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15 Set 16

"Falemos nobremente mal, patrioticamente mal, as línguas dos outros!"

Eça de Queirós


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14 Set 16
Cair no Real
Luciano Amaral

Caímos no Real. Será o maior teste à inteligência do nosso treinador até hoje. Habituado a jogar "por cima" ou de igual para igual (mesmo na Europa, onde ainda não calhou coisa do género), o Sporting de Jesus é sobranceiro (justificadamente, em geral). Hoje não pode ser. Basta pensar nos duelos-tipo: João Pereira (ou Schelotto) vs. Cristiano Ronaldo; Bruno César vs. Bale; Coates e Semedo vs. Benzema ou Morata. Não é coisa para tranquilizar ninguém. Lembro-me de uma eliminatória do Benfica de Jesus com o Barcelona há uns anos, em que o Benfica jogou "à grande". O Barcelona, com a equipa Z, chamou-lhes um figo. Jesus era outro nessa altura. Terá entretanto aprendido a moderar os seus ímpetos napoleónicos. E no último ano no Benfica também pareceu que tinha aprendido a montar equipas "de contenção" e não apenas de "rolo compressor". Logo se vê.


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05 Set 16

O ano passado o clube do pré-fabricado, completamente enfurecido com a contratação pelo Sporting de Jorge Jesus, inventou uma mal amanhada história sobre mensagens enviadas pelo nosso treinador a jogadores desse tal clube. Rapidamente desmontada, os lampiões lá meteram o rabo entre as pernas e fizeram-se à vida.

Este ano voltaram à carga usando agora a figura do e-mail. 

Para o ano qual será a forma de comunicação escolhida para inventar factos?

Aceitam-se apostas.


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04 Set 16
Óbvio ululante
Pedro Correia

Alguns sportinguistas persistem em duvidar dos méritos do treinador leonino. A esses - e aos que de modo um pouco mais compreensível exprimem as mesmas críticas do lado de fora, desejando no entanto ter um treinador assim - é necessário sublinhar esta evidência factual: ao fim de dois meses com Jorge Jesus ao leme, já o Sporting tinha conquistado tantos títulos como sucedera com os  nove treinadores anteriores, todos somados, entre 2008 e 2015.

As coisas são o que são.


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29 Ago 16

A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.


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