16 Jan 17

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.


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14 Jan 17
Sujinho, sujinho
Pedro Correia

Em seis épocas ao serviço do Benfica, Jorge Jesus foi expulso apenas três vezes.

Em ano e meio ao serviço do Sporting, Jorge Jesus já foi expulso cinco vezes.

Dois pesos, duas medidas: eis a verdadeira face do futebol português. Tudo pelo Benfica, nada contra o Benfica.

Sujinho, sujinho. Muito sujinho.


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05 Jan 17

1. Jorge Jesus escalou mal a equipa no jogo de ontem. As "poupanças" são más conselheiras. Deixar de fora do onze titular  Adrien, Gelson, Bas Dost e Bruno César em simultâneo só podia dar no que deu: 45 minutos de avanço ao V. Setúbal (que aliás esteve prestes a adiantar-se no marcador no primeiro lance do jogo, se não fosse uma magnífica defesa de Beto) e necessidade de reformular a equipa logo ao intervalo. 

Passa pela cabeça de alguém?

 

2. É cada vez mais evidente que a política de contratações levada à prática pelo Sporting no passado Verão foi desastrosa. Ninguém pode negar esta evidência: temos uma ausência clamorosa de segundas linhas. Tirando Beto, Bas Dost e Campbell, tudo o resto devia ser devolvido sem demora à proveniência. A começar pelo inútil Markovic, que ontem voltou a demonstrar ser uma nulidade.

Castaignos, o avançado incapaz de marcar golos, é um novo Barcos. Douglas, um pinheiro plantado na nossa área. Petrovic não calça, Alan Ruiz também não. Meli tornou-se invisível. Paulista nem sabemos se ainda treina de verde e branco. André distingue-se pelos golos que é incapaz de marcar (ontem falhou dois à boca da baliza). Elias, mesmo tendo marcado um golito, voltou a ser de uma vulgaridade gritante nesta partida do Bonfim.

Ninguém assume responsabilidades por tantas contratações desastrosas, que tornam este plantel o pior - e o mais caro - desde que Bruno de Carvalho ascendeu à presidência?

 

3. Se somarmos ao que escrevi acima o apagamento total de Bryan Ruiz, que ontem teve a pior prestação de sempre pela nossa equipa e acabou por ir tomar duche ao intervalo, temos o quarto rombo da temporada. Somado às saídas de João Mário, Slimani e Teo Gutiérrez.

Bryan continua, mas só de espírito: as pernas - e por vezes a cabeça - parecem ter emigrado para parte incerta.

 

4. O que se passa com Matheus Pereira? Está de castigo? Se não serve para jogar na Taça Lucílio Baptista serve para quê? Alguém acredita que este jovem da nossa formação faria pior figura do que algumas nulidades que ontem se arrastaram no campo do Bonfim?

Vamos emprestá-lo para manter em Alvalade os poltrões que mencionei acima? E o que esperamos para trazer Palhinha, Tobias Figueiredo e Francisco Geraldes de volta? Não será também a altura de mandar regressar André Geraldes e Jonathan Silva?

Custa assim tanto perceber que é possível fazer muito melhor por muito menos dinheiro se soubermos gerir bem os recursos próprios em vez de importarmos cabazadas de jogadores inúteis que só vêm para Portugal fazer turismo e ganhar dinheiro que não merecem?


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25 Dez 16

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12 Dez 16
O futuro está no passado
Edmundo Gonçalves

Jorge Jesus chegou ao Benfica vindo de Braga, onde deixou o Sporting local a praticar um futebol que não cheirava há imenso tempo. Terá começado aí a ultrapassagem ao vizinho Vitória (de Guimarães) e deixados os alicerces que nem o professor Pardal, perdão, Jesualdo, conseguiu estragar.

Chegou ao Benfica no início da perda do poder hegemónico do FCPorto no futebol português. Lembrar-se-ão da frase "é muito mais importante investir na arbitragem que em reforços para o futebol", proferida por um conhecido gatuno de camiões da nossa praça, que acumula com o cargo de presidente vitalício do sporgeboa. De tal forma esse investimento deu frutos que Jesus começou a ganhar títulos com o Benfica.

Os mais líricos e crentes tenderão em acreditar que os títulos vieram exclusivamente pelo futebol praticado, que chegou a ser bastante agradável, pricipalmente nos dois anos iniciais. Nada mais falso! Aquela aposta na arbitragem, que incluiu o financiamento e apadrinhamento de um curso de árbitros, veio, tem vindo a dar frutos suculentos, talvez porque os rapazes do apito são alimentados com comidinha grátis e à tripa forra.

Mas adiante, embora seja difícil dissociar as coisas, estamos aqui para falar de Jorge Jesus.

Fruto daquilo a que se convencionou chamar colinho, Jesus foi vendo ser resolvidos alguns berbicachos difíceis de solucionar, jogos que estavam complicados com um empurrãozinho dum penálti aqui, um livre à entrada da área acolá, um golo limpo sonegado ao adversário, "acoli". Esta situação, que passou a ser corriqueira no futebol português, deu a um treinador que é conhecido por ter o ego do tamanho do mundo e por se "esticar" quando abre a boca, o à vontade necessário para fazer dentro de campo tudo aquilo que a sua mente inventiva, e nalguns casos delirante, lhe indicava. Por mais erros de casting que fizesse, lá estava sempre um árbitro voucherizado (autorizado a usar um voucher, para os mais distraídos) compreensivo para com a instituição e a coisa resolvia-se sempre a contento. 

Houve no entanto, pelo caminho, alguns dissabores e Jesus provou do veneno que o seu patrão a todo o pé passado utilizava: Perdeu duas finais europeias que claramente mereceu ganhar e em ambas claramente prejudicado. Não chegavam tão longe os tentáculos do polvo (um dia falaremos desse polvo, que ocupa todos os lugares-chave na arbitragem, no CD e CJ e na direcção da FPF). Perdeu também um campeonato no Porto, para o Porto, num jogo que esteve controlado até quase ao final e em que, perdoem-me os seus detractores, não tem culpa absolutamente nenhuma. É ver onde anda Kelvin, o marcador daquele golo que sai uma vez em mil.

Jorge Jesus é talvez o treinador que mais ganhou no Benfica nos últimos 50 anos (não sei, irrita-me ter que procurar "coisas" sobre o Benfica) e tem um enorme defeito, para quem quer ser hegemónico: Tem vontade própria. Jesus sai do Benfica, não pela tão propalada ideia de que o seu tempo terminou, mas porque nunca percebeu que, aliada à sua inegável qualidade como treinador, estava uma máquina bem montada que lhe acudia quando as coisas corriam menos bem, ou até que lhe facilitava as coisas. Sabemos que se começarmos a ganhar um jogo complicado contra um autocarro estacionado em frente à baliza, as coisas correrão muito melhor durante o restante tempo de jogo. E isto ia acontecendo cada vez mais em ordem à inversa situação que se ia verificando com o Porto, que perdeu por completo toda a influência que teve durante trinta anos.

Com a perda total de influência por parte do Porto e o domínio de todos os órgãos que decidem, o Benfica estava em condições de se poder ver livre de um treinador com carisma, que ia retirando junto dos adeptos algum protagonismo ao tipo dos camiões. Atingiu-se a fase do "isto ganha-se com a estrutura" e de contratar um treinador "à imagem do Benfica" (esse é outro assunto, que não diz respeito a este artigo).

Criou-se então condição para a saída de Jesus do Benfica, com o intuito claro de o mandar para bem longe, não fosse o diabo tecê-las e a influência que tanto custou a comprar não ser suficiente.

Aqui residiu o maior erro da carreira de Jesus. O facto de não ter aceitado um clube das arábias, definindo mais uma vez o seu carácter, achando-se (com todo o direito) capaz de liderar um dos grandes da Europa, revela também que não percebeu ao que andou durante seis anos no Benfica. Os grandes (Real Madrid, PSG, MU, etc.) não andam distraídos e nenhum se chegou à frente. Nem Jorge Mendes, com a sua influência e a sua teia de contactos, o conseguiu. 

Com a dura realidade chocou ele quando aceitou o desafio de Bruno de Carvalho para treinar o Sporting. Desde cedo percebeu que a protecção que tinha do outro lado da rua deixou de o acompanhar, tanto a nível pessoal, como à sua equipa. Veja-se as vezes que já foi expulso desde que está no Sporting, por exemplo, ou as vezes em que a sua equipa tem sido claramente prejudicada, ou até os ataques pessoais consubstanciados em processos judiciais.

Jorge Jesus não é o melhor treinador do Mundo, não há um melhor treinador do Mundo, há treinadores que têm grandes jogadores e constroem grandes equipas e esses são bons e há outros que não o conseguem ( o Chelsea actual é disso flagrante exemplo ), não deixando por isso de ser tão bons quanto os outros, há imensos factores que concorrem para um bom desempenho. Jesus não é portanto o melhor, mas chegado ao Sporting, a dinâmica da equipa mudou radicalmente e o futebol praticado subiu substancialmente de nível, ao ponto de o Sporting ter sido a equipa que melhor futebol praticou durante toda a época que passou e em que bateu todos os recordes. Apesar disso não chegou para ser campeão e mais uma vez Jesus percebeu na camisa de onze varas onde se meteu, ao aceitar este grande desafio. Ele já o diz, agora sem pudores, que há um clube a ser claramente beneficiado e outro claramente prejudicado, já percebeu que no Sporting não deve inventar, sob pena de os objectivos a que o Clube se propõe não poderem ser atingidos.

Esta é a fase mais importante da estada de Jesus no Sporting. Ou percebe e admite que o que se passou no Benfica, os títulos que conquistou, têm uma parte substancial de mentira e lhe corresponde apenas uma pequena quota parte do êxito, e parte para uma abordagem aos jogos e ao campeonato como o Jesus do Braga, com as devidas proporções claro está, ou continua iludido e inebriado e sendo o Jesus do Benfica. Como as coisas estão (ontem foram sonegados mais dois penaltis e a basófia em modo substituições disparatadas repetiu-se), estou em crer que a faceta Jesus treinador do Benfica será capaz de não ser a melhor abordagem.

Só no Benfica é que algum treinador, num dérbi, se pode dar ao luxo de tirar o seu "Cardozo" sem que daí advenham problemas, porque haverá sempre alguém a ajudar a resolver. Enquanto não perceber isto e não agir em conformidade, mesmo comprando charters de jogadores, em nenhum dia será campeão pelo Sporting.

Com muita pena minha.


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08 Dez 16
Pontos nos is.
Luís de Aguiar Fernandes

Saímos da Europa, e cai tudo em cima de Jorge Jesus. Mas vamos pensar um bocadinho no jogo de ontem.

 

Não tínhamos nenhum dos dois defesas direitos que têm jogado. Era preciso tomar uma opção: jogar com um rapaz que nunca jogou na Champions (Esgaio) ou mudar o sistema. Face a uma equipa fortíssima em contra-ataque (3 golos ao Real, 4 ao Borussia), Jesus optou por jogar com uma espécie de sistema com 3 centrais, parecido (mais ou menos, vá) com aquele que foi tão elogiado em Dortmund. A opção foi errada? Ao intervalo já todos tínhamos percebido que sim, mas antes do jogo era, pelo menos, lógica. Correu mal. Acontece. Jesus é o culpado deste afastamento? Não me parece.

 

Senão vejamos: se o André acertasse uma das oportunidades que teve, ou se o árbitro marcasse uma das duas mãos na bola que houve na mesma jogada, teríamos ficado na Europa. Era Jesus o culpado dessa vitória? Também não me parece.

 

No fim do dia, são os jogadores (e, infelizmente, os árbitros) que decidem o jogo. O treinador só lhes explica como chegar lá, mas se um avançado não marca ou se um defesa erra, ele não pode fazer nada. Por isso isto de culparem apenas o treinador por uma opção que correu mal, mas que não era descabida, é capaz de ser um bocadinho demais, não?

 

Nota: Menos lógica me parece a insistência em Markovic, mas isso fica para discutir depois.


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07 Dez 16
Ódio puro e duro
Pedro Correia

Eles odeiam Jesus. Jorge Jesus.


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02 Dez 16

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Jesualdo Ferreira, parecendo imitar La Palice, veio agora anunciar ao País que  "Rui Vitória ganhou e Jorge Jesus perdeu".

É uma evidência simplista anunciada com meses de atraso pelo respeitável profissional do futebol que, enquanto director desportivo e treinador, esteve ligado à pior época de sempre do Sporting.

É simplista porque esconde tudo quanto o Sporting já ganhou desde o tempo em que ele próprio, Jesualdo, era o braço direito de Godinho Lopes para gerir o futebol leonino.

 

Jorge Jesus recebeu a equipa vinda de um terceiro lugar no campeonato e ausente da Liga dos Campeões.

Com ele, na Liga 2015/16, o Sporting obteve a melhor pontuação de sempre, discutiu o título até à última jornada do campeonato e alcançou um lugar na Liga dos Campeões que valeu ao clube um acréscimo de 8,2 milhões de euros.

Com ele, a qualidade exibicional da nossa equipa de futebol atraiu a maior afluência de sempre de adeptos ao estádio - com mais 750 mil euros de receitas de bilheteira só no primeiro trimestre da actual época oficial em comparação com período homólogo do ano anterior.

Com ele, os jogadores valorizaram-se de tal maneira que permitiram ao Sporting obter as duas maiores receitas de sempre em transferências de activos, como ocorreu nas saídas de João Mário e Slimani.

 

Apetece devolver a Jesualdo Ferreira a crítica que ele acaba de lançar a Jorge Jesus.

Com Jesualdo o Sporting comportou-se melhor ou pior do que com o treinador actual?

Qual dos dois técnicos conseguiu trazer mais gente ao estádio?

Qual deles foi capaz de bater o recorde de pontos numa temporada?

Qual deles discutiu o título até ao fim?

Qual deles valorizou mais os jogadores?

 

Creio que ninguém hesitará na resposta. Aliás lembro-me de que na era Godinho-Jesualdo foram lançados na equipa principal três jovens da nossa formação sem o clube ter acautelado os seus interesses contratuais: BrumaEric Dier e Tiago Ilori. Com os seus passes nas mãos de terceiros, à revelia do Sporting, todos acabaram por sair sem retribuírem no plano desportivo todo o investimento que o clube neles fez durante anos.

Ao contrário do que sucedeu nos tempos do manager Jesualdo, apodado de "treinador dos treinadores" por Godinho Lopes, nenhum jovem é lançado hoje na equipa principal do Sporting sem ver o contrato renovado e a cláusula de rescisão elevada, evitando-se assim que fiquem à mercê dessa casta de parasitas que gostam de intitular-se "empresários" nas catacumbas do futebol.

 

Esta foi uma das muitas alterações positivas registadas no nosso clube desde que Jesualdo passou por Alvalade.

Muitas outras podiam aqui ser referidas. O pavilhão, prestes a ser inaugurado. O canal televisivo do clube. O aumento do número de sócios. O crescimento ímpar das receitas de bilheteira. Os inéditos montantes de receitas ligadas às transmissões televisivas. O reforço das modalidades, que beneficiam de um investimento nunca antes registado. A luta por títulos, jornada a jornada, até ao fim.

Mas não vale a pena enumerar nada disto: Jesualdo Ferreira conhece bem a realidade leonina, embora desta vez tenha falado como se não a conhecesse.


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24 Nov 16

Quatro das cinco maiores assistências de sempre no actual estádio José Alvalade, proporcionando as nossas melhores receitas de bilheteira, registaram-se já com Jorge Jesus no comando técnico do Sporting. As contas, hoje divulgadas pelo jornal A Bola, não deixam lugar a dúvidas: os 50.046 espectadores na recepção ao Real Madrid desta terça-feira estabeleceram um novo máximo, ultrapassando os 49.992 ingressos no dia da inauguração, a 6 de Agosto de 2003.

Neste top five incluem-se o Sporting-Benfica (49.699) do último campeonato e os dois mais recentes clássicos Sporting-FC Porto, ocorridos a 2 de Janeiro (49.382) e 28 de Agosto (49.399).


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29 Out 16

 

Desde quando o William Carvalho é marcador de penáltis?

 

Que mais é preciso o Markovic (não) fazer para o deixares no banco?

 

Ainda não percebeste que o Marvin nem na equipa B deve jogar?

 

Quanto tempo vais demorar a apostar no Matheus Pereira?

 

O Podence, o Palhinha e o Francisco Geraldes voltam em Janeiro?

 

Porque continua o Castaignos sem calçar neste tempo de castanhas?

 

Mandaste vir o Meli para quê?

 


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19 Out 16
Outsourcing
Duarte Fonseca

Jesus, não queiras controlar tudo.

Faz um favor a ti próprio e a todos os sportinguistas e deixa outra pessoa escolher os jogadores para as posições de lateral direito e esquerdo.

Está mais que provado que não consegues escolher um lateral de jeito.

Faz outsourcing desse trabalho, por favor!


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03 Out 16
Bom dia
Edmundo Gonçalves

Isto só lá pode ir com humor, que ainda estou demasiado fodido  para encaixar este resultado.

 

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 (desculpem-me as mentes mais sensíveis, mas não há outra palavra senão fodido, para definir fodido)


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01 Out 16
Desabafo
Alda Telles

Tenho tido o cuidado, como leiga que sou, de ouvir o nosso treinador após cada um dos últimos jogos do campeonato, na esperança de perceber o que corre mal em períodos concentrados de tempo.

Perceber é a melhor maneira de ultrapassar a náusea que empates com sabor a derrota e derrotas me provocam. Perceber é também a forma de continuar a acreditar.

O que acontece é que Jesus parece não ter nenhuma explicação plausível e, por conseguinte, há que passar a esperar sempre o pior.

Esta é uma sensação que me aborrece de sobremaneira, sobretudo quando contamos com jogadores de enorme nível e exibições fabulosas. 

Temos de ter melhores explicações e melhores análises do nosso treinador. Merecemos isso, na nossa infinita capacidade de sofrer. 


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15 Set 16

"Falemos nobremente mal, patrioticamente mal, as línguas dos outros!"

Eça de Queirós


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14 Set 16
Cair no Real
Luciano Amaral

Caímos no Real. Será o maior teste à inteligência do nosso treinador até hoje. Habituado a jogar "por cima" ou de igual para igual (mesmo na Europa, onde ainda não calhou coisa do género), o Sporting de Jesus é sobranceiro (justificadamente, em geral). Hoje não pode ser. Basta pensar nos duelos-tipo: João Pereira (ou Schelotto) vs. Cristiano Ronaldo; Bruno César vs. Bale; Coates e Semedo vs. Benzema ou Morata. Não é coisa para tranquilizar ninguém. Lembro-me de uma eliminatória do Benfica de Jesus com o Barcelona há uns anos, em que o Benfica jogou "à grande". O Barcelona, com a equipa Z, chamou-lhes um figo. Jesus era outro nessa altura. Terá entretanto aprendido a moderar os seus ímpetos napoleónicos. E no último ano no Benfica também pareceu que tinha aprendido a montar equipas "de contenção" e não apenas de "rolo compressor". Logo se vê.


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05 Set 16

O ano passado o clube do pré-fabricado, completamente enfurecido com a contratação pelo Sporting de Jorge Jesus, inventou uma mal amanhada história sobre mensagens enviadas pelo nosso treinador a jogadores desse tal clube. Rapidamente desmontada, os lampiões lá meteram o rabo entre as pernas e fizeram-se à vida.

Este ano voltaram à carga usando agora a figura do e-mail. 

Para o ano qual será a forma de comunicação escolhida para inventar factos?

Aceitam-se apostas.


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04 Set 16
Óbvio ululante
Pedro Correia

Alguns sportinguistas persistem em duvidar dos méritos do treinador leonino. A esses - e aos que de modo um pouco mais compreensível exprimem as mesmas críticas do lado de fora, desejando no entanto ter um treinador assim - é necessário sublinhar esta evidência factual: ao fim de dois meses com Jorge Jesus ao leme, já o Sporting tinha conquistado tantos títulos como sucedera com os  nove treinadores anteriores, todos somados, entre 2008 e 2015.

As coisas são o que são.


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29 Ago 16

A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.


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28 Ago 16
Quem diria...
José da Xã

… Que à terceira jornada o Sporting seria líder do campeonato?

Pois nem os adeptos Sportinguistas mais optismistas assim o pensariam. Mas o futebol é assim mesmo: hoje alegria para uns, tristeza para outros.

No entanto, e de forma a evitar o que se passou na época passada, é bom que Jorge Jesus comece já a moderar o seu discurso, assim como Bruno de Carvalho. O campeonato é longo e ainda agora começou, portanto seria fantástico que todos usassem de alguma parcimónia na hora de falarem da situação de sermos líderes.

O meu avô, homem sábio e conhecedor da natureza humana, usava da seguinte máxima: “Mais vale o que fica por dizer do que aquilo que se diz”.

 

Também aqui


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20 Ago 16
O preço do sucesso
Pedro Correia

"Este assédio aos meus jogadores não é novidade para mim. São muitos anos a ter que perceber estas situações de mercado, principalmente em Agosto. Há um ano, quando cheguei, não tinha estes problemas... É sinal que os jogadores foram valorizados, é fruto da qualidade da minha equipa técnica. O meu trabalho é potenciar os jogadores e o clube. É o que faço. Depois paga-se o preço do sucesso."

Jorge Jesus, ontem, em conferência de imprensa


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30 Jul 16
A pressão
Pedro Correia

Se isto for pressão, pois bem: considerem-na como tal. Eu não exijo a Jorge Jesus - décimo melhor treinador do mundo - nada menos do que exigi a Fernando Santos no Campeonato da Europa: a conquista do título.

Chega de paleio, basta de desculpas, nem tolero ouvir falar nas famigeradas vitórias morais: 15 anos de jejum já bastam.

Quero o Sporting campeão nacional em Maio de 2017.


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29 Jul 16
Sem surpresa
Pedro Correia

Jorge Jesus foi eleito o  décimo melhor treinador do mundo pela FourFourTwo, provavelmente a revista especializada em futebol mais conceituada a nível internacional.

Subiu cinco lugares desde a votação anterior. Pelo trabalho que fez no Sporting, com destaque para dois recordes já batidos em Alvalade: ter terminado o campeonato com 86 pontos, a nossa mais elevada pontuação de sempre, e com 36 vitórias nos jogos disputados durante a temporada, outra proeza inédita.

Nada que nos surpreenda.


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05 Jun 16
Sem a menor dúvida
Pedro Correia

"O melhor treinador português em Portugal? Não tenho a menor dúvida em dizer que é o Jorge Jesus."

Sérgio Conceição, ontem, na SIC Notícias


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27 Mai 16

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22 Mai 16

Montero: «Tinha propostas muito fortes da China, a pressão era muito grande. A cabeça dele não estava cá. Todos os dias queria falar comigo...»

Rúben Semedo: «Tinha feito a pré-época comigo. Vi que estava ali um jogador com muito potencial. Antes de ser emprestado [ao V. Setúbal] disse-lhe que acreditava nele e que se estivesse a fazer um bom campeonato iríamos buscá-lo em Janeiro, como aconteceu.»

Coates: Foi um achado. É um jogador com muito valor, tem-se adaptado muito bem às ideias defensivas da equipa.»

João Pereira: «Tem uma forma muito profissional de estar no futebol. Leva a semana de trabalho sempre muito a sério.»

Bruno César: «Foi uma extraordinária aquisição. Eu sabia que ele poderia resolver vários problemas porque é um jogador tacticamente muito inteligente. Está sempre disponível, o que é muito importante.»

João Mário: «O crescimento dele também se deve ao facto de ser um jogador muito inteligente.»

Bryan Ruiz: «É um senhor em tudo, é um profissional exemplar, é um exemplo para os mais novos. Pode vir a ser um dos capitães da equipa. Tem perfil para isso.»

Barcos: «É um jogador com um sentido profissional muito grande. Chegou ao Sporting com o comboio em andamento, era difícil entrar numa das carruagens.»

Ryan Gauld: «Teve uma lesão muito complicada nesta época. Hoje está recuperado. Vai fazer a pré-época connosco, vamos dar-lhe essa oportunidade. É um miúdo com potencial»

Wallyson, Palhinha, Iuri Medeiros: «São miúdos com um talento muito grande. É um prazer trabalhar com eles.»

Matheus Pereira, Gelson Martins, Podence: «São miúdos muito criativos, tipo jogadores da rua. Acredito muito neles.»

Slimani: «Aquilo de que eu gostava é que ele não saísse.»

Adrien, William Carvalho, Rui Patrício: «Gostava que fossem intocáveis. Além da qualidade que têm, são jogadores de referência. E são exemplos para os mais novos.»

 

Frases extraídas da entrevista de Jorge Jesus à SIC Notícias (ontem à noite)


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21 Mai 16
Reconhecimento
Pedro Correia

«Aprendi muito com Jorge Jesus. Tacticamente, é um dos melhores. Não se pode negar isso.»

Nico Gaitán, jogador do SLB, sobre o treinador do Sporting


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Queria só dizer que o melhor treinador da Liga portuguesa está a ser entrevistado na têvê, olé!


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20 Mai 16
Como eles não desarmam...
Edmundo Gonçalves

"Face a notícias hoje publicadas na imprensa, vem a Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD, repudiar o seu conteúdo, relembrando tudo o que ainda ontem foi transmitido em declaração à imprensa do Presidente Bruno de Carvalho e esclarecendo que:

1 – são as renovações de contratos com jogadores da equipa principal, bem como as contratações do “mercado de Inverno”, que constituirão o plantel da próxima época desportiva

2 - existirão entradas de jogadores se se verificarem saídas de elementos do mesmo plantel e estas serão sempre pela cláusula de rescisão prevista nos respectivos contratos

3 – é e será sempre a SAD a definir a estratégia de abordagem ao mercado e a encabeçar as negociações tendentes à saída ou entrada de jogadores

4 – é com o treinador que se trabalham os plantéis e os objectivos são claros: ganhar títulos a nível nacional e voltar à Glória europeia

5- não será contratado nenhum Director Desportivo, conforme já anteriormente anunciado pelo Presidente, mantendo-se Octávio Machado nessas funções

6 – decisões como as da substituição do relvado do Estádio José Alvalade ou de melhorar as infra-estruturas de apoio à equipa de futebol profissional foram da exclusiva iniciativa e responsabilidade da Administração da SAD porque, recorde-se, é a esta que competem este tipo de definições

7- a renovação do contrato do treinador Jorge Jesus mantém as mesmas premissas do contrato inicialmente assinado porque assim foi entendido fazer pela SAD encontrando-se esta salvaguardada, ao contrário do que se tenta fazer passar, pela extensão da duração do contrato por mais um ano

8 - conforme foi afirmado ontem pelo Presidente, são vários os departamentos que estão a concluir alterações que estão a ser efectuadas, trabalhadas e planeadas faz meses por iniciativa da Administração da SAD e dos respectivos responsáveis de cada departamento.

 

Como disse o Presidente, ele e Jorge Jesus são “homens de paixões e homens de projectos”. Ao contrário do que alguns vaticinavam ambos sabem as suas funções, complementando-se, com os resultados que foram evidentes para toda a família Sportinguista e restantes amantes do Futebol."

 

Daqui.


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O nosso treinador
Adelino Cunha

Habituei-me aos rumores sobre o nosso treinador Jorge Jesus ir embora no momento em que me deixei convencer de que o treinador Jorge Jesus era a fonte desses rumores. Não me importei com o nosso treinador. E por não me ter importado com os rumores sobre Jorge Jesus, acho que me habituei à gritaria dos cães da Luz e aos ganidos dos mitras do Porto sobre o nosso treinador. Sim, eu sei, habituo-me facilmente a tudo. Mas eu queria tanto que o treinador renovasse. Não por mais uma época, mas para sempre. Eu queria um contrato vitalício com o nosso treinador. Quero que este treinador acabe a carreira no Sporting. Eu já devia ter escrito isto lá em cima: posso não ter gostado de algumas coisas do Jorge Jesus, mas adorei o que fez e tudo que fará como treinador. Não se pode ter tudo: nós temos um grande treinador.


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19 Mai 16
É dos nossos!
Francisco Vasconcelos

Pode tentar quem quiser, mas sem pagar a clausula ninguém o conseguirá levar. O nosso grande treinador, Jorge Jesus, acaba de renovar até 2019.


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18 Mai 16

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"Jorge Jesus terminou a primeira de três épocas de contrato com o Sporting com um troféu (Supertaça), o apuramento directo para a Liga dos Campeões e um saldo de 36 vitórias em 51 jogos oficiais (70% de sucesso)."

Notícia do Record de 16 de Maio


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17 Mai 16

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Os mesmos que passaram um ano inteiro a achincalhar e enxovalhar Jorge Jesus - inclusive em painéis televisivos onde nem o nome dele conseguiam pronunciar - celebram agora o "tricampeonato", contando portanto com as duas Ligas consecutivas que ele venceu.

Para serem coerentes na sua alergia sectária ao actual treinador do Sporting, deviam omitir essas duas vitórias que os levam agora a papaguear tantas vezes a palavra "tri". Pura hipocrisia: apagam-no para uns efeitos da fotografia (até literalmente), mas mantêm-no quando lhes dá jeito. A menos que dois daqueles campeonatos tenham sido conquistados sem treinador...

Vangloriam-se de tudo quanto Jesus lhes deu enquanto fazem de conta que ele nunca por lá passou. Pior que isso: interpuseram uma  acção milionária contra ele em tribunal, por alegada quebra de compromisso contratual, quando é público e notório que o melhor treinador a trabalhar em Portugal se limitou a cruzar uma porta de saída já escancarada por decisão alheia.

Cobrem-se de ridículo nesta competição muito particular em que são indiscutíveis campeões: a do ódio visceral a quem tão bem os tratou. E com tudo isto só acabam por conferir motivação adicional a Jorge Jesus para uma grande temporada 2016/17. Aquela que começa a ser preparada agora.


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P'ró ano há mais
Edmundo Gonçalves

Cada um de nós, autores deste blogue, uns mais interventivos outros nem tanto, tem a particularidade de funcionar pela sua própria cabeça e a única "agenda" que segue é a defesa intransigente dos interesses do nosso grande Clube, de modo que todos os balanços desta época que agora terminou e até agora publicados e os demais que por aí possam vir, responsabilizam apenas os seus autores, ainda que sejamos intrinsecamente solidários enquanto grupo, o que quer dizer que comungo de alguns pontos de vista até agora publicados e apoio todos sem excepção.

Este balanço responsabiliza-me, no entanto, apenas a mim.

Fui, a par do Eduardo Hilário (ele mais que eu, porventura), um entusiasta desde a primeira hora, com a contratação de Jorge Jesus. Tenho por aí opinião em vários posts onde ainda antes da sua contratação, estava ele do lado errado da avenida, o considerei o melhor treinador a treinar em Portugal. Num pequeno aparte, hoje considero-o o melhor treinador português, até pelo simples facto de o considerado "especial", esta época não ter feito nada de relevante pela positiva e ter estado parado dois terços dela. O homem é acusado, eventualmente com alguma razão, de não ser polido a falar, de "dar algumas calinadas", de ser até arrogante. Meus caros, isso para mim são "pinares". Se eu um dia precisar de uma cirurgia cardíaca (lagarto, lagarto), quero lá saber se o "operador" é emproado, lança alguns mosquitos enquanto fala, ou pede à auxiliar uma naifa em vez de bisturi, o que eu quero é que ele seja competente e me livre de perigo e me salve o coiro. O mesmo sinto em relação ao nosso treinador, não rejeitando todos os "defeitos" que lhe apontam. Mas àqueles que o criticam por isto, por favor, dêem-lhe o merecido crédito ao valor enorme que tem na sua profissão.

É um exercício inútil e uma enorme perda de tempo, conjecturar como seria esta época que agora terminou se estivesse ao leme o treinador Marco Silva, que tão bons resultados obteve na Grécia, ou até com Leonardo Jardim, que apesar da sangria que sofreu no plantel, não fez má figura, se considerarmos que o vencedor do campeonato francês é de outro mundo. A única consideração que é justo fazer, é que os três têm um denominador comum: Bruno de Carvalho, que teve a sagacidade  e no caso de Jesus, a arte e o engenho, de os contratar.

Creio ser hoje por todos aceite que o Sporting tem equipa para ombrear sem temor com qualquer equipe do mundo. Não, não ganhará todos os jogos, ninguém ganha todos os jogos, pode até perder a grande maioria, mas hoje sente-se que ao entrar em campo, o Sporting entra para disputar o jogo e não para perder por poucos, como infelizmente chegou a acontecer num passado recente.

Com Jorge Jesus foi tudo bom? Não, claramente não! Mas não será redutor culpar o treinador pela não conquista do título? Pode-se falar no empate com o Tondela, mas não seria de exigir a um jogador experiente como Jefferson que actuasse doutra forma naquele lance que deu o empate? Pode-se falar do jogo com o União, na Madeira, mas que diabo, quando é que o União voltará a ganhar um jogo como aquele ao Sporting? Um remate, um golo e para cúmulo de forma ilegal... Pode até falar-se de Guimarães, onde o jogo do tiro ao boneco foi uma constante durante noventa minutos e para o fim, o jogo que nos retirou da liderança: Tivesse Ruíz marcado uma bola de golo a dois metros da baliza e provavelmente, não saberemos nunca, o final do campeonato teria sido festejado por nós. Sejamos sérios, houve algum erro técnico ou táctico por parte do treinador nestes jogos? Eu, sinceramente não encontro e melhor do que aquilo que fez, só indo lá dentro fazer uma perninha é que poderia melhorar o seu desempenho, mas isso, como sabemos, deixou de ser possível a partir desta época.

Sim, aceito e partilho as críticas a alguns jogos europeus, onde Jesus inventou, com os resultados que todos conhecemos, o que a juntar a pelo menos duas arbitragens vergonhosas, nos retiraram cedo demais duma competição onde acho que poderíamos ter chegado mais longe.

Todos nos lembramos do dia de apresentação de Jesus. O nóvel treinador afirmou, alto e em bom som, que a partir daquele momento os concorrentes ao título passariam a ser três, incluindo o Sporting claramente neste lote. Só alguém de má fé poderá afirmar que o treinador não cumpriu esta promessa; Jesus devolveu à maior parte dos sportinguistas o orgulho de serem parte deste grande Clube. Nunca, durante os últimos catorze anos, o fervor sportinguista esteve tão em alta, nunca, durante este lapso de tempo, os sportinguistas acreditaram tanto e sentiram tanto o seu Clube e esta afirmação é mensurável pelos números de espectadores não só em Alvalade, mas pelos recintos onde o Sporting foi jogando ao longo da época. Esta equipa galvanizou milhares de sportinguistas, uns locais, outros de todo o país e até de fora, que a seguiram de forma entusiasta e registo, ordeira, numa demonstração clara de desportivismo dentro do apoio incondicional ao Sporting.

Esta, meus caros, será uma época para lembrar.

Não fomos campeões, infelizmente, mas demos passos de gigante rumo a um futuro que tenho como muito risonho. Não há campeões eternos e sigamos nós este rumo tão bem traçado por um presidente que vive e respira Sporting e a "doutrina" de Jesus e provavelmente mais cedo que tarde, seremos felizes.


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16 Mai 16

Jorge Jesus julgou que o único adversário dele seria o FC Porto, e achou que já era campeão quando Lopetegui foi despedido.


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15 Mai 16
Orgulho leonino
Pedro Correia

Terminamos o campeonato com 86 pontos - a melhor pontuação da nossa história. Só a dois da turma vencedora e com mais 13 do que o FC Porto, terceiro classificado, garantindo o apuramento directo para a Liga dos Campeões. Fomos a equipa com menos derrotas nas 34 jornadas (apenas duas), a que teve menos golos sofridos, a que chegou ao fim da Liga 2015/16 com mais golos marcados fora de casa, a única capaz de derrotar todas as restantes e a que se manteve mais semanas na liderança (17, contra 11 do SLB, cinco do FCP e uma do Arouca).

Tivemos as maiores assistências de sempre e fomos a equipa com maior percentagem de ocupação de lugares no estádio.

Vencemos cinco dos seis clássicos disputados esta época. Com onze golos marcados e só três sofridos.

Jorge Jesus prometeu em Julho, ao assumir funções em Alvalade, que com ele no comando técnico o Sporting iria disputar o título. Cumpriu a promessa: houve incerteza e emoção no campeonato até ao fim.


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13 Mai 16

Na antevéspera de todas as decisões é tempo de vir aqui dizer (leia-se escrever) também umas breves palavras.

E entre aquilo que desejo (Sporting campeão!) e o que irá infelizmente acontecer (ganham os outros) vai uma enooooooorme distância.

Mas como sócio do Sporting há trinta e seis anos sei que no desporto, como em quase tudo na vida, a esperança é a última a morrer.

E o futebol é um desporto, não uma ciência exacta.

O jogo só acaba quando o árbitro apita para tal. Até lá há luta....

Se ganharmos tanto melhor! Se não conseguirmos os nossos intentos… paciência. Para o ano há mais.

Todavia assumo aqui e agora que esta época vi, no nosso estádio, futebol de grande qualidade como já não via há muito tempo.

Tudo pela mão de Jorge Jesus.

Obrigado Mister.

Espero que continue, por muitos anos, em Alvalade.


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11 Mai 16

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O ridículo e a vontade de atacar os nossos  é tanta que queriam que o Jorge Jesus, tendo Matic, Javi Garcia, Witsel, Enzo Perez e André Gomes, fosse buscar o miúdo aos juvenis.


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09 Mai 16
Até ao fim
Pedro Correia

Jorge Jesus cumpriu a promessa essencial: com ele no comando técnico, o Sporting voltou a lutar novamente pelo título. Até ao fim, como se vê.


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01 Mai 16

Há muito tempo que não víamos a equipa do Sporting povoar tão bem o meio-campo e ganhar tantas segundas bolas como esta comandada por Jorge Jesus. A que chamamos ainda com mais orgulho "a nossa equipa".


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