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És a nossa Fé!

Jorge Jesus

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Na sequência de dois excelentes jogos, feitos sob verdadeira maestria táctica e capacidade física, com a Juventus, uma "velha senhora" renascida das cinzas, com duas finais da Liga dos Campeões nos últimos 3 anos e seis scudettos seguidos, intercalados com boa prestação no campeonato português, o Sporting recebe o Braga, o quarto clube português, este ano com bom treinador - o ex-leão Abel - e um belo e alargado plantel. O Sporting joga relativamente bem, apesar da robustez e agilidade do adversário, cria algumas hipóteses de golo, negadas pelo bom guarda-redes adversário e, também, por algum desajuste na finalização. Um bom jogo de campeonato, ríspido, com alguma superioridade do 3º classificado do ano passado sobre o 4º classificado do ano passado - certo é que ambos as equipas apresentam vários jogadores novos em relação ao campeonato anterior, e o Sporting nisso mostra algumas das boas contratações conseguidas (lateral-direito, central, trinco, interior esquerdo, médio "volante", e até o ponta-de-lança suplente), mas não é ilegítimo lembrar a recente correlação de forças.

 

Perto do final do jogo o Braga recupera da desvantagem que o Sporting merecidamente obtivera. Tivera uma nítida melhoria com as substituições feitas, face a uma adversário apoucado por duas substituições forçadas. Marca um golo de penalti, justo, e um outro em belo chuto sortudo, com desvio num defesa sportinguista. Ainda se empata, num penalti obtido devido a extremo de entrega de um jogador sempre acusado de falta de empenho e rapidez. No final o segundo Sporting empata com o quarto Braga 2-2. E segue em segundo lugar a quatro pontos do muito competente Porto deste ano, resultado de 8 vitórias e 3 empates até agora. 

 

O que dizem alguns feixes da bancada e dos sofás? Com Jesus nunca lá iremos, isto está uma desgraça, etc. e tal. Os resmungos e rumores da chicotada psicológica já se vão ouvindo, ainda em surdina. Eu sei que isto é futebol. Mas, caramba, é preciso vê-lo assim?

 

Repito-me, Este Ano É Que É! E com este JJ. Deixem-se de resmunguices.

 

As (novas) leis do jogo

Por se estar a tornar sistemático (e até ridículo) começo a pensar que o Jesus julga que foram adicionadas duas novas leis ao jogo:

 

1) quando se marca o primeiro golo do jogo depois dos 60 minutos a equipa que marca tem que obrigatória e imediatamente recuar no terreno e passar a jogar em contra ataque;

 

2) a terceira substituição só pode acontecer após decorridos 80 minutos de jogo.

Saímos vivos (mais ou menos)

Lá terminou o ciclo terrível iniciado no fim de Setembro (incluindo um jogo com o Barcelona, dois com a Juventus, um com o Porto e outro com o Braga) e terminou como começou: com um empate merdoso.

Mas não foi tudo mau: fizemos a tal "gracinha" frente à Juventus, "despachámos" o Rio Ave e o Chaves (quer dizer, no caso do Rio Ave não foi bem despachar) e aguentámo-nos sem perder com o Porto, quatro dias depois de jogar com o Barcelona. As coisas melhoraram, mas o padrão do Jorge Jesus não se alterou: "bater o pé" aos grandes da Europa, mostrar dificuldades com os pequenos, chegar para os grandes de cá e mostrar dificuldades com os semi-grandes de cá.

No final, saímos vivos das três competições que interessam: campeonato, Liga dos Campeões/Liga Europa e Taça de Portugal. Vivos, mais ou menos: dos titulares, qualquer dia só sobra o Rui Patrício sem lesões musculares. Felizmente, a coisa pára agora duas semanas. Esperemos que chegue para limpar o estaleiro.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Rui Patrício foi guardião do(s) Arco(s) do Triunfo

A haver justiça no futebol - e (ao longo dos anos) ninguém melhor do que um sportinguista sabe que não há -, o Rio Ave teria ganho este jogo disputado no Estádio dos Arcos, em Vila do Conde. Com 22 remates (contra 7) e 58% de posse de bola, a equipa vilacondense magistralmente treinada por Miguel Cardoso foi superior ao Sporting, mas acabou por perder a partida. O causador deste paradoxo foi o "arqueiro" (denominação brasileira para guarda-redes) Rui Patrício: duas defesas, uma em cada parte, qualquer uma delas candidata ao prémio de melhor "parada" do campeonato - indo buscar a bola ao ângulo superior, lá bem onde a "coruja dorme" - para além de outras duas bolas, defendidas por puro instinto, acabariam por ser os momentos-chave que permitiram ganhar tempo para a entrada em cena do inevitável carteiro Dost, o qual com uma cabeçada mortífera selou uma dificílima vitória leonina. Não foi uma questão de sorte, mas sim de talento, inspiração, trabalho e preparação de Rui, o Homem Elástico, que deu uma resposta cabal a quem possa ter considerado exagerado o meu comentário aqui.

O Rio Ave entrou bem, contornando sem problemas a tentativa de pressão à saída da sua área por parte dos avançados e médios leoninos, a qual de tão trôpega se assemelhava ao jogo da "cabra cega". 

Jesus errou quando lançou apenas dois médios centro no desafio. Não só Bruno Fernandes se desgastou sem sentido, num desdobramento constante entre defesa e ataque, como William, uma vez mais, mostrou que contra boas equipas não tem a intensidade suficiente para jogar nesse sistema, passando a maior parte do tempo num universo paralelo ao do portador da bola. A solução estava no banco e chamava-se Rodrigo Battaglia. A equipa melhorou bastante com o argentino em campo, especialmente quando passou a jogar à frente de William. Foi daí que irrompeu numa cavalgada, por sugestão de Acuña, que terminaria num centro de régua e esquadro para a cabeça do holandês voador.

No balanço final, JJ tentou diluir a estatística de remates do Rio Ave, esboçando uma comparação com o rugby, em vez de ter tido a humildade de reconhecer que levou um ensaio de táctica (o seu ponto forte) de Miguel Cardoso. Foi galo, não Gales, caro Jorge "jogam sempre os mesmos até estourarem" Jesus. Este, não deixará de marcar uma época pelo seu engenho, mas ontem salvou-se por ter melhores jogadores de campo e um guarda-redes de enorme categoria, o que fez toda a diferença.

Duas notas finais: uma para o VAR, que anulou (bem) um golo a Bruno Fernandes, ignorou (bem) uma possível penalidade (em caso de dúvida não sinalizar nada) sobre o mesmo jogador e sancionou (no limite) o golo de Dost (os braços não contam para o fora-de-jogo); última nota para o argumentário do senhor Nuno Farinha: o Sporting "só" ganhou 2 jogos nos últimos dois que disputou...  

 

As notas dos nossos jogadores, em escala musical:

 

Rui Patrício - É um pássaro? Um avião? Não. É o Super-Homem! Atrás da personalidade calma e avessa às luzes da ribalta de Rui Patrício - o Clark Kent leonino que vive em Alcochete - esconde-se um herói cujos super poderes estão a mudar a história do clube de Alvalade. Por detrás daquelas luvas, não há kryptonite que o ameace, nem vedetite que o afecte. Ele é a nossa FÉ!

Nota: Dó Maior

 

Piccini - Um dia negro na vida do italiano: o jogo estava a correr-lhe mal. Complicativo, perdia bolas à saída do seu meio campo e não conseguia chegar à linha de fundo adversária. E pioraria ainda mais, quando o músculo da sua perna esquerda rasgou. 

Nota: Mi

 

Coates - Ontem foi Ministro da Defesa, Secretário de Estado, Sub-Secretário e Assessor do Ministro. Tudo ao mesmo tempo. Um pronto-socorro, ou todos (4) em um ("e pluribus unum", lagarto, lagarto!!). Já se está a vêr a falta que nos vai fazer aquando da recepção à Juventus...

Nota:

 

Mathieu - O que esperar quando jogam sempre os mesmos? Eu sei, a pergunta é rétorica...

Nota:

 

Fábio Coentrão - O seu regresso a Portugal coincidiu com aquele seu novo estilo de "faz que vai, mas não vai", em que a linha de fundo adversária parece uma miragem. A defender também não esteve particularmente feliz no regresso à sua terra-natal. No entanto, coincidência ou não, com mais ou menos mialgia, como por magia ficou os 90 minutos em campo e não sofremos golos. Espera-se que se mantenha como talismã na terça-feira visto ser o único elemento da defesa disponível para esse jogo.

Nota:

 

William Carvalho - É o senhor Carvalho, quando Jesus o expõe a um meio campo a dois com Bruno Fernandes, ficando assim a nu toda a sua falta de intensidade defensiva. Mas, transforma-se no Sir William, quando tem por perto "pit bulls" do género de um Adrien ou de um Battaglia, momentos em que consegue libertar em todo o seu esplendor o perfume do seu majestoso futebol. 

Nota:

 

Bruno Fernandes - Repito aqui a ideia que tenho vindo a expressar desde o início da época: Bruno só tem cabimento num meio campo a 2, eventualmente com Battaglia. Refiro-me, obviamente, a jogos com boas equipas, como é o caso do Rio Ave. Desgastou-se, com pouco sucesso, num inglório vai-vém. Ainda assim mostrou a qualidade do seu futebol num passe açucarado a isolar Podence (que se atrapalhou), num centro para Dost (que chegou atrasado) e num remate colocado que bateu Cássio, onde alegoricamente lhe foi assinalado um fora-de-jogo.

Nota: Sol

 

Gelson - Em terra de pescadores, andou naufragado a maior parte do tempo. Sem conseguir dar à costa, acabou por se refugiar junto da frota pesqueira situada na orla inferior direita do mar vilacondense, onde recolheu abrigo junto de Piccini, primeiro, e depois de Coentrão.

Nota:

 

Acuña - Em dia de turbulência só os homens de "barba rija" vão ao mar. O argentino não se atemorizou e lá foi lutando, contra ventos e marés, até descobrir a ponte - o seu conterrâneo Battaglia - para o caminho marítimo até à baliza de Cássio. Acabou a fazer-se valer da sua polivalência, recuando para defesa esquerdo após a lesão de Piccini.

Nota:

 

Podence - Marcado (nos tornozelos) pelos jogadores vilacondenses, raramente conseguiu traduzir a sua inegável dinâmica em algo de produtivo para a equipa, acabando substituido ao intervalo apenas porque Jesus não poderia substituir os outros nove.

Nota:

 

Bas Dost - Ganhou menos bolas pelos ares do que é seu (bom) costume e momentos houve em que pareceu meio perdido em campo, desnorteado com a saída de bola dos jogadores do Rio Ave. Mas, a confiança voltou e, à primeira oportunidade, "dostou". Antes, assistira Bruno para o golo que foi invalidado.

Nota:

 

André Pinto - Sem a autoridade de Mathieu, exibiu-se acima das expectativas, eventualmente mostrando que essas expectativas - que decorrem de "jogarem sempre os mesmos e..." - podem ser uma treta. Retirou um golo cantado a Dost, na primeira parte, e voltou a ganhar de cabeça numa bola parada ofensiva, na segunda parte.

Nota: Sol

 

Battaglia - Jesus colocou-o em campo após o intervalo, mas pareceu enjaulado atrás de William durante bastante tempo. Subitamente, JJ libertou-o desse jugo, posicionando-o à frente do "sir", e imediatamente se viu a sua influência no jogo, bloqueando passes e encontrando espaços vazios de onde assistiu (de pé esquerdo) Dost para o golo, o que nos deixa a seguinte interrogação: a qualidade de passe não era o seu ponto fraco?

Nota:

 

Doumbia - Poucos minutos em campo para alardear muito mais do que aquilo que já mostrara anteriormente, ou seja, um péssimo domínio de bola e uma habilidade natural para disfarçar/mascarar oportunidades de golo nas estatísticas (não constou). Parece ser um jogador útil apenas quando bem servido só tem de dar o toque fatal. Imaginar que pode jogar por detrás de Dost é pura utopia.

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patrício

  

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - A Velha Senhora matou o sonho da Juve leonina

"Mesmo na noite mais escura

em tempo de servidão

há sempre alguém que resiste

há sempre alguém que diz não" - Trova do tempo que passa

 

Jorge Jesus primeiro deu-nos esperança e depois ajudou a "vecchia signora" a matar o sonho da nossa jovem equipa. Desenho táctico uma vez mais excelente, por parte do treinador português, substituição desastrada de Coentrão por Jonathan, também para não variar. Nesse sentido, nem Hitchcock, nem Carpenter, mestres na criação de suspense, nem actores como Cary Grant ou James Stewart, catedráticos da arte dramática, conseguiram alguma vez transportar para o ecrã uma personagem que anunciasse, pela expressão da sua face, tão bem como Fábio Coentrão no momento da sua saída, o que viria a seguir.

Jesus é como uma Matryoshka russa: dentro dele há sempre umas figurinhas que é preciso ir desencaixando - o Jesus das substituições, o Jesus comunicador, o Jesus que não melhora os miúdos, o Jesus fanfarrão, o Jesus que quer sempre mais jogadores, até encontrarmos a única personagem não oca, verdadeiramente sólida e que revela genialidade que compõe a sua complexa personalidade como treinador: o Jesus, Mestre da táctica.

A Juve foi a Juve: tal como a morte e os cobradores de impostos, os italianos nunca falham. No momento da decisão, a qualidade extra ajuda muito. Pjanic e Mandzukic não faltaram à chamada e dá sempre jeito, quando se quer mexer na equipa, ter ali um Douglas Costa ou um Matuidi à mão, prontos para entrar. Mas, num jogo muito cinematográfico, as mãos na cabeça de Buffon aquando do desperdício de Doumbia dizem muito sobre aquilo que os obrigámos a sofrer.

Nos nossos, Patricio a grande nível, bem acompanhado por Piccini, Mathieu e Coates. Do meio-campo para a frente, o melhor foi Acuña, embora Bruno Fernandes tenha estado nos lances das nossas duas oportunidades. Uma pena nunca podermos ver o argentino recuar para lateral e partir para o ataque em combinações com... Bryan Ruiz.

Em resumo, exibimo-nos mostrando qualidade como nunca, perdemos com os mesmos erros de sempre...

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Jesus derrota Vieira

Luís Filipe Vieira não tem registado só derrotas em campo: está a ser derrotado também nos tribunais. Lembram-se da maior indemnização de sempre exigida na justiça portuguesa tendo por alegado queixoso o Benfica e por alvo o actual treinador do Sporting? Pois: 14 milhões de euros que se preparam para voar ainda para mais longe do que a presença encarnada nesta Liga dos Campeões.

Soma e segue. A justiça tarda mas não falha.

Reforços

Jesus quer reforços? Aí os tem: Francisco Geraldes, Gelson Dala, Matheus Pereira. Um joga no Sporting B, os outros integram o plantel leonino e estão de momento emprestados (um ao Chaves, outro ao Rio Ave).
Num plantel onde figuram Mattheus Oliveira, Alan Ruiz e Petrovic, haverá certamente lugar para aqueles três "mosqueteiros".

Hoje giro eu - Jesus quer mais discípulos

A fazer FÉ no Jornal "O Jogo", Jorge Jesus entende que não tem segundas linhas à altura e quer ir ao mercado em Janeiro para reforçar 5 posições: defesa central, lateral esquerdo, médio ofensivo, extremo e ponta-de-lança.

Fazendo FÉ no Relatório e Contas da Sporting SAD, os proveitos ordinários (operacionais) originados pela sociedade não são suficientes para garantir a sua sustentabilidade (obrigando a vendas - proveitos extraordinários) atendendo ao necessário investimento na equipa de futebol, o qual tem crescido bastante nos últimos 2 anos.

Ora, uma coisa está intrínsecamente ligada a outra e é tempo de Bruno de Carvalho pôr termo a estas constantes exigências de Jorge Jesus, à sua impaciência, incapacidade de aproveitar o plantel ao seu dispor e melhorar os jogadores - que contrasta fortemente com o que Sérgio Conceição está a fazer no FC Porto - e permanente desculpabilização.

Em primeiro lugar, é necessário fazer o exercício de analisar se não temos em casa as soluções para as lacunas detectadas: começando pelo defesa central, JJ manifestou vontade em contar com André Pinto, tendo o Sporting contratado o atleta, o qual estava em final de contrato com o Braga. Inclusivé, após acordo com António Salvador, o atleta chegou a Alvalade ainda antes do final da época transacta o que lhe permitiu ambientar-se ao clube e aos métodos do treinador. A entrada deste atleta implicou a saída de Paulo Oliveira, um jogador que fez uma óptima dupla com Naldo em 15/16 antes de JJ ter mudado os centrais, colocando Coates e Semedo a titulares. O ex-vimaranense nunca comprometeu e constituiu-se sempre como uma confortável solução partindo do banco pelo que a sua venda só pode ter significado que Jesus apostava forte em André Pinto. Além disso, Tobias regressou e ainda temos o turco Demiral na equipa B. Assim sendo...

Na lateral esquerda, Jesus colocou de lado Jefferson e Marvin Zeegelaar (e até Esgaio que chegou a jogar no Dragão), apostando no empréstimo de Fábio Coentrão e no regresso de Jonathan Silva. Com o vilacondense a ser gerido com pinças, o argentino tem tido oportunidades, mas não se tem mostrado à altura do desafio, o que põe em causa as dispensas promovidas pelo treinador. Atendendo a que Coentrão terá de regressar ao Real Madrid, no final da época, aqui concordo que teremos de ir ao mercado.

A posição de médio ofensivo é actualmente preenchida por Bruno Fernandes e Alan Ruiz. A confirmar-se a saída do argentino - "cut your losses short" - o Sporting deveria promover o regresso de Francisco Geraldes. Num 4-3-3, volta a haver lugar para Xico, um médio com larga visão de jogo, a merecer uma oportunidade desde que o treinador não insista num ensaio sobre a cegueira.

Nas alas, JJ possui Iuri e Podence como alternativas. O açoriano precisa de algum acompanhamento psicológico que lhe reforce os índices de confiança, Daniel é um extremo de raíz que se perde como "mezzapunta".

Finalmente, à frente, Jorge Jesus tem actualmente um jovem internacional angolano de grande potencial. Gelson Dala é um jogador com finta, recepção orientada, rapidez e capacidade de concretização, qualidades que merecem a aposta do técnico.

Em resumo, as finanças do clube e o exemplo que vem do Norte - aproveitamento dos proscritos Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, Diego Reyes e Ricardo Pereira, além da reabilitação de Brahimi - atestam a necessidade de desenvolver as competências internas e de promover soluções dentro do plantel (a excepção deveria ser a lateral esquerda). O trabalho meritório desta direcção não pode ser comprometido pela falta de atenção que o treinador parece devotar a algumas putativas opções.

Esta época navegamos sobre gelo fino. Não vendendo mais jogadores não há espaço para mais aquisições, se quisermos ter as contas equilibradas. 

Tem a palavra Bruno de Carvalho...

 

P.S. Tantas vezes se tem criticado aqui (com alguma razão, diga-se) a política de comunicação do clube e do seu presidente que ficaria mal não elogiar as palavras de Bruno de Carvalho a propósito da visita a Oleiros, independentemente da contrariedade de ter de jogar num sintéctico, evidenciando uma sensibilidade fora do comum para com o sofrimento de uma população, mostrando aquilo que o futebol tem de melhor: paixão, festa e, já agora, solidariedade. Chapeau!!

 

 

Prémio Somelos-Helanca

Rui Patrício (3): não teve muito para fazer, que a equipa o protegeu muito bem face ao colosso adversário. Mas duas defesas extraordinárias. Sem espectáculo pois, como sempre, o Imperador de Alvalade não é dado ao circo; Piccini (3): Grande prestação defensiva e com coragem e força para algumas incursões ofensivas, e até um belo remate com código-postal de golo. Excelente articulação com o interior Gelson; Coates (1): boa prestação defensiva em quase todo o jogo. Tudo maculado com três monumentais borregadas, com perdas de bola que poderiam ter dado golos, devido a tentativas artísticas em zonas proibidas. Azar no autogolo que (in)cometeu; Mathieu (3): o melhor em campo, espantoso na autoridade na sua área, alguns cortes in extremis de levantar o estádio, e com coração e técnica para carregar a equipa para a frente, em várias incursões de grande gabarito; Coentrão (2): enquanto durou fez um belo jogo. Mas limitou-se na intensidade devido a um cartão amarelo justo, provocado por uma inútil falta na grande área adversária. Entre essa limitação e os limites físicos fez um belo trabalho defensivo mas não intenso no ataque como prometeu no princípio; William (3): uma surpresa, com um grande ritmo de lançamento do ataque, sem perdas de bola como por vezes acontece em jogos de grande intensidade. Extremo trabalho de cobertura, de comando da linha média, um verdadeiro maestro; Battaglia (3): o melhor em campo, ainda melhor do que o melhor em campo Mathieu. Não haverá palavras suficientes para descrever o sobre-humano que produziu no controlo das linhas de ataque, em torno de Messi, que muito apagou, e não só, e a inteligência táctica que mostrou em articulação da defesa. E ainda teve futebol para lançar ataques; Gelson (2): injustiçado no amarelo recebido, que o condicionou no trabalho defensivo, deu a sensação de ficar limitado. As preocupações tácticas reduziram-lhe a capacidade explosiva, raramente chegou ao que sabe fazer; Acuna (2): belo jogo defensivo, raçudo no ataque, talvez o único na primeira parte a conseguir articular a grandiosidade na cobertura à capacidade ofensiva; Bruno (3): mais apagado porque não marcou mas fez um grande jogo, entre as necessidades de pressão defensiva e algumas tentativas de fazer fluir o futebol de ataque. Alguma precipitação neste campo, talvez também por (uff) grande sobreesforço físico. Pelo menos dois grandes remates para golo a encontrar os matrecos e uma grande oportunidade, chutando à barra Ter Stegen; Doumbia (2): estava a funcionar bem, como primeiro defesa, calcorreando em busca dos lançadores de futebol do Barça, e com capacidade para se desmarcar nas algumas possibilidades que teve. Estuporou numa simulação de falta, ingenuidade neste nível e face ao sobre-protegido Barcelona. Os deuses castigaram-no lesionando-o no acto de teatro; Silva (-): pouco dei por ele, o que é bom, que é sempre um susto quando defende, e o trabalho dele é defender; Bruno César (2): entrou tarde, lutou como é seu costume, e tentou colocar a bola disponível na área. Fraco nos cruzamentos, ainda que sempre em condições difíceis; Bas Dost (2): pouca bola para jogar, lutou muito. Fica aquele passe para Bruno Fernandes. Devia ter chutado, negou-se como ponta-de-lança naquele momento.

 

Jorge Jesus foi o técnico. Maestro.

Hoje giro eu - O melhor de Jesus

As sucessivas alterações do modelo de jogo introduzidas por Jorge Jesus nos seus três anos de Sporting levam-me a escrever estas linhas, na esperança de que possa ser visível para toda a gente aquele que é o ponto mais forte do treinador: a riqueza táctica que imprime às suas equipas.

 

Em 2015/16, Jesus implementou o 4-4-2 em Alvalade. Não exactamente aquele que tinha introduzido no Benfica, com dois alas bem abertos (Salvio e Gaitán), mas outro, bem mais complexo, com dois alas alternadamente a procurarem movimentos interiores, sendo que quando um procurava o centro do campo, o outro estendia-se na linha. A profundidade era assegurada pelo lateral adjacente ao ala que migrava para o meio. João Mário e Bryan Ruiz eram falsos alas, ou melhor, a ala era apenas o ponto de partida. Na frente, Teo Gutierrez (ou Montero) jogava por detrás de Slimani, assim ao jeito do que Jonas fazia com Mitroglou no Benfica da época passada. As diagonais dos alas, e consequente aproximação a Adrien e William, acabavam por provocar superioridade numérica no meio-campo e o resto da dinâmica era assegurada pelos movimentos circulares do(s) colombiano(s), exímio(s) a baralhar(em) marcações. Este 4-4-2 foi realmente inovador nos grandes em Portugal, pois diferia do Clássico (o de Jesus no Benfica) e do Losango (introduzido por Peseiro).

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Em 2016/17, JJ ficou privado de João Mário e de Teo. Para compensar essas saídas, Jesus lançou Gelson e Alan Ruiz, respectivamente. O sistema alterou-se: Gelson é um jogador muito mais vertical do que João Mário e isso alterou a dinâmica. Por outro lado, Alan Ruiz é um misto de terceiro médio e segundo avançado, e joga mais recuado do que Teo, o que roubou espaço no meio a Bryan, condenando-o a converter-se num ala clássico, o que não resultou e explica em parte o "flop" em que se constituiu o costa-riquenho na última época. Esse sistema era um 4-2-3-1.

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Este ano, o treinador leonino voltou a mudar o sistema. Com a chegada de Bruno Fernandes, Jorge Jesus remeteu o sistema do ano anterior para Plano B e adoptou como Plano A, o 4-3-3. Inicialmente, com Battaglia por detrás, assemelhava-se ao sistema implementado por Mourinho no Porto (Costinha, Maniche, Deco), com Batta, Adrien e Bruno Fernandes, sendo BF o mais avançado, Adrien logo atrás e Batta como último homem. Com a saída de Adrien e regresso pós lesão de William por vezes os 3 do meio parecem fazer um triângulo, com Batta mais recuado, junto a William. A mim, parece-me que a equipa desenvolve mais o seu futebol quando os 3 jogam de perfil (ilustração em baixo com o que consegui na net, curiosamente a equipa do Barcelona) ou em escadinha, sistema amplamente vitorioso em Guimarães e Bucareste (em Atenas, o argentino já jogou quase em linha com William).

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Enfim, diversos sistemas que comprovam a versatilidade, criatividade e imaginação do técnico leonino. Fica a faltar, para tudo se aproximar da perfeição, melhor preparação dos jogos, maior conhecimento dos adversários e dos terrenos de jogo e alternativas aos actuais titulares. Resolvidos estes problemas, o título não nos fugirá. 

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Lost in translation (Jesus não entendeu o manuel machadês)

Em terra de Cónegos, Jesus não ordenou o plano de jogo correcto, falhando em toda a linha na abordagem (estratégia) a este desafio.

A coisa explica-se em 3 penadas:

1) Bruno Fernandes só pode jogar num meio-campo a 2 se tiver Battaglia nas suas costas. William é excelente com a bola nos pés, mas não tem a intensidade sobre a bola e a rapidez que lhe permitam estancar as vagas de ataque dos adversários, sem uma "muleta" do tipo Adrien ou Battaglia por perto a auxiliá-lo. A dado momento, vimo-lo a correr ao lado de Ruben Lima durante 50 metros, movimento que fez lembrar duas rectas paralelas que, como se sabe, só se encontram no infinito (ou no caso, no fundo das redes de Rui Patricio, se Piccini não tivesse intervido);

2) Ao tentar encaixar o adinâmico Alan Ruiz, em vez de Bruno Fernandes naquela posição, num jogo com estas condicionantes - relva em mau estado e campo mais estreito da 1ª Liga - Jesus entregou logo a rainha antes de começar a mover as suas peças no tabuleiro de xadrez verde-e-branco moreirense;

3) Acuña, um jogador raçudo, que luta por cada palmo de terreno, característica que seria ideal para esta partida, foi preterido em razão de uma pretensa gestão física quando deveria, isso sim, ter sido poupado na pretérita terça-feira contra o Maritimo, para a Taça da Liga. Também em gestão, mas psíquica, acabámos por ficar todos nós, adeptos, após o abalo emocional que a estratégia de Jesus nos provocou (menos mal que, depois deste inesperado desaire, não devemos vêr tão cedo um número humorístico protagonizado pelo presidente).

 

Assim, a equipa jogou sempre muito estendida no campo, abrindo crateras entrelinhas para as penetrações dos médios moreirenses, com os defesas completamente desprotegidos e à mercê de sucessivos contra-ataques originados por constantes perdas de bola de Alan Ruiz. Por outro lado, Manuel Machado teve a inteligência de não recuar linhas e de pressionar a saída de bola leonina, aproveitando a superioridade numérica no meio-campo, dificultando ainda mais a criação do nosso jogo.

 

Os jogadores:

 

Rui Patricio - Ainda a TV nos mostrava repetições do golo do Sporting e já Patricio se via obrigado a mais uma grande defesa. Sem ele em campo, a desgraça teria sido maior, reflexo de ter sido o único a efectivamente pisar o relvado do Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Nesse contexto, pareceu fazer sentido que os 10 hologramas arranjados para lhe fazerem companhia tivessem sido pintados com cores berrantes, numa tentativa vã de encandear os adversários. As referências em braille é que pareceram desnecessárias pois ninguém conseguiu "ler" a equipa em campo. Já meritório foi o código Morse introduzido, o qual desta vez conteve uma única mensagem: SOS!

Nota: Sol

 

Piccini - Continua a padecer do estranho mal que consiste em autoflagelar-se, tentando introduzir a bola nas próprias redes. Tem mais ao menos a média de uma tentativa por jogo e ontem cumpriu com essa estatística. Mesmo em terra de Cónegos, não foi possível encontrar um exorcista que o libertasse desse desígnio. Paralelamente, na única vez que conseguiu encontrar a linha de fundo do adversário motivou um canto de onde resultaria o único golo leonino, aliás um autogolo, o que não deixa de ser irónico.

Nota:

 

Coates - Provoca diversos AVCs nos espectadores com aquele seu jeito de conduzir a bola, meio competente meio desplicente, em que a liberta exactamente um centésimo de segundo antes de ser desarmado, quando não existe ninguém a separá-lo das redes de Patricio. Na pré-época, contra o Guimarães, falhou essa fracção de tempo e acabaria expulso, facto que não se esquece tão facilmente e que nos faz subir a pressão arterial quando o vemos a recrear-se em excesso com a bola.

Nota:

 

Mathieu - Não ficou mal na fotografia pelo simples facto de que não ficou na fotografia. Confuso? Por vezes, a invisibilidade é uma arte e o gaulês pareceu dominá-la ontem em Moreira de Cónegos, conseguindo não ficar ligado a nenhum momento relevante do jogo.

Nota:

 

Fábio Coentrão - Em condições de pressão e temperatura constantes, Coentrão é um jogador importante. Vai daí, Jesus coloca-o durante a semana numa redoma, algo que se torna difícil de replicar num terreno de jogo e que leva o treinador a permanentemente equacionar "queimar" uma substituição, mandando aquecer Jonathan desde cedo. O Dr. Varandas é obrigado assim a dividir-se entre a câmara hiperbárica do caxineiro, a máscara de oxigénio do argentino e o desfibrilhador para acudir os adeptos em stress com esta situação. Terminado o jogo, permaneceu imóvel, deitado no terreno, permanecendo a dúvida se o INEM terá sido chamado ou se apenas estava a regularizar o sono (treino invisível).

Nota:

 

William - Jesus conseguiu expor todas as suas fraquezas ao deixá-lo praticamente sozinho no meio-campo. A dado momento pareceu fascinado com as dinâmicas no relvado, constituindo-se mais como um observador do que como um elemento actuante. Fez alguns esforços vãos de tentar organizar o que não tinha organização possível, pois a táctica de Jesus fez jus ao título desta rubrica. Providencial no golo de carambola do Sporting, o que lhe melhora a nota.

Nota:

 

Bruno Fernandes - Quando um jogador que vem dando sinais de cansaço é lançado num meio-campo a 2, com William por detrás, num campo pesado, com uma relva deficiente e adversários que correm muito, está tudo dito sobre a forma como Jesus preparou ente encontro. Quase marcou, na execução competente de um livre directo. 

Nota: Mi

 

Gelson - Pareceu, desde o início, tocado, não sei se fisicamente ou se psicologicamente, dada a táctica que Jesus lhe reservou. Nunca ganhou a linha de fundo e as constantes mudanças de flanco também não ajudaram o seu jogo, nem o da equipa, a qual necessitava mais de um jogador que executasse cruzamentos para a área à procura dos dois pontas-de-lança. Desinspirado, voltou a acertar na barra, especialidade onde ainda se vai doutorar no futuro.

Nota: Mi

 

Bruno César - O seu duelo com o pequeno Koffi (Annan?) foi uma recriação pós-moderna de "a lebre e a tartaruga", em que nem a tartaruga, nem a lebre chegam à meta. A lebre, coitada, saiu de pista desossada e cheia de dores. A tartaruga (Bruno) foi substituida por um miúdo a "atirar aos cágados", não lhe valendo de nada a desistência do seu contendor. Relevante no passe para William donde resultaria o golo.

Nota: Mi

 

Alan Ruiz - Destacou-se por ter prejudicado inúmeros lances de ataque leonino permitindo transições perigosas aos moreirenses. Quando não desarmado, optou por fazer faltas sobre os adversários. Uma nulidade! Mostrou-se tão deslocado no campo como Coco Chanel a passear na Brandoa. Num terreno onde era preciso lutar muito, quem tem a culpa de escalar de início este jogador que continua a equipar de saltos-altos?

Nota: Dó menor

 

Bas Dost - Tentou ganhar bolas pelos ares, nunca virando a cara à luta. Quando teve oportunidades de visar a baliza preferiu altruisticamente assistir Doumbia (especialidade que começou a desenvolver aquando da visita do Vitória sadino), mas o entendimento entre os dois é neste momento semelhante ao que existe entre o azeite e a água. Eu, sinceramente, prefiro o Bas que "dosta" egoisticamente e que nos dá vitórias com os seus golos.

Nota: Mi

 

Doumbia - Não foi ponta-de-lança, nem médio. Pareceu não ter levado guião, ou pelo menos o guião certo, para dentro do campo. Pesado, não mostrou a sua célebre aceleração em espaços curtos, tornando-se presa fácil para os defensores locais.

Nota:

 

Battaglia - Conseguiu estabilizar aquilo que parecia não ter conserto: o meio-campo defensivo leonino, o qual voltou a mostrar músculo após a sua entrada. No entanto, recorreu demasiadamente à falta, o que não ajudou à fluência do nosso jogo. Acabou a central, no "tudo ao molho" com que Jesus terminou a partida, em coerência aliás com o que foi a sua estratégia para todo o jogo.

Nota:

 

Iuri - Entre o medo cénico que entrar em campo com a camisola do Sporting lhe cria e os ares de grande vedeta, o açoriano parece estar a passar ao lado de uma grande carreira. Não consegue mostrar em campo o que lhe víramos em Arouca, no Moreirense ou no Bessa, aparentando não ter estofo psicológico para tão árduo desafio. Estragou todas as jogadas promissoras pelo seu flanco, particularmente três em profusão, o que deixou os adeptos à beira de uma ataque de nervos.

Nota: Dó menor

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patricio

 

moreirense2.jpg

Hoje giro eu - A doutrina de Jesus

Jorge Jesus pode ter alguns defeitos, mas a verdade é que doutrina entre os treinadores portugueses. Andava Rui Vitória desesperado - na indefinição entre o 4-3-3, modelo táctico que lhe tinha dado bons resultados em Guimarães, e o 4-4-2 com alas bem abertos, legado e fórmula de sucesso de JJ nos dois anos anteriores - quando decidiu adoptar (chamemos-lhe assim) a inovação que, entretanto, Jorge Jesus introduzira no Sporting: João Mário na ala, partindo daí para movimentos interiores, criando superioridade numérica no meio-campo. Estávamos em 2015 e o recurso a Pizzi, jogando no corredor direito, viria a valer um campeonato. Antes, colocara Guedes e Gaitán nas alas, na Luz contra o Sporting (Pizzi a "8"), e o resultado tinha sido desastroso...

Ontem, em jogo da Taça da Liga frente ao Braga, Rui Vitória experimentou pela primeira vez este ano o 4-3-3 (os entendidos dirão que é um 4-2-3-1), com Krovinovic a fazer de Bruno Fernandes, mais uma vez replicando tardiamente (em 15/16 ainda foi a tempo) o que JJ vem fazendo desde o início da época. Este detalhe é importante porque RV tinha Gabigol disponível para fazer de Jonas e preferiu metê-lo numa ala. Não será tão fácil, no entanto, este modelo vingar e por uma simples razão: Jonas, o segundo avançado no modelo 4-4-2, é só o melhor jogador do Benfica e por uma larga margem. Assim sendo, como coabitar Jonas neste sistema? A única solução seria abdicar do ponta-de-lança puro (Seferovic ou Jimenez) e deixar Jonas solto na frente, jogando com um meio-campo a 3 formado por Fejsa, Pizzi e Krovinovic, apoiados nas alas por Sálvio e Cervi (ou Zivkovic). Esta solução tem prós e contras. A favor, a idade de Jonas e a necessidade de poupá-lo a uma excessiva deriva por caminhos extenuantes longe da baliza; contra, o facto bem provável de o brasileiro render mais quando não é uma referência fixa na frente. Apesar de tudo, não me admirava nada que Rui Vitória testásse este modelo em Basileia.

Uma coisa é certa: com melhores ou piores resultados, Jesus doutrina. Que continue, mas desta vez de olhos bem abertos, sem soberbas e a dar o devido mérito aos seus jogadores (algo que tem sido uma realidade este ano).

 

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De Senhor, meu caro Jorge Jesus

Passámos um jogo que nos andava "entalado". Nas duas últimas temporadas perdemos pontos em casa com o Tondela. Não é, de longe, o melhor clube da Primeira Liga, mas era uma espécie de malapata que nos estava atravessada. É bom relembrar que bastaria uma vitória há dois anos ao Tondela e o tão ambicionado título teria acontecido. 

Mas, mais do que vencer o Tondela, mais do que finalmente vencer um jogo pós-Liga dos Campeões, o que mais saliento é o discurso de Jorge Jesus após o jogo. Ponderado, sereno e com os pés na terra. É fundamental manter o registo. O Sporting não pode embandeirar em arco quando faltam tantas jornadas e tantos problemas pela frente. E é preciso perceber de uma vez que o nosso foco é só um: o Sporting Clube de Portugal. Focados no nosso trabalho, nos nossos jogadores e no muito que temos que fazer. 

Vamos a isso Mister. Seguimos #Juntos. 

 

Jorge Jesus dixit

«Somos realistas. Ganhar a Champions é para quatro ou cinco

 

Pois bem, aqui fica o meu palpite para esses quatro ou cinco:

1 - Nós, Sporting, obviamente.

 

depois, a alguma distância...

2 - Real Madrid;

3 - Bayern Munique;

4 - Barcelona

 

e como ele disse «ou cinco»

5 - PSG.

 

Porém, como ele, por vezes, se embrulha com as palavras, talvez quisesse dizer:

Somos realistas. Ganhar a Champions é por quatro ou cinco, em todos os jogos.

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