Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

As opções de Jorge Jesus

Dei por mim a pensar nalgumas das declarações que Jorge Jesus foi proferindo nas últimas semanas, culminadas na ideia de conquistar a Liga Europa (troféu que nunca conseguiu no outro lado da segunda circular).

Ouvi alguns desabafos de sportinguistas por causa da felicidade de JJ enquanto treinador do nosso rival. De forma desapaixonada entendo o que o nosso treinador pretendeu dizer.

Desde 2015 até agora o Sporting ganhou unicamente dois troféus: a supertaça em 2015 e recentemente a Taça da Liga (a tal de pouco prestígio). Fora isto, zero títulos. Mas JJ ao apelar ao seu currículo tentou erguer a moral leonina, como se fosse um General a puxar pelas tropas antes de uma batalha.

Se há mérito de Jesus nos tais títulos ganhos no outro lado da estrada, também é verdade, pelo que temos recentemente percebido, que não foi somente dentro das quatro linhas que os títulos foram conquistados.

Ora no Sporting nunca JJ teve essa espécie de lastro que segura as equipas, quando as coisas correm menos bem. Bem pelo contrário…

Nesta altura a equipa leonina ainda se mantém em três frentes, com o natural desgaste de jogadores para além de castigos e lesões. Mesmo com mais opções no banco que na época anterior, ainda assim os desafios que se aproximam são cada vez mais difíceis e JJ terá de gerir a equipa com pinças.

Escrevi tudo isto para dizer algo que é unicamente a minha sensação: o treinador irá apostar as fichas todas na Liga Europa, troféu que Jorge Jesus deseja ardentemente ganhar.

Para nós sportinguistas o desejo é, obviamente, muuuuuito diferente. O caneco do campeonato é para nós primordial. Mas a verdade é que já não dependemos só de nós para o conquistar.

E Jorge Jesus já percebeu isso!

O espelho da gestão

"Devia ter tirado o Bas Dost quando o Rafael Leão entrou. Para o proteger porque ele vem de uma paragem, mas eu olho sempre o jogo para a frente. Com 3-1 achei que ele e o Rafael podiam fazer estragos, não só no jogo aéreo. Acabei por dar cabo do Bas Dost, mas vamos ver o diagnóstico do Dr. Varandas"

 

Isto não é do mais ridículo que já ouviram?

 

Com 3-1 na primeira mão, era preciso colocar um jogador que vem de 2 semanas lesionado (sequer) a jogar?

 

Auto intitula-se o génio da táctica, auto rotula-se como o principal responsável pela valorização dos jogadores, mas não conseguer gerir fisicamente e motivacionalmente o seu plantel...

 

Para rir: "...mas eu olho sempre o jogo para a frente."...

Hábitos para recordar

A primeira parte de Piccini no jogo de ontem em Tondela, dava um verdadeiro compêndio para todos aqueles que querem seguir a profissão e jogar naquele lugar.

Um compêndio daqueles para lembrar todos os dias, cujo título poderia ser:

"Tudo o que um lateral não deve fazer".

Sinceramente, não me lembro de ter visto uma boa acção/decisão de Piccini nos primeiros 45 minutos.

Um verdadeiro hino ao posicionamento errado, aos passes errados que colocavam os colegas sempre em pior condição, às inúteis acelerações e à compreensão deficitária do jogo.

 

Em todo o caso, já é um hábito ter um treinador que passa a vida a dizer que os jogadores estão cansados e que não aguentam, mas que não promove a sua rotatividade.

 

Por último, a exibição de Montero tem sido muito criticada o que faz questionar:

O Sporting jogou melhor nos últimos 15 minutos da primeira parte ou nos primeiros 15 da segunda?

Ou, quantas oportunidades de golo teve o Sporting nos últimos 15 minutos da primeira parte e quantas teve nos primeiros 15 da segunda?

 

Hoje giro eu - (São) Jorge e o Dragão

Desde o último fim-de-semana, todos temos vivido emoções muito fortes. Subitamente, e sem que nada o fizesse prever - bem, não será tanto assim, nós somos Sporting, não é? - uma tempestade se abateu sobre nós. Os ventos, ciclónicos, fizeram-se especialmente sentir na Amoreira e... no Campo Grande. Agora é hora de respirar fundo, de reparar os danos causados por tal intempérie e de tentar regressar a uma vida normal. Um tempo de bonança. Logo à noite, começaremos a reconstruir o nosso edifício. Que toda a raiva (e frustração) contida que temos dentro de nós se liberte de uma forma sublime e gloriosa, que não se consuma num fogo-fátuo. Enquanto a bola rolar no terreno de jogo não haverão facções, nem egos, só a causa que nos une: o nosso amor pelo ENORME Sporting Clube de Portugal. Que o nosso Jorge (Jesus) e os seus cavaleiros façam vergar o Dragão!

sao_jorge.jpg

 

O cu ou as calças?


A quase totalidade dos autores deste blog apoiaram e votaram em Bruno de Carvalho, grupo em que me incluo convictamente. Sinto-me portanto à vontade, sem receio de vir a fazer parte de qualquer lista de sportingados, para botar opinião sobre tudo o que ao Sporting diga respeito.

Assim, hoje dei por mim a pensar nas semelhanças entre as equipas do Porto e do Sporting desta época e encontrei uma diferença, simples e tão importante: ambas utilizam desde o início da época o mesmo grupo de jogadores sem os deixarem descansar e a diferença é que Conceição não tem mais ninguém e Jesus tem uma camioneta deles na bancada, à espera de jogar, um deles pretendido por uma das melhores equipas da Europa e que tem que esperar na fila para jogar no Sporting. Portanto não colhe a versão de andarem cansados. Andam, mas por culpa do treinador, que não faz a devida e necessária rotação.

Sabem quem foi o melhor em campo no jogo Benfica-Rio Ave? Exactamente! Aquele que Jesus recambiou em troca de um Ruben Ribeiro inconsequente, que ainda por cima coloca a jogar fora do lugar a que estava habituado em Vila do Conde. Aliás, jogadores a jogar fora da sua posição, é mato naquela equipa, só faltando, como alguém por aqui disse, fazer de Patrício o substituto de Gelson.

Será também por isto que Bruno está aziado, admito, mas se tiver que dar o dinheiro de um ponta-de-lança de luxo para correr com o treinador, vale mais cedo do que tarde, sempre evita o desgaste a que vai estar sujeito enquanto ele cá estiver e assim como assim, contratámos Alan Ruíz, que foi o que foi, portanto, consideremos o assunto mais um erro de casting.
Eu já escrevi isto praí algures no blog, com Jesus dificilmente ganharemos o campeonato, o deste ano ou outro qualquer (por todas as razões que não vale a pena enumerar agora e que são de todos conhecidas) e parece-me que o presidente também já terá percebido isso e, não o querendo admitir, dispara contra uma "oposição" que hoje não convence ninguém e que foi claramente chutada p'ra canto nas últimas eleições. Bruno de Carvalho recusa-se a admitir que fez uma duvidosa aposta no treinador, que é sem dúvida o que tem à disposição o melhor plantel e sabe que um corte lhe custará imenso dinheiro e lhe trará eventualmente alguns amargos de boca.

Escusa de estar preocupado, presidente, os sportinguistas têm estofo suficiente para aguentar um despedimento de um treinador, do mesmo modo que ignoraram olimpicamente meia-dúzia de contestatários e oportunistas que pretendem colonizar o Sporting, nas últimas eleições. Caramba, o Severino representa menos de 1% dos votos expressos e nas últimas eleições teve vinte gajos num jantar em Moscavide, porque se dá tempo de antena a alguém que não incomoda? Do mesmo modo, o que espera o CFD para agir em conformidade com a actuação de Severino e de todos os que atropelam os estatutos? Não é necessário fazer alterações a martelo, as sanções estão lá, é avançar com os respectivos processos disciplinares e se for caso disso, que sejam aplicadas as sanções neles previstas. Eu não concordo que se altere o período de suspensão de um para oito anos, quem trai o clube não merece ser nunca mais sócio do clube, ponto! (como costuma dizer) e ou é suspenso, porque a infracção foi leve, ou é expulso porque foi grave, mais uma vez ponto!

Adivinhava-se um resultado negativo a qualquer momento. Por aqui fui defendendo a equipa e o treinador, sobretudo a equipa, que não tem culpa que o treinador não queira outras opções que não as que já referi lá acima e que a muito custo vinha jogando e conseguindo vencer. Ninguém é de ferro e mesmo esse se não for de boa têmpera é maleável e é visível que o onze titular anda estoirado, já deu fisicamente o berro há muito. E vieram reforços que nada acrescentaram, destratados pelo treinador como é seu timbre, porque alguns nem à bancada chegam, quanto mais ao jogo...

Podem os que não concordam com os meus argumentos dizer, e com toda a razão, que acabámos de perder o primeiro jogo; é verdade. Eu responder-lhes-ei que acabámos de perder, apenas, o primeiro jogo. Se as vitórias ainda poderiam trazer algum tónico e alento a uma equipa presa por arames, um ponto conquistado contra os dois últimos da classificação, como diria Solnado, não mata mas desmoraliza muito e ou muito me engano, e eu sei o quanto desejo estar enganado, este será o primeiro de mais alguns desaires que nos afastarão definitivamente do título. E se assim for, lá veremos de novo os miúdos a jogar e a dar espectáculo e a estatística a dizer que afinal apostamos na academia. 

Quem me lê por aqui, sabe que lhe tenho um "odiozinho" de estimação, mas ante tanta teimosia, tanto erro, tanta basófia, já estou por tudo; Agora, no final da época, quando for, se não quiserem o Inácio, que com este grupo já iria lançado na frente a toda a velocidade, que sejas bem vindo, Pedro Martins.

A lotaria... da vitória

Não a dos penalties porque essa de lotaria tem cada vez menos, ao contrário do entendimento comum e até das declarações de Jesus ontem, todas as equipas se preparam e muito para estes momentos.

 

A lotaria saiu-nos com a vitória.

 

Porque Jesus fez de tudo para perdermos o jogo:

a) Colocou em campo jogadores que nesta fase da época não aguentam mais de 30 minutos: Acuña e Piccini.

b) Quando foi forçado a mexer optou, mais uma vez, por uma solução defensiva, ainda na primeira parte.

c) Obrigou um dos nossos melhores jogadores da época a jogar fora de posição durante mais de 45 minutos porque parece que contratámos o melhor jogador do mundo, que por acaso jogava no Rio Ave, e ele tem que jogar sempre e numa posição que até nem jogava no Rio Ave.

d) Passámos 75 minutos do jogo a dar charutadas para o ar, assumindo um coeficiente de cagaço igual ao do Belenenses quando joga com o Benfica.

e) Colocou William a marcar um penalty.

 

Dir-me-ão, alguns, que há jogos assim e que não se ganham competições sem jogar de quando em vez desta forma. Pois, discordo totalmente! Não é assim que vamos conseguir alguma coisa!

Os jogos apenas terminam quando o árbitro apita o final da partida...

Uma vez mais surpreendidos ao cair do pano, após substituições defensivas. O mestre da táctica procura segurar uma magra vantagem e perde 2 pontos. Aconteceu na Luz, a história repete-se agora em Setúbal, fazendo lembrar o início da 2ª volta há duas épocas atrás. Penalty claro cometido por Mathieu, incompreensível reacção de Fábio Coentrão que poderia ter visto outra cor do cartão com um árbitro mais rigoroso. Mau demais este desperdício a que infelizmente nos vamos habituando...

Salvou-se o resultado, porque a exibição...

Que saudades devem ter sentido ontem os adeptos do clube rival das arbitragens de outros tempos. Tivesse o derby sido apitado por um Calabote, Inácio de Almeida, Coroado com mais ou menos azia ou mesmo por João Capela e teríamos saído da Luz com uma goleada das antigas. Mas felizmente os tempos mudaram e o árbitro Hugo Miguel teve uma excelente actuação num jogo que não foi fácil, bem pelo contrário. Apenas alguém cego pela clubite, ou então extremamente necessitado de agradar à entidade patronal, como António Rola foi capaz na BTV de afirmar que o árbitro não assinalou fora de jogo na jogada que precede o golo do Sporting, porque não quis. Sabe qualquer pessoa minimamente atenta às questões de arbitragem, que o VAR não dispõe das linhas no fora-de-jogo. E sabe-o bem António Rola, a não ser que além de fanático também seja incompetente, o que também nem seria assim tanto para estranhar.

Quanto aos restantes lances polémicos, apesar de bem terem tentado todos os ângulos possíveis, com e sem zoom, em nenhum é visível para lá de qualquer dúvida, ter existido mão na bola, à excepção do lance entre William e Jimenez, mas neste caso a mão é precedida de falta do mexicano. Até que Battaglia cometeu uma infantilidade, penalizando gravemente o clube, cometendo uma falta indiscutível que o árbitro assinalou.

O jogo poderia ter tido outro resultado se Gelson não tivesse desperdiçado uma oportunidade soberana à beira do intervalo. Mas em abono da verdade há que reconhecer que o Sporting não jogou nada. Uma vez mais o mestre da táctica teve medo, recuou, acabando o jogo encostado à sua baliza até sofrer golo nos últimos minutos. Já vimos este filme várias vezes este ano. Assim não vamos a parte alguma. Bem sei que é fácil falar de táctica depois dos jogos, mas para mim é incompreensível ver Rui Vitória arriscar e J.J. deixar no banco Doumbia e Podence, jogadores talhados para o contra-ataque. Para mais quando o Sporting do meio-campo para a frente foi Bruno Fernandes, Gelson e pouco mais. Bas Dost esforçou-se mas sempre marcado de perto não rematou à baliza. Acuña esforçado, mas abaixo do habitual, Battaglia e William passaram ao lado do jogo. Piccini e Coates provocaram vários calafrios, na defesa Mathieu e Coentrão foram os únicos em bom plano. Em jeito de conclusão direi que foi um jogo que o Sporting até poderia ter ganho, apesar de tudo ter feito para perder…

Verdade ou especulação?

(Fonte da imagem: http://www.maisfutebol.iol.pt)

 

Este post vai irritar solenemente os benfiquistas, e eu percebo porquê. É sobre uma teoria baseada numa sensação que eu tenho há muito tempo e que não pode ser provada para já, só suportada por indícios. Por isso, tanto pode ser verdadeira, como uma racionalização criada por mim para diminuir a frustração que eu senti na época de 2015-2016 (antes de encherem a caixa de comentários com palavras daquelas mesmo desagradáveis, lembrem-se desta frase).

Parece claro que Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes quiseram, no fim da época 2014-2015, colocar Jorge Jesus no estrangeiro, e ficaram surpreendidos e não muito contentes quando ele assinou pelo Sporting: http://www.sabado.pt/desporto/futebol/detalhe/os-bastidores-da-mudanca-de-jesus-do-benfica-para-o-sporting.

Em seis épocas no Benfica, Jorge Jesus foi campeão em três, ficou em 2º em três (uma muito má, a 21 pontos do Porto de André Villas-Boas, outra média, a 6 pontos do Porto, e outra boa, a 1 ponto do Porto), chegou aos quartos-de-final, meias finais e duas vezes à final da Liga Europa, fase de grupos e quartos-de-final da Liga dos Campeões, e ganhou 1 Supertaça, 1 Taça de Portugal e 5 Taças da Liga. Mais do que os títulos, o que mais me impressionava no Benfica nesta altura era o sufoco que criava nas outras equipas (temos que confessar que houve equipas do Sporting nesta altura que não era muito difícil sufocar), sem as deixar jogar, e como dominava quase todos os jogos que em que entrava.

Rui Vitória tinha feito um bom trabalho no Paços de Ferreira e no Vitória de Guimarães, mas não parecia haver a certeza, quando assinou pelo Benfica, que tivesse capacidade para treinar um clube grande. Baseado no que eu tenho ouvido e lido (portanto, não há nada de científico nisto, é só uma impressão), os adeptos do Sporting e do Porto há muito tempo que acham que não e os benfiquistas começam a confessar este ano que acham o mesmo há algum tempo.

Depois de perder a supertaça com o Sporting, o Benfica começou o campeonato de 2015-2016 assim (todos os resultados da época aqui: https://www.rtp.pt/noticias/benfica-resultados/e6635/13/2015/0):

  • Jornada 1: Vitória sobre o Estoril, em casa, por 4-0
  • Jornada 2: Derrota com o Arouca, fora, por 1-0
  • Jornada 3: Vitória sobre o Moreirense, em casa, por 3-2
  • Jornada 4: Vitória sobre o Belenenses, em casa, por 6-0
  • Jornada 5: Derrota com o Porto, fora, por 1-0
  • Jornada 6: Vitória sobre o Paços de Ferreira, em casa, por 3-0
  • Jornada 7: Empate com o União da Madeira, fora, 0-0 (este jogo foi adiado e jogado entre as jornadas 13 e 14)
  • Jornada 8: Derrota com o Sporting, em casa, por 3-0

Ou seja, mesmo sendo verdade que a jornada 7 foi jogada fora de tempo, nas primeiras 8 jornadas, o Benfica teve 4 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, o que lhe deu, aproximadamente, 54% dos 24 pontos possíveis (13). Imagino que, depois do que se passou com os treinadores no Verão, a 2ª derrota com o Sporting em 2 meses e meio não tenha sido fácil de encaixar.

Não sei o que se passou mas, depois da derrota em casa com o Sporting para o campeonato, tudo mudou. Das 26 jornadas que faltavam jogar, o Benfica perdeu uma, com o Porto, em casa, por 2-1. Até aqui nada de muito estranho. O problema é que, das outras 25 jornadas, o Benfica ganhou todas. Nem um empate (excepto o da 7ª jornada, que foi jogado nesta altura). Ou seja, da jornada 9 à jornada 34, o Benfica conseguiu, aproximadamente, 96% dos 78 pontos possíveis (75). E isto, para um sportinguista que via o Sporting a jogar um futebol muito bom, com o que já era o seu treinador preferido, foi não só frustrante, mas muito surpreendente. O Sporting bateu o recorde de pontos do campeonato nacional neste ano, mas o Benfica bateu este recorde criado pelo Sporting.

Não vale a pena falar sobre arbitragens em jogos deste ano, porque, sem um painel de especialistas independente, já sei que as opiniões mudam completamente conforme o clube de que se é adepto. Eu tenho a minha opinião sobre alguns jogos deste ano, mas não interessa para aqui. O que me chamou a atenção foi uma das poucas afirmações que o Francisco J. Marques fez no seu programa do Porto Canal, sem mostrar nenhum documento que a suportasse: "J. Marques aconselhou os presidentes dos clubes que vão defrontar o Benfica “a não permitirem a aproximação dos seus jogadores de nenhum César”, deixando uma ameaça: “Se os Césares ficarem longe dos jogadores, não há necessidade de próximos capítulos”." (tirado daqui: http://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/empresario-pede-explicacoes-a-diretor-de-comunicacao-do-fc-porto).

Tudo isto me veio à cabeça depois de ver esta notícia:

http://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/jogo-entre-rio-ave-e-benfica-investigado-pela-pj-no-caso-de-viciacao-de-resultados-acompanhe-em-permanencia-na-cmtv?ref=HP_Destaque.

A notícia diz que o jogo, do campeonato de 2015-2016, Rio Ave - Benfica, que o Benfica ganhou por 1-0 (o vídeo do jogo está aqui:

https://www.vsports.pt/vod/30796/m/191801/abola/17ad5313f3bef75bb3027fa21f8d9fdf), está a ser investigado por suspeitas de pagamentos, por parte de empresários ligados ao Benfica, a jogadores do Rio Ave, para facilitarem a vitória do Benfica.

Eu sei que a fonte é o Correio da Manhã, o que não ajuda muito à credibilidade da notícia, mas entretanto A Bola (http://www.abola.pt/Clubes/Noticias/Ver/708614/40/), o Record (http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/detalhe/jogo-entre-rio-ave-e-benfica-investigado-por-suspeitas-de-viciacao-de-resultado.html) e O Jogo (https://www.ojogo.pt/futebol/noticias/interior/rio-ave-benfica-da-ultima-epoca-estara-a-ser-investigado-pela-pj-9015723.html) já deram a notícia. E, pelo menos para chegadas de jogadores novos, há uma regra: se os três jornais dão a notícia ao mesmo tempo, é porque deve ser verdade.

Resumindo tudo: fiquei muito contente quando o Jorge Jesus veio para o Sporting e tive muita esperança que o Rui Vitória não fosse treinador para o Benfica. A época começou como eu esperava mas, de repente, vi uma anormalidade estatística que nunca tinha visto, numa equipa que não me parecia ser capaz de a causar.

No meio do que se foi sabendo sobre os emails do Benfica, fiquei com a frase do Francisco J. Marques na cabeça. E agora sai esta notícia. Só para lembrar: não há aqui provas de nada, só indícios, e nada garante que jogadores do Rio Ave, ou de outras equipas, tenham mesmo facilitado alguma vitória do Benfica. Mas fica aqui uma teoria (que a minha irritação com esta época pede que seja verdade).

2017 em balanço (2)

image[4].jpg

 

 

TREINADOR DO ANO: JORGE JESUS

Neste terceiro ano civil ao serviço da equipa principal de futebol do Sporting Jorge Jesus foi de menos a mais. Começou mal, com a equipa afastada de todos os objectivos delineados no início da época: antes de terminar Janeiro estávamos fora da corrida ao campeonato e afastados das restantes competições. O que renovou as  críticas ao treinador feitas por alturas da sua contratação, em Junho de 2015, por parte daqueles que nunca viram com bons olhos que o Sporting pudesse ter no comando da sua equipa técnica alguém recém-chegado do mais antigo rival.

Nestes 12 meses, felizmente, muita coisa mudou. A equipa apetrechou-se bem durante o defeso, contratando jogadores de inegável qualidade num processo que contou naturalmente com o dedo do treinador. Vieram Mathieu (ex-Barcelona), Fábio Coentrão (por empréstimo do Real Madrid), Acuña (titular da selecção argentina), Bruno Fernandes (oriundo da Sampdoria e capitão da nossa selecção sub-21), Doumbia (melhor marcador do campeonato suíço), Piccini (ex-Bétis), Battaglia e André Pinto (ambos ex-Braga).

Quando há ovos, as omeletes tornam-se realidade - como diria Otto Glória, nome histórico do futebol português. Esta temporada 2017/18 tem vindo a decorrer muito bem. Com o Sporting ainda em todas as frentes, disputando palmo a palmo o campeonato, em igualdade pontual com o líder FC Porto, sem derrotas nas competições internas e registando boas exibições em vários palcos. Incluindo uma vitória (3-2) frente ao Olympiacos em Atenas e um empate caseiro com a Juventus (1-1), na fase de grupos da Liga dos Campeões, e goleadas ao Steaua de Bucareste (5-1, fora) para o playoff da Liga dos Campeões, ao V. Guimarães (5-0, fora) e Chaves (5-1, em casa) para a Liga e ao União da Madeira (6-0, em casa) para a Taça CTT.

O treinador sabe muito bem puxar pelos jogadores, que respiram saúde anímica neste final de 2017. E sabe também puxar pelo público: Alvalade continua a bater recordes de audiência. «O clube devia ser um caso de estudo pelos adeptos. Há tantos anos que não ganha aqueles títulos consecutivos e parece que cada vez há mais sportinguistas», declarou no final do Sporting-FC Porto, que contou com mais de 47 mil espectadores nas bancadas.

As críticas tornaram-se residuais, agora escutam-se sobretudo aplausos: Jesus termina o ano em grande.

 

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

 

Jesus: custos e benefícios

Fala-se por aí com insistência no astronómico salário de Jorge Jesus. A essas almas tão doridas chamo a atenção para este facto: na actual época futebolística o Sporting já ganhou 18,7 milhões de euros pelo desempenho nas competições europeias.

Sem Jesus, teria sido muito diferente. Só esta verba, amealhada nos últimos três meses, justifica o que o treinador recebe num clube que em 2013 ficou em sétimo lugar no campeonato e nem às competições europeias chegou.

Entre Zidane e Jesus

Criticamos nós (eu também) tantas vezes Jorge Jesus por gerir tarde e de forma um tanto incompreensível as substituições no campeonato e afinal, se repararmos, Zidane está a receber críticas em Madrid pelo mesmo motivo. Os adeptos, que no Santiago Bernabéu também são de assobio fácil, contestam o técnico por excessiva passividade na gestão do jogo. Ontem, por exemplo, demorou 81 minutos a mexer na equipa em San Mamés, no Atlético de Bilbau-Real Madrid que terminou empatado a zero.

O Real segue em quarto lugar na Liga espanhola, atrás do Barcelona, do Valência e do Atlético madrileno. Já está a oito pontos do líder. Pior: nas 14 jornadas já decorridas, empatou quatro vezes e perdeu duas, concluindo três jogos sem marcar.

Lembro este facto para relativizar as críticas internas a Jesus. Zidane - lenda viva do futebol, campeão mundial e campeão europeu, três vezes eleito melhor jogador do mundo - também hesita, enquanto treinador, na hora de mexer no onze titular e nem sempre consegue superar em termos tácticos os seus antagonistas.

O futebol, que vive de emoções imediatas, é igualmente um jogo de paciência. Conciliar a momentânea pressão dos adeptos com uma visão sustentada de longo prazo é o desafio supremo para qualquer treinador da alta roda do futebol. E que permite distinguir o trigo do joio nesta profissão a que muitos aspiram mas que poucos abraçam com sucesso.

 

Jorge Jesus

jorgejesus_jogomoreirense_120217_fotohugodelgadolu

Na sequência de dois excelentes jogos, feitos sob verdadeira maestria táctica e capacidade física, com a Juventus, uma "velha senhora" renascida das cinzas, com duas finais da Liga dos Campeões nos últimos 3 anos e seis scudettos seguidos, intercalados com boa prestação no campeonato português, o Sporting recebe o Braga, o quarto clube português, este ano com bom treinador - o ex-leão Abel - e um belo e alargado plantel. O Sporting joga relativamente bem, apesar da robustez e agilidade do adversário, cria algumas hipóteses de golo, negadas pelo bom guarda-redes adversário e, também, por algum desajuste na finalização. Um bom jogo de campeonato, ríspido, com alguma superioridade do 3º classificado do ano passado sobre o 4º classificado do ano passado - certo é que ambos as equipas apresentam vários jogadores novos em relação ao campeonato anterior, e o Sporting nisso mostra algumas das boas contratações conseguidas (lateral-direito, central, trinco, interior esquerdo, médio "volante", e até o ponta-de-lança suplente), mas não é ilegítimo lembrar a recente correlação de forças.

 

Perto do final do jogo o Braga recupera da desvantagem que o Sporting merecidamente obtivera. Tivera uma nítida melhoria com as substituições feitas, face a uma adversário apoucado por duas substituições forçadas. Marca um golo de penalti, justo, e um outro em belo chuto sortudo, com desvio num defesa sportinguista. Ainda se empata, num penalti obtido devido a extremo de entrega de um jogador sempre acusado de falta de empenho e rapidez. No final o segundo Sporting empata com o quarto Braga 2-2. E segue em segundo lugar a quatro pontos do muito competente Porto deste ano, resultado de 8 vitórias e 3 empates até agora. 

 

O que dizem alguns feixes da bancada e dos sofás? Com Jesus nunca lá iremos, isto está uma desgraça, etc. e tal. Os resmungos e rumores da chicotada psicológica já se vão ouvindo, ainda em surdina. Eu sei que isto é futebol. Mas, caramba, é preciso vê-lo assim?

 

Repito-me, Este Ano É Que É! E com este JJ. Deixem-se de resmunguices.

 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D