19 Jan 17
Boas notícias
Pedro Correia

Da imprensa de hoje:

 

Iuri Medeiros pode voltar já (Record)
 
Saída de Matheus Pereira foi travada (O Jogo)

 

Marvin a caminho de Inglaterra (A Bola)

 

Regresso de Jonathan na calha (O Jogo)

 

Riquicho, recuperado de lesão, volta aos treinos (A Bola)

 

Spalvis emprestado ao Belenenses até Junho (O Jogo)

 

Wallyson regressa da Bélgica e vai rodar na Liga (A Bola)
 
Gauld e André Geraldes voltam a partir de sábado (Record)


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15 Jan 17

Pouco antes, o Sporting recebera uma boa notícia: o Benfica deixara-se empatar frente ao Boavista na Luz. Notícia que podia ter servido de ânimo suplementar à nossa equipa, o que não aconteceu. O onze leonino iniciou o jogo com o Chaves de forma lenta, previsível e facilmente anulada pela bem organizada turma flaviense, que antes de se completar o quinto minuto já se adiantava no marcador.

Com Rui Patrício e Rúben Semedo de regresso à equipa e Adrien também a jogar de início, passado o susto da partida anterior, o Sporting continuou a mostrar-se incapaz de causar perigo no último terço do terreno. Gelson Martins abusava das fintas do lado direito. O corredor esquerdo, com um Campbell desastrado, não funcionava. Alan Ruiz, muito lento na posição de segundo avançado, demorava uma eternidade a decidir cada lance.

Valeu-nos Bas Dost, que empatou já no tempo extra da primeira parte. Parece que só o holandês sabe marcar golos neste Sporting 2016/17. Convicção reforçada ao minuto 76, quando foi ele a marcar o nosso segundo, colocando a equipa a vencer. Infelizmente não soubemos segurar esta vantagem mínima, desfeita aos 88' com um petardo do flaviense Flávio Martins, sem possibilidade de defesa para Rui Patrício. Nessa altura já o Sporting jogava só com dez, por expulsão de Rúben Semedo, e repetia a tremideira dos últimos minutos a que tantas vezes nos tem habituado.

Não é uma equipa pequena, mas por vezes parece. Demasiadas vezes.

Podíamos ter vindo de Chaves com três pontos, viemos só com um. Parabéns a Bas Dost, novamente o melhor Leão em campo.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Revelou bons reflexos ao sair da baliza, com uma defesa in extremis a pontapé. Iam decorridos 87 minutos. Logo a seguir, sofria o segundo golo. Sem culpas, tal como não tivera no primeiro.

ESGAIO (4). Articulou mal a ligação a Gelson no corredor direito, por falta de capacidade ofensiva, e teve culpa no primeiro golo. Melhorou a prestação na segunda parte, mas sem nunca ultrapassar a mediania.

COATES (4). Resolveu bem algumas situações com potencial perigo, embora pudesse ter feito melhor no primeiro golo. O segundo resulta de um mau alívio seu, em desequilíbrio, numa zona frontal.

RÚBEN SEMEDO (3). Regressou à titularidade em má forma, abusando da dureza física. Recebeu cartão amarelo em dois lances desnecessários. O segundo, que nos fez jogar só com dez a partir dos 72', até podia ter sido de outra cor.

BRUNO CÉSAR (5). Compensa em capacidade de luta o que lhe falta por vezes em frieza. Ineficaz a sua ligação a Campbell no primeiro tempo. Melhorou na segunda parte, com incursões da ala para o eixo. Mas sem nunca brilhar.

WILLIAM CARVALHO (6). Foi ele a estabelecer a ligação entre os sectores, iniciando a primeira fase de construção. Vários passes longos, bem medidos, alargando a frente de ataque. Mas longe do fulgor físico de outros jogos.

ADRIEN (6). Melhorou muito ao adiantar-se no terreno, na etapa complementar, injectando velocidade e combatividade à equipa. Podia ter marcado aos 60', mas rematou já em desequilíbrio, permitindo a defesa do guarda-redes.

GELSON MARTINS (6). Um centro magnífico, já após o minuto 45, funcionou como assistência para o primeiro golo. Reforça a sua liderança nas assistências deste campeonato. Sempre inconformado, por vezes abusa das fintas.

CAMPBELL (4). Quase nada lhe saiu bem no flanco esquerdo, onde se destacou noutros jogos. Articulou-se mal com Bruno César e falhou muitos passes. Já não regressou do intervalo, dando lugar ao compatriota Bryan Ruiz.

ALAN RUIZ (4). Novamente na posição de segundo avançado, hoje não funcionou. Muito lento, sem capacidade de passe, tentou o remate a meia-distância também sem sucesso. Deu lugar a André no segundo tempo.

BAS DOST (7). Mais um bis - o quarto desta temporada. Marcou o primeiro aos 45'+1', à ponta-de-lança, de cabeça, e o segundo aos 75', com um toque subtil que desviou a trajectória da bola. Soma e segue, imparável.

ANDRÉ (5). Lançado no segundo tempo, para o lugar de Alan Ruiz, melhorou a circulação da bola e o jogo posicional. Foi dele a asistência para o segundo golo. Mas desperdiçou a hipótese de marcar, falhando a emenda, aos 66'.

BRYAN RUIZ (5). Entrou na segunda parte, substituindo Campbell. Não trouxe dinâmica ao jogo, longe disso, mas conferiu-lhe alguma qualidade técnica. Melhor momento: um centro aos 66' que André desperdiçou.

PAULO OLIVEIRA (4). Lançado de emergência aos 78', para suprir a ausência de Rúben Semedo, mal teve tempo de se entrosar com os companheiros. Nesse período o Sporting recuou muito no terreno e sofreu o golo do empate.


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13 Jan 17
Trocava já
Pedro Correia

 

Eu trocava já:
- O Petrovic pelo Palhinha
- O Douglas pelo Tobias Figueiredo
- O Markovic pelo Francisco Geraldes
- O Castaiganos pelo Matheus Pereira
- O Meli pelo Iuri
- O Elias pelo Gauld

 

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09 Jan 17

O jogo começou bem, com o primeiro golo leonino logo aos 5'. Aos 17', já vencíamos por 2-0 e pairou pela primeira vez em meses, nas bancadas de Alvalade, a hipótese de assistirmos a uma goleada - algo que ainda não vimos, pela parte do Sporting, nesta frustrante Liga 2016/17.

Mas os dois golos de Bas Dost parecem ter anestesiado a nossa equipa, que a partir da meia hora começou a "defender o resultado" frente ao modesto Feirense, segurando a bola, temporizando o jogo, rematando para trás. Como se não quisesse marcar o terceiro, que decidiria o destino do encontro.

Todos sabemos que 2-0 é um dos resultados mais traiçoeiros em futebol, capaz de desconcentrar a equipa que está em vantagem provisória e retirar-lhe dinâmica competitiva. Assim chegámos ao intervalo. E de lá viemos intranquilos, jogando sob brasas - algo a que não terá sido alheia a lesão de Adrien que forçou o nosso capitão a abandonar o campo de maca aos 37', envergando um colar cervical. Para o seu lugar entrou Elias, especialista em lateralizar o jogo e amolecer o nosso meio-campo, que se foi tornando cada vez mais permeável às investidas adversárias.

Aos 61', de bola parada, sofremos o golo. E a equipa acusou uma tremideira que seria impensável à partida, tratando-se de um desafio com o 15.º classificado do campeonato. Num jogo em que Gelson Martins esteve apagado, valeram os golos apontados pelo internacional holandês e as boas exibições de Campbell e Alan Ruiz (este sobretudo na primeira parte). Também a sorte nos sorriu perante uma fífia de Beto, que entregou a bola a quem não devia e arriscou sofrer o segundo golo nesse lance.

Bas Dost, o melhor em campo. Segue o Chaves, a encerrar a primeira volta da Liga 2016/17.

 

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BETO (4). Parecia bem, destemido entre os postes, neste seu quarto jogo consecutivo como titular da baliza leonina. Mas entregou a bola ao adversário em zona proibida (78') num lance que quase originou o empate do Feirense.

ESGAIO (5). Certinho a defender, mas demasiado contido nas acções atacantes, o que contribuiu para a perda de influência de Gelson, seu parceiro no corredor direito. Ou agarra agora a titularidade ou nunca mais a consegue.

COATES (6). Seguro, com boa técnica individual e uma impressionante capacidade de desarme. É também o defensor leonino que lança melhor a bola em fase de construção. Aos 62', impediu o Feirense de empatar o jogo.

PAULO OLIVEIRA (6). Regressou à titularidade no dia em que festejou 25 anos. Concentrado, participou em várias acções de desarme sem fazer falta. Arrancou palmas com um corte em velocidade que entusiasmou os adeptos (51').

BRUNO CÉSAR (5). Oscilante. Participou na construção do primeiro golo, fazendo uma excelente tabelinha com Campbell. Mas foi apático no lance do golo adversário, deixando Platiny movimentar-se à vontade dentro da área.

WILLIAM CARVALHO (6). Seguro a prender a bola e a descobrir linhas de passe, como é costume, perdeu fulgor após a saída forçada de Adrien, com quem se entende muito bem. Mas foi um dos que resistiram melhor à tremideira.

ADRIEN (6). Comandou as operações de ataque logo nos segundos iniciais, ameaçando o Feirense com um forte remate. Outro, aos 14', rasou a barra da baliza. Lesionado aos 36', viu-se forçado a abandonar. A equipa ressentiu-se.

GELSON MARTINS (5). Muito contido desta vez, sem criar os desequilíbrios a que já nos habituou. Podia ter marcado o terceiro golo leonino aos 27', com um remate cruzado, a passe de Alan Ruiz. Foi o seu melhor momento no jogo.

CAMPBELL (7). Grande exibição do internacional costarriquenho, que agarrou a titularidade. Assistiu Dost no primeiro golo. Bons lances individuais (15' e 84'). Aos 82', isolou Bryan Ruiz: foi quase meio golo. Saiu esgotado aos 90'.

ALAN RUIZ (6). Entrou no onze inicial como segundo avançado. E cumpriu. Fez a assistência para o segundo golo. Grandes passes para Gelson (27' e 47') e Campbell (58'). Bom remate (38'). Substituído aos 69', já muito cansado.

BAS DOST (7). De um ponta de lança espera-se que faça o que ele tão bem fez neste jogo: marcou dois golos, aos 5' e aos 17', Aos 8', cruzou muito bem para Gelson Martins, que chegou atrasado. Lidera a lista dos goleadores da Liga.

ELIAS (3). Lançado de emergência aos 37', pela inesperada lesão de Adrien, contribuiu para que a equipa recuasse e se retraísse. Destacou-se só a lateralizar jogo e a fazer faltas. Ao segundo amarelo, foi para a rua. Ficámos com dez.

BRYAN RUIZ (4). Não perdeu a técnica individual mas perdeu a intensidade competitiva. Entrou aos 69', para o lugar do outro Ruiz, sem vantagem para a equipa. Desperdiçou uma ocasião de marcar, isolado (82'). Nele, já é um clássico.

JEFFERSON (-). Entrou aos 90', substituindo o muito aplaudido Joel Campbell. Uma entrada que se destinou apenas a queimar tempo: havia que segurar a magra e tremida vantagem frente ao Feirense.

 


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05 Jan 17

1. Jorge Jesus escalou mal a equipa no jogo de ontem. As "poupanças" são más conselheiras. Deixar de fora do onze titular  Adrien, Gelson, Bas Dost e Bruno César em simultâneo só podia dar no que deu: 45 minutos de avanço ao V. Setúbal (que aliás esteve prestes a adiantar-se no marcador no primeiro lance do jogo, se não fosse uma magnífica defesa de Beto) e necessidade de reformular a equipa logo ao intervalo. 

Passa pela cabeça de alguém?

 

2. É cada vez mais evidente que a política de contratações levada à prática pelo Sporting no passado Verão foi desastrosa. Ninguém pode negar esta evidência: temos uma ausência clamorosa de segundas linhas. Tirando Beto, Bas Dost e Campbell, tudo o resto devia ser devolvido sem demora à proveniência. A começar pelo inútil Markovic, que ontem voltou a demonstrar ser uma nulidade.

Castaignos, o avançado incapaz de marcar golos, é um novo Barcos. Douglas, um pinheiro plantado na nossa área. Petrovic não calça, Alan Ruiz também não. Meli tornou-se invisível. Paulista nem sabemos se ainda treina de verde e branco. André distingue-se pelos golos que é incapaz de marcar (ontem falhou dois à boca da baliza). Elias, mesmo tendo marcado um golito, voltou a ser de uma vulgaridade gritante nesta partida do Bonfim.

Ninguém assume responsabilidades por tantas contratações desastrosas, que tornam este plantel o pior - e o mais caro - desde que Bruno de Carvalho ascendeu à presidência?

 

3. Se somarmos ao que escrevi acima o apagamento total de Bryan Ruiz, que ontem teve a pior prestação de sempre pela nossa equipa e acabou por ir tomar duche ao intervalo, temos o quarto rombo da temporada. Somado às saídas de João Mário, Slimani e Teo Gutiérrez.

Bryan continua, mas só de espírito: as pernas - e por vezes a cabeça - parecem ter emigrado para parte incerta.

 

4. O que se passa com Matheus Pereira? Está de castigo? Se não serve para jogar na Taça Lucílio Baptista serve para quê? Alguém acredita que este jovem da nossa formação faria pior figura do que algumas nulidades que ontem se arrastaram no campo do Bonfim?

Vamos emprestá-lo para manter em Alvalade os poltrões que mencionei acima? E o que esperamos para trazer Palhinha, Tobias Figueiredo e Francisco Geraldes de volta? Não será também a altura de mandar regressar André Geraldes e Jonathan Silva?

Custa assim tanto perceber que é possível fazer muito melhor por muito menos dinheiro se soubermos gerir bem os recursos próprios em vez de importarmos cabazadas de jogadores inúteis que só vêm para Portugal fazer turismo e ganhar dinheiro que não merecem?


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26 Dez 16

Com o Sporting prematuramente afastado das competições europeias, temos jogadores a mais e uma folha salarial demasiado pesada.

Quem devemos dispensar já em Janeiro?


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23 Dez 16

«Wilson Eduardo faz falta ao Sporting, tal como fazem falta muitos dos dispensados e esquecidos de Jesus. Carlos Mané, André Martins, Palhinha, Geraldes, Iuri Medeiros, Podence, Esgaio e Matheus, por exemplo. Quem não faz falta são a maior parte dos que Jesus contratou para os substituir

Pandil, neste meu texto


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20 Dez 16
Wilson Eduardo
Pedro Correia

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Foi um erro a dispensa tão prematura do Wilson Eduardo, um jogador com cultura leonina e sportinguista do coração. A troco de quê? Ninguém sabe dizer. Hoje é o rei das assistências na I Liga e já leva seis golos marcados no campeonato.

Não teria lugar na equipa do clube que o formou? Claro que sim.

 

O caso do Wilson Eduardo ilustra bem os erros que têm sido cometidos no Sporting. Descartam-se bons jogadores que formamos ao longo de anos enquanto importamos legiões de pernas-de-pau. E este ano têm sido imensos - de Barcos, o ponta-de-lança incapaz de marcar, a Alan Ruiz, mais rápido a comprar bólides do que a meter a bola dentro da baliza; de Elias chuta-pr'a-trás a Marcoxovic.

Onde estão e o que fazem Wallyson, Palhinha, Matheus Pereira, Esgaio, Iuri, Podence, Francisco Geraldes, Carlos Mané?

 

Tudo errado neste filme.


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03 Dez 16

O Benfica estava a sete pontos de distância, agora só está a dois.

Fizeram mal os benfiquistas que já se apressavam a encomendar as faixas e a reservar o Marquês de Pombal: daqui a oito dias, no dérbi da Luz, podem ceder o comando do campeonato ao Sporting. Que vai consolidando a sua posição, indiferente às campanhas de intoxicação e propaganda desencadeadas pelo  trio lampiónico e aos maus agoiros lançados pela turma do croquete, incapaz de esconder o ódio ao presidente Bruno de Carvalho e ao treinador Jorge Jesus.

Hoje superámos mais um obstáculo, derrotando em Alvalade o V. Setúbal. O resultado oficial foi 2-0. Mas na "liga da verdade" deviam ter sido averbados mais golos ao Sporting, que colocou por quatro vezes a bola no fundo das redes sadinas. Primeiro por William Carvalho, depois por Bas Dost, a seguir por Bruno César e finalmente por Coates. Só o primeiro e o terceiro valeram por motivos que apenas o árbitro Rui Costa saberá.

Fizemos uma brilhante primeira parte e tirámos o pé do acelerador na segunda, gerindo o esforço físico num terreno empapado devido à chuva. O golo de Bruno César, de livre directo, merece ser catalogado entre os mais espectaculares da Liga 2016/17. O brasileiro foi para mim o melhor em campo.

Enfim, a homenagem à malograda equipa do Chapecoense demonstrou que os sentimentos nunca estão ausentes do futebol. Ainda bem.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Espectador durante quase todo o jogo, fez uma magnífica defesa aos 61', inutilizando com bons reflexos um remate setubalense que levava selo de golo.

JOÃO PEREIRA (5). Muito mais contido nas incursões ofensivas do que já nos habituou, combinou bem com Gelson Martins. Actuação suficiente, sem grandes rasgos.

COATES (7). Impõe-se de jogo para jogo como um dos melhores centrais a actuar no futebol português. Seguro a defender, acutilante nas bolas paradas ofensivas. Marcou um golo, injustamente invalidado.

RÚBEN SEMEDO (5). Regressou ao campeonato nacional depois de "limpar" no inútil jogo frente ao Arouca o cartão vermelho recebido na jornada anterior. Não comprometeu nem deslumbrou.

MARVIN (6). Anda a revelar mais consistência à medida que o treinador vai apostando nele como titular da posição. Foi particularmente visado pelo árbitro, que o viu a cometer faltas inexistentes.

WILLIAM CARVALHO (7). Parece ter tomado o gosto pelos golos: voltou a marcar hoje, com um bom cabeceamento. Toda a construção do jogo leonino começa nos pés dele. Imprescindível.

ADRIEN (7). O primeiro golo do Sporting foi iniciado por ele, junto à linha direita. Parece aliás estar em todo o campo. Outra actuação impecável. Saiu aos 76', visivelmente esgotado.

BRUNO CÉSAR (7).  As dúvidas ainda em aberto quanto ao desfecho da partida foram desfeitas com a bomba do brasileiro, aos 36': um grande golo a coroar uma grande exibição. A melhor do jogo.

GELSON MARTINS (6).  Primorosa assistência para o primeiro golo numa partida em que não deslumbrou, como vinha fazendo. Falta-lhe apurar qualidade no último passe e perder algum excesso de individualismo.

BRYAN RUIZ (5).  Demasiado discreto, o costarriquenho continua neste campeonato sem revelar as qualidades evidenciadas na época anterior. Aos 14', à boca da baliza, falhou a emenda a um remate de Bas Dost.

BAS DOST (6). Está lá para marcar golos. E cumpriu a missão, marcando aquele que seria o segundo leonino, invalidado pelo árbitro por uma falta que apenas Rui Costa viu.

CAMPBELL (6). Entrou aos 72', para o lugar de Bruno César, mostrando vontade de ampliar a vantagem leonina. Desequilibrou nos confrontos individuais e ajudou a sacudir a tímida pressão sadina.

ELIAS (4).  Substituiu Adrien aos 47'. Entrou quando a missão principal da equipa era segurar a bola. Limitou-se ao passe curto, muito lateralizado, no miolo do terreno.

MARKOVIC (-).  Entrou aos 85', substituindo Gelson Martins apenas para queimar tempo e poupar o jovem internacional português a dez minutos de desgaste físico. Nada a registar.


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26 Nov 16

Segunda vitória consecutiva do Sporting, segundo jogo seguido sem sofrermos golos. Fomos ao Bessa, onde há um ano tínhamos empatado a zero, vencer o Boavista. Vitória pela marca mínima, 1-0, mas suficiente para nos garantir três pontos. Bom desfecho de uma exibição categórica do onze leonino num estádio tradicionalmente difícil para qualquer equipa.

O resultado foi construído na primeira parte, novamente por Bas Dost, completando exemplarmente uma jogada genial de Gelson Martins - de novo o melhor elemento em campo. O jovem extremo direito fintou três adversários e cruzou na perfeição para a cabeça do internacional holandês.

Já antes Dost tinha rematado ao poste, logo aos 8', muito bem servido por Joel Campbell, que repetiu a titularidade: Jorge Jesus preferiu deixar no banco outro costarriquenho, Bryan Ruiz, que só entraria aos 60'.

No segundo tempo, destaque para um tiraço de Bruno César à barra: iam decorridos 73' e apesar de a bola não ter entrado era um sinal evidente de que o Sporting, quatro dias após ter defrontado o Real Madrid em Alvalade, estava de boa saúde física e anímica. Deixando para trás o fantasma dos maus resultados após cada jornada europeia.

Continuamos a depender só de nós na Liga 2016/17. Apenas isso interessa.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Teve muito pouco trabalho mas cumpriu nas raras ocasiões em que foi chamado a intervir. Protagonizou um lance polémico ao entrar na baliza com a bola dominada, mas sem que esta cruzasse a linha de golo.

SCHELOTTO (5). Substituiu João Pereira como lateral direito titular. Não pareceu em boa condição física, como viria a confirmar-se logo a abrir a segunda parte, quando se lesionou por aparente má colocação do pé.

COATES (7). Impõe-se cada vez mais como um dos melhores centrais do campeonato. Outra exibição categórica, em que não se limitou a defender: também foi à frente, apoiando bem os seus colegas. Grandes cortes aos 44' e 80'.

RÚBEN SEMEDO (6). Ganhou muitos confrontos individuais, exibindo-se com a autoconfiança que todos lhe conhecemos. Abusou por vezes do contacto físico, mas não no lance em que foi muito mal expulso, aos 83'.

MARVIN (6). Com poucos rasgos, mas sem deslizes. O holandês desta vez mostrou-se mais maduro e tranquilo. Protagonizou uma grande jogada individual aos 64'. Soube queimar tempo, com inteligência, no período extra final.

WILLIAM CARVALHO (7). Fez rolar a bola sempre controlada e transformando o nosso meio-campo numa muralha defensiva. Excelente lance individual aos 52' na grande área. Quase toda a construção passou por ele.

ADRIEN (7). O complemento ideal de William: formam ambos a melhor parceria de médios do futebol português. Eficaz a recuperar bolas, arguto a dar sequência aos lances, com uma grande visão de jogo. Acabou quase esgotado.

BRUNO CÉSAR (7).  Começou como segundo avançado, depois descaiu para a ala. Em qualquer lugar jogou com garra e brio. A sua "bomba" à barra merecia ter sido golo. Sacrificado aos 85': teve de sair quando Rúben foi expulso.

GELSON MARTINS (8).  De novo o melhor em campo. Falhou o golo aos 22', a passe de Bas Dost. Mas fez tudo o resto muito bem: desequilibrou, assistiu para o golo do holandês (25'), serviu Bruno César na bomba à barra (73').

CAMPBELL (7). Merece ser titular e o treinador recompensa-o. Veloz e dinâmico, serviu Bas Dost, que atirou ao poste (8'). Grandes trocas posicionais com Gelson e Bruno César, baralhando o bloco defensivo rival. Substituído aos 60'.

BAS DOST (7). Foi contratado para marcar golos e tem vindo a cumprir: o cabeceamento certeiro aos 25' valeu três pontos à equipa. Ainda rematou ao poste e teve boas movimentações em várias áreas do terreno.

JOÃO PEREIRA (5).  Entrou aos 47', rendendo o lesionado Schelotto. Foi bastante mais contido do que noutros desafios, talvez lembrando o cartão vermelho recebido quatro dias antes frente ao Real Madrid em Alvalade.

BRYAN RUIZ (5).  Substituiu Campbell aos 60', numa altura em que o treinador pedia à equipa maior contenção de bola. Cumpriu a missão no ritmo pausado a que já nos habituou mas sempre com bom toque de bola.

PAULO OLIVEIRA (-).  Entrou aos 85', colmatando a súbita vaga de Rúben Semedo. Jogou o tempo suficiente para ajudar a conter a previsível investida final do Boavista, que não passou de breve fogacho.


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17 Nov 16

BETO (4). Não começou bem esta sua segunda actuação no regresso ao Sporting, sofrendo um golo logo a abrir. Acabou por não fazer uma defesa ao longo do jogo, o que não deixa de ser ingrato.

ESGAIO (6). Boa partida, nesta estreia na Liga 2016/17. Muito dinâmico e bem entrosado com a ala ofensiva. Revelou maturidade e vontade de mostrar serviço. Cruzamentos bem tirados aos minutos 28 e 41.

PAULO OLIVEIRA (6). Com pouco trabalho na linha defensiva, pôde avançar no terreno, nomeadamente nas bolas paradas. Com sucesso: ao minuto 21, com um bom cabeceamento na sequência de um canto, empatou a partida.

DOUGLAS (5). Parece lento e algo apático. Tentou utilizar a sua altura (1,92m) como factor desequilibrador nas bolas paradas. Sem o conseguir. Derrubado em falta aos 40': ficou um penálti por marcar.

JEFFERSON (5). Mal soara o apito inicial, já estava a sofrer um golo nascido na sua ala, tendo sido ultrapassado pelo adversário. Redimiu-se ao marcar muito bem o canto de que resultou o nosso golo inicial, aos 21'.

ADRIEN (7). É sempre uma mais-valia para a equipa, desequilibrando o meio-campo a nosso favor. Chamado a converter um penálti, aos 47', não falhou. Assistência para o terceiro golo, marcado por Bruno César.

ELIAS (4). Titular no meio-campo, andou semi-escondido durante parte da partida, sem abrir as linhas de passe que a sua posição requeria. Parece incapaz de fazer lançamentos em profundidade. Faltou-lhe inspiração.

BRUNO CÉSAR (8).  Grande partida do brasileiro, que parece dono de um fôlego inesgotável. Ganhou um penálti (47'), marcou um golo (62'), deu outros dois a marcar (79' e 82') e ainda fez a bola embater na trave (87').

MATHEUS PEREIRA (5). Muito voluntarioso, com bons pormenores técnicos, chegou a marcar um golo - aos 25' - que seria anulado por fora de jogo posicional de Castaignos. Uma exibição que soube a pouco. Substituído aos 65'.

ALAN RUIZ (4). Disparou um tiro ao poste esquerdo da baliza do Praiense, aos 14'. Prometia, mas não cumpriu. Muito desgarrado da equipa, demasiado individualista, continua sem marcar pelo Sporting. Ainda não foi desta.

CASTAIGNOS (4). De um ponta de lança espera-se que marque golos. O holandês continua sem marcar. E desta vez até jogou a titular, mas nem isso lhe deu mais confiança. Golos falhados aos 9' e aos 53'. Deu lugar a André aos 78'.

GELSON MARTINS (6).  Jesus procurou poupá-lo para o confronto frente ao Real. Mas acabou por fazê-lo entrar, aos 65'. Poucos criam desequilíbrios como o jovem internacional: aos 78' protagonizou um dos lances mais belos do jogo.

ANDRÉ (7). Está em momento de sorte, que deve ser aproveitada da melhor maneira. Entrou aos 78', substituindo Castaignos, e marcou logo no minuto seguinte. Aos 88', repetiu a dose. Pode-se pedir mais a um ponta de lança?

MELI (5).  Desfeito o tabu: o argentino afinal é aposta de Jesus. Aposta tardia: só entrou aos 83', rendendo Adrien. Tempo suficiente para exibir boa técnica com dois passes longos. Quase só deu para isso.


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07 Nov 16

O Sporting regressou às vitórias no campeonato, derrotando o Arouca por 3-0. Uma vitória que se desdobrou em dois outros campos, com o empate entre FC Porto e Benfica no estádio do Dragão e a derrota do Braga frente ao Marítimo no estádio dos Barreiros.

Este triunfo em Alvalade coroou uma exibição convincente e personalizada da nossa equipa, que pela primeira vez nesta época consegue um resultado positivo após uma jornada europeia. Vitória folgada apesar de termos desperdiçado uma grande penalidade - desta vez por falhanço de Adrien, regressado ao onze titular na sequência de uma lesão que o afastou durante um mês dos relvados.

A figura do desafio foi Bas Dost, que marcou dois dos nossos três golos - confirmando-se como o melhor goleador leonino nesta temporada até ao momento e desfazendo quaisquer dúvidas que pudessem subsistir entre os adeptos sobre o seu rendimento enquanto ponta-de-lança. Outro reforço que também já deixou de suscitar reservas é Campbell. Jorge Jesus apostou nele como titular e esta aposta foi bem-sucedida: o internacional costarriquenho marcou um golo e deu outro a marcar.

Agora voltamos a depender só de nós. Só isso interessa.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Foi um mero espectador durante praticamente toda a partida, não tendo chegado a fazer qualquer defesa digna desse nome.

JOÃO PEREIRA (7). Grande partida do nosso lateral direito, que voltou a ser titular. Fez o lançamento lateral que originou o primeiro golo e deu início ao segundo com um excelente cruzamento. Tentou o golo de cabeça, aos 51'.

COATES (5). Fez a assistência para o primeiro golo, de cabeça. Subiu várias vezes à baliza contrária, em lances de canto, e cumpriu no essencial as missões defensivas. Falhou uma intercepção aos 66', que podia ter gerado perigo.

RÚBEN SEMEDO (6). Mais contido do que noutros jogos, participou na construção do primeiro golo. Foi dele a primeira iniciativa marcante, com um excelente passe de ruptura, logo aos 8'.

MARVIN (6). Motivado pela chamada à selecção da Holanda, fez uma das melhores prestações de verde e branco. Atreveu-se várias vezes a construir ataques a partir do seu flanco, cruzando com eficácia.

WILLIAM CARVALHO (6). Foi mais pendular do que em jogos anteriores, beneficiando com o regresso à equipa de Adrien, com quem reparte o essencial da missão construtiva ao nível do meio-campo.

ADRIEN (7). Reapareceu em forma após lesão: exerceu pressão alta, recuperou várias bolas. Foi dele a assistência para o segundo golo leonino e abriu caminho ao terceiro. Exibição só ensombrada por falhar um penálti aos 63'.

GELSON MARTINS (6).  Sem deslumbrar como noutros jogos, voltou a ser um elemento muito eficaz. Não apenas à frente mas também no apoio à defesa. Foi vital para travar um lance com perigo, aos 66', indo à dobra de Coates.

CAMPBELL (7). Titular, demonstrou que merece agarrar a posição de extremo. Marcou o segundo golo, aos 55', com um bom cabeceamento. Quase voltou a marcar, aos 59'. Assistiu Bas Dost para o terceiro, que fechou a conta.

BRYAN RUIZ (5).  Ainda não conseguiu sacudir a apatia que parece tolher-lhe os movimentos nesta temporada. Servido por Adrien, podia ter feito muito melhor aos 57'. Fez um remate bonito, mas inconsequente, aos 67'.

BAS DOST (7). Para que serve um ponta-de-lança? Isso mesmo: para marcar. O internacional holandês cumpriu a missão, marcando por duas vezes. O primeiro logo aos 9', o segundo aos 63'. Já provou merecer o que ganha.

CASTAIGNOS (5). Substituiu Bryan Ruiz aos 76', participando pela segunda vez num desafio do campeonato. Vai ganhando ritmo de jogo e adaptando-se ao colectivo. Sem rasgos criativos, mas com bons apontamentos ocasionais.

BRUNO CÉSAR (5).  Entrou aos 79', substituindo Adrien. Numa altura em que o essencial era segurar a bola, já com o resultado construído. Cumpriu a missão.

ELIAS (-). Rendeu Gelson Martins aos 81'. Ajudou a reter a bola. Mais não lhe era pedido naquela fase do jogo.


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28 Out 16

Uma equipa à deriva, sem médio de construção, com a ala esquerda coxa, um segundo avançado ausente e erros primários que não se perdoam na alta competição - incluindo um penálti falhado por William Carvalho, como se não houvesse outros jogadores mais indicados para apontar o castigo máximo. Terceiro empate consecutivo do Sporting no campeonato - desta vez a zero, frente ao Nacional. Já com o líder do campeonato a sete pontos.

Hoje o descalabro colectivo contaminou alguns dos nossos melhores jogadores - de Rui Patrício a William, de Coates a Bruno César.

Markovic e Marvin foram as nulidades habituais, Elias só não os imitou porque apenas entrou ao minuto 87. E o argentino Alan Ruiz, também suplente utilizado, continua sem demonstrar porque foi um jogador adquirido por tão elevado preço.

Incapazes de marcar, sofremos ainda um enorme calafrio à beira do fim do encontro, quando o Nacional viu uma bola embater na trave. Podemos, portanto, ainda concluir que tivemos sorte.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Grandes reflexos aos 26', impedindo um golo. Mas pareceu quase sempre  intranquilo. Uma defesa atabalhoada quase originou autogolo (64'), uma saída em falso da baliza foi brinde que o Nacional desperdiçou (89').

SCHELOTTO (5). Vontade não lhe faltou. Mas faltou-lhe talento para centrar com ponderação. Desperdiçou demasiadas energias em lances inconsequentes. No seu melhor cruzamento, aos 72', a bola não encontrou ninguém.

COATES (4). Ganhou um penálti aos 7': de nada nos valeu. Corte primoroso aos 14'. Depois foi acumulando erros e falhando sucessivos passes. Ultrapassado aos 64' por Ricardo Gomes, que esteve a centímetros de marcar.

RÚBEN SEMEDO (5). O menos mau do Sporting. Desequilibrou diversas vezes, conduzindo a bola de trás para a frente. Tentou remar contra a maré, quase sempre sem sucesso. Podia ter marcado na sequência de um livre (87').

MARVIN (2). Incapaz de fazer um cruzamento enquanto se arrastou em campo, tornando inútil todo o nosso flanco esquerdo. Nunca fez a diferença em lance algum. Substituído - muito tardiamente - aos 87'.

WILLIAM CARVALHO (3). O jogador que parece mais perdido com a ausência de Adrien. A forma desleixada como apontou o penálti, deixando o guardião Rui Silva defender, foi um forte contributo para o desaire anímico da equipa.

BRUNO CÉSAR (4).  Entrou como médio de construção mas nunca foi eficaz, sem conseguir rasgar linhas de passe. Incapaz de fazer a diferença na marcação das bolas paradas: aos 81' marcou muito mal um livre. Acabou a lateral.

GELSON MARTINS (5).  Fez talvez o jogo mais apagado desta época. Ainda assim, esteve quase a marcar com um grande remate (21'). Tentou melhorar a mecânica colectiva da equipa nas transições ofensivas, mas foi um homem só.

BRYAN RUIZ (4).  Continua a ser uma sombra do que foi na época passada. Triste, apagado, pouco dinâmico, errante em campo, aparentando falta de pulmão. Bom cruzamento aos 29': Bas Dost desperdiçou. Substituído aos 64'.

MARKOVIC (2). Passou ao lado do jogo: começa a tornar-se um hábito. Revelou frequentes erros de posicionamento, perturbando o raio de acção de Gelson. Quando Jesus o mandou sair de campo, aos 59', já foi tarde..

BAS DOST (3). Fraco balanço do internacional holandês: fez dois remates enquadrados com a baliza, desperdiçando ambas as oportunidades, atirando a bola por cima e ao lado. Incompreensível não ter sido ele a marcar o penálti.

ALAN RUIZ (2). Reapareceu na equipa, entrando aos 59'. Aos 68', falhou ridiculamente um pontapé de meia distância - espelho perfeito do desnorte da equipa. Parece incapaz de abordar um lance sem fazer falta.

CAMPBELL (5). Entrou aos 64', rendendo Bryan Ruiz. Revelou mais vontade de domínio de bola e mais confiança do que o compatriota, patente num grande passe aos 75' para Bruno César, derrubado com penálti não assinalado.

ELIAS (4). Substituiu Marvin aos 87', com pouco tempo para dar a volta ao jogo. Mas o brasileiro ainda tentou, ao infiltrar-se na grande área do Nacional já no tempo extra, servindo Bas Dost, que concluiu mal o lance.


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22 Out 16

Sete pontos perdidos nos últimos quatro desafios. Três pontos menos do que tínhamos à oitava jornada na Liga 2015/16. E manteve-se a má tradição: claudicamos numa partida do campeonato após uma jornada europeia.

Foi um Sporting apático e tristonho que se apresentou hoje em Alvalade frente a um Tondela que soube defender-se bem e atrever-se em diversos contra-ataques. Perante um adversário organizado pedia-se mais dinâmica de jogo à equipa da casa, mas isso não sucedeu. Faltou qualidade no transporte de bola, faltou acutilância nos últimos metros do terreno e faltou empenho de vários jogadores. Incluindo alegados reforços que ainda não demonstraram ser mais-valias. Excepção para Joel Campbell, que hoje foi o último suplente utilizado e o único a conseguir marcar, mesmo à beira do apito final.

Também faltou Adrien, que continua lesionado: sem ele, este Sporting vale muito menos. Oxalá Gelson Martins não se lesione: o jovem extremo leonino voltou a ser o melhor em campo. Que diferença em relação a vários dos seus companheiros...

 

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RUI PATRÍCIO (5). Viu-se forçado a estar sempre atento. Saiu mais de uma vez da grande área, em defesas de emergência. O golo, aos 74', apanhou-o mal posicionado na baliza. Acontece.

SCHELOTTO (6). Fez bom uso da velocidade. Nem sempre cruzou bem, mas nunca desistiu. Vistosas tabelinhas com Gelson Martins. Dois centros seus levavam selo de golo, aos 21' (Bas Dost falhou) e aos 45' (Bryan Ruiz desperdiçou).

COATES (6). Sólido e autoritário nas operações de comando defensivo, evidenciando inegável domínio técnico. Adiantou-se bastante no terreno, puxando a equipa para a frente. Tentou marcar de cabeça, após um canto, aos 86'.

RÚBEN SEMEDO (5). Revelou dificuldades em travar os contra-ataques velozes do Tondela. Venceu a maioria dos confrontos individuais, mas sem a tranquilidade já demonstrada noutras partidas.

MARVIN (3). Um atraso mal medido aos 15' provocou canto. Revelou as dificuldades habituais na manobra atacante da sua ala. Também com evidentes falhas defensivas, uma das quais originou o golo do Tondela. Saiu logo a seguir.

WILLIAM CARVALHO (6). Sem Adrien, vê-se forçado a gerir uma zona muito mais ampla do terreno. Ainda assim, fez os melhores passes em profundidade. Um deles, já no último minuto do encontro, esteve na origem do golo do empate.

ELIAS (2). Incapaz de acelerar o jogo, incapaz de fazer um passe longo, incapaz de segurar jogo a meio-campo e de distribuir a bola com critério. Não merecia ter jogado a titular, de tão frouxo se mostrou. Jesus tirou-o ao intervalo.

GELSON MARTINS (7).  Aos 4' emitiu o primeiro sinal de perigo, rematando com força ao poste. Muito marcado, viu-se forçado a jogar mais no eixo. Nunca desistiu de virar o resultado. Foi dele a assistência para o golo de Campbell.

BRYAN RUIZ (4).  Uma sombra do que foi na época passada. Parece entrar em campo já fatigado, sem chama, sem ânimo. Falhou o golo da praxe, de frente para a baliza, após centro milimétrico de Schelotto.

ANDRÉ (3). Jesus apostou desta vez nele a titular, confiando-lhe a posição de segundo avançado. Em vão. O brasileiro nunca se entendeu com Bas Dost, incapaz de servir o holandês. Mal se deu por ele em campo. Saiu aos 61'.

BAS DOST (5). Jogou mais recuado do que devia. Tentou muito, foi buscar jogo atrás, correu várias vezes até à ala em busca da bola, mas desta vez sem resultado. Grande passe para Gelson logo aos 4'. Remate por cima aos 21'.

BRUNO CÉSAR (5).  Saltou do banco na segunda parte, rendendo Elias. Sem brilhantismo e desta vez com pouca eficácia, mas revelando mais intensidade e muito mais entrega ao jogo do que o brasileiro.

CASTAIGNOS (4). Substituiu André aos 61', muito incentivado pelo público nesta estreia oficial pelo Sporting. Nos primeiros minutos andou perdido na frente de ataque. O melhor que fez foi uma boa jogada aos 89'. Espera-se mais.

CAMPBELL (6). Segundo golo pelo Sporting. Este foi crucial: valeu um ponto. Em campo desde o minuto 75, deu profundidade e qualidade ofensiva à equipa e mostrou que também sabe defender. Marcou ao cair do pano (96').


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21 Out 16
Prioridades
Pedro Correia

 

Chamar Jonathan Silva de volta a Alvalade. O nosso corredor esquerdo está nos cuidados intensivos.

 

Equacionar o regresso de João Palhinha no mercado de Inverno. Formado em Alcochete, vale mais que o importado Petrovic como suplente natural de William.

 

Apostar em Matheus Pereira, outro valor da nossa formação. Markovic ainda não demonstrou ser melhor que ele. Longe disso.

 

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13 Out 16

BETO (6). Noite com pouco trabalho, embora forçando-o a manter a máxima atenção à dinâmica dos avançados do Famalicão. Defesa difícil aos 33'. Esteve globalmente bem.

JOÃO PEREIRA (5). Falta de confiança? Má forma física? Não pareceu o lateral irrequieto e ousado de outros jogos. Tímido a atacar, algo intranquilo a defender.

PAULO OLIVEIRA (6). Regresso à equipa vários meses depois - e com a braçadeira de capitão. Naturalmente sem a forma desejável. Mas cumpriu no essencial. Bons cortes aos 33' e 55'.

DOUGLAS (6). Estreia absoluta no Sporting - e logo a titular. Parece bem integrado e sabe impor o seu poderio físico. Bom no passe, atento às dobras. Tentou marcar de canto, sem sucesso.

JEFFERSON (4). Nervoso, falhando muitos passes, não parece o jogador que noutras épocas soube conquistar a posição de lateral-esquerdo. Saiu magoado, aos 86'.

PETROVIC (3). Poucos lances lhe saíram bem. Sem capacidade de acelerar jogo, fazendo mais passes para trás do que para a frente, permitiu que o Famalicão progredisse no terreno. Substituído ao intervalo.

ELIAS (5). Substituiu o lesionado Adrien, mas a diferença é tão grande que qualquer comparação é inviável. O brasileiro recupera poucas bolas e não dá intensidade ao jogo. Por vezes parece escondido.

BRUNO CÉSAR (5).  Não voltou a recuperar a forma que demonstrou até ao jogo do Santiago Bernabéu, em que marcou um golo. Precipitado, errando passes, fazendo faltas desnecessárias.

MARKOVIC (6). Marcou o golo da vitória leonina em Famalicão. Com alguma sorte, num lance de ressalto, mas a verdade é que estava lá. Merece nota positiva num jogo muito oscilante.

ALAN RUIZ (4). Mais uma oportunidade desperdiçada. Teve bons pormenores, a espaços, mas pareceu quase sempre desligado da equipa. Nunca conseguiu ser influente. Substituído aos 63'.

ANDRÉ (5). Melhor momento: aos 10', quando atirou à barra, no lance que antecedeu a jogada de insistência de que viria a resultar o nosso golo. Esforçou-se, mas não demasiado. Nada lhe saiu melhor depois disso.

WILLIAM CARVALHO (7). Entrou na segunda parte: Jesus percebeu que o jogo estava longe de ser controlado. Passou a estar com o nosso internacional em campo. Seguro, influente, deu maturidade à equipa.

GELSON (7).  Substituiu Alan Ruiz aos 63', o que deu enorme vantagem ao onze leonino com a sua destreza técnica e os seus desequilíbrios. Excelente jogada aos 73', culminada com um remate de trivela a rasar o poste.

CAMPBELL (5).  Entrou quando já iam decorridos 86 minutos. Soube segurar a bola e prender o jogo numa altura em que o Sporting já tinha como prioridade aguentar a magra vantagem. Objectivo cumprido.


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01 Out 16

As deslocações do Sporting a Guimarães têm sido complicadas. Há cinco épocas que não marcávamos pelo menos dois golos no Estádio D. Afonso Henriques. Na Liga 2014/15, com Marco Silva ao leme da equipa, perdemos lá por três golos sem resposta. Na época passada, já com Jorge Jesus como treinador, fizemos uma boa exibição mas que não se traduziu em golos: o zero-zero final e os dois pontos que lá deixámos custaram-nos a conquista do campeonato.

Hoje a história de algum modo repetiu-se, embora com muitos golos. Três para cada lado. Com domínio absoluto do Sporting durante 75% da partida. Vencíamos 3-0 aos 73' e deixámo-nos empatar, tendo sofrido um golo de penálti e outro de livre. Já sem Adrien em campo: a lesão do capitão pode ser prolongada, o que é preocupante.

Enfim, um empate com sabor a derrota e que de algum modo eclipsa o bom desempenho individual de vários jogadores leoninos. Entre eles Gelson Martins, de novo o melhor em campo.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Sofreu três golos num jogo em que praticamente não teve trabalho. Fez a primeira defesa, sem qualquer dificuldade, aos 63', a remate de Hernâni. Sem culpa em qualquer dos golos.

SCHELOTTO (6). Fez bom uso da velocidade. Cruzou muito bem no lance do terceiro golo, com assistência para Elias. Antes fez outro grande centro, que Bryan desperdiçou. Empurrado por Soares no último golo anfitrião: o árbitro não viu.

COATES (5). Exibição positiva, coroada com a marcação do nosso segundo golo, aos 41', na sequência de um canto. Mas esteve mal ao deixar Marega movimentar-se como quis no lance do segundo golo vimaranense, aos 74'.

RÚBEN SEMEDO (6). Travou combate duro com Marega, levando quase sempre a melhor. Exímio no passe, seguro no controlo de bola. Dois grandes cortes, aos 58' e 78'. Faltou-lhe alguma tranquilidade no quarto de hora final.

MARVIN (5). Transmite sempre a ideia de padecer de défice atacante: arrisca poucas incursões no seu corredor. Regular a defender, mas não isento de erros nesta partida em que recuperou a titularidade. Abusa das faltas.

WILLIAM (5). Receberia nota muito positiva pela exibição a meio-campo, onde não perdeu um duelo individual e segurou as pontas após Adrien sair. Mas derrubou Hernâni em falta aos 73': um penálti desnecessário e absurdo.

ADRIEN (6). Voltou a ser o pulmão e a força motriz da equipa enquanto jogou. O primeiro remate forte e bem colocado foi dele, aos 27'. Magou-se pouco depois, actuou alguns minutos em esforço. Acabou por sair aos 36'. E fez muita falta.

GELSON MARTINS (7).  Outra exibição irrepreensível do nosso extremo, hoje flectindo mais para o eixo do terreno. Começou a construir o primeiro golo com insuperável perícia técnica. Excelente passe aos 47', isolando Markovic.

MARKOVIC (6). Estreia a titular no Sporting. Estreia a marcar, aos 29'. Podia ter marcado novamente, aos 47': Douglas travou-o in extremis. Recorreu à velocidade, seu principal argumento em campo. Algum défice defensivo. Saiu aos 77'.

BRYAN RUIZ (5).  Um dos elementos mais apagados do Sporting, parecendo por vezes desgarrado da equipa. Sobra-lhe em mestria técnica o que por vezes lhe falta em intensidade. Bem servido por Schelotto, falhou o golo aos 66'.

BAS DOST (4). Movimentou-se bem no lance da recarga de que nasceu o primeiro golo, mas Markovic foi mais rápido, antecipando-se. Foi a única ocasião em que deu nas vistas. No resto do tempo hoje mal se deu por ele.

BRUNO CÉSAR (4). Saltou do banco só aos 77', quando o resultado estava em 3-2, com a missão de estancar o fluxo atacante do Guimarães. Esteve muito apático: mal conseguiu refrescar o nosso meio-campo.

ELIAS (5). Entrou aos 36', rendendo Adrien. Mas não abre linhas de passe nem dá à equipa a dinâmica que o capitão lhe confere. Marcou o terceiro golo, aos 70', num lance em que Douglas foi mal batido. Tinha falhado outro, aos 46'.


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27 Set 16

Depois da excelente exibição de há duas semanas frente ao Real Madrid, desbaratada com dois golos sofridos nos últimos cinco minutos, um jogo de características muito diferentes, o desta noite frente ao Legia de Varsóvia. Jogámos o suficiente para garantir a vitória, que nos permite continuar a sonhar com a passagem à fase seguinte da prova. Bastou meia-hora de aceleração contínua, com jogo objectivo e rectilíneo, para cumprirmos a missão e seguirmos em frente. Longe do brilhantismo conseguido no Santiago Bernabéu, certamente. Mas não me importo de trocar esse brilhantismo pelo triunfo hoje alcançado. Com William, Adrien, Gelson e Bas Dost novamente em evidência.

Facto que merece destaque: foi a primeira vitória de uma equipa portuguesa nesta temporada na Liga dos Campeões.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Defesa aparatosa de cabeça fora da área logo aos 6'. Com segurança e convicção, dando o mote ao seu desempenho durante o resto da partida.

JOÃO PEREIRA (6). Esteve no seu melhor durante o primeiro tempo em contínuas tabelinhas com Gelson. Tirou o pé do acelerador na segunda parte. E abriu o seu corredor aos polacos no minuto 70, felizmente sem consequências.

COATES (7). Exímio a desfazer lances ofensivos da equipa adversária, sempre com a autoridade tranquila que o caracteriza. Quase marcou aos 40' com um soberbo cabeceamento, bem defendido pelo guardião adversário.

RÚBEN SEMEDO (7). Bons cortes ao longo da partida (5', 49' e 52'), contribuindo para a robustez defensiva do Sporting. Foi apenas a sua segunda actuação na Champions. Ninguém diria, a avaliar pela qualidade do seu jogo.

JEFFERSON (6). Jesus parece apostado em recuperá-lo como titular. O brasileiro retribui com voluntarismo e esforço, embora sem esconder algum nervosismo. Tentou o golo aos 22' mas a bola saiu um pouco acima da baliza.

WILLIAM CARVALHO (7). Assegura a cobertura defensiva do nosso meio-campo, num raio de acção muito largo. É o rei das recuperações e ninguém consegue roubar-lhe a bola. Excelente a definir o jogo, uma vez mais.

ADRIEN (7). O capitão inventou a jogada que deu origem ao nosso segundo golo graças à intensidade que põe em cada lance. Recuperou a bola e passou-a muito bem colocada a Bas Dost, que lhe deu a melhor sequência.

BRUNO CÉSAR (5). Vários pontos abaixo da recente prestação no Bernabéu, em que foi um dos heróis leoninos. Marcou bem os cantos, incluindo o que deu origem ao primeiro golo. Tentou o remate de longe, sem sucesso.

GELSON MARTINS (7).  Outra exibição soberba, embora sem atingir o brilho da sua recente prestação em Madrid. Excelentes arranques pela ala direita, aos 11' e 41'. Podia ter marcado aos 18': à boca da baliza, rematou à barra.

BRYAN RUIZ (6).  Positivo: reconciliou-se com o golo, ao apontar o nosso primeiro, no minuto 28, na sequência de um canto. Negativo: embrulhou-se demasiadas vezes com a bola, complicando o que é simples.

BAS DOST (7). Início de época de sonho para o artilheiro holandês que veio substituir Slimani. Tem quatro golos marcados na Liga, hoje estreou-se a marcar na Champions, iam decorridos 37'. Estava feito o resultado.

MARKOVIC (4). Substituiu Bruno César aos 67'. Está claramente abaixo de forma: abusa do individualismo e continua incapaz de sincronizar os seus movimentos com os da equipa. Correr muito não basta.

CAMPBELL (5). Entrou aos 77', substituindo um fatigado Gelson Martins. Ajudou a segurar o lateral esquerdo polaco, que estava a subir demasiado no terreno.

PETROVIC (-). Substituiu Bryan Ruiz aos 87'. Estreia na temporada oficial do Sporting após exibições pouco auspiciosas na pré-época. Contribuiu para equilibrar e reforçar o nosso meio-campo, segurando a bola.


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24 Set 16

Regresso às vitórias, regresso às exibições convicentes. Com uma equipa madura, bem oleada, protagonista de inúmeras jogadas vistosas, denotando clara superioridade frente a um débil Estoril que foi incapaz de dar réplica ao Sporting.

Vencemos 4-2. Mas o resultado é enganador, tão grande foi a disparidade entre os dois conjuntos. Ao intervalo, vencíamos 1-0. Aos 62', vencíamos 3-0. Os estorilistas apontaram os seus golos em duas das três ocasiões em que dispuseram de algum espaço na nossa área durante toda a partida. Então já a turma leonina deixara de carregar tanto no acelerador, poupando energias suplementares para o desafio de terça-feira, frente ao Legia de Varsóvia, a contar para a Liga dos Campeões.

O melhor deste jogo foi a confirmação da veia goleadora de Bas Dost. O internacional holandês marcou o primeiro e o terceiro, encabeçando já a lista dos melhores marcadores da Liga 2016/17 a par de André Silva (FCP) e Marega (V. Guimarães). Mas com menos minutos disputados. Em três jogos já pôs a sua assinatura em quatro golos. Nada mal.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Encaixou mais dois golos. Sem hipóteses de defesa no primeiro, pareceu no entanto mal batido no segundo, com uma saída extemporânea da baliza.

JOÃO PEREIRA (6). Combativo, como sempre. E muito bem integrado na frente atacante, tabelando com Gelson Martins. Batido em velocidade no primeiro golo do Estoril.

COATES (6). Fez o gosto à cabeça apontando o segundo golo leonino, na sequência de um canto. Bem a defender excepto no segundo golo do Estoril, em que pecou por falha de marcação.

RÚBEN SEMEDO (6). Exibição impecável até aos 85', com a autoridade e a concentração que já nos habitou. Falhou na acção de cobertura ao marcador do Estoril no primeiro golo adversário.

JEFFERSON (5). Recuperou a titularidade por impedimento físico de Marvin. Voluntarioso, com vontade de mostrar serviço. Mas não esteve inspirado nos cruzamentos, a sua habitual mais-valia.

WILLIAM CARVALHO (8). Soberba partida do nosso médio de contenção, especialista em recuperações de bola. Assistência para o terceiro golo e intervenção na construção do quarto com excelentes passes de ruptura.

ADRIEN (7). Voltou a ser o dínamo da nossa equipa, alargando e alongando a manobra ofensiva leonina. É também um poço de energia. Único senão: agarrou-se por vezes demasiado à bola. Saiu ovacionado aos 76'.

GELSON MARTINS (8).  De jogo para jogo assume-se como um dos melhores profissionais que actuam no campeonato português. Fez a assistência para o primeiro golo, confirmando a sua influência no bloco ofensivo leonino.

BRYAN RUIZ (6).  Assistiu no quarto golo, participou na construção do primeiro e soube pressionar o Estoril. Mas mantém uma relação complicada com a baliza: voltou a falhar um golo a escassos metros da linha final.

ALAN RUIZ (3). Com ele em campo, na primeira parte, o Sporting pareceu jogar só com dez. O argentino fez um bom remate mas isto esgotou a sua intervenção no jogo. Jesus decidiu castigá-lo retirando-o ao intervalo. Fez bem.

BAS DOST (8). Titular de novo, deu a resposta adequada. Com dois golos que o confirmam como artilheiro. O primeiro num bom cabeceamento, o segundo culminando uma excelente jogada de bola corrida. Saiu aos 73', muito aplaudido.

ANDRÉ (6). Entrou na segunda parte, conferindo mais dinâmica à equipa em comparação com o que fizera Alan Ruiz nos primeiros 45 minutos. Autor do quarto golo, que certamente lhe transmitirá mais confiança para os próximos jogos.

MARKOVIC (6). Substituiu Bas Dost aos 73'. Protagonista de duas arrancadas que empolgaram os adeptos, aos 74' e 81'. Tem clara vontade de mostrar o seu valor aos sportinguistas, que lhe retribuíram com gestos de incentivo.

ELIAS (4). Substituiu Adrien aos 76'. A equipa em nada beneficiou com a troca, muito pelo contrário. O brasileiro, mal recebe a bola, despacha-a de imediato, sem progredir com ela. Inócuo e banal.


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18 Set 16

Foi visível o cansaço após a desgastante partida de quarta-feira, para a Liga dos Campeões, frente ao Real Madrid. Cansaço físico e sobretudo cansaço anímico. Jorge Jesus tentou hoje mexer na equipa, fazendo entrar quatro novos titulares: nenhuma dessas mexidas funcionou. Sem rotinas, os reforços continuam muito aquém daquilo que deles pretendemos.

Frente a um Rio Ave em grande forma, que dominou o meio-campo e as alas ofensivas, esta noite sofremos três golos de rajada e saímos para o intervalo a perder 0-3. Jesus viu-se forçado a fazer duas substituições ao intervalo, o que atenuou o problema mas não o solucionou. Na segunda parte, limitámo-nos a marcar um golo - manifestamente insuficiente para virar o resultado.

Abrindo avenidas para a corrente ofensiva da equipa adversária e claudicando na hora do remate, quase sem conseguir verdadeiras oportunidades de golo, o Sporting sofreu a primeira derrota na Liga 2016/17 e colocou em risco a liderança do campeonato, que vinha assumindo isolado. Jesus tem muitos ajustamentos a fazer, já a pensar na partida contra o Estoril. E não lhe resta muito tempo: esse jogo vai ser já na sexta-feira.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Três vezes batido, com responsabilidade no lance do segundo golo, foi uma sombra do que tem sido. Um caso aparente de quebra anímica após o confronto perdido in extremis no Santiago Bernabéu.

SCHELOTTO (4). Corre muito, mas desposiciona-se com frequência e perde a noção do espaço. Sucedeu hoje, uma vez mais, forçando os centrais a acorrer à dobra e a desguarnecer outras zonas. Faltou-lhe estabilidade.

COATES (4). Teve hoje a sua mais pálida exibição desta temporada, com responsabilidades em dois dos golos do Rio Ave: podia ter feito muito melhor. Também falhou nas tentativas de marcar, em lances de bola parada.

RÚBEN SEMEDO (5). O menos mau do nosso quarteto defensivo. Não isento de falhas, soube reagir melhor à adversidade, revelando maturidade competitiva. Tentou marcar, em situações de canto: não conseguiu.

BRUNO CÉSAR (3). Apanhado sucessivas vezes em contra-pé, o vilacondense Gil Dias fez dele o que quis na primeira parte, dominando por inteiro o nosso corredor esquerdo. Também a atacar não foi nada feliz.

WILLIAM CARVALHO (6). Uma das raras exibições a justificar nota positiva. Pelo que fez, sobretudo na segunda parte, em passes longos (12', 72' e 81'). Grande recuperação de bola aos 62'. Pareceu sempre inconformado.

ADRIEN (6). Foi hoje o melhor Leão em campo, apesar de acusar vestígios do enorme desgaste provocado pela partida de quarta-feira. Nunca desistiu de puxar pela equipa, como se verificou em dois grandes passes (42' e 51').

GELSON MARTINS (5). Soube a pouco a prestação do extremo leonino que brilhou no Bernabéu. Embrulhou-se em excesso com a bola e não conseguiu fazer a diferença. Melhor momento: a assistência para o golo. E vão três.

CAMPBELL (2). Sem pressionar à frente, sem se integrar na manobra defensiva, deixou Bruno César isolado na ala. Falta-lhe disciplina táctica - um aspecto a rever com urgência. Foi justamente substituído ao intervalo.

ALAN RUIZ (3). Ainda iludiu os adeptos, parecendo estar de pé quente, com um forte remate aos 8'. Mas apagou-se enquanto segundo avançado e andou perdido no eixo do terreno. Não regressou do balneário para a segunda parte.

ANDRÉ (2). Esgotou a actuação nesta estreia a titular da equipa com um remate bem colocado aos 21'. No resto do tempo em que permaneceu em campo mal se deu por ele. Pressionou pouco e mal. Saiu aos 73'.

BAS DOST (6). Jesus deixou-o no banco. Mas cedo se arrependeu, fazendo-o entrar aos 46'. O internacional holandês cumpriu os mínimos, marcando o nosso golo solitário. O segundo dele em dois jogos consecutivos.

BRYAN RUIZ (5). Substituiu Campbell. Sem brilhantismo, denotando fadiga física, mas com mais competência do que o compatriota. Teve intervenção directa no lance do nosso golo. Mas falhou outro, com a baliza à sua mercê.

MARKOVIC (3). Entrou aos 73', substituindo André. Correu bastante, mas pouco ou nada trouxe de útil à equipa. Viu um cartão amarelo ao tentar cavar uma grande penalidade mesmo à beira do fim.


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10 Set 16

E vão quatro jogos a vencer, doze pontos somados, liderança isolada do campeonato. O Sporting - mesmo com duas baixas de peso, João Mário e Slimani - respira vigor futebolístico, muito incentivado pela adesão do público, que poderá bater recordes de assistência em Alvalade neste campeonato 2016/17.

Hoje derrotámos o Moreirense sem margem para discussão. Com três estreias absolutas de verde e branco: o holandês Bas Dost, sucessor de Slimani como titular na frente de ataque, o sérvio Markovic e o brasileiro André, suplentes utilizados, tal como o brasileiro Elias, que regressa ao Sporting três anos após uma passagem muito mal-sucedida pela nossa equipa.

Se somarmos ao mencionado quarteto o costarriquenho Joe Campbell, que hoje se estreou como titular, e o argentino Alan Ruiz, único destes reforços que alinhou nos encontros da pré-temporada, ficamos com uma ideia nítida de que o actual Sporting é uma equipa em reconstrução, à procura de novas rotinas e novos automatismos. Mas a vitória de hoje permitiu-nos concluir que essa tarefa será cumprida a muito curto prazo.

Foi o teste de que precisávamos antes da crucial partida de quarta-feira, em Madrid, frente ao Real de Cristiano Ronaldo. Jornada inaugural da Liga dos Campeões para o Sporting.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Teve pouco trabalho mas correspondeu com bons reflexos quando foi solicitado. Intervenção difícil, aos 88', na marcação de um livre. Já no tempo extra, evitou o golo com uma defesa digna da sua categoria.

SCHELOTTO (6). Regressou à titularidade com as suas habituais corridas muito rápidas pela ala, nem sempre compensadas na manobra defensiva. Melhor momento: a assistência para o terceiro golo, cruzando muito bem.

COATES (7). Voltou a evidenciar-se em bom nível, assumindo a liderança da defesa ao assumir um corte de inegável classe logo aos 10'. Um momento que deu o mote à sua actuação nesta partida: seguro, concentrado e confiante.

RÚBEN SEMEDO (6). Voltou a fazer boa parceria com o uruguaio no eixo defensivo e a revelar grande precisão de passe na reposição de bola. A única falta que cometeu, à entrada da área, valeu-lhe um cartão e um livre perigoso.

BRUNO CÉSAR (6). Jorge Jesus voltou a apostar nele como defesa esquerdo titular, posição a que o brasileiro dá sempre uma dimensão muito ofensiva. Hoje foi mais discreto mas nem por isso menos combativo.

WILLIAM CARVALHO (7). Grande partida do nosso médio, elemento pendular da equipa, muito forte na cobertura do espaço. É dele a assistência para o golo de Gelson, com um passe fabuloso (27'). Outro digno de registo aos 74'.

ADRIEN (6). Reconciliado com um público que nunca deixou de acreditar nele, o capitão leonino quis marcar. E esteve perto disso, no minuto inicial da segunda parte. Sempre inconformado, sempre combativo. Saiu aos 67', sob aplausos.

CAMPBELL (7). Estreia a titular, como ala esquerdo. Bons apontamentos denotando técnica individual muito acima da média. Estreou-se também a marcar pelo Sporting com um forte cabeceamento aos 52'. O n.º 7 está a ter sorte.

GELSON MARTINS (8). Voltou a fazer a diferença neste segundo jogo consecutivo a marcar. Abriu o marcador aos 27' com um belo golo. E ajudou a construir o terceiro. Cada vez mais exímio a jogar em espaço curto. Saiu aos 60'.

ALAN RUIZ (7). Exibição convincente - embora com algumas intermitências de ritmo - do argentino, que já demonstrou ter poder de fogo. Foi dele a assistência para o golo de Campbell com um cruzamento muito bem medido. Saiu aos 78'.

BAS DOST (7). Mal se deu por ele na primeira parte. Mas o holandês, hoje em estreia absoluta no Sporting, mostrou o que vale logo no início da segunda parte, quase marcando. Marcou mesmo, aos 56'. Tem faro de baliza. E estrelinha.

MARKOVIC (6). Muito aplaudido nesta estreia de verde e branco, o jovem internacional sérvio esteve em campo a partir do minuto 60. Aos 65' fez levantar o estádio com um fulgurante raide junto à linha de fundo. Promete.

ELIAS (5). Rendeu Adrien a partir dos 67', recebendo sonoros aplausos neste regresso a uma casa onde não chegou a ser feliz. Alguns apontamentos interessantes numa fase da partida em que os leões já quase só seguravam a bola.

ANDRÉ (5). Em dia de estreias, esta foi mais uma. O brasileiro entrou aos 78', substituindo Alan Ruiz, e não tardou a dar nas vistas com um passe de ruptura que isolou Markovic. Também promete.


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28 Ago 16

Saímos de Alvalade com uma sensação de plenitude. Vimos um bom jogo, intenso e emotivo. E vimos a nossa equipa vencer mais um clássico - o sexto em sete partidas desde que Jorge Jesus foi contratado para treinador.

A vitória por 2-1 frente a um FCP mais sólido do que aquele que derrotámos a 2 de Janeiro para a Liga 2015/16 resultou de um exibição muito convicente - superior àquilo que indicia o resultado final, construído ainda na primeira parte após a turma portista ter estado a vencer.

Excelente organização colectiva da equipa leonina, com vários jogadores em excelente nível - quase a fazer esquecer já a ausência de João Mário, entretanto contratado pelo Inter. Não é fácil destacar um como melhor em campo, mas realço a presença combativa de Slimani, autor do nosso primeiro golo. Provavelmente o último que marcará pelo Sporting, pois despediu-se em lágrimas do público que o aplaudia sem reservas no fim da partida.

Aplausos bem merecidos para um dos maiores goleadores que vestiram a camisola verde e branca neste século. Ainda não partiu e já temos saudades dele.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Sofreu o primeiro golo deste campeonato, logo a abrir a partida, quando tinha o sol de frente e terá sido encadeado num lance de bola parada. Sem culpas neste lance, esteve em grande nível durante todo o jogo.

JOÃO PEREIRA (7). Não tem a energia de outros tempos, mas é um jogador cada vez mais racional. E combativo como sempre. Travou duelos constantes na sua ala e venceu a maioria deles. Com fibra leonina.

COATES (7). Outra exibição muito segura do central uruguaio com intervenções decisivas em diversos lances. Destaque para dois cortes consecutivos aos 54' e outro aos 71'. Dá solidez à equipa com a sua boa leitura de jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Impressiona como um jogador tão jovem tem já tanta maturidade competitiva. Todos os cortes lhe saíram bem e até pareciam fáceis - mesmo quando não eram. Grande qualidade na reposição de bola.

MARVIN (6). Foi o elemento mais apagado do nosso quarteto defensivo, sobretudo na primeira parte, em que por vezes se atrapalhou com a bola. Cresceu de rendimento no segundo tempo, saldando-se por uma exibição positiva.

WILLIAM CARVALHO (8). Foi um gigante nos confrontos individuais no meio-campo. E desta vez ousou diversas incursões pelo sector mais ofensivo. Cabeceou muito bem na sequência de um canto, mas Casillas negou-lhe o golo.

ADRIEN (8). Parece desdobrar-se em múltiplas acções de comando nas zonas mais diversas do campo. É o maestro indiscutível do nosso onze, mesmo quando aparenta algum cansaço, como hoje sucedeu perto do fim do jogo.

BRUNO CÉSAR (7). Nunca dá um lance como perdido, o que faz dele um elemento muito valioso no nosso plantel. Bom executante de lances de bola parada. Num livre, atirou ao poste. Da recarga viria o segundo golo. Saiu aos 90'.

BRYAN RUIZ (6). Muito marcado por Danilo, que lhe tolheu os movimentos, teve pouca posse de bola e não foi o desequilibrador a que nos habituou. Redimiu-se na jogada do segundo golo, assistindo Gelson Martins. Saiu aos 69'.

GELSON MARTINS (8). Pode ser o sucessor de João Mário e trabalha para isso: não se limita a brilhar na ala: já faz boas incursões para o eixo. Autor da recarga no primeiro golo e marcador do segundo, aos 26'. Substituído aos 69'.

SLIMANI (8). Marcou o primeiro golo (14') e teve excelente actuação no plano táctico, em pressão constante sobre a defesa, nunca deixando o FCP organizar-se a partir de trás. Alvalade tributou-lhe uma sentida e merecida homenagem.

CAMPBELL (7). Entrou aos 69' sob intensos aplausos de boas-vindas neste jogo de estreia com a camisola verde e branca. Correspondeu à expectativa com bons apontamentos, sobretudo no plano técnico. Temos reforço.

BRUNO PAULISTA (6). Entrou aos 69' com a missão de refrescar o meio-campo e desempenhou com brio a tarefa que lhe foi confiada. Vê-se no entanto que ainda lhe faltam rotinas que só virão quando tiver mais tempo de jogo.

CARLOS MANÉ (6). Jesus mandou-o entrar aos 90' para segurar a bola com a sua reconhecida mestria técnica. O jovem vice-campeão europeu sub-21 cumpriu, confirmando uma vez mais que o técnico pode confiar nele.


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20 Ago 16

Segundo desafio, segunda vitória, terceiro jogador a marcar, nenhum golo sofrido. Hoje superámos mais uma etapa, num estádio tradicionalmente difícil. Contra uma equipa que há um ano veio empatar a Alvalade.

Em vez do fato de gala, os jogadores vestiram de ganga. Foram operários. O brio colectivo superou o brilho individual neste primeiro jogo sem João Mário: o campeão europeu, de malas feitas para Itália, ficou fora da convocatória.

O golo solitário aconteceu num momento crucial, pouco antes de o árbitro Hugo Miguel apitar para o intervalo. Coroando uma fulminante manobra atacante em que vários jogadores se destacaram - o regressado Slimani a recuperar uma bola que parecia impossível de travar para lá da linha de fundo, Bruno César a centrar de forma impecável, Gelson Martins a recebê-la muito bem de cabeça e servindo Adrien, exímio a marcar. O nosso capitão foi o melhor em campo.

O onze anfitrião não ameaçou a nossa baliza mas fez os possíveis para desarmar o processo ofensivo leonino em largos momentos do encontro. Ainda sem automatismos, com uma equipa a adaptar-se à ausência de um dos seus maiores talentos, o Sporting cumpriu a missão essencial: trazer três pontos da Mata Real.

Vitória escassa, dirão alguns. Mas é de muitas vitórias escassas que se vai construindo um percurso triunfador: já levamos mais dois pontos do que tínhamos há um ano, por esta altura. As longas caminhadas fazem-se de pequenos passos.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Sem uma intervenção em toda a primeira parte e raras vezes solicitado na segunda, não deixou de se mostrar atento, como ficou evidente aos 74' ao defender a pontapé fora da grande área.

JOÃO PEREIRA (6). Segundo jogo consecutivo a titular, confirmando-se que o treinador continua a confiar nele. Voltou a ser combativo mas foi mais contido do que no desafio anterior, doseando o esforço com inteligência.

COATES (7). Exibição muito segura, com intervenções cruciais em pelo menos dois lances: um corte acrobático aos 13' e uma intercepção de risco aos 88', pondo fim com brilho à situação de maior perigo causada pelo Paços.

RÚBEN SEMEDO (7). Outro desempenho muito positivo, com forte sentido posicional. Não falhou uma dobra quando os companheiros das alas se encontravam adiantados. Revela uma maturidade rara num jogador tão jovem.

BRUNO CÉSAR (6). Aposta de Jesus como lateral esquerdo. Aos 29' tentou o chapéu com um remate de 50 metros quando Defendi se encontrava adiantado: teria sido um grande golo. Teve intervenção crucial no lance do golo.

WILLIAM CARVALHO (7). Ocupou-se sobretudo com missões defensivas, contribuindo para a segurança do nosso último reduto. Atento às dobras, acorreu às alas. Fez um excelente passe de ruptura para Slimani aos 64'.

ADRIEN (8). O mais influente em campo. Ninguém como ele ligou tão bem os sectores, ninguém revelou tão boa visão de jogo. Protagonizou uma jogada extraordinária aos 31', deixando três adversários para trás. Marcou um grande golo.

BRYAN RUIZ (5). Exibição apática do costarriquenho, com um rendimento claramente inferior ao demonstrado em grande parte da época passada. Teve o melhor momento no lance de construção do golo. Substituído aos 90'.

GELSON MARTINS (7). É o jogador mais bem posicionado para herdar a posição de João Mário. Segunda assistência para golo no segundo jogo consecutivo. Passe soberbo que Slimani desperdiçou por muito pouco (59'). Saiu aos 80'.

ALAN RUIZ (6). Falta-lhe criar rotinas, mas continua a revelar apontamentos que merecem destaque. Tem uma boa técnica de remate, evidenciada em disparos à baliza pacense (34' e 49'). Manteve-se em campo até aos 66'.

SLIMANI (7). Estreia neste campeonato com uma característica que sempre revelou: nunca desiste de um lance. Foi crucial na recuperação da bola no lance do golo. Quase marcou de cabeça (38') e podia ter marcado com o pé (59').

MARVIN (5). Jesus fê-lo entrar aos 66', encostando-o à ala ofensiva. Protagonizou uma vistosa jogada individual aos 69': a concorrência parece fazer-lhe bem. Aos 76' fez uma falta desnecessária na zona frontal que lhe valeu um cartão.

CARLOS MANÉ (4). Recém-chegado dos Jogos Olímpicos, teve a primeira oportunidade nesta Liga ao alinhar a partir do minuto 80. Tempo insuficiente para mostrar o que vale. Precisa de ganhar confiança. E de trabalhar para isso.

BRUNO PAULISTA (-). Entrou aos 90', essencialmente para queimar tempo. Mostra vontade de jogar e parece querer aproveitar bem cada minuto que o técnico lhe concede.


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15 Ago 16
Por vontade deles
Pedro Correia

Por vontade deles, o Sporting vendia já os quatro campeões europeus e o melhor marcador sub-30 da Liga 2015/16.

Até salivam perante tal hipótese. É vê-los e ouvi-los agora, de painel em painel, elogiar desmedidamente os nossos cinco craques - os mesmos de quem ainda há pouco diziam tão mal. E conseguem falar sem morder a língua.


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13 Ago 16

Entrámos com o pé direito no novo campeonato: vitória clara e uma exibição convicente frente ao Marítimo. Nunca a superioridade leonina esteve em causa neste confronto inicial da Liga 2016/17, saldado com dois golos: o primeiro de Coates, na sequência de um canto, iam decorridos 21'; o segundo de Bryan Ruiz, aos 60', finalizando bem um centro perfeito de Gelson Martins.

João Mário, que terá feito hoje a última exibição pelo Sporting, tentou várias vezes marcar. Não conseguiu, mas participou na construção dos dois golos - primeiro ao marcar o canto de forma irrepreensível, depois ao endossar a bola para a assistência de Gelson.

O Marítimo só deu boa réplica na primeira parte, em que podia ter feito dois golos. Rui Patrício impediu o primeiro com uma assombrosa intervenção, confirmando que é o melhor guarda-redes europeu. No segundo lance a bola embateu no poste, mas o nosso guarda-redes também demonstrou bons reflexos ao reduzir o ângulo de remate do adversário.

A segunda parte foi toda do Sporting, com largos minutos de exibição do bom futebol leonino. Jorge Jesus, sem Slimani, optou por incluir a dupla Alan Ruiz-Bryan Ruiz na linha mais avançada: o argentino, que não é ponta de lança, teve bons apontamentos nesta sua estreia oficial pela nossa equipa. Destaque também para a boa prestação de João Pereira, que integrou o onze titular em vez de Schelotto.

O melhor em campo foi Gelson Martins.

 

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RUI PATRÍCIO (8). Concentração máxima e atenção permanente entre os postes, conferindo segurança à equipa. A sua excelente defesa, aos 16', é daquelas que garantem pontos ao Sporting. Mais uma, entre tantas.

JOÃO PEREIRA (7). Exibição muito positiva do nosso lateral direito, que nunca deixa de lutar pela titularidade. Melhor na manobra ofensiva do que a jogar atrás. Excelente coordenação com Gelson Martins: dá gosto ver esta parceria.

COATES (8). Fez finalmente o gosto à cabeça, marcando o primeiro golo oficial de verde e branco. Com uma elevação perfeita, dando a melhor sequência a um canto. Quase voltou a marcar, desta vez com o pé, aos 55'.

RÚBEN SEMEDO (6). Deixou-se bater num lance perigoso do Marítimo na primeira parte. Mas esteve bem no resto do tempo. Cortes oportunos aos 58' e 88'. Aos 55', assistiu Coates como se fosse um extremo: ia sendo golo.

JEFFERSON (5). O mais discreto membro do nosso quarteto defensivo inicial. Subiu muito menos do que João Pereira, revelando alguma falta de confiança. Melhor momento: um bom cruzamento aos 12'. Saiu ao intervalo.

WILLIAM CARVALHO (7). Actuação com a qualidade a que já nos habituou. Desfez várias vezes a organização ofensiva do Marítimo com a sua autoridade tranquila no meio-campo defensivo. É um falso calmo: corre que se farta..

ADRIEN (7). Complementa da melhor maneira a tarefa de William, ligando o meio-campo às linhas mais avançadas. Com uma qualidade de passe que continua a superar todos os testes. Ganhou sucessivas segundas bolas.

GELSON MARTINS (8). Terminou a Liga anterior a marcar dois golos, começa esta também em grande nível. Hoje não marcou mas assistiu para o golo de Bryan. E nunca deu tréguas à defesa contrária, desquilibrando-a constantemente.

JOÃO MÁRIO (7). Compreensivelmente, jogou com níveis de ansiedade muito elevados. Fez tudo para marcar. E quase conseguiu (12', 42', 52'). Foi o jogador que mais rematou: faltou-lhe boa pontaria. Saiu aos 90', ovacionado.

BRYAN RUIZ (6). Marcou o golo que confirmou a nossa vitória, aos 60', sem falhar à boca da baliza. Mas a qualidade do costarriquenho desta vez só se viu a espaços: pareceu algo desligado do jogo.

ALAN RUIZ (7). Estreia oficial pelo Sporting com bons apontamentos fora do seu espaço de eleição, atrás do ponta de lança, que hoje não havia. Fez o primeiro remate (11') e um dos melhores passes (aos 24', para Gelson).

BRUNO CÉSAR (6). Entrou na segunda parte, para o lugar de Jefferson, dando mais intensidade e consistência ao nosso flanco esquerdo. Mas desta vez sem oportunidade de pôr a defesa contrária em sentido com o seu pé esquerdo.

SCHELOTTO (5). Segunda surpresa de Jorge Jesus, após tê-lo deixado inicialmente no banco: lançou-o aos 84', como médio-ala. O italo-argentino mal teve tempo para mostrar o que vale nesta posição, onde não está rotinado.

BRUNO PAULISTA (-). Entrou aos 90' só como pretexto para a ovação da noite tributada pelos adeptos a João Mário, que deverá rumar dentro de dias ao Inter de Milão.


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08 Ago 16
A formação
Pedro Correia

Nenhum grande clube português aproveita tão bem os jogadores da formação como o nosso Sporting.
Só para mencionar os titulares actuais, encontramos Rui Patrício, Rúben Semedo, William Carvalho, Adrien, João Mário e Gelson Martins.

Seis.


Nos últimos anos não tem havido nenhuma época sem utilização maciça de jogadores oriundos da nossa Academia. Foi assim com Jesualdo Ferreira, Leonardo Jardim, Marco Silva e agora Jorge Jesus.
Há um ano, Jesus incorporou mais três na equipa principal: Rúben, Gelson e Matheus Pereira.

Nesta pré-temporada testou Podence, Palhinha e Iuri. Se nenhum deles entrar no plantel principal isso não se deverá certamente a falta de oportunidade.


Tobias Figueiredo - com boas prestações nos Jogos Olímpicos do Rio, primeiro frente à Argentina e ontem contra as Honduras - e Carlos Mané, entre outros, também já tiveram boas oportunidades.

Uns sabem aproveitá-las, outros nem por isso.

 

Quem não souber, vai rodar noutros clubes para ganhar embalagem - acontecerá na Liga 2016/17 com Tobias. Que pode regressar mais forte e mais capaz. Como voltaram Adrien, Cédric, William, João Mário, Rúben Semedo.

Não pode é haver lugar para todos. Nem para os medianos.

Só mesmo para os melhores.


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06 Ago 16

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2014/15:

 

Slimani: 9 (Académica-Sporting; Rio Ave-Sporting; Boavista-Sporting; Sporting-V. Guimarães; Sporting-FC Porto; Paços de Ferreira-Sporting; Nacional-Sporting; Estoril-Sporting; Belenenses-Sporting)

Adrien: 5 (União da Madeira-Sporting; Sporting-Braga; Sporting-Académica; Sporting-Rio Ave; Moreirense-Sporting)

João Mário: 5 (Benfica-Sporting; V. Setúbal-Sporting; Sporting-Benfica; Arouca-Sporting; FC Porto-Sporting)

Bryan Ruiz: 4 (Arouca-Sporting; V. Guimarães-Sporting; Sporting-V. Setúbal; Braga-Sporting)

William Carvalho: 3 (Sporting-Estoril; Sporting-Belenenses; Sporting-União da Madeira)

Carrillo: 2 (Tondela-Sporting; Sporting-Paços de Ferreira)

Gelson Martins: 2 (Sporting-Moreirense; Sporting-Tondela)

Rui Patrício: 1 (Marítimo-Sporting)

Montero: 1 (Sporting-Nacional)

Teo Gutiérrez: 1 (Sporting-Marítimo)

Ewerton: 1 (Sporting-Boavista)

 

Por curiosidade, aqui lembro o balanço da época anterior.


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Ontem à noite o estádio "Allgarve" serviu de palco para a disputa(?) de uma coisa chamada "Allgarve Summer Cup". Nada mais ridículo: uma equipa portuguesa e outra francesa a baterem-se por um "troféu" com nome inglês em Portugal. Como se fôssemos uma colónia britânica, tipo Gibraltar.

Talvez por isso - coisa também ridícula - os jogadores do Nice desertaram logo após o apito final, correndo para o aeroporto, sem tentarem arrematar o tal "troféu" nos penáltis, como mandaria o regulamento. Por exclusão de partes, aquilo ficou para nós. Espero que arrumem a coisa em inglês numa arrecadação obscura de Alvalade - ou deveremos começar a escrever "Allvalade" a partir de agora?

Apreciação sucinta dos nossos jogadores, neste encontro que terminou empatado a zero:

 

Rui Patrício - Defendeu um penálti aos 43', impediu in extremis um golo cantado aos 86': o melhor guarda-redes da Europa está em excelente forma, como voltou a demonstrar. O melhor em campo.

 

Schelotto - Correu muito mas nem sempre bem. E de tanto correr esquece-se por vezes que a sua missão principal é defender lá atrás. Cometeu um penálti desnecessário por chegar tarde ao corte. Saiu aos 62'.

 

Coates - Não anda bem, como ficou comprovado neste desafio - confirmando o que já tinha ficado patente no jogo anterior. Lento, nervoso, perde sucessivos confrontos individuais. Mau alívio aos 64'. Muito faltoso.

 

Rúben Semedo - O nosso melhor defesa. Pelo menos três grandes cortes - aos 45', 48' e 70'. Único senão: falhou uma intercepção aos 60', abrindo uma avenida ao transportador de bola que Patrício parou fazendo a mancha.

 

Jefferson - Jesus premiou a sua boa actuação anterior fazendo-o alinhar como titular na lateral esquerda - a maior surpresa do onze inicial. O brasileiro cumpriu no essencial. Grande cruzamento aos 44'. Em campo até ao minuto 73.

 

William Carvalho - Alternou bons passes de ruptura (26' e 36', por exemplo) com outros nem sempre bem dirigidos. Mas assumiu-se sem rodeios como patrão do meio-campo até sair, aos 73'.

 

Adrien - Infatigável, como é seu costume, e exímio a inventar linhas de passe para os colegas. Actuou apenas na primeira parte: Jesus quis poupá-lo a excessivo desgaste, já a pensar na jornada inaugural do campeonato.

 

João Mário - Sabe jogar muito mellhor do que tem demonstrado nesta pré-temporada. Parece um pouco apático e desinteressado em aplicar a sua melhor arma: a superioridade no um-para-um. Saiu aos 61'. 

 

Bruno César - Voluntarioso, como sempre. Enviou uma bomba com o seu pé-canhão que rasou o poste aos 29'. Outro bom remate aos 32', mas apontado à figura do guarda-redes. Só jogou meia partida.

 

Bryan Ruiz - Jesus apostou nele como segundo avançado, articulando com o argentino Ruiz para compensar a ausência inicial de Slimani. Isolado aos 22', optou por um chapéu ao guarda-redes, que defendeu. Saiu aos 61'.

 

Alan Ruiz - Não é ponta-de-lança mas actuou nessa posição enquanto titular. Aos 40', foi dele o melhor remate da primeira parte - defesa difícil do guardião do Nice. Bom cabeceamento aos 44'. Substituído aos 62'.

 

Petrovic - Entrou na segunda parte como médio de construção, ocupando as funções de Adrien. Cerebral, demonstrou saber ler o jogo. Mas falta-lhe a intensidade e a dinâmica do campeão português.

 

Gelson Martins - Jogou a segunda parte e voltou a mostrar (bom) serviço. Melhorou mais ainda após a entrada de João Pereira, com quem fez boas tabelinhas. Dinamizou a ala direita sem descurar missões defensivas.

 

Iuri Medeiros - Em campo desde o minuto 61, voltou a desperdiçar uma oportunidade para agarrar um lugar no plantel principal do Sporting. Parece pouco confiante: quase nada lhe sai bem, a começar pelas bolas paradas.

 

Podence - Protagonizou o caso mais estranho deste jogo: Jesus fê-lo entrar aos 61', rendendo João Mário, e mandou-o sair aos 85', para dar lugar a Bruno Paulista. Desta vez mal se deu por ele em campo.

 

João Pereira - Entrou aos 62'. Claro entrosamento com Gelson Martins, criando sucessivos lances desequilibradores no flanco direito para contrariar a apatia na ala oposta. Muito combativo, foi melhor que Schelotto.

 

Slimani - Para ele não existem jogos a feijões. Entrou aos 62': quatro minutos depois já colhia aplausos com um excepcional toque de calcanhar a desmarcar Podence. Grande pontapé à meia-volta aos 86'. Só lhe faltou um golo.

 

Marvin - Substituiu Jefferson aos 73', sem vantagem para a equipa. Só foi à frente uma vez, cruzando para a área, iam já decorridos 86'. Tem um raio de acção demasiado curto para as ambições leoninas.

 

Meli - Em campo desde o minuto 73', substituindo William Carvalho, tentou abrir linhas de passe para os colegas sem ser bem-sucedido. Faltam-lhe rotinas de jogo, o que se compreende. Mas tem bom toque de bola.

 

Bruno Paulista - Entrou aos 85' como uma espécie de prémio de consolação após a desastrosa partida anterior, em que foi titular. Mal deu para mostrar o que vale.


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05 Ago 16

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2016/17, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

15 de Janeiro (Sporting, 2 - Tondela, 2): GELSON MARTINS

«Substituiu William após o intervalo e a sua entrada em campo fez toda a diferença. Imprimiu velocidade, consistência e qualidade à nossa equipa, baralhando por completo as marcações do Tondela. E teve uma rara felicidade, mais do que merecida: aos 60' coube-lhe apontar o nosso segundo golo. O golo cinco mil do Sporting em toda a história do campeonato nacional de futebol.»

 

23 de Janeiro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 3): SLIMANI

«Dois golos (63' e 84') e uma assistência para outro (40'). Os números dizem tudo sobre mais uma actuação de alto nível do artilheiro argelino, que merece o título de mais influente em campo. Já com 16 golos registados, caminha a passos largos para se sagrar como melhor marcador do campeonato.»

 

30 de Janeiro (Sporting, 3 - Académica, 2): ADRIEN

«Mais uma exibição de cinco estrelas do nosso capitão, que marcou o golo inaugural do Sporting à meia hora de jogo. Um golo que fez levantar o estádio e vai figurar certamente entre os melhores deste campeonato. O luso-francês voltou a ser o melhor em campo, jogando à campeão.»

 

8 de Fevereiro (Sporting, 0 - Rio Ave, 0): ADRIEN

«No dia em que foi anunciado o prolongamento do vínculo contratual que o liga ao Sporting, o nosso capitão voltou a ser uma mais-valia - para mim, o melhor em campo. Teve dois bons remates, aos 26' e 90'+1', que forçaram o guarda-redes Cássio a defesas muito apertadas.»

 

13 de Fevereiro (Nacional, 0 - Sporting, 4): SLIMANI

«Marcou mais dois golos (um dos quais de penálti, já com Adrien fora). E ainda mandou uma bola à barra. Merece ser distinguido como melhor em campo. E sobe para 22 o número de golos que já marcou nesta temporada - 18 dos quais no campeonato.»

 

22 de Fevereiro (Sporting, 2 - Boavista, 0): EWERTON

«Muito dinâmico, foi duas vezes à frente com vontade de marcar. À terceira resultou: grande desmarcação do nosso central, elevando-se ao primeiro poste e dando a melhor direcção ao canto marcado por Bryan Ruiz. Foi o primeiro golo do Sporting nesta partida e também o primeiro golo de Ewerton neste campeonato. Além disso teve um desempenho impecável na defesa, onde esteve sempre muito atento. Grandes cortes aos 77' e 84'.»

 

29 de Fevereiro (V. Guimarães, 0 - Sporting, 0): BRYAN RUIZ

«Foi perdulário: isolado, podia ter marcado aos 60'. Mas foi também o elemento mais criativo da nossa equipa: procurou sempre a bola, tentando servir os companheiros. Aos 19' e 83' fez passes que foram quase assistências para golos.».

 

5 de Março (Sporting, 0 - Benfica, 1): JOÃO MÁRIO

«Remate de João Mário rasou o poste benfiquista: forte e bem colocado, poderia ter dado golo ao Sporting aos 82' por parte do nosso jogador, que talvez mereça ser considerado o melhor elemento leonino em campo.»

 

12 de Março (Estoril, 0 - Sporting, 2): SLIMANI

«O homem do jogo: voltou aos golos, marcando dois (5' e 45'). E voltou também às grandes exibições. Podia ter marcado mais dois e ainda serviu Bryan Ruiz de calcanhar num dos melhores lances do desafio, aos 27'. Já leva 24 golos marcados nesta temporada.»

 

19 de Março (Arouca, 1 - Sporting, 5): JOÃO MÁRIO

«Marcou dois golos (18' e 32') e participou na construção do quinto, conferindo o seu habitual toque de classe à organização ofensiva do Sporting.»

 

4 de Abril (Belenenses, 2 - Sporting, 5): SLIMANI

«Marcou mais dois golos, ultrapassando a meia centena ao serviço do Sporting. O primeiro, logo aos 23', teve uma excelente execução técnica do argelino, que fez uma boa recepção, mudou de pé tirando um defesa do caminho e rematou com muito boa colocação, abrindo caminho à goleada. O segundo golo da equipa foi também dele, de penálti. E ainda marcou um terceiro, aos 59', anulado por um fora de jogo muito mal assinalado pelo árbitro auxiliar.»

 

9 de Abril (Sporting, 3 - Marítimo, 1): TEO GUTIÉRREZ

«E vão cinco golos em três partidas consecutivas. Hoje abriu o marcador aos 42', levando a equipa a vencer 1-0 ao intervalo. Um golo que culminou uma excelente exibição - a sua melhor de sempre ao serviço do Sporting. Saiu ao minuto 89, com merecida ovação: foi o jogador mais em destaque neste jogo.»

 

16 de Abril (Moreirense, 0 - Sporting, 1): ADRIEN

«Com ele em campo a nossa equipa ganha mais dinâmica ofensiva e melhora a ligação entre a defesa e o ataque. Um longo passe para isolar João Mário aos 15' ilustra bem a importância do capitão na manobra da nossa equipa.»

 

23 de Abril (Sporting, 2 - União da Madeira, 0): WILLIAM CARVALHO

«Melhora de partida para partida. Hoje voltou a ser um dos nossos pilares, com um rendimento elevado durante todo o desafio, organizando muito bem o nosso meio-campo. Uma exibição sem falhas.»

 

30 de Abril (FC Porto, 1 - Sporting, 3): JOÃO MÁRIO

«Partida fantástica do nosso internacional que hoje jogou essencialmente como ala direito, confirmando-se como o melhor jogador jovem do campeonato português - e também o melhor em campo neste clássico. Fez duas excelentes assistências para golo: aos 23' (o primeiro) e aos 85' (o terceiro).»

 

7 de Maio (Sporting, 5 - V. Setúbal, 0): BRYAN RUIZ

«É dele a assistência para o primeiro golo de Gelson. E foi ele a marcar o quarto e o quinto da goleada - aos 71', dando o melhor seguimento à marcação de um livre apontado por Bruno César, e já no segundo minuto do tempo extra ao marcar ele próprio um livre directo de forma superior.»

 

15 de Maio (Braga, 0 - Sporting, 4): BRYAN RUIZ

«Marcou dois golos, aos 71' e aos 80', e fez assistência para um terceiro - aos 20' (de Teo Gutiérrez). Protagonizou ainda a melhor jogada do desafio, logo aos 7', quando tirou quatro bracarenses do caminho em dribles no interior da grande área. Chega ao fim da Liga 2015/16 com sete golos e 12 assistências.»

 

(Conclusão do balanço iniciado ontem)


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04 Ago 16

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2016/17, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

14 de Agosto (Tondela, 1 - Sporting, 2): CARRILLO

«Jogou muito e fez jogar. Dominou o corredor ofensivo central. Fez excelentes passes aos colegas nos últimos 30 metros. Foi ele quem começou a desenhar o nosso golo inaugural.»

 

22 de Agosto (Sporting, 1 - Paços de Ferreira, 1): CARRILLO

«Fez a diferença ao marcar o nosso golo, iam decorridos 41'. Fez também a diferença pela atitude em campo, sem nunca esmorecer. E pelos seus dotes técnicos - cada vez mais evidentes, cada vez mais úteis à equipa - como ficou claro num passe longo que fez aos 64' para Slimani, que só seria travado em falta.»

 

30 de Agosto (Académica, 1 - Sporting, 3): SLIMANI

«Marcou o segundo golo leonino. Um grande golo, que fez levantar o estádio. E nunca deu descanso à defensiva da Académica. Arrancou um penálti aos 82' ao ser carregado em falta na grande área.»

 

13 de Setembro (Rio Ave, 1 - Sporting, 2): SLIMANI

«Marcou o segundo golo leonino. E foi sempre um elemento em grande destaque: nunca deu descanso à defensiva de Vila do Conde, conferindo profundidade ao nosso ataque.»

 

21 de Setembro (Sporting, 1 - Nacional, 0): MONTERO

«Saiu do banco aos 54' e revelou-se bem melhor do que o seu compatriota Teo Gutiérrez, titular da posição. Foi ele a desatar um nó que parecia cego, quase ao cair do pano. Decisivo como nenhum outro nesta partida.»

 

26 de Setembro (Boavista, 0 - Sporting, 0): SLIMANI

«Admirável entrega do argelino ao jogo, do primeiro ao último minuto. Foi sempre o mais inconformado dos nossos jogadores. Marcou um golo limpo, absurdamente ilegalizado pelo árbitro. E viu um cabeceamento à baliza desviado pela mão de um defesa do Boavista que o árbitro não sancionou com grande penalidade, como se impunha. O melhor em campo - até porque jogou sempre contra 12.»

 

4 de Outubro (Sporting, 5 - V. Guimarães, 1): SLIMANI

«Marcou três golos (15', 58', 78') neste desafio à chuva que dificilmente se apagará da memória do argelino. Está em excelente forma, hoje deixou isso bem claro. Numa clara demonstração de que todos os nossos adversários terão de receá-lo ainda mais a partir de agora.»

 

25 de Outubro (Benfica, 0 - Sporting, 3): JOÃO MÁRIO

«Boa parte do êxito do Sporting tem a ver com o desempenho deste jovem médio, que Jesus voltou a colocar na posição em que mais rende: junto à ala direita, como falso extremo, apoiando o ataque com sucessivas incursões para o eixo do terreno. Pondo a render a sua qualidade técnica, manteve a defesa encarnada continuamente em sentido com estes movimentos rápidos.»

 

31 de Outubro (Sporting, 1 - Estoril, 0): WILLIAM CARVALHO

«Desta vez sem Adrien a complementar o seu trabalho no meio-campo, voltou a ser um bastião da equipa. A recuperar bolas, a abrir linhas de passe e a organizar jogo.»

 

8 de Novembro (Arouca, 0 - Sporting, 1): BRYAN RUIZ

«Outra demonstração de grande classe do jogador costarriquenho, que sobressaiu pela qualidade individual em diversos lances. Partiu dos pés dele o passe longo que esteve na origem do nosso golo.»

 

30 de Novembro (Sporting, 1 - Belenenses, 0): WILLIAM CARVALHO

«Recuperou bolas, abriu linhas de passe, empurrou a equipa para a frente. E protagonizou o momento do jogo ao marcar de forma exemplar, com nervos de aço, a decisiva grande penalidade que nos deu a vitória aos 93'.»

 

5 de Dezembro (Marítimo, 0 - Sporting, 1): RUI PATRÍCIO

«Foi a figura do jogo, com três grandes defesas: aos 14' negou o golo a Marega; aos 77' fez levantar o estádio detendo o mais perigoso lance do Marítimo, a remate de Diego Sousa; e aos 88' ainda se esticou com êxito a travar outro disparo. Dá uma enorme estabilidade à nossa equipa.»

 

13 de Dezembro (Sporting, 3 - Moreirense, 1): GELSON MARTINS

«Marcou o primeiro golo verde-e-branco, iam decorridos 29'. Foi também o seu primeiro golo ao serviço do Sporting nesta Liga 2015/16. Mais que merecido: jogou e fez jogar, combinou muito bem com Slimani, deu inúmeras dores de cabeça à equipa de Moreira de Cónegos na ala direita do nosso ataque. E também soube ajudar a defesa: grande corte aos 53', correndo à dobra de Esgaio. Consolida a titularidade.»

 

19 de Dezembro (União da Madeira, 1 - Sporting, 0): ADRIEN

«Foi talvez o mais inconformado dos nossos jogadores. Lutou, correu, criou espaços, passou a bola, rematou - do primeiro ao último minuto.»

 

2 de Janeiro (Sporting, 2 - FC Porto, 0): SLIMANI

«Marcou dois golos (26' e 85'), poderia ter marcado um terceiro (rematou à barra aos 64') e foi incansável na construção da vitória. Fez um centro perfeito para o remate de Bryan Ruiz aos 69'. Até se envolveu com frequência na manobra defensiva, sem egoísmos de qualquer espécie.»

 

6 de Janeiro (V. Setúbal, 0 - Sporting, 6): JOÃO MÁRIO

«Uma exibição sem mácula - a melhor da nossa equipa esta noite no Bonfim. Marcou o melhor golo, o quarto, participou na construção do terceiro e serviu Aquilani para o sexto. Com a capacidade técnica que todos lhe reconhecemos, foi um elemento essencial na edificação desta vitória. E chegou a ser aplaudido pelos próprios adeptos da equipa da casa.»

 

10 de Janeiro (Sporting, 3 - Braga, 2): ADRIEN

«Correu o campo todo, de fôlego incessante. E foi decisivo na construção do nosso triunfo ao marcar uma grande penalidade, aos 57', com a frieza habitual. É o segundo marcador da nossa equipa, após Slimani. Merece, mais que nunca, a braçadeira de campeão.»

(Conclui amanhã)


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20 Jul 16
Os imprescindíveis
Pedro Correia

Na minha opinião, de momento, há nove no plantel do Sporting para enfrentarmos as diversas frentes da temporada 2016/17.

Eis os nomes deles:

 

Adrien

Bryan Ruiz

Coates

Gelson Martins

João Mário

Rúben Semedo

Rui Patrício

Slimani

William Carvalho

 

Isto é: quatro campeões europeus, dois outros valores da nossa formação e três verdadeiros reforços.

Não bastam estes, claro. Mas quanto aos restantes, veremos. Leões a sério têm de provar que o são em campo, não em bravatas nas redes sociais. Sempre em campo.


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18 Jul 16

Segue-se a apreciação sumária do desempenho dos nossos jogadores na goleada hoje sofrida em Lausana, frente ao PSV.

 

Stojkovic. Inseguro, mal batido em pelo menos dois dos golos, um dos quais resultou de uma defesa incompleta sua. Não pode ser ainda o eventual substituto de Rui Patrício. Nem sequer anda lá perto.

 

João Pereira. Sem pedalada para as cavalgadas da equipa holandesa, falhou uma intercepção da bola, dando origem ao segundo golo, e foi incapaz de acompanhar o marcador do terceiro. Substituído aos 64'.

 

Naldo. Cometeu um penálti aos 5' e parece ter ficado marcado por esse lance. Irregular nas coberturas e longe de revelar bom entendimento com Ewerton no eixo da defesa.

 

Ewerton. Apático, sem energia anímica. Escorregou na grande área e demorou a levantar-se. Quando finalmente se posicionou, o PSV acabava de marcar o quarto golo. Saiu aos 79', aparentemente lesionado.

 

Jefferson. Um desastre. Abriu literalmente uma avenida para a equipa adversária marcar o quinto golo, aos 55'. Quatro minutos depois, repetiu a dose: só não foi golo porque não calhou. Saiu aos 64'.

 

Aquilani. Está em campo fisicamente, mas parece estar ausente em parte incerta. Marcou um livre de forma displicente. Expulso aos 34', ao receber o segundo amarelo. Pouco tinha feito até aí.

 

Palhinha. Procurou acertar, mas a exibição esteve muito longe do que prometia. Melhor momento: um passe longo para Alan Ruiz, aos 32'. Embrulhou-se com Petrovic na segunda parte. Saiu aos 64'.

 

Iuri Medeiros. Tal como Palhinha, esforçou-se para mostrar serviço sem conseguir. Poucas incursões atacantes no seu flanco. Agarrou-se por vezes demasiado à bola. Substituído aos 64'.

 

Podence. O melhor do Sporting. Destacou-se no primeiro tempo, enquanto teve forças. Bom cruzamento aos 30' para Matheus - melhor jogada colectiva da equipa. Foi recuando por imposição táctica. Saiu aos 64'.

 

Matheus Pereira. Carregado em falta por dois adversários quando se infiltrava na área: seria penálti. O árbitro não fez caso. Mas ficou aquém do que se esperava dele. Já não regressou na segunda parte.

 

Alan Ruiz. Foi dele o único remate leonino à baliza. Aos 32', a passe de Palhinha: remate forte, com o pé esquerdo, para defesa difícil do guarda-redes do PSV. Ainda pouco móvel. Saiu aos 64'.

 

Petrovic. Entrou na segunda parte. Pouco dinâmico, incapaz de fazer um passe longo e sem acertar posições com Palhinha. Parece jogar demasiado com os olhos. É insuficiente.

 

Schelotto. Entrou aos 64', quando Jesus substituiu cinco jogadores para evitar maior goleada. Esforçado, mas sem brilhantismo. Anda com os nervos demasiado à flor da pele, o que lhe tira discernimento.

 

Marvin. Em campo desde os 64'. Competia-lhe fazer melhor do que Jefferson, o que não era difícil. Fechou razoavelmente o corredor esquerdo e atreveu-se por vezes a atacar.

 

Bryan Ruiz. Entrou aos 64', substituindo Podence. Ainda lento, preso de movimentos e jogando numa posição em que não se sente muito confortável. Alguns pormenores de classe, mas todos inconsequentes.

 

Gelson Martins. Procurou sacudir o marasmo ofensivo desde que entrou para o lugar de Iuri, aos 64'. Trouxe algum dinamismo, mas a equipa continuou com um futebol curto e previsível.

 

Slimani. Ajudou a pressionar mais à frente ao entrar para o lugar de Alan Ruiz (64'). Tentou passes, mas com pouco sucesso. Procurou rematar, mas sem sucesso algum.

 

Rúben Semedo. Em campo desde o minuto 80, rendendo o lesionado Ewerton, pareceu ser o elemento mais confiante da defensiva leonina. E também aquele que saía com a bola mais controlada.

 

Ryan Gauld. Substituiu Palhinha aos 85'. Primeira oportunidade na pré-temporada para mostrar o que vale. Quase não conseguiu. Talvez merecesse mais tempo em campo, mas foi o que se arranjou.


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01 Jun 16
Balanço (12)
Pedro Correia

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre MARVIN ZEEGELAAR:

 

- Francisco Chaveiro Reis: «Para já, Zeegelaar e Bruno César vieram somar.» (1 de Fevereiro) 

- Eu: «Cavou a falta aos 70' que originou a expulsão de um setubalense e a conversão do livre no nosso quarto golo. Demasido inibido nas incursões pelo seu flanco, transmite a ideia de que podia e devia arriscar mais.» (8 de Maio)

- José da Xã: «Sei que vieram Bruno César, Coates e Zeegelaar, tendo também regressado Rúben Semedo. Mas todos eles insuficientes para as reais aspirações do Sporting.» (16 de Maio)


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22 Mai 16

Montero: «Tinha propostas muito fortes da China, a pressão era muito grande. A cabeça dele não estava cá. Todos os dias queria falar comigo...»

Rúben Semedo: «Tinha feito a pré-época comigo. Vi que estava ali um jogador com muito potencial. Antes de ser emprestado [ao V. Setúbal] disse-lhe que acreditava nele e que se estivesse a fazer um bom campeonato iríamos buscá-lo em Janeiro, como aconteceu.»

Coates: Foi um achado. É um jogador com muito valor, tem-se adaptado muito bem às ideias defensivas da equipa.»

João Pereira: «Tem uma forma muito profissional de estar no futebol. Leva a semana de trabalho sempre muito a sério.»

Bruno César: «Foi uma extraordinária aquisição. Eu sabia que ele poderia resolver vários problemas porque é um jogador tacticamente muito inteligente. Está sempre disponível, o que é muito importante.»

João Mário: «O crescimento dele também se deve ao facto de ser um jogador muito inteligente.»

Bryan Ruiz: «É um senhor em tudo, é um profissional exemplar, é um exemplo para os mais novos. Pode vir a ser um dos capitães da equipa. Tem perfil para isso.»

Barcos: «É um jogador com um sentido profissional muito grande. Chegou ao Sporting com o comboio em andamento, era difícil entrar numa das carruagens.»

Ryan Gauld: «Teve uma lesão muito complicada nesta época. Hoje está recuperado. Vai fazer a pré-época connosco, vamos dar-lhe essa oportunidade. É um miúdo com potencial»

Wallyson, Palhinha, Iuri Medeiros: «São miúdos com um talento muito grande. É um prazer trabalhar com eles.»

Matheus Pereira, Gelson Martins, Podence: «São miúdos muito criativos, tipo jogadores da rua. Acredito muito neles.»

Slimani: «Aquilo de que eu gostava é que ele não saísse.»

Adrien, William Carvalho, Rui Patrício: «Gostava que fossem intocáveis. Além da qualidade que têm, são jogadores de referência. E são exemplos para os mais novos.»

 

Frases extraídas da entrevista de Jorge Jesus à SIC Notícias (ontem à noite)


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08 Mai 16

O Sporting soma e segue. Já com 83 pontos - melhor pontuação leonina de sempre numa liga profissional de futebol, o que em qualquer outro campeonato teria já bastado para nos sagrarmos campeões. Contrariando todos quantos diziam que jogamos pior e rendemos menos em Alvalade, ontem não só vencemos sem discussão mas fizemos também uma exibição de luxo. Com uma sólida organização colectiva, um modelo táctico irrepreensível e uma dinâmica raras vezes vista, protagonizada por jogadores que se preparam para dizer adeus à temporada 2015/16 cheios de frescura física.

Se a história de um jogo se faz pelo seu número de golos, muito haverá a contar deste. Que teve cinco, todos nossos, todos de belo efeito. Gelson Martins abriu aos 25', Teo Gutiérrez prosseguiu aos 37', Gelson reincidiu aos 54', Bryan Ruiz marcou aos 71' e insistiu quase no fim, iam decorridos 90'+2'. Os sadinos, em risco de despromoção, nada fizeram de relevante. Não puderam sequer estacionar o autocarro à retaguarda, imitando o que fez o Benfica quando nos visitou, porque o nosso primeiro golo surgiu demasiado cedo para que tal estratégia obtivesse sucesso. E mais cedo poderia ter surgido se o árbitro Tiago Martins - que penalizou Adrien com cartão amarelo, logo aos 14', por falta inexistente, deixando-o de fora do desafio de Braga - tivesse sancionado um penálti cometido contra Slimani num lance de bola parada aos 20'. Que toda a gente viu menos o homem do apito.

O melhor em campo foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Terminou a partida sem ter feito uma defesa digna desse nome, o que basta para qualificar esta partida de sentido único. Várias vezes se adiantou no terreno, abandonando a grande área: o jogo não o exigia atrás dos postes.

SCHELOTTO (7). Num vaivém constante na sua ala, com um pulmão digno de fazer inveja, foi batalhador e combativo, funcionando com frequência como um extremo e centrando bem. Também bom na marcação de cantos, como ontem demonstrou.

COATES (7). Quase marcou de cabeça na conversão de um livre por Bruno César, aos 20': a bola foi parada à beira da linha de golo por um defesa sadino. Melhor momento deste defesa concentrado e atento, que soube distribuir bem o jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Tudo lhe saiu bem neste jogo, em que funcionou como patrão da defesa. Impecável na antecipação, no tempo e no modo de corte, e sobretudo na forma como repõe a bola, deixando-a bem colocada na manobra ofensiva.

BRUNO CÉSAR (8). Começou como lateral, dinâmico e seguro, dando a sensação de ser um extremo. Primeiro a chutar à baliza, logo aos 2'. Fez um passe longo, quase assistência para golo, que Teo desperdiçou. Marcou muito bem o livre de que resultou o nosso quarto.

WILLIAM CARVALHO (7). Foi dele a assistência para o nosso segundo golo, marcado por Teo. Iniciou também a jogada do primeiro. Não deu muito nas vistas, mas teve inegável influência na organização colectiva, recuperando e distribuindo bolas.

ADRIEN (9). Merecia ter marcado aos 69', quando disparou um míssil à baliza setubalense na conversão de um livre castigando falta cometida sobre ele próprio. Fez uma bela assistência para o segundo golo de Gelson, aos 54'. Está numa forma superlativa.

BRYAN RUIZ (9). Dois golos, uma assistência (no primeiro) e ainda intervenção decisiva noutro (o terceiro), ao iniciar a jogada. O capitão da selecção da Costa Rica teve uma actuação quase perfeita, contribuindo para que esta seja a melhor equipa leonina em muitos anos.

TEO (7). Isolando-se perante o guarda-redes, muito bem servido por Bruno César aos 51', falhou o tempo de intervenção, desperdiçando um golo quase certo. Mas foi dele o segundo da nossa equipa. Esforçou-se sempre para marcar mais.

SLIMANI (7). Teve soberbas oportunidades para marcar, aos 4', 18' e 43', forçando o guardião a excelentes defesas. Alvo de falta para penálti que ficou por marcar aos 20'. Saiu aos 65', por precaução: arriscava-se a receber cartão amarelo e a falhar o próximo jogo, como Adrien.

GELSON MARTINS (8). Bisou pela primeira vez na sua carreira de jogador profissional, com os golos marcados - cada qual na sua parte. Não vai esquecer este desafio em que entrou como inesperado titular, devido a problemas musculares de João Mário.

MARVIN (6). Entrou aos 65', quando Slimani saiu. Cavou a falta aos 70' que originou a expulsão de um setubalense e a conversão do livre no nosso quarto golo. Demasido inibido nas incursões pelo seu flanco, transmite a ideia de que podia e devia arriscar mais.

BARCOS (5). Deu enfim um ar da sua graça neste jogo, em que entrou aos 71', rendendo Gelson. Incapaz de dominar uma bola que Teo lhe passou aos 74', dez minutos depois rematou forte com o pé esquerdo. Remate travado por uma boa defesa do guardião sadino.

CARLOS MANÉ (5). Substituiu Bruno César aos 71', cinco jornadas após a sua anterior aparição em campo. Teve momentos inspirados em que revelou a sua boa técnica individual. Num deles, aos 84', serviu muito bem Barcos, que quase marcou.


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30 Abr 16

Sexto clássico da temporada disputado pelo Sporting, quinta vitória leonina. Conseguida ao fim da tarde de hoje num estádio do Dragão a rebentar pelas costuras mas que se foi despovoando à medida que os minutos se escoavam, sobretudo depois de termos ampliado a nossa vantagem, cifrando o resultado em 3-1. Desde 1975/76 que não vencíamos os dois jogos do campeonato ao FC Porto - o que diz muito sobre o nosso desempenho nesta Liga prestes a terminar.

O resultado reflecte a clara superioridade dos Leões em campo, com excelentes exibições de João Mário (para mim o melhor em campo), Slimani (mais dois golos, somando já 26) e Adrien, uma actuação muito consistente de Wiliam Carvalho e Rui Patrício evidenciando grande forma. O triunfo começou a ser construído ainda cedo, aos 25', e ao intervalo vencíamos por 2-1. O desfecho da partida nunca chegou a estar verdadeiramente em causa, apesar da boa réplica que a equipa comandada por José Peseiro nos foi dando em certas fases do desafio.

Com este triunfo atingimos 80 pontos na Liga 2015/16 - mais 13 do que os portistas e mantendo a distância do líder, SLB. Faltam dois jogos para terminar o campeonato. Dois jogos que serão disputados como verdadeiras finais.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Uma defesa decisiva logo aos 7', transmitindo confiança à equipa. Voltou a evidenciar excelente forma noutras intervenções: aos 47', 74' e mesmo no fim da partida, já no segundo minuto do tempo extra.

SCHELOTTO (7). Já titular indiscutível como lateral direito, onde revela indiscutível dinâmica - não só no apoio ao ataque como na recuperação defensiva. Muito atento às coberturas. Grande centro aos 32': Slimani quase marcou.

COATES (7). Em destaque no eixo defensivo. Cortes oportunos aos 20', 42', 76', 80' e 90'. Protagonizou duas jogadas polémicas: uma resultou num penálti discutível sobre Brahimi, outra podia ter gerado uma grande penalidade sobre Aboubakar.

RÚBEN SEMEDO (7). Atento, dobrou bem os colegas dos flancos quando progrediam no terreno. Voltou a revelar bons apontamentos técnicos e segurança na reposição de bola, contribuindo para a nossa boa organização colectiva.

MARVIN (6). Menos ousado nas subidas no terreno do que Schelotto, revelou solidez e concentração na cobertura defensiva, combinando bem com os colegas do seu bloco. Compensa em concentração o que ainda lhe falta em rotinas.

WILLIAM CARVALHO (8). Serviu de travão às incursões adversárias no corredor central, forçando os portistas a procurar as alas. Recuperou várias bolas e passou-as quase sempre bem. O nosso primeiro golo nasce de um desses passes.

ADRIEN (8). O maior desequilibrador do meio-campo, funcionando com a categoria a que nos habituou. Alarga sempre o jogo leonino, como hoje ficou bem patente. Excelente abertura aos 32', originando uma das melhores jogadas do desafio.

JOÃO MÁRIO (9). Exibição superlativa, coroada com duas assistências para golo - aos 23', servindo Slimani com um cruzamento perfeito, e aos 85', lançando Bruno César com sucesso. Podia ter marcado logo aos 5'. Próximo da perfeição.

BRYAN RUIZ (7). Actuação esforçada, mas consistente, sem vedetismos. Foi dele a assistência para o segundo golo de Slimani, aos 44'. Quase repetia a dose aos 69': Casillas travou o argelino. Desempenhou boas missões defensivas.

TEO (6). O mais discreto dos nossos homens da frente. Procurou muito a bola, baralhou marcações, tentou servir bem os companheiros, mas sem a acutilância revelada noutros jogos. Cedeu o lugar a Bruno César aos 81'.

SLIMANI (9). É já o segundo melhor rematador do Sporting num campeonato deste século. Estreou-se hoje como artilheiro no Dragão, bisando. Forçou Casillas a soberbas defesas aos 32' e 69'. Quanto mais marca mais quer marcar.

BRUNO CÉSAR (6). Jogou pouco mais de dez minutos mas foi quanto bastou para ser um dos protagonistas do encontro. Aos 85' marcou o terceiro golo com o seu pé-canhão (o esquerdo). Casillas ajudou, fazendo um frango.

GELSON MARTINS (-). Rendeu Bryan Ruiz aos 90', só para queimar tempo quando ao Sporting já só interessava segurar a vantagem confortável no marcador.

PAULO OLIVEIRA (-). Regressou à equipa, meses depois, mas nem chegou a tocar na bola. Esteve apenas um minuto em campo, tendo entrado para o lugar de João Mário.


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23 Abr 16

Perante quase 45 mil espectadores, o Sporting atingiu hoje um dos principais objectivos da época: garantir o acesso directo à Liga dos Campeões. Aconteceu na vitória em Alvalade frente ao União da Madeira, equipa que nos tinha derrotado na primeira volta.

Começámos cedo a vencer. Aos 19' já estava construído o resultado final: 2-0. Um resultado tranquilo, reflexo de uma exibição pausada, a pensar no desafio do próximo sábado, no Estádio do Dragão. Teo Gutiérrez e João Mário foram os marcadores dos golos neste triunfo que também garantiu já ao Sporting pelo menos o posto de vice-campeão na Liga 2015/16.

O meio-campo revelou a qualidade de sempre, desta vez com Bruno César como titular no lugar habitualmente ocupado por Bryan Ruiz, ocupando Marvin Zeegelar o posto de lateral esquerdo. O holandês desempenhou bem esta missão com dois cruzamentos que funcionaram como assistências para os golos. Na lateral oposta, também Schelotto esteve em bom nível, embora os seus centros acabassem por não ter tão boa sequência como mereciam.

O melhor em campo foi William Carvalho.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Teve uma intervenção decisiva muito cedo, logo aos 9', impedindo um golo de Danilo Dias. Aos 42' segurou muito bem a bola num livre directo. Falhou uma intercepção em zona perigosa, aos 76'.

SCHELOTTO (7). Incansável a percorrer a sua ala durante todo o jogo. Cruzou muito bem aos 50' (para Slimani), aos 61' (para Bryan Ruiz) e ao 73' (novamente para Slimani). Passes desperdiçados: todos mereciam melhor desfecho.

COATES (7). Imperial a fazer cortes, com uma calma olímpica. Desfez lances perigosos aos 22', 35', 79' e 90'. Grande jogada individual aos 44', galgando metros de terreno e cruzando para a área: Teo só não marcou por pouco.

RÚBEN SEMEDO (6). Atento, foi bem às dobras sempre que Marvin avançava no terreno. Salvou um possível golo aos 76' após falhanço de Rui Patrício, limpando a área. Podia ter marcado autogolo num corte em esforço aos 48'.

MARVIN (7). Recuperou a titularidade naquela que foi até agora a sua melhor exibição pelo Sporting. Esteve muito em foco na primeira parte, destacando-se com dois cruzamentos que funcionaram como assistências para os golos.

WILLIAM CARVALHO (8). Médio de contenção, vital para assegurar a organização no nosso meio-campo e o maior distribuidor de jogo da equipa. Hoje saiu-lhe praticamente tudo bem. Combina na perfeição com Adrien.

ADRIEN (8). O desequilibrador do costume, com um pulmão enorme. Isolou Teo com um excelente passe aos 52' que merecia melhor destino. E esteve quase a marcar um fabuloso golo aos 68', quando disparou a bola ao poste.

JOÃO MÁRIO (6). Abaixo do nível médio que tem revelado neste campeonato, falhou alguns passes. Mas marcou o segundo golo e baralhou as marcações com alterações constante de posição com Bruno César. Saiu aos 57'.

BRUNO CÉSAR (6). Muito esforçado, polivalente, hoje voltou a jogar mais adiantado em campo, mostrando-se o todo-o-terreno que Jesus tanto aprecia. Tentou utilizar o seu pé-canhão, o esquerdo, sem sucesso. Substituído aos 70'.

TEO (7). Atravessa a melhor fase de sempre no Sporting e faz gala disso com golos muito festejados. Hoje, mais um. Logo aos 7', de cabeça, com boa execução técnica. Quase voltou a marcar aos 44'. Podia ter repetido a dose aos 52'.

SLIMANI (5). Em risco de receber o quinto cartão amarelo, que o punha fora do desafio do Dragão, retraiu-se mais do que é costume. Não foi feliz no remate, desperdiçando grandes passes aos 52' e 73'. Rendido por Barcos aos 80'.

BRYAN RUIZ (5). Entrou aos 57', rendendo João Mário. Atravessa uma fase de quebra física após meses de grande desgaste. Fez um remate acrobático, de costas para a baliza (61'). Serviu muito bem Barcos no último lance do jogo.

GELSON MARTINS (5). Substituiu Bruno César aos 70', quando a equipa já praticava um jogo de passe e contenção, segurando o resultado. Sem grandes oportunidades de exibir os seus habituais raides, agarrou-se em excesso à bola.

BARCOS (3). Entrou aos 80' e só esteve em evidência - pela negativa - num lance, mesmo no fim, desperdiçando por deficiente recepção um óptimo passe de Bryan Ruiz que poderia ter ampliado a vitória leonina.


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09 Abr 16

Novo jogo, nova vitória. Um triunfo sem discussão frente ao Marítimo, uma equipa tradicionalmente difícil, perante 44.230 espectadores em Alvalade. Com Adrien castigado, Jorge Jesus optou por Aquilani como titular, ficando William Carvalho com a braçadeira de capitão.

A primeira parte decorreu a ritmo lento e com manobras demasiado previsíveis. Numa fase em que o Marítimo se aproximava com algum perigo da nossa baliza, Teo Gutiérrez virou a maré com um belo golo, a três minutos do intervalo.

O segundo tempo foi muito melhor, com claro domínio do Sporting - traduzido em mais dois golos. Um por William, aos 53', outro por Slimani, aos 76'. O argelino desta vez não bisou mas fez por isso. Boa exibição também de João Mário, o que não constitui surpresa. O pior foi o golo sofrido aos 81', num bom contra-ataque da equipa treinada por Nelo Vingada. Mas nada que fizesse esmorecer o caloroso apoio dos adeptos leoninos à nossa equipa.

O melhor em campo foi Teo Gutiérrez.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Esteve em evidência nos últimos dez minutos da primeira parte, com três boas defesas (37', 40' e 41'). Atento, evitou o golo. Aos 81' não pôde fazer nada: a bola que entrou na baliza era indefensável.

SCHELOTTO (6). Voltou a fazer um jogo algo espalhafatoso, com grande raides alternados com momentos de aparente desconcentração. Não acompanhou da melhor forma o adversário no lance do golo madeirense.

COATES (7). Galgou 40 metros de terreno com a bola dominada, numa das melhores jogadas do desafio. Fez um grande cruzamento aos 57'. E tentou marcar de cabeça. Na defesa, voltou a revelar muita segurança.

RÚBEN SEMEDO (6). Criou uma desnecessária situação de risco aos 83' de que poderia ter resultado um segundo golo do Marítimo. De resto voltou a fazer um jogo sereno e equilibrado, combinando bem com Coates.

BRUNO CÉSAR (5). Terceira partida como lateral esquerdo, mas de longe a menos conseguida nesta posição. Alternou bons movimentos ofensivos com insegurança defensiva. E acusou algum cansaço. Saiu cedo, aos 58'.

WILLIAM CARVALHO (8). Grande jogada aos 15', servindo Bryan, que desperdiçou. Marcou aos 53', com o pé esquerdo. E o terceiro golo, aos 76', nasce de uma recuperação de bola em que voltou a demonstrar o seu talento.

AQUILANI (6). Entrou pela quinta vez como titular, desta vez devido à ausência de Adrien, castigado. Revelou qualidade de passe mas não fez esquecer o nosso habitual capitão, muito mais acutilante. Quase marcou aos 69'.

JOÃO MÁRIO (8). Faltou-lhe só pontaria mais afinada: rematou com força, mas à figura do guarda-redes, aos 53' e 76'. Destes dois ressaltos, nasceram o segundo e o terceiro golos leoninos. De resto fez tudo bem. Está em grande forma.

BRYAN RUIZ (7). Voltou a exibir classe, embora sem a exuberância a que nos habituou. Foi dele o passe que funcionou como assistência para o golo de Teo Gutiérrez, aos 42'. Aos 15' tinha ele falhado, servido pelo colombiano.

TEO GUTIÉRREZ (8). O melhor em campo, com uma primeira parte de luxo em que foi ele a puxar pela equipa. Tanto puxou que marcou um grande golo. Foi o lance mais decisivo desta partida, inaugurando a vitória. Saiu aos 89'.

SLIMANI (7). Movimentou-se muito, por vezes até encostado às alas. Tentou várias vezes o golo, mas apenas conseguiu marcar aos 76'. No minuto anterior tinha protagonizado uma excelente jogada pelo flanco direito.

MARVIN (5). Entrou aos 58', rendendo Bruno César. Voltou a não deslumbrar, mas deu um pouco mais de consistência defensiva à equipa. Perdeu a bola aos 88', num lance que podia ter gerado perigo.

MATHEUS PEREIRA (5). Reapareceu, substituindo João Mário aos 77', mas não foi feliz. Aos 84', isolado, falhou escandalosamente um golo, optando por não passar a Slimani, mesmo a seu lado. Quase marcou aos 90'+1'.

GELSON MARTINS (5). Poucos minutos em campo, no lugar de Teo. Mas tempo suficiente para protagonizar uma das melhores jogadas do desafio, flectindo da direita para o centro e servindo de bandeja para Matheus quase marcar.


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04 Abr 16

Vencemos e convencemos mais um clássico do futebol lisboeta: esta noite, no estádio do Restelo, o Sporting vulgarizou por completo o Belenenses. Numa partida de sentido único em que chegámos ao intervalo a ganhar por 2-0 e podíamos já então ter conseguido uma vantagem bem mais alargada, com Teo (duas vezes) e William Carvalho a desperdiçar flagrantes hipóteses de golo.

Na etapa complementar, mais três: ampliámos o marcador por mérito do nosso caudal ofensivo e do nosso meio-campo muito bem oleado. Só tirámos o pé do acelerador no último quarto de hora, período em que a equipa anfritriã marcou por duas vezes, reduzindo a desvantagem. Mas isto não tirou brilho à concludente vitória leonina - mais uma fora de casa.

Após esta segunda goleada consecutiva, mantemos intactas as aspirações ao título. E ampliámos a vantagem em relação ao FC Porto, cada vez mais num distante terceiro lugar, agora a sete pontos de distância.

O melhor em campo foi Slimani.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Sofreu dois golos, aos 76' e 88', mas sem responsabilidade em qualquer dos lances, que resultaram de excesso de liberdade dos marcadores na nossa grande área. Mostrou-se atento e bem posicionado.

SCHELOTTO (7). Parece estar a agarrar a titularidade, melhorando de jogo para jogo. Cria sucessivos desequilíbrios na sua ala. Um desses lances, aos 54', culminou num centro perfeito de que viria a resultar o nosso terceiro golo.

COATES (7). Tranquilo, muito concentrado, continua a fazer uso da sua elevada estatura para fazer a diferença. Não só atrás mas também à frente. Participou na jogada do nosso quarto golo ganhando uma bola dentro da área.

RÚBEN SEMEDO (6). Continua a combinar muito bem com o colega uruguaio no eixo da defesa. Mais comedido do que Coates, revelou segurança e boa condição física. Nem sempre acertou, mas nunca comprometeu.

BRUNO CÉSAR (6). Jogou como lateral esquerdo adaptado pelo segundo desafio consecutivo. Destacou-se menos do que na jornada anterior, frente ao Arouca, em que jogou menos retraído. Os centros nem sempre lhe saíram bem.

WILLIAM CARVALHO (7). Está de regresso à melhor forma, como voltou a demonstrar no Restelo, onde se destacou na recuperação de bolas e na qualidade de passe. Faltou-lhe apenas ter marcado um golo que desperdiçou aos 15'.

ADRIEN (8). Excelente partida do nosso capitão, coroada com o melhor golo do Sporting - o terceiro, um tiro disparado de fora da área aos 54' que acabou por ser o da vitória. O quarto golo começa também nos pés dele. Saiu aos 72'.

JOÃO MÁRIO (7). Alargou a nossa frente de ataque com as suas constantes mobilizações que baralharam por sistema a incipiente marcação adversária. Iniciou o lance do quinto golo, numa exibição da sua excelente técnica individual.

BRYAN RUIZ (6). Regressou fatigado da sua participação na selecção da Costa Rica, abaixo do nível a que nos tem habituado. Na sua melhor jogada, aos 31', conseguiu um penálti. Falhou golo aos 57', a passe de Teo. Saiu aos 72'.

TEO GUTIÉRREZ (7). A melhor exibição do colombiano neste campeonato valeu-lhe dois golos (58' e 78'). Podia ter marcado aos 13' e 20'. Protagonizou bons lances individuais e manteve-se em campo durante os 90 minutos.

SLIMANI (8). Voltou a ser decisivo. Abriu o marcador aos 23'. E foi categórico na marcação do penálti, aos 32'. Fez um passe de calcanhar para William que quase deu golo. Está cada vez melhor do ponto de vista técnico. Saiu aos 83'.

CARLOS MANÉ (6). Entrou aos 72' e não tardou a mostrar os seus dotes técnicos com uma excelente incursão pela esquerda que funcionou como assistência para o quinto golo. Merecia mais tempo de jogo.

AQUILANI (4). Rendeu Adrien aos 72', mas foi um pálido substituto, sem a dinâmica do capitão. Pareceu desenquadrado do colectivo, com pouca inspiração.

BARCOS (4). Substituiu Slimani aos 83', numa fase em que o jogo já estava decidido, voltando novamente a não ter hipóteses de mostrar o que vale num estádio português.


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19 Mar 16

Mais uma goleada leonina neste campeonato (após o 5-1 ao V. Guimarães, o 6-0 ao V. Setúbal e o 4-0 ao Nacional). Esta sucedeu muito naturalmente contra uma das equipas com melhor prestação até agora na Liga 2015/16. O Arouca foi hoje vulgarizado em Alvalade pelo Sporting, que não deu espaço nem tempo de construção à equipa adversária.

Marcámos cinco golos e só sofremos um, aliás apontado em fora-de-jogo. Mas não fomos superiores apenas no marcador: fomos em tudo o resto. Manobra táctica, qualidade de circulação da bola, robustez psicológica. Exercemos domínio territorial absoluto, sobretudo na primeira parte. Os números não enganam: ao intervalo, já vencíamos por 4-0.

Algumas notas deste jogo: Bryan Ruiz voltou aos golos (e Alvalade rebentou em aplausos ao costarriquenho), Teo Gutiérrez fez a sua melhor actuação em jogos do campeonato nacional e Bruno César mostrou muita qualidade na ocupação do corredor esquerdo, em que foi senhor absoluto. Tudo isto somado a um William Carvalho em grande evidência na recuperação de bolas e na definição de linhas de passe, e sobretudo a um João Mário que continua a exibir categoria e classe. Marcou dois golos de belo efeito e foi essencial na manobra leonina entre o meio-campo e o ataque.

O melhor desta partida, na minha opinião, foi ele.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Não teve necessidade de intervenções vistosas neste seu jogo nº 255 do campeonato nacional, mas mostrou-se sempre muito atento entre os postes. Destaque para defesas aos 18', 56', 66' e 70'.

SCHELOTTO (6). Desempenho irregular. Parece funcionar aos solavancos: tão depressa faz um raide pela ala direita culminando num centro com perigo como se desconcentra no processo defensivo. Mas balanço positivo, ainda assim. Destaque para uma acção ofensiva aos 54'.

COATES (7). Parece sentir-se muito à-vontade como patrão da defesa leonina. Atento, concentrado, fazendo bom uso da sua elevada estatura (1,96m). Foi decisivo ao cabecear no lance do primeiro golo, dando até a sensação de ter sido ele a marcar.

RÚBEN SEMEDO (6). Um pouco mais discreto do que o seu colega do eixo central, faz no entanto uma boa parceria com ele. Não complica, não inventa, não atrapalha. Joga de forma simples, sem pensar na "nota artística", como ficou evidente nos cortes feitos aos 57' e 58'.

BRUNO CÉSAR (7). Grande exibição do brasileiro durante toda a primeira parte. Marcou dois cantos de que resultaram dois golos. Foi dono e senhor da ala esquerda, onde Jesus o colocou. Na segunda parte, já fatigado, esteve menos em evidência. Mas continuou a ser útil.

WILLIAM CARVALHO (8). Um pilar do onze leonino, onde desempenhou da melhor maneira a missão de médio defensivo. Recuperou bolas e lançou-as bem colocadas aos colegas da frente. Revela elevados níveis de confiança - o que se reflecte na organização colectiva do Sporting.

ADRIEN (7). Ainda sem estar ao melhor nível, após a recente lesão, protagonizou alguns lances que confirmam o seu talento. Nenhum tão notório como o do minuto 32: galgou mais de 20 metros tirando três adversários do caminho e fazendo uma soberba assistência para o segundo golo de João Mário. Saiu aos 61'.

JOÃO MÁRIO (8). Até há pouco parecia faltar-lhe veia goleadora. Hoje ninguém reparou nisso. Marcou dois golos - o primeiro aos 18', com execução perfeita, após passe de Teo; o segundo na sequência da primorosa assistência de Adrien. Sem falhar a pontaria. Superior nos movimentos interiores. Foi o melhor em campo.

BRYAN RUIZ (7). Ei-lo de regresso aos golos. E até começou por falhar, logo aos 4', quando cabeceou para fora a curta distância da baliza, em zona frontal. Mas aos 60' marcou mesmo, com um soberbo chapéu ao guarda-redes adversário. Saiu aos 71', muito aplaudido.

TEO GUTIÉRREZ (7). A melhor exibição do colombiano neste campeonato foi coroada por dois golos. Ambos marcados na sequência de cantos, aos 15' e 45'. Movimentou-se muito bem, baralhando marcações. Aos 81' ainda teve vigor para protagonizar um grande lance ao primeiro toque com Aquilani que merecia ter terminado em golo.

SLIMANI (6). Ficou em branco. E não pareceu nada satisfeito quando Jesus o mandou sair, iam decorridos 61'. Mas trabalhou com afinco para a equipa. Excelente passe de calcanhar para João Mário aos 21'. E boa tabelinha com Adrien na jogada do terceiro golo.

BARCOS (4). Substituiu Slimani, entrando numa fase em que o jogo leonino já estava muito pausado, na gestão da goleada. Talvez por isso acabou por dar pouco nas vistas. Ainda não foi desta que os adeptos do Sporting ficaram a perceber o que realmente vale em campo.

AQUILANI (6). Rendeu Adrien aos 61'. Sem brilhantismo mas bem inserido na manobra táctica da equipa, ajudou a dar consistência ao meio-campo. Grande jogada a meias com Teo, oferecendo de bandeja o golo que Gelson Martins desperdiçou.

GELSON MARTINS (5). Substituiu Bryan Ruiz aos 71'. Já tem feito a diferença. Desta vez não aconteceu. Muito bem servido por Aquilani aos 81', tendo apenas o guarda-redes pela frente, atirou para a bancada.


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