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És a nossa Fé!

Olheiro de Bancada - VII

Após o empate que mais soube a derrota, fiquei de tal maneira em choque que nem tive coragem para escrever e perguntar aos adeptos leoninos qual foi o melhor jogador do Sporting, no sofrível jogo de ontem.

Vim hoje ainda com tristeza, mas pronto tem de ser.

Então digam lá, quem foi para "voceses" - como se diz na minha aldeia - o melhor jogador leonino?

Fico à espera!

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting não mereceu mais do que o pontinho que trouxe hoje de Moreira de Cónegos. Com Acuña fora do onze, Battaglia no banco de suplentes, o inútil Alan Ruiz a titular, Bruno Fernandes fora da posição 10, em que mais rende, e um sistema táctico incapaz de desmontar a teia montada pela equipa do Moreirense.

Talvez já a pensar naquilo que não devia (o jogo de quarta-feira em Alvalade frente ao Barcelona), Jorge Jesus descurou demasiado este desafio. Não é de mais lembrar que os campeonatos perdem-se ou ganham-se nestes jogos com equipas que alguns erradamente consideram "pequenas".

A ineficácia foi tanta que só conseguimos empatar graças a um autogolo. O resultado final, 1-1, é um castigo merecido para a nossa equipa, que deu 45 minutos de avanço ao adversário. Já vimos este filme noutros campeonatos.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

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RUI PATRÍCIO (6). Sofreu um golo, em que nada podia fazer. Mas salvou pelo menos outro. Mostrou-se em boa forma.

PICCINI (4). Sem rasgos ofensivos, como já nos habituou. Cedeu todo o terreno ao marcador do golo do Moreirense.

COATES (5).  Podia ter feito melhor no lance do golo que sofremos, em que quase toda a nossa defesa foi apanhada desposicionada. Desta vez não fez a diferença à frente.

MATHIEU (6). O melhor do quarteto defensivo. Embora também abaixo da boa condição exibicional a que já nos habituou.

FÁBIO COENTRÃO (4). A novidade foi ter aguentado 90 minutos em campo. O golo do Moreirense nasce de um corte deficiente dele.

WILLIAM CARVALHO (6). Confinado a um combate desigual na primeira parte, cresceu de intensidade quando o nosso meio-campo conseguiu equilibrar-se. Fez o remate de que nasceria o nosso golo.

BRUNO FERNANDES (4). A mais fraca exibição em jogos oficiais desde que equipa de verde e branco. O melhor que fez foi marcar bem um livre directo, para defesa difícil do guarda-redes. Saiu aos 66'.

GELSON MARTINS (6). Procurou acelerar o jogo, mas desta vez foi incapaz de fazer a diferença. Mas foi dos mais inconformados. Merecia melhor sorte quando levou a bola a embater na barra, aos 67'.

BRUNO CÉSAR (3). Entrou como titular na posição de extremo-esquerdo, mas faltou-lhe inspiração e talento para romper a muralha defensiva contrária. Substituído aos 73'.

ALAN RUIZ (2). Jesus insiste em apostar nele e ele insiste em não corresponder. Foi titular como segundo avançado e com ele em campo o Sporting só jogou com dez. Não voltou do intervalo.

BAS DOST (4). Não foi bem servido pelos seus companheiros, mas a verdade é que parece andar desinspirado. Mais um jogo sem marcar. Nem andou lá perto.

DOUMBIA (4). Fez toda a segunda parte, substituindo Alan Ruiz. Menos posicional do que o holandês, foi igualmente inofensivo.

BATTAGLIA (5). Fora do onze titular, entrou só aos 67', rendendo Bruno Fernandes. Ajudou a tornar o nosso meio-campo mais compacto e imprimiu maior intensidade ao jogo leonino.

IURI MEDEIROS (2). Entrou aos 73' e teve uma actuação confrangedora, culminada já no tempo extra quando transformou uma das melhores oportunidades de golo num passe ao guarda-redes. Assim não.

Os nossos jogadores, um a um

Levámos enfim de vencida o Tondela em Alvalade. Após duas épocas em que tropeçámos frente a esta equipa.

O triunfo leonino começou a ser construído aos 12', com um tiro certeiro de Mathieu na conversão de um livre directo. E consolidou-se aos 72', com um remate-bomba de Bruno Fernandes, muito saudado pelos mais de 42 mil espectadores que esta noite acorreram a Alvalade.

Outro jogo sem sofrermos golos, comprovando-se a solidez da nossa defesa. E sem acusarmos o cansaço do jogo a meio da semana frente ao Olympiacos. Desta vez com Coentrão em campo, Iuri Medeiros no lugar de Gelson Martins, Battaglia e Doumbia no banco, Alan Ruiz e Bas Dost no onze titular.

O melhor, para mim, foi novamente Bruno Fernandes.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Pouco interventivo numa partida em que a equipa adversária não chegou a causar perigo. Quando foi preciso mostrou que estava lá.

PICCINI (6). Recuperou da lesão sofrida na jornada anterior. E apareceu de ânimo reforçado. Ainda com mais solidez a defender. E agora com mais critério nas incursões no ataque.

COATES (7).  Pouco exuberante desta vez nas incursões além da linha do meio-campo, mas de uma eficácia indiscutível no eixo da defesa. Travou tudo quanto havia para travar.

MATHIEU (8). Ganhou todos os lances aéreos, limpou a zona que lhe estava confiada e foi às dobras sempre que necessário. O melhor de tudo foi o grande golo que marcou, de livre, aos 12'.

FÁBIO COENTRÃO (7). Reapareceu e mostra-se cada vez mais confiante. Dominou o seu corredor, com inteligência e sabedoria. Falta-lhe apenas aprimorar a forma física para jogar os 90 minutos. Saiu aos 81'.

WILLIAM CARVALHO (8). Foi às segundas bolas e ganhou-as. Funcionou como tampão no corredor central. E lançou os companheiros na manobra ofensiva. Só lhe faltou marcar. Esteve quase, aos 83'.

B. FERNANDES (8). Começou como médio de transição, muito influente na construção ofensiva. A meio da segunda parte adiantou-se no terreno e assumiu-se como o melhor em campo. Marcou um golão aos 72'.

IURI MEDEIROS (5). Estreia pouco auspiciosa no onze titular deste campeonato. Teve muita dificuldade em libertar-se da marcação apertada que lhe fizeram na ala direita do ataque. Substituido aos 59'.

ACUÑA (5). Talvez o jogador que mais evidenciou sinais de fadiga após a jornada europeia. Podia ter marcado, no final da primeira parte, mas atirou ao lado. Segunda parte muito apagada.

ALAN RUIZ (4). Lento, previsível, sem capacidade de fazer a diferença nos confrontos individuais nem sequer nos remates de meia-distância. Fez um apenas, que foi defendido. Saiu aos 54'.

BAS DOST (5). Bem servido por Gelson Martins e Piccini, desta vez não chegou a marcar. O sistema de jogo do Tondela tolheu-lhe os movimentos e foi incapaz de se libertar das marcações.

BATTAGLIA (6). Rendeu Alan Ruiz aos 54', proporcionando que Bruno se adiantasse no terreno. Cumpriu a missão que lhe foi destinada: fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque no eixo do terreno.

GELSON MARTINS (7). Substituiu Iuri aos 59' e logo imprimiu mais velocidade à equipa, arrastando os defesas contrários. Sem golos nem assistências, mas influente na dinâmica ofensiva dos 20 minutos finais.

BRUNO CÉSAR (5). Entrou para o lugar de Coentrão e deu conta do recado, demonstrando em dois ou três lances que é uma boa alternativa para esta posição. Como é para outras.

Olheiro de Bancada - VI

Finalmente à terceira foi de vez.

Num estádio muito bem composto - 42401 espectadores e CR7 - o Sporting levou de vencida, pela primeira vez na sua casa, a equipa do Tondela.

Com evidentes alterações no onze inicial, operadas por Jorge Jesus, é agora a hora dos sportinguistas virem aqui dizer quem foi o melhor jogador nesta noite.

O desafio está lançado. Aguardo então as vossas opiniões.

 

Hoje giro eu - Entrada de Leão

A melhor gestão que se pode fazer de uma equipa de futebol é entrar com tudo, marcar uma, duas, três vezes e depois descansar com bola.

Temos quatro jogadores com claro excesso de jogos/viagens. De entre eles, Gelson e Acuña serão os mais sacrificados, Coates e Bruno Fernandes não foram utilizados na jornada dupla das selecções. Desconheço o estado físico dos jogadores, mas tirar em simultâneo os dois alas parece-me demasiado arriscado. Pela sua morfologia, talvez Acuña possa resistir melhor à carga, mas fiel ao princípio enunciado no início deste Post, eu entraria com os dois e substituiria Gelson aos 45/60 minutos (e Acuña assim que possível). Bruno Fernandes, muito carregado, seria um dos dois jogadores que eu não faria alinhar como titular. Pô-lo-ia no banco e, caso houvesse necessidade, entraria no relvado. William e Battaglia podem tomar conta do meio-campo e daria a oportunidade a Iuri Medeiros de jogar solto por detrás de Bas Dost, tentando obter o tipo de desempenho com o açoriano que ainda não foi conseguido com Podence e, principalmente, Alan Ruiz. O outro jogador que pouparia seria Sebastian Coates. Jogador pesado e alto, tenho medo que os seus joelhos se ressintam de tanto jogo. Por outro lado, daria a oportunidade a André Pinto de ganhar a necessária rodagem, a fim de obter uma condição mais próxima da ideal para poder ser opção nos jogos difíceis que aí vêm,

Sábado, contra o Tondela, temos de dar tudo, desde o início, ser competentes em frente ao golo (desperdiçámos oportunidades "bárbaras" contra o Olympiacos) e, sobretudo, estar focados. Cada jogo deve ser visto como uma final, sem deslizes, distrações ou endeusamentos. O Olimpo já ficou para trás, agora é tempo de ter os pés bem assentes na terra.

Não podemos perder este "élan", este empolgamento, a relação de confiança que jogadores e equipa técnica têm sabido criar com sócios, adeptos e simpatizantes do clube. Eu sei que, dada a proliferação de jogos, a Vós jogadores vos começa a doer um bocadinho os músculos, mas ponham os olhos no exemplo dos atletas da Maratona: são mais de 42 km e ninguém pensa ou põe o foco na meta, mas sim no kilómetro seguinte que é preciso superar. No mundo da bola, o próximo Km chama-se Tondela!

 

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Os nossos jogadores, um a um

Conseguimos o principal: amealhar mais três pontos. Vitória tangencial e sofrida hoje em Santa Maria da Feira, onde na época passada fomos derrotados.

Desta vez vencemos 3-2: o Feirense foi a melhor equipa que defrontámos até agora (após Aves, V. Setúbal, V. Guimarães e Estoril). Com a particularidade de o golo decisivo - marcado por Bas Dost, de penálti - ter surgido no instante final da partida. Será já a estrelinha de campeão a brilhar para o Sporting?

Na primeira parte, não tivemos uma oportunidade de golo e deixámos até o Feirense dominar parte desse período. A nossa equipa só pareceu despertar após o intervalo, com dois golos em dois minutos marcados por Coates (62') e Bruno Fernandes (64'). Depois voltou a adormecer, crente na vitória antes do tempo. Distracção fatal: o Feirense conseguiu chegar ao empate. E os três pontos acabaram por ser arrancados a ferros.

O melhor voltou a ser Bruno Fernandes. Pelo segundo jogo consecutivo.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Grande defesa aos 34', fazendo a mancha com rapidez de reflexos. Sem culpa nos golos sofridos.

PICCINI (3). Mal conseguiu exibir-se em campo. Aos 20' já estava fora de combate, com uma lesão que o forçou a abandonar o jogo.

COATES (7). Grande exibição do uruguaio. Marcou o primeiro, na sequência de um canto. E conquistou o penálti que nos deu a vitória.

MATHIEU (4). Erro enorme aos 42', oferecendo a bola em zona proibida. Permitiu a manobra do adversário no primeiro golo. Batido no lance do segundo.

JONATHAN SILVA (5). Correu bastante, mas com falta de qualidade na construção. O segundo golo do Feirense nasce de uma perda de bola dele.

WILLIAM CARVALHO (6). Voltou um mês depois. Exibição regular na primeira parte, bastante melhor na segunda. Decisivo a lançar a bola nos momentos finais: daí nasceria o penálti que nos deu a vitória.

BATTAGLIA (6). Começou na posição que era de Adrien. Mas aos 24', com Piccini lesionado, passou a lateral direito, onde cumpriu a missão. Foi à frente sempre que pôde.

GELSON MARTINS (6). Muito marcado, esteve uns furos abaixo do que nos habituou. Ajudou a construir o segundo golo com um excelente cruzamento para assistir Bruno Fernandes.

ACUÑA (5). Tentou mais do que conseguiu, evidenciando sintomas de fadiga. Podia ter marcado, aos 76', mas a bola saiu ao lado da baliza. Deu lugar a Iuri aos 85'.

BRUNO FERNANDES (7). Tentou a meia distância, desta vez sem conseguir. Mas marcou um golo de inegável classe. Foi ele a bater o canto de onde nasceu o primeiro golo. E quase marcou aos 47'. O melhor em campo.

BAS DOST (6). Quase não se deu por ele em campo até ao momento decisivo em que marcou de forma irrepreensível a grande penalidade que nos valeu os três pontos.

ALAN RUIZ (4). Entrou aos 24', após a lesão de Piccini, colocando-se entre a linha de meio-campo e Bas Dost (com B. Fernandes a recuar). Nunca conseguiu ser eficaz. Jesus mandou-o sair aos 85'.

DOUMBIA (4). Rendeu Alan Ruiz aos 85', passando a jogar mais próximo de Dost. Mas já demasiado tarde para fazer a diferença.

IURI MEDEIROS (5). Substituiu Acuña aos 85'. Ainda teve tempo para cavar um livre em posição frontal, quase em cima da linha de grande área. Merecia mais tempo de jogo.

Os nossos jogadores, um a um

Quarto jogo do campeonato, quarta vitória. Missão cumprida ao derrotarmos o Estoril em casa, por 2-1, amealhando mais três pontos.

A vitória começou a ser construída muito cedo: aos 11' já vencíamos por 2-0. Com dois excelentes golos - o primeiro por Gelson Martins após primorosa assistência de Acuña, o segundo por Bruno Fernandes, na marcação de um livre directo.

O Sporting dominou toda a primeira parte mas adormeceu no recomeço da partida, por um lado em consequência da natural fadiga dos jogadores, após o desgastante jogo em Bucareste que ditou a nossa entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões, e por outro devido à convicção de que o triunfo já estaria conseguido. Perigosa ilusão: como a experiência nos indica, 2-0 é um resultado enganador.

E assim foi. Aos 85', também com um excelente golo, o Estoril reduziu. E os minutos finais foram de sofrimento em Alvalade, com vertiginosos lances de parte a parte. Que resultaram em dois golos, um em cada baliza - ambos invalidados pelo vídeo-árbitro por fora de jogo.

Interessa salientar que houve um final feliz para o Sporting. E justo, pois venceu a equipa que foi claramente superior em campo.

O melhor, para mim, foi Bruno Fernandes.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Exibição tranquila do nosso guarda-redes, que não foi chamado a intervenções muito difíceis e tem vindo a progredir na qualidade de reposição da bola em jogo. Sem culpa no golo sofrido.

PICCINI (6). Praticamente irrepreensível na missão defensiva e mais ousado nas acções ofensivas, embora ainda com algum défice de qualidade nos cruzamentos. Vai ganhando confiança de jogo para jogo.

COATES (7). Nem parecia o jogador intranquilo de há dias em Bucareste. Inspirado, atento, seguro, foi um pilar defensivo. E continua a tentar o golo em incursões à baliza adversária. Falhou por pouco aos 33'.

MATHIEU (8). Grande reforço do plantel leonino, já se tornou imprescindível na organização defensiva. Cortou tudo quanto havia para cortar, com rapidez e eficiência. E ajudou a dar profundidade ao ataque.

FÁBIO COENTRÃO (6). Interveio na construção do nosso primeiro golo, endossando bem a bola a Acuña. Fez valer a sua experiência em campo. Esgotado, acabou por ceder o lugar a Bruno César aos 61'.

BATTAGLIA (7). Destacou-se na marcação intensa ao portador da bola pelo corredor central, travando o passo aos adversários. Esteve em evidência também na construção, com garra e força anímica.

BRUNO FERNANDES (8). Com Adrien ausente, ocupou uma posição mais recuada face ao habitual. Decisivo na forma exemplar como marcou o livre de que resultou o segundo golo (11'). Pura classe: o melhor em campo.

ACUÑA (7). Velocidade, intensidade e grande destreza técnica. Partiu os rins ao lateral direito do Estoril. Assistiu Gelson no primeiro golo (3') e quase marcou também (84'). À beira da exaustão, saiu já no tempo extra.

GELSON MARTINS (8). Superior à época passada por não se limitar a assistir: também marca. Foi autor do primeiro golo leonino, venceu quase todos os confrontos individuais e deu uma preciosa ajuda à defesa.

ALAN RUIZ (5). Novidade neste jogo, como segundo avançado. Quase sempre um corpo estranho à equipa, deu pouca circulação à bola. Mas arrancou um livre precioso, de que nasceu o segundo golo. Saiu aos 67'.

BAS DOST (6). Não é um avançado egoísta: integra-se bem no colectivo. Mas hoje destacou-se sobretudo pelos golos que não marcou. Esteve quase, aos 88' e aos 90'. Marcou mesmo, no tempo extra, mas não valeu.

BRUNO CÉSAR (6). Rendeu Coentrão aos 61' e cumpriu a missão que lhe foi confiada, patrulhando bem o corredor esquerdo. Destaque para dois grandes cruzamentos, com passes longos, aos 72' e aos 89'.

PETROVIC (5). Em campo desde os 67', teve uma actuação muito posicional como médio defensivo. Correcta no essencial. Mas podia ter feito melhor para impedir Lucas de marcar aos 85'.

IURI MEDEIROS (-). Entrou no tempo extra, a dois minutos do apito final. Sem possibilidade de fazer praticamente nada. Mal chegou a tocar na bola.

Olheiro de Bancada - IV

O início do jogo fazia-me crer noutro resultado.

Todavia e como de costume (e com 10, já que Alan Ruiz raramente esteve em campo), o Sporting deixou-se embalar na canção do Estoril. E tremeu...

Portanto meus amigos sportinguistas, depois desta vitória sofrida, na vossa opinião quem foi, para vocês, o melhor em campo nesta tarde/noite?

Aguardo com alguma curiosidade as vossas respostas.

Os nossos jogadores, um a um

Foi provavelmente o melhor jogo do Sporting até agora no ano civil em curso. Correu tudo bem nesta deslocação da nossa equipa ao estádio do V. Guimarães, onde não ganhávamos desde 2013.

Saímos de lá com uma goleada: cinco golos sem resposta. Continuamos com a nossa baliza invicta ao fim de quatro jogos oficiais na nova temporada.

O triunfo desta noite começou a ser construído logo aos 3' com um grande golo de meia distância marcado por Bruno Fernandes, que bisou na segunda parte: foi ele o melhor em campo.

Também Bas Dost fez o gosto ao pé (e à cabeça) marcando dois golos. Leva já três na contabilidade oficial do campeonato: um por jogo, mantendo a média da época passada, em que foi o goleador da Liga.

Nem parecia a mesma equipa que empatou em Alvalade frente ao Steaua na terça-feira. E Jorge Jesus até não mexeu muito no onze titular: limitou-se a trocar Podence por Bruno como médio mais avançado, mandando Adrien e Battaglia jogarem mais próximos e invertendo as habituais posições em campo de Acuña (que jogou no corredor direito) e Gelson Martins (que alinhou à esquerda), potenciando as nossas manobras ofensivas pelo corredor central.

Continuamos na frente do campeonato. E agora mais convictos de que passaremos a pré-eliminatória da Liga dos Campeões no decisivo jogo de quarta-feira em Bucareste.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Manteve a nossa baliza novamente intacta - pelo quarto jogo oficial consecutivo. Um semideslize prontamente corrigido não chega para ensombrar uma boa exibição. Transmite segurança à equipa.

PICCINI (5). Estava a rubricar talvez a melhor exibição desde que chegou ao Sporting, sobretudo na vertente defensiva. Mas um péssimo atraso de bola que quase resultou em golo adversário, aos 57', revelou desconcentração inaceitável.

COATES (7). Maturidade, confiança, capacidade de comando no sector que lhe está confiado: o internacional uruguaio voltou a revelar tudo isto. Um pilar defensivo.

MATHIEU (7). Ganha todos os lances aéreos que é chamado a resolver. E tem precisão no passe e rapidez de execução - características que já fazem dele um elemento  imprescindível do nosso reduto mais recuado. Magoado, aos 84' deu lugar a André Pinto.

FÁBIO COENTRÃO (8). A melhor partida do ex-titular do Real Madrid desde que chegou ao Sporting. Foi um lateral dinâmico e criativo, sobretudo na primeira parte, com grande influência na manobra ofensiva da equipa. Conseguiu o livre que gerou o segundo golo e fez assistência para o terceiro. Saiu aos 78'.

BATTAGLIA (7). Não se limita a tapar bem o acesso dos adversários à nossa grande área nem a transportar bem a bola: também já faz lançamentos à distância com qualidade. Foi assim, num passe longo, que originou o nosso terceiro golo.

ADRIEN (7). Hoje combinou muito bem com Battaglia: a combatividade de ambos somou qualidade à dinâmica colectiva da equipa e foi essencial para ela. Exibição coroada com um toque suplementar de classe, ao assinar o quinto golo.

ACUÑA (6). Jogou "de passo trocado", actuando hoje pelo flanco direito - posição a que não está tão acostumado. Continua a marcar bem as bolas paradas: num desses lances, um livre em jeito de canto mais curto, assistiu Dost para o segundo golo leonino. Pena ter falhado depois um remate decisivo, com a baliza à sua mercê, atirando para a bancada. Substituído aos 62'.

GELSON MARTINS (7). Exibição um pouco mais apagada do que é habitual no primeiro tempo. Mas no segundo voltou a ser o jogador a que nos acostumámos: desequilibrador, veloz, com fintas estonteantes - desta vez pela ala esquerda. Teve intervenção decisiva no melhor lance colectivo do desafio, aos 85', culminado no quinto golo.

BRUNO FERNANDES (9). Foi titular, actuando entre a linha média e Bas Dost no eixo do terreno, e cumpriu de forma exemplar a missão. Desde logo com um pé canhão: aos 3', colocou a equipa a ganhar rematando com força e colocação a longa distância da baliza. Marcou outro golo, o quarto do Sporting, em moldes idênticos. E ainda levou a bola a embater na trave. O melhor em campo.

BAS DOST (8). O homem-golo está de volta - alguém duvidava? Elevou-se de forma exemplar, cabeceando para o melhor ângulo na sequência de um livre. Depois recebeu de Coentrão um centro bem desenhado, rematando para golo. Em quatro minutos, ampliou a vantagem leonina de 1-0 para 3-0. Tranquilizando de vez os adeptos.

IURI MEDEIROS (6). Substituiu Acuña aos 62'. Manteve a dinâmica da equipa, integrando-se bem no colectivo. Bom nas bolas paradas. Assistiu Adrien para o quinto golo. Podia ter marcado ele também, aos 79', mas atirou por cima.

JONATHAN SILVA (5). Rendeu Coentrão aos 78', sem o brilhantismo do colega, numa altura em que ao Sporting só interessava segurar a larga vantagem, doseando o esforço. Mesmo assim, ainda participou na construção do lance do quinto golo.

ANDRÉ PINTO (-). Estreia oficial do ex-central do Braga como jogador do Sporting. Substituiu Mathieu aos 84'. Escasso tempo em campo, não justificando classificação.

Os nossos jogadores, um a um

Estreia em casa do Sporting num jogo que começou muito bem, com meia hora de grande pressão da nossa equipa, confinando o Vitória de Setúbal ao seu reduto defensivo, sem dar qualquer hipótese à turma visitante de sair da sua área com a bola controlada.

Infelizmente tanta pressão traduziu-se em várias oportunidades mas nenhuma delas deu golo. Bas Dost, Acuña e Gelson Martins quase chegaram lá mas ou viram a intenção gorada por boas intervenções do guarda-redes sadino ou atiraram demasiado por cima ou demasiado ao lado.

Na segunda parte repetiu-se o filme - logo a partir do minuto inicial, quando um bom remate de Adrien embateu na barra ao ser desviado por um defesa. Dost elevou-se bem após um canto, mas o cabeceamento parou nas mãos do guarda-redes. Mathieu, com muita classe, tentou um remate de bicicleta que não chegou a trair Pedro Trigueira. E Doumbia, que rendeu um fatigado Podence, falhou em três ocasiões. Parecia que os jogadores recitavam em campo o poema "Quase", de Mário de Sá-Carneiro: faltava-lhes um golpe de asa.

O nó só foi desatado a quatro minutos do fim pelo suspeito do costume: Bas Dost. Ao ser carregado em falta dentro da área, o holandês foi chamado a converter o penálti e não defraudou as expectativas dos 42.415 espectadores que ontem à noite acorreram a Alvalade.

Vitória tangencial, mas os três pontos ficaram garantidos: isso é que interessa. Só foi pena termos esperado tanto pelo golo tranquilizador numa partida em que voltámos a manter a nossa baliza inviolada. Mérito da defesa, em que se destacou Mathieu - para mim desta vez o melhor em campo, com um desempenho próximo da perfeição.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Noite tranquila do nosso guarda-redes, apenas ensombrada por uma saída em falso dos postes aos 38', no único lance que levou algum perigo à nossa baliza. Nem sempre esteve bem na reposição de bola.

PICCINI (6). Esforçou-se muito, até porque dois terços dos lances ofensivos eram conduzidos pelo seu flanco, e procurou combinar bem com Gelson. Bom cruzamento aos 17'. Grande cruzamento aos 77', isolando Bruno Fernandes.

COATES (7). Volta a exibir a classe que tinha evidenciado nas épocas anteriores: a parceria com Mathieu está a funcionar. Atento e concentrado, corte providencial aos 75'. Nunca hesitou em ir à frente. Numa dessas ocasiões, foi derrubado em falta dentro da área sadina - um penálti que ficou por marcar.

MATHIEU (8). Confiante e dinâmico, simples mas muito eficaz nos seus processos. Imprime velocidade e precisão ao início do processo atacante. Dobrou Jonathan sem problema. E marcou presença nas bolas paradas ofensivas. Numa delas esteve muito próximo de conseguir um golo acrobático.

JONATHAN SILVA (5). Rendeu Coentrão, poupado para o desafio de terça-feira frente ao Steua, e revelou-se intranquilo nesta missão. Com mais vontade que talento. Falhas na articulação com Acuña, o que não admira: foi o primeiro jogo oficial dos dois argentinos juntos.

BATTAGLIA (6). Faz jus ao apelido: é um batalhador. Designado para substituir William, sai desfavorecido na comparação. Melhorou na segunda parte, ao avançar no terreno: transporta bem a bola e pressiona os adversários, revelando espírito leonino. Protagonizou um bom lance de ataque aos 48'.

ADRIEN (6). Ressentiu-se da ausência de William, oscilando no seu desempenho em campo. Melhor a pressionar e organizar jogo, menos bem na precisão do passe. Melhor momento: um remate forte e bem colocado no minuto inicial da segunda parte que acabou por embater na barra. Saiu aos 69'.

GELSON MARTINS (7). Os colegas usaram e abusaram dele, canalisando quase todo o jogo ofensivo para os pés do médio-ala que rompia a defesa pelo lado direito. A articulação com Piccini nem sempre resultou e faltaram ataques pelo corredor central. Mas foi ele sempre o mais acutilante e criativo. Só falhou o golo.

ACUÑA (7). Rendeu menos do que prometia por falta de automatismos com Jonathan, seu parceiro de flanco. Mas cumpriu no essencial, sobretudo na firmeza e pontaria dos seus pontapés em lances de bola parada (um deles, aos 54', teleguiado para a cabeça de Bas Dost). Deu lugar a Bruno César aos 64'.

PODENCE (6). A pressão alta inicial do Sporting muito se deve ao jovem atacante, desta vez como titular atrás de Dost. Começou da melhor maneira, com dois excelentes cruzamentos logo aos 2'. Variou os flancos, causou sempre problemas aos sadinos, mas foi perdendo fulgor. Substituído aos 64' por Doumbia.

BAS DOST (7). Tentou muito e acabou por conseguir. Na primeira parte, a bola raras vezes lhe chegou em condições ou foi interceptada pelo guardião. Fez duas quase-assistências para golo, de calcanhar para Acuña e de cabeça para Doumbia. Acabou por ser ele a resolver, de penálti, aos 86'. Missão cumprida.

BRUNO CÉSAR (4). Rendeu Acuña aos 64'. Mas sem vantagem para a equipa. Tal como o argentino, entendeu-se mal com Jonathan. Não conseguiu criar desequilíbrios. E ainda foi brindado com um cartão amarelo, por desnecessária rudeza na abordagem de um lance defensivo. Muito distante do seu melhor.

DOUMBIA (5). Estreia oficial do marfinense pelo Sporting. Entrou com visível vontade de mostrar serviço, acelerando a frente atacante. Mas com menos acerto que vontade: falhou três ocasiões de marcar. Em todas esteve muito perto de o conseguir: numa delas, de costas para a baliza, teria dado o golo da jornada.

BRUNO FERNANDES (6). No lugar de Adrien desde os 69', confirmou-se como candidato a titular no onze. Muita capacidade técnica, bem revelada aos 77' numa dificílima recepção de bola na sequência de um passe longo. Útil na organização de jogo, sobretudo no eixo ofensivo. Merece maior utilização.

A (minha) equipa ideal...

Se tivesse o condão de poder escolher, de todos os jogadores que jogaram com a camisola do Sporting, a equipa ideal, esta seria:

(apresento igualmente a minha alternativa para cada um dos lugares)

 

N.º 1 - Rui Patrício

Alternativa: Damas

Só tenho memória da parte final da carreira de Damas, vindo do Guimarães, pelo que, por certo, não assisti à melhor parte desta, as épocas em que foi campeão.

 

N.º 2 - Carlos Xavier

Alternativa: César Prates

 

N.º 3 - Venâncio

Alternativa: Marco Aurélio

 

N.º 4 - André Cruz

Alternativa: Beto

 

N.º 5 - Rui Jorge

Alternativa: Paulo Torres

 

N.º 6 - William Carvalho

Alternativa: Oceano

 

N.º 7 - Figo

Alternativa: Cristiano Ronaldo

 

N.º 8 - Pedro Barbosa

Alternativa: Adrien Silva

 

N.º 9 - Manuel Fernandes

Alternativa: João Vieira Pinto

 

N.º 10 - Balakov

Alternativa: João Mário

No meu imaginário infantil sempre esteve presente o trio mágico do ataque leonino de 1982: Manuel Fernandes, Oliveira e Jordão. Porém tenho uma memória muito residual de Oliveira com a camisola do Sporting.

 

N.º 11 - Jordão

Alternativa: Jardel

 

A minha memória diz-me que estas foram as melhores duplas de avançados que passaram pelo Sporting: Manuel Fernandes - Jordão e João Vieira Pinto - Jardel

 

O capitão seria, obviamente, Manuel Fernandes.

 

E a vossa, qual seria?

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting começou o campeonato nacional 2017/2018 com o pé direito. Vencendo o recém-promovido Aves por 2-0 - com um golo marcado em cada parte do desafio, ambos por Gelson Martins, que assim promete desde já voltar a ser uma das grandes figuras leoninas da Liga portuguesa.

Jorge Jesus fez estrear cinco titulares nesta partida inaugural. Três deles na defesa: Piccini, Mathieu e Coentrão. Mais à frente, Acuña e Bruno Fernandes.

Sem deslumbrar, sem "nota artística", o Sporting manteve sempre o controlo das operações, com um interessante fio de jogo. Faltou dar mais profundidade aos corredores e sobretudo articular melhor a ligação entre o meio-campo e Bas Dost, lá à frente. Bruno Fernandes, encarregado dessa missão, revelou falta de rotina - ou talvez mesmo falta de vocação - para tal papel. Quando Podence o substituiu, aos 61', o caudal ofensivo leonino melhorou em acutilância e velocidade.

O homem do jogo, naturalmente, foi Gelson Martins.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Não teve muito trabalho mas sempre que foi solicitado correspondeu bem ao seu nível. Com duas defesas aparatosas, aos 22' e aos 45'+1'.

PICCINI (4). Muito contido nas iniciativas atacantes, concentrou-se sobretudo das operações defensivas. Mas duas falhas, aos 22' e aos 45'+1', podiam ter-nos custado caro. Boa acção individual na área do Aves, aos 78'.

COATES (7). Regresso em grande forma do internacional uruguaio, após uma pré-época algo atribulada. Assumiu-se sem complexos como patrão da defesa. Cortes providenciais aos 16', 28' e 88'. Vistosa arrancada, com a bola controlada, aos 53'. Parece muito confiante, o que é bom para a equipa.

MATHIEU (5). Exibição regular do central francês, ex-Barcelona. Teve a vantagem de não complicar: quando o Aves apertava, resolvia de forma prática, sem pensar em nota artística.

FÁBIO COENTRÃO (6). Raras vezes passou a linha do meio-campo, mas quando o fez soube sempre entregar a bola com qualidade. Atento na defesa, fez valer a sua maturidade vencendo o confronto individual com Salvador Agra.

WILLIAM CARVALHO (7). Fundamental para ligar os sectores naquele estilo de falso lento a que já habituou os adeptos leoninos. Alguns dos melhores passes leoninos saíram dos pés dele - aos 17', 37' e 53'.

ADRIEN (6). Complementou bem a missão de William na organização da manobra leonina a meio-campo, sobretudo nas acções defensivas. Ainda não está na melhor forma física, mas poucos como ele são tão influentes na recuperação da bola. Marcou muito bem um livre aos 38'.

GELSON MARTINS (8). Dois golos, aos 23' e 75', que nos valeram três pontos e a liderança provisória do campeonato. Conseguiu assim o primeiro bis da sua carreira, assumindo-se como finalizador, o que basta para justificar a nota. Integrou-se sempre muito bem nas acções defensivas.

ACUÑA (7). Promissora estreia do ala argentino: foi dele a assistência para o primeiro golo. Podia ter marcado no minuto inicial da segunda parte, com um poderoso remate de pé esquerdo que embateu na barra. Foi também ele a conduzir o ataque que gerou o segundo golo. Dinâmico e veloz. Agarrou a titularidade.

BAS DOST (5). Passou quase ao lado da partida, sobretudo por falta de articulação com Bruno Fernandes. Funcionou melhor na segunda parte, já com Podence em campo, ao assistir Acuña (75'). Podia ter marcado aos 90', mas faltou-lhe aí o habitual instinto "matador".

BRUNO FERNANDES (4). Jesus fê-lo estrear como titular do Sporting no papel de segundo avançado, para o qual não parece vocacionado. Pareceu um pouco perdido em campo durante grande parte do desafio, acabando por dar lugar a Podence aos 61'.

PODENCE (6). Substituiu Bruno Fernandes, trazendo intensidade e acutilância à manobra ofensiva leonina. Aoa 90' serviu de bandeja Bas Dost, que desperdiçou um golo que parecia fácil.

BATTAGLIA (6). Entrou aos 65' para o lugar de Adrien. Enérgico, em boa forma física, bom transportador de bola, criador de situações de contra-ataque.

JONATHAN SILVA (-). Menos de um minuto em campo, rendendo Coentrão. Não se percebe porque entrou.

Olheiro de Bancada

 

Nota de abertura

Imaginemos que somos olheiros de um clube estrangeiro estupidamente rico e que temos por missão escolher o melhor jogador da nossa equipa em cada desafio.

Para tal não apresento qualquer critério para a escolha, somente a visão que cada adepto teve do jogo e dos respectivos atletas.

 

Face ao que precede vamos ao desafio deste fim de tarde de Domingo, jogo em que o Sporting bateu o Desportivo das Aves na abertura do da Liga 2017/2018, por dois golos sem resposta.

Então digam lá quem foi o melhor jogador leonino na partida de hoje?

Aos vossos lugares

Acredito que venha a ser um campeonato terrível. Pela primeira vez em muito tempo, diria que os três grandes têm 33,3% de favoritismo. Só que este é o primeiro campeonato com vídeo-árbitro e ao mesmo tempo uma sede imensa por parte de alguns canais de toda a polémica e mais alguma (pelo simples facto de essa polémica ter retorno em audiências).
De uma coisa tenho a certeza, seja quem vença em Maio, os outros não lhe reconhecerão mérito por isto ou por aquilo.
O Benfica parece mais fraco, em especial porque vendeu o extraordinário Ederson. O Porto mais forte, porque o efeito Conceição é visível e pode ter o efeito de voltar a criar aquela alquimia do “à Porto” que lhes valeu em muitos momentos nas décadas passadas. Sobretudo, digo eu, o Porto tem laterais muito fortes, o que num campeonato de jogo de ataque em 90% dos jogos como o português é vital.
No nosso caso, acredito que Podence, se tiver uma pontinhazinha muito pequenina de sorte, se pode transformar na coqueluche. Aquela sua rapidez de execução ainda não é completamente entendida pelos colegas e há muitas bolas tipo passe de olhos fechados que se perdem. Ou então, caro Daniel, esquece isso do último passe e foca-te na baliza. Em paralelo, Gelson precisa de ser libertado do estatuto de estrela da equipa. Tem futebol para tal, mas não me parece ter feitio para isso, o que está a prejudicar a sua decisão no último passe, só camuflada por colinho geral dos adeptos e da imprensa. O nosso gigante Bas Dost é mesmo um holandês, sem estados de alma e vai metendo-a lá dentro. Acuña é reforço e finalmente temos um sul-americano que come a relva e não é obcecado por fintinhas e adornos. Gosto de Bruno Sampdoria, mas acredito renderá ainda mais quando se aperceber da especificidade do futebol lusitano. Doumbia vai meter mais de dez golos e algo me diz que Gelson Dala terá mais minutos do que pensava. Iuri é homem para nos resolver jogos mas para chegar ao patamar em que o deixam em paz para ele fazer as coisas à sua maneira, também precisa de sorte e (talvez) de pedalar mais nos treinos. Para já o seu objectivo número um deve ser não ser emprestado em Dezembro. Espero que Coentrão segure o corredor e que do outro lado se passe a mesma coisa e consigamos evoluir para lá do drama Jefferson/Marvin/Esgaio/Schelotto, tudo rapazes fantásticos, mas sem potência para uma equipa que pretende ser campeã.
É pena William ir embora. Vê-lo a passear classe como central contra a Fiorentina, a jogar com aquele ar enganador de quem está de férias, foi um regalo.  

Boas notícias

 

Pedro Silva mantém-se em Alvalade, como terceira opção para a nossa baliza.

 

Jonathan Silva prolonga por mais três anos o vínculo ao Sporting, até 2022.

 

Matheus Pereira renovou contrato antes de rumar por empréstimo ao Chaves.

 

Bruno de Carvalho impede venda de Francisco Geraldes

 

 

Assuntos internos

 

Parece confirmar-se: vamos perder Adrien, em princípio para o Tottenham. William Carvalho também deve rumar a Inglaterra.

 

Matheus Pereira, sabe-se já, será emprestado. Provavelmente a um clube da I Liga, talvez o Braga ou o Belenenses.

 

Iuri Medeiros poderá sair. Mas só a troco de 20 milhões de euros.

 

Carlos Mané mantém-se pelo Estugarda.

 

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