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És a nossa Fé!

Balanço (3)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre JOÃO PEREIRA:

 

- Eu: «Não tem a energia de outros tempos, mas é um jogador cada vez mais racional. E combativo como sempre. Travou duelos constantes na sua ala e venceu a maioria deles. Com fibra leonina.» (28 de Agosto)

- Luciano Amaral: «Caímos no Real. Será o maior teste à inteligência do nosso treinador até hoje. Habituado a jogar "por cima" ou de igual para igual (mesmo na Europa, onde ainda não calhou coisa do género), o Sporting de Jesus é sobranceiro (justificadamente, em geral). Hoje não pode ser. Basta pensar nos duelos-tipo: João Pereira (ou Schelotto) vs. Cristiano Ronaldo; Bruno César vs. Bale; Coates e Semedo vs. Benzema ou Morata. Não é coisa para tranquilizar ninguém.» (14 de Setembro)

- Francisco Chaveiro Reis: «Aqui fica o meu agradecimento ao camisola 21, que, apesar das suas limitações (como os cruzamentos e o temperamento), sempre mostrou muita garra e vontade de defender a camisola. Obrigado e boa sorte.» (2 de Janeiro)

- Edmundo Gonçalves: «Entendo a simpatia para com João Pereira, mas terá sido avisado deixá-lo sair sem qualquer alternativa, com Schelotto lesionado numa fase crucial da época?» (18 de Janeiro)

Obrigado João Pereira

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João Pereira vai deixar o Sporting e mudar-se para o Trabzonspor da Turquia. O Sporting ganhará uma pequena quantia e deixará de pagar salários altos a um jogador em fim de carreira e de contrato. Pereira chegou a Alvalade em janeiro de 2010, vindo do Braga e ficou no clube, dois anos e meio, fazendo 105 jogos e marcando 6 golos. Depois de uma estadia no Valência e de uma curta passagem pelo Hannover, regressou, para mais 44 partidas. Aqui fica o meu agradecimento ao camisola 21, que, apesar das suas limitações (como os cruzamentos e o temperamento), sempre mostrou muita garra e vontade de defender a camisola. Obrigado e boa sorte. 

Balanço (2)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre JOÃO PEREIRA:

 

- Gabriel Santos: «Não sei qual dos dois é mais inútil, se o árbitro de baliza ou o João Pereira.» (18 de Setembro)

- Eu: «Corredor acima, corredor abaixo, mas quase sempre ineficaz devido à dupla cobertura de que foi alvo.» (26 de Setembro)

- Edmundo Gonçalves: «Tenho por aqui escrito que a nossa "zaga" direita precisa de ser reforçada, que as duas opções não são tão interessantes como as da esquerda. No entanto quero destacar aqui a excelente prestação de João Pereira no domingo.» (27 de Outubro)

Avulsas do jogo com o Nacional

1) A inteligência colectiva e o jogo entre linhas será sempre a melhor forma de entrar numa defesa povoada. Foi preciso entrarem Martins, Mané e (principalmente) Montero para que o Sporting tivesse algumas variações ao jogo que fazia desde início da 2a parte, que consistia em lateralizar e cruzar ao calhas em busca de um cabeceador(mento) perdido. Verdade seja dita que Bryan Ruiz e Gelson também tentaram variar as opções, mas no caso deste último o que pensa ainda não é acompanhado pela forma como executa;

 

2) Como é possível alguém dizer-se profissional de futebol se não tem a mínima afinidade com a bola de...futebol? Sim, estou a falar de Slimani. Que além de ser dos jogadores menos inteligentes que vi jogar, adiciona uma odiosa relação com a bola que chega a ser chocante. É impressionante a quantidade de jogadas de ataque com potencial que são interrompidas por este homem;

 

3) Já estava na hora de Jefferson acordar para esta época. Bem sei que assimilar princípios defensivos aos 27 anos não é fácil, sobretudo para quem tinha muito pouca noção de posicionamento, mas a verdade é que tem que render muito mais;

 

4) O Patrício entre a 5a feira passada (jogo com o Lokomotiv) e o jogo de ontem aprendeu que pode sair da baliza para recolher uma bola metida em profundidade pelos adversários. Um dia destes ainda vai aprender a controlar a profundidade e a sair dos postes;

 

5) Continuo a achar piada ao facto da maioria das pessoas não perceberem Esgaio. Sim, é verdade que errou 3 ou 4 passes curtos e de fácil execução, mas na primeira parte foi um dos melhores em campo, raramente comete erros posicionais, tem capacidade de jogo interior e tecnica e cognitivamente é muito superior a João Pereira. Neste momento é, sem dúvida, a melhor opção.

Sempre mais próximos da vitória

Podia trazer à discussão o texto que escrevi no defeso passado acerca das fracas contratações então realizadas, mas arrisco afirmar que nem os mais críticos desse texto – houve até quem o apelidasse de anedótico e marcasse “encontro” para o final da época - apresentem agora argumentário válido.

 

Podia trazer à discussão muitos dos textos que fui escrevendo ao longo da época passada em que, discutindo o jogo e a qualidade do mesmo, dei muitas vezes a minha opinião sobre muitos dos jogadores do Sporting, nomeadamente, aqueles que considero menos conhecedores do jogo e que por conseguinte nas suas acções individuais afastam mais do que aproximam a equipa (colectivo) do sucesso. Adrien, Paulo Oliveira e Slimani (sem contar com os inenarráveis Maurício e Sarr) terão sido provavelmente os mais visados pelas minhas críticas. Ainda hoje os considero como os piores da equipa, mas com o defeso deste ano ainda veio João Pereira para se juntar a este lote.

 

Podia trazer à discussão a problemática das arbitragens internas e europeias que mais parece uma premonição - qual Oscar Shidinski - há muito e por muitos aguardada, mas com as segundas partes dos jogos com o Paços de Ferreira e com o CSKA, seria justo fazê-lo e culpabilizar apenas as arbitragens?

 

Podia ainda trazer à discussão a necessidade de adquirir um defesa direito, um defesa central, um extremo e um avançado centro, mas será razoável fazê-lo sem jogar a Champions? Mesmo assim quero acreditar que até dia 31 de Agosto chegará pelo menos um extremo e um avançado centro.

 

Podia, de facto, trazer muitos temas à discussão, mas nesta fase o que me apetece pensar é que esta equipa tem menos de dois meses de trabalho com aquele que para mim é o melhor treinador português da actualidade, o que por conseguinte me leva a acreditar que a equipa só pode melhorar (William, volta!; Montero, acorda!) e que, invariavelmente, seremos superiores a todos os adversários no que à qualidade de jogo diz respeito, o que fará com que estejamos sempre mais próximos da vitória.

Curiosidade

Não deixa de ser curioso que jogadores como João Pereira e Ricardo Quaresma, que não primam propriamente pela finura e boa educação em campo, tenham revelado respeito e consideração sempre que se referiram aos seus anteriores clubes.

João Pereira, confesso benfiquista, já depois de ter ido para o Valência referiu-se com carinho ao Sporting e à marca que o clube tinha deixado nele. As palavras de Quaresma de que nunca iria falar mal do Sporting ainda estão bem presentes na memória dos sportinguistas.

Em contraponto, Simão ou João Moutinho, jogadores bem comportados em campo, aos quais nunca ninguém colocaria a etiqueta de broncos, revelaram uma deplorável falta de gratidão e sentido de memória para com o clube que os formou.

Moral da história: quem vê caras, não vê colunas vertebrais.

Cédric, Carriço e João Pereira

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Ao fim de 17 anos a representar o Sporting, tendo jogado em todos os escalões, Cédric prepara-se para rumar a Southampton (onde será colega de equipa de José Fonte). Sai por 6,5 milhões de euros - quantia a que se poderá acrescentar 15% de mais-valia para os cofres leoninos na hipótese de uma futura transferência do jogador, que assinou contrato por quatro anos. Esta será a 11ª transferência mais rendosa de sempre na história do nosso clube.

Lamento que Cédric saia, mas a posição de lateral direito é daquelas em que a equipa tem mais alternativas. E sai num momento da sua carreira em que tem legítimas aspirações de singrar no mais competitivo futebol da Europa.

Só podemos desejar-lhe toda a sorte do mundo. E aplaudir a direcção leonina pelo montante da transferência: daqui a meses, prestes a finalizar o contrato, o jogador formado em Alcochete e que com Fernando Santos tem sido suplente na selecção nacional sairia a custo zero.

Nada a ver com o caso de João Pereira, vendido pela anterior equipa directiva ao Valência por 3,6 milhões de euros em Maio de 2012 - a dez dias do início do Campeonato da Europa em que foi titular como lateral direito e daria nas vistas ao serviço da selecção portuguesa, que atingiu as meias-finais da competição. Um dos mais desastrosos negócios de que há memória em Alvalade nos últimos anos.

Nada a ver com o caso de Daniel Carriço, central da nossa formação que saiu do Sporting por míseros 750 mil euros rumo ao modesto Reading, em Dezembro de 2012, quando dois antes o Spartak chegara a oferecer 6 milhões de euros por ele - e hoje, como capitão do Sevilha, tem no seu currículo a conquista de duas Ligas Europa consecutivas.

Que diferença...

Rumo ao Mundial (7)

 

JOÃO PEREIRA

Foi um dos actos mais inexplicáveis da anterior gestão do Sporting. Ainda hoje estou para saber por que motivo João Pereira - titular indiscutível do nosso clube, titular indiscutível da selecção - acabou por ser transferido apressadamente para o Valência a troco de 3,68 milhões de euros, em Maio de 2012, dez dias após ter sido confirmado na lista dos jogadores convocados para o Campeonato da Europa de futebol, onde prometia ser um elemento em destaque, e duas semanas antes do apito inicial do certame, a 8 de Junho.

Prometia e cumpriu: o lateral direito lisboeta alinhou em todos os jogos, incluindo a meia-final. O seu passe exímio para o primeiro golo de Cristiano Ronaldo, na nossa inesquecível vitória à Holanda, merece ser visto e revisto vezes sem conta nas academias de formação de jogadores. Por ser um exemplo de talento e classe.

O montante daquela enigmática transferência, deslocada no tempo e desenquadrada no espaço entre a Liga 2011/12 e a fase final de um Campeonato da Europa, não fazia sequer jus à valorização intramuros do combativo defesa, adquirido pelo Sporting ao Braga três épocas antes, por 3 milhões de euros.

Isto diz muito sobre a forma como em tempos anteriores aos actuais se negociava em Alvalade...

João Pereira, hoje com 30 anos, continua imprescindível na selecção. Entrega-se ao jogo como poucos. Tem uma capacidade de luta muito acima da média. Faz da velocidade um poderoso instrumento de ataque. Integra-se de forma exemplar nos lances ofensivos, colado à faixa lateral. E com os anos foi aprimorando a qualidade dos cruzamentos - de preferência com o pé direito.

Tem-se destacado no Valência, como ainda agora se confirmou na meia-final da Liga Europa, perdida por uma unha negra contra o Sevilha num emocionante jogo em que João Pereira participou na construção do primeiro golo. Ninguém imagina os responsáveis do clube espanhol venderem-no agora, em fim de campeonato e a poucos dias do Mundial...

Adrien e Cédric merecem

     

 

Andam uns quantos sportinguistas - poucos mas barulhentos - muito indignados com o processo de formação do plantel. Estão no seu pleno direito. Embora alguns não tenham esboçado a menor crítica há um ano, quando João Pereira - titular do Sporting e da selecção - foi transferido para o Valência a poucos dias do início do Campeonato da Europa - e a desastrada política de contratações anterior conduziu a um duplo efeito negativo: a maior despesa e o menor rendimento de sempre.

Recordo entretanto que no Verão de 2012 a maior polémica centrava-se em dois sportinguistas que, emprestados à Académica, contribuíram para a derrota do nosso clube na final da Taça de Portugal. Não faltou quem se insurgisse contra Adrien e Cédric por esse facto. De forma totalmente injusta.

Fiz então, e renovo agora, uma declaração de interesses: considero ambos valores indiscutíveis do Sporting e é com imenso gosto que os vejo de verde e branco.

Foi portanto com muito agrado que soube da convocação destes excelentes jogadores para o próximo encontro da selecção nacional - um particular contra a Holanda, no dia 14. Uma boa decisão de Paulo Bento, que certamente não lamentará a aposta agora feita neles. Adrien e Cédric merecem.

Dissipando o nevoeiro...

Porque existiram cenas de grotesca pancadaria entre membros da Juve Leo depois do jogo SCP-Beira Mar? 

As "compras" e os "negócios" de quem se habituou a ganhar fraudulentamente correm sempre mal, o que torto começa, tarde ou nunca se endireita! Nem com todas as agências de comunicação do mundo e a pagar ordenados a peso de ouro a amigos...

 

Porque é que a actual mono-direcção do Engenheiro Godinho não teve mão no novo jogador do FCP que marcou o segundo golo no último encontro desta colectividade desportiva da cidade invicta?

Assim "premeiam-se" as birras dentro do balneário e mostra-se o verdadeiro código de moral e conduta, o do mercenário!

 

Alguém sabe explicar porque é que o SCP não se constituiu como assistente do processo das sete acusações ao homem-de-mão-amparo-de-segurança do Engenheiro Godinho, Paulo Pereira Cristóvão?

A espionagem a soldo e a incriminação a pedido envergonham demasiado ou manda quem tem mais "sujidade escondida" no "cofre"?

 

Por acaso alguém sabe porque foi vendido João Pereira antes de um grande evento-montra por uma verdadeira bagatela?

Pelo que dizem ser o valor oferecido ao SCP pelos 30 ou 35% de Insúa... então o lateral direito titular da seleção nacional, agora titularíssimo do Valência, não foi vendido, foi "dado"!

Acabou mal e já começa pior

Depois da vergonhosa atitude no Jamor, quero apenas dizer o seguinte: não vou ter saudades do Polga; o negócio do João Pereira é patético, ainda antes do Europeu começar; se trocarem o grande Capel por aquele javardo do Micael nesse mesmo dia abro um período de nojo durante o qual não farei tenção de meter os pés em Alvalade enquanto o contrato desse indivíduo durar.

O desespero financeiro do Sporting

João Pereira foi transferido para o Valência por 3,684 milhões de euros (mais 526 mil variáveis), assinando um contrato com três anos de validade, mais um de opção. O jogador foi adquirido ao SC Braga em Janeiro de 2010 por 3 milhões de euros.

É fácil comentar de fora para dentro, sem verdadeiramente sentir a real necessidade do Sporting de gerar receitas neste momento, no entanto, parece evidente que o montante da venda, para o actual melhor lateral direito português, ainda com 28 anos, é muito baixo. Esperamos explicações do Conselho Directivo mas não é difícil de antecipar que o caso apenas reflecte o desespero financeiro do Sporting. 

És o maior, chavalo!

"qué'que foi, ó boizolas?"

 

Desde Luís Miguel que não tivemos um defesa-direito como João Pereira.

Descontando a feliz invenção de Boloni que colocou Beto naquele lugar e assim foi campeão, foi um rosário de jogadores de sorte diversa que povoaram esse posto. Dois merecem menção: Abel e Miguel Aalkmar Garcia, mas os restantes tanto se lhes dá como se lhes deu: Saber, que nunca soube centrar uma bola em condições, Gil Baiano, o efémero, César Prates, um velocista sem norte.

Confesso ter uma predileção especialíssima por João Pereira. Ele é o último espécimen de uma raça em vias de extinção: o autêntico lisboeta. Refilão como um fadista, destemido com os grandes – o seu melhor momento na história do Sporting foi ter feito peitaça ao Balotelli, uma cabeça mais alto do que ele –, de faca na liga perante a adversidade, foi João Pereira que assumiu o papel de truculento que tanta falta fazia ao Sporting quando os rivais se armavam em espertos connosco.

João Pereira é todo o contrário de quem pensa que o futebol é desporto de pantufas e copos de leite. Uma equipa sem “bad boys” é um coro de igreja – não é, prof. Queiroz?

Santiago Árias vai ter umas botas muito grandes para calçar; veremos se confirma o que tem vindo a mostrar.

{ Blog fundado em 2012. }

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