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És a nossa Fé!

João Mário e Bruno Fernandes em foco

Bruno Fernandes deu na noite de ontem o primeiro passo para chegar ao Mundial de 2018 na Rússia: teve uma estreia promissora na selecção nacional A, num jogo em Viseu em que derrotámos a Arábia Saudita por 3-0. Nada que admire: surge na sequência das suas boas prestações na selecção sub-21, em que chegou a ser capitão.

Destaque também, neste desafio particular de ontem, para as exibições do regressado Manuel Fernandes (marcador do primeiro golo e também presença muito provável no próximo Mundial), Ricardo Pereira, Gonçalo Guedes e sobretudo do "nosso" João Mário, autor do mais espectacular golo desta vitória, o terceiro, fuzilando a baliza saudita com um forte pontapé de meia-distância, com assistência de Gelson Martins. E ainda mandou uma bola ao poste neste jogo, em que se estreou como capitão do onze nacional.

Ao observá-lo ontem no Fontelo senti saudades do João Mário vestido de verde e branco. Gostava muito de voltar a vê-lo no Sporting.

Rapidamente e em força

A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.

A mais valiosa transferência de sempre

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Já confirmado oficialmente: João Mário vai ser jogador do Inter, com um contrato de cinco anos. Consuma-se assim a mais valiosa transferência de sempre de um jogador português a actuar no nosso campeonato. João Mário Eduardo, um dos indiscutíveis valores forjados na Academia leonina, campeão europeu de futebol, transfere-se aos 23 anos para o histórico clube italiano por 45 milhões de euros - incluindo cinco milhões por objectivos.

Deixando a grande distância aquela que era até agora a mais proveitosa venda do Sporting: a de Nani, em 2007, por 26,5 milhões.

 

Gostaria que João Mário - que permaneceu 14 anos de verde e branco, desde as nossas escolinhas infantis - tivesse continuado em Alvalade. Mas reconheço que esta transferência ocorre nas melhores circunstâncias para as duas partes - jogador e clube. Terminou o tempo em que a Academia leonina formava jogadores e via-os partir demasiado cedo, quase sempre por tuta e meia, sem lucrar com eles nem no plano financeiro nem no plano desportivo.

Enfim, um monumental golo marcado por Bruno de Carvalho, que continua a defender com profissionalismo e competência os interesses do Sporting Clube de Portugal. Ao invés da gestão de Godinho Lopes, que em 2012 vendeu irresponsavelmente 25% do passe de João Mário por 400 mil euros a um fundo de investimento. A troco de tão modesta quantia, e sem nada ter feito de relevante pelo jogador, esse fundo prepara-se agora para empochar 11,25 milhões - como se lhe saísse o totoloto e o euromilhões ao mesmo tempo, graças aos préstimos da anterior direcção, que tanto fez para afundar o Sporting.

 

Boa sorte, João Mário: bem a mereces. Continuarás a ser Leão de corpo e alma.

As pérolas vão, a Academia fica.

Hoje termina o percurso do João Mário de Leão ao peito. Na época 2013/2014, esteve emprestado ao Vitória de Setúbal. em boa hora fiz notar no dia 9 de Março de 2014 que "além de observar os nossos onze leões e torcer por eles, vou estar atento a uma pérola da Academia, o nosso João Mário. Dotado de uma técnica de passe impressionante, uma capacidade de temporizar o jogo, de pensá-lo, está alí um futuro patrão do meio campo ofensivo." Não estava enganado.

Depois desta época, seguiram-se duas de pura magia nos nossos relvados. E sempre, sempre com um garra inquestionável. E claro, a classe que está no seu ADN de jogador. Não minto, vou ter saudades. Ainda hoje, junto de um amigo, recordei aquela recepção magnifica que deu o primeiro golo do Sporting no Estádio do Dragão a época passada. E como esse podia recordar tantos pormenores que teve em Alvalade, fazendo levantar-me e comentar para o lado num típico "viste aquilo que ele acabou de fazer" - completamente eufórico. Saudade, é o último sentimento que o João Mário vai deixar em mim. Mais uma pérola da nossa Academia que parte para outro campeonato, para despertar em outros adeptos aquilo que fez connosco. Mais um exemplo que deve ficar afixado, numa imagem bem grande, nas paredes da nossa Academia. Respeitou sempre os adeptos, o clube, a instituição. Não deixou de treinar, não deixou de jogar. Chama-se formar Homens jogadores, tantas vezes na linguagem do Aurélio Pereira - como o tipo de jogador que o Sporting procura e quer fazer.

Saiu Homem. Saiu um grande jogador de futebol e campeão Europeu.

Desejo o maior dos sucessos desportivos ao João Mário. Que volte quando achar ser altura de reencontrar-nos. E nessa altura espero que também ele tenha uma fotografia do lado do Figo e do Ronaldo.

 

Mais uma pérola que vai. A Academia, essa fica. Sempre pronta a revelar novos talentos ao mundo do Futebol!

(Importa ainda dizer que o Presidente Bruno de Carvalho cumpriu o prometido. Deixou o jogador sair pelo seu valor. Tantos outros que saíram pela porta do cavalo por meia dúzia de tostões. Aqui nota-se a diferença de gestão, é apenas mais um detalhe.) 

William insatisfeito e João Mário a aprender italiano?

Hoje de manhã, ao ver as imagens publicadas na página oficial de Facebook do Sporting, referentes ao primeiro treino do nosso mais recente reforço, Joel Campbell, fiquei bastante preocupado por 2 motivos. E muito sinceramente até estranho os jornais não terem pegado nisto.

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Ora vejam só o ar de poucos amigos de William Carvalho. Pelas caras fechadas que se vêem na fotografia, o ambiente não deve ser o melhor.

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Estará João Mário já a preparar a sua ida para o Inter, aprendendo italiano com Schelotto?

PS: Peço desculpa por este estúpido exercício de recreação, mas foi só para saber o que sentem alguns jornalistas, quando inventam determinadas notícias que podemos encontrar em certos jornais ou programas televisivos.

Loja dos trezentos

Vinte e cinco por cento do passe de João Mário  pertence a um fundo de investimento, pomposamente intitulado Quality Football Ireland Limited (QFIL). Esta percentagem foi alienada em 2012, durante o mandato de Godinho Lopes à frente do Sporting, pela módica quantia de 400 mil euros - avaliando portanto um dos mais promissores talentos da formação leonina num montante totalmente dissociado do seu valor real, como os factos não tardaram a demonstrar: 1,6 milhões de euros. Num tempo em que o nosso clube era visto como uma espécie de loja dos trezentos: as cláusulas de rescisão estavam fixadas em valores ridículos e até jogadores dos escalões da formação já tinham os respectivos passes em poder de entidades alheias ao Sporting.

Garantem alguns saudosistas do croquete que isto não era gestão danosa. Não sei então que nome lhe chamar.

Cada vez mais longe do abismo

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 Foto A Bola

 

O chamado  "caso" João Mário - primeira telenovela da estação pateta do nosso jornalismo futebolístico, que vai abrir caminho a várias outras - acaba por constituir uma homenagem involuntária ao espírito combativo de Bruno de Carvalho por parte dos seus detractores.

Ao assumir a liderança do Sporting, em Março de 2013, o actual presidente leonino cortou radicalmente com péssimos hábitos instalados no clube - sobretudo ao nível da gestão dos seus principais activos, que são os jogadores.

Antes dele foi possível que um dos melhores defesas da nossa formação, Daniel Carriço, acabasse transferido por meros 750 mil euros, quando já era capitão da equipa. Hoje é um profissional cotado no campeonato espanhol, com duas Ligas Europas no seu currículo.

Antes dele foi possível outro grande defesa formado no Sporting, Eric Dier, ter um contrato de tal maneira lesivo para os interesses do nosso clube que encorajava qualquer agremiação inglesa a resgatá-lo por meros cinco milhões de euros. Assim sucedeu, com o Tottenham: Dier é hoje titular da selecção inglesa.

O Sporting, que foi sempre um clube formador por excelência, raras vezes colheu os frutos devidos dessa formação. Nenhum de nós esquece o que aconteceu com a venda de Cristiano Ronaldo, em 2003: aquele que viria a ser o melhor jogador do mundo foi despachado com apenas 18 anos, rendendo só  8,2 milhões de euros aos cofres leoninos. A pressa em vê-lo longe de Alvalade, por parte dos dirigentes da altura, foi imperdoável. Quase criminosa.

 

Bruno de Carvalho pôs fim a esta negligência lesiva dos nossos interesses. Actualizou salários, readquiriu passes dos jogadores, renovou contratos (o de João Mário teve a primeira actualização logo em Julho de 2013, quatro meses após a posse do presidente), subiu cláusulas de rescisão. Não voltará a repetir-se uma situação como a que nos levou a ficar privados do talento de Eric Dier após termos investido nele onze anos de formação.

Lembro-me bem do gozo generalizado de que foi alvo o presidente ao elevar as cláusulas a cada revisão contratual. Hoje os nossos principais rivais praticammesma política, sem que haja ninguém a gozá-los. Percebe-se porquê: isto defende os interesses de qualquer clube, por mais que possa desagradar a determinados empresários e a uma certa camada de agentes intermédios, pertencentes a uma clique parasitária que ambiciona enriquecer à custa do suor alheio.

 

Com João Mário, tal como sucedeu com outros jogadores de inegável valia, Bruno de Carvalho agiu com astúcia negocial mas de forma transparente, procurando acima de tudo defender o interesse do Sporting.

Antevendo as boas prestações do jogador na Liga 2015/16 e no Campeonato da Europa, o presidente actualizou o salário do nosso médio criativo e propôs-lhe a celebração de um novo contrato, prontamente aceite há menos de um ano. Um contrato que vincula até 2020 João Mário ao clube que o formou e fixa uma cláusula de rescisão inteiramente adequada ao seu valor. Nada mais natural, tratando-se daquele que é talvez o melhor activo do futebol leonino.

Na altura isto não suscitou o menor protesto por parte das virgens ofendidas que agora pululam por aí.

 

Dizem as notícias mais recentes que o empresário de João Mário terá recebido propostas de aquisição do jogador por parte de quatro dos maiores clubes europeus, oscilando entre 35 milhões e 40 milhões de euros. Sem perceberem, estes jornais vão prestando tributo à gestão de um presidente que tem conseguido valorizar como nunca os jogadores. Basta lembrar que há dois anos, sem acesso à equipa principal e pouco utilizado na equipa B, João Mário jogava por empréstimo no Vitória de Setúbal. Hoje é conhecido na elite do futebol europeu.

De que outro profissional do Sporting se podia dizer o mesmo antes de Março de 2013, quando seguíamos em décimo lugar no campeonato, não ganhávamos um só título interno desde 2008, havia cinco anos que permanecíamos fora do acesso à Liga dos Campeões e vendíamos jogadores ao desbarato - de  Matías FernándezRicky von Wolfswinkel - para cumprir elementares operações de tesouraria?

 

Hoje, apesar de continuarmos a honrar a pesada dívida que as gestões anteriores contraíram perante a banca, temos liquidez suficiente para recusar novas saídas de jogadores a preço de saldo, por mais que isso nos mantivesse nas boas graças dos empresários que só ambicionam somar milhões às suas contas bancárias.

Deixámos de estar com a corda na garganta, deixámos de agir em função do desespero de circunstância. A larga maioria dos passes dos nossos jogadores regressou à titularidade do Sporting. As renovações contratuais voltaram a defender os interesses do clube, sublinhando a nossa capacidade formadora, e beneficiaram igualmente os profissionais do futebol que servem da melhor maneira a instituição.

 

Hoje temos quatro futebolistas titulares da selecção que acaba de conquistar o cobiçado título de campeã da Europa.

Óptima notícia para os jogadores, cada vez mais valorizados - os “aurélios”, como orgulhosamente lhes chamamos em justa homenagem a esse grande descobridor de talentos que é o nosso Aurélio Pereira.

Óptima notícia para o Sporting, que vê reconhecida como nunca a sua excelência formadora e enriquecido o seu magnífico património humano.

Óptima notícia para todos nós, sócios e adeptos. Por vermos o clube bem gerido, a formação a produzir mais e melhores frutos e os patamares de exigência elevados como nunca.

 

Esperamos que seja uma via sem retorno. Para tornar cada vez mais distante aquele passado recente que nos deixou à beira do abismo.

Novelas só em setembro

Aqui ficam as minhas modestas sugestões para títulos para notícias sobre João Mário, nos próximos dias:

 

João Mário e pai dizem que médio está feliz no Sporting mas fonte próxima do processo garante que não

João Mário é melhor em campo diante do Wolfsburgo mas mostrou-se claramente contrariado

João Mário aplaudido em Alvalade mas só pensa em sair porque não sente apoio

João Mário aumentado, fica ofendido por ganhar menos do que Cristiano Ronaldo

João Mário vendido por 59 milhões. Bruno não cumpriu promessa de vende-lo pela clausula

 

PS: Agora a sério. João Mário é um grande jogador, é natural que tenha ambição de ganhar mais dinheiro de jogar em ligas mais competitivas mas já deve ter percebido que não sai por tuta e meia. Num mercado que dá 120 milhões por Pogba e 90 milhões por Higuaín, um jovem número dez, campeão europeu, vale entre 45 e 50 milhões.

Aprender com quem sabe

Estes são dias em que as transmissões diárias dos desafios do Campeonato da Europa permitem separar o trigo do joio. Ficamos a saber quem é que, no enxame de comentadores e "analistas" dos jogos, entende mesmo de futebol e quem não percebe patavina.

Neste segundo lote destaca-se aquele que é talvez o palrador máximo da pantalha. Fala na proporção inversa do que sabe. Ainda há dias, como se estivesse numa conversa de café, declarava que o problema da selecção nacional é "eles correrem pouco". E concluía, contemplando a própria imagem num monitor de estúdio e repetindo sempre cada frase para preencher tempo de antena: "Deviam correr mais, deviam correr mais..."

 

Entre os que percebem realmente de futebol destaco alguém que não costuma pavonear-se nas televisões. Refiro-me a José Ribeiro, editor-chefe do jornal Record. Na edição de hoje, este jornalista explica de forma consistente e credível por que motivo jogadores como João Mário e William Carvalho renderam muito mais na segunda parte do Portugal-Hungria do que na primeira.

Passo a citar, com a devida vénia:

«William transformou-se, durante a primeira parte, na segunda "vítima" de Moutinho (a primeira fora Danilo): como o médio do Mónaco não está a conseguir ser dinâmico, "esconde-se" em espaços muito recuados, originando redundância de posicionamentos e funções na primeira fase de construção. Portugal voltou a ressentir-se desse problema. (...) Há um jogo com Renato que, neste momento, nunca pode existir com Moutinho. [No segundo tempo] o jogo da selecção transformou-se. O corredor central passou a ter vida e dinâmica. João Mário cresceu para os patamares habituais, de craque. E finalmente viu-se uma equipa com argumentos para poder discutir resultados. Com William vigilante, a cobrir-lhe as costas, este duo dinâmico foi capaz de "queimar" linhas e levar a bola para a zona de finalização. Não foi por coincidência, foi pela acção directa de Renato. E mesmo "sem" André Gomes em campo, aqueles dois carregaram o jogo e levaram a bola para onde ela tinha de estar. Onde ela não chegava com Moutinho.»

 

Palavras de um atento e sábio leitor do jogo. Com ele é possível aprendermos alguma coisa. Com o outro, o tal que adora mirar-se no monitor, ninguém aprende nada.

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