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És a nossa Fé!

Balanço (10)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre JEFFERSON:

 

- Edmundo Gonçalves: «Ah, Jefferson, dizem-me que jogou. Confesso que não o vi.» (30 de Novembro)

- Francisco Chaveiro Reis:  «Na esquerda, o Jefferson deste ano é um a menos.» (20 de Dezembro)

- Luís de Aguiar Fernandes: «Obrigado, Jefferson. Por me fazeres ter saudades do Marvin Zegcoiso.» (22 de Dezembro)

- Eu: «Continua a ser um modelo de ineficácia. À beira do fim do jogo, endossou a bola a um adversário em zona proibida. Podia ter sido golo.» (25 de Fevereiro)

- Rui Cerdeira Branco: «Parece definitivamente em fase descendente. Desde que renovou raras vezes se lhe viu a qualidade e empenho passados e com Jorge Jesus tem tido menos oportunidades. Mais um ponto de interrogação para a próxima época.»  (14 de Maio)

Há razões que a razão desconhece

Há coisas que não entendo de todo nas notas que os jornais atribuem aos jogadores. Hoje, por exemplo, o diário Record reabilita Jefferson, ontem claramente o pior jogador do Sporting frente ao Rio Ave, atribuindo-lhe nota 3 (em 5), claramente positiva. A mesma nota que atribui a Paulo Oliveira, Gelson Martins e Adrien, por exemplo. E apenas um patamar mais abaixo do que o 4 atribuído pelo mesmo jornal a Rui Patrício.

Para mim é incompreensível como um jornal desportivo mantém uma gama classificativa tão reduzida como esta, que leva dois terços dos jogadores a receberem nota 2 ou 3. Sem distinguir, portanto, as verdadeiras diferenças dos desempenhos que tiveram em campo. Eu se fosse responsável editorial do Record ampliava este critério, passando a atribuir notas de 1 a 10 - aliás à semelhança do que fazem os outros jornais.

Mas o que de todo não entendo é como foi possível enaltecer o medíocre Jefferson do jogo de ontem, dando-lhe nota positiva. Há razões que a própria razão desconhece.

Jefferson, o sobredotado?

Já são conhecidas algumas das capacidades do nosso lateral esquerdo brasileiro, como um enorme campo de visão, uma excelente capacidade de cruzamento ou o facto de ser alguém cheio de gás.  Mas agora, de acordo com a edição de hoje do jornal "A Bola", o homem tem a capacidade de jogar em mais que uma posição. Ora vejam lá qual foi o último 11 a iniciar um jogo do Sporting, de acordo com esse jornal.

 

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Balanço (11)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre JEFFERSON:

 

- Edmundo Gonçalves: «Vencedor do prémio "acertar com o guarda-redes contrário". Cada tiro, cada melro, cada centro, cada "acertadela" no guarda-redes russo. Foi obra! E continuo com a minha de que é culpa dele o primeiro golo: ficou nas covas.» (18 de Setembro)

- Duarte Fonseca: «Já estava na hora de Jefferson acordar para esta época. Bem sei que assimilar princípios defensivos aos 27 anos não é fácil, sobretudo para quem tinha muito pouca noção de posicionamento, mas a verdade é que tem que render muito mais.» (22 de Setembro)

- Eu: «Quatro assistências para golo em nove jogos da Liga 2015/16. Isto diz tudo sobre o valor do nosso lateral esquerdo, a primeira contratação da era Bruno de Carvalho.» (4 de Novembro)

Avulsas do jogo com o Nacional

1) A inteligência colectiva e o jogo entre linhas será sempre a melhor forma de entrar numa defesa povoada. Foi preciso entrarem Martins, Mané e (principalmente) Montero para que o Sporting tivesse algumas variações ao jogo que fazia desde início da 2a parte, que consistia em lateralizar e cruzar ao calhas em busca de um cabeceador(mento) perdido. Verdade seja dita que Bryan Ruiz e Gelson também tentaram variar as opções, mas no caso deste último o que pensa ainda não é acompanhado pela forma como executa;

 

2) Como é possível alguém dizer-se profissional de futebol se não tem a mínima afinidade com a bola de...futebol? Sim, estou a falar de Slimani. Que além de ser dos jogadores menos inteligentes que vi jogar, adiciona uma odiosa relação com a bola que chega a ser chocante. É impressionante a quantidade de jogadas de ataque com potencial que são interrompidas por este homem;

 

3) Já estava na hora de Jefferson acordar para esta época. Bem sei que assimilar princípios defensivos aos 27 anos não é fácil, sobretudo para quem tinha muito pouca noção de posicionamento, mas a verdade é que tem que render muito mais;

 

4) O Patrício entre a 5a feira passada (jogo com o Lokomotiv) e o jogo de ontem aprendeu que pode sair da baliza para recolher uma bola metida em profundidade pelos adversários. Um dia destes ainda vai aprender a controlar a profundidade e a sair dos postes;

 

5) Continuo a achar piada ao facto da maioria das pessoas não perceberem Esgaio. Sim, é verdade que errou 3 ou 4 passes curtos e de fácil execução, mas na primeira parte foi um dos melhores em campo, raramente comete erros posicionais, tem capacidade de jogo interior e tecnica e cognitivamente é muito superior a João Pereira. Neste momento é, sem dúvida, a melhor opção.

Balanço (10)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre JEFFERSON:

 

- Edmundo Gonçalves: «Não esteve mal a defender, apesar de na primeira parte o caudal de jogo do adversário ter sido mais pelo seu lado.» (18 de Setembro)

- Eu: «Até os tais bitaiteiros tiveram de enfiar a viola no saco depois daquele teu primoroso golo que silenciou o Schalke 04, o segundo da nossa equipa, o que colocou o Sporting a vencer aos 52 minutos, após uma fenomenal assistência do Nani. Agora vêem-te lá, no onze ideal da UEFA à quarta jornada da Liga dos Campeões, e os tais têm de render-se enfim ao teu talento - mais que não seja fechando a boca, silenciando a matraca.» (9 de Novembro)

- José Navarro de Andrade: «Vi Jefferson a descapitalizar 13 milhões de euros como se fosse um hacker da bolsa. E ainda foi lá abaixo marcar um golo.» (9 de Fevereiro)

Tu mereces, Jefferson

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Tu mereces, Jefferson.

Fiquei contente por ti, claro. Mas também por nós. Por todos nós.

Desde que vieste para o Sporting na época passada como primeiro reforço da era Bruno de Carvalho após uma prestação notável no Estoril e foste um dos esteios da equipa-base definida por Leonardo Jardim, deste sempre o máximo em campo. Indifererente aos bitaiteiros das pantalhas - alguns dos quais nem tentam esconder a aversão pelo Sporting - que insistiam que só sabias atacar e não defender ou que apenas sabias correr na ala sem saber centrar ou que eras um zero nas bolas paradas, tu provaste aos adeptos, os únicos a quem tens de provar alguma coisa, que és um atleta com brio e garra.

Como se exige aos verdadeiros leões.

Agora até os tais bitaiteiros tiveram de enfiar a viola no saco depois daquele teu primoroso golo que silenciou o Schalke 04, o segundo da nossa equipa, o que colocou o Sporting a vencer aos 52 minutos, após uma fenomenal assistência do Nani.

Agora vêem-te lá, no onze ideal da UEFA à quarta jornada da Liga dos Campeões, e os tais têm de render-se enfim ao teu talento - mais que não seja fechando a boca, silenciando a matraca.

Lá vens tu, como melhor lateral esquerdo europeu nesta jornada. Num onze em que figuram Pirlo, Koke e Reus.

 

Tu mereces, Jefferson.

Lá estaremos logo a apoiar-te uma vez mais.

Balanço (6)

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre JEFFERSON:

 

- Duarte Fonseca: «Jefferson fez mais um excelente jogo.» (18 de Agosto)

- Eu«Jefferson é um daqueles futebolistas capazes de desequilibrar um desafio a qualquer momento. E, dada a sua idade, tem ainda uma larga margem de progressão.» (11 de Novembro)

- José da Xã: «Jefferson e Maurício assentaram nesta equipa que nem uma luva de pelica em mão sedosa.» (16 de Dezembro)

- Filipe Arede Nunes: «Jefferson tem-se destacado na equipa do Sporting como um dos mais sólidos e regulares jogadores.» (20 de Janeiro)

Jefferson: só falta o golo

 

Foi uma das figuras do último campeonato. Por ter marcado um golo decisivo, no empate cedido pelo Benfica na Luz frente ao Estoril, travando o passo à progressão dos encarnados na conquista do título, que seria do FC Porto. Jefferson, eleito homem do jogo nessa memorável partida realizada a 6 de Maio de 2013, negou ainda o golo a Maxi Pereira com um corte cirúrgico no momento certo.

Estas duas jogadas - a do golo e a do corte - num desafio em que o Estoril enfrentou sem receio a turma de Jorge Jesus definem muito da personalidade de Jefferson Nascimento, lateral esquerdo brasileiro de 25 anos agora ao serviço do Sporting.

Foi o primeiro reforço anunciado na presidência de Bruno de Carvalho, ainda em Maio. E as suas palavras iniciais aos sócios confirmavam os pergaminhos que o fizeram rumar a Alvalade: prometeu contribuir para a "grandeza" leonina, "colocando o clube no seu lugar" após a pior época de sempre.

 

Um verdadeiro Leão fala sempre assim, sem temer mostrar as garras. Mas Jefferson não se limita às palavras: já comprovou características de lutador no terreno de jogo. É um daqueles jogadores que revelam sempre vontade de ganhar. Em proporção inversa ao do baixo custo da sua contratação ao Estoril: custou apenas 700 mil euros ao Sporting. Basta comparar esta quantia com a de outro lateral esquerdo, também brasileiro: Alex Sandro custou ao FC Porto, no Verão de 2011, 9,6 milhões de euros.

Rezam as crónicas que o Benfica quis ter Jefferson nas suas fileiras. Mas Bruno de Carvalho antecipou-se. E fez bem, como o ex-estorilista tem vindo a demonstrar em campo enquanto titular quase indiscutível no onze-base definido por Leonardo Jardim. Só por lesão o brasileiro teve de ceder episodicamente o lugar ao paraguaio Piris. Mas retomou-o sem demora: o treinador acredita nele. E as bancadas de Alvalade também. Mesmo alguns resmungões - aqueles que dizem mal de tudo e de todos - já se renderam à tenacidade de Jefferson. Que defende bem e ataca melhor, com extrema rapidez. Os seus cruzamentos levam sempre o selo de perigo às defesas contrárias. E é um dos nossos melhores especialistas na marcação de cantos e livres.

 

Falta-lhe um golo pelo Sporting. Aposto que não precisaremos de esperar muito.

Jefferson é um daqueles futebolistas capazes de desequilibrar um desafio a qualquer momento. E, dada a sua idade, tem ainda uma larga margem de progressão. Oxalá o nosso clube saiba conservar nas suas fileiras este jogador que actua com o número 4 na camisola. Porque ele é, sem dúvida, um dos melhores laterais esquerdos a actuar nos estádios portugueses.

 

 

Texto publicado originalmente a 11 de Novembro de 2013, integrado na série colectiva Os Nossos Jogadores, e que me apeteceu reeditar agora.

Os nossos jogadores (3): Jefferson

 

Foi uma das figuras do último campeonato. Por ter marcado um golo decisivo, no empate cedido pelo Benfica na Luz frente ao Estoril, travando o passo à progressão dos encarnados na conquista do título, que seria do FC Porto. Jefferson, eleito homem do jogo nessa memorável partida realizada a 6 de Maio de 2013, negou ainda o golo a Maxi Pereira com um corte cirúrgico no momento certo.

Estas duas jogadas - a do golo e a do corte - num desafio em que o Estoril enfrentou sem receio a turma de Jorge Jesus definem muito da personalidade de Jefferson Nascimento, lateral esquerdo brasileiro de 25 anos agora ao serviço do Sporting.

Foi o primeiro reforço anunciado na presidência de Bruno de Carvalho, ainda em Maio. E as suas palavras iniciais aos sócios confirmavam os pergaminhos que o fizeram rumar a Alvalade: prometeu contribuir para a "grandeza" leonina, "colocando o clube no seu lugar" após a pior época de sempre.

 

Um verdadeiro Leão fala sempre assim, sem temer mostrar as garras. Mas Jefferson não se limita às palavras: já comprovou características de lutador no terreno de jogo. É um daqueles jogadores que revelam sempre vontade de ganhar. Em proporção inversa ao do baixo custo da sua contratação ao Estoril: custou apenas 700 mil euros ao Sporting. Basta comparar esta quantia com a de outro lateral esquerdo, também brasileiro: Alex Sandro custou ao FC Porto, no Verão de 2011, 9,6 milhões de euros.

Rezam as crónicas que o Benfica quis ter Jefferson nas suas fileiras. Mas Bruno de Carvalho antecipou-se. E fez bem, como o ex-estorilista tem vindo a demonstrar em campo enquanto titular quase indiscutível no onze-base definido por Leonardo Jardim. Só por lesão o brasileiro teve de ceder episodicamente o lugar ao paraguaio Piris. Mas retomou-o sem demora: o treinador acredita nele. E as bancadas de Alvalade também. Mesmo alguns resmungões - aqueles que dizem mal de tudo e de todos - já se renderam à tenacidade de Jefferson. Que defende bem e ataca melhor, com extrema rapidez. Os seus cruzamentos levam sempre o selo de perigo às defesas contrárias. E é um dos nossos melhores especialistas na marcação de cantos e livres.

 

Falta-lhe um golo pelo Sporting. Aposto que não precisaremos de esperar muito.

Jefferson é um daqueles futebolistas capazes de desequilibrar um desafio a qualquer momento. E, dada a sua idade, tem ainda uma larga margem de progressão. Oxalá o nosso clube saiba conservar nas suas fileiras este jogador que actua com o número 4 na camisola. Porque ele é, sem dúvida, um dos melhores laterais esquerdos a actuar nos estádios portugueses.

Lembram-se?


Eu até emprestava o Jefferson este fim de semana ao Estoril. Só para matar saudades do campeonato que limpou ao Benfica na época passada. Eu sei: este ano, uma vitória do Estoril só vai dar para atrasar o Benfica na luta pela Europa e acelerar a crucificação do homem do kispo vermelho. A mim, também serve.

Lesões: Jefferson

Jefferson tem-se destacado na equipa do Sporting como um dos mais sólidos e regulares jogadores. A sua lesão, e consequente afastamento por cerca de um mês, é algo que me preocupa em função do facto de o seu substituto natural (Rojo) poder não conseguir dar a mesma dimensão ofensiva ao flanco esquerdo. Espero que o Leonardo Jardim consiga encontrar os equilíbrios necessários para que a equipa não perca acutilância e bi-verticalidade.

Jogar a sério do princípio ao fim

Como de costume, a imprensa especializada em futebol limitou-se a sublinhar o óbvio: o exelente desempenho de Montero no golo que fechou a sua conta individual - e a do Sporting - na vitória por 5-1 contra o Arouca.

Mas faltou ir um pouco mais longe. Para se perceber bem até que ponto esta é uma equipa renovada, em que a vontade de vencer prevalece sobre tudo o resto. Sendo o futebol um desporto colectivo, nunca é de mais destacar esta dimensão de uma modalidade que tanto nos fascina.

 

A jogada do quinto golo, por exemplo, transcendeu muito o celebrado virtuosismo do avançado colombiano. Teve outros intervenientes que merecem destaque. Porque, cada qual a seu modo, todos simbolizam a nova atitude de um Sporting que se quer leão não apenas no símbolo.

Jefferson iniciou o lance ofensivo, encostado à linha esquerda. A equipa vencia já por 4-1, a poucos minutos do fim: o mais cómodo seria atrasar a bola, devolvê-la porventura ao guarda-redes. Mas para Jefferson recuar não era opção: neste Sporting joga-se para a frente, não para trás. E assim fez.

Capel recolheu-a. E acelerou ainda mais, rumo ao único objectivo que interessava: a baliza adversária. Já tinha feito uma assistência para golo, a equipa vencia por uma vantagem dilatada, mas não lhe bastava isso. Era preciso mais. Podia entreter as bancadas com uns floreados. Mas para Capel a jogada inócua não era opção. O jogador - um dos grandes ídolos de Alvalade - voltou a fazer um passe cirúrgico tendo Montero por destinatário.

E, enfim, o colombiano. Já tinha marcado dois, já tinha sido brindado com aplausos merecidos. Podia fazer de conta que tentava mais um golo. Mas para Montero fazer de conta não era opção: ele ambicionava outro - o terceiro golo, o mais requintado do ponto de vista técnico, o que lhe garantiu uma ovação ainda maior.

 

Três intervenientes nesta brilhante jogada colectiva. Três leões.

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