07 Dez 16
Manto de silêncio
Pedro Correia

Procuro na imprensa desportiva cá do burgo ecos da investigação multijornalística que está a abalar a Europa do futebol: o desvio para paraísos fiscais, designadamente as Ilhas Virgens britânicas, de centenas de milhões de euros em receitas publicitárias de craques da bola "aconselhados" por empresários do sector a ludibriar as autoridades tributárias.

Em vão: nem uma linha dedicada ao escândalo do Football Leaks. Só um doce e recatado manto de silêncio.

No pasa nada, hombre. As coisas são o que são.


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15 Nov 16

As imagens foram divulgadas e demonstram inequivocamente que é o presidente do Arouca que começa o conflito. Mesmo assim, o Público prefere dar mais destaque a uma hipotética "cuspidela" que Bruno de Carvalho teria lançado em resposta. Nenhum dirigente do Arouca a referiu na altura dos incidentes. Mas entretanto alguém notou o que poderia ser uma cuspidela. O Público decidiu adotar essa narrativa (o título original da notícia não tinha ponto de interrogação). O Arouca, convenientemente, também.
Agora, numa versão atualizada, o Público já diz que "pode ter sido uma cuspidela" (garantia antes que "foi"), mas afinal também pode ser fumo do cigarro eletrónico que Bruno de Carvalho estava a fumar.
As questões aqui são: quem inventou a narrativa da cuspidela? De que clube? Como teve o Público acesso a ela? E por que decidiu que era essa a narrativa verdadeira sem consultar mais ninguém?

(Adenda: a primeira página de "O Jogo" é ainda mais grave, pois toma mesmo como verdadeira a versão da cuspidela.)


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15 Set 16

Alfredo Relaño, As: «El Sporting se sentirá ahora desdichado, maltratado por la fortuna, y con razón. Jugó muy bien, mucho mejor que el Madrid, tenía el partido ganado en el 89’ y lo perdió de golpe. (...) Muy buen equipo este Sporting. Abajo y arriba, juntos, solventes, serenos. Buen mando de William Carvalho en la media, manejo del tico Bryan Ruiz, un peligro tremendo a la derecha del ataque, Martins, el merodeo de Bruno César... Me gustó prácticamente todo.»

 

Daniel Calle, El Español: «Con uno de los despliegues de aficionados más amplios y ruidosos en años en el Bernabéu, el equipo portugués trasladó su poderío en las gradas al césped. Qué manera de dominar tácticamente un partido. Parecían ellos los campeones y el Madrid los visitantes. Jorge Jesus, el excéntrico técnico portugués, se comió a un Zidane dormido. (...) Jesus maniató al Madrid, ahogó su salida de balón, electrocutó todas sus ideas y acabó llevando el partido por donde quería.»

 

Hughes, ABC: «Se supo que el Sporting era un equipo de una pieza en el cuarto o quinto segundo. Eso se nota. Es como lo que Raoul Walsh dijo de John Wayne: "Cuando coge el rifle el hijo de puta parece un hombre." (...) En el 20, el Sporting ya adormeció el partido. No era un equipo serio, era un equipo excelente. Menudo central es Semedo, menudo medio es William, qué rapidez la de Martins y César arriba y cuánta clase en la zurda del tico Bryan Ruiz.» 

 

Jesús Garrido, El Confidencial: «Todo empezaba en la pareja Carvalho-Silva en el medio y avanzaba hasta Dost y Ruiz. Fue más incisivo Martins en la derecha, pero acabó marcando Bruno, el de la izquierda. Fue tras un rebote en una jugada embarrada, pero pudo llegar en muchas otras oportunidades.»

 

José Aguado, La Razón: «El líder de la Liga portuguesa se plantó ayer en el Bernabéu con el descaro de los equipos que no tienen miedo y con el buen hacer de los conjuntos bien trabajados. (...) El Sporting supo apretar bien a Modric y Kroos y ambos pasaron por el partido de puntillas, sin marcar el ritmo en ningún momento.»

 

José Samano, El País: «El Madrid evitó un chasco con goles de Cristiano y Morata en el penúltimo y último suspiro. Hasta entonces, el equipo se vio ante un inopinado precipicio. (...) Parasitado el Madrid, el Sporting desfiló con una sorprendente fluidez. El club lisboeta siempre fue la gran factoría del fútbol portugués y, pese a su escaso vuelo en Europa, ahora tampoco le faltan buenos peloteros, caso de Adrien Silva, William Carvalho y esa veta juvenil que es Gelson Martins.»

 

Josep M. Artells, Mundo Deportivo: «El Real Madrid siempre gana así. Fue netamente inferior al Sporting pero remontó en la última jugada del descuento. De fútbol, mejor no hablar porque solamente lo puso el valiente equipo de Jorge Jesus que fue ganando hasta que Cristiano empató en el minuto 88 transformando una falta inexistente, otro clásico.»

 

Orfeo Suárez, El Mundo: «Remontada ante un magnífico Sporting que no mereció perder. (...) Existen dos tipos de velocidad, la física y la mental. En un mediocentro es más importante la segunda. El portugués [William Carvalho] la tiene. Mientras trota, da soluciones rapidísimas.(...) El histriónico Jorge Jesús, pese a su expulsión, ganó la batalla a Zidane.»

 

Oriol Dotras, La Vanguardia: «Un gol de Cristiano Ronaldo en el 88’ y otro Álvaro Morata con el tiempo cumplido dieron al campeón los primeros tres puntos de esta fase ante un dignísimo Sporting de Portugal. (...) Incluso se atrevían los de Jorge Jesús salir jugando el balón para desespero del Bernabeu, que empezó a impacientarse con algunos pitos, sobre todo después de que Bas Dost estuviera a punto de conectar el segundo gol.»

 

Rúben Jiménez, Marca: «Bruno César aprovechó un barullo, una asistencia involuntaria de Modric para ponerle una rosca imposible a Casilla al palo largo. Hubo un runrún en el estadio y con el paso de los minutos alguno hacía cuentas sobre la futura visita a Dortmund, el viaje a Lisboa... Susto.»


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26 Jun 16

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15 Jun 16
Até em Itália já gozam
Francisco Vasconcelos

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 "João Mário - Um dos poucos portugueses que demonstra mínimas ideias de jogo: deve ser por isso que Santos o tirou"


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10 Mai 16
Para quando?
Francisco Vasconcelos

Para quando uma comunicação social isenta que não se deixa manipular pelos interesses de um departamento de comunicação, com o intuito de engrandecer os feitos de uns e abafar os feitos de outros?

Para quando uma punição severa aos àrbitros, observadores, delegados da liga e dirigentes que prejudicam a verdade desportiva?

Para quando a existência de uma competição limpa, sem manobras de bastidores, e o fim do clima de suspeição em que vive o nosso futebol?

 

É caso para dizer: "É bom que seja para ontem!"


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06 Jan 16

6h00 – Jorge Jesus acorda. Rui Vitória sente-se indignado por Jorge Jesus acordar a um horário que lembra as temporadas no benfica.

 

7h00 – Jorge Jesus toma o pequeno almoço pondo queijo vitória na torrada, Rui responde dizendo que não admite este tratamento de inferiorização por parte do antecessor.

 

8h00 – Jorge Jesus pega no carro metendo a primeira. Rui Vitória relembra que ainda há muito campeonato pela frente e que antes de sair de casa conseguiu meter mais 5 vezes a primeira do que JJ, esquecendo-se que efectivamente tinha engatado 8 vezes a marcha-atrás.

 

9h00 – Jorge Jesus começa o treino. Chama Gelson e Matheus para acertar pormenores tácticos. Sai capa adicional d’ A Bola, em letras gordas dizendo, Vitória na formação: Renato Sanchez no Man. United por 50 milhões de euros.

 

11h00 – Jorge Jesus dá uma conferência de imprensa falando do estado do campo. Rui Vitória entra atrasado (depois de pagar um bolo rei à equipa) referindo que não entra em jogos psicológicos, e que para batatais ele dará a resposta.

 

13h00 - Jorge Jesus come bifes de cebolada. Rui Vitória sente-se ofendido e denegrido por um colega de trabalho, dizendo que não aceita ser comido de cebolada.

 

15h00 – Jorge Jesus inicia o treino com marcação de penáltis. Rui Vitória dá uma entrevista dizendo que a sua equipa não precisa de penáltis para continuar na corrida do título, que ganham por mérito próprio, sendo exemplo disso a 15º Jornada.

 

17h00 – Jorge Jesus olha para o relógio e sorri. Rui Vitória sente-se desdenhado pelo colega de profissão, uma vez que o sorriso deste relembra-lhe os sete golos sofridos contra o Sporting esta época.

 

18h00 – Jorge Jesus dá o onze titular aos jogadores. Pedro Guerra fala na CMTV dizendo que  ao alinhar com estes jogadores ele, seguramente, está em PÂNICOOO.

 

20h50 – Jorge Jesus enaltece a qualidade do futebol praticado pelo Sporting. Rui Vitória recorda o minuto 70... e Gonçalo Guedes refere que não ganhou a melhor equipa, respondendo assim três vezes à pergunta “qual o seu grau de escolaridade?”.

 

22h00 – Jorge Jesus chega a casa e vai ver os resultados dos jogos do porto e do benfica. Rui Vitória fala em obsessão do treinador do Sporting com o benfica, dizendo que só ele pode ser obcecado pelo benfica, numa obsessão tão obsessiva que chega a ser obsessiva a obsessão que este homem obcecado, tem pelo Jesus.

 

(Qualquer semelhança com ficção é pura realidade.)


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16 Nov 15
Cinco inegociáveis
Pedro Correia

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Revela hoje A Bola que há cinco jogadores considerados inegociáveis no Sporting: Rui Patrício, Paulo Oliveira, William Carvalho, Adrien e Slimani. Todos jogadores de selecção (Slimani acaba de marcar mais golos pela selecção argelina). Todos favoritos da massa adepta leonina.

É bom que esta questão fique clarificada desde já. Antes de começarem as habituais especulações que agitam a imprensa nos meses de Dezembro e Janeiro - boas para vender papel e desestabilizar plantéis, péssimas na relação entre o jornalismo e a verdade.


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31 Jul 15
Off - Sporting
Eduardo Hilário

Olhamos para as capas dos jornais e vislumbramos em tamanho XXL a nova contratação do SLB, que Rui Vitória já tem 11 na cabeça e a possível nova contratação do FCP.

 

Sonegada para segundo plano está a participação europeia do Vitória Sport Clube e do Clube Futebol Os Belenenses.

 

Isto demonstra a peremptória falta de respeito por estas duas enormes instituições que dignificam e projectam o nosso país.

 

Por fim, relembro que jogadores e treinador do Clube Futebol Os Belenenses são portugueses.

 

Este lamentável comportamento da imprensa desportiva demonstra quais são as suas prioridades.


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23 Jul 15
Sou só eu?
Edmundo Gonçalves

Sou só eu, ou o presidente do nosso Clube, depois de ter sido acusado por tudo o que é jornal e tv's de ser prepotente, mandão, ditador e mais uns epítetos menos abonatórios que agora não vêm à memória, com o objectivo claro de denegrir a sua imagem e o desanimar na luta pelo nosso Clube e pela limpeza no futebol, o presidente do nosso Clube, dizia, é agora relegado para segundo plano, com a "informação" de que Jorge Jesus manda em tudo; O homem manda o presidente despachar-se quando dá uma entrevista à chegada à RSA; O homem manda o presidente despachar-se a tomar o pequeno almoço; o Homem diz ao presidente que o tempo na casinha tem que ser a correr; O homem manda o presidente engraxar as chuteiras do Teo; O homem diz que não deixa o presidente vender ninguém até à super-taça, etc., etc.

Ou seja, Bruno de Carvalho não risca nada, quem é o manda-chuva agora é Jorge Jesus!

Sou só eu que acho, ou a estratégia é a mesma, apenas mudaram os métodos?


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21 Abr 15

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Esta, do AS espanhol, que há quatro dias já se propunha trocar o campeoníssimo Ancelotti pelo derrotadíssimo Lopetegui.

O diário madrileno revelou uma galopante miopia com esta primeira página: tal como o D. Quixote, também imaginou ver um gigante onde apenas havia um moinho insuflado por uma brisa do vento norte...

Confesso: nestas ocasiões consigo até, sem favor algum, fazer rasgados elogios à imprensa desportiva portuguesa.


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14 Jan 15
Arigato IV
Edmundo Gonçalves

E porque às vezes também há textos muito bons na imprensa, neste caso on-line, aqui fica este excelente artigo de Sérgio Pereira no MaisFutebol sobre o nosso avançado japonês.

Aqui. 


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09 Jan 15
A caçar gambuzinos
Paulo Gorjão

Numa altura em que o Sporting [a] regista a sua melhor série de jogos nesta época, [b] em que Marco Silva está à beira de igualar a melhor série de Leonardo Jardim, i.e. 11 jogos sem perder, [c] em que o clima de desanuaviamento é mais do que evidente, o Record decide destacar hoje nas suas páginas interiores, em texto não assinado, que a vitória em Braga anula cláusula rescisória.

Bem sei que não devemos deixar que a realidade estrague uma boa história. Mas, por Toutátis, alguém acredita que, depois de tudo aquilo que se passou e tendo em conta o que em cima acabo de referir, a mesma seria accionada se o Sporting perdesse?

Os jornais desportivos precisam de criar estórias para vender, bem sei. Longe de mim querer ensinar um jornalista desportivo a inventar estórias. Afinal, era o que faltava querer ensinar a missa ao sacristão. Mas convém ir rodando a bola, até para não parecer que o alvo é sempre o mesmo. Em nome de alguma, digamos, credibilidade.


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08 Jan 15

Record de hoje, pág. 8. Escondida ao fundo da página, uma notícia com o seguinte título: «Um abraço a selar a paz».
Que diz essa notícia? Bruno de Carvalho e Marco Silva «partilharam um abraço após o final do desafio», celebrando juntos a vitória sobre o Famalicão.
Após tanto alarido durante três semanas, o epílogo da história surge ao fundo de uma página par, em lugar discretíssimo. Mereceu uma singela notícia de 16 linhas.


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02 Jan 15
Nem assim!
Edmundo Gonçalves

O preço dos combustíveis aumentou ontem.

 

Nem assim!


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31 Dez 14
O ruído da praxe...
Eduardo Hilário

Ao analisar a imprensa escrita, verifico que a pobreza de espirito continua.

Ou seja,

a) Importante não é defrontar o Vitória de Guimarães com uma equipa de miudos e ganhar o jogo;

b) Também não é importante que o clube de Carnide tenha ganho mais um jogo com colinho;

c) Que não tenha sido assinalado um penalti contra o FCP na sua magra vitória;

O que é realmente importante é que "Marco fica para o Estoril" e que "15 pontos de atraso dão rescisão"...

Ainda há quem pague para ler este lixo...


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19 Out 14
Vocês não levem a mal
Edmundo Gonçalves

Não é meu hábito falar muito nos rivais, mas dei por mim a pensar isto:

Ainda bem que o Benfica ganhou na Covilhã!*

 

Eu explico: é que se a coisa tivesse dado para o torto e eles tivessem perdido (e se aquilo esteve tremido, com os Manueis presos por cordas a cairem que nem tordos), a Taça de Portugal, amanhã nos desportivos, deixaria de existir, deixaria de ser a segunda competição nacional, passaria a ser uma coisa sem importância.

 

Repito: ainda bem que o Benfica ganhou na Covilhã!

 

 

*Com toda a simpatia para o SCC, obviamente.


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24 Set 14
Duplo critério
Pedro Correia

             

 

Reparem no tratamento editorial destas duas primeiras páginas.

 

Na primeira, a 17 de Setembro, noticia-se uma derrota do Benfica para a Liga dos Campeões, mas o tom é triunfal: a manchete, impressa em letras garrafais (acrescidas de ponto de exclamação), resume-se à palavra "incrível" ilustrada com o treinador Jorge Jesus a bater palmas. Tudo aqui sugere a vitória encarnada contra o Zenit. "Luz aplaudiu de pé o esforço das águias", reza a frase que antecede o título principal, logo seguida de outra, com citação de Jesus embevecido com "manifestação dos adeptos".

O Benfica perdeu 0-2 em casa. Mas ninguém diria.

 

Na segunda, a 18 de Setembro, noticia-se um empate do Sporting fora de casa, também para a Liga dos Campeões, mas o tom é fúnebre: a manchete, impressa em letras garrafais, grita ao leitor: "Dupla traição". Vemos três jogadores leoninos em atitude de desânimo. Tudo aqui sugere a derrota do nosso clube contra o Maribor. "Erro inacreditável dos centrais tira vitória ao leão", proclama a frase que acompanha o título principal.

O Sporting empatou 1-1 fora de casa. Mas ninguém diria.

 

Estas duas edições surgiram nas bancas com um intervalo de 24 horas. São de um jornal que muitos agora dizem "conotado com o Sporting". Não é verdade, como aqui se comprova. Se há coisa que nós, sportinguistas, não precisamos é desta imprensa "amiga". Bastar-nos-ia uma imprensa com critério editorial uniforme. Como nos bastaria uma arbitragem com critério técnico e disciplinar uniforme, que não beneficiasse nem prejudicasse ninguém.

São talvez aspirações utópicas. Por mim, não me cansarei de continuar a lutar por elas.


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01 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Em tempo de defeso, prosseguia a minha série "Esteve quase a ser mas não foi". Sobre as ridículas peças "jornalísticas" que pretenderam transformar o Benfica e Jorge Jesus em campeões que não chegaram a ser.

 

A 1 de Junho de 2013 escrevi o seguinte:

«Há jornais que seguem uma orientação confessional. Como os jornais de paróquia. No caso dos 'desportivos', a crença em milagres não move montanhas mas produz manchetes em catadupa. Esta, por exemplo, dada à estampa no Record de 9 de Abril, dia em que se cumpriam 95 anos da batalha de La Lys, de má memória para os pontas de lança portugueses na Flandres - as "competições" europeias daquela época. Menos de dois meses volvidos, este título merece figurar nos anais não como exemplo de clarividência mas como comovente manifestação de fé em Jesus. O Osservatore Romano não faria melhor.»


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30 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Finda a época, era também o momento de fazer um balanço do comportamento de alguns jornais especializados em futebol. Foi o que procurei fazer a 30 de Maio de 2013, analisando o tratamento editorial dispensado por dois destes periódicos ao Benfica: ambos trataram-no como o campeão que nunca chegou a ser nessa temporada 2012/13:

 

Primeiro caso:

«Deitar foguetes antes da festa, no futebol como no jornalismo, costuma dar mau resultado. Quando isso sucede, acontecem capas como esta do Record de 30 de Abril: olhando para ela, exactamente um mês decorrido, soa a um daqueles desejos de menino em véspera de Natal que não chega a concretizar-se no momento em que se desembrulham as prendas. "É tão bom, não foi?", rematava uma velha anedota de caserna. Devidamente transposto para a actualidade desportiva e jornalística, o antigo dichote pode agora ler-se assim: esteve quase a ser tão bom, não foi?

E é que não foi mesmo.»

 

 

Segundo caso:

«Nada como ler o jornal A Bola para deparar com notícias destinadas a tranquilizar o povo benfiquista. Como esta sobre Jorge Jesus, por exemplo, na página 2 da edição de terça-feira: "Quatro títulos em quatro anos".

     ******

Quatro títulos na atribulada era de Jesus?!

Intrigado, fui ler. A notícia começa em tom épico: "Melhor arranque era difícil." Pena, para os benfiquistas, estar totalmente desactualizada: esse brilhante "arranque" correspondia afinal ao campeonato 2009/10...

Sempre no mesmo tom, a prosa prossegue: "Jesus começou por empolgar com futebol de ataque, golos e muita emoção. Para aquecer os corações, foi ganhando uma Taça da Liga (a primeira de três conquistadas durante os quatro anos de mandato) e culminou em apoteose com a celebração da conquista do campeonato, em Maio, na praça Marquês de Pombal."

    ******

Conclusão: os "quatro títulos" a que o jornal favorito do SLB fez referência eram afinal... só um. Os restantes três - a Taça Lucílio Baptista - nem meios títulos são. Dará para "aquecer os corações"? A Bola jura que sim. Mas temos que dar o devido desconto ao periódico mais encarnado do País. Por lá, basta surgir uma pomba a esvoaçar do outro lado da janela para haver logo quem imagine tratar-se de uma águia imperial.

Mania das grandezas. Depois ninguém se admira por darem à luz prosas como esta.»


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29 Abr 14

Cá estamos quase a entrar na pior fase da época. Acabam-se os jogos semanais e centram-se as atenções no que mais houver. Vão ser compras, vendas, empréstimos, enfim um ror de acções que apenas vão ser semi-interrompidas por uns quantos jogos da selecção em terras de Vera Cruz.

A crer nos nossos diários desportivos é bem possível que fiquemos apenas com um ou dois jogadores no plantel principal. Mais do mesmo afinal. Vamos ter ofertas mirabolantes dos novos tubarões financeiros que por acaso também são proprietários de clubes de futebol.  A UEFA irá mostrar espanto e repulsa por tão grandes cifras despendidas por alguns magnatas, mas no fim estende placidamente a mão e aguarda pelo seu imenso retorno financeiro.

Os clubes aferroam-se a fundos que lhes dão garantia de ilusão de grande liquidez e força negocial. Caminha assim o futebol, os clubes, para o ocaso. São empresas cotadas, que respondem não com resultados desportivos mas sim com balancetes positivos, cash-flow aceitável e mais uma quantidade de expressões, todas elas indecifráveis num campo da bola.

Ao mesmo tempo iremos assistir a golpadas, avanços e recuos em “negociações de passes”, recusas em aceitar condições impostas, declarações intempestivas nos jornais e rádios e por fim acordos selados com fotos de cortesia e desejos de tudo de bom, amigos para sempre. Os nossos diários desportivos encavalitam-se no tempo para serem os primeiros a dar a boa (ou má) nova. Vamos ouvir falar de negócios da china ou das arábias. E também da Rússia o novo-rico entretanto chegado.

Como sempre, este ano mais ainda, do outro lado da 2ª Circular irá nascer uma equipa que ofuscará a mais cintilante constelação. Lá para cima assistiremos a uma prolongada noite de facas longas, sem sabermos ainda quem será o novo capataz.

As ratazanas têm neste período o seu eldorado. Estarão a esfregar as mãos à espreita de qualquer sinal, ténue que seja. Aligeiram listas de entradas e saídas e agora alguns até já sabem trabalhar em excel, fazem as suas tabelas dinâmicas e mudando um campo ou outro, adequam o resultado às calinadas escritas.

Entretanto nos campos a bola irá correr, os balancetes para aqui não são chamados e pouco contam. São onze de um lado que correm, fintam, chutam, centram, cabeceiam e conseguindo, marcam golo. 


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16 Dez 13

Se existe sector da equipa do Sporting onde seguramente não são necessárias novas contratações é o ataque. Até eu que não sou propriamente um 'especialista' em futebol percebo que Montero e Slimani estão a dar muito boa conta do recado e que, salvo situação anómala, nenhum deles abandonará a equipa do Sporting em Janeiro. Mas sendo impossível anunciar novas contratações, a imprensa desportiva não desarma e agarra-se a uma irrelevante lista de referenciados, i.e. uma lista interminável de potenciais reforços que salvo raríssimas excepções nunca se concretizará. Falta de assunto, evidentemente. Estas contratações potenciais nascem e morrem nas páginas dos jornais desportivos, muitas vezes no espaço de uma semana. Não confundir este mundo virtual com o mundo real. No mundo real a equipa do Sporting, como tem sido repetido até à exaustão, fará poucos ou nenhuns ajustes no plantel em Janeiro, por muito que isso custe a quem colecciona cromos na caderneta virtual dos referenciados. É a vida.


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15 Dez 13
Desculpe, pode repetir?
Cristina Torrão

Não tendo tido possibilidades de seguir ontem o jogo online, “googlei”, hoje de manhã, «Liga Zon Sagres», a fim de apurar o resultado do Sporting-Belenenses. O primeiro clique levou-me a um artigo de Paulo Resendes, que começa por dizer que a equipa de Belém discutiu o jogo taco a taco desde o primeiro minuto, tendo o Sporting criado uma oportunidade flagrante de golo durante a primeira parte, em cima do minuto 45, desperdiçada por Montero, e destaca que faltou claramente maior agressividade e intensidade ao futebol do Sporting para impor o seu jogo.

 

Paulo Resendes pode ter a sua opinião sobre a partida, mas, como jornalista, espera-se que, pelo menos, informe convenientemente os seus leitores. Num artigo de doze parágrafos, cheguei ao fim do sétimo (quase dois terços do texto) completamente convencida de que as equipas tinham saído para o intervalo empatadas a zero. No oitavo parágrafo, porém, deparo com a frase: foi preciso um penálti muito duvidoso, aos 27 minutos (...) para que o Sporting chegasse ao intervalo em vantagem no marcador.

 

Na segunda parte, o Belenenses entrou disposto a chegar ao empate (...) e pagou caro tanta exposição aos 53 minutos, altura em que o Sporting chegou ao segundo golo e “matou” o jogo. Parece que quem lidera, agora, mata. É motivo para perguntar: os jogos só vivem enquanto se mantêm empatados?

 

Na conclusão, mais uma pérola: os números da vitória são enganadores porque transmitem uma ideia de uma superioridade dos “leões” que não existiu.

 

Enfim, já não nos chegava a falta de terrenos ensopados, também o facto de o Sporting se encontrar isolado na liderança do campeonato não significa superioridade dos “leões” (assim mesmo, entre aspas).

 

Desculpe, pode repetir?

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09 Dez 13

O 1.º lugar do Sporting no campeonato, com a liderança isolada, não está a fazer bem a algumas cabecinhas iluminadas da imprensa desportiva doméstica.

Se às segundas, quartas e sextas, os comentadores escrevem que o plantel do Sporting é curto para o título, às terças, quintas e sábados escrevem que o Sporting é que tem sorte pois só tem o campeonato com que se preocupar e mais nenhuma outra competição para desgastar os seus jogadores. Afinal, em que é que ficamos?

Se há poucos meses atrás, depois de mais um campeonato decepcionante, os comentadores carpiam lágrimas pela mó de baixo do Sporting, clamando por um Sporting forte para dar luta ao campeonato, agora que o Sporting lidera a Liga e dá luta aos adversários, existe um misto de crónicas entre o elogio sincero e o elogio com manha, este último insistindo que a fase brilhante do Sporting no 1.º lugar não irá durar muito tempo pois os jogadores não aguentarão com a pressão e mais cedo ou mais tarde o Sporting começará a perder terreno para a concorrência directa.


Esta ideia de que o plantel do Sporting é curto para ganhar o título, que não conseguirá aguentar a pressão e que com naturalidade acabará por sair da liderança, inspira-se nos exemplos de Boavista e Braga (sobretudo) que no passado fizeram campeonatos muito acima das expectativas, mas que, a certa altura, algumas das vezes quase a chegar à praia, acabaram por soçobrar. O Sporting será mais do mesmo, prevê-se com uma certeza tão categórica como a Páscoa calhar no Domingo.

Ora, com o devido respeito, essa leitura está profundamente equivocada.

Desde logo, porque o Sporting é um clube que sabe e tem hábitos de ganhar campeonatos. São 18 ao todo, não 1 nem 0.

Depois, porque boa parte dos jogadores do plantel do Sporting estão doutrinados na disciplina de cultura de vitória e conquista. Sabem o que isso é. E sabem também o que é estar em 1º lugar. São coisas que já vêm com eles desde os «petizes». Por isso, quem ontem esperava tremedeira como varas verdes da equipa perante a hipótese de chegar ao 1.º lugar enganou-se redondamente….

Por último, e não menos importante, existe ainda um outro «pormaior» que Boavista e Braga também nunca tiveram, e que no caso concreto do Sporting está a fazer toda a diferença, até mesmo por comparação com os últimos anos de Porto ou Benfica: o seu 12.º jogador.

Ontem, em Barcelos, parecia que se estava em Alvalade. E não foi apenas naquele jogo. O Sporting nas deslocações fora de casa tem contado, como há muito tempo não se via, com um apoio muito presente e bastante alargado dos seus adeptos. Uma falange que nunca se cala, nem nunca se cansa de apoiar a equipa e os seus jogadores.


A imprensa bem pode teimar em querer ler o Sporting e o seu 1.º lugar à luz das leituras que fez no passado sobre Boavista e o Braga. Mas essa leitura é redutora e enganadora, e presta-se a dar grandes dissabores aos seus autores, como o Pedro Correia vem muito bem dando conta.

 


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12 Nov 13

Interessante esta luta dos dois diários desportivos de Lisboa. Tido como 'próximo' do SCP ou até 'sportinguista', o Record mudou de direção colocando à sua cabeça um conhecido jornalista benfiquista. O universo verde assumiu, de imediato, que o jornal se bandearia para o lado sul da segunda circular. Meia verdade e meia mentira.

Mentira, porque o jornal nunca foi tão próximo do SCP, quanto A Bola esteve e está próximo do SLB - mas era óbvio ser um canal bem mais acessível ao nosso clube do que o diário vermelhusco (e daí o equivoco). Verdade, porque, tendo esta imagem de 'sportinguista' presente, na guerra de audiências e de vendas com A Bola, a nova direção do Record quis libertar-se dela. O projeto da atual direção deste diário é, além de dar amplitude polidesportiva ao seu noticiário, 'comer' no prato tradicional de A Bola: o universo dos leitores benfiquistas. Uma resposta ao percurso inverso feito por A Bola, nos meses da crise que levou ao afastamento de Godinho Lopes da presidência do SCP.

Nesse tempo de brasa, a partir do outono de 2012, A Bola esteve particularmente atenta à luta interna no SCP, colando-se inteligentemente à oposição interna a Godinho e dando-lhe voz - no pressuposto correto de que a popularidade ascendente de Bruno de Carvalho lhe traria leitores, face ao alinhamento do Record de então pelo Sporting institucional. Enquanto o Record ouviu os defensores da linha institucionalista, A Bola deu palco aos defensores da linha brunista, nomeadamente à sua linha avançada, a mesa da AG. Desde esse momento, em que apostou forte, A Bola 'colou-se' ao Sporting de Bruno de Carvalho e... ganhou a aposta. Não sei se ganhou muitos leitores com isso - as imagens tradicionais demoram a ser ultrapassadas pelas imagens novas - mas mantém abertos os seus canais pró-brunismo (cujos partidários mais aguerridos não esquecem os tempos do Record 'pró-Godinho'). 

Mas o Record debate-se ainda com a afirmação da sua nova linha de equidistância e, logo, de aproximação ao SLB. Na primeira fase da nova direção 'sacudiu' a imagem tradicional, depois regressou um pouco a ela - talvez porque o resultado, em termos de vendas e de audiências, não tivesse sido muito brilhante. O Record, ao contrário do seu rival, não teve uma crise interna no SLB para tentar conquistar um novo quinhão de leitores. Por seu turno, A Bola foi-se mantendo no rumo que traçou, com sucesso, em Setembro de 2012: guardar os ganhos do 'tomar partido' e consolidá-los (até porque, até agora, não apareceu oposição visível à nova liderança, dado o consenso sobre o caminho seguido neste meses).

Interessante esta luta em volta do universo verde de leitores e de compradores de jornais desportivos.


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06 Out 13
Ecos da imprensa
Pedro Correia

"Verdadeiro hino à alegria, este Sporting que à sétima jornada lidera o campeonato."

Nuno Perestrelo, A Bola

 

"O Sporting está em primeiro no campeonato, e bem. É uma equipa desinibida e alegre. O trabalho de recursos humanos está a ser muito bem feito. Os responsáveis estão a retirar a pressão aos jogadores, deixando-os criar."

Professor Neca, Record

 

"Numa época em que o tecto do orçamento desceu do quinto andar ao rés do chão, eis que Alvalade descobre uma equipa humilde, mas entusiasta, sem grandes vedetas mas profundamente solidária, sem basófias de grande, mas grande, de facto, na dignidade profissional, na entrega ao jogo, na concentração competitiva."

Vítor Serpa, A Bola

 

"Apesar do desinvestimento da responsabilidade da direcção de Bruno de Carvalho, face ao período de agonia financeira em que o clube vivia, o Sporting não foi tímido na hora de contratar. Não no preço, evidentemente, mas na qualidade."

Luís Pedro Sousa, Record

 

"O Sporting vai fazendo o seu caminho sem pressões, sem promessas, sem o anúncio de ambições desmedidas. Para já, é uma equipa de futebol que oferece excelente espectáculo, com notável capacidade ofensiva, excelente organização de jogo, disciplinada, mas não aborrecida, não perdendo, apesar da coesão do conjunto, importantes áreas de liberdade para os seus jogadores criativos."

Vítor Serpa, A Bola

 

"A forma como Cédric, William Carvalho e Adrien, entre outros, se estão a revelar ultrapassa em muito as expectativas dos mais optimistas."

Luís Pedro Sousa, Record

 

"Há um ano, o futuro do Sporting era um lugar estranho onde quase só se poderia chorar. Agora, não: o futuro parece ser cada vez mais um lugar sedutor onde só se pode sonhar."

António Simões, A Bola


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29 Set 13
Ecos da imprensa
Pedro Correia

"Este jogo tinha um significado especial: o da luta pelo 3º lugar. O Sporting fica assim com uma vantagem tremenda."

Dito, Record

 

"Em Braga, contra equipa que também se assume como candidata aos lugares cimeiros, o leão deu um passo em frente. E que passo! Com pezinhos de lã começa a ficar à vista de todos que este Sporting nada tem a ver com o passado recente."

Carlos Rias, A Bola

 

"A equipa [do Sporting[ nunca se desuniu [contra o Braga], nem ficou ansiosa perante uma oportunidade que não podia desperdiçar."

João Querido Manha, Record

 

"Vulgarmente conhecida como 'puxão de orelhas', a entrada de Bruno de Carvalho no balneário do Sporting para pedir um 'esforço suplementar' deu resultados visíveis na deslocação a Braga."

António Varela, Record

 

"Logo que William Carvalho ganhe alguma matreirice e Carrillo esteja mais vezes acordado que a dormir, atenção ao Sporting de Fredy Montero..."

José Manuel Delgado, A Bola

 

"A capacidade para jogar entre linhas e a inteligência do colombiano [Montero] são inquestionáveis."

António Bernardino, Record

 

"Montero tem tudo para ser a esta hora um homem feliz, até porque continua rei dos marcadores neste campeonato."

Carlos Rias, A Bola

 

"O bom início de campeonato dos homens de Alvalade não se explica pelas contratações efectuadas no último defeso, que respeitaram um orçamento reduzido, mas pela forma como Leonardo Jardim está a tirar partido dos jovens talentos com que Alvalade já contava."

Luís Pedro Sousa, Record


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16 Set 13
Revista de imprensa
Pedro Correia

 

"Sporting mostra confiança de candidato - Isto é a sério"

Manchete do Record

 

"Montero cola Leão ao topo"

Manchete d' O Jogo

 

"O melhor Leão deste século"

Manchete d' A Bola

 

"Montero é um avançado que cheira o golo e está sempre no sentido da bola. Parece que tem íman. Aquele triângulo no meio-campo do Sporting também faz a diferença."

Ulisses Morais, Record

 

"Mais importante do que a confirmação da veia goleadora do colombiano será a demonstração de maturidade dada numa equipa cada vez mais segura de si própria e distante da fragilidade emocional da última temporada. E um Sporting assim, sem a pressão dos jogos europeus que complica a gestão dos rivais, pode mesmo revelar-se um caso muito sério."

Jorge Maia, O Jogo

 

"Quatro jogos, dez pontos, 12 golos marcados são números aos quais se soma futebol de qualidade, muito talento individual, espírito solidário e uma onda de entusiasmo contagiante. Tudo isto junto faz com que se cole ao Sporting o estatuto de candidato - que historicamente lhe pertence, mas que, por razões óbvias, parecia irremediavelmente comprometido. Passo a passo, porém, está a ser recuperado."

António Magalhães, Record


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12 Jul 13

O caso Bruma tornou-se objectivamente num caso de teimosia: o Sporting não aceita os valores pedidos pelo jogador ou pelo seu representante e este considera a proposta de Bruno de Carvalho demasiado baixa para a eventual valia do jogador.

 

No fundo, um braço de ferro entre as partes, com eventuais terceiros envolvidos e (muito) interessados em que as coisas não se resolvam a bem de ambos. Não menciono nomes porque como é óbvio não tenho quaisquer provas do que escrevi atrás. Mas sinto que algo neste negócio não está bem.

 

Desde que Bruno de Carvalho tomou “conta” do Sporting, paira no ar uma vontade férrea, por parte dos adversários internos e externos, de que o actual Presidente do Sporting não tenha sucesso. Ao mesmo tempo a imprensa desportiva também não lhe tem dado quaisquer tréguas.

 

Ainda não consegui entender o porquê desta postura tão anti-sportinguista, por parte de jornais, rádios, televisões já para não falar até de “ilustres” adeptos verde e branco. Nos últimos anos o Sporting nem necessita de adversários, porque se tem derrotado a si mesmo, tal a forma pouco saudável como o clube tem sido gerido, tanto no cariz financeiro como no desportivo. E sendo assim a pergunta é quase obrigatória: porque atacar mais o Sporting?

 

Não sei obviamente responder com exactidão à questão, mas acredito que haverá (demasiados!) interesses nesta campanha soez.

 

 

Publicado também aqui


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15 Mai 13

A imprensa desportiva em geral, essa mestra dos lugares comuns e dos chavões mais primários e deprimentes, propaga entusiasticamente, sempre que um clube português ou a selecção nacional jogam com adversários estrangeiros, a extraordinária ideia de que desejar a vitória desses clubes ou da selecção é uma questão de patriotismo, que se oporá às desprezíveis reacções clubistas dos adeptos mais fanáticos, incapazes de reconhecer o carácter sublime e a elevação moral de um sentimento tão nobilitante.

 

Presas de deleitosa exaltação, os jornalistas desportivos são, como já uma vez disse neste blog, os únicos que, pelo menos de forma tão desembaraçada, se consideram desvinculados dos deveres fixados pelo Estatuto do Jornalista. Quais rigor, isenção e independência, vamo-nos a eles que não são portugueses. Curioso conceito de amor à pátria. A língua portuguesa, por exemplo, não tem importância nenhuma, não lhe devemos nenhum respeito, trata-se de uma brasileirice a que tal imprensa não atribui mais do que uma muito moderada ligação com o orgulho que devemos às nossas instituições e à nossa história.

 

Os jornais e os programas desportivos da televisão e da rádio são, nesta matéria, despudorados estendais de ignorância, de escarnecedor e zombeteiro desdém pela língua, é quase impossível percorrermos umas poucas linhas ou ouvirmos mais do que meia-dúzia de frases sem depararmos com inacreditáveis insultos ao português, com as mais miseráveis agressões à gramática, com a execução sumária da sintaxe mais básica e com o desconhecimento grosseiro e indigno do vocabulário mais elementar. Mas o que deve contar, o que demonstra os nossos mais nobres sentimentos de paixão por Portugal é, segundo estes desapiedados e emperdernidos carrascos da língua, o apoio incondicional e veemente, alegre e ardente aos clubes que disputam com os seus congéneres estrangeiros as provas da UEFA. Mesmo que não gostemos deles nem um bocadinho.

 

Neste campo, a adopção do famigerado acordo ortográfico por esta imprensa tão embevecida pelo seu amor pátrio aos clubes desportivos constitui mais uma ironia. Temos que ser todos por um, exorta-nos, quando é um dos nossos não há clubismos, inflama-se, mas já não se importa de espalhar, com insolente e sobranceiro arrebatamento, as exalações pútridas de um instrumento indecoroso e soez de degradação da língua, essa sim, a merecer, talvez como nenhuma outra instituição da nossa cultura e da nossa história, uma dedicação apaixonada e sem comedimento. Mas isso não lhe interessa, que importância tem o aviltamento do português, mesmo se este é determinado por ignominiosas preocupações mercantis, por que deveria preocupar-se com o facto de a nossa língua estar sujeita aos humores de maiorias parlamentares ocasionais, indiferentes aos rigores técnicos e científicos, que relevância assume a circunstância de aplicar com tamanha diligência um acordo internacional que não está e é possível que nunca venha a estar em vigor? Nada, nada disto tem importância para ela. Mas dá lições de patriotismo, adverte-nos, de dedo em riste e voz tremente, para a imperdoável transgressão de não vibrarmos por um clube português num simples desafio desportivo internacional. Como é óbvio, não me passa pela cabeça dar troco a este  tipo de menoridades pseudo-patrióticas.

 

Hoje estive pelo Chelsea e gostei do resultado, porque, pura e simplesmente, como é natural, gosto mais do Chelsea do que do Benfica. Como gosto mais do Palmense, do Arouca ou do Marrazes do que do Benfica. E, a bem da nossa sanidade colectiva e do justo peso do desporto profissional na sociedade em que vivemos, espero que, em Maio de 2005, os adeptos benfiquistas tenham estado pelo CSKA e tenham ficado satisfeitos com o resultado. Não por não serem patriotas mas, pura e simplemente, por, como é natural, gostarem mais do CSKA do que do Sporting. Como gostavam e continuam a gostar mais do Palmense, do Arouca ou do Marrazes do que do Sporting.

 

 

P.S. O Pedro Correia acaba de publicar um livro dedicado, exactamente, ao tema do acordo ortográfico. Ainda não o li, mas fá-lo-ei, certamente, com todo o prazer. E é muito satisfeito e orgulhoso por nele colaborar que vejo, aqui no És a Nossa Fé, alguns dos seus co-autores, não sei se todos, mas, a julgar pelos textos publicados, um número significativo, manifestarem uma saudável indiferença pelo acordês.

À medida do blog e sem perder de vista os seus objectivos, também podemos lutar pela nossa língua.

Força Pedro, que as mãos nunca lhe doam.


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24 Jan 13
Mourinho e a Marca
Jose Manuel Barroso

O recente desaguisado entre o jornal madridista Marca e o Real Madrid é um exemplo claro da manipulação de 'factos' por alguns media. A Marca noticiou, em grandes parangonas, que os capitães do R Madrid haviam feito um ultimato ao presidente do clube, colocando-o, em Junho, perante a escolha entre alguns jogadores ou o treinador. Florentino Pérez desmentiu vigorosamente, os jogadores também. O diretor da Marca afirmou manter a notícia, esclarecendo não ter havido nenhum ultimato, mas uma conversa. O certo é que a Marca apresentou o assunto como ultimato e o diretor esqueceu esse pequeno pormenor na não correção corrigida. Pormenor: o arqui-inimigo de Mourinho em Madrid, Valdano, tem um relacionamento muito particular com os dois jornais madridistas que fazem campanha contra o treinador português - precisamente a Marca e o El País. Coisas... Em Portugal, também o jornal vermelho por fora e vermelho por dentro apoia tudo e todos que batem no Sporting. Coisas...


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08 Out 12

 

Tem créditos firmados e está no desemprego: Pep Guardiola, 41 anos.


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12 Ago 12
Criatividade
Zélia Parreira

Hoje na RTP 1:

"O árbitro (...) acusou Luisão de o ter agredido. O jogador encarnado deu uma peitada no juiz da partida, o árbitro caiu no chão aparentemente inanimado e depois de pôr fim à partida anunciou que vai apresentar queixa".

Pelos vistos tudo não passa de uma invenção do árbitro, uma vez que tudo não passou de "um contacto absolutamente normal entre o árbitro e todos os jogadores que ali estavam e o árbitro de uma forma, digamos patética, amanda-se para o chão". Até porque eles é que se quiseram vir embora, para "proteger os jogadores", uma vez que "não houve final de jogo, não foi apitado como se o jogo tivesse terminado, não houve amostragem de cartões amarelos".

Eu acho que se perdem enormes talentos da ficção nestas histórias, digamos, patéticas. Toda a gente viu que o Luisão deu apenas um encosto gentil ao senhor e que este só caiu pela emoção de estar tão perto daquele jogador tão frágil e carente. Mesmo assim, nada desculpa o facto de, apesar de estar desmaiado, não ter mostrado o cartão amarelo nem ter apitado o final do jogo... que incompetência!

Nos jornais desportivos é que ainda precisam de treinar a escrita criativa. Dois nem se atreveram a fazer capa com o Benfas, não lhes fugisse a boca para a verdade.

Tudo normal, portanto. Só não percebo é porque é que aquele senhor que prestou os "esclarecimentos" à RTP transpirava tanto. Deve ser porque é verão, não tem nada a ver com a falta de verdade.


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O Luisão não fez nada (pessoalmente também acho que o arbitro em causa deve ter um trauma de juventude com alguma tentativa falhada de carreira no teatro!), aliás, nunca ninguém do clube de Carnide faz nada de mal ou errado em futebol (e muito menos em futsal!!!).

 

Os comentadores desportivos e os jornais desportivos uniram-se para garantir que Luisão não fez mesmo nada, num esforço patriótico notável.

Pena que não seja sempre assim... e para todos.

 

Ainda ontem me intrigava porque é que a notícia com a declaração do treinador do Horsens - "O treinador sublinhou que os leões são claramente favoritos e que, no futebol português, «estão logo atrás de FC Porto e Benfica», que vão disputar a Liga dos Campeões." - no MaisFutebol apareceu ora com um título, ora com outro, ficando "na indecisão" com um titulo no artigo - "Sporting está logo atrás de FC Porto e Benfica" - e com um destaque diferente na homepage do site - "Está atrás de Benfica e F.C. Porto», diz treinador do rival europeu".


É subtil a diferença... mas não é inócua!


Podem os meus caros amigos dizer que é azar, acidente ou falta de jeito, mas tantas são as pérolas (de Rui Santos a Joaquim Rita), tantos são os erros e truncagens nas notícias sobre o nosso SCP, tamanha é a diferença de tratamento entre o clube de Carnide e o nosso, que, sinceramente, dou um enorme valor acrescentado ao esforço dos nossos dirigentes, equipas técnicas e atletas.

 

Há sempre uns Velhos do Restelo caseiros a remoer, há sempre uma pacotilha de Mostrengos de encomenda a atacar, há sempre uma Quinta Coluna a sabotar e uns quantos "papagaios" a dar efeitos especiais a todos os obstáculos que o nosso grande Clube enfrenta!

 

É obra! É colossal!

 

 Esta imagem foi partilhada via http://aquintacoluna.blogspot.pt/2005_04_01_archive.html

 


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15 Jun 12

Se a assembleia geral que ocorreu ontem no estádio da luz tivesse sido em Alvalade, como seriam hoje as capas dos jornais?


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14 Jun 12
Vai uma apostinha?
Pedro Correia

Confesso: ando cansado de ouvir falar no Nélson Oliveira. E tenho bons motivos para isso. Na segunda-feira, 48 horas antes do Portugal-Dinamarca, dois diários desportivos puseram o jovem suplente do Benfica em destaque nas suas primeiras páginas. "Estamos de cabeça levantada", dizia o jovem, cujo retrato ocupou praticamente a capa inteira desse dia do diário A Bola. A justificação para o destaque fotográfico, esclarecia o jornal, tinham sido os três golos apontados pelo rapaz... no treino da véspera.

Como não há coincidências, no mesmo dia O Jogo apressava-se a antecipar a presença do jovem Nélson no lugar de Helder Postiga como ponta-de-lança da selecção. A sua inexperiência em jogos internacionais, o facto de nem Jorge Jesus o incluir no onze titular das águias e a certeza de não ter marcado um único golo no campeonato pareciam irrelevantes perante a onda mediática que ia engrossando em torno do seu nome, agigantando-se qual tsunami a chegar à costa. "Nélson Oliveira ganha espaço", titulava nesse dia o Record, tentando não perder a corrida. "Nélson Oliveira é um trunfo para Paulo Bento", dizia a RTP no dia seguinte, citando o treinador Rui Vitória.

Foi preciso Paulo Bento pôr fim a tanta especulação com quatro palavras apenas: "Vai jogar o Helder." Que por acaso até marcou contra a Dinamarca.

Nélson jogou meia hora, como suplente de Postiga. Sem marcar. Mas nem por isso desaparecerá das manchetes. Vai uma apostinha?


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09 Jun 12

Capa da edição de hoje do jornal A Bola


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29 Mai 12

Já se vai tornando ridículo a forma como tentam diminuir o valor dos jogadores do Sporting. Primeiro, o Portal Sapo anuncia Sevilha desiste de Carriço. E depois no desenvolvimento da notícia, afinal, lê-se isto

O diretor desportivo do Sevilha, Ramon Rodriguez, assumiu esta terça-feira que o ‘namoro’ com Daniel Carriço não vai em frente. «Seguimos muito o Carriço durante esta temporada, inclusivamente, fomos vê-lo várias vezes, mas as suas circunstâncias eram difíceis. Primeiro, o Sporting não o quis deixar sair, depois ele próprio decidiu ficar», explicou, em declarações à televisão do clube. 


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03 Mai 12

O jornal A Bola publica hoje uma longa entrevista com Jorge Jesus. Uma entrevista que começa com esta frase extraordinária: «O treinador do Benfica aceita que lhe apontem erros.»

Tremo de incerteza: o que sucederia se Sua Excelência não aceitasse?

Nesta entrevista, Jorge Jesus é concludente: «Sem casos de arbitragem o título teria sido do Benfica.»

O treinador que em três anos falou muito e conquistou pouco, com esta declaração, desmente-se a si próprio.

Há menos de um mês, a 8 de Abril, Jesus proclamava isto: «Só posso dizer bem dos árbitros portugueses.»

A falta de memória é um dos piores defeitos do futebol português - imprensa desportiva incluída. Mas convém não abusar dela.


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27 Abr 12

Por questão de elementar justiça, cumpre-me assinalar aqui o assumido "acto de contrição" de Daniel Oliveira na sua habitual coluna das sextas-feiras no Record. Há dois meses critiquei-o aqui pelas rudes palavras com que alvejou Ricardo Sá Pinto no início das funções do actual treinador do Sporting. «Ninguém põe em causa o sportinguismo de Sá Pinto. Mas o clube precisa de alguém que crie uma equipa, não de um boxeur que as claques aplaudam» , escreveu na altura aquele colunista. Eram palavras indignadas. Eu reagi também com indignação a essas palavras, considerando-as "monumentais tiros no próprio pé".

Hoje, com louvável honestidade intelectual, vem reconhecer que estava enganado. Sem chutar para canto: «Enganei-me redondamente. Ricardo Sá Pinto não é apenas um grande sportinguista, coisa de que nunca duvidei. Revelou-se um excelente treinador. Ver a equipa do Sporting a jogar, nas últimas semanas, tem sido esmagador. Preciso de procurar muito nas minhas memórias recentes para me lembrar de uma coisa assim.»

São palavras que o dignificam. Até por ser pouco frequente que um líder de opinião em Portugal reconheça um erro de análise cometido por preconceito ou precipitação. Critiquei Daniel Oliveira na altura, só posso elogiá-lo agora.


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