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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - 6 factores de que não nos podemos queixar

Após 43 jogos realizados, é tempo de fazer um balanço daquilo que tem sido a nossa época e de contabilizar uma série de factores que se têm vindo a conjugar no sentido de um desfecho favorável para as nossas cores:

 

1) Estrelinha da sorte: uma incrivel hecatombe dos presumíveis favoritos tornou-nos cabeças-de-série no "play-off" de apuramento para a Champions. Independentemente disso, o sorteio foi-nos extremamente favorável, colocando o Steaua Bucareste no nosso caminho. Conquistado o 3º lugar na fase de grupos seguimos para a Liga Europa, onde até agora apanhámos os "colossos" Astana e Viktoria Plzen, este último eliminado pelo Steaua (2-2 em Bucareste e 1-4 na Republica Checa) na ronda imediatamente anterior àquela que com eles disputamos (voltaram a encontrar-se no Grupo G da Liga Europa, tendo os checos vencido em casa, por 2-0, e perdido fora, por 3-0).

No campeonato, se é certo que tivemos um "azar dos Távoras" no jogo do Bonfim, não há como escamotear que a estrelinha esteve connosco pelo menos nos seguintes jogos: Setúbal em casa, Rio Ave fora, Tondela fora, Porto em casa e Benfica fora. 

 

2) Apoio massivo dos adeptos: os nossos adeptos têm marcado presença assiduamente, em Alvalade e nos jogos fora, criando uma imensa onda verde de entusiasmo sempre pronta a catapultar a equipa.

 

3) Arbitragens: um penalty assinalado a nosso favor nos últimos minutos do jogo em Alvalade, contra o Vitória de Setúbal e duas precipitações dos auxiliares que levantaram a bandeirola em Moreira de Cónegos e em casa, contra o Braga, jogaram a nosso favor. Noutros tempos, na Luz teria sido apitado pelo menos mais um penalty contra nós. Em sentido contrário, um critério disciplinar muito rigido e desigual do romeno Ovídio contra o Barcelona, que nos retirou alguma intensidade, e uma inqualificável arbitragem por parte de Luis Ferreira e do vídeo-árbitro Manuel Oliveira, em jogo contra o Feirense disputado em Alvalade, pese embora termos conseguido vencer.

 

4) Concorrência: um Porto incapaz de competir agressivamente nos mercados de Verão e de Inverno, a aproveitar o leque de emprestados e um Benfica com a "cabeça debaixo da areia" na sequência do caso dos emails e a cortar nos custos constituiram uma oportunidade histórica para o Sporting.

 

5) Plantel com mais soluções da 1ª Liga: apesar dos erros da época anterior (só Dost é titular), a Estrutura ofereceu a Jesus um plantel muito competitivo, num misto de experiência (Mathieu, Coentrão, Doumbia, Montero), valores consolidados (Acuña, André Pinto, Battaglia) e jovens promessas (Bruno Fernandes, Piccini, Ristovski, Misic, Wendel), para além de ter mantido a anterior espinha dorsal formada por Patrício, Coates, William, Gelson e Dost (só Adrien saiu).

 

6) Poucas lesões: uma época com tantos jogos poderia ter graves consequências em termos de lesões, dado até o histórico de alguns jogadores, mas Coentrão e Mathieu têm-se aguentado bem e, para além de alguns pequenos problemas envolvendo Bas Dost, William e Gelson, a época tem corrido sem grandes contrariedades a esse nível.

 

Posto isto, pedir o título de campeão nacional é perfeitamente ajustado ao nosso orçamento e a todas as condicionantes internas e externas.

Hoje giro eu - a família do meio

Com a equipa a jogar permanentemente só com 2 médios, Bruno Fernandes aparenta mais cansaço que uma mãe com um filho mais velho, nas semanas seguintes a ter gerado já tardiamente trigémeos. Mas, Jesus apostou em que a solução para o problema seria cansá-la(o) mais, quiçá porque se já se torna cada vez mais difícil chegar à frente para acasalar (com o pai Dost), impossível é voltar atrás (na decisão de gerar).

 

A solução seria empregar mais alguém para ajudar na lida da casa. William tira algumas folgas ao longo do mês e está mais envolvido como motor(ista), distribuindo os alimentos essenciais à sobrevivência da familia, conduzindo-a nas visitas ao médico e ajudando em todas as questões burocráticas que há para arbitrar, mas depois é preciso alguém que elimine os germes da loiça, desparasite de ácaros os tapetes e alcatifas, combata as bactérias e fungos que se acumulam nas esponjas de banho e que ajude a que os bebés cresçam saudáveis. Esse alguém poderia ser Battaglia (ou Palhinha ou Wendel).

 

Com o argentino ao serviço, haveria um xeque-mate* aos micróbios e a casa estaria sempre num maior aprumo, o que permitiria à "mãe" não entrar em depressão, ter alguma vida social e dar azo a alguma da sua criatividade, actividade essencial ao bem-estar do agregado familiar. 

 

Com 3 frentes sempre a solicitarem a presença da mãe, resta o consolo de que o filho mais velho já concluiu com aproveitamento os seus estudos. Uma ocorrência desta natureza na vida de uma familia deve suscitar o carinho, o apoio e o reconhecimento por parte dos amigos, sempre seus incondicionais adeptos, e de todos os conhecidos, que simpatizam com a sua "causa". O sucesso global desta empreitada familiar será a alegria de todos eles e de todos os que lhes se associem, que ficarão a torcer no sentido de que a gestão caseira corra pelo melhor.

 

*mate=chá, bebida mais popular da Argentina 

dostebruno.jpg

 

Hoje giro eu - panorama zoológico

Na antecâmara de uma Assembleia Geral que, inesperadamente, ganhou contornos de plebiscito eleitoral, Pedro Madeira Rodrigues, citado pelo jornal O Jogo, exortou os sócios do Sporting a "serem leões e não carneiros". Depois do "Manual para Burros", fica praticamente completo o ramalhete do reino animal. Restará apenas saber onde enquadrar, no actual panorama zoológico que parece caracterizar o clube de Alvalade, a criatura de Deus que, não parando de emitir ruído e de estimular outrém a votar contra as propostas do Conselho Directivo, já afirmou não ter disponibilidade para estar presente na reunião magna leonina. Com o desejo, sincero, de que o clube não fique entregue à "bicharada"...

Hoje giro eu - Ranking GAP

Quase a entrar na 5ª competição desta época (Liga Europa), o Sporting disputou até agora 40 jogos - 22 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions, 5 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - obtendo 24 vitórias (60%), 11 empates (27,5%) e 5 derrotas (12,5%), com 78 golos marcados (1,95 por jogo) e 29 sofridos (0,73).

 

Classificações (Estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (83 pontos), Bruno Fernandes (66), Gelson (49);

2) Influência: Bruno Fernandes (35 contribuições para golo), Bas Dost (31), Gelson (23);

3) Goleador: Bas Dost (25 golos), Bruno Fernandes (10), Gelson (9);

4) Assistências: Bruno Fernandes (11), Gelson (8), Acuña e Podence (7).

 

Notas: Bruno Fernandes contribuiu em 44,9% dos golos; Bas Dost marcou 32% dos golos.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 25 2 4 83
Bruno Fernandes 10 11 14 66
Gelson Martins 9 8 6 49
Doumbia 7 1 1 24
Marcus Acuña 5 7 3 32
Sebastian Coates 3 3 2 17
Jeremy Mathieu 3 1 2 13
Rodrigo Battaglia 2 2 2 12
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 3 3 12
Iuri Medeiros 1 1 1 6
William Carvalho 1 0 2 5
Bryan Ruiz 1 0 1 4
Fredy Montero 1 0 0 3
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Rafael Leão 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 2 4 8
Ruben Ribeiro 0 1 1 3
Ristovski 0 1 0 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
autogolos 2 0 0  

Hoje giro eu - Bruno e o futuro

Hesitei muito em escrever este texto. No actual estado de coisas, o risco de ser mal-entendido é muito grande. Meço a temperatura à blogosfera leonina e sinto-a a ferro e fogo, dividida, radicalizada, ainda que os pratos da balança estejam fortemente inclinados a favor dos prosélitos de Bruno de Carvalho. Não me revejo na linguagem empregue em muitos comentários e não penso que seja esta a imagem que um clube como o Sporting deva passar à nossa sociedade e, por isso, sinto ter o dever de sair da minha zona de conforto e de dizer o que penso, esperando que esta minha acção seja compreendida como uma critica construtiva, como um apelo a uma serena reflexão que se traduza num futuro melhor e mais harmonioso para o clube e seus adeptos.

 

Eu julgo que o problema actual reside no conceito que Bruno de Carvalho tem de militância. Atente-se naquela sua afirmação de que prefere uma minoria ruidosa a (re)produzir chavões do que uma maioria silenciosa. Não sou hipócrita. Não combati, à minha dimensão, a cartilha benfiquista, que apelidei de "Cartilha de João de Deus dos pobres de espírito" ou "Alegoria da Caserna", para agora estar acefalamente a repetir os "dictats" que Nuno Saraiva semanalmente transmite aos microfones da SportingTV. Desde logo porque aquilo que critico na Cartilha é a inversão dos valores pelos quais se deve reger o desporto e, em particular, o futebol. Porque o desporto-rei é alegria, é paixão, não é a criação de desumanidade, algo que os grotescos textos de Carlos Janela abundantemente estimulam.

 

O Sporting tem de ser diferente. A sua grandeza reside na diversidade. Tal como os adeptos portistas quando ouvem Francisco J Marques - engraçada a consoante atribuida ao "middle name" do "investigador", assim ao jeito de um Edgar J Hoover - , também nós, sportinguistas, somos inteligentes e sabemos retirar as ilações devidas daquilo que ouvimos. E a maioria não gosta de ver sócios ou adeptos do Leão envolvidos em troca de correspondência com a nomenclatura benfiquista - é que uma coisa é ser oposição a Bruno de Carvalho, outra é ser oposição ao próprio Sporting. Como também não gosta de ver a necessidade de protagonismo dos Severinos/Zeferinos, "trava-linguas", que criticam cegamente, e de forma absolutamente parcial, o presidente. Não gosta e não se esquecerá, caso seja necessário afirmá-lo em futuros actos eleitorais.

 

Dito isto, vamos ao essencial: vejo com bons olhos a elaboração de um Código de Conduta (ou de Ética), à semelhança do que venho preconizando para todos os agentes desportivos, que balize os direitos e os deveres dos sócios. Assim sendo, a sua violação implicaria que o sócio caisse na alçada do Regulamento Disciplinar. A minha preocupação reside na redacção demasiado lata de alguns artigos e saber se da sua interpretação futura se podem criar constrangimentos à liberdade de expressão exercida de forma conscenciosa e urbana. É que não podemos nunca confundir a ofensa gratuita e mal-intencionada com a critica construtiva daqueles que, pensando pela sua cabeça, sempre souberam pôr os superiores interesses do Sporting Clube de Portugal acima dos seus interesses e/ou ambições pessoais, que sabem muito bem prevenir situações de conflito de interesses e que querem genuinamente contribuir para o engradecimento do clube.

 

Bruno de Carvalho tem obra muito meritória realizada, a nível de sustentabilidade, promoção do ecletismo e da inclusão social, mobilização dos adeptos, defesa intransigente do clube em todos os "fora" de decisão, construção do Pavilhão João Rocha, et caetera. Pode vir a ficar na história como um dos melhores e mais vitoriosos (futebol incluido) presidentes do Sporting. Mas, como homem inteligente que é (desenganem-se os que pensam o oposto), precisa de compreender os sportinguistas tão bem como soube entender os meandros do futebol português. A união do clube é importante, indiscutivelmente. Dir-se-ia até que dificilmente o clube poderia estar mais unido, tal o resultado do último plebiscito eleitoral. Não podemos é confundir união com unanimismo, até porque dessa forma estaríamos a castrar as ideias, a paixão e o entusiasmo de muitos de nós. Isso, só nos regimes totalitários é possível. E nós não queremos isso no nosso clube. 

 

BrunoDeCarvalho.png

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Feira da ladra

Concordo com Jorge Jesus, o VAR é uma "farramenta" (e não, uma ferramenta). Esta noite, em Alvalade, a visita da equipa da Feira foi uma farra...

 

Durante o jogo sonhei (com os olhos bem abertos) que estava numa feira: Rui vendia amuletos de São Patrício, Piccini era o pizzaiolo, Coates grelhava carne de vaca gaúcha maturada, Mathieu amassava a baguete francesa, Bruno César comia croissants, William era o operador do carrossel, Bruno Fernandes pintava Rembrandts, Gelson testava as motos do poço da morte, Bryan Ruiz permanecia na secção de antiguidades, Montero mostrava as novas fragrâncias, cheirinhos (a golo), Rafael Leão estava na banca (ou banco) das verduras, Battaglia engolia fogo, o recém-chegado ganês alegrava a multidão com o seu sentido de Lumor e Doumbia, na barraca dos tirinhos, entretinha-se a atirar ao alvo Caio Secco e vendia elefantes de marfim com a tromba para baixo. Este último pormenor (o da tromba para baixo) não augurava nada de bom. A adicionar a este sentimento, a expressão que se podia observar nas pessoas que rodeavam a tenda da cartomante mostrava que a sina lida não tinha sido auspiciosa. 

 

Por momentos, e dado os últimos pormenores que vislumbrei, detive-me na suspeição de que o sonho afinal poderia virar pesadelo. Um pesadelo com nome próprio e apelido: Luis Ferreira

 

O árbitro protagonizou um erro no protocolo do vídeo-árbitro (ou será ele próprio um erro de protocolo, confesso que não percebi). Sugestionado pelo VAR (Manuel Oliveira), Luis Ferreira anulou um golo limpo de Doumbia (que, por ironia, assistido por Montero, finalmente tinha acertado com a baliza) por considerar uma alegada falta (de Bruno Fernandes), tão, mas tão anterior ao lance de golo, que se diria ocorrida no milénio passado, porventura aquando da nossa fundação. Para além da alegada falta não ter sido clara, esta, a ter existido, aconteceu antes do início do movimento atacante que resultou em golo. Logo, uma péssima decisão, aos 18 minutos de jogo.

 

Não ficaria por aqui o árbitro do encontro: aos 29 minutos, William tentou passar a bola na área e esta foi interceptada deliberadamente com a mão (baixou-se para interceptar a bola) por Tiago Silva, jogador dos fogaceiros. Luis Ferreira (desta vez não reviu as imagens) ouviu o VAR e mandou seguir. Um "penalty" por marcar...

 

Ainda na primeira parte, o árbitro apitou (mal) para "penalty" favorável ao Sporting. Após consultar o VAR anulou a sua decisão. O problema foi o tempo que gastou nestas "demarches" todas. Ora, revejam comigo: o golo anulado implicou que a partida esteve parada 2 minutos e 48 segundos (entre os 18:00 e os 20:48), a revisão do "penalty" não assinalado custou 30 segundos (entre os 29:30 e os 30:00), finalmente a análise da possível grande penalidade, mais a lesão de um jogador feirense, manteve o jogo parado por 4 minutos e 42 segundos ( entre os 43:08 e os 47:50). O homem do apito tinha dado 5 minutos de desconto (já vimos que deveria ter dado 8, sem falar de outras paragens para assistência de jogadores), mas acabou por abreviar a coisa para uns míseros 3 minutos e 30 segundos (houve jogo entre os 47:50 e os 51:20), sonegando quatro minutos e trinta segundos ao jogo. Se não acreditam, vejam as imagens. O senhor precisa tanto de uma reciclagem como de umas aulas de aritmética. É obra!!! 

 

Perante isto, Luis Ferreira até poderia ter feito (que não fez) uma exibição de final de Champions na segunda parte, que mesmo assim não mereceria deste Vosso autor uma nota melhor que DÓ MENOR. Sem dó nem piedade...

 

Para além destes incidentes, o Sporting protagonizou um Festival de Futebol...e de golos perdidos. Caio Secco negou o golo aos leões, com enormes defesas, aos 7, 12, 13, 28 e 41 minutos. Doumbia por mais 3 vezes e Bryan Ruiz falharam sozinhos outros golos cantados. E assim, perante todas estas contrariedades, chegámos injustamente ao intervalo com o nulo no marcador.

 

O Sporting entrou mais nervoso no segundo tempo e o critério disciplinar de Luis Ferreira também não ajudou. Aos 47, 52 e 54 minutos foram perdidas mais 3 oportunidades. Aos 61 minutos, mais uma "imoralidade": cartão amarelo a William, após uma normalíssima disputa de bola. JJ mandou avançar Rafael Leão e o jovem foi o talismã que quebrou a maldição do apito. Já consigo em campo, a bola beijou o poste de Patrício (ainda desviou) e ressaltou para fora. Aos 78 minutos, finalmente o golo. Confusão, bola bate na cara de Coates, ressalto para os pés de William e golo. Os leões cresceram e Montero - que perfume tem o seu futebol entrelinhas, que inteligência têm as suas movimentações! - , a passe de Gelson, estrear-se-ia a marcar neste regresso a Alvalade. O jogo acabaria a fazer jus àquilo que foi a sua tónica: Bruno Fernandes, isolado por Gelson, falhou na cara de Caio Secco.

 

Parece que todos sempre esperam que seja Bruno de Carvalho a quebrar o protocolo, mas afinal Luis Ferreira e Manuel Oliveira é que o fizeram esta noite, ajudando a que este autor considere que esta vitória foi contra tudo (má sorte, guarda-redes adversário) e contra todos (arbitragem infelicíssima incluida). É Carnaval, ninguém leva a mal!? (blague subtraída ao Nosso Leão de Queluz)

 

Tenor "Tudo ao molho...": William Carvalho

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Hoje giro eu - Bruno de Carvalho convida sócios

O Sporting acabou de emitir um comunicado onde o presidente Bruno de Carvalho convida para duas sessões de esclarecimento distintas, no âmbito da AG do próximo dia 17, os sócios que fazem parte da lista por si publicada no Facebook (primeira sessão, dia 11) e jornalistas e comentadores (segunda sessão, dia 12).

Julgo que se trata de uma jogada política habilidosa, no sentido em que encurrala os sócios "convocados": se não comparecerem, darão azo ao surgimento de uma narrativa no sentido de que a sua posição contra as alterações era meramente táctica, visando apenas o desgaste do presidente, pois no fundo não quiseram ser esclarecidos; por outro lado, comparecendo, ficam com o ônus de uma eventual votação contra as alterações em AG, enquanto Bruno de Carvalho, qual Alexandre Magno, vincará a sua magnanimidade, humildade democrática e vontade de encontrar uma solução.

No entanto, desenganemo-nos: aquilo que foi, do meu ponto-de-vista, uma jogada táctica brilhante, acaba por ser um erro estratégico. Uma vez mais, o presidente elege uma minoria não representativa de uma percentagem significativa de votos, ignorando a sua vasta falange de apoio, aquela que sempre esteve com ele e a quem deve a(s) vitória(s) eleitoral(ais), a qual contém franjas de sócios que olham com muita tristeza para os acontecimentos desta última semana e onde residem dúvidas sobre a bondade das propostas 1 e 2 e, mais importante ainda, vêem ainda com manifesta incredulidade e estupefacção a intenção de Bruno de Carvalho em condicionar a sua continuidade ao leme do clube da aprovação com 75% dos votos das referidas propostas. Isto para não falar dos sócios que verão neste convite - embora erradamente, do meu ponto-de-vista, face ao seu propósito - uma diferenciação entre associados do clube.

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Hoje giro eu - Sporting semi-finalista da Champions de Ténis de Mesa

Ao perder hoje em França, por 3-2, contra o Stella Sport La Romagne, o Sporting qualificou-se (agregado 5-4) para as meias finais da Champions League de Ténis de Mesa.

Após uma primeira vitória de João Monteiro (regressado ao nosso clube esta temporada), a derrota de Aruna Quadri, na segunda partida, pelo parcial de 3-2, sentenciou o encontro, dada a diferença de "set points" (o Sporting vencera por 3-1 na primeira mão), critério de desempate em caso de igualdade no marcador.

Uma vez mais, e após a dupla vitória europeia no atletismo, o Sporting afirma-se como a maior potência desportiva nacional e uma das maiores europeias. Parabéns Leões!!!

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Hoje giro eu - (São) Jorge e o Dragão

Desde o último fim-de-semana, todos temos vivido emoções muito fortes. Subitamente, e sem que nada o fizesse prever - bem, não será tanto assim, nós somos Sporting, não é? - uma tempestade se abateu sobre nós. Os ventos, ciclónicos, fizeram-se especialmente sentir na Amoreira e... no Campo Grande. Agora é hora de respirar fundo, de reparar os danos causados por tal intempérie e de tentar regressar a uma vida normal. Um tempo de bonança. Logo à noite, começaremos a reconstruir o nosso edifício. Que toda a raiva (e frustração) contida que temos dentro de nós se liberte de uma forma sublime e gloriosa, que não se consuma num fogo-fátuo. Enquanto a bola rolar no terreno de jogo não haverão facções, nem egos, só a causa que nos une: o nosso amor pelo ENORME Sporting Clube de Portugal. Que o nosso Jorge (Jesus) e os seus cavaleiros façam vergar o Dragão!

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Hoje giro eu - That's the spirit!

Ricardo, antigo guarda-redes internacional do nosso clube, declarou, em entrevista à agência Lusa, que o Sporting não irá jogar com 9 e que tem atletas de nível para substituir os lesionados Bas Dost e Gelson Martins. Como diria o saudoso António Silva, in "O Leão da Estrela", filmado no velhinho Estádio do Lima, "aí Leões!!!".

 

Entretanto, numa "avant-première" do jogo de amanhã, em andebol, o Sporting acaba de vencer o FC Porto, no Dragão Caixa, por 31-25. Excelente, rapazes! Grande Canela!

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Hoje giro eu - Bruno de Carvalho

Na história da humanidade nunca houve um homem que reunisse unanimidade. Nem Jesus Cristo, como bem sabemos. A vida é feita de diversidade. Gémeos à parte, não existem dois seres humanos idênticos. O mesmo se passa com outros seres vivos: plantas, animais, fungos, bactérias ou algas. Para além disso, os Homens, pela sua genética, pela educação e formação que tiveram, pelas experiências de vida, pela convivência em sociedade, têm personalidades e carácteres diferentes uns dos outros. Por isso, em clima de liberdade, tomam opções diferenciadas, independentemente de elas serem suportadas num real conhecimento das situações ou não. Desde pequenos ouvimos "não se pode agradar a gregos e troianos", exactamente porque é muito difícil ser consensual. Pelo menos, em vida, já que a morte, às vezes, parece ter o condão de branquear os defeitos e sublimar as qualidades. 

Bruno de Carvalho convive mal com a pluralidade de opinião. Entenderá que o seu trabalho enquanto gestor do Sporting - e já lá iremos - o devia pôr a cobro de quaisquer críticas. Porque, no seu ponto-de-vista, defende o clube até ao limite das suas forças, fisicas e psicológicas. Ele está na sua "cadeira de sonho", tem garbo em estar à altura do desafio e não admite falhar. Pensa pela sua cabeça, consulta apenas aqueles que intende o poderem ajudar e segue em frente. Até aqui tudo bem! É impossível a um decisor reunir com toda a gente. O tempo é uma variável muito importante nas organizações e um líder passa a vida a comprar tempo. Mais ainda quando preside a um clube que, há 5 anos atrás, não poupando nas palavras, estava na bancarrota. Por isso, tem toda a legitimidade de falar com quem quer e de ter o seu "inner-circle".

O que Bruno de Carvalho fez no Sporting não está ao alcance de qualquer gestor. Logo no início do seu primeiro mandato, no meio financeiro corriam rumores sobre o estado das negociações com o BES. Conversações duras, difíceis, das quais um dia talvez se saiba toda a história. Do impasse e do seu desbloqueio. Aí, Bruno foi heróico, não arrepiou caminho e conseguiu um bom "deal" para o clube, como aliás ficou demonstrado pela reacção de espanto e de alguma inveja do rival do outro lado da 2ª Circular. A passagem de um volume importante de passivo bancário para VMOCs iria permitir ao clube libertar-se do estrangulamento financeiro a que estava sujeito e poder, finalmente, respirar. Não sem ter de cumprir um rigoroso plano acordado com a banca, o qual pressupunha grande contenção de custos. Há 5 anos atrás, alguém pensar que se criariam condições para que hoje os custos com o pessoal triplicassem seria pura utopia, para não dizer caso de potencial internamento em ala psiquiátrica. Só quem está muito por fora do mundo empresarial poderá pensar que isto se fez facilmente. A esses, desafio-os a elencar um conjunto de grandes empresas que tenham subido dessa forma, e neste curto espaço de tempo, o seu orçamento.

Fez bem Bruno em chamar a si o futebol. O Sporting é o clube mais eclético português, mas nenhum clube grande resiste sem resultados no futebol. Visto que iria sempre ser julgado por estes, ao menos que pudesse dominar o processo. E começou bem, aliás, muito bem. Desde logo, porque escolheu o treinador certo. Leonardo Jardim foi o homem certo, na altura certa. Bom treinador, sem receio de apostar em jovens jogadores, com cara de poucos amigos, disciplinador, o madeirense conseguiu realizar um pequeno milagre com uma equipa de tostões quando comparada com as outras grandes potências, acabando em 2º lugar no campeonato após disputar o título quase até ao fim. Acresce que Bruno havia ascendido à presidência com a temporada de 12/13 ainda a decorrer e a equipa em 12º lugar no campeonato, ainda em risco de descida de divisão, com 27 pontos em 23 jornadas disputadas (num campeonato com 30), e com um goal-average negativo de 4 golos, algo inédito na história do clube. Quinze pontos nas sete jornadas que faltavam acabaram por nos catapultar para o sétimo lugar final, ainda assim a pior classificação de sempre do clube, o que não nos permitiu disputar as provas uefeiras no ano seguinte, com a consequente perda de receita.

Essa, senhores, foi a herança que Bruno recebeu.

Este período inicial terá sido o melhor do reinado de Bruno. O clube como que viveu um Renascimento. Floresciam novas ideias e a aproximação aos sócios, repito, a aproximação aos sócios era a mola propulsora do entusiasmo que animou o clube.

Entre outros factos destacaria aqui a inversão dos resultados negativos de exploração (menos 160 milhões de euros de prejuízos nos quatro anos imediatamente anteriores) para o primeiro lucro em seis anos de actividade, entrada na Champions League, campanha da Camisola 12, concentração das claques no Topo Sul, libertando mais lugares vendáveis no estádio, comemoração dos 50 anos sobre a vitória na Taça dos Vencedores das Taças, entrega nos orgãos reguladores do futebol e na AR de um pacote de reformas do sector, onde já se incluiam políticas em matéria de verdade desportiva, regulação da actividade dos empresários e dos fundos de investimento, medidas para a arbitragem, etc.

Os anos foram passando, houve a polémica saída de Marco Silva (com que concordei em substância, mas não na forma), a entrada de Jorge Jesus e nada voltaria a ser como dantes.

Com a entrada do ex-treinador encarnado, estalou a guerra com o Benfica. Em resposta aos primeiros sérios ataques que sofreu, Bruno de Carvalho definiu aí uma estratégia de ataque ao rival com base num conjunto de pressupostos que o tempo ainda não desmentiu, se é que não lhe tem dado abundantemente razão.

Vítima de vários contra-ataques, o presidente leonino procurou arregimentar as suas tropas. Aqui começou o desnecessário foguetório de directas e indirectas enviadas pelo presidente aos sócios através do Facebook. A partir daqui o conjunto das suas acções tornou-se bipolar. O bom-Bruno e o mau-Bruno que já aqui, em tempos, foquei.

Para abreviar, que este post já vai longo, chegámos a este horrível fim-de-semana e a esta lastimável segunda-feira. Não posso calar mais o que me vai na alma. Sinto-me traído! Em 2011, quando nenhum dos meus amigos e conhecidos apoiava Bruno de Carvalho (eles não me deixam mentir), eu votei nele. Suportei a estupefacção dos mais próximos, ciente de que o Sporting necessitava da energia, combatividade, liderança e espírito reformista de Bruno. O Sporting voltou a ser nosso passou a ser o lema após Bruno, finalmente, se ter legitimado em 2013. Ora, eu não vejo isso hoje. Vejo um presidente que diz que não gostou do comportamento da Assembleia, mas que não haveria qualquer problema em os sócios votarem contra as propostas de revisão estatutária - com o argumento de que à direcção apenas caberia pensar o clube e apresentar propostas e que a decisão final seria sempre dos sócios - para logo a seguir impor uma lamentável e inaceitável chantagem sobre os sócios, ameaçando demitir-se caso os novos estatutos e o Regulamento Disciplinar não sejam, em simultâneo, aprovados por um mínimo de 75% dos votos presentes numa Assembleia Geral marcada para o próximo dia 17.

Não foi para isto que votámos em Bruno de Carvalho. Os mandatos são para cumprir, a não ser que haja sinais inequívocos de má gestão, o que não me parece ser o caso. Um presidente tem de ser responsável, ter estaleca, aguentar ventos (não, não é da Amoreira) e marés e continuar ao leme. Porque é o presidente, o Comandante, "the last man standing", o último a desistir, a abandonar o "navio". Pensar que Bruno de Carvalho escolheu este timing para uma cisão destas proporções - num momento de fragilidade do rival, enfraquecido com uma série de casos que, incontornavelmente, estabelecem um debate na opinião pública - é algo impossível de aceitar. O presidente transmite a sensação de que se deixou abater emocionalmente. Não sei se é bem aconselhado, se ouve quem lhe dá bons conselhos, mas disparar na direcção dos sócios, exactamente aqueles que tinha conseguido contagiar, apenas porque não soube ou não conseguiu explicar convenientemente a bondade das suas propostas, é um autêntico hara-kiri para si e para o clube.

Concordo que esteja no clube para agir, não para andar a visitar todas as capelinhas. Não tenho a ilusão ou a vaidade que me oiça, nem me apoquenta que não me conheça. Eu quero é que o Sporting ganhe e que seja um clube sustentável (e sempre acreditei que agora seria possível). Isso, para mim, é muito mais importante do que eu ter razão. Os homens passam, o clube, desejavelmente, fica! Estávamos perto de atingir todos os nossos objectivos, mas parece que a sua atracção por tiradas escatológicas e o "Manual para Burros" levaram a melhor. É pena que um homem seja o maior inimigo de si próprio, que valorize tanto e ajude a vitimizar os, respectivamente, infra-um por cento e infra-dez por cento dos impreparados Severinos e Madeiras desta vida, que não compreenda o que é viver em democracia, que não perceba a riqueza de uma crítica construtiva, que viva obcecado com sensibilidades e grupos de opinião, que incompreensivelmente coloque "entre a espada e a parede" os sócios que lhe conferiram 90% dos votos há bem pouco tempo.

Numa altura decisiva da época ficamos suspensos por mais 12 longos dias. Uma vergonha, uma irresponsabilidade e um acto pouco próprio de um líder, o tal líder que já mostrou poder ser. O homem que já mostrou ser um competente gestor, simplesmente não consegue gerir o seu próprio ego.

Hoje giro eu - Rigor

Por uma questão de rigor, e porque este espaço não é apenas um forum de discussão de ideias mas também pretende informar, devo dizer que, em rigor, a seguir a Dost, o melhor marcador da equipa é Bruno Fernandes (10 golos). Quanto ao melhor assistente absoluto, também, é Bruno Fernandes, com 11 assistências para golo. Jorge Jesus, erradamente, referiu ontem, em conferência de imprensa, Gelson Martins como o portador dessas estatísticas. O ala tem 9 golos e 7 assistências. Fica assim reposta a verdade dos factos, esperando que tenha sido apenas uma "gaffe", pois não quero acreditar que JJ não conheça as estatísticas de jogo.

Os ausentes não jogam, não vale a pena perder tempo a lamentá-lo. Importante é dar moral, confiança a quem vai para dentro do terreno de jogo e saber encontrar as soluções necessárias para que o Sporting se imponha na Amoreira. E isso é o mais importante, numa semana conturbada, marcada por um "timing" de marcação de uma Assembleia Geral inoportuno - porque não após o final da temporada? -, em que, com o Sporting já vencedor de uma Taça da Liga e líder do campeonato nacional, vemos o presidente do clube a ameaçar demitir-se e pedidos nas redes sociais a solicitar a demissão do presidente da AG. Que os nossos jogadores, no campo, saibam dar os tiros certos: não nos pés, mas sim nas redes da baliza de Moreira. 

 

Hoje giro eu - Querem um ala? Rafael Leão

Se a necessidade aguça o engenho, a ausência de Gelson Martins deve proporcionar o lançamento de uma jovem promessa. Não havendo no actual plantel mais ninguém capaz de assegurar velocidade pelos corredores, Rafael Leão é o "wild card" que Jesus pode lançar a qualquer momento. Com apenas 18 anos (só completa 19 em Junho), a pérola da Academia de Alcochete é um jogador que dá verticalidade ao jogo. Para além disso, tem uma óptima relação com o golo: em 13 jogos realizados como profissional, a que corresponderam 686 minutos de utilização, marcou 8 golos, uma média de 1 golo a cada 86 minutos. 

Campeão europeu de sub-17 em 2016 e já internacional sub-21, alto (1,88m), forte fisicamente, bom drible em progressão, movimentos diagonais para a baliza e eficácia no remate, Leão tem muitas parecenças com um antigo produto da nossa Formação: Cristiano Ronaldo.

Rafael é um grande desafio para Jorge Jesus. O jovem parece reunir todas as características que o treinador preza. Saiba JJ complementar a sua formação e destruir-se-á o mito sobre a sua inabilidade em potenciar e dar oportunidades a jovens talentos. A equipa parece precisar das qualidades de Rafael Leão. Tem a palavra o treinador.

rafael leão.jpg

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Disputados que estão 37 jogos - 20 para o Campeonato Nacional, 8 para a Champions, 4 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - o Sporting regista 23 vitórias (62,2%), 11 empates (29,7%) e 3 derrotas (8,1%), com 76 golos marcados (média de 2,05 golos/jogo) e 26 sofridos (0,7 golos/jogo). Chegados a Fevereiro, a equipa continua invicta nas provas domésticas. Estabelecendo um comparativo, o FC Porto de Mourinho, na época 2003/2004, realizou 49 jogos, com 33 vitórias (67,3%), 12 empates (24,5%) e 4 derrotas (8,2%). Marcou 84 golos (média de 1,71 golos/jogo) e sofreu 33 (0,67 golos/jogo). Se considerarmos como vitórias (ganhámos nos "penalties") os dois jogos da Final-Four da Taça da Liga, a nossa percentagem de vitórias sobe para 67,6% e a dos empates desce para 24,3%. É só uma curiosidade, mas estamos com números equivalentes aos do FC Porto de Mourinho, campeão europeu...

 

Classificações (Estatísticas ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (83 pontos), Bruno Fernandes (64), Gelson Martins (47);

2) Influência: Bruno Fernandes (33 contribuições nos golos), Bas Dost (31), Gelson Martins (22);

3) Goleador: Bas Dost (25), Bruno Fernandes (10), Gelson Martins (9);

4) Assistências: Bruno Fernandes (11), Gelson Martins, Acuña, Podence (7).

 

Notas: Bruno Fernandes contribuiu em 43,4% dos golos, Bas Dost tem 32,9% dos golos marcados.

Golos por sectores: Pontas-de-lança (32), Alas (18), Médios Interiores (17), Centrais (6), Laterais (1), autogolos (2)

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

  G A P Pontos
Bas Dost 25 2 4 83
Bruno Fernandes 10 11 12 64
Gelson Martins 9 7 6 47
Doumbia 7 1 1 24
Marcus Acuña 5 7 3 32
Sebastian Coates 3 2 2 15
Jeremy Mathieu 3 1 2 13
Rodrigo Battaglia 2 2 2 12
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 3 3 12
Iuri Medeiros 1 1 1 6
Bryan Ruiz 1 0 1 4
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Rafael Leão 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 2 4 8
Ruben Ribeiro 0 1 1 3
Ristovski 0 1 0 2
William Carvalho 0 0 2 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
autogolos 2 0 0  

Hoje giro eu - LEXotan

Tem vindo hoje a ser abundantemente difundida por um conjunto de comentadores a ideia de que a Operação LEX não envolve o Benfica. Na minha opinião, envolve o Benfica (ou este vê-se envolvido) e importa, e muito, aos benfiquistas. Em que medida? A confirmar-se a veracidade das escutas citadas pelo CM, Luis Filipe Vieira teria alegadamente pedido ao Juiz Rui Rangel para mover influências junto de outros juízes, no sentido da obtenção de uma decisão favorável quanto a uma dívida fiscal de um filho seu, dando como contrapartida - e é aqui que LFV, alegadamente, envolve directamente o Universo Benfica (e indirectamente o Benfica) - um cargo remunerado na Fundação Benfica (fundada pelo Sport Lisboa e Benfica) e/ou na futura Universidade Benfica. Por isso, este caso, mais do que importar aos concorrentes do Benfica, é de toda a relevância ser do conhecimento dos sócios e adeptos do clube da Luz (e dos accionistas da sua SAD?), porque o Benfica ou, mais concretamente, empresas do seu universo - uma delas penso que ainda a constituir - estariam a ser, alegadamente, usados como contrapartida de resolução de questões que importam apenas ao cidadão Luis Filipe Vieira. Para além de um eventual ilícito - e até qualquer decisão tramitar em julgado deve ser seguido o princípio da presunção da inocência dos arguidos - é essa contrapartida, a ser verdadeira, que deverá preocupar os benfiquistas. Alguns deles, eventualmente menos preocupados com questões de ética, poderão menosprezar os alegados emails, vouchers ou suspeitas de viciação de resultados, talvez por considerarem que, por hipótese, mesmo vindo a ser provadas práticas ilegais, isso destinava-se a ajudar o Benfica a ganhar, mas neste caso, provavelmente, não perceberão qual a vantagem que poderia advir do consumo de recursos financeiros do Universo Benfica com o ordenado de Rui Rangel.

Com base nisto, talvez se compreenda o "spin" comunicacional e a razão pela qual alguns "opinion-makers" - em sentido contrário destaco a posição lúcida de Ricardo Araújo Pereira - tentam adormecer a nação benfiquista. 

Hoje giro eu - não há Béla sem senão (profecias)

Em 1962, Béla Guttmann deixou o Benfica. Incomodado pela recusa da direcção encarnada em lhe pagar um bónus pelas duas vitórias consecutivas na Taça dos Campeões Europeus, o técnico húngaro, alegadamente, terá profetizado: "sem mim, nem em cem anos, o Benfica vai conquistar outra taça europeia!". 

Em Novembro de 2017, em entrevista à BenficaTV, o presidente do Benfica, Luis Filipe Vieira, declarou àcerca de uma pretensa aliança entre Sporting e Porto, referindo-se ao Sporting, que "um já perdeu", "já está a pé", "já acabou", e que o clube leonino bem poderia ir buscar 5/6 jogadores em Janeiro que no final "não vão ganhar nada".

Como em tudo, há boas profecias e más profecias. Umas são autênticas maldições, outras são banha da cobra.

No fundo, não há Béla sem senão...

Hoje giro eu - Tempo de compensação

Na final da Taça da Liga, tendo o jogo sido interrompido durante 4 minutos e 36 segundos para consulta do VAR, o árbitro, Rui Costa, deu 5 minutos de desconto. Houve várias paragens para assistência a jogadores lesionados e 4 substituições (as outras duas não tiveram impacto pois foram efectuadas ao intervalo).

Hoje, no Belenenses-Benfica, o árbitro, Bruno Paixão deu 5 minutos de compensação. Houve menos paragens que no jogo do Sporting e mais substituições no segundo tempo (6). O lance de VAR durante os descontos demorou 36 segundos, pelo que se compreende que o jogo tenha sido prolongado esse tempo. Exactamente quando se esgotavam esses segundos adicionais houve a falta. Nada a dizer sobre a actuação do árbitro.

Considerando que existe uma recomendação para que cada substituição deva ser compensada em 30 segundos e mesmo dando de barato que as paragens para assistência a jogadores foram idênticas em ambos os jogos (2 minutos), então chegamos à seguinte conclusão: mais uma vez, nada a dizer sobre a actuação de Bruno Paixão, cumpriu com a lei; na final da Taça da Liga, considerando as 4 substituições (4x30 segundos=2 minutos) e a assistência a jogadores (2 minutos) ficaram a faltar ao jogo 3 minutos e 24 segundos...

Como se podem uniformizar estes critérios? E em que medida a nota de Rui Costa será prejudicada por este erro? 

Hoje giro eu - Factos do jogo desta noite

Belenenses X Benfica 1-1:

  1. O Benfica desperdiçou a oportunidade de ficar em primeiro lugar à condição;
  2. A equipa encarnada não conseguiu vencer o seu primeiro jogo após a vitória leonina na Taça da Liga;
  3. O Benfica não ganhou o primeiro jogo que efectuou desde a lesão de Krovinovic;
  4. O Belenenses, treinado agora por Jorge Silas, conseguiu finalmente obter um resultado positivo contra o Benfica, algo que não acontecia desde 29 de Setembro de 2013;
  5. Na última vez que o Belenenses tinha conseguido marcar contra o Benfica, empatou (1-1), em 29 de Setembro de 2013, na Luz;
  6. Desde essa data e até ontem, tinha havido 8 derbies com 8 vitórias do Benfica e um "goal-average" de 28-0. 

Hoje giro eu - Verdade desportiva

Tanta blague foi feita e tanta crítica recebeu Bruno de Carvalho na sua justa batalha pela introdução dos meios tecnológicos no futebol - um comentador chegou a dizer que isso iria matar emocionalmente o futebol em 10 anos - que é da mais elementar justiça reconhecer que sem o VAR não teríamos ganho esta Taça da Liga. Curiosamente, aquela competição que nos fugia há 10 anos, tempos que foram "bons" para a emoção (dos outros)... 

Sporting, vencedor da 1ª Taça da Liga DV (depois do Var)!!!

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