21 Jul 17

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 Cosme Damião à direita, na fila do meio, com o belo equipamento Stromp (Agosto de 1910)

 

Noto um traço em comum entre Cosme Damião e Eusébio da Silva Ferreira: ambos vestiram com orgulho a nobre camisola verde e branca.

Dois briosos Leões, portanto. Leão uma vez, Leão para sempre.

 

Cosme Damião jogou de verde e branco naquele histórico dia 27 de Agosto de 1910 em que o Sporting, em representação do futebol português, derrotou o Recreativo de Huelva naquele que foi o nosso primeiro desafio internacional.

Vencemos por 4-0, sem surpresa. Numa equipa que, além de Cosme Damião, integrou outras figuras míticas do universo leonino, como João Bentes e os irmãos António e Francisco Stromp (este marcador de dois dos golos).

 

Os benfiquistas contemporâneos devem seguir o exemplo de Cosme Damião, que treinou no Sporting, vestiu a camisola do Sporting, jogou pelo Sporting.
E gostou.

 

Daqui faço, portanto, um apelo ao presidente Bruno de Carvalho: é tempo de termos um espaço no museu do Sporting Clube de Portugal dedicado ao sportinguista Cosme Damião. Com imagens fotográficas, todos os recortes da imprensa da época e a camisola que esse denodado jogador envergou naquele desafio inesquecível. Ainda por cima com o nosso belo equipamento pioneiro - o equipamento Stromp, que bem merece tal destaque.

É mais que justo.

 

 

ADENDA: O Museu ficará também enriquecido com a camisola usada pelo Eusébio no Sporting Lourenço Marques e a reprodução do cartão de L. F. Vieira, sócio sportinguista.


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20 Jul 17

Ontem transcrevi um texto sobre Cosme Damião como atleta do Sporting. Este texto gerou algumas “borbulhas” para alguém que o vê como imagem imaculada de um outro clube qualquer. Resta-me somente dizer: paciência.

Segundo a lógica daqueles que padecem desta variante de urticária, o facto de Cosme Damião vestir a camisola do Sporting era sinónimo de representar Portugal.

Pois nós. sportinguistas, sabemos isso. Para os mais desatentos relembro que este clube se designa Sporting Clube de Portugal e não representa um qualquer bairro de uma qualquer cidade deste país. Repito: Sporting Clube de Portugal.

Sobre este clube, o nosso clube, hoje transcrevo um texto de uma das suas referências maiores: Francisco Stromp.

 

«Ao fim da tarde [Francisco Stromp] aparecia no Café Martinho, umas vezes à paisana outras vezes fardado. Como “capitão” de equipa, era responsável pelo envio de muitas dezenas de postais convocando os jogadores para os jogos e para os treinos. Muitas vezes a mesa do Café Martinho se transformou em secretária do Sporting...

Enquanto à volta brilhavam os escritores e políticos do tempo (Machado Santos, Rocha Martins, Brito Camacho, Fialho de Almeida, Gualdino Gomes e D. João da Câmara) no Café Martinho, Francisco Stromp apenas se preocupava com o expediente do futebol “leonino”. Como diziam os colegas: “Nem namoro em política - a sua amante é o Sporting”»...

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 29


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19 Jul 17

«(...) E, abruptamente, os benfiquistas decidiram, a 16 de Setembro de 1914, suspender Artur José Pereira por seis meses (...). O Sporting recebeu-o no Lumiar. E, mais do que o gesto, ofereceu-lhe como retribuição certa 36$00 por mês, tornando-o assim no primeiro jogador não amador do futebol português - e com direito a outros privilégios, como por exemplo o de ser o preferido no uso de banho quente, luxo que só o Sporting tinha em Lisboa.

O episódio encarniçaria ânimos entre benfiquistas e sportinguistas, podendo dizer-se que dele nasceria mais fremente a rivalidade que pelo tempo fora (...)...

(...) Artur José Pereira, que Cândido de Oliveira, em 1945, considerou o melhor jogador português de todos os tempos (...)»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 20

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Do fundo da minha alma leonina, também eu proclamo: obrigado, Cosme Damião.

 


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17 Jul 17

João de Vila Franca marcou o primeiro golo do Sporting.

 

«Nos finais de 1906, a população atlética do Sporting ampliar-se-ia (...). Era, enfim, a oportunidade de o Sporting, cuja primeira notícia surgiria na imprensa, muito discretamente, apenas a 23 de Dezembro de 1906, regularizar as suas actividades desportivas, resumidas a treinos durante o período de construção e organização das suas instalações. O pontapé de saída em Fevereiro de 1907. No dia 3. Num torneio de futebol (...) organizado pelo CIF, disputado no Campo de Alcântara, propriedade do clube que os Pinto Basto tinham fundado, na senda do Clube Lisbonense. Como primeiro adversário, o Cruz Negra, fundado em 1905, com campo atlético na Luz e dispondo, então, de um grupo de jogadores de certo modo tido como dos melhores de Portugal. (...)

O encontro entre o Sporting e o Cruz Negra, que “teve a presenciá-lo numerosa e ruidosa assistência, entre a qual se viam bastantes senhoras”, foi arbitrado por Pinto Basto (o introdutor do futebol em Portugal). O Sporting perdeu por 1-5. O primeiro golo “leonino” foi marcado por João de Vila Franca. Que era também um óptimo jogador de ténis.

 

Só em Maio, igualmente a 3, se disputou o jogo da segunda “mão”. E os sportinguistas, com uma equipa renovada - (...) oito dissidentes do Sport Lisboa, que tinham ajudado a fundar em 1904 e que abandonaram (antes de o clube se fundir com o Benfica, (...)) fascinados por poderem, enfim, contar com instalações dignas de verdadeiros futebolistas - ganharam. Para espanto de todos. E, num jornal da época, pôde ler-se: “O jogo desenvolveu-se com ofensivas alternadas. Por intermédio de uma passagem oportuna de Frederico Ferreira ao avançado Félix da Costa, este obteve um ponto, largamente aplaudido pela falange ‘leonina’. Ao cabo de uma exibição meritória, o Sporting acabou por vencer por 3-1. (...) Por parte do Sporting, salientaram-se Fritz [que apesar do nome poder não sugeri-lo era português de gema, chamava-se Júlio Nóbrega Lima, mas que, pelo cabelo exageradamente louro, tipo teutónico, era conhecido por essa alcunha], a defesa, Vila Franca e Shirley, nos avançados, e Borges de Castro, no eixo da linha de médios, onde se mostrou trabalhador e destemido, com um final de jogo prejudicado pelo grande número de ferimentos nos joelho.”»

In: Glória e vida de três grandes. s.l., A Bola, 1995, p. 13


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13 Mai 16
Curiosidade
Francisco Chaveiro Reis

Em 2000, o Sporting ganhou o título na última jornada. Para isso, foi ao Norte, vencer fora uma equipa que equipava de vermelho. Na Luz, o Benfica recebeu uma equipa madeirense.

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13 Set 15

bemfica.jpg

Peço desculpa aos leões mais susceptíveis por hoje ao chegarem aqui e depararem-se com isto.

Foi a forma que encontrei de dar os parabéns aos nossos vizinhos por mais um aniversário que hoje celebram (ou deviam celebrar).

O clube (que daria origem aquele que hoje conhecemos por SLB) foi fundado em 26 de Junho de 1906, nasceu com o nome: Grupo Sport Benfica e estava sedeado na cave da Vila Faria Leal, na Avenida Gomes Pereira.

Mudaria de nome cerca de ano e meio depois como constataremos de seguida, vejamos o que nos dizem os documentos:

«O Grupo Sport Benfica montou a sua primeira sede na cave da Vila Faria Leal, na Avenida Gomes Pereira, mercê da gentileza daquela família, mas a morte violenta de D. Carlos [o assassinato, digo eu] acabaria por pô-lo em bem mais nobres aposentos (...) dera-se,em 1 de Fevereiro de 1908, o regicídio, e o Partido Regenador Liberal (...) sumiu-se. Sucedia, porém que alguns sócios do Centro Regenerador Liberal da Cruz da Pedra, que tinha a sua sede na Travessa do Visconde Sanches de Baena, eram já sócios do GSB. Fácil foi então numa (...) simulada (...) acta testamentária, considerarado por herdeiro o Grupo Sport Benfica, que logo se viu pomposamente instalado, com sala de bilhar e decente mobiliário (...) envaidecidos com a nova sede, até resolveram mudar o nome de Grupo Sport Benfica para Sport Clube de Benfica» in «Equipamentos com história», SLBenfica, p. 54, fascículos d' A Bola, sd, texto de António Simões.
Constatamos que à data da suposta fusão o Clube tinha um nome que procurava imitar a grandeza onomástica do grande clube de Portugal, cujo campo de jogos se situava no Campo Grande.
Parece-me evidente a semelhança de nomes entre Sporting Clube de Portugal e Sport Clube de Benfica.
Chamei-lhe suposta fusão porque aquilo a que assistimos foi o «acabar» de dois clubes; o Sport Lisboa e o Sport Clube de Benfica e o nascimento dum novo clube: o Sport Lisboa e Benfica.
À data da constituição do novo clube, em 13 de Setembro de 1908, o ex-GSB então SCB tinha 129 sócios pagantes (entre eles Cosme Damião) e o Sport Lisboa um número que desconhecemos.
O que sabemos é que após a constituição do novo clube ou a absorção do SL pelo SCB (se preferirem) o novo clube ficou com 207 sócios.
A numeração manteve-se a do SCB. Cosme Damião, por exemplo, ficou com o número de sócio do SCB que já possuía e aos sócios do SL que não eram sócios do SCB foram atribuídos novos números até ao 207. Poderíamos, com muito boa vontade, considerar que no dia 13 de Setembro de 1908 houve um engolimento e consequente desaparecimento do Sport Lisboa e o aparecimento ou até uma continuidade do SCB com outro nome absorvendo os sócios dum clube que se extinguiu, o Sport Lisboa. Nunca poderemos dizer é o contrário.
Porquê?
Porque os factos, os documentos, provam-nos o contrário.
O SCB tinha a sede, tinha o campo, tinha o dinheiro e tinha mais sócios.

O presidente do novo Sport Lisboa e Benfica, João José Pires, era presidente do SCB, o presidente da assembleia geral, Mascarenhas de Melo (cargo que ocuparia até 1931, depois como presidente honorário até morrer em 1950) era, também do SCB (como podemos ver na imagem do boletim parcialmente reproduzido acima).

Ainda assim, os ilustres adeptos destes assaltadores de sedes (como vimos atrás) querem-nos fazer acreditar que não... que nasceram em 1904.
Muitos parabéns, saudações desportivas.


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08 Jul 14

Nunca nenhum de nós tinha alguma vez visto um jogo assim. Muito provavelmente, nenhum de nós voltará a ver um jogo como esta meia-final. O Alemanha-Brasil disputado esta noite no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, mergulha o país anfitrião do Campeonato do Mundo em estado de choque. Comparada com o que hoje sucedeu, a derrota frente ao Uruguai na final do Mundial de 1950 facilmente será esquecida a partir de agora. Mas daqui a meio século, daqui a um século, este desafio ainda será lembrado. Como símbolo de humilhação do Brasil à escala planetária.

Foi a maior goleada deste Mundial. A maior goleada do Brasil registada numa meia-final de um Campeonato do Mundo. E o resultado mais desnivelado sofrido pelos brasileiros em quase cem anos. Números impressionantes que perseguirão como um estigma o seleccionador Luiz Felipe Scolari e os jogadores que acabam de sucumbir frente aos germânicos, infinitamente superiores na arte, na técnica, na táctica e na estratégia desta modalidade desportiva que apaixona o mundo e a que damos o nome de futebol.

Este foi o pior Brasil de sempre.

 

Como sucedeu tal descalabro? A que se deve o naufrágio brasileiro?

Desde logo, como já sublinhei, à inapelável superioridade da Alemanha. Muito bem organizados, os comandados por Joachim Löw, que vinham acumulando resultados positivos (quatro vitórias, uma das quais contra Portugal, e apenas um empate, com dez golos marcados e só três sofridos), apresentaram-se no Brasil com uma verdadeira máquina de jogar futebol, aproveitando o essencial do trabalho desenvolvido pelos profissionais do Bayern de Munique: Manuel Neuer, Boateng, Lahm, Schweinsteiger, Toni Kroos e Thomas Müller. Com Khedira, Özil e Schurrle também em excelente plano. No domingo, marcarão presença na oitava final da Alemanha em campeonatos do mundo.

E merecem.

 

 Foto David Gray/Reuters

 

Começou por ser um jogo histórico aos 23', quando Miroslav Klose marcou o 2-0. Batia-se mais um recorde num Campeonato do Mundo - o de Ronaldo, que conseguira 15 golos em fases finais do Mundial. Klose superou-o, apontando o golo nº 16 em 23 desafios disputados em cinco fases finais, desde o campeonato de 1998.

Nos cinco minutos seguintes, houve mais três golos alemães. À meia hora, perdendo por 5-0, era já evidente que o Brasil seria afastado do Mundial com uma derrota de dimensão inédita. Devido à incomparável superioridade do adversário, é certo, mas também a colossais erros próprios. Porque repetiu contra a Alemanha a estratégia inicial de pressão alta desenvolvida contra a Colômbia mas já sem o efeito surpresa. Porque se mostrou disposto a arrumar o jogo nos primeiros minutos sem medir as consequências dessa aposta temerária que desguarnecia o centro do terreno, estimulando o contra-ataque germânico. Porque permitiu defesas em funções de médios ou até como inesperados candidatos a avançados, como Marcelo e David Luiz, continuamente fora de posição, incapazes de recuperar o processo defensivo quando o Brasil perdia a bola. Foram-se abrindo autênticas auto-estradas no meio-campo brasileiro que a Alemanha, única equipa de cabeça fria, aproveitou da melhor maneira nas costas da defesa adversária.

 

Quando os (des)comandados de Scolari caíram em si estavam já mergulhados num pesadelo: a defesa ruiu por completo, começando pelo impotente Dante, com a mobilidade de uma estátua, e por um desvairado David Luiz, sempre ausente em parte incerta. A frágil organização de jogo eclipsou-se por completo. Jogadores como Fred e Hulk pareciam implorar para saírem dali. O descalabro psicológico contribuiu para afundar ainda mais o escrete, com prestações medíocres de quase todos. Na segunda parte Paulinho e Bernard ainda tentaram remar contra a maré, mas não era possível.

Sofreram sete golos. Podiam ter levado mais dois: Thomas Müller só não marcou aos 60' devido a uma magistral defesa de Júlio César e Özil, isolado aos 89', enviou a bola a um metro do poste.

Desporto colectivo, o futebol vive muito de valores individuais. Que por vezes podem fazer toda a diferença. Esta selecção de remendos, sem Neymar (ausente por lesão) nem Thiago Silva (ausente por castigo), parecia um Brasil de outro campeonato. E foi mesmo.

 

Nunca mais esqueceremos esta hecatombe: ficará para sempre gravada na memória de todos nós, do lado de lá e do lado de cá do Atlântico.

 

Alemanha, 7 - Brasil, 1


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12 Jun 14

Hoje é a vez de Mustapha Hadji ter o lugar aqui nesta mui modesta galeria. Jogador de enorme talento e virtuosismo, este marroquino veio para o Sporting em 1996, tendo-se transferido no ano seguinte para o Deportivo da Corunha. Vestiu a camisola do Sporting por 27 vezes marcando três golos.

 

Hadji foi um daqueles jogadores que originou grandes discussões em pleno estádio devido às suas intermitências. Num momento quedava-se por uma apatia enervante para logo a seguir arrancar para uma jogada fantástica.

 

Participou com a sua selecção em dois campeonatos do Mundo, o de 1994 nos Estados Unidos e o de 1998 em França, sendo considerado o melhor jogador africano no ano de 1998.

 

Mais um valor a inscrever o seu nome nas páginas douradas do futebol leonino.

 

Deixo aqui um filme deste jogador no Marrocos-Noruega onde poderão ver e rever a qualidade deste atleta.

 


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10 Jun 14
Que venham mais para a História!
Frederico Dias de Jesus

Porque o Mundial também é isto. Danças eternas com a bola por entre os adversários. Rasgões de impetuosidade e de genialidade. A química que se gera entre o jogador e a bola e que passa para as bancadas quando toca na rede. E numa linguagem verdadeiramente (de) Mundial, todos gritamos GOLO!

P.S: O do Cambiasso (golo nº16) é um hino ao futebol, salvo erro, foram perto de 20 toques da Argentina. Diz a história que a Sérvia nem cheirou a bola...


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03 Jun 14

André Alves da Cruz é um daqueles jogadores que não veio directamente de um qualquer Mundial para o Sporting, mas somente no ano de 1999, reforçando com qualidade a defesa leonina.

 

Já com 31 anos, deu a sensação de ser um daqueles jogadores que vinha para Alvalade para acabar a carreira de uma forma serena. Todavia este jogador fez parte das últimas equipas leoninas a sagrarem-se campeãs em Portugal. Foi um verdadeiro leão!

 

Ganhou dois títulos nacionais, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Senhor de forte pontapé, coleccionou golos muito importantes, enquanto evoluiu nos relvados portugueses. Em 78 jogos realizados marcou 9 golos.

 

Jogador de uma qualidade técnica muito acima da média, foi 47 vezes internacional pela selecção do Brasil participando no Mundial de 1998, em França, onde perdeu a final para a equipa anfitriã.

 

Após três fantásticos anos de Sporting, regressou ao Brasil para ingressar no Goiás, equipa onde viria, em 2004, a terminar a sua carreira.

André Cruz foi um defesa central que honrou – e de que maneira – a bela camisola do Sporting.

 


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29 Mai 14

 

Após o Mundial de 1994, nos Estados Unidos, ingressou no Sporting, um defesa central marroquino de nome Noureddine Naybet. Veio transferido do Nantes onde jogara somente um ano.

 

Todavia em Alvalade foi durante duas épocas um dos pilares da defesa leonina, jogando 54 jogos e marcando 5 golos. Mas em 1996 é transferido para o Deportivo da Corunha de Espanha onde também se evidenciou.

 

Naybet era um daqueles jogadores que preferia quebrar que torcer. O que lhe originava com os treinadores e não só alguns dissabores. Enquanto atleta do Sporting ganhou uma taça de Portugal, contra o Marítimo – curiosamente a única final que vi do Sporting, no Jamor – e uma Supertaça conquistada frente ao FCPorto em Paris com um esclarecedor 3-0.

 

Dono de uma técnica apurada, Naybet era quase intransponível. E não fossem as consecutivas lesões que sofreu, este marroquino teria feito uma carreira fantástica.

 

Um jogador de altíssimo nível que gostei (muito) de lembrar.

 

 

 

 


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20 Mai 14

 

Por causa deste golo no campeonato do Mundo de 1986, no México, Manuel Negrete Arias de seu nome, chamou sobre si muitas atenções. Jogador de fino recorte técnico, este internacional mexicano jogou no Sporting desde o início da época de 1986 até Janeiro de 1987, data em trocou de Sportings. Deixou o de Portugal e passou para o de Gijon, onde curiosamente não foi tão feliz como em Lisboa.

 

Vi-o jogar diversas vezes no velhinho estádio José de Alvalade e sempre percebi que estava ali jogador fora-de-série. Franzino e de estatura mediana, Negrete tinha todavia um remate fácil e destacou-se no Sporting, onde Manuel Fernandes era o patrão da equipa e evoluía já o futuro capitão Oceano.

 

Em 1987 regressaria ao Pumas, no México, donde saíra para vir para Lisboa, terminando a sua carreira em 1996 no Atlante FC.

 

Foi 57 vezes internacional pela selecção mexicana, marcando 12 golos.

 

Mais um atleta de rara excelência que passou por Alvalade.

 


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15 Mai 14
Bodas de Ouro
Pedro Correia

 

Faz hoje 50 anos, o Sporting Clube de Portugal conquistava em Antuérpia a única Taça dos Vencedores das Taças em futebol alguma vez ganha por um clube português. Sem claudicar na final, como acontece com os verdadeiramente grandes.

Parabéns a esses Leões que tão bem souberam honrar a camisola do nosso clube. Vários deles ainda estão entre nós, servindo-nos todos os dias de orgulhosa referência. Entre eles, quatro dos cinco que vemos nesta histórica fotografia: Alexandre Baptista, Pedro Gomes, Figueiredo e Fernando Mendes.


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13 Mai 14

 

Breve introdução

 

Os campeonatos Mundiais de futebol são uma montra imensa de fantásticos jogadores. Quase sempre os melhores. A maioria deles joga normalmente em grandes equipas europeias ou sul americanas.

O Sporting como grande clube europeu que é (mesmo contra muuuuuuuitas vontades e desejos obscuros!!) tem tido nos seus plantéis, jogadores que participaram em Mundiais. E não falo, claro está, apenas dos portugueses.

Com a aproximação do Mundial no Brasil, abro aqui um livro de recordações de jogadores estrangeiros que participaram em Mundiais e deram (e de que maneira!) o seu contributo no Sporting.

 

O jogador

 

De todos os que me lembro de ver jogar, houve um que recordo como sendo dos melhores no seu posto de defesa central. Chamava-se Luis Carlos Ferreira mas no futebol era mais conhecido por Luizinho e foi um atleta fenomenal.

Com o hábito bem luso de dar alcunhas a quase todos os jogadores, a este calhou uma que o definia como atleta: o Professor. Na verdade a sua postura em campo destacava-se pela serenidade e pela qualidade técnica que exibia sempre em prol da equipa. 

Não obstante ter vindo para o Sporting já com 31 anos foi um reforço fantástico. Jogou de 89 a 92.

Participou no celebérrimo campeonato Mundial de 1982, em Espanha, onde jogou 5 partidas, com quatro vitórias e uma derrota (a tal contra a Itália de um tal Paolo Rossi).
Terminou a sua carreira de futebolista no clube onde se iniciou, no Vila Nova Atlético Clube.

 

Finalmente meus amigos Autores deste blogue, é a vossa vez de lançarem aqui um nome.

 


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03 Abr 14
As Cores da História
João Paulo Palha

Há uns dias, em conversa de amigos acerca do novo equipamento alternativo da selecção nacional de futebol, azul e branco, e sobre alucinadas especulações, já derramadas em letra de imprensa, sobre a sua ligação com a actual e a anterior bandeiras de Portugal, lembrei-me de uma história que me foi contada por um antigo membro do governo, profundo conhecedor dos meandros políticos e institucionais europeus e, já agora, sportinguista devoto e sofredor.

 

A história passou-se num dos locais de trabalho do Parlamento Europeu, já não sei se Bruxelas ou Estrasburgo, e teve como personagem principal o deputado europeu Otão de Habsburgo (20 de Novembro de 1912 - 4 de Julho de 2011), eleito pela União Social Cristã da Baviera. Otão de Habsburgo, que foi deputado europeu durante vinte anos, era o herdeiro do trono do império austro-húngaro e tinha, pela sua ascendência, fortes relações com Portugal, quer pela linha paterna, que o ligava a D.Maria II, quer por parte de sua mãe, Zita de Bourbon-Parma, a última imperatriz da Áustria, neta do rei D.Miguel. Seu pai, Carlos I, último imperador da Áustria e último rei da Hungria, hoje Beato Carlos de Áustria, morreu no Funchal em 1922, onde vivia exilado na sequência da derrota das potências do eixo na I Guerra Mundial e onde se mantêm depositados os seus restos mortais. Além destes laços familiares com o nosso país, Otão de Habsburgo foi também um dos favorecidos com os vistos concedidos em França, no ano de 1940, por Aristides de Sousa Mendes, tendo por isso conseguido, com a sua família, escapar à barbárie nazi. Era, ao que me contam, uma pessoa muito afável, de trato simples e fácil e de esmeradíssima educação.

 

Um dia, era Otão de Habsburgo deputado europeu, funções em cujo exercício deixou marca com a intransigente defesa dos valores e princípios fundamentais de uma Europa unida, deparou nas instalações do Parlamento com um grupo de colegas seus que discutiam entusiasticamente qualquer assunto que, de repente, não percebeu qual fosse. Aproximando-se, inquiriu-os sobre o motivo de tal animação, ao que lhe responderam que estavam a falar de futebol, do jogo daquela noite, um, pelos vistos, escaldante Áustria-Hungria. A pergunta bem humorada de Otão não se fez esperar:contra quem?

 

Foi assim que me contaram a história, não sei se corresponde rigorosamente à realidade. De qualquer maneira, como diz o outro, se non è vero è bene trovato.


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08 Mar 14

"Alguns usam a estatística como os bêbados usam postes: mais para apoio do que para iluminação". Esta frase, do escritor escocês Andrew Lang e escrita a mais de um século e meio de distância, aplica-se que nem uma luva aos revisionistas da história do futebol português que, com números a esmo para tentar demonstrar uma certa "verdade", querem fazer crer que para além de Eusébio não houve, não há, nem haverá vida. Esta teoria eucalipto usa os postes para apoio mas não ilumina. Tenta apagar da fotografia, apesar de se reclamar da luz, grandes nomes do futebol. Não vamos mais longe. Fernando Peyroteo, o maior marcador de sempre em Portugal. Pecado? Ter jogado sempre no Sporting e integrado os famosos cinco violinos. Tenho muita pena de não os ter visto tocar, mas sei que a música era de excelência. É nosso património que temos obrigação de defender e exaltar. Contra tudo e contra todos!

Estatística? Sim, mas que ilumine: http://pt.wikipedia.org/wiki/Peyroteo


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03 Mar 14
Archivo de "Os Sports Illustrados"
José Navarro de Andrade

Do nº 6, de Sabbado, 16 de Julho de 1910. Agora é só fazer as contas...

(Daqui)

 

 

 

 

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03 Jan 14
A nossa história
Francisco Almeida Leite

 

A Maria Inês Almeida não pára. Agora acabou de escrever um novo livro, que ainda por cima tem tudo a ver connosco: "História do Sporting para leões e leõzinhos". A ideia é simples e passa por contar tudo sobre o nosso grande clube, numa linguagem acessível e compreensível para todos. O És a Nossa Fé associa-se a este importantíssimo lançamento, que deverá acontecer dentro de muito pouco tempo, e revela em primeira mão a capa e contra-capa do livro. A não perder.


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07 Out 13
Um Rei Leão
João Távora


No "Sporting" o Rei D. Carlos I assiste a um jogo da malha com o leão ao peito, meses antes de ser assassinado.

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08 Mai 13

Nos últimos já largos tempos, a imprensa desportiva portuguesa tem-se distinguido por uma entusiasmada devoção à história. Deve ser raro o dia em que um ou outro órgão de informação não nos dá conta, numa linguagem e num estilo grandiloquentes, de que tal ou tal jogador, desta ou daquela modalidade, mas, principalmente, de futebol, está prestes a fazer ou acaba de fazer ou refazer a história. Não a história do futebol ou de outro desporto, não a história do campeonato ou de um qualquer clube. A imprensa desportiva não faz por menos, e faz muito bem, estuda, indaga, pesquisa, investiga e conclui, sempre  muito a propósito, que alguém ou algo acaba de entrar para a história. Assim mesmo, para a história.


O Record de 3 de Março - recorro a um título já tão antigo, neste contexto, porque o acho irresistível - para se precaver, imagino eu, contra a possibilidade de não darmos o devido peso a um  facto histórico tão extravagante, informava-nos, logo na 1ª página, de forma minuciosa, embora um pouco confusa, de que o êxito do Real Madrid frente ao Barcelona fora, não resisto a citar, a 2ª vitória frente a culés em 5 dias pela 1ª vez em 113 anos. Bem explorado, este tipo de informação podia ser um maná para as primeiras páginas, já que as suas desmultiplicações são praticamente infinitas. Por hipótese: a vitória do Belenenses frente ao Guimarães foi a 3ª em 25 dias pela 2ª vez em 84 anos. Ou a vitória do Beira-Mar frente ao Leixões foi a 2ª em 18 dias pela 4ª vez em 71 anos. E por aí fora.

 

Insistindo nos exemplos, também a Bola de 1 de Maio, mais do que justificadamente enlevada, nos chamava a atenção para um jogador português, de seu nome Bernardo Vasconcelos, que, em Chipre, exibindo com distinção, ao serviço do seu clube, o Alki Larnaca, "a marca de matador na zona decisiva" (não, não estou a inventar, é o que vem escrito no jornal, é só consultá-lo), se encontrava prestes a, penduremo-nos mais uma vez no periódico e nos seus conceitos cuidadosamente burilados, refazer a história. Ainda hoje, digo-o em meu desabono, não sei o que aconteceu ao Bernardo Vasconcelos. Fiquei, de qualquer modo, plenamente persuadido de que, se marcasse um golo ao Ethnikos Achnas, o atleta veria o seu nome escrito com letras de ouro na história, na de Portugal e na do futebol. 

 

No dia 7 de Maio, o Record chamava à primeira página uma fantástica proeza do treinador do Olhanense, colocando Bruno Saraiva na história com base no facto de que a Última estreia a ganhar foi há 52 anos. Só tomamos plena consciência da extraordinária dimensão do feito se, consultando deslumbrados a página 18, para a qual teremos sido astuciosamente seduzidos pelo isco constante da capa,  verificarmos que, de facto, é preciso recuar ao Verão de 1961 para encontrar um fenómeno semelhante. Foi então, ficamos a saber, compreensivelmente pasmados, que Francisco André, natural de Faro, que encerrara a sua carreira de jogador, em Olhão, na época anterior(passara por Belenenses e Académica, entre outros) celebrou a estreia como treinador dos rubronegros com um triunfo por 1-0 diante do Sporting da Covilhã, golo de Armando.

 

Isto é uma ínfima amostra da excelente informação que, neste âmbito, nos é generosa e abundantemente proporcionada. Os exemplos de clubes, jogadores e treinadores que, na opinião erudita destes jornais, fazem e refazem a história multiplicam-se como coelhos, folgo em realçá-lo, quase diariamente. Nunca serão, portanto, de mais os  agradecimentos à imprensa desportiva pela sua democrática vénia à cultura e pela  dedicada atenção aos valores mais profundos e acontecimentos mais marcantes da nossa memória colectiva. Façamos, então, os possíveis por não rebentar de riso e exijamos-lhe que não esmoreça e continue, a bem da cultura e da civilização, toda esta incansável luta para nos habilitar com o sábio conhecimento da história pátria. Pela sua abnegação e pelo seu esforço desinteressado, um sincero e comovido bem haja.

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15 Dez 12
26 anos depois
Pedro Quartin Graça

In "Bíblia do Sporting"


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29 Nov 12

 

... Só precisamos disto. Espero que Vercauteren mostre este vídeo aos seus jogadores antes do próximo Sporting-Benfica.


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28 Nov 12

O actual presidente do Sporting é o que tem mais percentagens de derrotas desde os anos 60. Vale a pena ler hoje no jornalesta análise, que me parece séria e bem documentada, sobre o legado das várias direcções do clube nas últimas décadas (em papel está mais completa e compara em detalhe as últimas dez, de João Rocha a Godinho Lopes).

Conclusão: algumas das mais recentes conseguiram a proeza de delapidar património e acumular passivo em simultâneo. Sem resultados desportivos, ainda por cima.

A culpa disto não é dos árbitros. É de nós próprios. Porque os dirigentes acabam sempre por ser o espelho de quem os escolhe.


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26 Out 12

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11 Out 12

Outros falarão aqui nestas páginas, finda uma agitada semana, sobre todas as magnas questões destes dias, atravessados por uma tempestade de areia cuja poeira parece ainda longe de assentar mas que espero o faça em breve, para que possamos ver com clareza o rumo a seguir e o fim da travessia deste deserto onde os oásis escasseiam. Não descuro que tais discussões sejam fundamentais, mas cabe-me preencher este lugar vago com uma nota mais ligeira e propor-vos uma viagem na máquina do tempo, contando-vos uma singela história em duas partes. Ela foi-me confidenciada por um familiar do visado, sportinguista de gema mas que me escuso de nomear aqui, e é a história de um presidente do Benfica que na verdade era adepto do Sporting Clube de Portugal.

De seu nome João Tamagnini de Sousa Barbosa, era mais conhecido pela combinação do segundo e do último dos apelidos. Entre Dezembro de 1917 e Dezembro de 1918, ocupou nada menos do que quatro pastas ministeriais no Governo do malogrado Sidónio Pais. Após o assassinato de Sidónio, seria inclusive ele próprio primeiro-ministro durante apenas um mês, acumulando com o cargo de Ministro do Interior.

Depois disso, anos passaram. Tamagnini Barbosa não esqueceu no entanto a política e foi despertando sobre si o lado menos simpático da atenção de Salazar. Após o fim da II Guerra, Brigadeiro, brasonado e de óptimas famílias, respeitado na ala à direita da União Nacional pelo seu passado e currículo, foi identificado como persona non grata e tudo indicava que o ditador pretendia exilá-lo. Foi então, corria o ano de 1946, que para contrariar tal decisão um grupo de influentes amigos optou por colocá-lo como presidente do Benfica, lugar considerado intocável.

No final do seu mandato, que terá cumprido com militar estoicismo, um adepto benfiquista fez-lhe um pedido de aparência inócua. Prestes a ser pai, solicitava aprovação para baptizar o filho com o nome do presidente. A resposta não tardou. Mais um João, menos um João, nenhuma diferença fazia e assentiu sem hesitar. O que não esperava de todo era que o homem escolhesse o seu apelido como nome de baptismo e chamasse ao filho Tamagnini. De nome completo Tamagnini Manuel Gomes Batista ou, como ficou conhecido, Tamagnini Nené.

Foi assim, por uma sucessão de circunstâncias, que um dos ícones do Benfica ostentou o nome de um sportinguista ilustre. E esta história faz-me sempre sorrir. Não me perguntem porquê. Tenho um humor muito peculiar.

*Texto publicado no Jornal do Sporting


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06 Jun 12
Recortes
Constança Martins da Cunha

 

Diário Popular, 11 de Junho de 1956


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19 Mai 12
 

Taça de Portugal de 1954 - Sporting 3 Vitória de Setúbal 2 

O Sporting alinhou com Carlos Gomes, Lourenço e Galaz; Janos Hrotko, Gonçalves e Juca; Galileu, Vasques, Martins, Travassos e Mendonça. Os golos foram marcados por Mendonça (2) e Vasques. (Na foto: Travassos e Pinto de Almeida)


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18 Mai 12
Jamor a Verde e Branco
Alexandre Poço

Tão bonita que ela é. Tão bonita que fica engalanada de Verde e Branco. Domingo, toca a repetir esta imagem. Vamos trazer para Alvalade mais uma Taça de Portugal, a 16ª da nossa história!


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10 Mai 12
Joaquim Agostinho
Alexandre Poço

A 10 de Maio de 1984, falecia o melhor ciclista português de todos os tempos, o nosso Joaquim Agostinho. Um símbolo do ciclismo e do Sporting Clube de Portugal.


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05 Mai 12
 1993: com Yekini no Estádio do Bonfim

Rashidi Yekini faleceu na passada sexta-feira, aos 48 anos, por doença que já o afectava há dois anos. O antigo jogador do Vitória de Setúbal (1990-94 e 1996-97) foi o melhor marcador da Liga portuguesa na época de 1993-94 com 34 golos. Um dos seus mais memoráveis jogos foi a 21 de Novembro de 1993, quando marcou dois golos ao Benfica na vitória dos sadinos por 5-2. É considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos da Nigéria. Acompanhei pessoalmente a falhada tentativa da sua transferência para o Sporting em 1993. Constou que Bobby Robson não gostou dele mas, na realidade, a decisão foi de Sousa Cintra. Pouco tempo depois, o Sporting foi o primeiro a fazer abordagem ao Mechelen da Bélgica por Michel Preud'Homme. O clube belga estava disposto a deixar sair o jogador, antes do termo do seu contrato, por cerca de 110 mil contos, verba que Sousa Cintra achou excessiva. Com o seu sábio expediente, foi então buscar Chiquinho Conde ao Vitória de Setúbal por 90 mil contos. Este avançado permaneceu uma única época no Sporting, comparecendo em 28 jogos (incompletos) e marcando o grande total de 3 golos. Entretanto, Preud'Homme, já reconhecido como um dos melhores guarda-redes do mundo, foi para ao Benfica onde jogou de 1994 a 1999. Foi o vencedor do prémio Yashin, como o melhor guarda-redes no Campeonato do Mundo de 1994. Algumas das «gloriosas» decisões do nosso Sporting! 


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02 Mai 12

 

À falta de êxitos recentes, restam as imagens de antanho, cada vez mais diluídas no passado. Páginas de jornal, excertos de jogadas que todos já sabemos de cor passando em sessões contínuas nos canais televisivos. É o Benfica bicampeão europeu, do tempo da TV a preto e branco, quando Salazar mandava em Portugal. Faz hoje meio século: de então para cá, o clube da águia não voltou a ter motivos para um festejo semelhante. Nunca mais foi campeão europeu. Como diz n'A Bola o antigo lateral direito Mário João, um dos sete sobreviventes desse onze extraordinário, dantes "eram 11 jogadores portugueses e um treinador estrangeiro, agora jogam 11 estrangeiros e apenas o técnico é português".

Fica tudo dito numa frase só.

 

Imagem: Eusébio, Béla Guttmann e Coluna (1962)


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26 Abr 12
Fazer história não tem preço.
Luís de Aguiar Fernandes

 

Ouviram? 


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19 Abr 12

 

No dia 11 de Dezembro de 1985, estes rapazes ganharam 3 a 0 ao Athletic de Bilbau, em Alvalade. A nossa equipa: Damas, Gabriel, Venâncio, Morato, Fernando Mendes, Carlos Xavier, Sousa, Jaime Pacheco, Mário Jorge, Manuel Fernandes e Mead. Oceano (Carlos Xavier) e Saucedo (Manuel Fernandes) foram suplentes utilizados. Manuel Fernandes marcou o primeiro aos 20 minutos (tínhamos perdido 2 a 1 no País Basco). Na segunda parte, facturaram Mead e Sousa. Treinador: Manuel José. Há dúvidas para hoje?

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07 Abr 12
Esclarecimento
Francisco Almeida Leite

Na segunda-feira o Sporting não vai entrar em campo disposto a estragar a festa a ninguém, porque o nosso clube só vai a festas para as quais é convidado. O Sporting irá fazer o que costuma fazer contra todos os adversários, em todos os palcos: jogar para ganhar. E se possível ganhar bem, jogando bonito e com vários golos na baliza dos nossos rivais. Foi isso que fizemos em 1986.

Agora, se nos perguntarem se temos favorito para a conquista de um título que devia ser nosso? Claro que temos e não deve ser difícil adivinhar qual é o candidato que não queremos ver a celebrar. Só para animar as hostes e sem qualquer animosidade, aqui fica o vídeo de um dos episódios mais bonitos e singelos da nossa História. Um jogo simples, normal e de boa memória. Só isso.

 


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01 Abr 12
Um Sporting terceira força?
Jose Manuel Barroso

Retomo um tema, já comentado de passagem no blog: estará o Sporting a ser 'vítima' de uma convergência de interesses entre Porto e Benfica, no sentido de ser (ou vir a ser) uma espécie de Atlético de Madrid do futebol português? A força de uma instituição, como o SCP, radica em vários pilares (desportivos, económicos, estabilidade, vitórias, capacidade de atuar nos vários mercados, gestão da marca, modernidade, alianças, etc). Só articulados e interativos estes fatores geram vitórias. O SCP foi um líder dominante nos anos 40 e 50,  tendo o SLB como segunda força. Mas perdeu essa liderança nos anos 60 e 70, trocando de posições com o SLB. Até que, nos anos 80, o 'outsider' regional FCP interrompe o domínio do sul (SCP/SLB) e ocupa a posição dominante do futebol portugues - um domínio que durou (e, de certo modo, dura) desde essa década. Como isso se passou, eis o que contarei aqui um dia destes, pelo que volto ao tema da pergunta inicial.

A constatação de que o mercado do futebol português era (é) exíguo levou a força dominante FCP, ainda nos anos 80, a imaginar dois polos de força desportiva e rivalidade nas duas principais cidades do país, tendo o Porto como polo forte e Lisboa como o polo menos forte. Para isso, o poder do FCP precisava de um aliado no sul, um aliado tático porque a estratégia era consolidar o poder do FCP/norte e enfraquecer o sul/SLB/SCP - jogando, alternadamente, com aproximações a um ou outro clube de Lisboa. Nos anos 80 - contra o projeto de autonomia estratégica de João Rocha, no SCP - Fernando Martins/SLB funcionou como o aliado tático do FCP/Pinto da Costa, e aí se iniciou o processo de enfraquecimento/expoliação do SCP. Um FCP forte aliado estratégico de um SLB fraco, mas ambos interessados em ter no SCP um 'inimigo' a fragilizar sempre e sempre. Essa espécie de aliança entre pote de ferro e pote de barro será interrompida com o fim do consulado de Fernando Martins, mas o pós-Fernando Martins será um período de ainda maior fragilidade no SLB, com lutas internas desgastantes para o clube.

Nesse auge de poder do FCP - SLB frágil e dividido e SCP frágil e também dividido - o poder do Norte é avassalador e apenas tem uma pausa quando Valentim Loureiro (até então aliado tático do FCP) tenta autonomizar-se e procura uma aliança com o novo poder no SCP, na era José Roquette. Roquette recusará essa aliança explícita, mas, nesse período, Sporting e Boavista serão campeões. Com a chegada de Luis Filipe Vieira ao Benfica, este tenta afirmar-se como poder autónomo e dominante, no polo sul, e grande desafiante do poder FCP/norte, tentando remeter para o Porto a panela de barro e trazer para Lisboa a panela de ferro. Pensando em termos de mercado e em termos de polos de rivalidade - e aceitando como inelutável essa realidade - SLB e FCP convergiram decididamente em termos estratégicos: só pode (deve) haver dois grandes de facto no futebol português. Cabe então ao Sporting e aos sportinguistas responder ao repto - unidos e solidários.


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12 Fev 12

Não parece, mas é um post sobre futebol. O que fica para a História, cada ano, todos os anos, são os vencedores de duas competições a nível nacional: o Campeonato e a Taça de Portugal. O resto é palha, como se costuma dizer.

Gostava muito que o Sporting estivesse agora melhor qualificado na Liga nacional, mas o ideal mesmo era que ocupasse o primeiro lugar. A partir daí, todos os outros são lugares de derrotado e, sim, isso inclui o meu Sporting.

O mesmo não se passa, felizmente, com a Taça de Portugal. Está nas nossas mãos, ok, nas minhas não, mas nas mãos de Domingos, de Rui Patrício, de Scaars, de Wolfswinkel, de Rinaudo, de Capel, de Carrilho, de Onyewu, de Elias, etc., etc., trazer a Taça para Alvalade. E isso vai acontecer!

Por isso, falamos no final da época, quando soubermos quem fica para a História e quem desaparece nas brumas da memória. Até lá, deixem o Sporting recompor-se e reerguer-se. Este ano vamos erguer a Taça, mas no próximo ano não aceitamos nada menos do que o Céu.
   

                  


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Recordar é viver
Pedro Correia

 

Há 16 anos, Pedro Santana Lopes era presidente do Sporting. Manuel Damásio liderava o Benfica. E o FC Porto, claro, tinha à sua frente Jorge Nuno Pinto da Costa. Este video é desse tempo. Vale a pena lembrar como as coisas eram então. Para comparar com os tempos actuais. E descobrir se há muitas diferenças.


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25 Jan 12

 

Eusébio é o terceiro a contar da direita, em baixo. Campeão pelo Sporting Clube de Lourenço Marques (1960). Na altura, filial nº 6 do Sporting Clube de Portugal.

Foto do blogue The Delagoa Bay Company


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24 Jan 12
Todos ao musical
João Severino

 

A história do Sporting vai ser narrada em forma de musical. Que ninguém falte ao grande espectáculo, entre os dias 25 e 29 do corrente, no Teatro Tivoli, em Lisboa, que apresentará os 106 anos da história do clube, em 90 minutos de espectáculo.

A iniciativa, inédita em clubes de futebol, partiu de Graça Nunes de Carvalho, vice-presidente dos «Leões de Portugal», instituição de solidariedade social associada ao Sporting para a qual reverterão as receitas de bilheteira.

Em conferência de imprensa, o autor do musical, Pedro Madeira Rodrigues, assumido adepto sportinguista, começou por destacar o desafio e a dificuldade com que se deparou para «colocar 106 anos de história do Sporting em 90 minutos de espectáculo».

«Tentámos alcançar um equilíbrio, destacando as figuras que ao longo da história mais fizeram pelo clube. Cometemos algumas injustiças ao dar maior ênfase aos desportistas, deixando de fora muita gente que deu muito ao clube de forma anónima, além dos adeptos», referiu Pedro Madeira Rodrigues.

O musical assenta na «história de um pai e de um filho, que mais tarde se torna pai», retratando quatro gerações que falam sobre os anos anteriores à fundação do clube.

O presidente do Sporting, Godinho Lopes, associou-se ao lançamento da iniciativa, que decorreu no auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade, ao enfatizar a necessidade do Sporting «não se realizar apenas pelo futebol e pelo ecletismo», mas também «dando a conhecer aos adeptos de todas as gerações a história centenária do clube».

No final da conferência de imprensa, os jornalistas e sócios leoninos presentes puderam assistir a um excerto do espectáculo musical, que 'abriu o apetite' para a estreia marcada para amanhã.

 

Com o 'Sol'


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