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És a nossa Fé!

Desde 1908 a fazer rir Portugal

Ramalhete, Sobrinho, Rendeiro, Chana e Livramento julgo que não há nenhum sportinguista que não saiba de cor (saber de cor significa conhecer com o coração) estes nomes, significam perfeição ou dream team como se diz agora na novilíngua portuguesa. 

Para nós, sportinguistas, o hóquei patins vence-se ou perde-se dentro do rinque, outros preferem jogá-lo fora do rinque, disputam todos os jogos num ringue de "vale tudo", ia a escrever luta livre, mas a luta, a disputa, o jogo que os fundidos em 1908 sabem jogar é o jogo condicionado, o jogo com as regras subvertidas, se não podem jogar esse jogo, preferem não participar.

Vamos então, ao filme dos últimos cinco minutos do Sporting 5 vs. Benfica 5 disputado em Alverca:

04:17 - Magnífica condução de bola de Tuco a deixar à boca da baliza em João Pinto que com o stick fez a bola beijar a rede, 5 -2.

04:06 - Livre indirecto para os vermelhos, golo marcado por João Rodrigues com o stick, 5 - 3.

03:42 - Livre directo convertido por Carlos Nicolia com o stick, 5 - 4.

03:13 - Mais uma falta marcada a favor do Benfica, expulsão do sportinguista Pedro Gil. Nicolia falha.

01:13 - Desta vez é um penalty convertido por João Rodrigues com o stick, 5 - 5

00:23 - Nicolia assiste João Rodrigues que com a caneleira coloca a bola dentro da baliza do Sporting. As regras impedem que os golos não sejam marcados com o stick, mas o que interessam as regras?

00:11 - Nicolia falha penalty

Resumo, nos últimos quatro minutos o Benfica está (quase) sempre a jogar em superioridade numérica, marca três golos com faltas e faltinhas concedidas pelos árbitros e falha um penalty a 11 segundos do final do jogo, seria campeão se o convertesse.

De quem é a culpa do Benfica não ser campeão?

Do Sporting e da arbitragem.

Mais que um clube, uma organização circense com cavalos amestrados e palhaços que nos fazem rir.

Rir muito.

Nota final: Os meninos da Luz estão amuados e recusam-se a disputar a Final da Taça de Portugal, conferir aqui.

Grande galo

SportingBarcelos.jpg

Muita expectativa à partida do Óquei de Barcelos x Sporting, em hóquei.

O Sporting seguia, até então, só com vitórias no campeonato. Porém, a equipa de Barcelos apresentava-se, verdadeiramente, como o primeiro teste a sério à equipa comandada por Guillem Pérez.

Apesar do seu estatuto de candidato ao título, o Óquei de Barcelos, na actual edição do campeonato, só tinha conquistado apenas uma vitória, tendo perdido todos os confrontos directos já disputados com os principais rivais do Sporting. Acrescia ainda, como condimento para o jogo, o facto de o Sporting raramente ter conseguido levar de vencida os jogos a norte. Qual dos referidos factores falaria, então, mais alto no final dos 50 minutos?

Infelizmente, o resultado de 7-3, a favor da equipa minhota, reforçou a besta negra que é o solo nortenho.

Um mau jogo do Sporting (de resto, logo afirmado pelo seu treinador), que não esteve ao nível da qualidade de jogo dos seus principais hoquistas.

Depois de uma pré-temporada vitoriosa e de, até ontem, todos os jogos oficiais terem sempre sido levados de vencida, a derrota de ontem representa a primeira descida das nuvens à realidade por parte da equipa leonina. 

Importante agora é vingar a derrota já no próximo jogo e, sobretudo, não deixar que o factor «norte» seja um real condicionamento. Daqui por duas jornadas há uma deslocação a Viana, antes da recepção ao Porto, e é importante que a equipa vença esse jogo.

Última nota para felicitar a TVI24, que agora transmite semanalmente um jogo principal do campeonato de hóquei. Foi uma grande tarde desportiva a rivalizar com as grandes tardes de domingo desportivo do passado (na rádio e na RTP2): pavilhão lotado, jogo muito disputado e uma narração sempre vibrante. 

Tomara que seja o princípio do renascimento do hóquei, que depois do futebol, foi sempre a modalidade mais acarinhada pelos portugueses.

Ok em patins

Fase de grupos:

PORTUGAL-Suíça, 8-0

Espanha-PORTUGAL, 1-6

PORTUGAL-Áustria, 14-1

Quartos de final:

PORTUGAL - Inglaterra, 12-0

Meias finais:

Portugal vs. Suiça e Espanha vs. Itália

Os resultados estão aí e, obviamente, não garantem nada.

Portugal venceu a Suiça por 8-0 na fase de grupos mas é garantido que volte a vencê-los hoje?

Se for à final com a Espanha é garantido que repita a meia dúzia?

Percebo quando algumas pessoas dizem que os resultados consistentes são os empates, assim as desilusões nunca são muito grandes.

Neste momento, Portugal tem quatro jogos, quatro vitórias, 35 golos marcados e 2 sofridos.

Teríamos mais hipóteses de ser campeões europeus com quatro jogos, quatro empates, 2 golos marcados e 2 sofridos?

Espero que não, espero que o "caneco" fique em Portugal, as gentes de Oliveira de Azeméis merecem-no pelo apoio e carinho que têm transmitido à equipa.

 

Balanço do hóquei

hóquei.jpg

Terminou no passado fim de semana, com a final four da Taça de Portugal, a temporada desportiva da equipa sénior de hóquei em patins do Sporting, modalidade que, muito propriamente, se poderá dizer ser também outra menina dos olhos do presidente Bruno de Carvalho.

Tentando ser justo, diria que, face ao investimento feito e expectativas geradas, o balanço da época ora finda não é positivo.

É certo que houve a conquista de um título (supertaça), que a equipa conseguiu o apuramento para a Liga Europeia (a Champions do hóquei), que foram repetidas as presenças nas final four da Taça CERS e Taça de Portugal, e que existiu, ainda, o brilharete de vencer em casa o Barcelona, a maior potência mundial do hóquei.

No entanto, em contraponto, o clube não conseguiu repetir as finais da Taça CERS (repetindo o título conquistado no ano anterior) e Taça de Portugal. Domesticamente, a equipa esteve muito longe das principais referências internas (Benfica e Porto), a quem nunca conseguiu vencer qualquer jogo (pela negativa, derrotas na Luz por 9-0 e no Dragão Caixa por 8-0). Em 26 jogos para o campeonato, o Sporting perdeu 8 (logo na 2ª jornada, derrota contra o recém-promovido Braga), o que se traduz num saldo vitorioso de 58%. Poucochinho para quem tanto investiu nesta época. 

E é neste último ponto que gostaria de pegar. As contratações acabaram por não trazer o salto qualitativo tão desejado. Luís Viana, melhor marcador das últimas duas temporadas, com mais de 50 golos, marcou menos de 30 nesta temporada. Cacau também não teve uma prestação por aí além. A aposta em jogadores veteranos foi mal sucedida. Entretanto, os jornais dão conta do trintão (35 anos) Pedro Gil, portista ferrenho, para reforçar a equipa...

Sem surpresa, a imprensa dá também conta que Luís Viana e Cacau estão fora dos planos para a próxima época. Não sei se foi por essa razão, mas nos últimos jogos do campeonato, assim como na final four da Taça de Portugal, Luís Viana e Cacau não mais voltaram a calçar os patins. Eles e também Tiago Losna e Ricardo Figueira. Nos seus lugares, foram chamados miúdos dos juniores.

Se no início pensei que seria para dar algum rodagem aos mais novos, hoje não consigo perceber as razões de política desportiva que levaram a que o clube, numa competição tão importante como é a Taça de Portugal, se tivesse dado ao luxo  de dispensar quatro dos seus jogadores com mais tarimba, para se apresentar com maçaricos. O que terá acontecido? Explicações agradecem-se.

Sobretudo quando uma das partes envolvidas é o capitão da equipa, Ricardo Figueira, figura que até foi usada na propaganda da Missão Pavilhão, jogador super-titulado na equipa que ajudou o clube a manter-se na 1ª divisão, autor do golo que nos colocou na final da Taça CERS do ano passado e que nas diversas entrevistas/reportagens da Sporting Tv sempre deu provas de grande lealdade e dedicação à causa leonina.

Ricardo Figueira até é um dos raros bons exemplos no desporto de quem conseguiu aliar a modalidade aos estudos (medicina). Quem não se lembra do episódio do ano passado em que em pleno jogo socorreu um colega adversário?

Lamento muito este desfecho. Sobretudo quando o Ricardo Figueira expressou o desejo de acabar a carreira no Sporting, jogando no novo pavilhão. 

Os jogadores passam e o clube fica, grande máxima do desporto. Porém, ao Sporting exige-se memória e respeito pelos jogadores que contribuíram para o engrandecimento do seu nome, sobretudo quando se trata de alguém que, à data, envergava a braçadeira de capitão.

Se não bastassem mais razões, só por isto, nós sócios e adeptos há muito que merecemos uma explicação sobre o que se terá passado.

Uma questão de...mentalidade!

Jorge Jesus, no final da partida contra o Vitória de Guimarães, manifestou o descontentamento pelo golo sofrido: "Foi pena isso ter sucedido. A equipa pensou que já chegava, mas eu não. Não pode ser. É necessária a tal mentalidade de campeão, o que se está a incutir", disse o nosso técnico. 

A necessidade de mentalidade de campeão não é um exclusivo da equipa sénior de futebol do Sporting.

Sábado, na recepção da equipa de hóquei à Sanjoanense, o Sporting vencia ao intervalo por 7-0. Sempre pensei que o cinco leonino chegaria à dezena. Tal não veio, porém, a suceder.

O Sporting acabou por permitir 2 golos do adversário na 2ª parte, tendo o marcador final ficado em 8-2. Por comparação, Porto e Benfica, nos respectivos jogos, chegaram aos 10 golos cada um. No final da partida contra a Sanjoanense, Luís Viana, autor de dois golos, justificou a 2ª parte menos conseguida com o relaxamento que, de certo modo, pesou no subconsciente dos jogadores. 

Ontem no andebol, depois de ter estado a vencer por 6 golos de diferença na 2ª parte (!!!) contra o Porto, o Sporting permitiu a recuperação dos tripeiros, tendo perdido por 26-27.

Um longo trabalho psicológico aguarda Jorge Jesus, Nuno Lopes e Zupo. Não basta a qualidade técnica intrínseca das suas equipas. É fundamental a mentalidade de campeão, que só dá uma partida como concluída quando soar o apito final.

Só dessa forma é que o Sporting conseguirá fazer bem a transição que ambiciona de um clube que "ganha de vez em quando" para um ganhador crónico.

Prometer e cumprir

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Há dez meses, Bruno de Carvalho anunciou a reintegração do hóquei em patins como modalidade oficial do Sporting, de onde nunca devia ter saído.

Fê-lo na qualidade de assumido admirador desta modalidade, que tantas alegrias tem dado durante décadas aos portugueses em geral e aos sportinguistas em particular.

E não se limitou às palavras, anunciando desde logo reforços. Incluindo João Pinto e o guarda-redes Girão.

Menos de um ano depois, o Sporting regressa às conquistas europeias no hóquei, batendo o Réus na emocionante final de ontem à noite. A Taça CERS é nossa, pela segunda vez na história leonina. Estão todos de parabéns: jogadores, presidente e Nuno Lopes, que treinou muito bem a equipa.

É um regresso pela porta grande. No mais curto prazo possível. Confirmando um dos valores que mais prezamos em Alvalade: o ecletismo. E reforçando aquele que é, de longe, o mais saboroso título leonino: o clube europeu com mais vitórias internacionais em modalidades colectivas.

Tão grande como os maiores da Europa

Não é um desígnio nem uma realidade do passado. Sim, somos pelo menos tão grandes como os maiores da Europa!

Esta noite, o Sporting conquistou mais uma vez a Taça CERS em hóquei em patins. Este é mais um triunfo que se junta a tantos outros e que faz da equipa verde e branca uma das maiores potências desportivas do mundo com títulos europeus em diversas modalidades (andebol, hóquei em patins, futebol, atletismo). Acresce ainda, uma longuíssima lista de grandes campeões como Carlos Lopes, António Livramento, Naide Gomes, Rui Silva, Francis Obikwelu, Joaquim Agostinho, Jesus Correia, Emanuel Silva, João Benedito, Travassos ou Cristiano Ronaldo.

Ao mesmo tempo, a nossa equipa de futsal conseguiu o 3.º lugar na final four da UEFA Futsal Cup. Mais uma vez não ganhámos mas demonstrámos, de forma cabal, que temos uma das melhores equipas do mundo.

Como tudo isto, como é possível não rejubilarmos permanentemente com o nosso clube?! Sim, nós somos tão grandes como os maiores da Europa!

20 anos depois...

O Sporting chega ao primeiro terço do campeonato de hóquei em patins posicionado no top-3 da classificação.

No último sábado, jogo complicado no pavilhão do Paço d'Arcos superado com sucesso, com vitória por 3-1. 

Extraordinária exibição do guarda-redes leonino Ângelo Girão, a fazer lembrar outro gigante na baliza, Peter Schmeichel, quer a defender, que a puxar as orelhas aos colegas. Neste momento, o Sporting tem a melhor defesa do campeonato o que é bem evidenciador da elevada qualidade do seu guarda-redes.

Outro atleta a fazer as delícias do adepto é João Pinto. Já são um clássico as "picadinhas" do virtuoso hoquista leonino, decisivo no desempate do jogo frente ao Paço d'Arcos, como aliás já havia sido na jornada anterior frente ao Óquei de Barcelos.

A última jornada marcou a primeira transmissão, fora de casa, da Sporting Tv em jogos de hóquei. A dupla de comentadores é muito competente, sendo os comentários um importante complemento do jogo que é transmitido. Tem sido um gosto ouvi-los.

A bonita repórter de campo, Catarina Cardoso, cumpriu na flash interview. Era escusado ter perguntado ao treinador derrotado se tinha ficado contente com o resultado (esta pergunta está tão institucionalizada junto dos repórteres desportivos), mas certamente que com mais prática questões como esta deixarão de fazer parte do bloco de apontamentos.

O próximo jogo disputa-se no sábado, frente ao Candelária, pelas 16h, com nova transmissão na Sporting Tv. Para quem ainda não viu qualquer jogo de hóquei esta época, fica o desafio, que vale bem a pena.   

Os bravos do stick

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Quando era miúdo e as verdadeiras tardes desportivas davam na RTP 2, ao sábado e domingo, consumia tudo o que envolvia o Sporting: jogos de andebol, basquetebol, voleibol, crosse das amendoeiras e outras corridas de atletismo, e, claro está, o hóquei em patins.

Foi, por isso, com imensa tristeza que vi o Sporting, no mandato de Pedro Santana Lopes, extinguir algumas das suas mais valorosas modalidades e que contribuíram, decisivamente, para a minha sportinguização. O ecletismo é o ADN do Sporting e resumir o clube ao futebol é redutor.

Ao longo dos últimos anos, vibrei com o anúncio da recuperação de modalidades históricas na vida do clube, ainda que sob a forma de secção autónoma. Foi o caso do hóquei em patins (duas vezes), do basquetebol (ainda que na vertente feminina) ou, mais recentemente, do rugby.

O Sporting do século XXI vai sendo forjado através das suas modalidades, e quantas mais puderem ser embaixadoras das nossas cores pelo país fora e além fronteiras, tanto melhor.

No passado sábado, assisti em casa, deliciado, ao jogo de hóquei que opôs o Sporting ao Óquei de Barcelos. Foram 50m em que o pavilhão, praticamente esgotado, fervia num ambiente de grande entusiasmo e apoio à equipa leonina.
Quem ouvisse o som que vinha do pavilhão do Livramento, não olhando para as imagens, concluiria, numa primeira impressão, estar perante um jogo de futebol, em Alvalade. Não era, porém, esse o caso.

O ambiente fantástico que envolveu o jogo de hóquei fez recordar, para os mais saudosos, as grandes tardes desportivas na Nave de Alvalade.

Quanto ao resultado, o Sporting, depois de estar a vencer por 3-0, deixou que a equipa barcelense reduzisse para 3-2 (não vos faz lembrar algo?), no entanto, a turma comandada por Nuno Lopes voltaria a adiantar-se no marcador, fixando o resultado final em 4-2.

O Sporting reforçou-se muito no hóquei para esta época. Tem a melhor equipa sénior desde as suas últimas participações na 1.ª divisão. Os bons resultados que vem conseguindo, e que para já a colocam em 3.º lugar a 3 pontos de Benfica e Porto, têm entusiasmado bastante os adeptos (de que o tal ambiente fervoroso no pavilhão do Livramento é reflexo).

Muitos, onde me incluo, gostariam que esta onda verde de bons resultados só acabasse no 1.º lugar, no final da época. No entanto, este ainda não é o ano do "título" para os hoquistas leoninos, pelo que mais do que exigir um lugar para o qual não se está a concorrer, importa estabelecer as bases fundadoras de uma equipa que se quer a liderar o panorama hoquista nacional nos próximos anos.

De qualquer modo, dá um imenso gozo ver o Sporting posicionado muito perto do 1.º lugar.

Começo de arromba

O início do passado mês de Junho ficou marcado pelo regresso, oficial, do hóquei em patins ao Sporting, decisão da Direcção bastante aplaudida pelos sócios e adeptos.

O Sporting pretende voltar a ser uma potência numa modalidade com muita tradição e rico palmarés na sua vida desportiva. Nesse sentido, o clube reforçou-se bastante para a época que se avizinha.

Ironia do destino, ou não, o sorteio do campeonato 2014/2015, ditou, logo para arranque, os seguintes jogos:

 

1ª jornada: Benfica (2º classificado da época passada) x Sporting

2ª jornada: Sporting x Valongo (campeão em título)

4ª jornada: Sporting x FC Porto (2º classificado da época passada) 

 

Ou seja, nas 4 primeiras jornadas, o Sporting defronta os 3 primeiros classificados da época passada. É certo que 2 dos jogos são em casa, mas melhor começo era impossível.

Espero que os hoquistas comandados por Nuno Lopes e capitaneados pelo Ricardo Figueira não se amedrontem com este começo de campeonato que parece ter sido feito de propósito pelos rivais para arrumarem, à partida, com quaisquer aspirações do Sporting em recuperar o lugar mais alto do pódio que já ocupou no passado. 

O Hóquei regressa à Europa

Amigo de longa data, a partir do Oriente, e sempre atento ao Sporting enviou-me a seguinte mensagem: "Ilustre sportinguista bloguista, parece-me que alguém do Sporting (a página oficial do clube ignora olimpicamente o feito...) deveria destacar o hóquei em patins do Sporting que, após ir ganhar ao Turquel, por 5-6, com o golo da vitória a ser marcado a 21 segundos do fim, termina o campeonato em nono lugar, regressando às competições europeias na próxima época, na Taça CERS, como última das equipas portuguesas apuradas para a competição (quatro primeiros vão à Liga Europeia e as cinco seguintes à Taça CERS). Regressar às competições europeias no final da segunda época na primeira divisão, depois de tantos anos de ausência, merece ser destacado. E atenção, pela primeira vez, o campeão nacional é o Valongo que, ao ganhar 5-3 em casa, ao Porto, terminou o campeonato com 74 pontos, os mesmos de Benfica e Porto, ganhando aos dois grandes no desempate a três. Toda a informação em http://hoqueipatins.pt/diretos/". Obrigado, Paulo, pela informação que agora partilho. De parabéns, pois, a equipa de hóquei do Sporting pelo regresso à Europa. Apesar da escassez de recursos, ano após ano esta secção vem fazendo o seu caminho, com um trabalho digno de realce na formação.

À moda do Sporting.

 

O Sporting já foi a melhor equipa do mundo de hóquei em patins. Eu não me lembro, por causa da idade, mas a história assim nos guarda. Nos últimos anos, um projecto periférico soube montar outra vez uma equipa, equipa essa que foi fazendo, devagarinho, a sua marcha para recuperar esse estatuto. Não estamos lá, nem estamos perto, mas o grande mérito é dizer que cada ano estamos melhor do que o anterior, e de que em nenhum momento foram cometidas loucuras para lutar por voos mais altos. Passo a passo, mas com os pés bem assentes, vamos caminhando. Estamos na fase de consolidação da equipa na primeira divisão. Ganhar uns jogos, perder outros, andar na luta, fazer crescer jovens jogadores ao lado de outros mais experientes. 

 

Mas isso não quer dizer que o orgulho leonino não esteja lá. E estes rapazes mostraram que está lá, ontem, ao ganharem ao fcp, que comandava o campeonato. Eu apanhei o jogo n'A Bola TV, e vi os nossos rapazes a darem o tudo por tudo e a arrancarem uma vitória que ninguém imaginava ser possível. A eles, os meus parabéns!

 

Andebol, futebol, hóquei, a ideia é a mesma: orçamentos baixos, prata da casa, muita garra. E se ainda não estamos no ponto ideal, pelo menos o Sporting vai recuperando um bocadinho do orgulho que tem no lema.

Isto é... o Sporting!

«Conseguimos a permanência num jogo épico, não é qualquer equipa que empata com a Oliveirense. Merecemos completamente, temos um projecto que chegou cedo demais ao topo, um orçamento de cerca de 80mil€, a paixão e competência (acontecesse o que acontecesse) do Eng. Gilberto Dias Borges! O hóquei em patins só tem a ganhar com a presença do Sporting na 1ª Divisão. Ao contrário de outros, incluindo os clubes de topo, não temos ordenados em atraso, não abandonamos ringues, não fazemos faltas de comparência, não agredimos jogadores adversários. Cada vez mais tenho orgulho nesta secção, apesar de ter falhado o último jogo. Acreditámos em vocês, deram tudo e aqui estamos! Obrigado! SPOOOOORTING!»

Texto de Miguel Paim no Facebook



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