10 Jul 17

 

Nunca esqueceremos a vitória da selecção portuguesa no Campeonato da Europa - conquista máxima do futebol português. Foi há um ano exacto. Continuamos campeões em título e prontos a festejar novos triunfos.

Desde o Euro 2016 deixou de haver impossíveis.


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11 Abr 16

Há um ano tínhamos menos oito pontos no campeonato. Seguíamos em terceiro lugar, a 11 pontos do Benfica.

Hoje seguimos a escassos dois pontos do primeiro, mantendo intactas as aspirações ao título. Com mais quatro vitórias, mais nove golos marcados e menos seis sofridos do que à 29ª jornada da Liga 2014/15.

As coisas são o que são.


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07 Abr 16

Há um ano tínhamos menos oito pontos no campeonato. Seguíamos em terceiro lugar, a 11 pontos do Benfica.

Hoje seguimos a escassos dois pontos do primeiro, mantendo intactas as aspirações ao título. Com mais quatro vitórias, mais oito golos marcados e menos seis sofridos do que à 28ª jornada da Liga 2014/15.

As coisas são o que são.


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11 Jan 16

Continuamos em primeiro lugar no campeonato. Com 14 vitórias, dois empates e uma derrota. Há um ano tínhamos menos oito pontos. Seguíamos em terceiro lugar. Com dez vitórias, seis empates e uma derrota. Menos um golo marcado e mais cinco sofridos.

As coisas são o que são.


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04 Jan 16

Regressámos ao primeiro lugar do campeonato. Com doze vitórias, dois empates e só uma derrota. Há um ano tínhamos menos oito pontos. Seguíamos em quarto lugar - atrás do SLB, FCP e do Vitória de Guimarães. Com oito vitórias, seis empates e uma derrota.

Tínhamos quase o dobro dos golos sofridos esta época (agora apenas sete, enquanto na Liga anterior havíamos encaixado já 12 à 15ª jornada).

As coisas são o que são.


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08 Dez 15

Continuamos em primeiro lugar no campeonato. Com dez vitórias e dois empates. Há um ano tínhamos menos nove pontos. Seguíamos em quarto lugar - atrás do SLB, FCP e do Vitória de Guimarães. Com seis vitórias, cinco empates e uma derrota.

Tínhamos mais do dobro dos golos sofridos esta época (agora apenas cinco, enquanto na Liga anterior havíamos já encaixado 11 à 12ª jornada).

As coisas são o que são.


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30 Nov 15

Continuamos em primeiro lugar no campeonato. Com oito vitórias e dois empates. Há um ano tínhamos menos nove pontos. Seguíamos num desolador oitavo lugar. Com quatro vitórias, cinco empates e uma derrota.

Temos mais golos marcados (19, mais um do que há um ano) e metade dos golos sofridos (agora apenas cinco, enquanto na Liga anterior seguíamos já com dez golos sofridos à décima jornada).

As coisas são o que são.


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12 Nov 15

Continuamos em primeiro lugar, pela terceira jornada consecutiva. Com oito vitórias e dois empates.

Há um ano, tínhamos menos nove pontos. Seguíamos num desolador oitavo lugar. Com quatro vitórias, cinco empates e uma derrota.

As coisas são o que são.


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07 Nov 15

Faz agora um ano, à nona jornada, tínhamos menos sete pontos na classificação da I Liga: apenas 16 (quatro vitórias, quatro empates e uma derrota, 17 golos marcados e 9 sofridos), comparados com os  23 actuais (sete vitórias e dois empates, 18 golos marcados e 5 sofridos).

Estávamos em sexto lugar no campeonato, com menos seis pontos do que o então líder, Benfica.

Agora vamos em primeiro, cinco pontos acima do FC Porto e oito à frente do Benfica (embora os nossos rivais tenham menos um jogo disputado).

Conclusão?

Estamos melhor, por mais que alguns teimem em não ver isso.


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24 Set 15

Faz agora um ano, tínhamos menos quatro pontos na classificação da I Liga: apenas nove, comparados com os 13 actuais. Estávamos em sexto lugar no campeonato, com menos quatro pontos do que o então líder, Benfica. Agora vamos em segundo, em igualdade pontual com o FC Porto e com mais quatro pontos do que o SLB.

Nessa altura jogávamos com William Carvalho, Carrillo e Nani.

Convém não esquecer.


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22 Dez 14
Ponto da situação
Pedro Correia

No campeonato nacional de futebol, o Sporting comandado por Marco Silva segue a um ponto do terceiro classificado (V. Guimarães) e a quatro do segundo (FC Porto). Sem sermos levados escandalosamente ao colo pela arbitragem, como sucede com a equipa que se encontra no primeiro posto.

Há um ano, com Leonardo Jardim ao leme da equipa, tínhamos mais seis pontos e ocupávamos provisoriamente a liderança da Liga. Mas já estávamos fora das restantes competições. Agora somos o único clube que se mantém em todas as frentes, incluindo a europeia, e reforçamos as expectativas de conquistar a Taça de Portugal após o afastamento do FCP (que derrotámos) e do SLB.

Repito o que assinalei aqui: é preciso ter calma.


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15 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

A 15 de Junho de 2013 escrevi aqui sobre Labyad, um dos muitos ídolos com pés cheios de barro que passaram por Alvalade. Transcrevo parte desse texto, que poderia aplicar-se a outros que também vestiram de verde e branco sem nunca chegarem a ser Leões:

 

«Embirro solenemente com jogadores que, sem demonstrarem talento à altura dos pergaminhos apregoados pelos seus agentes e por uma imprensa sempre pronta a transformar atletas banais em pseudo-heróis, mesmo assim não resistem a proclamar aos quatro ventos o seu estatuto remuneratório, como se isso fosse só por si garantia de qualidade. É o caso de Zakaria Labyad. Chegou, viu mas não venceu. Teve fracas prestações em campo e nunca se integrou verdadeiramente na dinâmica colectiva do Sporting. Cumpriu uma época medíocre e sofrível ("algo irregular", segundo a prosa eufemística da imprensa especializada em futebol), também devido aos erros de gestão desportiva da equipa, reconheço, mas os verdadeiros talentos emergem precisamente nestas ocasiões. Não foi o caso do jovem marroquino, a quem não faria mal nenhum um banho de humildade que lhe permitisse reconhecer insuficiências e limitações, aliás naturais num jogador com apenas 20 anos.»


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14 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Hugo Viana, ex-campeão nacional pelo Sporting e um jogador sempre muito apreciado nas bancadas de Alvalade, anunciava que iria emigrar, à semelhança de tantos milhares de portugueses. Lamentavelmente, chegara à conclusão de que um futebolista com 30 anos é considerado demasiado velho em Portugal. Reflexão expressa numa excelente entrevista ao Record que nada tinha a ver com os habituais lugares-comuns do futebolês.

«Chego ao fim e questiono-me: como pode o futebol português, tanto ao nível de clubes como de selecção, dar-se ao luxo de dispensar um jogador como este?», interrogava-me eu aqui, a 14 de Junho de 2013. Uma interrogação que bem poderia fazer agora outra vez.


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13 Jun 14

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12 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Fala-se hoje muito em política de alianças no futebol português. Exactamente como há um ano.

Em 12 de Junho de 2013 o Adelino Cunha publicou aqui a seguinte reflexão. Tão válida agora como era nessa altura:

 

«Assim de repente, quando falamos de alianças do Sporting com o F.C. Porto ou com o Benfica, lembrei-me da única aliança que costuma dar títulos em Portugal: a aliança estratégica com os árbitros. Como nós não sabemos nem costumamos ir por aí (as incursões patéticas Godinho Lopes/Paulo Pereira Cristovão só enxovalharam o nome do clube) podiamos começar por liderar um processo de reestruturação da arbitragem. Ainda se lembram de Dias da Cunha? Vamos discutir a formação dos árbitros. Vamos discutir profissionalização. Vamos discutir os sistemas de avaliações. Vamos discutir a escolha dos avaliadores. Vamos discutir arbitragem de cima para baixo. Vamos discutir com outros clubes portugueses. Vamos discutir com o governo. Vamos discutir com outros clubes europeus. Vamos discutir com a UEFA. Vamos discutir com a FIFA. Não podemos deixar os árbitros à rédea solta. Isso é que não. Vamos lutar pela responsabilização dos árbitros, pela meritocracia e pela punição. É assim que metemos na jarra Duarte Gomes, Olegário Benquerença e todos os Capelas desta vida.»


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11 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

André Martins estreara-se na véspera ao serviço da selecção A de futebol. Um justo prémio a um dos mais talentosos jogadores do Sporting - que muitos consideram já o novo João Moutinho (pelos bons motivos, não pelos maus).

Nesse dia 11 de Junho de 2013 deixei aqui a seguinte reflexão: «Lamentável é que aconteça o que tem acontecido nos últimos jogos. Há dias, contra a Rússia, a selecção das quinas tinha apenas um jogador do onze inicial integrado numa equipa portuguesa (Rui Patrício). Ontem, havia dois (Custódio e Varela). Reflexos de uma lamentável realidade: o mérito dos nossos jogadores não é reconhecido, como devia, por alguns dos maiores clubes portugueses que todas as pré-temporadas preferem importar reforços medíocres como se não houvesse amanhã.»


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10 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

O José Manuel Barroso mostrava-se preocupado. E parecia ter bons motivos para isso: «Um empresário (Pini Zahavi) que tem 27 jogadores nossos em carteira (vinte e sete!, quase tudo o que é bom da formação) pode - e estou certo que vai - causar muitos danos. A sua presença no casamento de um dos mais importantes dirigentes do FCP (Antero Henriques) não augura nada de bom. Mais do que um ato de amizade, foi um aviso. Ou bem me engano ou haverá mais cenas de "maçã podre"... Preparados para tudo? Tem de ser.»

A preocupação era perfeitamente compreensível. Como escreveu este nosso colega noutro texto, aqui também publicado a 10 de Junho de 2013, «ter um empresário a mandar em quase todos os valores da formação é inaceitável. Termos gasto 12 milhões em comissões (os "custo zero" são caros, muito caros) é demasiado, mesmo sabendo que "a zero" jogadores e empresários embolsam sempre dinheiro. (...) O Sporting não pode ser o balde do lixo de empresários e de agentes».

Ainda nesse dia, escrevi aqui contra a bipolarização em curso no futebol português e a suposta política de alianças a ela associada - um tema sempre actual. Eis a minha tese: «Não acompanho - de forma alguma - os sportinguistas, incluindo alguns colegas de blogue, que defendem uma aproximação preferencial do Sporting ao Porto. Não esqueço que das Antas veio alguma da pior contaminação do futebol português - e que esse período correspondeu ao início de um prolongado período de insucesso em Alvalade, condimentado pelas mais escandalosas arbitragens desde sempre registadas em Portugal.»

 

Esse Dia de Portugal ficou certamente na memória de André Martins: o talentoso médio, um dos melhores médios criativos formados na escola do Sporting, estreou-se enfim no escalão principal da selecção portuguesa de futebol. Substituindo João Moutinho num jogo particular contra a Croácia, disputado na Suíça, que vencemos por 1-0.

«Foi um momento de enorme felicidade», declarou André Martins. Uma alegria que todos os adeptos sportinguistas partilharam com ele.


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09 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

A 9 de Junho de 2013 encerrava a minha série "Esteve quase a ser mas não foi", dedicada ao jornalismo que confunde simpatias clubísticas com a realidade, com o seguinte texto:

 

«Ah, estes títulos tão empolgados e empolgantes. Ah, estes arroubos jornalísticos que nos transportam aos tempos das justas medievais. Ah, este paralelo subliminar com São Jorge (Jesus) em liça contra o mítico e horrendo dragão. Ah, estas parangonas que criam a ilusão de que os pupilos do sportinguista com assento na Luz formam "a equipa de todos nós", prontos a fazer uma decisiva incursão em território adversário e a "saírem de lá como campeões", dignos herdeiros da Ala dos Namorados na batalha de Aljubarrota.

Esta edição de 9 de Maio do Record é das que me deixam mais nostálgico: sucedeu há tão pouco tempo e já suscita saudades. Pelo sopro épico que perpassa em cada frase. Pelo optimismo histórico que revela. Pela convicção que emana da tinta impressa: o técnico encarnado "só pensa em ganhar e fazer História".

Na época já extinta, o Benfica foi novamente a equipa que mais títulos venceu no futebol das manchetes. Em proporção inversa aos títulos que não conseguiu ganhar no futebol jogado. Merece os parabéns à mesma: parecer que vence custa quase tanto como vencer de facto.»

 

Texto escrito, tal como os outros, com a vaga esperança de que pudesse ter algum efeito pedagógico. Mas, aqui para nós, creio que foi tempo perdido...

 


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08 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

O facto de sermos sportinguistas convictos e militantes não impede que saibamos exprimir admiração por jogadores de clubes rivais. Isto ficou bem patente a 8 de Junho de 2013 quando o Tiago Cabral aqui publicou este texto:

 

«Para lá das disputas entre clubes, o futebol traz-nos muito mais para disfrutarmos. Por isso abro hoje neste post uma excepção. Quando falamos ou escrevemos sobre futebol, o jogo em si, recordamos aqueles que nos arrepiam, a jogada sublime, o passe magistral, a desmarcação única, são as coisas do futebol que nos fazem sonhar. Estar num estádio e assistir à jogada, ao golo que nos faz saltar do lugar, são momentos únicos e inesquecíveis. Pablo Aimar trouxe-nos tudo isto. Recordo este jogador como o arquétipo do que deve ser o futebol. Mesmo tendo sido um ícone do nosso adversário durante cinco épocas, quero deixar aqui a minha sincera homenagem a um jogador que representa tudo o que de bom tem o futebol. Obrigado Pablo Aimar.»

 

Assim os nossos adversários soubessem reconhecer, com idêntico fair play, o mérito dos jogadores do Sporting...


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07 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

«Bruno de Carvalho é tudo menos menino. A forma como não se vergou aos credores, desafiando os bancos mais poderosos do País (e negociando com eles), a bravata com os outros clubes, o corte de salários, as vendas de jogadores caros (e há tantos que ganham muito mais do que merecem), a quebra de ligações com agentes, tudo isto são murros no peito e murros na mesa que estão a mostrar que a brincadeira acabou. Muitas coisas falharão com certeza, mas não ficarão na mesma e na mesma estariam mal.

Bruno de Carvalho não está a arrumar a casa, está a desarrumar a casa. De cada vez que arreda um armário, abre uma gaveta ou enrola um tapete, descobre um custo inexplicável ou um comissionista atrelado. Ainda não sabemos bem o que quer Bruno plantar, mas sabemos que ervas quer arrancar. São as daninhas.»

 

Estes dois parágrafos foram escritos por Pedro Santos Guerreiro e aqui reproduzidos a 7 de Junho de 2013, dia seguinte ao da sua publicação, em coluna de opinião no diário Record.

Parágrafos que têm um ano. Mas poderiam voltar a ter sido escritos hoje. Por motivos que bem sabemos.


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06 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Até que ponto a chamada imprensa "desportiva" confunde os seus desejos com a realidade?

A pergunta tem toda a razão de ser quando deparamos com casos como aquele que aqui comentei a 6 de Junho de 2013:

 

«Se certa escrita jornalística conduzisse a bola directamente para o fundo da baliza, o Benfica teria vencido por goleada a final da Taça de Portugal. É o que qualquer leitor minimamente distanciado conclui desta eufórica manchete do Record de 16 de Abril, que antevia o desfecho quase consumado: frente ao Vitória de Guimarães, o onze comandado por Jesus conquistaria enfim uma Taça (a verdadeira, a de Portugal).

Podiam ter escrito, em alternativa, "Já está no papo": as palavras seriam diferentes mas o militantismo encarnado mantinha-se incólume.

E porque não uma foto em grande dimensão de Rui Vitória com as mesmíssimas parangonas? Seria mais original. E teria pelo menos a vantagem de estar de acordo com o que veio a suceder no relvado do Jamor. Há certos prognósticos que convém só fazer mesmo no fim.»

 


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05 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Na sequência da inadmissível grosseria de um vice-presidente portista na final da Taça de Portugal em andebol que o Sporting venceu, e na ausência do pedido de desculpas que se impunha, a direcção leonina anunciou o corte de relações institucionais com o clube presidido por Pinto da Costa.

«Face aos graves acontecimentos ocorridos, que se traduziram num total desrespeito pela Instituição Sporting Clube de Portugal e após ter decorrido o tempo suficiente para que os dirigentes do Futebol Clube do Porto se demarcassem e retratassem da inqualificável conduta do seu representante, vem a Direcção do Sporting Clube de Portugal comunicar que suspende todas as relações institucionais com o Futebol Clube do Porto até que fique claro o seu efectivo respeito pela nossa Instituição, e sua efectiva vontade de estabelecer relações normais e de respeito pela Instituição Sporting Clube de Portugal.» Assim se pronunciou a liderança leonina, em comunicado, a 5 de Junho de 2013.

«Acabou-se o tempo dos bananas: agora vão ter de se habituar a enfrentar homens de barba rija», reagiu de imediato o Tiago Loureiro aqui no blogue, onde o pluralismo de opiniões sempre prevaleceu. O José Manuel Barroso, por exemplo, não tardou a lançar alguns alertas, advertindo contra o risco de haver alianças trocadas: «O episódio Capela é mais importante do que o episódio Adelino. Quando for para defender os seus interesses, o clube de Carnide não terá contemplações. Na direção da FPF, no CD ou no CA, há sempre um penalti que (não) espera por nós.» 


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04 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Começava a desenhar-se um problema no Sporting. Relacionado com Bruma, um dos astros da nossa academia subitamente guindado à equipa principal sem salvaguarda prévia do seu vínculo contratual. O jovem extremo, que deu nas vistas em alguns jogos realizados na segunda metade da Liga 2012/13, tinha ligação ao clube até 2014 mas um ano antes já o seu advogado andava a proclamar nos jornais a invalidade dessa meta contratual.

Parecia o início de um braço-de-ferro inaceitável entre o jogador e o clube que lhe deu formação e um lugar ao sol.

Segundo o jornal A Bola, o empresário de Bruma reivindicaria um milhão de euros a título de "prémio de assinatura". Caso contrário ameaçava projectar o atleta noutras direcções, nomeadamente clubes ingleses e alemães.

 

«Aparentemente, o empresário já optou. Ambiciona ganhar o máximo de dinheiro no mais curto prazo possível. Nem que isso tenha elevados custos no percurso profissional do jovem luso-guineense. Mas a decisão final caberá ao própro Bruma. Ele terá de decidir se prefere ser um novo Bebé, que cedo de mais rumou às terras de Sua Majestade com grandes parangonas jornalísticas que em nada o ajudaram, ou se não lhe será muito mais útil completar a sua formação em Alvalade, ganhando maturidade competitiva e a disciplina táctica de que tanto carece. Porque em futebol, desporto colectivo, não basta ser bom no plano da técnica individual. Nem basta ser bom de pés: é fundamental saber usar a cabeça.»

Palavras minhas, aqui publicadas a 4 de Junho de 2013. Como se já adivinhasse o que viria a seguir.


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03 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Um membro da gerência dos dragões recusou cumprimentar Bruno de Carvalho no final da Taça de Portugal em andebol, realizada em Tavira, e aproveitou a ocasião para cuspir uns impropérios à direcção leonina. Revelando uma inaceitável grosseria, ao nível do mais reles labrego de Estrumais de Cima ou Escarrais de Baixo.

Mereceu bem a resposta que o Adelino Cunha aqui lhe deu, a 3 de Junho de 2013: «Um produtor de fruta ligado ao F.C. Porto recusou cumprimentar o presidente do Sporting e justificou-se com a expressão "banana" utilizada por Bruno de Carvalho para criticar os termos da negociata que exportou a maçã podre para o Mónaco. Convém lembrar quatro ou cinco coisas sobre estes filhos de fruta. Uma: Pinto da Costa. Duas: Carolina Salgado. Três: Reinaldo Telles. Quatro: árbitros pagos com table dance.»

A réplica de Bruno de Carvalho, sem descer ao nível do sujeito, não tardou. Foi esta: «As pessoas vão ter de habituar-se que o Sporting mudou. Há um Sporting que luta com garra e empenho, que quer vencer e vence. Quem pensa que ainda manda no desporto está enganado. Esta é a garra do leão, os outros que se cuidem. Estou muito feliz com esta vitória e tenho uma mensagem para os nossos adeptos: começámos um novo ciclo e que os outros comecem a habituar-se ao sabor da derrota. Quem pensava que mandava no desporto vai ter de começar a amargurar e habituar-se à derrota.»

Mas a melhor resposta foi dada em campo pelos nossos atletas: a vitória no pavilhão municipal de Tavira sorriu ao Sporting. Por 30-28. Levámos a Taça em andebol pelo segundo ano consecutivo.


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02 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Mudam os tempos, mas nem sempre mudam os hábitos. Como bem se pode verificar neste texto que a Marta Spínola aqui publicou em 2 de Junho de 2013. Foi há um ano mas poderia ter sido hoje:

 

«Começou a correria de notícias falsas, boatos, verdades assustadoras, mentiras piedosas, primeiras páginas sensacionalistas.

Não contem comigo para desesperar a pensar quem vai sair, meu Deus agora quem fica na direita/esquerda, quem distribui, quem corta. Não estou para "Ai que pena, era o meu preferido e agora vai sair. Afinal fica. Não, vai. Não, fica".

É das coisas a que acho menos graça na pré-época e que tem vindo a tomar proporções ridículas. Bem sei que os jornais têm de vender, bem sei que nem é o Sporting quem mais sai na rifa. Mas uma vez que fosse, para mim era muito. Não tenho a mínima paciência.

No primeiro dia logo vejo quem está e fará parte. O resto já não me importa. Desde Insúa, admito, não quero saber.

Sortezinha a quem sair, mas muito mais fortuna a quem ficar.

Posto isto, vamos à pré-época. Eu vou, mas não empurro.»


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01 Jun 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Em tempo de defeso, prosseguia a minha série "Esteve quase a ser mas não foi". Sobre as ridículas peças "jornalísticas" que pretenderam transformar o Benfica e Jorge Jesus em campeões que não chegaram a ser.

 

A 1 de Junho de 2013 escrevi o seguinte:

«Há jornais que seguem uma orientação confessional. Como os jornais de paróquia. No caso dos 'desportivos', a crença em milagres não move montanhas mas produz manchetes em catadupa. Esta, por exemplo, dada à estampa no Record de 9 de Abril, dia em que se cumpriam 95 anos da batalha de La Lys, de má memória para os pontas de lança portugueses na Flandres - as "competições" europeias daquela época. Menos de dois meses volvidos, este título merece figurar nos anais não como exemplo de clarividência mas como comovente manifestação de fé em Jesus. O Osservatore Romano não faria melhor.»


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31 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Vão certamente perdoar-me a autocitação, mas apetece-me reproduzir um texto que aqui publiquei em 31 de Maio de 2013, quando como agora se vivia já no período do defeso, entre duas temporadas do futebol:

 

«A diferença que um acentozinho faz. Imaginem só esta manchete sem acento na segunda palavra: não tinha o mesmo carácter épico, pois não? Foi comovedor ver o Record - que se orgulha de ter sido o primeiro jornal português a abraçar o "desacordo" ortográfico - romper com uma das mais absurdas regras do convénio assinado em 1990 por Santana Lopes em nome do Governo português, repondo o acento na terceira pessoa do presente do indicativo do verbo parar, desfazendo assim a homografia com a preposição para que tinha sido imposta pelas luminárias do acordortografiquês.

Tudo certo, portanto. Em termos ortográficos. O mesmo não se pode dizer em termos jornalísticos: no mínimo, esta manchete da edição de 5 de Abril peca por ter sido excessivamente apressadinha. Afinal houve quem parasse o Benfica. Eu contei pelo menos três equipas: Chelsea, FC Porto e V. Guimarães.

E afinal bastaria um ponto de interrogação para o erro não ser tão flagrante. Às vezes, no futebol como no jornalismo, convém jogar pelo seguro...»


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30 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Finda a época, era também o momento de fazer um balanço do comportamento de alguns jornais especializados em futebol. Foi o que procurei fazer a 30 de Maio de 2013, analisando o tratamento editorial dispensado por dois destes periódicos ao Benfica: ambos trataram-no como o campeão que nunca chegou a ser nessa temporada 2012/13:

 

Primeiro caso:

«Deitar foguetes antes da festa, no futebol como no jornalismo, costuma dar mau resultado. Quando isso sucede, acontecem capas como esta do Record de 30 de Abril: olhando para ela, exactamente um mês decorrido, soa a um daqueles desejos de menino em véspera de Natal que não chega a concretizar-se no momento em que se desembrulham as prendas. "É tão bom, não foi?", rematava uma velha anedota de caserna. Devidamente transposto para a actualidade desportiva e jornalística, o antigo dichote pode agora ler-se assim: esteve quase a ser tão bom, não foi?

E é que não foi mesmo.»

 

 

Segundo caso:

«Nada como ler o jornal A Bola para deparar com notícias destinadas a tranquilizar o povo benfiquista. Como esta sobre Jorge Jesus, por exemplo, na página 2 da edição de terça-feira: "Quatro títulos em quatro anos".

     ******

Quatro títulos na atribulada era de Jesus?!

Intrigado, fui ler. A notícia começa em tom épico: "Melhor arranque era difícil." Pena, para os benfiquistas, estar totalmente desactualizada: esse brilhante "arranque" correspondia afinal ao campeonato 2009/10...

Sempre no mesmo tom, a prosa prossegue: "Jesus começou por empolgar com futebol de ataque, golos e muita emoção. Para aquecer os corações, foi ganhando uma Taça da Liga (a primeira de três conquistadas durante os quatro anos de mandato) e culminou em apoteose com a celebração da conquista do campeonato, em Maio, na praça Marquês de Pombal."

    ******

Conclusão: os "quatro títulos" a que o jornal favorito do SLB fez referência eram afinal... só um. Os restantes três - a Taça Lucílio Baptista - nem meios títulos são. Dará para "aquecer os corações"? A Bola jura que sim. Mas temos que dar o devido desconto ao periódico mais encarnado do País. Por lá, basta surgir uma pomba a esvoaçar do outro lado da janela para haver logo quem imagine tratar-se de uma águia imperial.

Mania das grandezas. Depois ninguém se admira por darem à luz prosas como esta.»


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29 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Vale a pena reler na íntegra, pela sua relevância e oportunidade, a seguinte reflexão que o Tiago Loureiro aqui deixou a 29 de Maio de 2013:

 

«Uma das ideias que o Presidente do Sporting fez passar na entrevista de ontem foi a existência de uma certa dificuldade nos processos de renovação de alguns dos jogadores mais jovens do clube (suponho que estivesse a falar, muito em particular, de Bruma e Ilori), devido às exageradas exigências colocadas em cima da mesa. É verdade que esses dossiers deviam ter sido resolvidos noutro tempo, por outras pessoas - mas essas já não moram no clube e o tempo não volta atrás. Também é certo que muita da dificuldade é imposta pela vontade dos agentes dos jogadores em obter dividendos com eles - mas esses, cada vez mais, encaram os seus representados como uma mercadoria da qual pretendem extrair o maior lucro possível e não como um atleta que devem ajudar a construir a melhor carreira desportiva. A mensagem principal deverá ser, então, transmitida e ensinada aos jogadores, pedagogia essa que deve começar e criar raízes no período da sua formação. Ensinar-lhes que a pressa é inimiga da perfeição, como diz sabiamente o povo. E contar-lhes as histórias do Alhandra e do Paulo Costa (que fugiram para o Inter e depois mergulharam numa carreira medíocre, da qual apenas Caneira, o companheiro de fuga, escapou), do Fábio Paim (que, com tudo para ser uma lenda, se afundou nas consequências da própria irresponsabilidade), do Fábio Ferreira e do Ricardo Fernandes (que, ainda juvenis, rumaram ao Chelsea em busca dos milhões e hoje, aos 24 anos, estão perdidos para o futebol) e de outros jogadores com casos semelhantes. Porque ter as fotos de Cristiano Ronaldo, Figo ou Nani a forrar as paredes da Academia e as suas histórias na ponta da língua para motivar os miúdos é fácil. Mas mostrar-lhes que o reverso da medalha também acontece, especialmente para quem tem mais olhos que barriga, poderá ser bem mais útil.»

 


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28 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Tínhamos chegado ao defeso futebolístico. Os jornais começavam a especular sobre transferências de jogadores. O Sporting, saído da pior época de sempre, preparava a temporada seguinte.

A 28 de Maio de 2013 o Record publicava uma entrevista com o presidente leonino. Sem papas na língua, Bruno de Carvalho falava de tudo um pouco: "o comportamento dos agentes com o Sporting e sua influência sobre os jogadores, os salários e as despesas principescas praticadas no clube mesmo num cenário de caos financeiro, as dificuldades desportivas que se aproximam, os podres do futebol português e a vontade de fazer diferente, por muito que isso custe". Resumo feito pelo Tiago Loureiro, que não hesitava em considerar essa entrevista "de leitura obrigatória".

Também o Francisco Mota Ferreira ficou satisfeito. E justificou porquê: "Confesso que, no essencial, gostei do que li. O caminho é arriscado mas, se cumprir o que lá sugere, todos ganham: o futebol no geral, o Sporting no particular. E perdem todos os que fazem do negócio de futebol uma coisa muito pouco higiénica."


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27 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

«Enquanto o Sporting se afundava à conta de Godinho Lopes, os caríssimos benfiquistas vangloriavam-se das três frentes do Benfica. Não percebo porquê, mas desde ontem que deixei de ouvir falar das três frentes do Benfica. Na verdade, o Benfica mantém-se em três frentes: frente ao Colombo, frente à Segunda Circular e frente às bombas da gasolina. São três frentes, não são?» Assim escrevia o Adelino Cunha, com a sua ironia cáustica, a 27 de Maio de 2013. A culminar uma época que para o Benfica parecia ser de sonho mas se tornou de pesadelo.

 

No Sporting, a notícia do dia era a convocação de André Martins para a selecção nacional. Uma notícia que todos saudámos, com um entusiasmo bem compreensível.


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26 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Ainda no Canadá, Bruno de Carvalho respondia a Filipe Nobre Guedes. Com estas palavras, nada meigas: "As pessoas têm muito a necessidade de dar nas vistas e de dar entrevistas. Muitas delas, como é o caso de Nobre Guedes, faziam um trabalho melhor quer para o Sporting, quer para elas próprias, que era estarem caladas."

 

Pinto da Costa, que já andava calado há algum tempo, decidiu romper o silêncio lançando uma provocação ao nosso clube.

"O Sporting deve estar muito satisfeito com o valor que conseguimos pelo João Moutinho, a não ser que consigam vender melhor que nós. Conseguimos que uma maçã podre, em vez de ser comprada por 11 milhões de euros, fosse vendida por 25 milhões", afirmou o presidente do FCP.

Moutinho fora vendido ao Mónaco por 25 milhões de euros, dos quais 4,75 milhões eram destinados ao Sporting (3,5 pela mais valia acima de 11 milhões de euros e 1,187 pelos mecanismos de solidariedade FIFA, a ser suportados pelo Mónaco), mas todos esperávamos um encaixe financeiro maior. Pinto da Costa procurou também desvalorizar o nosso plantel: "Só um jogador do Sporting tem qualidade para jogar no FC Porto, que é o Rui Patrício. Mas não interessa porque temos os dois melhores guarda-redes de Portugal."

Bruno deu-lhe o troco: "Fruta não é connosco. O Sporting não conhece muito de frutas, mas há uma coisa que temos a certeza absoluta: não somos bananas."

 

Entretanto, prosseguia o pesadelo do Benfica: nesse dia 26 de Maio de 2013, os encarnados perdiam a final da Taça de Portugal para o V. Guimarães.

Com natural fair play, aqui saudámos os conquistadores da Taça.

"A semana à Peseiro acaba de ser promovida a quinzena à Jasus", ironizou a Zélia Pinheiro. Falando - posso dizê-lo - por todos nós.


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25 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Em visita ao Canadá, Bruno de Carvalho deixava claro: "Não vamos prometer títulos, vamos prometer muito trabalho e muita vontade de servir o clube." Os sócios entendiam: ao presidente pedia-se realismo e bom senso, nada mais.

"É esta a atitude. Não prometer mais nada do que trabalho e luta. Não alimentar esperanças vãs de títulos e conquistas, pois não há base para isso", comentou aqui o Alexandre Poço nesse dia 25 de Maio de 2013.

Fartos de promessas infundadas andávamos todos nós.

 

Os mesmos de sempre continuavam entretanto a lançar maus augúrios sob a nova fase da vida leonina.

Um deles, Filipe Nobre Guedes, chegou ao ponto de considerar o Sporting um clube sem salvação.

"Já se sabia que o Sporting estava numa situação difícil. Agora tem de se gerir aquilo. Os bancos estão a ajudar mas sabíamos que os próximos tempos não eram fáceis. Se o Sporting tem salvação? Não, neste ritmo não tem nenhuma salvação mas isto é a minha opinião e cada um tem a sua. O problema do Sporting é a falta de receitas (...) O que estão a fazer é reduzir os custos mas o Sporting precisa de aumentar as receitas para ter mais lucros."

Assim falava, em entrevista à Antena 1, aquele que durante seis anos foi responsável financeiro do clube.

Representante de um período que tinha ficado para trás.


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24 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Ficávamos a saber que o plano de reestruturação financeira do Sporting previa um reforço de capital: mais 38 milhões de euros nos cofres do clube. Essa era a boa notícia. A má notícia de 24 de Maio de 2013 era a transferência de João Moutinho do FCP para o Mónaco num pacote com preço abaixo do esperado que incluía a saída de James Rodríguez para o mesmo clube (apenas 25 milhões supostamente fixados para o primeiro e 45 milhões para o segundo).

Entravam, apesar disso, mais 2,5 milhões no Sporting, correspondentes a 25% da suposta mais-valia conseguida, nos termos do contrato de venda inicial  Moutinho de Alvalade para  Dragão. Mas todos ficámos com a convicção de que Pinto da Costa fintou o nosso clube neste negócio.

Devíamos queixar-nos de quem?

 

 

O Tiago Loureiro tinha a resposta: «Queixem-se do senhor da foto, se quiserem [o ex-presidente José Eduardo Bettencourt]. Foi ele que vendeu o dito cujo a um rival directo que nunca nos quis (nem tem de querer) bem nenhum, por um preço inferior a outras propostas anteriores.»


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23 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

«Agora vem aí o próximo campeonato. Na campanha, cada um disse o que quis, e, na votação, cada um votou como entendeu. Agora acabou: há um presidente e uma direcção eleita; não são imunes à crítica, certamente, mas têm legitimidade para mandar e não devem ser o alvo preferencial de ninguém. Falo tanto mais à vontade quanto assumi publicamente que não votei no candidato vencedor.» Palavras do António Figueira, numa espécie de ponto de ordem, sob o título "As eleições já foram".

Havia sinais positivos em Alvalade nesse dia 23 de Maio de 2013? Claro que sim. Jefferson, transferido do Estoril com um contrato por quatro anos, confirmava-se como primeiro reforço da temporada. O plano de reestruturação financeira do clube previa um aumento significativo de capital. E a direcção leonina reiterava a aposta nos valores da formação.

Faltava ainda resolver o caso Bruma, bem menos fácil do que poderia parecer.


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22 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Primeiro reforço para a temporada 2013/14, anunciado pelo jornal Record: o Sporting contratava Jefferson ao Estoril. O brasileiro, de 24 anos, prometia ser titular da equipa principal como defesa esquerdo. E chegava a Alvalade por módicos 400 mil euros. Os tempos estavam difíceis, exigiam muito rigor de gestão, não propiciando as loucuras financeiras cometidas noutros tempos.

«E agora, Sporting?», questionava-se o Adelino Cunha nesse dia 22 de Maio de 2013.

E adiantava ele próprio uma resposta, nestes termos: «Se for verdade que para a próxima época vamos cumprir um ano zero para chegar realisticamente à Champions e recomeçar em 2014/15; se for verdade que para a próxima época deixaremos de nos comportar com um fidalgo falido alimentado a croquetes; se for verdade que para a próxima época terão de sair alguns dos bons jogadores para equilibrar vencimentos e articular o plantel aos objectivos; se tudo isto for verdade: eu alinho.»

 

Já se podia fazer um breve balanço. Em dois meses, dois factos positivos na gestão Bruno de Carvalho:
- Renegociação com a banca (contrariando os profetas da desgraça que anteviam o dilúvio);
- Contratação de um treinador jovem (Leonardo Jardim) mas já com currículo apreciável, razoavelmente ambicioso e sportinguista desde pequenino. Dessa vez não houve vácuos de um mês, como sucedeu no período entre Sá Pinto e Vercauteren, nem as trapalhadas que rodearam a curta estada do belga em Alvalade.


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21 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

A transição ocorreu de forma civilizada e cordata, cumprindo todas as regras da civilidade. Jesualdo Ferreira saiu do Sporting e no dia seguinte o presidente anunciou o nome do seu sucessor no comando técnico da equipa principal de futebol, Leonardo Jardim. Nada de chicotadas psicológicas, nada de despedimentos a meio da época.

«Onde já se viu um treinador do Sporting ser apresentado e a imprensa só no próprio dia saber o seu nome. Contratações em cima do joelho é o que é.

Mais uma garotice.» Palavras do Tiago Cabral, carregadas de ironia, aqui publicadas a 21 de Maio de 2013. Visando alguns que, no Sporting, adoptavam a regra do quanto pior melhor. Há um ano tal como agora.


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20 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

O FC Porto sagrava-se campeão nacional. Mas o benfiquista Rui Gomes da Silva, no programa em que participa como comentador residente na SIC Notícias, recusou felicitar o clube rival. «Vão dar banho ao cão!»: foi a elegante expressão com que brindou os telespectadores nessa tribuna, dando assim um notável contributo para o incremento do fair play no futebol português.

«Acredito que o Benfica não perdeu o título com o Estoril, nem sequer com os festejos precoces no Funchal, mas sim na vitória manhosa frente ao Sporting. Aquele jogo em que viram perdoados três penáltis e outras tantas expulsões pelo apitador João Capela, o que convenceu os encarnados de que seriam campeões by all means necessary», escreveu, a propósito, o Leonardo Ralha. Com o Adelino Cunha a deixar bem claro: «Eu acuso João Capela de ter prejudicado conscientemente o Sporting. Eu acuso João Capela de ter aprofundado a crise do Sporting. Eu acuso João Capela de ter travado a ascensão do Sporting. Eu acuso João Capela de ter provocado danos no plantel do Sporting. Eu acuso João Capela.»

 

 

No Sporting a notícia era a apresentação aos sócios do novo treinador, Leonardo Jardim. O Tiago Loureiro dizia o essencial numa só palavra: «Bem-vindo.»

Entrava Leonardo, saía Jesualdo. «Foi bonito, digno e boa imagem do nosso clube o anúncio da saída de Jesualdo. Bruno de Carvalho e Jesualdo Ferreira merecem os parabéns", anotava o José Manuel Barroso nesse dia 20 de Maio de 2013.

«Jesualdo Ferreira está de partida. Resta-nos agradecer. Ponto. Sem drama, nem novela pois já vivemos muito nestes últimos anos. Colocou a equipa a jogar melhor? Como é óbvio, depois da anedota Vercaurteren, só poderia ter colocado», observava por sua vez o Diogo Agostinho. Enquanto o Filipe Moura concluía: «Não foi por culpa de Jesualdo Ferreira que o Sporting fez a pior temporada da sua história e não se qualificou para as competições europeias.»

Nessa hora de viragem, também fiz o meu balanço. Nestes termos: «Queremos melhorar, a partir de agora. E vamos melhorar, tenho a certeza. Mas com os pés no chão. Sabendo que não há milagres. Como cantava o sportinguista Sérgio Godinho nos idos da revolução, "só quer a vida cheia quem teve a vida parada". Como quem diz: não gritem agora exigências que nem ousaram sussurrar no passado.»


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19 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

A 19 de Maio de 2013, Jesualdo Ferreira dizia adeus a Alvalade com palavras que revelavam alguma emoção: «Aprendi a gostar do Sporting, não é difícil.»

Neste blogue também se faziam as despedidas ao técnico. «Esperemos que os teus ensinamentos ao Viola, Rinaudo, Dier, Bruma e companhia possam aproveitar a favor do Sporting rumo aos títulos que todos desejamos», escreveu o Francisco Melo.

Outra despedida se avizinhava: o defesa Joãozinho preparava-se para ser devolvido ao Beira-Mar, optando a direcção leonina por não activar a cláusula de compra, avaliada em um milhão de euros.

E como não há duas sem três, também o holandês Wolfswinkel - nosso único ponta-de-lança na Liga 2012/13 - fazia as malas, rumando ao Norwich. Deixando algumas saudades por cá.


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18 Mai 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

As manchetes da imprensa desportiva, no dia 18 de Maio de 2013, não deixavam lugar a dúvidas: Leonardo Jardim seria o novo treinador do Sporting, substituindo Jesualdo Ferreira.

Prestes a deixar Alvalade, num discurso algo cifrado, Jesualdo aproveitava para fazer a apologia da estabilidade: «O Sporting teve um treinador, que foi o Paulo Bento, que fez um trabalho fantástico e que foram os tempos mais estáveis e produtivos. Também o Jesus no Benfica e eu no FC Porto estivemos quatro anos e se contabilizarmos os títulos percebe-se a importância que isso teve. Os clubes com mais estabilidade produzem melhores resultados.»

 

Face à notícia que preenchia as manchetes destes jornais, o Tiago Loureiro antecipava-se no elogio a Leonardo Jardim: «Se este é o treinador desejado pela direcção do Sporting, então estamos no bom caminho. A sua disponibilidade total para teinar o Sporting, reiterada publicamente, é outra excelente notícia. Numa época em que mais uma série de mudanças será infelizmente obrigatória, haverá necessidade de se encontrar muita competência, argúcia e eficácia para garantir que o Sporting fica melhor do que está. A troca de Jesualdo por Jardim, a acontecer, é um bom primeiro exemplo de sucesso nessa tarefa.»

 

Por mim, deixei aqui a seguinte reflexão: «Alguns defendem que a eventual saída de Jesualdo Ferreira, no termo desta época, constituirá algo "mais grave" que a de Domingos quando iam decorridos dois terços da época passada. É um raciocínio que não consigo acompanhar. Porque isso implicaria que na próxima época o Sporting viesse a comportar-se ainda pior do que se comportou nesta. Algo em que, sinceramente, nenhum sportinguista acredita. Mas, uma vez mais, os factos cá estarão para o demonstrar.»

 


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