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És a nossa Fé!

Um ano depois, mais oito pontos

Regressámos ao primeiro lugar do campeonato. Com doze vitórias, dois empates e só uma derrota. Há um ano tínhamos menos oito pontos. Seguíamos em quarto lugar - atrás do SLB, FCP e do Vitória de Guimarães. Com oito vitórias, seis empates e uma derrota.

Tínhamos quase o dobro dos golos sofridos esta época (agora apenas sete, enquanto na Liga anterior havíamos encaixado já 12 à 15ª jornada).

As coisas são o que são.

Um ano depois, mais nove pontos

Continuamos em primeiro lugar no campeonato. Com dez vitórias e dois empates. Há um ano tínhamos menos nove pontos. Seguíamos em quarto lugar - atrás do SLB, FCP e do Vitória de Guimarães. Com seis vitórias, cinco empates e uma derrota.

Tínhamos mais do dobro dos golos sofridos esta época (agora apenas cinco, enquanto na Liga anterior havíamos já encaixado 11 à 12ª jornada).

As coisas são o que são.

Metade dos golos sofridos

Continuamos em primeiro lugar no campeonato. Com oito vitórias e dois empates. Há um ano tínhamos menos nove pontos. Seguíamos num desolador oitavo lugar. Com quatro vitórias, cinco empates e uma derrota.

Temos mais golos marcados (19, mais um do que há um ano) e metade dos golos sofridos (agora apenas cinco, enquanto na Liga anterior seguíamos já com dez golos sofridos à décima jornada).

As coisas são o que são.

Mais sete pontos e cinco lugares acima

Faz agora um ano, à nona jornada, tínhamos menos sete pontos na classificação da I Liga: apenas 16 (quatro vitórias, quatro empates e uma derrota, 17 golos marcados e 9 sofridos), comparados com os  23 actuais (sete vitórias e dois empates, 18 golos marcados e 5 sofridos).

Estávamos em sexto lugar no campeonato, com menos seis pontos do que o então líder, Benfica.

Agora vamos em primeiro, cinco pontos acima do FC Porto e oito à frente do Benfica (embora os nossos rivais tenham menos um jogo disputado).

Conclusão?

Estamos melhor, por mais que alguns teimem em não ver isso.

Convém não esquecer

Faz agora um ano, tínhamos menos quatro pontos na classificação da I Liga: apenas nove, comparados com os 13 actuais. Estávamos em sexto lugar no campeonato, com menos quatro pontos do que o então líder, Benfica. Agora vamos em segundo, em igualdade pontual com o FC Porto e com mais quatro pontos do que o SLB.

Nessa altura jogávamos com William Carvalho, Carrillo e Nani.

Convém não esquecer.

Ponto da situação

No campeonato nacional de futebol, o Sporting comandado por Marco Silva segue a um ponto do terceiro classificado (V. Guimarães) e a quatro do segundo (FC Porto). Sem sermos levados escandalosamente ao colo pela arbitragem, como sucede com a equipa que se encontra no primeiro posto.

Há um ano, com Leonardo Jardim ao leme da equipa, tínhamos mais seis pontos e ocupávamos provisoriamente a liderança da Liga. Mas já estávamos fora das restantes competições. Agora somos o único clube que se mantém em todas as frentes, incluindo a europeia, e reforçamos as expectativas de conquistar a Taça de Portugal após o afastamento do FCP (que derrotámos) e do SLB.

Repito o que assinalei aqui: é preciso ter calma.

Faz hoje um ano

 

A 15 de Junho de 2013 escrevi aqui sobre Labyad, um dos muitos ídolos com pés cheios de barro que passaram por Alvalade. Transcrevo parte desse texto, que poderia aplicar-se a outros que também vestiram de verde e branco sem nunca chegarem a ser Leões:

 

«Embirro solenemente com jogadores que, sem demonstrarem talento à altura dos pergaminhos apregoados pelos seus agentes e por uma imprensa sempre pronta a transformar atletas banais em pseudo-heróis, mesmo assim não resistem a proclamar aos quatro ventos o seu estatuto remuneratório, como se isso fosse só por si garantia de qualidade. É o caso de Zakaria Labyad. Chegou, viu mas não venceu. Teve fracas prestações em campo e nunca se integrou verdadeiramente na dinâmica colectiva do Sporting. Cumpriu uma época medíocre e sofrível ("algo irregular", segundo a prosa eufemística da imprensa especializada em futebol), também devido aos erros de gestão desportiva da equipa, reconheço, mas os verdadeiros talentos emergem precisamente nestas ocasiões. Não foi o caso do jovem marroquino, a quem não faria mal nenhum um banho de humildade que lhe permitisse reconhecer insuficiências e limitações, aliás naturais num jogador com apenas 20 anos.»

Faz hoje um ano

 

Hugo Viana, ex-campeão nacional pelo Sporting e um jogador sempre muito apreciado nas bancadas de Alvalade, anunciava que iria emigrar, à semelhança de tantos milhares de portugueses. Lamentavelmente, chegara à conclusão de que um futebolista com 30 anos é considerado demasiado velho em Portugal. Reflexão expressa numa excelente entrevista ao Record que nada tinha a ver com os habituais lugares-comuns do futebolês.

«Chego ao fim e questiono-me: como pode o futebol português, tanto ao nível de clubes como de selecção, dar-se ao luxo de dispensar um jogador como este?», interrogava-me eu aqui, a 14 de Junho de 2013. Uma interrogação que bem poderia fazer agora outra vez.

Faz hoje um ano

 

Fala-se hoje muito em política de alianças no futebol português. Exactamente como há um ano.

Em 12 de Junho de 2013 o Adelino Cunha publicou aqui a seguinte reflexão. Tão válida agora como era nessa altura:

 

«Assim de repente, quando falamos de alianças do Sporting com o F.C. Porto ou com o Benfica, lembrei-me da única aliança que costuma dar títulos em Portugal: a aliança estratégica com os árbitros. Como nós não sabemos nem costumamos ir por aí (as incursões patéticas Godinho Lopes/Paulo Pereira Cristovão só enxovalharam o nome do clube) podiamos começar por liderar um processo de reestruturação da arbitragem. Ainda se lembram de Dias da Cunha? Vamos discutir a formação dos árbitros. Vamos discutir profissionalização. Vamos discutir os sistemas de avaliações. Vamos discutir a escolha dos avaliadores. Vamos discutir arbitragem de cima para baixo. Vamos discutir com outros clubes portugueses. Vamos discutir com o governo. Vamos discutir com outros clubes europeus. Vamos discutir com a UEFA. Vamos discutir com a FIFA. Não podemos deixar os árbitros à rédea solta. Isso é que não. Vamos lutar pela responsabilização dos árbitros, pela meritocracia e pela punição. É assim que metemos na jarra Duarte Gomes, Olegário Benquerença e todos os Capelas desta vida.»

Faz hoje um ano

 

André Martins estreara-se na véspera ao serviço da selecção A de futebol. Um justo prémio a um dos mais talentosos jogadores do Sporting - que muitos consideram já o novo João Moutinho (pelos bons motivos, não pelos maus).

Nesse dia 11 de Junho de 2013 deixei aqui a seguinte reflexão: «Lamentável é que aconteça o que tem acontecido nos últimos jogos. Há dias, contra a Rússia, a selecção das quinas tinha apenas um jogador do onze inicial integrado numa equipa portuguesa (Rui Patrício). Ontem, havia dois (Custódio e Varela). Reflexos de uma lamentável realidade: o mérito dos nossos jogadores não é reconhecido, como devia, por alguns dos maiores clubes portugueses que todas as pré-temporadas preferem importar reforços medíocres como se não houvesse amanhã.»

Faz hoje um ano

 

O José Manuel Barroso mostrava-se preocupado. E parecia ter bons motivos para isso: «Um empresário (Pini Zahavi) que tem 27 jogadores nossos em carteira (vinte e sete!, quase tudo o que é bom da formação) pode - e estou certo que vai - causar muitos danos. A sua presença no casamento de um dos mais importantes dirigentes do FCP (Antero Henriques) não augura nada de bom. Mais do que um ato de amizade, foi um aviso. Ou bem me engano ou haverá mais cenas de "maçã podre"... Preparados para tudo? Tem de ser.»

A preocupação era perfeitamente compreensível. Como escreveu este nosso colega noutro texto, aqui também publicado a 10 de Junho de 2013, «ter um empresário a mandar em quase todos os valores da formação é inaceitável. Termos gasto 12 milhões em comissões (os "custo zero" são caros, muito caros) é demasiado, mesmo sabendo que "a zero" jogadores e empresários embolsam sempre dinheiro. (...) O Sporting não pode ser o balde do lixo de empresários e de agentes».

Ainda nesse dia, escrevi aqui contra a bipolarização em curso no futebol português e a suposta política de alianças a ela associada - um tema sempre actual. Eis a minha tese: «Não acompanho - de forma alguma - os sportinguistas, incluindo alguns colegas de blogue, que defendem uma aproximação preferencial do Sporting ao Porto. Não esqueço que das Antas veio alguma da pior contaminação do futebol português - e que esse período correspondeu ao início de um prolongado período de insucesso em Alvalade, condimentado pelas mais escandalosas arbitragens desde sempre registadas em Portugal.»

 

Esse Dia de Portugal ficou certamente na memória de André Martins: o talentoso médio, um dos melhores médios criativos formados na escola do Sporting, estreou-se enfim no escalão principal da selecção portuguesa de futebol. Substituindo João Moutinho num jogo particular contra a Croácia, disputado na Suíça, que vencemos por 1-0.

«Foi um momento de enorme felicidade», declarou André Martins. Uma alegria que todos os adeptos sportinguistas partilharam com ele.

Faz hoje um ano

 

A 9 de Junho de 2013 encerrava a minha série "Esteve quase a ser mas não foi", dedicada ao jornalismo que confunde simpatias clubísticas com a realidade, com o seguinte texto:

 

«Ah, estes títulos tão empolgados e empolgantes. Ah, estes arroubos jornalísticos que nos transportam aos tempos das justas medievais. Ah, este paralelo subliminar com São Jorge (Jesus) em liça contra o mítico e horrendo dragão. Ah, estas parangonas que criam a ilusão de que os pupilos do sportinguista com assento na Luz formam "a equipa de todos nós", prontos a fazer uma decisiva incursão em território adversário e a "saírem de lá como campeões", dignos herdeiros da Ala dos Namorados na batalha de Aljubarrota.

Esta edição de 9 de Maio do Record é das que me deixam mais nostálgico: sucedeu há tão pouco tempo e já suscita saudades. Pelo sopro épico que perpassa em cada frase. Pelo optimismo histórico que revela. Pela convicção que emana da tinta impressa: o técnico encarnado "só pensa em ganhar e fazer História".

Na época já extinta, o Benfica foi novamente a equipa que mais títulos venceu no futebol das manchetes. Em proporção inversa aos títulos que não conseguiu ganhar no futebol jogado. Merece os parabéns à mesma: parecer que vence custa quase tanto como vencer de facto.»

 

Texto escrito, tal como os outros, com a vaga esperança de que pudesse ter algum efeito pedagógico. Mas, aqui para nós, creio que foi tempo perdido...

 

Faz hoje um ano

 

O facto de sermos sportinguistas convictos e militantes não impede que saibamos exprimir admiração por jogadores de clubes rivais. Isto ficou bem patente a 8 de Junho de 2013 quando o Tiago Cabral aqui publicou este texto:

 

«Para lá das disputas entre clubes, o futebol traz-nos muito mais para disfrutarmos. Por isso abro hoje neste post uma excepção. Quando falamos ou escrevemos sobre futebol, o jogo em si, recordamos aqueles que nos arrepiam, a jogada sublime, o passe magistral, a desmarcação única, são as coisas do futebol que nos fazem sonhar. Estar num estádio e assistir à jogada, ao golo que nos faz saltar do lugar, são momentos únicos e inesquecíveis. Pablo Aimar trouxe-nos tudo isto. Recordo este jogador como o arquétipo do que deve ser o futebol. Mesmo tendo sido um ícone do nosso adversário durante cinco épocas, quero deixar aqui a minha sincera homenagem a um jogador que representa tudo o que de bom tem o futebol. Obrigado Pablo Aimar.»

 

Assim os nossos adversários soubessem reconhecer, com idêntico fair play, o mérito dos jogadores do Sporting...

Faz hoje um ano

 

«Bruno de Carvalho é tudo menos menino. A forma como não se vergou aos credores, desafiando os bancos mais poderosos do País (e negociando com eles), a bravata com os outros clubes, o corte de salários, as vendas de jogadores caros (e há tantos que ganham muito mais do que merecem), a quebra de ligações com agentes, tudo isto são murros no peito e murros na mesa que estão a mostrar que a brincadeira acabou. Muitas coisas falharão com certeza, mas não ficarão na mesma e na mesma estariam mal.

Bruno de Carvalho não está a arrumar a casa, está a desarrumar a casa. De cada vez que arreda um armário, abre uma gaveta ou enrola um tapete, descobre um custo inexplicável ou um comissionista atrelado. Ainda não sabemos bem o que quer Bruno plantar, mas sabemos que ervas quer arrancar. São as daninhas.»

 

Estes dois parágrafos foram escritos por Pedro Santos Guerreiro e aqui reproduzidos a 7 de Junho de 2013, dia seguinte ao da sua publicação, em coluna de opinião no diário Record.

Parágrafos que têm um ano. Mas poderiam voltar a ter sido escritos hoje. Por motivos que bem sabemos.

{ Blog fundado em 2012. }

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