22 Mar 17

Sempre que o holandês marca um golo fico logo a pensar no que escreverei aqui. E esta semana não foi excepção...

Semana após semana, jogo após jogo, golo após golo Bas Dost é já uma das boas certezas do nosso campeonato. Mesmo que isso não agrade aos nossos adversários. Temos pena...

Ora nesta espécie de corrida a dois, que eu próprio inventei, o ponta de lança do Sporting tem todas as hipóteses de bater o registo de golos marcados o ano passado, pelo argelino Slimani e que agora se encontra em Leicester!

Faltam somente 3 golos para que o gigante oriundo do país das túlipas alcance o feito do ano anterior.

Sei que se pagou por este jogador uma soma assaz avultada para os cofres do clube. Mas seja como for ainda estou para perceber como foi o Wolfsburgo cair na "armadilha" de deixar sair Bas Dost da sua equipa.

Mas ainda bem. Os bons jogadores ficam sempre bem no Sporting.


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14 Mar 17

O título da capa do Jornal Sporting, na sua última edição, poderia ser aplicado a Bas Dost: Imparável!

Começam-me a faltar adjectivos para qualificar o nosso ponta de lança, Se bem que dois golos tenham sido de grande penalidade (podiam ser 3…), certo é que o holandês fez o seu primeiro póquer em Portugal.

Com isto leva já 22 golos aproximando-se de Islam Slimani, deixando ao mesmo tempo os seus adversários lusos mais distantes.

A nível europeu encontra-se em terceiro lugar, logo atrás de dois “jogadorzitos”: Cavani do PSG e Messi do Barcelona.

Com vinte e dois jogos jogados e o mesmo número de golos Bas Dost pode vir a tornar-se (se não o for já) um fenómeno como ponta de lança.

Como escreveu o Alexandre neste texto, se estivéssemos lá em cima a lutar pelo título com outra postura em campo, nem imagino quantos golos marcaria o holandês.

Neste momento Bas Dost é o senhor golo! O resto são cantigas.


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03 Mar 17

Já vos havia dito que Bas Dost é um caso sério a marcar golos? Já? Pois não me canso de o dizer.

No último fim de semana gordo, o magro atleta marcou mais um golo. Desta vez uma grande penalidade...

Não vi o jogo em directo pois estava longe de casa. Mas consegui ver a jogada que daria origem ao castigo máximo. Na verdade o holandês pareceu-me que estava em fora de jogo antes de sofrer a falta.

Todavia o que conta aqui é que o ponta de lança não se atemorizou perante o guarda-redes canarinho e marcou o seu 18º golo. Aproxima-se "perigosamente" de Slimani... Veremos no fim quem ganha.

E agora vem aí o Guimarães...


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16 Fev 17

Pensaram que me tinha esquecido do golo do gigante Bas Dost contra o Moreirense. Porém enganaram-se e este pequeno duelo entre o nosso actual e bom ponta de lança contra o "british" Slimani continua.

Porque o futebol é feito de golos. Uns melhores outros nem por isso, mas o que conta são elas lá dentro.

A semana passada não vi o jogo. Estava muito longe, sem o canal de transmissão por perto, e desse modo só vi o golo do nosso jogador muuuuuitas horas mais tarde. Não seré o melhor dele, mas foi quiçá o interruptor que despertou a equipa de um marasmo para mais uma vitória. Suada, sofrida, mas merecida.

Bas Dost leva já 17 golos. Daí talvez o título, que hoje lhe foi atribuído, de melhor jogador de Janeiro.

Ele, mais que ninguém, merece-o.

E esta semana temos o tal de Rio Ave!


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31 Jan 17

O futebol são essencialmente golos. Muitos golos...

No passado sábado Bas Dost repetiu o par de golos que já nos habituou nos últimos jogos (creio ter sido o quinto bis), cimentando com eles uma belíssima vitória do Sporting.

Digam o que disserem, o gigante holandês parece estar como peixe na água nesta equipa, valendo-se dos seus méritos como goleador.

Neste pequeno campeonato que eu próprio inventei, Bas Dost leva já 16 golos marcados. A continuar assim poderá chegar à belíssima média de um golo por jogo. Algo que é de assinalar e que bateria Slimani com grande margem.

A próxima jornada leva-nos até à Invicta para defrontar o FCPorto. Espero que o nosso ponta de lança continue a fazer jus a um epiteto que ouvi recentemente em Alvalade: o Big Bas!


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24 Jan 17

Já custa escrever sobre alguém que marca tantos golos e que depois não se traduzem em vitórias. Mas ele não é o culpado, longe disso.

Tivéssemos nós mais jogadores da mesma competência do gigante oriundo do país das túlipas e provavelmente estaríamos noutro lugar...

Mas enfim... é o que temos!

Assim, no passado sábado o senhor Bas Dost marcou o golo do empate na primeira parte, fruto da sua enorme capacidade finalizadora. A tal que aborrece o treinador JJ.

Deste modo o holandês leva já 14 golos marcados. Mais três que o segundo classificado.

Só espero que não se lesione!


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17 Jan 17

Este será o texto, de todos os que já aqui escrevi, que mais me vai doer. Porque detesto injustiças. E sobretudo ingratidões.

Bas Dost é, comprovadamente, um caso sério a marcar golos. Vai no quarto bis e já leva treze golos marcados. Uma verdadeira máquina goleadora.

Obrigado, é só o que tenho a dizer ao jogador!

Mas custa-me que um homem que marca tantos golos, que se esforça e luta, como outros não o fazem, não veja o prémio dos seus remates certeiros plasmado em vitórias.

Esta é a injustiça de que falei acima.

A ingratidão encontra-se nas declarações de  Jorge Jesus ao dizer que o Sporting não pode depender de Bas Dost. Será que o actual treinador do Sporting tem consciência do que afirmou?

Qualquer boa equipa está dependente de um jogador: o Real Madrid depende de CR7, Mourinho está dependente de um sueco com nome eslavo e Leonardo Jardim de um colombiano com nome de ave de rapina.

Só Jesus quer ser diferente... Mas porquê?

Senhor Bas Dost... não ligue ao treinador. Continue a marcar os seus golos...

Pode ser que um destes dias a nossa equipa ainda ganhe um jogo sem sofrer golos.


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10 Jan 17

Já ultrapassou os seus adversários como melhor marcador da Liga Portuguesa.

Fez o seu terceiro bis (o primeiro havia sido contra o Estoril, o segundo contra o Arouca).

Está a um golo de igualar a segunda época de Slimani, que marcou 12 golos.

Chama-se Bas Dost, é alto e marca que se farta!.

Veio da Holanda e é neste momento a par de Adrien, Rui Patrício e William Carvalho, um dos esteios da equipa leonina.

Quiçá a melhor aquisição do Sporting no último defeso.

 


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07 Jan 17

 

GOLO DO ANO

Houve vários, muitos deles memoráveis. Mas talvez nenhum tão emocionante para os adeptos sportinguistas como aquele que Bruno César marcou na baliza de Casilla, na segunda parte do Real Madrid-Sporting. Iam decorridos 48 minutos, desfazia-se o nulo inicial, os sonhos mais remotos prometiam tornar-se realidade.

Não esqueceremos essa data: 14 de Setembro de 2016. Estivemos tão perto da glória e afinal saímos derrotados de Madrid depois de termos vulgarizado a turma comandada por Zidane durante 75 minutos. Fizemos o mais difícil. Mas deixámos fugir a vitória no penúltimo minuto do tempo regulamentar, com um livre marcado por Cristiano Ronaldo (que marcou sem festejar porque mantém o Sporting no coração). Um golo de Morata já no tempo extra transformou o sonho em pesadelo.

Foi um jogo em que Gelson Martins, estreante na Champions, deslumbrou não apenas os sportinguistas mas toda a Europa do futebol. Desmarcou-se, fez tabelinhas, centrou, baralhou a defesa, fez a cabeça em água a Marcelo, passou com medida, assinou algumas das mais vistosas jogadas do desafio. E - muito mais importante - revelou eficácia, ao ajudar a construir o nosso golo.

Um belo lance colectivo iniciado numa excelente recuperação de bola por Adrien e prosseguido por tabelinhas entre Gelson e Bryan Ruiz, sendo concluído da melhor maneira por Bruno César. Com o seu fortíssimo pé esquerdo, o Chuta-Chuta fez jus ao cognome.

Jorge Jesus, com protestos exuberantes e histriónicos, acabou expulso. Diria no fim do jogo que o Sporting não teria perdido com ele no banco - frase deselegante para o seu adjunto, Raul José, e pouco abonatória para o seu próprio desempenho junto à linha. Mas o técnico leonino só poderia queixar-se de si próprio: ao mandar sair os nossos dois melhores jogadores, Gelson e Adrien, fazendo entrar Elias e Markovic, pôs o Sporting a jogar com nove.

E Zidane agradeceu.

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal


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23 Dez 16

Por acaso não escutaram o meu grito de golo na noite passada?

Pois foi... O Bas Dost voltou a ser um guerreiro e mesmo ao cair do pano lá fez o golito da ordem.

E que golo, pleno de oportunidade e de raça. À leão!
Quando (quase) toda a gente já avaliava a má prestação do Sporting num eventual empate, eis que surge o holandês e deu cor e justiça ao resultado.

Contas feitas Bas Dost tem 9 golos marcados na primeira liga e aproxima-se do topo da classificação dos melhores marcadores.

Agora é tempo de desfrutar desta suadíssima vitória.

Feliz Natal Bas Dost!

 


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22 Dez 16
Tem mesmo de entrar
Pedro Correia

Há uma coisa que temos de nos convencer: sem a metermos lá dentro, ela não entra.
Não adianta estar prestes a conseguir, não interessa quase marcar, de nada vale rematar em cheio na barra ou no poste.
Ela - a bola - tem mesmo de entrar.

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13 Dez 16

O ponta de lança do Sporting voltou a facturar este fim de semana.

Leva já oito golos no campeonato e nove em todas as competições. Ainda assim este seu remate certeiro não foi suficiente para levar de vencida a equipa adversária.

No próximo Domingo o jogador do país das túlipas terá oportunidade de marcar mais.

Assim esperamos e desejamos.

 

 


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03 Dez 16
Hoje...
João Caetano Dias

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Contas finais
Zélia Parreira

4-0, não foi?


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26 Nov 16

De forma lenta mas assertiva o ponta de lança holandês ao serviço do Sporting vai somando golos. Hoje marcou mais um. O sétimo da sua conta pessoal, neste campeonato.

Ainda por cima um golo que deu a vitória à nossa equipa. Como isso é importante... Para o próprio e acima de tudo para a equipa.

Bas Dost não tem a fogosidade de Slimani mas mesmo assim vi-o a tentar recuperar bolas e até a fazer de defesa quando viu que seria necesssário.

É por todos sabido e reconhecido que o futebol é um desporto total, de equipa. E o holandês mostrou uma vez mais que o importante é o resultado final, mostrando uma disponibilidade e entrega dignas de assinalar.

Aguardemos por mais... golos e vitórias!


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23 Nov 16
Ochienchia y sete
Luciano Amaral

Alguém me explica porque é que sofremos sempre o mesmo tipo de golos? Um clássico é: alguém centra para a área, salta de lá um tipo qualquer que nem sequer precisa de ser muito alto e a bola vai dentro. Ontem, foi aos oitenta e sete minutos, como em Madrid tinha sido aos 93. Noutros jogos foi noutras alturas, mas sempre da mesma maneira.


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07 Nov 16

Estava a ver que nunca mais!

Verdade seja dita que desde 26 de Setembro deste ano não escrevi um único texto com este título. Sinal da ineficácia do ponta de lança holandês? Talvez sim... talvez não.

No entanto o que importa realçar neste espaço são os dois golos do gigante Bas Dost contra o Arouca. Portanto tudo somado... vão seis!

Há um outro ponto que devo aqui destacar quanto ao jogador oriundo da terra das tulipas: a sua técnica. Aquele gesto técnico que fez a meio campo com a bola colada à bota é de se lhe tirar o chapéu.

Assumo aqui e agora a minha desconfiança no jogador no início de época. Mas chegado a este ponto, Bost parece o homem certo no lugar certo. Basta que lhe façam chegar as bolas.

Do resto trata ele!

 

 


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27 Set 16
Hoje
António Manuel Venda

bola.jpg

 

Bryan, Dost, Slimani.

 


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26 Set 16

Um dos mais costumadas (más!) ideias no futebol corresponde às frequentíssimas comparações de atletas, sem se tentar perceber que um jogador jamais será igual ao outro.

O caso mais paradigmático na actualidade futebolística mundial é a constante tentativa de comparação entre Messi e Ronaldo ou vice-versa. Na verdade, são ambos excelentes executantes, mas muito diferentes um do outro. Como convém aliás!

Não obstante reconhecer ser um erro, há uns anos, neste mesmo espaço, também tomei a liberdade de tentar comparar Montero a um tal de Wolfswinkel. Depois tentei emparelhar o Montero de épocas diferentes. E finalmente comparei Montero a Teo. Até que “El avioncito” partiu para terras orientais. Mas ficou um argelino de 1,88 de altura.

Cabe agora comparar a prestação de Bas Dost (1,96) com as de Slimani. Este, no primeiro ano que esteve no Sporting, marcou somente 8 golos (2013/2014), para na época seguinte passar para 12 tentos. Na última temporada fez 27 remates certeiros, ficando em segundo lugar na lista dos melhores marcadores.

Será com base nestes números (que valem o que valem!) que passarei a analisar a prestação do actual ponta de lança leonino.

Relembro para os menos atentos que à sexta jornada, somente com três jogos realizados, o gigante holandês já marcou por quatro vezes.

Começa muito bem!


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29 Ago 16

Os calimeros do norte andam desde ontem a rasgar as vestes, insurgindo-se contra a arbitragem do clássico disputado em Alvalade e atribuindo ao homem do apito a terceira derrota consecutiva frente ao Sporting de era Jorge Jesus.

Têm razão?

Claro que não.

Basta ler os periódicos desportivos de hoje. Todos os analistas da arbitragem - sem excepção - consideram absolutamente legais os dois golos leoninos que arrumaram o FCP em Alvalade.

 

Nada melhor do que conferir o que escrevem, um por um.

 

Lance do primeiro golo:

Duarte Gomes, A Bola: «A bola vem do poste esquerdo para o peito de Gelson. Sem fora de jogo do leão e sem falta, pois a bola não vai ao braço. Slimani marcaria depois o golo. Legal.»

Jorge Coroado, O Jogo: «No momento da execução do livre e posterior recarga de Gelson, nunca houve fora de jogo ou outra irregularidade.»

José Leirós, O Jogo: «No momento em que a bola foi chutada, não há fora de jogo, nem Gelson tirou qualquer vantagem da sua posição.»

Marco Ferreira, Record: «Bruno César remata ao poste esquerdo da baliza de Casillas e a bola fica à mercê de Gelson Martins, que a domina com o peito e faz a recarga. O FC Porto reclama mão do jogador contrário, mas o árbitro decide bem, uma vez que Gelson domina a bola com o peito, não cometendo qualquer infracção. Slimani acaba por fazer golo na sequência do lance, espoletando protestos dos jogadores portistas. Boa decisão de Tiago Martins.»

Pedro Henriques, O Jogo: «Golo legal. Gelson não está fora de jogo e, após a bola ressaltar do poste, dominou-a com a coxa e o peito, nunca lhe tocando com o braço.»

 

Lance do segundo golo:

Duarte Gomes, A Bola: «A bola cabeceada por Felipe vai ao braço de Ruiz (a curta distância) e não o inverso. O braço está ao longo do corpo e sem aumento da volumetria. Lance bem validado.»

Jorge Coroado, O Jogo: «O ressalto foi próximo e terá batido na anca; mesmo que fosse na mão, teria sido bola na mão. Portanto, não houve ilegalidade.»

José Leirós, O Jogo: «Não há movimento do braço [de Ruiz] nem da mão na direcção da bola. Não teve um acto delibrado no contacto com a bola, que foi ao braço.»

Marco Ferreira, Record: «Boa decisão de Tiago Martins, a validar o segundo golo do Sporting apesar de a bola ter tocado no braço esquerdo de Bryan Ruiz. Após um corte de um defesa do FC Porto, a bola embateu no braço de Ruiz, colocado em posição normal e a uma distância muito próxima. O avançado do Sporting não procedeu a qualquer movimento deliberado com a intenção de jogar a bola com a mão, pelo que a decisão do árbitro foi a melhor, apesar dos protestos portistas.»

Pedro Henriques, O Jogo: «Lance legal. A bola é cabeceada de perto e vai ao braço, que está ao longo do corpo e em posição natural. Não há acto deliberado e intencional.»


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03 Ago 16
Balanço (33)
Pedro Correia

Golos marcados pelos jogadores do Sporting na Liga 2015/16:

 

Slimani: 27

(Académica, Rio Ave, V. Guimarães, V. Guimarães, V. Guimarães, Benfica, Arouca, Moreirense, FC Porto, FC Porto, V. Setúbal, V. Setúbal, Braga, Tondela, Paços de Ferreira, Paços de Ferreira, Nacional, Nacional, Estoril, Estoril, Belenenses, Belenenses, Marítimo, Moreirense, FC Porto, FC Porto, Braga)

Teo Gutiérrez: 11

(V. Guimarães, Benfica, Estoril, Arouca, Arouca, Belenenses, Belenenses, Marítimo, União da Madeira, V. Setúbal, Braga)

Adrien: 8

(Tondela, Académica, V. Guimarães, Marítimo, Braga, Académica, Nacional, Belenenses)

Bryan Ruiz: 8

(Benfica, Académica, Boavista, Arouca, V.Setúbal, V. Setúbal, Braga, Braga)

João Mário: 5

(Tondela, V. Setúbal, Nacional, Arouca, União da Madeira)

Bruno César: 4

(V. Setúbal, V.Setúbal, Paços de Ferreira, FC Porto)

Aquilani: 3

(Académica, Moreirense, V. Setúbal)

Gelson Martins: 3

(Moreirense, V. Setúbal, V. Setúbal)

Montero: 3

(Nacional, Braga, Académica)

William Carvalho: 2

(Belenenses, Marítimo)

Carlos Mané: 1

(Académica)

Ewerton: 1

(Boavista)

Carrillo: 1

(Paços de Ferreira)

 

Por curiosidade, aqui lembro o balanço da época anterior.


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14 Jul 16

Alguns continuam a uivar por aí, clamando contra o futebol "defensivo" da selecção nacional. Não sei onde é que esta gente andou nos últimos anos e que espectáculos de futebol a nível de selecções pôde espreitar ultimamente.

Pois eu vi isto: Portugal foi a única selecção que marcou um golo nas duas mais recentes finais entre clubes no futebol de alta competição.

A 27 de Junho, na final da Copa América em que se defrontaram Argentina e Chile, a partida terminou empatada a zero ao fim de 120'. Teve de se recorrer ao desempate por penáltis, com vitória chilena.

A 10 de Julho, na final do Campeonato da Europa, também os franceses ficaram em branco após duas horas de jogo.

Destas quatro selecções, só Portugal marcou. A tal selecção "defensiva" foi capaz de concretizar aquilo que nem a Argentina de Messi nem o Chile de Vidal nem a França de Griezmann fizeram.


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06 Jul 16
Números
António Manuel Venda

Mesmo com o que se diz que vamos jogando, já conseguimos marcar oito golos no Europeu. Tendo em conta os seus autores e as respectivas formações, destacam-se claramente duas grandes academias de Portugal: uma com sete golos, outra com um (7-1). Nenhuma outra academia consegue aproximar-se.

 

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03 Jul 16

 

Robson-Kanu. Tem 27 anos, jogou até agora no modesto Reading, da segunda divisão inglesa: foi ele o marcador do segundo golo galês no Bélgica-País de Gales.

Neste lance tudo é bom: recepção de bola, rotação interior, finta de corpo e disparo certeiro.

Um dos melhores golos deste Europeu.


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21 Jun 16
Balanço (32)
Pedro Correia

 

OS SEIS MELHORES GOLOS DO SPORTING - VI

Adrien, no Belenenses-Sporting 

(4 de Abril de 2016)


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20 Jun 16
Balanço (31)
Pedro Correia

 

OS SEIS MELHORES GOLOS DO SPORTING - V

Slimani, no Benfica-Sporting 

(25 de Outubro de 2015)


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19 Jun 16
Balanço (30)
Pedro Correia

 

OS SEIS MELHORES GOLOS DO SPORTING - IV

Montero, no Sporting-Braga [ver 11' 40'']

(10 de Janeiro de 2016)


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18 Jun 16
Balanço (29)
Pedro Correia

 

OS SEIS MELHORES GOLOS DO SPORTING - III

Teo Gutiérrez, no Sporting-Besiktas [ver 2' 44'']

(10 de Dezembro de 2015)


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17 Jun 16
Balanço (28)
Pedro Correia

 

OS SEIS MELHORES GOLOS DO SPORTING - II

João Mário, no V. Setúbal-Sporting [ver 1' 30'']

(6 de Janeiro de 2016)


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16 Jun 16
Balanço (27)
Pedro Correia

 

OS SEIS MELHORES GOLOS DO SPORTING - I

Adrien, no Sporting-Académica

(30 de Janeiro de 2016)


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17 Abr 16
Interpretem como quiserem
Edmundo Gonçalves

12m97v.jpg

 

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10 Abr 16

As imagens dos resumos da televisão não o demonstram, mas o terceiro golo do Sporting de hoje é um prodígio de troca de bola. Quando no estádio se gritava "chutem a bola à baliza!", os jogadores do Sporting estão uns bons dois minutos a trocarem a bola no meio campo do Marítimo, uns para os outros, sem nunca a perderem, aguardando pacientemente o momento certo para fazerem o remate mortal. Que enfim haveria de chegar.


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22 Mar 16

Há muito que olho para o futebol com alguma amargura. E não tem a ver com as escassas vitórias do Sporting mas unicamente com a maneira como este desporto é mundialmente aceite. E jogado.

Os golos, que deveriam ser a principal razão deste desporto, são pouco comuns em comparação com outras actividades desportivas. Daí talvez uma das razões por que os americanos não sentem uma atracção por aí além pelo Desporto-Rei.

Sempre defendi que num jogo não me interessa quantos golos a minha equipa sofre mas sim aqueles que marca. E por isso é necessário marcar sempre mais um que o adversário.

Ora com base neste pressuposto penso que as instituições federativas deveriam olhar com mais atenção para este fenómeno e criar condições para se valorizarem mais os golos obtidos, a par obviamente dos próprios resultados. Parece estranho o que estou a dizer? Mas vou já explicar a minha teoria.

Exemplifiquemos:

A equipa A vai jogar contra a equipa B. No final da partida observa-se o seguinte resultado: 7-4. Num campeonato dito normal a equipa A teria 3 pontos enquanto a equipa B receberia 0 pontos.

No mesmo torneio as equipas C e D defrontam-se mas o resultado terminou com a vitória da equipa D por 1 a zero. Da mesma maneira a D ficaria com 3 pontos contra 0 da equipa C.

Pensemos agora que em vez de se usar esta fórmula usaríamos uma em que valorizássemos os golos. E como? Fácil… Por cada conjunto de três golos, à equipa acrescia mais um ponto. Ora pegando ainda no exemplo acima referido o primeiro resultado daria à equipa A 3 pontos (da vitória) mais 2 por ter marcado 7 golos (2 pontos por dois conjuntos de três golos) enquanto a equipa B seria “premiada” com um ponto por ter marcado um conjunto de três golos.

Do mesmo modo o segundo resultado não daria mais nenhum ponto extra a qualquer das equipas.

Teríamos assim numa suposta classificação: Equipa A com 5 pontos, a D com 3 a B com 1 e a C com 0.

Deste modo, creio, fomentar-se-ia o golo, pois uma equipa podia perder mas se marcasse três golos teria sempre um ponto.

Em tempos o “International Board” da FIFA tentou alterar algumas regras de forma a fomentar a obtenção de mais golos, todavia com pouco sucesso.

Deixo assim aqui a minha contribuição para a melhoria do futebol. Reconheço que é uma ideia absurda e provavelmente impraticável. Enfim, uma utopia.

 

Nota final – esta minha ideia não foi plasmada no nosso actual campeonato e portanto nem imagino como seria a classificação nesta altura com os resultados observados até agora.

 

Também aqui


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Golo de CRISTIANO RONALDO

Sporting - Moreirense, 3-0

7 de Outubro de 2002, Estádio José Alvalade

 

O melhor jogador do mundo, formado na academia leonina, começou com pé direito a sua extraordinária carreira como profissional do futebol. De verde e branco. Muitos de nós ainda nos lembramos de testemunhar ao vivo este fantástico golo do jovem atacante, então com apenas 17 anos.

O astro madeirense era ainda júnior de primeiro ano quando se estreou como titular da equipa principal à sexta jornada do campeonato 2002/03, disputada no histórico Estádio José Alvalade. O Sporting, campeão em título, derrotou o Moreirense neste encontro, em que Ronaldo marcou dois golos.

O primeiro tornou-se inesquecível. Para ele e para nós. O futuro Bola de Ouro recebeu a redondinha a meio-campo, com um passe de calcanhar de Toñito, e correu com ela, caminhando para a glória. Deixou três adversários pelo caminho e fuzilou o guarda-redes forasteiro, desencadeando calorosos aplausos e entusiásticas expressões de euforia em todo o estádio. Era o prenúncio de um dos mais brilhantes destinos já registados no desporto-rei. Com a nossa marca de origem.

"Minha Nossa Senhora! Que golo magistral de Cristiano Ronaldo!", exclamou o narrador do jogo, em vibrante e espontânea homenagem à capacidade técnica do jovem funchalense, que não escondia a pressa em tornar-se monarca coroado do reino do futebol.

"Quem viu, viu; quem não viu, visse!": podemos dizer isto hoje, ao recordar este golo, parafraseando António Oliveira. No final da temporada, despedimo-nos do velho estádio, que viria a ser demolido, e de Ronaldo, que rumou a Manchester. Por uma quantia tão ridícula que devia envergonhar quem tratou desse negócio: só 8,2 milhões de euros chegaram aos cofres leoninos, como depois se saberia.

Mas essa é uma história triste, que não me apetece aprofundar agora. Fiquemo-nos pela feliz memória daquele golo inicial do adolescente de raízes modestas que não tardaria a ser conhecido nos mais recônditos recantos do globo.

 


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19 Mar 16

 

Golo de TANAKA

Braga - Sporting, 0-1

11 de Janeiro de 2015, estádio do Braga

 

Há jogadores a quem basta um golo para se tornarem ídolos de multidões. Aconteceu no Sporting, durante a breve passagem do japonês Junya Tanaka pelas hostes leoninas. Ia complicada a nossa travessia na Liga 2014/15, afectada por um conflito larvar entre o presidente e o treinador, estava aferrolhado o nosso desafio em Braga, com um persistente empate a zero para além do tempo regulamentar, quando o artilheiro nipónico dispôs de um pontapé de livre, alguns metros fora da área, na banda direita do corredor central.

Decorria o terceiro minuto do tempo extra, aquele seria o último lance da partida. Tanaka tomou algum balanço, disparou com força e precisão, a bola descreveu um ligeiro arco e foi anichar-se ao fundo da baliza bracarense. Um remate indefensável, candidato a melhor golo de bola parada de todo o campeonato e um dos nossos mais vibrantes golos dos últimos anos. Perante a euforia dos jogadores em campo, perante a euforia de milhões de adeptos que acompanhavam a transmissão televisiva - tantos já descrentes da possibilidade de o Sporting trazer três pontos da Cidade dos Arcebispos.

Mas trouxemos mesmo. Graças a Tanaka, que foi o herói daquele dia e viria a figurar nas manchetes da manhã seguinte. Efémero herói que aguentaria cerca de um ano mais em Alvalade, sem nunca ter conseguido uma verdadeira oportunidade de ingressar como titular na equipa. Em 35 partidas de Leão ao peito, participando apenas em 13 jogos completos, o japonês marcou sete golos e fez seis assistências. Um registo que, aliado ao profissionalismo sempre revelado nos treinos, fez dele um jogador sempre simpático aos olhos dos sportinguistas enquanto permaneceu sob a fugaz orientação técnica de Marco Silva e Jorge Jesus.


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09 Mar 16

 

Golo de ANTÓNIO OLIVEIRA

Sporting-Dínamo de Zagreb, Taça dos Campeões Europeus (3-0)

29 de Setembro de 1982, Estádio José Alvalade

 

No dia 29 de setembro de 1982 eu já tinha doze anos e vi o jogador que mais gostei de ver com a nossa camisola a marcar três golos ao Dínamo de Zagreb, numa das mais memoráveis noites europeias da história do Sporting.
No dia em que o seu pai morreu, António Oliveira, nosso jogador e também treinador (!) mete três na baliza do Dínamo. Na baliza estava o nosso futuro guarda-redes Ivcovic, mas essa é a parte que menos importa nesta minha história.
Nós íamos pouco ao futebol, porque era caro e longe e dava pouco jeito, mas a este jogo fomos. As equipas da Cortina de Ferro metiam medo, porque os julgávamos fortes como super homens e era sempre duvidoso que a nossa habilidade latina fosse suficiente. Eram tempos em que o jogador português de 1,80 era considerado um gigante e em que as equipas portuguesas tinham uma preparação física baseada em corridas no pinhal que durava metade de meia época.
O meu pai era da Beira Alta e por alguma razão dizia Uliveira. Nós aqui em Lisboa dizemos Óliveira, mas o meu pai dizia Uliveira, e fazia-o de forma que me divertia, recordo agora.
E gostávamos todos dele, do nosso Oliveira, que vimos a estrear a nossa camisola le Coq Sportif contra o Belenenses de Artur Jorge numa primeira jornada cheia de nevoeiro e frio, naquela época de 81/82, em que fomos campeões. A partir daí, o Uliveira (com Manuel Fernandes e Jordão) passou a ser o nosso jogador favorito.
Um golo do Sporting é uma explosão no coração. Três golos a uma equipa destas, pelo mesmo jogador e esse jogador ser o Uliveira/Oliveira foi inesquecível. Tanto que o escrevo aqui e até me surpreendo que ninguém o tenha feito ainda.
António Oliveira foi um jogador brilhante, um Figo-melhor-que-o-Figo, com feitio complicado e carácter marcado. Estes três golos são todos bons, embora o segundo seja o melhor. Ele avança pelo meio, faz uma tabela, tira um central da frente e remata mesmo antes do guarda-redes chegar a ele. Foi neste jogo que a frase “por cada leão que cair, outro se levantará” nasceu e este texto do Rui Tovar júnior explica isso melhor http://ionline.pt/413551?source=social.

Por falar nisso, há pouco tempo também descobri que é Rui Tuvar e não Rui Tóvar como creio que toda a gente diz. E aproveito para perguntar, afinal será Oliveira ou Uliveira?


Não sei, sei que o pai de António Oliveira morreu naquele dia e o meu morreria menos de dez anos depois. E que o pai do Rui, um grande sportinguista que aqui homenageio, também já se foi. Fica a nota e fica o golo, porque a vida só faz sentido com gratidão. Gratidão ao meu pai por ter feito sportinguista e, claro, aos grandes golos que me levou a ver com a camisola do Sporting, como estes três. E ao Oliveira - já agora, um nome que os meus filhos têm porque a mãe não lhes deu só a teimosia e o cabelo forte.

 

p.s. a placa com a frase que está no nosso estádio é de Maio (e reporta-se a algo que Oliveira disse a propósito de estar lesionado) e este jogo, lembro, foi em Setembro. Há muito poucas ocasiões em que a ficção faz mais sentido que a realidade. Esta é uma delas.


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29 Fev 16

 

Golo de MANUEL FERNANDES

Sporting, 7 - Benfica, 1

14 de Dezembro de 1986, Estádio José Alvalade

 

Já passaram quase 30 anos mas os ecos deste jogo não se apagaram da memória leonina. Foi uma das partidas épicas do Sporting Clube de Portugal, que culminou na nossa maior goleada frente ao Benfica.

Vale a pena recordar quem alinhou neste clássico lisboeta. O Sporting entrou em campo com Damas, Gabriel, Pedro Venâncio, Virgílio, Fernando Mendes, Oceano, Zinho, Litos, Mário Jorge, Manuel Fernandes e Ralph Meade. Aos 78 minutos, Duílio substituiu Fernando Mendes e Litos deu lugar a Silvinho.

Do onze inicial do Benfica constavam Silvino Louro, Veloso, Dito, Oliveira, Álvaro Magalhães, Shéu Han, Carlos Manuel, Diamantino Miranda, Vando, Chiquinho e Rui Águas. Shéu e Diamantino seriam rendidos na segunda parte por Nunes e César Brito.

 

Parecia um dérbi igual a vários outros, com natural ascendente da nossa equipa, que jogava em casa. Vencíamos ao intervalo, mas por margem escassa: apenas 1-0, com golo de Mário Jorge.

Tudo mudou no segundo tempo - e de que maneira: mais seis golos do Sporting, quatro dos quais marcados pelo nosso capitão, Manuel Fernandes. Com uma exibição digna de antologia do colectivo leonino, que fez ajoelhar a turma encarnada. Quando o árbitro Vítor Correia apitou, dando o jogo por concluído, as reacções nas bancadas não podiam ser mais antagónicas: ondas de júbilo da nossa massa adepta e raiva incontida dos benfiquistas, que queimaram cartões de sócio e bandeiras encarnadas.

 

Eu vivia então longe do País: assisti ao desafio a 14 mil quilómetros de distância, pela televisão, com oito fusos horários de diferença, já na madrugada de 15 de Dezembro de 1986. Mas lembro-me como se fosse hoje da exibição portentosa daqueles jogadores, que se tornaram heróis do panteão leonino. Lembro-me sobretudo do nosso "Manel", que parecia apostado em rebentar a escala, superar todos os obstáculos, ver inscrito o seu nome em Alvalade com letras de ouro a título vitalício.

É um dos golos dele que quero aqui destacar. O nosso quinto - o mais belo do lote. Que começa com uma jogada de insistência desenhada por Litos no flanco esquerdo, levando ao tapete a ala encarnada e assistindo o capitão. Manuel Fernandes, com perfeita leitura de jogo, domina o corredor central e mergulha em direcção à bola, cabeceando-a com intensidade e colocação, bem enquadrado com a baliza de Silvino. Reparem bem nas imagens do resumo que aqui trago: vale a pena ver e rever toda a jogada.

Registou-se uma explosão de alegria na equipa comandada por Manuel José, com réplicas em todas as bancadas do saudoso estádio José Alvalade - excepto no sector confinado aos benfiquistas, que começaram a fazer uso imoderado dos isqueiros.

 

Volto ao resumo deste jogo, aqui com locução de Gabriel Alves e Rui Tovar, sempre que a equipa do Sporting atravessa ocasionais crises de inspiração. O vídeo integral da segunda parte devia aliás constar das sessões de treino motivacional em Alcochete: é quanto basta para recarregar baterias.

E lembro-me também sempre deste jogo quando vejo Diamantino dar largas ao seu imenso fel contra o Sporting em todas as intervenções que faz na pantalha, onde agora é comentador de futebol. Sou incapaz de dissociá-lo desta monumental derrota do SLB. E consigo entender a amarga penitência que ele continua a cumprir quase trinta anos depois.


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16 Fev 16

 

Golo de MATÍAS FERNÁNDEZ

Sporting-Everton, 1/16 Liga Europa (2ª mão)

25 de Fevereiro de 2010, Estádio José Alvalade (Alvalade XXI)

 

Estávamos já na segunda volta do campeonato de 2009/2010 que terminaria mais cedo do que o habitual devido à participação da selecção portuguesa no Mundial de 2010 na África do Sul. 

Olhando para trás e comparando o futebol que praticávamos na altura com aquele que jogamos hoje, é difícil encontrarmos pontos de comparação, desde logo, a qualidade e o querer de alguns jogadores de então e a garra, a vontade de vencer que temos agora.

Era um Sporting presidido por José Eduardo Bettencourt e treinado por Carlos Carvalhal, do plantel faziam parte jogadores como Florent Sinama-Pongolle, um jogador que A Bola apontara ao Benfica mas que o Sporting conseguira contratar (uma espécie de Carrillo mas a fazer o caminho inverso).

O jogo disputou-se numa quinta-feira de Inverno às 20H00 num estádio, incrivelmente, despido, poucos eram os que acreditavam que o Sporting conseguisse "virar" o resultado de 2-1 que trouxera de Liverpool, dizia-se, na altura, que o Everton marcaria um golo em Alvalade e seria o descalabro.

A equipa inglesa nessa época já derrotara o Chelsea (o da altura e não o desta época que até com o Porto de Lopetegui perdeu) e o Manchester United.

Contra todas as previsões, o Sporting efectuou um jogo épico. Derrotou o Everton por 3-0 e a cereja no topo do bolo é o golo de Matías Fernández, uma obra de arte que ficará para sempre gravada na memória de quem a viu ao vivo.

Este golo foi marcado ao minuto 93. Adivinhem? Foi isso mesmo... muitos adeptos (se é que se podem chamar assim) já estavam a sair ou fora do estádio e só mais tarde, em casa, conseguiram apreciar a peça de filigrana que perderam.

Uma nota final, no domingo seguinte golearíamos o Porto pelo mesmo resultado. Todos os resultados dessa temporada aqui.


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15 Fev 16

 

Golo de JOÃO MORAIS

Sporting-MTK, final da Taça das Taças

15 de Maio de 1964, Estádio do Duerne (Antuérpia, Bélgica)

 

Há golos do Sporting que, mesmo não tendo sido testemunhados em directo por qualquer de nós, fazem parte do nosso património afectivo. São golos que se integram na tradição oral dos adeptos leoninos, cujo relato é transmitido de avós para netos, de pais para filhos.

Golos que jamais se apagarão do nosso imaginário colectivo.

 

Talvez o mais memorável desses golos - que até teve direito a canção e entrou no léxico comum dos portugueses - foi o do "cantinho do Morais". Um golo de execução perfeita, do ponto de vista técnico, e que selou a conquista do mais precioso troféu futebolístico internacional até hoje conquistado pelo nosso clube: a Taça dos Vencedores das Taças, disputada contra os húngaros do MTK de Budapeste num estádio de Antuérpia, segunda maior cidade belga.

Eu não vi esse jogo mas sei tudo sobre ele. Sei que foi precedido de outro desafio com a mesma equipa finalista que resultou num empate 3-3. Sei que culminou o mais brilhante percurso competitivo do Sporting em futebol no plano internacional, com outros confrontos míticos: os  5-0 em Alvalade frente ao Manchester United de Bobby Charlton, Dennis Law e George Best; os 16-1 contra o Apoel de Chipre, ainda hoje registada como a maior goleada de sempre nas competições europeias.

 

A finalíssima ocorreu escassas 48 horas após a final disputada no estádio do Heysel, em Bruxelas: mal houve tempo para recuperar forças. Morais, que era defesa esquerdo, alinhou neste encontro decisivo na posição de avançado - alteração impensável nos dias de hoje.

Iam decorridos 19 minutos quando marcou o canto. A bola, muito bem colocada, descreveu um arco e aninhou-se nas redes do guardião húngaro perante a euforia dos sportinguistas que acompanhavam o jogo no local ou através das imagens televisivas ou dos relatos radiofónicos. À chegada a Lisboa, a nossa equipa foi recebida por caloroso banho de multidão. Vários dos jogadores que participaram nessa final continuam entre nós e bem podem testemunhar isso - Carvalho, Pedro Gomes, Alexandre Baptista, José Carlos e Figueiredo, por exemplo. Ou Hilário, titularíssimo como lateral direito mas que não pôde jogar em Antuérpia por ter fracturado a tíbia e o perónio cinco dias antes, contra o Vitória de Setúbal.

 

Morais - que viria a brilhar dois anos mais tarde, no Mundial de Inglaterra - já não está connosco. Mas a memória do seu belo golo perdura através das gerações como um toque de eternidade. Também disto é feita a magia do futebol.


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06 Fev 16
Os melhores golos do Sporting (13)
Frederico Dias de Jesus

 

Golo de ISLAM SLIMANI

Sporting – SC Braga (Final da Taça de Portugal)

31-5-2015, Estádio do Jamor.

 

O golo é uma manifestação de alegria, conquista, mas por vezes também de raiva e injustiça. O golo é como uma casa de espelhos, onde mil e uma imagens nossas são projectadas, no reflexo de uma cadeira de estádio, de um sofá em casa ou de uma simples cadeira de café rodeada de fumaça e imperiais. Os golos não vivem apenas da nota artística dos executantes, mas das circunstâncias da nossa vida, dos nosso traços de personalidade e muitas, mas muitas vezes dos momentos de forma da nossa equipa. Fui-me apercebendo disso, um pouco inconscientemente, ao longo destes anos como adepto deste nosso grande clube. Por isso quando esta série foi lançada, à mesa do Império, pensei em dois ou três golos marcantes, e depois... pensei na circunstância. E como o ponta-de-lança que aproveita o passe a rasgar a defesa, a abertura de espaço entre os centrais ou o timing perfeito no salto, após uma pincelada milimétrica do artista na ala: o golo é circunstância, para quem marca e para quem festeja.

 

Durante a época 2014/2015 não tive a oportunidade de ver e celebrar muitos dos golos do Sporting. Não estava em casa. Distante, algures no hemisfério sul. Longe de duas famílias. Uma delas, está claro, o Sporting. O streaming e os bares não ajudavam, um pelo fraco sinal e outros pelo fraco gosto na transmissão de jogos de outros países. Lembro-me ser duro não poder comentar um jogo com o meu avô, com o meu irmão, chegar a casa e contar aos meus pais os detalhes, os pormenores de cada jogo. Contudo, no dia anterior ao final da Taça decidimos, eu mais uns amigos, infiltrar a casa de uns lampiões (tinham a melhor televisão) e tentar o streaming (fomos Inácios com todo o gosto). Patuscada combinada, e lá estávamos no outro dia ostentando a verde-e-branco de Leão rampante! Éramos três, rodeados de pessoas com alguma falta de gosto. Mas o Sporting é isto: contra tudo e contra todos, nós fazemos a festa verde.

 

O streaming estava bom, os petiscos e a “gelada" melhores ainda, até que o árbitro decidiu provocar uma pequena congestão, não com o penálti assinalado prematuramente, mas com o excesso de punição sobre Cédric. A insolação fez o “juiz” da partida ver, no que seria amarelo, um cartão da cor da equipa adversária do Sporting – vá-se lá perceber a mente humana. Agarrámos os cachecóis com mais força, e o Rafa lembrou-se de fazer um segundo para o Braga. Chegou o intervalo, havia rostos desolados no lado verde e troça nas palavras dos anfitriões. Sentámo-nos para a segunda parte. Pedi aos Deuses do Futebol - aquele quinteto maravilha da música, os Violinos do Olimpo - que dessem um empurrãozinho aos nossos rapazes...

Não sei se ouviram as minhas preces, mas ao minuto 83 (segundo 16) surgiu o sinal, a reviravolta. Um passe monumental da defesa, em chuveirinho, para a área adversária, mau alívio do defesa do Braga, e o messias desta reviravolta, o Príncipe do Magreb, o Leão Argelino, recebe a bola, simula, faz com que dois defesas saiam da sua frente chocando um no outro, puxa o pé direito atrás e chuta....

 

Todos vimos aquela bola a rolar devagarinho para o canto inferior esquerdo, pareceu uma eternidade, parecia que o guarda-redes ia apanhá-la. Mas o Slimani sabia que ela só ia parar no seu destino: as redes do Jamor. Tinha-lhe fadado o destino com o pé direito. Tinha assinado a reviravolta e assassinado a crença daquela filial perdida a norte. Celebrei euforicamente, não tinha ganho nada – ainda – mas tinha visto o meu Sporting ressuscitar. O Slimani foi ao submundo resgatar esta alma perdida como se de uma encarnação de Orfeu se tratasse.

 

E com este golo soube que há golos que trazem as vitórias consigo, e que há golos que têm a força de unir ainda mais esta família, afastando dela os parentes de cativo que são peso morto de corpo presente. Porque os verdadeiros Leões acreditam até ao fim, porque a União faz todo o Esforço, Dedicação e Devoção valerem cada segundo da Glória.


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