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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada em Bucareste.  Justíssimo triunfo do Sporting hoje na capital romena, frente ao Steaua: demos 5-1 à turma da casa. A nossa equipa demonstrou ser claramente superior, tanto em termos individuais como colectivos.

 

De somar dez golos em dois jogos. Segunda goleada consecutiva: depois dos cinco espetados ao V. Guimarães, no sábado, agora mais cinco ao Steaua.

 

Da nossa primeira vitória na Roménia. Nunca antes o Sporting tinha triunfado em estádios romenos. As tradições existem também para isto mesmo: para serem quebradas.

 

Da nossa entrada na partida. Primeiros 15 minutos de intensa dinâmica coroados com o nosso golo inaugural, apontado por Doumbia. Entrámos a mandar, bem instalados no corredor central, dominando nesse período, que foi de sentido único.

 

Do nosso ímpeto ofensivo. Dez remates à baliza ao longo de toda a partida. Uma estatística que demonstra bem a pressão leonina durante a maior parte deste jogo.

 

De Bruno Fernandes. Grande partida do médio ofensivo, para mim o melhor em campo. Com passes longos, fez assistências para dois golos (o segundo e o terceiro). Teve ainda intervenção no início da excelente jogada colectiva que resultou no nosso quinto.

 

De Bas Dost. Jorge Jesus lançou-o só aos 59', optando inicialmente por Doumbia. Mas o holandês não se deixou desmoralizar: aos 75', já estava a marcar. Apontando o quarto golo leonino, num rapidíssimo lance de contra-ataque. E com intervenção no quinto: é dele o remate inicial à baliza. Mantém a excelente média: quatro golos em quatro jogos oficiais nesta nova temporada.

 

De Gelson Martins. Primeira parte algo insípida do jovem internacional, de quem se espera sempre uma exibição superlativa. Mas soltou-se no período complementar, evidenciando os seus habituais atributos: velocidade, criatividade, capacidade de desequilíbrio. Marcou um golo, o terceiro, aos 64' coroando uma jogada de insistência que protagonizou no eixo do terreno. E assistiu Bas Dost no quarto.

 

Das estreias de Doumbia, Acuña e Battaglia a marcar em jogos oficiais pelo Sporting. Quem estava muito preocupado pela dependência da equipa face a Bas Dost em matéria de golos ficou certamente mais descansado. Doumbia foi o primeiro a rematar com êxito, aos 13'. Acuña marcou o segundo, aos 60'. Battaglia fechou a conta ao apontar o quinto, aos 88'.

 

De termos carimbado o passaporte para a Liga dos Campeões. Eliminatória de acesso cumprida com inegável êxito. E quase 15 milhões garantidos para os cofres de Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Que tivéssemos sofrido o primeiro golo. Ao quinto jogo oficial, as nossas redes foram enfim devassadas. Mas o balanço é claramente positivo: 13 marcados até ao momento e apenas um sofrido.  

 

Das facilidades consentidas pela nossa defesa no golo romeno. O Sporting tinha-se adiantado no marcador sete minutos antes quando o Steaua empatou, causando alguns calafrios aos adeptos leoninos. Não havia necessidade.

 

De Coates. O internacional uruguaio mostrou-se intranquilo, desconcentrado, errando passes, mostrando-se incapaz de fazer a diferença nas bolas paradas ofensivas e praticamente endossando a bola ao adversário no lance do golo solitário do Steaua. Esteve muito abaixo do nível a que nos habituou.

 

Do empate que se registava ao intervalo. Resultado muito lisonjeiro para a equipa romena, que foi sempre inferior ao Sporting. Ainda demoraríamos um quarto de hora a desfazer esse impasse.

 

Da lesão de Adrien, forçado a sair aos 72'. Oxalá não seja grave. Nem prolongada.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. A primeira da época. Recebemos e vencemos esta noite por 5-1 a simpática equipa do Praiense, da Ilha Terceira, que disputa o Campeonato Nacional de Seniores. E seguimos em frente na Taça de Portugal, tendo recorrido quase apenas à nossa "segunda linha".

 

De três estreias na nossa equipa. Ricardo Esgaio e Matheus Pereira alinharam pela primeira vez na equipa principal nesta temporada, ambos como titulares. E o argentino Marcelo Meli, em estreia absoluta em desafios oficiais pelo Sporting, lançado enfim ao minuto 83. Todos cumpriram, cada qual à sua maneira.

 

De Bruno César. O melhor jogador em campo, a larga distância dos restantes. Grande exibição do médio brasileiro, que marcou um golo, fez assistências para dois outros, sofreu a grande penalidade que permitiu a Adrien virar o resultado a favor do Sporting, iam decorridos 47 minutos, e ainda atirou uma bola à trave (87'). Excelente ensaio geral para o desafio de terça-feira da Liga dos Campeões, também em Alvalade, frente ao Real Madrid.

 

De André. O reforço brasileiro confirmou hoje que tem vocação para ponta de lança. Entrou aos 78' e logo no minuto seguinte, na primeira vez em que tocou na bola, marcou um golo, dando a melhor sequência a um lance de bola corrida. Viria a marcar outro, quase fotocópia do primeiro, confirmando que merece a confiança do treinador e dos adeptos. Nota muito positiva.

 

De Adrien.  Jesus não o poupou: o capitão, que veio há pouco de uma lesão prolongada, precisa de mais rotinas de jogo. E correspondeu, bem à sua maneira, marcando muito bem uma grande penalidade e fazendo ainda uma assistência para o golo de Bruno César. Sempre em alta rotação: com ele em campo parece tudo mais fácil.

 

Do golo do Praiense. Ainda não se tinham esgotado o segundo minuto de jogo quando a turma açoriana marcou o golo inaugural da partida, gelando Alvalade. Uma jogada de sonho, com apenas dois toques: pontapé de baliza muito longo do guarda-redes Tiago Maia, à distância de 70 metros para a ala direita, onde Filipe Andrade a recebeu e rematou sem preparação mas muito boa colocação. Um golo de belo efeito.

 

Do verde e branco original. Gosto sempre de ver jogar o Sporting com o equipamento Stromp. O primeiro equipamento da nossa história, de grande beleza estética e totalmente inconfundível.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido logo no início. Uma equipa com aspiração a conquistar tudo, como é a do Sporting, não pode entrar num jogo destes a perder. Sobretudo contra um onze de um escalão bastante inferior.

 

Da reviravolta tardia. Chegámos empatados ao intervalo. E só a partir do minuto 47, quando Adrien converteu o penálti, passámos a estar em vantagem.

 

De Castaignos. O holandês estreou-se como titular do Sporting, na posição de ponta de lança, mas ficou muito aquém das expectativas. Não conseguiu aproveitar nenhuma das oportunidades, tendo falhado golos aos 9' e aos 53'. Apanhado diversas vezes em fora de jogo, numa dessas ocasiões fez invalidar um golo, apontado por Matheus Pereira. Cedeu o lugar a André, que demonstrou muito mais eficácia.

 

De Elias. Fez parceria com Adrien no meio-campo, dada a ausência de William Carvalho. Mas voltou a não ser o criativo que a equipa exige naquela posição. Parece incapaz de fazer um passe longo e tem uma visão de jogo muito limitada. Foi um dos elementos mais discretos da equipa leonina.

 

De Alan Ruiz. Jesus deu-lhe nova oportunidade, fazendo-o alinhar como titular. E ele voltou a desperdiçar a confiança que o técnico nele depositou. Lento, preso de movimentos, muito individualista, limitou-se a um disparo aos 14', que embateu no poste. Quase não fez mais nada de relevante.

 

Do trio de arbitragem. Pelo menos três lances mal assinalados como fora-de-jogo para o Sporting (2', 15', 59') e duas penalidades que ficaram por marcar (sobre Douglas aos 40', sobre Castaignos aos 76'). Mau desempenho da equipa liderada pelo bracarense Luís Ferreira.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada. Outra vitória por números esmagadores do Sporting neste campeonato. Desta vez frente ao V. Setúbal, que já tínhamos goleado na primeira volta. Então vencemos por 6-0, esta noite levaram 5-0. E bem podiam ter encaixado mais dois ou três, não fosse a boa exibição de Ricardo, o guarda-redes sadino, que impediu in extremis dois golos de Slimani, autor de um soberbo disparo logo aos 18' e reincidente num remate em jeito, muito bem colocado, aos 43'.

 

Da exibição. Excelente demonstração de categoria e classe da nossa equipa, que sufocou a do Setúbal, cortando-lhe sistematicamente as saídas, ganhando todas as segundas bolas e comprimindo a turma adversária numa área de 30 metros. A dinâmica leonina foi ainda mais avassaladora na segunda parte, em que quase não decorreram dois minutos sem uma jogada de perigo.

 

De Gelson Martins. Entrou em cima da hora como titular, rendendo João Mário. E cumpriu com brilhantismo a missão, marcando dois golos. O primeiro da série de cinco, logo aos 25', foi decisivo, picando a bola com mestria. O outro foi marcado aos 54', culminando um lance exemplar de ataque, inaugurando-se assim 35 minutos de luxo da nossa equipa naquela que foi talvez a exibição mais conseguida neste campeonato. 

 

De Bryan Ruiz. Foi a figura de um jogo onde vários dos seus colegas também brilharam. É dele a assistência para o primeiro golo de Gelson. E foi ele a marcar o quarto e o quinto da goleada - aos 71', dando o melhor seguimento à marcação de um livre apontado por Bruno César, e já no segundo minuto do tempo extra ao marcar ele próprio um livre directo de forma superior.

 

De Adrien. Novamente o motor da equipa. Parece estar sempre em todo o lado onde se disputa a bola, abrindo constantes linhas de passe. Um dos golos, o terceiro, é inventado por ele numa jogada de insistência que resultou numa assistência a Gelson e fez levantar o estádio, demonstrando bem como se tornou um dos melhores profissionais do futebol português.

 

De Rúben Semedo. Está cada vez mais confiante e motivado. Desta vez com uma exibição quase perfeita: cortou tudo quanto havia para cortar, antecipou-se aos adversários e repôs a bola sempre bem colocada nos colegas da frente. Com frescura física e inegável capacidade de ler o jogo.

 

Dos nossos laterais. Bruno César, pela esquerda, e Schelotto, pela direita, foram incansáveis no apoio ao ataque sem comprometerem na defesa. Duas apostas que Jorge Jesus ganhou.

 

Da vibração no estádio. Só quem lá esteve, como eu, consegue avaliar: este Sporting vence e convence, enchendo de alegria o público nas bancadas que nunca se cansa de puxar pela equipa. Desta vez, e apesar da chuva intensa que se prolongou por quase todo o dia, estivemos lá 43.327. Foi batido o recorde de assistências numa temporada desde que este estádio existe: 925.102 entradas.

 

De  ver o Sporting novamente na liderança do campeonato. Voltamos a estar em primeiro, com 83 pontos, pelo menos até se realizar o jogo Marítimo-Benfica. Este campeonato, disputado taco a taco, promete emoção até ao fim.

 

 

Não gostei

 

Da inoperância total da equipa adversária. Rui Patrício não fez uma defesa ao longo de todo o jogo, dada a impotência dos setubalenses.

 

Do cartão amarelo mostrado a Adrien logo no início da partida. À primeira falta aparente, com apenas 14 minutos de jogo e sem que o lance o justificasse, o nosso capitão foi sancionado. Falhará o encontro decisivo em Braga, na próxima jornada, por acumulação de cartões.

 

Do festival de cartões exibidos por Tiago Martins. Dir-se-ia que houve uma batalha campal no estádio. Mas não aconteceu nada disso: foi só uma arbitragem à portuguesa, com certeza.

 

Do penálti sobre Slimani que ficou por marcar. Iam decorridos 20' quando o argelino foi claramente carregado na grande área sadina, ainda com 0-0. O árbitro fez vista grossa.

 

De um falhanço de Teo Gutiérrez. O colombiano, autor do segundo golo aos 37', podia ter bisado aos 51', quando Bruno César lhe entregou a bola num lançamento em profundidade, isolando-o. Excelente oportunidade, infelizmente desperdiçada: Teo foi incapaz de marcar tendo apenas o guarda-redes à sua frente.

 

Da ausência de João Mário devido a um problema muscular. Mas, em boa verdade, o nosso médio desta vez nem fez falta: os companheiros deram boa conta do recado, numa organização colectiva irrepreensível.

Os nossos jogadores, um a um

Vencemos e convencemos mais um clássico do futebol lisboeta: esta noite, no estádio do Restelo, o Sporting vulgarizou por completo o Belenenses. Numa partida de sentido único em que chegámos ao intervalo a ganhar por 2-0 e podíamos já então ter conseguido uma vantagem bem mais alargada, com Teo (duas vezes) e William Carvalho a desperdiçar flagrantes hipóteses de golo.

Na etapa complementar, mais três: ampliámos o marcador por mérito do nosso caudal ofensivo e do nosso meio-campo muito bem oleado. Só tirámos o pé do acelerador no último quarto de hora, período em que a equipa anfritriã marcou por duas vezes, reduzindo a desvantagem. Mas isto não tirou brilho à concludente vitória leonina - mais uma fora de casa.

Após esta segunda goleada consecutiva, mantemos intactas as aspirações ao título. E ampliámos a vantagem em relação ao FC Porto, cada vez mais num distante terceiro lugar, agora a sete pontos de distância.

O melhor em campo foi Slimani.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Sofreu dois golos, aos 76' e 88', mas sem responsabilidade em qualquer dos lances, que resultaram de excesso de liberdade dos marcadores na nossa grande área. Mostrou-se atento e bem posicionado.

SCHELOTTO (7). Parece estar a agarrar a titularidade, melhorando de jogo para jogo. Cria sucessivos desequilíbrios na sua ala. Um desses lances, aos 54', culminou num centro perfeito de que viria a resultar o nosso terceiro golo.

COATES (7). Tranquilo, muito concentrado, continua a fazer uso da sua elevada estatura para fazer a diferença. Não só atrás mas também à frente. Participou na jogada do nosso quarto golo ganhando uma bola dentro da área.

RÚBEN SEMEDO (6). Continua a combinar muito bem com o colega uruguaio no eixo da defesa. Mais comedido do que Coates, revelou segurança e boa condição física. Nem sempre acertou, mas nunca comprometeu.

BRUNO CÉSAR (6). Jogou como lateral esquerdo adaptado pelo segundo desafio consecutivo. Destacou-se menos do que na jornada anterior, frente ao Arouca, em que jogou menos retraído. Os centros nem sempre lhe saíram bem.

WILLIAM CARVALHO (7). Está de regresso à melhor forma, como voltou a demonstrar no Restelo, onde se destacou na recuperação de bolas e na qualidade de passe. Faltou-lhe apenas ter marcado um golo que desperdiçou aos 15'.

ADRIEN (8). Excelente partida do nosso capitão, coroada com o melhor golo do Sporting - o terceiro, um tiro disparado de fora da área aos 54' que acabou por ser o da vitória. O quarto golo começa também nos pés dele. Saiu aos 72'.

JOÃO MÁRIO (7). Alargou a nossa frente de ataque com as suas constantes mobilizações que baralharam por sistema a incipiente marcação adversária. Iniciou o lance do quinto golo, numa exibição da sua excelente técnica individual.

BRYAN RUIZ (6). Regressou fatigado da sua participação na selecção da Costa Rica, abaixo do nível a que nos tem habituado. Na sua melhor jogada, aos 31', conseguiu um penálti. Falhou golo aos 57', a passe de Teo. Saiu aos 72'.

TEO GUTIÉRREZ (7). A melhor exibição do colombiano neste campeonato valeu-lhe dois golos (58' e 78'). Podia ter marcado aos 13' e 20'. Protagonizou bons lances individuais e manteve-se em campo durante os 90 minutos.

SLIMANI (8). Voltou a ser decisivo. Abriu o marcador aos 23'. E foi categórico na marcação do penálti, aos 32'. Fez um passe de calcanhar para William que quase deu golo. Está cada vez melhor do ponto de vista técnico. Saiu aos 83'.

CARLOS MANÉ (6). Entrou aos 72' e não tardou a mostrar os seus dotes técnicos com uma excelente incursão pela esquerda que funcionou como assistência para o quinto golo. Merecia mais tempo de jogo.

AQUILANI (4). Rendeu Adrien aos 72', mas foi um pálido substituto, sem a dinâmica do capitão. Pareceu desenquadrado do colectivo, com pouca inspiração.

BARCOS (4). Substituiu Slimani aos 83', numa fase em que o jogo já estava decidido, voltando novamente a não ter hipóteses de mostrar o que vale num estádio português.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa goleada. A segunda consecutiva, desta vez no Restelo, num dérbi de Lisboa. Vitória concludente por 5-2. Sem a menor contestação.

 

De Slimani. Marcou mais dois golos, ultrapassando a meia centena ao serviço do Sporting. O primeiro, logo aos 23', teve uma excelente execução técnica do argelino, que fez uma boa recepção, mudou de pé tirando um defesa do caminho e rematou com muito boa colocação, abrindo caminho à goleada. O segundo golo da equipa foi também dele, de penálti. E ainda marcou um terceiro, aos 59', anulado por um fora de jogo muito mal assinalado pelo árbitro auxiliar.

 

De Adrien. Voltou a fazer um excelente jogo, comandando a pressão alta exercida pela nossa equipa, que sufocou o Belenenses no seu reduto. E coroou a exibição com um belíssimo golo - um disparo indefensável, aos 54'. O nosso terceiro nesta partida.

 

De João Mário. Desta vez não marcou. Mas participou na construção do quinto golo, conferindo o seu habitual toque de classe à organização ofensiva do Sporting. Venceu sistematicamente os confrontos individuais e alargou sempre o jogo leonino.

 

De Teo Gutiérrez. Voltou a bisar, pela segunda jornada consecutiva. Foi ele a marcar os golos 4 e 5, aos 58' e 78'. E foi sempre uma unidade muito móvel, integrando-se bem na dinâmica colectiva.

 

De William Carvalho. Fez a diferença ao recuperar inúmeras bolas e relançando-as quase sempre com precisão. Foi um baluarte do meio-campo e o primeiro a estancar a débil corrente ofensiva do Belenenses. Isolado, quase marcou aos 15'. Foi pena ter escorregado: merecia aquele golo que não chegou a acontecer.

 

Da nossa primeira parte. Já ganhávamos 2-0 ao intervalo, mas sabia a pouco: podíamos ter marcado pelo menos mais três. O Sporting foi sempre muito forte, jogando a um ritmo intenso, sem conceder a menor hipótese à equipa anfitriã.

 

Do apoio dos adeptos. Houve festa nas bancadas do Restelo, com a larga maioria do público a apoiar a nossa equipa do princípio ao fim.

 

De vermos aumentar a distância face ao FC Porto. A equipa treinada por José Peseiro, hoje derrotada em casa pelo Tondela, último classificado do campeonato, está já sete pontos atrás do Sporting.

 

De nos mantermos na corrida ao título. Faltam ainda seis jornadas e temos apenas menos dois pontos que o Benfica.

 

 

Não gostei

 

Da tentativa de Teo Gutiérrez de marcar o penálti. Foi preciso Jorge Jesus irritar-se e ordenar sem a menor dúvida que a grande penalidade devia ser batida por Slimani, que ambiciona ser o melhor marcador do campeonato. O argelino não falhou.

 

Do golo mal anulado a Slimani aos 59'. As repetições deixam bem claro que o nosso ponta-de-lança estava totalmente em jogo.

 

De sofrer dois golos. Foram grandes remates, sem hipóteses para Rui Patrício, aos 76' e 88'. Mas com demasiada liberdade de movimentos dada a quem os marcou.

 

Do amarelo mostrado a Adrien. Por acumulação de cartões, o nosso capitão ficará fora da próxima partida, frente ao Marítimo.

Os nossos jogadores, um a um

Mais uma goleada leonina neste campeonato (após o 5-1 ao V. Guimarães, o 6-0 ao V. Setúbal e o 4-0 ao Nacional). Esta sucedeu muito naturalmente contra uma das equipas com melhor prestação até agora na Liga 2015/16. O Arouca foi hoje vulgarizado em Alvalade pelo Sporting, que não deu espaço nem tempo de construção à equipa adversária.

Marcámos cinco golos e só sofremos um, aliás apontado em fora-de-jogo. Mas não fomos superiores apenas no marcador: fomos em tudo o resto. Manobra táctica, qualidade de circulação da bola, robustez psicológica. Exercemos domínio territorial absoluto, sobretudo na primeira parte. Os números não enganam: ao intervalo, já vencíamos por 4-0.

Algumas notas deste jogo: Bryan Ruiz voltou aos golos (e Alvalade rebentou em aplausos ao costarriquenho), Teo Gutiérrez fez a sua melhor actuação em jogos do campeonato nacional e Bruno César mostrou muita qualidade na ocupação do corredor esquerdo, em que foi senhor absoluto. Tudo isto somado a um William Carvalho em grande evidência na recuperação de bolas e na definição de linhas de passe, e sobretudo a um João Mário que continua a exibir categoria e classe. Marcou dois golos de belo efeito e foi essencial na manobra leonina entre o meio-campo e o ataque.

O melhor desta partida, na minha opinião, foi ele.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Não teve necessidade de intervenções vistosas neste seu jogo nº 255 do campeonato nacional, mas mostrou-se sempre muito atento entre os postes. Destaque para defesas aos 18', 56', 66' e 70'.

SCHELOTTO (6). Desempenho irregular. Parece funcionar aos solavancos: tão depressa faz um raide pela ala direita culminando num centro com perigo como se desconcentra no processo defensivo. Mas balanço positivo, ainda assim. Destaque para uma acção ofensiva aos 54'.

COATES (7). Parece sentir-se muito à-vontade como patrão da defesa leonina. Atento, concentrado, fazendo bom uso da sua elevada estatura (1,96m). Foi decisivo ao cabecear no lance do primeiro golo, dando até a sensação de ter sido ele a marcar.

RÚBEN SEMEDO (6). Um pouco mais discreto do que o seu colega do eixo central, faz no entanto uma boa parceria com ele. Não complica, não inventa, não atrapalha. Joga de forma simples, sem pensar na "nota artística", como ficou evidente nos cortes feitos aos 57' e 58'.

BRUNO CÉSAR (7). Grande exibição do brasileiro durante toda a primeira parte. Marcou dois cantos de que resultaram dois golos. Foi dono e senhor da ala esquerda, onde Jesus o colocou. Na segunda parte, já fatigado, esteve menos em evidência. Mas continuou a ser útil.

WILLIAM CARVALHO (8). Um pilar do onze leonino, onde desempenhou da melhor maneira a missão de médio defensivo. Recuperou bolas e lançou-as bem colocadas aos colegas da frente. Revela elevados níveis de confiança - o que se reflecte na organização colectiva do Sporting.

ADRIEN (7). Ainda sem estar ao melhor nível, após a recente lesão, protagonizou alguns lances que confirmam o seu talento. Nenhum tão notório como o do minuto 32: galgou mais de 20 metros tirando três adversários do caminho e fazendo uma soberba assistência para o segundo golo de João Mário. Saiu aos 61'.

JOÃO MÁRIO (8). Até há pouco parecia faltar-lhe veia goleadora. Hoje ninguém reparou nisso. Marcou dois golos - o primeiro aos 18', com execução perfeita, após passe de Teo; o segundo na sequência da primorosa assistência de Adrien. Sem falhar a pontaria. Superior nos movimentos interiores. Foi o melhor em campo.

BRYAN RUIZ (7). Ei-lo de regresso aos golos. E até começou por falhar, logo aos 4', quando cabeceou para fora a curta distância da baliza, em zona frontal. Mas aos 60' marcou mesmo, com um soberbo chapéu ao guarda-redes adversário. Saiu aos 71', muito aplaudido.

TEO GUTIÉRREZ (7). A melhor exibição do colombiano neste campeonato foi coroada por dois golos. Ambos marcados na sequência de cantos, aos 15' e 45'. Movimentou-se muito bem, baralhando marcações. Aos 81' ainda teve vigor para protagonizar um grande lance ao primeiro toque com Aquilani que merecia ter terminado em golo.

SLIMANI (6). Ficou em branco. E não pareceu nada satisfeito quando Jesus o mandou sair, iam decorridos 61'. Mas trabalhou com afinco para a equipa. Excelente passe de calcanhar para João Mário aos 21'. E boa tabelinha com Adrien na jogada do terceiro golo.

BARCOS (4). Substituiu Slimani, entrando numa fase em que o jogo leonino já estava muito pausado, na gestão da goleada. Talvez por isso acabou por dar pouco nas vistas. Ainda não foi desta que os adeptos do Sporting ficaram a perceber o que realmente vale em campo.

AQUILANI (6). Rendeu Adrien aos 61'. Sem brilhantismo mas bem inserido na manobra táctica da equipa, ajudou a dar consistência ao meio-campo. Grande jogada a meias com Teo, oferecendo de bandeja o golo que Gelson Martins desperdiçou.

GELSON MARTINS (5). Substituiu Bryan Ruiz aos 71'. Já tem feito a diferença. Desta vez não aconteceu. Muito bem servido por Aquilani aos 81', tendo apenas o guarda-redes pela frente, atirou para a bancada.

Os nossos jogadores, um a um

Terceira goleada leonina na Liga 2015/16 - e a segunda fora de casa, após termos vencido o Setúbal no Bonfim por seis golos sem resposta. Desta vez o triunfo acabou por ter um sabor especial por ter ocorrido na Choupana, único palco de onde até agora saímos derrotados, frente ao União. Agora, contra o Nacional, nunca a nossa vitória esteve em questão: pelo contrário, dominámos o tempo todo e começámos a construir o resultado muito cedo, logo aos 3', num remate indefensável de Slimani, cabeceando como gosta e aproveitando da melhor maneira um canto muito bem marcado por João Mário.

Os outros golos foram surgindo a um ritmo pendular, traduzindo a supremacia leonina neste desafio: Adrien de penálti aos 52', João Mário de recarga aos 63', novamente Slimani convertendo uma grande penalidade aos 86'. E a goleada podia ter sido ainda mais expressiva: Bryan Ruiz introduziu aos 17' a bola na baliza mas o lance foi (mal) invalidado pela equipa de arbitragem.

Com um inédito par de defesas centrais que deu boas provas no terreno, Teo Gutiérrez desta vez no banco e Barcos mantido em Lisboa, o Sporting alinhou com seis jogadores da formação - prova evidente de que, ao contrário do que alguns diziam, Jorge Jesus não só aproveita os jovens talentos portugueses como faz questão de torná-los protagonistas dos seus processos de jogo.

A figura da partida, para mim, foi Slimani. Marcou dois golos, serviu Bryan para o que foi injustamente anulado e ainda disparou uma bola à barra. Cada vez tem mais vontade de se sagrar rei dos goleadores neste campeonato. Estamos todos a torcer por isso.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Fez a primeira defesa do desafio, aliás pouco difícil, quando já estavam decorridos 89'. Foi a primeira e única. No resto do tempo limitou-se a estar atento entre os postes.

JOÃO PEREIRA (7). Introduziu grande vivacidade à ala direita da equipa, ganhando praticamente todos os confrontos individuais. É um dos jogadores mais em evidência neste Sporting 2015/16.

RÚBEN SEMEDO (8). Intransponível. Seguro nos cortes, colocando a bola sempre bem direccionada no início do processo ofensivo, actuou de modo irrepreensivel no lugar do lesionado Paulo Oliveira.

COATES (8). Impecável no jogo aéreo, combinou muito bem com o parceiro do eixo central da defesa. Nem parecia que era apenas o seu segundo jogo no Sporting. Excepcional passe longo para Slimani aos 77'.

MARVIN (6). O mais irregular elemento da nossa defesa. Teve bons apontamentos, mas continua sem fazer esquecer o ausente Jefferson - sobretudo nos centros com conta, peso e medida para a grande área.

WILLIAM CARVALHO (8). Atento às dobras dos laterais, foi crucial no domínio indiscutível do Sporting no meio-campo. Grande passe criativo aos 18', demonstrando que volta a estar em excelente forma.

ADRIEN (7). Um pouco abaixo no nível superlativo a que nos tem habituado, confirmou-se como o nosso melhor marcador de penáltis ao converter o que resultou no segundo golo. Saiu aos 72', poupado a maiores esforços.

JOÃO MÁRIO (8). Mestre do passe curto, senhor de inegável domínio técnico, nos pés dele começou a construir-se a vitória ao apontar muito bem um canto à cabeça de Slimani. Numa recarga, marcou o nosso terceiro golo.

BRUNO CÉSAR (4). Veio de uma lesão, jogou pouco mais de meia hora e voltou a lesionar-se. Enquanto esteve em campo denotou dificuldades físicas. Substituído por Carlos Mané aos 35'.

BRYAN RUIZ (7). Esteve algo apagado de início, mesmo tendo marcado um golo mal anulado. Soltou-se no segundo tempo, abrindo aos 51' um túnel na grande área de que resultou um penálti - e o nosso segundo golo.

SLIMANI (9). Dois golos convertidos, uma assistência para um terceiro (mal invalidado) e ainda uma bola atirada à barra. Que mais querem do argelino? É um dos grandes obreiros deste Sporting candidato a campeão.

CARLOS MANÉ (6). Jorge Jesus lançou-o aos 35', para o lugar de Bruno César. Uma bola a rasar o poste foi a maior proeza do jovem da nossa formação neste encontro em que acusou algum excesso de individualismo.

AQUILANI (5). Substituiu Adrien aos 72'. Ajudou a segurar o jogo numa fase em que o Sporting abrandava a velocidade mas rematou sem nexo à baliza. Uma exibição que soube a pouco.

SCHELOTTO (6). Entrada aos 79', rendendo Marvin mas alinhando na ala direita enquanto João Pereira transitava para a esquerda. Irrequieto, cavou a falta de que nasceriam o segundo penálti e o nosso quarto golo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada em Seúbal. A nossa maior da temporada até ao momento: derrotámos a turma sadina por 6-0 (golos aos 18', 41', 52', 58', 60' e 85'). Superando a vitória por 5-1 ao Guimarães.

 

Da excelente exibição leonina. Estivemos muito perto da perfeição. Em combatividade, criatividade, manobra táctica e qualidade técnica. Domínio absoluto num estádio que costuma ser difícil para as equipas visitantes.

 

Da estreia de Bruno César.  O nosso mais recente reforço fez jus à alcunha por que é conhecido: Chuta Chuta. Nesta estreia de Leão ao peito marcou dois golos e fez assistência para outro. Não podia ter esperado melhor.

 

De Slimani. Voltou a marcar mais dois golos. Já soma 12 no campeonato e 16 no conjunto das competições desta época - a sua melhor marca em três temporadas no Sporting. Há dois anos fez 10, na época passada fez 15. Esteve quase a marcar um terceiro hoje, aos 73'. E nunca baixou os braços, como já nos habituou.

 

De João Mário. Uma exibição sem mácula - a melhor da nossa equipa esta noite no Bonfim. Marcou o melhor golo, o quarto, participou na construção do terceiro e serviu Aquilani para o sexto. Com a capacidade técnica que todos lhe reconhecemos, foi um elemento essencial na edificação desta vitória. E chegou a ser aplaudido pelos próprios adeptos da equipa da casa.

 

De Bryan Ruiz. Um artista que dá gosto ver jogar. Combina cada vez melhor com os colegas, sobretudo Slimani - como hoje ficou bem evidente. Com a sua inegável qualidade de passe, serviu de forma soberba o argelino para o seu segundo golo.

 

De Adrien. Outra exibição superlativa. Atravessa a melhor época de sempre no Sporting: intervém em todos os lances, alargando e prolongando a frente de ataque. Com uma excelente visão de jogo, foi a ele a iniciar a construção do nosso golo inaugural, lançando muito bem João Mário pelo flanco esquerdo.

 

Da nossa capacidade de luta. Mesmo a ganharmos por cinco bolas de diferença, nunca baixámos os braços nem abdicámos da vocação atacante. Sem acusar o menor desgaste pelo desafio de há quatro dias em Alvalade contra o FC Porto.

 

Da nossa organização colectiva. Apesar dos excelentes valores individuais, o Sporting brilhou sobretudo no plano colectivo. Com lances ao primeiro toque, desmarcações constantes, tabelas sucessivas, perfeita circulação de bola.

 

Do nosso bloco defensivo. Temos o melhor registo da Liga 2015/16: apenas sete golos sofridos em 16 jogos.

 

Da actuação do árbitro. Jorge Ferreira contribuiu para a qualidade do espectáculo deixando jogar num desafio que foi sempre aberto. E conseguiu um prodígio para os maus hábitos do futebol português: o jogo chegou ao fim sem que ele exibisse um só cartão.

 

De ver o Sporting cada vez mais primeiro. Reforçámos a liderança devido ao empate caseiro do FC Porto frente ao Rio Ave. Levamos agora um avanço de quatro pontos.

 

 

Não gostei

 

Do equipamento alternativo. Confesso não morrer de amores por ver o nosso Sporting jogar com camisolas que quase me fazem lembrar as da Académica.

 

Do terreno empapado. Ainda assim não teve reflexos na qualidade do jogo.

Três goleadas seguidas

Havia quem dissesse que o Sporting pecava por faltava de golos. Esses já tiveram de meter a viola no saco. Balanço dos três últimos jogos, em três competições diferentes: três cabazadas, com 14 golos marcados e dois sofridos. A mais recente foi ao fim da tarde de hoje: 5-1 contra o Skënderbeu, da Albânia, na fase de grupos da Liga Europa. Com uma belíssima exibição da equipa leonina, quase toda da chamada segunda linha, sublinhada com calorosos e merecidos aplausos do público presente em Alvalade - que também aplaudiu o golo solitário dos albaneses, numa manifestação de salutar desportivismo.

Os nossos golos foram marcados por Matheus Pereira (2), Aquilani, Montero e Tobias Figueiredo.

Siga a dança. Faltam três dias para o Benfica-Sporting.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada em Santa Maria da Feira. A disparidade de forças em confronto era notória, pois o Espinho ocupa o último lugar no campeonato nacional de seniores. Mas vencer por 5-0 sabe sempre bem. Seguimos em frente na Taça de Portugal.

 

De Montero. O jejum de golos está definitivamente ultrapassado. O colombiano marcou dois (o terceiro e o quinto do Sporting) e foi o melhor em campo, dando um toque suplementar de eficácia e classe ao ataque leonino. O primeiro que marcou, aos 67', teve execução técnica perfeita: fintou um defesa, fintou outro e fuzilou a baliza do Espinho já com reduzido ângulo de remate. À matador.

 

Do reaparecimento de André Martins. Foi o primeiro a levar perigo à baliza do Espinho e também o nosso jogador mais acutilante durante a primeira parte. Iniciou a jogada que deu origem ao golo inaugural do Sporting, aos 31', com uma boa abertura para Capel que centrou para o remate vitorioso de João Mário. Continua a ser um exímio marcador de livres.

 

Do regresso de Capel aos golos. O andaluz marcou de cabeça, aos 61', num voo rasante frente à baliza do Espinho, correspondendo da melhor maneira a um grande passe de Carlos Mané.

 

Da estreia de Tanaka a marcar em jogos oficiais. O japonês teve enfim a sua oportunidade, que não desperdiçou: entrou aos 65', substituindo João Mário, e 12 minutos depois marcou o quarto golo do Sporting. De grande penalidade, muito bem executada.

 

Da estreia de Daniel Podence. O melhor jogador do Sporting B entrou em campo aos 73', para o lugar de Capel, e correspondeu às expectativas, mostrando-se veloz e com bom toque de bola. Tendo apenas 19 anos, promete regressar em breve à equipa principal. É uma boa aposta de Marco Silva noutro talento oriundo da nossa academia.

 

Das apostas em Marcelo Boeck e Miguel Lopes. Duas estreias nesta temporada oficial como jogadores titulares. Ambos cumpriram.

 

Do inconformismo. Mesmo estando já a ganhar folgadamente, a nossa equipa não baixou os braços, procurando novos golos. Precisamente a atitude que os adeptos esperam dela.

 

De ver o Sporting jogar com o equipamento Stromp. O mais tradicional, o mais clássico, o mais original, o mais elegante.

 

Da equipa do Espinho. Bateu-se com profissionalismo, em jogo digno da Taça de Portugal. Caiu de pé frente ao Sporting nesta quarta ronda após ter eliminado Camacha, Sanjoanense e Serzedelo.

 

 

Não gostei

 

Do resultado ao intervalo. Ganhávamos apenas por 1-0. Sabia a pouco.

 

De alguma apatia na primeira parte. O primeiro remate com perigo à baliza ocorreu apenas aos 21': André Martins desperdiçou uma excelente oportunidade, a passe de Carlos Mané.

 

De Jonathan. Há três dias alinhou pela selecção da Argentina, vice-campeã mundial. Apesar disso, hoje esteve muito nervoso neste jogo frente ao Espinho. Falhou muitos passes, perdeu vários confrontos individuais, serviu mal Capel no corredor esquerdo. Será apenas cansaço?

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. A nossa primeira deste campeonato. A nossa primeira vitória fora. Com quatro jogadores a facturar no campo do Gil Vicente. Um triunfo categórico: quatro golos sem resposta. Aos 12' já tínhamos dois.

 

Da exibição. Não vencemos apenas: convencemos também. Com uma exibição cheia de categoria e classe. À Leão.

 

De Nani. Novamente em grande. Assumindo-se como líder da equipa, o patrão indiscutível da linha ofensiva, o criativo deste Sporting 2014/15. Sempre em jogo, sempre em movimento, abrindo sucessivas linhas de passe, desequilibrou várias vezes a defesa adversária ocupando o corredor central do ataque. Um artista. E um trabalhador incansável também. Marcou um golo - o segundo na partida e o segundo pelo Sporting em cinco dias, novamente com excelente execução técnica. E participou na construção do terceiro e do quarto. O melhor em campo hoje: adorei vê-lo novamente festejar com um salto mortal à retaguarda.

 

De João Mário. Estreia como titular no campeonato, entrando para o lugar de André Martins como já sucedera quarta-feira, na segunda metade da partida na Eslovénia. Muito dinâmico, veloz, em grande forma física. Fez assistências para dois golos - o terceiro e o quarto. E desmarcou Slimani num lance aos 25' que quase originou outro. Agarrou a titularidade na posição 10. Prestem atenção a ele: veio para ficar.

 

De Adrien. Outro jogador em grande forma. Cometeu uma proeza digna de registo ao inaugurar o marcador, pondo fim à fugaz crise de golos da nossa equipa, com um forte disparo de fora da área após passe de Slimani. Foi quanto bastou para levantar o moral da equipa.

 

De Carrillo. Entrou só aos 71', para o lugar de Capel, mas teve tempo suficiente para marcar o quarto golo, coroando uma excelente jogada de contra-ataque que envolveu também Nani e João Mário. Foi o terceiro dele neste campeonato: já marcou mais na Liga 2014/15, à quinta jornada, do que em qualquer dos anos anteriores. É até agora o goleador da nossa equipa.

 

De Rui Patrício. Completou hoje 200 jogos ao serviço da equipa principal do Sporting, onde actua desde 19 de Novembro de 2006, quando foi lançado por Paulo Bento. É já o terceiro guarda-redes com mais jogos no nosso clube, após os históricos João Azevedo e Vítor Damas. Está de parabéns. E os colegas contribuíram para a festa, com um grande trabalho de equipa, neste jogo em que as redes leoninas permaneceram invictas.

 

Do nosso meio-campo. Foi indiscutivelmente superior ao do Gil Vicente, ocupando quase todo o tempo a área da equipa adversária. Os jogadores de Barcelos tiveram imensa dificuldade em progredir no terreno: isto ajuda a explicar o facto de não terem construído uma só situação de golo em toda a partida.

 

Da aposta contínua na formação. Alinhámos hoje com seis jogadores formados na nossa Academia. Nunca me cansarei de sublinhar este aspecto, que constitui uma das marcas específicas do Sporting.

 

Da intervenção do treinador. Marco Silva mexeu bem na equipa. Com João Mário e Capel titulares, além de Jonathan Silva no lugar de Jefferson, castigado. Continuou a jogar com as linhas subidas e mandou ocupar mais o corredor central do ataque. E não cedeu àqueles que exigiam a decapitação do eixo defensivo. Foi recompensado ao conseguir a primeira vitória confortável desta época: quem não arrisca não petisca.

 

Do apoio dos adeptos. Havia cerca de quatro mil sportinguistas a incentivar a equipa no estádio - mais do que os apoiantes do Gil Vicente. No Sporting o 12º jogador nunca falha.

 

 

Não gostei

 

Que Slimani tivesse desperdiçado um golo quase certo. Tinha apenas o guarda-redes pela frente, aos 25', quando João Mário o isolou. Mas o argelino acabou por atirar à figura. Felizmente redimiu-se ao marcar o terceiro golo, num lance semelhante.

 

De ver Jonathan Silva ainda preso de movimentos. O lateral esquerdo argentino ocupou hoje o lugar de Jefferson. Arriscou pouco no ataque e revelou alguma intranquilidade. Mas não esqueçamos que vem de uma lesão e este foi o seu jogo de estreia na Liga portuguesa.

 

Do persistente jejum de Montero. Marcou pela última vez no campeonato precisamente contra o Gil Vicente, em Dezembro de 2013. Mas nem esse incentivo funcionou neste jogo, onde entrou apenas aos 74' para substituir Slimani.

 

Da chuva de cartões amarelos. Foram oito num jogo globalmente correcto em termos disciplinares. Carlos Xistra arbitrou à portuguesa: em caso de dúvida, ia exibindo cartões, procurando roubar protagonismo aos jogadores. Em certos casos de forma ridícula, como aquele que mostrou a Slimani quando o argelino, carregado em falta, pediu um cartão para o adversário que viria efectivamente a ser admoestado desta forma.

 

Que cheguemos à sexta jornada com menos dois pontos do que em 2013/14. Mas tenho a convicção plena de que não tardaremos a superar esta diferença.

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