28 Jul 16

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 Foto A Bola

 

O chamado  "caso" João Mário - primeira telenovela da estação pateta do nosso jornalismo futebolístico, que vai abrir caminho a várias outras - acaba por constituir uma homenagem involuntária ao espírito combativo de Bruno de Carvalho por parte dos seus detractores.

Ao assumir a liderança do Sporting, em Março de 2013, o actual presidente leonino cortou radicalmente com péssimos hábitos instalados no clube - sobretudo ao nível da gestão dos seus principais activos, que são os jogadores.

Antes dele foi possível que um dos melhores defesas da nossa formação, Daniel Carriço, acabasse transferido por meros 750 mil euros, quando já era capitão da equipa. Hoje é um profissional cotado no campeonato espanhol, com duas Ligas Europas no seu currículo.

Antes dele foi possível outro grande defesa formado no Sporting, Eric Dier, ter um contrato de tal maneira lesivo para os interesses do nosso clube que encorajava qualquer agremiação inglesa a resgatá-lo por meros cinco milhões de euros. Assim sucedeu, com o Tottenham: Dier é hoje titular da selecção inglesa.

O Sporting, que foi sempre um clube formador por excelência, raras vezes colheu os frutos devidos dessa formação. Nenhum de nós esquece o que aconteceu com a venda de Cristiano Ronaldo, em 2003: aquele que viria a ser o melhor jogador do mundo foi despachado com apenas 18 anos, rendendo só  8,2 milhões de euros aos cofres leoninos. A pressa em vê-lo longe de Alvalade, por parte dos dirigentes da altura, foi imperdoável. Quase criminosa.

 

Bruno de Carvalho pôs fim a esta negligência lesiva dos nossos interesses. Actualizou salários, readquiriu passes dos jogadores, renovou contratos (o de João Mário teve a primeira actualização logo em Julho de 2013, quatro meses após a posse do presidente), subiu cláusulas de rescisão. Não voltará a repetir-se uma situação como a que nos levou a ficar privados do talento de Eric Dier após termos investido nele onze anos de formação.

Lembro-me bem do gozo generalizado de que foi alvo o presidente ao elevar as cláusulas a cada revisão contratual. Hoje os nossos principais rivais praticammesma política, sem que haja ninguém a gozá-los. Percebe-se porquê: isto defende os interesses de qualquer clube, por mais que possa desagradar a determinados empresários e a uma certa camada de agentes intermédios, pertencentes a uma clique parasitária que ambiciona enriquecer à custa do suor alheio.

 

Com João Mário, tal como sucedeu com outros jogadores de inegável valia, Bruno de Carvalho agiu com astúcia negocial mas de forma transparente, procurando acima de tudo defender o interesse do Sporting.

Antevendo as boas prestações do jogador na Liga 2015/16 e no Campeonato da Europa, o presidente actualizou o salário do nosso médio criativo e propôs-lhe a celebração de um novo contrato, prontamente aceite há menos de um ano. Um contrato que vincula até 2020 João Mário ao clube que o formou e fixa uma cláusula de rescisão inteiramente adequada ao seu valor. Nada mais natural, tratando-se daquele que é talvez o melhor activo do futebol leonino.

Na altura isto não suscitou o menor protesto por parte das virgens ofendidas que agora pululam por aí.

 

Dizem as notícias mais recentes que o empresário de João Mário terá recebido propostas de aquisição do jogador por parte de quatro dos maiores clubes europeus, oscilando entre 35 milhões e 40 milhões de euros. Sem perceberem, estes jornais vão prestando tributo à gestão de um presidente que tem conseguido valorizar como nunca os jogadores. Basta lembrar que há dois anos, sem acesso à equipa principal e pouco utilizado na equipa B, João Mário jogava por empréstimo no Vitória de Setúbal. Hoje é conhecido na elite do futebol europeu.

De que outro profissional do Sporting se podia dizer o mesmo antes de Março de 2013, quando seguíamos em décimo lugar no campeonato, não ganhávamos um só título interno desde 2008, havia cinco anos que permanecíamos fora do acesso à Liga dos Campeões e vendíamos jogadores ao desbarato - de  Matías FernándezRicky von Wolfswinkel - para cumprir elementares operações de tesouraria?

 

Hoje, apesar de continuarmos a honrar a pesada dívida que as gestões anteriores contraíram perante a banca, temos liquidez suficiente para recusar novas saídas de jogadores a preço de saldo, por mais que isso nos mantivesse nas boas graças dos empresários que só ambicionam somar milhões às suas contas bancárias.

Deixámos de estar com a corda na garganta, deixámos de agir em função do desespero de circunstância. A larga maioria dos passes dos nossos jogadores regressou à titularidade do Sporting. As renovações contratuais voltaram a defender os interesses do clube, sublinhando a nossa capacidade formadora, e beneficiaram igualmente os profissionais do futebol que servem da melhor maneira a instituição.

 

Hoje temos quatro futebolistas titulares da selecção que acaba de conquistar o cobiçado título de campeã da Europa.

Óptima notícia para os jogadores, cada vez mais valorizados - os “aurélios”, como orgulhosamente lhes chamamos em justa homenagem a esse grande descobridor de talentos que é o nosso Aurélio Pereira.

Óptima notícia para o Sporting, que vê reconhecida como nunca a sua excelência formadora e enriquecido o seu magnífico património humano.

Óptima notícia para todos nós, sócios e adeptos. Por vermos o clube bem gerido, a formação a produzir mais e melhores frutos e os patamares de exigência elevados como nunca.

 

Esperamos que seja uma via sem retorno. Para tornar cada vez mais distante aquele passado recente que nos deixou à beira do abismo.


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14 Set 15

Dando provas da sua grandeza, o Sporting Clube de Portugal continua a sua aposta na formação. Teve hoje início o 1º Curso de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva, uma iniciativa do melhor clube do mundo em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Trata-se de um curso de dupla certificação, que confere simultaneamente o 12º ano (e as condições de acesso ao ensino superior) e uma certificação de Técnico Profissional de nível 4. As aulas decorrem no Estádio de Alvalade e a componente prática (um dos grandes atractivos do curso) decorre em empresas com protocolo de colaboração com o Sporting e no apoio à actividade das diversas modalidades do Sporting Clube de Portugal.

A divulgação foi feita pelos canais do Sporting: mailing list, informação no site e um spot publicitário no intervalo de dois jogos. Foram recebidas 190 candidaturas, de entre as quais foram seleccionados os 50 magníficos que vão dar o pontapé de saída nesta primeira edição de um curso que, fazendo justiça à qualidade da formação do Sporting, creio que fará escola.

Hoje, os novos alunos da Sporting Training Academy apresentaram-se no Auditório Artur Agostinho, onde foram recebidos pela Organização do Curso e pelo Presidente Bruno de Carvalho.

A todos os alunos, em especial ao que saiu aqui de casa hoje de manhã para ter o privilégio de estudar e preparar o seu futuro no Sporting Clube de Portugal, desejo o maior sucesso.

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11 Set 14

«Bruno de Carvalho está a fazer aquilo que disse que faria. A auditoria à gestão ainda não chegou e já há propostas de processos a antigos dirigentes do Sporting.»

 

«[Isto] contraria aqueles que achavam que Carvalho não queria mais remexer no passado, preparando-se para engavetar as suspeitas e até as conclusões da auditoria à gestão anterior. Se é verdade que há indícios fortes de ilegalidade, então Bruno de Carvalho fez mais do que a sua obrigação, a de denúncia das práticas que podem constituir suspeitas de gestão danosa.»

 

«Má gestão foi de certeza. Mas gestão danosa é outra coisa: é crime. E agora são os sócios que escolherão se o assunto segue para os tribunais. Nesse caso, ficará claro que o julgamento que interessa não é apenas o das urnas. O Sporting andou muitos anos em mãos muito estranhas, por cima (e por baixo?) de mesas onde se assinaram contratos ruinosos - mas só para o clube.»

 

Da coluna de Pedro Santos Guerreiro, hoje, no Record


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10 Set 14

Começam a ser conhecidos os primeiros factos apurados pela auditoria às anteriores administrações do Sporting. Com a transparência e o desassombro que se impõem. Aos poucos, vai-se percebendo, por exemplo, o que esteve na origem dos 90 milhões de euros de prejuízo declarado em dois anos de gestão.


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13 Ago 14
N'O artista do dia
Duarte Fonseca

Discussão interessante sobre os casos Rojo e Slimani. Pode acompanhar, aqui.


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Algo mudou
Duarte Fonseca

Agora, pelo menos, sabe-se sempre de quem é a culpa.


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09 Set 13

Os dados agora vindos a lume sobre o vendaval de loucura que varreu o Sporting durante o anterior mandato tornam ainda mais urgente a auditoria de gestão presentemente em curso para honrar a promessa feita por Bruno de Carvalho aos sócios.

Há muitos aspectos chocantes no relatório e contas referente à época 2012/13, agora divulgado. Mas nada me escandalizou tanto como saber que Elias - a mais cara e inútil contratação de sempre na história do Sporting - custou não os 8,8 milhões de euros que tinham sido anunciados, quantia que já era inaceitável num quadro de gestão rigorosa e competente, mas 11,15 milhões de euros, segundo o último comunicado enviado à CMVM.

Parafraseando Churchill, num contexto muito menos heróico, nunca o Sporting ficou a dever tanto a tão poucos. Precisamente a alguns dos que menos fizeram pelo prestígio do clube, o que nos custa ainda mais. Percebe-se agora ainda melhor porque estivemos quase a bater no fundo.

É bom que todas estas informações circulem. Para que os tempos de pesadelo não regressem. Nunca mais.

 


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02 Ago 13
Nunca mais
Pedro Correia

Defender, preservar e valorizar a nossa formação: este é o caminho. E está a ser trilhado, na defesa dos interesses do Sporting. Começou com as renovações dos contratos de Esgaio, João Mário, Mica, William Carvalho, Wilson Eduardo e Luís Ribeiro, incluindo o aumento substancial das respectivas cláusulas de rescisão. Prosseguiu com um trio que promete contribuir para futuros êxitos do nosso clube: Betinho, Ponde e Chaby. E, já hoje, ficámos a saber que foi renovado o contrato com uma das maiores esperanças de Alvalade: o jovem Iuri Medeiros, que fica ligado ao Sporting por contrato até 2019, também ele com uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.

Para não vermos novos folhetins como o de Bruma, lançado na equipa principal sem ter sido devidamente acautelada a sua situação contratual com o clube que o formou. Nunca mais.


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18 Jun 13

Há elementares erros de gestão desportiva que não podem voltar a ser cometidos no Sporting. Lançar talentos formados pela nossa academia na equipa principal de futebol sem lhes garantir as devidas contrapartidas contratuais que salvaguardem os interesses dos jogadores e do clube a médio prazo é um desses erros que explicam as incertezas que estão a afectar jovens tão promissores como Ilori e Bruma.

É fundamental que casos destes não se repitam. E quero crer que com a actual equipa que gere os destinos do Sporting não se repetirão.


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17 Abr 13

Muito se tem falado da necessidade do Sporting trazer “investidores” dispostos a injectar capital na SAD e garantir assim, condições financeiras para voltar a ser um clube vencedor no futebol, principal modalidade do clube. Para captar investimento, o Sporting tem duas opções: a) abdicava da maioria na SAD, ficando com uma golden share, o que significaria que o clube deixava efectivamente de ser “dos sócios” para ter um “dono” ou b) mantendo a maioria na SAD, as despesas terão de ser menores que as receitas, sendo necessário para tal uma reestruturação financeira do clube e uma gestão criteriosa por parte da direcção, procurando assim estabilizar o passivo do clube e da SAD, ao mesmo tempo que se procura entrada de capital na SAD (investidores).

 

Tendo recusado a hipótese a), parece ser a hipótese b) a escolhida pela equipa de Bruno de Carvalho. Após as negociações com os parceiros financeiros, o Sporting conseguiu chegar a um princípio de acordo que nos conduzirá à referida reestruturação financeira. Bruno de Carvalho começou também a procurar formas de baixar as despesas do clube, sendo que os jornais têm noticiado as ordens do Presidente para poupar em luz e água, funcionado estes exemplos como que a instalação do novo paradigma instalado em Alvalade: poupar, poupar, poupar.

 

Além desta nova fase da vida do clube, precisamos como pão para boca de pessoas, empresas ou sociedades dispostas a investir no clube, pelo que tem de se concentrar esforços nesse desafio. Para ter sucesso neste trabalho, é um imperativo reconstruir a “marca Sporting”. Digo reconstruir porque este estado de sítio financeiro que se abateu no clube é resultado de uma constante delapidação do capital simbólico associado ao Sporting. Há muito que o Sporting deixou de ser visto externamente como um “clube vencedor”, num juízo meu diria que a percepção externa (não condicionada pelo amor de adepto ou de sócio) o Sporting é visto como um “clube histórico”, quase que ocupando um lugar nos “3 grandes” do futebol português por legitimidade das conquistas do passadas.

 

Estou certo que o leitor está intrigado por estar a associar permanentemente o clube ao futebol e porventura, a pensar que desvalorizo o nosso célebre ecletismo (que continua a dar títulos, felizmente). A minha associação entre a “marca Sporting” e o futebol leonino é a todos os títulos lógica, na medida em que é no futebol que são geradas as maiores receitas para o clube, é também no futebol que as despesas são maiores e é pelo bem ou mal-estar do futebol que nós avaliamos intuitivamente a situação do clube. Não desprezando o atletismo e o futsal de hoje ou o ciclismo e o hóquei de outros tempos, o Sporting é reconhecido internacionalmente pelo futebol. Decorre daqui a tal ligação futebol Sporting-marca Sporting.

 

E aqui regresso à já referida “delapidação” deste capital da marca Sporting. Pese o clube não ser visto como vencedor, o Sporting não era até há bem pouco tempo percepcionado como um clube caloteiro, que não cumpre contratos, que vende jogadores para ter de pagar salários, que faz pagamentos às pinguinhas aos funcionários, que vê os jornais a fazerem notícias que transformam o plantel do clube num leilão em que até os craques estão em saldo. Todos estes acontecimentos recentes danificaram a reputação de um clube reconhecido e respeitado por esse mundo fora.

 

Ora, foi a má gestão que nos trouxe até esta situação, são os actos de gestão que prejudicam a marca e a reputação do clube, num momento em que ter a reputação impoluta é mais do que necessária. Quem procura investir no Sporting, para disponibilizar o capital e ficar numa posição minoritária na SAD, tem de saber que quem trabalha e gere o clube são pessoas de bem, que honram compromissos, que se dedicam e esforçam para que o clube entre nos eixos, porque é essa a forma de, a médio/longo prazo, poder retirar dividendos das receitas que só os títulos e a presença regular (e com vitórias) nas competições europeias pode gerar.

 

As notícias pitorescas das contas da água e da luz podem ser o início do tal novo paradigma que já referi, embora seja de evitar lançar estas informações para os jornais, se isto for apenas para diversão e para “inglês ver”. Destes dois casos particulares e pequenos (na dimensão financeira face por exemplo aos custos do plantel de futebol) tem de se partir para uma verdadeira reestruturação, que corte no acessório, sim, mas que não venda a ilusão de que se o Sporting poupar em fotocópias e em tinteiros vai ser possível reabilitar as contas do clube. Este processo tem de ter como primeira consequência o fim das notícias escabrosas – referidas em cima – que arrastam o clube para o lamaçal e para um estatuto que não é o seu, o de incumpridor e irresponsável.

 

A reestruturação financeira terá consequências a curto prazo no que toca a “candidaturas ao título” da equipa de futebol e a direcção do clube não deve ter medo de admitir que no próximo ano os objectivos são mais baixos. Falar verdade e não vender ilusões também são dois bons princípios de gestão que esta direcção deve adoptar sempre. A longo prazo, a reestruturação para ser bem-feita tem de trazer investimento e o investimento não surgirá se quem pondera entrar com capital souber que o está a colocar em mãos de pessoas que não o sabem gerir e que não são de palavra. 


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