19 Mai 17
Adeus?
Francisco Almeida Leite

Muitos adeptos do clube com quem tenho falado nos últimos dias não querem ir a Alvalade este domingo. Estão revoltados com as intervenções erráticas de Bruno de Carvalho, tristes com mais uma época desastrosa e muito críticos sobre a forma como estamos a jogar à bola.

O mais incrível é que alguns só admitem ir ver o jogo com o Desportivo de Chaves porque admitem que há jogadores que não voltam a vestir de verde e branco. E querem de alguma forma despedir-se e vê-los pela última vez em Alvalade. Falam de William Carvalho, Adrien Silva, Gelson Martins ou Rui Patrício. Falam só da coluna da equipa, por isso acredito que estejam preocupados e angustiados.

 

É altura de começar a ter estratégia e não deixar que estes e outros medos se instalem no SCP.


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14 Mai 17

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Feirense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 15

Adrien: 14

Coates: 13

Jefferson: 13

Rui Patrício: 13

Bas Dost: 12

Schelotto: 12

Podence: 11

William Carvalho: 11

Bryan Ruiz: 10

Bruno César: 10

Matheus Pereira: 9

Rúben Semedo: 9

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como o melhor entre os sportinguistas.


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13 Mai 17

Não gostei

 

Do resultado.  Deslocação deprimente a Vila da Feira. Trazemos de lá uma derrota por 1-2. A segunda consecutiva num campeonato onde já somámos seis.

 

Da exibição. Sofrível, sem capacidade de virar o resultado, sem espírito leonino. Muita posse de bola (69%) mas quase sempre inconsequente. E vários jogadores actuando já no limite das forças - incluindo Adrien, Bruno César e William Carvalho.

 

De mais três pontos perdidos. Vinte desperdiçados em desafios fora de casa neste campeonato.

 

De mais dois golos sofridos de bola parada. E vão cinco em dois jogos consecutivos. Nenhuma equipa verdadeiramente grande vacila tanto nestas ocasiões.

 

De Rúben Semedo. Alinhou hoje como titular, rendendo Paulo Oliveira. Mas fez uma exibição para esquecer, cometendo um penálti totalmente desnecessário aos 68' que viria a proporcionar o golo da vitória ao Feirense. E podia ter visto o cartão vermelho, que o árbitro Vasco Santos lhe perdoou neste lance.

 

Que Gelson Dala não tivesse saltado do banco. Nem com o Sporting a perder desde o minuto 69 Jorge Jesus mandou entrar o avançado angolano, que nesta época já se distinguiu ao serviço do Sporting B, marcando 12 golos em 16 jogos. Espantosamente, ou talvez não, o treinador leonino nem sequer se deu ao incómodo de esgotar as substituições.

 

De ver Bas Dost novamente em branco. O holandês só esteve em evidência no lance do nosso golo, em que um seu cabeceamento dentro da área funcionou como assistência para Gelson Martins.

 

De ver Jesus a gritar e esbracejar junto à linha. Se berros de treinador vencessem campeonatos, o Sporting teria sido campeão com larga vantagem nesta Liga 2016/17.

 

 

Gostei

 

Da equipa do Feirense. Competente, bem organizada, venceu pela primeira vez uma equipa chamada grande. Triunfo merecido.

 

Do regresso de Gelson Martins. Foi novamente o melhor jogador do Sporting: um golo marcado, logo aos 19', e uma bola disparada à barra e à trave que aos 73' poderia ter dado o golo do empate que nos fugiu.

 

De Jefferson. Boa partida do brasileiro, que regressou à titularidade e correspondeu. Em velocidade, cruzamentos bem colocados (63' e 90'+3', por exemplo) e até na qualidade dos seus lançamentos laterais. Um deles esteve na origem do nosso golo.

 

De termos garantido o terceiro lugar na classificação final. Não por mérito próprio nestas últimas duas jornadas, mas devido à goleada sofrida pelo V. Guimarães no estádio da Luz. Escreveu-se direito por linhas tortas: ganhámos assim o acesso ao play off da Liga dos Campeões.


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08 Mai 17

O meu filho quis ir à bola a um domingo de manhã e lá fomos. O jogo foi terrivel, péssimo e parecia que a equipa fazia autêntico frete. O presidente tem razão quando diz "chega". 
O algo mais é que andamos a época inteira às costas de Gelson. Nós adeptos e os outros dez em campo. 


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29 Mar 17
Grande Gelson
Pedro Correia

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À quinta internacionalização, Gelson Martins desfez as dúvidas dos mais incautos: merece ser titular da equipa das quinas na Taça das Confederações. Brilhante trabalho de construção nos dois golos da selecção, incluindo uma fabulosa assistência de trivela para o de Cristiano Ronaldo - estreia absoluta do melhor futebolista do mundo a marcar como jogador sénior na sua ilha natal.

Que contraste entre o desempenho de Gelson contra a Suécia e a péssima actuação de uns quantos, que só viajaram à Madeira para fazer número e não mereciam sequer ter pisado o relvado. Como diria o Octávio Machado, vocês sabem muito bem de quem eu estou a falar...


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05 Mar 17

Não gostei

 

Do empate em casa, frente ao V. Guimarães. Um péssimo presente dado hoje pela equipa ao presidente Bruno de Carvalho, reeleito horas antes com 86% dos votos. E sobretudo aos adeptos, que continuam a acorrer a Alvalade sem nunca verem 90 minutos de bom futebol.

 

Da segunda parte. Embalado pela vantagem tangencial conseguida relativamente cedo, o onze leonino claudicou no segundo tempo, com uma toada lenta e monótona, concedendo a iniciativa de jogo à equipa adversária. Quando enfim despertou, após o golo do empate, já era tarde.

 

Das bolas atrasadas. Precisávamos de vencer, mas nos minutos finais vários jogadores preferiram atrasar a bola, incluindo para o próprio Rui Patrício. Esta falta de atitude competitiva exasperou os adeptos, que brindaram a equipa com sonoros assobios.

 

Dos erros repetidos, lance após lance. Demasiados cruzamentos na direcção do guarda-redes. Um verdadeiro desperdício.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus teima em incluí-lo no onze inicial. Desta vez o costarriquenho aguentou 81' em campo. Mas fica sempre a sensação de que com ele jogamos só com dez e meio. Mostra-se incapaz de ser decisivo e de fazer a diferença.

 

Das substituições. Não percebi as mudanças operadas por Jesus na equipa. Para quê fazer sair Alan Ruiz e Bruno César, que tiveram bons desempenhos na primeira parte? Para quê fazer entrar Palhinha quando já lá estava William, como se pretendesse defender o magro 1-0, em vez de mandar avançar Podence para conseguir esticar o nosso jogo?

 

Da ausência de Adrien. Sentiu-se a falta do nosso capitão, que continua lesionado. Sem ele, está mais que visto, o Sporting não tem a mesma qualidade.

 

Dos castigos. Por acumulação de amarelos, Alan Ruiz e Bruno César ficarão de fora na próxima partida, frente ao Tondela.

 

De mais dois pontos atirados fora. Quando faltam dez jornadas para o fim do campeonato, vemos o Benfica a doze pontos e o FC Porto a onze. Cada vez mais longe. E o Braga a aproximar-se.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o jogador mais inconformado, mais veloz, mais esclarecido tecnicamente e com melhor leitura de jogo. Caiu um pouco na segunda parte, aliás como toda a equipa, mas foi à mesma - para mim - o melhor sportinguista em campo.

 

De Bas Dost. Desta vez não marcou, mas assistiu. E teve vários pormenores de muita qualidade fora da sua posição habitual.

 

Da primeira parte. A equipa entrou dinâmica, muito bem organizada e com segurança de passe. Um período coroado pelo golo aos 35' - uma excelente jogada colectiva iniciada em Bruno César, desenvolvida num cruzamento milimétrico de Esgaio e prosseguida numa soberba recepção de bola da parte de Bas Dost, que a colocou em Alan Ruiz, o marcador. Pormenor a assinalar: o argentino rematou com o seu pior pé, que é o direito.

 

Do apoio nas bancadas. Os adeptos foram puxando pela equipa, incluindo já no período em que os jogadores preferiram tirar o pé do acelerador, confiando que bastaria o golo solitário para vencerem o jogo. Só quando o onze leonino baixou muito de intensidade, quebrando o rendimento, se ouviram os primeiros sinais de desagrado. Os assobios no fim foram compreensíveis.


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25 Fev 17

Gostei

 

De mais três pontos conquistados. Vitória merecida frente ao Estoril na Amoreira, por 2-0, com golos de Bryan Ruiz (22') e Bas Dost (86'). Terceiro triunfo consecutivo, após as vitórias frente ao Moreirense e ao Rio Ave. Segunda melhor série de jogos do Sporting nesta Liga 2016/17.

 

De Rui Patrício. Saiu muito bem dos postes, sem hesitar, aos 75', negando assim o golo ao Estoril. Outra exibição convincente do nosso guarda-redes, que regressou à boa forma.

 

De Gelson Martins. Por vezes parece o único jogador que imprime velocidade à equipa leonina. Parte os rins às defesas adversárias, ganha sucessivos confrontos individuais, desequilibra sempre na sua área e oferece golos de bandeja, que os colegas teimam em desperdiçar. Ele próprio desperdiçou hoje um. Mesmo assim, merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Bas Dost. O que dizer de um avançado que lidera a lista dos goleadores no campeonato português, levando 18 golos marcados em 23 jornadas, tantos quantos os que Slimani conseguira faz agora um ano? Hoje Bas Dost desperdiçou dois, mas mesmo assim voltou a marcar. Com a originalidade de ter sido o seu primeiro golo de penálti, convertendo-o sem problema - missão de que costuma encarregar-se o colega Adrien, hoje ausente.

 

De Palhinha. Regressou à titularidade, substituindo o castigado (e lesionado) Adrien embora na posição habitualmente ocupada por William, que hoje jogou mais adiantado no eixo do meio-campo. Cumpriu com zelo a missão de que estava encarregado. E não se limitou a bloquear as vias de acesso dos estorilistas ao nosso reduto defensivo: já na segunda parte, soube também construir lances de ataque com qualidade.

 

De ver desfeita a "maldição Adrien". Até hoje, o Sporting teve sempre maus resultados quando o capitão estava ausente. Mas o feitiço quebrou-se. Já era tempo.

 

De voltar a ver Bryan Ruiz marcar um golo. O costarriquenho não marcava desde a primeira jornada.

 

De outro jogo sem golos sofridos. A nossa defesa cumpriu: Coates e Paulo Oliveira estão a revelar-se o melhor duo da época no eixo defensivo do Sporting

 

 

Não gostei

 

Do festival de golos falhados. De quantas tentativas precisamos para marcar um golo? Hoje os nossos jogadores voltaram ao carrossel do desperdício, sem que se perceba bem porquê. 39': grande passe de trivela de Gelson Martins, Bas Dost falha à boca da baliza, chutando para a bancada. 45': excelente lance desenvolvido por Gelson, que endossa a bola a William Carvalho, mas este remata sem nexo, muito acima da barra. 56': primorosa combinação entre Alan Ruiz e Gelson, com este a servir novamente Dost e o holandês novamente a falhar. 70': foi a vez de Gelson Martins desperdiçar um golo cantado, desta vez na sequência de um passe de ruptura de Palhinha.

 

Da lentidão da nossa equipa. Será só cansaço?

 

De Jefferson. Continua a ser um modelo de ineficácia. À beira do fim do jogo, endossou a bola a um adversário em zona proibida. Podia ter sido golo.

 

Da entrada tardia de Podence. Para quê dar um minuto de jogo ao ex-extremo do Moreirense resgatado há semanas pelo Sporting, fazendo-o entrar já no tempo extra? Uma decisão incompreensível de Jorge Jesus, tanto mais que nem precisava de queimar tempo pois a nossa equipa já vencia 2-0.


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05 Fev 17

Só por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no FC Porto-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19 

Alan Ruiz: 18

Adrien: 15

Bryan Ruiz: 15

Coates: 15

Bas Dost: 14

Rui Patrício: 14

Schelotto: 14

Podence: 13

Esgaio: 12

Rúben Semedo: 12

Palhinha: 10

Marvin: 9

Matheus Pereira: 8

 

A Bola e o Record elegeram Gelson Martins como melhor sportinguista neste desafio. O Jogo não escolheu nenhum.


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29 Jan 17

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Paços de Ferreira pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Bas Dost: 18

Alan Ruiz: 17

Rui Patrício: 17

William Carvalho: 17

Adrien: 16

Paulo Oliveira: 15

Schelotto: 15

Bryan Ruiz: 14

Bruno César: 13

Palhinha: 12

Rúben Semedo: 12

Marvin: 5

Matheus Pereira: 1

 

O Jogo  elegeu  Bas Dost  como figura do jogo. A Bola e o Record optaram por Gelson Martins.


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28 Jan 17

Regresso às vitórias, que nos fugiam desde 8 de Janeiro, quando derrotámos por 2-1 o Feirense em casa. Esta noite recebemos e vencemos o Paços de Ferreira - a mesma equipa que nas duas épocas anteriores tinha vindo empatar a Alvalade.

Foi uma primeira parte brilhante, com três golos leoninos. O primeiro através de uma grande penalidade convertida por Adrien, o segundo conretizado pelo matador holandês que cada vez mais destaca na liderança dos goleadores deste campeonato e o terceiro coroando uma magnífica jogada individual de Gelson Martins, que voltou a ter outra noite mágica em Alvalade, logo após ter visto renovado o contrato que o liga ao clube.

O desafio prometia uma goleada que não chegou a suceder porque os jogadores se desconcentraram no segundo tempo, William Carvalho passou a jogar condicionado por ter recebido um amarelo aos 45' e Adrien também se mostrou mais retraído por recear ficar igualmente amarelado, o que o deixaria de fora da deslocação ao Dragão, a 4 de Fevereiro. Foi o pior período do Sporting, em que a nossa defesa voltou a tremer, concedendo dois golos da equipa visitante.

O cenário só não se agravou porque Bas Dost - sempre ele - voltou a acertar com a baliza, com um impressionante grau de eficácia. O quarto golo leonino sentenciava enfim o jogo, presenciado por uma entusiástica falange de apoio nas bancadas. Prova evidente de que, por mais crises que surjam, o 12.º jogador nunca vira a cara à luta. É bom sabermos que os nossos jogadores fazem o mesmo.

Deles não exigimos menos que isso.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Com duas grandes defesas, aos 45' e aos 58', demonstrou não ter ficado abalado pelos frangos consentidos frente ao Marítimo. Nos golos foi atraiçoado por uma defesa displicente.

SCHELOTTO (5). Teve o melhor momento com a assistência feita para o segundo golo - cruzamento perfeito para Bas Dost marcar. Correu imenso mas nem sempre com nexo. Demasiado passivo nos dois golos do Paços.

PAULO OLIVEIRA (5). Regular, mas sem rasgos. Pareceu intranquilo em diversas fases do jogo. O adiantamento de Schelotto forçou-o a acorrer com frequência às dobras na lateral direita, nem sempre com acerto.

RÚBEN SEMEDO (5). Dotado de técnica superior à do colega do eixo defensivo, voltou ao onze após castigo. Bom desarme aos 24'. No entanto, não está isento de culpa no segundo golo sofrido.

BRUNO CÉSAR (6). Dinâmico como lateral esquerdo, nunca se desconcentrou nas tarefas defensivas. E foi um poço de energia no apoio ao ataque, embora sem tentar os remates de meia-distância a que nos habituou. Saiu aos 89'.

WILLIAM CARVALHO (5). Sabia que não iria ao Dragão se visse um amarelo. Acabou por vê-lo antes do intervalo. Imprudência do subcapitão, que teve o melhor momento na assistência para o golo de Gelson num passe longo.

ADRIEN (6). Finalmente o Sporting marcou um golo de penálti neste campeonato. A proeza coube a Adrien, que não vacilou na marca dos onze metros abrindo caminho ao triunfo leonino. O capitão saiu aos 60' para evitar um amarelo.

GELSON MARTINS (9). Fabulosa exibição do jovem internacional, com um golo de bandeira (35') que se candidata a um dos melhores do campeonato. Único titular absoluto desta equipa, tornou-se imprescindível. O melhor em campo.

BRYAN RUIZ (6). Talvez a melhor exibição do costarriquenho na Liga 2016/17. Mais dinâmico e com bom sentido posicional. Deslumbrou com uma vistosa jogada individual aos 16'. Foi influente até quebrar fisicamente.

ALAN RUIZ (7).  Nota muito positiva para o argentino, com intervenção no lance de que resultou o penálti e protagonista da grande abertura para Schelotto de que resultou o segundo golo. Substituído aos 74'.

BAS DOST (8). Mais dois golos, à ponta de lança. O primeiro incutiu ainda mais energia ofensiva à equipa: foi um verdadeiro tónico. O segundo sossegou os ânimos, garantindo a vitória. Já soma 16 remates vitoriosos.

PALHINHA (5). Estreia em Alvalade como jogador da equipa principal. Começou nervoso, ao substituir Adrien aos 60', com alguma falta de sentido posicional. Foi melhorando. Bons apontamentos na fase final, ao reter bem a bola.

MARVIN (3). Entrou aos 74', rendendo Alan Ruiz e fazendo avançar Bruno César. Dois minutos depois destacou-se pela negativa, com responsabilidade no segundo golo da equipa visitante. Oscilou entre a mediana e a mediocridade.

MATHEUS PEREIRA (-). Substituiu Bruno César aos 89'. Estreia absoluta deste jovem da nossa formação no campeonato em curso. Um sinal do treinador de que pretende apostar mais nele? Esperemos que sim.


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Gostei

 

Do regresso às vitórias. Apos os empates em Chaves e no Funchal, regressámos hoje aos triunfos com uma vitória expressiva (4-2) sobre o Paços de Ferreira em Alvalade. A partir de agora não podemos voltar a perder pontos se queremos manter a esperança numa qualificação directa para a Liga dos Campeões.

 

De Bas Dost. O holandês voltou a bisar. Foram dele o segundo golo, aos 32', e o último, aos 78'. Marcou oito nos últimos cinco jogos. E vão 16 desde o início do campeonato - à média de um por cada partida disputada. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo, deslumbrou o público de Alvalade com apontamentos de grande requinte técnico - com destaque para o golo que marcou, aos 35'. Um belíssimo golo que fez levantar o estádio.

 

De Adrien. Fez a diferença, com serenidade e frieza, ao marcar muito bem o penálti de que resultou o nosso golo inaugural, logo aos 12'. Chamado a converter o castigo máximo, o nosso capitão não vacilou. Ao nível do estatuto que granjeou como campeão europeu.

 

De Alan Ruiz. Fez a melhor partida pelo Sporting, confirmando que é um jogador de classe. Inicia a jogada de que resulta o penálti e inventou o lance que culminaria no nosso segundo golo. Esteve em grande evidência durante toda a primeira parte: os melhores passes partiram dele.

 

De Matheus Pereira. Jogou apenas os cinco minutos finais, mas Jorge Jesus deu um sinal ao plantel e aos adeptos de que conta com este jovem da nossa formação para o resto da temporada.

 

Da nossa primeira parte. Foram os melhores 45 minutos do Sporting desde o início deste campeonato. Com a equipa muito organizada, compacta, veloz, a trocar bem a bola e uma alegria que contagiou as bancadas. Chegámos ao intervalo a vencer 3-0: um resultado que prometia goleada.

 

Do apoio do público. Segundo números oficiais, esta noite Alvalade recebeu 43.843 espectadores. Prova inequívoca de que a equipa jamais poderá queixar-se de falta de incentivo por parte da mais fervorosa massa adepta do futebol nacional. 

 

De termos visto dois jogadores escapar ao amarelo. Adrien e Bruno César, já com quatro cartões acumulados, podiam falhar o clássico do próximo sábado no Dragão se fossem sancionados neste jogo. Mas escaparam, mesmo tendo sido a partida arbitrada por Fábio Veríssimo, o maior distribuidor de cartões no campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a William Carvalho. Jorge Jesus arriscou muito ao fazer entrar o nosso médio defensivo titular, que se sujeitava a ficar fora da partida no Dragão se recebesse outro amarelo. Assim aconteceu, mesmo a acabar a primeira parte: não contaremos com William contra o FC Porto. Melhor teria feito o treinador em convocar João Palhinha desde o início para o lugar de William. Até porque já tinha feito o mesmo no jogo anterior, frente ao Marítimo - uma partida mais problemática do que a de hoje, em que enfrentámos o 14.º classificado da Liga.

 

Do risco acrescido que Jesus correu. Adrien, também quase "tapado" com cartões, permaneceu em campo até ao minuto 60. Num lance fortuito poderia receber um amarelo que o deixaria igualmente ausente do Dragão. Felizmente isso não aconteceu.

 

Dos golos sofridos. O Paços chegou a reduzir a desvantagem para 2-3 com dois golos que resultaram de claras desatenções da nossa defesa, apanhada desposicionada em lances que justificavam maior concentração. Durante alguns minutos, pairou a inquietação em Alvalade. Até Bas Dost desfazer as dúvidas ao marcar o quarto golo leonino.

 

Da goleada que vai tardando. Desde o início da época oficial, protagonizámos só uma: frente ao Praiense, por 5-1, para a Taça de Portugal, há mais de dois meses. É muito pouco, quase nada.


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23 Jan 17

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Marítimo-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 17

Bas Dost: 16

Adrien: 15

Alan Ruiz: 13

Bruno César: 13

Palhinha: 12

Coates: 12

Paulo Oliveira: 12

William Carvalho: 11

Campbell: 11

Bryan Ruiz: 11

Rui Patrício: 11

Schelotto: 11

Marvin: 10

 

O Record  elegeu  Bas Dost  como figura do jogo. A Bola e O Jogo optaram por Gelson Martins.


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21 Jan 17

O Sporting joga sob brasas. Sem confiança, sem capacidade para levantar cabeça. Isso voltou a ficar evidente no jogo de hoje no Estádio dos Barreiros, no Funchal, em que empatámos 2-2 frente ao Marítimo. Com a equipa a tremer perante lances de bola parada, dois dos quais resultaram nos golos sofridos. Rui Patrício, um dos pilares habituais do onze leonino, foi o primeiro a demonstrar intranquilidade.

Mas desta vez, ao menos, não houve falta de entrega ao jogo. Pelo menos por parte de jogadores como Paulo Oliveira, Adrien, Bruno César, Gelson Martins e Bas Dost. Os dois últimos foram os marcadores de serviço. Registou-se um terceiro golo do Sporting, apontado por Alan Ruiz e muito mal invalidado pela equipa de arbitragem, a pretexto de um fora de jogo que não existiu.

Arbitragem à parte, continua a haver um notório défice de actuação de diversos jogadores. Os alas, Marvin e Schelotto, foram uma lástima. Bryan Ruiz parece ter só o corpo em campo: o espírito anda a pairar longe dali. O outro Ruiz, Alan, nada fez digno de registo excepto no lance do golo mal invalidado.

Destaque para Gelson, o melhor em campo. E para a estreia de João Palhinha, que actuou como titular na posição de médio defensivo. Sem cometer deslizes. É uma estreia que merece ser saudada - ténue brilho de esperança num rumo cada vez mais negro.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Culpas evidentes nos dois golos, sofridos aos 8' e aos 33'. No tempo extra da primeira parte, entregou mal a bola, em zona proibida: podia ter sofrido mais um. Boa defesa aos 53'. Mas quase sempre intranquilo.

SCHELOTTO (4). Deu forte contributo para que a defesa fosse o nosso pior sector. Desposicionado, não estava lá no lance que deu origem ao primeiro golo. À frente, falhou sucessivos cruzamentos. Veio de lesão ainda enferrujado.

COATES (5). Demasiados deslizes para um central com a sua categoria e a sua experiência. Falhou vários passes, no momento de construção. Podia ter marcado de cabeça, em bola parada, aos 21' - o nosso primeiro momento de perigo.

PAULO OLIVEIRA (6). Foi hoje o melhor defesa leonino, com muita entrega ao jogo, nunca dando um lance por perdido. Deu a sensação, no entanto, de se ter desentendido com Coates no lance do segundo golo madeirense.

MARVIN (4). Protagonista de diversos passes falhados, revelou-se quase sempre incapaz de desenvolver lances ofensivos. Aos 35', ofereceu a bola a um adversário: podia ter dado golo. Jesus deixou-o de fora ao intervalo.

PALHINHA (5). Estreia absoluta deste jovem da nossa formação no campeonato nacional. Muito concentrado, sem grandes ousadias, cumpriu no essencial. Boa recuperação aos 11', bom corte aos  33'. Deu lugar a Willliam aos 63'.

ADRIEN (6). Marcou muito bem o livre de que resultou o nosso primeiro golo, aos 24'. É também ele que inicia o lance de que resultará o segundo. E ainda inventa a jogada do terceiro, injustamente anulado. Merece elogio.

BRUNO CÉSAR (6). Enérgico e combativo, não parece afectado por nenhum desânimo. Correspondeu à frente, na primeira parte, e não desiludiu como lateral esquerdo, na segunda. Foi dele a assistência para o nosso segundo golo.

GELSON MARTINS (7). Irrequieto, irreverente, inconformado. Muito marcado na ala direita, foi buscar a bola mais atrás e conduziu-a quase sempre bem. Exibição muito positiva, premiada com a marcação do segundo golo (60').

BRYAN RUIZ (4). Um dos principais factores do declínio deste Sporting, em comparação com a época passada, é o apagão do costarriquenho, que continua sem render. Apático, sem criar desquilibrios. Substituído aos 63'. Já foi tarde.

BAS DOST (6). Cumpriu aquilo que lhe é solicitado: marcou um golo. O primeiro, à ponta-de-lança, aos 24'. Reforça a posição como principal goleador deste campeonato. Única nota positiva num decepcionante campeonato leonino.

ALAN RUIZ (5). Substituiu Marvin na segunda parte, com Bruno César recuando para lateral esquerdo. Demasiado discreto. Fez um bom passe aos 55'. E viria a marcar um golo aos 82', muito mal invalidado pela equipa de arbitragem.

WILLIAM CARVALHO (6). Entrou aos 63', recuperando a sua posição habitual, por troca com Palhinha. Deu mais consistência ofensiva à equipa, com os seus passes longos, bem medidos, e ajudou a conter o Marítimo.

CAMPBELL (5). Substituiu Bryan Ruiz aos 63', demonstrando mais velocidade e acutilância. Apesar da sua capacidade de drible, foi incapaz de ter a influência evidenciadas noutras partidas.


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Não gostei

 

Do empate no Funchal. Depois do 2-2 em Chaves, o resultado repetiu-se hoje frente ao Marítimo. Deixando o Sporting a seis pontos do FC Porto e provavelmente a dez do Benfica, que só joga amanhã. Adeus ao título, até para os mais confiantes, ainda antes de o mês de Janeiro chegar ao fim. Mais do mesmo neste início da segunda volta. Pior, aliás: no desafio contra o Marítimo disputado em Alvalade tínhamos vencido 2-0.

 

Do golo sofrido muito cedo. Outro descalabro defensivo, semelhante ao ocorrido em tantos outros jogos, colocou-nos a perder logo aos 8'. E nunca conseguimos estar em vantagem num só momento deste desafio.

 

Da nossa primeira parte. Lenta, sem intensidade, com movimentos demasiado previsíveis, a nossa equipa demorava uma eternidade na manobra atacante. Ao contrário do Marítimo, que colocava bolas com rapidez na nossa área, aproveitando o desposicionamento dos laterais. Não admira que a equipa anfitriã tivesse chegado ao intervalo a vencer por 2-1: aos 33 minutos já tínhamos sofrido os dois golos e visto uma bola a embater na barra.

 

Da equipa de arbitragem, que nos anulou um golo limpo. Decorria o minuto 82 quando Alan Ruiz introduziu a bola na baliza do Marítimo. Golo limpo, mas invalidado por pretensa deslocação do avançado argentino que só existiu na visão deturpada do árbitro auxiliar, avalizada pelo seu chefe. As imagens demonstram, com inequívoca nitidez, que o lance foi regular. Uma vez mais, fomos espoliados - desta vez pelo senhor João Pinheiro, à semelhança do que sucedeu com Artur Soares Dias em Guimarães, Rui Oliveira em Setúbal e Jorge Sousa na Luz.

 

De Rui Patrício. Culpas evidentes do guarda-redes nos dois golos madeirenses. No primeiro lance, ficou paralisado, sem sequer esboçar uma defesa. Nada pode ser tão elucidativo da crise de confiança que atravessa esta equipa do Sporting. Uma crise que não se resolve - pelo contrário, só se agrava - com berros do presidente na cabina.

 

De Schelotto. Regressou à competição após dois meses de paragem. Mas não veio em forma: correu muito, mas quase sem eficácia. Falhou cruzamentos e foi apanhado por sistema fora de posição, forçando Coates a ir constantemente à dobra. Um fracasso.

 

De Marvin. Jorge Jesus voltou a apostar nele nos primeiros 45'. Ninguém percebeu porquê: o holandês mostrou-se desconcentrado, sem intensidade de jogo. Falhou passes sucessivos e nunca deu o contributo que se impunha. Ficou fora ao intervalo.

 

De Bryan Ruiz. Na primeira parte jogou como segundo avançado - e mal se deu por ele. Na segunda, com Bruno César nessa posição, actuou na ala esquerda - e não funcionou melhor. Com ele em campo, jogamos sempre com dez e meio.

 

Da nossa falta de velocidade. Ritmo pausado, denunciado, previsível - e com diversos toques de bola até chegarmos à baliza adversária. Complicamos o que devia ser simples, como já tinha sucedido na jornada anterior perante o Chaves. E demonstramos incapacidade total de conduzir um lance rápido, em contra-ataque.

 

Da nossa tremideira nas bolas paradas. Sofremos os dois golos desta forma. A equipa parece sentir suores frios a cada livre ou cada canto.

 

Do cartão amarelo a Coates. O central uruguaio, um dos elementos mais influentes do onze leonino, já acumulou cinco e ficará fora na próxima partida.

 

Do péssimo balanço dos nossos jogos fora. Já somamos quatro empates (V. Guimarães, Nacional, Chaves, Marítimo) e duas derrotas (Rio Ave, Benfica) em nove jogos disputados longe de Alvalade. Catorze pontos perdidos.

 

 

Gostei

 

Da estreia de Palhinha. Aplauso ao treinador por ter lançado o jovem médio defensivo em estreia absoluta na principal competição do futebol português. Ocupando a posição habitualmente protagonizada por William Carvalho (que só entrou aos 63'), o estreante não comprometeu.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue. Hoje marcou o primeiro do Sporting, ampliando para 14 golos a sua conta pessoal só no campeonato, onde é o rei dos marcadores. Único reforço digno deste nome na temporada leonina 2016/17.

 

De Gelson Martins. Voltou a marcar a diferença pela acutilância e pela irreverência - ao ponto de podermos elegê-lo novamente como o melhor em campo. Mesmo muito marcado, causou diversos desequilíbrios. E fez o gosto ao pé, marcando o segundo golo. Se todos fossem como ele, o Sporting não seguiria neste humilhante quarto lugar no campeonato.


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02 Jan 17

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: GELSON MARTINS

A aposta que Jorge Jesus nele fez em 2015 teve plena tradução prática ao longo do ano que agora terminou. Gelson Dany Batalha Martins, hoje com 21 anos, é um dos valores mais seguros do Sporting, como ficou amplamente demonstrado em 2016. Ganhou a titularidade no campeonato, como médio ofensivo actuando na ala direita, e deslumbrou os adeptos leoninos com os desequilíbrios que foi capaz de criar, flectindo da linha para o eixo do ataque.

Em nenhum desafio isso foi tão evidente como na eliminatória no Santiago Bernabéu frente ao Real Madrid, para a Liga dos Campeões. O menino nascido na Cidade da Praia, em Cabo Verde, deu espectáculo num dos mais temíveis palcos futebolísticos do mundo, a 14 de Setembro: desmarcou-se, fez tabelinhas, centrou, baralhou a defesa madridista e quebrou os rins ao brasileiro Marcelo, seu antagonista mais directo. Uma exibição culminada na assistência para o golo de Bruno César, que pôs o Sporting a vencer até cinco minutos antes de soar o apito final.

No dia seguinte, o cronista do influente El País, chamava “filão” ao jovem Gelson, formado na Academia de Alcochete. Olheiros dos principais emblemas europeus passaram a estar desde aí com particular atenção ao desempenho do luso-caboverdiano. Por coincidência ou talvez não, duas semanas depois, Fernando Santos chamou-o pela primeira vez aos trabalhos da selecção nacional. A estreia ocorreu a 7 de Outubro, num desafio contra Andorra.

Seguro por uma cláusula de 60 milhões de euros, Gelson Martins vai certamente continuar a passear a sua classe pelos estádios portugueses até ao fim da presente temporada. Já com dois golos e sete assistências contabilizados na Liga 2016/17. Não custa vaticinar que o aguardam voos cada vez mais elevados no mundo do futebol. Saiba ele ter a lucidez para perceber que não deve queimar etapas: na inevitável ascensão à glória, cada passo deve ser dado de sua vez.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira


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30 Dez 16

Gostei

 

Do resultado. Vitória tangencial (1-0) sobre o Varzim num desafio para a Taça da Liga que praticamente nos coloca nas meias-finais desta mini-competição. Uma vitória que começou a ser construída cedo, logo aos 19'.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser a estrela da equipa - e o melhor em campo - ao protagonizar soberbas jogadas de futebol pela ala direita, uma das quais resultou no nosso golo. Criativo, desequilibrador, fez dois excelentes cruzamentos com selo de golo, desperdiçados por colegas, aos 29' e 56'. Ele próprio esteve quase a marcar o segundo, aos 86' e no último minuto do tempo extra. É um prazer vê-lo jogar.

 

De Campbell. Sem ser tão exuberante como Gelson, fez igualmente uma boa exibição. Ficou na retina de todos uma espectacular desmarcação aos 62', junto à linha esquerda, que resultou num centro milimétrico desperdiçado por Bas Dost, que hoje foi muito perdulário. Antes, aos 29', protagonizara um lance semelhante, a que os avançados (Dost e Castaignos) não conseguiram dar a melhor resposta. Desmarcou também muito bem Gelson aos 86' num lance que podia ter dado golo.

 

De Esgaio. Atento a defender, boa articulação com Gelson Martins à frente. Fez a assistência para o golo, que resultou de uma tabela entre ambos.

 

De Coates. Continua a exibir classe. É o patrão indiscutível da nossa defesa (hoje com Douglas como parceiro no eixo central). Tecnicamente muito evoluído, nunca dá uma bola como perdida. Sempre atento, assinou bons cortes aos 51' e aos 56'.

 

De ver pela primeira vez cinco reforços desta época no onze titular. Beto (que não fez uma defesa), Douglas, Campbell, Castaignos e Bas Dost alinharam de início. Sem deslumbrar nem comprometer.

 

Da boa réplica do Varzim. Sem ter feito um remate colocado à nossa baliza, armou bem a defesa e protagonizou lances interessantes de contra-ataque. Nem parece uma equipa que se encontra num modesto 9.º lugar da Liga de Honra.

 

 

Não gostei

 

Da hora do jogo. O apito inicial só soou às 21.15 desta noite, a penúltima do ano. Horário impróprio para assistir a uma partida de futebol em noite de Inverno. Mesmo assim havia quase 25 mil espectadores em Alvalade.

 

Da lesão de Adrien. Num lance em que Lima Pereira, do Varzim, podia ter visto o cartão vermelho, o nosso capitão ficou incapacitado para jogar, acabando por sair quatro minutos depois, aos 58', sob uma chuva de aplausos. Resta saber quanto tempo ficará inactivo.

 

Da falta de velocidade. Só Gelson Martins, remando contra a maré, transmite a ideia de pretender acelerar o jogo leonino. A grande maioria dos jogadores enrola-se numa sucessão de passes, em versão pobre do tiquitaca catalão, sem progressão no terreno, perdendo a noção da baliza. A incapacidade de decidir a partida num segundo remate vitorioso resultou também do ritmo demasiado pausado da nossa manobra ofensiva.

 

Dos assobios. Dobrados os 80 minutos, o Sporting logo começou a jogar a passo, a congelar a bola e a devolvê-la ao guarda-redes. Intenção óbvia: defender a magra vantagem frente ao Varzim. Os jogadores receberam uma monumental assobiadela, comportamento que sou incapaz de elogiar. Embora, de facto, não fizesse o menor sentido defender o resultado a dez minutos do fim frente a uma equipa do segundo escalão.

 

Dos golos desperdiçados. Bas Dost não pode queixar-se de falta de oportunidades. Muito bem assistido por Campbell, enviou uma bola a rasar o poste aos 62'. Desperdiçou um bom cruzamento (aos 29'). Falhou um remate à meia-volta defronte da baliza (no tempo extra da primeira parte). Tentou, sem sucesso, marcar de costas (71'). Não deu a melhor sequência a uma boa tabela com Bryan Ruiz (72'). Também Castaignos podia ter marcado, aos 29' e aos 33'.

 

Que Markovic não jogasse. Não fez falta nenhuma.


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19 Dez 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Braga pelos três jornais desportivos:

 

Gelson Martins: 16

Coates: 16

Campbell: 14

Adrien: 13

Douglas: 12

Marvin: 12

William Carvalho: 12

Bryan Ruiz: 11

Bruno César: 10

Rúben Semedo: 10

Bas Dost: 10

João Pereira: 10

Rui Patrício: 10

André: 5

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor sportinguista.


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18 Dez 16

Não gostei

 

Da derrota. O Braga veio a Alvalade vencer o Sporting num jogo pautado por uma prestação medíocre da nossa equipa. Bastou um golo bracarense para nos impor a primeira derrota caseira neste campeonato. Antes do Braga, só Borussia Dortmund e Real Madrid tinham aqui vencido na época 2016/17.

 

Da exibição. Segunda derrota consecutiva do Sporting na Liga, desta vez frente a uma equipa que vinha de três desaires consecutivos e se apresentou em Alvalade com um treinador improvisado (Abel Ferreira). A equipa leonina foi incapaz de contrariar o Braga e viu-se manietada pela superior estratégia do onze adversário, muito bem posicionado no terreno, enquanto o Sporting se revelava pouco ou nada agressivo na reacção à perda de bola. O último quarto de hora foi confrangedor, com pontapé para a frente, de qualquer maneira. Os adeptos saíram do estádio frustrados e envergonhados. E deve ter acontecido o mesmo com a maioria dos jogadores.

 

Do festival de passes falhados. Adrien, William, João Pereira, Marvin - há muito tempo que não me recordava de ver esta estonteante sucessão de jogadas interrompidas por desconcentração, fadiga, apatia ou desinteresse dos jogadores, que insistiam em mandar as bolas para fora ou entregá-las sem cerimónia aos adversários. Isto prolongou-se até ao último minuto da partida, quando dois jogadores (Douglas e Adrien) entregaram de bandeja a bola aos bracarenses e estivemos quase a sofrer o 0-2.

 

Da nossa incapacidade de marcar golos. Houve posse de bola, domínio ofensivo do Sporting (45 ataques, contra 14 do Braga) mas um desencontro total entre os nossos jogadores e a baliza. Bryan desperdiçou dois cabeceamentos, travados pelo guarda-redes bracarense. Campbell, aos 35', teve um inacreditável falhanço de frente para a baliza. Adrien, aos 59', mandou uma charutada para as nuvens. O melhor que se conseguiu foi um remate ao poste, disparado por Gelson Martins - o menos mau dos nossos jogadores nesta noite fria, para esquecer. Ou para lembrar.

 

Da lesão de Rúben Semedo. O jovem central magoou-se na primeira parte e já não regressou ao relvado após o  intervalo. Substituído por um Douglas preso de movimentos e apático, com um deslize comprometedor a poucos segundos do fim.

 

Da falta de frescura física dos jogadores. William Carvalho e Adrien, em particular, pareceram já ter entrado em campo fatigados. Resta saber se esta fadiga é apenas no plano físico ou também no plano psicológico.

 

Do balanço dos últimos quatro jogos. Três derrotas (para a Champions, com o Legia, e para o campeonato frente ao SLB e agora no desafio com o Braga) e apenas uma vitória tangencial, para a Taça de Portugal, no campo do Setúbal.

 

Da segunda despedida. Já tínhamos dito adeus à Liga dos Campeões, sem acedermos sequer à Liga Europa. Hoje praticamente pusemos fim ao sonho de conquistar o campeonato: oito pontos, nesta fase, é uma distância muito difícil de transpor. O pior é recordarmos que há duas jornadas estávamos apenas a dois pontos do primeiro, com hipóteses de passar para a frente.

 

Do tombo na classificação. Fomos ultrapassados no terceiro lugar pelo Braga, que tem 29 pontos. Ficamos com apenas 27 - a mesma pontuação que o V. Guimarães, que segue em quinto.

 

De andar para trás. Há um ano - com João Mário, Slimani e Montero na equipa - tínhamos 35 pontos. Oito acima dos que temos agora.

 

 

Gostei

 

Da confiança dos adeptos na equipa. Apesar dos percalços anteriores, esta noite houve 42.148 espectadores em Alvalade. Ou muito me engano ou tão cedo este número de presenças não voltará a repetir-se no nosso estádio.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o melhor dos nossos, escapando ao naufrágio geral da equipa. Esteve quase a marcar na primeira parte, com um remate a rasar a baliza do Braga (32') e na segunda parte atirou ao poste (50'). Teve a qualidade ofensiva a que já nos habituou e ainda foi várias vezes atrás, desempenhando missões defensivas no corredor direito.

 

De Abel Ferreira. Treinador da formação bracarense, surgiu inesperadamente no banco em Alvalade devido ao despedimento de José Peseiro. Montou bem a equipa e leu bem o jogo. Regresso feliz ao nosso estádio deste ex-jogador leonino que comandou a equipa B do Sporting já durante o mandato de Bruno de Carvalho. É caso para dizer que gostaríamos de o ver de volta.

 

De Wilson Eduardo. Outro ex-jogador da nossa formação, que vestiu sempre com brio a camisola verde e branca. Dispensado pelo Sporting, sem clube do coração, viu-se forçado a outras escolhas. Foi ele o  marcador do golo bracarense, aos 70', num lance em que Rui Patrício não está isento de culpa. E quase marcou outro, na primeira parte. Ao ver o irmão de João Mário a actuar pelo Braga, dei por mim a pensar que Wilson Eduardo faz hoje falta no Sporting.


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15 Dez 16

 

1. Eficácia é a palavra-chave para superar obstáculos. Eficácia sem mais, esquecendo a nota artística. O Sporting foi eficaz esta noite, no estádio do Bonfim, frente ao V. Setúbal. Impunha-se cabeça fria, concentração máxima e vontade muito firme de seguir em frente na Taça de Portugal. Conseguimos superar a equipa comandada por José Couceiro, que deu sempre muito boa réplica, valorizando o espectáculo. Estamos nos quartos-de-final da competição. Objectivo cumprido.

 

2. Prefiro muito mais assim, quando Jorge Jesus não inventa. Lançar em campo os melhores, nas posições em que já existem rotinas e automatismos. Deixar os menos bons no banco, remeter os medíocres para a bancada. Ter a convicção de que não existem jogos menores, que permitam "poupar" jogadores. A Taça verdadeira é um dos nossos objectivos nesta temporada. Queremos conquistá-la. Para isso não pode haver "poupanças". Ainda bem que não houve.

 

3. O colectivo leonino vai adquirindo precisão mecânica. Mas há unidades que fazem a diferença - nenhuma tão destacada como Gelson Martins, que voltou a fazer uma excelente partida. O jovem internacional formado em Alvalade supera-se sempre a si próprio, com um fôlego inesgotável. Coube-lhe protagonizar as jogadas mais vistosas do desafio em movimentos da ala para o eixo do ataque que punham sempre em sobressalto a defesa sadina. Novamente o melhor em campo.

 

4. Eficácia e maturidade são qualidades complementares. Qualidades que ficaram bem patentes quando a nossa equipa superou bem o facto de não ter convertido uma grande penalidade, logo aos 21'. Adrien, artilheiro de serviço na marca dos 11 metros, bateu bem a bola, mas o guarda-redes sadino travou-a com a defesa da noite, impedindo logo de seguida o nosso capitão de fazer a recarga. Noutros tempos, o Sporting ficaria abalado com este desaire. Mas foi como se nada sucedesse: a equipa revelou robustez psicológica. Superando o teste da maturidade.

 

5. Outro teste superado: o do contributo de Bas Dost para esta equipa. Já ninguém tem dúvidas: o internacional holandês é mesmo reforço. Nenhuma defesa contrária está em sossego com ele em campo. Voltou a suceder esta noite: aproveitando um dos raros deslizes do bloco defensivo do V. Setúbal, o avançado marcou o golo que nos qualifica para os quartos da Taça. Um golo à ponta de lança, culminando uma excelente jogada que teve como protagonistas anteriores Adrien, Campbell e Marvin. E vão dez, nesta época, à conta de Dost. Apetece-me defini-lo com esta palavra: competência.

 

6. Se o holandês é mesmo reforço, o mesmo podemos dizer de Joel Campbell. O costarriquenho voltou a confirmar as boas qualidades já evidenciadas em partidas anteriores. Desta vez Jorge Jesus fez aquilo que se impunha, apostando nele como titular em vez do apático e desgastado Bryan Ruiz, mantido hoje no banco até ao minuto 72. A equipa ganhou dinâmica, velocidade e profundidade: Campbell parece o mais bem colocado para passar a jogar nas costas de Bas Dost. É bom confirmar que não houve só asneiras nas compras feitas no passado Verão.

 

7. Gostei de ver a actuação dos jogadores leoninos emprestados ao V. Setúbal. André Geraldes, como lateral direito, e sobretudo Ryan Gauld, como médio criativo. O jovem escocês que na época passada jogou no Sporting B destacou-se pela qualidade e precisão do passe, e pela capacidade de desmarcação. Num desses lances, aos 30', só foi travado in extremis por Rui Patrício, que voltou a merecer todos os elogios. Impõe-se a pergunta: porque não fazer regressar Gauld a Alvalade já em Janeiro?

 

8. O jogo foi bom, mas a hora a que se desenrolou foi péssima. Numa noite muito fria, a meio da semana, com início às 21 horas, como é possível atrair público aos estádios? A Federação Portuguesa de Futebol parece não apreciar grandes assistências nos desafios da Taça. Gostava de saber porquê.

 

9. Ultrapassar esta eliminatória da Taça de Portugal era fundamental para repor os níveis de confiança. Não tanto entre os jogadores mas na relação entre os adeptos e a equipa após o fracassado acesso à Liga Europa e a derrota tangencial no dérbi da Luz. Mantemos intacta a esperança de disputar a final do Jamor e não estamos a uma distância irreversível da equipa que lidera o campeonato, longe disso. Convém não esquecer: ainda há 63 pontos em disputa na Liga 2016/17.

 

10. Agora há que pensar no Braga. A turma minhota foi hoje eliminada da Taça de Portugal em casa, pelo "tomba-gigantes" Sporting da Covilhã, numa partida em que se escutaram apelos das bancadas à demissão do treinador José Peseiro. Será este o nosso próximo adversário no campeonato, já no domingo que vem. Ninguém imagina que seja um jogo fácil. Mas temos todos os motivos para confiar na obtenção dos três pontos. Eu não penso noutra coisa. Aposto que o mesmo sucede com vocês.

 


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27 Nov 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Boavista-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 18

William Carvalho: 18

Bas Dost: 18

Coates: 17

Bruno César: 16

Adrien: 16

João Pereira: 15

Campbell: 15

Marvin: 15

Schelotto: 14

Rui Patrício: 13

Bryan Ruiz: 12

Rúben Semedo: 9

Paulo Oliveira: 2

 

O Jogo elegeu William Carvalho como figura do jogo. A Bola e o Record optaram por Gelson Martins.


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26 Nov 16

Segunda vitória consecutiva do Sporting, segundo jogo seguido sem sofrermos golos. Fomos ao Bessa, onde há um ano tínhamos empatado a zero, vencer o Boavista. Vitória pela marca mínima, 1-0, mas suficiente para nos garantir três pontos. Bom desfecho de uma exibição categórica do onze leonino num estádio tradicionalmente difícil para qualquer equipa.

O resultado foi construído na primeira parte, novamente por Bas Dost, completando exemplarmente uma jogada genial de Gelson Martins - de novo o melhor elemento em campo. O jovem extremo direito fintou três adversários e cruzou na perfeição para a cabeça do internacional holandês.

Já antes Dost tinha rematado ao poste, logo aos 8', muito bem servido por Joel Campbell, que repetiu a titularidade: Jorge Jesus preferiu deixar no banco outro costarriquenho, Bryan Ruiz, que só entraria aos 60'.

No segundo tempo, destaque para um tiraço de Bruno César à barra: iam decorridos 73' e apesar de a bola não ter entrado era um sinal evidente de que o Sporting, quatro dias após ter defrontado o Real Madrid em Alvalade, estava de boa saúde física e anímica. Deixando para trás o fantasma dos maus resultados após cada jornada europeia.

Continuamos a depender só de nós na Liga 2016/17. Apenas isso interessa.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Teve muito pouco trabalho mas cumpriu nas raras ocasiões em que foi chamado a intervir. Protagonizou um lance polémico ao entrar na baliza com a bola dominada, mas sem que esta cruzasse a linha de golo.

SCHELOTTO (5). Substituiu João Pereira como lateral direito titular. Não pareceu em boa condição física, como viria a confirmar-se logo a abrir a segunda parte, quando se lesionou por aparente má colocação do pé.

COATES (7). Impõe-se cada vez mais como um dos melhores centrais do campeonato. Outra exibição categórica, em que não se limitou a defender: também foi à frente, apoiando bem os seus colegas. Grandes cortes aos 44' e 80'.

RÚBEN SEMEDO (6). Ganhou muitos confrontos individuais, exibindo-se com a autoconfiança que todos lhe conhecemos. Abusou por vezes do contacto físico, mas não no lance em que foi muito mal expulso, aos 83'.

MARVIN (6). Com poucos rasgos, mas sem deslizes. O holandês desta vez mostrou-se mais maduro e tranquilo. Protagonizou uma grande jogada individual aos 64'. Soube queimar tempo, com inteligência, no período extra final.

WILLIAM CARVALHO (7). Fez rolar a bola sempre controlada e transformando o nosso meio-campo numa muralha defensiva. Excelente lance individual aos 52' na grande área. Quase toda a construção passou por ele.

ADRIEN (7). O complemento ideal de William: formam ambos a melhor parceria de médios do futebol português. Eficaz a recuperar bolas, arguto a dar sequência aos lances, com uma grande visão de jogo. Acabou quase esgotado.

BRUNO CÉSAR (7).  Começou como segundo avançado, depois descaiu para a ala. Em qualquer lugar jogou com garra e brio. A sua "bomba" à barra merecia ter sido golo. Sacrificado aos 85': teve de sair quando Rúben foi expulso.

GELSON MARTINS (8).  De novo o melhor em campo. Falhou o golo aos 22', a passe de Bas Dost. Mas fez tudo o resto muito bem: desequilibrou, assistiu para o golo do holandês (25'), serviu Bruno César na bomba à barra (73').

CAMPBELL (7). Merece ser titular e o treinador recompensa-o. Veloz e dinâmico, serviu Bas Dost, que atirou ao poste (8'). Grandes trocas posicionais com Gelson e Bruno César, baralhando o bloco defensivo rival. Substituído aos 60'.

BAS DOST (7). Foi contratado para marcar golos e tem vindo a cumprir: o cabeceamento certeiro aos 25' valeu três pontos à equipa. Ainda rematou ao poste e teve boas movimentações em várias áreas do terreno.

JOÃO PEREIRA (5).  Entrou aos 47', rendendo o lesionado Schelotto. Foi bastante mais contido do que noutros desafios, talvez lembrando o cartão vermelho recebido quatro dias antes frente ao Real Madrid em Alvalade.

BRYAN RUIZ (5).  Substituiu Campbell aos 60', numa altura em que o treinador pedia à equipa maior contenção de bola. Cumpriu a missão no ritmo pausado a que já nos habituou mas sempre com bom toque de bola.

PAULO OLIVEIRA (-).  Entrou aos 85', colmatando a súbita vaga de Rúben Semedo. Jogou o tempo suficiente para ajudar a conter a previsível investida final do Boavista, que não passou de breve fogacho.


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Gostei

 

Da vitória no Bessa. O Sporting trouxe hoje três pontos do confronto com o Boavista, num estádio tradicionalmente difícil. Missão cumprida.

 

Da nossa superioridade durante todo a partida. Noventa minutos com total domínio leonino, desde o minuto inicial. A primeira incursão dos axadrezados à nossa baliza só ocorreu quando já havia passado uma hora de jogo.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Boavista, criando sucessivos desequilíbrios na sua ala e à entrada da grande área axadrezada. Fez a assistência para o golo e esteve ele próprio muito perto de marcar. Tem um fôlego inesgotável: não acusa o menor indício de desgaste físico.

 

De Bas Dost. Fez o que lhe competia: voltou a marcar. Já soma sete golos na Liga 2016/17. Mas não se limita a esperar pela bola: vai muitas vezes buscá-la. Exerce pressão na frente e sabe também jogar atrás.

 

De Campbell. Segunda jornada consecutiva com o costarriquenho como titular. E voltou a demonstrar ao treinador que vale a pena apostar nele. Muito dinâmico, sobretudo na primeira parte, domina bem a bola e ganha consecutivos confrontos individuais. Deu nas vistas logo aos 8' ao servir Bas Dost, que rematou ao poste.

 

De Adrien. Um elemento fundamental para as ambições do Sporting na conquista do campeonato. Mesmo quando não brilha, como foi o caso, é sempre essencial na manobra ofensiva da equipa, abrindo linhas de passe e calibrando a velocidade do jogo. Esta vitória também se deveu muito a ele.

 

De ganhar após a Champions.  Quebrou-se de vez o mito da quebra leonina após os desafios das competições europeias. Quatro dias após o duro embate de Alvalade com o Real Madrid o Sporting não acusou o menor sinal de falta de frescura física nem de quebra psicológica.

 

Da maturidade da equipa. Ao contrário do que sucedeu noutros desafios, soubemos guardar bem a bola e pautar o ritmo do jogo de acordo com os nossos interesses quando passámos a jogar com um a menos, aos 83', na sequência da injusta expulsão de Rúben Semedo.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza voltou a ficar invicta e nem sequer chegou a estar sob ameaça em momento algum do jogo de hoje.

 

Das ausências de Elias e Markovic. Nenhum deles fez a menor falta.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Em Portugal expulsa-se duas vezes mais do que em Espanha ou Inglaterra e três vezes mais do que na Alemanha. Fábio Veríssimo, após uns instantes de hesitação, cedeu à pressão dos jogadores da casa mostrando o cartão vermelho a Rúben Semedo num lance em que não houve contacto físico. Péssima decisão do mesmo juiz da partida que já nos tinha prejudicado seriamente na época passada, no desafio frente ao Braga da Taça de Portugal que ditou a nossa eliminação da prova.

 

Da lesão de Schelotto. Perdemos o lateral direito logo a abrir a segunda parte, forçando Jorge Jesus a queimar uma substituição com uma troca directa, fazendo entrar João Pereira.

 

Da vitória escassa. Vencemos o Boavista por 1-0. Muito melhor do que há um ano, quando fomos ao Bessa empatar a zero. Mas soube a pouco atendendo às oportunidades criadas, sobretudo no primeiro tempo.

 

Das duas bolas aos ferros. A primeira logo aos 8', por Bas Dost, a passe de Campbell; a segunda com um disparo fortíssimo à barra de Bruno César, bem servido por Gelson Martins. Qualquer deles merecia ter feito golo.


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23 Nov 16

Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Prestação muito positiva do onze leonino, perante assistência recorde em Alvalade, frente ao Real Madrid, campeão europeu em título. A nossa equipa nunca se sentiu inferiorizada.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, o nosso melhor. Funcionou como saca-rolhas na ala direita, abrindo ali sucessivas linhas de passe e vulgarizando o brasileiro Marcelo, seu adversário mais directo. Fez levantar o estádio com uma magnífica jogada a abrir a segunda parte. Excelentes cruzamentos para a grande área aos 18', 51', 75' e 86'. Mas faltou sempre alguém para dar a melhor sequência a estes passes.

 

De William Carvalho. O campeão europeu voltou a ser um gigante em campo, dominando o eixo do terreno na ligação constante entre a defesa e o ataque. Recuperou bolas, fez passes de ruptura e ainda arriscou incursões em zonas mais ofensivas. Nunca baixou os braços.

 

De Adrien. Nos momentos decisivos, faz a diferença. Aconteceu numa fase crucial do jogo, aos 80', quando Campbell arrancou um penálti, cometido por Fábio Coentrão. Chamado a convertê-lo, o nosso capitão não vacilou. Empatando a partida com um remate muito forte e bem colocado.

 

De Bruno César. Sempre muito combativo. Marcou muito bem um livre logo aos 5'. Grande remate aos 32', desviado in extremis por Sergio Ramos. Outro livre a rasar o poste, iam decorridos 41'. Um dos melhores, sem dúvida. Substituído por Campbell aos 62', talvez devesse ter permanecido mais tempo em campo.

 

Da hipótese de reviravolta.  Durou apenas sete minutos a situação de empate nesta partida, desfeita aos 87'. Soube a pouco esse curto período que nos fez sonhar mais alto.

 

De termos jogado sem temor. Sem o brilhantismo da nossa exibição no Santiago Bernabéu, o onze leonino nunca mostrou receio por defrontar o campeoníssimo Real. É de sublinhar esta atitude aguerrida e descomplexada: nem em inferioridade numérica nos deixámos atemorizar.

 

Da assistência em número inédito. Nunca tinha estado tanta gente no nosso estádio desde que foi inagurado, há 13 anos: 50.046 espectadores. Prova evidente de que sócios e adeptos continuam a apoiar a equipa.

 

Dos fortes aplausos a Cristiano Ronaldo. Leão uma vez, Leão para sempre. O melhor jogador do mundo sentiu bem o carinho do público neste regresso a Alvalade 13 anos depois.

 

 

Não gostei

 

Da derrota. Apesar da boa réplica que demos à melhor equipa do mundo, e jogando com menos um durante a última meia hora, voltámos a sair derrotados na Champions (1-2). Falta agora o decisivo confronto com o Legia de Varsóvia, que ditará se transitamos para a Liga Europa.

 

Do golo inicial, sofrido aos 29'. Num lance de bola parada, beneficiando de uma das raras falhas defensivas do Sporting nesta partida, Varane marcou. Ao intervalo, o Real vencia 0-1. Mas a nossa equipa não se sentiu inferiorizada por isso.

 

Da expulsão de João Pereira. Ficámos reduzidos a dez a partir do minuto 64', quando o nosso lateral direito foi expulso por uma alegada agressão que ninguém viu a não ser o árbitro assistente. Um mistério.

 

De Fábio Coentrão. Substituto de Marcelo, mal entrou em campo logo cometeu um penálti infantil, prejudicando a sua equipa. Algo inaceitável em alta competição.

 

Da nossa incapacidade de concretização. É o problema de sempre: continuamos a falhar demasiados golos. Bas Dost, nos 76 minutos em que esteve em campo, andou desencontrado da bola: quando ela aparecia, ele não estava; quando esteve ele, faltava a bola. Campbell (aos 82') e André (aos 86') podiam ter marcado quase ao cair do pano, o que não aconteceu.

 

De mais um fatídico fim de jogo. Em Madrid, estávamos a ganhar aos 88' e acabámos por sofrer dois golos. Desta vez, com a partida empatada, vimos o Real chegar à vitória aos 87'.


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21 Nov 16

Gelson Martins estampou-se ontem. Infelizmente para os pasquins, o único líquido envolvido foi água... na estrada. Eu e todo os sportinguistas esperamos que este seja o único acidente da semana, envolvendo o Sporting e... bólides brancos


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02 Nov 16

Gostei

 

Da atitude dos jogadores. No rescaldo do empate na Choupana, na última jornada do campeonato, sucederam-se protestos ruidosos dos adeptos, exigindo "atitude" à nossa equipa. Valeu a pena protestar: o Sporting bateu-se bem esta noite na Alemanha, frente ao Borussia Dortmund, mantendo o resultado em aberto até ao apito final. Perdemos tangencialmente, por 0-1, mas os jogadores bateram-se bem em campo.

 

Da nossa organização táctica. Jorge Jesus surpreendeu com um eixo defensivo formado por três jogadores (Coates, Rúben Semedo e Paulo Oliveira) para travar a dinâmica de construção da turma germânica, fazendo avançar um deles (Rúben, quase sempre) no nosso processo ofensivo. Aposta parcialmente conseguida, esta espécie de 3-5-2: apenas em dois lances o Borussia conseguiu minar o nosso reduto defensivo. Infelizmente para nós um desses lances resultou no golo solitário.

 

De Gelson Martins. Causou constantes desequilíbrios na nossa ala direita, ganhou várias vezes o confronto individual com Raphael Guerreiro, soube centrar com perigo e esteve perto do golo em duas ocasiões, aos 27' e aos 31'. Decaiu um pouco na segunda parte, devido ao cansaço, mas ainda rematou com perigo aos 49', suscitando uma boa defesa do guardião contrário. Voltou a ser o nosso melhor elemento: é o grande criativo deste Sporting 2016/17.

 

De William Carvalho. Todos receávamos que tivesse ficado afectado pelo desafio frente ao Nacional, em que falhou um penálti, mas a boa notícia é que o nosso médio defensivo voltou às grandes exibições. Recuperou bolas, abriu linhas de passe, fez vários lançamentos longos para alargar a nossa frente de ataque. Merece nota muito positiva.

 

De Schelotto. Uma das suas melhores partidas de sempre com a camisola verde e branca. Sobretudo na segunda parte, em que fez valer o seu bom domínio da bola, aliado à velocidade. Dos pés dele, num cruzamento perfeito, saiu aos 77' quase uma assistência para golo: a bola só não entrou porque Bryan Ruiz, o suspeito do costume, manteve a tradição de falhar em lances deste género. O italo-argentino, com visíveis problemas de ordem física e já sem hipótese de ser substituído, teminou o jogo quase sem conseguir correr, numa louvável missão de sacrifício.

 

Do regresso de Adrien.  Decorria o minuto 58 quando o campeão europeu regressou enfim aos relvados após lesão demorada, provocando uma injecção anímica na equipa, que já estava a jogar bem e passou a jogar melhor ainda. Infatigável, sem aparentes sequelas da lesão, fez passes entre linhas, recuperou bolas e exerceu pressão alta sobre a equipa adversária. Não esperávamos menos dele.

 

Da nossa sorte. Bem podemos dizer que esteve do nosso lado, ao minuto 34', quando Götze rematou à trave. Um calafrio percorreu equipa e adeptos: seria 2-0 e o destino da partida ficaria praticamente traçado. Felizmente a bola não entrou.

 

Que Jesus não tivesse feito "poupanças" a pensar no Arouca. Deixando Elias e Markovic fora do onze titular, como se impunha, da equipa-base apenas Bas Dost ficou inicialmente no banco, dando lugar a Castaignos. Mas até Dost jogou também, acabando por fazer toda a segunda parte, por troca com o compatriota, demasiado discreto durante o primeiro tempo.

 

Do apoio incansável dos adeptos. Estavam pelo menos três mil apoiantes leoninos em Dortmund. Apoiando a equipa do princípio ao fim com cânticos e gritos de incentivo. No final, não regatearam fortes aplausos aos jogadores. De falta de atitude ninguém se queixou.

 

 

Não gostei

 

Da derrota. Não há vitórias morais: saímos derrotados deste importante desafio da Champions. Com um golo sofrido logo aos 12'. Bastou aos alemães para concretizarem o objectivo para este jogo.

 

Da tremideira colectiva no lance do golo. Marvin, com falhas pontuais de marcação, abriu espaço no seu corredor para o cruzamento e Paulo Oliveira falhou a intercepção, permitindo que o colombiano Adrián Ramos marcasse. Foi a única falha do reaparecido internacional sub-21, mas num lance que acabou por ser decisivo.

 

Da nossa má finalização. Consistência defensiva, mobilidade no meio-campo, boas trocas de bolas: fizemos várias vezes quase tudo bem excepto ao chegarmos aos últimos 15 metros do campo. Não por falta de tentativas mas por falta de pontaria. Nem à meia-distância nem de recarga nem de cabeça nem de bola parada o golo aconteceu.

 

Do falhanço de Bryan Ruiz. Começa a ser uma tradição no Sporting: a melhor oportunidade acaba por ser desperdiçada pelo internacional costarriquenho. Voltou a acontecer, ao minuto 77.

 

De Castaignos. Entrou desta vez como titular: foi a maior oportunidade que Jesus lhe deu até agora. Mas, sem entrosamento com os companheiros nem rotina competitiva, teve uma exibição pálida, de que apenas se destacou uma boa tabelinha com Gelson aos 27'. Ninguém se surpreendeu quando cedeu lugar a Bas Dost logo a abrir a segunda parte.

 

De Markovic. Jesus esteve bem em duas das três substituições, sem desmontar o esquema táctico concebido para este jogo, trocando ao intervalo o apagado Castaignos por Bas Dost e fazendo entrar Adrien aos 58' para render Bruno César. Inútil foi a entrada de Markovic, aos 78', para ocupar a posição de Bryan Ruiz. O sérvio voltou a demonstrar falta de integração na equipa e falta de maturidade competitiva. Corre bastante mas nem ele próprio deverá perceber para quê.


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23 Out 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Tondela pelos três jornais desportivos:

 

Gelson Martins: 17

Campbell: 15

Rui Patrício: 15

Schelotto: 14

Rúben Semedo: 14

Coates: 13

William Carvalho: 13

Bruno César: 12

Bryan Ruiz: 12

Castaignos: 11

Bas Dost: 11

Elias: 9

André: 9

Marvin: 9

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor jogador em campo.


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22 Out 16

Sete pontos perdidos nos últimos quatro desafios. Três pontos menos do que tínhamos à oitava jornada na Liga 2015/16. E manteve-se a má tradição: claudicamos numa partida do campeonato após uma jornada europeia.

Foi um Sporting apático e tristonho que se apresentou hoje em Alvalade frente a um Tondela que soube defender-se bem e atrever-se em diversos contra-ataques. Perante um adversário organizado pedia-se mais dinâmica de jogo à equipa da casa, mas isso não sucedeu. Faltou qualidade no transporte de bola, faltou acutilância nos últimos metros do terreno e faltou empenho de vários jogadores. Incluindo alegados reforços que ainda não demonstraram ser mais-valias. Excepção para Joel Campbell, que hoje foi o último suplente utilizado e o único a conseguir marcar, mesmo à beira do apito final.

Também faltou Adrien, que continua lesionado: sem ele, este Sporting vale muito menos. Oxalá Gelson Martins não se lesione: o jovem extremo leonino voltou a ser o melhor em campo. Que diferença em relação a vários dos seus companheiros...

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (5). Viu-se forçado a estar sempre atento. Saiu mais de uma vez da grande área, em defesas de emergência. O golo, aos 74', apanhou-o mal posicionado na baliza. Acontece.

SCHELOTTO (6). Fez bom uso da velocidade. Nem sempre cruzou bem, mas nunca desistiu. Vistosas tabelinhas com Gelson Martins. Dois centros seus levavam selo de golo, aos 21' (Bas Dost falhou) e aos 45' (Bryan Ruiz desperdiçou).

COATES (6). Sólido e autoritário nas operações de comando defensivo, evidenciando inegável domínio técnico. Adiantou-se bastante no terreno, puxando a equipa para a frente. Tentou marcar de cabeça, após um canto, aos 86'.

RÚBEN SEMEDO (5). Revelou dificuldades em travar os contra-ataques velozes do Tondela. Venceu a maioria dos confrontos individuais, mas sem a tranquilidade já demonstrada noutras partidas.

MARVIN (3). Um atraso mal medido aos 15' provocou canto. Revelou as dificuldades habituais na manobra atacante da sua ala. Também com evidentes falhas defensivas, uma das quais originou o golo do Tondela. Saiu logo a seguir.

WILLIAM CARVALHO (6). Sem Adrien, vê-se forçado a gerir uma zona muito mais ampla do terreno. Ainda assim, fez os melhores passes em profundidade. Um deles, já no último minuto do encontro, esteve na origem do golo do empate.

ELIAS (2). Incapaz de acelerar o jogo, incapaz de fazer um passe longo, incapaz de segurar jogo a meio-campo e de distribuir a bola com critério. Não merecia ter jogado a titular, de tão frouxo se mostrou. Jesus tirou-o ao intervalo.

GELSON MARTINS (7).  Aos 4' emitiu o primeiro sinal de perigo, rematando com força ao poste. Muito marcado, viu-se forçado a jogar mais no eixo. Nunca desistiu de virar o resultado. Foi dele a assistência para o golo de Campbell.

BRYAN RUIZ (4).  Uma sombra do que foi na época passada. Parece entrar em campo já fatigado, sem chama, sem ânimo. Falhou o golo da praxe, de frente para a baliza, após centro milimétrico de Schelotto.

ANDRÉ (3). Jesus apostou desta vez nele a titular, confiando-lhe a posição de segundo avançado. Em vão. O brasileiro nunca se entendeu com Bas Dost, incapaz de servir o holandês. Mal se deu por ele em campo. Saiu aos 61'.

BAS DOST (5). Jogou mais recuado do que devia. Tentou muito, foi buscar jogo atrás, correu várias vezes até à ala em busca da bola, mas desta vez sem resultado. Grande passe para Gelson logo aos 4'. Remate por cima aos 21'.

BRUNO CÉSAR (5).  Saltou do banco na segunda parte, rendendo Elias. Sem brilhantismo e desta vez com pouca eficácia, mas revelando mais intensidade e muito mais entrega ao jogo do que o brasileiro.

CASTAIGNOS (4). Substituiu André aos 61', muito incentivado pelo público nesta estreia oficial pelo Sporting. Nos primeiros minutos andou perdido na frente de ataque. O melhor que fez foi uma boa jogada aos 89'. Espera-se mais.

CAMPBELL (6). Segundo golo pelo Sporting. Este foi crucial: valeu um ponto. Em campo desde o minuto 75, deu profundidade e qualidade ofensiva à equipa e mostrou que também sabe defender. Marcou ao cair do pano (96').


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Não gostei

 

Do empate sofrido em casa. Primeiros pontos perdidos em Alvalade neste campeonato - contra o Tondela, por 1-1. Uma equipa que já nos tinha imposto um empate caseiro, por 2-2, na época anterior.

 

Da atitude da equipa. Muita posse de bola (71% ao longo do encontro), muitas tabelinhas, muita lateralização, mas pouca progressão. Velocidade moderada, incapacidade quase total de progressão com eficácia no último terço do terreno. É nestes jogos, com esta atitude frouxa, que os campeonatos se perdem.

 

De Elias. A imagem personificada do desleixo e da apatia da equipa. Sem velocidade, sem capacidade de pressionar, sem conseguir fazer um passe em profundidade, o brasileiro volta a confirmar - pela segunda vez em Alvalade, com presidentes e treinadores diferentes - que não tem categoria para vestir a camisola do Sporting.

 

De André. Jogou pela primeira vez a titular, mas foi de uma ineficácia impressionante. Destacou-se apenas pela quantidade de vezes que caiu para o chão, pedindo faltas. Nada a ver com o espírito leonino. Nada a ver com o espírito de uma equipa que sonha com a conquista do campeonato.

 

De Marvin. Mais uma exibição confrangedora do lateral holandês. Num recuo para Rui Patrício, atirou a bola para além da linha de fundo, provocando um canto. No golo do Tondela, aos 74', deixou Murillo correr sem a menor oposição pela sua ala. Jesus deu-lhe imediata ordem de saída. Já foi tarde.

 

Da insistência de Jorge Jesus em manter Bruno César no banco. O brasileiro, entrando logo a abrir a segunda parte, foi o primeiro a sacudir o jogo, conferindo mais intensidade e agressividade à equipa. Bem melhor do que Elias, que alinhou a titular.

 

Da nossa incapacidade para causar perigo a partir de bolas paradas. Um livre lateral, apontado por Bryan Ruiz, chegou a transformar-se num passe ao guarda-redes. Com delicadeza, não fossem as mãos de Cláudio Ramos ficar a arder.

 

Da ausência de Adrien. A prolongada lesão do nosso capitão faz baixar muito o ritmo e a intensidade da equipa.

 

De mais um golo sofrido. E vão dez à oitava jornada.

 

De mais dois pontos perdidos. Ainda podia ter sido pior: estivemos a segundos de perder outro. Nos últimos quatro jogos, deixámos fugir sete. E há um ano tínhamos mais três.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Claramente o melhor em campo, novamente o mais destacado jogador do Sporting - deixando a larga distância quase todos os companheiros. Destacou-se logo ao minuto 4, rematando ao poste após uma brilhante incursão pela ala direita. E foi dele a assistência para o golo de Campbell, no minuto final. Fez tudo para merecer a vitória.

 

De Coates. Grande exibição do internacional uruguaio, que não se limitou a defender com solidez e precisão: conduziu vários lances de ataque, com a bola bem dominada, suscitando justos aplausos das bancadas. Tentou o golo na sequência de um canto, aos 86', mas o cabeceamento saiu por cima da baliza.

 

Da estreia de Castaignos. Finalmente o reforço holandês foi lançado por Jesus. Iam já decorridos 61 minutos, mas ainda houve tempo para ver um ou outro pormenor positivo deste avançado. De qualquer modo, ainda é cedo para tirar conclusões.

 

De Campbell. Vinte minutos em campo, a sua melhor exibição até agora com a camisola verde e branca. Exibição saldada com o golo do empate, numa jogada bem urdida que começou com um passe longo de William, prosseguiu com uma boa recepção de cabeça de Coates a servir Gelson e com este a colocar a bola na grande área - assistência que foi quase meio golo. O internacional costarriquenho evitou o mal maior em Alvalade.

 

Da apresentação de Nelson Évora como novo atleta do Sporting. O campeão olímpico de triplo salto, reforço do atletismo leonino, foi apresentado de verde e branco ao intervalo, recebendo merecida ovação. Tal como sucedeu ao brasileiro André Cruz, um dos heróis da nossa campanha de 2001/2002 que hoje esteve presente em Alvalade.


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18 Out 16
Parabéns, Gelson
Pedro Correia

600[1].jpg

 

Foste justamente considerado o melhor jogador jovem da Liga NOS referente aos meses de Agosto e Setembro, por escolha do Sindicato dos Jogadores.

Mereces os nossos calorosos parabéns por este reconhecimento público da melhor fase da tua ainda curta carreira de profissional de futebol - coroada com a merecida convocação para a selecção nacional.

É um prémio que nos enche a todos de orgulho. E que antecede muitos outros, como verás.

Aproveito também para endereçar os parabéns aos jogadores que ficaram atrás de ti nesta escolha do Sindicato: André Silva (segundo classificado) e Gonçalo Guedes (terceiro).


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11 Out 16

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10 Out 16

«Gelson, que deu o titulo a este post, é o futuro; tecnicamente muito evoluído, mas não menos importante: é inteligente, concentrado, tranquilo e não se atemoriza nos grandes palcos, como se viu no jogo de estreia pela selecção A.»

Leão de Queluz, neste meu texto


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07 Out 16

gelsonmartins[1].jpg

 

Estavam decorridos 72 minutos do Portugal-Andorra esta noite realizado no estádio municipal de Aveiro quando Gelson Martins entrou em campo, estreando-se como jogador da selecção A. O resultado não deixou lugar a dúvidas neste segundo jogo da nossa campanha para o Mundial de 2018: vitória portuguesa por 6-0, com golos de Cristiano Ronaldo (quatro), João Cancelo e André Silva.

Durante a meia hora em que jogou, o criativo extremo leonino, com apenas 21 anos, confirmou todos os dotes que o levam a ser já cobiçado por alguns dos maiores emblemas europeus - com destaque para o Barcelona, que o vem observando há várias semanas.

Faço votos para que este tenha sido o primeiro de muitos jogos de Gelson Martins com a camisola da principal equipa das quinas. Ele merece-a. E o futebol português bem merece um jogador de inegável talento como Gelson tem.


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02 Out 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no V. Guimarães-Sporting pelos três jornais desportivos:

 

Gelson Martins: 18

Elias: 16

Markovich: 16

Coates: 15

Adrien: 14

Schelotto: 14

Bryan Ruiz: 13

Rúben Semedo: 13

Bas Dost: 12

Rui Patrício: 12

Marvin: 11

William Carvalho: 11

Bruno César: 9

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor jogador em campo.

 

ADENDA: Agradeço ao leitor Alexandre Teles ter-me fornecido os dados do jornal A Bola.


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01 Out 16

Gostei

 

Da exibição do Sporting nos primeiros 70 minutos. Clara supremacia leonina concretizada em três golos sem resposta (29', 41', 70') e em domínio absoluto no terreno. Uma supremacia que infelizmente não conseguimos manter até ao desfecho da partida.

 

Do primeiro tempo. Chegámos ao intervalo com 68% de posse de bola e a vencer 2-0, resultado que parecia escasso dada a exibição muito superior do Sporting face a uma inoperante equipa anfitriã. Neste período Rui Patrício não fez uma só defesa.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o melhor em campo. Foi sempre muito dinâmico na ala direita, que dominou como quis durante quase todo o jogo, sem descurar missões defensivas. Soberba intervenção no golo inaugural do Sporting, ganhando uma bola dividida com uma exímia rotação que lhe permitiu galgar terreno e rematar à baliza. Da defesa incompleta de Douglas nasce o primeiro golo, apontado por Markovic.

 

De Adrien. Jogando mais adiantado do que é habitual, quase na posição 10, o nosso médio interior deu o primeiro sinal de perigo com uma bomba disparada à baliza vimaranense, proporcionando a defesa da noite ao guardião Douglas. Iam decorridos 27 minutos. Aos 36' lesionou-se e teve de abandonar o campo. Fez falta à equipa - e de que maneira. Sem ele a equipa perde voz de comando.

 

Da estreia de Markovic a titular. O internacional sérvio, que entrou pela primeira vez de início neste campeonato, fez a sua melhor partida até agora com a camisola do Sporting. Exibição positiva, traduzida no golo que marcou.

 

Do apoio incondicional dos adeptos leoninos. O topo norte do estádio D. Afonso Henriques pintou-se de verde e branco com sportinguistas a puxar pela equipa.

 

 

Não gostei

 

Da reviravolta do V. Guimarães, facilitada pelo Sporting. Sofremos dois golos em dois minutos, aos 73' e 74', permitindo que a débil equipa anfitriã ressurgisse das cinzas e acabasse por empatar a partida. Sem capacidade de segurar a bola no quarto de hora final, permitimos ainda um terceiro golo.

 

Do penálti cometido por William Carvalho. O Sporting vencia folgadamente, dominava por completo o jogo. Não havia a menor necessidade.

 

Deste empate 3-3. Por saber a derrota. Como aconteceu na época passada, quando empatámos 0-0 em Guimarães - um jogo que nos fez perder o título. Provavelmente estes dois pontos vão fazer-nos muita falta também.

 

De termos sofrido oito golos em três jogos do campeonato. Três contra o Rio Ave, dois contra o Estoril, três agora contra o V. Guimarães. Demasiados.

 

Da lesão de Adrien. O capitão foi forçado a abandonar o campo por lesão muscular. Sete golos sofridos pelo Sporting sem ele em campo, após os jogos em Madrid e em Alvalade frente ao Estoril. Não há coincidências.


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29 Set 16
Ficou pela metade!
Francisco Vasconcelos

gelsonrubens.jpg

 

Será que, tendo em conta o calendário fácil e a necessidade de renovação, eu sou a única pessoa que não percebe como é convocado o Bruno Alves em vez do Rúben Semedo?

Aproveito ainda para dar os parabéns ao menino Gelson pela merecida primeira chamada às opções do selecionador Fernando Santos.


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27 Set 16

Gostei

 

Do nosso regresso à Liga dos Campeões em casa. Vinte e dois meses depois Alvalade voltou a ser palco de um jogo da Champions. Em boa hora.

 

Da vitória sem discussão. Dois a zero frente ao Legia de Varsóvia, campeão polaco. Dois golos de Bryan Ruiz e Bas Dost, ainda na primeira parte, arrumaram o assunto. Missão cumprida.

 

Do nosso meio-campo. Foi um luxo observá-lo durante cerca de meia hora, entre os 15 minutos da primeira parte e o intervalo. Contínuas trocas de bola, tabelinhas, desmarcações, mudanças de flanco, variações de velocidade, posse quase permanente de bola. Um autêntico carrocel que deixou os polacos com a cabeça à roda.

 

De ver a nossa baliza invicta. Depois de sete golos sofridos em três jogos, soube bem não ter sofrido nenhum nesta partida.

 

De Bas Dost. O internacional holandês soma e segue: cinco jogos, cinco golos. Voltou a facturar: foi o seu primeiro golo na Champions de leão ao peito.

 

De William Carvalho. Outra exibição notável do nosso n.º 14, que funcionou como tampão do caudal ofensivo polaco, inviabilizando as jogadas da equipa adversária pelo eixo central. O campeão europeu confirma-se como um dos pilares do onze titular leonino.

 

De Gelson Martins. Já tinha partido os rins a Marcelo no Santiago Bernabéu, repetiu a graça frente ao lateral esquerdo polaco. Sobretudo na primeira parte, em que inventou vários lances que desbarataram a estratégia defensiva adversária. Pelo que fez nesse período merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Adrien. Incansável, novamente. Um poço de energia. Contribuição preciosa para o lance do segundo golo, em que fez assistência para Bas Dost.

 

Da estreia oficial de Petrovic. O internacional sérvio jogou alguns minutos para reforçar a consistência do nosso meio-campo defensivo, ajudando a segurar o resultado.

 

Que não tivesse havido poupanças. Jogou o nosso melhor onze titular, sem ficar ninguém de fora a pensar no desafio de sábado em Guimarães. A Liga dos Campeões é para ser levada a sério.

 

De Raul José. Esteve bem nas substituições. E também esteve bem no banco, com uma atitude serena, sem procurar imitar os inimitáveis jogos histriónicos de Jorge Jesus.

 

Do "12.º jogador". Os adeptos voltaram a comparecer em peso: 40.094 esta noite nas bancadas de Alvalade. Décimo jogo consecutivo em casa com mais de 40 mil lugares preenchidos.

 

 

Não gostei

 

Dos golos falhados. Mais uma vez desperdiçámos a hipótese de terminar um jogo com goleada. Pelo menos duas grandes perdidas: a primeira por Gelson, a um metro da baliza;  a segunda por Coates, de cabeça, levando o guarda-redes polaco a fazer a defesa da noite.

 

De um certo adormecimento na segunda parte. A nossa equipa tirou demasiado cedo o pé do acelerador e limitou-se a gerir a vantagem quando a vitória estava longe de garantida.

 

De um penálti poupado aos polacos. Decorria o minuto 53 quando um defesa do Legia desviou com o braço a trajectória da bola rematada por Bas Dost. Grande penalidade que o árbitro inglês deixou passar.

 

Da ausência de Jesus. O treinador principal do Sporting, expulso no jogo de Madrid, assistiu à partida algures no estádio, longe do banco. Não havia necessidade: Jorge Jesus deve contar as suas explosões de fúria junto à linha para evitar a repetição destas medidas disciplinares.


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25 Set 16

Há pessoas que vêem mais com um olho que outras com os dois, Camões escreveu mais ou menos isto:

"Já no largo Oceano navegavam,

As inquietas ondas apartando;

Os ventos brandamente respiravam"

Respiremos, brandamente, então e concentremo-nos, este "post" num plácido domingo, sem futebol, conterá uma analepse e uma prolepse.

Barcelos, 6 de Setembro de 2016, cerca das 18h25.

Paris, 10 de Julho de 2016, cerca das 21h35.

Vamos então para Paris, para o dia 10 de Julho, o que aconteceu às 21H35, hora de Portugal continental, saiu a carraça e entrou Éder, o resto já sabemos...

Então e no dia 6 de Setembro em Barcelos?

O que aconteceu?

Aconteceu Gelson.


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16 Set 16

Gelson Martins não nasceu na última quarta-feira no estádio do Real Madrid. Quem acompanha o Sporting, já desde a época passada que vê ali ao vivo mais uma pérola da nossa formação. A juntar a muitas outras. O facto de Gelson, mesmo jogando de forma contínua desde a época passada, marcando golos e fazendo assistências não aparecer nas capas dos desportivos e não ser chamado à selecção, são questões que devem ser levantadas aos respectivos responsáveis. Se em Portugal o jornalismo dito desportivo se rege por encomendas e ordens recebidas, ignorando a verdadeira noticia e dando parangonas a pseudo projectos que poucos meses depois estão colocados em equipas irrelevantes de escalões secundários, isso deve de facto ser questionado. Se as convocatórias para a principal selecção de futebol são na sua maioria fretes que se fazem a “empresários” (já nem falo na vergonha escandalosa que são as convocatórias para as selecções jovens) utilizando a selecção para promover negócios e ao mesmo tempo fazendo tudo para desestabilizar jogadores do clube que luta contra todo este lodo, isso deve de facto ser questionado.

Agora não fiquem assim de boca aberta por causa do Gelson. Já cá anda desde o ano passado a brilhar.


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15 Set 16

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Mais 60M € a entrar em Janeiro?
José Navarro de Andrade

Título de "Marca" o jornal madrilista: "Gelson Martins asombra al mundo con una actuación de 'crack' en el Bernabéu."


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