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És a nossa Fé!

Bilhete ao Gelson Martins

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És um virtuoso: todos te reconhecemos isso.

Já te aplaudi sem reservas inúmeras vezes. Mas pareces-me em baixo de forma, talvez mais do ponto de vista psicológico do que do ponto de vista físico. Por vezes abusas das fintas, chegas a fintar-te a ti próprio, andas num vaivém inconsequente junto à linha e esses cruzamentos, como tu reconhecerás, já foram muito mais certeiros.

Tenho a certeza que voltarás aos magníficos desempenhos da época passada, em que tantas vezes funcionaste como pedal acelerador da nossa equipa e foste o ás dos desequilíbrios, o herói do um-para-um, o rei das assistências. Partiste os rins - felizmente apenas no sentido metafórico - a muitos defesas adversários, impulsionando e motivando os teus companheiros. Não admira, por isso, que sejas cobiçado pelas restantes equipas nacionais: todas gostariam de contar contigo nas suas fileiras.

Tornaste-te um ídolo em Alvalade por mérito próprio. E é por isso que, mesmo quando não te exibes ao melhor nível, continuamos a confiar convictamente em ti.

Acalma-te, pá. E mostra o que vales em campo. Que é muito. Que é imenso.

DIA D

E nunca mais acaba o dia de hoje…

 

Já estou cansado das possíveis saídas e entradas.

 

Mais do que entradas, o que eu pretendia é que nenhum dos nossos jogadores saísse.

 

Adorava poder contar durante este ano com Rui Patrício, Fábio Coentrão, William Carvalho, Adrien Silva, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

 

Parece que esta seria a melhor prenda que o Sporting Clube de Portugal poderia dar a Fernando Santos.

 

As rotinas de uma época poderiam ser o melhor trunfo para o Mundial e este argumento deveria ser ponderado por todos.

 

Saudações Leoninas

Olha que dois

Quase concluída a ronda inaugural do campeonato, verifica-se que dois talentos da formação leonina figuram já na lista dos marcadores de golos.

Gelson Martins, com dois apontados na vitória do Sporting no campo do Aves.

E Francisco Geraldes, no golo que valeu três pontos ao Rio Ave no confronto caseiro com o Belenenses.

Prometem ambos. Muitos e bons.

Pódio: Gelson Martins, Acuña, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Aves-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 20

Acuña: 18

Coates: 16

Mathieu: 15

Rui Patrício: 15

William Carvalho: 15

Podence: 14

Adrien: 14

Fábio Coentrão: 14

Bas Dost: 14

Battaglia: 13

Bruno Fernandes: 13

Piccini: 13 

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor jogador em campo. Gelson é o único repetente do último pódio da época passada.

A formação, uma vez mais

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 Foto Miguel Pereira/Global Imagens

 

A melhor notícia do jogo de ontem foi a revelação de Gelson Martins como finalizador ao conseguir o primeiro bis da sua carreira. Os dois golos que marcou acabaram por ser cruciais para sairmos ontem de Vila das Aves com os três pontos iniciais deste campeonato.

No primeiro, correspondendo da melhor maneira a um passe longo de Acuña, todo o mérito lhe pertence: corre para a bola, tira de forma impecável o defesa adversário do caminho e dribla o guarda-redes ao rematar para o ângulo mais improvável. No segundo, bastou-lhe estar lá, na posição habitual do ponta-de-lança, e aproveitar da melhor maneira um ressalto que resultou de um lapso defensivo. Mas o facto é que não tremeu ali bem perto das redes - longe disso. Foi quanto bastou para se confirmar como o homem do jogo.

Alguns colegas de blogue, traduzindo a habitual opinião do "tribunal de Alvalade", preferiram Acuña neste partida. Voltamos à velha questão da eficácia versus nota artística. O argentino parece até à data a nossa melhor contratação desta temporada mas a verdade é que teve três oportunidades para decidir e em todas elas esteve quase. Apenas quase. Na primeira, aos 21', permitiu uma grande defesa do guarda-redes Adriano. Na segunda, aos 46', levou a bola a tocar na barra. Na terceira, aos 75', chutou à figura do guardião do Aves.

Quando foi preciso sentenciar o jogo, a solução estava afinal na cantera leonina. É a conclusão a que sempre chegamos no Sporting. E que explica, em grande parte, por que motivo tantos de nós continuamos a sair em defesa aberta da formação. Reafirmo o que penso sobre a matéria: entre piscar o olho à bancada com jogadas vistosas e a simples eficácia do golo, prefiro esta. Porque é a única a dar-nos títulos.

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting começou o campeonato nacional 2017/2018 com o pé direito. Vencendo o recém-promovido Aves por 2-0 - com um golo marcado em cada parte do desafio, ambos por Gelson Martins, que assim promete desde já voltar a ser uma das grandes figuras leoninas da Liga portuguesa.

Jorge Jesus fez estrear cinco titulares nesta partida inaugural. Três deles na defesa: Piccini, Mathieu e Coentrão. Mais à frente, Acuña e Bruno Fernandes.

Sem deslumbrar, sem "nota artística", o Sporting manteve sempre o controlo das operações, com um interessante fio de jogo. Faltou dar mais profundidade aos corredores e sobretudo articular melhor a ligação entre o meio-campo e Bas Dost, lá à frente. Bruno Fernandes, encarregado dessa missão, revelou falta de rotina - ou talvez mesmo falta de vocação - para tal papel. Quando Podence o substituiu, aos 61', o caudal ofensivo leonino melhorou em acutilância e velocidade.

O homem do jogo, naturalmente, foi Gelson Martins.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Não teve muito trabalho mas sempre que foi solicitado correspondeu bem ao seu nível. Com duas defesas aparatosas, aos 22' e aos 45'+1'.

PICCINI (4). Muito contido nas iniciativas atacantes, concentrou-se sobretudo das operações defensivas. Mas duas falhas, aos 22' e aos 45'+1', podiam ter-nos custado caro. Boa acção individual na área do Aves, aos 78'.

COATES (7). Regresso em grande forma do internacional uruguaio, após uma pré-época algo atribulada. Assumiu-se sem complexos como patrão da defesa. Cortes providenciais aos 16', 28' e 88'. Vistosa arrancada, com a bola controlada, aos 53'. Parece muito confiante, o que é bom para a equipa.

MATHIEU (5). Exibição regular do central francês, ex-Barcelona. Teve a vantagem de não complicar: quando o Aves apertava, resolvia de forma prática, sem pensar em nota artística.

FÁBIO COENTRÃO (6). Raras vezes passou a linha do meio-campo, mas quando o fez soube sempre entregar a bola com qualidade. Atento na defesa, fez valer a sua maturidade vencendo o confronto individual com Salvador Agra.

WILLIAM CARVALHO (7). Fundamental para ligar os sectores naquele estilo de falso lento a que já habituou os adeptos leoninos. Alguns dos melhores passes leoninos saíram dos pés dele - aos 17', 37' e 53'.

ADRIEN (6). Complementou bem a missão de William na organização da manobra leonina a meio-campo, sobretudo nas acções defensivas. Ainda não está na melhor forma física, mas poucos como ele são tão influentes na recuperação da bola. Marcou muito bem um livre aos 38'.

GELSON MARTINS (8). Dois golos, aos 23' e 75', que nos valeram três pontos e a liderança provisória do campeonato. Conseguiu assim o primeiro bis da sua carreira, assumindo-se como finalizador, o que basta para justificar a nota. Integrou-se sempre muito bem nas acções defensivas.

ACUÑA (7). Promissora estreia do ala argentino: foi dele a assistência para o primeiro golo. Podia ter marcado no minuto inicial da segunda parte, com um poderoso remate de pé esquerdo que embateu na barra. Foi também ele a conduzir o ataque que gerou o segundo golo. Dinâmico e veloz. Agarrou a titularidade.

BAS DOST (5). Passou quase ao lado da partida, sobretudo por falta de articulação com Bruno Fernandes. Funcionou melhor na segunda parte, já com Podence em campo, ao assistir Acuña (75'). Podia ter marcado aos 90', mas faltou-lhe aí o habitual instinto "matador".

BRUNO FERNANDES (4). Jesus fê-lo estrear como titular do Sporting no papel de segundo avançado, para o qual não parece vocacionado. Pareceu um pouco perdido em campo durante grande parte do desafio, acabando por dar lugar a Podence aos 61'.

PODENCE (6). Substituiu Bruno Fernandes, trazendo intensidade e acutilância à manobra ofensiva leonina. Aoa 90' serviu de bandeja Bas Dost, que desperdiçou um golo que parecia fácil.

BATTAGLIA (6). Entrou aos 65' para o lugar de Adrien. Enérgico, em boa forma física, bom transportador de bola, criador de situações de contra-ataque.

JONATHAN SILVA (-). Menos de um minuto em campo, rendendo Coentrão. Não se percebe porque entrou.

Ganhámos um jogo de treino

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É no mínimo preocupante quando uma equipa que tem ambições de vencer o campeonato faz mais de metade do seu primeiro jogo com um adversário que almeja a manutenção, empastelado no meio campo com baixíssima produção atacante, perdida numa experiência de última hora. O Bruno Fernandes no lugar de Podence, desaparecido nos mesmos terrenos de Adrien, foi um enorme equivoco que nos podia ter custado o empate na primeira parte. Com a equipa assim encolhida o futebol leonino claramente só desemperrou já na segunda parte com Podence à solta no último terço do terreno – o miúdo traz velocidade e rebeldia fundamental naquela zona do campo. É preocupante que Jorge Jesus teime em fazer experiências como se não estivesse em competição, mas está-lhe na massa do sangue protagonizar “surpresas” para mostrar que existe, que é ele que manda. Não havia necessidade - está claro para todos que é ele que manda - e podia ter corrido muito mal. 

À parte dessa inquietação, e para além de não termos sofrido golos, é de destacar o extremo esquerdo Acuña, que exibe uma generosidade excepcional a defender, umas ganas bestiais a atacar e um faro de golo raro. Temos Leão para atacar o título. Só espero que não percamos o Gelson Martins.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

De começar o campeonato a vencer.  Triunfo sem discussão do Sporting por 2-0 no campo do Desportivo das Aves, recém-promovido ao escalão principal do futebol português. Missão cumprida, que nos coloca a encabeçar a Liga nesta ronda inaugural.

 

De Gelson Martins. Nova época com o talento de sempre. O extremo da nossa formação foi o melhor campo. Marcou os dois golos, aos 23' e aos 75', exibindo as qualidades a que nos habituou.

 

De Acuña. Em estreia absoluta nas competições oficiais portuguesas, o argentino foi um poço de energia, conduzindo sucessivos raides ofensivos pela ala esquerda. Foi dele a assistência para o primeiro golo. E esteve quase a marcar num par de ocasiões, nomeadamente no minuto inicial da segunda parte, quando fez embater a bola na barra.

 

De Coates. Foi um bastião da defesa leonina. Sempre atento e concentrado, comandando as operações no seu sector. E protagonizando também incursões com a bola controlada, pondo o Aves em sentido. Exibição muito positiva.

 

Da dupla William-Adrien. Ao contrário do que muitos vaticinavam, os dois pilares do onze titular leonino - e da selecção nacional - iniciaram a Liga 2017/2018. O que contribuiu para dar muita confiança aos adeptos e aos próprios colegas em campo: a dinâmica que ambos desenvolvem no eixo do terreno, sobretudo em construção ofensiva, é fundamental para a organização colectiva da equipa.

 

De termos começado sem sofrer golos. O maior sinal de alarme durante a pré-época foi o grande número de golos consentidos pela nossa defesa, em grande parte remodelada para a nova temporada. Hoje o Sporting exibiu boa consistência defensiva, parecendo afastar esses receios.

 

Da vitória tranquila. A vencer desde o minuto 23, e sempre com maior posse de bola, a turma leonina nunca deu indícios de perder o controlo do jogo. Isto ajudou a sossegar os adeptos durante o resto da partida.

 

Da estreia de cinco titulares. Cinco dos dez reforços do Sporting para esta temporada alinharam de início: Piccini, Mathieu, Coentrão, Acuña e Bruno Fernandes. Oportunidade para se mostrarem não apenas aos adeptos leoninos mas a todos os portugueses que gostam de acompanhar o futebol.

 

Da correcção disciplinar. Partida sem casos. O árbitro Tiago Martins teve apenas de mostrar um cartão amarelo, já perto do fim do desafio, a um jogador do Aves.

 

 

Não gostei

 

De ver Bruno Fernandes jogar como segundo avançado. O médio central pareceu sempre desposicionado jogando à frente de Adrien e nas costas de Bas Dost. Aquela posição em que o treinador o colocou não é, claramente, aquela em que melhor rende. Passou praticamente ao lado do jogo. Falhou um golo quase feito à boca da baliza..

 

De ver Bas Dost em branco. O holandês podia ter marcado aos 90', beneficiando de um soberbo passe de Podence. Mas perdeu ângulo de remate e a jogada perdeu-se.

 

Que estivéssemos a ganhar apenas por 1-0 ao intervalo. Números demasiado escassos: Bruno Fernandes (aos 19') e Acuña (aos 21') andaram perto do golo, mas sem conseguir.

 

De dois lapsos defensivos de Piccini. Perdas de bola que originaram contra-ataques perigosos do Aves. Felizmente Rui Patrício estava atento.

 

Da troca de Coentrão por Jonathan Silva a 30 segundos do fim. Substituição incompreensível, já no termo do tempo extra. O argentino não chegou a tocar na bola.

Balanço (18)

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 O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre GELSON MARTINS:

 

- Tiago Cabral: «Não nasceu na última quarta-feira no estádio do Real Madrid. Quem acompanha o Sporting, já desde a época passada que vê ali ao vivo mais uma pérola da nossa formação. A juntar a muitas outras. O facto de Gelson, mesmo jogando de forma contínua desde a época passada, marcando golos e fazendo assistências não aparecer nas capas dos desportivos e não ser chamado à selecção, é questão que deve ser levantada aos respectivos responsáveis.» (16 de Setembro)

- Eu: «Fabulosa exibição do jovem internacional, com um golo de bandeira que se candidata a um dos melhores do campeonato. Único titular absoluto desta equipa, tornou-se imprescindível.» (28 de Janeiro)

- Pedro Boucherie Mendes: «Andamos a época inteira às costas de Gelson. Nós adeptos e os outros dez em campo.» (8 de Maio)

- Rui Cerdeira Branco: «Não é certamente pelo excesso de aposta na formação que não ganhamos um campeonato desde 2002. Fazer de conta que a formação não existe exceto quando é escandalosamente boa e de nível galáctico (como sucede com Gelson Martins) é inverter a coisa.» (14 de Maio)

Adeus?

Muitos adeptos do clube com quem tenho falado nos últimos dias não querem ir a Alvalade este domingo. Estão revoltados com as intervenções erráticas de Bruno de Carvalho, tristes com mais uma época desastrosa e muito críticos sobre a forma como estamos a jogar à bola.

O mais incrível é que alguns só admitem ir ver o jogo com o Desportivo de Chaves porque admitem que há jogadores que não voltam a vestir de verde e branco. E querem de alguma forma despedir-se e vê-los pela última vez em Alvalade. Falam de William Carvalho, Adrien Silva, Gelson Martins ou Rui Patrício. Falam só da coluna da equipa, por isso acredito que estejam preocupados e angustiados.

 

É altura de começar a ter estratégia e não deixar que estes e outros medos se instalem no SCP.

Pódio: Gelson Martins, Adrien, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Feirense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 15

Adrien: 14

Coates: 13

Jefferson: 13

Rui Patrício: 13

Bas Dost: 12

Schelotto: 12

Podence: 11

William Carvalho: 11

Bryan Ruiz: 10

Bruno César: 10

Matheus Pereira: 9

Rúben Semedo: 9

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como o melhor entre os sportinguistas.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do resultado.  Deslocação deprimente a Vila da Feira. Trazemos de lá uma derrota por 1-2. A segunda consecutiva num campeonato onde já somámos seis.

 

Da exibição. Sofrível, sem capacidade de virar o resultado, sem espírito leonino. Muita posse de bola (69%) mas quase sempre inconsequente. E vários jogadores actuando já no limite das forças - incluindo Adrien, Bruno César e William Carvalho.

 

De mais três pontos perdidos. Vinte desperdiçados em desafios fora de casa neste campeonato.

 

De mais dois golos sofridos de bola parada. E vão cinco em dois jogos consecutivos. Nenhuma equipa verdadeiramente grande vacila tanto nestas ocasiões.

 

De Rúben Semedo. Alinhou hoje como titular, rendendo Paulo Oliveira. Mas fez uma exibição para esquecer, cometendo um penálti totalmente desnecessário aos 68' que viria a proporcionar o golo da vitória ao Feirense. E podia ter visto o cartão vermelho, que o árbitro Vasco Santos lhe perdoou neste lance.

 

Que Gelson Dala não tivesse saltado do banco. Nem com o Sporting a perder desde o minuto 69 Jorge Jesus mandou entrar o avançado angolano, que nesta época já se distinguiu ao serviço do Sporting B, marcando 12 golos em 16 jogos. Espantosamente, ou talvez não, o treinador leonino nem sequer se deu ao incómodo de esgotar as substituições.

 

De ver Bas Dost novamente em branco. O holandês só esteve em evidência no lance do nosso golo, em que um seu cabeceamento dentro da área funcionou como assistência para Gelson Martins.

 

De ver Jesus a gritar e esbracejar junto à linha. Se berros de treinador vencessem campeonatos, o Sporting teria sido campeão com larga vantagem nesta Liga 2016/17.

 

 

Gostei

 

Da equipa do Feirense. Competente, bem organizada, venceu pela primeira vez uma equipa chamada grande. Triunfo merecido.

 

Do regresso de Gelson Martins. Foi novamente o melhor jogador do Sporting: um golo marcado, logo aos 19', e uma bola disparada à barra e à trave que aos 73' poderia ter dado o golo do empate que nos fugiu.

 

De Jefferson. Boa partida do brasileiro, que regressou à titularidade e correspondeu. Em velocidade, cruzamentos bem colocados (63' e 90'+3', por exemplo) e até na qualidade dos seus lançamentos laterais. Um deles esteve na origem do nosso golo.

 

De termos garantido o terceiro lugar na classificação final. Não por mérito próprio nestas últimas duas jornadas, mas devido à goleada sofrida pelo V. Guimarães no estádio da Luz. Escreveu-se direito por linhas tortas: ganhámos assim o acesso ao play off da Liga dos Campeões.

Grande Gelson

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À quinta internacionalização, Gelson Martins desfez as dúvidas dos mais incautos: merece ser titular da equipa das quinas na Taça das Confederações. Brilhante trabalho de construção nos dois golos da selecção, incluindo uma fabulosa assistência de trivela para o de Cristiano Ronaldo - estreia absoluta do melhor futebolista do mundo a marcar como jogador sénior na sua ilha natal.

Que contraste entre o desempenho de Gelson contra a Suécia e a péssima actuação de uns quantos, que só viajaram à Madeira para fazer número e não mereciam sequer ter pisado o relvado. Como diria o Octávio Machado, vocês sabem muito bem de quem eu estou a falar...

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do empate em casa, frente ao V. Guimarães. Um péssimo presente dado hoje pela equipa ao presidente Bruno de Carvalho, reeleito horas antes com 86% dos votos. E sobretudo aos adeptos, que continuam a acorrer a Alvalade sem nunca verem 90 minutos de bom futebol.

 

Da segunda parte. Embalado pela vantagem tangencial conseguida relativamente cedo, o onze leonino claudicou no segundo tempo, com uma toada lenta e monótona, concedendo a iniciativa de jogo à equipa adversária. Quando enfim despertou, após o golo do empate, já era tarde.

 

Das bolas atrasadas. Precisávamos de vencer, mas nos minutos finais vários jogadores preferiram atrasar a bola, incluindo para o próprio Rui Patrício. Esta falta de atitude competitiva exasperou os adeptos, que brindaram a equipa com sonoros assobios.

 

Dos erros repetidos, lance após lance. Demasiados cruzamentos na direcção do guarda-redes. Um verdadeiro desperdício.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus teima em incluí-lo no onze inicial. Desta vez o costarriquenho aguentou 81' em campo. Mas fica sempre a sensação de que com ele jogamos só com dez e meio. Mostra-se incapaz de ser decisivo e de fazer a diferença.

 

Das substituições. Não percebi as mudanças operadas por Jesus na equipa. Para quê fazer sair Alan Ruiz e Bruno César, que tiveram bons desempenhos na primeira parte? Para quê fazer entrar Palhinha quando já lá estava William, como se pretendesse defender o magro 1-0, em vez de mandar avançar Podence para conseguir esticar o nosso jogo?

 

Da ausência de Adrien. Sentiu-se a falta do nosso capitão, que continua lesionado. Sem ele, está mais que visto, o Sporting não tem a mesma qualidade.

 

Dos castigos. Por acumulação de amarelos, Alan Ruiz e Bruno César ficarão de fora na próxima partida, frente ao Tondela.

 

De mais dois pontos atirados fora. Quando faltam dez jornadas para o fim do campeonato, vemos o Benfica a doze pontos e o FC Porto a onze. Cada vez mais longe. E o Braga a aproximar-se.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o jogador mais inconformado, mais veloz, mais esclarecido tecnicamente e com melhor leitura de jogo. Caiu um pouco na segunda parte, aliás como toda a equipa, mas foi à mesma - para mim - o melhor sportinguista em campo.

 

De Bas Dost. Desta vez não marcou, mas assistiu. E teve vários pormenores de muita qualidade fora da sua posição habitual.

 

Da primeira parte. A equipa entrou dinâmica, muito bem organizada e com segurança de passe. Um período coroado pelo golo aos 35' - uma excelente jogada colectiva iniciada em Bruno César, desenvolvida num cruzamento milimétrico de Esgaio e prosseguida numa soberba recepção de bola da parte de Bas Dost, que a colocou em Alan Ruiz, o marcador. Pormenor a assinalar: o argentino rematou com o seu pior pé, que é o direito.

 

Do apoio nas bancadas. Os adeptos foram puxando pela equipa, incluindo já no período em que os jogadores preferiram tirar o pé do acelerador, confiando que bastaria o golo solitário para vencerem o jogo. Só quando o onze leonino baixou muito de intensidade, quebrando o rendimento, se ouviram os primeiros sinais de desagrado. Os assobios no fim foram compreensíveis.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais três pontos conquistados. Vitória merecida frente ao Estoril na Amoreira, por 2-0, com golos de Bryan Ruiz (22') e Bas Dost (86'). Terceiro triunfo consecutivo, após as vitórias frente ao Moreirense e ao Rio Ave. Segunda melhor série de jogos do Sporting nesta Liga 2016/17.

 

De Rui Patrício. Saiu muito bem dos postes, sem hesitar, aos 75', negando assim o golo ao Estoril. Outra exibição convincente do nosso guarda-redes, que regressou à boa forma.

 

De Gelson Martins. Por vezes parece o único jogador que imprime velocidade à equipa leonina. Parte os rins às defesas adversárias, ganha sucessivos confrontos individuais, desequilibra sempre na sua área e oferece golos de bandeja, que os colegas teimam em desperdiçar. Ele próprio desperdiçou hoje um. Mesmo assim, merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Bas Dost. O que dizer de um avançado que lidera a lista dos goleadores no campeonato português, levando 18 golos marcados em 23 jornadas, tantos quantos os que Slimani conseguira faz agora um ano? Hoje Bas Dost desperdiçou dois, mas mesmo assim voltou a marcar. Com a originalidade de ter sido o seu primeiro golo de penálti, convertendo-o sem problema - missão de que costuma encarregar-se o colega Adrien, hoje ausente.

 

De Palhinha. Regressou à titularidade, substituindo o castigado (e lesionado) Adrien embora na posição habitualmente ocupada por William, que hoje jogou mais adiantado no eixo do meio-campo. Cumpriu com zelo a missão de que estava encarregado. E não se limitou a bloquear as vias de acesso dos estorilistas ao nosso reduto defensivo: já na segunda parte, soube também construir lances de ataque com qualidade.

 

De ver desfeita a "maldição Adrien". Até hoje, o Sporting teve sempre maus resultados quando o capitão estava ausente. Mas o feitiço quebrou-se. Já era tempo.

 

De voltar a ver Bryan Ruiz marcar um golo. O costarriquenho não marcava desde a primeira jornada.

 

De outro jogo sem golos sofridos. A nossa defesa cumpriu: Coates e Paulo Oliveira estão a revelar-se o melhor duo da época no eixo defensivo do Sporting

 

 

Não gostei

 

Do festival de golos falhados. De quantas tentativas precisamos para marcar um golo? Hoje os nossos jogadores voltaram ao carrossel do desperdício, sem que se perceba bem porquê. 39': grande passe de trivela de Gelson Martins, Bas Dost falha à boca da baliza, chutando para a bancada. 45': excelente lance desenvolvido por Gelson, que endossa a bola a William Carvalho, mas este remata sem nexo, muito acima da barra. 56': primorosa combinação entre Alan Ruiz e Gelson, com este a servir novamente Dost e o holandês novamente a falhar. 70': foi a vez de Gelson Martins desperdiçar um golo cantado, desta vez na sequência de um passe de ruptura de Palhinha.

 

Da lentidão da nossa equipa. Será só cansaço?

 

De Jefferson. Continua a ser um modelo de ineficácia. À beira do fim do jogo, endossou a bola a um adversário em zona proibida. Podia ter sido golo.

 

Da entrada tardia de Podence. Para quê dar um minuto de jogo ao ex-extremo do Moreirense resgatado há semanas pelo Sporting, fazendo-o entrar já no tempo extra? Uma decisão incompreensível de Jorge Jesus, tanto mais que nem precisava de queimar tempo pois a nossa equipa já vencia 2-0.

Pódio: Gelson Martins, Alan Ruiz, Adrien

Só por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no FC Porto-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19 

Alan Ruiz: 18

Adrien: 15

Bryan Ruiz: 15

Coates: 15

Bas Dost: 14

Rui Patrício: 14

Schelotto: 14

Podence: 13

Esgaio: 12

Rúben Semedo: 12

Palhinha: 10

Marvin: 9

Matheus Pereira: 8

 

A Bola e o Record elegeram Gelson Martins como melhor sportinguista neste desafio. O Jogo não escolheu nenhum.

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