02 Jan 17

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: GELSON MARTINS

A aposta que Jorge Jesus nele fez em 2015 teve plena tradução prática ao longo do ano que agora terminou. Gelson Dany Batalha Martins, hoje com 21 anos, é um dos valores mais seguros do Sporting, como ficou amplamente demonstrado em 2016. Ganhou a titularidade no campeonato, como médio ofensivo actuando na ala direita, e deslumbrou os adeptos leoninos com os desequilíbrios que foi capaz de criar, flectindo da linha para o eixo do ataque.

Em nenhum desafio isso foi tão evidente como na eliminatória no Santiago Bernabéu frente ao Real Madrid, para a Liga dos Campeões. O menino nascido na Cidade da Praia, em Cabo Verde, deu espectáculo num dos mais temíveis palcos futebolísticos do mundo, a 14 de Setembro: desmarcou-se, fez tabelinhas, centrou, baralhou a defesa madridista e quebrou os rins ao brasileiro Marcelo, seu antagonista mais directo. Uma exibição culminada na assistência para o golo de Bruno César, que pôs o Sporting a vencer até cinco minutos antes de soar o apito final.

No dia seguinte, o cronista do influente El País, chamava “filão” ao jovem Gelson, formado na Academia de Alcochete. Olheiros dos principais emblemas europeus passaram a estar desde aí com particular atenção ao desempenho do luso-caboverdiano. Por coincidência ou talvez não, duas semanas depois, Fernando Santos chamou-o pela primeira vez aos trabalhos da selecção nacional. A estreia ocorreu a 7 de Outubro, num desafio contra Andorra.

Seguro por uma cláusula de 60 milhões de euros, Gelson Martins vai certamente continuar a passear a sua classe pelos estádios portugueses até ao fim da presente temporada. Já com dois golos e sete assistências contabilizados na Liga 2016/17. Não custa vaticinar que o aguardam voos cada vez mais elevados no mundo do futebol. Saiba ele ter a lucidez para perceber que não deve queimar etapas: na inevitável ascensão à glória, cada passo deve ser dado de sua vez.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira


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30 Dez 16

Gostei

 

Do resultado. Vitória tangencial (1-0) sobre o Varzim num desafio para a Taça da Liga que praticamente nos coloca nas meias-finais desta mini-competição. Uma vitória que começou a ser construída cedo, logo aos 19'.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser a estrela da equipa - e o melhor em campo - ao protagonizar soberbas jogadas de futebol pela ala direita, uma das quais resultou no nosso golo. Criativo, desequilibrador, fez dois excelentes cruzamentos com selo de golo, desperdiçados por colegas, aos 29' e 56'. Ele próprio esteve quase a marcar o segundo, aos 86' e no último minuto do tempo extra. É um prazer vê-lo jogar.

 

De Campbell. Sem ser tão exuberante como Gelson, fez igualmente uma boa exibição. Ficou na retina de todos uma espectacular desmarcação aos 62', junto à linha esquerda, que resultou num centro milimétrico desperdiçado por Bas Dost, que hoje foi muito perdulário. Antes, aos 29', protagonizara um lance semelhante, a que os avançados (Dost e Castaignos) não conseguiram dar a melhor resposta. Desmarcou também muito bem Gelson aos 86' num lance que podia ter dado golo.

 

De Esgaio. Atento a defender, boa articulação com Gelson Martins à frente. Fez a assistência para o golo, que resultou de uma tabela entre ambos.

 

De Coates. Continua a exibir classe. É o patrão indiscutível da nossa defesa (hoje com Douglas como parceiro no eixo central). Tecnicamente muito evoluído, nunca dá uma bola como perdida. Sempre atento, assinou bons cortes aos 51' e aos 56'.

 

De ver pela primeira vez cinco reforços desta época no onze titular. Beto (que não fez uma defesa), Douglas, Campbell, Castaignos e Bas Dost alinharam de início. Sem deslumbrar nem comprometer.

 

Da boa réplica do Varzim. Sem ter feito um remate colocado à nossa baliza, armou bem a defesa e protagonizou lances interessantes de contra-ataque. Nem parece uma equipa que se encontra num modesto 9.º lugar da Liga de Honra.

 

 

Não gostei

 

Da hora do jogo. O apito inicial só soou às 21.15 desta noite, a penúltima do ano. Horário impróprio para assistir a uma partida de futebol em noite de Inverno. Mesmo assim havia quase 25 mil espectadores em Alvalade.

 

Da lesão de Adrien. Num lance em que Lima Pereira, do Varzim, podia ter visto o cartão vermelho, o nosso capitão ficou incapacitado para jogar, acabando por sair quatro minutos depois, aos 58', sob uma chuva de aplausos. Resta saber quanto tempo ficará inactivo.

 

Da falta de velocidade. Só Gelson Martins, remando contra a maré, transmite a ideia de pretender acelerar o jogo leonino. A grande maioria dos jogadores enrola-se numa sucessão de passes, em versão pobre do tiquitaca catalão, sem progressão no terreno, perdendo a noção da baliza. A incapacidade de decidir a partida num segundo remate vitorioso resultou também do ritmo demasiado pausado da nossa manobra ofensiva.

 

Dos assobios. Dobrados os 80 minutos, o Sporting logo começou a jogar a passo, a congelar a bola e a devolvê-la ao guarda-redes. Intenção óbvia: defender a magra vantagem frente ao Varzim. Os jogadores receberam uma monumental assobiadela, comportamento que sou incapaz de elogiar. Embora, de facto, não fizesse o menor sentido defender o resultado a dez minutos do fim frente a uma equipa do segundo escalão.

 

Dos golos desperdiçados. Bas Dost não pode queixar-se de falta de oportunidades. Muito bem assistido por Campbell, enviou uma bola a rasar o poste aos 62'. Desperdiçou um bom cruzamento (aos 29'). Falhou um remate à meia-volta defronte da baliza (no tempo extra da primeira parte). Tentou, sem sucesso, marcar de costas (71'). Não deu a melhor sequência a uma boa tabela com Bryan Ruiz (72'). Também Castaignos podia ter marcado, aos 29' e aos 33'.

 

Que Markovic não jogasse. Não fez falta nenhuma.


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19 Dez 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Braga pelos três jornais desportivos:

 

Gelson Martins: 16

Coates: 16

Campbell: 14

Adrien: 13

Douglas: 12

Marvin: 12

William Carvalho: 12

Bryan Ruiz: 11

Bruno César: 10

Rúben Semedo: 10

Bas Dost: 10

João Pereira: 10

Rui Patrício: 10

André: 5

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor sportinguista.


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18 Dez 16

Não gostei

 

Da derrota. O Braga veio a Alvalade vencer o Sporting num jogo pautado por uma prestação medíocre da nossa equipa. Bastou um golo bracarense para nos impor a primeira derrota caseira neste campeonato. Antes do Braga, só Borussia Dortmund e Real Madrid tinham aqui vencido na época 2016/17.

 

Da exibição. Segunda derrota consecutiva do Sporting na Liga, desta vez frente a uma equipa que vinha de três desaires consecutivos e se apresentou em Alvalade com um treinador improvisado (Abel Ferreira). A equipa leonina foi incapaz de contrariar o Braga e viu-se manietada pela superior estratégia do onze adversário, muito bem posicionado no terreno, enquanto o Sporting se revelava pouco ou nada agressivo na reacção à perda de bola. O último quarto de hora foi confrangedor, com pontapé para a frente, de qualquer maneira. Os adeptos saíram do estádio frustrados e envergonhados. E deve ter acontecido o mesmo com a maioria dos jogadores.

 

Do festival de passes falhados. Adrien, William, João Pereira, Marvin - há muito tempo que não me recordava de ver esta estonteante sucessão de jogadas interrompidas por desconcentração, fadiga, apatia ou desinteresse dos jogadores, que insistiam em mandar as bolas para fora ou entregá-las sem cerimónia aos adversários. Isto prolongou-se até ao último minuto da partida, quando dois jogadores (Douglas e Adrien) entregaram de bandeja a bola aos bracarenses e estivemos quase a sofrer o 0-2.

 

Da nossa incapacidade de marcar golos. Houve posse de bola, domínio ofensivo do Sporting (45 ataques, contra 14 do Braga) mas um desencontro total entre os nossos jogadores e a baliza. Bryan desperdiçou dois cabeceamentos, travados pelo guarda-redes bracarense. Campbell, aos 35', teve um inacreditável falhanço de frente para a baliza. Adrien, aos 59', mandou uma charutada para as nuvens. O melhor que se conseguiu foi um remate ao poste, disparado por Gelson Martins - o menos mau dos nossos jogadores nesta noite fria, para esquecer. Ou para lembrar.

 

Da lesão de Rúben Semedo. O jovem central magoou-se na primeira parte e já não regressou ao relvado após o  intervalo. Substituído por um Douglas preso de movimentos e apático, com um deslize comprometedor a poucos segundos do fim.

 

Da falta de frescura física dos jogadores. William Carvalho e Adrien, em particular, pareceram já ter entrado em campo fatigados. Resta saber se esta fadiga é apenas no plano físico ou também no plano psicológico.

 

Do balanço dos últimos quatro jogos. Três derrotas (para a Champions, com o Legia, e para o campeonato frente ao SLB e agora no desafio com o Braga) e apenas uma vitória tangencial, para a Taça de Portugal, no campo do Setúbal.

 

Da segunda despedida. Já tínhamos dito adeus à Liga dos Campeões, sem acedermos sequer à Liga Europa. Hoje praticamente pusemos fim ao sonho de conquistar o campeonato: oito pontos, nesta fase, é uma distância muito difícil de transpor. O pior é recordarmos que há duas jornadas estávamos apenas a dois pontos do primeiro, com hipóteses de passar para a frente.

 

Do tombo na classificação. Fomos ultrapassados no terceiro lugar pelo Braga, que tem 29 pontos. Ficamos com apenas 27 - a mesma pontuação que o V. Guimarães, que segue em quinto.

 

De andar para trás. Há um ano - com João Mário, Slimani e Montero na equipa - tínhamos 35 pontos. Oito acima dos que temos agora.

 

 

Gostei

 

Da confiança dos adeptos na equipa. Apesar dos percalços anteriores, esta noite houve 42.148 espectadores em Alvalade. Ou muito me engano ou tão cedo este número de presenças não voltará a repetir-se no nosso estádio.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o melhor dos nossos, escapando ao naufrágio geral da equipa. Esteve quase a marcar na primeira parte, com um remate a rasar a baliza do Braga (32') e na segunda parte atirou ao poste (50'). Teve a qualidade ofensiva a que já nos habituou e ainda foi várias vezes atrás, desempenhando missões defensivas no corredor direito.

 

De Abel Ferreira. Treinador da formação bracarense, surgiu inesperadamente no banco em Alvalade devido ao despedimento de José Peseiro. Montou bem a equipa e leu bem o jogo. Regresso feliz ao nosso estádio deste ex-jogador leonino que comandou a equipa B do Sporting já durante o mandato de Bruno de Carvalho. É caso para dizer que gostaríamos de o ver de volta.

 

De Wilson Eduardo. Outro ex-jogador da nossa formação, que vestiu sempre com brio a camisola verde e branca. Dispensado pelo Sporting, sem clube do coração, viu-se forçado a outras escolhas. Foi ele o  marcador do golo bracarense, aos 70', num lance em que Rui Patrício não está isento de culpa. E quase marcou outro, na primeira parte. Ao ver o irmão de João Mário a actuar pelo Braga, dei por mim a pensar que Wilson Eduardo faz hoje falta no Sporting.


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15 Dez 16

 

1. Eficácia é a palavra-chave para superar obstáculos. Eficácia sem mais, esquecendo a nota artística. O Sporting foi eficaz esta noite, no estádio do Bonfim, frente ao V. Setúbal. Impunha-se cabeça fria, concentração máxima e vontade muito firme de seguir em frente na Taça de Portugal. Conseguimos superar a equipa comandada por José Couceiro, que deu sempre muito boa réplica, valorizando o espectáculo. Estamos nos quartos-de-final da competição. Objectivo cumprido.

 

2. Prefiro muito mais assim, quando Jorge Jesus não inventa. Lançar em campo os melhores, nas posições em que já existem rotinas e automatismos. Deixar os menos bons no banco, remeter os medíocres para a bancada. Ter a convicção de que não existem jogos menores, que permitam "poupar" jogadores. A Taça verdadeira é um dos nossos objectivos nesta temporada. Queremos conquistá-la. Para isso não pode haver "poupanças". Ainda bem que não houve.

 

3. O colectivo leonino vai adquirindo precisão mecânica. Mas há unidades que fazem a diferença - nenhuma tão destacada como Gelson Martins, que voltou a fazer uma excelente partida. O jovem internacional formado em Alvalade supera-se sempre a si próprio, com um fôlego inesgotável. Coube-lhe protagonizar as jogadas mais vistosas do desafio em movimentos da ala para o eixo do ataque que punham sempre em sobressalto a defesa sadina. Novamente o melhor em campo.

 

4. Eficácia e maturidade são qualidades complementares. Qualidades que ficaram bem patentes quando a nossa equipa superou bem o facto de não ter convertido uma grande penalidade, logo aos 21'. Adrien, artilheiro de serviço na marca dos 11 metros, bateu bem a bola, mas o guarda-redes sadino travou-a com a defesa da noite, impedindo logo de seguida o nosso capitão de fazer a recarga. Noutros tempos, o Sporting ficaria abalado com este desaire. Mas foi como se nada sucedesse: a equipa revelou robustez psicológica. Superando o teste da maturidade.

 

5. Outro teste superado: o do contributo de Bas Dost para esta equipa. Já ninguém tem dúvidas: o internacional holandês é mesmo reforço. Nenhuma defesa contrária está em sossego com ele em campo. Voltou a suceder esta noite: aproveitando um dos raros deslizes do bloco defensivo do V. Setúbal, o avançado marcou o golo que nos qualifica para os quartos da Taça. Um golo à ponta de lança, culminando uma excelente jogada que teve como protagonistas anteriores Adrien, Campbell e Marvin. E vão dez, nesta época, à conta de Dost. Apetece-me defini-lo com esta palavra: competência.

 

6. Se o holandês é mesmo reforço, o mesmo podemos dizer de Joel Campbell. O costarriquenho voltou a confirmar as boas qualidades já evidenciadas em partidas anteriores. Desta vez Jorge Jesus fez aquilo que se impunha, apostando nele como titular em vez do apático e desgastado Bryan Ruiz, mantido hoje no banco até ao minuto 72. A equipa ganhou dinâmica, velocidade e profundidade: Campbell parece o mais bem colocado para passar a jogar nas costas de Bas Dost. É bom confirmar que não houve só asneiras nas compras feitas no passado Verão.

 

7. Gostei de ver a actuação dos jogadores leoninos emprestados ao V. Setúbal. André Geraldes, como lateral direito, e sobretudo Ryan Gauld, como médio criativo. O jovem escocês que na época passada jogou no Sporting B destacou-se pela qualidade e precisão do passe, e pela capacidade de desmarcação. Num desses lances, aos 30', só foi travado in extremis por Rui Patrício, que voltou a merecer todos os elogios. Impõe-se a pergunta: porque não fazer regressar Gauld a Alvalade já em Janeiro?

 

8. O jogo foi bom, mas a hora a que se desenrolou foi péssima. Numa noite muito fria, a meio da semana, com início às 21 horas, como é possível atrair público aos estádios? A Federação Portuguesa de Futebol parece não apreciar grandes assistências nos desafios da Taça. Gostava de saber porquê.

 

9. Ultrapassar esta eliminatória da Taça de Portugal era fundamental para repor os níveis de confiança. Não tanto entre os jogadores mas na relação entre os adeptos e a equipa após o fracassado acesso à Liga Europa e a derrota tangencial no dérbi da Luz. Mantemos intacta a esperança de disputar a final do Jamor e não estamos a uma distância irreversível da equipa que lidera o campeonato, longe disso. Convém não esquecer: ainda há 63 pontos em disputa na Liga 2016/17.

 

10. Agora há que pensar no Braga. A turma minhota foi hoje eliminada da Taça de Portugal em casa, pelo "tomba-gigantes" Sporting da Covilhã, numa partida em que se escutaram apelos das bancadas à demissão do treinador José Peseiro. Será este o nosso próximo adversário no campeonato, já no domingo que vem. Ninguém imagina que seja um jogo fácil. Mas temos todos os motivos para confiar na obtenção dos três pontos. Eu não penso noutra coisa. Aposto que o mesmo sucede com vocês.

 


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27 Nov 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Boavista-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 18

William Carvalho: 18

Bas Dost: 18

Coates: 17

Bruno César: 16

Adrien: 16

João Pereira: 15

Campbell: 15

Marvin: 15

Schelotto: 14

Rui Patrício: 13

Bryan Ruiz: 12

Rúben Semedo: 9

Paulo Oliveira: 2

 

O Jogo elegeu William Carvalho como figura do jogo. A Bola e o Record optaram por Gelson Martins.


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26 Nov 16

Segunda vitória consecutiva do Sporting, segundo jogo seguido sem sofrermos golos. Fomos ao Bessa, onde há um ano tínhamos empatado a zero, vencer o Boavista. Vitória pela marca mínima, 1-0, mas suficiente para nos garantir três pontos. Bom desfecho de uma exibição categórica do onze leonino num estádio tradicionalmente difícil para qualquer equipa.

O resultado foi construído na primeira parte, novamente por Bas Dost, completando exemplarmente uma jogada genial de Gelson Martins - de novo o melhor elemento em campo. O jovem extremo direito fintou três adversários e cruzou na perfeição para a cabeça do internacional holandês.

Já antes Dost tinha rematado ao poste, logo aos 8', muito bem servido por Joel Campbell, que repetiu a titularidade: Jorge Jesus preferiu deixar no banco outro costarriquenho, Bryan Ruiz, que só entraria aos 60'.

No segundo tempo, destaque para um tiraço de Bruno César à barra: iam decorridos 73' e apesar de a bola não ter entrado era um sinal evidente de que o Sporting, quatro dias após ter defrontado o Real Madrid em Alvalade, estava de boa saúde física e anímica. Deixando para trás o fantasma dos maus resultados após cada jornada europeia.

Continuamos a depender só de nós na Liga 2016/17. Apenas isso interessa.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Teve muito pouco trabalho mas cumpriu nas raras ocasiões em que foi chamado a intervir. Protagonizou um lance polémico ao entrar na baliza com a bola dominada, mas sem que esta cruzasse a linha de golo.

SCHELOTTO (5). Substituiu João Pereira como lateral direito titular. Não pareceu em boa condição física, como viria a confirmar-se logo a abrir a segunda parte, quando se lesionou por aparente má colocação do pé.

COATES (7). Impõe-se cada vez mais como um dos melhores centrais do campeonato. Outra exibição categórica, em que não se limitou a defender: também foi à frente, apoiando bem os seus colegas. Grandes cortes aos 44' e 80'.

RÚBEN SEMEDO (6). Ganhou muitos confrontos individuais, exibindo-se com a autoconfiança que todos lhe conhecemos. Abusou por vezes do contacto físico, mas não no lance em que foi muito mal expulso, aos 83'.

MARVIN (6). Com poucos rasgos, mas sem deslizes. O holandês desta vez mostrou-se mais maduro e tranquilo. Protagonizou uma grande jogada individual aos 64'. Soube queimar tempo, com inteligência, no período extra final.

WILLIAM CARVALHO (7). Fez rolar a bola sempre controlada e transformando o nosso meio-campo numa muralha defensiva. Excelente lance individual aos 52' na grande área. Quase toda a construção passou por ele.

ADRIEN (7). O complemento ideal de William: formam ambos a melhor parceria de médios do futebol português. Eficaz a recuperar bolas, arguto a dar sequência aos lances, com uma grande visão de jogo. Acabou quase esgotado.

BRUNO CÉSAR (7).  Começou como segundo avançado, depois descaiu para a ala. Em qualquer lugar jogou com garra e brio. A sua "bomba" à barra merecia ter sido golo. Sacrificado aos 85': teve de sair quando Rúben foi expulso.

GELSON MARTINS (8).  De novo o melhor em campo. Falhou o golo aos 22', a passe de Bas Dost. Mas fez tudo o resto muito bem: desequilibrou, assistiu para o golo do holandês (25'), serviu Bruno César na bomba à barra (73').

CAMPBELL (7). Merece ser titular e o treinador recompensa-o. Veloz e dinâmico, serviu Bas Dost, que atirou ao poste (8'). Grandes trocas posicionais com Gelson e Bruno César, baralhando o bloco defensivo rival. Substituído aos 60'.

BAS DOST (7). Foi contratado para marcar golos e tem vindo a cumprir: o cabeceamento certeiro aos 25' valeu três pontos à equipa. Ainda rematou ao poste e teve boas movimentações em várias áreas do terreno.

JOÃO PEREIRA (5).  Entrou aos 47', rendendo o lesionado Schelotto. Foi bastante mais contido do que noutros desafios, talvez lembrando o cartão vermelho recebido quatro dias antes frente ao Real Madrid em Alvalade.

BRYAN RUIZ (5).  Substituiu Campbell aos 60', numa altura em que o treinador pedia à equipa maior contenção de bola. Cumpriu a missão no ritmo pausado a que já nos habituou mas sempre com bom toque de bola.

PAULO OLIVEIRA (-).  Entrou aos 85', colmatando a súbita vaga de Rúben Semedo. Jogou o tempo suficiente para ajudar a conter a previsível investida final do Boavista, que não passou de breve fogacho.


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Gostei

 

Da vitória no Bessa. O Sporting trouxe hoje três pontos do confronto com o Boavista, num estádio tradicionalmente difícil. Missão cumprida.

 

Da nossa superioridade durante todo a partida. Noventa minutos com total domínio leonino, desde o minuto inicial. A primeira incursão dos axadrezados à nossa baliza só ocorreu quando já havia passado uma hora de jogo.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Boavista, criando sucessivos desequilíbrios na sua ala e à entrada da grande área axadrezada. Fez a assistência para o golo e esteve ele próprio muito perto de marcar. Tem um fôlego inesgotável: não acusa o menor indício de desgaste físico.

 

De Bas Dost. Fez o que lhe competia: voltou a marcar. Já soma sete golos na Liga 2016/17. Mas não se limita a esperar pela bola: vai muitas vezes buscá-la. Exerce pressão na frente e sabe também jogar atrás.

 

De Campbell. Segunda jornada consecutiva com o costarriquenho como titular. E voltou a demonstrar ao treinador que vale a pena apostar nele. Muito dinâmico, sobretudo na primeira parte, domina bem a bola e ganha consecutivos confrontos individuais. Deu nas vistas logo aos 8' ao servir Bas Dost, que rematou ao poste.

 

De Adrien. Um elemento fundamental para as ambições do Sporting na conquista do campeonato. Mesmo quando não brilha, como foi o caso, é sempre essencial na manobra ofensiva da equipa, abrindo linhas de passe e calibrando a velocidade do jogo. Esta vitória também se deveu muito a ele.

 

De ganhar após a Champions.  Quebrou-se de vez o mito da quebra leonina após os desafios das competições europeias. Quatro dias após o duro embate de Alvalade com o Real Madrid o Sporting não acusou o menor sinal de falta de frescura física nem de quebra psicológica.

 

Da maturidade da equipa. Ao contrário do que sucedeu noutros desafios, soubemos guardar bem a bola e pautar o ritmo do jogo de acordo com os nossos interesses quando passámos a jogar com um a menos, aos 83', na sequência da injusta expulsão de Rúben Semedo.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza voltou a ficar invicta e nem sequer chegou a estar sob ameaça em momento algum do jogo de hoje.

 

Das ausências de Elias e Markovic. Nenhum deles fez a menor falta.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Em Portugal expulsa-se duas vezes mais do que em Espanha ou Inglaterra e três vezes mais do que na Alemanha. Fábio Veríssimo, após uns instantes de hesitação, cedeu à pressão dos jogadores da casa mostrando o cartão vermelho a Rúben Semedo num lance em que não houve contacto físico. Péssima decisão do mesmo juiz da partida que já nos tinha prejudicado seriamente na época passada, no desafio frente ao Braga da Taça de Portugal que ditou a nossa eliminação da prova.

 

Da lesão de Schelotto. Perdemos o lateral direito logo a abrir a segunda parte, forçando Jorge Jesus a queimar uma substituição com uma troca directa, fazendo entrar João Pereira.

 

Da vitória escassa. Vencemos o Boavista por 1-0. Muito melhor do que há um ano, quando fomos ao Bessa empatar a zero. Mas soube a pouco atendendo às oportunidades criadas, sobretudo no primeiro tempo.

 

Das duas bolas aos ferros. A primeira logo aos 8', por Bas Dost, a passe de Campbell; a segunda com um disparo fortíssimo à barra de Bruno César, bem servido por Gelson Martins. Qualquer deles merecia ter feito golo.


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23 Nov 16

Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Prestação muito positiva do onze leonino, perante assistência recorde em Alvalade, frente ao Real Madrid, campeão europeu em título. A nossa equipa nunca se sentiu inferiorizada.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, o nosso melhor. Funcionou como saca-rolhas na ala direita, abrindo ali sucessivas linhas de passe e vulgarizando o brasileiro Marcelo, seu adversário mais directo. Fez levantar o estádio com uma magnífica jogada a abrir a segunda parte. Excelentes cruzamentos para a grande área aos 18', 51', 75' e 86'. Mas faltou sempre alguém para dar a melhor sequência a estes passes.

 

De William Carvalho. O campeão europeu voltou a ser um gigante em campo, dominando o eixo do terreno na ligação constante entre a defesa e o ataque. Recuperou bolas, fez passes de ruptura e ainda arriscou incursões em zonas mais ofensivas. Nunca baixou os braços.

 

De Adrien. Nos momentos decisivos, faz a diferença. Aconteceu numa fase crucial do jogo, aos 80', quando Campbell arrancou um penálti, cometido por Fábio Coentrão. Chamado a convertê-lo, o nosso capitão não vacilou. Empatando a partida com um remate muito forte e bem colocado.

 

De Bruno César. Sempre muito combativo. Marcou muito bem um livre logo aos 5'. Grande remate aos 32', desviado in extremis por Sergio Ramos. Outro livre a rasar o poste, iam decorridos 41'. Um dos melhores, sem dúvida. Substituído por Campbell aos 62', talvez devesse ter permanecido mais tempo em campo.

 

Da hipótese de reviravolta.  Durou apenas sete minutos a situação de empate nesta partida, desfeita aos 87'. Soube a pouco esse curto período que nos fez sonhar mais alto.

 

De termos jogado sem temor. Sem o brilhantismo da nossa exibição no Santiago Bernabéu, o onze leonino nunca mostrou receio por defrontar o campeoníssimo Real. É de sublinhar esta atitude aguerrida e descomplexada: nem em inferioridade numérica nos deixámos atemorizar.

 

Da assistência em número inédito. Nunca tinha estado tanta gente no nosso estádio desde que foi inagurado, há 13 anos: 50.046 espectadores. Prova evidente de que sócios e adeptos continuam a apoiar a equipa.

 

Dos fortes aplausos a Cristiano Ronaldo. Leão uma vez, Leão para sempre. O melhor jogador do mundo sentiu bem o carinho do público neste regresso a Alvalade 13 anos depois.

 

 

Não gostei

 

Da derrota. Apesar da boa réplica que demos à melhor equipa do mundo, e jogando com menos um durante a última meia hora, voltámos a sair derrotados na Champions (1-2). Falta agora o decisivo confronto com o Legia de Varsóvia, que ditará se transitamos para a Liga Europa.

 

Do golo inicial, sofrido aos 29'. Num lance de bola parada, beneficiando de uma das raras falhas defensivas do Sporting nesta partida, Varane marcou. Ao intervalo, o Real vencia 0-1. Mas a nossa equipa não se sentiu inferiorizada por isso.

 

Da expulsão de João Pereira. Ficámos reduzidos a dez a partir do minuto 64', quando o nosso lateral direito foi expulso por uma alegada agressão que ninguém viu a não ser o árbitro assistente. Um mistério.

 

De Fábio Coentrão. Substituto de Marcelo, mal entrou em campo logo cometeu um penálti infantil, prejudicando a sua equipa. Algo inaceitável em alta competição.

 

Da nossa incapacidade de concretização. É o problema de sempre: continuamos a falhar demasiados golos. Bas Dost, nos 76 minutos em que esteve em campo, andou desencontrado da bola: quando ela aparecia, ele não estava; quando esteve ele, faltava a bola. Campbell (aos 82') e André (aos 86') podiam ter marcado quase ao cair do pano, o que não aconteceu.

 

De mais um fatídico fim de jogo. Em Madrid, estávamos a ganhar aos 88' e acabámos por sofrer dois golos. Desta vez, com a partida empatada, vimos o Real chegar à vitória aos 87'.


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21 Nov 16

Gelson Martins estampou-se ontem. Infelizmente para os pasquins, o único líquido envolvido foi água... na estrada. Eu e todo os sportinguistas esperamos que este seja o único acidente da semana, envolvendo o Sporting e... bólides brancos


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02 Nov 16

Gostei

 

Da atitude dos jogadores. No rescaldo do empate na Choupana, na última jornada do campeonato, sucederam-se protestos ruidosos dos adeptos, exigindo "atitude" à nossa equipa. Valeu a pena protestar: o Sporting bateu-se bem esta noite na Alemanha, frente ao Borussia Dortmund, mantendo o resultado em aberto até ao apito final. Perdemos tangencialmente, por 0-1, mas os jogadores bateram-se bem em campo.

 

Da nossa organização táctica. Jorge Jesus surpreendeu com um eixo defensivo formado por três jogadores (Coates, Rúben Semedo e Paulo Oliveira) para travar a dinâmica de construção da turma germânica, fazendo avançar um deles (Rúben, quase sempre) no nosso processo ofensivo. Aposta parcialmente conseguida, esta espécie de 3-5-2: apenas em dois lances o Borussia conseguiu minar o nosso reduto defensivo. Infelizmente para nós um desses lances resultou no golo solitário.

 

De Gelson Martins. Causou constantes desequilíbrios na nossa ala direita, ganhou várias vezes o confronto individual com Raphael Guerreiro, soube centrar com perigo e esteve perto do golo em duas ocasiões, aos 27' e aos 31'. Decaiu um pouco na segunda parte, devido ao cansaço, mas ainda rematou com perigo aos 49', suscitando uma boa defesa do guardião contrário. Voltou a ser o nosso melhor elemento: é o grande criativo deste Sporting 2016/17.

 

De William Carvalho. Todos receávamos que tivesse ficado afectado pelo desafio frente ao Nacional, em que falhou um penálti, mas a boa notícia é que o nosso médio defensivo voltou às grandes exibições. Recuperou bolas, abriu linhas de passe, fez vários lançamentos longos para alargar a nossa frente de ataque. Merece nota muito positiva.

 

De Schelotto. Uma das suas melhores partidas de sempre com a camisola verde e branca. Sobretudo na segunda parte, em que fez valer o seu bom domínio da bola, aliado à velocidade. Dos pés dele, num cruzamento perfeito, saiu aos 77' quase uma assistência para golo: a bola só não entrou porque Bryan Ruiz, o suspeito do costume, manteve a tradição de falhar em lances deste género. O italo-argentino, com visíveis problemas de ordem física e já sem hipótese de ser substituído, teminou o jogo quase sem conseguir correr, numa louvável missão de sacrifício.

 

Do regresso de Adrien.  Decorria o minuto 58 quando o campeão europeu regressou enfim aos relvados após lesão demorada, provocando uma injecção anímica na equipa, que já estava a jogar bem e passou a jogar melhor ainda. Infatigável, sem aparentes sequelas da lesão, fez passes entre linhas, recuperou bolas e exerceu pressão alta sobre a equipa adversária. Não esperávamos menos dele.

 

Da nossa sorte. Bem podemos dizer que esteve do nosso lado, ao minuto 34', quando Götze rematou à trave. Um calafrio percorreu equipa e adeptos: seria 2-0 e o destino da partida ficaria praticamente traçado. Felizmente a bola não entrou.

 

Que Jesus não tivesse feito "poupanças" a pensar no Arouca. Deixando Elias e Markovic fora do onze titular, como se impunha, da equipa-base apenas Bas Dost ficou inicialmente no banco, dando lugar a Castaignos. Mas até Dost jogou também, acabando por fazer toda a segunda parte, por troca com o compatriota, demasiado discreto durante o primeiro tempo.

 

Do apoio incansável dos adeptos. Estavam pelo menos três mil apoiantes leoninos em Dortmund. Apoiando a equipa do princípio ao fim com cânticos e gritos de incentivo. No final, não regatearam fortes aplausos aos jogadores. De falta de atitude ninguém se queixou.

 

 

Não gostei

 

Da derrota. Não há vitórias morais: saímos derrotados deste importante desafio da Champions. Com um golo sofrido logo aos 12'. Bastou aos alemães para concretizarem o objectivo para este jogo.

 

Da tremideira colectiva no lance do golo. Marvin, com falhas pontuais de marcação, abriu espaço no seu corredor para o cruzamento e Paulo Oliveira falhou a intercepção, permitindo que o colombiano Adrián Ramos marcasse. Foi a única falha do reaparecido internacional sub-21, mas num lance que acabou por ser decisivo.

 

Da nossa má finalização. Consistência defensiva, mobilidade no meio-campo, boas trocas de bolas: fizemos várias vezes quase tudo bem excepto ao chegarmos aos últimos 15 metros do campo. Não por falta de tentativas mas por falta de pontaria. Nem à meia-distância nem de recarga nem de cabeça nem de bola parada o golo aconteceu.

 

Do falhanço de Bryan Ruiz. Começa a ser uma tradição no Sporting: a melhor oportunidade acaba por ser desperdiçada pelo internacional costarriquenho. Voltou a acontecer, ao minuto 77.

 

De Castaignos. Entrou desta vez como titular: foi a maior oportunidade que Jesus lhe deu até agora. Mas, sem entrosamento com os companheiros nem rotina competitiva, teve uma exibição pálida, de que apenas se destacou uma boa tabelinha com Gelson aos 27'. Ninguém se surpreendeu quando cedeu lugar a Bas Dost logo a abrir a segunda parte.

 

De Markovic. Jesus esteve bem em duas das três substituições, sem desmontar o esquema táctico concebido para este jogo, trocando ao intervalo o apagado Castaignos por Bas Dost e fazendo entrar Adrien aos 58' para render Bruno César. Inútil foi a entrada de Markovic, aos 78', para ocupar a posição de Bryan Ruiz. O sérvio voltou a demonstrar falta de integração na equipa e falta de maturidade competitiva. Corre bastante mas nem ele próprio deverá perceber para quê.


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23 Out 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Tondela pelos três jornais desportivos:

 

Gelson Martins: 17

Campbell: 15

Rui Patrício: 15

Schelotto: 14

Rúben Semedo: 14

Coates: 13

William Carvalho: 13

Bruno César: 12

Bryan Ruiz: 12

Castaignos: 11

Bas Dost: 11

Elias: 9

André: 9

Marvin: 9

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor jogador em campo.


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22 Out 16

Sete pontos perdidos nos últimos quatro desafios. Três pontos menos do que tínhamos à oitava jornada na Liga 2015/16. E manteve-se a má tradição: claudicamos numa partida do campeonato após uma jornada europeia.

Foi um Sporting apático e tristonho que se apresentou hoje em Alvalade frente a um Tondela que soube defender-se bem e atrever-se em diversos contra-ataques. Perante um adversário organizado pedia-se mais dinâmica de jogo à equipa da casa, mas isso não sucedeu. Faltou qualidade no transporte de bola, faltou acutilância nos últimos metros do terreno e faltou empenho de vários jogadores. Incluindo alegados reforços que ainda não demonstraram ser mais-valias. Excepção para Joel Campbell, que hoje foi o último suplente utilizado e o único a conseguir marcar, mesmo à beira do apito final.

Também faltou Adrien, que continua lesionado: sem ele, este Sporting vale muito menos. Oxalá Gelson Martins não se lesione: o jovem extremo leonino voltou a ser o melhor em campo. Que diferença em relação a vários dos seus companheiros...

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (5). Viu-se forçado a estar sempre atento. Saiu mais de uma vez da grande área, em defesas de emergência. O golo, aos 74', apanhou-o mal posicionado na baliza. Acontece.

SCHELOTTO (6). Fez bom uso da velocidade. Nem sempre cruzou bem, mas nunca desistiu. Vistosas tabelinhas com Gelson Martins. Dois centros seus levavam selo de golo, aos 21' (Bas Dost falhou) e aos 45' (Bryan Ruiz desperdiçou).

COATES (6). Sólido e autoritário nas operações de comando defensivo, evidenciando inegável domínio técnico. Adiantou-se bastante no terreno, puxando a equipa para a frente. Tentou marcar de cabeça, após um canto, aos 86'.

RÚBEN SEMEDO (5). Revelou dificuldades em travar os contra-ataques velozes do Tondela. Venceu a maioria dos confrontos individuais, mas sem a tranquilidade já demonstrada noutras partidas.

MARVIN (3). Um atraso mal medido aos 15' provocou canto. Revelou as dificuldades habituais na manobra atacante da sua ala. Também com evidentes falhas defensivas, uma das quais originou o golo do Tondela. Saiu logo a seguir.

WILLIAM CARVALHO (6). Sem Adrien, vê-se forçado a gerir uma zona muito mais ampla do terreno. Ainda assim, fez os melhores passes em profundidade. Um deles, já no último minuto do encontro, esteve na origem do golo do empate.

ELIAS (2). Incapaz de acelerar o jogo, incapaz de fazer um passe longo, incapaz de segurar jogo a meio-campo e de distribuir a bola com critério. Não merecia ter jogado a titular, de tão frouxo se mostrou. Jesus tirou-o ao intervalo.

GELSON MARTINS (7).  Aos 4' emitiu o primeiro sinal de perigo, rematando com força ao poste. Muito marcado, viu-se forçado a jogar mais no eixo. Nunca desistiu de virar o resultado. Foi dele a assistência para o golo de Campbell.

BRYAN RUIZ (4).  Uma sombra do que foi na época passada. Parece entrar em campo já fatigado, sem chama, sem ânimo. Falhou o golo da praxe, de frente para a baliza, após centro milimétrico de Schelotto.

ANDRÉ (3). Jesus apostou desta vez nele a titular, confiando-lhe a posição de segundo avançado. Em vão. O brasileiro nunca se entendeu com Bas Dost, incapaz de servir o holandês. Mal se deu por ele em campo. Saiu aos 61'.

BAS DOST (5). Jogou mais recuado do que devia. Tentou muito, foi buscar jogo atrás, correu várias vezes até à ala em busca da bola, mas desta vez sem resultado. Grande passe para Gelson logo aos 4'. Remate por cima aos 21'.

BRUNO CÉSAR (5).  Saltou do banco na segunda parte, rendendo Elias. Sem brilhantismo e desta vez com pouca eficácia, mas revelando mais intensidade e muito mais entrega ao jogo do que o brasileiro.

CASTAIGNOS (4). Substituiu André aos 61', muito incentivado pelo público nesta estreia oficial pelo Sporting. Nos primeiros minutos andou perdido na frente de ataque. O melhor que fez foi uma boa jogada aos 89'. Espera-se mais.

CAMPBELL (6). Segundo golo pelo Sporting. Este foi crucial: valeu um ponto. Em campo desde o minuto 75, deu profundidade e qualidade ofensiva à equipa e mostrou que também sabe defender. Marcou ao cair do pano (96').


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Não gostei

 

Do empate sofrido em casa. Primeiros pontos perdidos em Alvalade neste campeonato - contra o Tondela, por 1-1. Uma equipa que já nos tinha imposto um empate caseiro, por 2-2, na época anterior.

 

Da atitude da equipa. Muita posse de bola (71% ao longo do encontro), muitas tabelinhas, muita lateralização, mas pouca progressão. Velocidade moderada, incapacidade quase total de progressão com eficácia no último terço do terreno. É nestes jogos, com esta atitude frouxa, que os campeonatos se perdem.

 

De Elias. A imagem personificada do desleixo e da apatia da equipa. Sem velocidade, sem capacidade de pressionar, sem conseguir fazer um passe em profundidade, o brasileiro volta a confirmar - pela segunda vez em Alvalade, com presidentes e treinadores diferentes - que não tem categoria para vestir a camisola do Sporting.

 

De André. Jogou pela primeira vez a titular, mas foi de uma ineficácia impressionante. Destacou-se apenas pela quantidade de vezes que caiu para o chão, pedindo faltas. Nada a ver com o espírito leonino. Nada a ver com o espírito de uma equipa que sonha com a conquista do campeonato.

 

De Marvin. Mais uma exibição confrangedora do lateral holandês. Num recuo para Rui Patrício, atirou a bola para além da linha de fundo, provocando um canto. No golo do Tondela, aos 74', deixou Murillo correr sem a menor oposição pela sua ala. Jesus deu-lhe imediata ordem de saída. Já foi tarde.

 

Da insistência de Jorge Jesus em manter Bruno César no banco. O brasileiro, entrando logo a abrir a segunda parte, foi o primeiro a sacudir o jogo, conferindo mais intensidade e agressividade à equipa. Bem melhor do que Elias, que alinhou a titular.

 

Da nossa incapacidade para causar perigo a partir de bolas paradas. Um livre lateral, apontado por Bryan Ruiz, chegou a transformar-se num passe ao guarda-redes. Com delicadeza, não fossem as mãos de Cláudio Ramos ficar a arder.

 

Da ausência de Adrien. A prolongada lesão do nosso capitão faz baixar muito o ritmo e a intensidade da equipa.

 

De mais um golo sofrido. E vão dez à oitava jornada.

 

De mais dois pontos perdidos. Ainda podia ter sido pior: estivemos a segundos de perder outro. Nos últimos quatro jogos, deixámos fugir sete. E há um ano tínhamos mais três.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Claramente o melhor em campo, novamente o mais destacado jogador do Sporting - deixando a larga distância quase todos os companheiros. Destacou-se logo ao minuto 4, rematando ao poste após uma brilhante incursão pela ala direita. E foi dele a assistência para o golo de Campbell, no minuto final. Fez tudo para merecer a vitória.

 

De Coates. Grande exibição do internacional uruguaio, que não se limitou a defender com solidez e precisão: conduziu vários lances de ataque, com a bola bem dominada, suscitando justos aplausos das bancadas. Tentou o golo na sequência de um canto, aos 86', mas o cabeceamento saiu por cima da baliza.

 

Da estreia de Castaignos. Finalmente o reforço holandês foi lançado por Jesus. Iam já decorridos 61 minutos, mas ainda houve tempo para ver um ou outro pormenor positivo deste avançado. De qualquer modo, ainda é cedo para tirar conclusões.

 

De Campbell. Vinte minutos em campo, a sua melhor exibição até agora com a camisola verde e branca. Exibição saldada com o golo do empate, numa jogada bem urdida que começou com um passe longo de William, prosseguiu com uma boa recepção de cabeça de Coates a servir Gelson e com este a colocar a bola na grande área - assistência que foi quase meio golo. O internacional costarriquenho evitou o mal maior em Alvalade.

 

Da apresentação de Nelson Évora como novo atleta do Sporting. O campeão olímpico de triplo salto, reforço do atletismo leonino, foi apresentado de verde e branco ao intervalo, recebendo merecida ovação. Tal como sucedeu ao brasileiro André Cruz, um dos heróis da nossa campanha de 2001/2002 que hoje esteve presente em Alvalade.


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18 Out 16
Parabéns, Gelson
Pedro Correia

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Foste justamente considerado o melhor jogador jovem da Liga NOS referente aos meses de Agosto e Setembro, por escolha do Sindicato dos Jogadores.

Mereces os nossos calorosos parabéns por este reconhecimento público da melhor fase da tua ainda curta carreira de profissional de futebol - coroada com a merecida convocação para a selecção nacional.

É um prémio que nos enche a todos de orgulho. E que antecede muitos outros, como verás.

Aproveito também para endereçar os parabéns aos jogadores que ficaram atrás de ti nesta escolha do Sindicato: André Silva (segundo classificado) e Gonçalo Guedes (terceiro).


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11 Out 16

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10 Out 16

«Gelson, que deu o titulo a este post, é o futuro; tecnicamente muito evoluído, mas não menos importante: é inteligente, concentrado, tranquilo e não se atemoriza nos grandes palcos, como se viu no jogo de estreia pela selecção A.»

Leão de Queluz, neste meu texto


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07 Out 16

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Estavam decorridos 72 minutos do Portugal-Andorra esta noite realizado no estádio municipal de Aveiro quando Gelson Martins entrou em campo, estreando-se como jogador da selecção A. O resultado não deixou lugar a dúvidas neste segundo jogo da nossa campanha para o Mundial de 2018: vitória portuguesa por 6-0, com golos de Cristiano Ronaldo (quatro), João Cancelo e André Silva.

Durante a meia hora em que jogou, o criativo extremo leonino, com apenas 21 anos, confirmou todos os dotes que o levam a ser já cobiçado por alguns dos maiores emblemas europeus - com destaque para o Barcelona, que o vem observando há várias semanas.

Faço votos para que este tenha sido o primeiro de muitos jogos de Gelson Martins com a camisola da principal equipa das quinas. Ele merece-a. E o futebol português bem merece um jogador de inegável talento como Gelson tem.


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02 Out 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no V. Guimarães-Sporting pelos três jornais desportivos:

 

Gelson Martins: 18

Elias: 16

Markovich: 16

Coates: 15

Adrien: 14

Schelotto: 14

Bryan Ruiz: 13

Rúben Semedo: 13

Bas Dost: 12

Rui Patrício: 12

Marvin: 11

William Carvalho: 11

Bruno César: 9

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor jogador em campo.

 

ADENDA: Agradeço ao leitor Alexandre Teles ter-me fornecido os dados do jornal A Bola.


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01 Out 16

Gostei

 

Da exibição do Sporting nos primeiros 70 minutos. Clara supremacia leonina concretizada em três golos sem resposta (29', 41', 70') e em domínio absoluto no terreno. Uma supremacia que infelizmente não conseguimos manter até ao desfecho da partida.

 

Do primeiro tempo. Chegámos ao intervalo com 68% de posse de bola e a vencer 2-0, resultado que parecia escasso dada a exibição muito superior do Sporting face a uma inoperante equipa anfitriã. Neste período Rui Patrício não fez uma só defesa.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o melhor em campo. Foi sempre muito dinâmico na ala direita, que dominou como quis durante quase todo o jogo, sem descurar missões defensivas. Soberba intervenção no golo inaugural do Sporting, ganhando uma bola dividida com uma exímia rotação que lhe permitiu galgar terreno e rematar à baliza. Da defesa incompleta de Douglas nasce o primeiro golo, apontado por Markovic.

 

De Adrien. Jogando mais adiantado do que é habitual, quase na posição 10, o nosso médio interior deu o primeiro sinal de perigo com uma bomba disparada à baliza vimaranense, proporcionando a defesa da noite ao guardião Douglas. Iam decorridos 27 minutos. Aos 36' lesionou-se e teve de abandonar o campo. Fez falta à equipa - e de que maneira. Sem ele a equipa perde voz de comando.

 

Da estreia de Markovic a titular. O internacional sérvio, que entrou pela primeira vez de início neste campeonato, fez a sua melhor partida até agora com a camisola do Sporting. Exibição positiva, traduzida no golo que marcou.

 

Do apoio incondicional dos adeptos leoninos. O topo norte do estádio D. Afonso Henriques pintou-se de verde e branco com sportinguistas a puxar pela equipa.

 

 

Não gostei

 

Da reviravolta do V. Guimarães, facilitada pelo Sporting. Sofremos dois golos em dois minutos, aos 73' e 74', permitindo que a débil equipa anfitriã ressurgisse das cinzas e acabasse por empatar a partida. Sem capacidade de segurar a bola no quarto de hora final, permitimos ainda um terceiro golo.

 

Do penálti cometido por William Carvalho. O Sporting vencia folgadamente, dominava por completo o jogo. Não havia a menor necessidade.

 

Deste empate 3-3. Por saber a derrota. Como aconteceu na época passada, quando empatámos 0-0 em Guimarães - um jogo que nos fez perder o título. Provavelmente estes dois pontos vão fazer-nos muita falta também.

 

De termos sofrido oito golos em três jogos do campeonato. Três contra o Rio Ave, dois contra o Estoril, três agora contra o V. Guimarães. Demasiados.

 

Da lesão de Adrien. O capitão foi forçado a abandonar o campo por lesão muscular. Sete golos sofridos pelo Sporting sem ele em campo, após os jogos em Madrid e em Alvalade frente ao Estoril. Não há coincidências.


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29 Set 16
Ficou pela metade!
Francisco Vasconcelos

gelsonrubens.jpg

 

Será que, tendo em conta o calendário fácil e a necessidade de renovação, eu sou a única pessoa que não percebe como é convocado o Bruno Alves em vez do Rúben Semedo?

Aproveito ainda para dar os parabéns ao menino Gelson pela merecida primeira chamada às opções do selecionador Fernando Santos.


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27 Set 16

Gostei

 

Do nosso regresso à Liga dos Campeões em casa. Vinte e dois meses depois Alvalade voltou a ser palco de um jogo da Champions. Em boa hora.

 

Da vitória sem discussão. Dois a zero frente ao Legia de Varsóvia, campeão polaco. Dois golos de Bryan Ruiz e Bas Dost, ainda na primeira parte, arrumaram o assunto. Missão cumprida.

 

Do nosso meio-campo. Foi um luxo observá-lo durante cerca de meia hora, entre os 15 minutos da primeira parte e o intervalo. Contínuas trocas de bola, tabelinhas, desmarcações, mudanças de flanco, variações de velocidade, posse quase permanente de bola. Um autêntico carrocel que deixou os polacos com a cabeça à roda.

 

De ver a nossa baliza invicta. Depois de sete golos sofridos em três jogos, soube bem não ter sofrido nenhum nesta partida.

 

De Bas Dost. O internacional holandês soma e segue: cinco jogos, cinco golos. Voltou a facturar: foi o seu primeiro golo na Champions de leão ao peito.

 

De William Carvalho. Outra exibição notável do nosso n.º 14, que funcionou como tampão do caudal ofensivo polaco, inviabilizando as jogadas da equipa adversária pelo eixo central. O campeão europeu confirma-se como um dos pilares do onze titular leonino.

 

De Gelson Martins. Já tinha partido os rins a Marcelo no Santiago Bernabéu, repetiu a graça frente ao lateral esquerdo polaco. Sobretudo na primeira parte, em que inventou vários lances que desbarataram a estratégia defensiva adversária. Pelo que fez nesse período merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Adrien. Incansável, novamente. Um poço de energia. Contribuição preciosa para o lance do segundo golo, em que fez assistência para Bas Dost.

 

Da estreia oficial de Petrovic. O internacional sérvio jogou alguns minutos para reforçar a consistência do nosso meio-campo defensivo, ajudando a segurar o resultado.

 

Que não tivesse havido poupanças. Jogou o nosso melhor onze titular, sem ficar ninguém de fora a pensar no desafio de sábado em Guimarães. A Liga dos Campeões é para ser levada a sério.

 

De Raul José. Esteve bem nas substituições. E também esteve bem no banco, com uma atitude serena, sem procurar imitar os inimitáveis jogos histriónicos de Jorge Jesus.

 

Do "12.º jogador". Os adeptos voltaram a comparecer em peso: 40.094 esta noite nas bancadas de Alvalade. Décimo jogo consecutivo em casa com mais de 40 mil lugares preenchidos.

 

 

Não gostei

 

Dos golos falhados. Mais uma vez desperdiçámos a hipótese de terminar um jogo com goleada. Pelo menos duas grandes perdidas: a primeira por Gelson, a um metro da baliza;  a segunda por Coates, de cabeça, levando o guarda-redes polaco a fazer a defesa da noite.

 

De um certo adormecimento na segunda parte. A nossa equipa tirou demasiado cedo o pé do acelerador e limitou-se a gerir a vantagem quando a vitória estava longe de garantida.

 

De um penálti poupado aos polacos. Decorria o minuto 53 quando um defesa do Legia desviou com o braço a trajectória da bola rematada por Bas Dost. Grande penalidade que o árbitro inglês deixou passar.

 

Da ausência de Jesus. O treinador principal do Sporting, expulso no jogo de Madrid, assistiu à partida algures no estádio, longe do banco. Não havia necessidade: Jorge Jesus deve contar as suas explosões de fúria junto à linha para evitar a repetição destas medidas disciplinares.


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25 Set 16

Há pessoas que vêem mais com um olho que outras com os dois, Camões escreveu mais ou menos isto:

"Já no largo Oceano navegavam,

As inquietas ondas apartando;

Os ventos brandamente respiravam"

Respiremos, brandamente, então e concentremo-nos, este "post" num plácido domingo, sem futebol, conterá uma analepse e uma prolepse.

Barcelos, 6 de Setembro de 2016, cerca das 18h25.

Paris, 10 de Julho de 2016, cerca das 21h35.

Vamos então para Paris, para o dia 10 de Julho, o que aconteceu às 21H35, hora de Portugal continental, saiu a carraça e entrou Éder, o resto já sabemos...

Então e no dia 6 de Setembro em Barcelos?

O que aconteceu?

Aconteceu Gelson.


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16 Set 16

Gelson Martins não nasceu na última quarta-feira no estádio do Real Madrid. Quem acompanha o Sporting, já desde a época passada que vê ali ao vivo mais uma pérola da nossa formação. A juntar a muitas outras. O facto de Gelson, mesmo jogando de forma contínua desde a época passada, marcando golos e fazendo assistências não aparecer nas capas dos desportivos e não ser chamado à selecção, são questões que devem ser levantadas aos respectivos responsáveis. Se em Portugal o jornalismo dito desportivo se rege por encomendas e ordens recebidas, ignorando a verdadeira noticia e dando parangonas a pseudo projectos que poucos meses depois estão colocados em equipas irrelevantes de escalões secundários, isso deve de facto ser questionado. Se as convocatórias para a principal selecção de futebol são na sua maioria fretes que se fazem a “empresários” (já nem falo na vergonha escandalosa que são as convocatórias para as selecções jovens) utilizando a selecção para promover negócios e ao mesmo tempo fazendo tudo para desestabilizar jogadores do clube que luta contra todo este lodo, isso deve de facto ser questionado.

Agora não fiquem assim de boca aberta por causa do Gelson. Já cá anda desde o ano passado a brilhar.


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15 Set 16

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Mais 60M € a entrar em Janeiro?
José Navarro de Andrade

Título de "Marca" o jornal madrilista: "Gelson Martins asombra al mundo con una actuación de 'crack' en el Bernabéu."


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 Ronaldo marcou, sem festejar, primeiro golo do Real contra o Sporting

 

O Sporting  caiu de pé num dos estádios mais difíceis do mundo, perdendo tangencialmente esta noite com o Real Madrid, campeão da Europa. Estivemos a vencer até ao minuto 89 com uma das melhores exibições da nossa equipa desde sempre na Liga dos Campeões. Uma exibição segura e personalizada, cheia de confiança, que vulgarizou os merengues durante toda a primeira parte e grande parte da segunda, bloqueando as saídas da equipa anfitriã para o ataque e desorganizando a manobra colectiva do Real.

O sonho de triunfar no Santiago Bernabéu desmoronou-se nos últimos cinco minutos desta partida onde nunca deixaram de escutar-se os cânticos de incentivos da forte claque leonina, que ali marcou presença em força. Falta de maturidade, como sublinhou Jorge Jesus no final. E também consequência do desgaste físico acumulado: havia vários jogadores à beira da exaustão.

Quase todos merecem rasgado elogio. Mas vou destacar alguém que acaba de estrear-se na Liga dos Campeões: Gelson Martins, para mim de longe o melhor em campo. Desmarcou-se, fez tabelinhas, centrou, baralhou a defesa, fez a cabeça em água a Marcelo, passou com medida, assinou algumas das mais vistosas jogadas do desafio. E - muito mais importante - revelou eficácia, ao ajudar a construir o nosso golo. Num lance colectivo iniciado numa excelente recuperação de bola por Adrien e prosseguido por tabelinhas entre Gelson e Bryan Ruiz, sendo concluído da melhor maneira por Bruno César, com o seu fortíssimo pé esquerdo.

Já sem Gelson e Adrien em campo, substituídos por um errante Markovic e um apático Elias, o nosso equilíbrio ressentiu-se. Estes reforços, recém-chegados, não estão ao nível dos titulares nem correspondem por enquanto àquilo que Jesus exige à equipa.

De qualquer modo, saímos de cabeça erguida. Orgulhosos desta exibição com seis jogadores portugueses no onze inicial que colocou o Sporting na montra do futebol europeu.

Até parece que não acabamos de perder dois titulares indiscutíveis: João Mário e Slimani. Confirma-se: por cada Leão que cai, logo outro se levanta.

 

ADENDA: "El Sporting, al que algunos veían el día de sorteo como un rival de paja, se plantó en el Bernabéu como la casa de ladrillos del cuento de 'Los tres cerditos'. El lobo Madrid podía soplar lo que quisiera, que aquello ni se iba a derrumbar ni se iba a mover un centímentro."


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12 Set 16
Gelson Martins
Pedro Correia

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Dois golos, duas assistências. À quarta jornada, o jovem extremo leonino já fez mais do que Renato Sanches em toda a época anterior no SLB.

À atenção do seleccionador Fernando Santos.


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11 Set 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Moreirense pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 18

Bas Dost: 16

Adrien: 16

Campbell: 16

Rui Patrício: 16

Alan Ruiz: 15

William Carvalho: 15

Coates: 15

Rúben Semedo: 15

Bruno César: 14

Schelotto: 14

André: 12

Elias: 12

Markovic: 12

 

O Jogo elegeu Bas Dost como figura do jogo. A Bola e o Record optaram por Gelson Martins.


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10 Set 16

E vão quatro jogos a vencer, doze pontos somados, liderança isolada do campeonato. O Sporting - mesmo com duas baixas de peso, João Mário e Slimani - respira vigor futebolístico, muito incentivado pela adesão do público, que poderá bater recordes de assistência em Alvalade neste campeonato 2016/17.

Hoje derrotámos o Moreirense sem margem para discussão. Com três estreias absolutas de verde e branco: o holandês Bas Dost, sucessor de Slimani como titular na frente de ataque, o sérvio Markovic e o brasileiro André, suplentes utilizados, tal como o brasileiro Elias, que regressa ao Sporting três anos após uma passagem muito mal-sucedida pela nossa equipa.

Se somarmos ao mencionado quarteto o costarriquenho Joe Campbell, que hoje se estreou como titular, e o argentino Alan Ruiz, único destes reforços que alinhou nos encontros da pré-temporada, ficamos com uma ideia nítida de que o actual Sporting é uma equipa em reconstrução, à procura de novas rotinas e novos automatismos. Mas a vitória de hoje permitiu-nos concluir que essa tarefa será cumprida a muito curto prazo.

Foi o teste de que precisávamos antes da crucial partida de quarta-feira, em Madrid, frente ao Real de Cristiano Ronaldo. Jornada inaugural da Liga dos Campeões para o Sporting.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Teve pouco trabalho mas correspondeu com bons reflexos quando foi solicitado. Intervenção difícil, aos 88', na marcação de um livre. Já no tempo extra, evitou o golo com uma defesa digna da sua categoria.

SCHELOTTO (6). Regressou à titularidade com as suas habituais corridas muito rápidas pela ala, nem sempre compensadas na manobra defensiva. Melhor momento: a assistência para o terceiro golo, cruzando muito bem.

COATES (7). Voltou a evidenciar-se em bom nível, assumindo a liderança da defesa ao assumir um corte de inegável classe logo aos 10'. Um momento que deu o mote à sua actuação nesta partida: seguro, concentrado e confiante.

RÚBEN SEMEDO (6). Voltou a fazer boa parceria com o uruguaio no eixo defensivo e a revelar grande precisão de passe na reposição de bola. A única falta que cometeu, à entrada da área, valeu-lhe um cartão e um livre perigoso.

BRUNO CÉSAR (6). Jorge Jesus voltou a apostar nele como defesa esquerdo titular, posição a que o brasileiro dá sempre uma dimensão muito ofensiva. Hoje foi mais discreto mas nem por isso menos combativo.

WILLIAM CARVALHO (7). Grande partida do nosso médio, elemento pendular da equipa, muito forte na cobertura do espaço. É dele a assistência para o golo de Gelson, com um passe fabuloso (27'). Outro digno de registo aos 74'.

ADRIEN (6). Reconciliado com um público que nunca deixou de acreditar nele, o capitão leonino quis marcar. E esteve perto disso, no minuto inicial da segunda parte. Sempre inconformado, sempre combativo. Saiu aos 67', sob aplausos.

CAMPBELL (7). Estreia a titular, como ala esquerdo. Bons apontamentos denotando técnica individual muito acima da média. Estreou-se também a marcar pelo Sporting com um forte cabeceamento aos 52'. O n.º 7 está a ter sorte.

GELSON MARTINS (8). Voltou a fazer a diferença neste segundo jogo consecutivo a marcar. Abriu o marcador aos 27' com um belo golo. E ajudou a construir o terceiro. Cada vez mais exímio a jogar em espaço curto. Saiu aos 60'.

ALAN RUIZ (7). Exibição convincente - embora com algumas intermitências de ritmo - do argentino, que já demonstrou ter poder de fogo. Foi dele a assistência para o golo de Campbell com um cruzamento muito bem medido. Saiu aos 78'.

BAS DOST (7). Mal se deu por ele na primeira parte. Mas o holandês, hoje em estreia absoluta no Sporting, mostrou o que vale logo no início da segunda parte, quase marcando. Marcou mesmo, aos 56'. Tem faro de baliza. E estrelinha.

MARKOVIC (6). Muito aplaudido nesta estreia de verde e branco, o jovem internacional sérvio esteve em campo a partir do minuto 60. Aos 65' fez levantar o estádio com um fulgurante raide junto à linha de fundo. Promete.

ELIAS (5). Rendeu Adrien a partir dos 67', recebendo sonoros aplausos neste regresso a uma casa onde não chegou a ser feliz. Alguns apontamentos interessantes numa fase da partida em que os leões já quase só seguravam a bola.

ANDRÉ (5). Em dia de estreias, esta foi mais uma. O brasileiro entrou aos 78', substituindo Alan Ruiz, e não tardou a dar nas vistas com um passe de ruptura que isolou Markovic. Também promete.


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Gostei

 

Da vitória. Novo triunfo leonino - o quarto consecutivo nesta Liga 2016/17. Hoje vencemos o Moreirense por 3-0, em Alvalade, com uma exibição segura e convincente.

 

De Bas Dost. Estreia absoluta no Sporting, onde tem a pesada responsabilidade de substituir Slimani como ponta-de-lança. Estreia auspiciosa: foi dele o terceiro golo, aos 56'. Começa muito bem.

 

De Gelson Martins. O melhor em campo. Desbloqueou o nulo inicial com um belo golo marcado aos 27' que acabou por ser decisivo nesta partida: grande desmarcação em diagonal, dominando muito bem a bola e rematando de forma acrobática. Teve ainda intevenção decisiva no terceiro golo: foi dele o passe a desmarcar Schelotto, autor da assistência. Saiu aos 60' com a missão cumprida.

 

De William Carvalho. Excelente partida do nosso médio, em contínua ligação entre a defesa e o ataque. Crucial nas recuperações de bolas. Bela assistência para o golo inaugural, servindo Gelson a longa distância e com precisão cirúrgica.

 

De Campbell. Entrou como titular, para a posição que tem sido ocupada pelo ausente Bryan Ruiz, e começa a tornar-se um idolo em Alvalade, estabelecendo uma relação empática com as bancadas. O primeiro golo começou a ser construído por ele, junto à ala esquerda. E marcou de cabeça o segundo, iam decorridos 52'.

 

De Alan Ruiz. Vai-se evidenciando de jogo para jogo, com o seu pontapé forte e sem nunca perder de vista a baliza. À medida que for ganhando rotinas na frente de ataque irá tornar-se um elemento crucial deste Sporting 2016/17.

 

Dos aplausos a Adrien. O capitão recebeu ovações do público, ainda antes do jogo e quando foi substituído, aos 67'. Correspondeu com uma exibição em que revelou o seu habitual brio profissional e a tenacidade que bem lhe conhecemos. Só lhe faltou o golo. Mas tentou-o com um disparo aos 46', bem defendido pelo guardião adversário.

 

Que Jesus tivesse poupado jogadores. Bryan Ruiz não saltou do banco, João Pereira e Marvin nem figuraram na convocatória. Já a pensar na difícil eliminatória com o Real que disputaremos quarta-feira, em Madrid, para a Liga dos Campeões.

 

Do Moreirense. Sem o seu melhor jogador (o excelente Francisco Geraldes, emprestado pelo Sporting), a equipa visitante teve o mérito de não baixar os braços nem estacionar o autocarro defronte da baliza. Mesmo quando teve de jogar só com dez, a partir dos 35', por expulsão de Neto.

 

Da nossa baliza invicta. Outro jogo sem sofrermos golos, confirmando que o nosso reduto defensivo continua forte.

 

Do inquebrantável apoio à equipa. Pelo oitavo jogo consecutivo, Alvalade registou mais de 44 mil espectadores. Prova indesmentível da crença dos adeptos no plantel comandado por Jorge Jesus. Mesmo sem vencermos o campeonato há 14 anos, não esmorecemos na nossa devoção leonina.

 

Da liderança no campeonato. O Sporting comanda isolado, sendo a única equipa só com vitórias à quarta jornada. Faltam 30.

 

 

 

Não gostei

 

Dos primeiros 25 minutos. Alguma apatia inicial do Sporting, em flagrante contraste com o brilhante começo da segunda parte, em que podíamos ter marcado duas vezes logo no primeiro minuto - primeiro por Bas Dost, depois por Adrien.

 

Do susto que o avançado holandês nos pregou. A meio da segunda parte Bas Dost saiu a coxear, queixando-se de fortes dores no pé, e teve de receber assistência. Felizmente não passou do susto. E acabou por jogar (bem) até ao fim.


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29 Ago 16
Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FCP pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Slimani: 19

Bruno César: 19

Rúben Semedo: 19

William Carvalho: 18

Adrien: 16

Rui Patrício: 15

Coates: 15

João Pereira: 15

Campbell: 14

Marvin: 14

Bruno Paulista: 13

Bryan Ruiz: 13

Carlos Mané: 1

 

A Bola elegeu Bruno César como melhor sportinguista em campo. O Record optou por Slimani. O Jogo escolheu Gelson Martins.


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13 Ago 16

Entrámos com o pé direito no novo campeonato: vitória clara e uma exibição convicente frente ao Marítimo. Nunca a superioridade leonina esteve em causa neste confronto inicial da Liga 2016/17, saldado com dois golos: o primeiro de Coates, na sequência de um canto, iam decorridos 21'; o segundo de Bryan Ruiz, aos 60', finalizando bem um centro perfeito de Gelson Martins.

João Mário, que terá feito hoje a última exibição pelo Sporting, tentou várias vezes marcar. Não conseguiu, mas participou na construção dos dois golos - primeiro ao marcar o canto de forma irrepreensível, depois ao endossar a bola para a assistência de Gelson.

O Marítimo só deu boa réplica na primeira parte, em que podia ter feito dois golos. Rui Patrício impediu o primeiro com uma assombrosa intervenção, confirmando que é o melhor guarda-redes europeu. No segundo lance a bola embateu no poste, mas o nosso guarda-redes também demonstrou bons reflexos ao reduzir o ângulo de remate do adversário.

A segunda parte foi toda do Sporting, com largos minutos de exibição do bom futebol leonino. Jorge Jesus, sem Slimani, optou por incluir a dupla Alan Ruiz-Bryan Ruiz na linha mais avançada: o argentino, que não é ponta de lança, teve bons apontamentos nesta sua estreia oficial pela nossa equipa. Destaque também para a boa prestação de João Pereira, que integrou o onze titular em vez de Schelotto.

O melhor em campo foi Gelson Martins.

 

............................................................................ 

 

RUI PATRÍCIO (8). Concentração máxima e atenção permanente entre os postes, conferindo segurança à equipa. A sua excelente defesa, aos 16', é daquelas que garantem pontos ao Sporting. Mais uma, entre tantas.

JOÃO PEREIRA (7). Exibição muito positiva do nosso lateral direito, que nunca deixa de lutar pela titularidade. Melhor na manobra ofensiva do que a jogar atrás. Excelente coordenação com Gelson Martins: dá gosto ver esta parceria.

COATES (8). Fez finalmente o gosto à cabeça, marcando o primeiro golo oficial de verde e branco. Com uma elevação perfeita, dando a melhor sequência a um canto. Quase voltou a marcar, desta vez com o pé, aos 55'.

RÚBEN SEMEDO (6). Deixou-se bater num lance perigoso do Marítimo na primeira parte. Mas esteve bem no resto do tempo. Cortes oportunos aos 58' e 88'. Aos 55', assistiu Coates como se fosse um extremo: ia sendo golo.

JEFFERSON (5). O mais discreto membro do nosso quarteto defensivo inicial. Subiu muito menos do que João Pereira, revelando alguma falta de confiança. Melhor momento: um bom cruzamento aos 12'. Saiu ao intervalo.

WILLIAM CARVALHO (7). Actuação com a qualidade a que já nos habituou. Desfez várias vezes a organização ofensiva do Marítimo com a sua autoridade tranquila no meio-campo defensivo. É um falso calmo: corre que se farta..

ADRIEN (7). Complementa da melhor maneira a tarefa de William, ligando o meio-campo às linhas mais avançadas. Com uma qualidade de passe que continua a superar todos os testes. Ganhou sucessivas segundas bolas.

GELSON MARTINS (8). Terminou a Liga anterior a marcar dois golos, começa esta também em grande nível. Hoje não marcou mas assistiu para o golo de Bryan. E nunca deu tréguas à defesa contrária, desquilibrando-a constantemente.

JOÃO MÁRIO (7). Compreensivelmente, jogou com níveis de ansiedade muito elevados. Fez tudo para marcar. E quase conseguiu (12', 42', 52'). Foi o jogador que mais rematou: faltou-lhe boa pontaria. Saiu aos 90', ovacionado.

BRYAN RUIZ (6). Marcou o golo que confirmou a nossa vitória, aos 60', sem falhar à boca da baliza. Mas a qualidade do costarriquenho desta vez só se viu a espaços: pareceu algo desligado do jogo.

ALAN RUIZ (7). Estreia oficial pelo Sporting com bons apontamentos fora do seu espaço de eleição, atrás do ponta de lança, que hoje não havia. Fez o primeiro remate (11') e um dos melhores passes (aos 24', para Gelson).

BRUNO CÉSAR (6). Entrou na segunda parte, para o lugar de Jefferson, dando mais intensidade e consistência ao nosso flanco esquerdo. Mas desta vez sem oportunidade de pôr a defesa contrária em sentido com o seu pé esquerdo.

SCHELOTTO (5). Segunda surpresa de Jorge Jesus, após tê-lo deixado inicialmente no banco: lançou-o aos 84', como médio-ala. O italo-argentino mal teve tempo para mostrar o que vale nesta posição, onde não está rotinado.

BRUNO PAULISTA (-). Entrou aos 90' só como pretexto para a ovação da noite tributada pelos adeptos a João Mário, que deverá rumar dentro de dias ao Inter de Milão.


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Gostei

 

Do nosso arranque na Liga 2016/17. Nada melhor do que começar o campeonato a vencer: 2-0 em casa, frente ao Marítimo.

 

Da nossa exibição. Bom entrosamento, organização colectiva quase sem mácula, equipa a transbordar personalidade e confiança. Os automatismos foram tão evidentes que nem parecia estarmos perante o primeiro jogo oficial da temporada.

 

Do golo de Coates. O gigante uruguaio estreou-se a marcar pelo Sporting com uma oportuníssima elevação, sobrepondo-se ao central do Marítimo, na sequência de um canto muito bem batido por João Mário. Iam decorridos 21 minutos, começava assim a construir-se a vitória leonina.

 

De Gelson Martins. Excelente exibição do nosso extremo direito, com uma segunda parte perfeita, em primorosa articulação com João Pereira. É dele o cruzamento-assistência que proporcionou o segundo golo, aos 60': Bryan Ruiz só teve de encostar o pé. Foi para mim o melhor em campo.

 

De Adrien. Grande partida do nosso capitão, com níveis de confiança reforçados na sequência do título de campeão da Europa. Boas recuperações, inegável qualidade de passe. Muitos lances com sinal de perigo passaram por ele.

 

De João Pereira. Incansável, o lateral direito fez constantes incursões pelo seu flanco, desdobrando-se em tabelinhas com Gelson que pautaram os melhores momentos de futebol neste encontro. Foi uma surpresa de Jorge Jesus, quando se aguardava que Schelotto se assumisse como titular da posição. Aposta ganha: João Pereira justificou plenamente figurar no onze inicial.

 

De Rui Patrício. Do melhor guarda-redes da Europa só podemos esperar a excelência. Ele não traiu as expectativas, com uma defesa monumental, logo aos 16', coroando um bom lance de ataque do Marítimo. O resultado estava em branco, um golo sofrido teria dado outro curso ao jogo.

 

De Alan Ruiz. Estreia auspiciosa do reforço argentino em jogos oficiais pelo Sporting. Tem bom toque de bola, sentido posicional e domínio técnico. É um segundo avançado, que se movimenta bem entre linhas ofensivas. Não custa vaticinar que será uma figura determinante neste Sporting 2016/17.

 

Da vibrante ovação a João Mário. O nosso médio, campeão europeu, terá feito hoje a última partida em Alvalade, podendo rumar a Itália dentro de dias. Saiu aos 90', ao som empolgante das palmas, após ter exibido a sua habitual qualidade em campo e ter tentado o golo em diversas ocasiões. Só foi pena não ter marcado.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. É bom começarmos o campeonato com a baliza invicta.

 

De ver sete portugueses no nosso onze inicial. Em contraste com o Marítimo, que apresentou sete brasileiros. E até o treinador é da mesma nacionalidade.

 

De ver o apoio da nossa massa adepta no estádio. Mais de 42 mil espectadores presentes em Alvalade, num fim de tarde muito quente - tanto do ponto de vista meteorológico como do saudável entusiasmo nas bancadas.

 

Da homenagem ao professor Moniz Pereira. Finalmente um minuto de silêncio cumprido com rigor. Uma forma muito digna de evocar uma saudosa figura do universo leonino, do desporto nacional e da sociedade portuguesa.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Slimani. Tivemos de começar o campeonato sem ponta-de-lança devido ao afastamento do argelino, por absurdo castigo que remonta à época anterior.

 

De alguma dificuldade de finalização. Oportunidades foram muitas, sobretudo na segunda parte, mas só se concretizaram duas. Há que afinar ainda mais a pontaria.

 

De um momento de desconcentração que poderia ter sido fatal. Uma perda de bola a meio-campo, aos 39', proporcionou um ataque veloz do Marítimo, culminado numa bola ao poste. Único erro colectivo da nossa equipa em todo o jogo, solucionado com inegável estrelinha da sorte. Esperemos que seja a estrelinha que costuma iluminar os campeões.


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16 Jul 16

Só comecei a ver o Sporting-Zenit aos 52 minutos, não vou portanto fazer nenhuma apreciação do jogo. Limito-me a registar que nos três desafios desta temporada já levamos nove golos sofridos. Começa a ser excessivo.

Mantém-se a minha convicção de que precisamos de contratar um guarda-redes que funcione como substituto de Rui Patrício. Se o nosso campeão se lesiona - ou se constipa - toda a equipa treme.

Destaco até agora o desempenho de três jogadores: Alan Ruiz, que parece um bom reforço para a época que se avizinha; Daniel Podence, que faz por merecer um lugar no principal plantel leonino; e Gelson Martins, que demonstra cada vez mais valor, ao ponto de já se poder vaticinar que será a curto prazo um dos melhores extremos do futebol português.


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11 Jun 16
Balanço (22)
Pedro Correia

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre GELSON MARTINS:

 

- Filipe Arede Nunes: «Gelson Martins joga que se farta. Tem potencial para ser um enorme jogador de futebol.» (18 de Agosto)

- Duarte Fonseca: «O que Gelson pensa ainda não é acompanhado pela forma como executa.» (18 de Setembro)

- Edmundo Gonçalves: «Começou bem, dinâmico, com boas trocas com Teo e Montero. É dele o passe para Jefferson que dá o primeiro golo do adversário e que o colega não recepcionou. Raramente desceu do meio campo, sendo nula a sua ajuda a João Pereira.» (22 de Setembro)

- Pedro Almeida Cabral: «É impossível não dar o mérito da vitória de ontem a Jesus. Soube tirar Montero, lançar Gelson, reposicionar João Mário e, sobretudo, responder a uma boa entrada do Benfica.» (22 de Novembro)

- Eu: «Os adeptos não lhe regateiam elogios - convictos de que Gelson Martins tem uma longa e bem-sucedida carreira pela frente. Para já, mantém-se vinculado ao Sporting até 2021, com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. Cá estaremos para continuar a tributar-lhe os aplausos que ele bem merece.» (1 de Janeiro)

- Francisco Vasconcelos: «Grande Gelson, espero que continues a espalhar o perfume do teu futebol durante muito tempo.» (11 de Maio)


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11 Mai 16
Parabéns, menino!
Francisco Vasconcelos

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Faz hoje 21 anos uma das maiores promessas da nossa formação. Grande Gelson, espero que continues a espalhar o perfume do teu futebol durante muito tempo.


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09 Mai 16
É a nossa identidade
Frederico Dias de Jesus

 


Com 41 jogos no escalão principal, 1739 minutos de jogo e 7 golos (4 deles na Liga). Há outros que não têm a eficiência deste jovem-craque, mas são endeusados pela comunicação "Burniana". Com 20 anos apenas. São números fantásticos e não é preciso recorrer ao segundo escalão para relevar a sua afirmação no futebol português.


Nota - Matheus Pereira fez 18 jogos (na Equipa A) contando com 715 minutos de jogo e 5 golos. Mas o que conta são os Guedes desta vida.... 

Imagem via: Record 


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18 Abr 16
Nossa, que biolência ....
Francisco Vasconcelos


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16 Jan 16

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Tondela pelos três jornais desportivos:

 

Gelson Martins: 18

Slimani: 16

Naldo: 16

Adrien: 15

João Pereira: 14

Bryan Ruiz: 13

João Mário: 12

Ewerton: 12

Marcelo Boeck: 11

Jefferson: 10

William Carvalho: 8

Bruno César: 7

Rui Patrício: 5

Carlos Mané: 1

 

Os três jornais elegeram Gelson Martins como melhor sportinguista em campo.


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