20 Abr 17
Constatação
José da Xã

No próximo sábado vou estar em Alvalade a gritar pelo Sporting. Para que jogue bem e vença de forma convincente.

Não me interessa nada qual a equipa adversária que o Sporting vai defrontar.

Este jogo é para ganhar, como são os restantes até ao final do campeonato. Ponto.


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07 Abr 17

O que o caso da "cartilha" de Janela nos dá é uma oportunidade para espreitar a célebre "estrutura" em acção. Já todos tínhamos percebido que os briefings existiam, não sabíamos era o formato. Já tínhamos percebido que existiam, mas faltavam as provas. É como os árbitros amigos e as equipas amigas, que se prestam a levar cabazadas: sabemos que existem, só faltam as provas. O que a cartilha revela é um clube doente (Rui Gomes da Silva e Pedro Guerra são apenas sintomas da doença). Doentiamente obcecado por vencer. A sua obsessão pela vitória fá-lo pensar que vale tudo. Para quê esta adopção dos métodos mais doentios da política? E a cartilha é apenas a ponta do icebergue. A "estrutura" do Benfica deveria perceber que isto é apenas um jogo (mesmo se maior do que a vida ou a morte, como dizia o outro). A graça não está em ganhar sempre. Está em competir para tentar ganhar e, depois, ganhar umas vezes e perder outras. A "estrutura" do Benfica deveria perceber isto, mas não dá ares de perceber. Vai ter de perceber de outra maneira.


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14 Mar 17

O título da capa do Jornal Sporting, na sua última edição, poderia ser aplicado a Bas Dost: Imparável!

Começam-me a faltar adjectivos para qualificar o nosso ponta de lança, Se bem que dois golos tenham sido de grande penalidade (podiam ser 3…), certo é que o holandês fez o seu primeiro póquer em Portugal.

Com isto leva já 22 golos aproximando-se de Islam Slimani, deixando ao mesmo tempo os seus adversários lusos mais distantes.

A nível europeu encontra-se em terceiro lugar, logo atrás de dois “jogadorzitos”: Cavani do PSG e Messi do Barcelona.

Com vinte e dois jogos jogados e o mesmo número de golos Bas Dost pode vir a tornar-se (se não o for já) um fenómeno como ponta de lança.

Como escreveu o Alexandre neste texto, se estivéssemos lá em cima a lutar pelo título com outra postura em campo, nem imagino quantos golos marcaria o holandês.

Neste momento Bas Dost é o senhor golo! O resto são cantigas.


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16 Fev 17

Pensaram que me tinha esquecido do golo do gigante Bas Dost contra o Moreirense. Porém enganaram-se e este pequeno duelo entre o nosso actual e bom ponta de lança contra o "british" Slimani continua.

Porque o futebol é feito de golos. Uns melhores outros nem por isso, mas o que conta são elas lá dentro.

A semana passada não vi o jogo. Estava muito longe, sem o canal de transmissão por perto, e desse modo só vi o golo do nosso jogador muuuuuitas horas mais tarde. Não seré o melhor dele, mas foi quiçá o interruptor que despertou a equipa de um marasmo para mais uma vitória. Suada, sofrida, mas merecida.

Bas Dost leva já 17 golos. Daí talvez o título, que hoje lhe foi atribuído, de melhor jogador de Janeiro.

Ele, mais que ninguém, merece-o.

E esta semana temos o tal de Rio Ave!


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04 Fev 17
Contemos com ele!
José da Xã

Sei que JJ não o convocou, mas ainda assim acredito que vai jogar.

Por isso conto com ele para dar ao Sporting mais um boa vitória.

É castelhano e chama-se Iker Casillas.

Insisto que conto com ele! E vocês?


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07 Jan 17
A ganhar 3-0
Pedro Correia

O clube que controla a justiça desportiva, o poder disciplinar sobre os árbitros e os circuitos da comunicação entra a cada jogo não empatado a zero mas com 3-0 a seu favor.


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27 Nov 16
Lá, tal como cá!
José da Xã

Era já noite quando vi a Real Sociedad jogar contra o Barcelona treinado por Luiz Enrique. Um jogo empolgante que terminou com um (injusto) empate a uma bola.

Porém deste clássico retenho duas coisas importantes:

a primeira foi a forma acutilante e corajosa como a equipa de S. Sebastian se bateu em campo contra o campeão em título;

a segunda tem a ver com o árbitro do encontro que prejudicou, e de que maneira, a equipa que jogava melhor futebol.

Ora sempre pensei que a característica de maus árbitros fosse coisa bem lusa. Porém, perante o que me foi dado observar, lá tal como cá, também têm árbitros... fraquinhos, fraquinhos!


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02 Out 16
Freakish weekend
Luciano Amaral

O Sporting estava a ganhar ao Guimarães por 3-0 a 20 minutos do fim e deixou-se empatar; o Benfica deu 4 a uma equipa vestida de azul claro em vez de levar 4; o Porto ganhou; o Bayern Munique empatou com o Colónia; o Borussia Dortmund perdeu 2-0 com o Bayer Leverkusen; o Manchester United empatou com o Stoke City; o Real Madrid empatou com o Eibar; o Manchester City perdeu 2-0 com o Tottenham; o Barcelona perdeu 4-3 com o Celta de Vigo e esteve a perder por 3-0.

 

Pronto, foi um fim-de-semana para a maluquice. Para a semana volta tudo ao normal.

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14 Set 16
Ao intervalo...
José da Xã

Não imagino qual vai ser o resultado desta noite mas de uma coisa tenho já a certeza: o Sporting jogou muito melhor que o Real na primeira parte. Até podia ter marcado.

Venha lá essa segunda parte com a mesma personalidade e entrega. É só isso que eu peço. Um golito já agora|

O árbitro com dois critérios... após ter chamado a atenção a Casimiro perdou-lhe um amarelo para logo a seguir, numa falta normalíssima, admoestar Adrien.

Aguenta coração que a alma leonina é do tamanho do Mundo!


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07 Set 16
Do futebol e das lentes
Helena Ferro de Gouveia

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Há uma frase célebre de um fotojornalista, Rich Murphy, que diz o seguinte " if your lens doesn't need cleaning at the end of a shoot, you didn't get close enough". É assim no jornalismo, é assim na vida.

 

A imagem que partilho foi tirada, ontem, em Kiti, um bairro de Nakuru. É a bola de futebol artesanal que um grupo de adolescentes refugiados usa para desamarrar os nós da alegria.

 

O futebol aqui é uma espécie de ponte entre o cais da memória ( a do país, o Sudão do Sul, aonde não se pode voltar e que agoniza devastado pelos predadores humanos ) e o porto da esperança. E aqui há um português que é deus. Não preciso de lhe dizer o nome. Vocês sabem quem é.

 

PS - Se alguém conseguir entrar em contacto com o nosso clube para oferecer umas bolas a estes miúdos eu responsabilizo-me pela entrega.


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28 Ago 16
Quem diria...
José da Xã

… Que à terceira jornada o Sporting seria líder do campeonato?

Pois nem os adeptos Sportinguistas mais optismistas assim o pensariam. Mas o futebol é assim mesmo: hoje alegria para uns, tristeza para outros.

No entanto, e de forma a evitar o que se passou na época passada, é bom que Jorge Jesus comece já a moderar o seu discurso, assim como Bruno de Carvalho. O campeonato é longo e ainda agora começou, portanto seria fantástico que todos usassem de alguma parcimónia na hora de falarem da situação de sermos líderes.

O meu avô, homem sábio e conhecedor da natureza humana, usava da seguinte máxima: “Mais vale o que fica por dizer do que aquilo que se diz”.

 

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21 Ago 16

Se eu porventura fosse o cronista de um qualquer diário desportivo usaria este meu título para descrever em poucas palavras o que aconteceu na Mata Real.

Ainda que tenha sido o campeão Adrien a marcar o golo, a verdade é que o ponta-de-lança do Sporting teve uma acção preponderante na recuperação da bola quase no fundo da linha.

Mesmo sem contabilizar ainda qualquer golo, o argelino mostrou porque é uma peça fundamental no Sporting de 2016/2017.

 


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08 Ago 16
Quase, quase…
José da Xã

Decididamente não gosto das pré-épocas futebolísticas. Mas reconheço que são necessárias nomeadamente para os treinadores, que pretendem avaliar os seus vastos plantéis.

Por isso apenas vi um jogo em Alvalade, o da apresentação.

De todos os outros nem me preocupei em saber resultados, pois não me interessa ser campeão da pré-temporada e perder ingloriamente por culpa própria o campeonato (não me esqueço daquele empate com o Tondela, em casa!!!), a exemplo do que aconteceu a época passada.

Portanto meus amigos… Sábado começa uma nova caminhada. Longa, muito longa, repleta de jogos e muitas aventuras e quiçá algumas desventuras… Mas o futebol é mesmo assim, não é uma ciência exacta. Bem pelo contrário! Bastam, por vezes, meros cinco centímetros para fazerem a diferença entre ser-se ou não campeão.

Assim espero e desejo que o próximo campeonato seja um bom torneio, com grandes jogos, muitos golos, emoção a rodos, sem casos de qualquer espécie e culmine num Sporting campeão.

 

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14 Jul 16
A selecção olímpica
Edmundo Gonçalves

Respondam-me, se souberem, para que andam as selecções a tentar resultados, nomeadamente o apuramento para os Jogos Olímpicos (o que só prestigia o futebol português), se depois o seleccionador se vê em "palpos-de-aranha" para arranjar 18 para levar para o Rio de Janeiro?

Eu sei que os interesses dos clubes e tal, mas não interessará também aos clubes? E à federação? E aos jogadores?

Que tal tratarem de prever estas coisas nos calendários, que por acaso só acontecem de quatro em quatro anos?

Bom, resta-nos esperar que os escolhidos dignifiquem a camisola e não envergonhem.


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16 Mai 16
Resumindo...
José da Xã

Cá em casa somos todos do Sporting.

Somente três lugares na Bancada Norte… mas todos sofredores pelo clube de coração.

Ontem, após a vitória em Braga por números expressivos, discutiu-se qual o jogo em que o Sporting perdera o campeonato.

A primeira ideia é que foi o jogo em casa com o nosso principal adversário, eu contrariei com o empate com o Tondela após estarmos a ganhar. Houve quem avançasse com a derrota com o União da Madeira, equipa que acabou por descer, ou com o empate a zero em casa com o Rio Ave.

Duma forma ou doutra uma coisa é certa: o Sporting deixou fugir o título por entre as mãos de forma quase inglória. Por isso o futebol é um desporto e não uma ciência exacta.

Como se diz em futebol… quem não marca arrisca-se a sofrer.

Porém os especialistas são unânimes numa análise deste campeonato: o Sporting foi a equipa que melhor futebol jogou. Uma realidade que desejo alargada à próxima época. Com estes ou outros jogadores.

Entretanto Jorge Jesus mostrou capacidade de gestão de um plantel já de si curto e que em Setembro ficou sem Carrillo, por motivos de todos conhecidos. Sei que vieram Bruno César, Coates e Zeegelaar, tendo também regressado Ruben Semedo. Mas todos eles insuficientes para as reais aspirações do Sporting.

Durante todo este percurso terá JJ tomado decisões erradas? Talvez… Mas não o fazemos muitas vezes nas nossas vidas?

A época terminou, para regressarmos oficialmente em Agosto. O contador é então colocado a zero e lá partimos de novo.

E lá estaremos em Alvalade, uma vez mais, para vibrar e puxar pela nossa equipa!

Há lá coisa melhor?

 

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02 Mai 16
Economia em alta!
José da Xã

António Costa e a sua respectiva geringonça andam claramente contentes com este nosso final de campeonato.

Pois bem, segundo consegui apurar a economia lusa tem vindo a crescer, tendo como base diversos negócios ligados ao futebol de fim de estação:

1 - os médicos, cardiologistas e não só, porque não há “operação coração” que aguente este final de temporada. A ameaça de enfartes parece ter crescido exponencialmente;

2 – os psicólogos, porque a gestão do stress antes e depois de cada jogo por parte dos nossos adversários tem sido deveras assanhada. Prevêem-se muitas sessões de psicologia aplicada;

3 – as manicures. Não há mãozinha benfiquista que ainda apresente uma unha em estado normal. Andam todas roidinhas até ao sabugo;

4 – finalmente o FCPorto começa a fazer escoar o stock de camisolas com o nome do seu jogador Casillas. Maioritariamente têm sido os adeptos do Sporting a comprá-las.

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01 Mai 16
Venenos
José da Xã

Ando há horas, sem sucesso, em busca de uma declaração proferida por Jorge Nuno Pinto da Costa, em que o ainda Presidente do Porto respondia com uma frase venenosa às queixas que alguns clubes apresentavam sobre o benefício do Porto nas arbitragens. Disse na altura Pinto da Costa:

- Isso são desculpas de perdedores!

É certo que o tempo passa por todos. E que Pinto da Costa já não é o mesmo jovem de outrora. E assim entende-se que tenha olvidado o que disse há muitos anos.

Ontem à saída do Estádio o presidente dos Dragões queixou-se, e de que maneira, da arbitragem de Artur Soares Dias.

Não seria fantástico que alguém lhe desse agora a provar do seu próprio veneno?

 


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30 Abr 16
Não foi justo...
José da Xã

... que o Porto jogasse este campeonato apenas com 10 jogadores!

Como eu previ aqui em Julho passado.


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23 Abr 16

Vi mais uma vez o estádio (quase) cheio!

Vi o Sporting ganhar jogando pouco!

Vi muitas leoas!

Vi muitas crianças!

Vi poucos golos!

Mas acima de tudo vi um jogo de dia...

 

 

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16 Abr 16

... Mas os Sportinguistas vão ter uma semana que vem, no mínimo... folclórica!

Vai ser necesssário muita coragem e muito estoicismo para aguentar o que nos está reservado.

Mas até nisso temos de continuar a ser diferentes.

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Falta 1 jogo para a final.
Francisco Vasconcelos

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Muitos Parabéns ao Andebol do Sporting por ter, esta tarde, conquistado uma excelente vitória, em Braga, frente ao ABC.  O resultado final foi 30-25 e deixa-nos com uma vantajem de 2-1 em jogos. O próximo jogo é em casa, na proxima quarta-feira dia, 20.

 

Destaque também para mais uma vitória do futsal, desta vez frente à Quinta dos Lombos, por expressivos 7-1. A continuar assim, corremos o risco de bater alguns records.

 

Venha agora mais uma vitória frente ao Moreirense, para fecharmos o dia em grande.


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22 Mar 16

Há muito que olho para o futebol com alguma amargura. E não tem a ver com as escassas vitórias do Sporting mas unicamente com a maneira como este desporto é mundialmente aceite. E jogado.

Os golos, que deveriam ser a principal razão deste desporto, são pouco comuns em comparação com outras actividades desportivas. Daí talvez uma das razões por que os americanos não sentem uma atracção por aí além pelo Desporto-Rei.

Sempre defendi que num jogo não me interessa quantos golos a minha equipa sofre mas sim aqueles que marca. E por isso é necessário marcar sempre mais um que o adversário.

Ora com base neste pressuposto penso que as instituições federativas deveriam olhar com mais atenção para este fenómeno e criar condições para se valorizarem mais os golos obtidos, a par obviamente dos próprios resultados. Parece estranho o que estou a dizer? Mas vou já explicar a minha teoria.

Exemplifiquemos:

A equipa A vai jogar contra a equipa B. No final da partida observa-se o seguinte resultado: 7-4. Num campeonato dito normal a equipa A teria 3 pontos enquanto a equipa B receberia 0 pontos.

No mesmo torneio as equipas C e D defrontam-se mas o resultado terminou com a vitória da equipa D por 1 a zero. Da mesma maneira a D ficaria com 3 pontos contra 0 da equipa C.

Pensemos agora que em vez de se usar esta fórmula usaríamos uma em que valorizássemos os golos. E como? Fácil… Por cada conjunto de três golos, à equipa acrescia mais um ponto. Ora pegando ainda no exemplo acima referido o primeiro resultado daria à equipa A 3 pontos (da vitória) mais 2 por ter marcado 7 golos (2 pontos por dois conjuntos de três golos) enquanto a equipa B seria “premiada” com um ponto por ter marcado um conjunto de três golos.

Do mesmo modo o segundo resultado não daria mais nenhum ponto extra a qualquer das equipas.

Teríamos assim numa suposta classificação: Equipa A com 5 pontos, a D com 3 a B com 1 e a C com 0.

Deste modo, creio, fomentar-se-ia o golo, pois uma equipa podia perder mas se marcasse três golos teria sempre um ponto.

Em tempos o “International Board” da FIFA tentou alterar algumas regras de forma a fomentar a obtenção de mais golos, todavia com pouco sucesso.

Deixo assim aqui a minha contribuição para a melhoria do futebol. Reconheço que é uma ideia absurda e provavelmente impraticável. Enfim, uma utopia.

 

Nota final – esta minha ideia não foi plasmada no nosso actual campeonato e portanto nem imagino como seria a classificação nesta altura com os resultados observados até agora.

 

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11 Jan 16

Manda o bom senso que não tomemos decisões quando estamos sujeitos a fortes emoções, sejam elas quais forem. E na escrita penso precisamente o mesmo.

Venho com este simples preâmbulo assumir que ontem quando cheguei a casa, completamente extenuado após ter assistido a um jogo fantástico, decidi não escrever grandes coisas… Não fosse espalhar-me.

Sei que neste momento o Sporting é, para os nossos adversários, aquela equipa que ganha todos os jogos de forma sempre injusta e perde com natural justiça. Vá-se lá saber porquê!

Mas não me preocupo com esta visão clubística. Faz parte do futebol… Ou, parafraseando um presidente de uma das nossas vítimas deste campeonato, direi: “Desculpas de perdedores”.

Regressemos então aos últimos jogos do Sporting. Em primeiro lugar um estádio cheio é algo digno de se ver. Com o Porto foram cerca de 50 mil, com o Braga mais de 42 mil adeptos… E aquelas entradas em campo das equipas… cachecóis bem erguidos, vozes desafinadas no tom mas afinadas na crença a cantar em uníssono a versão leonina do “My Way”, tem sido arrepiante.

Mas a tarde de ontem estava toldada. Quando cheguei ao estádio o céu plúmbeo ameaçava borrasca. E ela veio na forma de chuva forte e muito vento.

Começa o jogo e logo percebo que o nosso adversário não tinha qualquer intenção de facilitar o nosso jogo. O costume das equipas que visitam Alvalade! Bola lá, bola cá eis que Wilson Eduardo abre o marcador para o Braga. Primeiro um silêncio de morte, exceptuando naturalmente a claque adversária. Depois regressaram os cânticos e aquela frase “nós acreditamos em vocês” repetida até à exaustão.

Todavia haveria que sofrer muito mais… Ou como diz o ditado: no pain, no gain!

O intervalo apareceu e nos corredores o silêncio parecia quase sepulcral… E os semblantes carregados! Mas estranhamente… ou talvez não… consegui perceber que havia ali uma espécie de fé latente que, endossada para dentro do campo através do apoio, daria aquele tónus à equipa suficiente para virar o resultado.

Começa a segunda parte e o jogo parece ter mudado de figura. Das bancadas surge a tal força dos adeptos com os cânticos e o apoio sempre constante. Mesmo quando uma jogada corria menos bem, lá vinham os aplausos (quão diferentes estes adeptos de tempos bem recentes!).

E nasce o primeiro golo. Penalti ou não… ninguém quer saber. Há que marcar mais golos. Há que virar o resultado. Há que puxar ainda mais pela equipa.

Quando Montero empata a partida, todos saltam à minha volta. Mantenho-me calmo e sereno exteriormente, se bem que por dentro… O meu filho mais velho está quase rouco de tanto gritar. Pois eu guardei-me para o melhor… para aquela cabeçada de Slimani que quase deitou o estádio abaixo.

Foi a altura de extravasar os meus sentimentos reprimidos durante 90 minutos. E gritei então bem alto:

Gooooooooooooolo!

E repeti vezes sem conta: Golo, golo, golo…

Ao meu redor todos saltaram de alegria, abraços trocados entre gente que não conheço mas que nutrem como eu o mesmo amor pelo Sporting. Ninguém conseguia parar.

Regressa-se ao jogo. “Quatro minutos de compensação” informa o “speaker”. Quatro minutos que pareceram quatro horas, dias, semanas.

Finalmente o apito final e uma vez mais o estádio quase rebenta de euforia… Sento-me na cadeira e agradeço aos meus deuses esta vitória. Tão sofrida mas tão saborosa.

Na fila de baixo uma menina de seis ou sete anos chora com a vitória, abraçada à mãe. Também ela sofre pelo Sporting. Começa cedo, a cachopita!

Já na rua, os semblantes carregados do intervalo foram substituídos por rasgados sorrisos. E quem pagou foram as bifanas e as “jolas”.

Há muito trânsito para chegar a casa. Mas ninguém se rala!

 

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06 Dez 15
Atitude!
José da Xã

Vejo futebol, especialmente do Sporting, desde que tenho memória. E se já vi grandes jogos, reconheço que também já vi alguns… “benza-te Deus”. Uma autêntica pobreza franciscana.

Este ano as coisas parecem estar a correr bem para o Sporting. Os adversários, como é normal, afirmam que não é com mérito, mas eu que não costumo “dar para esses peditórios” do demérito adversário afirmo que o Sporting deste ano está realmente diferente. Pois surge sempre em campo com algo que já não via faz muuuuuuuuito tempo.

Atitude!

É esta postura a grande diferença entre ser ou não vencedor. E para que fique registado para memória futura afirmo já que mesmo que o Sporting não consiga o seu verdadeiro intento de ser campeão nacional reconheço nesta equipa uma vontade, um ensejo e o sentimento em querer ir mais além e nunca, nunca desistir!

Tudo devido a um só homem: Jorge Jesus (pronto lá vou ter de morder a língua uma vez mais!!!!).

Ontem, ao iniciar-se a segunda parte, e ainda antes do golo, percebi que o Sporting iria marcar e ganhar a partida. Aquela atitude, aquele querer colocado em campo foi a melhor substituição que JJ poderia ter feito ao intervalo. E que deu (muitos bons) frutos…

São nestes (pequenos!) detalhes que os verdadeiros campeões se destacam.

 

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04 Dez 15

"No dia 16 de dezembro de 1990, cinco homens combinaram um jantar secreto numa torre de escritórios de Londres: ninguém, para além deles próprios, sabia daquele encontro.
Não eram uns homens quaisquer, eram os presidentes dos cinco maiores clubes de Inglaterra: Manchester United, Liverpool, Arsenal, Everton e Tottenham.
 
O futebol inglês arrastava-se, por esses dias, na parte cinzenta da vida.
A tragédia de Hillsborough que matou noventa pessoas acontecera há um ano, o hooliganismo enchia o futebol de violência e os melhores jogadores fugiam do país: nomes como Lineker, Gascoigne, Paul Ince, David Platt ou Glenn Hoddle.
 
A liga inglesa chamava-se Football League, era composta por 92 clubes e andava há dez anos num clima de guerra permanente com a Federação Inglesa.
Por isso aqueles homens reuniram-se naquele dia com uma ideia clara: lançar as bases do que viria a ser a melhor liga do mundo. Uma liga exclusiva, elitista, rica e espetacular, formada apenas pelos dezoito clubes da primeira divisão.
 
Chamaram-lhe Premier League.
Queriam estádios mais modernos, queriam um ambiente mais saudável nas bancadas, queriam os melhores jogadores, queriam enfim um melhor futebol e, sobretudo, um espetáculo melhor: um espetáculo distinto.
 
Para tornar este sonho possível, tinham um plano. Chamava-se direitos de transmissão televisiva.
Por isso naquele dia 16 de dezembro de 1990 não estavam sozinhos no jantar, convidaram um diretor sénior da ITV a quem fizeram uma pergunta: estarias na disposição de comprar os direitos de transmissão de uma liga destas?
A resposta foi positiva e dois anos depois arrancou a Premier League.
 
Claro que o caminho não foi simples, nunca é fácil fazer a mudança: a Football League, por exemplo, opôs-se obviamente à ideia, disse que era ilegal, ameaçou ir para os tribunais. Vários clubes começaram também por dizer não e, admitiriam mais tarde, só a proposta da ITV os faria perceber que valia a pena mudar.
 
O certo é que à boleia da centralização, e de uma distribuição mais justa, dos direitos televisivos, a Premier League arrancou mesmo em 1992. A partir daí, ano após ano, temporada depois de temporada, foi crescendo, foi valorizando, foi enriquecendo.
 
Por estes dias conseguiu renegociar os direitos para três temporadas por sete mil milhões de euros e distribui a um clube que desce de divisão 90 milhões de euros por ano.
 
Hoje, acho que é pacífico dizê-lo, é a liga mais rica, mais bela e mais sedutora do mundo.


 
Ora vem esta conversa a propósito da venda dos direitos de transmissão dos jogos do Benfica por 40 milhões de euros, ao longo de dez anos: 400 milhões no total.
É sem dúvida um acordo histórico e notável. Bateu recordes, e isso diz tudo.
 
Não é, no entanto, um bom acordo. Desculpem-me mas não é. O que este acordo significa é que o Benfica vai ter mais dinheiro do que tem hoje, vai ter anualmente mais doze milhões de euros - de acordo com o relatório e contas -, mas significa também que vai continuar a jogar numa liga pobre, monótona e infeliz.
Uma liga de enormes assimetrias, cheia de adversários defensivos e espetáculos aborrecidos. Com estádios modestos, jogadores medíocres e bancadas vazias.
 
O Benfica vai enfim continuar a fazer parte de um produto pobre: o futebol português.
 
A ideia já foi referida várias vezes, mas vale a pena repeti-la as vezes que forem necessárias: a centralização dos direitos televisivos permite uma melhor distribuição do dinheiro, permite fazer crescer os clubes mais pequenos e no fim fazer crescer a liga.
Os clubes teriam mais recursos financeiros, até porque o todo é mais do que a soma das partes, mas sobretudo os clubes pequenos teriam mais recursos. Com isso poderiam construir equipas melhores, jogar um futebol melhor e ter mais público nos estádios.
O futebol português seria melhor enquanto produto, os direitos televisivos valeriam mais e todos os clubes ficariam a ganhar: os grandes continuariam a ser muito maiores do que os outros e os pequenos seriam menos pequenos do que são agora.
 
Não seria uma mudança fácil, claro que não, se não o foi em Inglaterra não o seria num país que respondeu não aos dois referendos vinculativos. Mas o que o Benfica fez foi garantir que provavelmente nos próximos dez anos não é possível fazer esse caminho: não tinha sentido tentar fazê-lo sem o maior clube português.
 
O Benfica assinou um acordo em que admite ter um produto que vale menos de metade do que vale o Burnley na II Liga inglesa: exatamente 40 contra 92 milhões de euros.
 
Não se quer com isto comparar o valor do mercado inglês com o do mercado português: isso era um absurdo. Quer-se, isso sim, dizer que o modelo inglês é um exemplo, e que os clubes portugueses não poderão dar um salto verdadeiramente impressionante enquanto o próprio campeonato não o der.
 
Por isso vale a pena voltar ao início para dizer que pode parecer que foi noutra vida, mas não: foi apenas há vinte anos que a liga inglesa caminhava no lado cinzento da vida.
 
Que é onde desconfio que vai andar a liga portuguesa nos próximos dez anos."
 
«Box-to-box» é um espaço de opinião de Sérgio Pereira, jornalista do (e publicado no) Maisfutebol, que se transcreve aqui na íntegra, com a devida vénia.

Os sublinhados são meus.

O crédito da imagem suponho que seja do "Maisfutebol", uma vez que não está identificado o autor no artigo original.


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26 Nov 15
Será verdade?
José da Xã

... Que Rui Patrício pode vir a ser castigado com três a cinco jogos?

Ao que parece o actual guarda-redes do Sporting deu no passado sábado dois pontapés no poste da sua baliza antes do jogo começar.

Este gesto poderá vir a ser considerado, pelas instâncias competentes, como violência desportiva.


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22 Nov 15

Diz o povo (lá venho eu com os adágios populares!!!) que "pela boca morre o peixe" numa perfeita alusão às palavras que proferimos.

Não fujo à regra. E assumo agora as minhas próprias contradições. E começo por aqui. Neste meu texto de Junho falava da minha grande tristeza por JJ vir para o Sporting.

Decorreram algumas semanas e, com o primeiro título da época, aquele meu descontentamento acabou por se esvair um pouco. Explicada até aqui  a um companheiro de blogue. Mas ainda assim andava um tanto desconfiado.

O tempo acabou por não me dar razão. Com aquela vitória na Luz, Jesus conquistou-me definitivamente. Faltava quiçá uma prova de fogo. Ocorreu este Sábado!

Mesmo vendo-se a perder aos 6 minutos o Sporting não se encolheu e veio para a frente em busca do empate. O resto... é do conhecimento de todos.

Jesus conquistou até os sportinguistas mais cépticos. Que foi o meu caso.

Hoje JJ é a verdadeira estrela do Sporting. Mais que alguns jogadores.

Mordo a língua enquanto revejo os golos do Sporting contra o Benfica!


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Sou sócio há muitos anos mas esta foi a terceira vez que fui ver um Sporting-Benfica. Das outras, o Sporting acabou por ser derrotado e por isso este jogo ficará para sempre na minha memória. Mas passemos ao que aqui me trouxe.

18 horas - Saio de casa. O meu filho e a minha nora acompanham-me nesta aventura, ou melhor sou eu que os acompanho, já que são eles a levar o carro.

18,30 - Perto do estádio... a bifana. Alguns conhecidos... Os cumprimentos da praxe! E  lá vamos a caminho do estádio.

18,35 - Já com o estádio na nossa frente a polícia impede que passemos. É a claque adversária a chegar e há que aguardar.

19.10 - Acabo por sair dali e prefiro dar a volta ao estádio por fora. Mas a amálgama de gente é tanta que demoro muito mais tempo do que previra para rodear o edifício.

19.20 - Encontro-me finalmente na fila para aceder ao meu lugar.

19.45 - Após ter sido revistado galgo as escadas num ápice.

19.50 - Finalmente sentado no meu costumado lugar. O resto da família já lá se encontrava.

20.00 - Inicia-se o jogo.

20.50 - Intervalo. Empate a um. O Benfica marcou aos seis, o Sporting empata nos descontos. Grande jogo por parte do Sporting mas reconhecidamente só a partir dos 20 minutos.

21.05 - Reinicia-se o jogo após um intervalo onde revi mails no telemóvel.

22.00 - Na segunda parte vi o Sporting dar um verdadeiro banho de bola. O Benfica pareceu não existir em campo. Mas vamos para um prolongamento injusto.

22.05 - Começa o tempo extra. O Benfica parece querer renascer mas Slimani arruma de vez a questão.

22.35 - Termina enfim a partida e vejo a alegria estampada nos olhos de todos os sportinguistas que me rodeiam. Lembrei-me então da estrofe daquela canção dos "Ritual Tejo":

"E é só contar até três"

Um, dois, três

Vou nascer outra vez".

23.00 - Chego ao carro e oiço algumas das declarações dos treinadores. Escuto mesmo JJ dizer que o segundo golo foi "limpinho, limpinho".

Finalmente à terceira foi de vez. Vejo o Sporting ganhar ao Benfica em casa. Um jogo para eu jamais olvidar! 


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20 Nov 15

Um jogo de futebol é ou deverá ser sempre um espectáculo. Os adeptos e as claques puxam e incentivam a sua equipa, cada um à sua maneira, obviamente dentro dos limites, os jogadores farão a parte deles, assim como os treinadores, árbitros e restantes agentes… Tudo normal.

Este Sábado haverá novo dérbi (o terceiro esta época). Fantástico!

Curiosamente ontem alguém me perguntou se, face aos últimos e tenebrosos acontecimentos, será “saudável” ver o jogo no estádio. Eis uma questão que faz sentido, mas que não faz o meu género…

Passo a explicar…

O terrorismo não é só aquele de que damos conta através de atentados criminosos que as televisões vão repetidamente passando, mas também o medo que se instala no dia-a-dia das pessoas. A inibição de sair, divertir-se, de fazer uma vida absolutamente normal, só porque alimenta o receio de ser vítima de algum atentado, é a forma mais terrível e mais vil de terrorismo.

Portanto se eu ficar em casa só porque tenho medo será sinónimo de que os terroristas estão a ganhar esta batalha. Deste modo irei a Alvalade com a família numa (quase) excursão. Sem medos, sem pensar nesta nova vertente de guerrilha, confiantes de que o Sporting pode voltar a ganhar e seguir em frente na Taça.

E dizer: “Só eu sei porque não fico em casa!”

 

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26 Out 15

Parece que António Costa esteve ontem na Luz a ver o jogo.

No final LFV perguntou ao ex-autarca do PS como podia o Benfica ser outra vez líder do campeonato.

Não sabemos qual foi a resposta mas imaginamos que AC terá dito ao presidente do Benfica para juntar os seus pontos aos do Porto para assim ficarem à frente do Sporting.

Veremos o que diz a Liga de Futebol.


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23 Out 15

Desta vez foi Montero a fazer o gosto a pé. Após um fim de semana desastroso, El Avioncito recuperou para o seu companheiro e compatriota.

E desta vez com direito a foto.

Assim eis a contabilidade do momento: Gutiérrez 4 - Montero 3.

Venha de lá o próximo fim de semana desportivo para alterar isto, se fizerem favor!

20151022_184233.jpg

 


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17 Out 15
Sempre a abrir
Pedro Correia

Campeonato nacional de juniores, 10ª jornada: vitória leonina sobre o Belenenses (2-1), segundo classificado. O Sporting segue invicto na liderança da zona sul.

 

Campeonato nacional de juvenis, 6ª jornada: goleada leonina ao Entroncamento (11-0). O Sporting isolou-se na liderança da série D.


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07 Out 15
Serviço público
Edmundo Gonçalves

Dedicado a todos os lã piões que por aqui cirandam e que dizem, como mr. Burns, que o Sporting é só folclore, e principalmente para proporcionar aos Leões um argumento sólido na argumentação com a rapaziada do Eusébiokit, cá vai o link para as propostas do Sporting Clube de Portugal para a modernização do futebol.

Lá vêm eles, de faca na liga!

 

Haverá certamente um documento actualizado, uma vez que este é de 2013/14. Logo que tenha acesso a ele, publicá-lo-ei.


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05 Out 15

Jorge Jesus, no final da partida contra o Vitória de Guimarães, manifestou o descontentamento pelo golo sofrido: "Foi pena isso ter sucedido. A equipa pensou que já chegava, mas eu não. Não pode ser. É necessária a tal mentalidade de campeão, o que se está a incutir", disse o nosso técnico. 

A necessidade de mentalidade de campeão não é um exclusivo da equipa sénior de futebol do Sporting.

Sábado, na recepção da equipa de hóquei à Sanjoanense, o Sporting vencia ao intervalo por 7-0. Sempre pensei que o cinco leonino chegaria à dezena. Tal não veio, porém, a suceder.

O Sporting acabou por permitir 2 golos do adversário na 2ª parte, tendo o marcador final ficado em 8-2. Por comparação, Porto e Benfica, nos respectivos jogos, chegaram aos 10 golos cada um. No final da partida contra a Sanjoanense, Luís Viana, autor de dois golos, justificou a 2ª parte menos conseguida com o relaxamento que, de certo modo, pesou no subconsciente dos jogadores. 

Ontem no andebol, depois de ter estado a vencer por 6 golos de diferença na 2ª parte (!!!) contra o Porto, o Sporting permitiu a recuperação dos tripeiros, tendo perdido por 26-27.

Um longo trabalho psicológico aguarda Jorge Jesus, Nuno Lopes e Zupo. Não basta a qualidade técnica intrínseca das suas equipas. É fundamental a mentalidade de campeão, que só dá uma partida como concluída quando soar o apito final.

Só dessa forma é que o Sporting conseguirá fazer bem a transição que ambiciona de um clube que "ganha de vez em quando" para um ganhador crónico.


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22 Set 15

Nota prévia:

Conheço alguns adeptos, do meu e de outros clubes, para quem o seu clube nunca joga mal e quando perde há sempre razões estranhas ao futebol para tais acontecimentos.

Eu, ao invés de todos eles, assumo que o meu clube por vezes joga mal e merece perder. Tal como aconteceu na passada quinta-feira.

Fica o registo para memória futura.

Passo agora ao que aqui me trouxe, neste dia/noite de Outono que mais parece de Estio...

Independentemente dos resultados que o Sporting vai acumulando nos últimos jogos, o que parece evidente é que Teo Gutiérrez ainda não fez esquecer Fredy Montero. Longe disso e creio mesmo que Jesus também já percebeu.

A prova está que em dois jogos seguidos Montero facturou, mesmo com desfechos opostos.

Ora esta última constatação "obrigou-me" a regressar a este espaço, para dar início a uma nova saga para a época que encetou oficialmente no passado dia 9 de Agosto.

Desta vez vou colocar Montero, não contra ele próprio como foi na época transacta, mas contra o colega e compatriota Teo.

Para ambos irão contar todos os golos em provas oficiais em que vistam a camisola do Sporting. Com normal retroactividade (para dar mais uma hipótese a Teo!!!).

Assim sendo Gutiérrez parte em vantagem, pois já tem três golos e Montero somente dois. Prevê-se por isso um duelo renhido e que, esperemos, beneficie sempre o Sporting.

Só mais uma coisita de somenos... Um dos golos de Gutiérrez deu ao Sporting a Supertaça Cândido de Oliveira. O golo de Montero na segunda-feira deu-nos três pontos.

Aguardemos então por novos episódios!


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28 Ago 15
Futurologia
Edmundo Gonçalves

Aposto, dobrado contra singelo, que mudanças radicais no futebol, a exemplo de outras modalidades, só quando um estadunidense for presidente da FIFA.

Eles podem ter muitos defeitos, mas nestas coisas não brincam!

Nas federações onde têm assento e peso veja-se a evolução, no sentido de garantir sempre e da melhor forma a verdade desportiva. Veja-se as exigências, a nível interno, em qualquer desporto em todas as suas vertentes, inclusive os agentes que são controlados com rédea curta.

Até num "desporto" como o wrestling, onde tudo é combinado, há regras claras.

O Platini é farinha do saco do Blatter, é tão corrupto como ele. Tem apenas um sorriso mais simpático, portanto mudanças, com ele, "viste-las"!


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03 Ago 15

No sábado fui um dos 38401 espectadores que viram a vitória do Sporting sobre a Roma.

Gostei de alguns momentos do jogo. Boa dinâmica e JJ sempre activo na linha lateral.

De todos os jogadores que passaram pelo relvado sofrível de Alvalade (parece um problema sem solução!!!) gostei muito de ver Naldo. Parece-me ser um jogador à dimensão do Sporting. Lembrou-me por diversas vezes um tal imperador da defesa leonina de nome Marco Aurélio.

Todavia este Naldo surge, quiçá, mais versátil e com uma capacidade de antecipação bem assinalável. Vi-o fazer cortes fantásticos. E corre que se farta...

Um verdadeiro "Perna-Longa"!

O próximo patrão da defesa?


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23 Jun 15

History_Speeches_6001_Titanic_Survivor_Eyewitness_

 

Quando se vive acima das possibilidades, quando as despesas suplantam largamente as receitas, "quando a cabeça não tem juízo" (como cantava o António Variações), "o corpo é que paga".

Até no futebol, que chegou a ser uma coutada de inimputáveis mas hoje felizmente já não é. Reparem no que acaba de acontecer ao CSKA, de Sófia, outrora um emblema grande do futebol europeu, 31 vezes vencedor do campeonato búlgaro: foi relegado para a terceira divisão por acumulação de dívidas.

Pior ainda é o que acaba de suceder ao Parma: afundado em dívidas, com o presidente preso por branqueamento de capitais, o clube italiano que venceu duas vezes a Taça UEFA e tinha uma supertaça europeia na sua sala de troféus, entrou em bancarrota financeira e colapso desportivo. Recomeçará no último escalão do futebol italiano se ainda conseguir encontrar um investidor capaz de o recuperar das cinzas.

Fica o aviso à navegação.


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11 Jun 15

A selecção portuguesa acaba de passar aos quartos de final do campeonato do Mundo de sub-20 com um golo de Gelson Martins.

E meus senhores, que golo!

Ou melhor, aquilo não foi um golo... foi um golão, golaço, obra-prima, arte... o que quiserem!


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02 Jun 15

Ontem, num intervalo para café acabei por debater com alguns colegas benfiquistas a vitória do Sporting na Taça. Grande penalidade para cá, vermelho para lá, mau jogo mas emotivo, o Nani e o Carrilho passaram ao lado do desafio, o Braga não teve pernas… enfim ouvi de tudo.

A determinada altura um dos meus colegas lampiões disse o seguinte: “O mérito desta vitória cabe por inteiro a Marco Silva.”

Continuou: “Só uma equipa que está com o treinador e este com a equipa é que consegue acreditar até ao fim que era possível ser feliz.”

E terminou assim: “Há três anos na final da Taça com o Guimarães, os jogadores do Benfica nunca estiveram com o treinador, nem este com os seus comandados. Lembram-se da atitude de Cardozo, perante JJ?”

Estas ideias, ditas assim num contexto informal e amigável, sem aquelas trocas de galhardetes sempre tão próprias entre adeptos adversários, despertaram-me atenção. E hoje, duma forma mais lógica e menos emotiva, reconheço que aquele adepto contrário à minha cor é capaz de ter razão.

Marco Silva não foi mais feliz no campeonato porque lhe faltou ousar! É verdade que a ousadia por vezes paga-se caro mas nunca arriscar será quiçá sempre pior. E desta vez MS arriscou e bem! E foi feliz…

Termino com um alerta aos dirigentes leoninos, antes que tomem alguma atitude da qual se venham a arrepender. Marco Silva deve ficar. Para bem da equipa, do clube e de todos nós!


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