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És a nossa Fé!

Olheiro de Bancada - IX

Após esta saborosíssima vitória contra a sempre difícil equipa do Chaves, que mostrou em campo boa organização, mas muitas fragilidades defensivas, venho a terreiro fazer a costumada pergunta: quem foi o melhor em campo nesta goleada?

Na última vez que coloquei uma pergunta igual não consegui responder porque estava num local onde não há acesso à internet. Mas contabilizei todas as indicações.

Desta vez penso responder a todos, como é meu hábito.

Vá lá... toca a opinar, que desta vez cheira-me que haverá diversos candidatos... Ou talvez não!

Futebol e eleições

Mesmo já tendo passado mais de uma semana sobre as eleições autárquicas em dia de Sporting-Porto, creio que ainda se justifica a pergunta: deve ser permitido haver jogos de futebol em dias de eleições?

O governo achou que não e agiu em conformidade. Por princípio também concordo com a decisão do governo. Ir ao futebol não é como ir à missa, como li por aí. Pode ir-se à missa em qualquer localidade, enquanto cada jogo decorre só numa localidade específica. Evidentemente, se se puser a hipótese de ver o jogo na televisão, tal poderá ser feito em qualquer localidade também, mas não é isso que estamos a considerar. Um verdadeiro adepto prefere ir ao estádio. Principalmente em jogos grandes (como calhou, este ano, ser no fim de semana das eleições) há deslocações de adeptos (do clube visitante e do clube visitado) de todo o país. Núcleos organizam excursões. É difícil planear um evento destes e ainda ter que votar (não se trata somente de o jogo não decorrer durante o período eleitoral). A isto acresce o conhecido espaço mediático que o futebol ocupa. Excessivo, a meu ver, mas compreende-se, principalmente quando decorre um jogo grande, que os adeptos do futebol estejam preocupados com o resultado desse jogo. Parece-me evidente que as eleições devem ser a principal preocupação no dia em que decorrem.

Tudo parece assim apontar para não haver jogos no dia das eleições, portanto. Ora, supondo que esta proibição já tinha entrado em vigor este ano, com os mesmos calendários eleitoral e futebolístico, em que data decorreria o Sporting-FC Porto? Na segunda-feira? Não é o melhor dia para um jogo grande, e havia a concentração da seleção. No sábado? Seria a única opção viável, mas isso implicaria um dia a menos de descanso após a jornada europeia. Neste caso isso iria penalizar mais o Sporting, que jogou um dia mais tarde que o FC Porto. Quem propõe a proibição dos jogos em dias de eleições tem que compreender que os clubes não são soberanos para marcarem as datas dos seus jogos, principalmente os jogos europeus.

Deveria procurar-se uma solução de compromisso entre os interesses dos clubes que representam o futebol nacional na Europa e a participação cívica no ato eleitoral. Uma solução, a meu ver, poderia ser evitar os jogos grandes nos fins de semana eleitorais. Desde que não houvesse jogos grandes, não haveria problema em não os disputar no domingo das eleições. Tal poderia ser mais uma restrição ao sorteio do calendário da Liga (já há várias…), desde que a data das eleições fosse marcada com mais antecedência (antes do início da época futebolística). O poder politico (quem marca a data das eleições, seja governo ou presidente) poderia fazer essa cedência a bem do fitebol nacional.

Há quintas que deveriam ser todos os dias, e que são como certas quartas!

Há quintas que deveriam ser todos os dias, e que são como certas quartas, apenas por isto:

Futsal (UEFA Futsal Cup, apurados para a Ronda de Elite):

Sporting 7 - 1 Nikars Riga

 

Ténis de Mesa (Liga dos Campeões):

Sporting 3 - 1 KS Dartom Bogoria Grodzisk

 

 Futebol (Taça de Portugal):

Oleiros 2 - 4 Sporting

Olheiro de Bancada - VII

Após o empate que mais soube a derrota, fiquei de tal maneira em choque que nem tive coragem para escrever e perguntar aos adeptos leoninos qual foi o melhor jogador do Sporting, no sofrível jogo de ontem.

Vim hoje ainda com tristeza, mas pronto tem de ser.

Então digam lá, quem foi para "voceses" - como se diz na minha aldeia - o melhor jogador leonino?

Fico à espera!

Olheiro de Bancada - VI

Finalmente à terceira foi de vez.

Num estádio muito bem composto - 42401 espectadores e CR7 - o Sporting levou de vencida, pela primeira vez na sua casa, a equipa do Tondela.

Com evidentes alterações no onze inicial, operadas por Jorge Jesus, é agora a hora dos sportinguistas virem aqui dizer quem foi o melhor jogador nesta noite.

O desafio está lançado. Aguardo então as vossas opiniões.

 

Conclusão breve!

Entre o que fui lendo por aí e aquilo que escutei hoje, em diversos locais por onde passei, se não tivesse visto o jogo, ficaria com a certeza de que o Sporting, ontem, havia perdido.

As criticas à nossa defesa foram tão mordazes que estou um pouco atónito com o que fui escutando e lendo. Pior… poucas foram as referências negativas aos avançados, que marcando três golos podiam ter facturado muito mais, deixando-nos à beira de um resultado histórico.

Porém o que contou realmente foi a nossa defesa…

No que diz respeito ao futebol tenho sempre a matriz inglesa: há-que marcar sempre mais um que o adversário para ganhar um jogo.

E foi isto que aconteceu ontem.

Ética - Isto só vídeo!!

A casa do futebol português continua a ser construida pelo telhado. Esta semana, ficámos a saber pela boca do ex-árbitro Pedro Henriques que o VAR não tem acesso às linhas de fora-de-jogo. Alegadamente, devido a problemas técnicos relacionados com a falibilidade dos actuais sistemas existentes no mercado, disse o próprio.

Não sendo o vídeo-árbitro autónomo numa das acções onde a sua visão mais pode influenciar o árbitro, acaba por ficar dependente das imagens da transmissão televisiva, creio.

Assim, ficamos sujeitos a apreciações feitas em cima de imagens aonde não aparecem em simultâneo as 2 linhas laterais (Benfica x Portimonense), não aparece a linha de fora-de-jogo (Benfica x Braga) ou ficam escondidos jogadores (Seferovic no Benfica x Braga).

Antes de descarregarmos a nossa bilis na realização televisiva da Btv, ou fazer juízo de intenção sobre a seriedade do realizador, deveríamos sim concentrarmo-nos no essencial: a Liga de Clubes, um dos reguladores do nosso futebol, permite que um canal de clube transmita jogos, em directo e em exclusivo, do campeonato nacional, algo inédito nos principais campeonatos por essa Europa fora. Obviamente, tal situação coloca suspeição em matéria de conflito de interesses e, por isso não é seguida por quem pensa o futebol pelas suas fundações (práticamente, o resto do Mundo). Nesta conformidade - e atendendo ao que Pedro Henriques agora suscitou de ausência de meios do vídeo-árbitro - todo este problema é exacerbado por haver um VAR. Já não se trata da probabilidade maior ou menor de serem retiradas imagens comprometedoras e do seu eventual impacto mediático, o que está aqui em causa são decisões que afectam o resultado de um jogo, pelas decisões que são tomadas no campo.

Sou (e serei) um defensor do VAR desde a primeira hora, mas há coisas no futebol português que carecem de compreensão. A FPF fez um esforço financeiro considerável (1 milhão de euros), a fim de dar os necessários passos para garantir a integridade das competições. O que tem feito a Liga para efectivamente regular? De que forma o tem partilhado com a opinião pública? Se os clubes não dão as necessárias condições, legislando no sentido da ausência de conflito de interesses, o que é que as pessoas lá ficam a fazer? Não se demitem? O salário é bom? Depois deixam-se expostos os Veríssimos desta vida, ficando sempre a porta aberta para que se discuta interminávelmente e tudo fique como dantes, no quartel de Abrantes.  

Eu já tinha avisado (http://sporting.blogs.sapo.pt/etica-o-video-arbitro-e-a-realizacao-3406126)...

 

VAR3.jpg

Apelo aos sportinguistas

Não nos deixemos confundir com questões laterais: esse tem sido o nosso erro mais habitual. Não percamos demasiado tempo a falar do passado, de outros clubes portugueses, de clubes estrangeiros, da imprensa, da rádio, dos apitadores, dos directores de comunicação das agremiações rivais, dos canais televisivos dos outros, das entrevistas que gente externa ao Sporting dá ou não dá.

Isso são píners, como diria Jesus.

Evitemos disparar em todas as direcções.

Mantenhamos o foco máximo na nossa equipa e na vontade firme de conquistar o campeonato. Em campo, repetindo o que aconteceu várias vezes no passado. Como alguém já assinalou, na secretaria nunca ganhámos campeonato algum.

Descubra as diferenças

Na época passada e à terceira jornada o Sporting era já líder da classificação. Mais ou menos um ano depois, estamos novamente na frente só que desta vez com a companhia do Porto. Todavia aquela liderança em 2016 de nada valeu…

O problema da nossa equipa não é normalmente o início, mas o fim. Porém desta vez e olhando com atenção para o nosso plantel, creio que estamos melhor apetrechados. Vejamos então:

Rui Patrício é sem dúvida insubstituível. Daí Beto ter saído, mas creio que Salin foi uma boa escolha para alguma eventualidade.

Na defesa ficou o defesa central Coates. O resto foi à sua vida e muito bem. Vieram Piccini, Mathieu (que grande e agradável surpresa) e o “coiso”.

Há ainda Tobias, André Pinto e Jonathan, além do recém chegado Ristovski. Tudo jogadores com créditos mais ou menos firmados.

A meio campo o Sporting acaba de perder Adrien, mas pelo que temos observado está a ser bem substituído por Battaglia. Entraram também Bruno Fernandes e Matheus Pereira. Deste modo a linha média está bem resolvida.

Para a frente, além dos já conhecidos Bas Dost, Gelson e Alan Ruiz, eis que chegaram Acuña e Doumbia, além do regresso de Podence e Iuri Medeiros.

Ora bem… do que já vi e de todos os jogadores que chegaram este ano há três que se destacam de todos os outros: falo de Mathieu, Acuña e, como não podia deixar de ser, Bruno Fernandes.

E é neste último atleta que reside muito da minha esperança para não voltarmos a ter uma época como a anterior. Este jogador é de uma qualidade muito acima da média. Tem bom toque de bola e inteligência no passe. Sabe o que faz e é muito rigoroso.

Depois… marca golos fantásticos. Um regalo para os verdadeiros amantes do futebol.

Finalmente assumo que entre perder Adrien e William preferi que fosse o primeiro, porque William é assim uma espécie de pêndulo. Viu-se esta semana na selecção.

Portanto, meus amigos… creio que temos equipa. Basta que o nosso treinador não invente e podemos ir (muito) longe. A ver vamos!

Olheiro de Bancada - IV

O início do jogo fazia-me crer noutro resultado.

Todavia e como de costume (e com 10, já que Alan Ruiz raramente esteve em campo), o Sporting deixou-se embalar na canção do Estoril. E tremeu...

Portanto meus amigos sportinguistas, depois desta vitória sofrida, na vossa opinião quem foi, para vocês, o melhor em campo nesta tarde/noite?

Aguardo com alguma curiosidade as vossas respostas.

Nada disto tem a ver com desporto

Neymar posa para fotos em apresentação no Paris Saint-Germain

 

Os 222 milhões de euros pagos pelo Paris Saint-Germain (nome de santo ironicamente patrocinado por um país islâmico) para desviar Neymar do Barcelona cavam ainda mais fundo o fosso que separa o futebol enquanto actividade económica da genuína competição desportiva: deixaram de ser mundos complementares para se tornarem realidades antagónicas.
Este inédito montante adultera os princípios de transparência do mercado desportivo cotado em bolsa e transforma os jogadores em mera mercadoria à mercê dos capitães da fortuna fácil. Desde logo, parece colidir com as normas da concorrência vigentes na União Europeia e as regras de fair play financeiro da UEFA: qualquer resquício de equidade evapora-se de vez quando os Estados começam a investir em força nos clubes - neste caso o do Catar, com base nos seus lucros petrolíferos. E provoca um sério choque inflacionário na indústria do futebol: os preços vão disparar, a espiral da dívida aumentará em flecha, avizinham-se as mais desvairadas loucuras financeiras no horizonte.
Convém entretanto seguir em pormenor a origem e o rasto desta verba astronómica, que faz subir para 700 milhões de euros o orçamento anual do PSG para o futebol. À atenção das autoridades jurisdicionais - do desporto e não só.
Finalmente, está por demonstrar que um único jogador - e desde logo Neymar, com desempenho em campo inferior a Cristiano Ronaldo ou Messi - justifique estas cifras galácticas. O dinheiro pago por ele para o transformar em emblema de um clube sem tradição na alta-roda do futebol duplica o seu justo valor, nada tendo a ver com genuínos "preços de mercado". 
Ao dar este passo, o futebol de alta competição transforma-se num jogo de fortuna e azar - uma espécie de roleta russa para usufruto de caprichos milionários. O desporto, digam o que disserem, nada tem a ver com isto.

 

Publicado originalmente aqui

Olheiro de Bancada

 

Nota de abertura

Imaginemos que somos olheiros de um clube estrangeiro estupidamente rico e que temos por missão escolher o melhor jogador da nossa equipa em cada desafio.

Para tal não apresento qualquer critério para a escolha, somente a visão que cada adepto teve do jogo e dos respectivos atletas.

 

Face ao que precede vamos ao desafio deste fim de tarde de Domingo, jogo em que o Sporting bateu o Desportivo das Aves na abertura do da Liga 2017/2018, por dois golos sem resposta.

Então digam lá quem foi o melhor jogador leonino na partida de hoje?

«O futebol é uma arte»

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«Ainda bem que é o futebol, os jogo e a arte em geral que dilui a essência trágica do comportamento humano. Senão, estávamos em guerra permanente. O jogo é um exorcismo. Esgota-se - ou devia - na vitória e na derrota, aceites como tais, para que não se estrangulem no fim do jogo. (...) O futebol é uma arte. Menor, será, mas tem efeitos de representação do que são os nossos sonhos, as nossas ambições, a nossa imagem de vencedores. Os homens querem ter sempre uma imagem positiva, mas sobretudo vitoriosa, de si mesmos.»

Eduardo Lourenço, hoje, em entrevista ao Público

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