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És a nossa Fé!

Ética - Isto só vídeo!!

A casa do futebol português continua a ser construida pelo telhado. Esta semana, ficámos a saber pela boca do ex-árbitro Pedro Henriques que o VAR não tem acesso às linhas de fora-de-jogo. Alegadamente, devido a problemas técnicos relacionados com a falibilidade dos actuais sistemas existentes no mercado, disse o próprio.

Não sendo o vídeo-árbitro autónomo numa das acções onde a sua visão mais pode influenciar o árbitro, acaba por ficar dependente das imagens da transmissão televisiva, creio.

Assim, ficamos sujeitos a apreciações feitas em cima de imagens aonde não aparecem em simultâneo as 2 linhas laterais (Benfica x Portimonense), não aparece a linha de fora-de-jogo (Benfica x Braga) ou ficam escondidos jogadores (Seferovic no Benfica x Braga).

Antes de descarregarmos a nossa bilis na realização televisiva da Btv, ou fazer juízo de intenção sobre a seriedade do realizador, deveríamos sim concentrarmo-nos no essencial: a Liga de Clubes, um dos reguladores do nosso futebol, permite que um canal de clube transmita jogos, em directo e em exclusivo, do campeonato nacional, algo inédito nos principais campeonatos por essa Europa fora. Obviamente, tal situação coloca suspeição em matéria de conflito de interesses e, por isso não é seguida por quem pensa o futebol pelas suas fundações (práticamente, o resto do Mundo). Nesta conformidade - e atendendo ao que Pedro Henriques agora suscitou de ausência de meios do vídeo-árbitro - todo este problema é exacerbado por haver um VAR. Já não se trata da probabilidade maior ou menor de serem retiradas imagens comprometedoras e do seu eventual impacto mediático, o que está aqui em causa são decisões que afectam o resultado de um jogo, pelas decisões que são tomadas no campo.

Sou (e serei) um defensor do VAR desde a primeira hora, mas há coisas no futebol português que carecem de compreensão. A FPF fez um esforço financeiro considerável (1 milhão de euros), a fim de dar os necessários passos para garantir a integridade das competições. O que tem feito a Liga para efectivamente regular? De que forma o tem partilhado com a opinião pública? Se os clubes não dão as necessárias condições, legislando no sentido da ausência de conflito de interesses, o que é que as pessoas lá ficam a fazer? Não se demitem? O salário é bom? Depois deixam-se expostos os Veríssimos desta vida, ficando sempre a porta aberta para que se discuta interminávelmente e tudo fique como dantes, no quartel de Abrantes.  

Eu já tinha avisado (http://sporting.blogs.sapo.pt/etica-o-video-arbitro-e-a-realizacao-3406126)...

 

VAR3.jpg

Ó Meirim, explica-me o castigo ao Slimani

Acordão miserável iliba Eliseu da agressão ao jogador do Belenenses, Diogo Viana, com este estapafúrdio argumento: (José Manuel Meirim considera que) "se a um agente de arbitragem não compete avaliar atos ou omissões de agentes e aplicar as normas constantes do Regulamento Disciplinar, ao Conselho de Disciplina, por sua vez, por via de regra, não lhe cabe aplicar as leis do jogo".

Cada vez mais sinto um enorme nojo por uma certa clique que domina o futebol em Portugal e que se não forem tomadas medidas, pelo governo que é quem tem que pôr mão nisto, acabará por dar cabo dele.

Este acórdão é a prova provada da impunidade que alguns têm, porque um dia decidiram investir nos lugares de decisão, em detrimento de investir na equipa. É o elogio da vigarice, da falcatrua e da "sem-vergonhice". Meirim prestou mais uma vez um mau serviço ao futebol.

Mas afinal, questiono eu, não foi para isso que o colocaram lá?

Ó Meirim, anda cá ler isto

"Alimpa-te" a este guardanapo e vê se tens um pouco de vergonha cara.

 

"Bacelar Gouveia, ex-presidente do Conselho Fiscal do Sporting, acredita que as recentes decisões do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra Bruno de Carvalho têm "mão vermelha e bem vísivel".

O constitucionalista é directo e claro nas insinuações que faz à interferência do Benfica nos órgãos da justiça desportiva, acusando o emblema da Luz, nesta matéria, de um domínio "escandaloso".

"O Benfica tem vindo a dominar de forma escandalosa a opinião pública e chega aos órgãos da justiça desportiva. Percebe-se que há sempre uma mão, bem visível e vermelha que está a abusar do seu poder. Pode até fazer o seu jogo dentro das regras mas não pode utilizar vias ilegítimas para exercer o seu domínio", dispara Bacelar Gouveia, em entrevista a Bola Branca, apontando a mira à "poderosíssima máquina de propaganda" do eterno rival da Segunda Circular.

Mas mais: mesmo sem envolver o nome do Benfica nesta premissa, Bacelar Gouveia traça um diagnóstico altamente negativo das cúpulas do poder no futebol português.

"As pessoas que estão no futebol e que querem fazer uma estratégia ilegítima não são amadoras. O futebol português, ao mais alto nível, está entregue a pessoas muito ardilosas, profissionais e com muita 'manha'. Os órgãos que devem ser independentes, por vezes, podem sentir-se condicionados", prossegue.

Conselho de Disciplina debaixo de fogo. "De juristas têm pouco"

As declarações do antigo dirigente leonino, que não integrou a lista de recandidatura do reconduzido presidente do Sporting, surgem dois dias depois do pesado castigo de 113 dias aplicado pelo CD da FPF a Bruno de Carvalho e poucas horas depois de o órgão presidido por José Manuel Meirim ter aberto novo processo disciplinar ao líder verde e branco, devido a violação das condições da suspensão a que está submetido.

Neste aspecto, Bacelar Gouveia é duro nas críticas dirigidas ao CD, recomendando até um reavivar de teoria básica de Direito aos dirigentes daquele órgão.

"Penso que há uma grande falta de bom senso e falta de cultura jurídica das pessoas que estão na justiça desportiva. De juristas têm pouco e estão a precisar um curso de reciclagem de Introdução ao Direito e do que é a Constituição e o respeito das liberdades fundamentais", remata, rotulando de "manifestamente disparatadas, exageradas e desproporcionadas" as deliberações que visam a proibição de qualquer declaração pública da parte do presidente dos leões.

"Isso é limitar o direito à liberdade de expressão, que é algo de elementar. Admito que possa haver castigos do ponto de vista desportivo e algumas restrições mas nunca chegando a esse extremo. Essa decisão não tem qualquer adequação com o que se pretende com a medida. Se a medida é punir algo que o presidente do Sporting fez de errado, não é preciso chegar a este exagero", aponta.

Recurso para os tribunais civis? "Justiça pode reparar violação grosseira da Constituição"

Ora, a propósito de alegadas limitações ao direito à liberdade de expressão, Bruno de Carvalho reagiu a toda a escala, já depois de ter ficado a saber que enfrenta novo processo disciplinar. O presidente do Sporting não admite que a sua acção verbal, enquanto dirigente, possa ser limitada, prometendo ir até às últimas consequências e, caso seja necessário, interpor recurso junto do Tribunal Europeu.

Bacelar Gouveia compreende a frustração de Bruno de Carvalho, aceita-a e, sobretudo, apoia-a, suportado na Constituição, recordando que as decisões da justiça desportiva, em casos devidamente comprovados, podem ser alvo de anulação por parte do poder judicial civil.

"A questão é saber se se trata de algo estritamente desportivo. Se se verificar que o que está em causa são os direitos fundamentais dos cidadãos, a justiça desportiva não pode nunca ficar imune ao poder judicial do Estado, que pode reparar uma violação grosseira da Constituição", completa."

 

Chamaram Bacelar Gouveia, que ontem tinha dado ao JN uma excelente entrevista, pensando que por ter feito uma ou outra crítica teriam ali outro croquette e saiu-lhes o tiro pela culatra. Lá vai a Renascença chamar o gajo dos ralis outra vez...

 

O desespero

Boicotaram a gala anual da Federação Portuguesa de Futebol. Produziram um violentíssimo comunicado contra a instituição. Atiram-se, desvairados, contra o Conselho de Disciplina. Urram contra a Comissão de Instrutores. Barafustam contra a "dualidade de critérios" e o "clima de impunidade" da justiça desportiva, onde - juram eles - por estes dias "vale tudo".

Não iludem ninguém: com este comportamento de meninos queixinhas e esta linguagem desbragada, só querem pressionar os órgãos decisórios a tomar decisões que os favoreçam.

É um sinal inequívoco de desespero. Um excelente sinal.

Bardamerda para a federação

O inenarrável e inefável ponta de lança do Damaiense, bem como outra aventesma que debita na btv, assessor jurídico da SAD do galinheiro, divulgaram publicamente, o primeiro na TVI24 e o segundo na tv galinácia, documentos sigilosos oriundos da Federação Portuguesa de Futebol. Já seria grave se nesses documentos o sujeito fosse o Benfica, é suposto que o que é sigiloso assim se mantenha. Contudo, um dos documentos é uma suposta comunicação do CA assinada por Fontelas Gomes, enviada ao Sporting (sobre a arbitragem de Jorge Sousa no Benfica vs Sporting) e o outro o relatório do árbitro do jogo Setúbal vs Sporting, para a taça da carica.

Conforme atrás escrevi, estas divulgações foram públicas, em meios de comunicação social de acesso a várias centenas de milhar de pessoas.

A Federação, se pretendesse juntar ao seu estatuto de instituição de utilidade pública o de pessoa de bem, parece-me que devia, de imediato, envidar esforços para investigar a fuga àqueles (e outros, porventura) documentos, repito, sigilosos. Como tenho alguma dificuldade em aceitar que aqueles documentos tenham sido divulgados pelo Sporting, só posso concluir com alguma certeza que a fuga teve origem na federação. No entanto, notícias sobre qualquer tipo de investigação, sobre alguma atitude tomada acerca do assunto, nickles! A federação passa sobre este e outros assuntos delicados, como cão por vinha vindimada, como se não se passasse nada e não fosse de extrema gravidade o assunto.

Lamento ferir alguns ouvidos sensíveis, mas aqui vai o meu grande bardamerda para essa clique que "dirige" o futebol em Portugal. Até dar cabo dele, acrescentarei.

 

Nota: Como vê, presidente, tem mais um tempo para respirar e fazer algo de útil. Destes tratamos nós.

 

Dois pacotes de castanhas

Há quem se escandalize com a  multa de 40 euros aplicada ao camarada Lito Vidigal. Eu, pelo contrário, acho a factura muito pesada para o treinador do Arouca, que se arriscou a sair daquele lance com vários ossos quebrados e a caixa craniana profundamente danificada. Aconselho as sumas autoridades jurídicas que regem o ludopédio português a encolher para quatro euros a multa àquele exímio mergulhador no relvado. O equivalente a dois pacotes de castanhas.
Essa é que seria a linha justa.

Carapaus alimados

A decisão do conselho de justiça da Federação Portuguesa de Futebol, que suspende preventivamente o central Naldo é apenas mais um caso que demonstra como se regula a coisa do futebol. Se dúvidas houvesse, que não há, este tipo de decisões servem para aqueles que decidem fazer ver aos dirigentes do Sporting que não apreciam o seu comportamento. E que comportamento é este que os doutos juízes, sim porque é de juízes que falamos, não apreciam?

Será o puto ter voz grossa?

Será o puto gostar de se sentar no banco?

Será o facto de termos contratado o treinador que foi dispensado pelo benfica?

Não. O que eles não gostam, não querem e não permitem é apenas o facto deste Sporting, com esta direcção, colocar em causa e demonstrar várias vezes a teia de interesses que existe, ainda, no futebol português. As cumplicidades entre dirigentes associativos e desportivos é muitas vezes a chave de certas decisões que daqueles órgãos emanam. A permanência do status quo garante a fidelidade e confiança nas decisões futuras.

Lembram-se do dolo sem intenção? É a mesma coisa.

Mas desta vez deram um passo adiante. Como demonstração do poder que querem fazer ver ao puto que têm, resolveram aplicar uma multa de valor ridículo ao principal causador de toda a situação. Ficou o aviso e a certeza que ao longo desta época o Sporting irá ter pela frente mais situações semelhantes na proporção directa aos pontos de vantagem que tem sobre porto e benfica.

Lá não é como cá!

Ou o favorecimento e a impunidade à descarada.

 

Alvalade, época 2014/2015, jogo Sporting-Benfica.

Da bancada dos apoiantes do Benfica são lançadas tochas que atingem adeptos do Sporting.

A federação portuguesa de futebol considera o assunto "folclore" e arquiva o caso.

 

Madrid, Vicente Calderón, LC 2015/2016, jogo Atlético-Benfica.

Da bancada dos apoiantes do Benfica são lançadas tochas que atingem adeptos do Atlético.

A UEFA considera graves os acontecimentos e pune o Benfica com 20.000€ de multa e um jogo à porta fechada, com esta parte da pena a ser suspensa por dois anos.

 

Caso para perguntar se o futebol não se rege pelas mesmas leis.

Ainda assim, de referir que por terem os seus adeptos desfraldado bandeiras independentistas da Catalunha foi o Barcelona multado em 40.000€ (já havia sido multado em 30.000€ numa situação anterior pelo mesmo motivo). Caso para perguntar, também, se a vida é menos importante que empunhar uma bandeira, seja ela qual for.

 

Não sei porquê, mas cheira-me que ainda vai aparecer por aqui alguém a comentar criticando a UEFA.

O mesmo peso

Vejo hoje na edição de record que a federação assume os custos da lesão de Nelson Semedo, o jovem defesa direito do Benfica, que se lesionou ao serviço da selecção nacional, no último jogo.

 

Vamos lá a ver se o(a) volume(medida) é igual.

 

Sim, falo de William Carvalho e de Rui Patrício, este lesionado no mesmo jogo que o benfiquista e o primeiro durante o europeu de sub-21, condicionando o início de época do Sporting, com implicação até no acesso falhado à fase de grupos da LC.

 

Será que também desta vez a coisa é entregue ao ministério público?

Mas alguém duvidava que assim fosse?

"O plenário do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol está contra o sorteio dos árbitros e a favor da nomeação directa."

 

Aqui pra nós, que ninguém nos ouve, não seria muito mais inteligente estar de acordo?

Afinal, ao tomar uma posição destas, os senhores do apito estão a admitir sem sombra de dúvida, que apenas um pequeno número deles está em condições de "meter o apito na boca".

 

Vamos ver no que isto dá.

Dois pesos, duas medidas

Reparem neste calendário da única competição da temporada oficial que o Sporting tem aspirações imediatas a conquistar. Jogámos já a primeira mão no Funchal (2-2), na ressaca imediata da derrota no Dragão (0-3). Esse jogo frente ao Nacional disputou-se a 5 de Março, escassos quatro dias após o clássico disputado na Invicta.

A outra equipa bem colocada a Liga 2014/15 que ambiciona disputar a Taça de Portugal com o Sporting foi poupada à meia-final neste mês de Março. Em que, por coincidência, defrontou também o Porto - além de jogar hoje contra o Benfica na Luz para o campeonato.

Apetece perguntar por que motivo o Braga só disputará a primeira mão da sua meia-final da Taça, contra o Rio Ave, em 7 de Abril quando já tiver um calendário menos apertado na Liga.

Apetece perguntar também por que motivo o Sporting joga a segunda mão a 8 de Abril enquanto os bracarenses esperarão tranquilamente até 29 de Abril para disputarem a sua.

MIstérios que certamente a Federação Portuguesa de Futebol, entidade organizadora da prova, não deixará de esclarecer. 

A podridão

Bem haja Manuel Cajuda, por não ter papas na língua e explicar como se manobram os bastidores na FPF .

Um vice-presidente perguntou-me se eu conhecia alguém importante no Espírito Santo, depois perguntou-me se eu era amigo de um determinado empresário e se tinha alguma coisa com uma marca de equipamentos. Disseram-me que em princípio não seria o seleccionador nacional"

 

O medíocre dirigismo nacional

Fernando Gomes assume "preocupação em relação aos nossos clubes, que dependem dos fundos de investimento para manterem a sua capacidade competitiva".

Num momento em que a selecção nacional vive um dos piores momentos dos últimos 20 anos em termos de qualidade de jogadores, o dirigente máximo do futebol português faz uma declaração destas, não percebendo que esta decisão é a maior janela de oportunidade para o relançamento do jogador nacional e a porta para concretizar algumas das medidas estruturais necessárias e sobre as quais ele próprio tentou dissertar na altura do falhanço do mundial 2014.

Enquanto a mediocridade, e neste caso também a clubite, dirigirem o futebol nacional, dificilmente voltaremos a patamares de competição elevados.

O novo seleccionador nacional

Nada me move contra o Engenheiro Fernando Santos. E gostei do tempo que ele passou no Sporting. Só que não me parece ser a pessoa certa para aquele lugar.

 

Com a entrada do ex-seleccionador da Grécia vai ser mais do mesmo, isto é, não vamos observar enormes modificações no que respeita a jogadores selecionáveis. Torna-se deveras difícil a alguém alterar o actual “status quo” da FPF.

 

Como já referi em anteriores textos, este organismo vive demasiado refém de gente a quem não interessa o futebol como desporto apenas como (bom) negócio.

 

Depois… depois há os clubes, as competições, os dirigentes, que podem não só limitar fisicamente os jogadores mas inibi-los psicologicamente de fazerem as exibições de que são capazes.

 

Será com tudo isto que Fernando Santos terá de lidar. E das duas uma: ou impõe a sua vontade criando por isso enormes inimizades, com consequências ainda imprevisíveis ou acata o que lhe forem propondo, originando que Portugal comece já a pensar na fase de apuramento para o próximo Mundial.

 

Prefiro estar muito enganado. E se assim for regressarei aqui para assumir o meu erro! Até lá deixem-me ser céptico, descrente e desconfiado... pelo menos até ao próximo jogo da selecção!

 

 

Também aqui

Apostar nos jovens é missão dos clubes

Selecção portuguesa de sub-17 festejando o título de campeã da Europa (2003)

 

Instalou-se a ideia - errada - de que não existem jovens valores no futebol português. Há até um segmento da opinião desportiva, que tem por expoente máximo uma figura com presença perpétua nos ecrãs de televisão, a repetir vezes sem conta este estribilho. A mesma figura, com ecos imediatos nos fóruns de opinião, sublinha até à náusea que os segmentos jovens têm vindo a ser descurados ao nível das selecções. Para dar a entender que "antigamente é que era bom".

São ideias que colam com facilidade às teses dominante nas conversas de barbeiro e de café. O problema é que não colam com a realidade. Um país que descura a formação e os valores jovens no seu futebol não consegue - como Portugal conseguiu em 2011 - ser vice-campeão mundial de sub-20 (com derrota na final, 2-3, frente ao poderoso Brasil). Nem consegue - como Portugal conseguiu este ano - ser vice-campeão europeu de sub-19 (com derrota na final, 0-1, frente à poderosa Alemanha). Como já tinha sido campeão europeu de sub-17 em 2003 (com vitória na final, 2-1, frente à poderosa Espanha). Numa selecção onde jogavam Miguel Veloso, Paulo Machado e João Moutinho.

Fique portanto bem claro: a renovação de valores tem vindo a processar-se com regularidade no futebol português, incluindo nos segmentos mais jovens. Os clubes - pequenos, médios e grandes - vão cumprindo a sua missão fundamental no capítulo da formação. Falta apenas - e este é um papel insubstituível também dos clubes, não dos responsáveis federativos - potenciar os jovens valores nas equipas. Como aconteceu com o Sporting em relação a Cédric, titular da selecção que se sagrou vice-campeã mundial na Colômbia, há três anos, e titular desde o ano passado no principal onze leonino.

Se houver uma política deliberada de aproveitamento de jovens talentos nos principais clubes portugueses, à semelhança do que o Sporting já faz, isso terá reflexos a curto prazo na nossa selecção A. Como aconteceu nas décadas de 80 e 90 com Fernando Chalana, Paulo Futre, Vítor Baía, João Vieira Pinto, Luís Figo, Rui Costa, Fernando Couto, Paulo Sousa e tantos outros que viriam a brilhar em relvados internacionais: todos jogaram nos escalões principais das equipas que os formaram.

É nesta direcção que o dedo deve ser apontado. E não dizer ou escrever vacuidades do género: "A Federação Portuguesa de Futebol deve substituir-se aos clubes no acompanhamento dos jovens talentos desde as camadas juvenis até aos 24 anos." A menos que se fale apenas para não ficar calado.

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