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És a nossa Fé!

Ética - O negócio da bola e o amor à camisola

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Não é mais possível pedir a um futebolista para, em nome do amor ao clube que representa, abdicar de procurar melhores condições para a sua carreira. Hoje, o futebol é visto como um negócio, uma indústria - desde logo pela entidade patronal -, e os jogadores são uma mercadoria que se compra/venda, sob o título de "direitos económicos", o passe dos jogadores de futebol. 

No tempo em que a bola era um jogo, os jogadores criavam laços com o clube que representavam e era possível ver quase um plantel inteiro manter-se durante mais de uma década. Evidentemente, tal permitia criar uma identificação, uma identidade, uma rotina, um laço biunívoco entre jogadores e clube (e os seus adeptos), o "amor à camisola".

No entanto, amarrados à Lei da Opção, os jogadores não eram mercadoria, mas sim escravos dos seus clubes, uma mão-de-obra relativamente barata para a arte que produziam em campo. Em consequência, diversos craques do passado encararam dificuldades financeiras mal "penduraram as chuteiras", algo difícil de acontecer com os ídolos do presente, caso a cabeça acompanhe minimamente a arte que alardeiam nos pés.

Por tudo isto, mais do que pedir juras de amor eterno a um clube, o que devemos exigir é profissionalismo e compromisso, algo que vimos em todo o mundo Sporting durante este fim-de-semana, em que ficou bem patente o espirito de grupo (ou corporativo) entre as modalidades, com declarações cruzadas de apoio. Embora perceba o mote, não aceito lemas do tipo "zero ídolos", porque isso cai num paradoxo: o futebol é paixão, é emoção, é arte, e quem as transmite são os jogadores, sem eles não há assistência nas bancadas, não há jogo, nem espectáculo, nem negócio. 

Assim, em vez de ficarmos irados porque um determinado jogador mostrou vontade de abandonar o nosso clube, devemos, isso sim, exigir-lhe que dê tudo em campo enquanto nos representa, que ponha a cabeça no lugar, se focalize e entenda que este é o clube que lhe paga, por quem tem de suar a camisola e estar à altura das expectativas dos adeptos.

Tenho a certeza de que essa será a postura de William Carvalho, o nóvel capitão do ENORME Sporting Clube de Portugal. Independentemente do seu desejo natural de ir ganhar mais dinheiro - a sério, Sir, como poderias enquadrar o teu talento num "presunto ocidental" londrino? -, das promessas e pressões de empresários, esses sim a viver a 100% da "mercadoria", William saberá compreender o desígnio de representar uma grande instituição e, como pérola que é da nossa Formação, dar o rendimento desportivo que se espera dele.

Haveria melhor forma de ficar na história do clube do que, envergando a braçadeira de capitão, oferecer à nossa indefectível massa adepta o título de campeão nacional?

Will-I-am? You will!

DIA D

E nunca mais acaba o dia de hoje…

 

Já estou cansado das possíveis saídas e entradas.

 

Mais do que entradas, o que eu pretendia é que nenhum dos nossos jogadores saísse.

 

Adorava poder contar durante este ano com Rui Patrício, Fábio Coentrão, William Carvalho, Adrien Silva, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

 

Parece que esta seria a melhor prenda que o Sporting Clube de Portugal poderia dar a Fernando Santos.

 

As rotinas de uma época poderiam ser o melhor trunfo para o Mundial e este argumento deveria ser ponderado por todos.

 

Saudações Leoninas

Olha que dois

Quase concluída a ronda inaugural do campeonato, verifica-se que dois talentos da formação leonina figuram já na lista dos marcadores de golos.

Gelson Martins, com dois apontados na vitória do Sporting no campo do Aves.

E Francisco Geraldes, no golo que valeu três pontos ao Rio Ave no confronto caseiro com o Belenenses.

Prometem ambos. Muitos e bons.

Uma péssima tradição

Mantém-se a tradição: continuamos a formar bons jogadores... para outros clubes beneficiarem deles. Que o digam Carriço, Eric Dier e Cédric, por exemplo.

Exemplo mais recente: no dia em que o Sporting naufraga frente ao V. Guimarães, terminando o jogo com apenas um defesa central de raiz em campo, Rúben Semedo marca o golo da vitória da sua nova equipa, o Villarreal.

É extraordinário sermos nós próprios os mais descrentes quanto aos méritos dos jogadores que formamos. Os outros, que lucram com eles, agradecem.

Confesso que nunca hei-de habituar-me a isto.

Grandeza

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 Eusébio orgulhosamente vestido de verde e branco, na temporada 1958/59

 

A grandeza do nosso Sporting mede-se de várias formas, como ontem especifiquei aqui.

Os exemplos que indiquei estão longe de ser exaustivos. Porque esta grandeza mede-se também pelo facto de o único jogador do Sport Lisboa e Benfica que alguma vez alcançou reputação mundial traduzida em galardões, o saudoso Eusébio, ter sido formado não na cantera encarnada mas no Sporting de Lourenço Marques. Então filial n.º 6 do Sporting Clube de Portugal.

Os melhores e o pior

Quatro golos da cantera leonina contra a Macedónia no Europeu de sub-21: Bruma (2), Edgar Ié e Podence - este com uma soberba assistência de Iuri Medeiros. A selecção venceu 4-2, resultado no entanto insuficiente para transitar para as meias-finais, na sequência da anterior derrota frente à Espanha (1-3).

O pior em campo - a larga distância de qualquer outro - foi um tal Renato Sanches, que o treinador mandou retirar de campo aos 55 minutos. Uma nulidade.

Boa notícia: juniores somam e seguem!

Os juniores masculinos obtiveram mais uma vitória, consolidando o 1° lugar da classificação. A 4 jornadas do fim, têm uma vantagem de 6 pontos sobre o Belenenses e de 8 sobre o Guimarães (e ainda recebem em casa às duas equipas). O Clube que tem escola no Seixal averbou mais uma derrota caseira, estando em penúltimo lugar. Desconhece-se se o selecionador do escalão assistiu ao jogo dos vimarenenses. O Sporting no bom caminho para mais um título da sua formação!

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Olhar em frente

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Quando estamos a oito pontos de distância do primeiro classificado, este tem vindo a ser o melhor período do Sporting na actual temporada: seis vitórias nos últimos sete jogos.
Mas não podemos contentar-nos com tão pouco.

Devemos exigir do treinador uma aposta decidida nos jovens da formação, que vão integrar a linha dorsal do Sporting da próxima temporada e da próxima geração da selecção nacional de futebol.

Apostar em trintões do actual plantel, estrangeiros que em breve deixarão o futebol português, é olhar para trás. Quando nós precisamos é de olhar em frente.

 

Dúvida justificada(?)

De repente dou por mim a pensar que o regresso dos miúdos que estavam emprestados não passou de um número para nos calar, a todos aqueles que vinham reclamando o seu regresso. 

Se foi, por mim não me calarei enquanto os não vir no lugar que por ora, não tenho dúvida e dadas as lesões e baixas de forma dos habituais titulares, é deles por competência.

"É pá, mas não podem jgar todos ó mêmo tempo."

- Concordo, mas tens aí melhor que o Xico para o lugar do Adrien? Tens aí melhor que o Dani para o lugar do Bryan? 

E ainda há o outro Geraldes na lateral direita e o "Messi" atrás do Dost, se não o quiseres colocar de início, mete-o quando o Alan rebentar, aí por volta da hora de jogo, 'tás à vontade...

Para quem achava que o Bernardo Silva devia ser adaptado a lateral esquerdo!

"Não sei se o Xico joga naquela posição. Que eu saiba não joga. É segundo avançado, ala. Posso adaptá-lo para jogar ali, mas até o posso adaptar a central... Terá mais possibilidades nas posições em que jogava na formação e também no Moreirense, a segundo avançado."

 

Declarações do nosso treinador a propósito de Francisco Geraldes poder substituir Adrien no próximo jogo, com o Estoril.

Um passo à frente

Gostei muito que tivéssemos terminado a partida de ontem em Moreira de Cónegos com oito jogadores da formação em campo: Rui Patrício, Rúben Semedo, William Carvalho, Adrien Silva, Gelson Martins, Daniel Podence, Ricardo Esgaio e João Palhinha.

Um passo em frente sem haver necessidade de ter dado qualquer passo atrás.

Um passo atrás para dar dois à frente

"O FC Porto foi melhor na primeira parte porque o João Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com o que estava a acontecer. Perdeu-se durante meia-hora e isso foi fatal para nós. Ao intervalo recompusemos a estrutura em função do que queríamos, anulámos o FC Porto a nível ofensivo e marcámos um golo (...) O Matheus já tinha sido lançado num jogo contra o FC Porto. Tinha o Joel e o Bruno lesionados e não tinha muitas soluções para o lugar. É um jovem e lembro que hoje jogámos com seis da formação, 10 nos 20 convocados. Isto paga-se. Como o caso do Palhinha. Estamos a dar um passo atrás para dar dois à frente."

 

Jesus culpa Palhinha pela derrota. Jesus não é líder. Jesus culpa jogador da formação. Jesus não assume erros. Jesus peca. Jesus falha. Jesus 6,7, 20 milhões época. Jesus devia ser substituído por treinador argentino. Jesus devia dar a cara. Jesus é o diabo. Diabo é Jesus. Judas do Jesus. Jesus na cruz, já!

E agora tiramos o som - risos - e ficamos a olhar, mas sem som. Pão vai-se tendo, e o circo está montado. Os flautistas vão tocando, enfeitiçando-nos com a melodia. E seguimos sem ver para onde nos querem levar e como nos querem levar. Destino: enfraquecer Bruno de Carvalho, despedir Jesus e voltar ao "Croquetismo sportinguista" - Benfica e Porto voltam a mandar no futebol, e os outros tipos voltam a mandar o Sporting para sétimo lugar, ou pior, para a inexistência.

Tenho para mim não fazer eco das palavras dos pasquins desportivos. Tanto é o veneno que sai daquelas folhas que ao simples lamber do dedo, para virar a página, saímos contaminados - julgando-nos mortos. E este é um exemplo. Quem quer perceber, percebe. Quem não quer, continue a esfregar as mãos à espera do carrasco que nos vai levar de vez. O projecto em curso tem de ir avante, se sonhamos nos tempos próximos dominar - com transparência, verdade, e mérito desportivo - o futebol nacional.

E para isso os jogadores da formação não podem ser endeuzados, ao ponto de não poderem ser alvo de críticas do treinador. Têm de ser responsabilizados, quando falham com culpa, para aprenderem com os seus erros. Foi o caso de hoje, nos dois golos. Durante trinta minutos Palhinha encenou a peça errada. Porque assim que afinou, demos um banho de táctica e de futebol jogado. E embora não tenha sido suficiente para trazer os três pontos, uma certeza trouxemos: temos futuro!

Agora não o deitem a perder.

E vão seis

Jorge Jesus - o tal treinador que "não promove jovens jogadores" - prepara-se para lançar na equipa principal Daniel Podence e Francisco Geraldes, recém-chegados de Moreira de Cónegos, onde jogavam por empréstimo.

Isto faz do actual técnico do Sporting o maior impulsionador de talentos da formação leonina desde a passagem de Paulo Bento pelo Sporting*. Em menos de dois anos, Jesus já promoveu quatro: Gelson Martins, Ricardo EsgaioMatheus Pereira e João Palhinha. Com Podence e Geraldes, chegamos à meia dúzia de jovens oriundos da nossa Academia com entrada assegurada no onze principal. 

Lamento que tal evidência perturbe as ideias feitas e os chavões debitados por certos comentadores de pacotilha. Mas é um facto suficientemente expressivo para falar por si.

 

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 Francisco Geraldes

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Daniel Podence

 

* Jesualdo Ferreira lançou Bruma e Ilori; Leonardo Jardim lançou William Carvalho, Carlos Mané e Rúben Semedo; Marco Silva lançou João Mário e Tobias Figueiredo

Muita sorte para ti, Palhinha

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Em 2012/13, Jesualdo Ferreira lançou Bruma e Eric Dier na equipa principal.

Em 2013/14, Leonardo Jardim lançou Carlos Mané e William Carvalho.

Em 2014/15, Marco Silva lançou João Mário e Tobias Figueiredo.

Em 2015/16, Jorge Jesus lançou Esgaio, Gelson Martins, Matheus Pereira e Rúben Semedo.

 

No sábado foi a vez de Jesus lançar pela primeira vez um talento da nossa formação nesta temporada oficial: João Palhinha. Já era tempo, para manter a dinâmica das épocas anteriores.

E não faz favor nenhum: este jovem médio, de 21 anos, bem merece. Daqui lhe desejo toda a sorte do mundo.

{ Blog fundado em 2012. }

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