27 Jul 17

Hoje irei abordar alguns indicadores de actividade da Sporting SAD, desde a época 2001/2002 até ao último relatório disponível, o intercalar do terceiro trimestre de 2016/2017.

 

Em primeiro lugar, devo referir que os RESULTADOS LÍQUIDOS ACUMULADOS registam uma PERDA DE 138,5 MILHÕES DE EUROS. No mesmo período (desde 2001/2002), os RESULTADOS LÍQUIDOS ACUMULADOS SEM RENDIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS registam uma PERDA DE 427,2 MILHÕES DE EUROS. A rubrica de RENDIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS apresenta um valor positivo de 288,7 MILHÕES DE EUROS, que se segmentam desta forma: 223,2 MILHÕES DE EUROS de VENDAS DE JOGADORES, 65,5 MILHÕES DE EUROS de ALIENAÇÃO DE PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO.

 

Segmentando, embora hajam algumas sobreposições devido ao facto de os mandatos presidenciais não corresponderem com as épocas desportivas sobre as quais incidem os Relatórios e Contas (aspecto a rever urgentemente, do meu ponto-de-vista), teremos as seguintes indicadores por Presidente:

 

RESULTADOS LÍQUIDOS: Antonio Dias da Cunha -59,2 M€ (de 2001 a 2004), Filipe Soares Franco +58 M€ (inclui venda de património de 65,5 M€, de 2004/2005 a 2009), José Eduardo Bettencourt -70,3M€ ( 2009/10 e 2010/11), Luiz Godinho Lopes -89,7M€ (2011/12 e 2012/13) e, finalmente, Bruno Carvalho +22,7M€ (desde 2013/14).

 

RESULTADOS SEM RENDIMENTOS ESTRAORDINÁRIOS: Antonio Dias da Cunha -89,5M€, Filipe Soares Franco -43,0M€, José Eduardo Bettencourt -88,7M€, Luiz Godinho Lopes -112,1M€, Bruno de Carvalho -93,9M€.

 

Números preocupantes, sem duvida, que mostram uma gestão com maior sucesso nos mandatos de Filipe Soares Franco e de Bruno de Carvalho, embora dependentes maioritariamente de vendas de património, no primeiro caso, e de alienação de passes de jogadores, no segundo.

 

Outros indicadores que julgo relevante trazer aqui:

Filipe Soares Franco herdou Rendimentos Ordinários (receitas correntes, por oposição a receitas extraordinárias) de 25,4M€ (2003/4, Dias da Cunha) e subiu-as para 46,8M€ (2008/9), no tempo de JEB as receitas correntes desceram para cerca de 35M€, valores semelhantes aos de GL (40,7M€ e 32,0M€), subindo depois com Bruno de Carvalho (68,7M€ em 15/16 e 63,3 no final do terceiro trimestre de 16/17).

 

Outro indicador que considero digno de análise é o racio CUSTOS COM PESSOAL vs PROVEITOS ORDINÁRIOS (ou Rendimentos Correntes): Antonio Dias da Cunha (114,98%, 119,27% e 80,71%), FSF ( 61,38%, 52,41%, 53,87%, 43,61%, 50,64%), JEB (67,74%, 83,85%), GL (104,42%,130,00%) e BC (70,82%,43,05%,71,03%,76,46%). Os melhores resultados para este racio são de FSF e os piores de GL, o que ajuda a explicar o impacto nos resultados.

 

Enfim, Bruno de Carvalho tem estado a fazer crescer os Proveitos Ordinários e tem mantido o racio custos com pessoal vs proveitos Ordinários dentro de limites ainda aceitaveis, embora a subida recente dos custos com pessoal (48,8M€ em 15/16 e 48,4M€, apenas em 3 trimestres de 16/17) mereça a maior atenção porque um eventual retrocesso no ciclo económico pode enviabilizar vendas de jogadores e comprometer os resultados.

 

Voltarei a este assunto para um comparativo com os restantes "grandes", mas por agora gostaria de obter as Vossas opiniões.

 

SL


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12 Jan 17

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09 Set 16
As contas e a entrevista
Edmundo Gonçalves

Bruno de Carvalho vai hoje conceder uma entrevista em directo, no jornal das 20.00 horas da SIC.

Será entrevistado, segundo o próprio, pelo apresentador/jornalista R.G. de Carvalho. Ainda pensei que o presidente corria o risco de ser entrevistado pelo Dolbeth, pelo Inácio e pelo Saraiva, mas felizmente iremos assistir a uma entrevista, estou certo.

Não terá sido inocente a publicitação hoje, do relatório e contas da SAD relativo à época 2015/16, havendo assim oportunidade para esclarecer os cerca de 30M€ negativos neste resultado.

Não sendo versado na matéria (eu só sei que não posso gastar mais que o que ganho), do que vi, confesso que estou descansado. Este relatório, divulgado com toda a transparência, e sem maquilhagem de números, convém sublinhar, reflecte os valores a acertar com a Doyen (que numa hipótese muito remota podem até nem ser pagos) e sofre do falhanço no acesso à CL e ainda reflecte as aquisições de jogadores em valores a rondar os 11M€, reforços já para a presente época. Poderia ser maquilhado com a inclusão dos valores de cerca de 18M€ do prémio de acesso à CL deste ano e sem o pagamento à Doyen, que ainda não foi efectuado e as contas estariam praticamente no zero, ou perto disso. Optou e bem a SAD por números concretos. 

Duma coisa podemos ter já a certreza, o exercício desta época será significativamente positivo, com os vários patrocínios, o prémio de entrada na CL e as vendas de jogadores por valores record.

E depois é um consolo, a gente olha para as contas e nem cheiro de fritos.

 


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14 Jul 16
O tesoureiro agradece
Edmundo Gonçalves

O Sporting vai receber 1,1 M€ da UEFA, pela participação dos seus quatro jogadores no Euro 2016.

O homem do dinheiro agradece.


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21 Abr 16
Críticos, decidam-se!
Francisco Chaveiro Reis

Ou o Sporting está falido e vai ter as contas congeladas ou anda aí a pagar para que os adversários travem os outros...

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12 Jan 16

"Após sucessivas intervenções nos últimos anos que relembramos (Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra, José Eduardo Moniz e o próprio Presidente, Luís Filipe Vieira) a manipularem a opinião pública com um não existente perdão de dívida, voltam agora os mesmos ou novos que funcionam como gramofone da propaganda e desespero benfiquista, nomeadamente António Figueiredo e Jaime Antunes, a querer levantar novas suspeitas fazendo insinuações sobre perdões de dívidas e não pagamento de juros ou pagamento de juros baixos.

Sobre o mesmo queremos esclarecer, novamente, de forma sucinta alguns pontos:

1º - Não existiu qualquer perdão de dívida. Existiu apenas uma negociação difícil, complexa, prolongada e detalhada para uma reestruturação financeira onde o Sporting Clube de Portugal inclusivamente já amortizou nesta data mais dívida do que o previsto.

2º - A reestruturação financeira, como é do conhecimento público, tem um prazo até 2026, o que significa que ficam vários actos, acordados com os bancos e  (depois de minuciosa explicação) aprovados pelos Sócios em Assembleia Geral do Clube, para serem realizados ao longo do tempo, nomeadamente aumentos de capital, prolongamento de prazos de VMOC´s, emissão de VMOC´s e empréstimos obrigacionistas.

Que fique esclarecido que todos estes actos vão sendo praticados na altura devida, como foi o caso na semana passada do prolongamento do prazo das VMOC´s antigas, derivados todos do acordo inicial e não de novas negociações ou de novos actos não planeados desde o início.

Todo este ataque concertado pelos comentadores afectos ao Benfica, primeiro no caso do contrato de direitos televisivos/patrocínio da camisola/exclusividade do canal e, agora novamente, sobre as condições da reestruturação financeira, deixam clara tão somente a incapacidade crónica que o Benfica tem em fazer bons negócios ou bons acordos.

Não devem os benfiquistas estar tão preocupados ou tão desesperados com o que o Sporting Clube de Portugal fez de bom, mas ao invés deveriam, se assim o entenderem, preocupar-se com a incapacidade negocial do seu clube e o constante “choradinho” para ver se alguém, com pena, lhes dá a possibilidade de, no mínimo, aprenderem a negociar."

Aqui.


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13 Set 15

Sporting tem o plantel mais valorizado da Liga. Com um conjunto de jogadores avaliados em 171 milhões de euros. 


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09 Set 15
Um clube bem gerido
Pedro Correia

Nos últimos três meses, conquistámos dois troféus no futebol profissional: a Taça de Portugal e a Supertaça.

Mas nem no capítulo desportivo o Sporting vem conquistando troféus: isso também acontece no capítulo financeiro. A SAD leonina acaba de registar os melhores resultados operacionais da sua história, referentes à época 2014/15 e já transmitidos à CMVM: 23,4 milhões de euros. Com 19,3 milhões de resultado líquido positivo.

Desta forma, cumprimos o acordo assumido com a UEFA em matéria de fair play financeiro - imposição a que fomos sujeitos após dois exercícios negativos consecutivos durante o mandato de Godinho Lopes, em que a SAD registou resultados negativos que rondaram os 85 milhões de euros.

Mais um teste superado com distinção pela equipa directiva de Alvalade: um novo troféu acaba de ser erguido por Bruno de Carvalho. Para todos nós, sócios e adeptos, faz toda a diferença saber que o Sporting é bem gerido. Porque sem isso nada mais se consegue.


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14 Ago 15
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06 Ago 15

 

Uma imagem vale mais que mil palavras. Esta imagem evita muitas serem ditas. É ver e tirar conclusões.

 

Saudações Leoninas!

Obs: imagem via Sporting Clube de Portugal - Site de Apoio (Facebook).

 

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19 Jul 15

"Interessante como a chegada de Jesus a Alvalade, bem como de jogadores com salários mais elevados do que vinha sendo hábito, leva alguns comentadores a perguntar de onde vem o dinheiro. Mais engraçado, essa preocupação nunca ter existido quando os craques desembarcavam na Luz ou no Dragão. Afinal, os passivos de Benfica e FC Porto são hoje, recorde-se, maiores do que os do Sporting."

Bernardo Ribeiro, no editorial de hoje do Record


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06 Jun 15

Eu também quero saber como é que em 24 horas passámos de uns tipos que não conseguiam mandar cantar um cego para contratarmos o grande chiclas por mais do que lhe davam lá na capoeira. Mas tenho registado, comovido, diga-se, a preocupação da nação benfiquista com o mesmíssimo problema: que Bruno de Carvalho vai levar o Sporting à ruína, que isto é o fim do Sporting, etc. É realmente encantadora tanta preocupação. Quando o Sporting se esvaía em equipas miseráveis pagas a peso de ouro, era só rir. Era o tempo do "quero é que eles despareçam, pá". Então não é que é justamente agora, quando o Sporting foi lá sacar o seu pequeno ídolo, que estão todos preocupados com o futuro do Sporting. Uma pessoa, realmente, não pode deixar de largar uma lágrima furtiva. Até porque eles se preocupam mais com o futuro do Sporting do que com o do Benfica: tanta dívida ao BES, tanto negócio mal explicado, tanto jogador vendido a preço inexplicável. Nunca isto suscitou o mais pequeno receio. Mas lá connosco estão muito preocupados. Tanto altruísmo comove.


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13 Fev 15

MAS ANDA TUDO BÊBADO OU QUÊ?

Então a mim e a centenas de milhares de tugas contribuintes vão-nos ao bolso e a estes é assim?

 

1- E lembrar-me que um presidente do nosso Clube fez o mesmo ou pior...

2- Sendo António Costa putativo candidato a primeiro-ministro, gostava que tivéssemos a fineza de ver isto fora do âmbito da luta política, p.f.


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01 Dez 14

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27 Nov 14

«O Sporting já recebeu 8,6 milhões de euros por ter garantido uma vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões e 2,5 milhões de euros pelas duas vitórias (1 milhão por cada) e o empate (500 mil euros na fase de grupos). Estes 11,1 milhões já garantidos significam o maior encaixe financeiro da história do clube na Champions. Anteriormente, a maior verba alcançada pelos leões na prova milionária foi em 2008/09, quando chegaram aos oitavos-de-final da prova, somando um total de 10 milhões de euros.»

No Record de hoje


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10 Set 14
Transparência
Tiago Cabral
O Sporting publicou as suas contas anuais. Introduziu uma novidade, pelo menos ao nível do três grandes clubes em Portugal. Detalhou jogador a jogador todos os valores envolvidos na compra e venda dos seus passes. Chama-se transparência.

Aguardemos pela publicação das contas dos outros dois.


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23 Jul 14
Ativos
Jose Manuel Barroso

A gestão de ativos desportivos (e dos outros também) do clube tem sido surpreendente, para melhor, neste ano de 2013-2014. Valorização do que havia para valorizar, incluindo recuperação de casos «perdidos» (Bruma, p.e.), aproveitamento financeiro até ao tostão de cada transferência, compra barata de ativos de rentabilidade desportiva e financeira muito provável a um ano ou dois de distância. Se incluirmos nisso o excelente comportamento da equipa na I Liga - com retorno financeiro da Champions e mais valorização de jogadores e das receitas comerciais - este primeiro ano tem sido certinho, certinho.


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01 Jul 14
Início da época
Edmundo Gonçalves

Hoje, em dia de aniversário do melhor Clube do Mundo, em que arranca para nós a época e agora que o campeonato do Mundo acabou (na perspectiva da selecção portuguesa, que não na dos amantes do futebol), e que a época futebolística nacional começa finalmente a entrar na ordem do dia, com o costumeiro chorrilho de asneirada nos jornais e programas de rádio e televisão da “especialidade”, permitam-me uma pequena reflexão sobre o passado, mais ou menos recente, e a atrever-me a apontar um caminho de futuro que, no caso vertente, se me afigura o único plausível de aumentar a competitividade do futebol português a nível de clubes, e consequentemente a nível da própria selecção:

 

Andaram os clubes (os grandes de Portugal, que é o que interessa para o caso) a gastar, durante anos, o que tinham e o que não tinham, alguns na vã tentativa de ganhar um campeonatozito (caso concreto do SCP, ou mesmo do SLB – ambos, nos últimos 20 anos, não andam muito longe), e ao que assistimos, foi ao definhar de todos eles, do ponto de vista económico-financeiro.

Hoje, todos os clubes estão falidos (ou as SAD’s, se quiserem); podem uns dizer, de forma eufemística, que os “activos” cobrem os astronómicos passivos, mas se hoje tivessem que vender, verificar-se-ia que essa ideia não passa duma enorme falácia. Veja-se a recente venda dos direitos de Garay…

 

Mas o que interessa aqui é mesmo o exemplo do Sporting: depois da vitória deste presidente, Bruno de Carvalho, que teve o meu apoio, foi encetada uma política de prata da casa, de aposta em valores da formação, de aquisição de alguns jogadores a preços controlados, e negociada a reestruturação da dívida com a banca.

 

Vamos por partes:

A prata da casa: ascenderam à equipa principal jovens valores que hoje são certezas como jogadores de futebol e que serão integrantes titularíssimos da selecção nacional num futuro muito próximo, não seja o seleccionador o casmurro do Paulo Bento, e que darão encaixes financeiros interessantes ao Clube. Na época passada, foi recorrente o Sporting iniciar os jogos com seis, sete jogadores portugueses e formados na sua Academia. Nenhum clube em Portugal, ao mesmo nível, esteve sequer próximo, salvo quando a isso foi obrigado pelas regras das competições e aí apresentaram segundas, terceiras e quartas escolhas.

Os resultados foram os que se viram, um honroso segundo lugar, depois da vergonha do sétimo lugar do ano anterior e de todo o descalabro interno.

As compras certeiras a preços controlados: ao contrário de outros clubes, que esbanjaram milhões em jogadores de duvidosa qualidade (é certo que alguns são craques, mas a relação compra/benefício esteve longe de ser interessante), onde o FCPorto até esteve uns furos à frente do SLBenfica, o Sporting, até porque a torneira, por vontade própria e por imposição da negociação da dívida, estava fechada, procurou jogadores para lugares-chave que foram extremamente importantes para os resultados conseguidos. Montero com um início de época notável e Slimani numa segunda volta impressionante são disso exemplo.

E por fim, a reestruturação da dívida: o Sporting, com uma força nunca antes demonstrada pela sua direcção ou por qualquer presidente, pelo menos nas três décadas anteriores, conseguiu aquilo que os profetas da desgraça e os que faziam força para baixo (os muito bem denominados de Marretas pelo caro Pedro Correia) queriam evitar: negociar com os credores condições excelentes para pagar aquilo que os desvarios de direcções anteriores fizeram e que conduziram o Clube à falência.

Hoje o Sporting vive uma situação complicada, é certo, mas controlada e com muito boas perspectivas de vir a ter um futuro risonho.

Este é o caminho que terá que seguir o futebol português e se não arrepiarem caminho clubes haverá cujo futuro estará até em causa (seja o fair play desportivo uma realidade e aplicado com rigor) e cedo ou tarde terão que enfrentar situações extremas de consolidação de dívida que os poderão levar à ruína.

 

Neste particular, também fruto dos maus resultados, é verdade, o Sporting parte à frente.

Oxalá tenha o engenho para tirar partido disso!

 

Ah! E que não lhe “cortem as vazas”… 


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03 Jun 14
Leoninices diversas
Francisco Melo

1. Já só faltam o MRPP, POUS, PAN, MAS e mais uns quantos

 

Para se juntarem a Mário Figueiredo, Fernando Seara, Vítor Ferreira, Rui Alves, Júlio Mendes, Paulo de Carvalho e Paulo Teixeira na corrida eleitoral à Presidência da Liga. Uma eleição que arrisca bater o número de candidaturas às Europeias.

 

2. O futebol italiano já não é o que era

 

Quando era miúdo, o Real Madrid, o Barça, o Manchester United, o Arsenal ou o Bayern eram senhoras equipas, como são ainda hoje, mas residia no calcio e nos seus principais clubes (AC Milão, Inter de Milão e Juventus) a principal reverência e temor futebolísticos.

Hoje em dia, vemos o presidente da Juventus reconhecer, sem dramas, que a sua equipa não tem a capacidade de conseguir segurar um Pogba e, mais recentemente, o treinador do Benfica admite, também sem dramas, que preferiu continuar a treinar o Benfica do que ser timoneiro do AC Milão.

 

3. 300

 

Depois de dar nome a filme, o número 300 volta a estar na ordem do dia, desta feita por se tratar, aparentemente, do valor de passivo por reconhecer pelo Sporting, e que tanta aflição tem causado ao Presidente do Benfica.

O valor é preocupante mas não se trata propriamente de uma realidade desconhecida. Afinal, a monstruosa dívida é o inimigo público número 1 do Sporting, e que tem merecido combate sem quartel por parte desta Presidência. Antes assim do que termos um Presidente a assobiar para o lado e preferir falar da casa dos outros.

 

4. Um exemplo para os jovens

 

Assim sublinhou Cavaco Silva, referindo-se aos atletas que irão vestir a camisola com a cor vermelha no mundial do Brasil (não refiro, propositadamente, “cores nacionais” porque de nacional aquela camisola não tem nada).

Minutos depois, Cavaco prestava-se a tirar uma «selfie» bem ao lado de Raul Meireles com aquele seu registo de punk/homem das cavernas.

 

5. Adeus

 

Terminou o contrato do Sporting com a PUMA.

8 anos depois, e 8 camisolas principais depois, não ficam muitas saudades. 


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11 Abr 14

Do artigo de ontem de Pedro Santos Guerreiro no Record:

 

«Depois do negócio desta semana com Elias, o Sporting já encaixou esta temporada mais de 20 milhões de euros em vendas de jogadores. É um resultado muito bom - e que se torna excelente se considerarmos a classificação do clube na Liga. Há um ror de dívida por pagar, mas o leão já não está em risco de extinção. E estava.»

 

«O clube de Alvalade já tinha sido reestruturado várias vezes, mas sempre para pior. Hoje há equilíbrio económico e credibilidade na forma como se gere o sufoco financeiro. Portugal devia aprender com o Sporting: é assim que se merecem perdões de dívida.»

 

«É impressionante confirmar quão mal gerido foi sendo o Sporting nos últimos anos, com aquisições disparatadas e caras. A venda de Elias, por exemplo, foi feita a metade do valor a que o jogador havia sido adquirido. Mas o verdadeiro mau negócio não foi esta venda - foi a compra. Se for verdade que a auditoria ao Sporting há de revelar tudo o que se foi passando, poderemos perceber o porquê das pequenas catástrofes que se foram somando em Alvalade.»


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28 Mar 14

 

 

2. FINANÇAS

Um braço-de-ferro bem sucedido

 

Não faltou quem vaticinasse - incluindo diversos sportinguistas - que Bruno de Carvalho ficaria sujeito a pressões insuportáveis da banca mal decorressem as primeiras duas semanas do seu mandato.

Ao assumir funções, a dívida global do Sporting ascendia a 354 milhões de euros, 268 milhões dos quais à banca, com o BES e o BCP como principais credores. Os problemas de tesouraria acumulavam-se. "Quando aqui cheguei não havia dinheiro absolutamente nenhum, nem para pagar ordenados. Tivemos de iniciar de imediato o processo de reestruturação", lembrou esta semana o sucessor de Godinho Lopes, em entrevista à TVI 24.

Estava fora de causa a existência de novas linhas de crédito. E a possível entrada de dinheiro fresco no clube - que já tinha sido anunciada, em vão, durante a gestão anterior - continuava a parecer uma miragem.

Vender jogadores ao desbarato, ainda por cima com grande parte dos respectivos passes na posse de outras entidades, também não era solução. Nem fazia parte dos planos do novo presidente, empossado fez ontem um ano.

 

A verdade é que as negociações produziram bons resultados. Após um duro braço-de-ferro com os credores, que constituiu o primeiro grande teste à sua capacidade de resistência, o líder leonino atingiu o essencial dos seus objectivos. Incluindo a conversão da dívida aos angolanos da Holdimo em capital da SAD, no valor de 20 milhões de euros, e a entrada de mais investidores, com um reforço de 18 milhões, o que permitiu resgatar o passe de 20 jogadores. O plano global de reestruturação da dívida foi aprovado em assembleia-geral, a 30 de Junho, com 97% dos sócios a pronunciar-se favoravelmente.

Para isso muito contribuiu a concretização da promessa eleitoral de manter o clube com maioria na SAD, mesmo com a abertura a capitais estrangeiros. Era uma promessa eleitoral tornada realidade, tal como a realização da auditoria de gestão, que já se encontra em curso.

 

"A seguir à reestruturação vamos ter um passivo de cerca de 175 milhões. Houve uma redução muito grande do serviço da dívida", sublinha Bruno, lembrando o primeiro papel que assinou na qualidade de presidente do Sporting: um pagamento de emergência por questões de licenciamento. "Era esta a prenda que eu tinha reservada para o início de mandato", ironiza a um ano de distância. O pior parece já ter passado.

Tem motivos para estar satisfeito. Até porque o resultado operacional do primeiro semestre da presente temporada (Julho-Dezembro) teve um saldo positivo de 3,7 milhões de euros para o qual muito contribuiu também o plano de redução de despesas correntes acordado com a banca. No mesmo período do ano anterior tinha-se registado um prejuízo de 21,9 milhões de euros.

Sabe que ainda há muito por fazer até as contas estarem equilibradas e o passivo financeiro deixar de ser o pesadelo que ainda é. Mas ninguém nega que todos os passos dados no último ano foram na direcção correcta. Quem o reconhece, desde logo, é um gestor da banca insuspeito à partida de alimentar simpatias por Bruno de Carvalho: o sportinguista José Maria Ricciardi. "Houve trabalho duro e corajoso na diminuição de custos. Fiquei surpreendido não por este presidente: seria difícil para qualquer um."

 

Balanço: muito positivo


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07 Mar 14

"O Sporting apresentou na semana passada resultados do primeiro semestre da época: lucros operacionais, contra prejuízos em igual período do ano passado. Tudo isso acontece depois da reestruturação brutal nas finanças e nos custos operacionais do clube, o que é notável. E revela que é possível sofrer a pressão dos bancos e, mesmo assim, conseguir gerir à tona da água."

Pedro Santos Guerreiro, na edição de ontem do Record


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04 Mar 14

Somos a todo o momento assediados por lugares-comuns. Relativamente ao nosso clube, vou tomando nota de alguns. Um deles é este: "o Sporting tem um plantel curto".

A dado momento, o lugar-comum torna-se um axioma inquestionável. O problema é que a realidade se vai encarregando de contrariar esta pseudo-evidência. Porque apesar do "plantel curto", a verdade é que o Sporting prossegue isolado na segunda posição do campeonato, com mais quatro pontos do que o tricampeão FC Porto, equipa que dispõe de um plantel muito "longo". Há um ano, por esta altura, mais de 30 pontos separavam as duas equipas, com os Leões a afundarem-se na tabela classificativa. Isso apesar de termos então um plantel nada "curto".

Convém andarmos precavidos contra as falácias dos lugares-comuns.

 

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Como o Rui Cerdeira Branco já aqui assinalou, e muito bem, pela primeira vez em muitos anos o Sporting está a subir a ladeira enquanto outros aceleram ladeira abaixo. A leitura comparativa dos relatórios e contas das três principais agremiações desportivas portuguesas, referentes ao primeiro trimestre de 2014, não permite outra conclusão. Pela nossa parte, registo com agrado que o Sporting liderado pelo "péssimo gestor" (na opinião de alguns) Bruno de Carvalho inverteu a preocupante situação de há um ano, quando ainda estava em funções o "excelente gestor" (na opinião de alguns) Godinho Lopes. Em linguagem perceptível, passámos de 7,7 milhões de euros de prejuízo para 7,2 milhões de lucro. Enquanto o Benfica atingia os 9,2 milhões de euros em resultados negativos e o FC Porto - paradoxalmente com as contas a vermelho - via os prejuízos ascenderem a 12,4 milhões.

Dirão alguns cínicos que os bons resultados do Sporting se deveram essencialmente às transferências de Ilori e Bruma. Sem repararem que, com isso, estão a prestar a melhor homenagem ao talento negocial de Bruno de Carvalho.

 

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Não vale a pena perder muito tempo a discutir as convocatórias de Paulo Bento para o jogo "amigável" de amanhã contra os Camarões. Basta a ausência de Rui Patrício da lista dos seleccionados para se concluir que estamos muito longe de um ensaio geral para o Mundial do Brasil.

Mas convém ficarmos atentos ao critério do seleccionador. Não quero crer que Paulo Bento deixará de fora três dos jogadores portugueses que mais se têm destacado neste Sporting, equipa-revelação do campeonato nacional 2013/14. Refiro-me não só a William Carvalho, a quem o técnico já deu oportunidade de actuar no play off contra a Suécia (e William cumpriu, como todos esperávamos), mas também a Adrien e Cédric, que continuam ausentes das convocatórias.

Ninguém esqueceu ainda a escandalosa ausência de João Moutinho do Mundial da África do Sul, por razões que o seleccionador Carlos Queiroz saberá mas que a própria razão desconhece. 

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Os mesmos de sempre criticam Leonardo Jardim. São aqueles que no Sporting dão constantes provas de vida pela via da crítica permanente. O mais insólito é que criticam por vezes com maior vigor quem ganha do que quem perde.

Vale a pena comparar. Alguns dos que há um ano entoavam hossanas a Jesualdo Ferreira - que entretanto optou por trocar Alvalade pelo Braga, onde não foi feliz - enquanto o ex-treinador portista ia acumulando empates e derrotas são os mesmos que procuram desvalorizar cada vitória leonina com a equipa sob o comando do seu sucessor. Chegam a criticar o técnico madeirense por não "fazer a gestão" dos cartões amarelos (algo que já mereceu o meu aplauso a Leonardo Jardim) enquanto alertam que até ao fim do campeonato todos os jogos serão importantes e até mesmo decisivos.

Nem sequer reparam na flagrante contradição em que caem enquanto dizem e escrevem uma coisa e outra.

 

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E regresso ao tema do início: desde a época 2001/02, em que fomos campeões, nunca o Sporting tinha quatro pontos de vantagem sobre o FCP à 21ª jornada. Ninguém previa isto. Nunca como neste campeonato, no que toca ao Sporting, haverá tanta discrepância entre as previsões e os resultados. Anotei muito do que se disse antes do arranque da Liga 2013/14, pelos "especialistas" do costume, e vou-me divertindo ao revisitar esporadicamente esses prognósticos falhados. No final do campeonato tenciono partilhar convosco alguns destes recuerdos.

Para não ficar a sorrir sozinho...


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01 Mar 14
Mas vamos ter de vender...
Jose Manuel Barroso

... alguns dos nossos ativos valorizados (jogadores), no final da temporada. Dois ou três, seguramente. Para ir liquidando o enorme passivo e preparar a próxima época (se formos à Champions, isso ajudará muitíssimo). Os grandes clubes portugueses são fazedores e vendedores de jogadores de qualidade, para os grandes campeonatos europeus - é a única forma de se aguentarem. No nosso caso, para além dos que virão do mercado externo, para reforçar a equipa a preço mais barato do que os que irão sair, temos o nosso viveiro da formação. Onde alguns jovens já estão na calha para ascenderem ao time principal. Vamos verter algumas lágrimas pelos que vão sair - decerto os que mais qualidade e potencialidades tiverem - e lamentar o facto. Mas o mundo rola e avança e o nosso clube também. E lá estaremos de novo no estádio, para aplaudir os que formarem o renovado grupo de trabalho. É a vida.


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Caminho certo, mas...
Jose Manuel Barroso

... os pés na terra! Resultados positivos de €3,7 milhões para o SCP/Sad no primeiro semestre desta época (Julho a Dezembro de 2013). Resultados negativos de €15,9milhões, para o SLB; e de €29,2 milhões, para o FCP. Na época anterior e no mesmo período, os resultados foram negativos - €21,9 milhões de prejuízo - o que significa uma melhoria dos resultados de €25,6 milhões. É obra! Fruto da austeridade e de uma política muito eficiente e inteligente de gestão de ativos (jogadores). Como na área desportiva esse emagrecimento resultou num adicional de resultados, parece que o caminho está certíssimo. Contenção na gestão economica-financeira, fazer render desportivamente a prata da casa (alguma ouro) e pagar as dívidas, depois do acordo positivo com os credores. Mas nada de ilusões excessivas, continuamos a ter de reduzir o passivo para sermos um clube solvente. Nada de pedir ou exigir a Lua!

 

P.S. Ler o post do Cerdeira Branco.


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28 Jan 14

Já sabemos, por casos como os de Roberto, que os de Carnide são engenhosos financeiramente.

Mas, convenhamos, é habilidoso conseguir financiar-se em € 15 milhões junto de entidades não financeiras (pelo menos, legalmente) e pagar os juros antecipadamente com um miúdo da equipa principal mas que só jogava na equipa b.

Par si, em termos financeiros é de facto uma boa operação, atendendo à baixíssima taxa de juro implícita no negócio.

Outra evidência desta operação meramente financeira: a tesouraria está a rebentar e já vale tudo.


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02 Jan 14
A liderar na Bolsa
Pedro Correia

"O Sporting foi o clube de futebol, a nível mundial, cujas acções mais valorizaram na Bolsa em 2013. No primeiro dia útil do ano passado as acções do Sporting valiam 0,16 euros e a 30 de Dezembro 0,79 euros, uma valorização de 393,7 por cento."

Correio da Manhã


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12 Set 13
Inacreditável
Pedro Correia

«Lê-se e não se acredita. Quando pensávamos que já sabíamos que as contas do Sporting eram uma desgraça ficámos a saber que são também uma vergonha. Bruno de Carvalho já quase não precisa da auditoria de gestão: ela está no Relatório e Contas que o Sporting acaba de publicar. Ou o que está no relatório é verdade e há gestores antigos que deviam ser questionados, ou então o relatório é um delírio e os gestores antigos deviam processar quem publicou aquelas contas.

Os detalhes do Relatório e Contas do Sporting têm vindo a ser descascados na última semana em vários jornais. É inacreditável saber que o marroquino Labyad custou afinal 3,5 milhões e não os 900 mil euros que haviam sido comunicados, pois houve 2,61 milhões de "gastos inerentes à aquisição do jogador". É de bradar aos céus que tenha sido paga uma comissão ao pai do jogador na qualidade de "olheiro". Com Elias, afinal a contratação mais cara de sempre do Sporting foi ainda mais cara do que se supunha, com encargos totais de 11,15 milhões em vez de 8,85 milhões. A diferença, claro, é o costume: serviços de intermediação e prémios de assinatura. Também Pranjic implicou afinal 1,08 milhões.»

Pedro Santos Guerreiro, hoje, no Record


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09 Set 13

Os dados agora vindos a lume sobre o vendaval de loucura que varreu o Sporting durante o anterior mandato tornam ainda mais urgente a auditoria de gestão presentemente em curso para honrar a promessa feita por Bruno de Carvalho aos sócios.

Há muitos aspectos chocantes no relatório e contas referente à época 2012/13, agora divulgado. Mas nada me escandalizou tanto como saber que Elias - a mais cara e inútil contratação de sempre na história do Sporting - custou não os 8,8 milhões de euros que tinham sido anunciados, quantia que já era inaceitável num quadro de gestão rigorosa e competente, mas 11,15 milhões de euros, segundo o último comunicado enviado à CMVM.

Parafraseando Churchill, num contexto muito menos heróico, nunca o Sporting ficou a dever tanto a tão poucos. Precisamente a alguns dos que menos fizeram pelo prestígio do clube, o que nos custa ainda mais. Percebe-se agora ainda melhor porque estivemos quase a bater no fundo.

É bom que todas estas informações circulem. Para que os tempos de pesadelo não regressem. Nunca mais.

 


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28 Jun 13
Percebeu bem
Pedro Correia

O Conselho Leonino aprovou por unanimidade - repito: por unanimidade - o plano de reestruturação financeira do Sporting. E até Godinho Lopes apela aos sócios para que dêem luz verde a esse plano na assembleia-geral do próximo domingo. Porque, a seu ver, o clube precisa de união e estabilidade. Também ele já percebeu que o novo rumo que todos queremos para o Sporting é incompatível com um clima de instabilidade, só favorável aos nossos adversários históricos.

Percebeu bem.

 


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26 Jun 13

No meio de tanta euforia, a resposta a  duas "perguntas chave" relativas ao futuro do Sporting seria importante:

 

1. O que leva, do ponto de vista de motivação, a Holdimo a trocar créditos que possui no valor de 20 milhões de euros e percentagens relativas a passes de 28 jogadores do Sporting, por um lugar no Conselho de Administração e 20% do capital social da SAD do Sporting? Ou seja, a trocar o potencial lucro imediato com participação nas vendas de passes de jogadores, por um lucro por ora incerto? O sportinguismo dos seus administradores?

 

2. Como é que, de um dia para o outro, e sem explicação cabal até ao momento, o Sporting reduziu dezenas de milhares de euros de dívida que possuia relativamente à Banca, ou seja de 354 milhões de euros para 206 milhões?

 

É que, até agora, não consegui perceber... Defeito meu certamente. Estou certo que a resposta aparecerá pronta.


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Andam alguns muito escandalizados com as restrições orçamentais postas em prática no Sporting por imperativos sérios de contingência financeira. São os mesmos que louvavam os estendais de desperdício das gestões anteriores, nomeadamente da que antecedeu esta. Mas cabe perguntar: se José Couceiro tivesse sido eleito em Março presidente do Sporting o rumo seria diferente?

Claro que não. Aliás o próprio candidato derrotado deixou isso bem claro durante a campanha eleitoral, que decorreu com uma dignidade inquestionável. Disse na altura Couceiro, com a seriedade que o caracteriza: "O clube tem tido problemas graves na sua gestão desportiva. Há que inverter esse caminho e ter uma política desportiva diferente, que possa ter suporte numa política financeira que seja compatível com um clube da dimensão do Sporting."

Quase tudo dito em escassas palavras. Desautorizando as leituras delirantes daqueles que imaginam o Sporting como um clube a nadar em dinheiro, capaz de sobreviver sem cortes na sua pesadíssima estrutura de funcionamento.

Só não vê quem não quer.


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Eu ouvi bem?
Diogo Agostinho

Ao que parece só em funcionários, a Direcção do Sporting dispensou 60 nestes últimos tempos. Estes 60 signficam uma redução no orçamento anual de 3 milhões de euros. Ora, é fazer as contas. São 60 funcionários da estrutura a receber em média mais de 3.500 Euros/mês. 

 

Eu não me importava nada de ter uma estrutura bem paga, se essa mesma estrutura nos colocasse no topo, com um grau elevado de profissionalismo. Mas, é uma loucura o nivel de ordenados praticados no nosso clube. Sobretudo a muitos encostados. 

 

Agora, apelo é que estes cortes não levem por arrasto os bons profissionais que o Sporting tem. É que há lá dentro gente de enorme valor, dedicação e qualidade. 

 

Que o bom senso impere. 


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21 Mai 13
Agora "só" falta isto...
Pedro Quartin Graça


Bruno de Carvalho: «Há parceiros para investir 15 a 20 milhões no imediato» 

19 março de 2013


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11 Abr 13

«Se lerem as contas auditadas do clube, percebem que está tudo dado como garantia. Nesse caso, por muito dinheiro que entre no Sporting, se as pessoas não quiserem, não há nenhum. É a situação que vivemos. Por isso digo que tem de reinar o bom senso e entendermos que os sportinguistas, ao votarem numa mudança, foram claros. Acham que esta direcção entrou com um atraso de dois anos e isso significa que a paciência dos sportinguistas é curta. Espero que as pessoas percebam isso.»

Bruno de Carvalho, ontem, em conferência de imprensa (sublinhado meu)


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21 Mar 13
Ouve, tem que ser!
Francisco Melo

Devem ter sido estas as palavras que Godinho Lopes terá ouvido por parte dos principais financiadores do clube acerca da imperiosidade de vender jogadores para pagar salários.

Por muito que Godinho Lopes mereça o nosso maior repúdio pela decisão de ter vendido Wolfswinkel, seja pelo acto em si, pelo timing escolhido, ou seja pela verba paga, a verdade é que não houve outra escapatória possível. Ainda na última edição do Expresso, escreveu-se que o BCP decidiu não dar nem mais um tostão para o futebol.

Perante esse contexto, em que a torneira está para já fechada, e sabendo-se que não há poços de petróleo em Alvalade, assim como não surgiu à data nenhum mecenas (apesar das viagens à China, Angola ou Índia), forçoso se tornou ter de vender activos para se poderem cumprir os compromissos salariais e financeiros.


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01 Mar 13

 

Já sabíamos que a gestão desportiva foi um desastre. Ficámos agora a saber que a gestão financeira de Godinho Lopes no Sporting foi também escandalosamente má. Com ele ao leme, prosseguiu-se em Alvalade a péssima tradição de alienar património ao mesmo tempo que se deixava acumular a dívida.

 

As contas leoninas relativas ao segundo semestre de 2012, divulgadas já após o início desta campanha eleitoral, traçam um quadro extremamente preocupante: a Sporting SAD comunicou à CMVM um resultado negativo de 22 milhões de euros enquanto o passivo financeiro da sociedade sofreu um acréscimo de 27 milhões.

Soube-se também só agora que somos detentores de parcelas cada vez menores dos direitos económicos respeitantes a vários dos nossos melhores jogadores. O relatório da CMVM salienta que o Sporting detém hoje apenas 50% do passe de Adrien Silva, quando em Julho de 2012 tinha 95%, enquanto a percentagem respeitante a Rui Patrício baixou de 70% para 65% no mesmo período - e há já notícia de que, depois disso, uma parcela ainda mais sginificativa do passe do nosso guarda-redes foi vendida a um fundo co-gerido por Jorge Mendes. Leio no Record que só temos 32% do passe de Viola, 25% do de Rojo e 35% do de Labyad.

 

Mas nem assim há garantia de cumprimento das mais elementares obrigações da SAD em relação aos profissionais de futebol do Sporting: existe o perigo real de rescisões em Alvalade. A administração que se manterá em funções até ao fim de Março só garante o pagamento de salários relativos ao mês de Fevereiro, confirmando-se assim que o descalabro da tesouraria leonina é muito superior àquele que se temia e a "reestruturação financeira" sucessivas vezes prometida por Godinho Lopes e sucessivas vezes adiada tinha a mesma consistência da sua gestão desportiva.

Nenhuma questão é tão séria como esta. Os candidatos à presidência do Sporting farão bem em pôr de lado algumas picardias, aliás sempre próprias de campanhas eleitorais, e concentrarem-se na obtenção de soluções para a actual crise. Faço votos para que estejam unidos ao menos nisto.


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25 Fev 13

A direcção cessante do Sporting tem a estrita obrigação - um imperativo no plano ético - de pôr os três concorrentes à eleição de 23 de Março a par do estado real das contas do clube. No seu comunicado de há seis dias, em que enterrava de vez a tentação de se recandidatar, Godinho Lopes assegurava ter já "entregue informação aos candidatos". Uma versão que não coincide com as dos visados. Carlos Severino reagiu sem rodeios, segundo leio na edição de hoje do diário Record: "O actual presidente disse que já tinha esclarecido os candidatos sobre a situação do clube. Não é verdade, tal como constatei junto dos outros candidatos." Bruno de Carvalho, por sua vez, pronunciou-se no mesmo sentido: "As informações que nos vão sendo passadas não reflectem o que se passa no clube."

É bom que isto se esclareça sem demora. E também que a direcção ainda em vigor cumpra o dever de pagamento a jogadores, treinadores e funcionários do clube. As situações de salários em atraso são inaceitáveis. E mais ainda quando acabam por interferir na campanha eleitoral em curso.

 


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08 Jan 13
Gestão exemplar
Pedro Correia

"Jesualdo Ferreira é o quinto treinador da era Godinho Lopes, e a verdade é que, nesta altura, o Sporting tem na sua folha de pagamentos o nome de quatro treinadores diferentes: Domingos Paciência - que já orienta o Deportivo mas que recebe menos na Corunha do que ganhava em Alvalade e, segundo o acordo que estava estipulado no seu contrato com os leões, o Sporting terá de pagar a diferença entre os valores -, Ricardo Sá Pinto, Franky Vercauteren (ambos até final da época) e Jesualdo Ferreira."

Execerto de notícia no Record, assinada por António Adão Farias e João Lopes


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