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És a nossa Fé!

Sustentabilidade - as contas da SPORTING SAD

Hoje irei abordar alguns indicadores de actividade da Sporting SAD, desde a época 2001/2002 até ao último relatório disponível, o intercalar do terceiro trimestre de 2016/2017.

 

Em primeiro lugar, devo referir que os RESULTADOS LÍQUIDOS ACUMULADOS registam uma PERDA DE 138,5 MILHÕES DE EUROS. No mesmo período (desde 2001/2002), os RESULTADOS LÍQUIDOS ACUMULADOS SEM RENDIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS registam uma PERDA DE 427,2 MILHÕES DE EUROS. A rubrica de RENDIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS apresenta um valor positivo de 288,7 MILHÕES DE EUROS, que se segmentam desta forma: 223,2 MILHÕES DE EUROS de VENDAS DE JOGADORES, 65,5 MILHÕES DE EUROS de ALIENAÇÃO DE PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO.

 

Segmentando, embora hajam algumas sobreposições devido ao facto de os mandatos presidenciais não corresponderem com as épocas desportivas sobre as quais incidem os Relatórios e Contas (aspecto a rever urgentemente, do meu ponto-de-vista), teremos as seguintes indicadores por Presidente:

 

RESULTADOS LÍQUIDOS: Antonio Dias da Cunha -59,2 M€ (de 2001 a 2004), Filipe Soares Franco +58 M€ (inclui venda de património de 65,5 M€, de 2004/2005 a 2009), José Eduardo Bettencourt -70,3M€ ( 2009/10 e 2010/11), Luiz Godinho Lopes -89,7M€ (2011/12 e 2012/13) e, finalmente, Bruno Carvalho +22,7M€ (desde 2013/14).

 

RESULTADOS SEM RENDIMENTOS ESTRAORDINÁRIOS: Antonio Dias da Cunha -89,5M€, Filipe Soares Franco -43,0M€, José Eduardo Bettencourt -88,7M€, Luiz Godinho Lopes -112,1M€, Bruno de Carvalho -93,9M€.

 

Números preocupantes, sem duvida, que mostram uma gestão com maior sucesso nos mandatos de Filipe Soares Franco e de Bruno de Carvalho, embora dependentes maioritariamente de vendas de património, no primeiro caso, e de alienação de passes de jogadores, no segundo.

 

Outros indicadores que julgo relevante trazer aqui:

Filipe Soares Franco herdou Rendimentos Ordinários (receitas correntes, por oposição a receitas extraordinárias) de 25,4M€ (2003/4, Dias da Cunha) e subiu-as para 46,8M€ (2008/9), no tempo de JEB as receitas correntes desceram para cerca de 35M€, valores semelhantes aos de GL (40,7M€ e 32,0M€), subindo depois com Bruno de Carvalho (68,7M€ em 15/16 e 63,3 no final do terceiro trimestre de 16/17).

 

Outro indicador que considero digno de análise é o racio CUSTOS COM PESSOAL vs PROVEITOS ORDINÁRIOS (ou Rendimentos Correntes): Antonio Dias da Cunha (114,98%, 119,27% e 80,71%), FSF ( 61,38%, 52,41%, 53,87%, 43,61%, 50,64%), JEB (67,74%, 83,85%), GL (104,42%,130,00%) e BC (70,82%,43,05%,71,03%,76,46%). Os melhores resultados para este racio são de FSF e os piores de GL, o que ajuda a explicar o impacto nos resultados.

 

Enfim, Bruno de Carvalho tem estado a fazer crescer os Proveitos Ordinários e tem mantido o racio custos com pessoal vs proveitos Ordinários dentro de limites ainda aceitaveis, embora a subida recente dos custos com pessoal (48,8M€ em 15/16 e 48,4M€, apenas em 3 trimestres de 16/17) mereça a maior atenção porque um eventual retrocesso no ciclo económico pode enviabilizar vendas de jogadores e comprometer os resultados.

 

Voltarei a este assunto para um comparativo com os restantes "grandes", mas por agora gostaria de obter as Vossas opiniões.

 

SL

As contas e a entrevista

Bruno de Carvalho vai hoje conceder uma entrevista em directo, no jornal das 20.00 horas da SIC.

Será entrevistado, segundo o próprio, pelo apresentador/jornalista R.G. de Carvalho. Ainda pensei que o presidente corria o risco de ser entrevistado pelo Dolbeth, pelo Inácio e pelo Saraiva, mas felizmente iremos assistir a uma entrevista, estou certo.

Não terá sido inocente a publicitação hoje, do relatório e contas da SAD relativo à época 2015/16, havendo assim oportunidade para esclarecer os cerca de 30M€ negativos neste resultado.

Não sendo versado na matéria (eu só sei que não posso gastar mais que o que ganho), do que vi, confesso que estou descansado. Este relatório, divulgado com toda a transparência, e sem maquilhagem de números, convém sublinhar, reflecte os valores a acertar com a Doyen (que numa hipótese muito remota podem até nem ser pagos) e sofre do falhanço no acesso à CL e ainda reflecte as aquisições de jogadores em valores a rondar os 11M€, reforços já para a presente época. Poderia ser maquilhado com a inclusão dos valores de cerca de 18M€ do prémio de acesso à CL deste ano e sem o pagamento à Doyen, que ainda não foi efectuado e as contas estariam praticamente no zero, ou perto disso. Optou e bem a SAD por números concretos. 

Duma coisa podemos ter já a certreza, o exercício desta época será significativamente positivo, com os vários patrocínios, o prémio de entrada na CL e as vendas de jogadores por valores record.

E depois é um consolo, a gente olha para as contas e nem cheiro de fritos.

 

Aquilo que o Pina ontem deveria ter respondido à morsa

"Após sucessivas intervenções nos últimos anos que relembramos (Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra, José Eduardo Moniz e o próprio Presidente, Luís Filipe Vieira) a manipularem a opinião pública com um não existente perdão de dívida, voltam agora os mesmos ou novos que funcionam como gramofone da propaganda e desespero benfiquista, nomeadamente António Figueiredo e Jaime Antunes, a querer levantar novas suspeitas fazendo insinuações sobre perdões de dívidas e não pagamento de juros ou pagamento de juros baixos.

Sobre o mesmo queremos esclarecer, novamente, de forma sucinta alguns pontos:

1º - Não existiu qualquer perdão de dívida. Existiu apenas uma negociação difícil, complexa, prolongada e detalhada para uma reestruturação financeira onde o Sporting Clube de Portugal inclusivamente já amortizou nesta data mais dívida do que o previsto.

2º - A reestruturação financeira, como é do conhecimento público, tem um prazo até 2026, o que significa que ficam vários actos, acordados com os bancos e  (depois de minuciosa explicação) aprovados pelos Sócios em Assembleia Geral do Clube, para serem realizados ao longo do tempo, nomeadamente aumentos de capital, prolongamento de prazos de VMOC´s, emissão de VMOC´s e empréstimos obrigacionistas.

Que fique esclarecido que todos estes actos vão sendo praticados na altura devida, como foi o caso na semana passada do prolongamento do prazo das VMOC´s antigas, derivados todos do acordo inicial e não de novas negociações ou de novos actos não planeados desde o início.

Todo este ataque concertado pelos comentadores afectos ao Benfica, primeiro no caso do contrato de direitos televisivos/patrocínio da camisola/exclusividade do canal e, agora novamente, sobre as condições da reestruturação financeira, deixam clara tão somente a incapacidade crónica que o Benfica tem em fazer bons negócios ou bons acordos.

Não devem os benfiquistas estar tão preocupados ou tão desesperados com o que o Sporting Clube de Portugal fez de bom, mas ao invés deveriam, se assim o entenderem, preocupar-se com a incapacidade negocial do seu clube e o constante “choradinho” para ver se alguém, com pena, lhes dá a possibilidade de, no mínimo, aprenderem a negociar."

Aqui.

Um clube bem gerido

Nos últimos três meses, conquistámos dois troféus no futebol profissional: a Taça de Portugal e a Supertaça.

Mas nem no capítulo desportivo o Sporting vem conquistando troféus: isso também acontece no capítulo financeiro. A SAD leonina acaba de registar os melhores resultados operacionais da sua história, referentes à época 2014/15 e já transmitidos à CMVM: 23,4 milhões de euros. Com 19,3 milhões de resultado líquido positivo.

Desta forma, cumprimos o acordo assumido com a UEFA em matéria de fair play financeiro - imposição a que fomos sujeitos após dois exercícios negativos consecutivos durante o mandato de Godinho Lopes, em que a SAD registou resultados negativos que rondaram os 85 milhões de euros.

Mais um teste superado com distinção pela equipa directiva de Alvalade: um novo troféu acaba de ser erguido por Bruno de Carvalho. Para todos nós, sócios e adeptos, faz toda a diferença saber que o Sporting é bem gerido. Porque sem isso nada mais se consegue.

Dois pesos, duas medidas

"Interessante como a chegada de Jesus a Alvalade, bem como de jogadores com salários mais elevados do que vinha sendo hábito, leva alguns comentadores a perguntar de onde vem o dinheiro. Mais engraçado, essa preocupação nunca ter existido quando os craques desembarcavam na Luz ou no Dragão. Afinal, os passivos de Benfica e FC Porto são hoje, recorde-se, maiores do que os do Sporting."

Bernardo Ribeiro, no editorial de hoje do Record

Tenho uma lágrima no canto do olho

Eu também quero saber como é que em 24 horas passámos de uns tipos que não conseguiam mandar cantar um cego para contratarmos o grande chiclas por mais do que lhe davam lá na capoeira. Mas tenho registado, comovido, diga-se, a preocupação da nação benfiquista com o mesmíssimo problema: que Bruno de Carvalho vai levar o Sporting à ruína, que isto é o fim do Sporting, etc. É realmente encantadora tanta preocupação. Quando o Sporting se esvaía em equipas miseráveis pagas a peso de ouro, era só rir. Era o tempo do "quero é que eles despareçam, pá". Então não é que é justamente agora, quando o Sporting foi lá sacar o seu pequeno ídolo, que estão todos preocupados com o futuro do Sporting. Uma pessoa, realmente, não pode deixar de largar uma lágrima furtiva. Até porque eles se preocupam mais com o futuro do Sporting do que com o do Benfica: tanta dívida ao BES, tanto negócio mal explicado, tanto jogador vendido a preço inexplicável. Nunca isto suscitou o mais pequeno receio. Mas lá connosco estão muito preocupados. Tanto altruísmo comove.

Costa ajuda a pagar uma perna do Talisca

MAS ANDA TUDO BÊBADO OU QUÊ?

Então a mim e a centenas de milhares de tugas contribuintes vão-nos ao bolso e a estes é assim?

 

1- E lembrar-me que um presidente do nosso Clube fez o mesmo ou pior...

2- Sendo António Costa putativo candidato a primeiro-ministro, gostava que tivéssemos a fineza de ver isto fora do âmbito da luta política, p.f.

Liga dos Campeões: marca superada

«O Sporting já recebeu 8,6 milhões de euros por ter garantido uma vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões e 2,5 milhões de euros pelas duas vitórias (1 milhão por cada) e o empate (500 mil euros na fase de grupos). Estes 11,1 milhões já garantidos significam o maior encaixe financeiro da história do clube na Champions. Anteriormente, a maior verba alcançada pelos leões na prova milionária foi em 2008/09, quando chegaram aos oitavos-de-final da prova, somando um total de 10 milhões de euros.»

No Record de hoje

Ativos

A gestão de ativos desportivos (e dos outros também) do clube tem sido surpreendente, para melhor, neste ano de 2013-2014. Valorização do que havia para valorizar, incluindo recuperação de casos «perdidos» (Bruma, p.e.), aproveitamento financeiro até ao tostão de cada transferência, compra barata de ativos de rentabilidade desportiva e financeira muito provável a um ano ou dois de distância. Se incluirmos nisso o excelente comportamento da equipa na I Liga - com retorno financeiro da Champions e mais valorização de jogadores e das receitas comerciais - este primeiro ano tem sido certinho, certinho.

Início da época

Hoje, em dia de aniversário do melhor Clube do Mundo, em que arranca para nós a época e agora que o campeonato do Mundo acabou (na perspectiva da selecção portuguesa, que não na dos amantes do futebol), e que a época futebolística nacional começa finalmente a entrar na ordem do dia, com o costumeiro chorrilho de asneirada nos jornais e programas de rádio e televisão da “especialidade”, permitam-me uma pequena reflexão sobre o passado, mais ou menos recente, e a atrever-me a apontar um caminho de futuro que, no caso vertente, se me afigura o único plausível de aumentar a competitividade do futebol português a nível de clubes, e consequentemente a nível da própria selecção:

 

Andaram os clubes (os grandes de Portugal, que é o que interessa para o caso) a gastar, durante anos, o que tinham e o que não tinham, alguns na vã tentativa de ganhar um campeonatozito (caso concreto do SCP, ou mesmo do SLB – ambos, nos últimos 20 anos, não andam muito longe), e ao que assistimos, foi ao definhar de todos eles, do ponto de vista económico-financeiro.

Hoje, todos os clubes estão falidos (ou as SAD’s, se quiserem); podem uns dizer, de forma eufemística, que os “activos” cobrem os astronómicos passivos, mas se hoje tivessem que vender, verificar-se-ia que essa ideia não passa duma enorme falácia. Veja-se a recente venda dos direitos de Garay…

 

Mas o que interessa aqui é mesmo o exemplo do Sporting: depois da vitória deste presidente, Bruno de Carvalho, que teve o meu apoio, foi encetada uma política de prata da casa, de aposta em valores da formação, de aquisição de alguns jogadores a preços controlados, e negociada a reestruturação da dívida com a banca.

 

Vamos por partes:

A prata da casa: ascenderam à equipa principal jovens valores que hoje são certezas como jogadores de futebol e que serão integrantes titularíssimos da selecção nacional num futuro muito próximo, não seja o seleccionador o casmurro do Paulo Bento, e que darão encaixes financeiros interessantes ao Clube. Na época passada, foi recorrente o Sporting iniciar os jogos com seis, sete jogadores portugueses e formados na sua Academia. Nenhum clube em Portugal, ao mesmo nível, esteve sequer próximo, salvo quando a isso foi obrigado pelas regras das competições e aí apresentaram segundas, terceiras e quartas escolhas.

Os resultados foram os que se viram, um honroso segundo lugar, depois da vergonha do sétimo lugar do ano anterior e de todo o descalabro interno.

As compras certeiras a preços controlados: ao contrário de outros clubes, que esbanjaram milhões em jogadores de duvidosa qualidade (é certo que alguns são craques, mas a relação compra/benefício esteve longe de ser interessante), onde o FCPorto até esteve uns furos à frente do SLBenfica, o Sporting, até porque a torneira, por vontade própria e por imposição da negociação da dívida, estava fechada, procurou jogadores para lugares-chave que foram extremamente importantes para os resultados conseguidos. Montero com um início de época notável e Slimani numa segunda volta impressionante são disso exemplo.

E por fim, a reestruturação da dívida: o Sporting, com uma força nunca antes demonstrada pela sua direcção ou por qualquer presidente, pelo menos nas três décadas anteriores, conseguiu aquilo que os profetas da desgraça e os que faziam força para baixo (os muito bem denominados de Marretas pelo caro Pedro Correia) queriam evitar: negociar com os credores condições excelentes para pagar aquilo que os desvarios de direcções anteriores fizeram e que conduziram o Clube à falência.

Hoje o Sporting vive uma situação complicada, é certo, mas controlada e com muito boas perspectivas de vir a ter um futuro risonho.

Este é o caminho que terá que seguir o futebol português e se não arrepiarem caminho clubes haverá cujo futuro estará até em causa (seja o fair play desportivo uma realidade e aplicado com rigor) e cedo ou tarde terão que enfrentar situações extremas de consolidação de dívida que os poderão levar à ruína.

 

Neste particular, também fruto dos maus resultados, é verdade, o Sporting parte à frente.

Oxalá tenha o engenho para tirar partido disso!

 

Ah! E que não lhe “cortem as vazas”… 

Leoninices diversas

1. Já só faltam o MRPP, POUS, PAN, MAS e mais uns quantos

 

Para se juntarem a Mário Figueiredo, Fernando Seara, Vítor Ferreira, Rui Alves, Júlio Mendes, Paulo de Carvalho e Paulo Teixeira na corrida eleitoral à Presidência da Liga. Uma eleição que arrisca bater o número de candidaturas às Europeias.

 

2. O futebol italiano já não é o que era

 

Quando era miúdo, o Real Madrid, o Barça, o Manchester United, o Arsenal ou o Bayern eram senhoras equipas, como são ainda hoje, mas residia no calcio e nos seus principais clubes (AC Milão, Inter de Milão e Juventus) a principal reverência e temor futebolísticos.

Hoje em dia, vemos o presidente da Juventus reconhecer, sem dramas, que a sua equipa não tem a capacidade de conseguir segurar um Pogba e, mais recentemente, o treinador do Benfica admite, também sem dramas, que preferiu continuar a treinar o Benfica do que ser timoneiro do AC Milão.

 

3. 300

 

Depois de dar nome a filme, o número 300 volta a estar na ordem do dia, desta feita por se tratar, aparentemente, do valor de passivo por reconhecer pelo Sporting, e que tanta aflição tem causado ao Presidente do Benfica.

O valor é preocupante mas não se trata propriamente de uma realidade desconhecida. Afinal, a monstruosa dívida é o inimigo público número 1 do Sporting, e que tem merecido combate sem quartel por parte desta Presidência. Antes assim do que termos um Presidente a assobiar para o lado e preferir falar da casa dos outros.

 

4. Um exemplo para os jovens

 

Assim sublinhou Cavaco Silva, referindo-se aos atletas que irão vestir a camisola com a cor vermelha no mundial do Brasil (não refiro, propositadamente, “cores nacionais” porque de nacional aquela camisola não tem nada).

Minutos depois, Cavaco prestava-se a tirar uma «selfie» bem ao lado de Raul Meireles com aquele seu registo de punk/homem das cavernas.

 

5. Adeus

 

Terminou o contrato do Sporting com a PUMA.

8 anos depois, e 8 camisolas principais depois, não ficam muitas saudades. 

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