03 Jun 17

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Mais dois golos nesta campanha da Liga dos Campeões, em que marcou doze, e com um total de 105 desde sempre apontados nas competições europeias. Os de hoje, na final frente à Juventus, ajudaram a construir a goleada do Real Madrid: 4-1.

Cristiano Ronaldo, decisivo na conquista da terceira Champions em quatro anos para os merengues, confirma-se assim como candidato à conquista da quinta Bola de Ouro da sua carreira - já ganha em 2008, 2013, 2014 e 2016.

O sócio n.º 100.000 do Sporting vai superando todos os obstáculos, transitando da história à lenda. Naturalmente.


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10 Jul 16

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10 de Julho de 2016: nunca mais nos esqueceremos desta data. Portugal chegou onde muito poucos previam, contrariando todos os profetas da desgraça: somos enfim campeões da Europa. O nosso maior troféu de sempre no futebol sénior a nível de selecções. Um troféu com que vários de nós sonhávamos há décadas.

Foi com indescritível alegria que vi o nosso capitão Cristiano Ronaldo acabar de erguer o troféu conquistado com tanto suor e tanto sofrimento pela selecção nacional no Stade de France, silenciando a arrogância, a pesporrência e o chauvinismo gaulês.

 

É uma vitória de Portugal, sim. Mas é antes de mais nada a vitória de um grupo de trabalho muito bem comandado por um homem -  Fernando Santos - que revelou ambição desde o primeiro instante e soube incuti-la na selecção, que jogou unida como raras vezes a vimos, com uma maturidade táctica inegável e um ânimo que não claudicou quando Cristiano Ronaldo se lesionou hoje gravemente num embate com Payet, iam decorridos apenas 8', e deixou de poder dar o seu contributo para esta final, acabando por ser rendido aos 25'.

As lágrimas que lhe caíam pelo rosto enquanto era retirado em maca farão parte a partir de agora da inapagável iconografia do desporto-rei.

 

Com ele em campo tudo teria sido mais fácil. Mas assim provámos à Europa do futebol - e a alguns comentadores portugueses que nunca deixaram de denegrir a selecção durante toda esta campanha europeia - que a equipa das quinas não é só "o clube do Ronaldo". É muito mais que isso. É uma equipa madura, sólida, solidária. Capaz de chegar mais longe do que qualquer outra.

Que o digam os jogadores franceses, que hoje enfrentaram Rui Patrício - para mim o herói do jogo, naquela que foi talvez a melhor exibição da sua carreira como guarda-redes da selecção. E uma dupla imbatível de centrais formada por Pepe e José Fonte. E o melhor lateral esquerdo deste Europeu, Raphael Guerreiro, que disparou um petardo à barra da baliza de Lloris aos 108', naquilo que já era um prenúncio do golo português. E um Cédric combativo, que nunca virou a cara à luta. E um William Carvalho que funcionou como primeiro baluarte do nosso dique defensivo. E um João Mário com vocação para brilhar nos melhores palcos europeus. E um Nani que nunca deixou de puxar os colegas para a frente. E um Éder que funcionou afinal como a mais inesperada arma secreta da selecção nacional, marcando aos 109' o golo que levou a França ao tapete e nos poupou ao sofrimento acrescido das grandes penalidades que já muitos antevíamos.

 

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Dirão alguns que tivemos sorte, que jogámos feio e jogámos mal: porque haveriam de mudar agora o discurso se não disseram outra coisa durante mais de um mês?

Mas é claramente injusto reduzir a estas palavras e estes rótulos um trabalho iniciado há quase dois anos e que já com Fernando Santos ao leme da selecção registou 14 jogos oficiais - com dez vitórias e quatro empates. Não perdemos uma só partida nesta fase final do Europeu, em que eliminámos a Croácia (uma das selecções apontadas como favoritas antes do torneio), o País de Gales (equipa sensação durante dois terços da prova) e a campeoníssima França, anfitriã e principal candidata à vitória desde o apito inicial do Euro 2016.

Todos os obstáculos foram superados. No momento em que Cristiano Ronaldo ergueu a Taça da Europa perante largos milhares de portugueses em delírio nas bancadas do estádio, estavam vingadas todas as outras vezes em que jogámos bem, jogámos bonito - e regressámos a casa sem troféu algum.

Esse tempo acabou de vez.

 

Ficaram hoje também vingadas as nossas derrotas nas meias-finais do Europeu de 1984 e do Euro 2000, e o nosso afastamento do Mundial de 2006, igualmente nas meias-finais. Sempre contra a França. As tradições existem muitas vezes para isto mesmo: para serem quebradas.

O momento é de celebração nacional, com o campeão europeu mais velho de sempre (Ricardo Carvalho) e o mais novo de sempre (Renato Sanches). Enquanto escrevo estas linhas escuto uma sinfonia de buzinas na avenida onde moro e gente a gritar "Nós somos campeões!"

Muitos dos que buzinam e gritam nem se lembraram de pôr este ano bandeirinhas à janela e não deixaram de lançar farpas sarcásticas ao seleccionador, descrentes das nossas possibilidades de vitória. Nada como um triunfo desportivo para apagar memórias e congregar multidões.

Atenção, porém: ninguém merece tanto celebrar como Fernando Santos e os nossos jogadores. Sim, esta vitória é um pouco de todos nós. Mas é sobretudo deles.

 

Portugal, 1 - França, 0

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07 Jul 16

Portugal chega com justiça à final do Euro 2016?


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06 Jul 16

Doze anos depois, pela segunda vez na história do futebol sénior português, voltamos a uma final de uma grande competição a nível de selecções. Com uma diferença notória em relação a 2004: nessa altura o torneio disputava-se em nossa casa.

É caso para dizer, portanto, que Fernando Santos já conduziu a equipa das quinas à melhor posição de sempre.


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01 Jun 16

A emocionante final da Liga dos Campeões não merecia ter visto um golo em flagrante fora de jogo validado por uma equipa de arbitragem incompetente - numa clara demonstração, a todos quantos fingem não reparar, que Portugal está muito longe de ter o monopólio dos apitadores sem classe.

Serve também de aviso aos que defendem a contratação de árbitros estrangeiros para apitar jogos decisivos nas nossas competições futebolísticas. Se tiverem a qualidade que este demonstrou, qualquer refugo nacional chega e sobra.

 

Mas nem só o árbitro merece nota negativa neste confronto: o desempenho de Pepe é inaceitável por parte de todos quantos consideram que existem regras éticas e morais no desporto. A péssima actuação teatral do defesa central português, por duas vezes estendido na relva a fingir que tinha sido agredido, é indigna do futebol de alta competição. Além de medíocre actor, Pepe comprometeu o Real Madrid, cometendo um penálti claríssimo e totalmente desnecessário sobre o ponta-de-lança do Atlético, Fernando Torres. É inacreditável como escapou sem acumulação de amarelos - e a consequente expulsão.

Por vezes apetece perguntar onde tem ele a cabeça. Os pés, ao menos, sabemos bem onde estão.

 

Leitura complementar: O teatro de Pepe não faz falta à selecção, de Luís Aguilar, no Record.


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29 Mai 16
O momento decisivo
Pedro Correia

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Outros dirão, naquele jargão cultivado com tanto esmero pelos especialistas da bola, que Ronaldo "passou ao lado de uma grande partida" e "estava lá mas era como se não estivesse".

Não acreditem.

Ontem à noite, na final da Liga dos Campeões disputada em Milão entre as duas potências futebolísticas de Madrid seguida com calor e paixão nos recantos mais recônditos do planeta, o português guardou-se para o momento decisivo - aquele em que tudo se desenrola em fracções de segundos, aquele em que se comprova com inequívoco rigor quem tem fibra de campeão, aquele em que mais se exige perícia técnica servida por nervos de aço. O momento do penálti que decide um destino, que traça a linha separadora da exígua fronteira entre o sucesso e o fracasso: quem não a transpõe é humilhado na praça pública por multidões de adeptos inconformados, quem a ultrapassa ascende mais um patamar no panteão reservado aos escassos heróis contemporâneos com dimensão global.

Nesse momento decisivo ele estava lá.

Fixou a baliza adversária como se nada mais houvesse para mirar no mundo, tomou balanço, trotou resoluto para a bola e desferiu o golpe fatal com toda a convicção da sua força mental comandando a arte incomparável do seu pé direito. 

Ainda antes de centenas de milhões de gargantas gritarem a mágica palavra golo, já ela se havia tornado realidade na mente daquele homem que foi um pobre menino das ladeiras do Funchal e soube torcer as voltas à vida, construindo uma carreira milionária a pulso. A inevitável inveja alheia só lhe confere motivação acrescida. Porque ele parte sempre à conquista de um novo troféu como se fosse o primeiro que ganha.

É isto que conta: nunca falhar no momento decisivo. Quem ignora que o futebol é uma metáfora do percurso humano tem muito a aprender com Cristiano Ronaldo.

 

Também aqui


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28 Mai 16

 

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Que português conseguirá inscrever o seu nome na galeria de vencedores da Liga dos Campeões 2015/16? Cristiano Ronaldo ou Tiago?

Logo, a partir das 19.45, o planeta futebol tem capital em Milão: vai lá disputar-se a final da Champions, com 80 mil pessoas nas bancadas de  San Siro e centenas de milhões a acompanhar em casa este novo embate entre os gigantes madrilenos Atlético e Real, que se defrontam desde 1929.

Por quem torcem vocês?


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22 Mai 16

Parabéns ao Sporting de Braga, que acaba de conquistar a Taça de Portugal derrotando o FC Porto por grandes penalidades após 120 minutos de jogo, que terminou empatado 2-2. Com quatro golos marcados por jogadores portugueses (Rui Fonte e Josué pelo Braga, bis de André Silva pelo FCP). E duas grandes defesas do guarda-redes Marafona nos penáltis que ditaram o vencedor.

Há precisamente meio século que os bracarenses tinham conquistado a única Taça de Portugal da sua história. Não podia haver melhor maneira de assinalarem a efeméride.


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06 Fev 16
Os melhores golos do Sporting (13)
Frederico Dias de Jesus

 

Golo de ISLAM SLIMANI

Sporting – SC Braga (Final da Taça de Portugal)

31-5-2015, Estádio do Jamor.

 

O golo é uma manifestação de alegria, conquista, mas por vezes também de raiva e injustiça. O golo é como uma casa de espelhos, onde mil e uma imagens nossas são projectadas, no reflexo de uma cadeira de estádio, de um sofá em casa ou de uma simples cadeira de café rodeada de fumaça e imperiais. Os golos não vivem apenas da nota artística dos executantes, mas das circunstâncias da nossa vida, dos nosso traços de personalidade e muitas, mas muitas vezes dos momentos de forma da nossa equipa. Fui-me apercebendo disso, um pouco inconscientemente, ao longo destes anos como adepto deste nosso grande clube. Por isso quando esta série foi lançada, à mesa do Império, pensei em dois ou três golos marcantes, e depois... pensei na circunstância. E como o ponta-de-lança que aproveita o passe a rasgar a defesa, a abertura de espaço entre os centrais ou o timing perfeito no salto, após uma pincelada milimétrica do artista na ala: o golo é circunstância, para quem marca e para quem festeja.

 

Durante a época 2014/2015 não tive a oportunidade de ver e celebrar muitos dos golos do Sporting. Não estava em casa. Distante, algures no hemisfério sul. Longe de duas famílias. Uma delas, está claro, o Sporting. O streaming e os bares não ajudavam, um pelo fraco sinal e outros pelo fraco gosto na transmissão de jogos de outros países. Lembro-me ser duro não poder comentar um jogo com o meu avô, com o meu irmão, chegar a casa e contar aos meus pais os detalhes, os pormenores de cada jogo. Contudo, no dia anterior ao final da Taça decidimos, eu mais uns amigos, infiltrar a casa de uns lampiões (tinham a melhor televisão) e tentar o streaming (fomos Inácios com todo o gosto). Patuscada combinada, e lá estávamos no outro dia ostentando a verde-e-branco de Leão rampante! Éramos três, rodeados de pessoas com alguma falta de gosto. Mas o Sporting é isto: contra tudo e contra todos, nós fazemos a festa verde.

 

O streaming estava bom, os petiscos e a “gelada" melhores ainda, até que o árbitro decidiu provocar uma pequena congestão, não com o penálti assinalado prematuramente, mas com o excesso de punição sobre Cédric. A insolação fez o “juiz” da partida ver, no que seria amarelo, um cartão da cor da equipa adversária do Sporting – vá-se lá perceber a mente humana. Agarrámos os cachecóis com mais força, e o Rafa lembrou-se de fazer um segundo para o Braga. Chegou o intervalo, havia rostos desolados no lado verde e troça nas palavras dos anfitriões. Sentámo-nos para a segunda parte. Pedi aos Deuses do Futebol - aquele quinteto maravilha da música, os Violinos do Olimpo - que dessem um empurrãozinho aos nossos rapazes...

Não sei se ouviram as minhas preces, mas ao minuto 83 (segundo 16) surgiu o sinal, a reviravolta. Um passe monumental da defesa, em chuveirinho, para a área adversária, mau alívio do defesa do Braga, e o messias desta reviravolta, o Príncipe do Magreb, o Leão Argelino, recebe a bola, simula, faz com que dois defesas saiam da sua frente chocando um no outro, puxa o pé direito atrás e chuta....

 

Todos vimos aquela bola a rolar devagarinho para o canto inferior esquerdo, pareceu uma eternidade, parecia que o guarda-redes ia apanhá-la. Mas o Slimani sabia que ela só ia parar no seu destino: as redes do Jamor. Tinha-lhe fadado o destino com o pé direito. Tinha assinado a reviravolta e assassinado a crença daquela filial perdida a norte. Celebrei euforicamente, não tinha ganho nada – ainda – mas tinha visto o meu Sporting ressuscitar. O Slimani foi ao submundo resgatar esta alma perdida como se de uma encarnação de Orfeu se tratasse.

 

E com este golo soube que há golos que trazem as vitórias consigo, e que há golos que têm a força de unir ainda mais esta família, afastando dela os parentes de cativo que são peso morto de corpo presente. Porque os verdadeiros Leões acreditam até ao fim, porque a União faz todo o Esforço, Dedicação e Devoção valerem cada segundo da Glória.


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27 Jan 16
Os melhores golos do Sporting (2)
Bernardo Pires de Lima

 

Golo de IORDANOV

Sporting-Marítimo (final da Taça de Portugal)

10 de Junho de 1995, Estádio Nacional

Não é certamente o golo mais bonito que vi marcado por um jogador meu, do meu clube, com a minha camisola. Mas é o golo mais importante da minha vida de Sportinguista. A seca de títulos durava há 8 anos (Supertaça 1987) e o Jamor vestiu-se de verde e branco para receber uma das melhores equipas do Sporting das últimas décadas, com Figo, Balakov, Carlos Xavier ou Sá Pinto.

Era 10 de Junho de 1995 e jogávamos contra o Marítimo de Everton, Heitor e Alex. Antes de começar, um cão atira-se ao braço de Vujacic que joga com uma ligadura e me fez temer pela sorte. O Sporting é um clube a quem tudo acontece, mas a tarde de calor estava demasiado perfeita para nos vergarmos às nuvens negras.

Era a minha segunda final da taça no meu sítio de sempre: o muro na curva da Juve Leo. Tinha perdido a anterior para o Porto de Robson na finalíssima mas desta vez os astros estavam alinhados: um adversário mais acessível, novamente uma grande equipa, e um grande ambiente. E o último jogo de Figo e Balakov com a nossa camisola.

Mas não foi nenhum deles que brilhou. Foi Iordanov, o meu ídolo de sempre. Búlgaro tosco com uma alma daqui à lua, com um amor eterno ao Sporting que já aqui relatei. Marcou os dois golos de cabeça (aos 9 e aos 85 minutos), rematou aos postes, ensaiou bicicletas e pontapés à meia-volta. Correu, lutou, brigou, marcou, festejou e saiu em ombros. Foi, como sempre foi, um herói improvável, exemplar na dedicação ao meu, dele e nosso Sporting.

A minha escolha vai por isso para o segundo golo de Iordanov a 10 de Junho de 1995. O meu primeiro título ao vivo e a cores, o primeiro que a minha geração recordará na pele, com um golo a ditar o game over da longa seca, com um golo a fazer acreditar que era possível dar a volta.

Obrigado, Iorda. Sporting, sempre. 

 

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01 Jul 15
Um Volvo atravessado
Edmundo Gonçalves

Diz a publicidade que são os mais seguros do mundo.

Ontem fizéram juz ao epíteto.

Um autocarro sueco esteve atravessado 120 minutos a levar com uma "catrefada" de "Famel's", "Zundapp's", "Casal's" e uma ou outra "Honda" ou "Kawasaky", e resistiu!

E ainda teve capacidade para, depois de 120 minutos a "levar fruta da boa", arrancar seguro e passar por cima de motas, motoretas e da decisão mais estapafúrdia do mundo, que foi pôr uma "Norton" numa prova de motocross.

Lembrava lá ao diabo pôr o William a marcar um penalti???

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A final perdida
Pedro Correia

Assisti esta noite à final do Euro sub-21 entre Portugal e a Suécia com dois amigos num restaurante da Costa Nova. Dois sportinguistas e um benfiquista de olhos fixos no enorme ecrã da marisqueira.

Findo o prolongamento, com o resultado a manter-se teimosamente no empate nulo, questionámo-nos sobre quem seriam os nossos jogadores escalados para marcar as grandes penalidades.

Fixámo-nos em cinco nomes: Gonçalo Paciência, Tó Zé, João Mário, Bernardo Silva e em Raphael Guerreiro ou Iuri Medeiros.

Paciência e Tó Zé, de facto, marcaram com sucesso os dois primeiros penáltis. Mas entre nós registou-se surpresa total ao sabermos que Rui Jorge tinha encarregado Ricardo Esgaio de marcar o terceiro. Qual a justificação? Fosse qual fosse, nem houve tempo para discussões: o nosso lateral direito não tardou a falhar.

João Mário confirmou as expectativas, concretizando com êxito o seu penálti. Mas depois, quando esperávamos por Bernardo Silva ou Iuri Medeiros, avança William. Confesso não me recordar de uma só grande penalidade marcada por William no Sporting: nenhum jogador consegue ser bom a tudo, e esta não é - obviamente - a especialidade dele.

Mas Rui Jorge insistiu. E William falhou. Os suecos foram campeões graças a isso numa final em que quase nada fizeram para merecer e ficaram atrás de Portugal em quase todos os dados estatísticos. Durante grande parte do jogo, aliás, toda a selecção sueca jogou entrincheirada no seu meio-campo. E se o petardo que Sérgio Oliveira mandou ao poste aos 7' tem entrado, a história do jogo teria sido bem diferente.

Não adianta chorar sobre leite derramado. Mas fico a questionar-me sobre as opções de Rui Jorge no momento da verdade. Já passaram duas ou três horas e continuo sem entendê-las.


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03 Jun 15
Sei o que fizeste Domingo passado
José Navarro de Andrade

Domingo de manhã:

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Domingo de tarde:

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01 Jun 15

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas pelos três diários desportivos à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Braga da final da Taça de Portugal:

 

Rui Patrício: 21

Slimani: 20

Montero: 19

Paulo Oliveira: 17

Carlos Mané: 16

Nani: 15

Jefferson: 15

William Carvalho: 15

Ewerton: 15

Adrien: 14

João Mário : 11

Carrillo: 9

Cédric: 7

Miguel Lopes: 7

 

O Jogo elegeu Slimani como figura do jogo. RecordA Bola optaram por Rui Patrício.


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31 Mai 15
De Portugal
Pedro Correia

O mérito não é apenas vencer a Taça de Portugal. É vencê-la com uma equipa em que os jogadores portugueses estão em clara maioria: sete titulares e dois suplentes utilizados. Sete desses nove formados na nossa academia.


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Quebrou-se o jejum
Pedro Correia

Sete anos depois, o Sporting Clube de Portugal volta a vencer um troféu profissional de futebol à dimensão nacional. A Taça verdadeira.


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Estou sem palavras...

Vencer à Sporting é isto!

Pela primeira vez na história do futebol mundial uma equipa vê um jogador, injustamente, expulso no primeiro quarto de hora de jogo; luta 10 contra 11 (ou mais) luta contra o anti-jogo; luta contra tudo e contra todos e vence!

vincit qui se vincit

 


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Nem com ajuda ...
João António

Nem com ajudas nos derrubaram ! 

A prova Rainha é nossa !


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Questão respondida
Pedro Oliveira

Há um Pedro que pergunta.

E um Pedro que responde:

Rui Patrício;

Cédric, Paulo Oliveira, Ewerton e Jefferson;

João Mário, William Carvalho e Adrien;

Carrillo, Slimani e Nani.

Vou terminar este post com um pensamento em latim: vincit qui se vincit; que significa vence quem dá o melhor de si próprio, vence quem ultrapassa os seus limites, vence quem se vence e não quem se dá por vencido.

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Passados 33 anos e dois dias
António Manuel Venda

A equipa mais extraordinária do Sporting, aos meus olhos, então um miúdo de catorze anos, que sabia que essa equipa nunca me desiludia. Eu que então apontava num pequeno caderno tudo o que ia acontecendo, a cada jogo, na caminhada para o título de campeão, nos jogos até à final do Jamor, até na Europa, onde um infeliz golo na Suíça nos deixou de fora depois das inesquecíveis correrias de Manuel Fernandes e Freire em Inglaterra contra a equipa de Kevin Keegan, um jogo do qual me lembro também da presença imperturbável de Meszaros na baliza, do sentido de oportunidade de Jordão e dos passes de golo feito inventados por Oliveira. No Jamor, com o Braga (4-0, Oliveira, Manuel Fernandes, Jordão e Oliveira) a equipa, como ia acontecendo nessa época, mudou um bocadinho: Meszaros, Ademar, Bastos, Zezinho, Inácio, Marinho, Virgílio, Lito, Oliveira, Manuel Fernandes e Jordão. Também jogaram Nogueira e Meneses (este, brasileiro, um dos dois estrangeiros, ele e o guarda-redes húngaro). Como noutros jogos estiveram Eurico, Mário Jorge, Carlos Xavier, Freire, Barão, Alberto (marcou ao Braga para o campeonato, assim como Virgílio, Oliveira e Jordão), José Eduardo, Esmoriz e os guarda-redes Melo e Fidalgo. Hoje, trinta e três anos e dois dias depois, espera-se que os jogadores abram o livro e honrem a lembrança da extraordinária equipa de 1982 (a mais extraordinária, fixada com os meus olhos de miúdo) e, obviamente, o Sporting.

 

 


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28 Mai 15
É Taça, é Taça
Marta Spínola

Eu, ingénua que sou, ainda fico parva com capas de revistas que em vésperas de final da Taça tentam ridicularizar o Sporting. Não sejamos ingénuos, não é só uma biografia inocentemente publicada, é circo para muita gente. 

Mas mais incrédula fico com a desunião, com os meios para alcançar os fins numa altura destas. Falo das ainda existentes discussões entre sportinguistas sob o tema treinador/direcção. Todos temos direito à nossa convicção e opinião, naturalmente, mas faça-se uma pausa nisso por estes dias. 

Agora só me interessa o jogo, e o resultado favorável ao Sporting. Sem manias, nem certezas. Vão sete anos desde que abracei o meu pai na cabeceira do Jamor, depois do segundo golo do Tiuí ao Porto, e eu quero voltar a ter essa sensação. #EuVouLáEstar #EmModoJamor


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07 Mai 15
Rumo ao Jamor
Bernardo Pires de Lima

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Vou fazer desde já um repto aos leitores deste blogue - extensivo, claro, aos meus colegas que aqui escrevem. Na vossa opinião qual deve ser o onze ideal do Sporting para enfrentar o Braga na final do Jamor?


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05 Mai 15
Alkmaar
Francisco Melo

Ao contrário do Edmundo, eu vi o jogo. Quer dizer, eu vi o jogo quase todo. Porque na altura dos descontos, retirei-me da sala de televisão. A eliminatória estava perdida. Ingloriamente.

Fechado no quarto, eis senão quando oiço gritos. Berros de euforia. Mais rápido do que o Usain Bolt, regresso à sala de televisão para, como o S. Tomé, ver para crer. Sim, o Sporting tinha marcado e acabado de carimbar a sua presença na final que se iria disputar na sua própria casa. Como tinha sido possível tamanho volte-face? Assim parecido, lembro-me apenas da extraordinária final da Champions, entre Manchester United e Bayern, em Barcelona. Fantástico!

Foi um golo épico, a prenunciar uma série de conquistas épicas nessa temporada. Infelizmente, nada disso aconteceu.

Por isso, e com franqueza, não consigo evocar sem tristeza o golo do Miguel Garcia. Lembrar Alkmaar faz lembrar, dolorosamente, a final perdida em casa, a bola no poste do Rogério e o 3-1 do CSKA logo a seguir. 

Não sabia que Alkmaar ia fazer 10 anos hoje. Mas ontem, curiosamente, enquanto lia as declarações de Mourinho sobre Luís Filipe Vieira, que contra tudo e todos, manteve o perdedor Jesus, para este nas duas épocas seguintes ganhar o campeonato, lembrei-me e muito de Peseiro, o outro treinador que numa semana perdeu campeonato e final europeia. Que teria sido do Sporting se tivesse mantido o seu treinador? É certo que Peseiro ainda iniciou a época seguinte, mas já muito condicionado e foi arrumado ao fim de pouco tempo.

Dez anos depois de Alkmaar, voltam a existir muitas reservas sobre a continuidade do treinador (ainda ontem, no programa Grandes Adeptos, Jaime Mourão-Ferreira dizia que se Marco Silva perder a taça não tem condições para continuar como treinador do Sporting). Será que aprendemos alguma coisa com a nossa própria história?


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24 Mai 14

 

O sortilégio do futebol ficou hoje bem patente na final da Liga dos Campeões que trouxe largas dezenas de milhares de espanhóis a Lisboa.

Num fragmento de segundo todos os sonhos se tornam possíveis.

Num fragmento de segundo todos os sonhos começam a ruir.

 

Que o digam os colchoneros: num jogo que estava a ser muito táctico, com as equipas a medirem-se e as defesas a imperar sobre as frentes atacantes, ganharam vantagem aos 36' graças a um erro infantil de Iker Casillas, que muitos consideram o melhor guarda-redes do mundo. Pode sê-lo entre os postes, mas a verdade é que causa calafrios aos colegas do Real Madrid cada vez que abandona o seu reduto. Três passos que já não pôde recuperar, nem sequer correndo o risco de quebrar os rins, puseram o Atlético em vantagem. Nem o autor do golo, Godín, parecia acreditar neste inesperado brinde oferecido pelo guardião rival.

 

Que o digam os merengues: quando o sonho de alcançarem a décima taça referente à equipa campeã da Europa parecia já uma miragem, no terceiro minuto de prolongamento do desafio da Luz, que perdiam por 0-1, surgiu um lance de inconformismo e raiva protagonizado por um defesa apostado em sagrar-se o melhor entre os melhores. Sergio Ramos, que numa enérgica cabeçada, elevando-se acima de qualquer outro, ressuscitou a sua equipa e culminou assim uma temporada digna de figurar em qualquer antologia do futebol.

 

Era o empate. Seguia-se o prolongamento. Que se inicia já com o Atlético derrotado. Do ponto de vista anímico - aí nessa zona recôndita de qualquer de nós onde começam a ser desenhados todos os triunfos e todos os fracassos. No futebol como na vida.

Houve mais três golos nessa meia hora suplementar. De Bale, Marcelo (outro defesa) e Cristiano Ronaldo - para júbilo dos portugueses, incluindo aqueles que, preferindo em abstracto a vitória dos colchoneros, por um dia se tornaram adeptos merengues em tributo ao compatriota formado pelo Sporting que por mérito próprio se sagrou o melhor do mundo. Golos destinados a desfazer qualquer dúvida que restasse quanto à supremacia da equipa orientada por Carlo Ancelotti. Que venceu a partida quando mexeu na equipa, acentuando a pressão atacante.

 

E no entanto tudo poderia ter terminado de forma bem diferente. Se o Atlético contivesse aquele ímpeto durante mais um minuto. E se Ramos não tivesse ousado lutar, ousado vencer.

Campeão antes de o ser. Por muito querer.

 

Uma vitória da tenacidade. Uma vitória da vontade indómita. Um hino à eterna magia do futebol.


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21 Jul 13

 

Foi um jogo emocionante, o desta final entre o Sporting e o Estoril na Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Com uma vitória mais que merecida do Sporting, na sequência do desempate por grandes penalidades (7-6) após o 3-3 ao fim do tempo regulamentar.

Foi um jogo aberto, bem disputado, com excelentes movimentações de parte a parte. Melhor do que muitas partidas do campeonato. Notas muito positivas para Betinho (que hoje marcou dois golos e fez uma assistência para o terceiro), Fokobo, Mica, Esgaio, Nuno Reis, Wilson Manafá, o guarda-redes Vítor Golas e o jovem Iuri Medeiros, justamente galardoado com o troféu revelação do torneio, em que o Estoril foi um digno finalista vencido. Sem esquecer João Mário, que brilhou na vitória de ontem contra o Benfica.

Parabéns aos jogadores e ao treinador Abel Ferreira, novo treinador do Sporting B que orientou o onze leonino neste torneio, confirmando assim a boa aposta nele feita pela actual direcção do clube.

Desde a supertaça de 2008 que não conquistávamos nenhum troféu em competições oficiais de futebol profissional. Esta é a primeira taça ganha durante o mandato de Bruno de Carvalho após quatro escassos meses em funções. A primeira de muitas - é o que todos desejamos.


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Fim de semana
José da Xã

Ganhar um jogo, sabe bem!

 

Se, ainda por cima, for o primeiro jogo oficial, sabe melhor.

 

E se a vitória for sobre um rival, sabe optimamente.

 

Pois é. Amanhã lá vai o Sporting bater-se na primeira final da época!

 

Há fins-de-semana assim… Quase perfeitos.


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30 Jun 13

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09 Mai 12
Um golo fenomenal
Pedro Correia

 

Clubismos à parte, vale a pena rever aqui o primeiro golo do Atlético Madrid, há pouco, na final da Liga Europa, contra o Athletic Bilbao. Uma autêntica obra de arte assinada por Falcao.


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Triste, triste e confiante
Jose Manuel Barroso

Triste porque eu queria que o Athletic ganhasse e o Atlético perdesse - lembro os nossos jogos com os bascos e com os madrilenhos, como foram diferentes em termos de fair-play. Triste, ainda, porque creio que este Sporting poderia (com mais sorte e, sobretudo, com mais maturidade) ter estado na final. Os golos perdidos em Lisboa poderiam ter-nos levado a Bucareste, se os nossos atacantes tivessem mais maturidade. E é por isto que estou confiante: se crescermos consistentemente, se dermos tempo aos nossos meninos e fortalecermos a equipa, vamos ter mais vitórias e mais orgulho nas nossas hostes. Se Sá Pinto conseguir manter a raça e o querer da equipa e continuar, ele, a crescer como treinador... vamos lá. Vamos mesmo. 


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Um pouco mais de sorte, um pouco mais de eficácia (no primeiro jogo) e o Sporting poderia ter tido a oportunidade de derrotar um Atlético de Madrid que pouco mais é que Falcão. Quem não marca, sofre, sempre foi verdade e sempre será. O Athletic Bilbao entrou em campo algo tímido, face à circunstância de uma final e aquele primeiro belo golo de Falcão ditou o jogo. Esperamos ter uma nova oportunidade num futuro próximo.


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