Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Ser ou não ser o melhor

20150616_-_Portugal_-_Italie_-_Genève_-_Fernando_

 

Fernando Santos levou a selecção nacional a sagrar-se campeã da Europa - conquista que poucos técnicos podem gabar-se de ter no currículo, equiparando-o a Berti Vogts, Vicente del Bosque, Michel Hidalgo, Rinus Michels ou Jupp Derwall - e conduziu-a ao apuramento directo para o Mundial de 2018, com nove vitórias consecutivas.

Será ele o melhor treinador do momento em Portugal?

O qué queu explico? Fale com o Fernando Santos

Para contextualizarmos o título do "post" recuemos ao Mundial 2010.

Nesse Mundial, Ronaldo (como agora) não marcou nenhum penalty e fomos eliminados (tal como agora).

A culpa foi do Carlos.

Agora terá sido do Fernando?

Factos:

1. A selecção portuguesa não venceu nenhum jogo nos 90 minutos contra selecções que se tenham apurado, dentro do campo, para disputar a Taça das Confederações.

2. A selecção portuguesa foi, escandalosamente, beneficiada pelas arbitragens+vídeo árbitro, tanto no jogo com o Chile, como neste jogo com o México (parecia o "cólinho" a que o Benfica está habituado).

3. Em seis tentativas para converter penalties acertámos dois.

4. Continuámos a entrar em campo para conseguir um empate (tal como fizemos em França).

Haverá futuro para esta selecção orientada por Fernando Santos?

Vamos assistir ao Mundial 2018 pela televisão a apoiar selecções como a da Suiça, a da França, a dos Estados Unidos ou a do Brasil, onde temos muitos emigrantes, pois Fernando Santos e os seus apaniguados, estão sentados no sofá ao nosso lado? 

Cabala, Dybala e Fernando Santos

O que vale este Real Madrid?

Valerá mais que isto?

Bem pode Fernando Santos "torcer" pelo Real Madrid, eu não.

Não gostei da forma como o Real chegou a esta final, tropeçando na minhoca e à custa de expulsões manhosas, a única coisa boa do Real Madrid (se exceptuarmos Cristiano Ronaldo) é Fábio Coentrão e a forma concentrada como comete penalties (ele que fique por lá).

Gosto da forma como a Gazzetta coloca a questão da final de logo, acreditando na cabala será a equipa italina a vencer a final de hoje, é assim de sete em sete anos, 1996; Juventus, 2003; Milão, 2010; Inter, 2017?

 

Competência. Justiça. E um pedido de desculpas

Ontem Portugal fez um excelente jogo, demonstrando que sabe praticar um futebol bastante agradável à vista e consequente do ponto de vista do resultado. O bom futebol deu golos, os três muito bons e poderia ter dado mais. É da mais elementar justiça referir este pormenor, já que tantos (eu próprio por vezes) acusaram o treinador de incompetente do ponto de vista exibicional.

Depois, para aqueles que continuam a insistir que Fernando Santos vai fazendo alguns fretes nas convocatórias, a não utilização ontem de Renato Sanches (quase sempre o visado) é uma bofetada de luva branca. Há por aí muita gente que lhe vai devendo um pedido de desculpas.

Pequenino e mesquinho

 

Foram estes os termos que me vieram à cabeça quando soube como votou Carlos Queiroz: Messi em vez de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do ano, Fernando Santos fora do pódio dos melhores treinadores do mundo.

Um gesto destes define muito bem um cidadão, seja ou não profissional do futebol. Mais que cem imagens, mais que mil palavras.

 

Adenda:justificação de Queiroz.

2016 em balanço (2)

XZYH5R6B.jpg

 

TREINADOR DO ANO: FERNANDO SANTOS

Tem sido justamente reconhecido e premiado a nível internacional neste final de ano. É caso para isso: Fernando Santos conduziu a selecção nacional de futebol sénior à maior conquista da sua história, sagrando-se campeã da Europa. Um exemplo do que Portugal devia fazer noutros sectores mas que apenas alcança no desporto.

Santos foi o grande obreiro deste triunfo. Mais do que ninguém, ele acreditou sempre. Num país em que o derrotismo é moeda corrente e onde nenhum profeta da desgraça está desempregado, o mais célebre engenheiro do futebol português ministrou sucessivas injecções de optimismo nos adeptos nacionais, transmitindo-lhes toda a confiança do mundo. Uma atitude que ficou bem expressa nestas suas palavras, proferidas a 19 de Junho: “Já avisei a família que só volto no dia 11 [de Julho] e vou ser recebido em festa.”

Gozaram com ele, dedicaram-lhe piadas e anedotas, mas no fim quem mais sorriu foi Fernando Santos. Portugal conquistou um título que desde sempre ambicionava (e que lhe fugira em casa, 12 anos antes, na frustrante final frente à Grécia) e alcançou tal proeza com brilho, derrotando na final a própria selecção anfritrã da prova – a arrogante França, de Lloris, Griezmann, Payet e Dogba. A França que já nos afastara das meias-finais dos Europeus de 1984 e 2000. A França contra quem praticamente ninguém ousava apostar.

Mesmo com Cristiano Ronaldo lesionado logo aos 8’, por falta que o árbitro não sancionou, a selecção das quinas nunca baixou os braços no jogo decisivo. O nosso esquema táctico funcionou na perfeição. Rui Patrício brilhou entre os postes. E já no prolongamento a sorte sorriu-nos com aquele remate à meia-volta de um Éder que se estreou como vilão e terminou como herói no Euro-2016.

Nunca esqueceremos esta façanha – uma das maiores de sempre do futebol português. Sobretudo nós, sportinguistas, que tínhamos quatro jogadores no onze titular da selecção: Adrien, João Mário, Rui Patrício e William Carvalho. E outros seis seleccionados oriundos da formação leonina: Cédric, João Moutinho, José Fonte, Nani, Quaresma e Ronaldo – o melhor jogador do mundo.

O Sporting é uma fábrica de talentos. Como Fernando Santos se encarregou de evidenciar neste Europeu do nosso contentamento.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Orgulho

jmfsantos[1].jpg

 

Fernando Santos eleito melhor seleccionador do mundo. Por ter conduzido a selecção nacional à conquista do Campeonato da Europa, a 10 de Julho, frente à turma francesa, anfitriã do certame, após várias rondas muito emotivas. Com dez jogadores formados na Academia leonina e quatro titulares do Sporting, entre outros excelentes profissionais.

Quando muito poucos acreditavam no título, ele soube sempre remar contra a maré da descrença. Ficou na memória colectiva aquela sua frase, proferida a 19 de Junho: "Já avisei a família que só volto no dia 11 [de Julho] e vou ser recebido em festa."

Parabéns, Fernando Santos. Esta votação é motivo de orgulho para todos os desportistas portugueses.

Caro Fernando Santos

Esquece o João Moutinho como titular da selecção. Não aprendeste nada com o Euro 2016, em que soubeste emendar a mão ainda em tempo útil?

Entrar com o Moutinho e deixar João Mário no banco não lembra ao careca, meu caro seleccionador. Agora que te sagraste campeão da Europa, tens mais responsabilidades: cada pequena falha ser-te-á cobrada por meio mundo. Esquece também o Éder como titular: o rapaz, como de novo se comprovou, tem uma relação complicada com a baliza. Só pode render, quando rende, se entrar como pronto-socorro a vinte minutos do fim. A boa estrela que brilhou na inesquecível final de 10 de Julho provavelmente não voltará a cruzar-se com ele.

Ah, é verdade: diz ao rapaz Bernardo para se acalmar. Nada como uma cura no banco para ganhar calo. Meio Quaresma vale mais que um Bernardo inteiro.

Um abraço amigo.

Fernando Santos: renovação merecida

i[1].jpg

 

Inteiramente merecida, a renovação do contrato com Fernando Santos, o mais bem sucedido seleccionador da história do futebol português. Com metas muito concretas: a conquista da Taça das Confederações, daqui a 11 meses na Rússia, e a campanha de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2018.

Recordo que ao longo de quase dois anos em funções Fernando Santos nunca sofreu uma derrota em jogos oficiais da equipa das quinas. E começou com muitas nuvens negras em torno da selecção: após uma presença desastrosa no Mundial do Brasil, iniciámos o apuramento para o Euro 2016 com uma derrota em casa frente à modestíssima Albânia. Com Paulo Bento a fazer alinhar Ricardo Costa, Miguel Veloso, Vieirinha, Ricardo Horta e um tal Cavaleiro, enquanto teimava em marginalizar jogadores como Quaresma e o nosso Adrien Silva.

Esta foi, aliás, a primeira conquista de Santos como seleccionador: pôs fim às penas de exclusão definitiva na turma nacional, que não faziam o menor sentido. Os resultados ficaram logo à vista. Porque entre as suas numerosas qualidades o "engenheiro do Euro" tem também esta: sabe rectificar os erros e é sensível a críticas e sugestões. Aqui para nós: se não soubesse que ele é assim nem lhe teria escrito este bilhete numa fase crucial do Europeu.

Não há volta a dar

Na vida tendemos a reparar no exótico e desprezar os certinhos. Na bola, que é muito vida, é igual. Nem William, nem Adrien, nem João Mário e muito menos Patrício são exóticos, pintosos, tatuagens, cabelo ao vento, golas levantadas, meia em baixo, ligaduras coloridas nos pulsos. São jogadores de equipa, futebolistas profissionais, que, percebe-se, levam a sério o jogo, o que o treinador lhes diz. Jesus dirá umas coisas e agora, no momento, Fernando Santos dirá outras. E eles obedecem, porque aprenderam a obedecer porque é assim que se deve fazer quando está em causa um valor maior, que é o da equipa.
A estratégia – de sucesso – de Santos passa por minimizar brilho (porque brilho é muitas vezes risco) e privilegiar eficácia, seja contenção, seja no ocupar do espaço, seja no soltar a bola para o lado, seja no fechar a ala, seja na anulação das forças contrárias.
Lê-se nas notas que os desportivos dão nos dias seguintes aos jogos que há muito de adepto em quem escreve. Doze ou quinze lances discretos e eficazes perdem sempre na comparação para uma corrida desenfreada e inconsequente, de cabelo ao vento. Defesas seguras nos momentos chave, sem gritos e insultos a seguir para os colegas, são defesas óbvias, desvalorizáveis. Jogadores que erram mas que não se deixam afectar e continuam no jogo sem voltar a errar, são jogadores que erraram e pronto. Jogadores que começam a defender na grande área do adversário, impedindo-os de construir, são jogadores que tiveram uma actuação “regular”. Jogadores mágicos (como João Mário) não fazerem um único truque e assim obedecerem às instruções e deixando palco para outros, são exibições “discretas”.
Um dos méritos de Fernando Santos tem sido o anular quase por completo do exótico no jogo da nossa selecção. Mérito porque levou a equipa à final e nos recorda que na vida para ganhar é preciso primeiro não perder. E sim, até a mim me irrita, que também gosto de futebol exótico. O nosso é um futebol entre o cauteloso, o burocrático e o expectante. Por isso, os jogadores que citei, e outros obviamente, merecem mais aplauso por saberem e quererem anular alguma da sua natureza em prol do colectivo.
O adepto é adepto e pronto e até pode achar que Xis não jogou nada e que o Y é que é bom. Mas quem é profissional na observação da bola deveria, quanto a mim, explicar melhor aos seus leitores os méritos desta dinâmica em que o individual, o contrato de milhões, a manchete, a glória da espuma dos dias é secundarizada em nome do emblema que defendem. Foi isso, esse método e disciplina, que nos levou à final.
Somos todos Portugal, mas há uns, no campo, que o percebem melhor que os outros. Haverá volta a dar?

A nossa primeira final fora

Doze anos depois, pela segunda vez na história do futebol sénior português, voltamos a uma final de uma grande competição a nível de selecções. Com uma diferença notória em relação a 2004: nessa altura o torneio disputava-se em nossa casa.

É caso para dizer, portanto, que Fernando Santos já conduziu a equipa das quinas à melhor posição de sempre.

O elogio da imperfeição, golos e autogolos

O subtítulo poderá ser: "o caminho da fragilidade, de Nani a Krychowiak".

Tanto o título como o subtítulo são inspirados neste livro de Paolo Scquizzato que, provavelmente, está na cabeceira de Fernando Santos.

Poderão as coisas ser feitas de outra forma?

Poder-se-ia ter aproveitado o facto de termos, até agora, jogado com equipas muito inferiores em termos de ranking da FIFA para termos mostrado bom futebol?

Vamos esperar por amanhã.

Dos cinco jogos que disputámos, nos 90 minutos, marcámos cinco golos, dos quais apenas quatro marcados por jogadores portugueses, dois de Nani, dois de Cristiano Ronaldo e beneficiámos dum autogolo de Krychowiak. Podemos argumentar que dos cinco golos que sofremos, dois foram autogolos de André Gomes e de Nani.

Olhando para estes números, tendo em conta que defrontámos a Islândia (38 ranking FIFA), Hungria (19 rF), Polónia (31 rF) será que não poderíamos ter realizado jogos mais consistentes de forma a encararmos o desafio de amanhã com o País de Gales (17 rF) duma forma menos temerosa?

Não sei que táctica o engenheiro vai utilizar amanhã, mas sem William e com a titularidade de jogadores sem consistência defensiva, temo o pior.

Espero estar enganado e que amanhã saia, finalmente, o ketchup.

Um empirista meticuloso

Acho que foi o Buda que disse: "o que tem de ser, tem de ser". Se não foi o Buda, foi Chalana, ou outro sábio assim do género. Pouco importa. O que importa é que é bem verdadeiro, sobretudo quando se trata do mister Fernando Santos. Santos tinha de experimentar todas as asneiras. Aquelas que toda a gente viu desde o início. Tinha de pôr Moutinho e Vieirinha durante três jogos, tinha de pôr Eliseu a jogar e tinha de não aproveitar o entendimento chave-na-mão que o trio William-João Mário-Adrien lhe garantia. Não vale a pena brincar: Santos é um empirista. Teve de experimentar para saber se era verdadeiro. É como aquela história do tipo que vê uma poia de cão no passeio, põe lá o dedo e depois... Bem, sabem o resto. E um empirista bem meticuloso: por exemplo, no caso de André Gomes, teve de experimentar quatro vezes.

 

E não se diga que o nosso homem não dá um toque pessoal a tudo. Finalmente, lá usou o famigerado meio-campo do Sporting. Mas em vez de aproveitar as suas capacidades ofensivas (de que ainda se viram uns vislumbres), aproveitou a suas capacidades destrutivas: pôs Adrien a secar Modric e William a secar Rakitic. E a verdade é que resultou. Resultou naquilo que Santos queria: um não-jogo de futebol, um catenaccio estratosférico. Modric e Rakitic não podiam fazer nada e o nosso meio-campo tinha ordens para não fazer nada. Foi assim que chegámos ao fim da primeira parte, altura em que Renato Sanches ainda não tinha entrado em campo mas já liderava a votação dos utilizadores do site da UEFA para melhor jogador em campo. Sim, os mesmos que há dois jogos elegeram Moutinho.

 

Na segunda parte, Santos lá meteu, finalmente, aquele que já então era o homem do jogo. Por mim, estava arrematada a equipa daqui para a frente. Enfim, talvez preferisse experimentar o Rafa em vez do Sanches, mas nem o Mendes nem o nacional-lampionismo o permitiriam. Fiquemos assim. E foi assim que o jogo ficou mais ou menos na mesma, até ao momento em que Santos fez a sua mudança de assinatura, certamente já em pânico pela vertigem que observava em campo: tirou um jogador ofensivo e pôs dois trincos. Mal visto: deixou de haver Adrien a marcar Modric e a Croácia quase marcou por duas vezes. Até que, com a Croácia toda na grande área portuguesa, Quaresma rouba a bola, mete em Ronaldo, que mete em Sanches, etc.

 

Na conferência de imprensa, Santos disse que "o João" (i.e. Moutinho) só não jogou por "problemas físicos". Fiquei em pânico. É isso, minha gente, isto ainda não acabou.

Humildade lusa

"Mind game" humilde, é a minha sugestão.

 

Valerá a pena continuar a apelar à humildade lusa? Domigos Amaral criticou a «bazófia» de Fernando Santos, por ele ter dito, depois do empate com a Áustria, "já avisei a família de que só volto para casa no dia 11 de Julho". O selecionador seria com certeza duramente castigado, pois, o futebol, todos o sabemos, costuma ser muito cruel com os cagões e os bazófias

 

Enfim, eu não sei se Fernando Santos só vai regressar no dia 11, mas regressa seguramente mais tarde do que muitos pensavam!

 

Se somos cagões? Por vezes, sim; desta vez, não me parece. Em três, (Portugal) não conseguiu ganhar um único jogo - mas também não perdeu nenhum. A Croácia só perdeu um: o essencial. E o primeiro jogo que Portugal ganhou, pô-lo nos quartos de final. É preciso mais eficácia?

 

Quanto a «bazófia», a seleção alemã tem para dar e vender; deve ser por isso que é tão frequentemente castigada...

 

Ao colocar a fasquia tão alta, Fernando Santos atirou uma pressão insuportável para cima dos jogadores, que não lidaram bem com a situação. Pressão insuportável? Não se trata de meninos de coro, mas de futebolistas de alto nível, todos eles com contratos milionários! A que altura se deve colocar a fasquia, se nos achamos capazes de vencer o torneio? Com a típica atitude lusa: ah, a gente só veio aqui ver como param as modas, não queremos chatear ninguém, longe de nós pretender estragar a festa dos outros, coisa & tal, não se vai a lado nenhum!

 

Chega de humildades lusas! É preciso provocar, desafiar, ousar, enfrentar, acreditar!

Acreditar, sempre!
Força Portugal!

O Moutinho dos vendavais

A selecção continua a impressionar. Como diria Luís Freitas Lobo, Fernando Santos é um homem com "princípios tácticos muito bem definidos". Julgo que o maior desses princípios (Freitas Lobo também lhe chamaria "cultura táctica") é o seguinte: "nenhuma equipa por mim treinada jogará bom futebol". Foi arreigado a este princípio basilar que Santos, ainda para mais depois de verificar que também os utilizadores do site da UEFA partilham a mesma "cultura táctica", voltou a escolher João Moutinho para titular. E a verdade é que Moutinho correspondeu perfeitamente, com uma exibição esplendorosa: nem um passe perigoso, centros inconsequentes, muitos passes curtinhos para os centrais ou os colegas do lado. Enfim, toda uma panóplia técnica capaz de deixar os utilizadores do site da UEFA maravilhados. A exibição só não foi perfeita porque acabou por inspirar Cristiano Ronaldo a fazer uma espectacular assistência "à Xavi" para o primeiro golo de Portugal. Ronaldo, ao fim de 40 minutos daquela geringonça, passou-lhe uma ideia pela cabeça: "deixa-me cá explicar ao Moutinho como é que se faz".

 

Não se percebe porque razão Santos abdicou dos seus princípios tácticos para o início da segunda parte, quando retirou Moutinho (porquê, se estava claramente a ser o pior em campo?) e promoveu a entrada de Renato Sanches e, depois, quando retirou André Gomes (um jogador também ao estilo de Santos, com o pequeno problema de estar a jogar um bocadinho melhor do que Moutinho) e fez entrar Quaresma. Foi aí que tudo se desvirtuou. Sanches não andou muito longe dos tais princípios tácticos, mas foi melhor do que Moutinho, o que não terá sido do agrado do treinador. Sobretudo, com Quaresma encostado à linha e a bola a avançar um bocadinho nos pés de Sanches, João Mário ficou na sua posição natural (e não naquela em que Santos o coloca normalmente) e Wiliam com mais espaço. Não é que a selecção começou a jogar bem? Tudo começou a ser mais fluido, com a bola a correr entre os três do meio-campo (William, Renato e João Mário) e a chegar perigosa a Nani, Quaresma e Ronaldo. O espectáculo era insuportável para Fernando Santos, que decidiu pôr cobro à situação: a certa altura, com o resultado em 3-3 e a Hungria encostada às cordas, decidiu jogar com dois trincos. Enfim, sempre é a Hungria, de que Fernando Santos se lembra bem na infância: em cada húngaro ele via um Puskás, um Czibor, um Kocsis. "Estes gajos estiveram quase a ganhar o Mundial de 1954, quem sabe o que nos farão a nós", pensou. E assim se segurou aquele resultado precioso.

 

No meio disto tudo, o grande problema de Santos é Cristiano Ronaldo. Ele bem parecia já ter abosrvido a cultura táctica de Santos nos dois primeiros jogos, relançando o eterno tópico "a culpa é do Ronaldo" (para citar os clássicos) com que o português gosta de se entreter. Mas já estava a ser demais para ele. Vai daí e arranca uma exibição desastrosa: uma assistência preciosa, um golo de antologia e outro golo que, não sendo de antologia, só ele sabe fazer, com uma elevação à basquetebolista. Que decepção, Ronaldo. Estávamos a ir tão bem. Não repitas, por favor.

Tenha vergonha Sr. Santos. Não seja casmurro!

1 - Se Quaresma está a 100% tem de ser titular.

2 - Que tal utilizar um lateral direito que desquilibra mais e combina melhor com o meio campo?

3 - Que tal usar um médio defensivo que sabe construir?

4 - Que tal usar jogadores com intensidade e capacidade de desequilibrar como Rafa, Renato ou Adrien, em vez de Moutinho ou André Gomes?

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D