02 Jul 17

Para contextualizarmos o título do "post" recuemos ao Mundial 2010.

Nesse Mundial, Ronaldo (como agora) não marcou nenhum penalty e fomos eliminados (tal como agora).

A culpa foi do Carlos.

Agora terá sido do Fernando?

Factos:

1. A selecção portuguesa não venceu nenhum jogo nos 90 minutos contra selecções que se tenham apurado, dentro do campo, para disputar a Taça das Confederações.

2. A selecção portuguesa foi, escandalosamente, beneficiada pelas arbitragens+vídeo árbitro, tanto no jogo com o Chile, como neste jogo com o México (parecia o "cólinho" a que o Benfica está habituado).

3. Em seis tentativas para converter penalties acertámos dois.

4. Continuámos a entrar em campo para conseguir um empate (tal como fizemos em França).

Haverá futuro para esta selecção orientada por Fernando Santos?

Vamos assistir ao Mundial 2018 pela televisão a apoiar selecções como a da Suiça, a da França, a dos Estados Unidos ou a do Brasil, onde temos muitos emigrantes, pois Fernando Santos e os seus apaniguados, estão sentados no sofá ao nosso lado? 


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03 Jun 17

O que vale este Real Madrid?

Valerá mais que isto?

Bem pode Fernando Santos "torcer" pelo Real Madrid, eu não.

Não gostei da forma como o Real chegou a esta final, tropeçando na minhoca e à custa de expulsões manhosas, a única coisa boa do Real Madrid (se exceptuarmos Cristiano Ronaldo) é Fábio Coentrão e a forma concentrada como comete penalties (ele que fique por lá).

Gosto da forma como a Gazzetta coloca a questão da final de logo, acreditando na cabala será a equipa italina a vencer a final de hoje, é assim de sete em sete anos, 1996; Juventus, 2003; Milão, 2010; Inter, 2017?

 


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26 Mar 17

Ontem Portugal fez um excelente jogo, demonstrando que sabe praticar um futebol bastante agradável à vista e consequente do ponto de vista do resultado. O bom futebol deu golos, os três muito bons e poderia ter dado mais. É da mais elementar justiça referir este pormenor, já que tantos (eu próprio por vezes) acusaram o treinador de incompetente do ponto de vista exibicional.

Depois, para aqueles que continuam a insistir que Fernando Santos vai fazendo alguns fretes nas convocatórias, a não utilização ontem de Renato Sanches (quase sempre o visado) é uma bofetada de luva branca. Há por aí muita gente que lhe vai devendo um pedido de desculpas.


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10 Jan 17

 

Foram estes os termos que me vieram à cabeça quando soube como votou Carlos Queiroz: Messi em vez de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do ano, Fernando Santos fora do pódio dos melhores treinadores do mundo.

Um gesto destes define muito bem um cidadão, seja ou não profissional do futebol. Mais que cem imagens, mais que mil palavras.

 

Adenda:justificação de Queiroz.


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31 Dez 16

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TREINADOR DO ANO: FERNANDO SANTOS

Tem sido justamente reconhecido e premiado a nível internacional neste final de ano. É caso para isso: Fernando Santos conduziu a selecção nacional de futebol sénior à maior conquista da sua história, sagrando-se campeã da Europa. Um exemplo do que Portugal devia fazer noutros sectores mas que apenas alcança no desporto.

Santos foi o grande obreiro deste triunfo. Mais do que ninguém, ele acreditou sempre. Num país em que o derrotismo é moeda corrente e onde nenhum profeta da desgraça está desempregado, o mais célebre engenheiro do futebol português ministrou sucessivas injecções de optimismo nos adeptos nacionais, transmitindo-lhes toda a confiança do mundo. Uma atitude que ficou bem expressa nestas suas palavras, proferidas a 19 de Junho: “Já avisei a família que só volto no dia 11 [de Julho] e vou ser recebido em festa.”

Gozaram com ele, dedicaram-lhe piadas e anedotas, mas no fim quem mais sorriu foi Fernando Santos. Portugal conquistou um título que desde sempre ambicionava (e que lhe fugira em casa, 12 anos antes, na frustrante final frente à Grécia) e alcançou tal proeza com brilho, derrotando na final a própria selecção anfritrã da prova – a arrogante França, de Lloris, Griezmann, Payet e Dogba. A França que já nos afastara das meias-finais dos Europeus de 1984 e 2000. A França contra quem praticamente ninguém ousava apostar.

Mesmo com Cristiano Ronaldo lesionado logo aos 8’, por falta que o árbitro não sancionou, a selecção das quinas nunca baixou os braços no jogo decisivo. O nosso esquema táctico funcionou na perfeição. Rui Patrício brilhou entre os postes. E já no prolongamento a sorte sorriu-nos com aquele remate à meia-volta de um Éder que se estreou como vilão e terminou como herói no Euro-2016.

Nunca esqueceremos esta façanha – uma das maiores de sempre do futebol português. Sobretudo nós, sportinguistas, que tínhamos quatro jogadores no onze titular da selecção: Adrien, João Mário, Rui Patrício e William Carvalho. E outros seis seleccionados oriundos da formação leonina: Cédric, João Moutinho, José Fonte, Nani, Quaresma e Ronaldo – o melhor jogador do mundo.

O Sporting é uma fábrica de talentos. Como Fernando Santos se encarregou de evidenciar neste Europeu do nosso contentamento.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus


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27 Dez 16
Orgulho
Pedro Correia

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Fernando Santos eleito melhor seleccionador do mundo. Por ter conduzido a selecção nacional à conquista do Campeonato da Europa, a 10 de Julho, frente à turma francesa, anfitriã do certame, após várias rondas muito emotivas. Com dez jogadores formados na Academia leonina e quatro titulares do Sporting, entre outros excelentes profissionais.

Quando muito poucos acreditavam no título, ele soube sempre remar contra a maré da descrença. Ficou na memória colectiva aquela sua frase, proferida a 19 de Junho: "Já avisei a família que só volto no dia 11 [de Julho] e vou ser recebido em festa."

Parabéns, Fernando Santos. Esta votação é motivo de orgulho para todos os desportistas portugueses.


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29 Set 16
Está explicado!
Francisco Vasconcelos

Depois de ver isto, percebi o estado em que está o selecionador Fernando Santos e já não me surpreende que Rúben Semedo não tenha sido convocado.


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07 Set 16

Esquece o João Moutinho como titular da selecção. Não aprendeste nada com o Euro 2016, em que soubeste emendar a mão ainda em tempo útil?

Entrar com o Moutinho e deixar João Mário no banco não lembra ao careca, meu caro seleccionador. Agora que te sagraste campeão da Europa, tens mais responsabilidades: cada pequena falha ser-te-á cobrada por meio mundo. Esquece também o Éder como titular: o rapaz, como de novo se comprovou, tem uma relação complicada com a baliza. Só pode render, quando rende, se entrar como pronto-socorro a vinte minutos do fim. A boa estrela que brilhou na inesquecível final de 10 de Julho provavelmente não voltará a cruzar-se com ele.

Ah, é verdade: diz ao rapaz Bernardo para se acalmar. Nada como uma cura no banco para ganhar calo. Meio Quaresma vale mais que um Bernardo inteiro.

Um abraço amigo.


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21 Jul 16

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Inteiramente merecida, a renovação do contrato com Fernando Santos, o mais bem sucedido seleccionador da história do futebol português. Com metas muito concretas: a conquista da Taça das Confederações, daqui a 11 meses na Rússia, e a campanha de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2018.

Recordo que ao longo de quase dois anos em funções Fernando Santos nunca sofreu uma derrota em jogos oficiais da equipa das quinas. E começou com muitas nuvens negras em torno da selecção: após uma presença desastrosa no Mundial do Brasil, iniciámos o apuramento para o Euro 2016 com uma derrota em casa frente à modestíssima Albânia. Com Paulo Bento a fazer alinhar Ricardo Costa, Miguel Veloso, Vieirinha, Ricardo Horta e um tal Cavaleiro, enquanto teimava em marginalizar jogadores como Quaresma e o nosso Adrien Silva.

Esta foi, aliás, a primeira conquista de Santos como seleccionador: pôs fim às penas de exclusão definitiva na turma nacional, que não faziam o menor sentido. Os resultados ficaram logo à vista. Porque entre as suas numerosas qualidades o "engenheiro do Euro" tem também esta: sabe rectificar os erros e é sensível a críticas e sugestões. Aqui para nós: se não soubesse que ele é assim nem lhe teria escrito este bilhete numa fase crucial do Europeu.


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15 Jul 16

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07 Jul 16
Pergunta com 12 anos
Francisco Melo

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Como teria sido a carreira de Fernando Santos no Sporting se Ronaldo tivesse permanecido no plantel?

Para ajudar: na época 2003/2004, o Sporting terminou em 3º a 1 ponto do Benfica e a 9 do Porto.


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Não há volta a dar
Pedro Boucherie Mendes

Na vida tendemos a reparar no exótico e desprezar os certinhos. Na bola, que é muito vida, é igual. Nem William, nem Adrien, nem João Mário e muito menos Patrício são exóticos, pintosos, tatuagens, cabelo ao vento, golas levantadas, meia em baixo, ligaduras coloridas nos pulsos. São jogadores de equipa, futebolistas profissionais, que, percebe-se, levam a sério o jogo, o que o treinador lhes diz. Jesus dirá umas coisas e agora, no momento, Fernando Santos dirá outras. E eles obedecem, porque aprenderam a obedecer porque é assim que se deve fazer quando está em causa um valor maior, que é o da equipa.
A estratégia – de sucesso – de Santos passa por minimizar brilho (porque brilho é muitas vezes risco) e privilegiar eficácia, seja contenção, seja no ocupar do espaço, seja no soltar a bola para o lado, seja no fechar a ala, seja na anulação das forças contrárias.
Lê-se nas notas que os desportivos dão nos dias seguintes aos jogos que há muito de adepto em quem escreve. Doze ou quinze lances discretos e eficazes perdem sempre na comparação para uma corrida desenfreada e inconsequente, de cabelo ao vento. Defesas seguras nos momentos chave, sem gritos e insultos a seguir para os colegas, são defesas óbvias, desvalorizáveis. Jogadores que erram mas que não se deixam afectar e continuam no jogo sem voltar a errar, são jogadores que erraram e pronto. Jogadores que começam a defender na grande área do adversário, impedindo-os de construir, são jogadores que tiveram uma actuação “regular”. Jogadores mágicos (como João Mário) não fazerem um único truque e assim obedecerem às instruções e deixando palco para outros, são exibições “discretas”.
Um dos méritos de Fernando Santos tem sido o anular quase por completo do exótico no jogo da nossa selecção. Mérito porque levou a equipa à final e nos recorda que na vida para ganhar é preciso primeiro não perder. E sim, até a mim me irrita, que também gosto de futebol exótico. O nosso é um futebol entre o cauteloso, o burocrático e o expectante. Por isso, os jogadores que citei, e outros obviamente, merecem mais aplauso por saberem e quererem anular alguma da sua natureza em prol do colectivo.
O adepto é adepto e pronto e até pode achar que Xis não jogou nada e que o Y é que é bom. Mas quem é profissional na observação da bola deveria, quanto a mim, explicar melhor aos seus leitores os méritos desta dinâmica em que o individual, o contrato de milhões, a manchete, a glória da espuma dos dias é secundarizada em nome do emblema que defendem. Foi isso, esse método e disciplina, que nos levou à final.
Somos todos Portugal, mas há uns, no campo, que o percebem melhor que os outros. Haverá volta a dar?


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06 Jul 16

Doze anos depois, pela segunda vez na história do futebol sénior português, voltamos a uma final de uma grande competição a nível de selecções. Com uma diferença notória em relação a 2004: nessa altura o torneio disputava-se em nossa casa.

É caso para dizer, portanto, que Fernando Santos já conduziu a equipa das quinas à melhor posição de sempre.


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05 Jul 16

O subtítulo poderá ser: "o caminho da fragilidade, de Nani a Krychowiak".

Tanto o título como o subtítulo são inspirados neste livro de Paolo Scquizzato que, provavelmente, está na cabeceira de Fernando Santos.

Poderão as coisas ser feitas de outra forma?

Poder-se-ia ter aproveitado o facto de termos, até agora, jogado com equipas muito inferiores em termos de ranking da FIFA para termos mostrado bom futebol?

Vamos esperar por amanhã.

Dos cinco jogos que disputámos, nos 90 minutos, marcámos cinco golos, dos quais apenas quatro marcados por jogadores portugueses, dois de Nani, dois de Cristiano Ronaldo e beneficiámos dum autogolo de Krychowiak. Podemos argumentar que dos cinco golos que sofremos, dois foram autogolos de André Gomes e de Nani.

Olhando para estes números, tendo em conta que defrontámos a Islândia (38 ranking FIFA), Hungria (19 rF), Polónia (31 rF) será que não poderíamos ter realizado jogos mais consistentes de forma a encararmos o desafio de amanhã com o País de Gales (17 rF) duma forma menos temerosa?

Não sei que táctica o engenheiro vai utilizar amanhã, mas sem William e com a titularidade de jogadores sem consistência defensiva, temo o pior.

Espero estar enganado e que amanhã saia, finalmente, o ketchup.


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26 Jun 16

Acho que foi o Buda que disse: "o que tem de ser, tem de ser". Se não foi o Buda, foi Chalana, ou outro sábio assim do género. Pouco importa. O que importa é que é bem verdadeiro, sobretudo quando se trata do mister Fernando Santos. Santos tinha de experimentar todas as asneiras. Aquelas que toda a gente viu desde o início. Tinha de pôr Moutinho e Vieirinha durante três jogos, tinha de pôr Eliseu a jogar e tinha de não aproveitar o entendimento chave-na-mão que o trio William-João Mário-Adrien lhe garantia. Não vale a pena brincar: Santos é um empirista. Teve de experimentar para saber se era verdadeiro. É como aquela história do tipo que vê uma poia de cão no passeio, põe lá o dedo e depois... Bem, sabem o resto. E um empirista bem meticuloso: por exemplo, no caso de André Gomes, teve de experimentar quatro vezes.

 

E não se diga que o nosso homem não dá um toque pessoal a tudo. Finalmente, lá usou o famigerado meio-campo do Sporting. Mas em vez de aproveitar as suas capacidades ofensivas (de que ainda se viram uns vislumbres), aproveitou a suas capacidades destrutivas: pôs Adrien a secar Modric e William a secar Rakitic. E a verdade é que resultou. Resultou naquilo que Santos queria: um não-jogo de futebol, um catenaccio estratosférico. Modric e Rakitic não podiam fazer nada e o nosso meio-campo tinha ordens para não fazer nada. Foi assim que chegámos ao fim da primeira parte, altura em que Renato Sanches ainda não tinha entrado em campo mas já liderava a votação dos utilizadores do site da UEFA para melhor jogador em campo. Sim, os mesmos que há dois jogos elegeram Moutinho.

 

Na segunda parte, Santos lá meteu, finalmente, aquele que já então era o homem do jogo. Por mim, estava arrematada a equipa daqui para a frente. Enfim, talvez preferisse experimentar o Rafa em vez do Sanches, mas nem o Mendes nem o nacional-lampionismo o permitiriam. Fiquemos assim. E foi assim que o jogo ficou mais ou menos na mesma, até ao momento em que Santos fez a sua mudança de assinatura, certamente já em pânico pela vertigem que observava em campo: tirou um jogador ofensivo e pôs dois trincos. Mal visto: deixou de haver Adrien a marcar Modric e a Croácia quase marcou por duas vezes. Até que, com a Croácia toda na grande área portuguesa, Quaresma rouba a bola, mete em Ronaldo, que mete em Sanches, etc.

 

Na conferência de imprensa, Santos disse que "o João" (i.e. Moutinho) só não jogou por "problemas físicos". Fiquei em pânico. É isso, minha gente, isto ainda não acabou.


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Humildade lusa
Cristina Torrão

"Mind game" humilde, é a minha sugestão.

 

Valerá a pena continuar a apelar à humildade lusa? Domigos Amaral criticou a «bazófia» de Fernando Santos, por ele ter dito, depois do empate com a Áustria, "já avisei a família de que só volto para casa no dia 11 de Julho". O selecionador seria com certeza duramente castigado, pois, o futebol, todos o sabemos, costuma ser muito cruel com os cagões e os bazófias

 

Enfim, eu não sei se Fernando Santos só vai regressar no dia 11, mas regressa seguramente mais tarde do que muitos pensavam!

 

Se somos cagões? Por vezes, sim; desta vez, não me parece. Em três, (Portugal) não conseguiu ganhar um único jogo - mas também não perdeu nenhum. A Croácia só perdeu um: o essencial. E o primeiro jogo que Portugal ganhou, pô-lo nos quartos de final. É preciso mais eficácia?

 

Quanto a «bazófia», a seleção alemã tem para dar e vender; deve ser por isso que é tão frequentemente castigada...

 

Ao colocar a fasquia tão alta, Fernando Santos atirou uma pressão insuportável para cima dos jogadores, que não lidaram bem com a situação. Pressão insuportável? Não se trata de meninos de coro, mas de futebolistas de alto nível, todos eles com contratos milionários! A que altura se deve colocar a fasquia, se nos achamos capazes de vencer o torneio? Com a típica atitude lusa: ah, a gente só veio aqui ver como param as modas, não queremos chatear ninguém, longe de nós pretender estragar a festa dos outros, coisa & tal, não se vai a lado nenhum!

 

Chega de humildades lusas! É preciso provocar, desafiar, ousar, enfrentar, acreditar!

Acreditar, sempre!
Força Portugal!


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23 Jun 16

A selecção continua a impressionar. Como diria Luís Freitas Lobo, Fernando Santos é um homem com "princípios tácticos muito bem definidos". Julgo que o maior desses princípios (Freitas Lobo também lhe chamaria "cultura táctica") é o seguinte: "nenhuma equipa por mim treinada jogará bom futebol". Foi arreigado a este princípio basilar que Santos, ainda para mais depois de verificar que também os utilizadores do site da UEFA partilham a mesma "cultura táctica", voltou a escolher João Moutinho para titular. E a verdade é que Moutinho correspondeu perfeitamente, com uma exibição esplendorosa: nem um passe perigoso, centros inconsequentes, muitos passes curtinhos para os centrais ou os colegas do lado. Enfim, toda uma panóplia técnica capaz de deixar os utilizadores do site da UEFA maravilhados. A exibição só não foi perfeita porque acabou por inspirar Cristiano Ronaldo a fazer uma espectacular assistência "à Xavi" para o primeiro golo de Portugal. Ronaldo, ao fim de 40 minutos daquela geringonça, passou-lhe uma ideia pela cabeça: "deixa-me cá explicar ao Moutinho como é que se faz".

 

Não se percebe porque razão Santos abdicou dos seus princípios tácticos para o início da segunda parte, quando retirou Moutinho (porquê, se estava claramente a ser o pior em campo?) e promoveu a entrada de Renato Sanches e, depois, quando retirou André Gomes (um jogador também ao estilo de Santos, com o pequeno problema de estar a jogar um bocadinho melhor do que Moutinho) e fez entrar Quaresma. Foi aí que tudo se desvirtuou. Sanches não andou muito longe dos tais princípios tácticos, mas foi melhor do que Moutinho, o que não terá sido do agrado do treinador. Sobretudo, com Quaresma encostado à linha e a bola a avançar um bocadinho nos pés de Sanches, João Mário ficou na sua posição natural (e não naquela em que Santos o coloca normalmente) e Wiliam com mais espaço. Não é que a selecção começou a jogar bem? Tudo começou a ser mais fluido, com a bola a correr entre os três do meio-campo (William, Renato e João Mário) e a chegar perigosa a Nani, Quaresma e Ronaldo. O espectáculo era insuportável para Fernando Santos, que decidiu pôr cobro à situação: a certa altura, com o resultado em 3-3 e a Hungria encostada às cordas, decidiu jogar com dois trincos. Enfim, sempre é a Hungria, de que Fernando Santos se lembra bem na infância: em cada húngaro ele via um Puskás, um Czibor, um Kocsis. "Estes gajos estiveram quase a ganhar o Mundial de 1954, quem sabe o que nos farão a nós", pensou. E assim se segurou aquele resultado precioso.

 

No meio disto tudo, o grande problema de Santos é Cristiano Ronaldo. Ele bem parecia já ter abosrvido a cultura táctica de Santos nos dois primeiros jogos, relançando o eterno tópico "a culpa é do Ronaldo" (para citar os clássicos) com que o português gosta de se entreter. Mas já estava a ser demais para ele. Vai daí e arranca uma exibição desastrosa: uma assistência preciosa, um golo de antologia e outro golo que, não sendo de antologia, só ele sabe fazer, com uma elevação à basquetebolista. Que decepção, Ronaldo. Estávamos a ir tão bem. Não repitas, por favor.


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Pergunta do dia (18)
Francisco Vasconcelos

Bem sei que ainda faltam algumas mudanças ao nível das opções de Fernando Santos, mas será que ele não os tem no sitio e precisa de sentir a corda no pescoço para começar a acertar nas escolhas?


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14 Jun 16

1 - Se Quaresma está a 100% tem de ser titular.

2 - Que tal utilizar um lateral direito que desquilibra mais e combina melhor com o meio campo?

3 - Que tal usar um médio defensivo que sabe construir?

4 - Que tal usar jogadores com intensidade e capacidade de desequilibrar como Rafa, Renato ou Adrien, em vez de Moutinho ou André Gomes?


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Calma.

Já aconteceu algo semelhante em 2004.

Resta saber se Fernando Santos terá a humildade e coragem que, então, Scolari revelou.

 

Calma.

Com isto não estou a querer dizer que esta selecção pode chegar à final.

Provavelmente o Sanches vai ser titular no próximo jogo, e no fundo, para uma parte do país, isso é que conta.


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13 Jun 16
Santos da casa
Luciano Amaral

Não fossem as coisas o que são, oferecer-se-iam poucas dúvidas a Fernando Santos. A selecção deveria jogar preferencialmente com:

 

Rui Patrício, Cédric, Ricardo Carvalho, José Fonte, Raphael Guerreiro, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário e Cristiano Ronaldo como escolhas óbvias, entrando depois André Gomes (Moutinho não está em forma) ou Éder, dependendo do sistema táctico (com ou sem ponta-de-lança) e Nani ou Quaresma, dependendo da forma de cada um.

 

O problema deste 11 titular é ser uma óbvia homenagem à formação do Sporting (nove em onze jogadores, quatro dos quais da equipa actual). Como se trata da selecção de Portugal, Santos acha que tem de pôr a jogar o portista e o benfiquista de serviço. No caso do portista, a equipa não fica muito mal servida: Danilo é bom. A vantagem do meio-campo do Sporting, para além de ser bom, é a de os seus membros jogarem juntos há dois anos. Mas pronto, é preciso pôr lá o portista. Compreende-se. Sai o William. Só que, a partir daqui, está destruído o meio-campo do Sporting e todas as combinatórias são possíveis e razoavelmente indiferentes: o único que se tornou indiscutível foi o João Mário.

 

Quanto ao benfiquista de serviço é que é pior: Eliseu não, mas sabe-se lá o que fará Santos; sobra Renato Sanches (André Gomes já não satisfaz inteiramente o benfiquista, parece-me a mim): se for escolhido, desaparece a coerência do meio-campo e uma das maiores forças da equipa.

 

Depois, há o peso dos consagrados e do Real Madrid: Santos ainda é capaz de escolher Moutinho (apesar de não andar a jogar nada) e Pepe (apesar dos pontapés nos adversários, das cabeçadas no Muller e do teatro na final da Champions).

 

Será entre jogar com a melhor equipa e não jogar, em nome de decisões políticas que provavelmente qualquer seleccionador teria de fazer, que se decidirá a carreira da selecção neste Campeonato da Europa. Logo veremos o que dá.


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03 Jun 16

Nandinho, rapaz, a gente percebe que a partir do golpe da karate do Burro Alves o jogo acabou, mas...

- A sério que tu vais cometer o erro crasso de não colocar o meio-campo do Sporting no onze inicial? 

- A sério que achas que Moutinho, que não jogou pevas esta época no Mónaco, está melhor que Adrien?

- A sério que para impores Moutinho na equipa, recambias Adrien para um lugar em que ele rende... "bola"?

Se não contavas com o Alves ( deves optar pelo Pepe e pelo Carvalho ), porque não levaste um miúdo, pensando na necessária renovação?

E aqui p'ra nós que ninguém nos ouve, explica lá a saída de Rafa depois da expulsão do caceteiro. Não digas que foi para defender o empate, por favor, que aquela Inglaterra de ontem, que pedia desculpa por estar em campo, mesmo com dez e com a atitude certa, teria sido encostada às cordas.

Sim, alguém te deve ter dado "um toque", que depois emendaste a mão e mandaste lá p'ra dentro o Quaresma, mas aí já era tarde, já eles nos tinham encostado às cordas a nós. Ainda assim, numa jogada de antologia, o "turco" quase que marcava um golo de bandeira e estiveste a um passo de ganhar um jogo em que mais uma vez demonstraste ser casmurro ( eu não te chamo incompetente, porque acho que o caso não passa por aí ). Sabes que mais? Ainda bem!

E ainda tens que nos explicar porque insistes em treinar com nove (dez nos outros jogos). Eder outra vez?

E dizes que estás satisfeito com o desempenho da equipa?

Olha Nandinho, como tu és um crente fervoroso, reza a todos os santinhos para nos calhar a vaca gorda que a Grécia teve em 2004.

Diz que Ele proteje os inocentes.

 

 

E os tolos!


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22 Mai 16
Como é possível?
Francisco Vasconcelos

Como é possível levarmos um jogador como o Éder ao Campeonato da Europa, quando o André Silva é 1000 vezes melhor?


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20 Mai 16

 

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Oiço por aí uns comentadores da treta, que fogem da polémica como o diabo da cruz, apressar-se a dizer que "as escolhas de Fernando Santos na convocatória para França não oferecem discussão". Já deixei aqui a primeira crítica: levar Bruno Alves em vez de Daniel Carriço parece-me uma opção absurda.

Segue já a segunda: convocar Éder (ou Ederzito, seu nome de baptismo) constitui um inexplicável prémio à mediocridade. Quase tão (i)móvel dentro da grande área como Hugo Almeida e ainda menos concretizador que ele, o avançado nascido na Guiné-Bissau que agora joga no Lille por empréstimo do Swansea tem números aterradores ao serviço da selecção: actuou 21 vezes com a camisola das quinas e apenas marcou um golo, num jogo particular, frente a Itália. Um golo conseguido apenas à 18.ª internacionalização, o que diz muito do seu desempenho.

Ao nível de clubes, a sua melhor época foi a de 2012/13 actuando pelo Braga, com 13 golos marcados - menos de metade da marca do nosso Slimani no campeonato que agora terminou.

Parafraseando a célebre expressão de Churchill aplicada à Rússia estalinista, a chamada de Éder ao Euro-2016 é para mim um mistério dentro de um enigma. Se eu fosse jornalista desportivo já teria perguntado ao seleccionador o que esteve na origem desta escolha. Mas vou calar-me, não vá um dos tais comentadores da treta acusar-me de quebrar a unanimidade nacional.


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19 Mai 16

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Um dos maiores erros da gestão anterior à de Bruno de Carvalho foi a precipitada venda de Daniel Carriço, nosso capitão, por valores irrisórios e contra a aparente vontade do próprio jogador. Depois de ter  rejeitado a sua transferência para emblemas mais prestigiados do futebol europeu por números correspondentes ao valor deste profissional, fruto da formação leonina, a direcção de Godinho Lopes deu luz verde à saída, no último dia de 2012, por míseros 750 mil euros para o modesto Reading.

Não tardou que a agremiação inglesa o transferisse por sua vez para Sevilha, por mais de o dobro do que havia custado, comprovando como foi absurda a venda anterior. E Carriço tem brilhado na capital da Andaluzia, ao ponto de ter sido peça fundamental na conquista de três Ligas Europas consecutivas - proeza nunca antes alcançada por clube algum nesta competição.

 

A terceira vitória aconteceu ontem, numa emotiva partida frente ao Liverpool, com uma avassaladora segunda parte da equipa sevilhana, capaz de virar o 0-1 ao intervalo para o 3-1 final.

Vendo o desafio - e desde logo um corte acrobático de Carriço quase em cima da linha de baliza, impedindo um golo do Liverpool aos 10 minutos - fiquei a interrogar-me por que motivo Fernando Santos terá excluído da convocatória para o Europeu de França este central, que tem 27 anos. Na mesma convocatória em que figuram Ricardo Carvalho (já com 38 anos) e Bruno Alves (com 34 anos).

 

É uma exclusão que ninguém entende.

 


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29 Nov 15

Adrien Silva esteve em destaque na vitória do Sporting que ditou a eliminação do Benfica da Taça de Portugal, meu caro engenheiro.

O médio leonino, capitão da equipa, marcou o primeiro golo e foi o autor do fortíssimo remate que esteve na origem do segundo, proporcionando a recarga vitoriosa de Slimani.

 

O excelente desempenho de Adrien ficou assinalado de forma unânime na imprensa desportiva:

A Bola: «Um golo de raiva e um início de segunda parte arrebatador.»

O Jogo: «Jogaço do médio. Desatou o nó que o Benfica atou e igualou num fuzilamento. De grande tenacidade, foi vital nas recuperações.»

Record: «Foi decisivo. (...) O equilíbrio que dá à equipa é um luxo.»

 

Deixo estes factos à sua consideração, meu caro. Não vá repetir-se na próxima convocatória da selecção nacional o esquecimento ocorrido na mais recente, em que Adrien - certamente por lapso - ficou esquecido.


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15 Out 15

Alguns, por cá, apressaram-se a desvalorizar o trabalho de Fernando Santos à frente da selecção nacional considerando que o actual modelo de qualificação para o Campeonato da Europa, pelas facilidades inerentes, tornou quase obrigatória a presença de grande parte das equipas nacionais na fase final em França.

Gostava de saber como é que, neste contexto, tais sumidades comentam a ausência da Holanda do próximo Europeu, apesar de ter sido semifinalista do último Mundial. Mesmo com as tais facilidades, a outrora "laranja mecânica" ficou pelo caminho - algo que não sucedia desde 1984. Suprema humilhação: na jornada decisiva, os holandeses perderam em casa contra a República Checa.

Enquanto, pelo contrário, Portugal se qualificou por mérito próprio ainda antes de chegarmos à última jornada da qualificação. Lá tiveram os críticos de Fernando Santos de meter a viola no saco.


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11 Out 15

Sete jogos oficiais ao comando da selecção nacional, sete vitórias. Hoje mais uma, por 2-1 (golos de Nani e Moutinho). Desta vez foi contra a Sérvia, em Belgrado.

Eis o pecúlio de Fernando Santos, o seleccionador que já nos classificou para o Campeonato da Europa a disputar em 2016. Acaba de estabelecer um novo recorde de vitórias sucessivas da equipa das quinas em jogos de qualificação e/ou de fases finais de grandes provas do futebol a nível de selecções.

E mesmo assim há quem continue a recusar-lhe elogios, o que não deixa de me surpreender.


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08 Out 15

Com Fernando Santos ao leme da selecção não precisámos de máquina calculadora para fazer contas à qualificação de última hora. Já carimbámos a presença no Europeu de França.


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06 Out 15
Bruno, não, por favor!
Edmundo Gonçalves

"Um dia contrato-o para a SportingTV para dizer bem de mim!"

Caro presidente, dispensamos, ok?


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07 Set 15

A concepção que Fernando Santos tem do futebol é clara: são 11 gajos lá dentro a fazer tudo menos jogar à bola. Depois, é só esperar por um chouriço.


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04 Set 15

Algum brincalhão convenceu o Éder que teria jeito para ponta-de-lança. A piada tem graça, mas já foi demasiado longe: Fernando Santos é o segundo seleccionador nacional a levá-la a sério.


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15 Jun 15

A selecção joga mais ou menos o mesmo do que jogava com Paulo Bento. A diferença é que agora ganha. Não deve ser só sorte: a selecção da Grécia de Fernando Santos jogava mais ou menos o mesmo do que a selecção de Portugal de Fernando Santos, e também ganhava bastante. Não há dúvidas de que a nossa selecção tem uma filosofia. Essa filosofia pode resumir-se numa fórmula razoavelmente complexa: mete no Ronaldo que ele resolve. Foi assim no sábado: uns charutos lá para a frente e o rapaz a inventar dois golos espectaculares.

Quando se fala de selecções, há sempre aquele momento em que alguém lembra que seleccionador nacional não é treinador. Fernando Santos ilustra o caso na perfeição. Ele, de facto, limita-se a escolher os jogadores. Como eles jogam depois, isso é lá com eles. Vendo bem, se resulta, porque se há-de-mudar? E é mesmo capaz de ser melhor: mexer em qualquer coisa ainda estragava.


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17 Abr 15

É impressão minha ou o Ricardo Quaresma agora proclamado "herói do Dragão" por ter marcado dois golos ao Bayern de Munique é o mesmo jogador que o ex-seleccionador Paulo Bento excluiu da convocatória do Mundial do Brasil, contrariando as mais naturais expectativas de quem se habituou a admirar este jogador desde os tempos da formação em Alcochete e em boa hora regressou à selecção pela mão de Fernando Santos?


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01 Abr 15

Eu ainda sou do tempo em que havia uma chamada selecção de esperanças, onde evoluiam as chamadas promessas. Como o próprio nome indica, era onde jogavam os jovens com potencial para um dia virem a jogar na selecção principal. O "A" veio mais tarde.

Ora esta selecção evoluia naturalmente, em jogos-treino principalmente com clubes nacionais, ou com congéneres da mesma igualha. Não tenho certeza se terá havido alguma competição da UEFA a este nível, mas para o caso é irrelevante.

Ora ontem o que aconteceu foi um jogo de uma selecção de esperanças (mesclada de duas desgraçadas certezas lá na frente), onde evoluiram vários jogadores em quem o treinador vê potencial para poderem um dia chegar à selecção "A". Nada contra, antes pelo contrário, ressalvadas as duas desgraças já referidas. É importante que jogadores com algum perfil de selecção evoluam juntos, criem rotinas de jogo e demonstrem ao treinador se pode ou não contar com eles.

Contudo esta decisão, acertada num outro momento qualquer, pareceu-me totalmente desacertada nesta altura.

Este grupo de jogadores, que fez apenas três treinos de conjunto, por muito boas individualidades que tenha (e tem! João Mário, Bernardo Silva, Paulo Oliveira, p.e.), não passaria disso mesmo, de um grupo de jogadores. Que iria jogar contra uma verdadeira equipa; Uma equipa rotinada, que joga junta há muito tempo e que é constituída por jogadores que jogam nalguns campeonatos importantes da Europa, e que por exemplo não perdeu nenhum jogo na fase de grupos da CAN.

Este era um jogo com uma carga emotiva enorme para a selecção de Cabo Verde (esteve presente o presidente da República e não foi apenas pelo acto de solidariedade), que jogava contra Portugal; Ganhar a Portugal é sempre uma vingançazinha para os PALOP's, é assim quase como Portugal ganhar a Espanha, se é que me entendem... E parece-me que Portugal não encarou o jogo acautelando esta motivação extra por parte do adversário.

Depois o estádio. Eu lembro-me de ver, salvo erro, o Meszaros (se estiver enganado que me corrijam, p.f.), a marcar um golo de baliza-a-baliza no Coimbra da Mota. Ora, marcar um jogo de uma equipa constituída por jogadores basicamente tecnicistas contra outra, constituída por jogadores com forte pendente de contra-ataque, num estádio onde mesmo não havendo vento em lado nenhum tem sempre uma ventania "desgraçada", é pôr-se a jeito.

Por último o dia do jogo. Havendo nesse mesmo dia um jogo da selecção de sub-21, onde há também jogadores que poderiam fazer parte deste lote (lembro-me assim de repente de Tobias Figueiredo), não deveria ter sido marcada outra data? Quem sabe marcar este jogo para final deste mês de Abril, fazer dele um jogo de preparação para o jogo de qualificação em Junho, jogar com a melhor equipa e incluir alguns destes jogadores potenciais seleccionáveis? Ou seja, fazer a tal da renovação em jogos de preparação e aproveitar para tirar impressões. Até porque o esquema de jogo que se pretende utilizar precisa de limar muitas arestas.  E se este esquema prescinde dos pontas de lança porque não os há na selecção, que tal começar por convocar Orlando Sá e Gonçalo Paciência e simplificar as coisas?

Em resumo, não veio mal ao mundo p'la derrota. Se alguém estava à espera que estes quase vinte eram todos seleccionáveis ficou esclarecido, não são! Mas alguns, mais uma vez, demonstraram que podem ser úteis e que podem contar com eles. Há ali alternativa para todos os lugares de defesa, para ir renovando o meio-campo e se houver vontade de convocar quem vai marcando golos nos clubes, talvez também se arranje alternativa para ponta de lança, quem sabe? É que dizer que não temos alternativas aos ora titulares parece-me má fé. E também um pouco irrealista, já que se consideram estes titulares uns fora-de-série e intocáveis, quando isso não corresponde minimamente à realidade (há uma única e honrosa excepção, com o número 7 na camisola), como se tem visto pelas pobres exibições nos últimos jogos, fase final do Mundial incluída.

 


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30 Mar 15
Contra factos...
Edmundo Gonçalves

...Exactamente, não há argumentos. Será assim?

Eu já escrevi aqui que acho que Fernando Santos é um homem honesto. Não posso ter a certeza, porque não o conheço pessoalmente, nem ninguém próximo dele, mas é essa a convicção que tenho em relação ao seleccionador nacional. Assim, não me parece que seja permeável a pressões para convocar este ou aquele, em detrimento de outro, em função de quem o representa, ou do clube a que pertence.

Quanto a isto, estamos conversados!

No entanto, no lugar que ocupa, Fernando Santos não está imune a criticas.

Se o objectivo qualificação é o mais importante sem sombra de dúvida e esse só numa hecatombe improvável não será atingido, parece-me que num grupo de cinco selecções que apura duas directamente e ainda leva a terceira ao play-off, era obrigatório, para além da qualificação, apresentar um futebol atractivo, de encher o olho, e isso com Fernando Santos não tem acontecido. Aliás, estou convicto que nunca acontecerá!

Quem quiser fazer uma retrospectiva do trabalho de Fernando Santos desde que começou a treinar, facilmente chegará à conclusão que, apesar de alguns resultados conseguidos, as suas equipas sempre foram sensaboronas em termos de qualidade do futebol praticado. Eu lembro o tempo em que esteve no Sporting; creio que não será difícil concordarem comigo que a coisa era muito fraquinha... Tal como no nosso rival do outro lado da rua.

Fernando Santos já fez cinco jogos como seleccionador. Ontem apresentou o onze mais velho de sempre na selecção nacional (de-sem-pre! 31,03 anos de média); Aliás, o top três, o pódio completo, é dele mesmo! Mas os factos, sim, dizem-nos que esses três jogos corresponderam a outras tantas vitórias e essas é que fazem somar pontos.

No entanto Fernando Santos não pode correr o risco que correu na Grécia: espremer os "velhos" até ao tutano e não ter feito a necessária renovação. Hoje é ver a Grécia tropeçar com qualquer selecção do terceiro escalão da Europa. A responsabilidade de Fernando Santos para com Portugal não é a mesma que teria com a Grécia, onde foi fazer um contrato e voltou e onde lhe pediram resultados que tentou atingir da melhor forma que soube e pôde. Não, com Portugal, Fernando Santos tem mais responsabilidade! A de, a par de resultados, ir construindo a selecção do futuro. Porque uma selecção com uma média de idade de 31,03 anos, nunca será uma selecção de futuro, por muito bons resultados que vá conseguindo.

Portanto, rendido aos resultados conseguidos até agora, espero que com a qualificação praticamente conseguida Fernando Santos aproveite os quatro jogos que faltam para lançar a titulares jogadores mais jovens, que já mostraram ter qualidade igual ou superior aos que têm sido da sua preferência e inicie a tão necessária renovação, equilibrando estes jovens com os que são mais experientes, como é uso fazer em todo o lado, que nisto do futebol já não há grande coisa para inventar. Não quero ver Portugal arrastar-se como a Grécia neste momento, sem esperança de rápidas melhoras.

Mas como disse lá atrás, com Fernando Santos, futebol de encher o olho, é melhor esperar sentado!


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29 Mar 15

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Pus-me a pensar, neste serão, que alguns dos comentadores televisivos de futebol alinham pela bitola daqueles involuntários companheiros de almoço do Pedro Oliveira, dias atrás. Vi-os com tamanha cara de enterro, com expressões tão graves, com críticas tão azedas aos jogadores portugueses que pareciam ter torcido pela vitória sérvia no confronto desta noite com vista ao apuramento para o Europeu de 2016.

Não vimos o mesmo jogo. Naquele que eu vi, Portugal levou de vencida a Sérvia com toda a justiça. Triunfámos por 2-1 e estivemos muito perto de um terceiro golo, apontado por Cristiano Ronaldo na marcação de um livre que motivou um voo quase impossível do guardião sérvio para a evitar a bola a fuzilar as redes. Rui Patrício, tanto quanto me lembro, só fez uma defesa.

 

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Os nossos golos resultaram de lances estudados, revelando entrosamento entre os jogadores. Bola parada no primeiro caso, com centro de Fábio Coentrão para o oportuno remate de cabeça de Ricardo Carvalho. Excelente contra-ataque no segundo caso, com Cristiano Ronaldo a lançar João Moutinho que faz uma excepcional assistência para Coentrão, bem desmarcado na grande área sérvia.

João Pereira, Raul Meireles e Miguel Veloso - três intocáveis da era Paulo Bento - não foram convocados nem deixaram saudades. Quatro jogadores recuperados pelo actual seleccionador - Bosingwa, Ricardo Carvalho, Tiago e Danny - alinharam como titulares. Ricardo Carvalho abriu caminho à vitória com o golo, marcado logo aos 11'. Tiago voltou a deixar óptima imagem em campo. Bosingwa esteve seguro a defender na ala direita - oxalá se pudesse dizer o mesmo de Eliseu, na ala esquerda: no golo sérvio, marcado por esse lado, o lateral do Benfica primou pela ausência. Dos jogadores recuperados, só Danny continua a não justificar a convocatória.

José Fonte - que substituiu Ricardo Carvalho aos 16', por lesão - teve uma actuação impecável, confirmando hoje na Luz a boa fama alcançada no campeonato inglês. William Carvalho jogou os últimos dez minutos, entrando para o lugar de Danny: tempo suficiente para dar nas vistas com as recuperações de bola e os passes cirúrgicos que tão bem lhe conhecemos em Alvalade.

 

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Resumindo e abreviando: terceiro jogo da selecção sob o comando de Fernando Santos, terceira vitória consecutiva. Agora a Sérvia, após a Dinamarca e a Arménia. Seguimos em primeiríssimo lugar no nosso grupo de apuramento, com nove pontos, enquanto albaneses e dinamarqueses têm apenas sete.

Ficamos quase todos satisfeitos, naturalmente. Excepto os tais comentadores com cara de enterro e aqueles comensais que se confessaram servos da Sérvia lá para as Portas de Benfica.

A esta hora estão a engolir pastilhas contra a azia. Oxalá lhes façam bem.


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18 Nov 14

images[8].jpg 

 

Ia decorrido o minuto 66 do Portugal-Argentina, esta noite disputado em Old Trafford, quando aconteceu aquilo que Adrien Silva há muito merecia e há muito esperava: entrou finalmente em campo, estreando-se pela selecção nacional de futebol. Aconteceu só agora, com Fernando Santos a liderar a equipa das quinas, mas já devia ter acontecido antes, sob o comando de Paulo Bento: Adrien fez uma excelente época 2013/14 ao serviço do Sporting e justificou plenamente a viagem ao Mundial do Brasil que o ex-seleccionador lhe negou.

De qualquer modo, valeu a pena esperar. Bastaram pouco mais de 20 minutos em campo para Adrien ter intervenção directa no golo solitário da vitória portuguesa contra os vice-campeões do mundo. Um jogada ocorrida no último minuto do desafio, iniciada com uma recuperação de bola do médio leonino e culminada num cabeceamento vitorioso de Raphael Guerreiro após cruzamento de Quaresma, que assim se confirma como o rei das assistências da selecção. Por coincidência, trata-se de outro jogador proscrito pelo antecessor de Fernando Santos, que lhe negou o passaporte para o Campeonato do Mundo.

 

Dir-se-á que o jogo interessava pouco por ser a feijões. Dir-se-á que o único motivo de interesse era assistir ao confronto Messi-Cristiano Ronaldo, que durou apenas 45 minutos pois ambos foram substituídos ao intervalo, para frustração dos 40 mil espectadores presentes no estádio do Manchester United. Eu direi que todos os desafios contam. E este, para nós, acabou por ser bastante mais do que um jogo-treino.

Em primeiro lugar pelo resultado: há 42 anos - desde a Mini-Copa de 1972 - que Portugal não vencia a Argentina.

Em segundo lugar por se comprovar que é possível vencermos sem Cristiano Ronaldo em campo.

Em terceiro lugar por esta ter sido mais uma oportunidade para renovar a selecção. Contrariando algumas vozes agourentas que já se escutavam por aí.

 

Há dias, na vitória contra a Arménia, estreara-se o jovem Raphael, com apenas 20 anos: desta vez, no seu segundo jogo ao serviço da turma nacional, confirmou a excelente impressão que causara nessa partida. Hoje houve mais três estreias: Adrien, com 25 anos; o lateral-esquerdo Tiago Gomes (do Sp. Braga), com 28 anos; e o central José Fonte (capitão do Southampton), com 30 anos.

Todos confirmaram as expectativas. Fernando Santos poderá contar com eles.

E parece contar também com algo importante em futebol: a estrelinha da sorte. Venceu hoje o terceiro jogo consecutivo. Sem ver Portugal sofrer qualquer golo nestes 270 minutos, o que merece destaque.

O resultado foi superior à exibição? Pois foi. Antes isso do que o contrário. Não sei o que vocês pensam: eu prefiro assim.


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16 Nov 14
Evidências
Pedro Correia

Com Fernando Santos regressaram à selecção nacional Ricardo Carvalho, Tiago, Danny, Bosingwa e Quaresma. Portugal melhorou.

As coisas são o que são.


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15 Nov 14

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