16 Mai 17

Não faltou optimismo nos prognósticos do Feirense-Sporting. Faltou foi haver quem em campo soubesse levá-los à prática.

Resultado: mais uma jornada de previsões falhadas aqui no blogue. Até nisto está a ser uma época para esquecer.


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13 Mai 17

Não gostei

 

Do resultado.  Deslocação deprimente a Vila da Feira. Trazemos de lá uma derrota por 1-2. A segunda consecutiva num campeonato onde já somámos seis.

 

Da exibição. Sofrível, sem capacidade de virar o resultado, sem espírito leonino. Muita posse de bola (69%) mas quase sempre inconsequente. E vários jogadores actuando já no limite das forças - incluindo Adrien, Bruno César e William Carvalho.

 

De mais três pontos perdidos. Vinte desperdiçados em desafios fora de casa neste campeonato.

 

De mais dois golos sofridos de bola parada. E vão cinco em dois jogos consecutivos. Nenhuma equipa verdadeiramente grande vacila tanto nestas ocasiões.

 

De Rúben Semedo. Alinhou hoje como titular, rendendo Paulo Oliveira. Mas fez uma exibição para esquecer, cometendo um penálti totalmente desnecessário aos 68' que viria a proporcionar o golo da vitória ao Feirense. E podia ter visto o cartão vermelho, que o árbitro Vasco Santos lhe perdoou neste lance.

 

Que Gelson Dala não tivesse saltado do banco. Nem com o Sporting a perder desde o minuto 69 Jorge Jesus mandou entrar o avançado angolano, que nesta época já se distinguiu ao serviço do Sporting B, marcando 12 golos em 16 jogos. Espantosamente, ou talvez não, o treinador leonino nem sequer se deu ao incómodo de esgotar as substituições.

 

De ver Bas Dost novamente em branco. O holandês só esteve em evidência no lance do nosso golo, em que um seu cabeceamento dentro da área funcionou como assistência para Gelson Martins.

 

De ver Jesus a gritar e esbracejar junto à linha. Se berros de treinador vencessem campeonatos, o Sporting teria sido campeão com larga vantagem nesta Liga 2016/17.

 

 

Gostei

 

Da equipa do Feirense. Competente, bem organizada, venceu pela primeira vez uma equipa chamada grande. Triunfo merecido.

 

Do regresso de Gelson Martins. Foi novamente o melhor jogador do Sporting: um golo marcado, logo aos 19', e uma bola disparada à barra e à trave que aos 73' poderia ter dado o golo do empate que nos fugiu.

 

De Jefferson. Boa partida do brasileiro, que regressou à titularidade e correspondeu. Em velocidade, cruzamentos bem colocados (63' e 90'+3', por exemplo) e até na qualidade dos seus lançamentos laterais. Um deles esteve na origem do nosso golo.

 

De termos garantido o terceiro lugar na classificação final. Não por mérito próprio nestas últimas duas jornadas, mas devido à goleada sofrida pelo V. Guimarães no estádio da Luz. Escreveu-se direito por linhas tortas: ganhámos assim o acesso ao play off da Liga dos Campeões.


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12 Mai 17

Na penúltima jornada do campeonato, o Sporting vai jogar em casa do Feirense. Será amanhã, pelas 20.30. Com arbitragem de Vasco Santos.

Percebo que o vosso entusiasmo para fazer prognósticos seja agora muito reduzido ou mesmo nulo. De qualquer modo, fica lançado o desafio. A quem quiser.  


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12 Jan 17

Sorte de principiante? O nosso leitor Tiago, que se estreou nestes palpites do És a Nossa Fé, acertou no resultado do Sporting-Feirense (2-1). E mesmo sem adiantar os marcadores dos golos foi ele o vencedor desta ronda, pois mais ninguém antecipou o desfecho desta partida que projectou o grande Bas Dost para a liderança dos goleadores da Liga 2016/17.

 


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09 Jan 17

O jogo começou bem, com o primeiro golo leonino logo aos 5'. Aos 17', já vencíamos por 2-0 e pairou pela primeira vez em meses, nas bancadas de Alvalade, a hipótese de assistirmos a uma goleada - algo que ainda não vimos, pela parte do Sporting, nesta frustrante Liga 2016/17.

Mas os dois golos de Bas Dost parecem ter anestesiado a nossa equipa, que a partir da meia hora começou a "defender o resultado" frente ao modesto Feirense, segurando a bola, temporizando o jogo, rematando para trás. Como se não quisesse marcar o terceiro, que decidiria o destino do encontro.

Todos sabemos que 2-0 é um dos resultados mais traiçoeiros em futebol, capaz de desconcentrar a equipa que está em vantagem provisória e retirar-lhe dinâmica competitiva. Assim chegámos ao intervalo. E de lá viemos intranquilos, jogando sob brasas - algo a que não terá sido alheia a lesão de Adrien que forçou o nosso capitão a abandonar o campo de maca aos 37', envergando um colar cervical. Para o seu lugar entrou Elias, especialista em lateralizar o jogo e amolecer o nosso meio-campo, que se foi tornando cada vez mais permeável às investidas adversárias.

Aos 61', de bola parada, sofremos o golo. E a equipa acusou uma tremideira que seria impensável à partida, tratando-se de um desafio com o 15.º classificado do campeonato. Num jogo em que Gelson Martins esteve apagado, valeram os golos apontados pelo internacional holandês e as boas exibições de Campbell e Alan Ruiz (este sobretudo na primeira parte). Também a sorte nos sorriu perante uma fífia de Beto, que entregou a bola a quem não devia e arriscou sofrer o segundo golo nesse lance.

Bas Dost, o melhor em campo. Segue o Chaves, a encerrar a primeira volta da Liga 2016/17.

 

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BETO (4). Parecia bem, destemido entre os postes, neste seu quarto jogo consecutivo como titular da baliza leonina. Mas entregou a bola ao adversário em zona proibida (78') num lance que quase originou o empate do Feirense.

ESGAIO (5). Certinho a defender, mas demasiado contido nas acções atacantes, o que contribuiu para a perda de influência de Gelson, seu parceiro no corredor direito. Ou agarra agora a titularidade ou nunca mais a consegue.

COATES (6). Seguro, com boa técnica individual e uma impressionante capacidade de desarme. É também o defensor leonino que lança melhor a bola em fase de construção. Aos 62', impediu o Feirense de empatar o jogo.

PAULO OLIVEIRA (6). Regressou à titularidade no dia em que festejou 25 anos. Concentrado, participou em várias acções de desarme sem fazer falta. Arrancou palmas com um corte em velocidade que entusiasmou os adeptos (51').

BRUNO CÉSAR (5). Oscilante. Participou na construção do primeiro golo, fazendo uma excelente tabelinha com Campbell. Mas foi apático no lance do golo adversário, deixando Platiny movimentar-se à vontade dentro da área.

WILLIAM CARVALHO (6). Seguro a prender a bola e a descobrir linhas de passe, como é costume, perdeu fulgor após a saída forçada de Adrien, com quem se entende muito bem. Mas foi um dos que resistiram melhor à tremideira.

ADRIEN (6). Comandou as operações de ataque logo nos segundos iniciais, ameaçando o Feirense com um forte remate. Outro, aos 14', rasou a barra da baliza. Lesionado aos 36', viu-se forçado a abandonar. A equipa ressentiu-se.

GELSON MARTINS (5). Muito contido desta vez, sem criar os desequilíbrios a que já nos habituou. Podia ter marcado o terceiro golo leonino aos 27', com um remate cruzado, a passe de Alan Ruiz. Foi o seu melhor momento no jogo.

CAMPBELL (7). Grande exibição do internacional costarriquenho, que agarrou a titularidade. Assistiu Dost no primeiro golo. Bons lances individuais (15' e 84'). Aos 82', isolou Bryan Ruiz: foi quase meio golo. Saiu esgotado aos 90'.

ALAN RUIZ (6). Entrou no onze inicial como segundo avançado. E cumpriu. Fez a assistência para o segundo golo. Grandes passes para Gelson (27' e 47') e Campbell (58'). Bom remate (38'). Substituído aos 69', já muito cansado.

BAS DOST (7). De um ponta de lança espera-se que faça o que ele tão bem fez neste jogo: marcou dois golos, aos 5' e aos 17', Aos 8', cruzou muito bem para Gelson Martins, que chegou atrasado. Lidera a lista dos goleadores da Liga.

ELIAS (3). Lançado de emergência aos 37', pela inesperada lesão de Adrien, contribuiu para que a equipa recuasse e se retraísse. Destacou-se só a lateralizar jogo e a fazer faltas. Ao segundo amarelo, foi para a rua. Ficámos com dez.

BRYAN RUIZ (4). Não perdeu a técnica individual mas perdeu a intensidade competitiva. Entrou aos 69', para o lugar do outro Ruiz, sem vantagem para a equipa. Desperdiçou uma ocasião de marcar, isolado (82'). Nele, já é um clássico.

JEFFERSON (-). Entrou aos 90', substituindo o muito aplaudido Joel Campbell. Uma entrada que se destinou apenas a queimar tempo: havia que segurar a magra e tremida vantagem frente ao Feirense.

 


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08 Jan 17

Gostei

 

Do resultado. Vitória tangencial em casa, por 2-1, frente ao modesto Feirense, que ocupa o 15.º lugar no campeonato. Valeu pelos três pontos conquistados, que nos permitiram encurtar distância face ao FC Porto e igualar o Braga, à 16.ª jornada. Mas a boa exibição do primeiro tempo morreu ao intervalo e não foi reeditada na segunda parte, em que os nervos imperaram e o fantasma de um novo empate caseiro chegou a pairar em Alvalade.

 

Dos dois golos marcados cedo. Já vencíamos 2-0 aos 17 minutos e estivemos à beira de marcar o terceiro: chegou a cheirar a goleada. Em vez disso a equipa relaxou, desconcentrou-se, começou a recuar no terreno e a atrasar bolas ao guarda-redes. Não havia necessidade.

 

De Bas Dost. Alguém duvidava ainda que foi o melhor reforço do Sporting para esta temporada? O internacional holandês marcou os nossos dois golos, confirmando a sua veia ofensiva. Foi o melhor em campo não só por ter bisado mas também pelos lances que construiu, servindo os companheiros. Com 13 golos por sua conta nesta época, ascendeu hoje à posição de melhor goleador do campeonato, onde já marcou 11 vezes, ultrapassando André Silva (FCP) e Marega (V. Guimarães).

 

De Campbell. Quem disse que rende melhor quando é lançado do banco a meio do jogo? Hoje voltou a ser titular e a exibir a sua classe em Alvalade, onde foi um dos obreiros desta vitória. Causou vários desequilíbrios na sua ala ofensiva com lances em que exibiu a sua excelente técnica individual. De um desses lances resultou a assistência para o primeiro golo, logo aos 5'. Outro, aos 82', permitiu isolar Bryan Ruiz, que desperdiçou.

 

De Alan Ruiz. Boa primeira parte do argentino - a sua melhor prestação desde que enverga a camisola do Sporting. Foi dele a assistência para o segundo golo, num passe primoroso que Bas Dost aproveitou da melhor maneira. Já na segunda parte, e enquanto teve fôlego, fez ainda grandes aberturas para Gelson Martins (47') e Campbell (58'). Está muito mais integrado nos automatismos da equipa, progredindo de jogo para jogo.

 

Do apoio dos adeptos. Mesmo numa noite fria, e sem a equipa adversária prometer grande despique, as bancadas de Alvalade estiveram bem povoadas: 40.027 pessoas compareceram no nosso estádio.

 

 

Não gostei

 

Da nossa segunda parte. A equipa caiu muito após o intervalo, tornando-se intranquila e deixando o Feirense comandar parte das operações. O nervosismo contagiou o próprio guarda-redes: Beto, aos 78', ofereceu a bola a um adversário em zona proibida num lance de que poderia ter resultado o golo do empate.

 

Do golo consentido ao Feirense. Iam decorridos 61', quando a equipa visitante gelou Alvalade com um golo de bola parada em que a nossa defesa foi mal batida. Era o resultado do recuo no terreno e da ilusão de que a vitória estava assegurada. Seguiu-se meia hora de tremideira. Começa a tornar-se um hábito, seja quem for a equipa que nos visita.

 

Da lesão de Adrien. Num lance em que foi alvo de falta, por jogo perigoso de um adversário, o nosso capitão saiu maltratado, queixando-se da cabeça. Acabou por ser retirado de maca, aos 37', sendo conduzido de ambulância ao hospital. Esperamos todos que não tenha passado de um susto. Porque o Sporting não é o mesmo sem Adrien, como bem se viu durante o longo mês em que o campeão europeu esteve longe dos relvados.

 

De Elias. É inevitável: quando Adrien sai para entrar Elias, a nossa equipa baixa logo de rendimento. Voltou a acontecer hoje, para não fugir à regra. Com uma agravante: em pouco mais de 50 minutos em campo, o brasileiro fez faltas que lhe valeram dois cartões amarelos e a consequente expulsão.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus - que, por castigo, assistiu ao jogo da bancada - deixou-o fora do onze titular. O que bem se compreende. Em campo desde o minuto 69, o costarriquenho fez mais do mesmo: adornou lances, retardou o ritmo colectivo, fez dois passes ao guarda-redes do Feirense. E falhou um golo cantado, aos 82', quando Campbell o isolou frente à baliza. Mais do mesmo, portanto. Nada de novo.

 

Da distância face ao primeiro. Temos agora 33 pontos e recuperámos terreno perante FC Porto (35) e Braga (33). Mas continuamos a oito do Benfica (41).


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06 Jan 17

O Sporting regressa à competição da Liga 2016/17, agora na 16.ª jornada, recebendo o Feirense em Alvalade neste domingo, a partir das 20.15, com arbitragem de Bruno Esteves.

Quais são os vossos prognósticos?


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