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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - O momento Mourinho de Sérgio Conceição

Estava a época 2002/2003 no seu início quando um jovem José Mourinho tomou a decisão de afastar Vitor Baía após um incidente disciplinar protagonizado pelo guardião. Com esta decisão, o treinador portista conseguiu afirmar-se perante o grupo, acabando por vencer a Taça UEFA nesse ano (já com Baia a titular), a que adicionaria a conquista da Champions no ano seguinte.

A decisão tomada hoje por Sérgio Conceição - que tem excedido largamente as expectativas, tanto na liderança do grupo como no nível de jogo apresentado - de optar por José Sá em detrimento de Iker Casillas "cheira" a tentativa de afirmação por parte do técnico dos dragões. Independentemente de ter havido ou não algum motivo de ordem disciplinar - algo puramente especulativo neste momento - o promissor treinador admitiu publicamente que escolheu Sá porque produz as suas escolhas através dos treinos e o jovem guardião lhe dava mais garantias para este jogo. A verdade é que, ao contrário de Mourinho, Sérgio começa a perder esta aposta: a equipa jogou bastante mal, foi claramente dominada pelo Red Bull Leipzig - ao ponto de o resultado ter sido lisonjeiro - e a sua aposta para a baliza falhou clamorosamente, abrindo caminho ao primeiro golo dos alemães. Para além disso, coincidência ou não, a defesa portista pareceu sempre pouco confortável e, fundamentalmente, o Porto foi derrotado e está neste momento fora dos lugares de qualificação para a próxima fase da Champions.

Casillas é um jogador difícil de ter no banco. Está habituado a ter protagonismo e à sua volta existe sempre imenso mediatismo. Quem ganha tem sempre razão, mas o Porto perdeu. E agora, Sérgio?

 

P.S. Existe um tipo de técnico, de que o melhor exemplo será Manuel Machado, que permanentemente ajusta o seu modelo de jogo ao adversário. Outros, como Mourinho ou Jesus, não perdendo a sua identidade, produzem algumas adaptações face à observação dos adversários. Sérgio Conceição parece pertencer a uma terceira estirpe, a dos treinadores que não prescindem das suas ideias, do ADN do seu futebol, independentemente do adversário, um pouco ao estilo da escola do Ajax. Posso estar a ser injusto - Sérgio até disse que tinha avisado para os movimentos interiores dos alas -, mas ficou a ideia de que o Porto não estudou suficientemente o Leipzig, algo que já tinha transparecido aquando da visita do Besiktas.

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Os nossos jogadores, um a um

Outro empate do Sporting no campeonato - o segundo consecutivo. Desta vez em casa, frente ao FC Porto.

O primeiro clássico da temporada foi dominado na primeira parte pelo portistas, conseguindo o Sporting supremacia em largos períodos do tempo complementar. Mas o nulo inicial não chegou a ser desfeito.

Nota negativa para as fracas exibições de vários dos nossos jogadores. Ou por cansaço físico ou por acusarem em excesso a responsabilidade deste jogo.

Nota negativa também para a ausência de Fábio Coentrão do onze titular. Começa a ser intrigante - e preocupante - a condição física do lateral esquerdo.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

 

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RUI PATRÍCIO (8). O nosso guardião esteve ao seu melhor nível. Travou sempre com sucesso os duelos com os avançados adversários. Evitou três golos quase certos (40', 44', 79'). O melhor Leão em campo.

PICCINI (6). Travou um duelo duríssimo com Brahimi, que lhe deu sempre muita luta. Não se saiu mal neste combate com um dos extremos mais acutilantes do campeonato português.

COATES (6).  Exibição oscilante, mas com momentos de grande fulgor, nomeadamente quando fez um corte providencial. Sempre que pôde, ajudou a empurrar a equipa para a frente.

MATHIEU (7). Voltou a ser o melhor do quarteto defensivo. Ganhou todos os duelos com a bola no ar e revelou a habitual precisão de passe. Acabou o jogo a fazer também de lateral esquerdo improvisado.

JONATHAN SILVA (3). O pior desempenho do onze titular. No primeiro tempo, em especial, teve momentos desastrosos. Melhorou um pouco na segunda parte, quando actuou quase só como médio ala.

WILLIAM CARVALHO (7). Contribuiu para a boa organização leonina do segundo tempo ao recuperar bolas e colocá-las com visão estratégica nas posições mais avançadas. Revelou grande fulgor físico.

BATTAGLIA (4). A pior exibição do médio argentino desde que joga de verde e branco. Na primeira parte, em particular, quase nada lhe saiu bem. Nem passes, nem bolas disputadas, nem aceleração de jogo.

GELSON MARTINS (6). Procurou sempre dinamizar a equipa, mas abusou das fintas inconsequentes, com alguma falta de objectividade. No entanto, envolveu-se muito no processo defensivo. Sem acusar cansaço.

ACUÑA (5). Jogou em sub-rendimento, acusando desgaste físico. Mas foi sempre muito combativo, embora com manifesta crise de inspiração em determinados lances cruciais.

BRUNO FERNANDES (4). O nosso médio mais criativo ficou muito aquém do que esperávamos dele. Pior momento: quando desperdiçou a melhor oportunidade de marcar, aos 59'. Substituído aos 62'.

BAS DOST (5). Cinco jogos sem marcar. Com espírito de equipa, integrou-se no processo defensivo. Mas anda com défice de golos. Podia ter marcado aos 59', mas Bruno foi egoísta e não lhe passou a bola.

BRUNO CÉSAR (6).  Entrou aos 62', substituindo Bruno Fernandes, e acelerou o jogo, conferindo acutilância à ala esquerda, onde se integrou com desenvoltura na melhor fase do Sporting neste clássico.

PODENCE (-).  Entrou aos 90', substituindo Acuña. Opção inexplicável, quando precisávamos de marcar um golo e não de queimar tempo. Mal chegou a tocar na bola. 

Rescaldo do jogo de ontem

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Não gostei

 

 

Do empate em casa (0-0) frente ao FC Porto. A jogar em casa, com estádio quase cheio e os adeptos a puxarem pela equipa, o onze leonino foi incapaz de vencer um dos seus adversários directos na luta pelo título. Houve repartição de pontos mas os portistas, naturalmente, têm mais motivos para sorrir. Desde logo porque permanecem na frente.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem vencer. Empate caseiro com o Marítimo para a Taça da Liga, empate em Moreira de Cónegos para o campeonato, derrota em Alvalade com o Barcelona e agora o nulo imposto pelo FCP em Alvalade. A pedalada revelada pelo Sporting no início da época parece ter-se desvanecido.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem marcar. Ficámos a zero contra o Marítimo, contra o Barcelona e agora contra o FCP. E contra o Moreirense o nosso único golo resultou de um mau alívio de um jogador adversário, que introduziu a bola na própria baliza. Dá que pensar.

 

Do quinto jogo consecutivo sem Bas Dost marcar. O que se passa com o nosso goleador, que voltou a ter uma exibição muito apagada? Nem sequer conseguiu cabecear com êxito num dos dez cantos de que dispusemos.

 

Dos primeiros 45 minutos. Medíocre exibição do Sporting, que consentiu domínio portista em todas as zonas do terreno. Na primeira parte só fizemos um remate enquadrado à baliza adversária.

 

Do banho táctico dos portistas na primeira parte. Sérgio Conceição manietou o onze leonino com uma boa organização e uma forte consistência da sua equipa. Jesus foi incapaz de encontrar um antídoto eficaz antes de o árbitro apitar para o intervalo.

 

Da ausência de Fábio Coentrão. Foi um dos reforços da temporada, mas passa mais tempo fora do que dentro. Desta vez voltou a estar ausente.

 

De Jonathan Silva. Nervoso, jogando sempre nos limites da ansiedade, quase nada lhe saiu bem. Falhou passes, falhou desmarcações, falhou recuperações de bola. Uma exibição para esquecer.

 

De Battaglia. A pior actuação do médio argentino vestido de verde e branco. Sobretudo na primeira parte, em que foi incapaz de se revelar o dínamo da equipa, ao contrário do que já nos tem habituado.

 

Do falhanço de Bruno Fernandes, aos 59'. O médio criativo foi um dos elementos em má forma neste jogo. Podia ter marcado, na melhor ocasião de golo do Sporting, mas acabou por rematar por cima da baliza. Quando tinha Bas Dost livre de marcação poucos metros à sua esquerda. Em alta competição estes erros pagam-se caros.

 

Da entrada de Podence aos 90'. Uma substituição absurda, como se precisássemos mais de queimar tempo do que de virar o jogo. O jovem médio leonino nem chegou a tocar na bola. Entrou para quê?

 

 

Gostei

 

De Rui Patrício.  Desempenho irrepreensível do melhor guarda-redes português, único jogador leonino - a par de Mathieu - que esteve ao seu nível. Impediu pelo menos dois golos do FC Porto, um em cada parte. Foi o melhor jogador do Sporting neste desafio.

 

De Mathieu. Os colegas apresentaram-se em campo intranquilos e desconfortáveis, acusando talvez o peso do clássico. Ele não. Actuou com a serenidade e a eficácia de sempre, acorrendo sem cessar às dobras de Jonathan e lançando a bola bem colocada na organização ofensiva.

 

De William Carvalho. Irregular na primeira parte, partiu para uma grande exibição no tempo complementar, em que foi decisivo para consolidar o empate. E até tentou o golo, em duas ocasiões - numa das quais a bola acabou por embater nos ferros. Precisamos de um William em boa forma para mantermos intactas as aspirações ao título.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. O nosso bloco defensivo continua a revelar uma apreciável solidez.

 

Da bonita homenagem de Adrien ao intervalo. Nunca nos esqueceremos dele.

 

Foto minha, tirada antes do jogo em Alvalade

Hoje giro eu - E esta, hein?

Aqui há alguns anos atrás, Fernando Pessa apresentou um conjunto de reportagens vintage - escola BBC - onde eram descritas variadíssimas situações bizarras ou insólitas que ocorriam na cidade de Lisboa e que terminava com a frase: "E esta, hein?".

Vem este arrazoado a propósito das previsões  dos "especialistas" do futebol português para o desempenho na Champions, condenando, ao melhor estilo manuel machadês, o Sporting à luta pela qualificação para a Liga Europa e dando favoritismo a Benfica e Porto para seguirem para a segunda fase da prova milionária.

Sabe-se lá por que sortilégio da fortuna, então não é que a realidade lhes pregou uma peça nesta primeira ronda , tendo o "underdog" Sporting vencido (e fora) e os super-híper favoritos Benfica e Porto perdido (em casa)?

Pode ser que isto fique por aqui, mas que deu gozo ver a cara dos gurus da bola depois destes acontecimentos, lá isso deu. Homenageando (e parafraseando) o grande Pessa, é caso para dizer: "E esta, hein?".  

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 Sentido obrigatório para a Segunda Fase da Champions?

 

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Olhe que não, olhe que não...

Marques não leu 'O Jogo'

O director de comunicação do FC Porto - que, para meu espanto, alguns sportinguistas têm transformado de há uns meses para cá numa espécie de herói do futebol português - não leu hoje o seu jornal favorito, que é O Jogo. Se o tivesse lido, talvez não debitasse este disparate, contestando um penálti claro cometido contra Bas Dost num desafio em que o árbitro Bruno Paixão fez vista grossa a outro, cometido contra Coates.

Francisco Marques ignorou o que sobre o mesmo tema observaram Jorge Coroado, José Leirós e Fortunato Azevedo no jornal mais conotado com o FC Porto. O Jogo, aliás, evidencia de forma clara em título de primeira página: "Tribunal unânime: penálti bem marcado e outro por marcar a favor do Sporting". Todos repararam nisto menos o baralhado Marques, que acabou assim por destilar ódio contra o Sporting em vez de se preocupar com a sua própria casa.

Mas do mal o menos: pode ser que a partir de agora os tais sportinguistas abram os olhos e deixem de o encarar como uma espécie de herói.

Um caso cada vez mais raro

Soube-se há pouco que o FC Porto, clube que ficou em segundo lugar na Liga 2016/17, prescindiu dos serviços de Nuno Espírito Santo. Ainda antes de se ter cumprido um ano da sua entrada em funções e no termo de um campeonato em que a Direcção portista se queixou o tempo todo de ter sido prejudicada pelas arbitragens, argumentário que não cola com o despedimento da equipa técnica.

O treinador facilitou de imediato o processo de decisão da SAD liderada por Pinto da Costa, que se prepara para contratar o sexto treinador em quatro anos: comunicou de imediato que abdicará dos dois milhões de euros adicionais a que tinha direito por cláusula contratual.

Presto-lhe a minha homenagem. Além de ser um bom profissional, infelizmente não reconhecido na estrutura directiva das Antas, Nuno é um verdadeiro senhor. Pudessem outros seguir-lhe o exemplo.

Boa notícia

Acaba de ser anunciado o reatamento das relações institucionais entre o Sporting e o FC Porto, dada a convergência dos dois clubes em matérias muito relevantes. Eis algumas: apoio aos vídeo-árbitros; publicitação dos relatórios dos árbitros e dos delegados; alterações ao regulamento disciplinar; atribuição dos títulos de campeão nacional às equipas vencedoras do extinto Campeonato de Portugal; regresso dos processos sumaríssimos em lances que os árbitros estejam impedidos de ver; cumprimento escrupuloso da lei relativamente às claques e à violência no desporto; redução do número de jogos disputados em horário nocturno.

É uma boa notícia: o Sporting retoma o caminho certo, resistindo à tentação de manter conflitos abertos em diversas frentes simultâneas.

Nenhuma batalha decisiva se ganha sem aliados.

Ainda o mister e o pequeno Palha

Ouvi as declarações que o Frederico aqui transcreveu. Não dei grande importância, é de Jorge Jesus que falamos. A meu ver, é um meet halfway. Não é capaz de dizer "eu não vi bem isto", mas também não vi ali intenção de queimar o Palhinha. Já o conheciamos, já sabiamos que não é de se conter, muito menos em flashes. Não adoro o estilo, sou sempre pelo recato nestas coisas, mas também não me surpreende ou ofende.

Acima de tudo, a sensação que tive quando o ouvi, foi que tinha estado a ler o mesmo que eu no twitter. Justificou a escolha de Palhinha, de Matheus, o abraço a Casillas e elogiou a nossa segunda parte.

O que me ofende, isso sim, é depois de Gelson e Palhinha serem bastante claros, ver jornalistas e outros tentarem fazer de quem os lê, parvo, descontextualizando e levantando falsas suspeitas em palavras claras. Os rapazes foram bem explícitos nas suas palavras. Se são eles ou não, pouco me importa, o que está lá escrito não deixa dúvidas. O que não me ofende, mas custa, é ver spotinguenses saltarem borda fora quando as coisas correm mal: aquele adepto que nestas alturas "até nem ligo muito". Já sei, vão dizer-me que não devo conhecer os adeptos do Sporting. Conheço lindamente, e é por isso que estas raridades me chamam tanto a atenção. Querem estar do lado certo, que nem sabem bem qual é. Acham que é o de quem ganha, e até pode ser, mas neste clube isso não tem acontecido muitas vezes (no futebol... já sei que o Sporting é mais que isso), portanto, ou se tem estofo ou não se tem. Não tendo, agradece-se que se pense antes de se disparatar.

Sigamos em frente, agora há espaço e tempo para experimentar miúdos, reforços, uns com os outros ou isolados. Ponha-se Esgaio na esquerda, não pareceu mal. 

Ah, e há eleições pela frente. Saibamos não perder a cabeça, não quero receber o meu leão de 25 anos de sócia de um erro de casting.

Os nossos jogadores, um a um

Jorge Jesus gosta de inovar. E geralmente sai asneira. Voltou a acontecer esta noite, no estádio do Dragão. Com três jogadores ausentes - William castigado, Bruno César e Campbell lesionados - o técnico fez alinhar no onze titular dois jogadores sem o menor entrosamento colectivo nem rotina competitiva no plantel leonino: Palhinha para a posição de médio defensivo, Matheus Pereira para extremo esquerdo.

O problema é que não se tratava de um jogo qualquer: disputava-se um clássico, o FC Porto-Sporting, e neste desafio a nossa equipa apostava a última cartada nesta liga 2016/17. Era um jogo de tudo ou nada. Jogo que começámos a perder logo aos 6', oferecendo um golo à equipa adversária. Aos 40', o FCP ampliava a vantagem e o intervalo chegava sem que o Sporting tivesse feito um só remate.

Na segunda parte Jesus mexeu três vezes na equipa - e sempre para melhor. Fez entrar Alan Ruiz logo no minuto inicial do tempo complementar, substituindo Matheus com larga vantagem. Aos 57', Esgaio passou a alinhar na lateral esquerda, substituindo o medíocre Marvin. E aos 80' Podence rendeu Palhinha, que teve uma prestação esforçada mas sofrível.

Estas três mudanças tornaram ainda mais inexplicáveis as opções iniciais do técnico - sobretudo quando Alan Ruiz marcou um grande golo com um remate de meia-distância, aos 60', fazendo tremer os portistas. Era caso para perguntar por que motivo o argentino permaneceu os primeiros 45 minutos sentado no banco.

O Sporting dominou toda a meia hora final, embora sem conseguir mais golos. Aos 57', Adrien rematou à barra após jogada exepcional de Gelson Martins. E no instante derradeiro Casillas travou um fulgurante cabeceamento de Coates, à queima-roupa, com uma defesa do outro mundo.

Caía o pano. E caíam também as últimas esperanças para o Sporting neste campeonato para esquecer. Ou para lembrar.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Sem culpas nos golos, em que voltou a ser traído pela habitual incúria dos seus colegas, não foi muito solicitado. No quarto de hora final procurou acelerar a construção do jogo com pontapés longos.

SCHELOTTO (5). Costuma correr muito, mas raramente com acerto. Voltou a ser apanhado diversas vezes desposicionado, o que já não surpreende. Mas anulou algumas investidas de Brahimi pelo seu flanco.

COATES (6). Esteve no pior, ao falhar a intercepção a Soares no segundo golo, e no melhor, com dois excelentes remates na sequência de cantos. O segundo, mesmo no fim do jogo, levava selo de golo. Casillas defendeu.

RÚBEN SEMEDO (4). Batido em velocidade por Soares no segundo golo portista, ocupava o mesmo sector do terreno que o colega uruguaio, o que revela descoordenação entre os centrais. Corte providencial aos 75'.

MARVIN (2). Displicente, abriu avenidas que procurou compensar com faltas. Corona fez-lhe um nó no primeiro golo. Aos 29' já tinha um amarelo. Aos 55' merecia ter recebido outro. Jesus deu-lhe ordem de saída logo a seguir.

PALHINHA (4). Estreia num clássico pela equipa principal. Acusou nervosismo na posição habitual do ausente William. Tem culpas evidentes no primeiro golo, desposicionado no segundo. Melhorou na segunda parte. Saiu aos 80'.

ADRIEN (6). Talvez o mais inconformado dos sportinguistas, percorreu quase o campo todo procurando abrir linhas de passe para os colegas. É cada vez mais um polivalente. E também remata. Aos 57' fez a bola embater na barra.

GELSON MARTINS (7). Marcado por Alex Telles na primeira parte, soltou-se na segunda. Protagonizou jogada de excelência aos 57', ultrapassando quatro adversários. O lance do golo começa nos pés dele. Aos 66' rematou por cima.

MATHEUS PEREIRA (4). Sem rotinas, foi lançado como factor surpresa por Jesus no onze titular leonino. Tinha tudo para dar errado. E deu mesmo: o jovem esforçou-se mas sem sucesso. Acabou por sair ao intervalo.

BRYAN RUIZ (6). Exibição regular do costarriquenho, com bons apontamentos em que evidenciou a sua qualidade técnica. Evidenciou-se na marcação de cantos e livres. Só causou perigo aos 49', com um cabeceamento à baliza.

BAS DOST (5). O seu melhor momento aconteceu numa recepção de bola aos 60', seguida de passe que funcionou como assistência para o golo de Ruiz. De resto o holandês esteve sempre dominado pela muralha defensiva do FCP.

ALAN RUIZ (7).  Entrou demasiado tarde, só na segunda parte. Imprimiu dinamismo à equipa mal entrou em campo, com passes muito bem medidos. Aos 60' marcou o golo leonino com um forte remate de meia-distância.

ESGAIO (6). Entrou muito bem aos 57, para o lugar de Marvin. Excelente arrancada pelo corredor esquerdo culminada com um cruzamento milimétrico aos 66'. Boa recuperação aos 89'. Bem melhor do que o holandês.

PODENCE (6). Estreia absoluta na equipa principal, aos 80', já na fase em que o Sporting tentava quase em desespero empatar a partida. Grande passe longo aos 84', bom lance indiividual aos 89', excelente centro aos 90'. Promete.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota no Dragão. Dissemos esta noite definitivamente adeus às hipóteses ainda remotas de disputarmos o título ao perdemos 1-2 com o FC Porto. E também praticamente já nos despedimos do acesso directo à Liga dos Campeões quando ainda faltam 14 jornadas para o fim. Seguimos a nove pontos do FCP e a sete (possivelmente a dez) do SLB.

 

Das invenções de Jorge Jesus. Após dois jogos com a frente de ataque aparentemente estabilizada, com Alan Ruiz a jogar atrás de Bas Dost, o treinador voltou a improvisar: deixou o argentino no banco e fez entrar como titular o jovem Matheus Pereira, que até agora apenas tinha jogado 4 minutos no campeonato. Consequência: oferecemos a primeira parte à equipa adversária. A equipa teve de ser refeita ao intervalo.

 

Do primeiro tempo. Uma nulidade. De tal maneira que o primeiro remate enquadrado à baliza, da nossa parte, ocorreu apenas aos 49'.

 

Do nosso descalabro defensivo. Mais dois golos sofridos, mais dois golos oferecidos. No primeiro, aos 6', Palhinha deixa Soares movimentar-se à vontade para abrir o marcador. No segundo, aos 40', os centrais estão demasiado adiantados e são ambos batidos em velocidade pelo mesmo jogador da equipa adversária.

 

Da lentidão leonina. Durante grande parte da partida, toda a organização de jogo do Sporting decorreu de forma denunciada e previsível, sempre pelas alas, permitindo que o FC Porto tivesse tempo suficiente para se colocar de prevenção. Bas Dost praticamente não recebeu uma bola disponível na grande área.

 

De três ausências. William Carvalho esteve ausente por castigo. Bruno César e Joel Campbell, lesionados, também ficaram de fora. Todos fizeram falta.

 

Do lamentável balanço da nossa equipa. Em dez jogos disputados fora de casa para o campeonato, até agora só conseguimos vencer três. Uma estatística típica de equipa pequena, não de equipa grande.

 

 

Gostei

 

Da segunda parte. Nos últimos 45 minutos dominámos, fomos claramente superiores. E o Sporting foi a única equipa a marcar. Devíamos ter despertado mais cedo.

 

De Alan Ruiz. O argentino - que vinha com exibições em crescendo - ficou desta vez fora do onze titular. Inexplicavelmente, entrou só na segunda parte. Ainda a tempo de marcar um grande golo, aos 60'. O seu golo de estreia pelo Sporting no campeonato. Com ele em campo, a equipa melhorou muito. Na qualidade de passe, na manobra ofensiva, na vocação atacante. Para mim, foi ele o sportinguista que hoje mais se destacou.

 

De Gelson Martins. Protagonista da melhor jogada do desafio, quando dribla quatro adversários e coloca a bola nos pés de um colega - Adrien, que rematou à barra. Iam decorridos 57 minutos, o Sporting fazia tremer o público afecto ao FCP no estádio do Dragão.

 

De Adrien. Desta vez sem William, seu habitual parceiro no eixo do terreno, voltou a ser o dínamo da equipa, nunca dando uma jogada por perdida e ligando muito bem as linhas, dando profundidade ao jogo leonino. Merecia ter vindo pelo menos com um empate do Porto. A bola que mandou à barra coroou um exibição muito positiva.

 

Da estreia de Podence. O jovem atacante da formação leonina, recém-chegado de um empréstimo ao Moreirense, esteve pouco mais de dez minutos em campo. Tempo suficiente, no entanto, para protagonizar vários lances de qualidade. Não custa vaticinar que ascenderá a curto prazo à titularidade. Talento para isso não lhe falta, como ainda agora se comprovou.

Os melhores prognósticos

Mais uma vez houve vários vencedores neste nosso concurso de prognósticos para a época em curso. Eis os nomes de quem acertou no resultado do Sporting-FC Porto: Ceoma, Cristina Torrão, Francisco Vasconcelos, Gabriel Santos, Moisés Paiva e Leão de Queluz.

Aplicado o critério de desempate, fica excluído apenas o nosso amigo Leão de Queluz, pois os restantes mencionaram Slimani como marcador de um golo. Parabéns a todos eles.

O dia seguinte

Bernardo Ribeiro, Record: «Longe de ter sido uma grande partida de futebol, o confronto de Alvalade mostrou duas equipas com ideias de jogo muito diferentes, casos bem decididos e o triunfo do melhor conjunto, ainda que para isso tenha tido de saber sofrer até ao fim. As lágrimas de Slimani, decisivo mesmo de saída, foram o bónus para os adeptos leoninos.»

 

João Sanches, O Jogo: «Antes desse tiro [de Gelson, a marcar o segundo golo] já os verdes e brancos tinham mão na partida, porque o "cérebro" William, atrás, com liberdades concedidas pelo miolo contrário, teve espaço e tempo para pôr a equipa a carburar, combinando rápido no meio e forçando pelos flancos. E assim prosseguiria o homem que virou o tabuleiro, juntando a isso inúmeras recuperações e até incursões na área azul e branca. Se o mercado estava a vê-lo, cuidado...»

 

José Manuel Delgado, A Bola: «O Sporting apresentou-se contra o FC Porto fortíssimo, mandou quase sempre na partida e promete a solidez que lhe faltou na época passada, comprometendo as ambições da equipa. E ainda deve ser trazida aqui à colação a fantástica dinâmica que existe em Alvalade entre a equipa e os adeptos. O estádio do Sporting está transformado num vulcão, onde os adversários sentem o calor da paixão leonina. Um caso muito sério.»

Veredicto unânime: dois golos legais

Os calimeros do norte andam desde ontem a rasgar as vestes, insurgindo-se contra a arbitragem do clássico disputado em Alvalade e atribuindo ao homem do apito a terceira derrota consecutiva frente ao Sporting de era Jorge Jesus.

Têm razão?

Claro que não.

Basta ler os periódicos desportivos de hoje. Todos os analistas da arbitragem - sem excepção - consideram absolutamente legais os dois golos leoninos que arrumaram o FCP em Alvalade.

 

Nada melhor do que conferir o que escrevem, um por um.

 

Lance do primeiro golo:

Duarte Gomes, A Bola: «A bola vem do poste esquerdo para o peito de Gelson. Sem fora de jogo do leão e sem falta, pois a bola não vai ao braço. Slimani marcaria depois o golo. Legal.»

Jorge Coroado, O Jogo: «No momento da execução do livre e posterior recarga de Gelson, nunca houve fora de jogo ou outra irregularidade.»

José Leirós, O Jogo: «No momento em que a bola foi chutada, não há fora de jogo, nem Gelson tirou qualquer vantagem da sua posição.»

Marco Ferreira, Record: «Bruno César remata ao poste esquerdo da baliza de Casillas e a bola fica à mercê de Gelson Martins, que a domina com o peito e faz a recarga. O FC Porto reclama mão do jogador contrário, mas o árbitro decide bem, uma vez que Gelson domina a bola com o peito, não cometendo qualquer infracção. Slimani acaba por fazer golo na sequência do lance, espoletando protestos dos jogadores portistas. Boa decisão de Tiago Martins.»

Pedro Henriques, O Jogo: «Golo legal. Gelson não está fora de jogo e, após a bola ressaltar do poste, dominou-a com a coxa e o peito, nunca lhe tocando com o braço.»

 

Lance do segundo golo:

Duarte Gomes, A Bola: «A bola cabeceada por Felipe vai ao braço de Ruiz (a curta distância) e não o inverso. O braço está ao longo do corpo e sem aumento da volumetria. Lance bem validado.»

Jorge Coroado, O Jogo: «O ressalto foi próximo e terá batido na anca; mesmo que fosse na mão, teria sido bola na mão. Portanto, não houve ilegalidade.»

José Leirós, O Jogo: «Não há movimento do braço [de Ruiz] nem da mão na direcção da bola. Não teve um acto delibrado no contacto com a bola, que foi ao braço.»

Marco Ferreira, Record: «Boa decisão de Tiago Martins, a validar o segundo golo do Sporting apesar de a bola ter tocado no braço esquerdo de Bryan Ruiz. Após um corte de um defesa do FC Porto, a bola embateu no braço de Ruiz, colocado em posição normal e a uma distância muito próxima. O avançado do Sporting não procedeu a qualquer movimento deliberado com a intenção de jogar a bola com a mão, pelo que a decisão do árbitro foi a melhor, apesar dos protestos portistas.»

Pedro Henriques, O Jogo: «Lance legal. A bola é cabeceada de perto e vai ao braço, que está ao longo do corpo e em posição natural. Não há acto deliberado e intencional.»

Os nossos jogadores, um a um

Saímos de Alvalade com uma sensação de plenitude. Vimos um bom jogo, intenso e emotivo. E vimos a nossa equipa vencer mais um clássico - o sexto em sete partidas desde que Jorge Jesus foi contratado para treinador.

A vitória por 2-1 frente a um FCP mais sólido do que aquele que derrotámos a 2 de Janeiro para a Liga 2015/16 resultou de um exibição muito convicente - superior àquilo que indicia o resultado final, construído ainda na primeira parte após a turma portista ter estado a vencer.

Excelente organização colectiva da equipa leonina, com vários jogadores em excelente nível - quase a fazer esquecer já a ausência de João Mário, entretanto contratado pelo Inter. Não é fácil destacar um como melhor em campo, mas realço a presença combativa de Slimani, autor do nosso primeiro golo. Provavelmente o último que marcará pelo Sporting, pois despediu-se em lágrimas do público que o aplaudia sem reservas no fim da partida.

Aplausos bem merecidos para um dos maiores goleadores que vestiram a camisola verde e branca neste século. Ainda não partiu e já temos saudades dele.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Sofreu o primeiro golo deste campeonato, logo a abrir a partida, quando tinha o sol de frente e terá sido encadeado num lance de bola parada. Sem culpas neste lance, esteve em grande nível durante todo o jogo.

JOÃO PEREIRA (7). Não tem a energia de outros tempos, mas é um jogador cada vez mais racional. E combativo como sempre. Travou duelos constantes na sua ala e venceu a maioria deles. Com fibra leonina.

COATES (7). Outra exibição muito segura do central uruguaio com intervenções decisivas em diversos lances. Destaque para dois cortes consecutivos aos 54' e outro aos 71'. Dá solidez à equipa com a sua boa leitura de jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Impressiona como um jogador tão jovem tem já tanta maturidade competitiva. Todos os cortes lhe saíram bem e até pareciam fáceis - mesmo quando não eram. Grande qualidade na reposição de bola.

MARVIN (6). Foi o elemento mais apagado do nosso quarteto defensivo, sobretudo na primeira parte, em que por vezes se atrapalhou com a bola. Cresceu de rendimento no segundo tempo, saldando-se por uma exibição positiva.

WILLIAM CARVALHO (8). Foi um gigante nos confrontos individuais no meio-campo. E desta vez ousou diversas incursões pelo sector mais ofensivo. Cabeceou muito bem na sequência de um canto, mas Casillas negou-lhe o golo.

ADRIEN (8). Parece desdobrar-se em múltiplas acções de comando nas zonas mais diversas do campo. É o maestro indiscutível do nosso onze, mesmo quando aparenta algum cansaço, como hoje sucedeu perto do fim do jogo.

BRUNO CÉSAR (7). Nunca dá um lance como perdido, o que faz dele um elemento muito valioso no nosso plantel. Bom executante de lances de bola parada. Num livre, atirou ao poste. Da recarga viria o segundo golo. Saiu aos 90'.

BRYAN RUIZ (6). Muito marcado por Danilo, que lhe tolheu os movimentos, teve pouca posse de bola e não foi o desequilibrador a que nos habituou. Redimiu-se na jogada do segundo golo, assistindo Gelson Martins. Saiu aos 69'.

GELSON MARTINS (8). Pode ser o sucessor de João Mário e trabalha para isso: não se limita a brilhar na ala: já faz boas incursões para o eixo. Autor da recarga no primeiro golo e marcador do segundo, aos 26'. Substituído aos 69'.

SLIMANI (8). Marcou o primeiro golo (14') e teve excelente actuação no plano táctico, em pressão constante sobre a defesa, nunca deixando o FCP organizar-se a partir de trás. Alvalade tributou-lhe uma sentida e merecida homenagem.

CAMPBELL (7). Entrou aos 69' sob intensos aplausos de boas-vindas neste jogo de estreia com a camisola verde e branca. Correspondeu à expectativa com bons apontamentos, sobretudo no plano técnico. Temos reforço.

BRUNO PAULISTA (6). Entrou aos 69' com a missão de refrescar o meio-campo e desempenhou com brio a tarefa que lhe foi confiada. Vê-se no entanto que ainda lhe faltam rotinas que só virão quando tiver mais tempo de jogo.

CARLOS MANÉ (6). Jesus mandou-o entrar aos 90' para segurar a bola com a sua reconhecida mestria técnica. O jovem vice-campeão europeu sub-21 cumpriu, confirmando uma vez mais que o técnico pode confiar nele.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Triunfo indiscutível do Sporting no primeiro clássico da temporada. Vencemos e convencemos, com clara supremacia da nossa equipa frente ao FC Porto treinado por Nuno Espírito Santo.

 

Da reviravolta. Não é fácil virar o jogo perante uma equipa como o FCP estando a perder logo aos 8'. Mas o Sporting fez isso, com determinação e consistência, partindo para o intervalo já a vencer por 2-1, com dois golos marcados em doze minutos. O resultado manteve-se até ao apito final.

 

Da exibição. O Sporting apresentou em campo um onze maduro, sólido, seguro, confiante. Um onze construído à imagem e semelhança de Jorge Jesus.

 

Da intensidade do jogo. Partida emotiva, cheia de lances de ataque continuado e consistente. Um clássico que honrou os pergaminhos da modalidade.

 

De Slimani. Alguns imbecis especulavam antes deste desafio sobre o ânimo de Slimani, que já estaria "ausente" de Alvalade, considerando que já estaria com a cabeça noutro local, e que certamente iria "poupar-se" para preservar eventuais lesões. A exibição do avançado argelino provou o contrário: conquistou o livre que nos valeu o primeiro golo, marcado por ele (14'); foi sempre o primeiro jogador a perturbar o início da manobra ofensiva portista; forçou os defesas adversários a estar em alerta permanente. No final da partida despediu-se em lágrimas, sob fortíssima ovação, neste que terá sido o seu último jogo pelo Sporting. Despede-se com uma vitória. Sai pela porta grande: elejo-o como o melhor em campo num desafio em que quase todos os nossos jogadores estiveram muito bem.

 

De Rúben Semedo. Exibição de cinco estrelas do jovem formado na nossa Academia. Cortou tudo quanto havia para cortar no nosso reduto defensivo e repôs a bola em jogo sempre com qualidade e precisão. Exemplar o modo como travou uma investida perigosa de Herrera aos 16'. É já, sem a menor dúvida, um dos melhores centrais do futebol português.

 

De Adrien. Outra actuação de gala a pautar o jogo leonino e a incutir ânimo aos colegas do princípio ao fim. Podia ter marcado, com um grande remate aos 32': Casillas travou-o com uma defesa difícil.

 

De William Carvalho. Energia inesgotável do nosso maior recuperador de bolas, que se revelou um obstáculo intransponível à progressão dos jogadores portistas. Fez um cabeceamento letal a que Casillas correspondeu com a defesa da noite (56'). O nosso campeão europeu teria merecido este golo.

 

De Gelson Martins. Participou na construção do primeiro golo, com uma recarga quase vitoriosa a que Slimani deu o melhor desfecho, e marcou o segundo com um bom disparo. Progride de jogo para jogo. E ganha cada vez mais confiança à medida que Jesus vai apostando nele como titular.

 

Da estreia de Joel Campbell. O jogador costarriquenho, recém-contratado, estreou-se a meio da segunda parte e teve bons apontamentos encostado à ala direita, tanto a atacar como a defender. O público gostou e não lhe regateou aplausos.

 

De ver a nossa equipa invicta. Três jogos, três vitórias: estamos na liderança do campeonato com todo o mérito.

 

De ver as bancadas cheias. Hoje fomos 49.399 espectadores em Alvalade. Uma das maiores assistências de que há memória no nosso estádio.

 

Do estado do terreno. Temos enfim um relvado em bom nível. Já era tempo. E merece elogio especial.

 

 

 

Não gostei

 

Do golo portista. Ocorreu muito cedo e começou por gelar o estádio. Mas o gelo rapidamente derreteu perante a óptima réplica dos nossos jogadores.

 

Do resultado tangencial. Face à exibição da nossa equipa, acabou por saber a pouco.

 

Das expulsões. O árbitro Tiago Martins, muito nervoso nesta estreia a apitar um clássico, confundiu autoridade com autoritarismo ao expulsar o nosso treinador e o médico do Sporting, Frederico Varandas. Jorge Jesus já foi expulso mais vezes em apenas um ano no Sporting do que nos seis anos em que esteve no Benfica. Não há coincidências.

 

Da ausência de João Mário. O nosso campeão europeu já não está no Sporting. Mas a equipa não se ressentiu desta lacuna, o que confirma a sua maturidade e constitui uma homenagem suplementar que devemos fazer a esta equipa comandada por Jorge Jesus.

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