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És a nossa Fé!

Os nossos jogadores, um a um

BETO (6). Noite com pouco trabalho, embora forçando-o a manter a máxima atenção à dinâmica dos avançados do Famalicão. Defesa difícil aos 33'. Esteve globalmente bem.

JOÃO PEREIRA (5). Falta de confiança? Má forma física? Não pareceu o lateral irrequieto e ousado de outros jogos. Tímido a atacar, algo intranquilo a defender.

PAULO OLIVEIRA (6). Regresso à equipa vários meses depois - e com a braçadeira de capitão. Naturalmente sem a forma desejável. Mas cumpriu no essencial. Bons cortes aos 33' e 55'.

DOUGLAS (6). Estreia absoluta no Sporting - e logo a titular. Parece bem integrado e sabe impor o seu poderio físico. Bom no passe, atento às dobras. Tentou marcar de canto, sem sucesso.

JEFFERSON (4). Nervoso, falhando muitos passes, não parece o jogador que noutras épocas soube conquistar a posição de lateral-esquerdo. Saiu magoado, aos 86'.

PETROVIC (3). Poucos lances lhe saíram bem. Sem capacidade de acelerar jogo, fazendo mais passes para trás do que para a frente, permitiu que o Famalicão progredisse no terreno. Substituído ao intervalo.

ELIAS (5). Substituiu o lesionado Adrien, mas a diferença é tão grande que qualquer comparação é inviável. O brasileiro recupera poucas bolas e não dá intensidade ao jogo. Por vezes parece escondido.

BRUNO CÉSAR (5).  Não voltou a recuperar a forma que demonstrou até ao jogo do Santiago Bernabéu, em que marcou um golo. Precipitado, errando passes, fazendo faltas desnecessárias.

MARKOVIC (6). Marcou o golo da vitória leonina em Famalicão. Com alguma sorte, num lance de ressalto, mas a verdade é que estava lá. Merece nota positiva num jogo muito oscilante.

ALAN RUIZ (4). Mais uma oportunidade desperdiçada. Teve bons pormenores, a espaços, mas pareceu quase sempre desligado da equipa. Nunca conseguiu ser influente. Substituído aos 63'.

ANDRÉ (5). Melhor momento: aos 10', quando atirou à barra, no lance que antecedeu a jogada de insistência de que viria a resultar o nosso golo. Esforçou-se, mas não demasiado. Nada lhe saiu melhor depois disso.

WILLIAM CARVALHO (7). Entrou na segunda parte: Jesus percebeu que o jogo estava longe de ser controlado. Passou a estar com o nosso internacional em campo. Seguro, influente, deu maturidade à equipa.

GELSON (7).  Substituiu Alan Ruiz aos 63', o que deu enorme vantagem ao onze leonino com a sua destreza técnica e os seus desequilíbrios. Excelente jogada aos 73', culminada com um remate de trivela a rasar o poste.

CAMPBELL (5).  Entrou quando já iam decorridos 86 minutos. Soube segurar a bola e prender o jogo numa altura em que o Sporting já tinha como prioridade aguentar a magra vantagem. Objectivo cumprido.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Não jogámos bem, mas isso interessa-me pouco. Interessa-me muito mais que concretizemos o objectivo central: vencer todos os jogos. Hoje saímos de Famalicão com uma vitória tangencial: 1-0. Soube a pouco? Sim. Mas seguimos em frente na Taça de Portugal.

 

Da boa réplica da equipa adversária. Ninguém diria que o Famalicão segue num modesto 18.º posto da segunda divisão nacional e viu há dias o treinador abandonar a equipa. Os minhotos bateram-se de igual para igual com o Sporting e tiveram o controlo da partida durante a primeira parte. Um desempenho que merece ser assinalado.

 

De estar a vencer logo aos 10'. Um pouco contra a corrente de jogo, aproveitando o ressalto de uma bola, Markovic inaugurou cedo o marcador. Poucos esperavam que fosse esse o resultado da partida. Mas assim aconteceu: não houve mais golos.

 

De William Carvalho. Fez toda a diferença no onze leonino ao entrar, logo a abrir o segundo tempo. Com ele em campo o Sporting controlou as operações a meio-campo, soube segurar a bola e escoá-la com maior fluidez nos flancos, soube temporizar o jogo e estancar o fluxo ofensivo adversário. O nosso médio defensivo foi para mim o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Outro jogador que fez a diferença, para melhor. Entrou só aos 63', mas ainda muito a tempo para trocar as voltas e quebrar os rins ao bloco defensivo do Famalicão, posto em sentido com o engenho e a criatividade do internacional leonino, cada vez mais imprescindível neste Sporting 2016/17.

 

Da estreia absoluta de Douglas no Sporting.  Entrando como titular, o defesa brasileiro que foi uma das nossas contratações do último defeso, a pedido de Jorge Jesus, pôde enfim mostrar o que vale vestido de verde e branco. Imponente do alto do seu 1,92m, revelou personalidade a defender, fez bons passes e esteve atento às dobras no flanco esquerdo, o que lhe estava mais próximo.

 

Das estreias de Beto e Paulo Oliveira. O guarda-redes, contratado neste Verão, deu boa conta do recado. E o defesa, também neste primeiro jogo oficial da nova temporada, cumpriu o essencial da missão de que estava investido pelo treinador. Ambos merecem mais minutos de jogo.

 

Que a nossa baliza se mantivesse invicta. Dois golos em Madrid, três em Vila do Conde, dois em Alvalade frente ao Estoril e mais três em Guimarães: enfim, desta vez não sofremos nenhum.

 

Do apoio vibrante dos adeptos. Estavam pelo menos cinco mil em Famalicão. Deram nas vistas e fizeram-se escutar.

 

 

Não gostei

 

Da exibição. Fraquinha, sem intensidade, a roçar o medíocre em vários momentos - sobretudo durante a primeira parte, por curiosidade a única em que conseguimos marcar. Mas o que importa é ganhar: isso conseguimos.

 

Do excesso de nervosismo. Alguns jogadores leoninos acusaram intranquilidade e falta de confiança, parecendo sempre jogar sobre brasas. Não havia necessidade.

 

Do nosso corredor central. Permitimos que o Famalicão dominasse essa zona nos primeiros 45 minutos. As ausências de Adrien e William Carvalho do onze titular fazem uma enorme diferença. Para pior.

 

Da dupla Petrovic-Elias. Não funcionou como alternativa ao habitual duo formado pelos nossos campeões europeus. Faltou intensidade, faltou posse de bola, faltou dinâmica ofensiva.

 

De Alan Ruiz. Teve outra oportunidade e voltou a despediçá-la num jogo inconsequente, onde pareceu sempre fora de posição e com falta de ligação aos colegas.

 

Das ausências de Castaignos e Meli. Ainda não foi desta que tivemos oportunidade de os ver jogar.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. Perante o Famalicão - adversário de qualidade inferior, mas muito digno - o Sporting impôs-se naturalmente em Alvalade, ganhando por 4-0 e transitando assim para as meias-finais da Taça de Portugal.

 

De Carrillo. Abriu o marcador com um golo espectacular, conseguido com um chapéu ao guarda-redes, na sequência de um fabuloso passe de 40 metros de William Carvalho. O peruano voltou a ser o melhor em campo: nunca esteve em tão boa forma no Sporting como agora. E nunca marcou tantos golos numa só época: já vão seis.

 

De Paulo Oliveira. Autor do terceiro golo, com uma elevação perfeita que lhe permitiu rematar de cabeça na sequência de um canto bem marcado por Tanaka. Voltou a estar muito seguro nas missões defensivas, dando tranquilidade à equipa. Parece ter agarrado de vez a titularidade no eixo da defesa.

 

Da estreia de Tobias Figueiredo como titular. Promovido da equipa B, como aposta deliberada de Marco Silva, fez uma boa dupla com Paulo Oliveira. Boa exibição deste jovem formado na nossa academia que aos 20 anos correspondeu da melhor maneira ao desafio que lhe foi lançado. Mais um talento de Alcochete aproveitado na equipa principal.

 

Da mobilidade de Montero. Confirma-se: é um dos jogadores do Sporting com melhores recursos técnicos. Isto ficou bem evidente no grande passe que fez aos 67' para Carrillo, já com selo de golo, e que o peruano infelizmente desperdiçou. Voltou ao seu melhor quatro minutos depois, servindo Carlos Mané com um passe em profundidade. Mereceu bem o golo marcado, aos 75', culminando uma óptima jogada colectiva que teve também Rosell e Tanaka como protagonistas.

 

Da subida de forma de William Carvalho. Lançou Carrillo para o primeiro golo, com o melhor passe de todo o desafio. E esteve também na origem do segundo, marcado por João Mário, esticando o jogo com um soberbo passe de 40 metros, muito bem colocado.

 

Da oportunidade dada a Podence. Estreou-se na equipa A em Alvalade depois da boa prestação em Guimarães para a Taça da Liga. Marco Silva mandou-o entrar aos 78' para o lugar do aplaudido Montero, confirmando-se assim que há reforços do Sporting nas camadas mais jovens. Entrou algo nervoso mas mereceu esta prova de confiança do treinador. Precisa, no entanto, de se agarrar menos à bola.

 

De ver as duas equipas entrar em campo com 14 portugueses. Seis do Sporting, oito do Famalicão. E pelo nosso lado ainda jogaram mais dois: Esgaio e Podence. A festa da Taça de Portugal também é isto.

 

Dos adeptos do Famalicão. Mesmo com a equipa a perder por 4-0 continuaram a fazer a festa nas bancadas de Alvalade, aquecendo a noite fria num estádio onde compareceram apenas 11.600 espectadores.

 

Que esta tenha sido a nossa quinta vitória consecutiva. Nos últimos quatro jogos, marcámos dez golos e não sofremos nenhum.

 

 

Não gostei

 

Do 1-0 ao intervalo. Resultado escasso que não reflectia o claro predomínio do Sporting.

 

Do penálti falhado. Com Adrien fora do onze, e Nani castigado, coube a Montero marcar a grande penalidade, aos 29'. Mas permitiu a defesa do guarda-redes do Famalicão.

 

De Carlos Mané. Tal como no sábado, frente ao Estoril, pareceu também hoje ter passado ao lado do jogo. Lento, apático, desconcentrado. Teve um falhanço escandaloso aos 71' quando Montero o isolou com um excelente passe e se encontrou frente-a-frente com o guarda-redes, rematando para fora quando tinha ao seu lado Tanaka ainda em melhor posição para marcar.

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