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És a nossa Fé!

Prognósticos para o Natal (balanço)

Chegou a altura de um pequeno balanço. Para avaliar o estado de confiança do plantel do És a Nossa Fé na equipa do Sporting. Um plantel que é composto pelos autores e pelos leitores deste blogue.

No fim da 11.ª jornada, disputada no início de Novembro, lancei um desafio a quantos aqui escrevem e aqui comentam para vaticinarem em que posição estaria o Sporting por alturas do Natal. Pedia também um prognóstico sobre os pontos que na noite da consoada nos separariam dos nossos principais rivais.

Falta lembrar qual era a classificação do campeonato quando lancei este desafio, a 7 de Novembro, logo após o empate do Sporting com o Braga (2-2 em Alvalade): o FC Porto ia no comando, com 31 pontos; seguia-se a nossa equipa, com 27; o pódio terminava no Benfica, com 26 pontos.

Vamos então ao balanço.

 

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Houve muitos palpites.

Mas nenhum acertou na classificação actual, seis semanas depois. Com o Sporting em segundo, mas em igualdade pontual com os portistas. E o Benfica mais distante - agora três pontos abaixo de nós.

Quem mais se aproximou do panorama actual foi o nosso leitor Orlando, que vaticinou isto: «Não quero deixar de arriscar. Olhando o calendário até lá, tenho fé que por alturas do Natal o Sporting se encontre ainda no segundo lugar, mas em igualdade pontual com o FC Porto (valerá a diferença de golos favorável aos dragões), e com mais 5 pontos que o Benfica.»

Acertou em cheio no primeiro caso e errou por dois pontos no segundo.

Também não andou distante o nosso leitor JHC: «Vamos estar 1 ponto atrás do FCPorto e 4 pontos à frente do Benfica.» 

Quase acertou no primeiro, quase acertou no segundo.

 

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Mas no geral os vaticínios pecaram por excesso de pessimismo, como pode ser conferido aqui.

Um leitor chegou a escrever isto: «Prevejo o FC Porto a liderar o campeonato, seguido do Benfica e em terceiro lugar o Sporting com o Braga ou Marítimo a morder-lhe os calcanhares.»

Pessoa de pouca fé...

 

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Como se vê agora, a realidade encarregou-se de desmentir todos os prognósticos feitos há escassos 39 dias.

Nem os mais optimistas anteviram uma classificação tão favorável ao Sporting como a que agora se regista: neste período conquistámos quatro pontos ao FC Porto e dois ao SL Benfica.

Que isto nos sirva de reflexão para as jornadas que hão-de vir.

Este Ano É Que É!

O Jimmy Hagan, o do "no comments", foi campeão sem derrotas. E também o Vilas Boas, que agora anda na árvore das patacas. Mas até eles empataram.

 

A gente tem um bom plantel, "profundo", como se diz agora; houve belas contratações e bom saldo bancário, e tudo feito no tempo devido; não deixámos sair a torto e a direito, e ficou o Ruiz que devia ficar, que tão bom futebol mostrou no final da época passada, e o Iuri não foi lá para a Rússia, que tem muito para nos encantar; o JJ não foi para Paris, como "A Bola" tanto quis, e ainda bem, qu'é meio maluco mas sabe da poda; ganhámos os 6 jogos iniciais, coisa não vista há não sei quanto tempo, e melhor só o bom do grande Marinho Peres, no milénio passado; chegámos-nos (uff!!) à xampions: g'anda jogo em Bucareste e ainda melhor em Atenas; vêm aí os aviões Barça e Juve mas ... será que?, se jogarmos como em Madrid o ano passado porque não?, a equipa concentrada, bem rodada, esmifradinha até, se calhar até passamos; ou então, paciência, que eles também são gigantes, venha a liga Europa; e troféus são necessários, que andamos à míngua, e há muito, venha adi Lucílio e a Nacional (a última foi a do Iordanov, não foi?), e nessas até o filho do Bebeto ( do Romário, pá, ... não, do Bebeto) joga. Este ano é que é! Um gajo empata? É a desgraça, "eu bem dizia", "a mesma merda de sempre", o plantel é curto, estreito como o campo dos Cónegos, o Jesus afinal é Judas ("sempre me pareceu, o gajo a mim nunca me enganou"), o Doumbia é dúbio, o Bas Dost é pior que o Maniche, o original, o Toscanini é tosco, o Mateus é velho, o Battaglia não ganha guerras, o Gelson já se julga Figo, e o pior de tudo é o Bruno, o César que já não pode, o Carvalho que é uma besta, e o Fernandes que se esconde. Ontem vi um jogo. Um campo à antiga portuguesa, bom para jogos rasgadinhos, que o foi; o sempiterno professor Manuel Machado, treinador da bola, e a sua equipa, sem nomes mas com cabeça e alma. E um fiscal de linha (o da esquerda do ecrã) daqueles que "um grande é um grande", que até eu saltei no sofá (que querem?, o Moreirense veste verde e branco, é mais forte que eu) com o fora-de-jogo que lhes inventou, o gatuno (foi a nosso favor? Ok, foi um erro, é humano, só não erra quem não vai a jogo). E vi o Sporting, a jogar à bola, não muito bem bem, mas também é assim, a ir até ao chuveirinho, porque era preciso. Mais um jogo neste caminho desta época, o do(s) título(a). Porque Este Ano É Que É!

Ser ou não ser, eis a questão

 

Sou racional. Penso e repenso as coisas, as situações até ter certezas. Peso os prós e os contras. Penso a todos os passos do caminho: “e se estiver errada?”. Procuro um ponto de partida, a tal primeira certeza sobre a qual não restam dúvidas e a partir daí vou eliminando hipóteses, construindo raciocínios. Depois, quem me ouve falar, pensa que sou muito emotiva porque defendo a minha posição sem reservas, sem dúvidas, sem hesitações, com convicção, com garra e, confesso, com alguma impaciência.

Posto isto, a minha chegada ao Sportinguismo não podia ser irracional ou fruto do acaso. Era uma criança e nem tinha preferências. Mas na escola, os benfiquistas eram uns arrogantes, donos da verdade absoluta, que tinham prazer em humilhar todos os que não fossem do seu clube. Se ganhavam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a basófia. Se perdiam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a neura. Foi fácil chegar à primeira certeza, sobre a qual não havia qualquer dúvida: Nunca poderia ser benfiquista. Nunca poderia fazer parte “daquilo”. A partir daí foi fácil eliminar hipóteses e chegar à melhor escolha possível: o Sporting Clube de Portugal.

E depois há isto. Há o Estádio de Alvalade cheio. Estão lá dois dos meus filhos e mais 50044 leões a viver uma noite de festa. Eu vejo um vídeo filmado com um telemóvel, todo aos tremeliques e com má qualidade de imagem, e não consigo evitar que as lágrimas me cheguem aos olhos.

Já sei que os comentadores de plantão vão dizer que isto do “Mundo sabe que” é uma pirosice: Se calhar, até é. Também vão atacar com a contabilidade das vitórias e dos campeonatos. Com certeza, levem lá a bicicleta. Digam o que quiserem, toda a vossa conversa é inútil e até me diverte ver como se contorcem.

A minha certeza é inabalável. A minha fé é inquestionável. Eu sou Sporting Clube de Portugal.

 

Acreditar sempre

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Em 1906, foi este o grupo que lançou o nosso grande clube. Entre eles está o meu tio-bisavô, Henrique de Almeida Leite Jr., que pertenceu ao núcleo duro e integrou a primeira direção do clube. Por causa dele, aqui somos todos Sporting! Obrigado, Tio Henrique! Viva o Sporting!

Pode acontecer

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Já se disseram e escreveram mais "bobagens" sobre futebol, em geral e o Sporting em particular, do que sobre qualquer outro assunto. Talvez com três excepções: a vida para além da morte, sushi e o orgasmo feminino. Adiante.

Falar de futebol é cair no delicioso campo da metáfora porque é quase impossível usar com a precisão certa as palavras para descrever a poesia de um golo de Slimani, ou das vitórias sobre o clube do lado errado da segunda circular. É difícil ser muito honesto, isso pressupunha um desprendimento que ninguém tem, embora alguns tinham que o têm, ou de uma forma desconcertante e original.

Devia haver para o uso da língua quando se fala de futebol um sorbet de limão, como há nas refeições requintadas para apagar o gosto do prato anterior e preparar a língua para a delícia seguinte no cardápio. Aliás, a paixão está para o futebol como fígado para a comida francesa.

Não é um desporto para pessoas ascéticas com pouca paciência para especiarias, texturas, temperos e outras tentações e prazeres do supérfluo. O futebol é como a maçã, o fruto proibido que estimula a transgressão, o pecado e a inteligência.

Eu no meu caso pessoal posso afirmar não que estimula a inteligência e já vos digo porquê, mas induz à desobediência. Estou convicta que o campeonato, por um desses felizes acasos da fortuna, ainda pode ser nosso e essa minha "loucura" levou-me a duas promessas. Se o Sporting vencesse o Porto nas Antas saltaria de pára-quedas - subi para avioneta quando o jogo estava dois a um para nós e pus os pés na terra já com três a um - e pintar o cabelo de verde se formos campeões. Todos temos uma missão a cumprir neste mundo (sorriso).

 

PS - Aconteça o que acontecer, de poucas épocas me lembro onde me tenha divertido mais com os meus amigos benfiquistas. Porque futebol também é respeito. Obrigada, Sporting, pelos momentos em que me fizeste sorrir.

Decisivo

Há um bom par de anos, nos idos dos campeonatos conquistados, também tivemos um jogo decisivo em terra sadina. Penso que então empatámos, o que não foi suficiente para nos tirar o título. Depois de sábado, hoje é uma "final" para nós. Lição: comer a relva e marcar cedo. Em dia de Reis, o Leão tem de continuar dono e senhor da tabela classificativa. Custe o que custar.

Em janeiro falamos

Ser do Sporting é saber bem o que pode acontecer após a primeira derrota da época nas competições nacionais: é saber que depois de uma curva contracurva apertada pode vir grossa derrapagem. Houve lentidão, William no banco, um festival de golos falhados, um golo sofrido destrambelhadamente e por aí adiante. Temi este jogo como nenhum outro esta época. E a razão é simples: o Sporting treme sempre quando sempre se espera: depois de uma derrota marcante. Todos sabíamos que a derrota em Braga ia deixar marcas. Todos vimos as marcas que deixou. Foi a primeira derrota para o campeonato. Pela euforia que grassa nas redes sociais dos adeptos de outros clubes (não vale a pena nomeá-los, eles sabem quem são, como alguém diria), parece que o campeonato já acabou. Não está sequer perto de começar a acabar. Faltam mais de metade dos jogos e o Sporting continua com tudo o que tinha antes para poder vencê-lo: um treinador que sabe do ofício e jogadores que já comeram a relva (não sei como a digeriram) e venceram. Logo a abrir o ano temos clássico em casa contra o Porto. É para ganhar. Como já era antes deste jogo. A única coisa que mudou é que eu não ia estar em Alvalade no dia 2 de janeiro por estar fora de Lisboa. E agora vou fazer o impossível para lá estar porque sei bem qual vai ser o resultado.   

 

{ Blog fundado em 2012. }

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