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És a nossa Fé!

Os melhores prognósticos

Prognósticos, houve muitos. Mas prognósticos certos apenas dois: só os nossos estimados leitores J. Ramos e SportingSempre anteciparam aqui a vitória tangencial do Sporting em Alvalade frente ao Estoril.

Aplicado o critério do desempate, o triunfo cabe esta semana cabe a J. Ramos, pois mencionou também Gelson Martins como marcador de um dos golos. Boa pontaria a dobrar.

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sporting x Estoril 2-1 [Jogo de (lou)VAR]

Grande partida de futebol em Alvalade. O Sporting, tendo marcado dois golos nos primeiros onze minutos, desperdiçou a hipótese de golear o Estoril e terminou em aflição para conquistar os três pontos. Demérito da equipa leonina, porque falhou inúmeros golos "cantados", e mérito da equipa da Linha, excelentemente orientada por Pedro Emanuel, que nunca renunciou ao jogo e mostrou qualidade de posse de bola e boa organização colectiva. 

Para além dos dois clubes, o outro protagonista foi o Vídeo-árbitro. O VAR tirou, aos 92 minutos, anulando um golo de Bas Dost por, no início da jogada, Piccini ter partido em posição de fora-de-jogo, e o VAR deu, invalidando correctamente um tento a Pedro Monteiro, do Estoril, na última jogada do jogo.

No entretanto, o público aplaudiu efusivamente o "terceiro" golo leonino e entrou em profusa depressão no "segundo" da equipa canarinha. Tudo para, logo de seguida, voltarmos à primeira forma. E ainda há quem diga que o VAR retira emoção ao jogo...

Eu, confesso, tive uma má premonição quando aos 70 minutos avistei uma pomba negra em vôo circulante sobre o relvado e nunca mais fiquei em paz. Afinal, era a pomba Vitória e tudo acabou em bem.

 

Análise dos jogadores um-a-um:

Rui Patricio - Durante a maior parte do tempo, limitou-se a participar na manobra ofensiva da equipa, jogando com os pés. Batido por um remate nada católico, disparado por um Evangelista, só com asas o poderia ter defendido, mas o clube não é patrocinado pela Red Bull...

Nota: Sol

 

Piccini - O italiano deu razão ao adágio popular que diz que "no melhor pano cai a nódoa". Estava a realizar um jogo excelente, com segurança defensiva e constantes cavalgadas à linha de fundo quando, apertado por dois adversários, desviou a bola de cabeça para a entrada da sua área, lance que resultaria no golo do Estoril. Sujou o naperon, perdão Macron, mas ainda teve tempo de compensar esse deslize quando assistiu Bas Dost para o terceiro, lance que viria a ser invalidado pelo VAR.

Nota: Sol

 

Coates - O uruguaio fez um bom jogo, embora longe do fulgor que já lhe vimos. Sendo um jogador bastante alto e pesado é natural que o excesso de jogos (6) em 3 semanas o esteja a condicionar. No entanto, não só não comprometeu como notabilizou-se pelos seus passes de longa distância a isolar na ala direita as duas motos de alta cilindrada leoninas (Gelson e Piccini). No restante tempo, lá continuou, como uma vespa, a morder as canelas a todos os adversários que lhe apareceram pela frente.

Nota: Sol

 

Mathieu - Temos 3 Mateus: este gaulês, o jovem brasileiro da nossa formação, com perfume de bom futebol, emprestado ao Chaves e, ainda, outro brasileiro, emprestado à bancada. São um pouco como os 3 Reis Magos: o primeiro traz ouro, o segundo incenso, o terceiro mirra (literalmente)...Jesus parece satisfeito com o "presente" que este francês representa para a equipa. Ele não corre, desliza sobre o relvado, tomando sempre a decisão que melhor se ajusta à situação de jogo. E joga de cabeça levantada todo o tempo, algo que não se via por estas bandas desde que um senhor, de seu nome André Cruz, nos deixou.

Nota:

 

Fábio Coentrão - Apesar do natural cansaço, parece cada vez mais entrosado com a equipa. Participou activamente na jogada do primeiro golo, defendeu bem e incorporou-se no ataque, combinando com Acuña. Ameaçou lesionar-se, no início da segunda-parte, deixando a multidão à beira de um ataque de nervos. Afinal, era só fumaça e, passado algum tempo, Jesus decidiu poupá-lo a quaisquer contratempos adicionais. Sendo caxineiro, aguarda-se que vise mais vezes as redes adversárias, o que não deverá tardar dada a sua subida de forma.

Nota: Sol

 

Battaglia - O que se pode dizer mais sobre Battaglia? O homem não parece humano, é assim uma versão argentina do Exterminador Implacável, enviado a Alvalade para alterar o curso da história leonina. Pior que o efeito conjugado do míldio e do oídeo, destruiu qualquer semente de criatividade plantada pela fina-flôr estorilense. Ainda teve tempo para instituir o pânico no reduto da equipa canarinha, oferecendo um golo a Coates, isolando Acuña pela esquerda e tentando o golo de cabeça em duas ocasiões . O melhor em campo, não recebe nota máxima porque, dado Petrovic estar em campo e a anular a superioridade numérica do adversário na grande-área, não se encontrar na cabeça da área na altura do golo da equipa da Linha. Nesse lance pensou mais como um "6" do que como um "8", o que também não espanta pois essa é a rotina que transporta esta época.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - Não mostrou a sua rotatividade habitual, mas mesmo com uns cilindros a menos, o seu motor ainda teve "cavalos" mais do que suficientes. Bateu inapelávelmente Moreira, na execução irrepreensível de um livre directo e, no resto do tempo, deliciou com outros pormenores de génio. A brincar, a brincar, é o seu terceiro golo (em 4 jogos) em remates de fora da área e o primeiro de toda a equipa na marcação de um livre, situação que espantou a Bancada Norte, habituada a receber o esférico nesses momentos. 

Nota:

 

Gelson Martins - Conseguiu fintar todas as criaturas que lhe apareceram pela frente. Às tantas, para variar, até se fintou a si próprio. Marcou um bom golo, fez sprints para cortar contra-ataques perigosos do adversário, criou e falhou oportunidades de golo. Sempre com a moto ligada, sempre em alta rotação. É o Bip-Bip da equipa.

Nota:

 

Marcus Acuña - Muito poderoso fisicamente. É o "Muro"! Assistiu Gelson para o primeiro e ia marcando um golo no final da partida. Parece que não é suficientemente rápido ou suficientemente desequilibrador, mas a verdade é que para o campeonato já soma 3 assistências. A somar a mais uma assistência e um golo na Europa. Tacticamente perfeito e bom defensor quando não tem a bola, vai contribuindo com números astronómicos naquele seu estilo de jogador quase-bom, com que engana os adversários que têm o azar de o apanhar pela frente.

Nota:

 

Alan Ruiz - Continua a jogar o seu futebol de salto-alto, estragando muitas jogadas de perigo por défice de intensidade. Assim, não "calça". De todo o modo, ganhou o livre em posição frontal que resultaria no segundo golo do Sporting. 

Nota:

 

Bas Dost - Desperdiçou duas soberanas ocasiões de golo, uma com o pé, outra de cabeça, o que não é normal nele. Ironia do destino: servido por Piccini, e com um tempo de salto perfeito, marcaria o golo da tranquilidade já nos descontos, lance que, no entanto, viria a ser invalidado pelo VAR, o que não invalidou que, no entretanto, desse azo ao seu habitual cavalheirismo, indo logo ao encontro do italiano para lhe agradecer o gesto. No restante tempo, lutou bravamente pelos ares, ajudando a equipa a ganhar bolas para atacar a baliza estorilense.

Nota: Sol

 

Bruno César - A defesa esquerdo, foi Bruno César na sua pior versão. Ajudou-o haver um Mathieu ao seu melhor nível que estancou todas as bolas colocadas entre o central e o lateral. Foi do seu lado que saiu o centro que esteve na origem do golo canarinho. Em versão atacante, mostrou a sua habitual boa relação com a bola e com o espaço onde a equipa se movimenta, assistindo com categoria Gelson para mais uma oportunidade perdida.

Nota:

 

Petrovic - Mostrou óptimo transporte de bola, sinal de que respira confiança, o que não deixa de espantar dado o "slow start" do ano anterior e o facto de ter pouco tempo de jogo. 

Nota:

 

Iuri - Entrou em cima do fim do jogo. Percebeu-se que Jesus lhe queria dar minutos, mas como o 3-0 não apareceu...

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho..." - Rodrigo Battaglia

 

Os nossos jogadores, um a um

Quarto jogo do campeonato, quarta vitória. Missão cumprida ao derrotarmos o Estoril em casa, por 2-1, amealhando mais três pontos.

A vitória começou a ser construída muito cedo: aos 11' já vencíamos por 2-0. Com dois excelentes golos - o primeiro por Gelson Martins após primorosa assistência de Acuña, o segundo por Bruno Fernandes, na marcação de um livre directo.

O Sporting dominou toda a primeira parte mas adormeceu no recomeço da partida, por um lado em consequência da natural fadiga dos jogadores, após o desgastante jogo em Bucareste que ditou a nossa entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões, e por outro devido à convicção de que o triunfo já estaria conseguido. Perigosa ilusão: como a experiência nos indica, 2-0 é um resultado enganador.

E assim foi. Aos 85', também com um excelente golo, o Estoril reduziu. E os minutos finais foram de sofrimento em Alvalade, com vertiginosos lances de parte a parte. Que resultaram em dois golos, um em cada baliza - ambos invalidados pelo vídeo-árbitro por fora de jogo.

Interessa salientar que houve um final feliz para o Sporting. E justo, pois venceu a equipa que foi claramente superior em campo.

O melhor, para mim, foi Bruno Fernandes.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Exibição tranquila do nosso guarda-redes, que não foi chamado a intervenções muito difíceis e tem vindo a progredir na qualidade de reposição da bola em jogo. Sem culpa no golo sofrido.

PICCINI (6). Praticamente irrepreensível na missão defensiva e mais ousado nas acções ofensivas, embora ainda com algum défice de qualidade nos cruzamentos. Vai ganhando confiança de jogo para jogo.

COATES (7). Nem parecia o jogador intranquilo de há dias em Bucareste. Inspirado, atento, seguro, foi um pilar defensivo. E continua a tentar o golo em incursões à baliza adversária. Falhou por pouco aos 33'.

MATHIEU (8). Grande reforço do plantel leonino, já se tornou imprescindível na organização defensiva. Cortou tudo quanto havia para cortar, com rapidez e eficiência. E ajudou a dar profundidade ao ataque.

FÁBIO COENTRÃO (6). Interveio na construção do nosso primeiro golo, endossando bem a bola a Acuña. Fez valer a sua experiência em campo. Esgotado, acabou por ceder o lugar a Bruno César aos 61'.

BATTAGLIA (7). Destacou-se na marcação intensa ao portador da bola pelo corredor central, travando o passo aos adversários. Esteve em evidência também na construção, com garra e força anímica.

BRUNO FERNANDES (8). Com Adrien ausente, ocupou uma posição mais recuada face ao habitual. Decisivo na forma exemplar como marcou o livre de que resultou o segundo golo (11'). Pura classe: o melhor em campo.

ACUÑA (7). Velocidade, intensidade e grande destreza técnica. Partiu os rins ao lateral direito do Estoril. Assistiu Gelson no primeiro golo (3') e quase marcou também (84'). À beira da exaustão, saiu já no tempo extra.

GELSON MARTINS (8). Superior à época passada por não se limitar a assistir: também marca. Foi autor do primeiro golo leonino, venceu quase todos os confrontos individuais e deu uma preciosa ajuda à defesa.

ALAN RUIZ (5). Novidade neste jogo, como segundo avançado. Quase sempre um corpo estranho à equipa, deu pouca circulação à bola. Mas arrancou um livre precioso, de que nasceu o segundo golo. Saiu aos 67'.

BAS DOST (6). Não é um avançado egoísta: integra-se bem no colectivo. Mas hoje destacou-se sobretudo pelos golos que não marcou. Esteve quase, aos 88' e aos 90'. Marcou mesmo, no tempo extra, mas não valeu.

BRUNO CÉSAR (6). Rendeu Coentrão aos 61' e cumpriu a missão que lhe foi confiada, patrulhando bem o corredor esquerdo. Destaque para dois grandes cruzamentos, com passes longos, aos 72' e aos 89'.

PETROVIC (5). Em campo desde os 67', teve uma actuação muito posicional como médio defensivo. Correcta no essencial. Mas podia ter feito melhor para impedir Lucas de marcar aos 85'.

IURI MEDEIROS (-). Entrou no tempo extra, a dois minutos do apito final. Sem possibilidade de fazer praticamente nada. Mal chegou a tocar na bola.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei
 
 

Da vitória.  Missão cumprida: mais três pontos amealhados, pela quarta jornada consecutiva. Uma vitória que prometia ser tão robusta como a anterior para o campeonato, frente ao V. Guimarães, mas que acabou por ser escassa hoje em casa contra o Estoril: 2-1. No entanto, o essencial foi feito. Seguimos no comando.

  

Da nossa primeira parte. Entrada em força da nossa equipa, com muita velocidade e dinâmica. o onze leonino apresentou-se muito organizado e com forte ligação entre os sectores, veloz e motivado. Aos 11 minutos já vencíamos por 2-0. E tivemos várias oportunidades para ampliar esta vantagem, que se manteve até aos 85'.

 

De Bruno Fernandes. Outra exibição soberba do nosso médio de ataque, coroada com um golo de fazer levantar o estádio na cobrança de um livre, iam decorridos 11'. Um golo de exemplar execução técnica - a ver e rever. Por isto e pela qualidade global da sua exibição, merece ser designado o melhor jogador que actuou hoje em Alvalade.

 

De Gelson Martins. Fez novamente a diferença, começando a construir a vitória logo aos 3' com o golo que marcou - o seu terceiro nesta Liga 2017/2018. Destacou-se em vários outros lances, nomeadamente ao picar a bola para Piccini na jogada que deu origem ao golo invalidado do Sporting, já ao cair do pano.

 

De Acuña. Grande primeira parte do ala argentino, que deu show junto à linha, arrancando merecidos aplausos. Primorosa assistência para o primeiro golo. E vâo três apenas em quatro jogos.

 

De Matthieu. Outra partida irrepreensível do central francês. Tornou-se já um jogador determinante no onze titular do Sporting.

 

Da verdade desportiva. O final desta partida foi alucinante, com dois golos marcados já no tempo extra. Um para cada lado. Golos que o árbitro a princípio validou mas que acabaram por ser invalidados, suponho que por intervenção do vídeo-árbitro. Bem invalidados: em ambos os casos havia jogadores em fora de jogo. A verdade desportiva prevaleceu. Ainda bem.

 

De ver o estádio quase cheio. Com muita gente ainda em férias, hoje éramos 45.367 em Alvalade. A festa do futebol também se faz disto.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do primeiro golo sofrido neste campeonato. Aguentámos invictos até ao minuto 85 da quarta jornada.

 

Do sofrimento à beira do fim. A jogarmos em casa, a vencermos por dois golos de diferença desde o minuto 11, não havia necessidade de tanta incerteza e até alguma angústia naqueles minutos finais.

 

Da goleada esboçada mas não concretizada. Começámos a fazer a gestão do esforço cedo de mais. Podia ter dado mau resultado.

 

Das oportunidades perdidas. Podíamos ter ampliado a vantagem várias vezes ao longo desta partida. Por Coates (33'), Gelson Martins (45'), Bruno Fernandes (69'), Acuña (84') e Bas Dost (88' e 90'). E quem não marca arrisca-se a sofrer.

 

Da nossa segunda parte. Após uma entrada fortíssima do Sporting, e do claro domínio leonino durante todo o primeiro tempo, o treinador do Estoril respondeu bem ao intervalo fazendo duas substituições simultâneas. Com esta alteração conseguiu algum equilíbrio de forças enquanto o Sporting revelou uma certa apatia, incapaz de responder a esta alteração táctica da equipa adversária - única a marcar na etapa complementar do encontro.

 

Da entrada tardia de Iuri Medeiros. Era preciso refrescar a equipa, mas o treinador tardou demasiado a fazer a última substituição. Iuri só entrou aos 92'.

 

Dos assobios em Alvalade. Vencíamos ainda por 2-0, por volta do minuto 80, e já se escutavam vaias de espectadores impacientes por verem tanta retenção de bola e algum jogo mastigado. Alguns adeptos têm dificuldade em entender que nenhuma equipa pode jogar em pressão constante, muito menos logo após uma desgastante elminatória europeia.

 

Foto minha. esta tarde, em Alvalade

A evolução é uma coisa estranha... para alguns

Digam o que disserem do video arbitro, sem dúvida que se trata de uma evolução tremenda.

Quero lá saber se mata a emoção do jogo, o que ainda hoje se viu que é mentira, pois tive uns minutos de sofrimento desnecessário.

A verdade é que este jogo, no passado, originaria choro e discussão, durante a semana inteira, por parte de adeptos de outros clubes, que afirmariam que o Sporting tinha ganho com um golo irregular, quando também teria sofrido um golo irregular, mas isso normalmente não lhes interessa.

Os melhores prognósticos

Não há fome que não dê em fartura. Depois de duas jornadas sem ninguém acertar, desta vez houve nada menos de cinco vencedores. Todos vaticinaram não apenas a vitória do Sporting por 2-0 na Amoreira, mas também Bas Dost como marcador de pelo menos um dos golos (o outro foi Bryan Ruiz, que ninguém conseguiu antecipar, sem qualquer surpresa.)

Eis o quinteto dos vencedores: Carlos Silva, José da Xã, Leão do Fundão, Leoa Maria e Orlando.

Parabéns a todos.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais três pontos conquistados. Vitória merecida frente ao Estoril na Amoreira, por 2-0, com golos de Bryan Ruiz (22') e Bas Dost (86'). Terceiro triunfo consecutivo, após as vitórias frente ao Moreirense e ao Rio Ave. Segunda melhor série de jogos do Sporting nesta Liga 2016/17.

 

De Rui Patrício. Saiu muito bem dos postes, sem hesitar, aos 75', negando assim o golo ao Estoril. Outra exibição convincente do nosso guarda-redes, que regressou à boa forma.

 

De Gelson Martins. Por vezes parece o único jogador que imprime velocidade à equipa leonina. Parte os rins às defesas adversárias, ganha sucessivos confrontos individuais, desequilibra sempre na sua área e oferece golos de bandeja, que os colegas teimam em desperdiçar. Ele próprio desperdiçou hoje um. Mesmo assim, merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Bas Dost. O que dizer de um avançado que lidera a lista dos goleadores no campeonato português, levando 18 golos marcados em 23 jornadas, tantos quantos os que Slimani conseguira faz agora um ano? Hoje Bas Dost desperdiçou dois, mas mesmo assim voltou a marcar. Com a originalidade de ter sido o seu primeiro golo de penálti, convertendo-o sem problema - missão de que costuma encarregar-se o colega Adrien, hoje ausente.

 

De Palhinha. Regressou à titularidade, substituindo o castigado (e lesionado) Adrien embora na posição habitualmente ocupada por William, que hoje jogou mais adiantado no eixo do meio-campo. Cumpriu com zelo a missão de que estava encarregado. E não se limitou a bloquear as vias de acesso dos estorilistas ao nosso reduto defensivo: já na segunda parte, soube também construir lances de ataque com qualidade.

 

De ver desfeita a "maldição Adrien". Até hoje, o Sporting teve sempre maus resultados quando o capitão estava ausente. Mas o feitiço quebrou-se. Já era tempo.

 

De voltar a ver Bryan Ruiz marcar um golo. O costarriquenho não marcava desde a primeira jornada.

 

De outro jogo sem golos sofridos. A nossa defesa cumpriu: Coates e Paulo Oliveira estão a revelar-se o melhor duo da época no eixo defensivo do Sporting

 

 

Não gostei

 

Do festival de golos falhados. De quantas tentativas precisamos para marcar um golo? Hoje os nossos jogadores voltaram ao carrossel do desperdício, sem que se perceba bem porquê. 39': grande passe de trivela de Gelson Martins, Bas Dost falha à boca da baliza, chutando para a bancada. 45': excelente lance desenvolvido por Gelson, que endossa a bola a William Carvalho, mas este remata sem nexo, muito acima da barra. 56': primorosa combinação entre Alan Ruiz e Gelson, com este a servir novamente Dost e o holandês novamente a falhar. 70': foi a vez de Gelson Martins desperdiçar um golo cantado, desta vez na sequência de um passe de ruptura de Palhinha.

 

Da lentidão da nossa equipa. Será só cansaço?

 

De Jefferson. Continua a ser um modelo de ineficácia. À beira do fim do jogo, endossou a bola a um adversário em zona proibida. Podia ter sido golo.

 

Da entrada tardia de Podence. Para quê dar um minuto de jogo ao ex-extremo do Moreirense resgatado há semanas pelo Sporting, fazendo-o entrar já no tempo extra? Uma decisão incompreensível de Jorge Jesus, tanto mais que nem precisava de queimar tempo pois a nossa equipa já vencia 2-0.

Prognósticos antes do jogo

Vai ser o primeiro jogo do Sporting desde a pré-temporada que não verei em directo: a essa hora estarei a apresentar em Braga o meu livro Política de A a Z. Mas abro aqui, mesmo assim, o habitual espaço para prognósticos, desta vez reservados a respeito do Estoril-Sporting que se disputa este sábado, a partir das 18.15, com arbitragem de Rui Costa.

Vejam lá se acertam no resultado.

O dia seguinte

Mário Duarte, O Jogo: «O Sporting chegou à vantagem com naturalidade, na sequência dos atributos técnicos dos seus jogadores em manobra interpretada por Gelson - arranca pela direita e tira o cruzamento calibrado ao segundo poste - e Bas Dost antecipa-se a Lucas Farias e faz o golo de cabeça em gesto técnico perfeito -, porventura duas das figuras em maior destaque nesta fase da época entre os leões: um pela sua explosão, o outro pela eficácia demonstrada desde a chegada à equipa.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «Se esquecêssemos as balizas, o futebol verde-e-branco chegou a ter pormenores deliciosos. Porém, era quase tudo fora da área. Muitas trocas de bola que encantavam os adeptos, mas bastante dificuldade para entrar na área. Até que Bryan Ruiz descobriu Gelson na direita e este, depois de receber a bola e olhar para a área, descobriu a cabeça de Bas Dost. Não era, aliás, difícil: o holandês era o mais alto da área. E, sendo o mais alto, foi-lhe relativamente simples colocar a bola no fundo da baliza de Moreira. Se já não há Slimani, parecia passar a haver Bas Dost. Muito Bas Dost, sejamos ainda mais objectivos.»

 

Sérgio Krithinas, Record: «Foi com as feridas abertas por duas derrotas bem dolorosas, cada uma à sua maneira, que o leão voltou a casa. À sua espera, o apoio de mais de 40 mil pessoas, compreensivas e carinhosas, mesmo aquilo que se pretende depois de um mau dia no trabalho. E o leão agradeceu, sacudindo os fantasmas antes mesmo de eles poderem aparecer, vencendo o Estoril de forma clara, numa demonstração de força que não deve ser subestimada pelos rivais.»

Os nossos jogadores, um a um

Regresso às vitórias, regresso às exibições convicentes. Com uma equipa madura, bem oleada, protagonista de inúmeras jogadas vistosas, denotando clara superioridade frente a um débil Estoril que foi incapaz de dar réplica ao Sporting.

Vencemos 4-2. Mas o resultado é enganador, tão grande foi a disparidade entre os dois conjuntos. Ao intervalo, vencíamos 1-0. Aos 62', vencíamos 3-0. Os estorilistas apontaram os seus golos em duas das três ocasiões em que dispuseram de algum espaço na nossa área durante toda a partida. Então já a turma leonina deixara de carregar tanto no acelerador, poupando energias suplementares para o desafio de terça-feira, frente ao Legia de Varsóvia, a contar para a Liga dos Campeões.

O melhor deste jogo foi a confirmação da veia goleadora de Bas Dost. O internacional holandês marcou o primeiro e o terceiro, encabeçando já a lista dos melhores marcadores da Liga 2016/17 a par de André Silva (FCP) e Marega (V. Guimarães). Mas com menos minutos disputados. Em três jogos já pôs a sua assinatura em quatro golos. Nada mal.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Encaixou mais dois golos. Sem hipóteses de defesa no primeiro, pareceu no entanto mal batido no segundo, com uma saída extemporânea da baliza.

JOÃO PEREIRA (6). Combativo, como sempre. E muito bem integrado na frente atacante, tabelando com Gelson Martins. Batido em velocidade no primeiro golo do Estoril.

COATES (6). Fez o gosto à cabeça apontando o segundo golo leonino, na sequência de um canto. Bem a defender excepto no segundo golo do Estoril, em que pecou por falha de marcação.

RÚBEN SEMEDO (6). Exibição impecável até aos 85', com a autoridade e a concentração que já nos habitou. Falhou na acção de cobertura ao marcador do Estoril no primeiro golo adversário.

JEFFERSON (5). Recuperou a titularidade por impedimento físico de Marvin. Voluntarioso, com vontade de mostrar serviço. Mas não esteve inspirado nos cruzamentos, a sua habitual mais-valia.

WILLIAM CARVALHO (8). Soberba partida do nosso médio de contenção, especialista em recuperações de bola. Assistência para o terceiro golo e intervenção na construção do quarto com excelentes passes de ruptura.

ADRIEN (7). Voltou a ser o dínamo da nossa equipa, alargando e alongando a manobra ofensiva leonina. É também um poço de energia. Único senão: agarrou-se por vezes demasiado à bola. Saiu ovacionado aos 76'.

GELSON MARTINS (8).  De jogo para jogo assume-se como um dos melhores profissionais que actuam no campeonato português. Fez a assistência para o primeiro golo, confirmando a sua influência no bloco ofensivo leonino.

BRYAN RUIZ (6).  Assistiu no quarto golo, participou na construção do primeiro e soube pressionar o Estoril. Mas mantém uma relação complicada com a baliza: voltou a falhar um golo a escassos metros da linha final.

ALAN RUIZ (3). Com ele em campo, na primeira parte, o Sporting pareceu jogar só com dez. O argentino fez um bom remate mas isto esgotou a sua intervenção no jogo. Jesus decidiu castigá-lo retirando-o ao intervalo. Fez bem.

BAS DOST (8). Titular de novo, deu a resposta adequada. Com dois golos que o confirmam como artilheiro. O primeiro num bom cabeceamento, o segundo culminando uma excelente jogada de bola corrida. Saiu aos 73', muito aplaudido.

ANDRÉ (6). Entrou na segunda parte, conferindo mais dinâmica à equipa em comparação com o que fizera Alan Ruiz nos primeiros 45 minutos. Autor do quarto golo, que certamente lhe transmitirá mais confiança para os próximos jogos.

MARKOVIC (6). Substituiu Bas Dost aos 73'. Protagonista de duas arrancadas que empolgaram os adeptos, aos 74' e 81'. Tem clara vontade de mostrar o seu valor aos sportinguistas, que lhe retribuíram com gestos de incentivo.

ELIAS (4). Substituiu Adrien aos 76'. A equipa em nada beneficiou com a troca, muito pelo contrário. O brasileiro, mal recebe a bola, despacha-a de imediato, sem progredir com ela. Inócuo e banal.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória folgada. Vencemos o Estoril em Alvalade por 4-2, num jogo totalmente dominado pela nossa equipa. Quarto triunfo em quatro desafios já disputados em Alvalade neste campeonato.

 

Da nossa exibição. O onze leonino revelou grande dinâmica de jogo, traduzida numa claríssima superioridade sobre a equipa adversária, e uma inegável capacidade de pressão, reduzindo o Estoril à insignificância durante quase toda a partida.

 

De Bas Dost. O internacional holandês marcou dois belos jogos (13'+62') e foi sempre uma referência no ataque leonino, o que me leva a elegê-lo como melhor jogador em campo. Justamente saudado com calorosos aplausos ao ser substituído, no minuto 73, o ponta-de-lança já leva quatro golos marcados em apenas três jogos.

 

De William Carvalho. Exibição notável do nosso médio-defensivo, com incontáveis recuperações de bola e diversas acções de desarme com notório virtuosismo técnico. Primorosa assistência para o nosso terceiro golo. Foi ele também a iniciar a jogada que originou o quarto. Só lhe faltou marcar.

 

De Gelson Martins. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Estoril em contínuas acções ofensivas pelo nosso flanco direito. De uma dessas investidas resultou o centro milimétrico que acabou por gerar o nosso primeiro golo. E vão quatro assistências na Liga 2016/17.

 

De Adrien. Incansável, uma vez mais. Voltou a pautar o jogo da nossa equipa com um intensidade digna de aplauso e uma energia que parece inesgotável.

 

Da estreia de André a marcar. Decorria já o tempo extra quando o avançado brasileiro meteu a bola na baliza, após assistência de Bryan Ruiz. Era o nosso quarto golo - e o primeiro dele com a camisola verde e branca.

 

Do apoio convicto dos adeptos. Hoje fomos 41.994 espectadores em Alvalade. Está a ser a temporada com maior assistência média desde que o actual estádio foi construído.

 

 

Não gostei

 

Dos dois golos consentidos. Quase ao cair do pano, duas raras incursões dos estorilistas pela nossa grande área resultaram num par de golos perfeitamente evitáveis. Rúben Semedo não travou o primeiro, Coates falhou a intercepção no segundo. O resultado devia ter sido mais desnivelado para traduzir o que se passou em campo.

 

Dos golos falhados. Bryan Ruiz teve a baliza à sua mercê aos 29', acabando por rematar para a bancada. O mesmo sucedeu a William Carvalho aos 79'.

 

Do marcador ao intervalo. Ganhávamos apenas por 1-0 - resultado manifestamente escasso para a exibição evidenciada nos primeiros 45 minutos.

 

De Alan Ruiz. Uma nulidade enquanto esteve em campo, durante o primeiro tempo: sem dinâmica, sem capacidade de jogar sem bola, estático e conformista. Jorge Jesus fez bem em substituí-lo ao intervalo por André.

 

De Elias. Entrou aos 76', substituindo Adrien. Exibição falhada: é incapaz de transportar a bola, que parece queimar-lhe os pés.

Lição da semana

A lição da semana é: a jornada europeia começa na jornada da Liga que antecede o jogo da Champions e só termina na jornada da Liga que segue ao jogo da Champions. E não vale a pena vir com histórias de mudança de "chipe". Não serve de nada ir jogar a Madrid como se fôssemos o Barcelona para depois vir jogar com o Rio Ave como se fôssemos o Feirense. Talvez a lição devesse já estar estudada para a próxima jornada europeia, que começa na sexta-feira: Estoril-Legia-Guimarães. Está bem que o Legia não é o Real, mas cada uma destas equipa é suficientemente chata para não poderem existir distracções.

O melhor prognóstico

Desta vez voltaram os prognósticos correctos. E logo aos pares: dois dos nossos leitores, Sam e José Vieira, acertaram no resultado do Estoril-Sporting (1-2).

Aplicado o critério do desempate, relativo aos marcadores dos golos, a vitória nesta jornada cabe a José Vieira, que vaticinou um dos dois golos de Slimani.

Na 26ª jornada haverá mais palpites. E - espero - também mais golos do nosso craque argelino, Leão dos quatro costados.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória num estádio muito difícil. Tínhamos nove "finais" pela frente. Agora só temos oito. Mais um obstáculo foi ultrapassado, há pouco, com o nosso triunfo frente ao Estoril, equipa que se encontra na sua melhor fase desta época e vinha de quatro vitórias em cinco jogos.

 

Da vantagem inicial. Já vencíamos quando estavam decorridos apenas 5' de jogo, o que transmitiu mais confiança. Aos jogadores e aos adeptos.

 

Do nosso domínio absoluto na primeira parte. Supremacia total do Sporting neste período, em que o Estoril não dispôs de nenhuma oportunidade.

 

De Slimani. O homem do jogo: voltou aos golos, marcando dois (5' e 45'). E voltou também às grandes exibições. Podia ter marcado mais dois e ainda serviu Bryan Ruiz de calcanhar num dos melhores lances do desafio, aos 27'. Já leva 24 golos marcados nesta temporada.

 

De João Mário. O maestro da equipa, superando a ausência de Adrien com muita qualidade de passe e uma excelente visão de jogo. As suas constantes trocas posicionais foram um elemento fundamental para o domínio territorial leonino durante quase todo o encontro. Podia ter marcado aos 72'.

 

De William Carvalho. Uma das notícias mais positivas deste jogo: o melhor William está de volta. Infatigável, o nosso médio defensivo foi fundamental para consolidar o dique defensivo leonino e distribuir jogo. Boa nota para os seus passes de rotura, lançando os companheiros. Foi assim aos 55' para Bryan Ruiz, aos 71' para Slimani e aos 72' para João Mário.

 

De Rui Patrício. Grande actuação do nosso guarda-redes, que foi decisivo para conter o ímpeto atacante do Estoril no quarto de hora final. Sofreu um golo indefensável, à queima-roupa, mas impediu outros dois.

 

Do resultado ao intervalo. Os jogadores foram para o balneário com a noção do dever cumprido: os 2-0 abriam boas perspectivas para a vitória final, que acabou por ocorrer.

 

Do nosso jogo colectivo. Grande dinâmica ofensiva aos 22'/23' e aos 75'/76' - só para indicar dois exemplos de controlo territorial e supremacia técnica do Sporting.

 

Da entusiástica onda verde. O estádio António Coimbra da Mota encheu, com 7729 espectadores - a esmagadora maioria dos quais exibindo cachecóis verdes. O "12º jogador" não revela o menor sinal de desânimo ou descrença, muito pelo contrário. Continuamos animados no sonho de conquistar o título.

 

Da arbitragem. Há que reconhecer: Manuel Mota teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

Do nosso regresso ao comando do campeonato. Vantagem, ainda que provisória, para o Sporting - de novo no primeiro lugar.

 

 

Não gostei

 

Da contínua aposta de Jorge Jesus em Teo Gutiérrez. Uma vez mais, o colombiano foi um elemento muito abaixo da dinâmica média da equipa. Custa perceber por que motivo o treinador insiste em convocá-lo como titular.

 

Da ausência de Adrien. A qualidade do jogo leonino reflecte-se, para pior, com a ausência do nosso capitão. Como hoje aconteceu.

 

Do sofrimento no quarto de hora final. A equipa relaxou e confiou demasiado na vantagem por duas bolas, desorganizando-se. Não havia necessidade.

 

Das substituições tardias. O técnico fez entrar Bruno César aos 67' para o lugar do inócuo Teo - substituição que não adiantou nem atrasou. Mas não voltou a mexer na equipa até aos 90'+2', quando Barcos entrou enfim, só para queimar tempo e tocar uma vez na bola. Isto quando havia já vários jogadores à beira da exaustão, com destaque para Bryan Ruiz e Aquilani.

 

Do resultado. A vitória só pecou por ser escassa.

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