25 Set 16

Bastaria o jogo ter durado menos um minuto para o nosso leitor Leão do Fundão (que previu a vitória leonina por 4-1) ser o vencedor solitário da nossa mais recente ronda de prognósticos para a Liga 2016/17. Assim, pela segunda jornada consecutiva, todos os palpites ficaram em branco.

Aguardemos pelos próximos.


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24 Set 16
O dia seguinte
Pedro Correia

Mário Duarte, O Jogo: «O Sporting chegou à vantagem com naturalidade, na sequência dos atributos técnicos dos seus jogadores em manobra interpretada por Gelson - arranca pela direita e tira o cruzamento calibrado ao segundo poste - e Bas Dost antecipa-se a Lucas Farias e faz o golo de cabeça em gesto técnico perfeito -, porventura duas das figuras em maior destaque nesta fase da época entre os leões: um pela sua explosão, o outro pela eficácia demonstrada desde a chegada à equipa.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «Se esquecêssemos as balizas, o futebol verde-e-branco chegou a ter pormenores deliciosos. Porém, era quase tudo fora da área. Muitas trocas de bola que encantavam os adeptos, mas bastante dificuldade para entrar na área. Até que Bryan Ruiz descobriu Gelson na direita e este, depois de receber a bola e olhar para a área, descobriu a cabeça de Bas Dost. Não era, aliás, difícil: o holandês era o mais alto da área. E, sendo o mais alto, foi-lhe relativamente simples colocar a bola no fundo da baliza de Moreira. Se já não há Slimani, parecia passar a haver Bas Dost. Muito Bas Dost, sejamos ainda mais objectivos.»

 

Sérgio Krithinas, Record: «Foi com as feridas abertas por duas derrotas bem dolorosas, cada uma à sua maneira, que o leão voltou a casa. À sua espera, o apoio de mais de 40 mil pessoas, compreensivas e carinhosas, mesmo aquilo que se pretende depois de um mau dia no trabalho. E o leão agradeceu, sacudindo os fantasmas antes mesmo de eles poderem aparecer, vencendo o Estoril de forma clara, numa demonstração de força que não deve ser subestimada pelos rivais.»


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Regresso às vitórias, regresso às exibições convicentes. Com uma equipa madura, bem oleada, protagonista de inúmeras jogadas vistosas, denotando clara superioridade frente a um débil Estoril que foi incapaz de dar réplica ao Sporting.

Vencemos 4-2. Mas o resultado é enganador, tão grande foi a disparidade entre os dois conjuntos. Ao intervalo, vencíamos 1-0. Aos 62', vencíamos 3-0. Os estorilistas apontaram os seus golos em duas das três ocasiões em que dispuseram de algum espaço na nossa área durante toda a partida. Então já a turma leonina deixara de carregar tanto no acelerador, poupando energias suplementares para o desafio de terça-feira, frente ao Legia de Varsóvia, a contar para a Liga dos Campeões.

O melhor deste jogo foi a confirmação da veia goleadora de Bas Dost. O internacional holandês marcou o primeiro e o terceiro, encabeçando já a lista dos melhores marcadores da Liga 2016/17 a par de André Silva (FCP) e Marega (V. Guimarães). Mas com menos minutos disputados. Em três jogos já pôs a sua assinatura em quatro golos. Nada mal.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Encaixou mais dois golos. Sem hipóteses de defesa no primeiro, pareceu no entanto mal batido no segundo, com uma saída extemporânea da baliza.

JOÃO PEREIRA (6). Combativo, como sempre. E muito bem integrado na frente atacante, tabelando com Gelson Martins. Batido em velocidade no primeiro golo do Estoril.

COATES (6). Fez o gosto à cabeça apontando o segundo golo leonino, na sequência de um canto. Bem a defender excepto no segundo golo do Estoril, em que pecou por falha de marcação.

RÚBEN SEMEDO (6). Exibição impecável até aos 85', com a autoridade e a concentração que já nos habitou. Falhou na acção de cobertura ao marcador do Estoril no primeiro golo adversário.

JEFFERSON (5). Recuperou a titularidade por impedimento físico de Marvin. Voluntarioso, com vontade de mostrar serviço. Mas não esteve inspirado nos cruzamentos, a sua habitual mais-valia.

WILLIAM CARVALHO (8). Soberba partida do nosso médio de contenção, especialista em recuperações de bola. Assistência para o terceiro golo e intervenção na construção do quarto com excelentes passes de ruptura.

ADRIEN (7). Voltou a ser o dínamo da nossa equipa, alargando e alongando a manobra ofensiva leonina. É também um poço de energia. Único senão: agarrou-se por vezes demasiado à bola. Saiu ovacionado aos 76'.

GELSON MARTINS (8).  De jogo para jogo assume-se como um dos melhores profissionais que actuam no campeonato português. Fez a assistência para o primeiro golo, confirmando a sua influência no bloco ofensivo leonino.

BRYAN RUIZ (6).  Assistiu no quarto golo, participou na construção do primeiro e soube pressionar o Estoril. Mas mantém uma relação complicada com a baliza: voltou a falhar um golo a escassos metros da linha final.

ALAN RUIZ (3). Com ele em campo, na primeira parte, o Sporting pareceu jogar só com dez. O argentino fez um bom remate mas isto esgotou a sua intervenção no jogo. Jesus decidiu castigá-lo retirando-o ao intervalo. Fez bem.

BAS DOST (8). Titular de novo, deu a resposta adequada. Com dois golos que o confirmam como artilheiro. O primeiro num bom cabeceamento, o segundo culminando uma excelente jogada de bola corrida. Saiu aos 73', muito aplaudido.

ANDRÉ (6). Entrou na segunda parte, conferindo mais dinâmica à equipa em comparação com o que fizera Alan Ruiz nos primeiros 45 minutos. Autor do quarto golo, que certamente lhe transmitirá mais confiança para os próximos jogos.

MARKOVIC (6). Substituiu Bas Dost aos 73'. Protagonista de duas arrancadas que empolgaram os adeptos, aos 74' e 81'. Tem clara vontade de mostrar o seu valor aos sportinguistas, que lhe retribuíram com gestos de incentivo.

ELIAS (4). Substituiu Adrien aos 76'. A equipa em nada beneficiou com a troca, muito pelo contrário. O brasileiro, mal recebe a bola, despacha-a de imediato, sem progredir com ela. Inócuo e banal.


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Gostei

 

Da vitória folgada. Vencemos o Estoril em Alvalade por 4-2, num jogo totalmente dominado pela nossa equipa. Quarto triunfo em quatro desafios já disputados em Alvalade neste campeonato.

 

Da nossa exibição. O onze leonino revelou grande dinâmica de jogo, traduzida numa claríssima superioridade sobre a equipa adversária, e uma inegável capacidade de pressão, reduzindo o Estoril à insignificância durante quase toda a partida.

 

De Bas Dost. O internacional holandês marcou dois belos jogos (13'+62') e foi sempre uma referência no ataque leonino, o que me leva a elegê-lo como melhor jogador em campo. Justamente saudado com calorosos aplausos ao ser substituído, no minuto 73, o ponta-de-lança já leva quatro golos marcados em apenas três jogos.

 

De William Carvalho. Exibição notável do nosso médio-defensivo, com incontáveis recuperações de bola e diversas acções de desarme com notório virtuosismo técnico. Primorosa assistência para o nosso terceiro golo. Foi ele também a iniciar a jogada que originou o quarto. Só lhe faltou marcar.

 

De Gelson Martins. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Estoril em contínuas acções ofensivas pelo nosso flanco direito. De uma dessas investidas resultou o centro milimétrico que acabou por gerar o nosso primeiro golo. E vão quatro assistências na Liga 2016/17.

 

De Adrien. Incansável, uma vez mais. Voltou a pautar o jogo da nossa equipa com um intensidade digna de aplauso e uma energia que parece inesgotável.

 

Da estreia de André a marcar. Decorria já o tempo extra quando o avançado brasileiro meteu a bola na baliza, após assistência de Bryan Ruiz. Era o nosso quarto golo - e o primeiro dele com a camisola verde e branca.

 

Do apoio convicto dos adeptos. Hoje fomos 41.994 espectadores em Alvalade. Está a ser a temporada com maior assistência média desde que o actual estádio foi construído.

 

 

Não gostei

 

Dos dois golos consentidos. Quase ao cair do pano, duas raras incursões dos estorilistas pela nossa grande área resultaram num par de golos perfeitamente evitáveis. Rúben Semedo não travou o primeiro, Coates falhou a intercepção no segundo. O resultado devia ter sido mais desnivelado para traduzir o que se passou em campo.

 

Dos golos falhados. Bryan Ruiz teve a baliza à sua mercê aos 29', acabando por rematar para a bancada. O mesmo sucedeu a William Carvalho aos 79'.

 

Do marcador ao intervalo. Ganhávamos apenas por 1-0 - resultado manifestamente escasso para a exibição evidenciada nos primeiros 45 minutos.

 

De Alan Ruiz. Uma nulidade enquanto esteve em campo, durante o primeiro tempo: sem dinâmica, sem capacidade de jogar sem bola, estático e conformista. Jorge Jesus fez bem em substituí-lo ao intervalo por André.

 

De Elias. Entrou aos 76', substituindo Adrien. Exibição falhada: é incapaz de transportar a bola, que parece queimar-lhe os pés.


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21 Set 16

O jogo Sporting-Estoril - a disputar sexta-feira, a partir das 21 horas - inaugura a sexta jornada da Liga 2016/17. Com arbitragem do inenarrável João Capela - apitador que Jorge Jesus muito aprecia.

Quais são os vossos prognósticos para este desafio?


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19 Set 16
Lição da semana
Luciano Amaral

A lição da semana é: a jornada europeia começa na jornada da Liga que antecede o jogo da Champions e só termina na jornada da Liga que segue ao jogo da Champions. E não vale a pena vir com histórias de mudança de "chipe". Não serve de nada ir jogar a Madrid como se fôssemos o Barcelona para depois vir jogar com o Rio Ave como se fôssemos o Feirense. Talvez a lição devesse já estar estudada para a próxima jornada europeia, que começa na sexta-feira: Estoril-Legia-Guimarães. Está bem que o Legia não é o Real, mas cada uma destas equipa é suficientemente chata para não poderem existir distracções.


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15 Mar 16

Desta vez voltaram os prognósticos correctos. E logo aos pares: dois dos nossos leitores, Sam e José Vieira, acertaram no resultado do Estoril-Sporting (1-2).

Aplicado o critério do desempate, relativo aos marcadores dos golos, a vitória nesta jornada cabe a José Vieira, que vaticinou um dos dois golos de Slimani.

Na 26ª jornada haverá mais palpites. E - espero - também mais golos do nosso craque argelino, Leão dos quatro costados.


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12 Mar 16

Gostei

 

Da vitória num estádio muito difícil. Tínhamos nove "finais" pela frente. Agora só temos oito. Mais um obstáculo foi ultrapassado, há pouco, com o nosso triunfo frente ao Estoril, equipa que se encontra na sua melhor fase desta época e vinha de quatro vitórias em cinco jogos.

 

Da vantagem inicial. Já vencíamos quando estavam decorridos apenas 5' de jogo, o que transmitiu mais confiança. Aos jogadores e aos adeptos.

 

Do nosso domínio absoluto na primeira parte. Supremacia total do Sporting neste período, em que o Estoril não dispôs de nenhuma oportunidade.

 

De Slimani. O homem do jogo: voltou aos golos, marcando dois (5' e 45'). E voltou também às grandes exibições. Podia ter marcado mais dois e ainda serviu Bryan Ruiz de calcanhar num dos melhores lances do desafio, aos 27'. Já leva 24 golos marcados nesta temporada.

 

De João Mário. O maestro da equipa, superando a ausência de Adrien com muita qualidade de passe e uma excelente visão de jogo. As suas constantes trocas posicionais foram um elemento fundamental para o domínio territorial leonino durante quase todo o encontro. Podia ter marcado aos 72'.

 

De William Carvalho. Uma das notícias mais positivas deste jogo: o melhor William está de volta. Infatigável, o nosso médio defensivo foi fundamental para consolidar o dique defensivo leonino e distribuir jogo. Boa nota para os seus passes de rotura, lançando os companheiros. Foi assim aos 55' para Bryan Ruiz, aos 71' para Slimani e aos 72' para João Mário.

 

De Rui Patrício. Grande actuação do nosso guarda-redes, que foi decisivo para conter o ímpeto atacante do Estoril no quarto de hora final. Sofreu um golo indefensável, à queima-roupa, mas impediu outros dois.

 

Do resultado ao intervalo. Os jogadores foram para o balneário com a noção do dever cumprido: os 2-0 abriam boas perspectivas para a vitória final, que acabou por ocorrer.

 

Do nosso jogo colectivo. Grande dinâmica ofensiva aos 22'/23' e aos 75'/76' - só para indicar dois exemplos de controlo territorial e supremacia técnica do Sporting.

 

Da entusiástica onda verde. O estádio António Coimbra da Mota encheu, com 7729 espectadores - a esmagadora maioria dos quais exibindo cachecóis verdes. O "12º jogador" não revela o menor sinal de desânimo ou descrença, muito pelo contrário. Continuamos animados no sonho de conquistar o título.

 

Da arbitragem. Há que reconhecer: Manuel Mota teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

Do nosso regresso ao comando do campeonato. Vantagem, ainda que provisória, para o Sporting - de novo no primeiro lugar.

 

 

Não gostei

 

Da contínua aposta de Jorge Jesus em Teo Gutiérrez. Uma vez mais, o colombiano foi um elemento muito abaixo da dinâmica média da equipa. Custa perceber por que motivo o treinador insiste em convocá-lo como titular.

 

Da ausência de Adrien. A qualidade do jogo leonino reflecte-se, para pior, com a ausência do nosso capitão. Como hoje aconteceu.

 

Do sofrimento no quarto de hora final. A equipa relaxou e confiou demasiado na vantagem por duas bolas, desorganizando-se. Não havia necessidade.

 

Das substituições tardias. O técnico fez entrar Bruno César aos 67' para o lugar do inócuo Teo - substituição que não adiantou nem atrasou. Mas não voltou a mexer na equipa até aos 90'+2', quando Barcos entrou enfim, só para queimar tempo e tocar uma vez na bola. Isto quando havia já vários jogadores à beira da exaustão, com destaque para Bryan Ruiz e Aquilani.

 

Do resultado. A vitória só pecou por ser escassa.


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Missão cumprida
Edmundo Gonçalves

Mas que mal se jogou no último quarto de hora...

Caudal de jogo enorme que poderia proporcionar outro resultado e evitar a tremideira final.

Valeu-nos Patrício, justificando porque é o melhor.

O Chuta não veio acrescentar nada ao jogo.

 

Agora falta um dos Tondelas empatar.


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11 Mar 16

Jogamos amanhã contra o Estoril na Amoreira, a partir das 18.30, com arbitragem do inefável Manuel Mota.

Quem quer apostar sobre o resultado deste desafio?


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10 Mar 16

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07 Mar 16
Há 27 pontos em jogo!
Francisco Chaveiro Reis

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E se enchessemos o António Coimbra da Mota? É já sábado, pelas 18h30, e aposto que Ruiz vai marcar dois.

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03 Nov 15

Diz que vão colocar lá um tipo especialista em leitura labial.

Houvesse essa opção e teria sido mais fácil entender o que disse JJ ao quarto árbitro.

Mas pronto, como não havia, eu dou uma ajudinha a quem desconhece, para que não restem dúvidas.

Daquela boca santa sairam estas palavras: "Um melão! Eu sei bem que o de Almeirim é o melhor. E casca de Carvalho também é bom, óvistes?".

Só me ocorre que o Vitinho seja produtor de "pele de sapo"...


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02 Nov 15

Desta vez não faltou quem acertasse no resultado do Sporting-Estoril. Aqui fica o registo da dupla vencedora: Gonçalo e Miguel C (ambos só com nome próprio, sem apelido). Dois estreantes nestas andanças, ao que julgo. Espero que tenham sido os primeiros de muitos prognósticos aqui no blogue.


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A "lei" da compensação
Edmundo Gonçalves

O tema já foi abordado e com a acutilância característica do Pedro Correia, mas logo depois do jogo ficou a ideia de escrever qualquer coisa sobre isto.

Eu vi o jogo na tv e logo ali, na jogada corrida, no lance do penalti, vi que havia fora-de-jogo de Teo Gutierrez. O penalti é clarinho, mas já lá vamos...

Assistimos a uma prestação menos boa de alguns elementos da equipa e demo-nos conta da falta de Adrien, mas também nos apercebemos que como equipa o conjunto esteve muito bem, ou seja, o colectivo superou-se ao individual; Confesso que não sei se isto é bom ou mau, mas perguntem ao Rui Vitória, ele é capaz de ter alguma opinião. Apenas uma referência individual e porque é justo, já que lhe bati noutras circunstâncias: João Pereira voltou a fazer um excelente jogo.

Eu não sei bem se o Estoril atravessou o autocarro, mas que trouxe duas vanettes da Amoreira, disso eu não tenho dúvidas nenhumas e com duas linhas muito juntas que coartavam a iniciativa aos nossos homens da frente e permitiam saídas rápidas para o contra-ataque, foi criando perigo e dando trabalho a Rui Patrício, tendo até oportunidades para marcar, bem anuladas pela exibição segura do nosso número um, que vai provando uma evolução enorme a cada época que passa.

Isto era tão bom se fosse como quando éramos putos, como diz o Pedro Oliveira ali em baixo: Muda aos cinco e acaba aos dez e, felicidade suprema, sem árbitros! As discussões eram muitas, mas dissipavam-se logo que se via que uma equipa era melhor que a  outra e os argumentos técnico-tácticos se sobrepunham à retranca. A única autoridade que por vezes intervinha era o polícia, que quando estava com os azeites, lá aplicava a fatídica multa que levava a bola a ficar encarcerada por largo período de tempo, até os pais se esquecerem da pastilha aplicada. No início dos anos sessenta, 50$50 (cinquenta mil e quinhentos, cinquenta escudos e cinquenta centavos, qualquer coisa como vinte e cinco cêntimos de euro) era uma quantia que fazia mossa à maior parte das famílias. Ainda se o estádio fosse alguma coisa de jeito, mas a rua era (ainda é) de calçada de granito, completamente desnivelada, pondo a cada jogada à prova a genialidade dos praticantes, uma pedra mais alta que outra a originar quedas aparatosas e "falta! é falta, cara..." gritado a plenos pulmões e a vizinha do 103 a vir à janela incomodadíssima (eu acho que era despeito, porque a senhora nunca teve filhos, mas isto é agora a quase cinquenta anos de distância) a chamar a atenção para a "asneirada que por aí vai". Ninguém me tira da cabeça que era ela a culpada da visita do chui.

Ah, pois! O árbitro. É hoje um elemento essencial ao bom decorrer de qualquer jogo de qualquer modalidade. As equipas jogam quase todas com os mesmos argumentos e para evitar salgalhadas, instituiu-se que um tipo com um apito na boca e dois com uma bandeira na mão metem ordem naquilo. Às vezes! É que, se nos jogos de miúdos, a qualidade de uma equipa impunha a disciplina, por vezes (vezes demasiadas infelizmente) a falta de qualidade dos árbitros e assistentes é o óbice a um desfecho perfeito num qualquer jogo, neste caso concreto de um jogo de futebol.

E o jogo de Sábado teria tido um final perfeito, se o tipo do apito e os da bandeira, tivessem demonstrado alguma qualidade. A ver: Se os três homens tivessem demonstrado estar interessados em fazer a sua parte de acordo com as leis de jogo, estaríamos a falar de um bom jogo de futebol, com um resultado suado mas com uma diferença por duas ou três bolas e onde, apesar dos protestos dos jogadores do Sporting, o árbitro não marcou uma grande penalidade, quando o jogo já estava em 2-0, por fora-de-jogo de Gutiérrez antes de sofrer falta clara para penalti. Mas não, o que vamos ouvir durante esta semana e até final do campeonato, é que o Sporting venceu o Estoril com um penalti precedido de fora-de-jogo e quando os palermas do costume vierem fazer o balanço do campeonato, lá irá aparecer este lance, sendo cirúrgicamente esquecidos todos os restantes, incluíndo uma raquetada com a mão de um dos do Estoril (nem de propósito, Mano de seu nome) e um fora-de-jogo escandalosamente assinalado a Gutiérrez, que está em jogo praí meio-campo (pronto, dois, três metros, mas é apenas para verem o tamanho do erro), que até quando recebe e domina a bola ainda está atrás do defesa estorilista. Portanto, para aqueles que vierem com tal argumento, encomendo-os para declarações de Diego Armando Maradona, um rapaz argentino da minha idade, que não tem papas na língua; Vocês sabem do que é que eu estou a falar...

Claro que poderia ainda falar daquele amarelo mostrado ao Jefferson, mas isso era estar a colocar o árbitro no mesmo patamar do polícia da minha infância e apesar dos cinquenta mil e quinhentos, o bófia tinha a seu favor a lei, que cumpria escrupulosamente.

Pensando melhor, eu acho que o Jorge Ferreira é mais a vizinha do 103...


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31 Out 15

Vitória indiscutível do Sporting no regresso aos jogos em Alvalade para o campeonato. Tendo uma boa réplica do Estoril, que nunca deixou de discutir a partida. Após duas goleadas (5-1 frente ao Guimarães e 3-0 no estádio da Luz), desta vez o triunfo tangencial, por 1-0, soube a pouco. Mas a nossa equipa teve boa prestação em campo: bem organizada, muito veloz, com intenção atacante e talentos individuais nos diversos sectores.

Teo Gutiérrez decidiu a partida, com a marcação de uma grande penalidade aos 54'. Mas também Gelson Martins, Bryan Ruiz e Jefferson podiam ter marcado. 

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RUI PATRÍCIO (7). Intransponível. Duas grandes defesas, aos 8' e aos 18', confirmaram que se mantém ao melhor nível. Segundo jogo consecutivo sem sofrer golos.

JOÃO PEREIRA (7). Veloz. Foi um quebra-cabeças permanente para a defesa do Estoril. Autor de excelentes centros (5', 30', 59') que podiam ter resultado em golos.

PAULO OLIVEIRA (7). Sólido. Joga sempre com simplicidade, sem complicar. E deste modo assegura o comando da defesa. Muito bom nas acções de cobertura.

EWERTON (7). Sereno. Regressou ao campeonato após longa lesão. Ninguém diria que esteve tanto tempo parado, a avaliar pela sua actuação de grande classe.

JEFFERSON (6). Discreto. Mais contido nas incursões ofensivas do que é habitual. Falhou por muito pouco o golo aos 66'. Livre muito bem marcado aos 84'

WILLIAM CARVALHO (8). Decisivo. Exibição cheia de categoria, ao melhor nível a que nos habituou. Exímio no passe. Precioso na recuperação de bolas.

JOÃO MÁRIO (7). Influente. Jogando na posição de Adrien, foi mais discreto do que contra o Benfica. Mas sempre muito inteligente nos passes e nas  desmarcações.

GELSON MARTINS (7). Criativo. Cada vez a jogar mais para a equipa. Foi titular com todo o mérito. Coube-lhe a melhor jogada do primeiro tempo: quase marcou aos 32'.

BRYAN RUIZ (8). Persistente. Talvez o mais tecnicista dos nossos jogadores, teve pormenores dignos de aplauso. Esteve a milímetros de marcar aos 50'.

TEO GUTIÉRREZ (7). Activo. Boa articulação com Slimani. Carregado em falta na grande área, aos 53', converteu o penálti que nos deu três pontos neste jogo. Saiu aos 60'.

SLIMANI (7). Inconformado. Muito marcado pela defensiva contrária, procurou outras zonas do terreno para ganhar a bola. Sem nunca desistir. Saiu já no tempo extra.

MONTERO (6). Dinâmico. Substituiu o compatriota Teo Gutiérrez aos 60'. Autor de um forte disparo aos 76', para defesa em esforço do guardião adversário.

MATHEUS PEREIRA (6). Estreante. Primeira oportunidade dada por Jesus no campeonato ao jovem de 19 anos, que entrou aos 70' para o lugar de Gelson. Cumpriu.

BRUNO PAULISTA (-). Caloiro. Outra estreia na Liga 2015/16. Mas entrou já nos minutos complementares, só para queimar tempo. Mal se deu por ele.


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Tivemos, claro. O Estoril não é o Benfica. Mas o mais importante foi ver confirmadas numa partida a sério as boas indicações deixadas no jogo-treino da semana passada.


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Gostei

 

De ganhar ao Estoril. Consolidámos o primeiro lugar no campeonato, isolados, pela segunda semana consecutiva. Já com o FCP a cinco pontos e o Braga a seis.

 

Do nosso caudal atacante. Sobretudo no segundo tempo, o Sporting jogou sempre em velocidade, com bolas ao primeiro toque, fazendo pressão permanente sobre a equipa adversária.

 

De William Carvalho. Desta vez sem Adrien a complementar o seu trabalho no meio-campo, voltou a ser um bastião da equipa. A recuperar bolas, a abrir linhas de passe e a organizar jogo. O melhor em campo.

 

De Bryan Ruiz.  O costarriquenho voltou a estar em alta. Teve uma actuação muito personalizada, de grande classe, denotando excelente visão de jogo.

 

De Teo Gutiérrez. Marcou o golo da vitória, de penálti, aos 54'. O terceiro golo em três jogos consecutivos. Já lá vão seis, desde o início da temporada oficial.

 

De Gelson Martins. Jorge Jesus apostou nele como titular. Aposta ganha: grande exibição do jovem formado em Alcochete. Foi um dos jogadores mais dinâmicos e criativos do nosso onze.

 

De João Pereira. Grande exibição do nosso lateral direito, muito veloz e combativo, autor de vários centros que ofereciam golo.

 

Do regresso de Ewerton. Estreou-se na Liga 2015/16 após longa lesão, cumprindo na perfeição a missão que lhe estava confiada. Parece jogar há anos com Paulo Oliveira, seu parceiro no eixo da defesa.

 

Das estreias de Matheus Pereira e Bruno Paulista. Mais dois jovens hoje lançados na equipa principal por Jesus, o treinador de quem diziam que não apostava em profissionais no início de carreira.

 

De ver o Sporting alinhar de início com seis portugueses. Rui Patrício, João Pereira, Paulo Oliveira, William Carvalho, João Mário e Gelson Martins.

 

Da boa réplica da equipa adversária. O Estoril manteve o jogo sempre em aberto, sem abdicar do ataque nem estacionar o autocarro na sua grande área.

 

Do equipamento. Pela segunda semana consecutiva, os nossos jogadores alinharam com calções pretos, recuperando uma tradição que já quase parecia esquecida.

 

Do apoio nas bancadas. Hoje compareceram 40.144 espectadores em Alvalade.

 

Da nossa média de dois golos por jogo. Temos o melhor diferencial de golos no campeonato: 18 marcados e apenas cinco sofridos.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Adrien. Ficou de fora por acumulação de amarelos. E fez falta para complementar a actuação de William Carvalho na organização do nosso meio-campo.

 

Do zero a zero ao intervalo. Soube a pouco. Aquele remate em arco de Gelson Martins que passou a rasar a baliza do Estoril merecia ter sido golo.

 

Do cartão mostrado a Jefferson. O árbitro Jorge Ferreira, numa incompreensível demonstração de autoritarismo, exibiu-lhe o amarelo porque a bola estava alguns centímetros para fora do semicírculo do canto. Não dá para entender.


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29 Out 15

O campeonato continua, agora na jornada nº 9. Quais são os vossos prognósticos para o Sporting-Estoril, que se joga sábado, a partir das 20.45, com arbitragem de Jorge Ferreira?


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12 Mai 15

O nosso leitor Rudolfo Dias acertou em cheio no resultado do Estoril-Sporting. Esperemos que haja mais prognósticos certeiros nos jogos que faltam para concluir a Liga 2014/15.


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10 Mai 15

Não gostei

 

Da notória falta de motivação do Sporting. A nossa equipa deslocou-se à Amoreira disposta a cumprir os mínimos. E assim aconteceu. Fez o que pôde, que não foi muito, e veio de lá com um tristonho empate. O décimo do campeonato.

 

Da primeira parte. Como tantas vezes aconteceu ao longo desta época, demos 45 minutos de avanço à equipa adversária. Lenta, previsível, desenrolando mecanicamente o seu 4-3-3 clássico, a turma leonina facilitou o sucesso da manobra táctica do Estoril e foi para o intervalo a perder 0-1.

 

Da desorganização defensiva que permitiu o golo do Estoril. Aproveitando o adiantamento de Cédric, a equipa anteriormente treinada por Marco Silva fez o que quis no corredor esquerdo, galgando terreno e chegando ao golo com facilidade após uma sucessão de falhanços do nosso lado.

 

Que a nossa primeira oportunidade de golo tenha ocorrido só aos 49'. Um grande cruzamento de Cédric para a cabeça de Montero.

 

Da falta de remates a meia-distância. Esta poderia ter sido uma forma de quebrar o bloco defensivo do Estoril. Mas raras vezes foi tentada. E, quando aconteceu, não obteve qualquer êxito. Contra a equipa que apresenta a segunda defesa mais batida deste campeonato.

 

Das ausências de Jefferson, Slimani e Nani. Fizeram falta.

 

 

Gostei

 

De Ewerton. Muito seguro na defesa, com cortes cirúrgicos e bom sentido posicional, foi ainda ele a ir à frente marcar o nosso golo, aos 55', na sequência de um livre lateral marcado por Carrillo e de um passe defeituoso de Jonathan Silva que o brasileiro acabou por aproveitar. O melhor sportinguista em campo.

 

De 20 minutos leoninos na segunda parte. Até aos 65'. Foi, de longe o nosso melhor período. Além do golo, tivemos neste período duas flagrantes oportunidades para vencer a partida: uma aos 57', com um grande remate de Montero à entrada da área; outra aos 64', com um cabeceamento de Tanaka após excelente iniciativa individual de Carlos Mané pelo flanco esquerdo. O guarda-redes do Estoril, Kieszek, correspondeu com grandes defesas. Depois o Sporting baixou os braços, como se estivesse satisfeito com o empate e definitivamente conformado com a terceira posição no campeonato.

 

Da poupança nos cartões. O árbitro Duarte Gomes mostrou amarelos a Carrilo e Cédric. Mas os nossos quatro jogadores que arriscavam ficar fora do desafio com o Braga - Carlos Mané, João Mário, Montero e Paulo Oliveira - foram poupados.

 

Que o Sporting não perca há nove jornadas. Um sinal claro de que a estabilidade finalmente se instalou no nosso eixo defensivo. E veio para ficar.

 

Que o Sporting se mantenha como a equipa com menos derrotas. Apenas duas, fora de casa: em Guimarães e no Dragão.

 

Da atitude dos adeptos do Estoril. Aplaudiram calorosamente o seu ex-técnico Marco Silva, confirmando que a ingratidão não tem de estar ausente dos estádios de futebol.


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08 Mai 15

Vamos lá então aos vaticínios desta semana. O Sporting joga domingo, no Estoril, a partir das 17 horas, com arbitragem de Duarte Gomes.

Quais são os vossos prognósticos?


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05 Jan 15

Houve muitos palpites mas só três acertaram no resultado final do Sporting-Estoril. E dois oriundos de autores cá da casa, o João Paulo Palha e o João António, que se somaram ao nosso leitor Orlando, aliás reincidente na boa pontaria.

Não só acertaram nos golos mas também no nome de um dos marcadores (Adrien ou Slimani, conforme os casos). Parabéns aos três.


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03 Jan 15

Gostei

 

Da vitória clara e categórica. Quem insistia na tese de que o Sporting escorrega por sistema nos jogos em casa está desactualizado. Ano novo, vida nova. Ganhámos hoje 3-0 ao Estoril. E foi um triunfo sem a menor discussão perante o único adversário que nos tinha derrotado em Alvalade no campeonato anterior.

 

De Adrien. O melhor em campo. Pelo extraordinário golo que marcou logo aos 20' com um remate em bandeira disparado de fora de grande área - um dos mais belos desta Liga 2014/15. Pelo penálti que converteu aos 85', com toda a calma do mundo. E pelo que trabalhou no meio-campo leonino ao longo de toda a partida.

 

De Jefferson. Em boa hora regressou a titular na lateral esquerda. É cada vez mais influente na construção ofensiva da equipa com os seus centros milimétricos. Dos pés dele nasceram os cruzamentos que estiveram na origem dos nossos dois primeiros golos.

 

De Slimani. Uma ameaça constante à defesa adversária pela sua capacidade de desmarcação na grande área do Estoril. Apesar de ser o nosso jogador mais avançado não descurou as missões defensivas, confirmando que a equipa está mais unida e solidária que nunca. Viu o seu esforço recompensado aos 75', quando marcou o segundo golo do Sporting. Saiu logo a seguir sob uma longa, calorosa e merecida ovação dos adeptos.

 

De Carrillo. Outra partida de grande nível, com indiscutíveis toques de classe, e a que faltou apenas pontaria mais acertada na finalização. Lovo aos 8' fuzilou a baliza do Estoril com um disparo defendido in extremis por Koieszek. Com João Mário e Nani, protagonizou a melhor jogada do desafio, aos 80', só não concretizada em golo por duas grandes defesas do guardião adversário a remates do peruano. Cinco minutos depois, Carrillo "cavou" a grande penalidade que viria a ser transformada por Adrien.

 

Do regresso de Nani. Surgiu recuperado após um mês de lesão e foi brindado com palmas entusiásticas. Não esteve ainda ao seu melhor nível mas revelou bons apontamentos e sobretudo trabalhou muito para a equipa, sem o menor tique de vedeta. Isolou Carrillo em duas ocasiões, aos 80' e aos 87', com excelentes passes que quase originaram golos.

 

Da meia-hora final. Houve períodos de muito bom futebol praticado pelo Sporting que sobretudo nesta fase funcionou com verdadeiro espírito colectivo, revelando grande motivação e confiança. Como mandam as boas regras.

 

Da nossa organização defensiva. Funcionou quase na perfeição, anulando os lances de ataque do Estoril com eficácia e segurança. Não por acaso, este foi o terceiro jogo consecutivo do Sporting sem sofrer golos após as partidas frente ao Nacional (1-0) e V. Guimarães (2-0).

 

Do quarto triunfo consecutivo. Depois do empate com o Moreirense, esta é a quarta vitória. E a melhor série de jogos do Sporting até ao momento na época em curso.

 

Do cumprimento final entre Bruno de Carvalho e Marco Silva. Era mais que tempo de ultrapassarem divergências públicas, de todo descabidas - e ainda por cima no nosso estádio. Foi a melhor maneira de assinalar a primeira vitória do Sporting em 2015.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a Nani logo aos 5'. O árbitro Artur Soares Dias quis ser o protagonista do jogo e condicionar o nº 77 do Sporting com uma penalização absurda. Não conseguiu nem uma coisa nem outra.

 

Da exibição apática de Carlos Mané. Marco Silva apostou hoje nele na posição 10, jogando nas costas de Slimani. Mas o jovem luso-guineense esteve lento e preso de movimentos. Acabou substituído com vantagem por João Mário, aos 53'.

 

De ter sido este o último jogo de Slimani em Alvalade até Fevereiro. Vamos passar três jogos do campeonato sem o argelino, convocado para o Campeonato Africano de Nações.


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02 Jan 15

Ora vamos lá saber quais são os vossos prognósticos para o Sporting-Estoril de amanhã, arbitrado por Artur Soares Dias...


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30 Dez 14
Todos a Alvalade
Paulo Gorjão

Marco Silva pediu a presença dos sócios e adeptos no próximo jogo em Alvalade, contra o Estoril, dia 3 de Janeiro às 18 horas. Na verdade quase que nem precisava de pedir. Os sócios e adeptos há duas épocas que vão a Alvalade em grande número. Provavelmente contam-se pelos dedos de uma mão os jogos que tiveram uma assistência inferior a 30 mil espectadores, independentemente do dia ou da hora.

Marco Silva, ou Bruno de Carvalho, não têm de nos pedir que estejamos presentes. Nós temos estado presentes, aliás como sabem muito bem. Isto dito, nós, sócios e adeptos, é que temos legitimidade e autoridade para fazer um pedido: entendam-se urgentemente!


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02 Out 14

Dois secos ao Panathinaikos, para a Liga Europa.

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12 Mai 14

Terminámos o campeonato com a única derrota sofrida em casa, contra o Estoril. E - para condizer - também nenhum dos nossos "palpiteiros" acertou no resultado. Refiro-me aos que assinam: prognósticos anónimos são inválidos, de acordo com uma cláusula do regulamento, aliás inexistente e que acabo agora mesmo de inventar.

Dentro de poucos dias será divulgado o nome do vencedor dos prognósticos da Liga 2013/14 no És a nossa Fé. A não perder.


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E pronto, acabou!
Edmundo Gonçalves

Confesso que ontem estava mais para ficar refastelado no sofá que ir a Alvalade.

Em boa hora decidi sair de casa!

Pensava ir assistir a um jogo sem interesse, a feijões, mas não vi nada disso.

Vi uma equipa muito bem organizada, com excelente troca de bola, a redondinha de pé para pé.

É certo que o adversário também não estava virado para o jogo, mas cada um joga o que consegue por si, mais o que o adversário deixa...

Obrigado Estoril! (apesar do inexplicável queimar de tempo num jogo que tinha tudo para ser uma excelente jornada de propaganda ao futebol)

 

Desde já afirmo que jogos à tarde, só sem sol! é muito bonito o colorido, as cores sobressaem e ficam mais berrantes e alegres, mas, para além do incómodo dos adeptos que levam com o sol nas "trombas" (é vê-los, coitados, de mão por cima dos olhos, a tentar descortinar o que se passa lá em baixo), o recinto de jogo é muito mais estreito! a bem dizer, tem precisamente a largura da sombra da pala da cobertura do estádio...

 

Adiante. Se o jogo de ontem fosse preciso para esclarecer alguma coisa, ele confirmou que os deuses também enlouquecem (W. Carvalho); que as "abébias" têm limite (Carrilho); que provavelmente um jogador perdeu a última hipótese de mostrar ao seleccionador que pode contar com ele (Adrien); que a qualidade do futebol praticado tem vindo a decair exponencialmente; que há alguém que tem que passar o defeso a criar "caparro" (A. Martins); que alguém fez um miserável último terço do campeonato, para a qualidade que tem (Jefferson, que ontem não acertou um centro, que não acertou uma marcação e esteve mais preocupado em procurar a sombra) e que o treinador também se dá ao luxo de inventar.

 

Isto retira algum mérito e valor à excelente época que a equipa fez? Obviamente que não! Outros valores se "alevantassem" e este seria talvez o jogo do título, mas aquela volta final que os rapazes fizeram ao estádio cheira-me mais a castigo pela miserável exibição de ontem que de glorificação e agradecimento aos adeptos pelo apoio prestado.

 

Nota final:

Demonstrei já o meu apoio a Leonardo Jardim por várias vezes. Este jogo não belisca em nada a opinião (bastante positiva) que continuo a ter do seu trabalho com os jovens jogadores que lhe puseram à disposição. Se por acaso for embora, aquele rapaz que treina a (única) equipa que ontem jogou à bola em Alvalade é capaz de ser uma boa opção. Digo eu, que não percebo nada de bola...


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11 Mai 14

Não gostei

 

De terminar o campeonato com uma derrota. A primeira do Estoril em Alvalade e a única que sofremos em casa nesta Liga 2013/14. Bastou-lhes um penálti logo aos 5' numa partida em que Rui Patrício não fez uma só defesa.

 

De começar praticamente o jogo a perder. Rojo rasteirou Bruno Lopes sem necessidade dentro da grande área leonina. Mas redimiu-se com um bom corte quando o mesmo jogador, minutos mais tarde, se isolou e quase conseguia o 2-0 para o Estoril.

 

De ver Adrien falhar um penálti. Ainda não tinha acontecido esta época ao nosso titular nas grandes penalidades.

 

De Carrillo. Voltou a ser uma aposta falhada de Leonardo Jardim. A sua presença em campo foi tão medíocre que fez estalar a paciência ao habitualmente tranquilo treinador, que o mandou sair aos 38'. Dois minutos depois, Carlos Mané já tinha feito mais e melhor que o peruano.

 

De Montero. Leonardo Jardim voltou a chamá-lo como titular, mas o colombiano desperdiçou esta oportunidade de regressar às grandes exibições - e aos golos. Quase sempre ausente da partida, pareceu despertar só à beira do fim. Já tarde de mais.

 

Da exibição. Globalmente fraca, desgarrada, sem nervo nem inspiração.

 

 

Gostei

 

De André Martins. Sempre inconformado, sempre em movimento, sempre a tentar abrir linhas de passe. Foi o jogador mais clarividente do Sporting.

 

De Shikabala. Desfez-se o mistério: aos 77', Leonardo Jardim mandou-o finalmente entrar em campo. E o egípcio chegou cheio de genica, revelando bons apontamentos nesta sua estreia na Liga portuguesa. Parece ter uma técnica razoável e estar em boa forma física. Os adeptos corresponderam com aplausos. Jogou pouco mais de um quarto de hora: ficou a ideia de que talvez devesse ter entrado mais cedo.

 

Da hora do jogo. Tarde de um domingo cheio de sol, às 16 horas. Como nos tempos antigos.

 

De ver tanto público. Quase 37 mil espectadores neste jogo de despedida do campeonato, só destinado a cumprir calendário. Mais uma grande lição de sportinguismo dos sócios e adeptos.

 

Do apoio à equipa. As claques não falharam nos cânticos de incentivo.

 

Do prolongado e caloroso aplauso a Capel. O andaluz saiu esgotado, aos 77'. Sob uma ovação do público que certamente nunca esquecerá. Merecia ter-se despedido não com uma derrota mas com uma vitória.


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Uma tristíssima despedida
Pedro Quartin Graça

 

O Sporting fez grandes jogos este campeonato. Não foi o caso de hoje. Lentidão, falta de imaginação, ausência de empenho, erros técnicos q.b.

A começar com Jardim, que resolveu "inventar" com a constituição da equipa inicial, e a acabar em Adrian (...e mais de metade da equipa...), que resolveu não jogar. Que triste despedida. Havia necessidade de ser tão cauteloso na abordagem do jogo, mister Jardim?

A entrar assim na Liga dos Campeões e não vamos lá...


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10 Mai 14

O Sporting despede-se do campeonato recebendo o Estoril amanhã, a partir das 16 horas. Quais são os vossos prognósticos para este jogo?


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15 Jan 14
Sobre o jogo de ontem.
Filipe Arede Nunes

Gostei do jogo de ontem. Excelente vitória contra uma equipa que joga bom futebol e que tem excelentes jogadores. Na nossa baliza um gigante, Boeck, e, do lado esquerdo, um jogador que faz sempre a diferença: Jefferson. Sobretudo na primeira parte, quando teve oportunidade de combinar com Mané (o melhor em campo e que golo meus senhores!) e nas bolas paradas. É um grande desequilibrador e daqueles que mais complicado é de substituir. Destaque ainda para Dier. Bom jogo com excepção de uma falha que poderia ter dado golo para o adversário. No entanto, quando joga existe maior qualidade na saída porque o inglês tem melhor jogo de pés do que qualquer outro dos seus companheiros de posição.

Uma nota ainda para o público: bem sei que era dia de semana e o jogo para a Taça da Liga mas este Sporting merece muito mais do que os cerca de onze mil adeptos presentes. Para mim é indiferente porque estou lá sempre mas uma equipa que ganha, joga bom futebol e marca tantos golos merecia mais sportinguistas a assistir ao vivo. Vamos ver se se estiveram a guardar para o Arouca!


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13 Jan 14

Uma vez mais, ninguém acertou no resultado de um jogo do Sporting. Quase todos vaticinaram a vitória do nosso clube frente ao Estoril, houve alguém que previu uma derrota tangencial e não faltou sequer quem apostasse num 2-2. Mas ficou por antever o empate a zero registado ao fim da partida. Espero que a pontaria melhore quando chegar a hora de fazer prognósticos para o Arouca-Sporting, daqui a uns dias.


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11 Jan 14
Infelizmente a nossa equipa não conseguiu vencer o Estoril e o empate a zero é inteiramente justo. Num jogo sem muitas oportunidades de golo, muito táctico e muito disputado no meio-campo, faltou-nos uma pontinha de sorte para garantir outro resultado. Este era um daqueles jogos em que um lance de inspiração individual faria toda a diferença, mas a verdade é que ele não existiu.
Dito isto, o empate não é propriamente um mau resultado e terminamos a primeira volta muito acima das expectativas de qualquer sportinguista no início da época. Nada a dizer, portanto. Ou melhor, há a dizer: allez, allez, Sporting allez...
Foto: Pedro Rocha (Global Imagens via DN).

 


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Gostei

 

Da actuação de Rui Patrício. Demonstrou excelentes reflexos e uma enorme concentração ao defender um potente remate de Tiago Gomes, aos 21', na marcação de um livre directo que levava selo de golo. Impediu também o golo aos 89' com outra grande defesa. Permanece há 585 minutos com as redes invioladas.

 

Da defesa do Sporting. Foi de novo uma fortaleza. Sólida, sábia, segura. Há sete jogos que o nosso clube não sofre um golo. Voltou a acontecer hoje, no empate a zero no estádio do Estoril, que registou a maior enchente da época: mais de cinco mil espectadores.

 

Da exibição de André Martins. Esteve sempre em alta rotação, dando combate permanente ao meio-campo estorilista. É um dos símbolos mais evidentes deste Sporting renovado que está a deslumbrar público e crítica no campeonato 2013/14.

 

De William Carvalho. O melhor jogador da Liga, cobiçado por Manchester United e Arsenal, voltou a dar nas vistas. Ninguém passa por ele: desarma o adversário com lances de pura classe. Está em excelente forma, revelando uma impressionante condição física.

 

De Wilson Eduardo. Muito activo na ala direita, combinando sempre muito bem com Cédric. Foi dele o primeiro sinal de perigo do Sporting neste encontro contra o Estoril, num remate aos 16', a passe de André Martins. Foi neste corredor que partiram quase sempre as jogadas mais consistentes do ataque leonino.

 

Das substituições feitas por Leonardo Jardim na segunda parte. Com Capel e Slimani em campo, o Sporting alargou a frente de ataque e tornou-se uma equipa ainda mais acutilante e mais perigosa. Só faltou o golo para coroar a boa exibição leonina.

 

Da comparação deste resultado com o da época anterior. Na Liga 2012/13, o Sporting foi derrotado por 1-3 no estádio António Coimbra da Mota.

 

De ver o Sporting provisoriamente na liderança do campeonato. 34 pontos, ao terminar a primeira volta. Esperemos agora pelo resultado do Benfica-FC Porto de amanhã.

 

 

Não gostei

 

De ver desrespeitado o minuto de silêncio por Eusébio. Um dos maiores jogadores de sempre do futebol português merecia o tributo simbólico das bancadas da Amoreira. Infelizmente o tempo é mais propício à javardice. Vítor Damas, um grande símbolo do Sporting que também já não se encontra entre nós, foi adversário leal e um bom amigo de Eusébio. Tenho a certeza de que seria o primeiro a deplorar esta inaceitável atitude de adeptos incapazes de reconhecer mérito em figuras de outros clubes e de respeitar a memória de quem partiu.

 

Da apatia de Carrillo. O peruano figurou de início como titular na ala esquerda. Mas foi demasiado apático. Faltou-lhe vontade de ir à luta.

 

Da falta de manobra de Montero. O colombiano viu muito limitado o seu raio de acção, sempre muito tapado pela defesa adversária, sem espaço para desequilíbrios na grande área do Estoril.

 

Da ausência de Jefferson, por castigo. Piris, que não jogava há dois meses, actuou no eixo esquerdo da defesa. Mas foi muito menos dinâmico do que o brasileiro nas acções ofensivas.

 

Do cartão amarelo a Cédric. O defesa direito, titular indiscutível do Sporting na Liga 2013/14, não jogará em Arouca, no primeiro jogo da segunda volta do campeonato.


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09 Jan 14

Regressam enfim as partidas do campeonato nacional de futebol. E regressam também os nossos (e vossos) prognósticos. Que resultado vaticinam para o Estoril-Sporting, a disputar no sábado, com início às 20.15?


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07 Mai 13

São tão Anti-Sporting Clube de Portugal que até perdem pontos propositadamente para prejudicar o nosso clube...

 

Saudações Leoninas


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Dizem-me que não merecemos ir à Europa, e eu até vejo que se é por mérito que se vai, não, realmente não merecemos muito.

Este ano já nos vimos em risco de ficar entre os últimos e de repente eu quero ficar entre os primeiros. Admito, se vejo hipótese quero ficar mais acima. Se é à custa de derrotas de outros, seja, já tem havido campeões sem jogarem.

Aborreceu-me que o Estoril não perdesse, lamento. Já passou mas aborreceu. Aborrece-me o mérito do Estoril, do Paços. Aborrece-me mais ainda que o Sporting se tenha metido nesta posição e nem me venham falar de árbitros.  Aborrece-me só ver André Martins, Carrillo, mais um ou outro vagamente aqui e ali e o resto a tentar fazer que joga, e isso está acima de arbitragens e lances duvidosos. Para mim está. Aborrece-me ter de andar a contar pontinhos e pensar que os próximos jogos podem não ser vitórias certas (quero que sejam, não sei se serão).

Não merecemos a Europa, mas são os jogos de que mais gosto desde miúda, desde pelo menos quando chegámos à meia-final com o Inter. Não merecemos mas podendo eu quero ir sempre.

 

E não quero saber dos primeiros lugares. Ouvi vezes demais esta época que este não era o nosso campeonato, que íamos descer, tanto de uns como de outros. E outros e mais outros. Era o que mais faltava agora torcer por uns por gostar menos de outros. É-me indiferente o que se passa acima do 5º lugar este ano. E isso aborrece-me. 


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06 Mai 13

Impressões sumárias sobre o Benfica-Estoril de há pouco:

 

 1. Aos 24', Artur comete uma grande penalidade claríssima - que ficou por sancionar - ao pisar o pé de apoio de Luís Leal na grande área benfiquista.

 

 2. Aos 43', com Luís Leal isolado perante o guarda-redes do Benfica, é-lhe assinalado um fora-de-jogo que nunca existiu.

 

  3. Aos 71', Artur defende uma bola já dentro da baliza, sem qualquer consequência.

 

Fiquei até com a ideia que o apitador deste jogo se chamava João Capela. Mas ainda bem que a arbitragem foi tendenciosa: assim, pelo menos, o Benfica conseguiu empatar. Se o Estoril saísse da Luz com três pontos, seria uma péssima notícia para o Sporting. Assim não é péssima: é apenas má.


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