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És a nossa Fé!

Feito de Sporting - CAL(*)

"No dia em que fiz 30 anos, houve um Sporting-Benfica, inicialmente previsto para outra data. Ora... celebrar entre amigos, ou percorrer 300km (+300km) e ver a nossa equipa? 
Claro que a minha decisão foi ir para o estádio, acompanhada por amiga sportinguista.

Joguei futebol na década de 90, jogos informais inter municí­pios durante o Verão.

Aos 10 anos, primeiro teste feito, de Francês... fotografia do Ruud Gullit!!! Única menina na sala que sabia de quem se tratava. (risos)

 

Presentemente, já não acompanho o nosso campeonato e os europeus como fazia (queira crer... já fui um pequeno poço de inesperado conhecimento futebolí­stico). 


Ainda assim, vi-me perante a inevitabilidade de 'aflorar a memória' a um sportinguista do sexo oposto quanto àquele que foi o nosso desempenho frente ao Tondela... este ano. (sorriso)

O ambiente no nosso Estádio é... como sabe. :) Fico de sorriso nos lábios só de me lembrar e quase me arrepio. Não estranho o comportamento da senhora que refere (nota do redactor: história por mim contada de senhora adepta do Barcelona, presente no jogo da Champions contra a equipa catalã, que gostou tanto do ambiente do estádio que se fez sócia do Sporting).

De resto, o universo feminino do nosso clube também é de elevadí­ssima qualidade (cof cof cof). Sem bigode e a vibrar (verdadeiramente) mantendo classe sem confundir intensidade com ausência de... 'qualquer coisa'.

Os senhores... cavalheiros. Os últimos, de resto!" 

 

 

(*) inicio hoje mais uma rubrica, a sexta - Feito de Sporting - que pretende recuperar pequenas estórias de envolvimento, de amor, de estoicismo e de resiliência dos nossos adeptos com o clube, relatadas nas nossas caixas de comentários. Para começar, "noblesse oblige", nada melhor do que uma senhora: CAL.

Seja benvinda!

Quente & frio

 

Gostei muito do aplauso tributado nas bancadas de Alvalade ao grande Iniesta - bicampeão mundial e um dos melhores futebolistas que vi jogar desde sempre - no momento em que foi substituído. São instantes como este, em que mesmo a perder somos capazes de prestar tributo ao talento alheio, que me enchem ainda mais de orgulho por ser sportinguista.

 

Não gostei nada da sonora vaia de vários adeptos ao hino da Liga dos Campeões. Esta reacção quase pavloviana aos acordes musicais que confirmam o estádio José Alvalade como um dos palcos da prova máxima do futebol mundial continua a ser para mim incompreensível. Assobiamos o hino, mas guardamos o cheque: não é atitude à Sporting.

Vamos pôr fim aos assobios?

Vamos receber duas grandes equipas europeias na fase de grupos da Liga dos Campeões. Messi, Iniesta, Suárez, Buffon, Higuain, Dybala, Cuadrado, Piqué, Busquets, Chiellini, Khedira, Umtiti e Rafinha vão jogar em Alvalade. Perante casa cheia, seguramente.

É mais que tempo, portanto, de pôr fim aos sonoros assobios ao hino da Champions no nosso estádio. A menos que os sócios e adeptos que assim se comportam preferissem que o Sporting estivesse fora da competição máxima do futebol mundial a nível de clubes.

Guardem lá os assobios para os nossos velhos rivais e os árbitros incompetentes. E deixem-se de exibir complexos de inferioridade. É bom sinal ouvirmos o hino em Alvalade - sinal que o Sporting está onde merece. Entre os melhores.

Gostei

Gostei do desportivismo, da recepção aos jogadores do Fiorentina, de escutar o belo hino deles, dos cinco violinistas a tocar O Mundo Sabe Que, do aplaudido regresso do Matías Fernández a Alvalade agora com camisola violeta, do sol, do calor, das famílias, de ver cada vez mais mulheres nas bancadas (e cada vez mais bonitas), da alegria colectiva, do vídeo-árbitro a repor a verdade desportiva no nosso estádio pelo segundo jogo consecutivo, do golo do Bas Dost.
Gostei até das 13 ou 14 pombas pousadas na nossa lateral direita durante a segunda parte, petiscando sem receio nem temor as sementes da relva fresca.
Tudo isto faz parte da festa do futebol.

Recuo ao tempo de gesto de boa vontade...

Por razões profissionais e quando pesquisava matéria relacionada com navios, deparei-me com um blogue denominado "Restos de Colecção", de José Leite. Provavelmente não será desconhecido por quem demanda blogues, mas tem um interesse histórico assinalável. E, claro, porque tem uma Etiqueta Sporting que nos transporta aos primórdios do primeiro campo de futebol do Sporting e até conta a história do nosso gesto de boa vontade para com o clube da luz, quando lhes cedemos um campo, que já nem isso tinham... Recheado de fotografias antigas, vale a pena. Aqui fica o link: http://restosdecoleccao.blogspot.pt/search/label/Sporting

1907-Primeiro-estadio5

"Stadium do Lumiar" com as bancadas em construção

(fotografia extraída do blogue "Restos de Colecção")

 

Há muitos anos, era eu grande fã de Luis Figo

 em Alvalade, tinha discussões na Superior Sul com outros sócios, sobre a sua performance.

- Só pensa no penteado!

- Passa o tempo no chão!

- Ele quer é saber do cabelo! 

E eu que não fossem parvos, que vissem mais que isso, que chatos e velhos do Restelo-mas-em-Alvalade. 

O Sporting não ganhava, e lá vinha o cabelo do Figo à conversa. É facto (e pena) que Figo não foi campeão no Sporting, mas a culpa não foi certamente do cabelo.

Não mudámos muito. Só que hoje, em vez de cabelo, são os cães de um, o restaurante de outro, no instagram. Divido-me. Os rapazes têm direito às suas redes sociais, oficiais ou não, têm direito a divulgar os seus projectos e tempos livres. Se acho que podia haver algum recato, ou demonstração de insatisfação? Acho, percebo perfeitamente que custe passar um domingo a pensar que perdemos 1-3 com o Belenenses, e vê-los (aparentemente) de ânimo leve partilhar as suas vidas tranquilas.

Mas assim como não temos nada a ver com a vida pessoal do presidente - não tenho mesmo, quero não saber nada disso se puder - podemos não ver estas partilhas. Há um botão de unfollow ao alcance de cada indignado. 

Eu cá divirto-me bastante com os videos do Francisco Geraldes. E mesmo com os cães do William. E distingo isso do que possam demonstrar pelo Sporting. 

Esta coisa estranha de não ir a Alvalade

Parece que perdi um belo jogo e uma bela exibição dos nossos rapazes.

Perdi um golaço de Bruno César e mais três, pelo que vi ainda há pouco num resumo na TV.

Perdi o entusiasmo de mais de 40 mil nas bancadas.

Apesar da falta ter sido por uma razão po(n)derosa, fica um sentimento estranho, que obriga a olhar para o telefone quase de minuto a minuto, não confiando no sinal sonoro que me avisa dos golos.

Outra destas e dá-me uma coisinha má.

Quando as bancadas estavam vazias

Ontem assinalei aqui as cinco maiores assistências registadas no nosso estádio - quatro das quais já com Jorge Jesus no comando técnico da equipa.

Hoje, em complemento, lembro qual foi o número mais baixo de espectadores em Alvalade: aconteceu no jogo Sporting-Varzim, na quarta jornada da Taça de Portugal, a 26 de Outubro de 2005, com apenas 6112 adeptos nas bancadas. Filipe Soares Franco liderava o clube e a equipa era treinada por Paulo Bento. Vitória leonina por 2-0, com golos de Miguel Garcia e Liedson.

Para o campeonato, o pior registo ocorreu a 5 de Janeiro de 2013, num Sporting-Paços de Ferreira: apenas 6157 resistentes acorreram ao estádio. Numa altura em que o presidente era Godinho Lopes e o comando técnico fora confiado ao belga Franky Vercauteren, aliás despedido na sequência desse encontro, que terminou em derrota (0-1).

Outros tempos, outros números. Por vezes convém avivar memórias.

Cada vez mais a ver Jesus

Quatro das cinco maiores assistências de sempre no actual estádio José Alvalade, proporcionando as nossas melhores receitas de bilheteira, registaram-se já com Jorge Jesus no comando técnico do Sporting. As contas, hoje divulgadas pelo jornal A Bola, não deixam lugar a dúvidas: os 50.046 espectadores na recepção ao Real Madrid desta terça-feira estabeleceram um novo máximo, ultrapassando os 49.992 ingressos no dia da inauguração, a 6 de Agosto de 2003.

Neste top five incluem-se o Sporting-Benfica (49.699) do último campeonato e os dois mais recentes clássicos Sporting-FC Porto, ocorridos a 2 de Janeiro (49.382) e 28 de Agosto (49.399).

Faltou uma homenagem a Moniz Pereira

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 Mário Moniz Pereira com Carlos Lopes em Janeiro de 1976: seis meses depois, o segundo conquistaria a primeira medalha olímpica de atletismo para Portugal

 

Mário Moniz Pereira foi um dos raros portugueses de excepção que tiveram o privilégio de ser homenageados várias vezes em vida: Medalha de Mérito Desportivo, Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, Comenda da Ordem da Instrução Pública, Medalha de Mérito em Ouro, Ordem Olímpica, Leão de Ouro com Palma, Grande Oficial da Ordem do Infante. Ao contrário do que é costume nas sociedades latinas em geral e na portuguesa em particular, mais dadas à veneração dos mortos.

Nós próprios, à nossa modesta escala, várias vezes o mencionámos no És a Nossa Fé e nunca deixámos passar, por exemplo, um seu aniversário sem a devida e merecida menção. Basta clicar na etiqueta moniz pereira para confirmar isso.

 

Foi também o melhor representante da cultura leonina, pelo ecletismo de que sempre deu provas no seu  percurso pessoal enquanto praticante de ginástica, futebol, andebol, basquetebol, ténis, ténis de mesa, hóquei em patins, natação, tiro, equitação e esgrima.

Onde mais se distinguiu foi no voleibol, tendo sido duas vezes campeão nacional (1953/54 e 1955/56), a última também como treinador. E acima de tudo no atletismo, começando pelo título de campeão universitário de Portugal no triplo salto: aqui, como treinador e dirigente com o pelouro das modalidades, conquistou tudo quanto havia para conquistar: provas e campeonatos no plano nacional, europeu, mundial e olímpico. Com destaque para a primeira medalha de ouro portuguesa em Olimpíadas, obtida por Carlos Lopes em Los Angeles, na inesquecível madrugada de 13 de Agosto de 1984, quando nenhum português conseguiu dormir.

 

Mas na hora da despedida do Senhor Atletismo, ilustre sócio n.º 2 do Sporting Clube de Portugal, conclui-se com tristeza que faltou a homenagem que ele mais desejaria: o regresso da pista de atletismo ao estádio do nosso clube.

Pista que o pioneiro Estádio José Alvalade orgulhosamente possuía e foi utilizada por milhares de atletas - em benefício da instituição leonina e do desporto português. Pista que a partir de 1979 passou a ser de tartan, por insistente reivindicação de Moniz Pereira, no rescaldo da medalha de prata obtida na prova dos 10.000 metros dos Jogos Olímpicos de Montreal por Carlos Lopes, o mais brilhante dos seus pupilos. Pista que se perdeu em 2003: o projecto encomendado a Tomás Taveira - só virado para o futebol, esquecendo o ecletismo que é marca distintiva do Sporting - não a contemplava. Nem foi possível reparar o erro, apesar de o custo final do novo estádio ter excedido em 75% o montante inicialmente estipulado.

De todas as homenagens, esta teria sido a que ele preferiria. Foi a única que ficou por concretizar.

Não apreciei de todo...

... Que só a 45 minutos do início do jogo tenham aberto as portas do estádio. Cheguei cedo mas acabei por me sentar no meu lugar quase à hora do jogo muito por causa das filas e das tão costumadas revistas. Não sei de quem foi a culpa desta situação ou se são os regulamentos da Liga que impõem esta regra, mas que não gostei isso é certo.

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