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És a nossa Fé!

Fica a nota

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Um "produto" das nossas escolas está a brilhar na melhor liga do mundo e este fim-de-semana até marcou o golo da vitória da Inglaterra sobre a Alemanha, na sua estreia pela equipa A do seu país. É pena a forma como saiu mas é mais um jogador de sucesso a sair de Alcochete. E ainda tem muitos anos pela frente.

Só faz falta quem está

Manchester United 3 - 0 Tottenham

 

No Sporting, é difícil alguns perderem a mania de gostarem sempre mais de quem esteve do que de quem está. Viu-se isso muito bem ao longo desta época com os suspiros de saudades que a partida de Eric Dier foi provocando em certas franjas de adeptos, transformando tal despedida em arma de arremesso contra Bruno de Carvalho. Isto apesar de o presidente do Sporting ter tentado dissuadir o jovem inglês de rumar ao futebol do seu país de origem após uma década de permanência no nosso clube, onde transitou desde os iniciados até à equipa principal.

Não foi possível fazê-lo mudar de ideias. Dier queria partir, o seu pai (e empresário) fazia força por isso e acima de tudo a anterior direcção tinha descurado os interesses do clube ao admitir por via contratual que um clube inglês pudesse resgatá-lo por apenas cinco milhões de euros. A menos que o Sporting cobrisse a parada salarial, algo impossível dado o precário estado das finanças leoninas.

Lá foi portanto o jovem para o Tottenham, onde tem feito uma época muito desequilibrada. Falando-se já do interesse do clube em prescindir dele na próxima temporada.

Nem isso, no entanto, calou os nostálgicos de serviço.

Mas vejamos estas imagens do jogo Manchester United-Tottenham, que os "red devils" venceram ontem por 3-0. Dier alinhou como titular, com a camisola número 15. E esteve, com manifesta infelicidade, em pelo menos dois dos golos. Sobretudo no terceiro, festejado por Rooney com a exuberância que a imagem mostra.

Interrogo-me: o que não se diria dele se cometesse estes erros ao serviço do Sporting?

Moral da história, como não me canso de repetir: só faz falta quem está.

2014 em balanço (5)

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DECEPÇÃO DO ANO: ERIC DIER

Era um dos mais promissores defesas formados na última década em Alcochete. E ascendeu mais cedo do que se previa à formação principal do Sporting, pela mão do efémero treinador Vercauteren, em Novembro de 2012. A tal ponto que o elegemos aqui como promessa do ano. Sob a batuta de Jesualdo Ferreira, chegou a dizer-se que o Sporting jogava com ele "e mais dez", o que era um manifesto exagero.

Eric Dier - jovem de nacionalidade inglesa mas residente desde criança em Portugal - trocou inesperadamente Lisboa por Londres, fazendo accionar uma cláusula a seu favor que constava do contrato que o ligava ao nosso clube. À luz dessa cláusula, um clube inglês que quisesse contar com ele teria apenas de pagar cinco milhões de euros ao Sporting.

Conclui-se agora que Dier nunca devia ter sido lançado na primeira equipa sem a anulação daquela cláusula contratual que lesou os interesses leoninos. Bruno de Carvalho tentou modificar o contrato, mas esbarrou sempre com a recusa do pai de Eric, que funcionava como seu agente e pretendia afinal colocar o filho na Premier League.

Assim sucedeu, no Verão passado: o Tottenham pagou os cinco milhões e o jovem voou para Londres sem bilhete de regresso. Desperdiçando assim, aos 20 anos, uma excelente oportunidade de se afirmar sob o comando de Marco Silva como titular no eixo da nossa defesa (o que nunca sucedeu com Leonardo Jardim), colmatando a vaga que se abriria com a partida de Rojo também para Inglaterra - a segunda maior transferência na história do Sporting. Pouco depois deu uma lamentável entrevista ao Record em que se queixava de ter sido "muito maltratado" em Alvalade, onde estava desde os oito anos.

Eric estreou-se da melhor maneira no campeonato inglês, marcando o golo da vitória tangencial do Tottenham frente ao West Ham, a 16 de Agosto. Mas foi-se apagando com o decorrer das jornadas. De titular passou a suplente. De defesa central - sua posição preferida - passou a defesa direito. Nos últimos dois meses só jogou 155 minutos. A imprensa britânica já admite que venha a ser cedido por empréstimo em Janeiro.

Aconteceu a Eric o que sucedeu a outros antes dele: sonhou demasiado alto demasiado cedo. A estas horas arrependeu-se certamente de ter dito que o Sporting o maltratou.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma 

Aonde é que anda o Dier?

O Tottenham vs Chelsea de hoje foi glorioso (bom, para o Mourinho não foi, mas para o espectador imparcial foi do melhor); só me pergunto aonde é que pára o jovem Dier, porque nem no banco esteve (e os comentadores ingleses, obviamente com mais que fazer, não estiveram a fim de explicar). Alguém sabe?

É preciso ter calma

Para alguns sportinguistas, melhor treinador é sempre quem não está e melhor jogador é sempre quem já foi. Tenho pensado nisto a propósto de alguns nostálgicos de Dier e Rojo andarem por estes dias a suspirar por eles, reivindicando-os para o eixo da nossa defesa. Esquecidos já porventura do Sporting-Benfica, no campeonato 2012/13, quando o Benfica veio humilhar-nos a Alvalade num jogo em que o argentino fez autogolo (e Boulahrouz, seu colega na defesa, foi expulso). Esquecidos já porventura do Benfica-Sporting, no campeonato 2013/14, em que Eric Dier falhou por completo a aposta que nele fez Leonardo Jardim, por ausência de William Carvalho.

Tudo isto a propósito de quê?

Do Tottenham-Liverpool de há três semanas, em que Dier provocou uma grande penalidade, logo convertida por Gerrard, no segundo golo da copiosa derrota em casa (0-3) contra os reds (Tottenham que voltou este fim de semana a perder em casa, desta vez contra o West Bromwich, o que não sucedia desde 1984).

Do Leicester-Manchester United desta jornada, em que Rojo fez uma péssima exibição, falhando marcações e oferecendo um dos cinco golos sofridos pela sua equipa, que continua a somar desaires.

Conclusão?

A de sempre: é preciso ter calma.

It's all about money

Na essência, o que distingue a tão pouco criticada saída de Leonardo Jardim da tão criticada saída de jovens jogadores como Dier, Ilori e Bruma?

Nada.

Pode-se discutir a forma como agiram, a integridade das declarações, os comportamentos mais ou menos adequados, e afins, mas no fim de contas, todos sairam pelo mesmo motivo. Dinheiro!

Inclusivamento considero que qualquer um dos três jogadores referidos tomou uma melhor opção de carreira que Leonardo Jardim (que neste momento treina um plantel de qualidade inferior ao do Sporting). Se foi enganado só tem que se demitir.

O grande mundo da bola

Quem estiver ainda preocupado ou apenas incomodado com o caso Dier, pode olhar para o lado e ver o que diz Samir Nasri a propósito da reacção dos adeptos do Arsenal à sua saída para o City: “They see it as treason or that I betrayed them [but] it’s not like that. I just look at what is best for me.” Toda uma filosofia. Aliás, se o jovem Eric dá entrevistas ao Record a queixar-se da frieza do presidente do SCP, a namorada de Nasri, mais a quente, manda "f*** France and f*** Deschamps" porque o seleccionador francês não convoca o namorado para a Copa. A jovem modelo (de lingerie, era preciso investigar a afinidade electiva que une jogadores de futebol e modelos de lingerie) tem origens portuguesas, e deve ter sido a paixão nacional pelo jogo da bola que levou Anara Atanes a acumular no seu currículo casos com Freddie Ljungberg, Ashley Cole, Darren Bent, Jermaine Pennant ou Kieran Richardson. Todo um mundo, feito de elegância e desportivismo. Estavam à espera de quê?

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Se o Dier foi tão mal-tratado pelo presidente Bruno Carvalho, por que é que se incomoda tanto com o facto de aquele não lhe ter dado uma palavra a desejar-lhe boa sorte? Eu se estivesse no lugar dele e tivesse sido assim "tão mal tratado", não quereria que quem me fez "tão mal" falasse comigo e muito menos deixaria que tal pessoa me cumprimentasse.»

Marco Lopes, neste meu texto.

As contradições de Eric Dier

O Record publica hoje uma lamentável entrevista com Eric Dier. Lamentável porque o jogador nunca a deveria ter dado se queria conservar um mínimo de consideração da parte dos adeptos leoninos.

É uma entrevista em que o ex-central da formação sportinguista cai diversas vezes em contradição.

 

Diz, por exemplo, que o problema da sua permanência em Alvalade "nunca foi o dinheiro" para logo a seguir admitir que "nunca poderia aceitar" um aumento da cláusula de rescisão para 45 milhões sem isso implicar "um ordenado ao mesmo nível". Extraordinário desmentido das suas próprias palavras...

Afirma, por outro lado, que a direcção do Sporting nunca tentou alterar a inaceitável cláusula que impunha a venda do jovem inglês, já internacional sub-21, pelo ridículo valor de cinco milhões de euros que constava do contrato do atleta desde as gerências anteriores para imediatamente reconhecer que lhe fizeram uma proposta nesse sentido "neste Verão", ainda antes de ser conhecido o interesse do Tottenham pelos seus préstimos.

Garante que encara o Sporting como a sua "segunda família" mas admite que passou a pré-época com "isto [ida para Inglaterra] sempre na cabeça". Extraordinário.

Diz que "foi muito maltratado" durante o último e meio, contradizendo declarações do próprio pai, que a 17 de Julho afirmou o seguinte: "O Eric nunca esteve infeliz no Sporting, ao contrário do que muita gente disse. Ele sempre foi leal, ama o Sporting e quer continuar a jogar no clube." Declarações que têm apenas 22 dias...

Proclama a sua inabalável devoção pelo clube onde jogou desde os nove anos e afinal admite vir a representar o SLB e o FCP, ao contrário do que sucedeu há dias com Tiago Ilori, numa entrevista também concedida ao Record.

 

Confesso que me apeteceu terminar a leitura da entrevista no momento em que, à pergunta concretíssima "aceitaria representar o FC Porto ou o Benfica?", este "leal" sportinguista (palavras do pai) se engasga, respondendo assim: "Isso é uma pergunta muito teórica..."

Mas fiz bem em lê-la toda (são quatro páginas, só disponíveis na edição em papel do jornal). O que só reforçou a minha convicção: o Sporting não podia manter nas suas fileiras um jogador com uma cláusula de rescisão de cinco milhões de euros depois de o pai de Eric ter recusado qualquer alteração a esta meta financeira que lesava os interesses leoninos. Toda a valorização desportiva que Dier tivesse a partir de agora em Alvalade representaria um malogro ainda maior do investimento que o clube nele fez.

 

Neste caso, portanto, só o Sporting tem legítimas razões de queixa. Isto serve novamente de alerta aos responsáveis leoninos, como já aqui acentuei: nenhum jogador oriundo dos escalões juniores ou da equipa B deve voltar a ser lançado no onze principal sem que a direcção do clube reveja a situação contratual desse atleta. Porque as proclamações de amor eterno a Alvalade feitas por alguns dos jovens oriundos da nossa academia eclipsam-se por vezes com uma rapidez estonteante por acção conjunta de familiares, advogados, agentes, empresários, manchetes da imprensa e alguns adeptos que preferem endeusar os meninos mesmo quando lesam o clube que os formou.

As coisas que ele não disse, mas podia ter dito

Dier lamenta que após 12 anos no Sporting tenha saído "sem uma palavra do presidente". Não tem apenas razão: tem toda a razão. Bruno de Carvalho devia ter deixado duas, três ou mesmo quatro palavras ao Dier. Por exemplo: "Espero que tenhas gostado da comida da Academia durante estes 12 anos, estás mais alto, mais forte e mais bonito. Fizemos de ti um top model. Agora, podes ir jogar para outro lado, sem ressentimentos". Ou então: "Olha, quanto tiveres 40 anos, volta para a Academia, para estares cá mais 12 anos". Também podia ter deixado menos palavras: "Se só renovas com a garantia contratual de seres titular, pode ser no futsal?". Eu teria optado por uma coisa mais simples, tipo: "Lembras-te de quando foste titular contra o Benfica na Luz?"

A novela Dier

"Os jogadores vão e vêm, o Sporting fica" - disse Mauro Silva e acho que disse tudo. Na novela Dier, há uma única coisa a criticar: a cláusula dos 5 milhões, por não defender os interesses do clube. Quanto ao resto, acho que não tem sentido, nomeadamente a acusação de "ingratidão" à família Dier. O puto é inglês, é suficientemente bom para jogar na Premier League e tem hipótese de sair a um preço que o torna interessante para um grande clube local: não devia aproveitar? Entre jogar no fim-de-semana com o Rio Ave ou o Carnide (sem desprimor) e jogar com o Man U ou o Arsenal, qual é dúvida? Estamos a falar do Association do tempo do Visconde ou do futebol profissional dos dias que correm? Deixemo-nos de ingenuidades, façamos contratos de jeito com os jogadores da formação e arranjemos alguém para o lugar deste jovem (coisas que a Direcção já tratou de fazer). E não vale mais a pena chorar sobre o leite derramado - se não para não o entornar outra vez.

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Illori, Bruma, Dier, sinceramente já não há paciência. Nem discuto que o Sporting é maior do que estes fedelhos ingratos, mas começo a questionar o modelo de gestão da Academia. Esta situação era previsivel, isto há muito que andava a ser preparado, e nós armados em OTÁRIOS a dar-lhe minutos de jogo. A direcção sabia e por isso fomos contratar o francês, e é também por isso que amanhã vai ser apresentado o egípcio, e é por tudo isto que este menino Dier deveria ter sido colocado de parte logo no inicio da pré-época.»

Mário Fernandes, neste meu post.

Lendo os outros

Mística Leonina: «Eric Dier foi vendido ao Tottenham por 5 milhões de euros devido a mais uma das muitas palermices que as direcções de atrasados mentais que delapidaram o Sporting de todas as formas e feitios nos deixaram na ementa. Espero acima de tudo que a auditoria de gestão ponham estes energúmenos atrás das grades!»

 

Bancada de Leão: «Quem não quer ficar no clube, a porta de saída é o caminho único e perfeito para seguir. Dier há muito que se falava que não desejava continuar no Sporting. Nesse particular, na minha opinião, foi ingrato.»

 

Leoninamente: «Não desejo perder muito tempo com tão sórdida história! E não me peçam para seguir a magnanimidade do Sporting, ao desejar ao puto que recebeu na Academia com nove anos as maiores felicidades. Apenas lhe desejo que seja feliz, na exacta razão inversa da decepção que causou a todos os sportinguistas!»

 

Sporting na Mente: «Mais um presente envenenado. Que mais haverá? Em relação ao Eric Dier, nunca pensei que pudesse "cuspir no prato" desta maneira.»

 

Sporting na Alma: «Não vale a pena dramatizar, tal como foi nos casos de Bruma e Ilori o Sporting encontrou soluções, inegavelmente perdeu jovens de grande potencial, mas também surgiram outros. Além disso Dier ainda nem sequer mostrou ser importante para a equipa e depois nunca me pareceu esforçar-se para o conseguir.»

 

Roulote da Tasca: «Sabes que mais, Eric? Só faz falta quem cá está! Vai lá mamar peixe com batatas fritas para a tua terra, que nós continuamos bem servidos de centrais. E queira o destino que nos cruzemos numas quaisquer competições europeias e que sejas eliminado com um golo do Rojo, outro do Maurício e mais um do Paulo Oliveira. E na segunda mão, levas mais uma batata do Saar, que até já é campeão do mundo enquanto tu ainda corres o risco de te tornares num Tony Adams.»

 

Leão de Plástico: «Desejo-te o mesmo que desejei a Bruma e a Ilori... saúdinha. Sorte e sucesso desejo aos gratos, aos que depois de todos os escalões sentem a camisola e desejam devolver ao clube algo mais que uma saída forçada com contratos e advogados na mesa.»

Só faz falta quem quer ficar

«O Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD, informa que, no decorrer do corrente mês, encetou negociações com o atleta Eric Dier para a renovação do seu contrato de trabalho.

Inesperadamente, a Sporting, SAD foi confrontada, pelo pai e representante oficial do jogador, com um valor de aquisição por parte do Tottenham Hotspur, que remeteu a decisão da actual Administração para contratos assinados por Direcções e Administrações anteriores, que obrigavam a uma venda, do referido atleta, por um montante igual ou superior a 5 milhões de euros ou a igualar as condições salariais propostas, algo impossível devido à imprescindível manutenção da política salarial implementada e respectivo equilíbrio no seio do grupo de trabalho, da reestruturação financeira em curso e da necessária sustentabilidade do Clube.

Para além disto, a Sporting, SAD foi informada que mesmo igualando a proposta salarial, o jogador não desejava continuar, e mesmo que o Sporting obtivesse uma proposta superior, quer a nível de compra quer a nível salarial, que fosse de outro clube, o jogador não aceitaria.

Face às condicionantes expostas, a Sporting, SAD vem comunicar a alienação da totalidade dos direitos económicos do jogador Eric Dier ao Tottenham Hotspur, pelo valor de 5 milhões de euros líquidos, sem qualquer outro tipo de direitos futuros ou salvaguardas, em conformidade com os contratos anteriormente referidos.

Apesar do sucedido a Sporting, SAD deseja a Eric Dier as maiores felicidades na sua carreira.»

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