16 Jan 17

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.


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15 Jan 17
O ponto
Edmundo Gonçalves

Já se percebeu que despedir Jesus não é viável, não que não fosse solução.

O ponto é este: Estará Jesus disponível para prescindir da choruda indemnização a que tem direito se o despedirem, considerando que a cada mês que passa o seu valor como treinador se desvaloriza?

Em resumo, estará Jesus interessado em relançar a sua carreira noutro lado, ou está acomodado no Sporting, acolchoado por um ordenado que dificilmente lhe pagarão em qualquer outro clube?

 

Sim, porque a esta altura do campeonato, nem ele próprio "acarditará" em si e na equipa e pela espiral de desânimo e de falta de crença a que assistimos, a desgraça não acabará por aqui.

 

Depois há a desvalorização dos activos, que com o que vai acontecendo, é um facto concreto e terrível para as contas do clube.

 

Em resumo, está nas mãos de Jesus reverter a situação. Depende dele e isso é muito delicado para o Sporting.


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O problema
Pedro Correia

O problema central do Sporting não passa pelo deficiente jogador X ou pelo inepto jogador Y. O problema mais grave remonta ao início da época e relaciona-se com a dimensão colectiva da equipa: o treinador insiste em impor um modelo de jogo a profissionais que não se adaptam a ele.

Isto explica porque sofremos sempre o mesmo género de golos, nos mesmos momentos dos desafios, sem que se vislumbre um antídoto eficaz para evitar novos desaires. No final do jogo em Chaves, todos ficámos com a sensação de já ter visto aquele filme. Não foi novidade para ninguém. Nem se resolve com o presidente a berrar com os jogadores no balneário, como ontem sucedeu - o que pouco augura de bom para o crucial desafio da próxima terça-feira.

Se alguma mudança urge fazer, passará sempre pela adaptação do modelo aos intérpretes em vez da insistência cega e surda no contrário. E já agora - como há tanto tempo aqui venho anotando - convém também mudar o discurso. Que grande injecção de moral deve ser para um jogador ouvir o treinador dizer que não gosta de o ver marcar os golos todos...


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05 Jan 17

1. Jorge Jesus escalou mal a equipa no jogo de ontem. As "poupanças" são más conselheiras. Deixar de fora do onze titular  Adrien, Gelson, Bas Dost e Bruno César em simultâneo só podia dar no que deu: 45 minutos de avanço ao V. Setúbal (que aliás esteve prestes a adiantar-se no marcador no primeiro lance do jogo, se não fosse uma magnífica defesa de Beto) e necessidade de reformular a equipa logo ao intervalo. 

Passa pela cabeça de alguém?

 

2. É cada vez mais evidente que a política de contratações levada à prática pelo Sporting no passado Verão foi desastrosa. Ninguém pode negar esta evidência: temos uma ausência clamorosa de segundas linhas. Tirando Beto, Bas Dost e Campbell, tudo o resto devia ser devolvido sem demora à proveniência. A começar pelo inútil Markovic, que ontem voltou a demonstrar ser uma nulidade.

Castaignos, o avançado incapaz de marcar golos, é um novo Barcos. Douglas, um pinheiro plantado na nossa área. Petrovic não calça, Alan Ruiz também não. Meli tornou-se invisível. Paulista nem sabemos se ainda treina de verde e branco. André distingue-se pelos golos que é incapaz de marcar (ontem falhou dois à boca da baliza). Elias, mesmo tendo marcado um golito, voltou a ser de uma vulgaridade gritante nesta partida do Bonfim.

Ninguém assume responsabilidades por tantas contratações desastrosas, que tornam este plantel o pior - e o mais caro - desde que Bruno de Carvalho ascendeu à presidência?

 

3. Se somarmos ao que escrevi acima o apagamento total de Bryan Ruiz, que ontem teve a pior prestação de sempre pela nossa equipa e acabou por ir tomar duche ao intervalo, temos o quarto rombo da temporada. Somado às saídas de João Mário, Slimani e Teo Gutiérrez.

Bryan continua, mas só de espírito: as pernas - e por vezes a cabeça - parecem ter emigrado para parte incerta.

 

4. O que se passa com Matheus Pereira? Está de castigo? Se não serve para jogar na Taça Lucílio Baptista serve para quê? Alguém acredita que este jovem da nossa formação faria pior figura do que algumas nulidades que ontem se arrastaram no campo do Bonfim?

Vamos emprestá-lo para manter em Alvalade os poltrões que mencionei acima? E o que esperamos para trazer Palhinha, Tobias Figueiredo e Francisco Geraldes de volta? Não será também a altura de mandar regressar André Geraldes e Jonathan Silva?

Custa assim tanto perceber que é possível fazer muito melhor por muito menos dinheiro se soubermos gerir bem os recursos próprios em vez de importarmos cabazadas de jogadores inúteis que só vêm para Portugal fazer turismo e ganhar dinheiro que não merecem?


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19 Dez 16
O que fazer?
Edmundo Gonçalves

Eu não quero mudar o presidente, nem mudar de presidente.
Eu não quero mudar o treinador, nem de treinador.
Eu quero sim, que mude o paradigma, tão nosso, de ficarmos a "um bocadinho assim" de qualquer coisa.
Eu quero sim, mudar a táctica de anos do futebol para trás e para o lado, que volta e meia regressa à nossa equipa.
Eu quero ver os jovens da formação, em vez de turistas à pazada, que ganham várias vezes mais e que jogam imensamente menos.
Eu quero um Sporting com mentalidade ganhadora, como já mostrou saber ter.

Mas quero, sobretudo, verdade no futebol.
E se não houver verdade no futebol, arrisco-me a dizer que nunca ganharemos um campeonato, ou se o ganharmos será um mero incidente.

Nesta altura em que tantas suspeições se levantam sobre o futebol, pergunto onde anda o secretário de estado do desporto, o que anda a fazer para além de colar-se aos resultados das federações e às medalhas dos atletas. Por que caminhos anda, qual a cartilha que o rege, se está preocupado, porque se demite das suas funções.

Gostava também de saber onde andam os polícias de investigação. E o ministério público. E os juízes e os tribunais.

É que a coisa não se resume a uma má escolha de jogadores, a uma época mal planeada, a um mau jogo de atletas que já mostraram que são bons executantes. Ajuda, mas há mais, muito mais, para além disso. E enquanto não se mudar este estado podre, esta fossa onde vive o futebol português, a verdade desportiva estará sempre e para sempre, hipotecada.
E porque é da nossa natureza jogarmos limpo, seremos sempre ultrapassados pelos rivais, por mais argumentos que apresentemos em campo.

E porque o polvo tem demasiados tentáculos e ventosas e sinceramente não vejo nesta altura quem o consiga derrotar. Se quem pode e deve se demite da sua obrigação, do governo do país à polícia, aos tribunais, à uefa e à fifa, dificilmente um homem, uma direcção e um Clube, conseguirão mudar o rumo das coisas.

E as mudanças, quando têm que ser drásticas, em regra só o conseguem ser recorrendo a violência. Pode-se seguir por aí, mas mais uma vez, não é da nossa natureza, não o faremos.

Assim, nesta altura, mais que disparar a torto e a direito, de tão envergonhado que estou de ser parte, ainda que passiva, de um negócio de milhões que não me interessa e que me passa ao lado, o que eu exijo, como cidadão de pleno direito, é tão imensamente simples: Exijo Justiça!


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24 Out 16
Em jeito de balanço
Edmundo Gonçalves

 

A transposição de um comentário a este post do Pedro Correia, que veio à página principal por sua sugestão e que é a minha visão do momento actual do Sporting.

Vale o que vale.

 

Ponto prévio:
A ausência de Adrien por lesão, importante sem dúvida, não justifica o mau momento da equipa. É importante lembrar que em Vila do Conde, onde encaixámos três,  Adrien esteve presente.

O que se verifica, para além de uma clara falta de qualidade de alguns jogadores, é uma gritante falta de atitude competitiva que tira a paciência ao mais santo.


Posto isto, a minha análise, por sectores:
Laterais. Só um cego não vê que são fraquinhos, todos os quatro, sendo que na direita João Pereira ainda disfarça com a ratice própria da idade e não defende mal; Eu diria que era o único com que ficava, se tivesse o poder e o dinheiro para decidir. Convém no entanto fazer a ressalva de que se os laterais têm que ajudar no processo ofensivo, os médios e até os alas, têm o dever de compensar no processo defensivo e valha a verdade que isso não tem acontecido. Ora sendo eles fracotes, convinha haver um pouco mais de solidariedade entre sectores.
Médios. Como já se disse, Adrien faz muita falta,  mas William não está a conseguir disfarçar essa falta, coisa que o capitão fez com grande competência o ano passado, quando a situação se inverteu e enquanto William esteve em campo a fazer número, passe o exagero. Não quer isso dizer que William esteja mal, não tem é a bravura do capitão, nem as suas características e o seu jogo ressente-se disso e em consequência o jogo da equipa (se o motor do carrossel não funciona, a "bicharada" não anda à roda). Depois há Elias, que me parece completamente deslocado. Provavelmente renderia mais no apoio ao(s) ponta(s), a dez, ou "nove e meio", uma vez que até já demonstrou ter facilidade de remate na zona da meia lua. André não é definitivamente para aquela posição; Segundo avançado, tudo bem; Ali, nas costas de Bas Dost, não me parece que renda grande coisa, até porque perde na expontaneidade de remate para Elias. No último jogo teve algumas oportunidades de rematar e deu sempre mais aquele toque desnecessário que o levou a perder ou o tempo, ou a posição de remate.
Alas. Bryan Ruíz entre jogos europeus, selecção e campeonato, não pode com uma gata p'lo rabo; Vai disfarçando com a refinada técnica que tem, mas isso começa a ser insuficiente. Precisa de descanso urgentemente. Gelson está em grande forma e demonstra que é uma aposta ganha.
Ponta. Bas Dost pegou de estaca.

Esta tem sido, mais ou menos, a equipa base, sem qualquer preocupação de esquema táctico da minha parte.


Começando pelo princípio, Jesus será o meu treinador, sem reticências. Não há melhor em Portugal. Domar-lhe o ego será mister complicado, mas convinha tentar.
E como treinador de bancada eu faria mais ou menos isto:
Rui é intocável, mas finalmente tem alguém a fazer-lhe sombra, Beto.
Para as laterais apostava em J. Pereira para os jogos da Liga, na direita e em Esgaio na esquerda (fez um belo torneio olímpico naquela posição) até Dezembro e começava a pensar seriamente em ir às compras em Janeiro para ambas as posições, ou regressando Jonathan, apostar em Esgaio na direita.
De centrais estamos bem servidos, daí que não me custava nada fazer alinhar P. Oliveira ou Douglas a fazer parelha com Coates e avançar Semedo para trinco, deixando o processo de construção ofensiva a cargo de William, que faria simultâneamente o primeiro tampão ao jogo adversário, já que se viu que os nossos avançados não pressionam.
Ora com Semedo a seis, William a oito, resta a posição dez que entregaria, como disse atrás, a Elias.
As alas ficariam a cargo de Ruíz e Gelson e a ponta com Dost. Conviria então que as bolas lá chegassem, coisa que hoje raramente acontece.

Em alternativa ao Elias, entra de estaca Bruno César, que tem também remate fácil e poderoso e face à falta de força de Ruíz, pode fazer a compensação na lateral esquerda. Ruíz que, nesta fase, poderá muito bem ser trocado por Matheus, sendo que com um ou outro, Bruno César tem sempre que alinhar, uma vez que nenhum defende.

Comprou-se muito lá para a frente, para posições onde já havia gente a mais e comprou-se sobretudo para onde já havia prata da casa. Curiosamente, para onde todos os focos apontavam, todas as campaínhas tocavam e todas as luzes de perigo piscavam, as laterais, não veio ninguém. Continua a ser para mim um mistério ninguém ter dado pelo "chinfrim".

Parece-me que seria salutar fazer regressar alguns dos emprestados.  Jonathan Silva, claramente, que evitará uma aquisição, Palhinha, Geraldes...

É normal as equipas terem picos de forma, em alta e em baixa, mas parece-me que o que está a acontecer com o Sporting é como disse lá mais em cima, um grave problema de (falta de) atitude e isso é claramente do foro psicológico. Parece-me fulcral contratar alguém que levante a moral das tropas. As coisas hoje funcionam por compartimentos e a saúde psicológica dos jogadores é talvez, a seguir à sua capacidade técnica, o factor mais importante do todo.

A bem da cultura de exigência, tão propalada e bem pelo presidente, tenho a certeza que é necessário tomar medidas. Estas, ou outras. Como está é que não!
 


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Temos um problema de qualidade no onze-base do Sporting, como os três últimos jogos para o campeonato evidenciaram (derrota contra o Rio Ave, empates com o V. Guimarães e o Tondela).

É chegado o momento de questionar os leitores: que alterações devem ser feitas na nossa equipa titular?


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03 Out 16
Bom dia
Edmundo Gonçalves

Isto só lá pode ir com humor, que ainda estou demasiado fodido  para encaixar este resultado.

 

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 (desculpem-me as mentes mais sensíveis, mas não há outra palavra senão fodido, para definir fodido)


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18 Set 16
Cada dia
António Manuel Venda

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Hoje, uma vez mais, entra em campo a extraordinária equipa do Sporting Clube de Portugal, a melhor equipa portuguesa e uma das mais inspiradoras do mundo. A equipa liderada pelo melhor treinador português, sendo aqui de fazer notar que na análise entram todos os treinadores, os portugueses que treinam por cá e os que treinam lá fora a lutar pela vida. Cada dia em que esta extraordinária equipa entra em campo, a minha equipa, cada um desses dias deve ser assinalado. Não posso adivinhar o que vai acontecer, mas confio, como sempre, que estará no topo das suas enormes possibilidades.

 


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27 Jun 16

A época 2016/2017 do Sporting começou hoje.

Esperemos que com muitos êxitos.

Cá estaremos todos a remar para o mesmo lado.


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17 Mai 16
P'ró ano há mais
Edmundo Gonçalves

Cada um de nós, autores deste blogue, uns mais interventivos outros nem tanto, tem a particularidade de funcionar pela sua própria cabeça e a única "agenda" que segue é a defesa intransigente dos interesses do nosso grande Clube, de modo que todos os balanços desta época que agora terminou e até agora publicados e os demais que por aí possam vir, responsabilizam apenas os seus autores, ainda que sejamos intrinsecamente solidários enquanto grupo, o que quer dizer que comungo de alguns pontos de vista até agora publicados e apoio todos sem excepção.

Este balanço responsabiliza-me, no entanto, apenas a mim.

Fui, a par do Eduardo Hilário (ele mais que eu, porventura), um entusiasta desde a primeira hora, com a contratação de Jorge Jesus. Tenho por aí opinião em vários posts onde ainda antes da sua contratação, estava ele do lado errado da avenida, o considerei o melhor treinador a treinar em Portugal. Num pequeno aparte, hoje considero-o o melhor treinador português, até pelo simples facto de o considerado "especial", esta época não ter feito nada de relevante pela positiva e ter estado parado dois terços dela. O homem é acusado, eventualmente com alguma razão, de não ser polido a falar, de "dar algumas calinadas", de ser até arrogante. Meus caros, isso para mim são "pinares". Se eu um dia precisar de uma cirurgia cardíaca (lagarto, lagarto), quero lá saber se o "operador" é emproado, lança alguns mosquitos enquanto fala, ou pede à auxiliar uma naifa em vez de bisturi, o que eu quero é que ele seja competente e me livre de perigo e me salve o coiro. O mesmo sinto em relação ao nosso treinador, não rejeitando todos os "defeitos" que lhe apontam. Mas àqueles que o criticam por isto, por favor, dêem-lhe o merecido crédito ao valor enorme que tem na sua profissão.

É um exercício inútil e uma enorme perda de tempo, conjecturar como seria esta época que agora terminou se estivesse ao leme o treinador Marco Silva, que tão bons resultados obteve na Grécia, ou até com Leonardo Jardim, que apesar da sangria que sofreu no plantel, não fez má figura, se considerarmos que o vencedor do campeonato francês é de outro mundo. A única consideração que é justo fazer, é que os três têm um denominador comum: Bruno de Carvalho, que teve a sagacidade  e no caso de Jesus, a arte e o engenho, de os contratar.

Creio ser hoje por todos aceite que o Sporting tem equipa para ombrear sem temor com qualquer equipe do mundo. Não, não ganhará todos os jogos, ninguém ganha todos os jogos, pode até perder a grande maioria, mas hoje sente-se que ao entrar em campo, o Sporting entra para disputar o jogo e não para perder por poucos, como infelizmente chegou a acontecer num passado recente.

Com Jorge Jesus foi tudo bom? Não, claramente não! Mas não será redutor culpar o treinador pela não conquista do título? Pode-se falar no empate com o Tondela, mas não seria de exigir a um jogador experiente como Jefferson que actuasse doutra forma naquele lance que deu o empate? Pode-se falar do jogo com o União, na Madeira, mas que diabo, quando é que o União voltará a ganhar um jogo como aquele ao Sporting? Um remate, um golo e para cúmulo de forma ilegal... Pode até falar-se de Guimarães, onde o jogo do tiro ao boneco foi uma constante durante noventa minutos e para o fim, o jogo que nos retirou da liderança: Tivesse Ruíz marcado uma bola de golo a dois metros da baliza e provavelmente, não saberemos nunca, o final do campeonato teria sido festejado por nós. Sejamos sérios, houve algum erro técnico ou táctico por parte do treinador nestes jogos? Eu, sinceramente não encontro e melhor do que aquilo que fez, só indo lá dentro fazer uma perninha é que poderia melhorar o seu desempenho, mas isso, como sabemos, deixou de ser possível a partir desta época.

Sim, aceito e partilho as críticas a alguns jogos europeus, onde Jesus inventou, com os resultados que todos conhecemos, o que a juntar a pelo menos duas arbitragens vergonhosas, nos retiraram cedo demais duma competição onde acho que poderíamos ter chegado mais longe.

Todos nos lembramos do dia de apresentação de Jesus. O nóvel treinador afirmou, alto e em bom som, que a partir daquele momento os concorrentes ao título passariam a ser três, incluindo o Sporting claramente neste lote. Só alguém de má fé poderá afirmar que o treinador não cumpriu esta promessa; Jesus devolveu à maior parte dos sportinguistas o orgulho de serem parte deste grande Clube. Nunca, durante os últimos catorze anos, o fervor sportinguista esteve tão em alta, nunca, durante este lapso de tempo, os sportinguistas acreditaram tanto e sentiram tanto o seu Clube e esta afirmação é mensurável pelos números de espectadores não só em Alvalade, mas pelos recintos onde o Sporting foi jogando ao longo da época. Esta equipa galvanizou milhares de sportinguistas, uns locais, outros de todo o país e até de fora, que a seguiram de forma entusiasta e registo, ordeira, numa demonstração clara de desportivismo dentro do apoio incondicional ao Sporting.

Esta, meus caros, será uma época para lembrar.

Não fomos campeões, infelizmente, mas demos passos de gigante rumo a um futuro que tenho como muito risonho. Não há campeões eternos e sigamos nós este rumo tão bem traçado por um presidente que vive e respira Sporting e a "doutrina" de Jesus e provavelmente mais cedo que tarde, seremos felizes.


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01 Mai 16

Há muito tempo que não víamos a equipa do Sporting povoar tão bem o meio-campo e ganhar tantas segundas bolas como esta comandada por Jorge Jesus. A que chamamos ainda com mais orgulho "a nossa equipa".


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19 Fev 16
Estratégia intacta
Pedro Correia

Dilema desfeito, num jogo em que Jorge Jesus - como era fácil prever - apostou em vários elementos das chamadas "segundas linhas". Um jogo em que ficou evidente como o Sporting dispõe de um plantel curto para acorrer a várias frentes. Alguns dos supostos reforços desta época voltaram a arrastar-se em campo - refiro-me sobretudo a Aquilani e Teo Gutiérrez. Outros, mais compreensivelmente, acusaram quebra de condição física (por exemplo Jefferson, ainda assim autor de um belo remate que nos podia ter dado golo aos 18') ou falta de maturidade competitiva (Rúben Semedo).

Fomos derrotados em casa frente ao Bayer Leverkusen. Mas o nosso desígnio estratégico mantém-se intacto apesar desta derrota. E todos sabemos qual é.


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17 Jan 16
Equipa e plantel
Pedro Correia

Na noite de sexta, em Alvalade, ficou claro que temos equipa para ganhar o campeonato. Equipa, não necesssariamente plantel. Porque se Rui Patrício e Slimani se aleijam a sério a coisa complica-se.

 


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18 Set 15

Patrício: Já aqui escrevi inúmeras vezes que admiro o nosso GR, mas também tenho escrito, talvez mais ainda, que para ser um GR completo falta-lhe saber sair da baliza. A culpa não é tanto dele, mas de quem o treina! Ontem o segundo golo é culpa apenas dele. Até eu, com um joelho desfeito e esta barriguinha, ganhava aquela bola, se saísse da baliza para a apanhar. Alguém que diga isto ao sr. Nelson Pereira, sff.

 

Jefferson: Vencedor do prémio "acertar com o GR contrário". Cada tiro, cada melro, cada centro, cada "acertadela" no GR russo. Foi obra! E continuo com a minha de que é culpa dele o primeiro golo: ficou nas covas. Sim o Aquilani faz um túnel e deixa a bola no adversário, mas o passe era dirigido a Jefferson, que nem percebeu o que se estava a passar. Dois golos são pelo seu lado. Está tudo dito!

 

Paulo Oliveira: É um caso esquisito de perda de eficácia. Gradual e preocupante. Órfão de Ewerton? Falta de confiança em quem está à sua frente? Aliás, mal que afecta toda a equipa, que tem vindo a descer o nível exibicional de forma preocupante.

 

Tobias Figueiredo: Demonstrou claramente que não é (ainda?) deste campeonato. Demonstrou contudo uma enorme visão "ao longe". Marcou sempre os adversários "à vista", o que lhe rendeu dois golos consentidos infantilmente. Da única vez que marcou em cima, entrou a pés juntos sobre um adversário. Amarelo alaranjado. Sem querer ser duro ou injusto na apreciação, depois de ter visto a equipa B na quarta-feira, sugiro um empréstimo em Janeiro (a equipa B está bem servida e TF está já noutro patamar)

 

João Pereira: Olhem, nem perco tempo. E porque o Mauro Riquicho sofreu uma grave lesão, que tal pensar em ir às compras?

 

Aquilani: A prova provada que nomes não jogam à bola. Banhos e massagens costuma resultar.

 

Adrien: Quando Adrien é o nosso melhor, está tudo dito. E foi, apesar de tudo! Contudo, raramente decidiu bem, falhou demasiados passes. Joga em seu favor o ter que fazer o seu lugar e o de Aquilani. Já no início da época passada provou da mesma ementa, levando William às costas. Pode nem sempre fazer bem, mas deixa a pele em campo, como um leão que se preze!

 

Gelson Martins: Começou bem, dinâmico, com boas trocas com Teo e Montero. É dele o passe para Jefferson que dá o primeiro golo do adversário e que o colega não recepcionou. Raramente desceu do meio campo, sendo nula a sua ajuda a João Pereira. Foi desaparecendo do jogo, mas ainda assim esteve bem melhor que...

 

Carlos Mané: Trapalhão, não ganhou um lance de jeito ao defesa direito russo. Complicou o que parecia fácil e abusou dos passezinhos curtos com Jefferson. Um figo para o lateral contrário. Tal como Gelson, esqueceu-se de ajudar "lá atrás".

 

Teo Gutiérrez: Não vi... Sugiro o mesmo tratamento que sugeri para Aquilani.

 

Fredy Montero: Marcou um golaço. Não percebo porque saiu e ficou o colega aqui de cima em jogo, sobretudo se era para jogar com Slimani, com quem até costuma fazer boa dupla.

 

Islam Slimani: Não merecia ter entrado em campo. Um jogador destes não pode ficar associado a uma exibição e uma derrota como esta!

 

Bryan Ruiz: Alguém diz ao rapaz que só se marcam golos se se rematar à baliza? Que não é preciso entrar com ela pela baliza dentro? Continua cansado. Será congénito ou terá recuperação? É aproveitar a banheira e juntá-lo a Aquilani e Gutiérrez.

 

André Martins: É dele o único passe de ruptura de todo o jogo do Sporting. Diz bem da qualidade do futebol praticado. Durante o pouco tempo que esteve em jogo esteve bem, demonstrando que até poderia ter entrado no lugar de Aquilani (não posicional, mas a oito, deixando a tarefa defensiva a Adrien, a seis).

 

E pronto, é isto.

Esperemos que estes... equívocos, não se repitam na segunda feira.


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31 Mai 15
Questão respondida
Pedro Oliveira

Há um Pedro que pergunta.

E um Pedro que responde:

Rui Patrício;

Cédric, Paulo Oliveira, Ewerton e Jefferson;

João Mário, William Carvalho e Adrien;

Carrillo, Slimani e Nani.

Vou terminar este post com um pensamento em latim: vincit qui se vincit; que significa vence quem dá o melhor de si próprio, vence quem ultrapassa os seus limites, vence quem se vence e não quem se dá por vencido.

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18 Mai 15

Para bom entendedor, meia palavra basta. Rui Patrício não precisa de dizer mais nada.


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04 Abr 15

Acabei de assistir a um jogo de futebol com duas partes como todos os outros, mas com tempos de duração diferentes: a primeira com 60 minutos e a segunda com 30(+5). Na primeira houve uma equipe que jogou imenso e produziu futebol para golear, não fosse o festival de golos perdidos e na segunda um grupo de rapazes desorientados, que voltou do "intervalo" completamente fora de jogo e que permitiu o empate num jogo que poderia ter sido um passeio, tivessem eles sido competentes na finalização.

A retirar deste jogo? quem falha quatro golos em frente ao guarda redes, não merece ganhar!

 

A propósito de golos falhados, quando eles cumprem temos que afagar-lhes o ego, quando erram temos que dar-lhe "nas orelhas". Como se não bastasse falhar dois golos e meio feitos, ainda entregou a bola ao adversário que acabou por marcar o golo do empate. Sim João Mário, foste tu! hoje foste o pior dos nossos em campo! mas como todos vocês dizem, "há que levantar a cabeça"... e tu vais aprender com os erros de hoje, tenha o Marco a vontade de te obrigar a ficar depois do treino a treinar remates à baliza.

 

Portanto, com este resultado, é mesmo para lutar pelo terceiro. Eu disse LUTAR, ouviram, rapazes?


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06 Mar 15

Com toda a simpatia do Mundo, não é no banco que estão os reforços!


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04 Mar 15

A propósito do post do José da Xã, aqui, e de um comentário de um benfiquista (mais um, eles não "deslargam"), fui ver a tabela classificativa, tentando defender aqui uma tese que terá tanto de disparatada provavelmente, como, no entanto, de verdadeira!

 

Para que não me batam sem irmos ao resto do post, afirmo desde já que Marco Silva ainda conta com o meu apoio, assim ele queira continuar à frente da equipa, e que gosto do futebol praticado, ainda que nem sempre ele seja explanado em campo, infelizmente.

 

Ora vamos lá: esta reflexão tem a ver com a utilização de um onze que tem sido quase exclusivamente o mesmo, apenas alterado quando as circunstâncias obrigam, consequência de castigos ou lesões; Houve apenas duas alterações, desde o início da época, motivadas por opção técnica: a troca de Sarr por Tobias e a de André Martins por João Mário neste onze exclusivo de Marco Silva. Onze que anda de rastos. O que é perfeitamente normal e o caso mais gritante é o de Adrien, que carregou com o meio campo às costas enquanto William perdia peso e André Martins, primeiro, andava a fazer piscinas e João Mário, depois, não entrou em velocidade de cruzeiro.

O que quero eu dizer com isto? vamos lá à tabela classificativa. O Sporting tem até ao último jogo (23.ª jornada) um score de 13 vitórias, 8 empates e 2 derrotas (comparativamente, o Braga, que é quem está mais perto de nós, tem 14/4/5 e apenas menos um ponto). Ora então imaginemos que dos oito empates, o Sporting perdia quatro jogos e ganhava outros quatro. O score seria menos simpático à vista, passaríamos a ter seis derrotas, mas também passaríamos a ter dezassete vitórias (e zero empates, já agora). Neste momento, teria mais cinco pontos que o Braga, ou seja 51 e estaria apenas a 3 do Porto, supondo que um dos empates transformados em vitória teria sido com este clube! E mais perto do Benfica, já agora (aquele erro tremendo nas substituições no final do jogo saiu-nos bastante caro); Apenas por curiosidade, mais "empatas" que nós, apenas a Académica, com 13.

Sim, isto é tudo muito relativo, mas o que pretendo demonstrar é que, havendo a construção de um onze base com a qual concordo sem reticências, haveria depois, com três competições na calha (a taça Lucílio não entra nesta equação), que ir gerindo este onze com alguns reforços vindos do banco e da equipa B; Não uma gestão à la Lopetegui do início do campeonato, mas por exemplo evitar que Adrien se arraste em campo, o que não é bom para a equipa nem para o próprio, que já começa a ser contestado, quando o seu problema é "apenas" físico; E como a "malta" da bola esquece rápido, aquela primeira fase do campeonato em que o meio campo era apenas ele já foi apagada.

 

Ora, na minha modesta opinião, Marco Silva incorre num erro de gestão do plantel. Para mim não colhe o chavão de que ele é que trabalha com eles durante a semana, ele é que sabe. Eu vejo! todos vemos nos jogos. Há algum tempo que alguns jogadores nucleares da equipa "deram o berro", o referido Adrien, Nani, Carrillo são as situações mais evidentes, mais Montero que não tem apenas um problema físico, é um erro de casting a ponta de lança. Ora o que deveria fazer com frequência Marco Silva, até para manter os níveis anímicos dos suplentes em cima? Rodar a equipa! É meu entendimento que havendo um grupo de 21/22 jogadores que sabem que a qualquer momento (estávamos em três frentes, não esqueçam) podem entrar na equipa, a sua motivação até para o treino é muito maior. Que diabo, eu se fosse jogador, fosse todos os jogos para o banco, visse sempre os mesmos a entrar e nem uma vez "calçasse", desmotivava. A propósito, alguém pensa que os resultados e as exibições da B nada têm a ver com isto? (independentemente de a coisa até ter melhorado com João de Deus) Quem joga na B tem que ter a ambição de jogar na A e estar sempre pronto. E se souber que isso pode acontecer a qualquer momento, esforça-se mais, nos treinos e nos jogos.

E não colhe a teoria de que os suplentes não prestam!

É que jogar nalguns jogos com jogadores cansados, que "não podem com uma gata p'lo rabo", é pior que jogar com o pior suplente! Esse, acredito que se irá esforçar para mostrar serviço! Quantas vezes não dissemos por aqui que estávamos a jogar com dez, com nove e por aí fora?

 

Agora imaginemos que dos tais oito empates, Marco Silva tinha sido mais atrevido e tinha refrescado a equipa, procurado a vitória, tinha metido "a carne toda no assador", qual Quinito. É certo que podíamos ter perdido todos, mas também é certo que podíamos ter ganho todos, no entanto eu fico-me pela metade. E chegamos à diferença pontual que teríamos e que demonstrei atrás.

 

Amanhã, quinta-feira, jogamos o jogo mais importante da época. Com a equipa com níveis físicos miseráveis, a minha pergunta é simples e é apenas esta: continuará Marco Silva a apostar nos mesmos onze?


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25 Jan 15

Será que, pelo menos em Alvalade, em vez de jogarmos um jogo com uma primeira parte e uma segunda parte, não poderemos jogar duas segundas partes?


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12 Jan 15

É, até pode ser.

Pode parecer que se está a fazer um alarido desmesurado.

Já li e ouvi por aí que "parece que ganharam o campeonato".

 

Não, não ganhámos nada!

Porém, além dos visíveis três pontos, da ultrapassagem à Fangio a mais um adversário e do acesso ao terceiro lugar, parece-me, na minha modesta opinião, que o espalhafato de ontem e que hoje continua, se justifica plenamente!

Estou em crer que ontem, com aquele golo magistral de Tanaka, para além de nos manter na luta pelo título (sim, a primeira volta ainda não acabou!), ganhámos uma equipa (ou fortalecemos os laços, se quiserem), ganhámos todos para o mesmo projecto e temos, sem margem para dúvida, todos a remar para o mesmo lado!

Tenho para mim que se as três ou quatro oportunidades que tivémos dessem em golo, o resultado em termos de classificação teria sido o mesmo, obviamente, mas o reforço de união, o espírito de luta, a comunhão de objectivos não seria a mesma!

Depois de uma segunda parte que nalguns momentos foi de luxo, um golo daqueles, naquela altura do jogo, pode ter sido (estou convencido que foi!) o fulminante que despoletou o Sporting para uma grande época! é ver todos os jogadores, todo o "banco", numa correria louca em direcção a Tanaka. Isso é um bom prenúncio.

 

Se calhar têm razão, se calhar começámos aqui a ganhar o campeonato. Que até pode nem ser o deste ano...


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18 Dez 14
Retiro tudo o que disse
Edmundo Gonçalves

Depois de ver os dois golos do Braga na Luz, peço as minhas mais humildes desculpas à nossa defesa pelo que disse no post anterior!


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Agora mais a sério
Edmundo Gonçalves

A coisa não foi um primor, é verdade.

Os nossos centrais são uma desgraça, também é verdade (bom, o P. Oliveira é a agradável excepção).

O meio campo esteve p'ó fraco, continua a ser verdade.

Os avançados não estiveram muito bem, insofismável verdade!

 

É no entanto verdade que o objectivo foi conseguido.

Todos nós gostaríamos que nas vitórias, empates, ou até mesmo (vade retro) nas derrotas a equipa jogasse sempre bem, que desse tudo em campo e dignificasse as camisolas que veste e a entidade patronal que lhe paga principescamente.

Não foi o caso de ontem, mas há vitórias que têm que ser obtidas assim, sem brilho, sem glória, sem, permitam-me o exagero, honra. As equipas têm altos e baixos durante as épocas, espero que este "baixo" dure muito pouco tempo.

 

É verdade que o jogo foi miserável, mas o que é mesmo verdade é que conseguiram marcar mais um que o adversário e isso é o que fica para a história!  Pois são de um escalão inferior, alguns jogaram depois de um dia de trabalho, mas a Taça também é isto, os pequenos agigantarem-se ante os grandes. E bastas vezes conseguem levar a sua avante.

 

Preocupado com o muito fraco rendimento da equipa? Claro! Mas esse é um problema que não é meu, é de Marco Silva. Se o consegue ou não ultrapassar, não sei, mas desejo ardentemente que sim e rapidamente!

 

Há uma verdade intocável, no entanto, neste jogo: o Sporting venceu por 3-2!

Vamos lá capitalizar isto, equipa, e antecipar uma "segunda volta" em grande, começando já na Choupana a tratar de chegar-se à frente!


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03 Nov 14

Eu nem sempre tenho estado de acordo com o discurso do Bruno de Carvalho: umas vezes preferia que não falasse tão apaixonadamente e outras preferia que não o fizesse de todo. Continuava a ter votado nele, continuava a querê-lo no lugar dos últimos presidentes do Sporting, mas nem sempre tenho concordado com posturas (relativamente a arbitragens, por exemplo) e discursos (aquela coisa do futebol português ser o anus e mais não sei quê, não vejo necessidade disso mas posso ser eu que sou esquisita) e assumo-o. 

Desta vez falou bem e na hora certa. Diz ele no primeiro parágrafo, na sua página de facebook: 
 
 
Parece dramático - e já há drama em capas de jornais e redes sociais, nada de novo -, mas faltou disto mais vezes num passado recente. Não me parece uma coisa dita de cabeça quente, e não deixa passar em branco, é assertivo e coerente. Não tem de esperar por outro 0-3 para falar, não tem de ver os lugares fugirem tabela acima para mostrar que não está ao lado da equipa nisso. Nem tem de o estar incondicionalmente. Se o presidente me representa para umas coisas com as quais nem sempre tenho concordado, também me representa para outras, nas quais me revejo. Eu não posso dizer "olha ó Maurício vê lá se acordas e percebes que não és leve e pequenino". Ou posso, mas não chega lá nada. O presidente, tendo página de facebook tinha de dizer alguma coisa sobre os dois resultados, isso era incontornável. E disse-o bem, a única coisa que acho dispensável é o pedido de desculpa, mas também não me choca, desde que fique por aqui. Nisto estou com Bruno de Carvalho, está assumido.
 
Mais abaixo diz ainda: 
 
 
Finalmente alguém trava essa parvoíce do levantar a cabeça. De tanto se dizer já ninguém acredita. 


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22 Out 14
Não entendo
Edmundo Gonçalves

Confesso que não entendo algumas críticas aos nossos rapazes no jogo de ontem.

Há por aí gente que se procura dedicar ao acessório, esquecendo o essencial e outra que referindo o essencial o utiliza para "bater" no acessório.

 

E o essencial não foi o frango do Patrício. Quantos é que eu não vi já de grandes guarda redes;

O essencial não foi a forma como Maurício "provocou" a sua expulsão (forçada é um favor que faço ao russo), nem que este é um jogador efectivamente com enormes limitações;

O essencial não foi a falha de Sarr, até porque o miúdo esteve bem em 99,99% do tempo de jogo e os foras de jogo, ainda que milimétricos, são para marcar;

 

O essencial foi o espírito de equipa demonstrado já antes, mas sobretudo depois da expulsão, repito, bastante forçada, de Maurício!

O essencial foi nunca se deixarem abater e funcionarem sempre como um todo!

O essencial foi reagir a dois murros no estômago seguidos e ainda a um terceiro nos rins!

O essencial foi que a perder por dois, foram para cima do adversário à procura da felicidade!

O essencial foi que Adrien não tremeu na linha de penalti!

O essencial foi a jogada do golo do empate que vinha já a ser cozinhada havia alguns minutos!

O essencial foi, depois do empate, continuar a pressionar para tentar vencer o jogo!

O essencial foi isto tudo ter sido feito com dez miúdos, grande parte deles saídos da academia, contra onze e mais quatro (ou seis, já me baralho), durante mais de uma hora!

O essencial foi isto ter acontecido com o terceiro classificado do campeonato alemão (que alguns, para menorizar a prestação do Sporting - e continuo a falar de sportinguistas - até consideram que afinal não é assim tão forte quanto isso...)!

O essencial foi que o Sporting foi melhor, em todos os aspectos do jogo!

O essencial foi termos no banco um homem que cimenta a cada dia que passa o seu lugar, não tenho dúvida nenhuma disso, na história do Sporting e que deu um banho ao treinador adversário, campeão europeu!

 

Mas para alguns o que é essencial faz jeito que continue a ser acessório.

Contudo, convém lembrá-los que o essencial é o Sporting Clube de Portugal!

 


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20 Out 14
Eu vou defender!
Edmundo Gonçalves

Há uma "culpa" que me irá acompanhar pelo resto dos meus dias e de que nunca me penitenciarei.

Já por aqui falei dela, recorrentemente falo dela, como forma talvez de a tentar exorcisar, sabe-se lá, que isto a mente humana é uma coisa insondável.

Falo da minha opinião acerca das qualidades de Rui Patrício, aqui há seis, sete anos e que, confesso, não era a melhor; entendia eu que Rui Patrício não evoluiria muito, que tinha chegado a um patamar do qual não conseguiria sair.

Pois o próprio encarregou-se de me "espetar nas tombas" que estava redondamente enganado, e transformou-se num dos melhores guarda redes do Mundo!

Para que conste, aparte aquela "culpa" de que falei lá em cima, não estou nada melindrado, antes pelo contrário, estou até muito orgulhoso do seu feito! oxalá outros mais se dessem ao trabalho de me dar bofetadas destas.

 

Mas vem isto a propósito dum gesto, duma atitude de campeão e de capitão de que me apercebi no jogo de Sábado, e de que já tinha intenção de falar aqui. Como os meus conhecimentos na matéria são básicos, estava difícil conseguir uma imagem que o demonstrasse e como hoje a vi aqui , com a devida vénia a transcrevo.

 

Eu diria que a defesa do penalti, em absurdo, é o momento menos importante do que ali se passou!

 

https://vine.co/v/Ob1tvdaueB3


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18 Set 14
Déjà-vu
José Navarro de Andrade

Ontem é que me lembrei onde já tinha visto este Sporting – era o de Mirko Josic. Também nesse tempo a equipa jogava um futebol de cristal, fino e frágil, que enchia o campo de pormenores cintilantes, segurava o fio de jogo como uma Ariadne à porta do labirinto e dava gosto vê-lo. Só havia que não dar atenção ao resultado final. Delfim e Duscher eram dois êmbolos no centro, com Vidigal e Barbosa (quando lhe apetecia) a suplementá-los. Um miolo tão poderoso que no ano seguinte foi campeão. Nas alas voavam, imparáveis, Edmilson e aquele rapazola que foi vendido ao Barcelona, cujo nome agora não me ocorre. Arcos, botantes e ogivais, eram lançados deste pilares para a pequena-área, onde o simpático e esforçado Iordanov se limitaria a marcar 13 golos nessa época e o avejão do Krpan, que tinha as botas tão trocadas como os olhos, faria o favor de não superar os 3 golitos em 27 jogos. Este meio-campo da temporada14/15 se calhar haveremos de recordá-lo daqui a um punhado de anos com de sonho, com o seu estilo adjetivado, que rouba o ar à concorrência e é um esplendor na relva, já há vários desafios instalado na metade adversária. Só existem mesmo dois problemazitos no Sporting actual. Um é que cada vez que um competidor escapa ao sufoco dos médios do Sporting, corre direito a Rui Patrício sem grande estorvo dos empedernidos trolls postos diante do nosso guarda-redes – ou com alguma ajuda daqueles pés de basalto. O outro é que lá na frente Nani quer fazer tudo e Slimani também, o que não parece ser uma boa ideia. Já o mercurial Carrillo prossegue, jogo a jogo, a desenhar uma jogada maravilhosa para replays e resumos, mas inútil para o marcador. Talvez isto passe.


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15 Set 14
Leitura recomendada
Pedro Correia

Sem margem para errar, mas com enorme margem para melhorar. De Cherba, n' A Tasca do Cherba.


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09 Set 14
Vamos ao que interessa
Alexandre Poço

Passado o episódio dantesco da selecção, volta o que verdadeiramente conta: o próximo jogo do Sporting a contar para a Liga. É no próximo Sábado, dia 13, às 20h15 contra o histórico Belenenses. Se na defesa a turma ainda treme (ainda estamos a ver navios na zona central), do meio campo para a frente temos boas opções. O patrão William em forma e por cá, Adrien a 100% (já que as lógicas obscurantistas da selecção continuam a prevalecer), André Martins em afirmação constante, um Nani para dar e (não) vender como se viu contra o carrasco albanês, Carrillo que esta época parece finalmente querer encarrilhar e na área, onde elas mordem, o goleador do Magrebe para finalizar, seja contra um inspirado redes ou contra um galinácio-Moraes. Receita: é para comer a relva, ganhar e meter 3 pontos na mala nacional que, mudado o chip, segue para a Eslovénia no começo da próxima semana. 


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01 Set 14

 

I

Há sete meses, perdemos contra o Benfica na Luz naquele que foi, sem discussão, o nosso pior jogo do campeonato anterior. Ontem batemo-nos de igual para igual e arrancámos um empate no mesmo estádio - algo que não sucedia há sete anos.

O treinador mudou, é certo. Mas o sistema táctico, assente num 4-3-3 de base que potencia o melhor da nossa formação, é muito semelhante.

Acontece que Marco Silva soube dispor melhor os jogadores e ler muito melhor o jogo: o empate, em grande parte, deve-se a isso.

Soube ler melhor o jogo do que o treinador adversário, Jorge Jesus. O Sporting foi uma equipa mais organizada, com maior controlo de bola e com mais força colectiva. Pormenor a assinalar: terminámos a partida com mais posse de bola.

Jesus cometeu um erro lapidar ao fazer alinhar Artur na baliza, deixando no banco Júlio César, talvez o maior reforço benfiquista deste início de época. A vitória começou logo aqui a fugir ao Benfica.

Mas Marco Silva demonstrou também superioridade táctica com as substituições que operou na nossa equipa, conferindo-lhe mais rigor posicional sem nunca abdicar da vocação ofensiva. Ao contrário de Jesus, que revelou uma estranha passividade. E se limitou a fazer uma mudança no onze: manter Bebé e Samaris no banco, por exemplo, foi para mim incompreensível. Como se não pretendesse ganhar o encontro.

II

Marco Silva não foi apenas superior a Jesus: também esteve muito melhor do que Leonardo Jardim há sete meses. Em Fevereiro, o então treinador do Sporting apostou em Slimani como arma secreta ao lado de Montero na frente de ataque. Mas o efeito surpresa dissipou-se quando o jogo foi adiado. Mesmo assim, teimou em alinhar com dois pontas-de-lança, num 4-4-2 posicional que falhou em toda a linha, tanto mais que nesse encontro não pudemos contar com William Carvalho, substituído in extremis por Eric Dier. O meio-campo esteve muito desequilibrado e a superioridade encarnada foi notória.

III

O que mudou, da nossa parte, nestes dois jogos além do dispositivo táctico?

Os jogadores.

Na defesa, tínhamos então Cédric, Maurício, Rojo e Piris (substituído por Magrão). Agora tivemos Esgaio, Maurício, Sarr e Jefferson. Melhorámos.

No eixo do meio-campo e nas alas, alinhámos com Dier, Adrien, André Martins (substituído por Capel) e Heldon. Agora contámos com William e Carrillo. Com vantagem.

À frente, Montero e Slimani (substituído por Carlos Mané). Agora Montero cedeu vez a Nani. Também para benefício da equipa.

IV

Sete meses em futebol é muito tempo. Mas vale a pena avivar memórias. Para contrariar duas ideias que começam a instalar-se. Primeira: que Marco Silva não tem mérito para ser treinador do Sporting. Segunda: que a nossa equipa não se reforçou.

A comparação do que sucedeu na Luz a 11 de Fevereiro com o que aconteceu na noite passada chega e sobra para desmentir essas ideias.


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27 Jul 14

O Sporting venceu - e convenceu - o Utrecht, clube da primeira divisão holandesa prestes a iniciar o campeonato. E não venceu - nem convenceu - de qualquer maneira: fê-lo com um onze-base dominado pela nossa formação. Foram, aliás, jogadores saídos da Academia de Alcochete aqueles que mais se distinguiram em campo: Eric Dier, Cédric, André Martins, João Mário e Adrien (é um acto de lesa-futebol continuar a vê-lo fora da selecção nacional), além de William Carvalho, recém-regressado de férias por ter participado no Mundial.

São factos que nos devem encher de satisfação, até por contrariarem as teses catastrofistas que já circulavam por aí, da boca de alguns comentadores anti-leoninos e respectiva legião de apoio na tribo dos jarretas, com muitos ais e lamentos devido à pretensa marginalização a que estariam a ser sujeitos os jogadores da nossa cantera. Não estão, como se vê: lá terão as tais vozes ululantes de arranjar outro pretexto qualquer para criticarem os responsáveis desportivos do Sporting.

 

Por outro lado estes jogos da pré-época têm permitido concluir que Marco Silva não pretende operar nenhuma revolução no sistema de jogo, mas apenas adaptações, nomeadamente ao fazer avançar André Martins no terreno, o que está a produzir bons frutos. Também não parece estar nenhuma revolução em curso ao nível dos titulares da equipa.

São decisões inteligentes do técnico contratado ao Estoril: a boa prestação do Sporting na época passada desaconselhava grandes transformações. Leonardo Jardim fez bom trabalho, há apenas que dar continuidade ao que vem de trás, reforçando-o. Sem rupturas, sem cortes radicais, sem a habitual tendência tão portuguesa de começar tudo do zero cada vez que se muda de protagonista de algum projecto.

É assim que eu gosto de ver o Sporting neste arranque dos trabalho para uma época em que todos queremos conquistar troféus.


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13 Abr 14
O que é que é?
Luciano Amaral

O raio da Champions está quase, que é o que interessa por agora. Mas há uma coisa que me anda a fazer comichão.

 

Esta equipa já passou por várias fases: a fase inicial das goleadas, depois a fase dos "45 minutos de avanço" e, agora, uma fase que não sei bem como definir. A coisa é mais ou menos assim: já não dão 45 minutos de avanço, tentam marcar cedo e geralmente conseguem, mas depois parece que não sabem o que fazer. Foi assim nas últimas quatro jornadas: com o Marítimo, com o Guimarães, com o Paços de Ferreira e com o Gil Vicente. Quando sofrem um golo (Marítimo, Paços), voltam a montar a maquineta e resolvem; quando não sofrem (Guimarães, Gil), ficam à espera não sei de quê. A coisa é ainda mais estranha porque, ao mesmo tempo, não dá a sensação de que vão perder. Dá a sensação de que, a qualquer altura, resolvem o jogo, como hoje voltou a acontecer e já tinha acontecido com o Marítimo e o Paços. Mas pelo meio fica qualquer coisa de vagamente parecido com um pastelão e que nos deixa com uma nervoseira horrível à espera de um lance de sorte dos outros que estrague a festa. O que é que é?

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27 Fev 14
Equipa para Sábado!
Filipe Arede Nunes

Muito se tem falado e escrito sobre a nossa equipa para o jogo contra o braga e chegou a hora de também eu dar uns palpites.

Fosse eu o mister e jogavam: Patrício, Jefferson, Maurício, Rojo, Cédric, William, André Martins, Mané, Capel, Carrillo e Slimani.

Rojo em vez de Dier. Custa-me dizê-lo, porque acho Dier um jogador fantástico, mas a dupla do argentino com o brasileiro tem estado impecável e sendo assim não há justificação para alterar o que tem corrido bem.

Mané na posição de André Martins e André Martins na posição de Adrien. Não há ninguém que faça a posição de Adrien melhor do que o próprio pelo que é melhor colocar o André Martins na posição 8 e jogar o Mané a 10 em apoio a Slimani que na minha opinião precisa de alguém que apareça com qualidade para finalizar o jogo que o argelino encontra a jogar no físico.

Capel e Carrillo por dois motivos: por um lado, não gostei do Wilson Eduardo nos últimos jogos e acho que o Héldon (jogador que aprecio bastante e que creio ter sido uma grande contratação) ainda não entrou bem na equipa; por outro, Slimani é enorme no jogo aéreo e precisa de quem cruze com qualidade. Ninguém melhor que Capel para fazer isso (não entendo porque motivo não tem jogado). Já Carrillo, quando quer, é o melhor jogador da equipa e capaz de desequilibrar como nenhum outro.

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24 Fev 14

Empates embaraçosos. Derrotas humilhantes. Treinador medíocre. Uma equipa zombie. Lugares à disposição. Votos de confiança. O título a parecer uma miragem. Confusão à porta do estádio. Presidente a perder a cabeça. Jornalistas agredidos. PSP a sugerir percursos alternativos. Insultos e assobios dos adeptos. Lenços brancos nas bancadas. Crise. 

 

PS: Gostei muito deste fim-de-semana


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14 Fev 14
A pressão
Pedro Correia

Perdemos terça-feira na Luz essencialmente por um motivo: não aguentámos a pressão do jogo.

 

É verdade que o efeito surpresa ensaiado por Leonardo Jardim perdeu-se quando o onze inicial, por motivos que nos escaparam, acabou por ser anunciado 48 horas antes do começo efectivo do jogo. Mas é duvidoso que, se o desafio tivesse ocorrido no domingo, como estava previsto, o resultado fosse diferente.

A meu ver, não teria sido.

 

Perdemos porque, das duas equipas, foi o Sporting quem mais acusou a pressão de um jogo que soava a decisivo.

Essa pressão, aliás, de algum modo começou a sentir-se na partida anterior, em casa contra a Académica, em que não alcançámos melhor do que um empate nulo.

 

O Sporting que foi deslumbrando público e crítica ao longo desta época tão atípica, com uma equipa a produzir bons resultados com base na academia de Alcochete, foi o Sporting que não sentia a pressão do título.

O discurso de Leonardo Jardim manteve-se inalterado e coerente desde o início: essa não podia ser uma meta racional no horizonte após a nossa pior época de sempre e com uma equipa em fase de construção.

 

Paradoxalmente, esta derrota contra o nosso mais histórico rival é bem capaz de devolver a equipa aos baixos níveis de ansiedade anteriores, potenciando a sua evolução em campo. O que é outra maneira de mostrar a validade de um antigo ditado bem português: há males que vêm por bem.


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12 Fev 14
Uma equipa de garagem
Luciano Amaral

A mim, parece-me que não há muito que saber, e a conversa é conhecida desde que falhámos dois ou três jogos: "a equipa está arranjadinha e organizadinha; em tempo de austeridade, foi montada com as peças que havia lá perdidas na garagem; mas é curta". De resto, com o que havia, ainda se fez uma bela caranguejola. Só que, como se viu ontem, faltando uma peça ou outra, é preciso ir à arrecadação buscar mais qualquer coisa e juntar o que resta com fita adesiva. O problema é que, quando se faz isso, a maquineta se desconjunta. Mesmo assim, se me perguntassem no princípio do campeonato se esperava, a doze jornadas do fim, estar em perfeitas condições pontuais de o vencer, eu diria logo que não. Acho que ontem toda a gente ficou a perceber porque não se assume o Sporting como candidato ao título. Foi melhor assim, com uma derrota concludente do que com uma "capelada". Aliás, a única coisa boa da derrota será, provavelmente, essa: os imaginativos jornalistas vão deixar de, semana após semana, perguntar se o Sporting é candidato ao título. É preciso, portanto, perceber as limitações, acalmar a euforia que já se estava a montar, manter a cabeça fria e fazer o que é possível.


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07 Fev 14
O meu 11 para Carnide
Duarte Fonseca

Patrício, Cédric, Maurício, Rojo, Piris, Dier, Adrien, Martins, Carrillo, Heldon e Slimani.

Com Capel, Vítor e Montero como opções naturais.


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26 Jan 14

«Cedric, William Carvalho, Vítor, Mané, Wilson, Adrien, Esgaio... Orgulho de pertencer a um clube que não descobriu agora que os portugueses também jogam à bola!»

Roberto Dias, neste meu texto.


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10 Nov 13

Na equipa do Sporting um crer imenso e uma raça indómita não chegam para suprir as carências de maturidade. Se é certo que pontua qualidade nalguns jogadores, onde até se vislumbram diamantes em estado bruto, salta à vista que a culpa da derrota de hoje não foi da arbitragem. Essa desculpa não servirá de entretenimento para todo o período de crescimento que ainda temos que suportar. Sempre com um crer imenso e uma raça indómita. 


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