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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Equipa da Jornada (5)

Esta é a minha equipa da 5ª jornada do campeonato nacional:

 

Charles (Marítimo)

Bebeto (Marítimo)

Abarhoun (Moreirense)

Vasco Fernandes (Vitória FC)

Alex Telles (FC Porto)

Fábio Pacheco (Marítimo)

Bruno Fernandes (SPORTING)

Miguel Cardoso (Tondela)

Ryan Gauld (Aves)

Rincon (Vitória SC)

Bas Dost (SPORTING)

Antes que comece… a sério!

Provavelmente o que vou aqui escrever poderá ser uma afronta a muitos adeptos, mas tal não me preocupa pois é a ideia que tenho e pronto… fico-me por aqui!

O fenómeno BdC teve o seu momento áureo que, entretanto e por culpa própria, já se desvaneceu. Creio, portanto, que seria fantástico que o Presidente se resguardasse mais e não desse para todos os peditórios que lhe aparecem pela frente. Eu sei que por vezes torna-se difícil, mas há que ter uma postura mais sóbria. O que não é a mesma coisa de sombria…

A parceria de BdC e JJ pode parecer aos olhos de muitos perfeita, só que em resultados desportivos esta dupla deu-nos… uma supertaça. Somente.

Entretanto a cada época que passa olho para o nosso plantel e vejo cada vez menos qualidade. As “paletes” de jogadores que chegam não significam “paletes” de qualidade. Note-se que do ano passado ficou um jogador: Bas Dost. O resto… parece refugo (Castaignos, André Filipe, Douglas, Campbell e muitos outros).

Custa-me ainda mais esta filosofia quando vejo jogadores da Academia a partirem para reforçarem outros clubes enquanto se continua a comprar jogadores estrangeiros de qualidade muito duvidosa e em condições físicas, no mínimo, deploráveis.

BdC e JJ, se lerem este texto, podem pensar que estou a dizer imbecilidades sem qualquer sentido. Mas chamo à atenção do seguinte: não fui eu que no discurso de vitória das últimas eleições no Sporting afirmei que o nosso clube seria campeão na próxima época. Quer queiram quer não, esta última promessa perdurará nos ouvidos dos sócios e adeptos por toda a época.

Para a semana inicia-se o campeonato. O Sporting vai dar o pontapé de saída na Liga 2017/2018 e por isso acho bem que Jesus se municie dos melhores e se deixe de merdas e experiências, ao colocar jogadores fora dos sítios onde normalmente gostam de jogar. Não devem ser os jogadores a adaptar-se às tácticas de JJ, mas este a aproveitar o melhor de cada atleta para benefício da equipa. É para isso que serve essencialmente um treinador: perceber o que há de melhor em cada jogador e usá-lo em prol de toda a equipa. Tudo o resto é fantasia.

Portanto, não me preocupa ganhar um jogo em cada três enquanto estamos no defeso. Preocupa-me o que se irá passar a partir da próxima sexta-feira. Aí é a doer e Jorge Jesus tem, nesta altura, muito pouca margem de manobra.

As evidências

«Jesus diz que tirou Bruno, Alan, depois Bryan, e que a equipa perdeu capacidade de construir. É verdade. Tal como é verdade que William se desnorteou tacticamente quando ficou com a missão de pressionar alto e que o Sporting acabou o jogo num 4-2-4 sem a mínima ligação e com os centrais sem saberem muito bem a quem entregar a bola. Enquanto isso, Podence nem saiu do banco, Matheus marca golos pela B e Francisco Geraldes, sentado na bancada, via, tal como eu, aquele vazio de quem pegasse na bola e pensasse o jogo.»

Cherba, n' A Tasca do Cherba

 

«Não compreendo como é que, estando a época perdida, não aproveitamos as oportunidades que temos (e que serão poucas) para dar mais oportunidades a jogadores que podem fazer parte do futuro do Sporting em relação aos que não farão parte do futuro do Sporting. Falo da colocação de Joel Campbell em campo. Daqui a dois meses e picos vai embora e dificilmente voltará. Não faria mais sentido colocar Podence, naquelas circunstâncias?»

Mestre de Cerimónias, n' O Artista do Dia

 

«Não faz sentido algum que jogadores que sabemos serem opção para sair no final da época ganhem os minutos que jogadores com tanto futuro como Podence, Geraldes ou Matheus deveriam ganhar. São estas inconsistências que me fazem acreditar que não vale a pena ter “estrutura” nenhuma quando a decisão última de JJ contraria qualquer racionalidade e salta aos olhos de qualquer treinador de bancada que pelo menos Geraldes tem lugar no actual meio-campo do Sporting, muito mais que Bryan Ruiz.»

Javardeiro, no Leão de Plástico

 

«Não há como disfarçar: a quase totalidade da palavra fracasso com que se qualificará a época em curso tem sido escrita pela mão de Jorge Jesus. Começou por desbaratar a oportunidade que lhe foi concedida na carta branca embrulhada em vários milhões de euros e agora, na versão económica, não encontra a fórmula de rentabilizar os jogadores que tem à disposição, de forma a devolver competitividade à equipa e preparar o futuro.»

José Duarte, n' A Norte de Alvalade

 

«Um Sporting que, dois anos depois, ainda faz experiências na defesa à procura do Santo Graal defensivo, uma equipa que denuncia a cada momento o momento seguinte, que oscila como varas verdes com qualquer brisa, é uma equipa que dificilmente vencerá. Seja lá o que for. E não me venham falar de pressão. Coitadinhos dos jogadores. Pressão é levantar-se todos os dias para trabalhar, muitas vezes em empregos precários e sem tabuletas no horizonte a dizer: vacances.  Haja paciência!»

Gabriel Pedro, n' A Insustentável Leveza do Liedson

 

«Por quanto tempo mais teremos todos de continuar a ser confrontados, jogo após jogo, com os farrapos de desculpas de eventuais debilidades estruturais, de eventual falta de empenho dos atletas ou de eventuais erros de arbitragem e nunca, jamais, em tempo algum, a honesta e frontal assunção das culpas sobre cuja origem já nenhum adepto leonino terá dúvidas?!...»

Álamo, no Leoninamente

Isto não é só do(s) árbitro(s)

É certo que Jorge Sousa, a quem Jesus (anjinho) lambeu os tomates na antevisão ao jogo, perdoou uma expulsão clara ao Guimarães aos 24 minutos, numa entrada assassina sobre Bruno César; É certo que o super dragão inventou uma falta de Bryan Ruiz ao cair da primeira parte que poderia ter dado golo; É verdade que o critério disciplinar foi dúplice, mas, convenhamos, a equipa não fez grande coisa para ganhar e essa é a verdade incómoda que vem acontecendo desde há muito nesta época.

Quem tivesse andado desavisado poderia correr o risco de pensar que o mau futebol praticado desde início de Dezembro teria algo a ver com o período eleitoral. Não me parece. Poderia também pensar que alguns jogadores, senão todos, andariam a trocar o passo ao treinador. Eu confesso que afinei por este diapasão durante breves dias, mas julgo que não será essa também a razão.

Penso que tudo se resume àquilo que o treinador referiu ontem na CI: A falta de uma verdadeira estrutura.

Eu não sei se quando fala em estrutura, Jesus se refere ao regime de influências e pressões várias a que estava habituado lá do outro lado, mas o que eu digo que faz falta não é isso. Escrevi-o durante a campanha, reafirmo-o hoje; O Sporting precisa de uma equipa para o futebol que seja competente, é ponto essencial, mas acima de tudo que esteja imune aos estados de alma do presidente e do treinador. Não se pretende um estado dentro de outro estado, mas pretende-se uma equipa coesa, competente repito, que se preocupe não apenas com o futebol mas com tudo o que gira à sua volta, multidisciplinar portanto, a quem seja dada margem para trabalhar. Conhecendo o presidente, é muito difícil chegarmos aqui, mas duma coisa pode o presidente ter certeza: Se quer ser campeão duas vezes em quatro, este é o caminho, não há duas vias.

Ao treinador pede-se que treine e que, coisa simples como o futebol, meta lá dentro os melhores, nem que os melhores, coisa não rara, sejam miúdos da formação.

Não quero armar-me em Gutman, mas ou isto vai por aqui, ou nos próximos vinte anos não cheiramos o título.

Bom, há sempre os vouchers, mas não acredito que os sportinguistas queiram ir por aí.

A obrigação de tudo fazer

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.

O ponto

Já se percebeu que despedir Jesus não é viável, não que não fosse solução.

O ponto é este: Estará Jesus disponível para prescindir da choruda indemnização a que tem direito se o despedirem, considerando que a cada mês que passa o seu valor como treinador se desvaloriza?

Em resumo, estará Jesus interessado em relançar a sua carreira noutro lado, ou está acomodado no Sporting, acolchoado por um ordenado que dificilmente lhe pagarão em qualquer outro clube?

 

Sim, porque a esta altura do campeonato, nem ele próprio "acarditará" em si e na equipa e pela espiral de desânimo e de falta de crença a que assistimos, a desgraça não acabará por aqui.

 

Depois há a desvalorização dos activos, que com o que vai acontecendo, é um facto concreto e terrível para as contas do clube.

 

Em resumo, está nas mãos de Jesus reverter a situação. Depende dele e isso é muito delicado para o Sporting.

O problema

O problema central do Sporting não passa pelo deficiente jogador X ou pelo inepto jogador Y. O problema mais grave remonta ao início da época e relaciona-se com a dimensão colectiva da equipa: o treinador insiste em impor um modelo de jogo a profissionais que não se adaptam a ele.

Isto explica porque sofremos sempre o mesmo género de golos, nos mesmos momentos dos desafios, sem que se vislumbre um antídoto eficaz para evitar novos desaires. No final do jogo em Chaves, todos ficámos com a sensação de já ter visto aquele filme. Não foi novidade para ninguém. Nem se resolve com o presidente a berrar com os jogadores no balneário, como ontem sucedeu - o que pouco augura de bom para o crucial desafio da próxima terça-feira.

Se alguma mudança urge fazer, passará sempre pela adaptação do modelo aos intérpretes em vez da insistência cega e surda no contrário. E já agora - como há tanto tempo aqui venho anotando - convém também mudar o discurso. Que grande injecção de moral deve ser para um jogador ouvir o treinador dizer que não gosta de o ver marcar os golos todos...

Erros atrás de erros

1. Jorge Jesus escalou mal a equipa no jogo de ontem. As "poupanças" são más conselheiras. Deixar de fora do onze titular  Adrien, Gelson, Bas Dost e Bruno César em simultâneo só podia dar no que deu: 45 minutos de avanço ao V. Setúbal (que aliás esteve prestes a adiantar-se no marcador no primeiro lance do jogo, se não fosse uma magnífica defesa de Beto) e necessidade de reformular a equipa logo ao intervalo. 

Passa pela cabeça de alguém?

 

2. É cada vez mais evidente que a política de contratações levada à prática pelo Sporting no passado Verão foi desastrosa. Ninguém pode negar esta evidência: temos uma ausência clamorosa de segundas linhas. Tirando Beto, Bas Dost e Campbell, tudo o resto devia ser devolvido sem demora à proveniência. A começar pelo inútil Markovic, que ontem voltou a demonstrar ser uma nulidade.

Castaignos, o avançado incapaz de marcar golos, é um novo Barcos. Douglas, um pinheiro plantado na nossa área. Petrovic não calça, Alan Ruiz também não. Meli tornou-se invisível. Paulista nem sabemos se ainda treina de verde e branco. André distingue-se pelos golos que é incapaz de marcar (ontem falhou dois à boca da baliza). Elias, mesmo tendo marcado um golito, voltou a ser de uma vulgaridade gritante nesta partida do Bonfim.

Ninguém assume responsabilidades por tantas contratações desastrosas, que tornam este plantel o pior - e o mais caro - desde que Bruno de Carvalho ascendeu à presidência?

 

3. Se somarmos ao que escrevi acima o apagamento total de Bryan Ruiz, que ontem teve a pior prestação de sempre pela nossa equipa e acabou por ir tomar duche ao intervalo, temos o quarto rombo da temporada. Somado às saídas de João Mário, Slimani e Teo Gutiérrez.

Bryan continua, mas só de espírito: as pernas - e por vezes a cabeça - parecem ter emigrado para parte incerta.

 

4. O que se passa com Matheus Pereira? Está de castigo? Se não serve para jogar na Taça Lucílio Baptista serve para quê? Alguém acredita que este jovem da nossa formação faria pior figura do que algumas nulidades que ontem se arrastaram no campo do Bonfim?

Vamos emprestá-lo para manter em Alvalade os poltrões que mencionei acima? E o que esperamos para trazer Palhinha, Tobias Figueiredo e Francisco Geraldes de volta? Não será também a altura de mandar regressar André Geraldes e Jonathan Silva?

Custa assim tanto perceber que é possível fazer muito melhor por muito menos dinheiro se soubermos gerir bem os recursos próprios em vez de importarmos cabazadas de jogadores inúteis que só vêm para Portugal fazer turismo e ganhar dinheiro que não merecem?

O que fazer?

Eu não quero mudar o presidente, nem mudar de presidente.
Eu não quero mudar o treinador, nem de treinador.
Eu quero sim, que mude o paradigma, tão nosso, de ficarmos a "um bocadinho assim" de qualquer coisa.
Eu quero sim, mudar a táctica de anos do futebol para trás e para o lado, que volta e meia regressa à nossa equipa.
Eu quero ver os jovens da formação, em vez de turistas à pazada, que ganham várias vezes mais e que jogam imensamente menos.
Eu quero um Sporting com mentalidade ganhadora, como já mostrou saber ter.

Mas quero, sobretudo, verdade no futebol.
E se não houver verdade no futebol, arrisco-me a dizer que nunca ganharemos um campeonato, ou se o ganharmos será um mero incidente.

Nesta altura em que tantas suspeições se levantam sobre o futebol, pergunto onde anda o secretário de estado do desporto, o que anda a fazer para além de colar-se aos resultados das federações e às medalhas dos atletas. Por que caminhos anda, qual a cartilha que o rege, se está preocupado, porque se demite das suas funções.

Gostava também de saber onde andam os polícias de investigação. E o ministério público. E os juízes e os tribunais.

É que a coisa não se resume a uma má escolha de jogadores, a uma época mal planeada, a um mau jogo de atletas que já mostraram que são bons executantes. Ajuda, mas há mais, muito mais, para além disso. E enquanto não se mudar este estado podre, esta fossa onde vive o futebol português, a verdade desportiva estará sempre e para sempre, hipotecada.
E porque é da nossa natureza jogarmos limpo, seremos sempre ultrapassados pelos rivais, por mais argumentos que apresentemos em campo.

E porque o polvo tem demasiados tentáculos e ventosas e sinceramente não vejo nesta altura quem o consiga derrotar. Se quem pode e deve se demite da sua obrigação, do governo do país à polícia, aos tribunais, à uefa e à fifa, dificilmente um homem, uma direcção e um Clube, conseguirão mudar o rumo das coisas.

E as mudanças, quando têm que ser drásticas, em regra só o conseguem ser recorrendo a violência. Pode-se seguir por aí, mas mais uma vez, não é da nossa natureza, não o faremos.

Assim, nesta altura, mais que disparar a torto e a direito, de tão envergonhado que estou de ser parte, ainda que passiva, de um negócio de milhões que não me interessa e que me passa ao lado, o que eu exijo, como cidadão de pleno direito, é tão imensamente simples: Exijo Justiça!

Em jeito de balanço

 

A transposição de um comentário a este post do Pedro Correia, que veio à página principal por sua sugestão e que é a minha visão do momento actual do Sporting.

Vale o que vale.

 

Ponto prévio:
A ausência de Adrien por lesão, importante sem dúvida, não justifica o mau momento da equipa. É importante lembrar que em Vila do Conde, onde encaixámos três,  Adrien esteve presente.

O que se verifica, para além de uma clara falta de qualidade de alguns jogadores, é uma gritante falta de atitude competitiva que tira a paciência ao mais santo.


Posto isto, a minha análise, por sectores:
Laterais. Só um cego não vê que são fraquinhos, todos os quatro, sendo que na direita João Pereira ainda disfarça com a ratice própria da idade e não defende mal; Eu diria que era o único com que ficava, se tivesse o poder e o dinheiro para decidir. Convém no entanto fazer a ressalva de que se os laterais têm que ajudar no processo ofensivo, os médios e até os alas, têm o dever de compensar no processo defensivo e valha a verdade que isso não tem acontecido. Ora sendo eles fracotes, convinha haver um pouco mais de solidariedade entre sectores.
Médios. Como já se disse, Adrien faz muita falta,  mas William não está a conseguir disfarçar essa falta, coisa que o capitão fez com grande competência o ano passado, quando a situação se inverteu e enquanto William esteve em campo a fazer número, passe o exagero. Não quer isso dizer que William esteja mal, não tem é a bravura do capitão, nem as suas características e o seu jogo ressente-se disso e em consequência o jogo da equipa (se o motor do carrossel não funciona, a "bicharada" não anda à roda). Depois há Elias, que me parece completamente deslocado. Provavelmente renderia mais no apoio ao(s) ponta(s), a dez, ou "nove e meio", uma vez que até já demonstrou ter facilidade de remate na zona da meia lua. André não é definitivamente para aquela posição; Segundo avançado, tudo bem; Ali, nas costas de Bas Dost, não me parece que renda grande coisa, até porque perde na expontaneidade de remate para Elias. No último jogo teve algumas oportunidades de rematar e deu sempre mais aquele toque desnecessário que o levou a perder ou o tempo, ou a posição de remate.
Alas. Bryan Ruíz entre jogos europeus, selecção e campeonato, não pode com uma gata p'lo rabo; Vai disfarçando com a refinada técnica que tem, mas isso começa a ser insuficiente. Precisa de descanso urgentemente. Gelson está em grande forma e demonstra que é uma aposta ganha.
Ponta. Bas Dost pegou de estaca.

Esta tem sido, mais ou menos, a equipa base, sem qualquer preocupação de esquema táctico da minha parte.


Começando pelo princípio, Jesus será o meu treinador, sem reticências. Não há melhor em Portugal. Domar-lhe o ego será mister complicado, mas convinha tentar.
E como treinador de bancada eu faria mais ou menos isto:
Rui é intocável, mas finalmente tem alguém a fazer-lhe sombra, Beto.
Para as laterais apostava em J. Pereira para os jogos da Liga, na direita e em Esgaio na esquerda (fez um belo torneio olímpico naquela posição) até Dezembro e começava a pensar seriamente em ir às compras em Janeiro para ambas as posições, ou regressando Jonathan, apostar em Esgaio na direita.
De centrais estamos bem servidos, daí que não me custava nada fazer alinhar P. Oliveira ou Douglas a fazer parelha com Coates e avançar Semedo para trinco, deixando o processo de construção ofensiva a cargo de William, que faria simultâneamente o primeiro tampão ao jogo adversário, já que se viu que os nossos avançados não pressionam.
Ora com Semedo a seis, William a oito, resta a posição dez que entregaria, como disse atrás, a Elias.
As alas ficariam a cargo de Ruíz e Gelson e a ponta com Dost. Conviria então que as bolas lá chegassem, coisa que hoje raramente acontece.

Em alternativa ao Elias, entra de estaca Bruno César, que tem também remate fácil e poderoso e face à falta de força de Ruíz, pode fazer a compensação na lateral esquerda. Ruíz que, nesta fase, poderá muito bem ser trocado por Matheus, sendo que com um ou outro, Bruno César tem sempre que alinhar, uma vez que nenhum defende.

Comprou-se muito lá para a frente, para posições onde já havia gente a mais e comprou-se sobretudo para onde já havia prata da casa. Curiosamente, para onde todos os focos apontavam, todas as campaínhas tocavam e todas as luzes de perigo piscavam, as laterais, não veio ninguém. Continua a ser para mim um mistério ninguém ter dado pelo "chinfrim".

Parece-me que seria salutar fazer regressar alguns dos emprestados.  Jonathan Silva, claramente, que evitará uma aquisição, Palhinha, Geraldes...

É normal as equipas terem picos de forma, em alta e em baixa, mas parece-me que o que está a acontecer com o Sporting é como disse lá mais em cima, um grave problema de (falta de) atitude e isso é claramente do foro psicológico. Parece-me fulcral contratar alguém que levante a moral das tropas. As coisas hoje funcionam por compartimentos e a saúde psicológica dos jogadores é talvez, a seguir à sua capacidade técnica, o factor mais importante do todo.

A bem da cultura de exigência, tão propalada e bem pelo presidente, tenho a certeza que é necessário tomar medidas. Estas, ou outras. Como está é que não!
 

P'ró ano há mais

Cada um de nós, autores deste blogue, uns mais interventivos outros nem tanto, tem a particularidade de funcionar pela sua própria cabeça e a única "agenda" que segue é a defesa intransigente dos interesses do nosso grande Clube, de modo que todos os balanços desta época que agora terminou e até agora publicados e os demais que por aí possam vir, responsabilizam apenas os seus autores, ainda que sejamos intrinsecamente solidários enquanto grupo, o que quer dizer que comungo de alguns pontos de vista até agora publicados e apoio todos sem excepção.

Este balanço responsabiliza-me, no entanto, apenas a mim.

Fui, a par do Eduardo Hilário (ele mais que eu, porventura), um entusiasta desde a primeira hora, com a contratação de Jorge Jesus. Tenho por aí opinião em vários posts onde ainda antes da sua contratação, estava ele do lado errado da avenida, o considerei o melhor treinador a treinar em Portugal. Num pequeno aparte, hoje considero-o o melhor treinador português, até pelo simples facto de o considerado "especial", esta época não ter feito nada de relevante pela positiva e ter estado parado dois terços dela. O homem é acusado, eventualmente com alguma razão, de não ser polido a falar, de "dar algumas calinadas", de ser até arrogante. Meus caros, isso para mim são "pinares". Se eu um dia precisar de uma cirurgia cardíaca (lagarto, lagarto), quero lá saber se o "operador" é emproado, lança alguns mosquitos enquanto fala, ou pede à auxiliar uma naifa em vez de bisturi, o que eu quero é que ele seja competente e me livre de perigo e me salve o coiro. O mesmo sinto em relação ao nosso treinador, não rejeitando todos os "defeitos" que lhe apontam. Mas àqueles que o criticam por isto, por favor, dêem-lhe o merecido crédito ao valor enorme que tem na sua profissão.

É um exercício inútil e uma enorme perda de tempo, conjecturar como seria esta época que agora terminou se estivesse ao leme o treinador Marco Silva, que tão bons resultados obteve na Grécia, ou até com Leonardo Jardim, que apesar da sangria que sofreu no plantel, não fez má figura, se considerarmos que o vencedor do campeonato francês é de outro mundo. A única consideração que é justo fazer, é que os três têm um denominador comum: Bruno de Carvalho, que teve a sagacidade  e no caso de Jesus, a arte e o engenho, de os contratar.

Creio ser hoje por todos aceite que o Sporting tem equipa para ombrear sem temor com qualquer equipe do mundo. Não, não ganhará todos os jogos, ninguém ganha todos os jogos, pode até perder a grande maioria, mas hoje sente-se que ao entrar em campo, o Sporting entra para disputar o jogo e não para perder por poucos, como infelizmente chegou a acontecer num passado recente.

Com Jorge Jesus foi tudo bom? Não, claramente não! Mas não será redutor culpar o treinador pela não conquista do título? Pode-se falar no empate com o Tondela, mas não seria de exigir a um jogador experiente como Jefferson que actuasse doutra forma naquele lance que deu o empate? Pode-se falar do jogo com o União, na Madeira, mas que diabo, quando é que o União voltará a ganhar um jogo como aquele ao Sporting? Um remate, um golo e para cúmulo de forma ilegal... Pode até falar-se de Guimarães, onde o jogo do tiro ao boneco foi uma constante durante noventa minutos e para o fim, o jogo que nos retirou da liderança: Tivesse Ruíz marcado uma bola de golo a dois metros da baliza e provavelmente, não saberemos nunca, o final do campeonato teria sido festejado por nós. Sejamos sérios, houve algum erro técnico ou táctico por parte do treinador nestes jogos? Eu, sinceramente não encontro e melhor do que aquilo que fez, só indo lá dentro fazer uma perninha é que poderia melhorar o seu desempenho, mas isso, como sabemos, deixou de ser possível a partir desta época.

Sim, aceito e partilho as críticas a alguns jogos europeus, onde Jesus inventou, com os resultados que todos conhecemos, o que a juntar a pelo menos duas arbitragens vergonhosas, nos retiraram cedo demais duma competição onde acho que poderíamos ter chegado mais longe.

Todos nos lembramos do dia de apresentação de Jesus. O nóvel treinador afirmou, alto e em bom som, que a partir daquele momento os concorrentes ao título passariam a ser três, incluindo o Sporting claramente neste lote. Só alguém de má fé poderá afirmar que o treinador não cumpriu esta promessa; Jesus devolveu à maior parte dos sportinguistas o orgulho de serem parte deste grande Clube. Nunca, durante os últimos catorze anos, o fervor sportinguista esteve tão em alta, nunca, durante este lapso de tempo, os sportinguistas acreditaram tanto e sentiram tanto o seu Clube e esta afirmação é mensurável pelos números de espectadores não só em Alvalade, mas pelos recintos onde o Sporting foi jogando ao longo da época. Esta equipa galvanizou milhares de sportinguistas, uns locais, outros de todo o país e até de fora, que a seguiram de forma entusiasta e registo, ordeira, numa demonstração clara de desportivismo dentro do apoio incondicional ao Sporting.

Esta, meus caros, será uma época para lembrar.

Não fomos campeões, infelizmente, mas demos passos de gigante rumo a um futuro que tenho como muito risonho. Não há campeões eternos e sigamos nós este rumo tão bem traçado por um presidente que vive e respira Sporting e a "doutrina" de Jesus e provavelmente mais cedo que tarde, seremos felizes.

Estratégia intacta

Dilema desfeito, num jogo em que Jorge Jesus - como era fácil prever - apostou em vários elementos das chamadas "segundas linhas". Um jogo em que ficou evidente como o Sporting dispõe de um plantel curto para acorrer a várias frentes. Alguns dos supostos reforços desta época voltaram a arrastar-se em campo - refiro-me sobretudo a Aquilani e Teo Gutiérrez. Outros, mais compreensivelmente, acusaram quebra de condição física (por exemplo Jefferson, ainda assim autor de um belo remate que nos podia ter dado golo aos 18') ou falta de maturidade competitiva (Rúben Semedo).

Fomos derrotados em casa frente ao Bayer Leverkusen. Mas o nosso desígnio estratégico mantém-se intacto apesar desta derrota. E todos sabemos qual é.

Depois de dormir sobre o assunto

Patrício: Já aqui escrevi inúmeras vezes que admiro o nosso GR, mas também tenho escrito, talvez mais ainda, que para ser um GR completo falta-lhe saber sair da baliza. A culpa não é tanto dele, mas de quem o treina! Ontem o segundo golo é culpa apenas dele. Até eu, com um joelho desfeito e esta barriguinha, ganhava aquela bola, se saísse da baliza para a apanhar. Alguém que diga isto ao sr. Nelson Pereira, sff.

 

Jefferson: Vencedor do prémio "acertar com o GR contrário". Cada tiro, cada melro, cada centro, cada "acertadela" no GR russo. Foi obra! E continuo com a minha de que é culpa dele o primeiro golo: ficou nas covas. Sim o Aquilani faz um túnel e deixa a bola no adversário, mas o passe era dirigido a Jefferson, que nem percebeu o que se estava a passar. Dois golos são pelo seu lado. Está tudo dito!

 

Paulo Oliveira: É um caso esquisito de perda de eficácia. Gradual e preocupante. Órfão de Ewerton? Falta de confiança em quem está à sua frente? Aliás, mal que afecta toda a equipa, que tem vindo a descer o nível exibicional de forma preocupante.

 

Tobias Figueiredo: Demonstrou claramente que não é (ainda?) deste campeonato. Demonstrou contudo uma enorme visão "ao longe". Marcou sempre os adversários "à vista", o que lhe rendeu dois golos consentidos infantilmente. Da única vez que marcou em cima, entrou a pés juntos sobre um adversário. Amarelo alaranjado. Sem querer ser duro ou injusto na apreciação, depois de ter visto a equipa B na quarta-feira, sugiro um empréstimo em Janeiro (a equipa B está bem servida e TF está já noutro patamar)

 

João Pereira: Olhem, nem perco tempo. E porque o Mauro Riquicho sofreu uma grave lesão, que tal pensar em ir às compras?

 

Aquilani: A prova provada que nomes não jogam à bola. Banhos e massagens costuma resultar.

 

Adrien: Quando Adrien é o nosso melhor, está tudo dito. E foi, apesar de tudo! Contudo, raramente decidiu bem, falhou demasiados passes. Joga em seu favor o ter que fazer o seu lugar e o de Aquilani. Já no início da época passada provou da mesma ementa, levando William às costas. Pode nem sempre fazer bem, mas deixa a pele em campo, como um leão que se preze!

 

Gelson Martins: Começou bem, dinâmico, com boas trocas com Teo e Montero. É dele o passe para Jefferson que dá o primeiro golo do adversário e que o colega não recepcionou. Raramente desceu do meio campo, sendo nula a sua ajuda a João Pereira. Foi desaparecendo do jogo, mas ainda assim esteve bem melhor que...

 

Carlos Mané: Trapalhão, não ganhou um lance de jeito ao defesa direito russo. Complicou o que parecia fácil e abusou dos passezinhos curtos com Jefferson. Um figo para o lateral contrário. Tal como Gelson, esqueceu-se de ajudar "lá atrás".

 

Teo Gutiérrez: Não vi... Sugiro o mesmo tratamento que sugeri para Aquilani.

 

Fredy Montero: Marcou um golaço. Não percebo porque saiu e ficou o colega aqui de cima em jogo, sobretudo se era para jogar com Slimani, com quem até costuma fazer boa dupla.

 

Islam Slimani: Não merecia ter entrado em campo. Um jogador destes não pode ficar associado a uma exibição e uma derrota como esta!

 

Bryan Ruiz: Alguém diz ao rapaz que só se marcam golos se se rematar à baliza? Que não é preciso entrar com ela pela baliza dentro? Continua cansado. Será congénito ou terá recuperação? É aproveitar a banheira e juntá-lo a Aquilani e Gutiérrez.

 

André Martins: É dele o único passe de ruptura de todo o jogo do Sporting. Diz bem da qualidade do futebol praticado. Durante o pouco tempo que esteve em jogo esteve bem, demonstrando que até poderia ter entrado no lugar de Aquilani (não posicional, mas a oito, deixando a tarefa defensiva a Adrien, a seis).

 

E pronto, é isto.

Esperemos que estes... equívocos, não se repitam na segunda feira.

Questão respondida

Há um Pedro que pergunta.

E um Pedro que responde:

Rui Patrício;

Cédric, Paulo Oliveira, Ewerton e Jefferson;

João Mário, William Carvalho e Adrien;

Carrillo, Slimani e Nani.

Vou terminar este post com um pensamento em latim: vincit qui se vincit; que significa vence quem dá o melhor de si próprio, vence quem ultrapassa os seus limites, vence quem se vence e não quem se dá por vencido.

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