17 Fev 17

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Há quatro anos, no início da campanha eleitoral, publiquei aqui um texto em que dava nota da minha "declaração de desinteresse" em relação aos candidatos que disputavam a presidência do Sporting. Não porque me fosse indiferente o destino do clube, longe disso, mas porque considerava que tanto Bruno de Carvalho como José Couceiro tinham mérito suficiente para assumirem a presidência leonina e reerguerem esta instituição secular após o descalabro do consulado de Godinho Lopes.

Ao contrário do que alguns receavam, a campanha decorreu com elevação e foi capaz de mobilizar um número inédito de sócios, sensíveis mais que nunca à necessidade de marcar presença nas urnas num momento em que se agigantavam as incógnitas sobre o futuro do Sporting.

 

Desta vez a situação é diferente. A eleição de 4 de Março destina-se a avaliar o mandato de Bruno de Carvalho, que assumiu funções num dos momentos mais difíceis de sempre em Alvalade. Os sócios ditarão se deve ou não permanecer mais quatro anos no cargo. Quanto a mim, nem hesito: respondo afirmativamente. Se é certo que houve erros e equívocos, não é menos verdade que no balanço geral o actual presidente merece nota muito positiva. Por motivos que elencarei noutro texto, mais circunstanciado.

Este destina-se apenas a divulgar a minha opção. Diferente da que exprimi em 2013 e que me vincula apenas a mim, naturalmente - não ao blogue, que manterá o tom plural que sempre teve nem aos meus colegas do És a Nossa Fé.

Aqui cada um escreve o que quer.

Aqui cada um pensa por si, respeitando as opiniões alheias.

 

Cumpre acrescentar que esta posição se deve não apenas ao mérito de Bruno de Carvalho mas também à circunstância de ter como único rival Pedro Madeira Rodrigues, sobre quem faço um juízo muito negativo.

Ao indagar onde esteve o candidato alternativo nestes quatro anos, e que posições assumiu ao longo deste período, descubro apenas que permaneceu entrincheirado num blogue, desferindo flechas ao elenco directivo, técnico e desportivo do Sporting, a coberto de um pseudónimo.

Não deu a cara, não assinou opiniões em nome próprio, ninguém deu por ele até sentir enfim a ambição de correr para a presidência.

É um péssimo cartão de visita.

 

Evito emitir juízos de carácter a respeito seja de quem for, mas o percurso de Madeira Rodrigues ao longo destes quatro anos fala por si. E nada me diz de positivo.

Quanto a Bruno de Carvalho, e apesar de todas as insuficiências e todas as sombras de um mandato que ninguém imaginaria fácil por ter sido iniciado com o Sporting a bater no fundo, merece o meu apoio. Recordemos, a propósito, como estava o clube há quatro anos e como está agora: basta esta comparação para desfazer as dúvidas dos indecisos. E dizer ao presidente que não somos ingratos.

Haveria certamente outros momentos para mencionar isto. Mas a ocasião mais adequada é mesmo agora.


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15 Fev 17

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Bruno de Carvalho, provavelmente reconduzido nas urnas a 4 de Março, só precisará de retroceder um ano, não dois, para voltar ao rumo certo. Porque a primeira época de Jorge Jesus, há que reconhecer, foi globalmente muito positiva. É certo que não ganhámos o campeonato mas lutámos pelo título até à última jornada (e ainda fomos "campeões" provisórios cerca de 20 minutos nessa última ronda).
O modelo foi sem dúvida severamente desvirtuado no último defeso, quando o Sporting se comportou como aqueles herdeiros prontos a desbaratar o legado paterno. O anterior modelo de gestão prudente e cauta de Bruno de Carvalho dissolveu-se na euforia do Verão passado. Com pesados custos. Financeiros e reputacionais.
É também nesses pratos da balança, sem estados de alma, que terá de ser analisado o futuro próximo de Jorge Jesus. Na certeza antecipada de que uma dispensa do treinador sem justa causa nos conduziria a um pesado encargo, superior ao assumido pelo 'caso Doyen'. Teríamos de vender uma das jóias da nossa coroa só para indemnizar a equipa técnica.


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10 Fev 17

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Esqueça essa obsessão quase infantil com Jorge Jesus: o seu adversário chama-se Bruno de Carvalho. Pare de carpir mágoas pelo despedimento de Marco Silva: estas eleições são no Sporting, não no Hull City. E por falar em treinadores: já era tempo de anunciar quem será o seu. Evite transformar os jogadores em arma de arremesso eleitoral: a equipa deve manter-se à margem desta contenda. Como autor de um musical e feliz premiado de concursos televisivos, incluindo um intitulado Destino X, não gaste energias a comparar currículos com o seu antagonista. Reconheça-lhe mérito, algo que o seu alter ego City Lion jamais faria. Limite-se a dizer que é capaz de gerir com mais eficácia o clube e apresente três ideias novas aos sportinguistas (tentar encher o fosso e mudar a cor das cadeiras não vale). Lembre-se que o ódio é sempre péssimo conselheiro. O seu mandatário, admirador de Bruno, sabe isso muito bem.


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09 Fev 17

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Não atribua a Pedro Madeira Rodrigues mais importância do que realmente tem. Evite irritar-se: é precisamente isso que ele quer. Tome um ansiolítico - ou mesmo dois. Pergunte-lhe se contribuiu para a Missão Pavilhão. Confronte-o com críticas que dirigiu num blogue, sob anonimato, aos jogadores do Sporting. Aperte-o com a putativa indemnização a Jesus: vale dois pavilhões João Rocha. Deixe-o falar sem travões: o ponto forte dele será talvez a música, mas não a letra. Faça questão de perguntar aos sócios se o Sporting está ou não hoje melhor do que estava há quatro anos. E tente sorrir, mesmo que isso lhe custe muito.


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08 Fev 17
Interlúdio
Edmundo Gonçalves

Enquanto esperamos, alguns (onde me incluo) ansiosamente, pelo programa do candidato Madeira e por saber quem vai ser o treinador a partir de 6 de Março, e até pelos debates, que parece serão dois, para se perceber onde o digníssimo consócio quer chegar, um pequeno interlúdio a propósito duma notícia de um desempenho assombroso de um rapaz da melhor academia do Mundo e do Dubai (que até é bom jogador, não pensem que não o admito), no último jogo pelo seu clube, o Barcelona, para a taça do Rei.

Ora vejam:

https://www.youtube.com/watch?v=3Iqxn-pMxWw&feature=youtu.be

Isto foi chamada de capa numa coisa que se chama MaisFutebol, com o título sugestivo de "o pormenor de André Gomes que encantou Camp Nou", o que só me leva a retirar disto uma conclusão: Os catalães desde que estão decididos nessa coisa da independência, estão mesmo por tudo.

 

Eu então tenho aqui para a troca isto:

https://www.youtube.com/watch?v=VIobp9ggCBk

E isto:

https://www.youtube.com/watch?v=aKK1JtvRHhU

 

Só naquela...

 


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Ponto final na época do Sporting!

Agora é jogar para um inexplicável terceiro lugar após a época anterior, onde se transpirou (e jogou) muito bom futebol. Mas a vida é mesmo assim… Nem sempre se está bem. Até nas nossas vidas… quanto mais no desporto.

Chegado a este ponto, creio que não merece a pena arranjarmos culpados. As coisas correram mal desde o início, depois saíram João Mário e Slimani, e mesmo com a vinda de Bas Dost a equipa nunca se impôs. Veremos o que ainda nos estará reservado…

Fala-se muito do dérbi e da má arbitragem desse jogo como o ínicio do trambolhão. Dando de barato que os adeptos leoninos mais fervorosos têm razão, ninguém tem a coragem de garantir que se o árbitro marcasse as grandes penalidades estas seriam golo.

Sim, eu sei, que o primeiro golo adversário precede daí, de uma falta não marcada… Mas adiante!

Ora bem… aproximam-se as eleições para o Sporting e BdC vai ter um adversário que eu sinceramente, antes deste acto eleitoral, nunca tinha ouvido falar. Provavelmente por culpa minha.

Independentemente de quem ganhar, algo tem de mudar num prazo muito curto. Seria bom que os próximos dirigentes leoninos escutassem os sócios e adeptos, não numa assembleia impossível de controlar, mas quiçá através de um breve questionário onde, com algumas questões assertivas, o Sporting percebesse qual o verdadeiro pulsar do adepto leonino.

É normal que cada sócio e adepto tenha uma forma diferente de pensar e de ver o futebol, mas, digam o que disserem, há entre todos nós um fio condutor que se resume no desejo de ver o Sporting novamente campeão.

Reafirmo que após as próximas eleições, ganhe quem ganhar, dever-se-á olhar o futuro mais perto e mais longínquo de forma mais pragmática e menos emotiva. Acima de tudo não prometer o céu quando não se pode dar a Terra!

Tenho a perfeita consciência que o futebol é emoção e paixão. Mas outrossim serenidade e elevação. Baixar o nível do diálogo e confronto verbal só beneficia quem está no futebol a coberto de interesses enviesados.

A gente lê-se por aí!


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06 Fev 17

Ouvi as declarações que o Frederico aqui transcreveu. Não dei grande importância, é de Jorge Jesus que falamos. A meu ver, é um meet halfway. Não é capaz de dizer "eu não vi bem isto", mas também não vi ali intenção de queimar o Palhinha. Já o conheciamos, já sabiamos que não é de se conter, muito menos em flashes. Não adoro o estilo, sou sempre pelo recato nestas coisas, mas também não me surpreende ou ofende.

Acima de tudo, a sensação que tive quando o ouvi, foi que tinha estado a ler o mesmo que eu no twitter. Justificou a escolha de Palhinha, de Matheus, o abraço a Casillas e elogiou a nossa segunda parte.

O que me ofende, isso sim, é depois de Gelson e Palhinha serem bastante claros, ver jornalistas e outros tentarem fazer de quem os lê, parvo, descontextualizando e levantando falsas suspeitas em palavras claras. Os rapazes foram bem explícitos nas suas palavras. Se são eles ou não, pouco me importa, o que está lá escrito não deixa dúvidas. O que não me ofende, mas custa, é ver spotinguenses saltarem borda fora quando as coisas correm mal: aquele adepto que nestas alturas "até nem ligo muito". Já sei, vão dizer-me que não devo conhecer os adeptos do Sporting. Conheço lindamente, e é por isso que estas raridades me chamam tanto a atenção. Querem estar do lado certo, que nem sabem bem qual é. Acham que é o de quem ganha, e até pode ser, mas neste clube isso não tem acontecido muitas vezes (no futebol... já sei que o Sporting é mais que isso), portanto, ou se tem estofo ou não se tem. Não tendo, agradece-se que se pense antes de se disparatar.

Sigamos em frente, agora há espaço e tempo para experimentar miúdos, reforços, uns com os outros ou isolados. Ponha-se Esgaio na esquerda, não pareceu mal. 

Ah, e há eleições pela frente. Saibamos não perder a cabeça, não quero receber o meu leão de 25 anos de sócia de um erro de casting.


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03 Fev 17

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02 Fev 17

«Eu sempre fui pró-Bruno de Carvalho. Acho que ele fez um excelente trabalho e está a ser um bom presidente. (...) Ele tem o seu estilo, tem a sua personalidade, acho que é uma boa personalidade. O Sporting estava a precisar de um presidente como ele. Eu acho que o Pedro [Madeira Rodrigues] é talvez um Bruno de Carvalho... um bocadinho mais polido. Se bem que eu ache muito bem o estilo do Bruno de Carvalho.»

Pedro Ribeiro Ferreira, mandatário de Madeira Rodrigues, falando ontem em Alvalade ao ser oficialmente formalizada a candidatura da oposição


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21 Jan 17

Primeira: Não diabolizes o teu oponente. Critica-o pela positiva. Não digas que vens "unir os sportinguistas" enquanto procuras transformar o rival num saco de pancada. É um erro ver um inimigo num consócio enquanto os adeptos de outros clubes são considerados meros adversários.

 

Segunda: Gasta a maior parte do teu tempo a divulgar as tuas propostas em vez de denegrires as propostas alheias. Elege as melhores, na impossibilidade de as destacares todas. Procura que as melhores sejam as mais originais - e vice-versa. Sublinhar o óbvio é chover no molhado.

 

Terceira: Concentra-te no futuro, sublinhando o que farias melhor do que foi feito até aqui. Toda a gente conhece o diagnóstico: o passado já foi dissecado até à exaustão em mil horas de debates televisivos. Importa é olhar em frente. Quem te ouve quer saber da cura, não do mal.

 

Quarta: Nunca personalizes em excesso as tuas críticas. Nem deixes que as críticas demasiado personalizadas alterem a tua linha de rumo. Os eleitores, em regra, penalizam aqueles que apostam por sistema no ataque pessoal. O ódio é sempre um péssimo conselheiro.

 

Quinta: Evita refugiar-te em fórmulas vagas e ocas. Quem vota sabe distinguir cada vez melhor entre a proposta concreta e a retórica balofa. Elege três ou quatro medidas emblemáticas e faz delas as tuas bandeiras programáticas. Não te disperses por vias secundárias.

 

Sexta: Lembra-te que os portugueses são um povo moderado, que prefere a reforma à mudança abrupta. Não acenes com cortes radicais, revoluções ou guilhotinas: aperfeiçoar o que existe é sempre preferível a recomeçar do zero, sobretudo numa instituição já centenária.

 

Sétima: Nunca cedas à tentação de transformar os jogadores - património comum de sócios e adeptos - em matéria de contenda eleitoral. Eles e a equipa técnica devem permanecer à margem das polémicas. Porque uma derrota em campo afecta todos. A começar por ti.

 

Oitava: Escolhe bem as palavras. Não compliques. Sê conciso e compreensível no teu discurso. Usa frases que todos entendam. Lembra-te da recomendação de Winston Churchill, político de excepção e Nobel da Literatura: "Das palavras, as mais curtas. Das mais curtas, as mais antigas."

 

Nona: Não basta o conteúdo ter substância - é também preciso cuidar da forma. Não te exaltes, não grites, não insultes, não procures matar o mensageiro quando te interroga enquanto  jornalista. Liderar é dominar as emoções: só os fracos andam a exibir estados de alma.

 

Décima: Lembra-te que a verdade nunca está em exclusivo num só lado. Concede mérito ao teu opositor. Nunca esqueças que tem sempre mais valor uma vitória sobre um adversário a quem são reconhecidas qualidades do que sobre alguém manifestamente incapaz.


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20 Jan 17

Pedro Madeira Rodrigues, candidato à presidência do Sporting, revelou ter tomado esta decisão no dia 2 de Dezembro, quando o Benfica foi perder à Madeira.

Declaração inexplicável: em que é que um jogo disputado entre o Marítimo e o SLB pode relacionar-se com a liderança leonina?

 

Começou mal, a 27 de Dezembro, ao anunciar a candidatura. Sem divulgar as linhas gerais do programa que pretendia apresentar aos sportinguistas nem nenhum dos nomes que o acompanhariam nesta corrida.

No Ano Novo, tempo festivo, lançou uma mensagem aos sócios em que trocou o espírito positivo dessa quadra por uma ferroada sem sentido a Bruno de Carvalho.

Depois protestou contra a marcação da data da eleição para 4 de Março alegando que lhe retirava tempo de campanha. Enquanto adiava para 19 de Janeiro a apresentação do programa e da equipa, como se afinal tivesse todo o tempo do mundo.

A 4 de Janeiro deu uma longa entrevista ao Record em que continuou sem divulgar nada, refugiando-se em declarações vazias. Esta, por exemplo: "Quero apostar em contratações círúrgicas." Ou esta: "O trabalho de um presidente nunca pode ser um trabalho isolado."

Bruno de Carvalho só pode ter agradecido: com "rivais" assim pode ele bem.

 

16 de Janeiro procurou mostrar músculo da pior forma possível: replicando lugares-comuns que nos habituámos a ouvir a benfiquistas nos últimos meses.

Bruno continuou a agradecer, certamente.

 

Ontem, enfim, apresentou nomes e rostos e metas programáticas. Mas sobre a matéria que mais interessa aos sócios, o futebol, foi vago e parco em palavras. Enredou-se em contradições e deu ênfase a  temas que nem deviam constar de um programa eleitoral, como este: "Impor a utilização do nosso equipamento principal tradicional e travar a banalização e excessiva secundarização do equipamento Stromp, com utilização apenas em ocasiões relevantes."

Entretanto não hesitou em utilizar os jogadores como arma de arremesso contra o actual presidente, quebrando uma regra essencial nestas campanhas.

Eu, se estivesse no lugar de Bruno de Carvalho, ficaria irritado com esta pérola de mau-gosto. Mas, enquanto recandidato à presidência, voltaria a agradecer.

 

Hoje, superando-se em total falta de senso, o gestor que ambiciona a cadeira do poder leonino veio declarar alto e bom som: "Jorge Jesus não será o meu treinador." Desmentindo tudo quanto dissera antes e sem esclarecer como conseguirá munir-se de mais de vinte milhões de euros (o equivalente a dois pavilhões João Rocha) para pagar indemnizações ao treinador e restante equipa técnica. Pior: omitindo o nome daquele que gostaria de ver no lugar de Jesus, como se os sócios não tivessem o direito de saber quais são as suas escolhas.

"Agora não queria também perturbar mais... Quando tiver a escolha, vocês saberão", balbuciou perante os jornalistas, reconhecendo ter perturbado o futebol leonino, na véspera de um encontro decisivo no Funchal, e confessando assim total impreparação para assumir o cargo que tanto ambiciona.

Era difícil fazer pior em tão pouco tempo.

 

Em resumo: Pedro Madeira Rodrigues é um candidato tão fraco que começo a convencer-me que não será o único nem muito menos o principal concorrente do actual líder leonino.

Por outras palavras: a verdadeira campanha eleitoral ainda não começou.


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01 Jan 17
2017.
Luís de Aguiar Fernandes

Desconfio que vai ser um ano importante para o nosso clube. Eleições a ocorrer, Pavilhão a estrear. Por isso, o meu desejo para este ano é que todos estejamos ao lado do nosso clube, independentemente de quem se apoie, ou dos resultados. Acima de tudo, Sporting sempre!


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28 Dez 16

Confesso que nunca tinha ouvido falar em Pedro Madeira Rodrigues. Problema meu, assumo. Garantem-me vários sportinguistas que ele "interveio" nos últimos anos oculto num pseudónimo, disparando algures farpas a torto e a direito contra a direcção leonina. Se isso for verdade, faz sentido que eu seja incapaz de associar o recém-anunciado candidato à presidência do Sporting a qualquer posição pública emitida de 2013 para cá: pseudónimos, para mim, só valem na literatura. Num debate de ideias, seja político ou desportivo, só por manifesta cobardia haverá quem recorra a um expediente destes.

Seria portanto para sportinguistas tão ignorantes a seu respeito como eu que Madeira Rodrigues deu há poucas horas a cara, em duas ocasiões, para dizer quem é e ao que vem. Primeiro numa conferência de imprensa, depois numa entrevista ao principal serviço noticioso da CMTV.

Acompanhei as suas declarações com atenção. O que disse, lamento registar, foi muito pouco: emitiu uns lugares-comuns sobre a necessidade de alterar a gestão, garantiu que manteria o treinador e que não iria pronunciar-se sobre jogadores, e disparou algumas críticas a Bruno de Carvalho, acusando-o de copiar "o Pinto da Costa da década de 80". Sem reparar, aparentemente, que estas palavras constituíam um elogio implícito ao presidente do Sporting: naquela década, o FC Porto somou títulos e até se sagrou campeão europeu.

Sobre programa e metas e núcleo dirigente, nada. Sobre o que pretende alterar em concreto, além de propor um estilo mais dialogante, coisa nenhuma. Perdeu portanto a primeira oportunidade para fazer a diferença e mostrar aos sportinguistas o que realmente o faz correr. Aguardarei pelas próximas. Mas, como dizia o outro, não há segunda oportunidade para causar uma primeira impressão.


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27 Dez 16
Eleições no Sporting
Diogo Agostinho

Começou a festa. Até se ouve por aí que um líder é fraco quando existe oposição ou vontade de alguém assumir candidaturas contrárias. Falo, obviamente, do momento em que o Sporting Clube de Portugal vai entrar. Mas que ideia é esta de qualificar líderes conforme existe oposição? Mas a Democracia não reside na existência de alternativa? Mas há algum sistema de monarquia em clubes de futebol? Pode existir, mas felizmente no Sporting não. E no Sporting quem se quiser apresentar será bem-vindo. Eu como sócio e adepto não tenho dúvidas do caminho a seguir. Cansei de grandes gestores e estrelas. Quero gente normal. Gente que sente o clube, que arrisca, que se dedica e que luta todos os dias contra máquinas de manipulação.


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Democracia leonina
Pedro Correia

Nos clubes democráticos é assim: há sempre mais que um candidato a disputar eleições.

Nos outros, surge apenas um.


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26 Dez 16
Deus, Pátria e Família
Edmundo Gonçalves

“É um homem sério, honesto, com uma vida familiar exemplar e faz isto por amor à camisola, porque só traz inconvenientes para a vida dele.”

Diz que vem de Harvard onde tem um camarote.

 

Começa bem este, também.


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07 Mar 16

Pinto da Costa foi ontem "eleito" com 99,9995% dos votos Sim, leu bem, houve 0.0005% dos votos que não o escolheram para presidente da agremiação portista. Foi porventura um sócio que ao apor a cruzinha se excedeu no comprimento de um dos tracitos, na mesa de escrutínio apanhou um mais diligente membro que considerou aquela perninha da cruz, e só aquela, como voto parcialmente nulo. Sabemos que naquela casa tudo é possível, desde dirigentes que, num gesto típico de solidariedade familiar, permitem que os seus possam lucrar com negócios na venda e compra de activos tangíveis do clube ou da sad, a membros da claque a terem acesso ao campo de treinos para aconchegar jogadores e treinadores nas alturas de maior aperto meteorológico.

O porto é hoje uma casa esburacada, um navio à deriva e pasme-se os seus sócios, 99.9995% deles, acham que assim estão bem. O conformismo é a melhor resposta quando vemos a nossa casa a afundar, é este o lema dos actuais sócios do porto, aliás o sócio do tracito mal desenhado já foi identificado e, azar, é dono de um restaurante. 

A queda do porto já vem sendo anunciada há uns anos, não é apenas desta época ou da anterior. Ao contrário dos hipócritas que deixavam cair lágrimas de crocodilo a afirmar que o Sporting era preciso ao futebol português, quando depois por trás tudo faziam para que o nosso clube desaparecesse, sinceramente espero bem que a queda seja valente, tão valente que não seja possível reerguer-se. Estamos a falar do clube que é o maior responsável pelo estado do futebol português. Que caiam e que o façam com estrondo. Os adeptos deste clube que se deixem ficar assim, amorfos e conformados, fieis como caninos ao chefe da tribo que os conduz ao precipício. Depois podem sempre fundar um novo clube, com gente que queira mesmo ganhar dentro de campo e até podem, querendo, daqui a umas décadas alterar a data de fundação para 1893.

 

Alertado pelo Artista do dia, corrijo que estas eleições foram para a sad. Assim foram os accionistas da mesma e não os sócios que voltaram a eleger o actual presidente. Em tudo o resto não mudo uma vírgula.


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17 Set 15
Prioridades...
João Távora

É evidente que as eleições de 4 de Outubro já me estragaram a jornada da bola. Como é que posso sentar-me pacatamente em Alvalade concentrado num jogo que começa à hora a que saem os primeiros resultados e previsões eleitorais?


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27 Jan 15

Ontem até vi o programa da SICN. Enfim, a jornada correu bem e queria ver a cara de enterro dos nossos adversários. Assisti à tristeza de argumentos do costume e que me levou a deixar de ver aquilo.

 

No entanto, perante mais um assassínio de carácter ao presidente do Sporting, constatei que o representante do Clube naquele programa, esteve seraficamente calado. Ora como se costuma dizer que quem cala consente, será que Rogério Alves concordará com estes ataques a Bruno de Carvalho e por arrasto ao Sporting?

 

Ou será que Rogério Alves tem uma agenda?

E essa agenda será enfrentar Bruno de Carvalho nas próximas eleições?

Se o é, fazia um enorme favor ao Clube se se escusasse ao "cargo" de comentador.

Tem todo o direito à sua agenda, tem todo o direito a ser candidato, mas se o for, apesar de alguma simpatia que por ele nutro, estimo que saia das eleições com uma derrota condizente com a atitude, digamos desleixada, para ser simpático, que tem para com aqueles que atacam o dirigente máximo do Clube que diz ser o seu.

 

Se estou enganado, que me desculpe, mas ele às vezes há coisas...


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29 Jul 14
O caldeirão
João António

O que se passa com os dirigentes do nosso futebol ultrapassa qualquer capacidade de compreensão .


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12 Jun 14
Liguilha
Luciano Amaral

O que a minha santa gente se indignou com as declarações das nádegas! Entretanto, o futebol nacional, através da Liga de Clubes, dá um espectáculo efectivamente correspondente ao eflúvio que normalmente é expelido por entre as ditas (e que foi nomeado pelo presidente do Sporting) e parece que não se passa nada. Todos queríamos saber que merda (desculpem, trampa) é esta afinal. Onde está o jornalismo desportivo? Continua a falar das mais diversas merdices (desculpem, trampices), como a enésima transferência que não se confirmará e o que fez Ronaldo depois de sair da casa-de-banho do centro de estágio de Campinas (porque o que fez lá dentro já se sabe).


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...ou como não se ganha um campeonato por não se querer pagar a propina.

 

Contada por amigo comum (benfiquista ferrenho), passada numa futebolada que faziam com alguma regularidade:

Era Cintra o presidente do Sporting e numa dessas futeboladas, um dos candidatos à Liga, no decorrer duma conversa onde o presidente falava na vontade de ser campeão e na dificuldade de o ser, por os árbitros em regra prejudicarem o Sporting, o candidato terá proferido estas palavras: "só não ganhas se não queres, pagas trinta mil contos..."

Pelos resultados, verifica-se que a resposta à Cintra terá sido mesmo esta: "pagar pra esses fdp? nem morto!"

É certo que o próprio (conhecido entre os pares por "Fala Barato") não revelou se seria ele mesmo a tratar do assunto, se sabia de quem tratava, ou se sabia apenas em quanto estava o preço do campeonato...*

Por via das dúvidas, para o bom nome da Liga e apesar do C. Arbitragem ser um órgão federativo (local que se sabe ser muito mal frequentado), melhor foi que o candidato não tivesse sido eleito!

 

 

* - e também é certo que Cintra tratou de evitar ser campeão, ao despedir Bobby Robson! Resta em seu favor o facto de não querer jogar sujo, o que não é de todo desprezível.


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Parece que ontem houve eleições na liga. Mas não há bem a certeza. Votaram uns quantos (dez?) e dos vários candidatos sobrou apenas um, precisamente aquele que queriam que fosse corrido. As outras candidaturas foram anuladas, parece, por questões formais. Fala-se pelos corredores do suposto poder que foi a forma de o actual presidente garantir a sua eleição. Já se fala em greve aos jogos. Será uma greve muito peculiar, os patrões ordenam aos empregados que não compareçam no seu local de trabalho. Lá fora, no mundo real, podemos imaginar a administração do Metro de Lisboa a ordenar aos seus trabalhadores, perdão colaboradores, para não pegarem ao serviço. O futebol português no seu melhor. 


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07 Jun 14

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04 Jun 14

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27 Mai 14
Olha que dois!
Jose Manuel Barroso

Rui Rangel e Fernando Seara na corrida à presidência da Liga de Clubes. Dois ilustres (des)conhecidos. Isto promete! Ainda vamos ver o Capela ou o Duarte Gomes na comissão de... qualquer coisa...


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24 Mar 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Virar de página no Sporting: contrariando as sondagens feitas durante a campanha pela empresa Eurosondagem, Bruno de Carvalho era eleito 42º presidente leonino. Com a equipa de futebol na pior situação de sempre, relegada para o décimo posto do campeonato, e vários comentadores futebolísticos nacionais a sagrarem já o Braga como "terceiro grande" do futebol português.

Nas declarações iniciais aos adeptos, na madrugada de 24 de Março de 2013, o novo dirigente disse uma frase que de imediato funcionou como uma espécie de linha de rumo: "O Sporting é nosso outra vez."

 

A primeira reacção aqui no blogue veio do José Manuel Barroso. Com estas palavras: «Um sonho de menino, um projeto de vida, um trabalho ciclópico, um Sporting dividido e frágil - passado e futuro. Uma responsabilidade imensa. Até Julho, estado de graça. Primeira reação do novo presidente: comedida, palavras sensatas. Reação de Couceiro: sportinguismo. Reação de Severino: "ponho tudo do meu programa ao serviço do Sporting" - bonito e que pena não ter sido assim sempre. Um presidente para todos os sportinguistas e para todo o Sporting. Bruno de Carvalho sabe bem que isso vai ser vital. Parabéns.»

A segunda veio do Tiago Loureiro e foi assim: «É a primeira vez que o digo em toda a minha vida: o meu Presidente. Amo-te Sporting!»

 

A vitória, no entanto, não foi oficialmente confirmada nesse dia. Porque, embora com mais sete mil votos do que o seu principal antagonista, José Couceiro, o indigitado sucessor de Godinho Lopes teria ainda de esperar mais 48 horas pelo apuramento dos votos por correspondência. Sem esperarem pelo veredicto definitivo das urnas, alguns comentadores ferozmente antibrunistas apressaram-se logo nesse dia a lamentar a legítima opção dos sócios, declarando que Bruno de Carvalho jamais os representaria e antevendo um destino negro para o clube. Num sintoma evidente de mau perder.

Reacções localizadas que não se confundiam com a sensação de júbilo maioritária entre os sportinguistas por esta saudável jornada de participação democrática. E que procurei de algum modo resumir nestas linhas: «Bruno de Carvalho é o novo presidente do Sporting - o meu presidente também. Um clube que é dos sócios e não de nenhuma clique. Cumprimentado de imediato com fair play pelos candidatos derrotados, personifica um novo ciclo que arranca sem demora. Agora há que começar a edificar o futuro em Alvalade. Unidos como nunca. E sem olhar para trás.»


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23 Mar 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Os sportinguistas foram a votos para eleger os novos órgãos sociais do clube. Foi um dos dias mais longos dos últimos anos de história leonina. Um dia que iniciei, aqui no blogue, com estas perguntas para fazer antes de votar:

"Em que candidato mais confio?

Qual deles amará mais o Sporting?

Quem tem uma equipa mais completa?

Quem tem mais capacidade de liderança?

Quem merece mais ter uma oportunidade?

Quem pode ser mais eficaz perante os adversários?

Quem parece mais indicado para levantar o nosso clube?

Qual deles faz mais parte da solução do que do problema?"

 

Nem neste dia 23 de Março de 2013 o presidente cessante, Godinho Lopes, resistiu à tentação de obter ainda algum protagonismo. Fazendo esta declaração pouco depois de ter votado: "Saio tranquilo. Tenho pena de não ter acabado o mandato. Acho que o merecia: era a forma de concluir um programa que passava pela reestruturação, que era fundamental para a estabilidade do Sporting. Acredito que o futuro me fará justiça."

Palavras que me levaram a concluir isto: "Chega sempre o momento em que temos o direito - e até o dever - de dizer nunca mais."


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20 Mar 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

20 de Março de 2013: rescaldo do debate eleitoral na SIC Notícias.

Escreveu o Alexandre Poço: «O debate de ontem consubstanciou a realidade actual do Sporting: não houve vitória de ninguém nem nenhum jogou para ganhar. Até aqui, arrrrre!»

Escrevi eu: «Muita convergência no diagnóstico e na terapia - maior do que muitos supunham. Os três candidatos à presidência do Sporting estão de acordo na necessidade de reestruturação financeira do clube, na renegociação da dívida, na injecção de capitais, na formação enquanto elemento-base da equipa de futebol e na revitalização das modalidades.»

Escreveu o Tiago Cabral: «Os dois principais candidatos nestas eleições convergem em quase tudo. (...) A questão principal resume-se a liderança. Qual dos candidatos consegue transmitir aos sócios que é o melhor para liderar o Sporting?  A mim ontem pareceu-me ser Bruno de Carvalho.»

 

José Couceiro, que continuava a ser apontado como quase inevitável vencedor em alguns blogues e nas sondagens da Eurosondagem, recolhia entretanto um apoio de última hora: Pedro Baltazar, candidato derrotado às eleições no Sporting de 2011, anunciava que votaria nele.

Justificação: "Defendo uma linha de credibilidade para o nosso Sporting Clube de Portugal. Tenho gostado da sua campanha séria e do falar verdade e vejo que ele conta com uma equipa que pode fazer uma ruptura com o passado. Faço um apelo aos sócios porque o clube atravessa a mais grave crise da sua história desportiva e financeira e não pode cair em aventureirismos."


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15 Mar 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Em entrevista ao jornal A Bola, José Couceiro acusava Bruno de Carvalho de fugir aos debates eleitorais excepto na última semana de campanha: "Quanto mais cedo fossem os debates mais poderíamos esclarecer os sportinguistas. Permitiria a confrontação salutar de ideias e havia mais tempo para tirar dúvidas. Quando se evita o confronto de ideias não se está a querer esclarecer os sócios quanto todas as nossas propostas."

Regressado de Moçambique, onde se deslocou para falar com os sportinguistas ali radicados e sondar potenciais investidores no clube, Bruno de Carvalho deu-lhe réplica: "Os debates são espectáculos mediáticos e o Sporting tem de deixar de ser um circo. Eu queria um debate com os responsáveis financeiros das candidaturas, mas os outros não os têm."

 

Era cada vez mais notória a colagem a Couceiro de elementos da direcção cessante, apavorados com uma eventual vitória eleitoral de Bruno. No entanto, o ex-treinador do clube insistia em demarcar-se de Godinho Lopes. Com frases como estas, na referida entrevista:

«O quadro é negro e difícil. Dia 23 temos de nos unir porque se trata de uma questão de sobrevivência.»

«Há responsabilidades da actual Direcção que são lamentáveis, como deixar dois meses de salários em atraso.»

«O caso Pereira Cristóvão prejudicou o Sporting. Não sei que consequências trará no futuro, mas o que é estranho é que o Sporting não se tenha constituído assistente no processo.»

 

"Não deixa de ser irónico - tristemente irónico - que declarações como estas sejam proferidas pelo candidato no qual a esmagadora maioria dos apoiantes de Godinho Lopes se prepara em votar. Imaginem o que as referidas hostes não diriam se tivesse sido um Bruno de Carvalho ou um Eduardo Barroso a afirmar algo semelhante há pouco mais de um mês...", comentei aqui.

 

Muito pessimista era um artigo de opinião de Carlos Barbosa da Cruz, dado à estampa no Record nesse dia 15 de Março de 2013. "Se a vontade que os sportinguistas têm de salvar o seu clube, e de o devolver à grandeza que acham que merece, são as actuais listas de concorrentes às eleições – porque outras não apareceram –, então tenho de concluir que o clube tem o que merece e vai ter vida curta e difícil", escreveu o advogado.

Também em tom crítico, mas apostando claramente numa via de saída para a crise, era um texto do José de Pina aqui no blogue: "Estamos a uma semana e já não vou precisar dos debates para confirmar ou não o meu voto na Lista B nestas eleições do Sporting. Já se sabe que o candidato José Couceiro não irá fazer uma auditoria de gestão ao nosso grande clube. Sabendo nós o estado deplorável a que chegou o Sporting, por exemplo, ter de vender um jogador em Março para ter tesouraria para pagar salários, só alguém que se queira fazer de burro diz que este abismo financeiro se deveu apenas a má gestão desportiva."

Um artigo significativamente intitulado "União é o eufemismo de perdão dos culpados".


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20 Fev 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Bruno de Carvalho anunciou a candidatura à presidência do Sporting faz hoje um ano. E fê-lo utilizando palavras claras, num claro sinal de mudança. Dizendo coisas como esta: "Não me deixo intimidar pela ameaça da falta de apoio da banca. Não aceitamos chantagem de milhões. Já reuni com os bancos e não me vão fechar as portas, mas comigo a presidente quem manda sou eu." Ou como esta: "Se no dia 24 de Março houver pagamentos em atraso e a actual Direcção não se responsabilizar, irei agir cível e criminalmente contra todos os seus membros por má-fé e gestão danosa."

Poucos sportinguistas estavam habituados a este discurso frontal.

 

Jaime Marta Soares era o candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral, Jorge Bacelar Gouveia concorria à presidência do Conselho Fiscal e Vicente Moura e Artur Torres Pereira incluíam-se entre os candidatos a vice-presidente da lista encabeçada por Bruno de Carvalho ao Conselho Directivo. Entre os seus apoiantes mais destacados incluíam-se Carlos Lopes, Hilário, Bessone Bastos e Pedro Gomes, velhas glórias do clube.

 

Para o dia seguinte - prazo limite da formalização de candidaturas - a imprensa dava como certa a apresentação de José Couceiro. O candidato considerado mais próximo da direcção cessante.

"Bruno de Carvalho deve estar contente: a fobia com que tanta gente tenta encontrar candidatos para impedir a sua segunda vitória reforça-o. Mais. As coligações elitistas para impedir que suceda ao segundo pior presidente da História recente do Sporting estão acima de tudo a reforçá-lo. É aqui que pergunto: quem tem medo de Bruno Carvalho?", interrogava-se o Adelino Cunha nesse dia 20 de Fevereiro de 2013.

 

Um balanço do mandato de Godinho Lopes podia entretanto ser lido aqui.


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19 Fev 14
Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Quem ainda tivesse dúvidas, ficou com elas desfeitas faz hoje um ano: Luís Godinho Lopes anunciou que não seria recandidato à presidência do Sporting. Fê-lo através do diário Record, que se tornou o seu jornal de estimação nos últimos meses de mandato em Alvalade.

"É pena que não se recandidate: ficaríamos todos a saber, nas urnas eleitorais, como os sócios avaliam estes 23 meses de presidência que não devemos esquecer. Para que nos sirvam de vacina por muitos e bons anos", reagi aqui, sem sombra de ironia.

Outro proto-candidato que abandonava a corrida antes de entrar, naquele dia 19 de Fevereiro de 2013, era Pedro Baltazar. "Tenho uma enorme paixão pelo Sporting, sinto que poderei contribuir para o poder ajudar a ter uma melhor gestão e mais sucessos, mas neste momento não haverá muito espaço para liderar uma candidatura ganhadora. O cenário do Sporting em termos financeiros é negro e quase catastrófico e existe uma enorme opacidade em diversos contratos e obrigações", anunciou em comunicado à imprensa o empresário, que fora candidato em 2011.

Outro antigo candidato, José Dias Ferreira, também desta vez se punha à margem. Faltavam 32 dias para o clube ir a votos.


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03 Abr 13
Eduardo Barroso e as eleições
Francisco Mota Ferreira

Diz o ex-MAG em A Bola hoje a falar das eleições: «Uma cerimónia de posse bonita e digna, onde marcaram presença os candidatos que não ganharam, mas que assinaram um documento onde afirmaram que tudo foi leal e transparente e que não iriam contestar os resultados».

 

Tenho uma dúvida que gostava que me esclarecessem. Nas outras eleições do nosso Clube o mesmo foi feito? E se foi, todos assinaram? (Estou a falar nas várias eleições do Sporting, não apenas nas últimas).

 

Explico: se é procedimento normal, gostava de saber se tem vindo a ser aplicado e se todos os derrotados no passado assinaram. Se esta é uma inovação inédita da Assembleia Geral anterior, gostava de perceber o porquê...

 

Se conseguirem, mandem-me comentários sem sectarismos ou manias da perseguição, ok? É que estou, genuinamente, curioso em relação a esta matéria.


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27 Mar 13
Uma palavra sobre as eleições.
Luís de Aguiar Fernandes

Neste processo eleitoral, ao contrário do que fiz no anterior, no meu blogue, abstive-me de escrever algo sobre o assunto. O momento é grave e nenhum dos candidatos me convencia plenamente, pelo que fiz a minha reflexão de forma interna e silenciosa. Votei Bruno de Carvalho, mas, repito, não completamente convencido.

 

Já nas eleições anteriores estive perto de votar nesta lista, mas acabei por não o fazer (também não votei em Godinho Lopes). O estilo arrogante e espalhafatoso não me convencia, numa altura em que acreditava precisarmos mais de um bom gestor do que de um presidente forte. Nestas, não tive grandes hipóteses. Já vi por aí alguém a dizer que quem votou no Bruno de Carvalho fez uma festa no sábado à noite. Eu não. Fiquei feliz pela vitória, mas consciente de que o momento não é para festas. Votei nele porque, como diria um amigo meu, estava farto de anjinhos à frente do meu clube. Acredito que a imagem cultivada de arrogante pode ser um trunfo, numa altura em que o Presidente precisa de lutar em todas as frentes e ter força para isso. Acredito que Bruno de Carvalho o pode fazer melhor do que qualquer um dos outros candidatos. Nem que seja pela imagem de ruptura que representa, eu acredito hoje mais neste Presidente do que quando votei nele (talvez por isso não tenha escrito sobre as eleições). 

 

Uma coisa ninguém me tira: a primeira vez que fui a Alvalade com este Presidente, vencemos. Foi em júniores, mas isso pouco importa. Foi um bom pontapé de saída e esperemos que seja o mote para uma viragem no Sporting Clube de Portugal. É isso que todos os sportinguistas, fosse qual fosse o sentido de voto, deviam desejar.


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Gosto de ver
Francisco Mota Ferreira

Por uma questão prática e de tempo (e alguma paciência, ou falta dela, confesso), abstenho-me de comentar nos posts os comentários que só hoje li no  que até agora escrevi após o meu regresso a esta casa. Opto por fazê-lo aqui, com algumas notas que, penso, poderão ajudar a clarificar melhor o que disse.

 

Colaborei na campanha de José Couceiro por convicção e sportinguismo e por acreditar que, dos três, era o melhor candidato para o nosso Clube. A vitória ou derrota de Couceiro em nada influíria na minha actual situação profissional. Repito: A vitória ou derrota de Couceiro em nada influíria na minha actual situação profissional. (E, já agora, dizer-vos que também não ganhava nada por escrever no jornal do Sporting, pelo que, quanto muito a perda será de quem gostava de me ler).

 

Importante será talvez, todos nós, ficarmos atentos às contratações  e outsourcings que vão entrar em Alvalade nos próximos tempos em vez de estarmos preocupados em encontrar supostos mensageiros ou porta-vozes de uma oposição que, lembro, da parte de José Couceiro e de quem com ele colaborou neste projecto, ficou bem clara que deixou de existir no dia das eleições.

 

Por isso, sobre a unidade, volto a dizer que esta Direcção terá o meu apoio formal e institucional. Mas como dizia um dos nossos leitores num dos muitos comentários que recebi e que votou em Bruno de Carvalho, não passo cheques em branco. Por ninguém. O Sporting é demasiado importante para todos nós para confiarmos cegamente. E isso aplica-se ao novo Presidente, a José Couceiro ou até mesmo se todos estivéssemos doidos e elegêssemos Carlos Severino :)....Estarei atento e recomendo o mesmo a todos vós. E, volto a dizer, que a maior prova de unidade e abrangência era aproveitar as mais-valias de todos os sportinguistas que já lá estão, incluindo Diogo Matos e Mário Patrício.

 

Em relação ao Inácio, nada me move pessoalmente contra o próprio. Apenas dei conta do sui generis da situação de todos nós sabermos que ele irá para a SAD, mas que neste momento treina um Clube que vai disputar um jogo com o nosso Sporting. Se toda a gente acha isso normal, enfim, nada a dizer. Não concordamos. Apenas isso. Sou livre de expressar a minha estranheza como todos vós a vossa crítica.

 

Por último, dizer-vos que gosto de ver a vitalidade do nosso Sporting ilustrada nos comentários de todos os que vão tendo tempo para visitar esta casa e, ainda mais, para me ler. Será esse o caminho para, todos vigilantes e atentos, dar-mos ao nosso Sporting, o mandato mais escrutinado de todos os tempos. E, se assim for, todos ganhamos, incluindo a Direcção que hoje toma posse. No resto, meus caros(as), Keep Calm and Carry On.


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25 Mar 13
Virar a página?
João Távora

Passado algum tempo (demasiado) em que o Sporting vem sendo para mim um assunto profundamente desagradável e com pouco que ver com futebol, eis que estou de volta aos assuntos da bola para umas curtas considerações.
Em primeiro lugar lamentar o triste espectáculo que resultou da comunicação dos resultados eleitorais, condicente com o que se vem verificando nas quatro linhas: um desastre de improvisos e amadorismo gritante. Em segundo, sendo eu avesso ao estilo de Bruno Carvalho, reconheço-lhe uma enorme virtude em relação às candidaturas concorrentes: um visível gosto e determinação férrea em conquistar o poder, condição que julgo valiosa para a tarefa ciclópica que o aguarda.
Foi este dilema que me levou pela primeira vez a abster-me em eleições no meu clube. Pela minha parte felicito a nova direcção e torço para que, imbuída de realismo e muita ambição, esteja à altura da história deste (ainda) grande clube que ocupa o meu coração. Tenho sede de vitórias e um enorme desejo de voltar a Alvalade. Boa sorte, Bruno de Carvalho. 


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De volta
Francisco Mota Ferreira

Durante a campanha eleitoral, auto-excluí-me de escrever neste blog. Fiz o mesmo na coluna semanal que mantinha no jornal do Sporting. Fi-lo, não porque me tivessem pedido, mas porque entendi que seria o mais correcto. No final de contas, durante estas semanas estive empenhado activamente nas eleições do nosso Clube e não me pareceu correcto escrever o que fosse durante este período que pudesse ser interpretado de forma diferente.

 

Mas li o que se escreveu por aqui. Houve coisas que gostei e outras nem por isso. Atribuo-as ao calor da campanha e aos ânimos exaltados de participantes de todas as candidaturas.

 

Terminada a campanha, eis-me pois de volta a esta casa. Sou um institucionalista e, como tal, a lista eleita pela maioria dos sócios do Sporting é agora também a minha lista. Bruno de Carvalho é o meu Presidente.

 

Digo isto com o conforto e à vontade de ter trabalhado activamente numa solução alternativa para o futuro do nosso Clube. O nosso novo Presidente terá um desafio enorme pela frente e cá estaremos, Sportinguistas, atentos ao que foi dito e prometido na campanha e o que a realidade dos factos irá forçar esta nova equipa a fazer.

 

Da minha parte, garanto lealdade institucional a esta nova Equipa. Mas isso não quer dizer que não deixarei, nos locais próprios e nos fóruns adequados, de apontar o dedo, positiva ou negativamente, quando tal se justificar.

 

As primeiras horas do novo Presidente mostram que a união de todos nós, Sportinguistas, será difícil. Os impropérios que foram ouvidos na sala de imprensa ao único candidato que não foi chamado para in loco ouvir as declarações do ainda Presidente da Mesa da Assembleia Geral poucos minutos depois de Eduardo Barroso proclamar os resultados oficiais mostram que o Presidente terá que, pelo menos, colocar um açaime nos seus mais acérrimos fãs sob pena da união tão proclamada ser esbatida nos primeiros tempos.

 

Acredito que Bruno de Carvalho saberá gerir com inteligência esta dualidade entre as vendettas daqueles que, nestes momentos, querem ser mais “papistas que o Papa” e o que o Presidente sabe o que é bom para o Sporting. Digo, aliás, que a maior prova disso mesmo será, por exemplo, manter Diogo Matos e Mário Patrício (candidatos na lista de José Couceiro e quadros do Sporting, para quem não saiba) nos respectivos cargos – se for, claro, essa a vontade dos próprios – e valorizar o seu contributo e experiência no nosso Clube.

 

Dito isto, quero aqui dizer que eu, pela minha parte, tomo a decisão de deixar de escrever no jornal do Sporting. Livro a futura Direcção deste problema, menor é um facto, e deixo-a livre para escolher outros colunistas para o nosso jornal. E ficarei nesta casa enquanto a pessoa que me convidou entender que sou uma mais-valia para este blog ou, pelo menos, um primus inter pares.


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À Conveniência
Tiago Cabral

O que mais custa a alguns que por aí vagueiam é esta mania que os sportinguistas têm de pensar pela sua cabeça. Estes energúmenos têm a ousadia de pensar que as suas arcaicas formas de raciocinar e de se expressar constituem um qualquer paradigma a seguir. Julgam-se imbuídos de um qualquer poder divino, que lhes outorgou o direito de pensar por todos, serem os únicos com capacidade de indicar o caminho, o destino a seguir. O seu maniqueísmo é confrangedor, sendo também um sinal vindo do passado, simplório e retrógrado. Esquecem-se estes simplórios que felizmente o tempo do seguidismo cego há muito que acabou. Não entendem que os sportinguistas consigam escolher a opção que representa o melhor para o futuro do seu clube. Custa-lhes perceber que os tachos acabaram, que as sinecuras que usufruíam foram à vida. Depois de anos a parasitarem em redor do nosso clube sugando o que podiam, vêem-se agora arredados e jogados para o lixo, lugar que agora sim ocupam por direito. O seu amor ao clube é tal que chocados com tamanha traição, rasgam as vestes de virgens ofendidas e equacionam o seu suposto amor ao clube. Tristes, concluem que passaram à história, à sua reles história, que não à do Sporting. Entreolham-se à procura de algum conforto e só sentem o chão a fugir-lhes, a sua hora chegou de facto. Untem-se e besuntem-se no vosso fel.


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24 Mar 13

       

 

É, provavelmente, uma questão de conflito de interesses mal resolvida. Ser administrador de uma empresa que elabora sondagens eleitorais e ao mesmo tempo apoiante declarado de uma candidatura a esse mesmo escrutínio são condimentos certos para dar asneira. Cumprindo os preceitos da Lei de Murphy, neste caso a asneira aconteceu mesmo. E em dose dupla. José Couceiro, derrotado nas eleições de ontem, só conseguiu sagrar-se "vencedor" nas sondagens da empresa desse seu apoiante, numa afirmação viva do antigo preceito "não basta querer - é preciso poder".

As sondagens falharam redondamente. Nada que não tivesse ocorrido noutras eleições, nada que não se adivinhasse nestas também. Admira-me é haver quem persista em encomendar estudos de opinião a quem é recorrente no erro, talvez confundindo desejos com realidades. Se não é, parece. E no futebol, como na política, o que parece é.

Na altura, entre as hostes de Couceiro, houve quem tivesse embandeirado em arco. Sem motivo, como agora se vê. As referidas sondagens só iludiram quem gosta de ser tomado por parvo. Vistas à distância, têm apenas a vantagem de nos fazer rir. Num clube onde o riso escasseia, valha-nos ao menos isso.


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Like a Virgin
Cristina Torrão

 

Nesta espécie de hora zero, resolvi comemorar a eleição do novo Presidente com este vídeo, onde um leão parece funcionar como leitmotiv. Aqui para nós, sportinguistas, o leão acaba por ser mesmo o melhor do vídeo, que acusa a marca dos seus quase trinta anos de idade, embora seja refrescante ver a Madonna apresentando uma certa ingenuidade, não obstante o ar atrevido e desafiante que sempre a caracterizou.

 

Mas a simbologia do vídeo não se fica pelo leão. A expressão like a virgin indicia um recomeço desempoeirado, apesar de eventuais agruras já vividas. O Pedro Correia apela à união, sem olhar para trás, mas o seu comentador homónimo (Pedro) vai mais longe: sem receio de olhar para trás e dos esqueletos no armário. Estou de acordo. A menos que se fique amnésico, ninguém pode verdadeiramente recomeçar do zero, ninguém regressa à virgindade perdida (e ainda bem). O passado, bom ou mau, conta. A diferença está na maneira como o vemos: um peso que acabará por nos esmagar, ou experiência de vida que nos enriquece?

 

Desejo a Bruno de Carvalho, o novo Presidente, e a todos os seus colaboradores, a maior sorte do mundo para a difícil tarefa que os espera. Eles são, mais do que nunca, a nossa Fé! Queremos recuperar a alegria! Queremos tornar a levantar-nos, sacudindo o pesadelo, como lhe chama o Pedro Correia! Queremos, um dia, olhar para trás e poder dizer:

 

I made it through the wilderness

Somehow I made it through


Sporting, sempre! Viva o Sporting!


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