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És a nossa Fé!

Futebol e eleições

Mesmo já tendo passado mais de uma semana sobre as eleições autárquicas em dia de Sporting-Porto, creio que ainda se justifica a pergunta: deve ser permitido haver jogos de futebol em dias de eleições?

O governo achou que não e agiu em conformidade. Por princípio também concordo com a decisão do governo. Ir ao futebol não é como ir à missa, como li por aí. Pode ir-se à missa em qualquer localidade, enquanto cada jogo decorre só numa localidade específica. Evidentemente, se se puser a hipótese de ver o jogo na televisão, tal poderá ser feito em qualquer localidade também, mas não é isso que estamos a considerar. Um verdadeiro adepto prefere ir ao estádio. Principalmente em jogos grandes (como calhou, este ano, ser no fim de semana das eleições) há deslocações de adeptos (do clube visitante e do clube visitado) de todo o país. Núcleos organizam excursões. É difícil planear um evento destes e ainda ter que votar (não se trata somente de o jogo não decorrer durante o período eleitoral). A isto acresce o conhecido espaço mediático que o futebol ocupa. Excessivo, a meu ver, mas compreende-se, principalmente quando decorre um jogo grande, que os adeptos do futebol estejam preocupados com o resultado desse jogo. Parece-me evidente que as eleições devem ser a principal preocupação no dia em que decorrem.

Tudo parece assim apontar para não haver jogos no dia das eleições, portanto. Ora, supondo que esta proibição já tinha entrado em vigor este ano, com os mesmos calendários eleitoral e futebolístico, em que data decorreria o Sporting-FC Porto? Na segunda-feira? Não é o melhor dia para um jogo grande, e havia a concentração da seleção. No sábado? Seria a única opção viável, mas isso implicaria um dia a menos de descanso após a jornada europeia. Neste caso isso iria penalizar mais o Sporting, que jogou um dia mais tarde que o FC Porto. Quem propõe a proibição dos jogos em dias de eleições tem que compreender que os clubes não são soberanos para marcarem as datas dos seus jogos, principalmente os jogos europeus.

Deveria procurar-se uma solução de compromisso entre os interesses dos clubes que representam o futebol nacional na Europa e a participação cívica no ato eleitoral. Uma solução, a meu ver, poderia ser evitar os jogos grandes nos fins de semana eleitorais. Desde que não houvesse jogos grandes, não haveria problema em não os disputar no domingo das eleições. Tal poderia ser mais uma restrição ao sorteio do calendário da Liga (já há várias…), desde que a data das eleições fosse marcada com mais antecedência (antes do início da época futebolística). O poder politico (quem marca a data das eleições, seja governo ou presidente) poderia fazer essa cedência a bem do fitebol nacional.

Os mitos

O resultado eleitoral de sábado no Sporting permitiu derrubar alguns mitos, postos a circular pelos adversários externos e por alguns inimigos internos. O primeiro desses mitos foi a redução de Bruno de Carvalho a ídolo das claques.

Em quatro anos de mandato, como as urnas indicaram, Bruno progrediu eleitoralmente 33 pontos percentuais, ascendendo de 53% a 86%. E teve pelo menos dois ex-presidentes leoninos - José Sousa Cintra e Pedro Santana Lopes - a votar nele. Deixou de ser o "homem das claques". O que lhe dá mais peso desportivo e mediático, naturalmente. E lhe confere também ainda mais responsabilidade.

Dia de Sportinguismo

Fui votar cedo porque tinha uma reunião longa a partir das 10. Pensava que, àquela hora, seria chegar e andar. Demorei 40 m. a votar, num ambiente de alegria, cordialidade e Sportinguistas equipados a rigor.

A fila nunca esteve parada e fiquei impressionada pela organização eficiente do acto eleitoral. Felicito quem pensou e planeou tudo ao milímetro Foi um dia de grande orgulho por pertencer ao melhor clube do mundo.

Agora, Sr. Presidente, dois pedidos: Não volte a dar o meu número de telefone a ninguém e faça alguma coisa pela Alvaláxia. Os Sportinguistas merecem um espaço de encontro digno, acolhedor e dinâmico. 


Nota: Estou a adorar as reacções e a forma como alguns órgãos de comunicação social estão a relata o processo eleitoral e os resultados, já para não falar no que escolhem destacar no discurso de Bruno de Carvalho. Diz muito mais sobre eles e sobre a sua idoneidade do que sobre os factos e as pessoas que referem.

Cinco notas sobre as eleições

 

1. Os clubes são os sócios que têm. E o Sporting não é exceção. Um dia de eleições como o de ontem, com um número recorde de votantes (18.814), com filas e filas ao redor do estádio, só pode significar que o Sporting está vivo e bem vivo. Quem lá esteve, viu bem como muitos sócios foram votar com cachecol ou camisola verde e branca, alegres e orgulhosos, não se importando de esperar uma ou duas horas. Uma verdadeira democracia sportinguista.

 

2. Bruno de Carvalho deu uma sova eleitoral a Madeira Rodrigues, utilizando a desabrida e inadequada linguagem do candidato derrotado ao dirigir-se a um sócio. 86% contra 9% demonstra que Madeira Rodrigues não conseguiu sequer capitalizar a sua candidatura para o futuro. É o resultado de muita impreparação, de erros estratégicos constantes, da falta de ideias válidas e de uma postura (algo inesperada) de tentar embarcar nas críticas mais habituais a Bruno de Carvalho feitas por rivais e afins.

 

3. Quem seguisse a campanha, lendo jornais ou vendo comentadores na televisão, ia sendo docemente levado a crer que Madeira Rodrigues podia ganhar as eleições e que Bruno de Carvalho estava a terminar um ciclo. Nada mais falso. A afluência às eleições e a percentagem vencedora de 86% demonstram bem que os sportinguistas ligam pouco (muito pouco) ao que vai aparecendo na generalidade da comunicação social. E disseram-no votando.

 

4. Fazer uma campanha eleitoral em pleno decurso das competições nacionais é um erro que não deveria voltar a ser repetido. A possibilidade de perturbação das competições em curso é real e deveria ser evitada. Faz muito mais sentido fazer as eleições no final da época. Introduzir na discussão eleitoral a permanência do treinador ou de opções estruturantes da equipa de futebol não é benéfico. Sejam quem forem os candaidatos e os treinadores.

 

5. Bruno de Carvalho tem condições ímpares para continuar o seu projeto: uma votação esmagadora, um clube unido e obra feita. Espero que neste segundo mandato saiba continuar o que fez de bem e melhorar o que fez de mal. Os sportinguistas merecem vitórias. E Bruno de Carvalho também. 

 

Fotografia Manuel de Almeida/Lusa

Teve o resultado que mereceu

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Pedro Madeira Rodrigues conduziu a sua campanha à presidência do Sporting da pior maneira possível desde o primeiro momento, como  aqui  fui assinalando  desde Dezembro.

Preparou-se mal, sem um programa credível.

 

Andou desaparecido durante semanas, viajando pelo Reino Unido e pelo Golfo Pérsico, como se pretendesse lá conquistar votos.

Espalhou-se ao comprido quando decidiu transformar Jorge Jesus em alvo prioritário, anunciando-lhe guia de marcha. Sem nunca explicar como lhe pagaria a indemnização prevista na lei.

Demorou dois meses para anunciar um treinador alternativo a Jesus. Primeiro falou na hipotética vinda de um argentino, depois admitiu que fosse um português. Enfim, chegada a terça-feira de Carnaval, tirou da cartola um espanhol, esquecendo-se que nunca um treinador com esta nacionalidade ganhou até hoje um campeonato de futebol em Portugal.

Teve um discurso de puro ressabiamento, baseado em ataques de natureza pessoal a Bruno de Carvalho.

Debitou chavões decalcados dos que os inimigos do Sporting uivam nas pantalhas todas as segundas-feiras, não hesitando sequer em utilizar os jogadores leoninos como arma de arremesso eleitoral.

 

Já na recta final, voltou a cometer um erro lapidar ao fazer tiro ao alvo a José Maria Ricciardi - que há quatro anos, tal como ele, votou em José Couceiro - procurando relacioná-lo com Bruno a partir de uma gravação clandestina efectuada em Janeiro de 2013 apresentada como actual. Um acto eticamente condenável que redundou num monumental tiro no pé.

Sai das urnas derrotado em toda a linha. Até para o Conselho Leonino, onde concorria uma terceira lista, ficou em último lugar.

Nem assim parece ter aprendido: contados os votos, fez um lamentável discurso de derrota, mostrando-se mais ressabiado que nunca.

 

Madeira Rodrigues, o senhor nove por cento, chegou tarde, veio impreparado e revelou-se indubitavelmente amador.

Teve o resultado que mereceu.

 

Leitura complementar:

- Oportunidade perdida

- Jesus, o Marco Silva de Madeira Rodrigues

- Uma mão cheia de nada

A tripla vitória de Bruno de Carvalho

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Os sócios falaram, sem deixar lugar a dúvidas: Bruno de Carvalho, como merecia, foi ontem reeleito para um novo mandato de quatro anos à frente do Sporting.

É uma tripla vitória, que supera em larga medida a de 2013.

Em primeiro lugar, por resultar da mais concorrida participação eleitoral de sempre: 18.755 sócios depositaram o seu voto em Alvalade. Número nunca antes registado num escrutínio para a presidência do Sporting.

Em segundo lugar, amplia muito a percentagem obtida há quatro anos, quando recolheu  53,7% dos sufrágios na corrida eleitoral contra José Couceiro e Carlos Severino, o que lhe confere uma legitimidade acrescida para liderar o Sporting até 2021.

Em terceiro lugar, o presidente viu o seu pedido totalmente correspondido: durante a campanha fez um apelo aos sócios para que esta vitória fosse "por goleada". E assim foi: venceu com 86,1% dos votos, contra 9,5% do seu opositor. Uma percentagem esmagadora.

Vira-se a página. Agora é tempo de congregar os sportinguistas e seguir em frente.

 

Leitura complementar:

- Com Bruno, naturalmente

- Razões para votar Bruno de Carvalho

A vida é feita de pequenos nadas

Um sportinguista escreveu as palavras que titulam este texto e que são outrossim uma belíssima canção. Chama-se o seu autor Sérgio Godinho e lembrei-me desta frase enquanto olhava a longuíssima fila de sócios que se preparavam para votar.

Não interessa aqui fazer apologia de um ou outro candidato, mas somente dar conta daquilo que foi a grandeza de milhares de sportinguistas, que deixaram o conforto das suas casas, para aguardarem horas para exercerem o seu direito de voto.

Um exemplo de grande civismo e fervor por parte dos incontáveis sócios leoninos.

Também eu lá estive, assim como o meu filho mais velho e o meu sobrinho.

Pois... a vida é realmente feita de pequenos nadas ou dito de outra forma cada voto colocado hoje na urna será um pequeno nada que poderá mudar a vida do Sporting.

 

Também aqui

Perguntas para fazer antes de votar

Em que candidato mais confio?

 

Qual deles amará mais o Sporting?

 

Quem tem uma equipa mais completa?

 

Quem tem mais capacidade de liderança?

 

Quem merece mais ter uma oportunidade?

 

Quem pode ser mais eficaz perante os adversários?

 

Quem parece mais indicado para dar vitórias ao clube?

 

Qual deles fará mais parte da solução do que do problema?

Razões para votar Bruno de Carvalho

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Todos os mandatos - e o da presidência do Sporting Clube de Portugal não é excepção - devem ser avaliados à luz de um critério elementar: enquanto eleitores, basta-nos saber se a situação melhorou entre o ponto de partida e o ponto de chegada.

No caso de Bruno de Carvalho, a resposta é simples. O Sporting de Março de 2017 está inegavelmente melhor do que o Sporting de Março de 2013.

Graças, em grande parte, à dedicação, à devoção e ao esforço do homem que, tendo recebido o clube na pior situação de sempre, soube reconduzi-lo à rota do prestígio de que se vinha afastando de forma quase irremediável.

 

Houve falhas? Houve erros? Claro que sim.

Mas só por manifesta desonestidade intelectual alguém pode negar que Bruno, no essencial, cumpriu as promessas feitas aos sócios na campanha de há quatro anos.

O clube desembocava do desastroso mandato de Godinho Lopes, com dois exercícios orçamentais que o colocaram à beira do abismo e a pior situação desportiva de que há memória. Um quadro negro que o punha integralmente à mercê dos credores, prontos a banquetear-se com os despojos.

 

"O Sporting é nosso outra vez", bradou o novo presidente ao vencer nas urnas, com quase 54% dos votos. Não era apenas um slogan: era uma proclamação de vontade firme que encontrou eco na esmagadora maioria dos sportinguistas.

Bruno conduziu uma bem-sucedida reestruturação financeira sem sacrificar a SAD leonina, mantendo-a sob domínio dos sócios.

Conteve custos, diminuiu o passivo e ampliou receitas.

 

Concretizou as duas maiores vendas de jogadores equipados de verde e branco: João Mário e Slimani transferiram-se para os campeonatos italiano e inglês por 70 milhões de euros.

Duplicou os direitos televisivos e negociou aquele que viria a ser o maior contrato do historial leonino, com a operadora NOS.

Atraiu um número recorde de adeptos, conseguindo a maior enchente de sempre em Alvalade desde a edificação do actual estádio.

Com ele na presidência, o número de sócios duplicou. E as quotas passaram a estar consignadas ao financiamento das modalidades, permitindo a sua ampliação: aumentaram de 35 para 50.

Modalidades históricas foram recuperadas, como o hóquei em patins e o ciclismo. Também o futebol feminino renasceu.

 

Muitos sonharam, mas ele não se limitou ao sonho: soube torná-lo realidade em domínios muito diversos.

Neste mandato, nasceu a Sporting TV, funcionando como elo de ligação de sócios e adeptos.

O tão ansiado pavilhão para a prática das modalidades ergueu-se enfim e prepara-se para ser inaugurado, com um nome que honra a memória de João Rocha, um presidente inegavelmente vencedor.

As precárias finanças leoninas robusteceram-se de tal maneira que a SAD acaba de apresentar 46,5 milhões de euros de lucro no primeiro semestre desta temporada oficial - o nosso melhor exercício orçamental de sempre.

 

Houve mais.

No capítulo desportivo, conquistas de títulos europeus no atletismo e no hóquei em patins.

No futebol, com Leonardo Jardim, o regresso às competições europeias.

Com Marco Silva, a conquista de uma Taça de Portugal.

Com Jorge Jesus, uma Supertaça. E a maior pontuação de sempre num campeonato. E o maior número de vitórias jamais obtidas num campeonato.

 

Mais ainda.

Foram recuperados os passes integrais de quase todos os jogadores, que haviam sido hipotecados para salvaguardar o pagamento de despesas correntes.

Pela primeira vez na história do nosso futebol sénior, Portugal alcançou um título, sagrando-se campeão europeu em 2016 com quatro titulares do Sporting em posições-chave.

Nunca os profissionais leoninos, potenciados por treinadores de inegável qualidade, tiveram uma cotação tão alta no mercado internacional.

 

Este é o essencial de um mandato de quatro anos.

Um mandato que merece ser renovado como reconhecimento do mérito de Bruno de Carvalho.

Por todos os motivos que já enumerei e também por este: devemos demonstrar que não somos ingratos.

Não vale tudo. Voto B!

Como e possível que tenha recebido no meu telemóvel uma mensagem do Sporting Clube de Portugal (é o mesmo número que me enviou o aviso de cobrança de quotas na próxima semana) com este teor:

"Eleicoes SCP - Lista A. No dia 04 de Marco venha votar e faca ouvir a sua voz. Vota Lista A para, juntos, voltarmos a por o nosso Sporting #SempreNaFrente #PMR"

Quem autorizou esta campanha sem escrúpulos a utilizar os meus dados pessoais? Espero que sejam apuradas as responsabilidades!

Mas que raio de comparação

O que tem um clube de futebol (e outras mais 49 modalidades) a ver com os EUA?

Eu sempre achei que os bifes, talvez por causa daquele clima um bocado assim, coiso, não eram grande espingarda, com toda aquela fleuma e cagança e tal, mas isto é um bocado para o ridículo.

A gente sabe que o presidente do Sporting tem um nico de importância no mundo do desporto, mas convenhamos que é de uma imbecilidade a toda a prova esta comparação.

Só pode ser do nevoeiro. Ou do gin.

Carta aberta aos Senhores candidatos

Caríssimos,

Aproxima-se mais um acto eleitoral, onde vossas Excelências se colocam a sufrágio. Um gesto altruísta que dever ser visto à luz da imensa dignidade que o nosso Sporting merece e tem direito.

Desde sempre percebi, e com razão, que os sportinguistas eram pessoas diferentes dos outros adeptos. É com base nesta filosofia leonina que me custa ouvir e ler os constantes ataques e contra-ataques que ambos partilham.

Parece-me outrossim pouco eficaz, se com isso pretenderem mais votos. A digladiação verbal não soma… só diminui.

Assumo que era incapaz de estar nas vossas posições, mesmo com perto de 40 anos de sócio. Mas se por um conjunto impensável de factores tivesse que lutar por um lugar no Sporting, acreditem que não ousaria atacar qualquer adversário, pois os únicos adversários que teria, apresentar-se-iam do outro lado do relvado, campo, tabuleiro ou pista.

Olvidarão, quiçá, os senhores candidatos, que o amor ao Sporting deve estar acima de tudo? Terão eventualmente esquecido que o Sporting é uma instituição com mais de cem anos e que merece ser tratada com o nível que a sua provecta idade e história desportiva exigem?

Deste modo, caríssimos senhores, digam somente ao que vêm, àquilo que estão em condições de fazer pelo nosso clube. Evitem demagogias e acima de tudo não prometam o que podem nunca conseguir cumprir.

O povo, que é sábio, costuma dizer: mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado.

Finalmente respeitem o lema brilhante do nosso clube:

Esforço, dedicação, devoção e glória. Eis o Sporting!

Com votos de muitos sucessos subscrevo-me,

José da Xã

Eleições

Tenho andado um pouco desaparecido destas lides mas em semana de eleições não podia deixar de afirmar que no próximo sábado vou votar em Bruno de Carvalho. O homem é perfeito? É evidente que não mas tem sido suficientemente capaz na função. Também quero títulos mas não me esqueço que quando chegou ao Clube estávamos a lutar por pouco mais que a manutenção.

Off topic: desde que o Marvin saiu da equipa o Schelotto parece-me ainda pior...

Questões de campanha.

Se o treinador do PMR é o Juande Ramos, que está sem clube, porque é que é o Boloni a pegar na equipa até ao final da época?

 

Vou mandar o meu bitaite (e fico à espera do vosso): porque quem PMR queria mesmo era um treinador português que anda a lutar para não descer em Inglaterra, e cujo contrato termina no fim do ano, e quando disse aquilo de Boloni ainda achava que o convencia. Correu mal.

 

De resto, também só por isso é que faz sentido que o treinador só seja apresentado quando milhares de sócios já votaram, por correspondência, o que só demonstra a falta de preparação do candidato.

Declaração de interesses

Voto Bruno de Carvalho, o mesmo Bruno de Carvalho que não apoiei há 4 anos. Mas o trabalho que ele desenvolveu fez-me mudar de ideias.

É incómodo e nunca foi levado ao colo pela comunicação social, bem pelo contrário. Sempre atacado em todas as frentes, consolidou o Sporting, aumentou o número de sócios, fez crescer as assistências no futebol, fez crescer e fortaleceu as modalidades, fortaleceu a ligação dos Sportinguistas ao Clube e construiu o que tantos haviam prometido: o Pavilhão que fará parte da Nossa Casa.

Lamento a sua devoção a JJ desde o primeiro dia, mas vejo que os que agora criticam o treinador são os mesmos que festejaram a contratação como se de um campeonato se tratasse. Ao contrário deles, eu agora até lhe acho piada. Sim, é possível que eu não perceba nada de futebol, mas no dia em que o Sporting Clube de Portugal for só futebol, avisem-me que eu quero mudar de clube.

Dia 4, lá estarei.

Atirar a pedra e esconder a mão

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1. Pedro Madeira Rodrigues convocou ontem os jornalistas para uma inusitada conferência de imprensa, cerca das 23 horas, a propósito de uma gravação não datada - feita à socapa sabe-se lá com que intenções - entre o banqueiro José Maria Ricciardi e o auditor Sikander Sattar, da KPMG, acusando inopinadamente o primeiro de querer subtrair aos sócios a maioria do capital da SAD leonina. Há um projecto em curso para tirar o Sporting dos sócios", declarou, assegurando que Bruno de Carvalho é "uma marioneta" do banqueiro. 

 

2. O candidato alternativo à presidência do Sporting iniciou a campanha com um erro lapidar, transformando Jorge Jesus em seu opositor, e prepara-se para terminá-la com outro erro, agora ao eleger como inimigo Ricciardi, que integra a lista do actual presidente aos novos corpos sociais, enquanto candidato ao Conselho Leonino. Dois clamorosos lapsos estratégicos, que Bruno de Carvalho bem poderá agradecer-lhe: com esta actuação tão errática, Madeira Rodrigues perde de vista o adversário principal.

 

3. "Não sei a data. Pode ter sido recentemente ou há anos", confessou o candidato. Confirmando assim o seu inacreditável nível de preparação. A data é o que mais interessa neste misteriosa gravação anónima "que apresentava vários cortes" - assegura o jornal Record - e esteve ontem algumas horas disponível no Youtube mas foi rapidamente retirada de circulação, após ter sido reproduzida em blogues benfiquistas sob o sugestivo título "O plano secreto dos amigos do Carvalho". À hora tardia a que o rival de Bruno convocou os jornalistas o tal diálogo Ricciardi-Sattar já se tinha tornado inaudível.

 

4. Ao contrário do que Madeira faz crer, a data da gravação é fundamental para contextualizar as declarações de Ricciardi, que foi um dos principais apoiantes dos anteriores presidentes leoninos - designadamente Soares Franco, Bettencourt e Godinho Lopes. Referências a uma recente renovação do contrato de Adrien e a "dois candidatos" eleitorais sugeriam desde logo que a tal conversa terá ocorrido em Março de 2013, quando Carvalho e José Couceiro concorriam à presidência do Sporting e Godinho Lopes procurara acautelar in extremis uma eventual transferência do actual capitão leonino para o FC Porto aumentando-lhe o salário.

 

5. Quaisquer dúvidas existentes sobre o contexto da gravação dissiparam-se já hoje com uma revelação do próprio Ricciardi ao Record: "Aquelas declarações foram feitas no final da era Godinho Lopes, quando o Sporting se encontrava num estado calamitoso, nomeadamente quase em pré-falência. Não via, na altura, outra solução que não fosse o Sporting abrir as portas a investidores, mesmo que isso implicasse a perda da maioria da SAD."

 

6. Interessa saber a data porque na disputada campanha de 2013 a questão da eventual perda do controlo dos sócios do Sporting da maioria do capital da SAD leonina foi o tema que mais dividiu os candidatos. Com José Couceiro a admiti-la e Bruno de Carvalho a recusá-la liminarmente. A vitória do actual presidente deveu-se em parte a esta posição, sufragada nas urnas. E o líder leonino honrou a promessa: a SAD continua maioritariamente nas mãos dos sócios e Carvalho não se tornou "marioneta" de ninguém, ao contrário do que agora apregoa o seu opositor.

 

7. Acontece que há quatro anos Madeira Rodrigues não parecia preocupado com esta questão. Tanto assim que, como já admitiu, votou Couceiro nesse acto eleitoral. Tal como Ricciardi, aliás.

 

8. Que o candidato recorra agora a gravações clandestinas replicadas na blogosfera benfiquista para tentar denegrir o rival é algo que só pode entender-se pelo desespero de quem já se pressente derrotado. É também neste contexto que devem ser entendidas as suas críticas de ontem a Bruno de Carvalho por "só dizer atrás do teclado aquilo que não consegue dizer cara a cara". Palavras que não deixam de ser caricatas, vindas de alguém que, a coberto do anonimato, se especializou durante três anos em críticas ao presidente, à  equipa técnica e aos  jogadores num blogue em que atirava a pedra e escondia a mão.

Ridículo e triste

Palavra de honra que me sinto envergonhado, como sportinguista, com as figurinhas tristes e ridículas que o candidato da lista A, Madeira Rodrigues tem andado a fazer.

Depois da cena caricata e de muito mau gosto na Amoreira, ontem deu-se ao ridículo de, a pretexto de apresentar o seu treinador, mostrar umas imagens de há quatro anos, ainda da gestão de Godinho Lopes, como se fossem actuais e visando um apoiante da candidatura de Bruno de Carvalho, pretendendo demonstrar que as contas do clube estão na merda (desculpem o vernáculo). Ao melhor estilo da comunicação de Mr. Burns e da central lampiânica, pretende ir lançando atoardas tantas vezes até que alguém as entenda por verdades inquestionáveis. Não conseguirá!

Parafraseando Manuel Machado, um cretino será sempre um cretino.

Atitudes como estas e outras, tão tristes e definidoras do carácter(?) do candidato, só demonstram o desespero a que chegou a sua candidatura.

Aquele ar de santinho, de puto que fez uma traquinice e escondeu a mão, definem uma personalidade, a de quem tem a mentira e a impunidade como forma de estar na vida.

Ainda que mal pergunte, candidato Madeira, porque não finge que vai cagar?...

De quem gostam os nossos adversários

Se alguma dúvida houvesse, ontem ficou totalmente esclarecida. Madeira Rodrigues é o candidato do sistema, é o candidato apoiado pelos nossos adversários, apoiado pelos jornais desportivos que estão completamente instalados no sistema que ainda vigora no desporto luso. Não é pela pessoa em si, tanto lhes faz saber quem é ou o que quer Madeira Rodrigues. A única certeza destes tão catitas apoiantes é apenas a possibilidade de afastar Bruno de Carvalho e que possa voltar a paz podre de que tanto gostam.

E pelos vistos Madeira Rodrigues vive bem com estes apoios.

Há uns anos, seguramente mais de 30, um jovem católico praticante descobriu, por mero acaso, que o padre da sua paróquia mantinha um relacionamento com uma devota paroquiana. Irado e chocado, deslocou-se à sede de bispado e conseguiu chegar à fala com o Bispo. Este, depois de o ouvir durante largos minutos, de forma paternalista colocou-lhe a mão pelo ombro e explicou-lhe, pela sua experiência e sapiência das coisas terrenas da vida, que quando descobrimos um bocado de lixo que ficou por despejar no caixote, devemos de forma rápida levantar o tapete e empurra-lo nessa direcção. Tudo fica limpo, as visitas não se apercebem e todos vivem felizes.

Todos os nossos adversários olham para Madeira Rodrigues e vêem um óptimo tapete.

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