09 Mar 17
Os mitos
Pedro Correia

O resultado eleitoral de sábado no Sporting permitiu derrubar alguns mitos, postos a circular pelos adversários externos e por alguns inimigos internos. O primeiro desses mitos foi a redução de Bruno de Carvalho a ídolo das claques.

Em quatro anos de mandato, como as urnas indicaram, Bruno progrediu eleitoralmente 33 pontos percentuais, ascendendo de 53% a 86%. E teve pelo menos dois ex-presidentes leoninos - José Sousa Cintra e Pedro Santana Lopes - a votar nele. Deixou de ser o "homem das claques". O que lhe dá mais peso desportivo e mediático, naturalmente. E lhe confere também ainda mais responsabilidade.


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05 Mar 17
Dia de Sportinguismo
Zélia Parreira

Fui votar cedo porque tinha uma reunião longa a partir das 10. Pensava que, àquela hora, seria chegar e andar. Demorei 40 m. a votar, num ambiente de alegria, cordialidade e Sportinguistas equipados a rigor.

A fila nunca esteve parada e fiquei impressionada pela organização eficiente do acto eleitoral. Felicito quem pensou e planeou tudo ao milímetro Foi um dia de grande orgulho por pertencer ao melhor clube do mundo.

Agora, Sr. Presidente, dois pedidos: Não volte a dar o meu número de telefone a ninguém e faça alguma coisa pela Alvaláxia. Os Sportinguistas merecem um espaço de encontro digno, acolhedor e dinâmico. 


Nota: Estou a adorar as reacções e a forma como alguns órgãos de comunicação social estão a relata o processo eleitoral e os resultados, já para não falar no que escolhem destacar no discurso de Bruno de Carvalho. Diz muito mais sobre eles e sobre a sua idoneidade do que sobre os factos e as pessoas que referem.


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1. Os clubes são os sócios que têm. E o Sporting não é exceção. Um dia de eleições como o de ontem, com um número recorde de votantes (18.814), com filas e filas ao redor do estádio, só pode significar que o Sporting está vivo e bem vivo. Quem lá esteve, viu bem como muitos sócios foram votar com cachecol ou camisola verde e branca, alegres e orgulhosos, não se importando de esperar uma ou duas horas. Uma verdadeira democracia sportinguista.

 

2. Bruno de Carvalho deu uma sova eleitoral a Madeira Rodrigues, utilizando a desabrida e inadequada linguagem do candidato derrotado ao dirigir-se a um sócio. 86% contra 9% demonstra que Madeira Rodrigues não conseguiu sequer capitalizar a sua candidatura para o futuro. É o resultado de muita impreparação, de erros estratégicos constantes, da falta de ideias válidas e de uma postura (algo inesperada) de tentar embarcar nas críticas mais habituais a Bruno de Carvalho feitas por rivais e afins.

 

3. Quem seguisse a campanha, lendo jornais ou vendo comentadores na televisão, ia sendo docemente levado a crer que Madeira Rodrigues podia ganhar as eleições e que Bruno de Carvalho estava a terminar um ciclo. Nada mais falso. A afluência às eleições e a percentagem vencedora de 86% demonstram bem que os sportinguistas ligam pouco (muito pouco) ao que vai aparecendo na generalidade da comunicação social. E disseram-no votando.

 

4. Fazer uma campanha eleitoral em pleno decurso das competições nacionais é um erro que não deveria voltar a ser repetido. A possibilidade de perturbação das competições em curso é real e deveria ser evitada. Faz muito mais sentido fazer as eleições no final da época. Introduzir na discussão eleitoral a permanência do treinador ou de opções estruturantes da equipa de futebol não é benéfico. Sejam quem forem os candaidatos e os treinadores.

 

5. Bruno de Carvalho tem condições ímpares para continuar o seu projeto: uma votação esmagadora, um clube unido e obra feita. Espero que neste segundo mandato saiba continuar o que fez de bem e melhorar o que fez de mal. Os sportinguistas merecem vitórias. E Bruno de Carvalho também. 

 

Fotografia Manuel de Almeida/Lusa


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Pedro Madeira Rodrigues conduziu a sua campanha à presidência do Sporting da pior maneira possível desde o primeiro momento, como  aqui  fui assinalando  desde Dezembro.

Preparou-se mal, sem um programa credível.

 

Andou desaparecido durante semanas, viajando pelo Reino Unido e pelo Golfo Pérsico, como se pretendesse lá conquistar votos.

Espalhou-se ao comprido quando decidiu transformar Jorge Jesus em alvo prioritário, anunciando-lhe guia de marcha. Sem nunca explicar como lhe pagaria a indemnização prevista na lei.

Demorou dois meses para anunciar um treinador alternativo a Jesus. Primeiro falou na hipotética vinda de um argentino, depois admitiu que fosse um português. Enfim, chegada a terça-feira de Carnaval, tirou da cartola um espanhol, esquecendo-se que nunca um treinador com esta nacionalidade ganhou até hoje um campeonato de futebol em Portugal.

Teve um discurso de puro ressabiamento, baseado em ataques de natureza pessoal a Bruno de Carvalho.

Debitou chavões decalcados dos que os inimigos do Sporting uivam nas pantalhas todas as segundas-feiras, não hesitando sequer em utilizar os jogadores leoninos como arma de arremesso eleitoral.

 

Já na recta final, voltou a cometer um erro lapidar ao fazer tiro ao alvo a José Maria Ricciardi - que há quatro anos, tal como ele, votou em José Couceiro - procurando relacioná-lo com Bruno a partir de uma gravação clandestina efectuada em Janeiro de 2013 apresentada como actual. Um acto eticamente condenável que redundou num monumental tiro no pé.

Sai das urnas derrotado em toda a linha. Até para o Conselho Leonino, onde concorria uma terceira lista, ficou em último lugar.

Nem assim parece ter aprendido: contados os votos, fez um lamentável discurso de derrota, mostrando-se mais ressabiado que nunca.

 

Madeira Rodrigues, o senhor nove por cento, chegou tarde, veio impreparado e revelou-se indubitavelmente amador.

Teve o resultado que mereceu.

 

Leitura complementar:

- Oportunidade perdida

- Jesus, o Marco Silva de Madeira Rodrigues

- Uma mão cheia de nada


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Os sócios falaram, sem deixar lugar a dúvidas: Bruno de Carvalho, como merecia, foi ontem reeleito para um novo mandato de quatro anos à frente do Sporting.

É uma tripla vitória, que supera em larga medida a de 2013.

Em primeiro lugar, por resultar da mais concorrida participação eleitoral de sempre: 18.755 sócios depositaram o seu voto em Alvalade. Número nunca antes registado num escrutínio para a presidência do Sporting.

Em segundo lugar, amplia muito a percentagem obtida há quatro anos, quando recolheu  53,7% dos sufrágios na corrida eleitoral contra José Couceiro e Carlos Severino, o que lhe confere uma legitimidade acrescida para liderar o Sporting até 2021.

Em terceiro lugar, o presidente viu o seu pedido totalmente correspondido: durante a campanha fez um apelo aos sócios para que esta vitória fosse "por goleada". E assim foi: venceu com 86,1% dos votos, contra 9,5% do seu opositor. Uma percentagem esmagadora.

Vira-se a página. Agora é tempo de congregar os sportinguistas e seguir em frente.

 

Leitura complementar:

- Com Bruno, naturalmente

- Razões para votar Bruno de Carvalho


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04 Mar 17

Um sportinguista escreveu as palavras que titulam este texto e que são outrossim uma belíssima canção. Chama-se o seu autor Sérgio Godinho e lembrei-me desta frase enquanto olhava a longuíssima fila de sócios que se preparavam para votar.

Não interessa aqui fazer apologia de um ou outro candidato, mas somente dar conta daquilo que foi a grandeza de milhares de sportinguistas, que deixaram o conforto das suas casas, para aguardarem horas para exercerem o seu direito de voto.

Um exemplo de grande civismo e fervor por parte dos incontáveis sócios leoninos.

Também eu lá estive, assim como o meu filho mais velho e o meu sobrinho.

Pois... a vida é realmente feita de pequenos nadas ou dito de outra forma cada voto colocado hoje na urna será um pequeno nada que poderá mudar a vida do Sporting.

 

Também aqui


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Desde as 17 e 20 que estou na fila para votar. Posso, com esta minha atitude, fazer parte da história futura do Sporting.

Actualização às 20 horas

Votei 2 horas depois.


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Em que candidato mais confio?

 

Qual deles amará mais o Sporting?

 

Quem tem uma equipa mais completa?

 

Quem tem mais capacidade de liderança?

 

Quem merece mais ter uma oportunidade?

 

Quem pode ser mais eficaz perante os adversários?

 

Quem parece mais indicado para dar vitórias ao clube?

 

Qual deles fará mais parte da solução do que do problema?


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03 Mar 17
Estou indeciso!
José da Xã

Amanhã não sei se hei-de votar Bruno de Carvalho, por ter conseguido que nos últimos tempos me voltasse a entusiasmar com a vida leonina, após anos de um cinzentismo desportivo atroz ou se votarei em Bruno de Carvalho porque é aquele que os nossos adversários desportivos não querem como presidente.

Estou muito indeciso…


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Todos os mandatos - e o da presidência do Sporting Clube de Portugal não é excepção - devem ser avaliados à luz de um critério elementar: enquanto eleitores, basta-nos saber se a situação melhorou entre o ponto de partida e o ponto de chegada.

No caso de Bruno de Carvalho, a resposta é simples. O Sporting de Março de 2017 está inegavelmente melhor do que o Sporting de Março de 2013.

Graças, em grande parte, à dedicação, à devoção e ao esforço do homem que, tendo recebido o clube na pior situação de sempre, soube reconduzi-lo à rota do prestígio de que se vinha afastando de forma quase irremediável.

 

Houve falhas? Houve erros? Claro que sim.

Mas só por manifesta desonestidade intelectual alguém pode negar que Bruno, no essencial, cumpriu as promessas feitas aos sócios na campanha de há quatro anos.

O clube desembocava do desastroso mandato de Godinho Lopes, com dois exercícios orçamentais que o colocaram à beira do abismo e a pior situação desportiva de que há memória. Um quadro negro que o punha integralmente à mercê dos credores, prontos a banquetear-se com os despojos.

 

"O Sporting é nosso outra vez", bradou o novo presidente ao vencer nas urnas, com quase 54% dos votos. Não era apenas um slogan: era uma proclamação de vontade firme que encontrou eco na esmagadora maioria dos sportinguistas.

Bruno conduziu uma bem-sucedida reestruturação financeira sem sacrificar a SAD leonina, mantendo-a sob domínio dos sócios.

Conteve custos, diminuiu o passivo e ampliou receitas.

 

Concretizou as duas maiores vendas de jogadores equipados de verde e branco: João Mário e Slimani transferiram-se para os campeonatos italiano e inglês por 70 milhões de euros.

Duplicou os direitos televisivos e negociou aquele que viria a ser o maior contrato do historial leonino, com a operadora NOS.

Atraiu um número recorde de adeptos, conseguindo a maior enchente de sempre em Alvalade desde a edificação do actual estádio.

Com ele na presidência, o número de sócios duplicou. E as quotas passaram a estar consignadas ao financiamento das modalidades, permitindo a sua ampliação: aumentaram de 35 para 50.

Modalidades históricas foram recuperadas, como o hóquei em patins e o ciclismo. Também o futebol feminino renasceu.

 

Muitos sonharam, mas ele não se limitou ao sonho: soube torná-lo realidade em domínios muito diversos.

Neste mandato, nasceu a Sporting TV, funcionando como elo de ligação de sócios e adeptos.

O tão ansiado pavilhão para a prática das modalidades ergueu-se enfim e prepara-se para ser inaugurado, com um nome que honra a memória de João Rocha, um presidente inegavelmente vencedor.

As precárias finanças leoninas robusteceram-se de tal maneira que a SAD acaba de apresentar 46,5 milhões de euros de lucro no primeiro semestre desta temporada oficial - o nosso melhor exercício orçamental de sempre.

 

Houve mais.

No capítulo desportivo, conquistas de títulos europeus no atletismo e no hóquei em patins.

No futebol, com Leonardo Jardim, o regresso às competições europeias.

Com Marco Silva, a conquista de uma Taça de Portugal.

Com Jorge Jesus, uma Supertaça. E a maior pontuação de sempre num campeonato. E o maior número de vitórias jamais obtidas num campeonato.

 

Mais ainda.

Foram recuperados os passes integrais de quase todos os jogadores, que haviam sido hipotecados para salvaguardar o pagamento de despesas correntes.

Pela primeira vez na história do nosso futebol sénior, Portugal alcançou um título, sagrando-se campeão europeu em 2016 com quatro titulares do Sporting em posições-chave.

Nunca os profissionais leoninos, potenciados por treinadores de inegável qualidade, tiveram uma cotação tão alta no mercado internacional.

 

Este é o essencial de um mandato de quatro anos.

Um mandato que merece ser renovado como reconhecimento do mérito de Bruno de Carvalho.

Por todos os motivos que já enumerei e também por este: devemos demonstrar que não somos ingratos.


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02 Mar 17

Como e possível que tenha recebido no meu telemóvel uma mensagem do Sporting Clube de Portugal (é o mesmo número que me enviou o aviso de cobrança de quotas na próxima semana) com este teor:

"Eleicoes SCP - Lista A. No dia 04 de Marco venha votar e faca ouvir a sua voz. Vota Lista A para, juntos, voltarmos a por o nosso Sporting #SempreNaFrente #PMR"

Quem autorizou esta campanha sem escrúpulos a utilizar os meus dados pessoais? Espero que sejam apuradas as responsabilidades!


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01 Mar 17

O que tem um clube de futebol (e outras mais 49 modalidades) a ver com os EUA?

Eu sempre achei que os bifes, talvez por causa daquele clima um bocado assim, coiso, não eram grande espingarda, com toda aquela fleuma e cagança e tal, mas isto é um bocado para o ridículo.

A gente sabe que o presidente do Sporting tem um nico de importância no mundo do desporto, mas convenhamos que é de uma imbecilidade a toda a prova esta comparação.

Só pode ser do nevoeiro. Ou do gin.


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Caríssimos,

Aproxima-se mais um acto eleitoral, onde vossas Excelências se colocam a sufrágio. Um gesto altruísta que dever ser visto à luz da imensa dignidade que o nosso Sporting merece e tem direito.

Desde sempre percebi, e com razão, que os sportinguistas eram pessoas diferentes dos outros adeptos. É com base nesta filosofia leonina que me custa ouvir e ler os constantes ataques e contra-ataques que ambos partilham.

Parece-me outrossim pouco eficaz, se com isso pretenderem mais votos. A digladiação verbal não soma… só diminui.

Assumo que era incapaz de estar nas vossas posições, mesmo com perto de 40 anos de sócio. Mas se por um conjunto impensável de factores tivesse que lutar por um lugar no Sporting, acreditem que não ousaria atacar qualquer adversário, pois os únicos adversários que teria, apresentar-se-iam do outro lado do relvado, campo, tabuleiro ou pista.

Olvidarão, quiçá, os senhores candidatos, que o amor ao Sporting deve estar acima de tudo? Terão eventualmente esquecido que o Sporting é uma instituição com mais de cem anos e que merece ser tratada com o nível que a sua provecta idade e história desportiva exigem?

Deste modo, caríssimos senhores, digam somente ao que vêm, àquilo que estão em condições de fazer pelo nosso clube. Evitem demagogias e acima de tudo não prometam o que podem nunca conseguir cumprir.

O povo, que é sábio, costuma dizer: mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado.

Finalmente respeitem o lema brilhante do nosso clube:

Esforço, dedicação, devoção e glória. Eis o Sporting!

Com votos de muitos sucessos subscrevo-me,

José da Xã


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Eleições
Filipe Arede Nunes

Tenho andado um pouco desaparecido destas lides mas em semana de eleições não podia deixar de afirmar que no próximo sábado vou votar em Bruno de Carvalho. O homem é perfeito? É evidente que não mas tem sido suficientemente capaz na função. Também quero títulos mas não me esqueço que quando chegou ao Clube estávamos a lutar por pouco mais que a manutenção.

Off topic: desde que o Marvin saiu da equipa o Schelotto parece-me ainda pior...


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28 Fev 17
Questões de campanha.
Luís de Aguiar Fernandes

Se o treinador do PMR é o Juande Ramos, que está sem clube, porque é que é o Boloni a pegar na equipa até ao final da época?

 

Vou mandar o meu bitaite (e fico à espera do vosso): porque quem PMR queria mesmo era um treinador português que anda a lutar para não descer em Inglaterra, e cujo contrato termina no fim do ano, e quando disse aquilo de Boloni ainda achava que o convencia. Correu mal.

 

De resto, também só por isso é que faz sentido que o treinador só seja apresentado quando milhares de sócios já votaram, por correspondência, o que só demonstra a falta de preparação do candidato.


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Voto Bruno de Carvalho, o mesmo Bruno de Carvalho que não apoiei há 4 anos. Mas o trabalho que ele desenvolveu fez-me mudar de ideias.

É incómodo e nunca foi levado ao colo pela comunicação social, bem pelo contrário. Sempre atacado em todas as frentes, consolidou o Sporting, aumentou o número de sócios, fez crescer as assistências no futebol, fez crescer e fortaleceu as modalidades, fortaleceu a ligação dos Sportinguistas ao Clube e construiu o que tantos haviam prometido: o Pavilhão que fará parte da Nossa Casa.

Lamento a sua devoção a JJ desde o primeiro dia, mas vejo que os que agora criticam o treinador são os mesmos que festejaram a contratação como se de um campeonato se tratasse. Ao contrário deles, eu agora até lhe acho piada. Sim, é possível que eu não perceba nada de futebol, mas no dia em que o Sporting Clube de Portugal for só futebol, avisem-me que eu quero mudar de clube.

Dia 4, lá estarei.


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27 Fev 17

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1. Pedro Madeira Rodrigues convocou ontem os jornalistas para uma inusitada conferência de imprensa, cerca das 23 horas, a propósito de uma gravação não datada - feita à socapa sabe-se lá com que intenções - entre o banqueiro José Maria Ricciardi e o auditor Sikander Sattar, da KPMG, acusando inopinadamente o primeiro de querer subtrair aos sócios a maioria do capital da SAD leonina. Há um projecto em curso para tirar o Sporting dos sócios", declarou, assegurando que Bruno de Carvalho é "uma marioneta" do banqueiro. 

 

2. O candidato alternativo à presidência do Sporting iniciou a campanha com um erro lapidar, transformando Jorge Jesus em seu opositor, e prepara-se para terminá-la com outro erro, agora ao eleger como inimigo Ricciardi, que integra a lista do actual presidente aos novos corpos sociais, enquanto candidato ao Conselho Leonino. Dois clamorosos lapsos estratégicos, que Bruno de Carvalho bem poderá agradecer-lhe: com esta actuação tão errática, Madeira Rodrigues perde de vista o adversário principal.

 

3. "Não sei a data. Pode ter sido recentemente ou há anos", confessou o candidato. Confirmando assim o seu inacreditável nível de preparação. A data é o que mais interessa neste misteriosa gravação anónima "que apresentava vários cortes" - assegura o jornal Record - e esteve ontem algumas horas disponível no Youtube mas foi rapidamente retirada de circulação, após ter sido reproduzida em blogues benfiquistas sob o sugestivo título "O plano secreto dos amigos do Carvalho". À hora tardia a que o rival de Bruno convocou os jornalistas o tal diálogo Ricciardi-Sattar já se tinha tornado inaudível.

 

4. Ao contrário do que Madeira faz crer, a data da gravação é fundamental para contextualizar as declarações de Ricciardi, que foi um dos principais apoiantes dos anteriores presidentes leoninos - designadamente Soares Franco, Bettencourt e Godinho Lopes. Referências a uma recente renovação do contrato de Adrien e a "dois candidatos" eleitorais sugeriam desde logo que a tal conversa terá ocorrido em Março de 2013, quando Carvalho e José Couceiro concorriam à presidência do Sporting e Godinho Lopes procurara acautelar in extremis uma eventual transferência do actual capitão leonino para o FC Porto aumentando-lhe o salário.

 

5. Quaisquer dúvidas existentes sobre o contexto da gravação dissiparam-se já hoje com uma revelação do próprio Ricciardi ao Record: "Aquelas declarações foram feitas no final da era Godinho Lopes, quando o Sporting se encontrava num estado calamitoso, nomeadamente quase em pré-falência. Não via, na altura, outra solução que não fosse o Sporting abrir as portas a investidores, mesmo que isso implicasse a perda da maioria da SAD."

 

6. Interessa saber a data porque na disputada campanha de 2013 a questão da eventual perda do controlo dos sócios do Sporting da maioria do capital da SAD leonina foi o tema que mais dividiu os candidatos. Com José Couceiro a admiti-la e Bruno de Carvalho a recusá-la liminarmente. A vitória do actual presidente deveu-se em parte a esta posição, sufragada nas urnas. E o líder leonino honrou a promessa: a SAD continua maioritariamente nas mãos dos sócios e Carvalho não se tornou "marioneta" de ninguém, ao contrário do que agora apregoa o seu opositor.

 

7. Acontece que há quatro anos Madeira Rodrigues não parecia preocupado com esta questão. Tanto assim que, como já admitiu, votou Couceiro nesse acto eleitoral. Tal como Ricciardi, aliás.

 

8. Que o candidato recorra agora a gravações clandestinas replicadas na blogosfera benfiquista para tentar denegrir o rival é algo que só pode entender-se pelo desespero de quem já se pressente derrotado. É também neste contexto que devem ser entendidas as suas críticas de ontem a Bruno de Carvalho por "só dizer atrás do teclado aquilo que não consegue dizer cara a cara". Palavras que não deixam de ser caricatas, vindas de alguém que, a coberto do anonimato, se especializou durante três anos em críticas ao presidente, à  equipa técnica e aos  jogadores num blogue em que atirava a pedra e escondia a mão.


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Ridículo e triste
Edmundo Gonçalves

Palavra de honra que me sinto envergonhado, como sportinguista, com as figurinhas tristes e ridículas que o candidato da lista A, Madeira Rodrigues tem andado a fazer.

Depois da cena caricata e de muito mau gosto na Amoreira, ontem deu-se ao ridículo de, a pretexto de apresentar o seu treinador, mostrar umas imagens de há quatro anos, ainda da gestão de Godinho Lopes, como se fossem actuais e visando um apoiante da candidatura de Bruno de Carvalho, pretendendo demonstrar que as contas do clube estão na merda (desculpem o vernáculo). Ao melhor estilo da comunicação de Mr. Burns e da central lampiânica, pretende ir lançando atoardas tantas vezes até que alguém as entenda por verdades inquestionáveis. Não conseguirá!

Parafraseando Manuel Machado, um cretino será sempre um cretino.

Atitudes como estas e outras, tão tristes e definidoras do carácter(?) do candidato, só demonstram o desespero a que chegou a sua candidatura.

Aquele ar de santinho, de puto que fez uma traquinice e escondeu a mão, definem uma personalidade, a de quem tem a mentira e a impunidade como forma de estar na vida.

Ainda que mal pergunte, candidato Madeira, porque não finge que vai cagar?...


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24 Fev 17

Se alguma dúvida houvesse, ontem ficou totalmente esclarecida. Madeira Rodrigues é o candidato do sistema, é o candidato apoiado pelos nossos adversários, apoiado pelos jornais desportivos que estão completamente instalados no sistema que ainda vigora no desporto luso. Não é pela pessoa em si, tanto lhes faz saber quem é ou o que quer Madeira Rodrigues. A única certeza destes tão catitas apoiantes é apenas a possibilidade de afastar Bruno de Carvalho e que possa voltar a paz podre de que tanto gostam.

E pelos vistos Madeira Rodrigues vive bem com estes apoios.

Há uns anos, seguramente mais de 30, um jovem católico praticante descobriu, por mero acaso, que o padre da sua paróquia mantinha um relacionamento com uma devota paroquiana. Irado e chocado, deslocou-se à sede de bispado e conseguiu chegar à fala com o Bispo. Este, depois de o ouvir durante largos minutos, de forma paternalista colocou-lhe a mão pelo ombro e explicou-lhe, pela sua experiência e sapiência das coisas terrenas da vida, que quando descobrimos um bocado de lixo que ficou por despejar no caixote, devemos de forma rápida levantar o tapete e empurra-lo nessa direcção. Tudo fica limpo, as visitas não se apercebem e todos vivem felizes.

Todos os nossos adversários olham para Madeira Rodrigues e vêem um óptimo tapete.


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Alguém ficou com dúvidas?
Edmundo Gonçalves

Ontem, por afazeres profissionais não consegui ver o debate em directo, de modo que tive que "andar para trás" com a pantalha e estive até às 3,30 horas a ver isto. O debate, pronto...
Confesso que quase fechei os olhos nalguns momentos.
Como eu de comunicação percebo tanto como de física quântica, o que me estava ali a interessar era conhecer os planos do candidato Madeira para o Clube e não se um olhava para a câmara e o outro metia a cara nos papeis. Já tenho muitos anos disto e desde miúdo que vejo vender banha da cobra, portanto não é um "gajo" bem falante e que me olha nos olhos que me leva à certa. Se bem que também não aprecie muito quem fale comigo e olhe para o chão, mas enfim.
Também me irrita que num debate com um tema claro, se esteja constantemente a arremessar ao adversário com ataques pessoais. Trazer a família para o debate é de muito mau gosto, eu diria mesmo que é reles!
Quando um pretendente a um cargo o quer ocupar e tem pela frente alguém que cumpriu o seu programa na íntegra (esqueçam os resultados desportivos, porque ninguém pode afirmar que irá ganhar, não joga sozinho), o caminho que deve trilhar deverá ser o do confronto de ideias, tipo " ok, o senhor fez isso, muito bem, mas nós temos aqui esta proposta para fazer melhor e esta e esta e esta", para os mais variados assuntos.

Resumindo, esprimidinho espremidinho, dali saiu muito pouco sumo. A única novidade foi a do encontro no "Ramiro" com Jorge Jesus. Esclarecedor...
Bom, o que é certo é que para além do que já se sabia e era tão pouco, alternativas ao trabalho da equipa que exerce funções, como diria JJ, bola! O que ficámos a saber foi que o candidato Madeira não está habituado a perder.
Ou seja, no mundo virtual de Madeira, o Sporting é campeão há quarenta e cinco anos!
Onde é que é a sede desse clube, que eu quero fazer-me sócio?


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AUTOCARRO. Pedro Madeira Rodrigues, que partiu para esta campanha com notoriedade próxima do zero, precisava de vencer este debate por goleada para manter a esperança de uma vitória nas urnas a 4 de Março. A Bruno de Carvalho, que partiu com larga vantagem, bastava um empate. Por isso decidiu estacionar o autocarro - ao jeito das equipas menores - e concedeu a iniciativa ao adversário. Teve uma derrota tangencial devido à postura excessivamente defensiva e por falta de remates enquadrados.

 

BOLONI. O treinador que levou o Sporting à conquista do campeonato de 2002 virá do estrangeiro para liderar o futebol leonino, sob a batuta de Madeira Rodrigues. Problema: estamos em 2017, não em 2002.

 

CAMPEONATO. Os maus resultados do Sporting nesta época desportiva são vitais para o candidato alternativo, que se agarrou ao tema com unhas e dentes. Quanto pior melhor?

 

DELFIM. Outro nome avançado por Madeira Rodrigues para o futebol leonino. Foi campeão como jogador nas duas épocas em que actuou no Sporting. Será mesmo trunfo?

 

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EXPECTATIVAS. Um debate vive muito de expectativas. Pedro Madeira Rodrigues tinha à partida expectativas muito baixas. Superou-as ao mostrar-se mais preparado e sobretudo mais acutilante do que se previa. Num frente-a-frente com estas características, é quanto basta para sair vencedor. O que não equivale a sair em frente.

 

FAMÍLIA. O candidato alternativo jurou que não pretendia transformar os "valores familiares" em trunfo eleitoral. Mas não parou de falar da família durante o debate.

 

GELO. Os dois candidatos obviamente detestam-se. Isso ficou bem patente durante o debate de ontem. Bruno emitiu de quando em vez sonoras expressões de enfado. Via-se que procurava conter a irritação. Disfarçou mal.

 

HERANÇA. A de 2013 foi bem pesada: "o clube estava na falência", recordou Bruno. Nem o seu antagonista foi capaz de levantar um dedo em defesa de Godinho Lopes.

 

INSULTOS. Madeira mente mal: alegou desconhecer os insultos desbragados e soezes que um membro da sua lista aos órgãos sociais do Sporting dirigiu ao presidente. Devia ter-se demarcado dessa linguagem sem sofismas nem sonsices.

 

JESUS. Mal aconselhado, o candidato alternativo transformou esta campanha numa espécie de duelo com o treinador em funções no Sporting. Também neste debate gastou demasiado tempo a pronunciar-se sobre Jorge Jesus, sem nunca apresentar soluções concretas. Como pagará a indemnização?

 

LIMPINHA. Foi o sound bite da noite: "A saída de Jorge Jesus do Sporting será limpinha, limpinha", disse Madeira Rodrigues. Tem graça. Mas nada esclarece.

 

MODALIDADES. Futebol, futebol, futebol: Madeira esqueceu-se que o Sporting é um clube eclético, hoje com 50 modalidades - algumas recuperadas por Bruno, como o hóquei em patins, o ciclismo e o futebol feminino. Esquecimento imperdoável.

 

NENHUM. Em quatro anos, nem um só campeonato ganho. Como nos onze anos anteriores. O candidato alternativo jura: não se recandidatará se o clube permanecer nos próximos quatro arredado do título. O problema é que ninguém pode prometer vitórias. Porque elas não dependem só de nós.

 

OLHOS. Madeira Rodrigues marcou pontos ao fixar de frente o adversário, em evidente contraste com o olhar errante de Bruno de Carvalho. A comunicação não-verbal é fundamental, sobretudo em televisão.

 

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PAPÉIS. Bruno de Carvalho, em determinadas fases, agarrou-se demasiado aos papéis que tinha à sua frente. De cabeça baixa. Atitude defensiva, que não lhe ficou bem.

 

QUATRO. De Março. O Dia D. Continuidade ou mudança radical no Sporting?

 

REDES SOCIAIS. O candidato alternativo afirmou que não frequenta o Facebook, procurando estabelecer contraste com Carvalho. Mas pouco depois mostrou-se conhecedor de tudo quanto o presidente escreve nesta rede social. Uma coisa não joga com outra.

 

SPORTING TV. Este foi seguramente o programa com mais audiência de sempre da Sporting TV. Prejudicado, no entanto, pelos problemas sonoros existentes no início da emissão.

 

TEMPO. O frente-a-frente era para durar uma hora, talvez esticada para 80 minutos, e acabou por durar quase duas e meia. O candidato-presidente mostrou-se mais acutilante na recta final. Mas nessa altura o efeito cansaço já se fazia sentir junto dos telespectadores. Um debate deste género não deve durar mais que um jogo: hora e meia basta.

 

UM. Há quatro anos houve dois debates televisionados entre os três candidatos à presidência (Carvalho, Couceiro, Severino). Desta vez, apenas um. Nisto, em vez de se caminhar para a frente, andou-se para trás.

 

VISCONDE. O fundador do Sporting foi o único, a par da actual direcção, a "dar património ao clube". Palavras de Bruno. Manifestamente exageradas.

 

X. Quem será o treinador da equipa principal do Sporting caso Madeira Rodrigues vença? Mistério. O trunfo - se de facto o for - continuou na manga.

 

ZURRAR. Do mal o menos: este deselegantissimo verbo não surgiu no debate. Mas ladrar, sim. Com Bruno a garantir que não ladra, mas ruge. E Madeira a jurar que não só ruge mas morde. Não havia necessidade.


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23 Fev 17

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BRUNO DE CARVALHO:

"O Sporting necessita que os sportinguistas se mobilizem no dia 4 de Março, que demonstrem a força desta instituição e transformem estas eleições nas mais concorridas de sempre."

"A primeira vez que representei o clube, o clube estava na falência e ia acabar. E as pessoas, cobardemente, não se apresentaram."

"Em quatro anos anos saíram duas pessoas dos meus órgãos sociais. Mas em 15 dias já saiu uma da equipa deste senhor [Madeira Rodrigues]."

"Se há coisa que não estamos é isolados. Se há coisa em que o Sporting tem crescido é na união da família sportinguista."

"O próprio Madeira Rodrigues disse que uma das coisas boas que eu fiz no Sporting foi acabar com as dinastias."

"Mantivemos a maioria na SAD quando toda a gente dizia que não."

"Fizemos as duas maiores vendas de sempre do Sporting, sendo que uma delas é a maior de todos os tempos em Portugal de um jogador português para o estrangeiro." 

"Entre a equipa A e a equipa B, entre vendas e compras [de jogadores], há um saldo positivo de quase 82 milhões."

"Jesualdo Ferreira atacou-me numa conferência de imprensa. Mas para não desestabilizar a equipa eu disse que ele era o meu treinador, era o treinador do Sporting. E a verdade é que o mantive até final."

"Temos um excelente treinador, temos um plantel onde só três jogadores é que não foram lançados ou comprados por esta direcção."

"Recuperámos, parcialmente ou na totalidade, percentagens de passes de 37 jogadores do Sporting durante estes quatro anos." 

"A Onda Verde pôs-nos no top 5 de clubes com mais sócios no mundo e uma média absolutamente fantástica de assistências que devia orgulhar todos os sportinguistas, mas pelos vistos alguns não ficam muito orgulhosos."

"Estamos em primeiro lugar nos juniores A, em primeiro lugar nos juvenis A, em primeiro lugar nos iniciados A."

"Passámos de 35 modalidades para 50. Recuperámos para o clube modalidades históricas como o hóquei em patins e o ciclismo. Trouxemos também de volta o futebol feminino."

"Tivemos sempre lucro desde que chegámos ao clube."

"O pavilhão está pago, é do clube. Esta foi das poucas direcções - para não dizer a única, tirando a do Visconde - que deu património ao clube."

"Connosco as quotas [dos sócios] passaram 100% para o clube e as suas modalidades."

"[Madeira Rodrigues] está muito preocupado com a palavra imbecil e já me chamou pateta."

"Já fui acusado de berrar, de ladrar. Mas vou continuar a rugir: é isso que faz o leão."

 

 

madeirarodrigues1[1].jpg

 

MADEIRA RODRIGUES:

"Sempre gostei de ganhar. E não arranjo desculpas quando não ganho."

"Sinto na rua cada vez mais apoio."

"Claramente somos muito diferentes como pessoas e no estilo de liderança. Temos projectos diferentes."

"O Sporting nesta altura está completamente isolado e afastado dos centros de decisão."

"Eu não quero estar rodeado de yes men."

"Nós, sportinguistas, estamos habituados a ser ofendidos, insultados, e vários até processados pelo presidente do Sporting."

"Quem me chamou de imbecil, de zero à esquerda, de amador e antes de eu aparecer até de abutre e lampião, foi você."

"Boloni e Delfim vão ajudar o Sporting a voltar a ganhar. São campeões."

"Os sportinguistas estão cansados de segundos lugares."

"Eu não vou despedir ninguém. Jorge Jesus é que se afastou de mim e disse que não queria trabalhar comigo."

"Jesus em dois anos tem ganho muito dinheiro e até agora só ganhou uma Supertaça."

"A saída de Jorge Jesus do Sporting vai ser limpinha, limpinha."

"Os sportinguistas não querem continuar com este presidente nem com aquele treinador [Jesus]."

"Com Bruno de Carvalho o Sporting falhou em 85% das contratações."

"Se eu não for campeão nos próximos quatro anos como presidente do Sporting, eu nem me recandidato. Quatro anos chegam para fazermos do Sporting campeão."

"O seu comportamento no balneário em Chaves desestabilizou a equipa."

"Vamos trazer de volta o basquetebol."

"Bruno de Carvalho teve o mérito de fazer a obra [pavilhão] e eu vou ter o mérito de a pagar."

"Quando fala de títulos, infelizmente, títulos para o nosso futebol, recentemente, só os títulos de jornal."

"O seu mandato é sinónimo de vitórias para o Benfica."

"Não nos vamos limitar a rugir. Vamos morder."

"A minha mulher disse-me: 'Este senhor [Bruno de Carvalho] não merece ser presidente do Sporting Clube de Portugal."


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Em 2013 houve três candidatos à presidência do Sporting: Bruno de Carvalho, Carlos Severino e José Couceiro. E dois debates. O primeiro na SIC Notícias, a 19 de Março, moderado por Paulo Garcia. O segundo no canal então denominado RTP informação, a 21 de Março, com moderação de Helder Conduto.

Recordo o que aqui escrevi sobre o primeiro debate. Pormenor curioso: tanto Bruno como Couceiro defendiam a manutenção de Jesualdo Ferreira à frente da principal equipa do futebol leonino, enquanto Severino advogava a contratação imediata de Jorge Jesus.

E aproveito para lembrar também o que escrevi aqui sobre o segundo debate, bastante mais crispado do que o primeiro.

"Quase escaldante", como então concluí.

Com Bruno de Carvalho a prometer Luís Freitas Lobo como elemento da estrutura do futebol verde e branco, Couceiro a anunciar a contratação de Pedro Barbosa como director desportivo e Severino apostando no regresso a Alvalade de André Santos e Diogo Salomão.

O vencedor de ambos os debates - aos pontos, não KO - foi Bruno de Carvalho.

Como será esta noite?

 


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As eleições dos pobres
Francisco Chaveiro Reis

A medida do sucesso de um clube grande é a conquista do campeonato nacional. Tudo o resto importa mas é secundário. Os que os adeptos do Sporting querem, mais do que tudo, é voltar a fazer a festa suprema, por muito que queiram e fiquem orgulhosos de formar craques mundiais, encher o estádio num exercício de amor e persistência, jogar futebol bonito, restruturar a dívida e inaugurar um pavilhão multidesportivo de excelência. Nesse sentido, era natural que Bruno de Carvalho, que fez muito mas não foi campeão, tivesse concorrência nas eleições. E Bruno não só não foi campeão como este ano está a dez pontos do topo e já caiu em todas as outras frentes. Isto, com um treinador que tem salário principesco e com muitos milhões gastos em contratações falhadas – Petrovic, Elias, André ou Castaignos.

Mas quem apareceu foi Madeira Rodrigues e desde logo se percebeu que Bruno não teria problemas em continuar. Madeira Rodrigues nada trouxe ao debate, sendo o único ponto positivo, umas imagens 3D daquilo que ele gostaria que fosse o estádio. A única piada dos atos eleitorais costumam ser as promessas loucas. Futre tinha uma lista de craques que aterravam em Alvalade (estava lá Bryan Ruiz) se a sua lista ganhasse. Bruno prometeu Van Basten, Alex Teixeira e dinheiro russo na sua primeira tentativa. Madeira Rodrigues, na reta final, acena com Boloni e Delfim…Está tudo dito. 


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Laszlo Bölöni foi apresentado como treinador interino e futuro coordenador do futebol, caso o candidato Madeira vença as eleições de 4 de Março.

Devo dizer que o Romeno me merece todo o respeito e consideração. Afinal foi um treinador vencedor e é conhecido por ser pessoa de bom trato.

Apesar do seu percurso pós-Sporting não ter sido nada por aí além, ainda assim lhe reconheço competência na sua área; Contudo creio não ter experiência no cargo para o qual foi contactado, sendo esta claramente uma aposta no escuro.

Ao que consta terá sido contactado poucas horas antes de ser apresentado e isso define também esta candidatura, que ainda não apresentou o seu treinador. A ver pelo pequeno hiato com Laszlo, tivesse ele já um treinador e já o teria apresentado. E é tão certo não ter, que apresentou Bölöni como interino até final da época. Contudo, na eventualidade de ter alguém apalavrado, eu especulo que essa pessoa não se queira comprometer publicamente. Seria uma falta de solidariedade para com um colega e a maior parte dos treinadores leva isso muito a sério. Por isso estranho que Bölöni aceite ser interino até final da época. Não bate a bota com a perdigota. Ou então já há alguém apalavrado e Bölöni sabe quem é e concordou aplicar os métodos de outro treinador enquanto se senta no banco. Se assim for, aquela imagem de homem sensato, ponderado, honesto e competente que Bölöni deixou em todos nós, não sairá muito bem na foto. Com pena minha, que como já disse, o aprecio pelo seu passado ao serviço do Sporting.

Penso que Bölöni não tem, com este passo mal calculado, razões para estar contente.


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22 Fev 17

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Mais uma entrevista de Pedro Madeira Rodrigues, desta vez ao jornal A Bola. Mais um imenso vazio ao longo de duas páginas impressas: pelo menos metade das perguntas ficam sem resposta. O resto é um festival de lugares-comuns.

Que chega a ser confrangedor.

 

Alguns exemplos, que transcrevo com a devida vénia:

« - Que planos tem para o futebol do Sporting no caso de ser eleito presidente?

- Vai passar tudo por uma aposta estratégica em aproveitar bem a Academia, em ela voltar a ser líder e para isso a primeira coisa que temos de fazer é apostar nas pessoas certas. Vão perceber, com a apresentação da nova estrutura, que vamos fazer esse caminho. (...)

- E quem pode fazer isso, que pessoas?

- Temos pensado um nome de coordenador para o futebol mas que seja simultaneamente uma pessoa para a formação e que tenha depois uma relação directa com uma pessoa que na minha cabeça pode ser alguém que está na estrutura mas com quem não posso falar antes.

- E no futebol profissional? É inevitável falar do treinador...

- É e isso já articulado com este coordenador para o futebol. Já prometi aos sportinguistas que vou apresentar o treinador antes das eleições e é isso que vou fazer.

- E sobre um director desportivo?

- Não lhe chamaria um director desportivo, será um coordenador para o futebol profissional mas também para a formação.

(...)

- E quantas contratações [de jogadores] cabem nesta equação?

- Terei de ver com o meu coordenador, com o meu treinador. Mas não estou a pensar em fazer 15 contratações de uma vez. isso não é sustentável e não ajuda à competitividade. Agora este plantel tem evidentes lacunas, apesar das mais de 100 contratações...

- Que lacunas são essas?

- Não vou ajudar a desestabilizar a equipa. Para mim os jogadores do Sporting são os melhores do mundo.

- E para a estrutura da SAD?

- Serei o presidente e depois o mais importante para as pessoas, para além da parte financeira, que também vou ter, será esse coordenador para o futebol. [Em] ligação estreita com o treinador, que também fala comigo, claro, e depois o tal coordenador que terá uma pessoa a apoiá-lo no scouting e obviamente um team manager, alguém próximo da equipa com quem os jogadores possam ter um à-vontade, um desabafo, que incentive. (...)

- E quando saberemos os nomes dessas pessoas?

- Vou apresentar todos em conjunto, muito em breve.

 

Mais do mesmo: uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma.

Faltam onze dias para o escrutínio.


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17 Fev 17
Convém não ficar em casa
Edmundo Gonçalves

Se dúvidas houvesse de que o voto de todos é importante e de que não se deve "contar com o ovo no cu da galinha", esta psicadélica sondagem hoje publicada no inenarrável Correio da Manhã, é disso o exemplo perfeito. 

Esmiuçado aqui, aqui e aqui, com a devida vénia.

E até dia 4 de Março, vai ser assim. Contra-informação, notícias inventadas, enxovalhos ao presidente.

Para reflexão e como curiosidade, aprecie-se o "resultado" alcançado pelo candidato Madeira entre os adeptos de Porto e Benfica. Sintomático...

Terá sido a empresa do ROC?


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Há quatro anos, no início da campanha eleitoral, publiquei aqui um texto em que dava nota da minha "declaração de desinteresse" em relação aos candidatos que disputavam a presidência do Sporting. Não porque me fosse indiferente o destino do clube, longe disso, mas porque considerava que tanto Bruno de Carvalho como José Couceiro tinham mérito suficiente para assumirem a presidência leonina e reerguerem esta instituição secular após o descalabro do consulado de Godinho Lopes.

Ao contrário do que alguns receavam, a campanha decorreu com elevação e foi capaz de mobilizar um número inédito de sócios, sensíveis mais que nunca à necessidade de marcar presença nas urnas num momento em que se agigantavam as incógnitas sobre o futuro do Sporting.

 

Desta vez a situação é diferente. A eleição de 4 de Março destina-se a avaliar o mandato de Bruno de Carvalho, que assumiu funções num dos momentos mais difíceis de sempre em Alvalade. Os sócios ditarão se deve ou não permanecer mais quatro anos no cargo. Quanto a mim, nem hesito: respondo afirmativamente. Se é certo que houve erros e equívocos, não é menos verdade que no balanço geral o actual presidente merece nota muito positiva. Por motivos que elencarei noutro texto, mais circunstanciado.

Este destina-se apenas a divulgar a minha opção. Diferente da que exprimi em 2013 e que me vincula apenas a mim, naturalmente - não ao blogue, que manterá o tom plural que sempre teve nem aos meus colegas do És a Nossa Fé.

Aqui cada um escreve o que quer.

Aqui cada um pensa por si, respeitando as opiniões alheias.

 

Cumpre acrescentar que esta posição se deve não apenas ao mérito de Bruno de Carvalho mas também à circunstância de ter como único rival Pedro Madeira Rodrigues, sobre quem faço um juízo muito negativo.

Ao indagar onde esteve o candidato alternativo nestes quatro anos, e que posições assumiu ao longo deste período, descubro apenas que permaneceu entrincheirado num blogue, desferindo flechas ao elenco directivo, técnico e desportivo do Sporting, a coberto de um pseudónimo.

Não deu a cara, não assinou opiniões em nome próprio, ninguém deu por ele até sentir enfim a ambição de correr para a presidência.

É um péssimo cartão de visita.

 

Evito emitir juízos de carácter a respeito seja de quem for, mas o percurso de Madeira Rodrigues ao longo destes quatro anos fala por si. E nada me diz de positivo.

Quanto a Bruno de Carvalho, e apesar de todas as insuficiências e todas as sombras de um mandato que ninguém imaginaria fácil por ter sido iniciado com o Sporting a bater no fundo, merece o meu apoio. Recordemos, a propósito, como estava o clube há quatro anos e como está agora: basta esta comparação para desfazer as dúvidas dos indecisos. E dizer ao presidente que não somos ingratos.

Haveria certamente outros momentos para mencionar isto. Mas a ocasião mais adequada é mesmo agora.


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As pessoas, em regra, definem-se pelas suas atitudes e pela forma de estar na vida.

Há pessoas que são, ao longo das suas vidas, coerentes  e constantes nas suas opiniões.

Outras há que vão mudando de opinião, consoante as opções de escolha que se lhes oferecem.

Nem umas nem outras deverão ser criticadas. Como diz o Povo, cada um sabe de si e Deus sabe de todos.

Eu confesso que sinto mais simpatia por aqueles que seguem as suas convicções, sejam elas quais forem, de forma clara, ainda que alguém os apelide de ortodoxos.

No quadro das relações entre pessoas, privilegio a tolerância e a liberdade de cada um defender o que achar melhor para si e para o grupo e a sociedade, desde que respeitados os princípios de urbanidade e a observância do cumprimento das Leis da República.

Abomino, contudo, vira-casacas!

Sinto um asco visceral por alguém que por despeito, a mor das vezes, cospe no prato onde lhe deram de comer.

Enojam-me aqueles que se chegam à mesa do orçamento, com o propósito claro de se servirem dele em proveito próprio.

A sensação de vómito é então enorme para com aqueles que não conseguindo os seus intentos, destilam veneno por todos os poros, de forma abjecta.

 

Nunca os apelidarei de palhaços! Apenas e só por respeito a uma profissão tão nobre quanto aquela.

 


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15 Fev 17

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Bruno de Carvalho, provavelmente reconduzido nas urnas a 4 de Março, só precisará de retroceder um ano, não dois, para voltar ao rumo certo. Porque a primeira época de Jorge Jesus, há que reconhecer, foi globalmente muito positiva. É certo que não ganhámos o campeonato mas lutámos pelo título até à última jornada (e ainda fomos "campeões" provisórios cerca de 20 minutos nessa última ronda).
O modelo foi sem dúvida severamente desvirtuado no último defeso, quando o Sporting se comportou como aqueles herdeiros prontos a desbaratar o legado paterno. O anterior modelo de gestão prudente e cauta de Bruno de Carvalho dissolveu-se na euforia do Verão passado. Com pesados custos. Financeiros e reputacionais.
É também nesses pratos da balança, sem estados de alma, que terá de ser analisado o futuro próximo de Jorge Jesus. Na certeza antecipada de que uma dispensa do treinador sem justa causa nos conduziria a um pesado encargo, superior ao assumido pelo 'caso Doyen'. Teríamos de vender uma das jóias da nossa coroa só para indemnizar a equipa técnica.


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10 Fev 17

É aproveitar, o candidato/mestre de obras/empreiteiro Madeira faz-lhe o trabalho em conta.

 

Não é que eu não gostasse de ver aquele fosso tapado e a côr das cadeiras mudada (a mim calhou-me uma inestética laranja), mas mesmo não sendo do ramo, cheira-me que um milhão e meio para fazer aquela obra será apenas para o projecto. É que esse valor, nem para as cadeiras chegará. Digo eu...


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Esqueça essa obsessão quase infantil com Jorge Jesus: o seu adversário chama-se Bruno de Carvalho. Pare de carpir mágoas pelo despedimento de Marco Silva: estas eleições são no Sporting, não no Hull City. E por falar em treinadores: já era tempo de anunciar quem será o seu. Evite transformar os jogadores em arma de arremesso eleitoral: a equipa deve manter-se à margem desta contenda. Como autor de um musical e feliz premiado de concursos televisivos, incluindo um intitulado Destino X, não gaste energias a comparar currículos com o seu antagonista. Reconheça-lhe mérito, algo que o seu alter ego City Lion jamais faria. Limite-se a dizer que é capaz de gerir com mais eficácia o clube e apresente três ideias novas aos sportinguistas (tentar encher o fosso e mudar a cor das cadeiras não vale). Lembre-se que o ódio é sempre péssimo conselheiro. O seu mandatário, admirador de Bruno, sabe isso muito bem.


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09 Fev 17

bruno-carvalho[1].jpg

 

Não atribua a Pedro Madeira Rodrigues mais importância do que realmente tem. Evite irritar-se: é precisamente isso que ele quer. Tome um ansiolítico - ou mesmo dois. Pergunte-lhe se contribuiu para a Missão Pavilhão. Confronte-o com críticas que dirigiu num blogue, sob anonimato, aos jogadores do Sporting. Aperte-o com a putativa indemnização a Jesus: vale dois pavilhões João Rocha. Deixe-o falar sem travões: o ponto forte dele será talvez a música, mas não a letra. Faça questão de perguntar aos sócios se o Sporting está ou não hoje melhor do que estava há quatro anos. E tente sorrir, mesmo que isso lhe custe muito.


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08 Fev 17
Interlúdio
Edmundo Gonçalves

Enquanto esperamos, alguns (onde me incluo) ansiosamente, pelo programa do candidato Madeira e por saber quem vai ser o treinador a partir de 6 de Março, e até pelos debates, que parece serão dois, para se perceber onde o digníssimo consócio quer chegar, um pequeno interlúdio a propósito duma notícia de um desempenho assombroso de um rapaz da melhor academia do Mundo e do Dubai (que até é bom jogador, não pensem que não o admito), no último jogo pelo seu clube, o Barcelona, para a taça do Rei.

Ora vejam:

https://www.youtube.com/watch?v=3Iqxn-pMxWw&feature=youtu.be

Isto foi chamada de capa numa coisa que se chama MaisFutebol, com o título sugestivo de "o pormenor de André Gomes que encantou Camp Nou", o que só me leva a retirar disto uma conclusão: Os catalães desde que estão decididos nessa coisa da independência, estão mesmo por tudo.

 

Eu então tenho aqui para a troca isto:

https://www.youtube.com/watch?v=VIobp9ggCBk

E isto:

https://www.youtube.com/watch?v=aKK1JtvRHhU

 

Só naquela...

 


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Ponto final na época do Sporting!

Agora é jogar para um inexplicável terceiro lugar após a época anterior, onde se transpirou (e jogou) muito bom futebol. Mas a vida é mesmo assim… Nem sempre se está bem. Até nas nossas vidas… quanto mais no desporto.

Chegado a este ponto, creio que não merece a pena arranjarmos culpados. As coisas correram mal desde o início, depois saíram João Mário e Slimani, e mesmo com a vinda de Bas Dost a equipa nunca se impôs. Veremos o que ainda nos estará reservado…

Fala-se muito do dérbi e da má arbitragem desse jogo como o ínicio do trambolhão. Dando de barato que os adeptos leoninos mais fervorosos têm razão, ninguém tem a coragem de garantir que se o árbitro marcasse as grandes penalidades estas seriam golo.

Sim, eu sei, que o primeiro golo adversário precede daí, de uma falta não marcada… Mas adiante!

Ora bem… aproximam-se as eleições para o Sporting e BdC vai ter um adversário que eu sinceramente, antes deste acto eleitoral, nunca tinha ouvido falar. Provavelmente por culpa minha.

Independentemente de quem ganhar, algo tem de mudar num prazo muito curto. Seria bom que os próximos dirigentes leoninos escutassem os sócios e adeptos, não numa assembleia impossível de controlar, mas quiçá através de um breve questionário onde, com algumas questões assertivas, o Sporting percebesse qual o verdadeiro pulsar do adepto leonino.

É normal que cada sócio e adepto tenha uma forma diferente de pensar e de ver o futebol, mas, digam o que disserem, há entre todos nós um fio condutor que se resume no desejo de ver o Sporting novamente campeão.

Reafirmo que após as próximas eleições, ganhe quem ganhar, dever-se-á olhar o futuro mais perto e mais longínquo de forma mais pragmática e menos emotiva. Acima de tudo não prometer o céu quando não se pode dar a Terra!

Tenho a perfeita consciência que o futebol é emoção e paixão. Mas outrossim serenidade e elevação. Baixar o nível do diálogo e confronto verbal só beneficia quem está no futebol a coberto de interesses enviesados.

A gente lê-se por aí!


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06 Fev 17

Ouvi as declarações que o Frederico aqui transcreveu. Não dei grande importância, é de Jorge Jesus que falamos. A meu ver, é um meet halfway. Não é capaz de dizer "eu não vi bem isto", mas também não vi ali intenção de queimar o Palhinha. Já o conheciamos, já sabiamos que não é de se conter, muito menos em flashes. Não adoro o estilo, sou sempre pelo recato nestas coisas, mas também não me surpreende ou ofende.

Acima de tudo, a sensação que tive quando o ouvi, foi que tinha estado a ler o mesmo que eu no twitter. Justificou a escolha de Palhinha, de Matheus, o abraço a Casillas e elogiou a nossa segunda parte.

O que me ofende, isso sim, é depois de Gelson e Palhinha serem bastante claros, ver jornalistas e outros tentarem fazer de quem os lê, parvo, descontextualizando e levantando falsas suspeitas em palavras claras. Os rapazes foram bem explícitos nas suas palavras. Se são eles ou não, pouco me importa, o que está lá escrito não deixa dúvidas. O que não me ofende, mas custa, é ver spotinguenses saltarem borda fora quando as coisas correm mal: aquele adepto que nestas alturas "até nem ligo muito". Já sei, vão dizer-me que não devo conhecer os adeptos do Sporting. Conheço lindamente, e é por isso que estas raridades me chamam tanto a atenção. Querem estar do lado certo, que nem sabem bem qual é. Acham que é o de quem ganha, e até pode ser, mas neste clube isso não tem acontecido muitas vezes (no futebol... já sei que o Sporting é mais que isso), portanto, ou se tem estofo ou não se tem. Não tendo, agradece-se que se pense antes de se disparatar.

Sigamos em frente, agora há espaço e tempo para experimentar miúdos, reforços, uns com os outros ou isolados. Ponha-se Esgaio na esquerda, não pareceu mal. 

Ah, e há eleições pela frente. Saibamos não perder a cabeça, não quero receber o meu leão de 25 anos de sócia de um erro de casting.


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03 Fev 17

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02 Fev 17

«Eu sempre fui pró-Bruno de Carvalho. Acho que ele fez um excelente trabalho e está a ser um bom presidente. (...) Ele tem o seu estilo, tem a sua personalidade, acho que é uma boa personalidade. O Sporting estava a precisar de um presidente como ele. Eu acho que o Pedro [Madeira Rodrigues] é talvez um Bruno de Carvalho... um bocadinho mais polido. Se bem que eu ache muito bem o estilo do Bruno de Carvalho.»

Pedro Ribeiro Ferreira, mandatário de Madeira Rodrigues, falando ontem em Alvalade ao ser oficialmente formalizada a candidatura da oposição


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30 Jan 17

Comunicação do presidente do Sporting Clube de Portugal, no facebook:

 

"Neste momento, sinto a obrigação de me dirigir a toda a Nação Sportinguista pois, ao contrário do que foi pedido, estamos num período em que têm surgido ataques internos inadmissíveis num Clube da nossa dimensão.

Vivemos um período delicado em que o trabalho deve prevalecer sobre os interesses pessoais de cada um. Ainda não existe qualquer candidato formal à Presidência do Sporting CP, tão só e apenas protocandidatos, uma vez que ainda não houve a entrega de qualquer lista a ser sufragada. Mas tem havido ruido, muito ruido, e afirmações muito graves.

Existe um sócio do Clube que, tendo apelado a que este fosse um período de elevação, tem demonstrado fazer exactamente o contrário:

1. Acusa pessoas de estarem a ser pressionadas a fazer o que não querem e, confrontado, não concretiza;

2. Acusa o Clube de estar com problemas na formação do futebol, quando todos os escalões estão em 1º lugar ou a lutar pela liderança, ignorando inclusive que na última convocatória das selecções nacionais jovens fomos o Clube mais representado;

3. À porta de jogos fundamentais, para ainda podermos lutar por objectivos importantes, desestabiliza totalmente o balneário contabilizando de forma deprimente quantos jogos o actual treinador supostamente ainda irá dirigir. Para quem jogou à bola, a aprendizagem foi pouca e o respeito pelo Clube é nulo;

4. Acusa o Clube de estar a mentir nas assistências, prejudicando a reputação do mesmo junto dos actuais patrocinadores e parceiros e dos que estamos a negociar. Mentiras gratuitas que em nada contribuem para as eleições mas que mancham o Clube e a SAD com prejuízos que ainda terão que ser apurados;

5. Diz que tem investidores para comprar a Academia e jogadores (aumentando o passivo e revelando total desconhecimento da reestruturação que foi feita e das suas obrigações), mas diz que pagará como se de irmãos se tratassem. Sendo a Sporting SAD uma empresa cotada, afirmações destas levantam suspeição sobre a origem dos dinheiros e o interesse de investir “como irmãos”, colocando-nos sob um radar de suspeita de que não necessitamos e, muito menos, aceitamos. O Sporting CP não precisa de recorrer a este tipo de soluções para resolver o que já está resolvido: a Academia ou a aquisição de jogadores. Isso foi há 4 anos, e este tipo de afirmações só nos denigrem perante os rivais e o mercado;

6. Diz que os sportinguistas ladram, o que é ofender e humilhar toda a Nação Sportinguista que passou a ser alvo de chacota depois dessa afirmação;

7. Diz que o Sporting CP nunca investiu tanto nas modalidades e isso preocupa-o pois é voltar ao despesismo. Falta dizer que, ao mesmo tempo, foi sempre apresentado lucro, coisa que não acontecia há muitos anos;

8. Falam de prémios atribuídos ao Presidente, que em nada correspondem à verdade, lançando dúvidas e lama sobre o líder do Clube que querem servir e que, em momento algum, pode viver sem liderança, ou com esta a ser maldosa e caluniosamente fragilizada e minada.

Na vida não vale tudo e, por enquanto, não existem candidatos, apenas o Presidente. E, porque coloco o Clube acima de qualquer outra agenda, não abdico do meu mandato em toda a sua plenitude até ao dia que, por vontade dos Sócios, deixe de o ser. Sendo assim, e tendo esperado muito tempo para ver se estas intervenções caluniosas e prejudiciais paravam ou, no mínimo, diminuíam, fui estando calado.

Agora, não posso mais. O Sporting CP não pode ser prejudicado por este tipo de intervenções absurdas e sem respeito institucional, reveladoras de total falta de noção da realidade e que apenas têm servido para prejudicar, de forma factual, o Clube. E diminui-lo perante os nossos rivais e parceiros. Ser candidato deve significar um debate sério e elevado de ideias e projectos e não um ataque, vil e calunioso, que prejudica exclusivamente o Clube mostrando a falta de apego ao Sporting CP de quem o desfere, revelando apenas a sede do poder pelo poder.

Seja quem for que entregue as listas até ao dia 2 de Fevereiro, que saiba estar à altura desta enorme Instituição que merece o melhor de quem a serve ou de quem a quer servir.

Vamos todos focar-nos no que realmente interessa: todos ao Dragão a apoiar o nosso Clube, o Sporting Clube de Portugal! E também todos a apoiar nos pavilhões, recintos, ringues, pistas e piscinas em que estivermos a competir! Viva o Sporting Clube de Portugal!"

 

Agora venham p'ra cá com a treta do costume...


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21 Jan 17
Gamanço Futebol Clube
Edmundo Gonçalves

Se isto não tem nada a ver com eleições, vou ali e já venho:

Ao minuto 82 deu-se o caso do jogo. Golo mal anulado ao Sporting. Alan Ruiz estava em posição legal quando fez o 3-2 para o Sporting. Decisão errada da equipa de arbitragem.

 

Já agora, a talhe de foice, não seria altura de Jesus meter a boca no trombone, uma vez que já viu que não o deixam ganhar nada no Sporting?


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