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És a nossa Fé!

A mudança que não virá

Parece que ontem, logo pela manhã, depois de cortesmente alguém ter avisado a comunicação social, a PJ deslocou-se, em grande número, às instalações do Benfica.  Supomos que esta deslocação está relacionada com a divulgação de uns e-mails no Porto canal e que de forma generalista, a comunicação social, principalmente a dita especialista em desporto, ignorou durante todo este tempo, a bem do futebol, claro.

Que há situações no futebol em Portugal que no mínimo são pouco claras e nos levam a pensar que há de facto acções de intervenientes directos, que podem alterar ou condicionar resultados, é evidente para todos. Mas estes todos, nós todos, não chegamos para que algo possa ser mudado. Pede-se à justiça, que é apenas neste caso uma espécie de conceito vago, constituída por órgãos a que pertencem pessoas, algumas ou mesmo todas que também pertencem ao "nós todos", que actue com rapidez e, lá está, que faça justiça, que consiga provar algo que é denunciado e que condene quem o fez ou faz, permitindo que a verdade desportiva, outro conceito tão vago como a própria justiça, seja reposta. O histórico sobre casos semelhantes e a história nunca se repete, mas tem constantes, diz-nos que daqui nada vai resultar. Iremos ter uma investigação morosa, repleta de procedimentos, questões jurídicas elaboradas ao pormenor, recursos e contra recursos, escritórios de advogados que entre eles decidirão os tempos perfeitos para que o resultado seja o esperado, ou seja, nada. 

Todos os intervenientes directos e aqui estão incluídos os dirigentes do clube em questão, os dirigentes da FPF, da Liga, dos diversos conselhos, os representantes dos árbitros, os diversos sindicatos, ou associações dos homens do apito, estarão todos do mesmo lado da barricada. E não, não será o lado da verdade ou do cumprimento da lei. Estarão, orgulhosos, na trincheira funda e imunda onde vive o futebol português. Tudo farão, e recursos financeiros não lhes faltam, para que se mantenha o status quo. As mudanças, como em tudo na vida, requerem coragem, precisam de pessoas, que mesmo sabendo que um passo em frente na direcção contrária à habitual, poderá ditar o fim da sua descansada e folgada vida, poderá originar um novo paradigma. E desses temos poucos.

Como diria o outro, é a vida.

Hossanas do cartilheiro (5)

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«Em que estado de direito é que o Porto pode usar e abusar correspondência do Benfica?!»

 

«De todos os e-mails até hoje presentes ao público, nenhum indicia aquilo que Porto e Sporting queriam que indiciasse.»

 

«Quando oiço que vão ser divulgados mais e-mails no Porto Canal, eu digo assim: "Onde é que eu estou a viver?"»

 

«Eu acho eticamente reprovável estar a divulgar a correspondência do meu vizinho, nem que eu garanta que me deixaram a correspondência à porta. Eu não abdico dos princípios éticos!»

 

«Uma parte daqueles árbitros [mencionados em e-mails entre Pedro Guerra e Adão Mendes], eu conheço directamente. A simples insinuação sobre esses árbitros é uma infâmia. É uma calúnia!»

 

 

Carlos Janela, ontem, em tempo de antena na CMTV

Os impunes

O blog “oficioso” do Benfica decretou ontem, depois de aturada “investigação” (hehehe, peço desculpa), que nada de nadinha vai acontecer ao Benfica, nem na justiça desportiva (hehehe, peço desculpa outra vez) nem na civil. O blog onde os adversários são insultados diariamente, com toda a espécie de adjectivos, onde todos os comentadores e autores são anónimos, é onde se pratica a forma mais ignóbil da cartilha: Lançam umas postas de pescada muito indignadas, para inglês ver, e com isso pretendem afirmar a sua independência em relação à actual direcção. Têm sempre muitos exclusivos, a piada que isto tem, usam e abusam de interjeições exclamativas, que de forma natural são muito bem aceites por quem os lê. A adoração de que são alvo nas imundas caixas de comentários, onde a boçalidade domina, revela a cepa da maioria dos adeptos daquele clube. Mas o mais curioso, ou não, ou não, é que um dos vários “anónimos” que escrevinha naquela imundice, que passa por ser um, senão o maior, analista técnico-desportivo, deste triste panorama em Portugal, escreve, orgulhoso, que nada vai acontecer ao Benfica porque… bem, porque a justiça desportiva acabou de decretar a absolvição do Porto e seus dirigentes, no famoso processo do Apito Dourado. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca, os que no passado tanto criticavam, e bem, a forma como o Porto conseguiu a maioria dos seus títulos, agora que pelos mesmos processos, senão piores, também ganham, servem-se de uma absolvição, um mero acto administrativo, depois da justiça civil já há muito ter decretado como ilegais as escutas onde se baseava toda a acusação, para justificar os seus próprios actos e poder afirmar que nada lhes acontecerá.

Dúvidas houvesse, que não há, este Benfica é de facto o herdeiro natural do Porto dos anos 90 e 00. Limpinho, limpinho.

O estado do futebol português

Perante o caso dos mails, o benfiquismo tem reagido sobretudo de duas maneiras:

1) Aquilo não é nada. Quem assim responde são os "cartilheiros" ou, então, são os crédulos (nos cartilheiros) em estado de negação. Note-se que mesmo o caso do bruxo Nhaga, que é usado pelo cartilheirismo para desvalorizar as revelações tripeiras, é bastante sério: se eu fosse accionista da Benfica SAD (cruzes credo!) não gostaria nada de ver usada aquela quantidade de dinheiro em bruxaria. Não sou advogado, mas pergunto-me se não se tratará mesmo de um caso de gestão danosa. Isto assumindo que estamos a falar realmente de bruxaria e não de linguagem cifrada para outro assunto qualquer.

2) O que o Benfica faz todos fazem, seguido de um choro copioso sobre o "estado a que chegou o futebol português". Estes não são cartilheiros e são forçados a admitir que há ali gato (ou galinha). Também têm graça: até o Porto ter começado com as suas revelações, viviam encantados com o estado do futebol português. Afinal, aí estava o Benfica como há muito não se via. Os outros eram queixinhas, que "jogassem à bola". Antigamente, era tudo uma roubalheira do Porto. Agora, já "são todos iguais". É evidente que esta lamentação genérica significa uma coisa muito simples: deixar tudo como está. O problema pode ser genérico (não sei se é e, sendo, de que maneira se distribuirá pelos vários clubes), mas neste momento os indícios apontam só para um lado. Não precisamos de carpideiras sobre o estado do futebol português. Precisamos é de esclarecer isto bem esclarecido.

Fotocópia autenticada

Os outros tinham o bruxo de Fafe.

Estes têm o Nhaga.

O homem aprendeu a lição toda com o padrinho (à cautela, não vá o diabo tecê-las, há que ter à mão uma ajudinha extra).

E se o melhor está para vir, a conclusão só pode ser uma: A cria venceu o criador!

 

Chamem depressa o Hércules, que há por aqui muita cabeça a decepar.

Bruno, sempre o Bruno...

Um dos aspectos que me parece evidente nesta história dos e-mails entre dirigentes do SLB e malta ligada à arbitragem é que mais uma vez o maluco, o doido, o espalha brasas Bruno de Carvalho estava a ver bem o filme. Que filme era esse? Que a liga lusitana estava longe de jogar apenas na relva.
Há mais de quatro anos que na imprensa (sobretudo na desportiva) que BdC é visto como uma espécie de cromo que um destes dias acabará a trabalhar numa loja de fotocópias de um centro comercial e mesmo assim…
Em simultâneo, os elogios a Vieira, à “obra”, a Vieira, às gravatas de Rui Costa, a Vieira, ao pavimento da sala de massagens do Seixal ou ao modo como se cortam as unhas à águia abundam. O Benfica ganha no futebol e parece que sai um decreto de lei que obriga à vassalagem. Isto porque ao mesmo tempo temos de dançar ao som dos ensurdecedores assobios para ar sobre a contratação de cerca de aproximadamente 676 jogadores ao Nacional ou a Rio Ave, de terceiros guarda-redes que valem 10 milhões, de jogadores que tinham problemas nos dentes mas que agora já valem 15 milhões, de jogadores que iam ser vendidos por 890 milhões mas que afinal não. Por outro lado e pensando bem, que é a dívida do próprio ao BES ou a dívida do Benfica comparado com a intenção de inaugurar um Museu de Arte Contemporânea e uma plataforma para lançar naves a Marte no Seixal?

Não é por e-mail, é mesmo por aqui

Mexam-se!

Sr. presidente da república;

Sr. presidente da assembléia da república;

Senhores deputados à AR;

Sr. primeiro-ministro;

Sr. ministro da educação e Sr. secretário de estado da juventude e do desporto;

Sr.ª ministra da justiça;

Sr.ª procuradora geral da república;

Sr. director nacional de polícia judiciária

 

Aguarda-se que levantem esses rabos das secretárias e mandem investigar esta pouca vergonha!

Sob pena de serem considerados coniventes com o fim do futebol em Portugal.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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