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És a nossa Fé!

O dia seguinte

José Ribeiro, Record: «O triunfo do Sporting em Vila do Conde (1-0) valeu muito mais que os três pontos no sentido em que a equipa leonina ultrapassou adversidades que há um ano a atiravam ao chão com alguma facilidade. Não foi apenas a lesão prematura de Mathieu (29') ou a boa acção do VAR (69') que anulou a Bruno Fernandes o golo festejado. Foi essencialmente a capacidade dos jogadores em correrem atrás daquilo em que se tornara difícil acreditar: a vitória.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «O leão entrou em campo como se fosse um gatinho abandonado. Nem parecia ser o leão, vice-rei do campeonato. Era, apenas e só, sombra de si próprio. Esfomeado, mas sem garra para ir em busca de comida; talentoso, mas deixando o talento a 350 quilómetros de distância; esforçado, mas aparentando pouca força para rugir e mostrar as poderosas garras. Teve ainda o azar de ter como adversário um rio pujante, que ia destroçando as margens que o oprimiam e que esteve quase-quase a ser verdadeiro mar.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «Não foi um resultado justo. Não o foi, mas paradoxalmente acabou por ter um travo a prémio para Jesus, pela forma como foi remediando a equipa, deixando-a mais próxima de tirar um triunfo a ferros, mesmo que a estrelinha de Rui Patrício fosse dando alento ao colectivo, que andou perdido durante meia partida.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

Hugo do Carmo, A Bola: «Tudo fica mais fácil com um goleador. Bas Dost reapareceu mês e meio depois - não marcava desde 8 de Setembro - e de forma convincente. O holandês voltou a ser voador e o jogo ficou sentenciado num ápice. Com três golos, uma assistência e um passe soberbo para Gelson que esteve na origem do outro, Bas Dost foi a grande figura do jogo.»

 

Filipe Alexandre Dias, O Jogo: «À meia dúzia do FC Porto, o seu perseguidor Sporting ripostou com cinco golos feitos de tamanhos dignos de fábula. O Gulliver Bas Dost (1,96m) teve a ajuda do liliputiano Podence (1,62m) e do longe de ser imponente Marcos Acuña (1,72m) para construir uma goleada folgada, que atenuou a série de apenas uma vitória nos seis jogos anteriores e matou a sede de golos do internacional holandês. Os flavienses nem esboçaram réplica.»

 

João Lopes, Record: «Num único encontro e sem sombra de ressaca europeia, a equipa de Jorge Jesus marcou tantos golos - cinco - como os que alcançara nos sete encontros anteriormente disputados no seu reduto, relativos a Liga NOS, Liga dos Campeões e Taça CTT.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

 

Hugo Forte, A Bola: «William Carvalho viu fugir-lhe a possibilidade de ser transferido gorar-se, mas dentro de campo não se nota a mínima frustração - depois do jogo com o Olympiacos, mais uma exibição moluscular ontem, pois parece ter tentáculos e com capacidade para estar em todo o lado. Entretanto, Bruno Fernandes continuava a demonstrar que está no patamar dos craques - tem uma característica distintiva, pensa muito mais rápido em jogo do que o normal e aos 73 minutos soltou-se. Em (mais um) passe de magia, num pontapé soberbo, colocou a bola e o fantasma-Tondela na gaveta.»

 

Rui Dias, Record: «O leão matou o borrego a tiro, num jogo pouco interessante, que valeu pela excelência dos golos e pela réplica do adversário que, aqui e ali, equilibrou as operações e até ao segundo tento verde e branco alimentou dúvidas quanto ao resultado. O líder do campeonato não teve arte para se empolgar com lances de envolvimento mas resolveu a contenda com remates magistrais de Mathieu (livre directo perfeito) e Bruno Fernandes (de bola corrida). À terceira foi de vez e o Tondela saiu de Alvalade vergado a uma derrota.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «O Sporting consolidou a liderança, conseguindo o pleno de vitórias nas seis jornadas disputadas - o que não acontecia há 24 anos, então com Bobby Robson -, colocando pressão sobre o FC Porto e ainda acena com a mão, quiçá um ténue adeus, pelo menos por enquanto, ao rival Benfica, cavando uma distância de cinco pontos na tabela.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

 

João Lopes, Record: «Oitavo minuto de compensação. Bola na marca dos onze metros. Caio entre os postes. Bas Dost parte para a bola e, com toda a calma do mundo, marca o golo que permitiu ao Sporting somar três pontos, contabilizar a quinta vitória na Liga e manter-se no topo da classificação, independentemente dos desfechos dos jogos dos concorrentes directos.»

 

Manuel Casaca, O Jogo: «Depois de uma bela soneca na primeira parte, o Sporting acordou no segundo tempo e só nos primeiros 15 minutos fez mais do que nos 45' anteriores: teve mais remates, mais cantos, mais cruzamentos e, obviamente, mais oportunidades.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «Feirense e Sporting arrancaram muito bom segundo tempo: cinco golos (!), alguns de bola parada, outros em puro contra-ataque, a colocarem este jogo em plano muito elevado. Saiu por cima o Sporting, porque venceu, mas não sai por baixo o Feirense, porque deu mostras de ser, de facto, muito boa equipa a defender e a contra-atacar.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

Alexandre Carvalho, Record: «Dois golos anulados já no período de descontos - o primeiro ao Sporting (90'+2) e o segundo ao Estoril (90'+5), ambos bem decididos com recurso ao vídeo-árbitro. Para os defensores da tecnologia, este foi um jogo histórico e uma prova cabal da mais-valia das imagens televisivas. O Sporting ganhou bem, mas poderia ter evitado todo o sofrimento dos últimos minutos se tivesse "acabado" com a presa nas várias oportunidades que desperdiçou (38',45'+2, 69', 72', 76', 84', 88' e 89').»

 

Miguel Cardoso Pereira, A Bola: «Mesmo com menos golos, elogie-se o Sporting: não sendo um de 5 violinos, era em campo - sem Adrien, nem William - uma renovada estrela de cinco pontas, um pentagrama em movimento, com Bruno Fernandes, Gelson, Acuña, Dost e o regressado Alan Ruiz.»

 

Rafael Toucedo, O Jogo: «Uma vitória fácil e incontestada do Sporting sobre o Estoril esteve por um fio nos últimos segundos dos descontos e acabou por ser o vídeo-árbitro, que instantes antes tinha sido accionado para anular um golo a Bas Dost (seria o 3-1 e sentenciava o jogo), a motivar os festejos em Alvalade.»

 

Dos jornais de hoje

O dia seguinte

Bernardo Ribeiro, Record: «O Sporting arranca a Liga com uma vitória justíssima na Vila das Aves, onde foi a melhor equipa, teve claro domínio em quase todos os elementos estatísticos do jogo e com uma novidade importante em relação à época passada: não sofrer golos fora. Jorge Jesus estreou seis jogadores na 1.ª jornada. Cinco de início (Piccini, Mathieu, Fábio Coentrão, Bruno Fernandes e Acuña) e Battaglia do banco. Com razões para ficar satisfeito. O rendimento geral foi positivo.»

 

Carlos Vara, A Bola: «O Sporting não ofereceu uma tarde exuberante aos seus fantásticos adeptos, apenas numa parte correspondeu aos estímulos que chegavam das bancadas e se manifestaram muito antes do início do jogo, mas ganhou. E ganhou-o muito bem, ainda que tivesse lidado com dois golpes afortunados. Primeiro chegou ao 0-1 na sequência de um contra-ataque que se seguiu a jogada de potencial perigo junto à sua baliza, e depois atingiu o 0-2 a seguir a clamoroso erro de um efesa adversário, que colocou a bola nos pés de Gelson Martins. E sabe-se que Gelson nunca desperdiça uma boa ocasião, muito menos quando ela chega do adversário.»

 

Filipe Dias, O Jogo: «A turma de Jesus assentou a chuteira direita no relvado da nova época oficial e entrou a ganhar na Liga, mas a turma de Ricardo Soares teve, ainda assim, os seus momentos e mostrou algo para tentar, pela primeira vez, manter a formação minhota na divisão dos maiores. Os leões foram mais dominadores, tiveram no reforço Acuña uma certeza de reforço seguro e os avenses mostraram arreganho. Ah e, claro, estava lá Gelson a fazer de Dost para tudo resolver.»

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

António Bernardino, Record: «O Sporting cumpriu a missão de vencer o Nacional (2-0), somando o quinto triunfo nos últimos seis jogos (tem um empate pelo meio), naquela que passou a ser a melhor série de resultados na época, e ao mesmo tempo conseguiu conciliar o objectivo de "empurrar" Bas Dost para o topo dos goleadores europeus. Com o bis de ontem, o internacional holandês aumentou para 24 os golos no campeonato, 151 em toda a carreira a nível de clubes, e ainda se colocou à frente de Messi na luta pelo prémio de goleador europeu.»

 

Hugo Forte, A Bola: «Faltam agora oito jornadas para o campeonato terminar e a época do leão - não é novidade - está feita. Os dois primeiros lugares são de dificílimo acesso, do terceiro também já não deverá sair e está fora das competições a eliminar. Nesta perspectiva, resta a Jorge Jesus começar a lançar bases para a próxima temporada e, ainda olhando para 2016/17, tentar que Bas Dost consiga a Bota de Prata de melhor marcador nacional e, quiçá, a Bota de Ouro, que premeia o melhor goleador europeu.»

 

Mário Duarte, O Jogo: «Era um jogo em fase adiantada de estação, com uma equipa já sem quase nada para ganhar e outra a procurar evitar perder tudo. O Sporting não foi, contudo, a equipa alegre e entusiasmante perspectivada de véspera por Jorge Jesus, no sentido de recompensar os adeptos pelo apoio incansável prestado a um conjunto longe dos lugares de conquista com que se partira em Alvalade para esta época - ontem foram anunciados 43.167 espectadores nas bancadas -, mas cumpriu o mínimo exigível  e levou de vencida um Nacional batalhador, abnegado, sempre na luta, com os argumentos possíveis e brindou os adeptos com um triunfo incontestável, apesar da réplica dos insulares.»

Dos jornais de hoje

O dia seguinte

Filipe Alexandre Dias, O Jogo: «De Bas Dost a Podence vão... 34 centímetros de diferença mas foi muito por obra e graça de dupla tão díspar nas alturas que o Sporting voltou às vitórias e deixou o Tondela em embaraços maiores para se arrancar do cada vez mais espesso lodaçal da descida. O póquer do gigante holandês, que lhe reforça a liderança da artilharia da Liga, até se poderia ter construído mais cedo com as ofertas do 56 de estatura meã, mas nem a terceira grande penalidade falhada pelo aríete ao cair do pano lhe deslustrou a exibição a quatro golos, dois de castigo máximo. O Sporting pode ter achado finalmente uma dupla ofensiva tão improvável quanto profícua. Gelson e Matheus fizeram bem a sua parte, vale dizer.»

 

João Pimpim, A Bola: «Bas Dost foi gigante. Muito maior que os quase dois metros da sua altura. Foi een echte leeuw! Ou, traduzindo para português: um verdadeiro leão! Mas, mesmo tendo marcado os quatro golos da vitória, a verdade é que não reinou sozinho na selva do interior beirão. A seu lado, como fiel escudeiro, esteve um menino, 31 centímetros mais baixo do que ele, e que responde pelo nome de Podence, ou Daniel, como a ele se refere Jorge Jesus.»

 

Rui Dias, Record: «Foi um Sporting competente, que resistiu à desinspiração e soube esperar pela sua hora, aquele que venceu tranquilamente em Tondela, um jogo no qual, em boa verdade, foi sempre superior. Mesmo quando não jogou bem. Os leões souberam ainda tirar todo o partido das contingências favoráveis que o duelo lhes proporcionou.»

 

Dos jornais de hoje

O dia seguinte

José Carlos Freitas, Record: «O que fica, na perspectiva do emblema leonino, é um sinal claro para o Benfica - em Alvalade respira-se confiança porque a equipa está a jogar bem, tem soluções para os problemas e confirma-se como forte candidata ao título.»

 

João Pimpim, A Bola: «Insaciável, o leão manteve o pé no acelerador, devorando tudo e todos pelo caminho, não dando qualquer chance ao adversário de construir um lance com princípio, meio e fim - e muitas foram as vezes em que se ficou simplesmente pelo princípio. estava faminto o rei da selva, uma vontade imensa que, naturalmente, não se pode dissociar da surpreendente derrota do Benfica na noite anterior.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «William consumou a gula da noite após o aviso de Bas Dost. O colectivo mostrava-se agressivo sobre o portador da bola, Adrien pressionava, Gelson e Bruno César desmultiplicavam-se entre acções verticais no corredor e momentos de superioridade numérica no processo de recuperação junto à dupla do miolo e o V. Setúbal asfixiava. O engano de Bruno César - um faz-tudo recuperado em Alvalade - a Bruno Varela, em livre cobrado com excelência, foi a materialização individual de um domínio colectivo que chegou a ter jogadas de envolvimento capazes de conferir confiança aos mais cépticos.»

 

Dos jornais de ontem

O dia seguinte

Bernardo Ribeiro, Record: «O talento de Gelson parece ser, nesta altura, infindável. O naipe de soluções que o jovem dá ao ataque é invejável. Mas a verdade é que na primeira parte houve mais do que isso. William e Adrien dominaram a zona central sem problemas, tendo até a ajuda de Bruno César, que deixava as correrias na esquerda para Zeegelaar - bom jogo do lateral - e ajudava no jogo interior, onde o Sporting dominava a seu bel-prazer.»

 

Filipe Alexandre Dias, O Jogo: «O Sporting arrancou um triunfo que sempre lhe é saboroso no Bessa, num desafio em larga parte por si dominado, mas no qual o Boavista sempre esteve vivo, dando prova disso no final, com os leões reduzidos a dez e a queimarem tempo para saírem vivos. (...) O leão ganhou bem, mas com futebol para não sofrer tanto.»

 

Nuno Raposo, A Bola: «Ciente da sua superioridade, ciente das limitações adversárias, também, o Sporting, ainda com ritmo Champions, lançou-se no ataque, que durante a primeira parte chegou a ser um assombro de qualidade. Expoente máximo disso foram três minutos, o 23, o 24 e o 25, com Gelson e Adrien a ensaiarem primeiro o que Bas Dost concretizou depois no golo que, solitário, daria a vitória aos leões - antes já atirara uma bola ao poste.»

 

Dos jornais de anteontem

O dia seguinte

 

Rogério Azevedo, A Bola: «O Sporting fecha 180 minutos com o campeão da Europa sem que, globalmente, tenha sido inferior. A não ser, claro, no detalhe com que se ganham jogos: remates e golos. Só aí os fadistas portugueses foram inferiores aos tenores do Real Madrid. E volte a registar-se a intensa ousadia de o Sporting continuar a querer ganhar ao campeão da Europa mesmo após a expulsão de João Pereira.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «Um adeus feito de bravura e abnegação deram os comandados de Jorge Jesus à Liga dos Campeões, caindo em casa perante o actual campeão europeu, que, mesmo em superioridade numérica, consentiu o empate e viu-se em trabalhos para manter viva a pretensão de terminar no primeiro lugar do Grupo F.»

 

O dia seguinte

António Bernardino, Record: «Para uma equipa que vinha de três jogos seguidos sem vencer, no campeonato, que ainda não tinha ganho após os compromissos da Champions e que sabia que FC Porto e Benfica haviam empatado no Dragão, o regresso de Adrien foi uma espécie de catalisador.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «O Sporting não fez exibição brilhante, mas teve momentos muito bons. Ganhou por 3-0 e podia ter vencido (pelo menos) por 4-0, pois Adrien falhou uma grande penalidade. Fica a ideia de que este Sporting andará perto do ideal: sem Markovic e com Ruiz mais na frente e com Campbel a dar profundidade. E, claro, com Adrien: o cérebro.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «O ego leonino cresceu, a confiança também, os sectores surgiram próximos, Campbell apareceu no jogo, Adrien ligava-o e Bas Dost sentiu-se bem como referência.»

 

Dos jornais de segunda-feira, 7 de Novembro

O dia seguinte

António Varela, Record: «Três jogos a seguir a jornadas da Liga dos Campeões e sete pontos perdidos pelo Sporting no campeonato nacional. Jorge Jesus continua sem descobrir o remédio para atacar o vírus que lhe vai minando a equipa e ontem acabou definitivamente com o clima de lua-de-mel que se vivia entre ele os adeptos desde que Bruno de Carvalho o resgatou ao Benfica.»

 

João Pimpim, A Bola: «O pouco que houve aconteceu, basicamente, nos pés de Gelson que, aqui e ali, conseguiu soltar os seus pozinhos de magia, a sua classe e virtudes, fazendo a diferença - e que abissal foi essa diferença, uma vez mais, para os restantes companheiros, a par do que já sucedera na derrota com o Dortmund. Pois... Gelson não merecia um final assim.»

 

Mário Duarte, O Jogo: «O Sporting não conseguiu mandar no jogo porque o Tondela não deixou e os beirões iam equililbrando as operações tanto quanto os leões lhes permitiam. Elias nunca conseguiu pegar e armar jogo e a coordenação com William não resultava, sucedendo-se as perdas de bola e passes transviados; o entendimento de Marvin com os companheiros também resultava pouco menos que impraticável, tendo que ser dobrado várias vezes por William, Rúben Semedo ou Coates.»

O dia seguinte

Mário Duarte, O Jogo: «O Sporting chegou à vantagem com naturalidade, na sequência dos atributos técnicos dos seus jogadores em manobra interpretada por Gelson - arranca pela direita e tira o cruzamento calibrado ao segundo poste - e Bas Dost antecipa-se a Lucas Farias e faz o golo de cabeça em gesto técnico perfeito -, porventura duas das figuras em maior destaque nesta fase da época entre os leões: um pela sua explosão, o outro pela eficácia demonstrada desde a chegada à equipa.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «Se esquecêssemos as balizas, o futebol verde-e-branco chegou a ter pormenores deliciosos. Porém, era quase tudo fora da área. Muitas trocas de bola que encantavam os adeptos, mas bastante dificuldade para entrar na área. Até que Bryan Ruiz descobriu Gelson na direita e este, depois de receber a bola e olhar para a área, descobriu a cabeça de Bas Dost. Não era, aliás, difícil: o holandês era o mais alto da área. E, sendo o mais alto, foi-lhe relativamente simples colocar a bola no fundo da baliza de Moreira. Se já não há Slimani, parecia passar a haver Bas Dost. Muito Bas Dost, sejamos ainda mais objectivos.»

 

Sérgio Krithinas, Record: «Foi com as feridas abertas por duas derrotas bem dolorosas, cada uma à sua maneira, que o leão voltou a casa. À sua espera, o apoio de mais de 40 mil pessoas, compreensivas e carinhosas, mesmo aquilo que se pretende depois de um mau dia no trabalho. E o leão agradeceu, sacudindo os fantasmas antes mesmo de eles poderem aparecer, vencendo o Estoril de forma clara, numa demonstração de força que não deve ser subestimada pelos rivais.»

O dia seguinte

Paulo Alves, A Bola: «13 é o número do azar mas o Sporting apenas se pode queixar de si mesmo para o tropeção com estrondo que ontem deu em Vila do Conde. 13 foi o número de jogos que o leão esteve sem conhecer o sabor da derrota na Liga: ontem não conseguiu passar em casa do Rio Ave, foi surpreendido e totalmente dominado na primeira parte por uma equipa desinibida e ciente do que pretendia fazer.»

 

Pedro Rocha, O Jogo: «O Sporting abanou e, num ápice, encaixou três golos, abrindo caminho para uma vitória incontestável dos vilacondenses. Evaporavam-se assim os elogios granjeados na última partida da Liga dos Campeões e a tal possibilidade de repetir um início de campeonato tão bom como em 1993/94, sob o comando de Bobby Robson, com cinco vitórias seguidas.»

 

Rui Dias, Record: «Nada fazia prever o que ontem sucedeu em Vila do Conde, onde o Sporting sucumbiu com estrondo numa fase em que a penosa derrota em Madrid estava a ser aproveitada como exemplo da qualidade do futebol exibido. Quatro dias depois de colocar em xeque o campeão da Europa, a equipa de Jorge Jesus sofreu um KO impensável frente ao Rio Ave, que não precisou de um milagre para operar a grande surpresa.»

O dia seguinte

António Varela, Record: «Quatro jogos, quatro vitórias. Um golo sofrido. Doze pontos. Há 22 anos que o Sporting não conseguia uma série vitoriosa assim a abrir a época. Ontem a vítima do líder da Liga foi o Moreirense, mas a nota artística que Jorge Jesus gosta de conjugar com os resultados volumosos foi adiada.»

 

Mário Duarte, O Jogo: «Campbell furou várias vezes pela esquerda, Dost lutou como ainda não se vira, William "secou" o meio-campo, Alan Ruiz foi mostrando, a espaços - como o lance do segundo golo -, pormenores de grande nível. Bas Dost marcou na estreia (3-0), Campbell estreou-se a marcar (2-0) e o Sporting segue imparável na frente do campeonato, com todos os pontos conquistados (12).»

 

Nelson Feiteirona, A Bola: «Desde cedo se percebeu que este era um jogo que dificilmente o Sporting poderia perder, porque também desde os primeiros minutos assumiu claramente o domínio e a intenção de o vencer.»

O dia seguinte

Bernardo Ribeiro, Record: «Longe de ter sido uma grande partida de futebol, o confronto de Alvalade mostrou duas equipas com ideias de jogo muito diferentes, casos bem decididos e o triunfo do melhor conjunto, ainda que para isso tenha tido de saber sofrer até ao fim. As lágrimas de Slimani, decisivo mesmo de saída, foram o bónus para os adeptos leoninos.»

 

João Sanches, O Jogo: «Antes desse tiro [de Gelson, a marcar o segundo golo] já os verdes e brancos tinham mão na partida, porque o "cérebro" William, atrás, com liberdades concedidas pelo miolo contrário, teve espaço e tempo para pôr a equipa a carburar, combinando rápido no meio e forçando pelos flancos. E assim prosseguiria o homem que virou o tabuleiro, juntando a isso inúmeras recuperações e até incursões na área azul e branca. Se o mercado estava a vê-lo, cuidado...»

 

José Manuel Delgado, A Bola: «O Sporting apresentou-se contra o FC Porto fortíssimo, mandou quase sempre na partida e promete a solidez que lhe faltou na época passada, comprometendo as ambições da equipa. E ainda deve ser trazida aqui à colação a fantástica dinâmica que existe em Alvalade entre a equipa e os adeptos. O estádio do Sporting está transformado num vulcão, onde os adversários sentem o calor da paixão leonina. Um caso muito sério.»

O dia seguinte

Rafael Toucedo, O Jogo: «O Sporting voltou a apresentar-se com a identidade da época anterior, o que significa ter elevada eficácia defensiva (na época 2015/16 os verdes e brancos terminaram como a melhor defesa da Liga). Em dois jogos na presente edição da prova o Sporting ainda não encaixou qualquer golo, tranquilizando os adeptos que sofreram ao ver o deficitário registo dos jogos de pré-temporada...»

 

Ricardo Quaresma, A Bola: «O Sporting ganhou por um, podia ter conseguido vantagem maior, mas mais golo menos golo o importante eram mesmo os três pontos. E a bem da verdade o Sporting fez mais do que o suficiente para merecê-los.»

 

Vítor Almeida Gonçalves, Record: «A equipa já exibiu algo que o treinador considera essencial para a construção de um colectivo forte e que é a solidez defensiva, assente em rigor táctico e organização. Aspectos que poderiam resumir-se na exibição de Coates, providencial no corte sobre Cícero que garantiu os três pontos, a dois minutos do fim. Com Coates, Semedo e William Carvalho a unir as pontas soltas, o corredor central do Sporting está já muito próximo da qualidade com que terminou a última temporada.»

O dia seguinte

Mário Duarte, O Jogo: «A equipa comandada por Jorge Jesus dominou por completo a partida, sendo quase esmagadora na segunda parte. (...) A pressão alta imposta por Adrien e o sentido posicional de William e dos centrais leoninos esbatiam todas as iniciativas de Fransérgio e seus pares. A segunda parte foi 'toda' do Sporting.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «A entrada do Sporting na segunda parte foi arrasadora. Sobretudo por força dos desequilíbrios criados por Gelson e pela capacidade agregadora de Adrien. (...) Era, nesta fase, jogo de um sentido só: o da baliza de Gottardi. E tantas vezes a bola andou a namorar as redes do Marítimo que entrou. E justamente.»

 

Rui Dias, Record: «O Sporting começou a época emitindo os sinais esperados: será um grande protagonista da época. (...) Na segunda parte, a exibição leonina atingiu, por fim, níveis de excelência. Mal chegou ao 2-0, a equipa afastou os temores e iniciou um processo de crescimento que a levou a momentos de exuberância.»

 

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