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És a nossa Fé!

Décimo primeiro reforço

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E vão onze: acaba de ser anunciada a contratação do lateral direito macedónio Stefan Ristovski, que há meses se sagrou bicampeão croata, ao serviço do Rijeka. Tem 25 anos e chegou a actuar também como lateral esquerdo e médio direito. Já foi 32 vezes internacional pelo seu país.

Os outros nove reforços já recebidos são André Pinto, Fábio Coentrão, Battaglia, Mattheus Oliveira, Piccini, Bruno Fernandes, Doumbia, Mathieu, Acuña e Salin.

Para quê ir buscar o que já há?

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Julgo que a direcção leonina deve uma palavra de justificação aos adeptos. Como é do conhecimento público, andamos ansiosamente à procura do 11.º reforço do ano, um lateral direito. Isto enquanto se mantém sob contrato um jogador para esta mesma posição que não caiu do céu aos trambolhões mas resultou da escolha directa do treinador Jorge Jesus. Ninguém conseguiu perceber ainda por que motivo o técnico passou do oito para o oitenta: faz agora um ano, o ítalo-argentino era apontado como elemento indispensável do plantel, tanto assim que se manteve como titular durante a época inteira; subitamente, não serve sequer como segunda escolha para a mesma posição.

Estou à vontade porque nunca fui entusiasta de Schelotto, como aqui escrevi em tempo oportuno. Mas das duas uma: ou Jesus admite que cometeu um grave erro de avaliação ao pedir o jogador ou fonte próxima do técnico devia explicar à nação leonina por que razão o lateral passou de bestial a besta, sem merecer uma segunda oportunidade.

Já agora, não ficaria nada mal explicar também o que levou a equipa técnica do Sporting a não considerar Ricardo Esgaio sequer como segunda opção para a lateral direita nesta nova época, preferindo num primeiro momento improvisar até Bruno César nessa posição - com as consequências que seriam de supor. Como o Edmundo já assinalou aqui, esta nossa perplexidade é reforçada pelo excelente desempenho do defesa formado na nossa academia no desafio frente ao AIK que permitiu ao Braga seguir em frente nas pré-eliminatórias da Liga Europa. Esgaio, titular da posição, foi um dos melhores em campo. O que não deixou de entristecer todos aqueles que, como eu, preferiam que tivesse continuado de verde-e-branco.

Uma péssima tradição

Mantém-se a tradição: continuamos a formar bons jogadores... para outros clubes beneficiarem deles. Que o digam Carriço, Eric Dier e Cédric, por exemplo.

Exemplo mais recente: no dia em que o Sporting naufraga frente ao V. Guimarães, terminando o jogo com apenas um defesa central de raiz em campo, Rúben Semedo marca o golo da vitória da sua nova equipa, o Villarreal.

É extraordinário sermos nós próprios os mais descrentes quanto aos méritos dos jogadores que formamos. Os outros, que lucram com eles, agradecem.

Confesso que nunca hei-de habituar-me a isto.

Defesas centrais?

Precisamos de ir contratar novos defesas centrais? Foi aí que esteve o ponto principal fraco da nossa defesa este ano?

Bom, temos sempre que dar um enorme desconto ao que vem na imprensa e relativizar o que se publica por aí, não é verdade?

Entretanto, seguro para a próxima época como reforço para o centro da defesa está André Pinto, que assinou no final de janeiro deste ano, vindo do SC Braga.

Coates também foi contratado em fevereiro de 2017 depois de ter vindo para o Sporting CP por empréstimo do Sunderland.

No plantel temos ainda Ruben Semedo, Paulo Oliveira e Douglas.

Futuro com laterais

Mais uma época em que, infelizmente, não estamos em Maio a viver o presente, mas sim, a zelar pelo futuro. Como acredito que estamos no caminho certo enquanto equipa e estrutura, depois do central André Pinto, espero que neste momento já se esteja a tratar de 3 a 4 defesa laterais, quer para esquerda quer para a direita. Se ainda der para mais, devemos ir buscar um bom médio, que complemente Adrien ou William, para diminuir a pressão sobre a equipa, caso um dos dois saia no defeso ou se lesione - como aconteceu ultimamente - em 2017/2018. Venha o futuro. Com laterais, acima de tudo.

Quem será o lateral esquerdo?

Com Marvin fora do dérbi do dia 22, por acumulação de amarelos, qual será a opção de Jorge Jesus para lateral esquerdo?

a) Recuo de Bruno César, preenchendo a posição;

b) Utilização de Jefferson, que já foi titular durante muito tempo;

c) Recurso a Esgaio, que embora seja lateral direito também já actuou na ala oposta.

 

Fica lançado o debate junto dos nossos leitores. Para que nos digam qual é a solução mais recomendável.

Questões laterais

 

Li um dia que o último lugar para onde qualquer aspirante a jogador quer ir parar é a uma das laterais da defesa. Levam com os extremos Ferrari do outro lado, são culpados de colocar avançados em jogo, ganham menos que os outros, correm que se fartam, muitas vezes o colega da frente não os ajuda, marcam poucos ou nenhuns golos e se são rápidos, são obrigados a ficar na linha de meio campo quando a sua equipa está em ataque num canto.  
A verdade é que se nota. No futebol mundial em quase todas as equipas o lateral é o pior jogador e, em muitos casos, quem lá está até era outra coisa até ser adaptado a lateral.
Não há grandes laterais no nosso futebol, mas do que vou percebendo não sei se não será de investir forte e feio nessas aquisições, ou até arranjar olheiros e técnicos especializados numa posição com enorme influência no jogo, a defender ou a atacar.
Moral da história, Jesus é tudo menos doido em querer comprar – porque quer acertar - sempre mais um lateral.

Cédric, Carriço e João Pereira

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Ao fim de 17 anos a representar o Sporting, tendo jogado em todos os escalões, Cédric prepara-se para rumar a Southampton (onde será colega de equipa de José Fonte). Sai por 6,5 milhões de euros - quantia a que se poderá acrescentar 15% de mais-valia para os cofres leoninos na hipótese de uma futura transferência do jogador, que assinou contrato por quatro anos. Esta será a 11ª transferência mais rendosa de sempre na história do nosso clube.

Lamento que Cédric saia, mas a posição de lateral direito é daquelas em que a equipa tem mais alternativas. E sai num momento da sua carreira em que tem legítimas aspirações de singrar no mais competitivo futebol da Europa.

Só podemos desejar-lhe toda a sorte do mundo. E aplaudir a direcção leonina pelo montante da transferência: daqui a meses, prestes a finalizar o contrato, o jogador formado em Alcochete e que com Fernando Santos tem sido suplente na selecção nacional sairia a custo zero.

Nada a ver com o caso de João Pereira, vendido pela anterior equipa directiva ao Valência por 3,6 milhões de euros em Maio de 2012 - a dez dias do início do Campeonato da Europa em que foi titular como lateral direito e daria nas vistas ao serviço da selecção portuguesa, que atingiu as meias-finais da competição. Um dos mais desastrosos negócios de que há memória em Alvalade nos últimos anos.

Nada a ver com o caso de Daniel Carriço, central da nossa formação que saiu do Sporting por míseros 750 mil euros rumo ao modesto Reading, em Dezembro de 2012, quando dois antes o Spartak chegara a oferecer 6 milhões de euros por ele - e hoje, como capitão do Sevilha, tem no seu currículo a conquista de duas Ligas Europa consecutivas.

Que diferença...

É preciso ter calma

Para alguns sportinguistas, melhor treinador é sempre quem não está e melhor jogador é sempre quem já foi. Tenho pensado nisto a propósto de alguns nostálgicos de Dier e Rojo andarem por estes dias a suspirar por eles, reivindicando-os para o eixo da nossa defesa. Esquecidos já porventura do Sporting-Benfica, no campeonato 2012/13, quando o Benfica veio humilhar-nos a Alvalade num jogo em que o argentino fez autogolo (e Boulahrouz, seu colega na defesa, foi expulso). Esquecidos já porventura do Benfica-Sporting, no campeonato 2013/14, em que Eric Dier falhou por completo a aposta que nele fez Leonardo Jardim, por ausência de William Carvalho.

Tudo isto a propósito de quê?

Do Tottenham-Liverpool de há três semanas, em que Dier provocou uma grande penalidade, logo convertida por Gerrard, no segundo golo da copiosa derrota em casa (0-3) contra os reds (Tottenham que voltou este fim de semana a perder em casa, desta vez contra o West Bromwich, o que não sucedia desde 1984).

Do Leicester-Manchester United desta jornada, em que Rojo fez uma péssima exibição, falhando marcações e oferecendo um dos cinco golos sofridos pela sua equipa, que continua a somar desaires.

Conclusão?

A de sempre: é preciso ter calma.

Um certo swing

Não sou gajo para pedir grandes presentes ao Pai Natal. Principalmente quando estamos em Maio. Eu sei: devia pedir à Nossa Senhora de Fátima já que estamos quase em Maio. Mas toda a gente sabe que os pastorinhos eram do Benfica: vêem coisas que mais ninguém consegue ver e acham que Jesus gosta deles. Evitei comparações com a ranhoca, certo? Bom, não era nada disto que eu queria dizer, mas estou demasiado preguiçoso para apagar. Vou em frente. O que eu queria pedir era um defesa central, por favor. Aprendi a ter uma fé imensa no Maurício e no Rojo, mas dei por mim a pensar no Marco Aurélo, no André Cruz, no Stan Valcks, no Naybet. Estou a explicar-me bem? O que estou a tentar dizer é que falta elegância na nossa defesa. Um certo swing, não é? Temos gajos que parecem troncos, jogam tudo o que têm, comem a relva sem beber água e ainda vão para casa mudar os móveis da sala. Eu estou a pensar no gajo que parece mais um bailarino do que um jogador da bola, um gajo com pés de veludo, um gajo que deixe a bola molhada só de lhe tocar com as pontas dos dedos. Era mesmo isto: um defesa central que deixe a bola molhada. Pode ser?

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Não há dupla como Phil Babb e André Cruz. Um inteligente, lento, com um pé esquerdo do outro mundo (seja para os livre como para passes a virar o flanco), o outro rijo, seguro e forte a sair a jogar com a bola até ao meio-campo.
Sempre fui adepto de centrais (preferencialmente esquerdinos) e este ano acho que estamos bem servidos (tanto para já como para o futuro).»

Bruno Cardoso, neste texto do Luís de Aguiar Fernandes

Polícia bom, polícia mau.

Nos últimos anos, o Sporting não tem sido pródigo em grandes duplas de centrais. A última verdadeira grande dupla de que me lembro foi a do último campeonato conquistado: Phil Babb e André Cruz. Pelo meio tivemos outra dupla relativamente bem sucedida, Tonel e Polga. E agora temos uma dupla que está a dar muito bem conta do recado e que me faz pensar em altos voos, Maurício e Rojo. O que têm estas duplas em comum? Um polícia bom e um polícia mau. Passo a explicar.

 

O polícia mau é facilmente identificável. É o central mais duro, mais físico, mais forte no jogo aéreo, mais tosco. É o central que joga do lado direito. É Maurício no seu jeito tosco mas eficaz, é Tonel a bater nos avançados e a limpar os ares e é Babb no seu jeito de quem prefere quebrar do que torcer. Nenhum deles é um prodígio, mas todos os adeptos ainda gostam deles por não inventarem.

 

O polícia bom, por exclusão de partes, é o outro. A bem dizer, o mau feitio de Rojo destoa aqui um pouco, mas o resto bate certo. Todos eles jogavam pela esquerda. Todos eles eram internacionais por uma das grandes sul-americanas, todos eles estiveram em Mundiais (André Cruz foi vice-campeão em 98', Polga campeão em 2002 e Rojo deve ir ao Brasil para o próximo ano). Curiosamente, Rojo e Polga jogavam na selecção em posições diferentes do que no clube, o primeiro a lateral esquerdo e o segundo a médio defensivo. Estes são os defesas por quem a equipa costuma sair a jogar, ainda que nem sempre bem (Rojo e Polga são os mestres dos passes longos errados), e até se aventuram a marcar livres (não é preciso dizer qual era o único que acertava na baliza).

 

As semelhanças são óbvias: um central duro e que não inventa, outro mais talentoso mas menos eficaz. Parece que só esta tipologia de centrais é que funciona no Sporting. A primeira ganhou um título, a segunda ficou pelas taças: qual será o destino desta?

Prospecção

 

Raphaël Guerreiro de seu nome. Lateral esquerdo a sua posição. Jogou ontem pela selecção de sub-21. Muita qualidade neste luso-francês que optou por defender as cores nacionais.

É certo que o jogo foi contra o Azerbeijão, pelo que as situações de prova não foram as mais interessantes, no entanto, há pormenores que não enganam. Sentido posicional, quer a defender quer a atacar, domínio de bola, capacidade de posse e de passe, movimentações no espaço para dar possibilidade de troca de boa. Tudo feito com muita naturalidade e inteligência.

Tem 19 anos e está na altura certa para, com o devido acompanhamento, se tornar num bom lateral esquerdo. Para já, é titular do Lorient da Ligue 1.

O regresso do "Capitão América"

 

Sabemos, de fonte credível, e o Record também hoje dá disso nota, que a possibilidade de regresso em Janeiro de Onyewu a Alvalade é bem real. A experiência do "Capitão América" será fundamental para mesclar com a juventude de um balneário, depois das alterações que terão lugar em breve. Eu aposto numa dupla DIER-ONYEWU, a mescla perfeita da experiência com a juventude, numa dupla de centrais com mais de 1,90 m. Bom retorno a casa Oguchi!

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