03 Fev 17
Crise providencial?
Luciano Amaral

Terá a crise que afastou o Sporting da Europa, da Taça de Portugal e da Taça da Liga sido providencial? Talvez. Por muito que gostemos de falar das arbitragens (infelizmente, de forma justificada imensas vezes), houve demasiadas culpas próprias no cartório: a incapacidade para segurar os jogos com o Real Madrid, a ineficácia contra o Borussia Dortmund, a incapacidade para ganhar ao Legia Varsóvia, os desastres de Vila do Conde, de Guimarães, de Chaves e as tremideiras sistemáticas contra todo o género de equipas (como o Feirense ou o Paços de Ferreira) provam-no.

 

Mas será que a semi-catástrofe em que esta época se tornou por causa de tudo isto pode vir a ter resultados positivos? Esperemos que sim. A crise terá mostrado a Bruno de Carvalho e a Jorge Jesus (dois indivíduos de ego bastante inchado) que os seus inegáveis talentos e a sua simples vontade não bastam. Depois de uma época de ajustamento que acabou no quase-campeonato, eles deviam achar que este ano o sucesso viria praticamente por si. Seguiu-se um certo desleixo profissional ou facilitismo, que redundou no camião de coxos que desembarcou em Alvalade. E também naquilo que parece ter sido a aproximação displicente a alguns jogos.

 

A crise terá servido para alguma coisa se Bruno de Carvalho e Jorge Jesus ficarem, como se diz agora, mais "smart". No caso do presidente, duas coisas vêm logo ao pensamento: controlar o desbragamento comunicacional e as atitudes intempestivas. O barulho teve o seu tempo há uns anos, quando o Sporting precisou de voltar a entrar na "corrida a três". Mas agora é preciso ser mais cirúrgico. No caso do treinador, vem ao pensamento a farronca que, quando os resultados não correspondem, é seguida por uma espécie de depressão e desleixo - a impressão que faz ver tantos jogos que parecem mal preparados... O presidente também não deve dar carta branca ao treinador para fazer tudo: lá está o camião de coxos. Se não deve ser ele a interferir na equipa técnica, deve haver uma equipa técnica (ou uma assessoria à equipa técnica) capaz de fazer escolhas mais criteriosas do que aquelas que o treinador mostrou ser capaz de fazer.

 

O tempo é de concentração e frieza, apelando às melhores qualidades dos dois líderes do Sporting. Espero que isso se comece a ver já no jogo com o Porto.


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26 Jan 17

 

Ter aumentado a massa salarial da equipa técnica do Sporting no final da época passada, em que só vencemos a Supertaça. Uma espécie de prémio real às vitórias morais.

 

Ter prolongado por um ano o contrato do treinador.

 

Ter dado luz verde à lista de contratações que Jorge Jesus lhe pôs à frente. Hoje sabemos bem o real valor dessa lista, que começou muito cedo a ser questionada.

 


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22 Jan 17

«Não tenho o melhor plantel. Tenho é uma equipa trabalhada por mim, e se está trabalhada por mim tem de ser a melhor. A diferença está no treinador.»

Jorge Jesus, 14 de Setembro 

 

Em nove jogos disputados fora para o campeonato, só vencemos três. O jogo de ontem, mais do que qualquer outro, pôs-me a pensar. Até que ponto os jogadores estão com o treinador?

De uma resposta rápida a esta questão depende a solução para a grave crise que atravessa o futebol do Sporting. Tentar iludi-la só avoluma o problema.


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19 Jan 17
Aqui estamos de novo
Francisco Chaveiro Reis

Já estamos habituados - Aqui estamos de novo. Em crise. Nos meus 32 anos de vida só duas vezes fiz a festa do campeonato. E a medida do sucesso de um clube grande português é a conquista do campeonato. A Taça não chega e as competições internacionais são excepções. Ou seja, nos outros 30 anos da minha vida, o Sporting esteve em crise;

Há 17 jogos por disputar - O facto de estarmos numa só prova não é igual a desistirmos. Os profissionais de verde e branco devem esforçar-se ao máximo vencer todos os jogos. Motivação? O salário e nós, deste lado. Nada garante que nos leve a algum lado mas tem que se jogar pela honra do clube. Além disso, ganhando os 17 jogos, poderemos ter motivo de festa em maio;

Milhões por cepos - É claro que estou desiludido com a época e aponto o dedo à ruinosa política de contratações. Gastamos de mais em jogadores que jogam de menos. Douglas, Meli, Petrovic, Paulista, Elias, Castaignos, Markovic ou André têm as portas de saída escancaradas. Alan só fica porque custou 8 milhões;

Reagrupar - É tempo de mudar o grupo. Manter o núcleo duro, despachar alguns dos atrás referidos (ou todos) e chamar caras novas. Caras novas que sejam velhos conhecidos como Iuri, Podence, Geraldes ou Jonathan e tentar juntar uns cobres para ter um ou dois laterais decentes e um segundo avançado que apoie Dost e marque alguns golos;

Vender é bom - Estou farto do argumento de não termos sobrevivido às saídas de João Mário e Slimani. Um clube português que faça uma boa época terá sempre tubarões à porta. Fizemos bons negócios, mantivemos três campeões da Europa e tínhamos dinheiro para contratar bem. Só não o fizemos;

Jesus – O nosso treinador é arrogante e fala de mais e mal desde a última época. As suas bocas para a Luz deram motivação ao rival. Mas é um grande treinador que colocou, de facto, a equipa a jogar mais. Não terá desaprendido e em breve voltará ao normal;

Bruno – Sempre disse que fazia bem mas falava mal. Já fez obra mas por vezes e, sobretudo sem títulos, parece um Dom Quixote, mesmo que muitos dos moinhos existam mesmo. Mas combatemos o exterior, assumindo os males interiores. No seu texto no Facebook mostrou mais maturidade e capacidade de olhar para dentro. Pode ser que a desilusão lhe traga maturidade;

Em resumo – Já aqui estivemos muitas vezes e nunca ganhamos nada em ser precipitados em mudar de treinadores ou presidentes. Para já, é fazer uma boa campanha no mercado e apontar a 17 vitórias. O resto, apoiar uma equipa que não nos dá grandes alegrias, já é habitual.


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18 Jan 17

Chego ao blogue e verifico que está em pousio, como se nada se passasse. Acontece que este não é momento para silêncios.

Apetece-me portanto lançar o repto aos meus colegas e aos leitores do És a Nossa Fé: falem agora ou calem-se para sempre.

 

Digam aqui quais devem ser agora as prioridades leoninas perante a grave crise em que o clube mergulhou após Bruno de Carvalho ter elevado as expectativas para um patamar sem precedentes, prometendo conquistar tudo e arriscando-se a não ganhar nada - ao nível do futebol profissional, incluindo a equipa B, e das modalidades ditas amadoras. Apesar do fortíssimo investimento efectuado.

O que deve ser feito sem mais demora?

Quais são as prioridades absolutas?

Que cenários devemos recusar?

 

Enfim vamos debater as medidas que têm de ser tomadas sob pena de o Sporting retroceder quatro anos. Ao início do mandato do actual presidente, quando atingimos a pior classificação de sempre no campeonato, comprávamos jogadores que comprovaram ser autênticas nulidades, vendíamos outros para pagar despesas correntes, despedíamos treinadores como quem muda de camisa e éramos alvo de chacota generalizada.

 

Acrescento o óbvio: este é um repto que apenas se destina a sportinguistas. Da nossa casa tratamos nós.


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Demasiado mau
Pedro Correia

Vimos de tudo um pouco neste Chaves-Sporting de que resultou a nossa eliminação da Taça de Portugal.

Vimos um treinador castigado sem confiança no seu adjunto, dando-lhe ordens o tempo todo por telemóvel.

Vimos um adjunto à rasca, incapaz de tomar decisões sem ouvir a voz do "além".

Vimos um presidente no banco dando instruções ao Bruno César como se fosse treinador.

E vimos sobretudo uma equipa sem a menor vontade de ganhar que aos 15 minutos já podia estar a perder 0-2 se não fosse a grande exibição de Beto.

 

Tudo mau. Demasiado mau.


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31 Out 16

Os adeptos na Madeira protestaram ruidosamente. E com toda a razão: não podemos compactuar com a falta de atitude revelada pelos jogadores frente ao Nacional.

Espero que os responsáveis leoninos - do presidente ao treinador - se deixem enfim de questões laterais e se concentrem na recuperação da equipa.

Não é tempo para desperdiçar energias com comunicados consecutivos, bravatas nas redes sociais, falatório em excesso, almanaques de mil novecentos e troca o passo, "vídeos motivacionais" da treta e alarido na praça pública a propósito de cem assuntos secundários enquanto se perde de vista o essencial.

É tempo de a direcção olhar mais para o Sporting e menos para os rivais. Venho escrevendo isto há semanas e sinto o imperativo de o reiterar aqui.

 

Leitura complementar:

Breves notas a propósito do jogo de sábado

Devemos imitar Gelson Martins

Contra a apologia das vitórias morais


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30 Out 16

A verdade é que já está toda a gente farta destas crises recorrentes do Sporting, que aparecem sabe-se lá porquê e vindas sabe-se lá de onde. Ainda mais fartos estão os adeptos que continuam a conseguir encher estádios mesmo com a carreira medíocre das últimas décadas. Não é de certeza por eles que as crises aparecem. O treinador e os jogadores estão com a neura? Estão deprimidos? Então é melhor tratarem-se. Quando passar, avisem.


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17 Jun 15

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03 Jun 15
Kindergarten
Paulo Gorjão

Enfim, começo a ficar cansado de más telenovelas. Não vale a pena repetir argumentos e pontos de vista, até porque o Luciano Amaral colocou oportunamente o dedo na ferida. Numa altura em que era suposto saborear a vitória na Taça de Portugal e começar a preparar a próxima época com toda a tranquilidade, eis que insistimos e voltamos a insistir em dar tiros nos pés.

Os dias que estamos a viver são tão estupidamente ridículos. Querer despedir um treinador que acaba de conquistar um título, após um jejum de SETE anos, é inacreditável. Querer despedir um treinador, claramente competente, que ainda por cima conta com o apoio dos adeptos, dos sócios e dos futebolistas, é ainda mais surreal.

Como sempre, regressamos ao que sabemos fazer melhor: dar tiros nos pés e dar de bandeja a terceiros as condições para nos relegarem para terceiro plano.

Não há um problema com o treinador. O presidente insiste em criá-lo. O seu lema parece ser: há que criar problemas onde eles não existem para depois os resolver. Como se não tivéssemos problemas suficientes e inúmeras frentes de batalha em aberto.

O presidente do Sporting insiste num erro colossal, como o designou Pedro Correia. De facto, Bruno de Carvalho parece apostado em mostrar que um homem inteligente pode tomar decisões muito estúpidas.


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17 Mai 15

Em Dezembro do ano passado, por altura do primeiro episódio desta crise, manifestei a minha pena por a chegada desta nova direcção não ter alterado a tendência do Sporting para a autodestruição. Em Janeiro deste ano, quando a crise pareceu resolver-se, manifestei a minha esperança de que toda a gente tivesse aprendido qualquer coisa e como isso seria óptimo para o Sporting. Chegámos a Maio e percebo que não.

 

Contra as minhas esperanças do passado recente, percebo que o Sporting continua a ser o mesmo clube maluco que me habituei a conhecer. Clube em que as grandes vitórias praticamente aparecem por milagre (vide o campeonato de 2000) e não como resultado de trabalho continuado. Que posso fazer? Foi assim nos quarenta e tal anos que levo de apoio ao Sporting. Tanto quanto consigo ver, assim continuará a ser.

 

Por agora, só espero que corra tudo bem no Jamor.

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Nos idos de Novembro de 1975, um Primeiro-Ministro deste nosso país referiu num célebre momento, que mais parece um sketch de humor, que estava farto de brincadeiras, referindo-se à situação caótica no país que levou o governo a decretar greve. Ora, quase 40 anos depois, nós adeptos do Sporting Clube de Portugal também podemos dizer que estamos fartos de brincadeiras. Isto vale para a estrutura técnica e directiva. A 15 dias de um jogo decisivo, o folhetim tem sido lamentável. Que sejam tentativas de desestabilizar vindas de fora, temos de aceitar e viver com isso, visto que ainda somos um grande e faz parte tentar criar uma pressão adicional antes de um jogo importante. Ver os nossos homens envoltos num espectáculo destes é de bradar aos céus. Isto tem tudo para correr mal. Que eu me engane no próximo dia 31. 

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15 Mai 15
Acho alguma piada a isto
Edmundo Gonçalves

Acho piada que alguma rapaziada que agora critica o presidente por querer meter o bedelho na constituição do plantel fosse em tempos tão admiradora de D. Bufas, o paradigma do dirigente "quero, posso e mando".

Também acho piada que apareçam de faca afiada, saídos do esconso onde se escondem quando a coisa parece correr bem (que para eles é correr mal, claro está), logo que as águas se agitem, haja ou não razão, tipo claque do Vitória: é verde, mexe, leva!

Ora se nem o Jesus ou o Mourinho escolhem jogadores (fundos, lembram-se?), por que carga de água deveria o treinador do Sporting, seja ele qual for, escolher quem deve ou não ser contratado? claro que deve ser consultado, mas a última palavra deve ser sempre de quem paga! ou não? É que, para os mais distraídos, estamos numa situação de resgate, sob a alçada da UEFA, e com contas a prestar a credores. Coisa pouca, herdada de direcções anteriores, precisamente compostas por gente muito amiga do senhor Pinto da Costa.

Claro está que para eles o treinador pouco conta, o alvo é outro, obviamente. Mas se o treinador, seja ele qual for, mesmo sem ter sido eleito, assumir o pagamento... que vá às compras!


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O que queria escrever já foi escrito pelo Luciano Amaral e pelo Pedro Correia.

Que puta de vida a nossa.


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Um erro colossal
Pedro Correia

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 Foto Record

 

Marco Silva parece ter os dias contados como técnico principal do Sporting. Eis a reprise do psicodrama que marcou o último Dezembro leonino, só encerrado na altura com uma declaração do presidente à Sporting TV em que manifestava confiança no treinador. Foi há menos de cinco meses mas já soa a frase de um passado longínquo.

A palavra "ruptura" é utilizada hoje na capa de um jornal. Mas não é um jornal qualquer, nem vem da pena de um qualquer jornalista: surge no Record, de longe o diário desportivo mais próximo da direcção leonina. Em texto assinado pelo próprio director do jornal, António Magalhães. Que falou com Bruno de Carvalho, como fica bem patente na prosa que escreveu e publica na página 2.

Tudo isto, note-se, a 16 dias da decisiva final no Jamor.

 

Depois desta manchete, validada com a chancela do director, parece cada vez mais evidente que Marco Silva não permanecerá no Sporting após 31 de Maio.

Se vencer a Taça de Portugal, como todos desejamos, a sua saída será um erro colossal da direcção leonina, aparentemente pronta a afastar o único técnico que se prepara para nos dar um título em futebol profissional desde o já longínquo ano de 2008 (quando Paulo Bento conquistou igualmente a Taça de Portugal, seguida da Supertaça).

Um erro somado a tantos outros.

Ao de João Rocha, que despediu Malcolm Allison no Verão de 1982, logo após o Sporting ter conquistado a dobradinha (campeonato nacional e Taça de Portugal), dando início ao longo inverno de 18 anos sem títulos.

Ao de Sousa Cintra, que na época 1993/94 afastou Bobby Robson do comando técnico da equipa, a pretexto de uma derrota na Taça UEFA, quando o Sporting seguia em primeiro (e a seguir o britânico sagrou-se campeão como treinador do FC Porto).

Ao de Luís Duque, que afastou Augusto Inácio (o treinador que nos conduziu ao título após 18 anos de jejum), contratou e despediu José Mourinho - tudo no mesmo dia, em Novembro de 2001: bastou-lhe ouvir uns berros de alguém numa conferência de imprensa para se borrar de medo e voltar com a palavra atrás (Mourinho, como Robson, seria campeão pelo FC Porto enquanto Inácio teve a dignidade de recusar manter-se em Alvalade quando lhe vieram pedir que afinal ficasse para aguentar o barco).

Ao de José Eduardo Bettencourt, que em Fevereiro de 2009 bradava "Paulo Bento forever!" - uma "eternidade" que durou sete meses, até ao despedimento do técnico que garantiu duas Taças e duas supertaças para o Sporting (as últimas até ao momento) e depois conduziria a selecção portuguesa a uma épica meia-final do Euro-2102.

 

Mudam as gestões, mudam os nomes inscritos no gabinete presidencial, mas o Sporting mantém-se fiel à péssima tradição de ser um cemitério de treinadores. O experimentalismo contínuo, que não permite sedimentar processos de jogo e modelos tácticos nem criar verdadeira empatia entre adeptos e equipas técnicas, tornou-se lei comum em Alvalade.

A instabilidade não vem de fora, vem de dentro.

 

Nem comento os nomes que circulam como eventuais sucessores de Marco Silva e aos quais o Luciano já se referiu aqui. Limito-me a questionar que estabilidade pode ter a nossa equipa perante cenários destes num período em que dela se exigiria concentração total no objectivo de garantir a Taça no Jamor. Cenários que não podem ser invenção pura do jornal mais conotado com Alvalade e que a todo o momento tem acesso ao presidente.

Mas se estamos apenas perante mais uma tentativa externa de desestabilizar o Sporting, nada como a prova do algodão, que não engana: bastará um comunicado claro e conciso do presidente, garantindo que Marco Silva - sua escolha pessoal, faz agora um ano, para treinar a equipa até à temporada 2017/18 - continuará como aposta única para o comando técnico na época que vai seguir-se.

 

Cada hora que passar durante o resto do dia de hoje, o silêncio soará a confirmação de tudo quanto ficou escrito.

Com as consequências daí decorrentes: o hipotético divórcio entre treinador e presidente alastrará inevitavelmente às relações entre o presidente e os adeptos.

Como escrevi aqui em Dezembro, "o destino de um está ligado ao destino do outro. Ou seja, o fracasso de Marco Silva representaria também o fracasso de quem o contratou e o vinculou contratualmente ao Sporting durante quatro anos".

Não é preciso nenhum especialista externo em "gestão de crises" soprar-lhe esta evidência ao ouvido para Bruno de Carvalho ter a certeza absoluta de que será assim.


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22 Jan 15

Vá lá, virem-se agora para o outro lado da rua.

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17 Jan 15
Sinais da crise
Paulo Gorjão

1. Actualmente, o Sporting é a equipa que não sofre [golos] há mais jogos [seis], entre os 116 clubes das ligas alemã, espanhola, francesa, inglesa, italiana e portuguesa (Record). Melhor nesta época só o Bayern de Munique (oito) e o Barcelona (sete).

2. Mais dois jogos sem sofrer golos e Marco Silva iguala a melhor série de Leonardo Jardim na época passada.

3. Se o Sporting vencer os próximos dois jogos da Liga, ambos em Alvalade, frente a Rio Ave e Académica, Marco Silva ultrapassará Leonardo Jardim no número de pontos amealhados ao fim de 18 jornadas: 38 no caso de LJ e 39 no de MS (A Bola).

Portanto, é isto, penso eu de que, não é verdade?


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06 Jan 15

Só para notar que ter opinião sobre a crise que vivemos depois de resolvida é muito fácil e indolor. E por aqui me fico para não cometer o erro de ser injusto, eventualmente demasiado cínico, em relação a alguns notáveis que agora parecem querer apanhar o comboio em terreno seguro.


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05 Jan 15
Paz podre
Paulo Gorjão

Fracassada a tese da crise irreversível, agora é a vez da paz podre. Santa paciência. A única coisa fora de prazo que vejo é este wishful thinking disfarçado de análise.


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Na comunicação social continua a análise à crise que entretanto se sepultou e ao papel dos seus intervenientes, entre eles em particular José Eduardo. Sem novos factos, mastiga-se o que está mais do que mastigado até à exaustão. Rapaziada, deixem-me dar-vos uma novidade: os sócios e adeptos do Sporting já estão na fase das lições aprendidas. Em bom rigor até já estão noutra: Famalicão, Braga e Rio Ave.

Se nos quiserem acompanhar, muito bem. Caso contrário, nós vamos andando e vocês, quando terminarem, por favor, fechem a luz.

P.S. -- Lá estarei em Alvalade na quarta-feira. Vai estar um frio do caraças, mas vocês sabem porque não fico em casa.


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04 Jan 15

Estava a escrever um grande lençol sobre a crise quando parei a meio, porque me pareceu uma chatice. Felizmente, tanto o Adelino Cunha como o Paulo Gorjão escreveram boa parte do que quis dizer no dito lençol. Acrescento só uma ou duas notas soltas:

 

1) Quebrou-se um certo elo privilegiado entre os sócios/adeptos do Sporting e este presidente. E por uma razão simples: ele foi eleito para não repetir erros do passado. Mas nas últimas semanas levou-nos pela sua própria mão de volta a esse passado. O presidente "que percebe os sportinguistas" desta vez não os percebeu.

 

2) O povo do Sporting (como lhe chama o Adelino e como tentei dizer aqui) percebeu antes do presidente os erros que não se podem repetir. O presidente tem agora uma oportunidade para aprender esta lição popular. Se a aprender, juntará uma nova forma de governar a tudo o que já fez de bom pelo clube. E isto inclui uma certa forma de se dirigir para o exterior, que teve muita utilidade ao início mas que agora ameaça tornar-se cansativa e infrutífera. Afinal, também ele ainda não tinha percebido muito bem o que é o Sporting. Talvez agora tenha realmente percebido.

 

3) Parece-me que Marco Silva também aprendeu. Ontem, deixou-se de lirismos e apostou numa equipa mais realista. Mais assente na defesa, sem deixar de ser perigosa no ataque. Também ele ficou prisioneiro do povo do Sporting, dado o partido que o povo tomou por ele. Isso talvez o leve a menos romantismos e afirmações de personalidade em campo, só para provar certos pontos. Da crise, é capaz de ter nascido uma equipa mais sólida.

 

4) Quem não gosta de Bruno Carvalho e quem não gosta do Sporting ganhou um herói sportinguista: Marco Silva. Vão passar a ter de torcer por ele, porque se empenharam a lutar por ele nesta crise. A imprensa do Sporting vai, por isso, melhorar. Isto é cínico? Pois é, mas quem disse que o cinismo (como a ingenuidade, no extremo oposto) não contém uma parte de verdade?


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Ficou claro. Eu acho que ficou claro. Durante esta semanas, houve uma espécie de tentativa de golpe de estado no Sporting para afastar o treinador. Quando surgiram os primeiros conflitos (e nem importa saber quais), o presidente iniciou uma estratégia de fragilização do treinador: atacou no facebook, atacou na televisão, atacou na sala de imprensa e depois reagiu aos contra-ataques impondo a censura interna. Chegados aqui, havia um de dois caminhos: o presidente demitia o treinador ou demitia-se por ser incapaz de demiti-lo. O presidente decidiu continuar a cavar o seu próprio buraco e começou a manobrar em silêncio. Primeiro, mandou, ou deixou que alguém mandasse em seu nome, um peão de brega vomitar acusações inqualificáveis contra o treinador com base em fontes do Sporting. Depois, tentou virar a massa adepta contra o treinador. Por fim, não se inibiu de usar declarações dos jogadores contra o treinador. É triste, mas um mau resultado da equipa e o golpe teria sido bem sucedido, o que me leva a pensar que o presidente precisava de uma derrota para demitir o treinador. Isto é triste. O golpe de estado teria resultado se Marco Silva fosse fraco como homem, se os jogadores fossem fracos como equipa e se os adeptos fossem fracos como sportinguistas. Desta vez, foi o povo do Sporting que travou o golpe. Porque não percebem o que se passou desde Guimarães. Porque não gostaram do que ouviram em on e em off. Porque sabem que o treinador é bom. Porque estão fartos destas merdas do passado. Eu estou farto desta merda das crises de Dezembro. Principalmente quanto temos treinador, temos equipa e temos um presidente que muito tem feito pelo Sporting. Deslumbrou-se agora e deixou vir ao de cima o garoto que ainda tem dentro de si. Pode ser que sim. Bruno de Carvalho é novo, está a aprender. Espero que tenha aprendido esta lição.


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 Imagem - captada após o jogo desta noite - recolhida daqui

 

A insólita crise do período natalício no Sporting foi enfim superada. Com uma importante mensagem do presidente Bruno de Carvalho duas horas antes do jogo de ontem na Sporting TV e declarações sóbrias mas sagazes do treinador Marco Silva na conferência de imprensa após a partida com o Estoril. Na linha do que vários de nós defendemos no És a Nossa Fé desde o primeiro dia.

Pecou apenas pela resolução tardia, mas mais vale tarde que nunca.

Também como sempre sustentámos neste blogue - e não apenas nós - o projecto em curso no Sporting não exclui nenhum dos dois, presidente e treinador.

Pelo contrário, só faz sentido com ambos no mesmo barco.
Contra os incendiários de turno, que também os há no nosso clube, entrincheirados nas respectivas barricadas: de um lado os órfãos do godinhismo, que desde o primeiro minuto torcem pelo desaire de Bruno de Carvalho por nunca terem conseguido engolir os resultados eleitorais de 2013; do outro, alguns que se apressaram a desqualificar Marco Silva, chamando-lhe "lampião" e outros mimos, o que é totalmente inaceitável.

Como se comprovou, e como sempre acreditámos, havia margem para a resolução do conflito - avolumado por uma certa comunicação social sedenta de escândalos - através do diálogo longe dos holofotes e do estabelecimento de compromissos internos de longo prazo.
É assim que as pessoas responsáveis procedem.

Não existem organizações sem problemas. Mas também não há problemas sem solução.

De tudo isto espero que Bruno de Carvalho retire as devidas conclusões. Desde logo a necessidade de reforçar, profissionalizando-a, a estrutura de comunicação do clube. Que não pode voltar a cometer alguns erros infantis que ocorreram nas últimas semanas. Definitivamente para esquecer.


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02 Jan 15
Blackout
Luciano Amaral

Acabem lá com esta parvoíce.


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30 Dez 14
O Sporting é Nosso!
Frederico Dias de Jesus

Assumo, desde já, que a leitura que faço sobre toda a situação do meu Sporting possa, naturalmente, ter erros.

Mas, como em tudo, sinto-me na liberdade de o fazer.

 

Os últimos dias, e como foi muito bem escrito nesta casa, tiveram a proeza de criar uma guerra entre Sportinguistas. Faz recordar um certo episódio histórico em Portugal, um género de Liberais contra Miguelistas, do qual o país, ainda hoje, não recuperou. O Sporting, ironia do destino (no berço da nação) lá mostrou à escória jornalista que "os cães ladram e a caravana passa". Contudo, os pró-Brunistas (anti-Marco) e os pró-Marco (anti-Brunistas) continuam em trincheiras a guerrear. Qualquer dia temos pelas ruas de Alvalade adeptos fervorosos destes blocos a perguntarem com quem estamos.

Isto não abona a favor dos dois, e muito menos a favor do Sporting. Perdemos meses, anos, a falar em estabilidade. Na primeira situação em que necessitamos dela, a casa treme durante mais de uma semana. O Presidente esteve mal? Esteve. O Treinador esteve mal? Esteve. A equipa esteve mal (em alguns jogos)? Esteve. Por isso é que se fala em reconstruir, reerguer, reencontrar o caminho dos títulos. Porque o trabalho tem de ser feito de raíz. Assimilar novos processos. Adaptar a novas realidades de gestão. Mas também os Sportinguistas têm de mudar o "chip". Embora tenhamos imenso mérito, temos de criar novas posturas. Exigentes, sim. Críticos, sem dúvida. Mas confiantes que quem toma decisões enfrenta realidades que desconhecemos. Principalmente no que toca a poderes e interesses instalados no mundo do futebol português.

 

Agora vem a parte que eu acho mais relevante, porém a mais abstracta. (É apenas uma suposição):

Acham que os "barões" do Sporting (aqueles que nos afundaram durante anos, com a esquizofrenia de uma aristocracia de notáveis) por algum momento desistiram de recuperar o clube? Acham que esses mesmos senhores que se aliavam aos andrades e aos demais cônjuges, deixaram de o fazer? Acham que esses interesses deixaram de existir? Acham que por um momento estes senhores deixam de pôr em prática taticismos de bastidores para levar a deles avante?

Mais importante, querem arrepiar caminho àquilo que tem sido feito?

O Sporting está a construir-se, devagar, mas mais forte. Com estabilidade, e isso envolve o Presidente ser, por vezes, mais comedido, como também não sermos um verdadeiro cemitério de treinadores. E o próprio Marco Silva olhar mais para as soluções da equipa B. Isto não é um projecto de dois anos, é de muitos, muitos mais.

Aqui só pode haver um lado, é o do Sporting Clube de Portugal. 

Senhoras e Senhores, pede-se clarividência na escolha desse lado, não deixemos os nossos olhos tapados com poeiras escuras.

Viva o Sporting!

 


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29 Dez 14

Após dez dias de absurda turbulência no Sporting, na sequência imediata da nossa vitória frente ao Nacional, apenas José Eduardo defende o despedimento de Marco Silva.

Valeu a pena tanto barulho?


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28 Dez 14

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Tenho apoiado sem reservas o actual presidente, como documentam diversos textos (este, por exemplo, publicado no És a Nossa Fé há pouco mais de um ano), e fui muito crítico da gestão anterior, que conduziu o Sporting à beira do abismo.
Apoiei também Marco Silva desde o primeiro minuto. Aliás se houve matéria em que Bruno de Carvalho conseguiu ser largamente consensual foi na contratação dos treinadores - primeiro Leonardo Jardim, agora Marco Silva.
Continuarei a apoiar um e outro - até que factos muito concretos possam dar-me motivos para pensar de outra forma.
Assim, penso não haver qualquer motivo para a dicotomia Bruno/Marco que agora começa a desenhar-se em certos meios: ou se está com o presidente ou se está com o treinador.
Não podia haver pior notícia para o Sporting do que esta dicotomia.
Considero, aliás, que o destino de um está ligado ao destino do outro. Ou seja, o fracasso de Marco Silva representaria também o fracasso de quem o contratou e o vinculou contratualmente ao Sporting durante quatro anos.
Não perceber isto é não perceber o essencial.


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26 Dez 14

Como não sou médico legista, não tenho especial interesse na autópsia do que se passou nos últimos dias. Mais do que olhar para trás, prefiro colocar uma pedra sobre o assunto, serenar os ânimos e seguir em frente. Pouco importa quem tinha 'razão' ou de que lado estava a 'verdade'.

O que vale a pena acentuar é que prevaleceu o bom senso -- algo tão importante, como refere o Pedro Correia -- e que estaremos, de novo, num trilho que nos permitirá usufruir de alguma estabilidade. Excelentes notícias, portanto. Haja essa esperança, pelo menos.

Não tenho ilusões que, evitada a crise, há arestas por limar e que tudo permanece frágil. Razão acrescida para tentarmos voltar à sintonia existente (e possível), sem pirómanos de serviço como Dias da Cunha ou José Eduardo.

Repito, vezes sem conta: aquilo que temos em comum é seguramente mais forte do que aquilo que nos separa. Todos queremos que o Sporting tenha êxito, todos queremos ver as nossas equipas ganhar nas mais diversas modalidades. Tentemos todos, por isso, refrear o nosso sentido crítico, sacrifiquemos todos, porventura, um pouco do nosso protagonismo em benefício do Sporting.

A nossa união nada nos garante, mas as divisões internas garantem-nos de certeza absoluta dias de tempestade. Nós, mais do que ninguém, sabemos como isso é verdade.

Allez, allez, Sporting allez!

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2014-12-26 20.28.54.jpg

 

O bom senso parece ter prevalecido, no sentido em que alguns de nós vínhamos escrevendo há vários dias aqui no blogue.

Permito-me, pela minha parte, lembrar textos como este ou este.

Tenho a consciência de que os apelos à pacificação interna, multiplicados em blogues que merecem crédito, acabaram por fazer o seu caminho junto da direcção leonina e do próprio presidente, leitor atento da blogosfera.
Um passo muito importante foi dado na direcção correcta, como o Paulo Gorjão já sublinhou. Lamentavelmente houve quem no universo do Sporting tivesse debitado as maiores barbaridades contra Bruno de Carvalho e/ou Marco Silva: basta espreitar algumas caixas de comentários. E não faltaram as vozes incendiárias de algumas personalidades supostamente responsáveis que, num sentido ou noutro, se limitaram a lançar gasolina na fogueira.

 

Refiro-me, por exemplo, ao ex-presidente Dias da Cunha e também a José Eduardo, ex-presidente do Sindicato dos Jogadores.

O primeiro, falando à Rádio Renascença, voltou a exteriorizar o seu ódio visceral a Bruno de Carvalho disparando desta forma: «Se calhar o blackout evita que o presidente continue a dizer disparates, serve para calar o presidente que, esse sim, é que tem de se calar.» Num desmentido vivo do lugar-comum que associa idade madura a sensatez.

O segundo, hoje mesmo, produziu declarações inaceitáveis contra o treinador do Sporting recolhidas pela RTP no seu frenesim anti-Sporting: «O Marco Silva já não está a fazer nada no Sporting. Tem interesses próprios, que não são os interesses do Sporting, são de gente que pretende destruir o Sporting.» Declarações que vão originar uma queixa-crime, já anunciada.

 

Tudo isto, naturalmente, deixa feridas difíceis de sarar.

Uma vez mais, no Sporting, dispara-se contra o inimigo interno: esquecem por completo, estes pirómanos anti-Bruno e anti-Marco, que os adversários estão lá fora, não cá dentro.


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Termine como terminar, esta crise, perfeitamente desnecessária e certamente evitável, já tem vencedores e vencidos. O Sporting, em primeiro lugar, é o grande perdedor e o maior prejudicado. A estabilidade, esse valor fundamental numa instituição, voltou a estar em causa. Regressámos às divisões internas e aos tiros nos próprios pés, em suma, voltámos às dinâmicas suicidas. Contrariamente ao que pensava, ou queria pensar, o maldito passado ainda é muito presente, afinal.

O próprio Bruno de Carvalho sai muito mal nesta fotografia. A sua pulsão para o desastre é tanto mais espantosa se se tiver em conta o trabalho altamente positivo que desenvolvera até ao momento. Mas as coisas são como são e acabe como acabar, há um antes e um depois desta crise. No curto e no médio prazo, a relação de confiança que tinha com os sócios e adeptos dificilmente voltará a ser a mesma, não digo com todos, mas seguramente com muitos deles.

Augusto Inácio também sai muito mal desta embrulhada. Como é que o responsável pelo futebol deixou chegar a situação a este ponto?

Naturalmente, Benfica e Porto esfregam as mãos de contentes com a nossa velha instabilidade. Um Sporting instável, num contexto de soma nula, era a melhor prenda de Natal que lhe poderiam ter oferecido. Que tenhamos sido nós próprios a oferecer essa prenda é de doidos!

Os inimigos internos, ou rivais, de Bruno de Carvalho também sorriem com os seus erros primários. Agrada-lhes tudo o que prejudique o presidente, i.e. a sua autoridade e a relação de confiança que tem -- tinha -- com os sócios e adeptos. Note-se como, até ao momento, quase que não houve apelos à unidade oriundos dos ditos notáveis. Algumas intervenções foram, aliás, altamente incendiárias. Como sempre...

Esta crise nada tem ainda de irreversível. Bruno de Carvalho, para o seu próprio bem e do Sporting, precisa de delinear uma estratégia que lhe permita recuar no conflito com o treinador. Ora, com algumas alterações, ainda é possível encontrar uma solução que permita a todos salvar a face. Rapidamente, se faz favor.

Isto dito, acabe como acabar, no final desta crise cá estarei para tirar as devidas ilacções.


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24 Fev 14

Habituados como estamos, nestas últimas décadas no futebol cá do burgo, foi com pavor que assistimos, domingo à noite à queda de mais um mito. A norte ficou provado que a famosa estrutura blindada do fcporto apenas o é em papel. A estrutura, onde ratos não fogem (ia jurar que uma vez vi um a fugir para a Galiza, mas se calhar sonhei), afinal tem pés do barro mais frágil que existe. Blindados na comunicação social por correspondentes escolhidos a dedo, que questionam apenas o que podem e não o que querem, foi com surpresa que vimos o sumo pontífice a vacilar perante uma questão dita pertinente que lhe foi colocada. Em seu socorro veio um funcionário, antigo jornalista, que o levou para fora da improvisada conferência de imprensa. O estagiário que colocou a questão, dou por certo que o seja pois os escolhidos já sabem quais as questões que podem colocar a sua eminência, pode no entanto dormir descansado. Noutros tempos, daqueles em que vivemos nas últimas décadas, não mais poderia sequer acercar-se da sala de imprensa do dragão. E melhor seria mudar de cidade e mesmo de profissão. Mas os tempos são outros e afinal a estrutura mais não é que uma organização apenas e só alicerçada no deve e haver. Havendo para todos comer a coisa lá vai, não havendo pão a coisa desfaz-se como um baralho de cartas. 

 

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30 Jun 13

"O resultado da assembleia geral fala por si. O Sporting está saturado de guerras e confrontos e conflitos internos. Os sportinguistas entenderam que é preciso acabar com a guerra interna e é preciso encontrar um rumo. Esta direcção tem uma legitimidade significativa e esbateram-se os ecos eleitorais, o que é excelente. O Sporting não pode ficar dividido em blocos. As eleições são uma escolha. Tem de haver conciliação pós-eleitoral, sobretudo quando o clube precisa de uma terapêutica que é duríssima. O Sporting vai ter de fazer mais com menos. O mal não está no plano de reestruturação financeira: o mal está na situação da qual partimos. O mal nunca está na cura."

Rogério Alves, há pouco, na SIC Notícias


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26 Jun 13

Andam alguns muito escandalizados com as restrições orçamentais postas em prática no Sporting por imperativos sérios de contingência financeira. São os mesmos que louvavam os estendais de desperdício das gestões anteriores, nomeadamente da que antecedeu esta. Mas cabe perguntar: se José Couceiro tivesse sido eleito em Março presidente do Sporting o rumo seria diferente?

Claro que não. Aliás o próprio candidato derrotado deixou isso bem claro durante a campanha eleitoral, que decorreu com uma dignidade inquestionável. Disse na altura Couceiro, com a seriedade que o caracteriza: "O clube tem tido problemas graves na sua gestão desportiva. Há que inverter esse caminho e ter uma política desportiva diferente, que possa ter suporte numa política financeira que seja compatível com um clube da dimensão do Sporting."

Quase tudo dito em escassas palavras. Desautorizando as leituras delirantes daqueles que imaginam o Sporting como um clube a nadar em dinheiro, capaz de sobreviver sem cortes na sua pesadíssima estrutura de funcionamento.

Só não vê quem não quer.


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09 Jun 13

... que se pelam por lançar farpas, por regurgitar ofensas, por espalhar mentiras, atiçar medos, arranjar palco (mesmo que remunerado) e público (mesmo à custa de "investimento") para minar o caminho do novo Presidente do SCP.

Com ou sem razão, com ou sem fundamento, tentam ser o ácido lento da desgraça que lhes desentupirá o esófago, o aríete da vingança de uns quantos wanna-bes!

Tentam minar o trabalho de um Presidente que tem 17 toneladas de erros e de lixo por corrigir e limpar num Clube com mais de 400 milhões de boas estórias de burlas, fraudes e esquemas convenientes aos quais muitas abéculas teciam loas e faziam vénias.

A cepa de lagartixas que permitiu, anuiu, colaborou ou ganhou com a humilhação do Leão nos ultimos anos tem de perceber uma coisa... ACABOU-SE! ACABOU!

AGORA MANDA NO SPORTING UM PRESIDENTE EM NOME DOS SÓCIOS, NÃO UM HARÉM DE SANGUESSUGAS E PARASITAS AO SERVIÇO DE COMISSIONISTAS E PROXENETAS COM UMA CÁFILA DE BOBOS DA CORTE COMO PAJENS E AIAS!

A união em torno do Clube não implica amnésia nem estupidez!

A união em torno do nosso Clube implica fazer o que tem de ser feito, custe o que custar, doa a quem doer!

 

Um santo domingo a todas e todos os sportinguistas.

 

 Imagem retirada da página Facebook O Pinto de Alvalade


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20 Mai 13
Comparações
Pedro Correia

Convém que isto seja dito desde já: a próxima época do Sporting terá sempre de ser avaliada em comparação com a que agora acaba e não com nenhuma outra. Porque o ponto de partida é este mesmo: o sétimo lugar em que lamentavelmente ficámos.

Não vale a pena invocar em vão glórias passadas, recuar a toda a hora ao tempo dos 'violinos', do cantinho do Morais, das jogadas mágicas do Jordão, dos golos do Yazalde e do Jardel. Estamos onde estamos, temos o que temos, as coisas são o que são.

Queremos melhorar, a partir de agora. E vamos melhorar, tenho a certeza. Mas com os pés no chão. Sabendo que não há milagres. Como cantava o sportinguista Sérgio Godinho nos idos da revolução, "só quer a vida cheia quem teve a vida parada". Como quem diz: não gritem agora exigências que nem ousaram sussurrar no passado.

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E para o ano...
Diogo Agostinho

E acabou o horror! Não dá para esconder. Este ano foi mau. Não vou entrar nos culpados. Isso já foi claro e já desencadeou um processo eleitoral e retirou da liderança do clube quem não sabia liderar.

Hoje, os tempos não são para esquecer e deitar para trás. Este campeonato é para ser lembrado, estudado e deve ser base de trabalho sobre o que não fazer para o futuro. As más práticas também merecem ser pensadas.

Terminamos com uma classificação vergonhosa para o nosso clube. Nada apaga isso. Agora, sem Liga Europa, é tempo de arrumar a casa.

 

Jesualdo Ferreira está de partida. Resta-nos agradecer. Ponto. Sem drama, nem novela pois já vivemos muito nestes últimos anos. Colocou a equipa a jogar melhor? Como é óbvio, depois da anedota Vercaurteren, só poderia ter colocado. Tem muitos anos de futebol, sabe mexer-se no nosso meio. Deu força a jovens cheios de vontade e deu ainda cultura táctica a muitos jogadores que andavam perdidos.

Mas, objectivamente não alcançou o resultado mínimo e objectivamente, o Sporting não pode ficar preso ao drama Jesualdo. Não tem sido pelo Treinador que o Sporting não tem subido mais patamares ao longo destes anos.

 

Agora, ao que parece chega Leonardo Jardim. Gosto dele. Coloca as equipas a jogar de forma rigorosa, tem feito uma carreira muito interessante, é jovem e ambicioso e é sportinguista.

A esperança nasce para a próxima época. Não quero começar a vaticinar lugares e fábulas. Quero que o próximo ano nos dê uma equipa equilibrada, jovem, com sangue na guelra e cheia de vontade de honrar a camisola mais linda do mundo.

 

Ponderação e vontade. É o que peço para esta fase.


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18 Mai 13

O melhor e o pior, em futebol, medem-se com factos concretos. É algo que não pode confinar-se ao domínio da pura subjectividade. Essa é uma vantagem que o futebol tem, por exemplo, em relação à política.
Que a saída de Domingos Paciência foi grave, como alguns de nós (poucos) na altura dissemos, ficou bem demonstrado nos meses que se seguiram a esse despedimento. A equipa ficou pior, sempre pior. Não sou eu que o digo, no bom 'achismo' à portuguesa: são os factos que gritam. O Sporting cumpriu a pior época e situou-se no pior lugar de sempre no campeonato, ficando igualmente excluído da qualificação para uma competição europeia - algo que não sucedia há 37 anos.
Alguns defendem que a eventual saída de Jesualdo Ferreira, no termo desta época, constituirá algo "mais grave" que a de Domingos quando iam decorridos dois terços da época passada. É um raciocínio que não consigo acompanhar. Porque isso implicaria que na próxima época o Sporting viesse a comportar-se ainda pior do que se comportou nesta. Algo em que, sinceramente, nenhum sportinguista acredita.

Mas, uma vez mais, os factos cá estarão para o demonstrar.


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15 Mai 13

Tivemos razões de queixa da arbitragem em alguns jogos - e nenhuma foi tão má como a de João Capela, no Benfica-Sporting, como muitos benfiquistas reconheceram com assinalável honestidade desportiva que cumpre reconhecer aqui. Mas, no essencial, não ficámos na pior posição de sempre no campeonato devido aos homens do apito: na época passada o Sporting foi muito mais prejudicado pelas arbitragens e ficou em quarto (ao menos isso). Este ano saltámos logo da Taça de Portugal, afastados pelo Moreirense, e fomos eliminados da ronda inicial da Liga Europa. Não foi por causa das arbitragens que tivemos esta época miserável. Foi, essencialmente, por culpas próprias. Não foi nenhum árbitro que comprou o Elias por oito milhões. Nem foi nenhum árbitro que importou da Suíça um "craque" chamado Gelson. Nem foi nenhum árbitro que despachou o Matías Fernández antes da época começar e, já em desespero, também decidiu 'exportar' o Insúa, no início de 2013. Nem foi nenhum trio de arbitragem que desguarneceu a nossa linha ofensiva, contentando-se com um só ponta-de-lança, aliás também ele vendido a meio da época. Nem foi o Capela que despediu Domingos e depois contratou Sá Pinto e depois despediu Sá Pinto e depois pôs Oceano e depois tirou Oceano e depois contratou Vercauteren e depois despediu Vercauteren e depois trouxe Jesualdo para manager e depois pôs Jesualdo como treinador e depois já suspirava nos jornais a dizer que preferia afinal era ter o Jesus...


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14 Mai 13

É um facto: a péssima gestão financeira do Sporting já vinha de trás. Simplesmente, nunca o contraste entre o que se gastou e o escassíssimo retorno obtido foi tão flagrante como nesta época de má memória.
Há que mudar muita coisa no nosso clube. Mas não me refiro a dirigentes, técnicos e jogadores: refiro-me à indispensável mudança de mentalidades, sem a qual arriscamo-nos a repetir num futuro próximo todos os erros que foram cometidos na última década e meia. Não podemos exigir tudo, nas bancadas de Alvalade, indiferentes aos custos exorbitantes das opções tomadas. Nem podemos permanecer indiferentes a esta dura realidade: deixou de haver dinheiro para extravagâncias como a contratação de Elias por mais de oito milhões de euros quando nem a décima parte disso ele demonstrou valer nos escassos meses em que se arrastou em campo vestido de verde-e-branco, camisola que nunca devia ter envergado. Por ele, que nunca teve motivação para o efeito, e sobretudo por nós, que não merecíamos ser enganados desta forma.
Mas, no fundo, devemos queixar-nos é de nós próprios. Porque gostamos de ser iludidos e de levar gato por lebre. Com os tristes resultados que estão à vista.


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