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És a nossa Fé!

Se eu mandasse...

No que se refere a jornalistas, colunistas, paineleiros e comentadores todos temos os nossos preferidos e os nossos ódios de estimação. Se pudéssemos escolher, de certeza que colocávamos fulano no programa X e retirávamos sicrano do programa Y.

 

Tendo isso em conta, digam de vossa justiça acerca de quem acham que deveria representar-nos e quem deveria ser enviado para uma ilha longínqua.

As notícias e a importância delas

Por dever de ofício, chego bastante cedo ao meu local de trabalho. Antes das seis e trinta, mais concretamente.

Em regra escuto a Rádio Comercial.

Ouvi as notícias às 06.30h e uma delas era sobre Paulo Pereira Cristóvão; Basicamente e em resumo, a estória do vice-presidente do Sporting ter sido detido e ir ser hoje interrogado; Esperei. Às 07.00h, repetiu-se a notícia, nos mesmos moldes (aliás era a mesma, como é usual na informação). Entendi mandar um e-mail para a Radio Comercial; Usei o texto do post da Alda Telles, que roubei descaradamente e enviei:

"Bom dia,
A propósito da notícia da detenção de Paulo Pereira Cristóvão, fui esperando que o brio profissional se fosse sobrepondo à agenda anti-Sporting que vai vigorando pela maioria dos órgãos de “informação”, mas pelos vistos não é assim. Eu espero da informação da Comercial a mesma qualidade e rigor que do “entretenimento” e desculpem-me, mas neste como noutros casos, o rigor tem sido um pouco espezinhado, para ser simpático.
Ora vamos lá ver, Paulo Pereira Cristóvão foi agente/inspector da Polícia judiciária durante 16 anos e vice-presidente do Sporting durante 16 meses. O Sporting não pode apagar da sua história a passagem de alguns personagens pouco recomendáveis pela sua casa, como não o pode fazer nenhuma outra organização, mas iria jurar que para o cidadão consumidor de informação seria bastante mais relevante saber que um polícia, com responsabilidades de investigação em crimes graves e até uma especialização em crime económico, concretamente no combate à corrupção, é suspeito da prática dos crimes de associação criminosa, sequestro, roubo qualificado, usurpação de funções, abuso de poderes e detenção de armas proibidas, sendo que nenhum destes crimes de que é acusado terá sido praticado no exercício de funções ou com mandato do Sporting Clube de Portugal.
Sejamos rigorosos, sim?"

Notícias das 07.30h. A notícia repete-se. Outro e-mail:

"Lamentavelmente, insistem no teor da notícia.
Eu sei que é mais fácil ler o texto das agências, mas eu faço um desenho: para a notícia sobre José Sócrates, é relevante o facto de ter sido primeiro-ministro, uma vez que os crimes de que está indiciado terão alegadamente sido cometidos no exercício dessas funções.
Já Paulo Pereira Cristóvão terá cometido os crimes de que é acusado, fora da esfera do Clube de que foi vice-presidente, cargo do qual foi afastado precisamente por alegadamente ter cometido o crime de corrupção para com um árbitro auxiliar, situação que é completamente diversa da que agora se noticia. Se sobre aquele acontecimento seria legítimo referir a sua condição de ex-dirigente, na detenção ora levada a cabo, é desnecessário, eivado de má fé e um péssimo trabalho jornalístico relacionar PPC com a sua passagem pelo Sporting.
Passem bem"
Notícias das 08.00h. A notícia desapareceu, não foi dada. Bem como nas das 08.30h, bem como nas das 09.00h. Merecia outro e-mail:

"Bom, parece que a notícia desapareceu. Longe de mim ter a pretensão de influenciar o alinhamento noticioso da Comercial, não é isso que se pretende, como se poderá intuir pelos dois e- mails que enviei anteriormente. Parece-me de todo o interesse que os cidadãos que consomem informação e são ouvintes da Comercial, devem ser informados que um ex-polícia da PJ foi detido e acusado de vários crimes.
Esta deveria ter sido a atitude da Comercial; O redactor perdia dois minutos e redigia a notícia, mas é mais fácil retirá-la. Assim já não se atura o “gajo sportinguista que anda aqui a chatear”.
Duplo mau serviço!"

Moral da história: vale o que vale, mas encher-lhes os mails e chamar-lhes a atenção para a necessidade de rigor, por vezes resulta. E a notícia não voltou ao ar, pelo menos até às 11.00h!

 

Nota: houve posteriormente uma troca de e-mails com o jornalista, cujo conteúdo, por versar outros assuntos, é irrelevante para o post.

Mentiras

"...Perante mais de 42 mil testemunhas in loco e uns milhões pela tv, o árbitro Jorge Tavares não se coibiu de realizar mais uma exibição despudorada em pleno covil do leão.

Pouco me interessa se o comentador José Nunes deu cartão verde ao árbitro, considerando não ter tido erros de relevo, na sua habitual análise aos intervenientes na Antena 1...." (mais aqui )

Afinal, há mais Gobernes!

Reproduzo, neste espaço, uma carta publicada no jornal do Sporting, da autoria do Senhor Manuel Ramalhete, sócio n.º 37.374, que demonstra, esclarecidamente, que a generalidade do universo Sporting está bem atenta às finórias «démarches» da comunicação social desportiva portuguesa.

«No rescaldo da eliminatória dos quartos-de-final da Liga Europa, o «Diário de Notícias» publicou uma reportagem do jornalista Bruno Pires, cujo conteúdo é, no mínimo, deselegante quer para a equipa do Sporting, quer especialmente para o treinador Sá Pinto. Imediatamente sob o título de «Rui Patrício agarrou as meias-finais que o banco ia deixando fugir. Valeu o guarda-redes». Segue-se o corpo do comentário que arranca logo em grande estilo: «O Sporting está nas meias-finais da Liga Europa, mas é discutível perceber se mereceu a qualificação». (um pouco mais adiante na carta) Agora essa do «discutível perceber» é que eu não percebo. Mas visto do outro ângulo, pode ser que o problema não tenha a ver com os regulamentos da competição nem com a aritmética, mas, sim, com o conceito de merecer. E aí, já se torna mais difícil descortinar o que é que o jornalista estaria a sentir ou a pensar quando escreveu isso. Todavia, inclino-me para a hipótese de se tratar de uma prolongada azia, com origem em Londres e causada pelo resultado da Liga dos Campeões. Mas há mais! Também na SIC, o comentador João Rosado não resistiu a lançar uma provocaçãozinha sorridente. Fazendo alusão à final da Liga UEFA, perdida pelo Sporting frente ao CSKA, disse qualquer coisa como: «mas disso não convém falar porque os sportinguistas não iriam gostar». Fale à vontade, João Rosado, que ninguém irá fazer pressão para que não fale. Afinal, não foi difícil perceber que esse aparte não passou de mais uma bicadinha de águia. Ressabiada... claro».  

Dar com uma mão e tirar com a outra

Ainda no rescaldo do «derby»... Não me seduzem, minimamente, alguns dos escritos mais recentes em que o Sporting é elogiado pela sua excelente prestação e consequente vitória no embate com o Benfica. Isto porque muitos deles surgem por autoria de crónicos impiedosos críticos e, ainda, porque tudo aquilo que «dão com uma mão tiram com a outra». A exemplo breve, Rui Santos, João Querido Manha e José António Saraiva, todos com um  pensamento comum: sublinhar que o Sporting derrotou o Benfica com todo o mérito, que Ricardo Sá Pinto bateu Jorge Jesus quanto à estratégia para o jogo, mas... e logo vem esse notório MAS:

 

Rui Santos: «Um penálti não assinalado nos primeiros sessenta segundos de qualquer jogo de futebol pode ser determinante. Não apenas pelo resultado mas também do ponto de vista da «caracterização» do próprio encontro».

 

João Querido Manha: «A arbitragem foi um descalabro. Ficaram três penáltis por marcar (dois contra o Sporting e um contra o Benfica) - foi demais».

 

José António Saraiva: «Ajudas de árbitro à parte (penálti não marcado sobre Gaitan e o insólito penálti marcado a Luisão num lance igual a dezenas de outros, em todas as zonas do campo)».

 

A essência jornalística do mensageiro não pode ser ignorada, à conveniência da ocasião. 

Ainda se chamará a isto uma entrevista?

O Presidente Godinho Lopes está a ser "entrevistado" na RTP1. Entrevistado é como quem diz. Já vi recriações históricas de interrogatórios da Gestapo mais suaves. Parte-se do princípio que quando alguém faz uma pergunta, tenciona ouvir a resposta. Convinha que alguém explicasse à senhora jornalista que o protagonista de uma entrevista é o entrevistado e que as suas respostas são a parte mais importante e interessante no processo.

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