21 Jul 17

 

Era inevitável: palavra puxa palavra, disparate puxa disparate, e eis instalado o folhetim. Na véspera do jogo de apresentação da equipa em Alvalade, quando faltam duas semanas para começar o campeonato.

Eis uma das modalidades mais praticadas no Sporting: o tiro no pé.


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Fechar a boca
Pedro Correia

Houve um treinador inglês do Benfica (mais tarde também do Sporting), três vezes campeão nacional na década de 70, que popularizou entre nós a expressão "No comments". Chamava-se Jimmy Hagan. Era homem de sorriso difícil e poucas falas. Só dizia aquilo que entendia ser indispensável. Com ele, o jornalismo especulativo - capaz de transformar um grão de ervilha nas cataratas do Iguaçu - tinha tarefa complicada.

"Não comento." Duas palavrinhas apenas. Com elas, é possível marcar pontos em matéria de comunicação. E sem necessidade de impor blackouts. Nada mais simples: basta manter a boca fechada. Para que haveremos de complicar o que é simples?


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02 Jun 17

A máquina de intoxicação e propaganda começou a rolar sem demora, com as cumplicidades do costume.

Apressaram-se a dizer que o guarda-redes ia ser vendido por soma astronómica: mais de 51,6 milhões de euros.

Agora, tudo visto e somado, nem 20 milhões chegarão aos cofres do clube que o vendeu.

Assim vai a "informação" neste país.


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24 Mai 17
Indigno
Pedro Correia

Para os devidos efeitos, comunico o seguinte: esgotou-se o que sobrava da minha paciência leonina face à sucessão de recados em cascata entre o presidente e o treinador, profusamente distribuídos nas últimas duas semanas em redes sociais, conferências de imprensa"fontes próximas" e títulos de jornais.
Haverá quem lhe chame "política comunicacional". Para mim, isto é indigno do prestígio e do historial do Sporting. Tolerância zero, sim, para esta maneira de gerir o futebol em Alvalade por quem não consegue perceber que somos donos do silêncio e escravos das palavras.


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23 Abr 17

Tudo tem o seu tempo e antes de mais tenho de sublinhar que, no essencial (não em tudo mas no essencial), o Sporting teve e tem uma direção com característica técnicas e humanas absolutamente cruciais para sair do enterro anunciado em que outros consócios com funções executivas haviam enfiado o clube.

Nem sempre gostei do estilo, em especial porque em vários momentos pecou por excesso, mas o balanço global era e é francamente positivo.

Agora tinha um pedido. Não que as pessoas em quem votei recentemente deixassem de ser quem são, mas antes que renovassem o arsenal tático ao nível da comunicação. Que prosseguissem aquilo que espero ver na equipa principal de futebol, também a nível dirigente.

O que espero para a equipa de futebol sénior masculino é que no que resta da época dê provas de evolução e de garantir um ponto de partida para a próxima época mais evoluído e sem grandes dúvidas quanto às suas forças e lacunas. Há algumas jornadas fiquei preocupado porque estava a ter dificuldades em ver esse sentido e evolução, hoje estou um pouco mais animado ainda que algo ansioso para ver o que conseguiremos com o plantel que temos. Sempre na perspetiva de chegamos a maio com um caminho claro, valores firmados e lacunas cristalinamente reconhecidas e a reforçar.

Voltando ao paralelo com a direção, há ainda um aspeto que muito tenho valorizado ao longo dos últimos anos. As sucessivas provas que o atual presidente e sua equipa têm dado quanto à capacidade de aprenderem. Uma pessoa tão atreita a grandes e emocionadas proclamações de presidente-adepto poderia implicar um populismo vazio com pouca capacidade de autocrítica e jogo de rins na capacidade de emendar o erro para não voltar a ser fintado da mesma forma. Mas, no global, assisti a várias provas de que no caso dos dirigentes atuais do Sporting, essa correlação, existindo, está longe de ser perfeita e demasiado penalizadora. Simplificando: tem sido evidente que o sporting é hoje melhor dirigido do que há um ano, do que há dois anos ou do que há três anos.

E é isto que espero continue a acontecer, tal como espero que venha a acontecer com o futebol e com as demais modalidades.

As premissas são claras: exigência permanente e capacidade de evoluir mais depressa do que os nossos adversários que, naturalmente, também não estão parados no tempo à espera que nós recuperemos toda a distância que fomos cavando durante demasiado tempo.

Chegado aqui pretendo referir-me a uma área, tradicionalmente polémica e na qual os últimos anos primaram por grande volatilidade interna: a comunicação. E faço-o num dia em que o presidente do Sport Lisboa e Benfica mostrou genuinamente o seu valor pelas suas próprias palavras e num contexto em que as táticas e estratagemas comunicacionais desse clube são do conhecimento público. A mensagem base que tem mais de um ano do "Nós os santos contra a matilha dos mauzões" foi desmascarada junto de quem consegue ir além da fé cega. O Rei vai nu, sonso até dizer chega.

Neste dia de declarações execráveis e autoqualificativas como deveria reagir o Sporting? Com elevação e dignidade tendo presente a tragédia que ontem ensombrou o futebol. Nunca por nunca com uma resposta à letra, descendo ao nível abjeto de quem deveria ficar a falar sozinho no seu mundo de diabolização do adversário e de desculpabilização do indesculpável. Quando o teu adversário se enterra nas suas próprias áreas movediças para quê chegarmos-nos a ele dando-lhe a oportunidade de se agarrar a nós para se libertar?

 

Nesse processo evolutivo que desejo, creio que chegou a hora de passarmos a uma tática de ação cirúrgica abandonando a lógica de tapete de bombas. No fundo, esculpir o que temos feito evitando tudo o que é gratuito e inútil e que, objetivamente, pode contribuir para destruir o futebol.

Melhorar os automatismos, estudar melhor as jogadas, saber conservar as energias não esquecendo que só no final se fazem as contas. Ontem Bas Dost não se atirou ao guarda-redes a cada vez que ele recebeu a bola, fê-lo duas ou três vezes depois de avaliar o ganho e a perda. Numa delas arrancou um penalti e mudou a história do jogo. Se tivesse ido a todas chegaria a meio do jogo exausto sem força para dar a estocada final, o que esteve muito perto de conseguir já na segunda parte.

Está na hora de encontrar uma outra tática para construir o respeito e a autoridade junto da comunidade. No fundo aquilo de que os nossos adversários mais medo têm a avaliar pela sua cartilha. O mesmo respeito e autoridade que temos merecido em campo com a atitude e com a evidência de que estamos para que contém connosco como incontornáveis adversários com capacidade de destronar o campeão e de sermos difíceis de ultrapassar uma vez chegando ao topo.

Talvez começar por deixar de ver, ouvir e ler quem não passa de pau mandado fosse o bom princípio. A tentação para cair na armadilha diminuiria.

Caro presidente e caros membros da direção, atentem no que se segue, para praticar e não para proclamar:

'Nunca lutes com um porco. Primeiro, porque ficas sujo. Segundo, porque ele gosta.'

 

Saudação leoninas e viva o Sporting Clube de Portugal.


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17 Mar 17

Sugestão aos responsáveis do site do Sporting: e que tal actualizarem a lista dos corpos sociais, agora que já se encontram todos empossados?

Eu sei que terão certamente coisas importantíssimas para fazer. Mas por vezes convém dar alguma atenção aos pormenores. Até porque o diabo, como dizia o outro, está nos detalhes. E a cultura da exigência que todos prezamos começa por aquilo que é mais simples.

Não têm que agradecer. Eu antes de reparar nos outros presto sempre mais atenção à nossa casa.


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21 Jan 17

Primeira: Não diabolizes o teu oponente. Critica-o pela positiva. Não digas que vens "unir os sportinguistas" enquanto procuras transformar o rival num saco de pancada. É um erro ver um inimigo num consócio enquanto os adeptos de outros clubes são considerados meros adversários.

 

Segunda: Gasta a maior parte do teu tempo a divulgar as tuas propostas em vez de denegrires as propostas alheias. Elege as melhores, na impossibilidade de as destacares todas. Procura que as melhores sejam as mais originais - e vice-versa. Sublinhar o óbvio é chover no molhado.

 

Terceira: Concentra-te no futuro, sublinhando o que farias melhor do que foi feito até aqui. Toda a gente conhece o diagnóstico: o passado já foi dissecado até à exaustão em mil horas de debates televisivos. Importa é olhar em frente. Quem te ouve quer saber da cura, não do mal.

 

Quarta: Nunca personalizes em excesso as tuas críticas. Nem deixes que as críticas demasiado personalizadas alterem a tua linha de rumo. Os eleitores, em regra, penalizam aqueles que apostam por sistema no ataque pessoal. O ódio é sempre um péssimo conselheiro.

 

Quinta: Evita refugiar-te em fórmulas vagas e ocas. Quem vota sabe distinguir cada vez melhor entre a proposta concreta e a retórica balofa. Elege três ou quatro medidas emblemáticas e faz delas as tuas bandeiras programáticas. Não te disperses por vias secundárias.

 

Sexta: Lembra-te que os portugueses são um povo moderado, que prefere a reforma à mudança abrupta. Não acenes com cortes radicais, revoluções ou guilhotinas: aperfeiçoar o que existe é sempre preferível a recomeçar do zero, sobretudo numa instituição já centenária.

 

Sétima: Nunca cedas à tentação de transformar os jogadores - património comum de sócios e adeptos - em matéria de contenda eleitoral. Eles e a equipa técnica devem permanecer à margem das polémicas. Porque uma derrota em campo afecta todos. A começar por ti.

 

Oitava: Escolhe bem as palavras. Não compliques. Sê conciso e compreensível no teu discurso. Usa frases que todos entendam. Lembra-te da recomendação de Winston Churchill, político de excepção e Nobel da Literatura: "Das palavras, as mais curtas. Das mais curtas, as mais antigas."

 

Nona: Não basta o conteúdo ter substância - é também preciso cuidar da forma. Não te exaltes, não grites, não insultes, não procures matar o mensageiro quando te interroga enquanto  jornalista. Liderar é dominar as emoções: só os fracos andam a exibir estados de alma.

 

Décima: Lembra-te que a verdade nunca está em exclusivo num só lado. Concede mérito ao teu opositor. Nunca esqueças que tem sempre mais valor uma vitória sobre um adversário a quem são reconhecidas qualidades do que sobre alguém manifestamente incapaz.


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22 Dez 16
Leitura recomendada
Pedro Correia

 

O Sporting e a comunicação. Do Mestre de Cerimónias, n' O Artista do Dia.


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21 Dez 16

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Quando se esperava que o presidente do Sporting dirigisse uma mensagem de exemplar serenidade ao plantel, que lambe as feridas após três derrotas nos quatro últimos jogos, e se concentrasse no indispensável incentivo aos jogadores para derrotar o Belenenses, Bruno de Carvalho voltou ao seu pior estilo: disparou em várias direcções, provocou ruído totalmente dispensável e vestiu já o fato de candidato a três meses do acto eleitoral.

Como se não houvesse questões muito mais urgentes a enfrentar agora.

 

Desde logo, o meio escolhido foi o menos indicado: novamente uma mensagem no Facebook, em vez de ter optado pelos canais institucionais do clube. Também o tom foi desajustado: agressivo e crispado, transmitindo a ideia de que o Sporting Clube de Portugal vive com os nervos em franja, pronto a declarar guerra ao mundo inteiro. Além disso, a extensão do escrito, desnecessariamente longo e confuso em vários trechos, fez dispersar a mensagem – como qualquer profissional da comunicação certamente lhe diria se Bruno de Carvalho tivesse a humildade de se aconselhar com quem percebe do assunto.

O pior foi confundir o estatuto de presidente leonino com o de candidato às eleições de Março, apressando-se a eleger novos alvos internos para as suas invectivas. Nada menos recomendável, num momento em que o Sporting deve mais que nunca estar unido para enfrentar sérias dificuldades no plano desportivo, superar problemas estruturais no plano financeiro e contrariar a ameaça sempre renovada de perversão da transparência no futebol. Bruno de Carvalho volta a dispersar energias e munições, transforma o insulto em argumento (“hipocrisia”, “parasita”; “papagaios”) e aconselha até determinados sportinguistas a devolver o cartão de sócio. Revisitando assim os clássicos, mas às avessas: procura mobilizar as hostes não contra o adversário externo mas contra o hipotético inimigo interno.

 

Os méritos do presidente do Sporting, que são muitos, dissipam-se com frequência nesta sua vertigem de sentir a todo o momento o cheiro a pólvora. Quando não há, ele inventa-o. Sem graduar prioridades, sem distinguir problemas.

E afinal, nesta altura concreta, dele pedia-se apenas algo muito simples: o apoio firme, expresso em palavras claras e sucintas, à equipa técnica e aos jogadores no confronto de amanhã no Restelo. Nada menos, nada mais. A pólvora era perfeitamente dispensável. E a frente de batalha interna que acaba de inaugurar a escassos dias do Natal também.


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17 Dez 16

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Já o escrevi aqui  e repito: Bruno de Carvalho faz muito mal em funcionar como assessor de imprensa de si próprio. O principal erro do Sporting desde que ele assumiu a presidência tem sido a vertente comunicacional, com o presidente a expor a todo o momento o corpo às balas nas mais diversas questões. E por vezes a falar primeiro e a reflectir depois.

Voltou a acontecer esta semana, com o líder leonino a disparar contra tudo quanto mexe - desde o Tribunal Arbitral do Desporto português por ter suspendido uma medida disciplinar contra Luís Filipe Vieira aos mais  fanáticos comentadores que seguem religiosamente a cartilha do Benfica nas segundas-feiras televisivas, concedendo-lhes assim uma propaganda adicional que eles só podem agradecer-lhe, sem esquecer o Supremo Tribunal da Suíça, que entendeu não contrariar a decisão anterior do Tribunal Arbitral do Desporto europeu a propósito do famigerado caso Doyen. Neste caso, note-se, estava em causa a moldura jurídica anterior à actual, mais restritiva. Entretanto, tudo quanto se vai tornando público sobre a Doyen deixa mais evidente que estamos perante um enorme  poço com muitos e nada recomendáveis fundos.

 

Não contente com a decisão da justiça civil suíça, aliás mais do que expectável em função da prática jurisdicional daquele órgão, Bruno de Carvalho entendeu abrir esta semana uma quarta frente de batalha - algo que Sun Tzu, autor do clássico A Arte da Guerra, certamente lhe desaconselharia. E desta vez contra a Federação Portuguesa de Futebol, em termos impróprios, a partir de uma leitura apressada de uma "notícia" surgida no único jornal que vem fazendo eco das teses do Benfica na polémica contabilização de títulos de campeão nacional da modalidade.

Esse jornal, puxando uma vez mais a água ao moinho encarnado, "noticiou" que a Federação Portuguesa de Futebol dera razão ao SLB nesta controvérsia, quando o que se passou foi bem diferente: no âmbito da remodelação do seu sítio noticioso na internet, a FPF entendeu republicar as listas de vencedores que tinham sido anteriormente estabelecidas, sem se pronunciar sobre a questão. Algo que poderá mudar em breve, julgo saber, se o FC Porto se juntar ao Sporting na reivindicação de que os vencedores do Campeonato de Portugal entre 1922 e 1938 sejam integrados na extensa lista de campeões nacionais.

O presidente leonino precipitou-se ao ler no falacioso título d'A Bola que a polémica tinha sido "resolvida pela Federação". Tudo quanto disse em função disso foi excessivo e deslocado. E não serve os interesses do Sporting: viver rodeado de inimigos, reais ou imaginários, constitui uma péssima carta de recomendação.

 

Uma vez mais, estamos perante um problema de comunicação. Que só existe porque Bruno de Carvalho persiste em aparecer a todo o tempo a pronunciar-se sobre quase tudo. Por vezes não chega sequer a poupar-se a si próprio. "Sinto-me um pouco aquele doido que está à janela", disse também nesta semana em que não conseguiu permanecer calado.

Espero que a tranquilidade da quadra natalícia lhe permita reflectir melhor em tudo isto. Porque o destempero verbal só o prejudica. E, deste modo, também o Sporting sai lesado.


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05 Nov 16

Bruno de Carvalho não resiste ao Facebook.

Voltou a ceder ao impulso do teclado, repetindo erros anteriores. Com mensagens encriptadas, sem destinatário preciso, e em que o essencial fica de lado. E o essencial é a necessidade urgente de robustecer a equipa de futebol, contribuir para a coesão do grupo de trabalho e evitar a dispersão de energias anímicas com temas secundários e alvos menores.

 

Na primeira mensagem, publicada na véspera do Borussia-Sporting, o presidente alude à suposta campanha eleitoral para a eleição de Março - na qual, convém sublinhar, ainda não deixou claro se tenciona apresentar-se como candidato. É um assunto irrelevante no contexto actual. Ainda por cima o presidente aborda-o de forma incompreensível, esgrimindo contra moinhos de vento, lançando acusações a pessoas cujo nome omite. Esquece que a clareza é uma das virtudes fundamentais da comunicação.

Mensagem errada no momento errado, pois.

 

Na segunda, divulgada ontem, voltam as alegações imprecisas, regressa o mesmo tom de desafio a pessoas nunca nomeadas, a mesma escolha de um tema que só contribui para envolver o Sporting em questões menores quando a esmagadora maioria dos adeptos aguarda palavras de confiança e estabilidade.

É certo que Bruno de Carvalho tem motivos para se sentir magoado com a devassa à sua vida privada ocorrida nos últimos dias. Mas uma coisa é o protesto veemente e o apelo que ninguém pode negar-lhe à necessária protecção do seu reduto familiar. Outra é confundir, no mesmo texto, a sua vida privada com ocorrências públicas relacionadas com o Sporting.

Aludir em termos ambíguos a uma hipotética violação do dever de confidencialidade que terá originado uma fuga de informação há semanas ou meses equivale a transmitir de novo a ideia de instabilidade em Alvalade. Quando aquilo que devia ser a preocupação máxima do presidente era precisamente o inverso: tranquilidade e coesão na frente interna.

 

Repito o que já escrevi aqui diversas vezes: em comunicação é fundamental a escolha do tema, da ocasião e do modo de fazer passar a mensagem.

Bruno de Carvalho, que já teve pelo menos quatro equipas de comunicação desde que iniciou funções como presidente do Sporting, imagina-se um virtuoso na matéria. Mas não é. Se o fosse, só recorreria ao Facebook em momentos cirúrgicos para transmitir mensagens concisas e compreensíveis. E jamais elegendo figuras menores como supostos destinatários das suas entrelinhas. Eu, por exemplo, posso fazê-lo na minha vulgar condição de internauta. Mas o presidente não deve agir assim.

Recusando dar ouvidos a especialistas, Bruno de Carvalho perde o foco, confunde o essencial com o acessório, baixa a fasquia. Leio os seus dois mais recentes textos feicebuquianos e fico com a sensação ainda mais nítida de que poderiam ter sido escritos por alguém de olhos vendados num quarto escuro.


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25 Out 16

O fascínio adolescente pelas redes sociais tem levado o Sporting na era de Bruno de Carvalho a multiplicar-se em copiosos textos no facebook que nunca deviam ter sido escritos. Desde a lamentável vergastada desferida publicamente contra jogadores e equipa técnica há dois anos, quando fomos perder 0-3 a Guimarães, à recente apologia das vitórias morais que se seguiu à nossa derrota tangencial no estádio Santiago Bernabéu.

Do oito para o oitenta. Mal, nos dois casos.

No último mês, têm-se sucedido os comunicados com a chancela leonina - num verdadeiro desperdício de energia anímica, como se a gritaria mediática forjasse equipas campeãs. A verdade é que, por coincidência ou talvez não, desde aquela mensagem presidencial a enaltecer a derrota alcançada em Madrid nunca mais a nossa equipa jogou nada de jeito.

Que sirva de meditação. Ao menos isso.


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08 Out 16

Eles apostam tudo na desestabilização do Sporting. E alguns sportinguistas, para meu espanto, caem na esparrela. Em vez de se concentrarem no essencial, que passa por novas conquistas desportivas, estes sportinguistas andam entretidos no campeonato que não interessa: o campeonato das tricas e dos decibéis. Sem perceberem que estão no terreno onde eles nos querem confinar. Porque sabem muito bem que isso nos dispersa e fragiliza.

Só devemos travar os desafios que verdadeiramente importam - aqueles que nos permitirão ganhar novos troféus desportivos, continuar a valorizar atletas no mercado internacional e consolidar as nossas bases financeiras. Consumir tempo e recursos noutros planos e noutros palcos, dando protagonismo a personagens secundárias, equivale a perder o foco do essencial, desperdiçando energia anímica. As refregas verbais são passatempo de miúdos nos recreios escolares. E nunca a comunicação institucional de um clube como o Sporting deve ser contaminada por bravatas destinadas a alvejar gente menor. Não por ser uma manifestação de força, mas um sintoma de fraqueza.

Sun Tzu, mestre de todos os mestres da táctica, ensinava que um dos mandamentos para alcançar a vitória é recusar ceder às manobras alheias. Quando nos querem levar para um lado, vamos para o outro. No fundo, devemos imitar aquilo que Gelson Martins tão bem executa em campo: a finta de corpo para desposicionar adversários. Sempre com os olhos na baliza.

Na hora do balanço, só contam as que lá entram. O resto são bolhas de espuma: podem inchar muito, mas não tardam em dissolver-se. E delas não reza a história.


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06 Out 16

Esta capa d'A Bola, que o Francisco apresenta abaixo, diz tudo e mais alguma coisa. Por um lado, o aspecto norte-coreano daquilo (a propósito, quando é que temos a assunção explícita da parte d'A Bola de que passou a ser um órgão para-oficial do Benfica?). Por outro, como o Francisco notou, a contradição entre a mensagem do presidente e a do vice-presidente. Ainda por outro, a revelação da estratégia de comunicação do Benfica: mandar para a arena uma série de peões de brega enquanto o presidente assume a pose de grande estadista.

 

Toda a gente sabe quem são os peões de brega: Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra, André Ventura, João Gobern (enfim, são os que conheço). O papel dos peões de brega, pelo menos desde que Jorge Jesus foi para o Sporting, é simples: arrotar diariamente alarvidades, calúnias e teorias da conspiração nos diversos canais de televisão sobre o Sporting, mantendo a aparência de serem "apenas" comentadores simpatizantes do Benfica. Isto enquanto, por cima, paira o presidente, em estilo de grande senhor. Mas a verdade é que já se percebeu que eles não são "apenas" comentadores simpatizantes. São comentadores orgânicos, obviamente "briefados", repetindo ad nauseam os mesmos argumentos dia após dia. Isto revela uma clara "politização" do Benfica, no sentido de partido político: as pessoas que o representam nestes programas actuam a partir de uma mensagem centralizada, como fazem os partidos.

 

É evidente que a chuva de alarvidades merece resposta. O que já não tenho a certeza é se a resposta que o Sporting tem dado é a melhor: mensagens desgarradas em canais oficiais (o director de comunicação, o facebook...) com longas tiradas semi-insultuosas (ou completamente insultuosas) contra pessoas do Benfica, mensagens meio conspirativas do presidente e pouco mais. Claro que há um problema com os nossos representantes nesses programas: são mais individualistas, mais plurais (precisamente, mais parecidos com o Sporting) e não quererão fazer o papel de embrulho que fazem os outros - basta pensar nos pares em causa: Rui Gomes da Silva-Rogério Alves, Pedro Guerra-José de Pina; André Ventura-Paulo Andrade, João Gobern-Rui Oliveira e Costa. Mas se calhar podia-se fazer mais alguma coisa para ter resposta pronta e, sobretudo, para jogar na antecipação. Até agora, o padrão é: um daqueles "comentadores" lança uma aleivosia qualquer, Sporting reage pelo director de comunicação; outro "comentador" vem com outra aleivosia, Sporting reage no facebook; outro ainda vem com mais uma aleivosia, presidente do Sporting reage. Acho que não pode ser assim.


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01 Out 16
Desabafo
Alda Telles

Tenho tido o cuidado, como leiga que sou, de ouvir o nosso treinador após cada um dos últimos jogos do campeonato, na esperança de perceber o que corre mal em períodos concentrados de tempo.

Perceber é a melhor maneira de ultrapassar a náusea que empates com sabor a derrota e derrotas me provocam. Perceber é também a forma de continuar a acreditar.

O que acontece é que Jesus parece não ter nenhuma explicação plausível e, por conseguinte, há que passar a esperar sempre o pior.

Esta é uma sensação que me aborrece de sobremaneira, sobretudo quando contamos com jogadores de enorme nível e exibições fabulosas. 

Temos de ter melhores explicações e melhores análises do nosso treinador. Merecemos isso, na nossa infinita capacidade de sofrer. 


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31 Mai 16
Foice em seara alheia
Edmundo Gonçalves

Em regra não convém a sapateiros tocar rabecão.

Ainda assim, vou aventurar-me por um metier que não domino, a comunicação, a propósito da nomeação de um novo director, Nuno Saraiva de seu nome.

Confesso que não conheço a pessoa, mas a relevância do facto é secundária. Sei é que tenho sentido falta de uma atitude proactiva por parte do Clube nos media e que tenho visto um desgaste da imagem de pessoas que deveriam preocupar-se com outros assuntos e têm canalizado parte do seu esforço para colmatar a falta a que me refiro. Neste lote estão o presidente e o treinador, sem sombra de dúvida.

Como leigo na matéria, espero, desejo, que desta vez se acerte, salvo seja, no cavalo certo.


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12 Out 15

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O livro chama-se Novo Dicionário da Comunicação e foi redigido por uma competente equipa de autores que tive a honra e o gosto de coordenar. A sessão de lançamento será no próximo dia 15, às 19 horas, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, com apresentação do Luís Paixão Martins (também autor do prefácio) e do Rodrigo Moita de Deus.

Este Novo Dicionário da Comunicação, com chancela da Chiado Editora, inaugura uma colecção de obras ligadas a este tema no âmbito do futuro Museu da Notícia, que tem abertura prevista para Março do próximo ano, em Sintra.

Apareçam na quinta-feira. Gostava muito de vos ver por lá.


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17 Mai 15

Um presidente de um clube grande deve falar poucas vezes e em momentos cirúrgicos para não banalizar a imagem nem a palavra. Deve transmitir uma mensagem clara, que não permita leituras ambíguas. Deve evitar as entrelinhas,  matéria-prima de comentadores e "analistas" - alguns pagos a peso de ouro para o efeito. Deve ponderar se um comunicado distribuído à imprensa - curto, conciso e compreensível - não bastará para transmitir o essencial do que se pretende, evitando assim momentos de inevitável exposição pública que potenciam novos focos de controvérsia. Deve avaliar o instante exacto em que se pronuncia, evitando ver as suas palavras sobrepostas (por exemplo) por uma declaração em directo do primeiro-ministro. Deve abster-se de disparar em todas as direcções para não correr o risco de falhar todos os alvos em simultâneo. Deve tratar com urbanidade os jornalistas que convida para conferências de imprensa.

Deve aproveitar essencialmente essas ocasiões para desfazer dúvidas - não para alimentá-las ainda mais. Deve esclarecer, não confundir. Deve falar pouco para evitar que o essencial da sua mensagem se distorça no emaranhado de palavras. Deve evitar ser notícia. E deve, acima de tudo, transmitir a todo o momento uma imagem de serenidade e tranquilidade. Pois as vitórias começam a construir-se também aí.

Nada disto foi feito ontem, o que lamento.


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01 Mai 15
Cada macaco no seu galho
Edmundo Gonçalves

"Se fosse eu a mandar, Marco Silva continuaria" - João Mário, no Estoril Open.

 

Ora João, o que acontece é que não és tu que mandas, percebes? Não que o sentimento não te fique bem, eu até concordo com ele e tenho-o defendido aqui, mas limita-te a fazer aquilo que sabes tão bem (embora ultimamente...), que é jogar à bola. Deixa essas coisas para quem manda, está bem? Viste como respondeu o André Martins? Curto e grosso!

 

Ainda a propósito disto, é possível que ninguém da comunicação tenha escrito uma simples folha A4, com instruções claras, sobre o que se deve ou não dizer nestas situações? Não quero crer...


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23 Mar 15

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À atenção da nova equipa que lidera a comunicação do Sporting Clube de Portugal: quando houver desaire, urge impedir a todo o custo o presidente de escrever numa rede social. O melhor é encaminhá-lo para o balneário leonino e deixá-lo lá estar um minuto ou dois. Para depois poder soprar à imprensa títulos como este que vejo hoje na capa do Record: "Vieira pede calma no balneário".

Ou o que já vinha na edição de ontem do mesmo jornal: "Presidente no balneário - Pinto da Costa esteve com a equipa no final do jogo".

Não resolve problema algum mas dá a ideia de um líder solidário com o grupo de trabalho, capaz de mobilizar o colectivo nos momentos de infortúnio. Resulta como manobra de diversão mediática. E é sempre verosímil. Afinal para onde se há-de correr na hora do aperto senão para o balneário?


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25 Fev 15
Palavras feias IV
Edmundo Gonçalves

Quem terá sido desta vez o bufo?

Ou é ainda o mesmo?


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18 Fev 15
Nova etapa
Tiago Cabral

Dizem alguns especialistas no meio que fizemos uma excelente escolha para a direcção de comunicação. Nos dias de hoje a comunicação, o melhor uso dela, é fundamental para alcançar o sucesso. Seja então bem vinda esta nova equipa!


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09 Jan 15

Li o mês passado a reportagem com Martunis, o jovem sobrevivente do tsunami de 2004 que foi encontrado vivo umas semanas depois envergando uma camisola da selecção portuguesa com o nome de Rui Costa. Nessa reportagem, Martunis declarava-se do Sporting, por causa de Cristiano Ronaldo. Pensei para mim mesmo: bela história, e o Sporting deve estar já a fazer qualquer coisa para valorizar isto. Eis senão que descubro, ontem, que a única coisa que Martunis recebeu até agora foi uma camisola, obtida com uma colecta online feita pela Cortina Verde (parabéns pela ideia!).

 

Para a comunicação do clube: eh pá, há um sportinguista do outro lado do mundo, no mais improvável dos sítios. Ninguém cuida da precisosidade? Quanto é que custa enviar um set de equipamentos deste ano, mais uns daqueles livros comemorativos, uns posters e outros gadgets? Quanto é que custa trazer cá o Martunis a visitar Alcochete e Alvalade durante uma semana, a conviver com os nossos jogadores? Quem sabe o Ronaldo não vinha de Espanha só num saltinho? Para mais, o miúdo joga à bola. Se calhar até é bom. Se calhar até pode ser aproveitado na formação. Quem sabe?

 

É fácil, é barato, é eficaz, é bonito. Porque é que não foi feito?


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23 Dez 14
Fechar a boca
Pedro Correia

Houve um treinador inglês do Benfica, três vezes campeão nacional na década de 70, que popularizou entre nós a expressão "No comments". Chamava-se Jimmy Hagan. Era homem de sorriso difícil e poucas falas. Só dizia aquilo que entendia ser indispensável. Com ele, o jornalismo especulativo - capaz de transformar um grão de ervilha nas cataratas do Iguaçu - tinha tarefa complicada.

"Não comento." Duas palavrinhas apenas. Com elas, é possível marcar pontos em matéria de comunicação. E sem necessidade de impor blackouts. Nada mais simples: basta manter a boca fechada. Para que haveremos de complicar o que é simples?


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Escrevi aqui ontem sobre a necessidade de aperfeiçoar e reforçar os mecanismos de comunicação no Sporting. E apontei como exemplo o comunicado emitido pelo presidente Bruno de Carvalho cheio de críticas com destinatário interno no preciso momento em que o nosso maior rival era eliminado da Taça de Portugal no seu próprio estádio.

Nem de propósito, hoje temos outro exemplo a sustentar a minha tese de que falta pensamento estratégico no Sporting em matéria de comunicação. A direcção leonina decretou a lei do silêncio à comunicação social no dia em que o nosso clube atingia a excelente marca dos 120 mil sócios. Resultado: uma notícia muito positiva foi de imediato ofuscada pela outra.

Fica a pergunta: teria de acontecer tudo isto em simultâneo? E adianto já a resposta: claro que não.

Insisto: as vitórias não se obtêm só em campo. Também se marcam golos a comunicar bem. E há um autogolo cada vez que se comunica mal.


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22 Dez 14

"Nunca interrompas o teu inimigo quando o vires a cometer um erro", costumava dizer Napoleão. Sem animus belli, para evitar confundir jogos com batalhas, este princípio deve ser aplicado no futebol. O que nos permite apontar um mau critério de oportunidade a Bruno de Carvalho na recente intervenção pública em que anunciou a convocação de uma assembleia-geral para relegitimar a sua liderança. Enquanto o presidente do Sporting falava, o Benfica era derrotado em campo, na sua própria casa, frente ao Braga na Taça de Portugal. Segundo desaire consecutivo do SLB após a pior campanha de sempre na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Nas horas imediatas e no dia seguinte a notícia não era o afastamento dos encarnados da segunda mais importante competição futebolística portuguesa mas o anúncio de problemas internos no Sporting. O que nos permite concluir que Bruno de Carvalho precisa de reforçar não apenas a equipa de futebol mas a sua própria estrutura de comunicação.

E nestas coisas não é necessário inventar nada: a roda já existe há 25 séculos.

Basta ter lido alguns clássicos. Está lá tudo.


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05 Jun 14

As melhores causas perdem-se com frequência por serem defendidas de forma desajustada. Há que manter o nível em todas as ocasiões. Sobretudo quando estamos convictos de ter a razão do nosso lado.


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16 Out 13
Um bom tribuno
Alexandre Poço

"Já soube que há aqui duas ou três pessoas que não são do Sporting. Quero dizer-vos que Deus é grande, Deus perdoa tudo e é fundamental que haja pessoas de outros clubes para olharem para a frente e verem o Sporting."


Bruno de Carvalho no almoço de comemoração do 50.º aniversário do Sporting Clube de Joanesburgo.


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26 Abr 13
Pedro Sousa
Francisco Melo

 

Quando soube que Pedro Sousa iria deixar a Rádio Renascença ("RR") para ser o novo director de comunicação do Sporting fiquei triste.

Há apresentadores de televisão, ou locutores de rádio, a quem ganhamos particular afeição, por serem o rosto e a voz que acompanham os nossos programas favoritos. Pedro Sousa era um desses casos.

Ainda me lembro bem da época 1999/2000, indelevelmente marcada na minha vida, ou não tivesse sido esse o ano em que vi, pela primeira vez, o Sporting conquistar o campeonato. Pedro Sousa era a voz dos jogos do Sporting. E assim foi nos anos seguintes.

Considerado por muitos como o melhor relatador desportivo da sua geração, Pedro Sousa, que também narrava na Sport tv, chegou, sem surpresas, a responsável pela área de desporto da RR.

A possibilidade de ser director de comunicação do Sporting até se pode ter revelado à partida como um desafio profissional único, ou uma oportunidade financeira muito interessante. No entanto, da história (quase) nada rezou sobre os directores de comunicação do Sporting. E, infelizmente, Pedro Sousa será mais um caso a confirmar a regra. Com a agravante de ter desempenhado o cargo no consulado do pior Presidente da história do clube. Pior era impossível.

Não sei se noutro contexto Pedro Sousa poderia ter dado um excelente director de comunicação. Mas, tenham sido o adverso contexto em que desempenhou o cargo, ou as limitações que foram impostas ao mesmo, a verdade é que a experiência não foi bem sucedida. O narrador confiante e crítico deu lugar ao director deslocado e titubeante.

Quando soube que Pedro Sousa iria deixar de ser director de comunicação do Sporting fiquei triste. Terminava, de forma inglória, a passagem por uma cadeira que se achava de sonho, mas que se veio a revelar um enorme pesadelo...


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05 Nov 12

 

Não é preciso haver nenhuma revolução no Sporting. Mas é indispensável haver mudanças. Que são urgentes. Desde logo, no discurso.

Vou dar um exemplo muito concreto: as declarações aos jornalistas hoje feitas por Beto, em representação do nosso clube, no sorteio da Taça da Liga.

«Vamos dignificar o Sporting e todas as provas são uma prioridade para nós. Infelizmente as coisas não têm saído da forma que queríamos.»

Isto foi o que ele disse. Mas não devia ter falado assim. Em primeiro lugar, nem todas as provas são "uma prioridade para nós". E se há prova que não é de todo prioritária é a Taça da Liga, justamente baptizada entre os sportinguistas de Taça Lucílio Baptista. Pelos motivos que sabemos.

Mas o mais grave não é isto. O mais grave é não assumirmos desde o minuto zero que entramos em todas as provas - sejam "prioritárias" ou não - para vencer.

Meu caro Beto: se participamos, não é para "dignificar o Sporting". Isso é um conceito vago, impreciso, próprio de quem voa baixinho em termos de expectativas e de ambições.

Se participamos, é para vencer. E não concebemos menos que isso.

"Dignificar" o clube é fazê-lo conquistar troféus. O resto é conversa de circunstância, que não mobiliza ninguém. E sem um discurso mobilizador não chegamos a lado nenhum. Ou seja: chegamos aonde estamos agora, o que vem a dar no mesmo.


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24 Out 12
Assim não
Pedro Correia

No serão da passada segunda-feira, os sportinguistas ficaram a saber pela boca do benfiquista Fernando Seara, num programa da TVI 24, quem seria o novo treinador principal do clube. Dia e meio depois, esta manhã, a notícia foi confirmada - o que só demonstra a necessidade de dotar o clube de uma estrutura de comunicação blindada para evitar novas humilhações neste domínio. Ser um adversário do Sporting a revelar ao País uma das decisões mais importantes oriundas do foro interno do nosso clube vem acrescentar um toque de ridículo a todos os problemas já aqui enumerados.

Admito que isto possa aproveitar a alguns, mas não aproveita certamente aos interesses do Sporting.


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18 Jul 12

Se existe não se nota. Ao Sporting faz falta um porta-voz da Direcção do clube que informe com método e seriedade sobre as actividades e decisões que vão acontecendo, particularmente no futebol. Era bonito o esclarecimento, o fim dos boatos e das especulações em cima do acontecimento. Ora é o Khalid Boulahrouz, ora o Rojo, ora o Liedson. Já cheira mal tanta divagação sobre as decisões internas sem que haja uma voz esclarecedora.


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17 Abr 12

... mas eu concordo a cem por cento com o 'black out', nesta fase. A política de comunicação do Sporting deve levar em conta os media, mas não ficar prisioneira dos interesses especulativos dos media. Os jogadores, em cada conferência de imprensa a serem chateados com perguntas sobre amantes, espiões, vida privada, etc. E os dirigentes com as mesmas e mesmas perguntas à Rui Santos. O Sporting ja disse tudo o que de essencial havia a dizer, neste momento. E é tudo. Ao menos, aprenda-se com o 'papa'. E não nos armemos num bando de falabaratos. Acho eu.


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